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INFECTOLOGIA HIV/AIDS RNA simples fita de senso positivo com um ciclo intermediário de replicação DNA (Retrovírus) Envelope viral: gp41 e gp120 (origem: gp160) – proteínas avaliadas no teste sorológico Capsídeo: p24*, p16, p9 Enzimas replicativas: transcriptase reversa, integrasse, protease EPIDEMIOLOGIA: HIV1: disseminado pelo mundo HIV2: África ocidental; menor virulência; não detectável por alguns testes sorológicos; resistência intrínseca a certos antirretrovirais Brasil: HIV tipo 1, grupo M, subtipo B Histórico: Pauperização, interiorização, feminilização, heterossexualização CARACTERÍSTICAS: latência clínica, viremia persistente, infecção SNC, fraca resposta imune ATUAÇÃO: destruição de TCD4 FISIOPATOLOGIA: transmissão no ato sexual sem preservativo. Vírus entra no organismo por quebra de barreira (escoriação do epitélio; menstruação) ou via APCs (dendriticas) locais que apresenta antígeno ao TCD4 helper. Infecção do TCD4: CD4 da célula se liga a gp120 viral → exposição da gp41, que interage com o correceptor CCR5/CCR4 do linfócito → ancoragem do vírus + fusão da membrana viral à celular → liberação do material genético no citoplasma. Ação enzimática: transcriptase reversa converte RNA em DNA; integrase integra o DNA viral (virion) ao material genético da célula; protease faz a síntese proteica para formar novos vírus. Uma vez formados, lisam a membrana celular do CD4 e aproveitam sua membrana no capsídeo viral. Todo o ciclo viral acontece no linfócito T CD4 (3 a 4 dias). Assim, há deficiência na produção de linfócitos B (Imunidade humoral) e linfócitos T CD8 (Imunidade celular), visto que o CD4 “aciona” essas respostas. Após alguns dias, o vírus se dissemina para os ‘santuários imunológicos”, locais onde não há resposta imune adaptativa, sendo impossível elimina-los do organismo. PEP – profilaxia pós exposição, age até 72h após exposição; PREP – profilaxia pré-exposição. Liberação para Grupos específicos: casais soros discordantes; profissionais do sexo, HSH TRANSMISSÃO: Sexual: 70% dos casos; UDI (usuários de drogas injetáveis): 5%; Hemotransfusão: raríssimo; Vertical: 0,6%; Não se sabe como pegou: 22%. Risco de transmissão: Anal receptivo: 1,4%; Vaginal receptivo: 0,12%; Peniano insertivo: 0,08%; Oral: 0,04%. Fatores que favorecem a transmissão: viremia, menstruação, ISTs, duchas vaginais e objetos sexuais. FASES DA DOENÇA: Indivíduos que não têm o vírus do HIV -> CD4 em torno de 1000 PRIMÁRIA – SD RETROVIRAL AGUDA Lab: Depleção de CD4 viremia ( transmissibilidade) Teste rápido (-) → detecta anticorpo Carga viral PCR (+) → detecta molécula viral HMG: linfopenia seguida de linfocitose, plaquetopenia, transaminases alteradas Clínica: inespecíficos - FLULIKE, febre, adenopatias, faringite, candidíase oral (10%) OBS: 1ª – 4ª semana de infecção, onde ocorre a soroconversão (aparecimento dos anticorpos anti-HIV. Individuo é altamente infectante pela elevada viremia. O pico da viremia coincide com os sintomas gripais inespecíficos: febre, adenopatia, faringite, artralgia, mialgia, adinamia, rash cutâneo maculopapular eritematoso, ulcerações muco-cutâneas nas mucosas oral, esofágica e genital, hepatoesplenomegalia, perda de peso, náuseas, vômitos, fotofobia, cefaleia, astenia, adinamia. SD RETROVIRAL AGUDA: febre alta; sudorese; linfadenomegalia (cervical*); exantema de curta duração em rosto, MMSS e tronco. É autolimitada, desaparecendo em 4 semanas. Neurológico: cefaleia, dor ocular (raros: meningite asséptica, neurite periférica sensitiva ou motora, paralisia do n. facial, d guillain-barré) Nessa fase, dificilmente o diagnostico é realizado SECUNDÁRIA – LATÊNCIA Lab: estabilização de CD4; pode evoluir com queda progressiva até fase 3 (AIDS) Trombocitopenia sem repercussão clinica; Gabriela Helena Stahlhofer - 2024 Anemia normocítica normocromica (as vezes pode ser macrocítica e hipercromica – irresponsivo à reposição de B12, visto que não é déficit vitamínico a etiologia); Leucopenia discreta Clínica: Assintomático/Oligossintomático por anos → conforme queda de CD4, evoluir com sintomas B, devido imunodeficiência SINTOMAS B: imunodeficiência – Doenças oportunistas Candidíase oral/vaginal Leucoplasia pilosa (EBV) Herpes zoster Neuropatia periférica Angiomatose bacilar (Bartonella Quintana) >1 mês dintomas constitucionais Trombocitopenia imune primaria Abcesso tubo ovariano Listeriose Displasia cervical Carcinoma in situ OBS: linfadenomegalia frequente. Replicação viral persistente no SNC (tropismo). Destruição progressiva de células TCD4 (30 a 90/ano), até chegar na fase Aids. À medida que CD4 cai, surgem infecções bacterianas, em espacial pulmonares. Merece atenção alguns sintomas B: CONSTITUCIONAIS (febre baixa, perda ponderal, sudorese noturna, fadiga); TCD4 200-300: Diarreia crônica, cefaleia, alterações neurológicas, infecções bacterianas (pneumonia, sinusite, bronquite), lesões orais (leucoplasia oral pilosa), herpes zoster CANDIDIASE ORAL: marcador precoce de imunossupressão grave. À oroscopia, se visualizar placas brancas e estrias esbranquiçadas na lateral da língua – sorotipar HIV. *Diarreia crônica, febre de origem indeterminada e leucoplasia oral pilosa Long Time Non-progressors (LTNP) – controladores de elite: contagem de linfócitos TCD4 estável, carga viral indetectável – inferior a 50 cópias/mL – e, clinicamente, não apresentar sintomatologia de doenças que caracterizem Aids, sem uso de antirretrovirais. Estabilidade por anos sem TARV (>13 anos sem sintomas e sem TARV). CD4+ > 600 celulares/mm3 sem queda por > 5 anos. Baixos níveis HIV-RNA (resposta ineficaz no início) TERCIÁRIA – AIDS Lab: CD4 <350 celula/mm3 (BR) ou <200 (CDC – USA) Clinica: DOENÇAS DEFINIDORAS DE AIDS Monoliíase/candidíase esofágica, traqueal, pulmonar Histoplasmose CA cervical invasivo Demência Sarcoma de Kaposi Wating (10% peso, diarreia, fadiga, febre) Febre>1 mês Linfoma cerebral CMV, herpes prolongado Linfoma não hodkin Pneumonias recorrentes Complexo Mycobacterium avium Toxoplasmose cerebral Pneumomicistose Nocardiose Tuberculose extrapulmonar Salmoneloses Leucoencefalopatia Estrongiloidíase (extra) Infecções oportunistas: pneumocistose, neurotoxoplasmose, tuberculose pulmonar atípica (miliar) ou disseminada, meningite criptocócica, retinite por CMV Neoplasias: sarcoma de Kaposi, linfoma não Hodgkin, câncer de colo uterino (em mulheres jovens). DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: dois testes com diferentes metodologias 2 testes: 1º sensível 2º especifico. Se 1º teste não reagente = exclui diagnostico Se 1º teste reagente, confirmação é necessária. Se o 2º teste for reagente, fecha diagnostico; Se não reagente = resultados discordantes = repetir os testes → se discordância permanecer, retestagem em 30 dias ELISA + IFI/WESTERN BLOT/CARGA VIRAL/TESTE RÁPIDO (sensível VP → especifico VN) Sobre os testes ELISA: sensível, pesquisa reação antígeno/anticorpo no soro. Adição de conjugado (anti imunoglobulina humana) que cora quando há reação. 3ª geração: detecta Anti-HIV IgM (JI 22-25d) e IgG. 4ª geração: antígeno p24 e anticorpos anti-HIV, detecta todas as Imunoglobulinas contra gp41- gp120 (JI 15d). janela imunológica JI: infecção até resposta imune adaptativa WESTERN BLOT: especifico. Positivo quando há pelo menos duas das proteínas: p24, gp41, gp120/160 TESTES IMUNOCROMOGRÁFICOS (RÁPIDOS): sensivel. Amostras: soro, plasma,sangue total, fluido oral (IgG 30d) BIOLOGIA MOLECURAR (DETECÇÃO DIRETA/CARGA VIRAL/PCR): Detecta material genético do vírus - p24 do HIV-1 ou RNA ou DNA. USO: Crianças < 18 meses e infecção aguda em adultos (ELISA e WB). Falhas/erros nos testes: Elisa 4ª geração cobre antígenos do HIV-2e do HIV-1 do grupo “O” (outlier) “imunosilenciosos”: níveis baixos ou mesmo ausência de anticorpos – indetectável na sorologia Controladores de elite: cursam com a infecção sem viremia, ou com viremia muito baixa Testes moleculares falso-negativos: resposta imune humoral intacta e não oferecem risco de não serem detectados quando submetidos a testes sorológicos. FLUXOGRAMAS PARA HIV: 1ª ESCOLHA 1,2 E 3 F1: DOIS TESTES RÁPIDOS (TR1+TR2) Procedimento: camostra de sangue. Se TR1 negativo = descarta diagnostico (caso haja clinica, repetir em 30 dias). Se TR1 reagente → fazer TR2. Se TR2 reagente = diagnostico de HIV. Se TR2 negativo = primeira discordância → repetir fluxograma (TR1+TR2) → Se discordância se mantiver, uma amostra venosa deve ser coletada para que outra forma de testagem seja feita. Fluxograma utilizado em situações e locais nos quais o Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais recomenda a utilização de testes rápidos F2: DOIS TESTES RÁPIDOS (TR-FO e TR) Realizar TR1 com amostra de Fluido Oral (TR-FO). Se reagente, TR2 é feito com amostra de sangue. Segue a lógica do fluxograma anterior. Preferencialmente utilizado fora de unidades de saúde, em campanhas de testagem e em populações de alta vulnerabilidade. As amostras de FO oferecem baixo risco biológico F3: ELISA de 4a geração (como triagem) e o teste molecular (como teste confirmatório) MELHOR PARA SER SEGUIDO, oferece detecção precoce Procedimento: amostra de plasma → realizar T1 IE 4ªG. Se negativo = exclui diagnostico (caso paciente tenha clínica, repetir em 30 dias). Se positivo, realizar T2 (TESTE MOLECULAR – carga viral). Se >=5.000 copias/ml = AMOSTRA REAGENTE PARA HIV. Se <5000 copias/ml → realizar T3 (WB ou IB ou IBR). Se T3 reagente = fecha diagnostico. Se T3 não reagente a amostra é INDETERMINADA → Repetir fluxograma em 30 dias. OBS: amostra reagente no IE, mas negativa no teste molecular, pode representar infecção pelo HIV-2 ou indicar infecção em um indivíduo com carga viral abaixo do limite de detecção. Esta última situação pode ocorrer também em indivíduos em tratamento com antirretrovirais – ARV – ou em indivíduos denominados controladores de elite F4: Utiliza IE de 3a geração como teste de triagem e oferece a opção de utilizar um teste molecular como teste complementar/confirmatório para amostras reagentes na triagem. Está em desuso, pois utiliza ELISA de 3a geração (essa geração de ELISA ainda é aceitável, mas cada vez menos F5: Triagem pelo ELISA de 3a geração e WB como teste confirmatório.Trata-se da representação do fluxograma convencional e atualmente não representa um avanço no esforço de tornar o diagnóstico do HIV mais precoce, preciso e com custo mais acessível. ESTADIAMENTO LABORATORIAL: Estagio 0: eclipse; ausência de marcadores séricos virais – 10 dias Estagio 1: RNA viral em amostra sérica – 7 dias (17) Estagio 2: RNA + antígeno p24 – 5 dias (22) Estagio 3: RNA viral + antígeno p24 + IE 3aG (IgM IgG anti-HIV) – 3 dias (25) Estagio 4: RNA viral + antígeno p24 + IE 3aG (IgM IgG anti-HIV) + WB indeterminado – 6 dias (31) Há bandas específicas de HIV-1, mas não duas de três bandas seguintes: p24, gp41 ou gp120/160 Estagio 5: RNA viral + antígeno p24 + IE 3aG (IgM IgG anti-HIV) + WB (p31-) – 70 dias (101) Estagio 6: RNA viral + antígeno p24 + IE 3aG (IgM IgG anti-HIV) + WB (p31+) – sem limite de duração CLASSIFICAÇÃO: CDC Adaptado: 2 testes de triagem (+) ou 1 teste confirmatório (+) para anticorpos anti-HIV + evidencia de imunodeficiência: >1 doença INDICATIVA de AIDS E/OU TCD4 <350 células/mm3 RJ/caracas 2 testes de triagem (+) ou 1 teste confirmatório (+) para anticorpos anti-HIV + somatória >10 pontos de acordo com uma escala de sinais, sintomas ou doenças Criterio excepcional óbito Menção de AIDS em algum dos campos da declaração de óbito + investigação epidemiológica inconclusiva OU menção a infecção por HIV em algum campo da DO + doenças associadas ao HIV + investigação epidemiológica inconclusiva RJ/CARACAS → escala de sinais, sintomas ou doenças TRATAMENTO: Objetivo da TARV: Estabilização imunológica; Supressão viral; prevenir o envelhecimento precoce (complicações a longo prazo geram maior risco CV, danos renais, problemas no metabolismo ósseo, dislipidemia). Se HIV tratado = sobrevida de HIV+ = população geral. Alvo das medicações: Inibidores de fusão: atuam na fusão da célula TCD4 com o vírus. Enfuvirtida (T-20): única droga injetável disponível. Inibidores da transcriptase reversa: atuam na enzima transcriptase reversa, impedindo que o RNA do vírus se transforme em DNA. Análogos de nucleosídeos: abacavir (ABC), didanosina (DDI), lamivudina (3TC), tenofovir (TDF), zidovudina (AZT). Não análogos de nucleosídeos: efavirenz (EFV), etravirina (ETR), nevirapina (NVP). Antagonista do receptor CCR5: maraviroc (MVC). Inibidores de proteases: tudo que termina em “navir”. Atazanavir (ATV), darunavir (DRV), fosamprenavir (FPV), ritonavir (RTV), tipranavir (TPV). Inibidores de integrases: impedem que o DNA do vírus se integre no DNA da célula TCD4. Dolutegravir (DTG), raltegravir (RAL). INÍCIO DO TRATAMENTO AO DIAGNÓSTICO! 1ª linha: Primeira linha de tratamento: tenofovir (TDF), lamivudina (3TC), dolutegravir (DTG): TDF e 3TC: inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos. DTG: inibidor de integrases. Para tratamento, sempre terapia tripla. Caso haja alguma complicação e o paciente não possa fazer esse esquema, pode-se substituir: NEFROTOXICIDADE: trocar o tenofovir. 1a opção: abacavir. Coinfecção HIV-HBV: Progressão HBV mais rápida do que em monoinfectados. Risco de morte por complicações hepáticas é maior em indivíduos com CD4 < 500. Indicação de tratamento para hepatite B: Iniciar mais precocemente a TARV, com esquema contendo TDF e 3TC. COINFECÇÃO COM HBV: esquema que cubra os dois = Lamivudina e tenofovir Coinfecção HIV-TB: Sob qualquer apresentação clínica (sinal de imunodeficiência) de TB-HIV com HIV sintomático -> iniciar TARV (independentemente de CD4 – reduz a mortalidade). Sempre iniciar o tratamento primeiro para a tuberculose (infecção oportunista) e depois para o HIV: CD4+ < 200 ou sinais de imunodeficiência avançada: iniciar TARV na 2a semana após o início do tratamento para TB. Nos demais (imunidade normal), a TARV pode ser iniciada na 8a semana após o término da fase intensiva do tratamento. Não se recomenda o início concomitante dos tratamentos -> alto risco de lesão hepática. • COINFECÇÃO COM TUBERCULOSE: enfavirenz (EFV) deve preferencialmente compor o esquema. Evitar o uso de inibidores de proteases (age no P450, havendo interação deletéria) – mudar rifampicina pela rifambutina. Se a imunidade do paciente estiver muito baixa, trocar o EFV por raltegravir (RAL). HIV-Neoplasias: Em pessoas que iniciarão tratamento potencialmente imunossupressor, pode-se considerar o início mais precoce da TARV. Coinfecção HIV-HCV: CD4 <=500: iniciar a TARV e aguardar o aumento do CD4 para iniciar o tto do HCV. CD4 > 500: tratar inicialmente a HCV protelando o uso de TARV. Evitar interações medicamentosas e sobreposição de toxicidades. !!! Neuricriptococose: adiar inicio da TARV Falha virológica: carga viral detectável após 6 meses do início ou modificação do tratamento antirretroviral; detecção da carga viral nos indivíduos que a mantinham indetectável na vigência de tratamento. SÍNDROME INFLAMATÓRIA DA RECONSTITUIÇÃO IMUNE (SIR): Reconstituição imune é uma das metas da TARV. Ocorre possivelmente porque o CD4 do paciente esta muito baixo, ao ponto do paciente não desencadear reposta imune. Com o tratamento, essa resposta começa a ser orquestrada. Logo, de inicio, há uma piora paradoxal pela recuperação da imunidade que gera sintomas abruptamente. Geralmente e autolimitada. É mais comum em quem inicia TARV com CD4 muito baixo. Reaçõesinflamatórias relacionadas a: infecções fúngicas, virais e bacterianas; neoplasias; fenômenos autoimunes. EFEITOS ADVERSOS DOS MEDICAMENTOS: AZT: principal efeito é a anemia. Náuseas, anorexia, cefaleia, alterações do paladar, mal-estar, insônia, neutropenia. 3TC: pancreatite ou neuropatia periférica. TDF: toxicidade renal, osteoporose. EFV: sintomas neurológicos (sensação de embriaguez, pesadelos, tonturas, sonolência, insônia, sonhos vivídos. NVP: exantema. ATV: aumento de bilirrubina (icterícia). PROFILAXIA 1ª PARA DOENÇAS OPORTUNISTAS: Pneumocystis jirovecii – para prevenir essa pneumonia: Indicação de profilaxia: se CD4 < 200; ou paciente com candidíase oral ou febre indeterminada com mais de duas semanas de duração ou outra doença definidora de Aids (nesses outros casos, não importa o valor de CD4). Fazer sulfametoxazol + trimetropim. Toxoplasma gondii – para prevenir neurotoxoplasmose: Indicação de profilaxia: se IgG positiva para toxoplasma e CD4 < 100. Fazer sulfametoxazol + trimetropim. Mycobacterium tuberculosis (tuberculose latente): Indicação de profilaxia: se PTD > 5 mm e CD4<350 ou história de contato com paciente bacilífero ou radiografia de tórax com cicatriz de TB sem tratamento prévio. Fazer isoniazida por 6 meses. Mycobacterium avium (MAC): Indicação de profilaxia: se CD4 < 350. Fazer azitromicina até a recuperação imunológica. Cryptococcus sp. e Histoplasma capsulatum: sem indicação de profilaxia para criptococose e histoplasmose. CMV: não se indica profilaxia primária. Herpes simples: não se indica profilaxia primária. *Interromper a profilaxia a partir de retorno de CD4 a níveis >350 + manutenção do valor por > meses INFECÇÕES OPORTUNISTAS – HIV/AIDS MANIFESTAÇÕES GASTROINTESTINAIS Cavidade oral e esôfago CANDIDÍASE: Maioria causada por Candida albicans Oral não é critério diagnóstico SIDA, mas indica imunossupressão Esofagite (cândida no canal esofágico) sintomática é critério definidor SIDA Indicador clínico precoce da progressão ou falha TARV Lesão esbranquiçada (psedomembranosa) de fácil remoção, eritema ou queilite angular (remoção da placa com espátula evidencia base eritematosa) Dor, disfagia, queimação retroesternal, alteração palada Diagnóstico clínico Raspado em KOH: leveduras e pseudo-hifas EDA: aspecto ‘requeijão’ Citológico: leveduras e pseudomicélios Histológico: invasão mucosa Tratamento: Oral: limpeza + nistatina (bochecho + deglutição do liquido) Sistêmico: fluconazol ou anfotericina B (suspeita de micose sistêmica) Manutenção: fluconazol LEUCOPLASIA PILOSA Não é critério diagnóstico SIDA (sem repercussão clínica) Epstein-Barr vírus Espessamento esbranquiçado (estria) aderente (não remove com raspagem), geralmente na lateral da língua Raspado: hibridização in situ, histoquímica ou ME com EBV Biópsia e histopatológico com EBV DD: ceratose fricção, leucoplasia fumantes, leucoplasia na displasia ou CEC e candidíase hiperplásica TTO (desconforto ou estética): aciclovir/desciclovir HERPES SIMPLEX HSV-1/HSV-2 Úlceras orais: herpes simplex labial Esôfago: úlceras múltiplas, rasas, circunscritas Clínica: Primária: febre, mal-estar, mialgia, irritabilidade, cefaleia, adenopatia regional Lesões: vesículas – pústulas ou úlceras dolorosas (aftas) Esôfago: disfagia, odinofagia, dor retroesternal Diagnóstico: clínico Raspado da base da lesão corado com Wright, Giemsa (Tzanck) ou Papanicolau Isolamento viral por cultura Antígeno ou DNA viral *Raspado corado com a metodologia de Tzanck TTO: aciclovir/famciclovir/valaciclovir Resistência: foscarnet VARICELA ZOSTER Na primo-infecção se desenvolve como catapora/varicela. Há incubação viral, latência e ressurgimento conforme imunidade (HERPES ZOSTER) Acomete dermátomo inervado pelo nervo afetado. Respeita linha média São lesões dolorosas. Pode ocorrer neuralgia pós-herpética Normalmente as vesículas seguem trajeto do V par craniano → palato, gengiva, lábios Ramo oftálmico: infecção córnea TTO EV: aciclovir, foscarnet *paciente Herpes zoster (+) → OBRIGATÓRIA sorologia HIV, independente da idade. Não é exclusivo de paciente com HIV. SARCOMA DE KAPOSI Neoplasia oportunista - HVH-8 Pesquisar visceralização – Acometimento de outros órgãos (colonoscopia, endoscopia) Palato, gengiva, língua, glândulas salivares, mandíbula, linfonodos cervicais Nódulos, placas elevadas, tumores extensos, úlceras ~ pápula violácea Assintomático Sintomático: alteração deglutição, sangramento, dor, disfagia, odinofagia, dor retroesternal TTO: TARV Pequenas: terapia local (excisão cirúrgica ou por laser, QT intralesional e uso de agentes esclerosantes) Grandes: QTX o Infecção secundária CITOMEGALOVÍRUS Reativação da infecção em imunodeficiência graves Não só pacientes HIV, também receptor de órgãos (imunossuprimidos) No HIV, o CMV geralmente dá lesões retinianas, oculares ou em TGI (úlceras orais, esofagianas) Úlceras orais com ou sem acometimento simultâneo do esôfago Esôfago: úlcera linear, profunda e pouca quantidade (Ulceras de tamanhos variados que podem coalescer) Diagnóstico: Biópsia + histopatológico (inclusões virais ou olhos de coruja) EDA: úlceras de diferentes tamanhos, que podem coalescer *As vezes esta lesão pode estar escondida por uma placa de cândida (biopsia ou PCR na urina/sangue). TTO: Sistêmico: ganciclovir/valgaciclovir/foscarnet Manutenção: ganciclovir/valganciclovir/foscarnet *Aciclovir não pega CMV DIARREIA NA SIDA: MICROSPORIDIOSE: Diarreia líquida (não sanguinolenta), dor, perda ponderal CD4 <100 Dx: pesquisa direta de microsporidium pelo EPF TTO: TARV, Albendazol CICLOSPORIDIOSE: ‘Alga azul-esverdeada’ Diarreia aquosa intermitente Dx: EPF TTO: SMT-TMP (Bactrim) CRIPTOSPORIDIOSE: Diarreia aquosa, dor, anorexia, flatulência, adinamia, náuseas, vômitos, febre, mialgia, desidratação o Diagnóstico: pesquisa de Criptosporidium no EPF método Ziehl-Neelsen modificado OU biópsia TTO: paramomicina, TARV ISOSPORIDIOSE: Diarreia líquida profusa, sangramento, cólica, perda ponderal Dx: Ziehl-Neelsen modificado (oocistos) ou biópsia o TTO: SMT-TMP fazer profilaxia secundária se CD4<200 e diarreia sanguinolenta MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS HIV apresenta tropismo para o SNC. A infecção dos neurônios leva à uma disfunção cognitiva, a SÍNDROME HAND (HIV associated neurocognitive disorder). Fases da HAND: ANI = Neuro cognitiva assintomática MND = desordem cognitiva menor HAD = demência HIV-associada FASE AGUDA (SRA): Manifestações de SNC em 10% dos casos 1 a 6 semanas após a infecção Recuperação espontânea (e total – não deixa sequelas) Meningite asséptica, meningoencefalite, convulsões, mielopatia e neuropatia craniana e periférica FASE LATENTE: SNC sofre efeitos diretos do vírus HIV, mesmo sem quadro clínico aparente Declínio cognitivo tem sido descrito – paciente se queixa de esquecimento, dificuldade de concentração Líquor geralmente alterado: aumento de células (pleocitose) e proteínas DOENÇAS PREDOMINANTEMENTE NÃO FOCAIS: confusão, letargia, fraqueza, alteração mental, alteração de personalidade, coma (casos mais graves) MENINGITE ASSOCIADA AO HIV: Quadro clínico menos severo Estágios mais avançados da doença Pode haver apenas cefaleia isolada (oligossintomática) Líquor: Aumento de proteínas (<100mg/dl = proteinorraquia) Predomínio de linfócitos Glicose normal Diagnóstico de exclusão - excluir: infecções parameníngeas, infecções por fungos, sífilis, TBC e Listeria, infiltração linfomatosa e carcinomatosa DEMÊNCIA ASSOCIADA AO HIV Sinônimo: complexo demencial na AIDS ou encefalite por HIV Alterações cognitivas, motoras e comportamentais Estágios mais tardios da doença Apósinício do esquema TARV: diminuição de até 50% na incidência Fatores de risco: Baixa contagem linfócitos CD4 Alta carga viral Idade mais avançada Uso de drogas IV Sexo feminino Sintomas constitucionais (síndrome anêmica) Quadro clínico: Dificuldade de atenção e concentração Lentificação do pensamento Esquecimento Confusão Apatia e isolamento do convívio social Psicose e mania Desequilíbrio, incoodernação Estágio avançado: demência e incapacidade Dx: clínico Testes neuropsicológicos: pior desempenho nas tarefas dirigidas à função motora, atenção e concentração Exame de imagem: Servem para excluir outras patologias Achados característicos, mas não são patognomônicos: atrofia cerebral, anormalidades de substância branca, gânglios da base e tálamo Análise do líquor: pleocitose linfomonocitária, proteinorrafia TTO: o Iniciar TARV precocemente Tratamento de doenças psiquiátricas associadas Não adianta usarmos esses fármacos com melhor penetração no SNC para tentar retardar a demência. Uma vez que a demência está instalada, já não há o que fazer. Por isso, é importante início precoce da TARV MENINGITE CRIPTOCOCÓCICA: Cryptococcus neoformans (encontrado no solo e em fezes de pombo) CD4 <200 Sintomas insidiosos ou de início agudo Quadro clínico: febre, cefaleia, rigidez de nuca, náuseas, vômitos e fotofobia (sinais meníngeos podem estar ausentes em 50% dos casos) Outros sintomas: alteração cognitiva, neuropatias cranianas, alteração da consciência e coma DX: Exames de imagem: excluir outras patologias; complicações: hidrocefalia, pseudocistos gelatinosos, infartos e criptococoma Análise do líquor: Tinta da china e pesquisa do antígeno criptocócico (látex) Cultura para fungos (padrão ouro) Análise do líquor: Aumento de ptns Pleocitose linfomonocitária Glicose normal ou diminuída TTO: Introdução: anfotericina B associada ou não à flucitosina – 2 semanas Consolidação: fluconazol 400mg/dia – 8 semanas Manutenção: fluconazol 200mg/dia Suspende se CD4> 100 a 200 por mais de 6 meses + TARV Reiniciar se CD4<100 Controle da hipertensão intracraniana - o fungo libera uma grande quantidade de antígeno no espaço subaracnóideo (pseudocistos gelatinosos) que pode entupir as granulações aracnóideas, gerando hipertensão intracraniana. Por isso, é importante que na coleta de liquor se faça a manometria também (medir a pressão liquórica). REGRA: EXCLUIR HIPERTENSÃO INTRACRANIANA COM EXAME DE IMAGEM ANTES DE COLETAR LIQUOR Início da TARV: Para evitar o aparecimento da SRI, o início de TARV deve ser adiado, preferencialmente até o fim da fase consolidação (10 semanas) Punções de alivio → Derivação ventrículo-peritoneal NEUROSSÍFILIS Treponema pallidum - Transmissão venérea ou vertical Curso clínico: episódios de exacerbação e períodos variados de latência Acometimento neurológico: presente nas fases 1ª, 2ª e 3ª Fase primária (2 a 6 semanas após contato): Uma ou mais lesões de pele (cancro) no local da inoculação + linfadenopatia regional, com resolução espontânea, disseminação hematogênica Geralmente uma úlcera indolor em região genital; se não realizado tto, ela involui e fica em fase de latência Fase secundária (4 a 6 semanas após cancro): Febre, queda do estado geral, rash Fase terciária (meses a décadas): Alterações granulomatosas (goma sifilítica), cardiovasculares e neurológicas Todas as complicações neurológicas relacionadas à sífilis podem ocorrer no HIV Particularidade: aceleração do início e da progressão da doença – manifestações da neurossífilis precoce (semanas a poucos anos) É frequente envolvimento ocular associado (uveíte) Neurossífilis precoce: Assintomática (mas com alteração liquórica) Meningite: cefaleia, rigidez nucal, náusea e vômitos, alterações de nervos cranianos e hidrocefalia Meningovascular: sintomas de isquemia envolvendo o encéfalo e medula espinal Neurossífilis tardia: ‘Paresia geral’: esquecimento, alterações de personalidade, mania, depressão ou psicose, quadro demencial, hipotonia, tremor de intenção Tabes dorsalis: perda sensorial, ataxia, dores neuropáticas, disfunção esfincteriana DX: quadro clínico + testes imunológicos treponêmicos e não treponêmicos no soro e no líquor: Não treponêmicos = VDRL Treponêmicos = FTA-Abs, hemaglutinação passiva, ELISA maior sensibilidade Líquor: Pleocitose (linfomono) e aumento de proteínas VDRL (+): diagnóstico VDRL (-): não exclui diagnóstico FTA-Abs: pode manter cicatriz sorológica; se + pode não indicar a doença Tratamento: Penicilina cristalina – 14 dias Tratamento alternativo: ceftriaxona *Penicilina benzatina não ultrapassa barreira hematoencefalica ENCEFALITE COM CITOMEGALOVÍRUS Agente: citomegalovírus (família herpes-virus) Infecção endêmica em todo o mundo CD4<50 Incidência diminuiu após HAART Quadro clínico: retinite, encefalite, ventriculoencefalite e polirradiculomielite Manifestação neurológica: Quadro subagudo ou crônico Estado confusional e encefalopatia Óbito em semanas a meses Confundido inicialmente com demência associada a HIV Diagnóstico: Quadro clínico RNM de encéfalo: realce periventricular Líquor: alterações inespecíficas PCR positivo em até 50% dos casos Tratamento: 3 a 6 semanas Ganciclovir: Indução: 5mg/kg 12/12h por 14 dias Manutenção: 5mg/kg/dia Foscarnet: Indução: 90mg/kg 12/12h por 14 dias Manutenção: 90mg/kg/dia DOENAS FOCAIS (hemiparesia, convulsão, cegueira) NEUROTOXOPALSMOSE Toxoplasma gondii - Toxoplasmose – infecção com distribuição mundial Imunocompetentes: normalmente é assintomática Imunodeprimidos: pode haver reativação da doença, pp quando CD4<100 Diminuição da incidência: profilaxia para p. jiroveci com SMX-TMP e introdução da TARV Quadro clínico: Déficit neurológico focal progressivo Cefaleia Febre eventual Sintomas de acordo com a localização da lesão: hemiparesia contralateral, afasia, convulsões Sintomas associados ao edema cerebral: sonolência, estupor e coma Diagnóstico: Quadro clínico TC e RNM do encéfalo: lesões focais, geralmente múltiplos, localizadas próximas aos núcleos base, substância branca profunda e transição córtico-subcortical, edema cerebral e realce anelar das lesões Resposta à terapêutica Diagnóstico definitivo: biópsia de lesões (apenas quando não houver melhora clínica e radiológica em 2 a 4 semanas de tto) IgG positivo ou não TTO: Sulfadiazina: Alergia a sulfa: clindamicina Quando utilizar sulfadiazina: não é necessário SMT-TMP – para profilaxia de pneumocistose Pirimetamina: sempre que utilizar pirimetamina (Mielotóxica)– associar ácido folínico *existe vários esquemas alternativos Duração de 6 semanas para pacientes que respondem a terapia Profilaxia: Avaliação sorológica em todos os pacientes Se sorologia (-) instruir modo de prevenção → Profilaxias primária e secundária Profilaxia primária CD<100 + IGG reagente SMT-TMP 160-800mg 1x/dia Feita para não desenvolver doença Profilaxia secundaria: sulfadiazina + pirimetamina + ácido folínico Após o término do tto, manter a profilaxia secundária. A profilaxia primária deve ser feita em todos os pacientes com CD4<100 e IGG+ Descontinuação da profilaxia: CD4>200 por mais de 3 meses: profilaxia primária para neurotoxo e pneumocistose pode ser interrompida CD4>200 por mais de 6 meses: pode-se descontinuar profilaxia secundária o Profilaxia 1º e 2º devem ser retomadas se CD4<200 Repetir TC de controle para ver modificação da lesão após tto – não respondeu = LINFOMA PRIMARIO DO SNC LINFOMA PRIMÁRIO DO SNC: Neoplasia oportunista - Linfoma não-Hodgkin Acomete 5% dos pacientes HIV+ CD4<50 Hipótese diagnóstica suspeitada principalmente quando não há resposta aterapia empírica para toxoplasmose Muito relacionado com EBV. Diagnóstico: Quadro clínico: lesões focais no SNC que não responderam a terapia para neurotoxo TC e RNM de encéfalo: lesões únicas ou múltiplas, com efeito de massa, localizadas pp na substancia branca profunda, periventricular, captação de contraste e edema perilesional SPECT com tálio: diferenciação entre infecções do SNC e linfoma primário do SNC Sorologia para EBV no líquor: favorece o diagnóstico Dx definitivo: biópsia (entra com agulha) TTO: Corticoide para controlar edema Radioterapia Instituição da HAART com o objetivo de melhorar a resposta imunológica e diminuir a replicação viral QT: controverso; metotrexate é uma opção LEUCOENCEFOLOATIA MULTIFOCAL PROGRESSIVA Acomete o encéfalo com múltiplas lesões esbranquiçadas Infecção oportunista causada pelo poliomavírs (JC) CD4<100 Vírus adquirido na infância e adolescência e permanece latente em oligodendrócitos e astrócitos Imunodepressão – reativação e replicação viral e posterior desmielinização Menos frequente na África e Índia Quadro clínico: Insidioso com evolução progressiva Déficits cognitivos, hemiparesia, ataxia, hemianopsia, afasia, déficits sensitivos e alteração do nível de consciência DX: Quadro clínico Exames de imagem (RNM): Alterações na substância branca Focos de desmielinização, sem captação de contraste ou efeito de massa Próximo as regiões parietal e occipital, no tronco encefálico e no cerebelo Liquor: PCR para vírus JC Bióspa: padrão ouro TTO: TARV – melhor opção atual Ações específicas contra vírus JC em fase de estudo, sem eficácia comprovada – citarabina e cidofovir MANIFESTAÇÕES PULMONARES PNEUMOCISTOSE PULMONAR - PCP Pneumocistis jiroveci - Protozoário x fungo Antigamente a IO mais comum Exposição na infância Fisiopatologia: inalação – alveolite – exsudato alveolar – espessamento dos septos interalveolares (pelo processo inflamatório, vai dificultar as trocas gasosas, levando a hipoxemia) – edema intersticial – acúmulo de mononucleares – shunts pulmonares – hipóxia Quadro clínico: Evolução insidiosa (semanas a meses) Dispneia progressiva Tosse seca Desconforto torácico Febre o Emagrecimento o Sudorese noturna Calafrios o Cianose de extremidade Exame físico: geralmente não ajuda (muito próximo ao normal) Ausculta pulmonar: estertores crepitantes, sibilos Exames laboratoriais: Gasometria arterial – hipoxemia o 80% dos pacientes PaO2 < 80mmHg Alcalose respiratória Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight LDH elevada (relação com evolução) Radiografia de tórax: Infiltrado intersticial pulmonar difuso e bilateral – ápices geralmente poupados Predomínio em região perihilar e bases (asa de borboleta) Ausência de derrame pleural e adenomegalia hilar Pneumatoceles- pneumotórax TC de tórax: Opacidade em vidro fosco Consolidações alveolares Espessamento de septos interlobulares Aspecto – ‘pavimentação em mosaico’ Nódulos e lesões císticas Diagnóstico definitivo: Isolamento do P. jiroveci em tecidos ou fluidos Expectoração após inalação com salina hipertônica (biossegurança) – S > 90% (pesquisa no escarro) Lavado broncoalveolar – S 100% Biópsia TTO: SMZ-TMP em dose mais elevadas Se PaO2 < 70mmHg – associar corticoide (prednisona) para diminuir processo inflamatório e melhorar a oxigenação Profilaxia: Primária: para CD4< 200 ou presença de candidíase oral ou febre de origem indeterminada por mais de 2 semanas = SMZ-TMP 3x/semana Secundária: SMZ-TMP critério de suspensão: CD4>200 por mais de 3 meses Esquemas/posologias Sulfametoxazol-trimetoprima → 75-100mg/kg/dia de SMX e 15-20mg/kg/dia de TMP, divididos em 4 tomadas de 6/6h por 21 dias; gravidade do caso define se VO ou IV Se PaO2<70mmHg ou diferença açveolo arterial > 35 → prednisona 80mg por 5 dias, seguido de 40mg por 5 dias, seguido de 2omg até completar 21 dias TUBERCULOSE PULMONAR Imunidade x quadro clínico HIV (-) com PPD reato possui risco 75% CD4>350: TB apical, cavitária CD4 entre 200 e 350: típica/atípica CD4< 200: padrão miliar – doença bilateral difusa, infiltrados alveolares em terço médio e inferior Quadro clínico: Tosse produtiva Febre vespertina Sudorese noturna Queda do estado geral Emagrecimento Por cursar com derrame pleural, na análise do líquido: Predomínio de linfomononucleares Glicose baixa ADA elevado Diagnóstico: Baciloscopia e cultura para micobactérias Escarro espontâneo ou induzido Lavado brocoalveolar PCR-TB (biologia molecular) – avalia a sensibilidade/resistência para rifampicina Biópsia pleural se presença de derrame pleural RX de tórax: Fases iniciais de imunossupressão: condensações, cavitações predominantemente em ápice e adenomegalia hilar Fases tardias de imunossupressão: padrão miliar, derrame pleural, múltiplas áreas de condensação, adenomegalias PPD: não diagnostica infecção ativa por TB, mostra resposta celular a contato prévio. Por que precisamos saber se teve contato? Para, em caso de ILTB, prevenir ativação. Teste é feito com inoculação da tuberculina no terço médio/anterior do antebraço; aguarda-se 48-72h e mede- se região de endurecimento (não de eritema!) Marcador de risco para o desenvolvimento de tuberculose ativa Realizada em todas as pessoas vivendo com HIV e que sejam assintomáticas para tuberculose <5mm: REPETIR ANUAL >5mm ou CD4<350: tratar ILTB com ISONIAZIDA (desde que excluída infecção ativa) Critérios para ILTB em pacientes HIV com CD4>350: Pacientes assintomáticos para TB (Tb ativa excluída) com RX de tórax normal – vão receber a isoniazida se: PPD > 5mm OU Contato intradomiciliar com pessoas infectadas com a tuberculose, independente do PDD OU PPD < 5mm com registro documentado de PPD > 5mm anterior sem ter feito tratamento algum *Baciloscopia – somente para controle de TTO (carga bacteriana). Diagnostico PCR + CULTURA *FL-LAM → HIV(+) COM CD4<100 (quanto maior cd4, menos especifico o exame). Deve ser feito se CD4<100 em domicílio, independente de sintoma; no hospital, se <200 IGRA: teste de liberação de IFN PNEUMONIAS BACTERIANAS: HIV (+) tem 8 x mais chance de apresentar PNM bacteriana Agentes mais comuns: Streptococcus pneumoniae Haemophilus influenzae Staphylococcus aureus Pseudomonas aeruginosa Quadro clínico e radiológico semelhante ao HIV (-) HIV (+) evoluem mais frequentemente com sepse pulmonar Mais frequentes que PCP MICOBACTERIOSE ATÍPICA Micobacterium avium: geralmente CD4 entre 10-50 Quadro clínico: Febre Emagrecimento Sudorese noturna Radiografia de tórax: Infiltrado miliar principalmente em bases Infiltrados alveolares e nodulares Adenopatia mediastinal e hilar Diagnóstico: Hemocultura ou cultura de tecidos Biópsia de medula óssea (a biópsia precisa ser de lugares estéreis) Highlight Highlight INFECÇÃO FÚNGICA HISTOPLASMOSE PULMOANR Comum em regiões endêmicas Presentes em maior frequência no fígado, MO, órgãos do sistema reticuloendotelial Febre e hepatoesplenomegalia Achados radiográficos: infiltrados intersticiais ou reticulonodulares