Prévia do material em texto
Sociedade de Educação e Cultura de Goiás www.faculdadearaguaia.edu.br Aluno (a): Sylla Adryanna Borges de Melo Brito Curso: Nutrição Nota: Disciplina: Farmacologia Professor (a): Elaine Fernanda da Silva Data: 16.09.2022 ESTUDOS DE CASO Tema: Farmacologia do sistema nervoso autônomo Estudo de caso 1 Um homem de 51 anos procura atendimento médico por causa de uma dificuldade em respirar. O paciente está afebril e normotenso, porém taquipneico. A ausculta do tórax revela sibilos difusos. O médico faz o diagnostico provisório de asma brônquica e administra epinefrina por injeção intramuscular, melhorando a respiração do paciente após alguns minutos. Foi feita uma radiografia de tórax que não apresentou anormalidades, e na história médica relata-se apenas hipertensão leve, recentemente tratada com propranolol. O médico instrui o paciente a suspender o uso do propranolol e substituir a medicação anti-hipertensiva por verapamil. Por que o médico está correto em suspender o propranolol? Por que o verapamil é uma escolha melhor para o controle da hipertensão neste paciente? Sim, está correto. Porque o propranolol estava bloqueando a brondilatação do paciente. Verapamil vai se ligar no tratamento da hipertensão vai diminuir a força de contração do coração, ele não irá atuar na broncodilatação só na hipertensão. Estudo de caso 2 Ano de 1960. A Sra. S vem se sentindo deprimida há vários anos. Fez uso de diversos medicamentos na tentativa de aliviar seus sentimentos de inutilidade e falta de motivação, porém nada parece ajudar. Recentemente, entretanto, seu médico prescreveu iproniazida, um novo medicamento que parece estar surtindo efeito em muitos casos de depressão. Explicou para ela que os pesquisadores acreditam que o fármaco atua ao inibir a enzima existente no cérebro, denominada monoamina oxidase (MAO). A MAO é uma das enzimas responsáveis pela degradação das catecolaminas. Por ser um fármaco novo, seus efeitos adversos potenciais ainda não estão bem definidos, de modo que o médico aconselha a Sra. S a comunicar qualquer efeito diferente que possa Surgir em decorrência do medicamento. Esperançosa, mas sem esperar a ocorrência de mudanças significativas, a Sra. S começa a tomar a medicação. Dentro de algumas semanas, começa a sentir- se motivada e torna-se ativa pela primeira vez em 20 anos. Exultante diante dessa nova sensação de energia, a Sra. S recupera sua vida passada como debutante e socialite e resolve oferecer uma recepção com queijos e vinhos em grande estilo. Convida os melhores e mais ilustres da cidade, e a festa parece estar sendo um sucesso. À medida que se levanta para agradecer a presença de seus convidados, a Sra. S celebra com um grande gole de seu favorito Chianti 1954. No final da festa, sente uma forte dor de cabeça e náusea. Lembrando da recomendação de seu médico, pede a um amigo que a leve imediatamente até o hospital mais próximo. Na sala de emergência, o médico de plantão registra uma pressão arterial de 230/160 mm Hg. Constatando que a Sra. S está apresentando uma emergência hipertensiva, o médico imediatamente administra fentolamina (um antagonista dos receptores α-adrenérgicos). A pressão arterial da Sra. S normaliza-se rapidamente, e, na investigação clínica subsequente, o médico identifica uma nova e atualmente famosa interação fármaco–alimento envolvendo os inibidores da MAO. a) Qual a explicação em termos de mecanismo para a interação dos inibidores da MAO com vinho tinto e queijo envelhecido? A tiramina está presente no queijo e no vinho e age no neurônio liberando a noradrenalina, quando toma um antidepressivo que atua inibindo a enzima mono amino oxidase, quebra as moléculas de noradrenalina, evitando o excesso. Muita noradrenalina a tiramina joga para fora. b) Como a fentolamina atua e por que ela foi útil nesta circunstância clínica? A fentolamina é antagonista alfa1 e alfa 2 presentes nos vasos e artérias. Porque quando bloqueia esses receptores nos vasos sanguíneos, dilata o sangue e diminui a pressão arterial. c) por que o médico não utilizou um antagonista dos receptores β-adrenérgicos para tratar a hipertensão da Sra. S? Porque o antagonista alfa adrenérgico fentolamina vai se ligar no alfa 1 promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos e diminuindo a pressão arterial.