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GRANULADOS UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL CURSO DE FARMÁCIA Farmacotécnica e Tecnologia Farmacêutica II Prof. Dra. Cristiane Bernardes de Oliveira https://slideplayer.com.br/slide/1226636/ Olhar esse link para aula https://slideplayer.com.br/slide/1226636/ CONCEITO Os grânulos são preparações que consistem em agregados sólidos e secos de partículas de pó, resistentes o suficiente para suportar o manuseio. Eles são designados para administração oral. Alguns grânulos são deglutidos como tais; alguns são mastigados e outros são dissolvidos ou dispersos em água ou outro líquido adequado antes de serem administrados. Os pós e grânulos são eles mesmos formas farmacêuticas. • Os pós e os grânulos podem ser usados para preencher sachês e ser administrados como forma farmacêutica. Isso é mais comum para fármacos de baixa potência. Também são, mais comumente, produtos intermediários na fabricação de outras formas farmacêuticas. A maioria dos grânulos farmacêuticos tem um curto período de vida antes de ser incorporado a formas farmacêuticas de comprimido (principalmente) ou cápsulas de gelatina dura. Mistura: - substância ativa - diluente - aglutinante - umectante Granulado Uso direto Produto intermediário cápsulas comprimidos GRANULADOS ❖ Grânulos usados como forma farmacêutica englobam as partículas de pó que são agregadas para formar partículas maiores, suficientemente robustas para suportar o manuseio. ❖ A granulação é o processo em que partículas primárias de pó secas (isto é, partículas de pó únicas e discretas) são processadas para aderirem e formarem grandes entidades multiparticuladas chamadas grânulos. ❖ Grânulos farmacêuticos em geral têm uma faixa de tamanho entre 0,2 e 4,0 mm, dependendo de seu uso subsequente. Na maioria dos casos, quando os grânulos serão produzidos como um produto intermediário, eles têm uma faixa de tamanho menor – entre 0,2 e 0,5 mm. ❖ Quando preparados para uso como forma farmacêutica por si mesmos, geralmente são muito maiores (1–4 mm). ❖ Após a granulação, os grânulos são embalados (quando usados como forma farmacêutica) ou podem ser misturados com outros adjuvantes antes da compactação ou do enchimento das cápsulas. Características Requeridas Ser o mais regular possível Apresentar um grau de dispersão de tamanho de partícula o mais estreito possível Conter finos em níveis inferiores a 10 % Apresentar boa fluidez Apresentar resistência mecânica suficiente Apresentar umidade residual entre 3 e 5% Desagregar bem em água Por que granular? Para prevenir a segregação dos constituintes da mistura de pós A segregação (ou desmistura) ocorre primariamente devido às diferenças no tamanho e/ou na densidade dos componentes da mistura; as partículas menores e/ou mais densas concentram-se na base de um recipiente, com as partículas maiores e/ou menos densas sobre elas. Uma granulação ideal conterá todos os constituintes da mistura na proporção correta em cada grânulo e, se isso for conseguido, a segregação de ingredientes individuais não ocorrerá Por que granular? Melhorar fluxo Algumas partículas primárias de pó são difíceis de compactar em comprimidos, mesmo se um adesivo facilmente compressível for incluído na mescla. Os grânulos da mesma formulação em geral são mais facilmente compactáveis e produzem comprimidos mais fortes. Por que granular? Aumentar porosidade (compressibilidade) Reduzir partículas suspensas no ar Reduzir volume de pó Melhorar aspecto •Maior densidade •Partículas de tamanho mais uniforme e adequado •Possibilidade de variar o tamanho de partícula •Melhores propriedades de fluxo •Maior aptidão para a compressão •Maior facilidade de acondicionamento •Menor superfície de exposição •Doses mais exatas •Podem ser revestidos Interesse / Vantagens sobre Pós AS DESVANTAGENS DE FORMAS FARMACÊUTICAS EM PÓ OU GRANULADAS SÃO AS SEGUINTES: 1. Pós ou grânulos a granel (isto é, cujas doses não estão pré-divididas em alíquotas individuais) são muito menos convenientes para que o paciente carregue do que um pequeno recipiente de comprimidos ou cápsulas e são tão inconvenientes para administrar quanto preparações líquidas, como suspensão viscosa. Métodos modernos de embalagem para preparações divididas, tais como sachês laminados com fechamento térmico, significam que doses individuais podem ser carregadas convenientemente. 2. Mascarar sabores desagradáveis pode ser um problema com este tipo de preparação. Um método para tentar o mascaramento de sabores é formular o pó como produto efervescente de sabor agradável ou mascarado. Entretanto, a fabricação de comprimidos e cápsulas é uma alternativa mais apropriada para produtos de baixa dose. AS DESVANTAGENS DE FORMAS FARMACÊUTICAS EM PÓ OU GRANULADAS SÃO AS SEGUINTES: 3. Pós e grânulos a granel não são adequados para administração de fármacos potentes em baixa dose. Isso porque doses individuais são extraídas do granel usando uma colher de 5 mL. Esse método está sujeito a variáveis como oscilações no enchimento da colher (p. ex., com colheres calibradas ou graduadas) e variações na densidade bruta de diferentes lotes de pó. Portanto, não é um método preciso de medição. Preparações divididas eram usadas para fármacos mais potentes, mas os comprimidos e as cápsulas praticamente as substituíram para esse propósito. 4. Os pós e grânulos não são um método adequado para administração de fármacos que sejam inativados no estômago ou que causem dano a ele; esses fármacos devem ser apresentados como comprimidos de revestimento entérico, por exemplo. HÁ VÁRIAS CATEGORIAS DE GRÂNULOS: • grânulos efervescentes; • grânulos revestidos; • grânulos gastrorresistentes; • grânulos de liberação modificada. Grânulos efervescentes. São grânulos sem revestimento, que em geral contêm substâncias ácidas e carbonatos ou hidrogenocarbonatos, que reagem rapidamente na presença de água para liberar dióxido de carbono. Eles devem ser dissolvidos ou dispersos em água antes da administração. A efervescência e a subsequente desintegração dos grânulos devem ser completadas em cinco minutos, após os quais os ingredientes dos grânulos devem estar dissolvidos ou dispersos na água. Os grânulos efervescentes devem ser armazenados em recipientes herméticos. Grânulos revestidos. Consistem em grânulos revestidos com uma ou mais camadas de misturas de vários adjuvantes. As substâncias usadas como revestimentos (em geral polímeros) normalmente são aplicadas como uma solução ou suspensão, em condições nas quais ocorre a evaporação do veículo, deixando um filme ou revestimento. Um teste adequado deve ser realizado para demonstrar a liberação apropriada da(s) substância(s) ativa(s); Grânulos de liberação modificada. São grânulos revestidos ou não revestidos que contêm adjuvantes especiais ou são preparados por procedimentos especiais, ou ambos, desenhados para modificar a taxa, o local ou o momento nos quais a(s) substância(s) ativa(s) é(são) liberada(s). Os grânulos de liberação modificada podem ter propriedades de liberação prolongada ou liberação retardada. Um teste adequado deve ser realizado para demonstrar a cinética e a extensão de liberação apropriadas da(s) substância(s) ativa(s). Grânulos gastrorresistentes. Também chamados de grânulos de revestimento entérico, são grânulos de liberação retardada, criados para resistir aos líquidos gástricos e liberar a(s) substância(s) ativa(s) no líquido intestinal. Isso geralmente é obtido cobrindo-se os grânulos com um polímero gastrorresistente. Novamente, um teste adequado deve ser realizado para demonstrar a liberação apropriada da(s) substância(s) ativa(s). HÁ VÁRIAS CATEGORIAS DE PREPARAÇÕES: • pós e grânulos para soluções e suspensões orais; • pós e grânulos para xaropes; • pós para gotas orais; • pós para injeção. PÓS E GRÂNULOS PARA SOLUÇÃO OU SUSPENSÃO Os pós e grânulos para a preparaçãode soluções e suspensões orais geralmente estão de acordo com as definições dos padrões normais da farmacopeia para pós ou grânulos orais, conforme apropriado. Eles podem conter adjuvantes, em especial para facilitar a dispersão ou a dissolução e prevenir a formação de torta. Após a dissolução ou a suspensão, o produto resultante deve cumprir os requerimentos para soluções ou suspensões orais, conforme apropriado. O rótulo deve explicar o método de preparação da solução ou suspensão a partir do pó ou dos grânulos e as condições e a duração do armazenamento após a reconstituição. PÓS E GRÂNULOS PARA XAROPES Todos os ingredientes necessários ao xarope podem ser fabricados e armazenados no estado seco de pó ou granular e, então, reconstituído (pela adição apenas de água) no momento da dispensação ou da administração. Após a dissolução, o xarope resultante deve adequar-se às exigências normais da farmacopeia para xaropes. PÓS E GRÂNULOS PARA XAROPES Xaropes antibióticos. Para pacientes que têm dificuldade de consumir cápsulas e comprimidos, por exemplo, crianças pequenas, uma preparação líquida de fármaco é uma alternativa adequada. Infelizmente, vários antibióticos são física ou quimicamente instáveis quando formulados como soluções ou suspensões. O método usado para superar esse problema de instabilidade é fabricar os ingredientes secos da preparação líquida desejada em um recipiente adequado, na forma de pó ou grânulos. Quando o produto é dispensado, uma dada quantidade de água é adicionada para reconstituir a solução ou a suspensão. Isso permite tempo suficiente para o armazenamento e a distribuição do produto e a estocagem na farmácia sem degradação. Uma vez que ele seja reconstituído, o paciente deve ser avisado do seu curto prazo de validade. Um prazo de validade de 1–2 semanas para o xarope reconstituído de antibiótico não deve ser um problema sério para o paciente, já que a dosagem normalmente já terá sido completada então. São exemplos a Amoxicilina Suspensão Oral e o Etilsuccinato de Eritromicina Suspensão Oral. PROCESSOS FARMACÊUTICOS DE GRANULAÇÃO Os métodos de granulação podem ser divididos em dois tipos: métodos úmidos, que utilizam um líquido no processo, e métodos a seco, nos quais nenhum líquido é usado. GRANULAÇÃO ÚMIDA (ENVOLVENDO AGLOMERAÇÃO ÚMIDA) A granulação úmida envolve a aglomeração de uma mistura de partículas primárias de pó secas usando um líquido de granulação. O líquido de granulação contém um solvente que deve ser volátil, para que possa ser removido por secagem, e é atóxico. Líquidos típicos adequados incluem a água, o etanol e o isopropanol, sozinhos ou, mais comumente, como um solvente contendo um aglutinante dissolvido (também chamado de ligante ou agente ligante), que é usado para garantir a adesão das partículas uma vez que o grânulo esteja seco. Neste processo se começa pela adição de uma solução líquida aos pós envolvendo-os em aglomeração para uma mistura de partículas de pó secos e primários usando um fluido de granulação. Cada fármaco age de determinada maneira durante os processos, cada processo pode ser muito complexo ou muito simples, tudo dependerá das características dos pós e da tecnologia dos equipamentos. EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA GRANULAÇÃO POR VIA ÚMIDA GRANULAÇÃO A SECO Nos métodos a seco de granulação, as partículas primárias de pó são agregadas em alta pressão. Há dois processos intermediários principais: ou é produzido um grande comprimido (conhecido como “compacto”, ou slug) em uma prensa pesada de compressão (um processo conhecido como slugging) ou o pó é espremido entre dois rolos para produzir uma lâmina ou flocos do material (compactação por rolo). Em ambos os casos, o produto intermediário é quebrado usando uma técnica de moagem adequada, para produzir o material granular, que é geralmente tamisado para separar a fração de tamanho desejado. O material fino não usado pode ser realimentado a fim de evitar o desperdício. Esse método a seco pode ser usado para fármacos que não são bem comprimidos após a granulação úmida ou para aqueles que são sensíveis à umidade. Com toda certeza esse processo é mais rápido e “econômico” pois evita diversos passos para finalizar o grânulo, mas não se engane! Nem todos os fármacos comprimem com eficiência por meio deste processo O detalhe é que este processo é utilizado para formar grânulos sem usar uma solução líquida, isso se o produto a ser granulado for sensível à umidade e ao calor ou não compactar bem EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PARA GRANULAÇÃO A SECO https://mederibrasil.com Métodos de Granulação (ver: COUTO, A.G.; GONZÁLEZ ORTEGA, G.; PETROVICK, P.R. Granulação. Cad. Farm., v.16, n.1, p.13-20, 2000) Métodos de Granulação * grânulos obtidos diretamente a partir das partículas do pó, por adição de um líquido de granulação; 1) Granulação progressiva: * agregado por aglutinação do pó (adição de líquido ou compressão) + fragmentação da massa 2) Granulação regressiva: Principais métodos: * granulação do tipo tradicional pela via úmida e seca * extrusão/esferonização Métodos de Granulação • Massa aglomerada é forçada através de um orifício ou malha • Granulação via úmida: força de impulso discreta, pois a massa úmida apresenta certa plasticidade • Granulação via seca: deve produzir ruptura do leito solidificado (pressão ou fusão). Esta ruptura é controlada pela abertura de malha do tamis. Aspectos Gerais da Granulação Regressiva Granulação progressivaGranulação regressiva Granulação Via Úmida Via Seca Clássica Extrusão / esferonização Spray-drying Leito fluidizado Outros GRANULAÇÃO POR VIA ÚMIDA Processo clássico O pó é molhado com um solvente e essa massa é passada por uma malha perfurada, obtendo-se grânulos que devem ser secos e tamisados Ocorre em 4 etapas: Umedecimento do pó Granulação da massa Secagem Calibração do granulado Adição de aglutinante Tamisação à úmido Secagem Tamisação à seco Adição de lubrificantes Compressão GRANULAÇÃO POR VIA ÚMIDA ETAPA 1: UMEDECIMENTO DO PÓ Ao pó ou mistura pulverulenta a ser granulado é adicionado um líquido de molhagem solventes: água, etanol, isopropanol, etc aglutinantes: gelatina, amido, goma arábica, metilcelulose, alginatos, dextrina, pectina. A quantidade de solvente ou de aglutinante a ser adicionada é pesquisada por tentativa GRANULAÇÃO POR VIA ÚMIDA ETAPA 1: UMEDECIMENTO DO PÓ Adição do aglutinante pode ocorrer em Misturadores planetários Malaxadores ou misturadores sigma Equipamentos multifuncionais Leito fluidizado Granulador / misturador de alta velocidade Aglutinante Nome comercial Emprego Amido Biscomil 5-10 % em água (goma de amido) Amido gelatinizado Amijel 5-10 % seco Gelatina - 2-18 % dispersão aquosa ou hidralcoólica Polivinilpirrolidona Kollidon, Plasdone, PVP 5-20 % dispersão aquosa ou hidroetanólica Metilcelulose Tylose MH 2-5 (-10) % dispersão aquosa Carboximetilcelulose sódica Tylose C 2-5 (-10) % dispersão aquosa Etilcelulose Ethocel 5-10 % dispersão alcoólica ou hidroetanólica Hidroxipropilcelulose Klucel 5-10 % dispersão alcoólica ou hidroetanólica Goma arábica - 10-20 % dispersão aquosa Goma adragante - 1-3 (5-10) % dispersão aquosa Alginato de sódio Kelco-Gel LV 1-3 % dispersão aquosa Acetato de polivinila Mowilith, Daratak 10 % dispersão alcoólica Álcool polivinílico Mowiol 5-10 % dispersão aquosa Malaxador / misturador sigma Misturador planetário Granulação por Via Úmida Etapa 2: Granulação da Massa Ocorre através de granuladores ou tamises, cuja função é submeter a massa umedecida a um pressão mecânica, que a faz passar através de uma superfície perfurada Granulador Oscilatório: barras metálicas paralelas em movimentos de vai-e-vem obrigam a mistura úmida a passar através de uma grelha semicilíndrica cujo eixo é horizontal. Granuladores oscilatórios GRANULAÇÃO PORVIA ÚMIDA ETAPA 3: SECAGEM DOS GRÃOS Melhor processo é a secagem em estufas com ar circulante Leitos fluidizados Nível de umidade aceitável: 3 – 5 % GRANULAÇÃO POR VIA ÚMIDA ETAPA 4: CALIBRAÇÃO DO GRANULADO Para se obter um granulado de dimensões bem determinadas, recorre-se à tamisação O diâmetro do comprimido desejado tem relação com o número do tamis usado na granulação: Mais usados: 12, 14, 16, 20 •O pó a ser granulado é colocado dentro de uma turbina de revestimento. O líquido de molhagem é adicionado em condições determinadas. Granulação em Turbina Ar aquecido entre 40 e 80°C mantido de baixo para cima da torre Adição da solução aglutinante na forma de spray Crescimento do grânulo controlado pela umidade Alta umidade: grânulos grandes Baixa umidade: pode levar à ausência de grânulos Secagem ocorre no mesmo equipamento Processo de granulação rápido Granulação em Leito Fluidizado Granulação em Leito Fluidizado Extrusão / Esferonização (Peletização) A extrusão/esferonização é um processo de passos múltiplos, usado para formar partículas esféricas de tamanho uniforme. É usado a princípio como um método para produzir multiparticulados para aplicações de liberação controlada de fármaco. A maior vantagem em relação a outros métodos de produzir esferas ou péletes carregadas de fármaco é a habilidade de incorporar altos níveis de ingredientes ativos sem produzir partículas excessivamente grandes (isto é, uma quantidade mínima de adjuvantes é necessária). As principais etapas do processo são: • mistura seca dos ingredientes para obter uma dispersão de pós homogênea; • aglomeração úmida para produzir uma massa úmida suficientemente plástica; • extrusão para formar partículas em forma de bastão de diâmetro uniforme; • esferonização para arredondar esses bastões em partículas esféricas; • secagem para atingir o conteúdo final de umidade desejado; • triagem (opcional) para atingir a distribuição estreita de tamanho desejada. -mistura úmida -extrusão -esferonização Extrusor Esferonizador Extrusão / Esferonização (Peletização) Extrusão / Esferonização O processo de extrusão/esferonização pode ser usado para aumentar a densidade bruta, melhorar as propriedades de fluxo e reduzir os problemas de poeira bastante encontrados com pós ativos e adjuvantes de baixa densidade e finamente divididos. (1) CÂMARA DE MISTURA (2) LÂMINAS MISTURADORAS DE ALTA VELOCIDADE (3) LÂMINAS TRITURADORAS DE ALTA VELOCIDADE (4) CÂMARA DE DESCARGA PNEUMÁTICA (5) LÂMINA DE COBERTURA (6) EXAUSTÃO DO AR (7) PAINEL DE CONTROLE A extrusão/esferonização é um processo que requer mais mão de obra do que outras formas de granulação e, por isso, deve ser considerada apenas quando outros métodos de granulação não forem satisfatórios àquela formulação específica ou forem inapropriados (p. ex., quando esferas são necessárias). GRANULAÇÃO POR VIA SECA Sucessivas operações de compressão e fragmentação Processo a partir de uma mistura de pós por compressão e sem o uso de solvente e do calor Compressão → moagem para obtenção dos grânulos. Geralmente é necessário adicionar aglutinantes ou ligantes na forma de pós secos Insumos devem apresentar propriedades de adesão e coesão adequadas GRANULAÇÃO POR VIA SECA Processo de dupla compressão: Primeira fase: obtêm-se comprimidos sem qualquer cuidado em relação a regularidade e peso (briquetes) Segunda fase: briquetes são fragmentados por crivos, moinhos de martelo, tamisadores granuladores ou compactadores de rolo Terceira fase: formação de um granulado irregular que será comprimido em definitivo após a adição de lubrificante Briquetes Granulados GRANULAÇÃO POR VIA SECA Compressão do fármaco com o mínimo de lubrificantes e desintegrantes Fármaco ocupa maior parte do volume do granulado Realizada em produtos sensíveis à umidade e calor Pouco utilizada por produzir muitos finos 2 tipos principais: Por compressão Por compactação