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1 INSTITUTO SUPERIOR DE CIENCIAS DE EDUCACAO A DISTANCIA DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Importância do Direito Comercial como instrumento regulador do Comércio Filomena Viegas Sumale Queilimane 2020 2 INSTITUTO SUPERIOR DE CIENCIAS DE EDUCACAO A DISTANCIA DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E GESTÃO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Importância do Direito Comercial como instrumento regulador do Comércio Trabalho de caracter avaliativo a ser apresentado ao departamento de economia e gestão, ao curso de Administração Público, a disciplina de Direito Comercial, orientada pelo; Tutor: Filomena Viegas Sumale Queilimane 2020 3 Índice 1.0. Introdução .................................................................................................................. 4 1.1.0. Objectivos .......................................................................................................... 4 1.1.1. Geral ............................................................................................................... 4 1.1.2. Específicos ...................................................................................................... 4 1.2.0. Metodologia ....................................................................................................... 4 2.0. A Importância do Direito Comercial como instrumento regulador do Comércio. .... 5 2.1. Direito comercial ................................................................................................ 5 2.2. Caracteristicas do Direito Comercial ................................................................. 5 2.3. Direito Comercial como instrumento regulador do Comércio ........................... 6 2.4. DIREITO COMERCIAL OU DOS COMERCIANTES ................................... 9 3.0. Conclusão ......................................................................................................... 10 4.0. Bibliografia ...................................................................................................... 11 4 1.0.Introdução O presente trabalho da disciplina de Direito Comercial, entretanto orientado a abordar a respeito da importância do direito comercial como um instrumento regulador do comércio. O trabalho estará estruturado da seguinte forma, a primeira parte que é introdutória, a qual compreendera a organização das linhas mestras (objectivos) e a metodologia que estar por detrás do trabalho. A segunda parte que compreende o referencial teórico onde será feita uma descrição completa da discussão teórica dos autores a respeito do conteúdo programado; a conclusão onde será também feito de forma sumaria e finalmente as referencias bibliográficas. 1.1.0. Objectivos 1.1.1. Geral Compreender a importância do direito comercial como um instrumento regulador do comércio; 1.1.2. Específicos Identificar os principais conceitos de direito comercial na visão dos autores; Descrever as características do direito comercial; Descrever a importância do direito comercial como um instrumento regulador do comércio. 1.2.0. Metodologia Para a realização deste trabalho valeram conteúdos disponíveis em literaturas ligadas ao tema em questão e algumas pesquisas de páginas da internet. Critérios característicos da pesquisa bibliográfica, a qual foi bastante focalizada na elaboração deste trabalho. 5 2.0.A Importância do Direito Comercial como instrumento regulador do Comércio. 2.1.Direito comercial De acordo com o conceito dado por Manuel Guilherme Júnior (2012), O Direito Comercial é um ramo do Direito Privado composto por um (sistema) conjunto de normas jurídicas com a função de disciplinar os actos do comércio e os empresários comerciais. O Direito Comercial cuida do exercício da atividade econômica organizada de fornecimento de bens ou serviços, denominada empresa. Seu objeto é o estudo dos meios socialmente estruturados de superação dos conflitos de interesses envolvendo empresários ou relacionados às empresas que exploram. As leis e a forma pela qual são interpretadas pela jurisprudência e doutrina, os valores prestigiados pela sociedade, bem assim o funcionamento dos aparatos estatal e paraestatal, na superação desses conflitos de interesses, formam o objeto da disciplina. (Coelho, 2011) 2.2.Caracteristicas do Direito Comercial O Direito Comercial tem um conjunto de características peculiares que o fazem especial, segundo Júnior, (2012) algumas dessas características são: a. Cosmopolitismo – é um ramo tendencialmente universal, se assumirmos a funcionalidade do xercício do comércio. No entanto, tem-se actualmente a ideia de considera-lo um regime de comércio interno uma vez que surge ao lado dele um regime internacional aplicável ao comércio internacional. O Direito Comercial sofre influências dos mercados e se realiza entre povos, adota institutos e convenções estrangeiras e para uniformizar seus padrões de realização, e acompanhando os progressos tecnológicos, que estimulam sua continuada renovação b. Dinamismo – E um direito de rápida evolução, Esta característica e de facto intrínseca a natureza da actividade que a lei comercial regula. O exercício do comércio de per si, não se compadece com o estaticismo. O dinamismo afigura-se ainda como uma das características do Direito Comercial para acompanhar o movimento das relações econômicas, já que seus atos são praticados com rapidez e em massa. Os mecanismos de exercício do comércio tem tendências de modernizarem-se com muita frequência e rapidez. Prova disso, e o surgimento de novas formas de contratação comercial, ou seja, novos 6 contratos comerciais que muitas vezes o legislador não acompanha com a devida regulamentação. c. Flexibilidade – Esta característica esta associada a anterior. E um Direito flexível, um direito que admite margens de manobra dos seus actores. d. Informalismo – que equivale a dizer que o direito comercial e tendencialmente um direito informal, no sentido de que não obedece no processo da sua aplicação requisitos rigorosos tal como acontece no Direito Civil. e. Presunção de Solidariedade – Em direito comercial, vigora a presunção de solidariedade entre os sócios, tem em vista a maior segurança no fluxo comercial. f. Onerosidade – O direito comercial envolve em regra actos não gratuitos, a gratuidade não é norma em Direito comercial. pois o objeto do Direito Comercial é a atividade que sempre busca lucro. Por exemplo o mandato civil pode ser gratuito ou oneroso nos termos do artigo 1158º do C. Civil. O mandato comercial é sempre oneroso. g. Liberdade de Concorrência – E uma característica do Direito Comercial, associada ao modelo económico em vigor, do qual resulta a liberdade de exercício do comércio. h. Protecção do Credito e da Boa-fé- exactamente pelo facto de ser um ramo tendencialmente informal e flexível, preocupa-se com a proteção do crédito, e da boa-fé entre os operadores comerciais, permitem as negociações e a contratação corra com maior fluidez. i. Facilidade da prova – a matéria da prova em direito comercial não é tao forte tanto quanto o Direito Civil. O simples recibo de compra de mercadoria constante da escritura mercantil do empresário comercial prova a existência do contrato de compra e venda mercantil. j. Instrumentalidade - pois o Direito Comercial se presta a dar forma jurídica à realização de negócios e relações comerciais, que se concretiza sem excesso de formalismos. 2.3.Direito Comercial como instrumento regulador do Comércio Segundo a prespectiva de Muzambue (2016) A relação jurídica de comercio por um lado esta o empresário comercial como uma pessoa jurídica privada quer seja ela individual ou colectiva,casos há em que o Estado aparece como um intervenientes da relação jurídica do direito comercial, pois neste caso aplica-se as normas previstas no código comercial e no direito subsidiário (Direito Civil) aplicando-se o Código Civil, pois estaremos em face de uma relação privada, porque se fosse publica aplicar-se-iam as normas do Direito Administrativo tal como acontece nos contratos administrativos, que estão sujeito as normas do Direito Administrativo. 7 Para além do critério dos sujeitos, temos o critério dos interesses, na relação jurídica comercial, visam-se interesses privados, por um lado temos o comerciante ou empresário comercial que exerce a actividade para ganhar lucros, e por outro lado temos as pessoas singulares ou colectivas que acorrem ao estabelecimento comerciante para adquirirem os bens ou serviços e consequentemente satisfazerem as suas necessidades que assumem o caracter puramente privado, e por ultimo temos o critério da qualidade dos sujeitos, que faz do Direito Comercial um ramo do Direito Privado, porque na relação jurídica de direito comercial tanto o empresário comercial ou o comerciante, assim como os clientes aparecem despidos de qualquer poder de autoridade o que faz do Direito Comercial um ramo do Direito Privado. (idem, 2016) O autor Guilherme Júnior diz que o Direito comercial como ramo do Direito privado será composto por um sistema de normas, entenda-se a expressão “norma” usada pelo autor no sentido amplo, pois salvo melhor opinião em contrario, o autor usou a expressão em causa para englobar todos os actos normativos que se destinam a regular as relações jurídicas comerciais, em que podemos destacar a lei, o Decreto-lei, os Decretos, os Diplomas Ministeriais, os Regulamentos administrativos ou ainda posturas municipais. Estas normas vão disciplinar por um lado os actos do comércio, bem como os empresários comerciais. O Direito Comercial pesem bora ser um ramo do Direito Privado, está preocupado com a regulamentação da actividade comercial por um lado, e por outro lado com os empresários comerciais, pois haverá uma necessidade de regulamentação jurídica das relações comerciais para que estas não sejam desenvolvidas contra as normas e os princípios fundamentais do ordenamento jurídico, bem como as regras da moral e dos bons costumes. Por um outro lado o autor nos diz que o Direito Comercial vai regular a actividade dos empresários comerciais, o que afigura-se como mais logico possível, pois a qualidade de empresário comercial não deve ser adquirida a belo prazer daquele que pretende assim de designar, pois esta qualidade é adquirida mediante o preenchimento de alguns requisitos previstos na lei comercial (código comercial), como por exemplo a regra relativa a idade mínima para o exercício da actividade comercial, sendo necessário atingir a maioridade8 (21 anos) nos termos do artigo 130º do Código Civil, ou ainda dezoito anos (18) com autorização dos pais, do tutor ou do juiz na falta dos pais ou do tutor tal como ilustra os artigos 9º e 10º do Código Comercial (C. Com, 2009). 8 Já o professor Pupo Correia (2007 citado em Muzambue, 2016) começa a noção de Direito Comercial com o corpo de normas, conceitos e princípios jurídicos, na primeira parte desta noção pode se encontrar uma pequena diferença com a que foi apresentada anteriormente (pelo Mestre Manuel Guilherme Júnior) pois o Professor Pupo Correia fala dos princípios jurídicos, algo não abordado não primeira definição de Direito Comercial, e destes princípios jurídicos podemos elencar alguns que aplicam-se ao Direito Comercial como por exemplo o Principio da Legalidade e boa-fé, o mesmo autor também enquadra o por um lado, e por outro lado com os empresários comerciais, pois haverá uma necessidade de regulamentação jurídica das relações comerciais para que estas não sejam desenvolvidas contra as normas e os princípios fundamentais do ordenamento jurídico, bem como as regras da moral e dos bons costumes. Por um outro lado o autor nos diz que o Direito Comercial: Vai regular a actividade dos empresários comerciais, o que afigura-se como mais logico possível, pois a qualidade de empresário comercial não deve ser adquirida a belo prazer daquele que pretende assim de designar, pois esta qualidade é adquirida mediante o preenchimento de alguns requisitos previstos na lei comercial (código comercial), como por exemplo a regra relativa a idade mínima para o exercício da actividade comercial, sendo necessário atingir a maioridade8 (21 anos) nos termos do artigo 130º do Código Civil, ou ainda dezoito anos (18) com autorização dos pais, do tutor ou do juiz na falta dos pais ou do tutor tal como ilustra os artigos 9º e 10º do Código Comercial (C. Com, 2009) (Correia, 2007) Correia (2007) termina a noção de Direito Comercial defendendo que o corpo de normas e princípios jurídicos vai regular os factos e as relações jurídicas comerciais, portanto, nesta noção o autor engloba todos os aspectos inerentes ao empresário comercial e a empresa comercial, bem como as relações jurídicas comerciais. Portanto, não se encontram grandes discrepâncias nas noções de Direito Comercial supra citados, salvo melhor opinião adoptámos a noção apresentada pelo Mestre Manuel Guilherme Júnior, pois entendemos que esta afigura-se como a mais abrangente e adequada ao sistema jurídico moçambicano, concretamente o código comercial no seu artigo 1º (c. com, 2009), não obstante o autor se abster de fazer menção aos princípios jurídicos na sua definição, pois estes afiguram-se como de extrema importância porque servem de parâmetro para a produção de qualquer norma jurídica, incluindo as de Direito Comercial. 9 Na ordem jurídica Moçambicana, o tratamento da matéria atinente ao Direito Comercial ocorre em legislação específica, que é o Código Comercial, o principal instrumento normativo (Diploma) regulador da actividade comercial e dos empresários Comerciais em Moçambique, o referido diploma foi actualizado pelo Decreto – Lei n°2/2009 de 24 de Abril. 2.4.DIREITO COMERCIAL OU DOS COMERCIANTES O Direito Comercial é na verdade o Direito do Comercio ou dos comerciantes, alguns usam a designação, direito Comercial, outros Direitos dos comerciantes, mas não existe qualquer diferença, pois trata-se de uma questão meramente terminológica. Trata-se do comércio que em Direito engloba a actividade lucrativa da produção, distribuição e venda de bens. O termo “Comercio” pode, com paridade aplicar-se a qualquer dos seguimentos do circuito que une os produtores e consumidores finais, e ainda, as actividades conexas e acessórias. De acordo com a doutrina, a expressão Direito do Comercio enquadra-se na concepção objectiva, e por sua vez a expressão “Direito dos Comerciantes” que também é alargada as empresas, corresponde a concepção subjectiva, esta solução foi encontrada pela doutrina nos anos 30 do Seculo XX, pois qualquer ramo jurídico, por mais especial que seja, pode ser sempre configurado num sistema subjectivo, regulando não só o comércio, mas também os comerciantes. 10 3.0.Conclusão O direito comercial ao longo dos tempos variou em designação tendo sido chamado de direito empresarial, mercantil dos comerciantes, etc. entretanto as designações continuam patentes na nos dias actuais. O direito comercial em Moçambique hoje é visto como uma área do direito virada especificamente para os aspectos jurídicos de empresas de todos os portes e géneros. As descrições jurídicas encontram se em dispositivos legais tais como Código comercial, Código civil e CRM, pressupondo que uma auxilie a outra. Relactivamente ao primeiro objectivo, compreende-se que existem variações na conceituação do direito comercial, porem existe concordância o aspecto singelo de se tratar de um conjunto de aspectos Jurídicos ou normativos que regulam as transações comerciais.Importa referir que o conceito de direito comercial não pode em nenhuma circunstância estender se a organizações estatais por mais que o governo seja socio de uma empresa privada, os aspectos juridicos da tal entidade continuaram sendo tratadas com base no direito comercial e código comercial, pois, a entidade continua sendo uma entidade privada. Relactivamente a descrição das racaretristicas do direito comercial, importa referir que existem várias características de modo a que se conheça os limites e alcances do direito comercial, dentre elas estão: Cosmopolitismo, Dinamismo, Flexibilidade, Informalismo, Presunção de Solidariedade, Onerosidade, Liberdade de Concorrência, Protecção do Credito e da Boa-fé, Facilidade da prova, Instrumentalidade. Relactivamente ao objectivo ligado a importância do direito comercial como o instrumento regulador do comércio, vários autores deixam claro a importância, mesmo olhando só para o papel que ele desempenha no âmbito empresarial. O direito comercial permite que se tenha conhecimentos ligados ao comércio e todas as contrapartes envolvidas no comercio. 11 4.0.Bibliografia Coelho, F. U. (2011). Manual de direito comercial : direito de empresa (23. ed. ed.). São Paulo: Saraiva. Correia, M. J. (2007). Direito Comercial - Direito da Empresa (10ª Edição ed.). Lisboa: Ediforum. JÚNIOR, M. g. (2012). Manual de direito comercial Moçambicano. Maputo: Escolar editora. Muzambue, N. d. (2016). Manual do curso de Licenciatura em Direito- Direito Comercial. Beira: ISCED-CEAD. Vide o artigo 1o do Código Comercial, aprovado pelo Decreto-Lei n°2/2009 de 29 de Abril.