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Universidade Nove de Julho Maria Lívia Introdução: • População Chave - profissionais do sexo e sua clientela, gays, usuários de drogas IV e pessoas trans Risco 35x maior entre usuários de drogas; Risco 34x maior em mulheres trans; Risco 26x maior em trabalhadoras do sexo; Risco 25x maior em homens gays. • 1995: início da terapia antiviral altamente efetiva (coquetel); • Muito mais comum em homens; • Sarcoma de Kapi - muito sugestivo de AIDS; Diagnóstico é feito com biópsia. Virologia: • Retrovírus exógeno de 120nm; • Vírus envelopado; • Não apresenta código genético para fazer sua própria membrana - apresenta membrana bilipidica pois depende do hospeiro; Glicoproteína 120 (gp120) - determina o tropismo viral; CD4 - fechadura da gp120 -> vírus só infectam células que expressam CD4; Presença de capsídeo (p24) -> organiza o núcleo (código genético de RNA) - Antígeno que é visto na sorologia.. Replicação Viral: • Fusão: gp120 + CD4 + co-receptor; • Enzimas: Enzima Transcriptase Reversa -> transcrição reversa - após liberação do conteúdo genético no citoplasma, essa enzima transforma RNA em DNA; Enzima Integrase -> Integração do DNA viral no genoma do hospedeiro; Enzima Protease -> clivagem de poliproteinas para deixá- las funcionais (DNA -> RNA -> Poliproteinas). • Organização do núcleo; • Formação do envelope - membrana dilapidação do hospedeiro. Infecção pelo hiv: • Quando mais alta a carga viral, mais rápido o paciente progride para AIDS; • Hemograma - linfopenia com menos atipia; • Objetivo do tratamento - indetecção viral Recuperação de CD4: tratamento precoce. • Primeira linha de defesa - macrófagos -> apresentador de antígeno dos linfócitos Macrófagos e linfócitos TCD4 apresentam CD4 - se infecta • Apresentação a linfócitos no linfonodo regional; • Fase de eclipse viral - momento da infecção até o vírus ser detectável no plasma Vírus demora mais de uma semana para ser detectável no plasma. • Mediana de evolução para AIDS: 10 anos; HIV HIV Universidade Nove de Julho Maria Lívia • Mediana de sobrevida sem tratamento: 12-18 meses. Probabilidade de Infecção: • Características genéticas do vírus e do hospedeiro; • Via de exposição; • Carga viral inoculo; • Presença de coinfecções. Quadro clínico: Síndrome Retroviral Aguda: • Pode ser assintomática; • Poucas semanas após exposição rápida ocorre elevação da carga viral plasmática; • Síndrome febril aguda auto-limitada; Duração de 10-14 dias: “mono-like” (parece mononucleose - dor de garganta, rash cutâneo, linfonodomegalia e síndrome febril aguda). • Rpta Imune Inata - produção de citocinas; • Rpta Imune Específica - linfócitos TCD8 citotóxicos (TCD8 mata o TCD4 infectado) e anticorpos; • Redução da Viremia - estado de infecção crônica latente. Linfadenopatia Persiente Generalizada: • 50-70% dos infectados não tratados • Persistência de linfadenopatia em mais de 2 cadeias extra- inguinais por 3-6 meses; • Linfonodos de 0,5-2cm, móveis, fibroelasticos; • Pacientes assintomáticos. Candidíase Oral: • Placas esbranquiçadas removíveis com um espátula sobre uma base eritematosa; • Odinofagia ou assintomático. Leucoplasia Pila; • Placas esbranquiçadas não removíveis com uma espátula; • Sem base eritematosa; • Não causa odinofagia; • Geralmente na borda lateral da língua. Infecção Crônica: • Renal - nefropatia associada ao HIV (síndrome nefrótica); • Hematológico - trombocitopenia associada ao HIV (anemia); • Gastrointestinal - diarreia crônica, síndrome consumptiva; • Neurológico - demência associada ao HIV. Diagnóstico: • Oferecer teste a todos os pacientes sexualmente ativos; • Rastreio obrigatório em gestantes e com tuberculose; • É considerado HIV+ o paciente com dois testes reagentes de metodologia diferente; 1ª semana - indetectável; 1º teste positivo - molecular (PCR) -> RNAviral; Sorologia - p24, IgM e IgG. Universidade Nove de Julho Maria Lívia Tt Sorológic: • Tte ELISA - teste imunoenzimático; 3° geração: IgG e IgM; janela de 20-30 dias para positivar; 4° geração: IgG, IgM e antígeno p24; janela de 15 dias para positivar. • Wtern Blot - apenas IgG, teste mais tardio (confirmatório); Discrimina quais anticorpos são reagentes. Tt Rápid: • Punção digital ou fluido oral; • Ambiente não laboratorial; • Resultado até 30 min. Tte Molecular - PCR: • Método de escolha para RN com mãe soropositiva; Não escolhe sorologia para recém nascido pois sempre vai dar positivo por conta dos anticorpos da mãe. • Diagnóstica até 18 meses de vida; • Melhor teste para infecção aguda; • Monitorizar o tratamento. Tratamento: • Primeira Linha - 2 inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo e 1 inibidor de integrase; Tratamento de 1° escolha: tenofovir (ITRN) + lamivudina (ITRN) + dolutegravir (II); Tenofovir e Lamivudina são antiretrovirais que também tem ação contra o vírus da hepatite B; Eventos Adversos - lesão renal (tenofovir), osteopenia e osteoporose, ganho de peso, cefaleia, insônia, tontura. Genotipagem Pré-Tratamento: • Indicada nas seguintes situações: Gestantes infectados pelo HIV; Pessoas que tenham se infectado com parceiro; Crianças infectadas pelo HIV; Confecção tuberculose e HIV. • Falha Virológica: CV-HIV detectável após 6 meses do início ou modificação da TARV; CV-HIV detectável em indivíduos em TARV mantinham CV-HIV indetectável. Prevenção: PEP - Profilaxia Pós Expição: • Urgência médica; • Iniciar o mais rapidamente possível; Limite de 72h; 3TC/TDF/DOL por 28 dias. • Avaliar: Tipo de material biológico; Tipo de exposição; Estado sorológico da pessoa exposta - teste rápido; Estado sorológico da pessoa fonte - quando possível; • Repetir sorologia: 4 e 12 semanas. PrEP - Profilaxia Pré Expição: • Indicada para populações de alto risco; • Aconselhamento sobre outras ISTs; Exceçõ a Regra: • Gestantes <12 semanas: 3 TC/TDF + RAL (raltegravir) • Lesão renal: troca de tenofovir por ABC (abacavir) ou AZT • Tuberculose: troca do dolutegravir por RAL ou EFV Universidade Nove de Julho Maria Lívia • Risco de gravidez; • Aconselhamento sobre eventos adversos da medicação; • Opções - Tenofovir + Entricitabina (TDF/FTC 300/200mg); Esquema diário continuo 1cp Esquema sob demanda 2cp + 1cp após 24h + 1cp após 48h. Infecções oportunistas: Queda de Células TCD4: • 350-500cel/mm3 - infecções bacterianas, herpes zoster, herpes simples, tuberculose típica; • Menos de 350 cel/mm3 - tuberculose atípica, candidíase oral • Menos de 200 cel/mm3 - pneumocistose, candidíase esofágica, Isosporidíase; • Menos de 100 cel/mm3 - Neurotoxoplasmose, Criptococose, Histoplasmose, Sarcoma de Kaposi, Criptosporidíase • Menos de 50 cel/mm3 - CMV, Micobacteria avium, Microsporidíase. • Profilaxia Primária: CD4 <200 -> pneumocistose (Bactrin - Sulfametoxazol- Trimetroprima 800/160 mg 3x/sem); CD4 <100 -> neurotoxoplasmose - SMX-TMP 800/160 mg 1x/dia; CD4 <50 -> micobacteria complexo avium - Azitromicina 500 mg 3x/sem Tubercule: • Gera infecção latente (ILTB); CD4 >350 - realização de PPD anualmente; Tratar ILTB após exclusão de tuberculose ativa e quando PPD >5mm; CD4 <350 - considerar tratamento ILTB independente do resultado do PPD. • Quando ocorre a queda do TCD4 a tuberculose deixa de ser latente e torna-se tuberculose ativa; TCD4 >350 cél/mm3 - quadro clínico semelhante ao HIV; TCD4 <350 cél/mm3 - formas extra pulmonares e disseminadasmais frequentes, menor sensibilidade dos testes diagnósticos, sempre solicitar cultura e teste de sensibilidade; TCD4 <50 cél/mm3 - possibilidade de micobacteria não tuberculosa Pneumocie: • Pmeumocistis jiroveci - fungo; • TCD4 <200 células/mm3; • Quadro Clínico - dispneia de evolução subaguda; tosse não produtiva; febre baixa; Raramente pneumotórax - presença de pneumatoceles na TC. • Exame Físico - monilíase oral e desnaturação ao esforço; • Raio X - infiltrado bilateral difuso multilobar; • Tomografia - vidro foco (alteração intersticial); Universidade Nove de Julho Maria Lívia • Diagnóico - clínico e radiológico; Broncoscopia com LBA (+/- Bx transbrônquica) - pesquisa de Pneumocystis (azul de toluidina), imunofluorescência direta, PCR para Pneumocystis; Biópsia via toracoscopia. Neurotoxoplasme: • Síndrome de Encefalite: Sintomas neurológicos focais; Confusão, Convulsão, Cefaleia. • Reativação de infecção latente pelo Toxoplasma gondii - TCD4<100 cel/mm3; • Exames Laboratoriais inespecíficos - IgG+ e IgM; • Exam de Imagem: TC de crânio com contraste - múltiplas lesões nodulares, edema peri-lesional, realce anelar ao contraste, efeito de massa (desvio de linha média, apagamento de sulcos, compressão de ventrículos - contra-indicada punção lombar pelo risco de herniação encefálica); RNM de crânio - maior sensibilidade. • Diagnóico - clínico e radiológico; Liquor: PCR para toxoplasma - geralmente contraindicado; Biopsia de SNC. • Diagnóstico diferencial - linfoma primário do SNC, abscessos piogenicos, micobacterioses, infecções fúngicas e Chagas; Neurocriptococe: • Cryptococcus neoformans - Fungo leveduriforme; • TCD4 <100 cel/mm3 • Quadro Clínico - cefaleia Síndrome de irritação meníngea subaguda Síndrome de hipertensão intra-craniana Eventualmente: síndrome de encefalite (criptococoma). • Principal diagnóstico diferencial - Neurotuberculose; • Liquor - geralmente não é contra indicado; Usado para diagnóstico e terapêutico; Pressão de abertura elevada; Celularidade aumentada com predomínio linfomonocelular; Proteína elevada e glicose reduzida; Provas específicas - tinta da China, pesquisa de antígeno do criptococo (possível realizar no sangue), cultura para fungos (possível realizar no sangue). Hioplasme Dieminada: • Principais fatores de risco: AIDS com CD4 < 150 e uso de medicações anti-TNF; • Importante diagnóstico diferencial da tuberculose:; • Quadro Clínico - febre de origem indeterminada; Síndrome consumptiva, Hepatoespleno / Linfadenopatia; Acometimento pulmonar, SNC, TGI, pele. • Diagnóico: Sorologia - cuidado na interpretação doença disseminada em paciente imunossuprimido; PCR para H. capsulatum - possível realizar em diversas amostras; Anatomo-Patologico - granuloma (casoso ou não). Retinite pelo CMV: • Reativação de infecção latente - TCD4+ < 50 cel/mm3; • Fundo de olho periódico de rastreamento para detecção precoce; • Quadro Clínico - perda de acuidade visual por necrose da retina, sem vermelhidão ou dor ocular, 2/3 unilateral; • Diagnóico - acometimento ocular e de outros órgãos. SIRI: • Síndrome inflamatória da reconstituição imune; • Reação paradoxal de piora clínica ocasionada pela redução da carga viral e melhora da resposta imune; • Algumas semanas após o início da TARV - geralmente associada a co-infecções; • Diagnóstico clínico; • Geralmente não se indica suspensão da TARV; • Tratamento - AINH ou corticoterapia.