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6 FUNDAÇÃO UNIVERSITÁRIA IBEROAMERICANA FUNIBER MESTRADO EM EDUCAÇÃO FP080 – RESOLUÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DE CONFLITOS NO ÂMBITO ESCOLAR ANA PAULA LINS FERRAZ DOS SANTOS FÁTIMA SHINDO SOUTO INARA TELLES DA FONSECA RIO DE JANEIRO 2024 ÍNDICE INTRODUÇÃO..........................................................................................................3 CONFLITO E SUA RESOLUÇÃO..............................................................................4 CONCLUSÃO..........................................................................................................5 BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................6 INTRODUÇÃO O presente trabalho refere-se á mediação de um conflito no âmbito escolar entre uma professora e um aluno do terceiro ano do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade do Rio de Janeiro. A escola como organização social, além de identificar divergências, faz a mediação, intervém e propõe alternativas voltadas para uma cultura de paz. A mudança para uma nova convivência é que permitirá a transformação dentro e fora do ambiente escolar, já que a boa convivência não significa ausência de conflitos. Nesta escola citada, há o trabalho de mediação em conflitos, sejam eles entre alunos ou alunos e professores. Há uma aposta na cultura de paz, na defesa dos direitos humanos e no cultivo de valores como justiça, democracia, solidariedade e liberdade. CONFLITO E SUA RESOLUÇÃO Os conflitos entre alunos e professores, geralmente acontecem por falta de compreensão da explicação do professor, por notas arbitrárias e divergência nos critérios de avaliação, falta de material didático, indisciplina, desinteresse pela matéria ou porque há algum obstáculo no relacionamento entre ambas as partes. Quando há conflitos, comumente os ânimos se exaltam, a ponto de o foco do problema ser esquecido. Especialmente quando se trata de crianças e adolescentes, lidar com as emoções, às vezes, pode ser um fator que dificulta enxergar a razão e o desfecho para o conflito. Logo, o primeiro passo é fomentar um ambiente propício ao diálogo. Neste caso citado, o aluno tem problema familiar onde o descaso leva-o a carência afetiva, o que é de conhecimento de todo segmento escolar. E a professora não se adequou ao processo de mediação implantado na escola, havendo maior necessidade de senso de parceria e equipe. Mediante o conflito entre as duas partes, utilizamos do trabalho do mediador para que pudesse ouvir as partes com empatia na tentativa de trazer os fatos que elucidaram no conflito e ajudar as partes a chegarem a um acordo pacífico construindo uma solução que beneficie ambos. No primeiro momento, o aluno solicitou atenção exclusiva mediante uma matéria não compreendida, sendo grosseiro em suas palavras. Vimos suas necessidades psicológicas envolvidas e não houve a compreensão por parte do docente, onde expôs que não usaria de tal exclusividade evoluindo para um enfrentamento do discente, necessitando ser levada a outra esfera. A direção da escola precisou intervir como mediador da situação exposta. A resolução desse antagonismo de interesses se viu necessário para que não evoluísse para a crise e/ou conflito violento. CONCLUSÃO A mediação por parte da direção usou de sensibilidade (a diretora foi sensível ao perceber que a causa do comportamento agressivo do aluno não se limitava a situações do ambiente escolar), ética (a diretora respeitou regras e preceitos de valor moral), escuta ativa (a diretora mostrou-se aberta às escutas de todas as partes, valorizando cada uma delas), perguntas com o objetivo das partes olharem o problema de fora e identificação de conflitos. Foi exposto pela mediação, diferentes ideias e alternativas para chegar a uma solução viável. Utilizando da experiência vivida na escola, fizemos um trabalho com toda a comunidade escolar. Foram expostos cartazes com as frases: “Conversando a gente se entende!” e “Empatia: colocar-se no lugar do outro.”. BIBLIOGRAFIA Bonafé-Schmitt, J. ( 2009). Mediação, conciliação, arbitragem: técnicas ou um novo modelo de regulação social. Em A. M . C. Silva & Moreira, M. A. (Orgs.), Formação e Mediação Sócio- educativa. Perspectivas teóricas e práticas (pp.15-40). Porto: Areal Editores. Https://porvir.org/mediacao-de-conflitos-na-escola-quais-sao-as-principais-estrategias/ Acesso em12/12/2023 BOURDIEU, P. Razões práticas: sobre a teoria da ação. Campinas: Papirus, 2005.