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1 Hipertensão Porta ................................................................................... Pág 4 Varizes do esôfago Ascite Peritonite Bacteriana Espontânea Encefalopatia Hepática Síndrome Hepatorrenal Insuficiência Hepatocelular Doença Hepática Gordurosa não alcoólica Hepatite B Crônica Hepatite C Crônica Doença de Wilson Hemocromatose Hereditária Síndrome Disfágica ................................................................................ Pág 9 Disfagia de condução Divertículos Esofágicos Acalásia Megacólon Anel de Schatzki Espasmo esofagiano difuso Esclerodermia Síndrome Dispéptica ............................................................................. Pág 13 Doença do Refluxo Gastroesofágico Esôfago de Barret Úlcera péptica Neoplasia Endócrina múltipla Síndrome de Zollinger-Ellison Hemorragia Digestiva ........................................................................... Pág 16 Hemorragia Digestiva Alta: Úlcera Péptica, Varizes esofágicas, Laceração de Mallory-Weiss Hemorragia Digestiva Baixa: Doença Diverticular, Angiodisplasia, Hemorroidas, Fissura anal, Fístula anal, Abscesso anorretal Dor Abdominal ...................................................................................... Pág 19 Abdome agudo Porfiria Saturnismo Febre tifoide Apendicite aguda Doença diverticular do cólon Diverticulite aguda Doença vascular intestinal Pancreatite aguda CIRURGIA 2 Obstrução Intestinal ............................................................................. Pág 25 Obstrução Intestinal Mecânica Íleo biliar Intussuscepção intestinal Obstrução Intestinal funcional Doença de Hirchsprung Hérnias da parede abdominal ........................................................... Pág 28 Hérnia inguinal Hernia femoral Hernia umbilical Hernias especiais Oncologia ............................................................................................ Pág 30 Câncer de Pulmão Câncer de Tireoide Câncer de Próstata Câncer de Bexiga Câncer de Esôfago Câncer de Estomago Câncer Colorretal Câncer de Pâncreas Tumores Hepáticos Traumas ................................................................................................ Pág 37 Atendimento inicial Trauma de tórax Trauma de abdome Trauma cranioencefálico Trauma hepático Trauma duodenal Trauma renal Trauma vesical Trauma ureteral Trauma cervical Trauma de face Trauma raquimedular Dor lombar ........................................................................................... Pág 48 Musculoesquelética: Osteoartrose, Lombalgia Idiopática, Hérnia de disco, Espondilite Anquilosante Doenças Neoplásicas: Mieloma Múltiplo Doenças dos rins e vias urinarias: Nefrolitíase 3 Perioperatório ..................................................................................... Pág 51 Preparo pré-operatório Intraoperatório Anestesia Hipertermia maligna Pós operatório Complicações da ferida operatória Febre no contexto operatório Queimaduras ....................................................................................... Pág 55 Mordeduras .......................................................................................... Pág 57 Cuidados com a ferida Raiva Tétano Doenças Periarticulares ....................................................................... Pág 58 Dor no ombro Dor no cotovelo Tenossinovite de dequervain Joelho Especialidades Cirúrgicas .................................................................... Pág 60 Proctologia Cirurgia Bariátrica Cirurgia Vascular Cirurgia de Cabeça e Pescoço Cirurgia Pediátrica Sarcoma de partes moles Ortopedia .......................................................................................... Pág 70 Traumato-ortopedia Osteomielite Tumores ósseos primários Ortopedia pediátrica 4 >> SISTEMA PORTA HEPÁTICO - Vascularização “normal”: artéria – capilar – vênula – veia - Sistema porta: artéria – capilares – veia – capilares – veia >> CONCEITO: Uma veia entre 2 redes capilares - Sistema porta-hepático: Veia Mesentérica Superior + Veia esplênica – veia porta – capilares – veia hepática HIPERTENSÃO PORTA = pressão > 5 mmHg A dificuldade da passagem de sangue >> ↑ pressão Características da Veia porta: Altura da L2, atrás do colo pancreático, 6-8cm de comprimento, 1cm de diâmetro. OBS: todo sangue do tubo digestivo passa pela veia porta >> CLÍNICA Esplenomegalia Varizes: Esôfago, Fundo gástrico, Anorretal, Abdominal Encefalopatia Ascite >> CLASSIFICAÇÃO PRÉ-HEPÁTICA mais varizes INTRA-HEPÁTICA menos ascite PRÉ-SINUSOIDAL SINUSOIDAL PÓS-SINUSOIDAL menos varizes PÓS-HEPÁTICA mais ascite >> CAUSAS PRÉ-HEPÁTICA Trombose da veia porta - O paciente tem que estar passando por um relato de Hipercoagulabilidade Conduta: abordagem das varizes +/- anticoagulação Trombose de Veia Esplênica - Hipertensão Porta “Segmentar” Varizes de fundo gástrico isoladas História de pancreatite crônica Conduta: Esplenectomia INTRA-HEPÁTICA o PRÉ-SINUSOIDAL Esquistossomose o SINUSOIDAL Cirrose o PÓS-SINUSOIDAL Doença veno-oclusiva (Chá da Jamaica) PÓS-HEPÁTICA o Buddi-Chiari Trombose da Veia Hepática o Obstrução de VCI Trombose, Neoplasia o Doenças cardíacas P. Constrictiva, I. Tricúspide OBS: Obstrução o sinusoide funciona como uma “válvula de escape”, de modo que o aumento da pressão leva ao gotejamento de líquido para a cavidade (ascite). >> Diagnóstico de trombose de veia porta: - USG de abdome com doppler - Fluxo hepatofugal (que sai do fígado). Hepatopetal (vai em direção ao fígado). - Degeneração cavernomatosa >> Síndrome de Cruveilhier-Baungarten: presença de sopro e frêmito periumbilical em virtude da recanalização da veia umbilical (ligamento falciforme). Sinal de hipertensão porta! Consequências: varizes esofagogástricas, esplenomegalia, varizes anorretais, ascite, cabeça de medusa, encefalopatia hepática VARIZES DO ESÔFAGO A formação: Se PRESSÃO > 10 mmHg: VARIZES Formada através da V. gástrica esquerda Se PRESSÃO > 12 mmHg Risco de RUPTURA dessas varizes >> ABORDAGEM Profilaxia 1ª Evita romper / sangrar - SITUAÇÃO 1: NUNCA SANGROU Clínica ou Risco de HP (CIRROSE)? ALTO RISCO = Rastreio com EDA Beta-Bloqueador Propranolol 20 mg, 12/12 hs OU Nadolol 20 mg/dia; ou Carvedilol OU Ligadura elástica 1-2 sem até obliteração do vaso. Em seguida, vigilância EDA 1-3 meses depois, e consecutivamente a cada 6 meses Tem varizes? Profilaxia primária o Calibre médio e grande o Child B e C o Cherry-red spots (pontos avermelhados) – “Sinal da cor vermelha” Β-Bloqueador OU Ligadura Elástica (LEV) - SITUAÇÃO 2: SANGRAMENTO Estabilização Hemodinâmica do paciente Reposição volêmica Investigação e tratamento agudo SEMPRE o BALÃO: Sengstaken-Blakemore (3 vias) máximo por 24 horas – medida paliativa / temporária o Pode gerar lesão, necrose da parede do esôfago o TIPS (Shunt Portossistêmico Intra-hepático Transjugular) - provisório: - VANTAGENS: controla sangramento e ascite e permite transplante - DESVANTAGENS: encefalopatia, estenose e disponibilidade o CIRURGIA: URGÊNCIA – SHUNT NÃO SELETIVO Porto-Cava / Término-Lateral mortalidade Porto-Cava/ Latero-Lateral altíssimaOBS: TIPS é contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca Octreotide: bolus de 50 ug + manutenção de 50 ug/hr Somatostatina: 250 ug + infusão continua 250 ug Terlipressina: 2 mg c 4 hs até parar o sangramento o ENDOSCOPIA (dx e tto): Escleroterapia/ Ligadura Elástica o DROGAS: Somatostatina/ Octreotide/ Terlipressina HIPERTENSÃO PORTA 5 >> PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE): Ceftriaxona 1g/dia, IV, sendo substituída após melhora por Norfloxacina 400 mg, 12/12 hs, quando o sangramento estiver controlado e o px tolerar VO. TOTAL: Por 7 dias Ressangramento: Profilaxia SECUNDÁRIA Ressangramento? Tentar medicamento + Ligadura Elástica de novo tem que dar outra chance... Se não der certo Balão de Sengstaken- Blakemore até 400 ml o Β-bloqueador E Ligadura Elástica o TIPS/ Transplante o CIRURGIA: SHUNT SELETIVO ou DESCONEXÃO - Esplenorrenal distal (Cx de Warren) - Desconexão Ázigo-Portal (é boa para quem tem esquistossomose) Desconexão A-P realiza-se ligadura da veia gástrica esq, desconectando a veia porta da ázigos, além de desvascularizacao da grande curvatura do estomago, do esôfago distal e esplenectomia O TTO + efetivo para p sangramento é a TERAPIA COMBINADA endoscópica + farmacológica ASCITE Todo paciente com ascite deve ser submetido a paracentese diagnóstica. CAUSA Hipertensão portal x Doenças do Peritôneo EXAME FÍSICO o Piparote o Macicez móvel de decúbito (principal método semiológico) o Semicírculos de Skoda o Sinal da poça (+ sensível) o Toque retal (+ sensível) DIAGNÓSTICO o USG: exame de escolha – 100 ml AVALIAÇÃO DO LÍQUIDO ASCÍTICO SOLICITAR: - Celularidade total e específica - Proteínas totais e albumina - Cultura gram - Amilase - LDH - Citologia - Glicose PARACENTESE DIAGNÓSTICA: o Diferenciar TRANSUDATO x EXSUDATO Hip. Porta Dç Peritônio - Gradiente de Albumina Soro-Ascite (GASA) Albumina SORO - Albumina ASCITE GASA > 1,1 Transudato Hipertensão porta Cirrose, ICC, Budd-Chiari Gasa < 1,1 Exsudato Doenças do peritônio Neoplasias, TB, pâncreas Alteração da permeabilidade vascular: há um evento inicial perpetuado pelo sistema renina-angiotensina- aldosterona. Há muito líquido extra vascular e o intra está com pouco líquido, ativando o SRAA. TRATAMENTO - Repouso no leito: queda na retenção de hormônios retentores hidrossalinos - RESTRIÇÃO DE SÓDIO: 2 gr/dia - Restrição Hídrica SE o paciente tem HIPOnatremia dilucional Se a restrição não adiantar: Pesar o paciente e solicitar Na urinário diariamente para monitorizar OBJETIVO: ↓ 0,5 kg/dia ou ↓ 1 kg/dia com edema - DIURÉTICOS: * Espironolactona – 100-400 mg/dia * Furosemida – 40-160 mg/dia >> ASCITE REFRATÁRIA: Falência do tratamento / Recorrência precoce Paracentese terapêutica seriadas Pode retirar o volume que quiser, não existe volume máximo CUIDADO!!! PARECENTESE DE GRANDE VOLUME (> 5L) é obrigado a repor 6-10g de albumina por L retirado TIPS Transplante COMPLICAÇÕES PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA Ocorre na ausência de abscesso intra-abdominal ou rotura de víscera oca (90%) Translocação monobacteriana – E. coli, Klebsiella pneumoniae, Streptococcus pn. >> FISIOPATOLOGIA Má perfusão intestinal >> Translocação bacteriana >> Infecção do líquido ascítico >> MICROBIOLOGIA Monobacteriana (Gram negativo – entéricos) - E. coli (70%) - Klebsiella pneumoniae >> CLÍNICA Febre, dor abdominal, encefalopatia hepática >> DIAGNÓSTICO PMN > 250/mm3 + cultura (+) Se cult (+) sem PMN aumentados = Bacterascite Não TRATA - Se PMN aumentada e cult (-) = Ascite neutrofílica TRATA Ascite Neutrofílica > 250/mm3 Cultura (-) Bacterascite < 250 mm3 Cultura + ASCITE DA CIRROSE + comum GASA alto Citometria e bioquímica normais (ptn < 2,5) ASCITE NEOPLÁSICA 2ª + comum GASA baixo Citologia oncótica (+), proteína e LDH ↑ ASCITE CARDÍACA GASA alto Citometria e bioq. Normais (ptn > 2,5) ASCITE TUBERCULOSA GASA baixo Mononucleares (> 500) ADA alta Laparoscopia (~100% sensibilidade) 6 >> TRATAMENTO Cefa de 3ª (cefotaxima) por 5 dias - Cefotaxima, 2 gr, IV cada 8 horas x 5 dias >> PROFILAXIA PRIMÁRIA AGUDA: sangramento por varizes - Ceftriaxona / norfloxacina por 7 dias CRÔNICA: ptn ascite < 1,5 g/dl - Norfloxacina SECUNDÁRIA APÓS PBE PARA TODOS - Norfloxacina, 400 mg, 1 x/dia por toda vida >> PROFILAXIA PARA SHR: - Após PBE sempre indicar: > albumina (1ºd: 1,5g/kg; 3ºd: 1g/kg) >> DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL * Ascite neutrofílica: > 250 mm3 / cultura negativa - Tratamento = PBE * Bacterascite: < 250 mm3/ cultura positiva - Tratamento: SINTOMÁTICO: ATB ASSINTOMÁTICO: nova paracenteses * Peritonite bacteriana secundária: - Líquido ascítico c/ ≥ 2: Proteína > 1g/dl Glicose < 50 mg/dl LDH elevada - Associar metronidazol + avaliar cirurgia ENCEFALOPATIA HEPÁTICA ↑ Amônia (NH3) - CAUSAS: o Insuficiência hepatocellular o Hipertensão porta - DIAGNÓSTICO: o CLÍNICO: flapping (tremor no pulso quando estendido/ tbn chamado de asterixis), letargia, sonolência… o TRATAMENTO: Evitar fatores precipitantes! Dieta: evitar restrição proteica Lactulose: Laxativo, pH ácido (NH3 NH4 +) ATB: Neomicina, metronidazol, rifaximina Transplante: DEFINITIVO! LACTULOSE: 30-120 ml/dia, dividido em 4 tomadas, até atingir 2-3 evacuações de fezes amolecidas. RIFAXIMINA: 550 mg, VO, 12/12 hs SULFATO DE NEOMICINA: 500 mg – 1 gr, VO, 8/8 hs Ef Adv: OTOTÓXICO e NEFROTÓXICO METRONIDAZOL: 250 mg, VO, 2-4 x/dia Ef Adv: neuropatia periférica BCAA Atenção: Diferenciar da Síndrome de Wernick, paciente etilista crônico apresentando: - Ataxia - Confusão mental - Oftalmoplegia (nistagmo) - Nesses casos, conduta = REPOR TIAMINA (VIT B1) SÍNDROME HEPATORRENAL Doença hepática grave vasodilatação periférica >> vasoconstrição >> sem hipovolemia/ lesão renal/ obstrução Falência hepática IRA NO Vasodilatação Vasoconstricção renal DIAGNÓSTICO: IRA “pré-renal”, que não melhora com volume Urina concentrada e ↓ Na CLASSIFICAÇÃO TIPO 1: Rápida progressão (< 2 sem) – mortalidade altíssima - Precipitada por PBE; Cr > 2,5 mg/dl TIPO 2: Insidiosa, melhor prognóstico - Espontânea; Cr 1,5 – 2,0 mg/d TRATAMENTO: Evitar descompensação! Transplante hepático Albumina + Terlipressina INSUFICIÊNCIA HEPATOCELULAR Caso clínico: Síndrome ictérica: pele amarelada, ↑BD, Fadiga, eritema palmar, ↑TAP, ↓albumina, anemia, plaquetopenia USG com alteração hepática Síndrome de insuficiência hepática Arquitetura hepática: os hepatócitos estão organizados em muros que formam estruturas poligonas; no meio temos a veia centrolobular, e, nos vértices, os espaços- porta. Cirrose: não é sinônimo de fibrose. Quando as traves fibróticas surgem, elas acabam isolando os hepatócitos em nódulos de regeneração (deixam de ser funcionais). Cirrose tem fibrose. CIRROSE = FIBROSE + NÓDULOS DE REGENERAÇÃO O desarranjo estrutural é mais importante do que a perda de células parenquimatosas. >> Funções hepáticas: Metabolismo da bilirrubina (conjugação e excreção) >> icterícia (↑ BD) Eliminação de toxinas >> encefalopatia, alterações hemodinâmicas (cirrótico é vasodilatador) Síntese de proteínas >> ↓ albumina, ↑TAP Metabolismo intermediário/ hormonal >> ↑ glicemia, ↓ testosterona, ↑ estrogênio >> rarefação de pelos, ginecomastia AGUDA (“Fulminante”): icterícia, encefalopatia, hemorragia CRÔNICA: “estigmas hepáticos” CIRROSE HEPÁTICA Fibrose + Nódulos de regeneraçãoCom a agressão tem as perdas das microvilosidades - Células estreladas a culpada pela cirrose >> QUADRO CLÍNICO Hiperestrogenismo + Hipoandrogenismo Eritema palmar Telangiectasia Ginecomastia Rarefação de pelos Baqueteamento digital Contratura de Dupuytren (álcool) fibrodisplasia da fáscia palmar com espessamento, formação de nódulos e cordas que levam à deformidade em flexão dos dedos. Inicia na maioria dos casos, 4º e 5º quirodáctilos. Tumefação de parótidas (álcool) PRECIPITADA POR: Hemorragia, constipação, PBE, alcalose (hipoK+, diuréticos) 7 >> ESTADIAMENTO – Critério para avaliar Gravidade do paciente CHILD-PUGH 1 pt 2 pt 3 pt Bilirrubina < 2 2-3 > 3 Encefalopatia - Grau I-II Grau III Albumina > 3,5 3,5-3 < 3 TAP (paciente- controle) < 4 s 4-6 s > 6 s Ascite - Leve (USG) Mod-grave - Escore MELD estabelece prioridade na fila de transplante Bilirrubina INR Creatinina >> CAUSAS 1. VÍRUS - Vírus B Interferon (HBeAg+), Tenofovir, Entecavir - Vírus C Confirmar HCV-RNA, Depende do genótipo 2. TÓXICA - Álcool - Não alcoólica 3. AUTOIMUNE - Hepatite - Colangite DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA Resistência à insulina ... ↑ Triglicerídeos Esteatose Esteato-Hepatite (NASH) CIRROSE Apenas 25% dos pxs fazem hepatite 10-50% evolui p cirrose: > 45 anos, DM, obeso HEPATITE ALCOÓLICA NÃO ALCOÓLICA LABORATÓRIO AST > ALT ALT > AST HISTÓRIA > 20-40 g/dia etanol Febre/ dor abdominal Icterícia Sd metabólica (DM, obesidade, dislipidemia) Assintomática TRATAMENTO Abstinência/ Corticoide Perda de peso/ Glitazona/ Vitamina E PADRÃO-OURO: biópsia hepática HEPATITE B CRÔNICA HBsAg (+) > 6 meses Cronificação: Adultos: 1-5% / Crianças: 20-30% / RN: 90% CIRROSE (20-50%) / CÂNCER (10%) Portador INATIVO TRATAMENTO: Indicações... Manifestação hepática ... - Lesão ativa: HBeAg (ou HBV-DNA > 2.000 UI/ ml) + ALT > 2x - Atividade fibroinflamatória: biópsia ou elastografia - Cirrose Manifestação extra-hepática... - GN membranosa, PAN... História - Coinfecção HIV, HCV - Imunossupressão ou quimioterapia - Hist. Familiar de hepatocarcinoma OPÇÕES TRATAMENTO: - ALFAPEG-IFN (Via SC, 48 sem) Não pode: Hepatopatia grave Gestante Citopenias - TENOFOVIR (VO, tempo indefinido) Não pode: Doença renal, cirróticos Tem efeito NEFROTÓXICO - ENTECAVIR (VO, tempo indefinido) OBJETIVOS: HbsAg (-) / anti-HBeAg (+) HEPATITE C CRÔNICA HCV-RNA (+) > 6 meses Cronificação: 80-90% - CIRROSE (20-30%) / CÂNCER (5-10%) - CURSO VARIÁVEL TRATAMENTO: TODOS!!! - Depende do genótipo: 1a, 1b, 2, 3, 4, 5, 6 - Diversos antivirais disponíveis... REGRA 1: para todos os genótipos... SOFOSBUVIR + DACLATASVIR REGRA 2: Tratamento = 12 sem, exceto... Cirrose CHILD B ou C = 24 semanas OBJETIVO: HCV – RNA (-) ... Resposta virológica sustentada HEPATITE B HEPATITE C Cronificação RN > Criança > adulto 80-90% Extra- hepática PAN/ GN membranosa Crioglob. / GN mesangiocapilar Tratamento Alguns ... PEG-IFN/ TDF/ Entecavir Todos!! Sofosbuvir, daclatasvir... DOENÇA DE WILSON >> DEFINIÇÃO Mutação na ATP7B ↓ Excreção biliar ... ↑ COBRE A Ceruloplasmina distribui o cobre ATP7B responsável pela conversão de apoceruloplasmina em ceruloplasmina >> EPIDEMIOLOGIA Jovem (5-30a) e rara (1:30.000) >> CLÍNICA Fígado e SNC: - Hepatite aguda e crônica - Alter. do movimento e personalidade - Anéis de Kayser-Fleisher (KF) Outros: Hemólise/ Tubulopatia >> DIAGNÓSTICO - Triagem: ↓ Ceruloplasmina - Confirma: Anéis KF / ↑ Cobre Ur / Genética - Dúvida: Biópsia hepática >> TRATAMENTO - Quelante (tridentina, D-penicilamina) - Transplante hepático 5-6 pts: Grau A (...): Grau B ≥ 10 pts: Grau C HBeAg (+) Sem resposta ao IFN HBeAg (-) HIV Hepatopatia grave ou Doença renal Imunossupressão / Qt Sofosbuvir Daclatasvir Ledipasvir Elbasvir Grazoprevir Glecaprevir Lesão do SNC (98%) = Anéis de KF!!! 8 HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA >> DEFINIÇÃO Mutação no gene HFE... ↑ Absorção do FERRO Mutação C282Y “pele enferrujada” Transfusão cronica de ferro (adquirida) >> EPIDEMIOLOGIA Caucasiano (40-50a), comum (1:250!!!) >> CLÍNICA 6 Hs da hemocromatose - Hepatomegalia - Heart (coração) - Hiperglicemia - Hiperpigmentação (diabetes bronzeado) - Hipogonadismo - ‘Hartrite’ >> DIAGNÓSTICO Triagem: ↑ Ferritina e Sat. Transferrina Confirma: Genética Dúvida: Biópsia hepática / RM >> TRATAMENTO Flebotomias seriadas Transplante hepático Suspeita DX: homens ou mulheres, em qualquer idade na vida adulta, quando estiverem presentes Astenia crônica imotivada e/ou Artralgia e/ou Aminotransferases elevadas sem motivo aparente. 1. Checar alterações no metabolismo do ferro (ferro sérico, índice de saturação de transferrina – IST, ferritina) 2. Teste genético para as mutações C282Y / H63D) 9 O esôfago é como se fosse um tubo de músculo que se inicia no esfíncter esofagiano superior (EES) e termina no esfíncter esofágico inferior (EEI); sua função é levar o alimento da boca até o estômago (peristalse). O 1/3 superior do esôfago é composto de músculo esquelético – quem controla esse tipo de musculatura é o próprio indivíduo. Já nos 2/3 inferiores temos musculatura lisa, a qual é controlada de forma involuntária, através de plexos nervosos. 2/3 distais musculo liso Plexo mientérico (Auerbach e Meissner). DISFAGIA DISFAGIA: dificuldade de engolir alimentos Pode ser de transferência ou condução - Disfagia de Transferência: o px tem dificuldade de iniciar a deglutição, a pessoa engasga O problema está no musculo esquelético Doenças musculares Doenças neurológicas - Disfagia de Condução: consegue transferir o alimento da boca p esôfago, o problema é que quando o alimento entra no esôfago ele entala Obstrução mecânica Distúrbio motor Importante p prova: a disfagia de transferência faz parte do caso clínico – geralmente temos um paciente com alguma síndrome neurológica grave e o ‘engasgo’ é apenas uma das manifestações. Já no caso da disfagia de condução, o “entalo” é o principal sintoma do caso clínico! DISFAGIA DE CONDUÇÃO CLÍNICA ENTALO DISFAGIA + REGURGITAÇÃO + PERDA DE PESO ABORDAGEM INICIAL EsofagoGRAFIA baritada da um copo de contraste para o px e depois faz a radiografia de tórax Esofagomanometria MELHOR exame p avaliar motilidade do esôfago CAUSAS: Obstrução mecânica: - Divertículos ZENKER - Anel de Schatzki - Tumores, Estenose péptica Distúrbio motor: - Acalásia PRINCIPAL - Espasmo esofagiano difuso - Esclerodermia DIVERTÍCULO DE ZENKER Aumento da pressão do EES (hipertonia do esfíncter esofagiano superior – Músculo Cricofaríngeo) >> a princípio, como se trata de uma musculatura esquelética, voluntária, basta fazer uma deglutição com mais força (deglutição ruidosa), que o alimento consegue passar através do esfíncter >> após muito tempo contraindo aquela musculatura com mais intensidade ... expulsão da mucosa e submucosa por entre as fibras >> divertículo (por pulsão) – divertículo falso >> A ORIGEM Entre as fibras do músculo tireofaríngeo (fibras oblíquas) e as fibras do músculo cricofaríngeo (fibras circulares) >> área triangular de maior fragilidade (triângulo de Killian) – é por essa área que ocorre herniação da mucosa e da submucosa (divertículo falso– por pulsão) >> acúmulo de alimentos no interior da bolsa >> em determinado momento, essa ‘bolsa’ acaba exercendo uma pressão extrínseca sobre o esôfago. O alimento fica na bolsa (halitose), come e entala, pode levar a obstrução. >> CLÍNICA - Idoso, 7ª década de vida - + comum do lado esquerdo - Disfagia - Halitose, Regurgitação - Massa Palpável (consegue aliviar com a mão comprimindo essa massa) - Emagrecimento Se houver rompimento dessa bolsa (ex.: por passagem de sonda) >> alimentos + bactérias caem na cavidade torácica >> quadro grave de mediastinite. Evitar EDA também pode perfurar a bolsa e levar a mediastinite. DIAGNÓSTICO - EsofagoGRAFIA baritada PADRÃO OURO >> TRATAMENTO - < 2 cm MIOTOMIA - ≥ 2 cm MIOTOMIA + PEXIA (até 5 cm) OU ECTOMIA Pexia: Fixação / Ectomia: Retirar - ≥ 3 cm EDA (MIOTOMIA + DIVERTICULOTOMIA) Outros Divertículos Esofágicos: >> DIVERTÍCULO MÉDIO-ESOFÁGICO - Por tração Verdadeiros, mais à direita - Linfonodos inflamatórios >> DIVERTÍCULO EPIFRÊNICO - Por pulsão Falsos - Distúrbios motores >> DIAGNÓSTICO Esofagografia baritada imagem em adição >> TRATAMENTO Sintomáticos ACALÁSIA Destruição dos plexos mientéricos P. de Meissner e P. de Auerbach Acalasia primária = Ac. Idiopática Destruição apenas do Plexo de Auerbach Acalasia secundária = Doença de Chagas (esofagopatia) Destruição dos plexos de auerbach e Meissner. Não relaxamento do esfíncter esofagiano inferior, a pressão desse esfíncter vai estar aumentada... SÍNDROME DISFÁGICA 10 É uma doença que vai acontecendo, então tem um quadro clinico de disfagia de 5-10 anos... Hipertonia do EEI (p > 35 mmHg) Perda do relaxamento fisiológico do EEI Peristalse Anormal >> CLÍNICA - Disfagia - Regurgitação de alimento não digerido - Perda de peso DIAGNÓSTICO - EsofagoGRAFIA baritada afilamento do contraste Bico de pássaro, sinal da chama de vela - EDA não é boa para dar Dx de acalasia, mas sempre é feita para afastar a possibilidade de Ca de esôfago (clinica semelhante) - EsofagoMANOMETRIA PADRÃO OURO Mostra ausência do relaxamento, hipertonia, peristalse anormal >> TRATAMENTO De acordo com a evolução: - MASCARENHAS: Grau I Até 4 cm TTO CONSERVADOR Nitrato, Ant. Ca, Sildenafil/ Toxina Botulínica Grau II 4-7 cm Dilatação pneumática por balão Grau III 7-10 cm Cardiomiotomia a Heller + Fundoplicatura (p evitar refluxo) Grau IV > 10 cm Esofagectomia: dolicomegaesôfago - Fator de risco para Ca escamoso de esôfago MEGACÓLON A doença de chagas é a principal causa de megaesôfago no Brasil. >> CLÍNICA Disfagia lentamente progressiva com perda de peso, tosse, engasgos e necessidade de ingerir líquidos para “descer o alimento”. >> DIAGNÓSTICO A investigação do megaesôfago inclui a manometria, com achado clínico de hipertonia do EEI com déficit de relaxamento. O esofagograma pode mostrar dilatação do esôfago. A EDA sempre deve ser realizada para descartar neoplasia. Melhor exame = Esofagograma com bário >> TRATAMENTO Depende do grau da doença... Megaesôfago não avançado (geralmente grau 1 – até 4 cm / Grau 2 – 4 a 7 cm / grau 3 – de 7 a 10 cm), quando as pressões no corpo do esôfago são normais com boa peristalse, podem ser submetidos a Cirurgia de Heller com Cardiomiotomia e uma válvula antirrefluxo. Megaesôfago avançado (Grau 4 > 10 cm), quando a pressão do corpo do esôfago está alterada, sem ondas peristálticas efetivas, a cirurgia de Heller não deve ser feita, nesse caso existem várias opções, entre elas a Esofagectomia. ANEL DE SCHATZKI Estreitamento laminar do corpo do esôfago Do anel para cima: mucosa esofágica Do anel para baixo: mucosa gástrica (metaplasia) Junção esofagogástrica em região torácica >> CLÍNICA - Disfagia de condução/ intermitente: grandes pedaços de alimentos Sd Steakhouse Afagia episódica >> DIAGNÓSTICO - EsofagoGRAFIA baritada >> TRATAMENTO - Dilatação endoscópica ESPASMO ESOFAGIANO DIFUSO Contrações simultâneas do corpo do esôfago. Distúrbio neurogênico generalizado da motilidade esofágica, no qual o peristaltismo normal é substituído de forma intermitente por intensas contrações não- propulsivas. >> CLÍNICA - Disfagia - Cólica esofágica (precordialgia – dor no peito) Dx diferencial com IAM Espasmo esofagiano difuso: + comum em mulheres com distúrbios psicossomáticos associados – ansiedade, depressão >> DIAGNÓSTICO - EsofagoGRAFIA baritada – Esôfago em saca-rolhas/ “Contas de rosário” - EsofagoMANOMETRIA – PADRÃO OURO Contrações simultâneas do corpo do esôfago desse paciente Faz esses dois exames como teste de provocação... >> TRATAMENTO - Nitratos, Antagonistas de Cálcio - Miotomia longitudinal para casos refratários ANEIS E MEMBRANAS Definição: são áreas de estreitamento circunferencial da luz do esôfago. Ocorrem em até 10% da população, sendo comumente assintomáticos. Anéis: envolvem toda a circunferência do esôfago e predominam na sua porção distal Membranas: ocluem apenas parte da circunferência e costumam ser mais proximais – geralmente estão associadas a condições sistêmicas (doença do enxerto vs hospedeiro, anemia ferropriva, buloses) • Síndrome de Plummer-Vinson ou Peterson-Kelly: presença de anel hipofaríngeo associado à anemia ferropriva – mais alto • Anel de Schatzki: malformação do esôfago terminal, geralmente na junção escamo-colunar (transição esôfago- estômago) – mais baixo. É mais comum em pacientes >40 anos e trata-se de uma das principais causas de disfagia intermitente para sólidos. A história de entalo súbito com um pedaço de carne é tão característica que é chamada de síndrome do ‘steakhouse’. 11 - TTO endoscópico: injeção intramural de toxina botulínica tentando em casos refratários ou intolerantes ao TTO clinico ESCLERODERMIA Caso clínico: Duas coisas vêm incomodando bastante D. Raimunda. A primeira e mais antiga é uma dor que, sem mais nem menos, surge nos dedos de ambas as mãos. Quando o quadro se instala, os dedos ficam meio azulados, frios, dormentes e doloridos por vários minutos, mas D. Raimunda, já acostumada, pressente o retorno à normalidade, anunciado por um estranho formigamento nas mãos. O dedo anular da mão D já apresenta uma pequena ulceração cicatrizada. A outra queixa desta senhora é mais recente e diz respeito a uma certa dificuldade para ingerir suas refeições. Tanto faz o tipo de comida; até para beber líquidos está tendo dificuldade. Se D. Raimunda força a alimentação, engasga na hora e começa a tossir. Uma EDA recentemente realizada, não revelou nenhuma anormalidade significativa, exceto por uma discreta esofagite de refluxo. D. Raimunda até estranhou, pois, há muitos anos, ela sente uma dor retroesternal em queimação. Geralmente no período pós-prandial, que jurava ser ‘gastrite’. Ultimamente, D. Raimunda tem ficado muito em casa, num desânimo total. Abatida, mal consegue se locomover em sua própria casa. Ao exame físico, apresenta telangiectasias em tronco, além de enrijecimento da pele dos dedos das mãos, que se encontra tensa e brilhante, com a pequena ulceração cicatrizada já citada. O restante do exame é normal. Qual a hipótese diagnóstica? Síndrome de superposição (overlap): esclerodermia + polimiosite. (Fenômeno de raynaud + sinais sistêmicos = pensar em esclerodermia) Como você confirmaria sua hipótese? Sorologia autoimune: FAN, anti-Sclr70, anticentrômero/ anti-jo1, anti-M2, antiSRP Enzimas musculares: TGO, CPK, LDH e aldolase. Qual seria o Tratamento a paciente? TTO: Corticoide + prevenção de broncoaspiração12 Basta a presença de 1 das três manifestações abaixo: DOR/ QUEIMAÇÃO EPIGÁSTRICA PLENITUDE PÓS-PRANDIAL SACIEDADE PRECOCE Dor epigástrica ≥ 1 mês >> CAUSAS Refluxo Úlcera péptica Câncer Doença biliar Dispepsia funcional (não há causa orgânica – é sempre um diagnóstico de exclusão) OBSERVAÇÃO 1: Risco de Câncer: > 40 anos*; sinal de alarme (↓ peso, anemia, disfagia, odinofagia). OBSERVAÇÃO 2: Refluxo (DRGE): não é dispepsia, mas confunde (abordagem própria). >> Quando iremos indicar a EDA na 1ª consulta em um paciente com Síndrome Dispéptica? 1. Idade > 40-45 anos 2. Presença de Sinais de Alarme: emagrecimento, anemia, disfagia, odinofagia (dor durante a deglutição) 3. Refratariedade > 40 anos OU alarme < 40 anos E sem alarme Endoscopia (EDA) + Dispepsia Orgânica (Úlcera Péptica, Câncer) - Dispepsia Funcional Testa e trata H. pylori Sem Resposta IBP Sem resposta Tricíclico Sem resposta Procinético – Bromoprida, Metroclopramida DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO >> CONCEITO: Clínica ou endoscopia... Refluxo intenso ou insuficiente Retorno de um conteúdo gástrico (ácido) na direção do esôfago. A ocorrência de um fenômeno de refluxo não é necessariamente patológico. Existe uma entidade chamada de refluxo fisiológico (todos já tiveram e podem voltar a apresentar algum episódio ao longo da vida). Existe outra entidade, porém, que configura a doença do refluxo gastroesofágico. O que caracteriza a doença em si é um refluxo insistente, persistente, que gera um incômodo/ sintoma para o paciente. >> FISIOPATOLOGIA PERDA DE MECANISMO ANTIRREFLUXO: - Esfíncter esofagiano inferior - Junção esofagogástrica >> QUADRO CLÍNICO 1. Esofagiano SINTOMAS TÍPICOS Queimação ascendente, retroesternal Pirose e regurgitação Pelo menos 2x na semana por 4-8 semanas. Piora quando deita e melhora quando levanta. Complicações (Não são obrigatórias) 50%: - Esofagite, Úlcera, Estenose Péptica (Disfagia), Esôfago de Barret. 2. Extra-esofagiano SINTOMAS ATÍPICOS Faringite, rouquidão, tosse crônica, broncoespasmo, pneumonia, sinusite crônica, úlceras orais. CLASSIFICAÇÃO DE SAVARY-MILLER I- Erosões em apenas uma prega longitudinal esofágica II- Erosões em + de 1 prega III- Erosões em + de 1 prega, ocupando toda a circunferência do esôfago. IV- Presença de úlcera esofágica ou estenose péptica do esôfago distal, isoladas ou associadas às lesões graus I a III V- Esôfago de Barret, isolado ou associado às lesões graus IV a V >> DIAGNÓSTICO - CLÍNICO!!! PIROSE + REGURGITAÇÃO piora com alimentos gordurosos - Endoscopia: EDA normal: não exclui DRGE (as complicações vistas na EDA são encontradas em apenas 50%) EDA: afastar câncer e outras patologias Em metade dos pacientes são encontradas complicações – esofagite, úlcera, estenose, Barret Refluxo pH < 4 por + de 4% do tempo (em 24 hs) - Se esofagite erosiva na EDA (ocorre em 50% dos casos) é um sinal que teve / tem DRGE >> MANOMETRIA: serve para localizar o esfíncter na pHmetria. É importante quando vai operar o paciente. Fundamental para dizer como está o corpo do paciente. Para planejamento pré-operatório. >> pHMETRIA (24 hs): padrão-ouro para refluxo ácido / mas não detecta ácido não ácido >> IMPEDANCIOMETRIA: é o melhor exame / padrão-ouro. Mas é difícil ter esse exame disponível nos serviços. >> HÉRNIA DE HIATO É uma alteração anatômica Comum estar associado ao RGE / + não é obrigatória TIPO I / Hérnia de Deslizamento: transição esofagogástrica sobe para o estômago + comum TIPO II / Hérnia de Rolamento: transição esofagogástrica NÃO sobe, o fundo gástrico migra para o tórax. Tem risco de estrangulamento Indicação de cirurgia TIPO III / Mista: transição esofagogástrica + rolamento do fundo gástrico = CIRURGIA TIPO IV / Hérnia Diafragmática: ocorre quando outra estrutura migra em direção ao mediastino como cólon, baço, pâncreas e delgado. ESÔFAGO DE BARRET Defesa do seu organismo Trata-se de uma adaptação – uma troca de epitélio nativo do esôfago (escamoso estratificado) – geralmente da área mais distal, que é a que sofre mais agressão – por um epitélio colunar do tipo intestinal (mais resistente à acidez). HISTOLOGIA: Metaplasia Intestinal O diagnóstico de Barrett é histológico. A EDA não dá diagnóstico de esôfago de Barrett, o que a EDA faz é sugerir a existência de áreas esofagianas de esôfago de Barrett (área esofagiana de cor vermelho-salmão >> Conduta: realizar biópsia/ é obrigatório). Grau V da classificação de Savary Miller SÍNDROME DISPÉPTICA 13 >> FATORES DE RISCO Sexo feminino, obesidade, pele branca, tabagismo e alcoolismo. O esôfago de barret é o principal fator de risco para Adenocarcinoma de Esôfago (Lesão pré-cancerosa). >> DIAGNÓSTICO BIÓPSIA melhor identificado pelo corante alcian- blue, que confirma a metaplasia intestinal SEMPRE fazer vigilância endoscópica a cada 2 anos >> TRATAMENTO o MEDIDAS ANTIRREFLUXO / Prova Terapêutica Perda de peso, elevação da cabeceira, evitar comer 2- 3 hs antes de deitar (para quem tem sintomas noturnos), eliminar alimentos que pessoalmente causem sintomas. o TRATAMENTO FARMACOLÓGICO OBJETIVO: Reduzir acidez/ DURAÇÃO: 8 semanas - Inibidor de Bomba de Próton (IBP) em “dose padrão”: omeprazol 20 mg/ pantoprazol 40 mg / esomeprazol 40 mg / lansoprazol 30 mg – 1x ao dia Tomar em jejum, 30 minutos antes do café da manhã * Recorrência IBP “sob demanda” ou crônico * Sem melhora IBP “dose dobrada” (2x/dia) OBS: ao suspender a medicação, o indivíduo pode voltar a apresentar sintomas – nesse caso é recomendável que ele faça uso do IBP “sob demanda” (durante o período em que estiver sintomático); outra possibilidade é que ele utilize a medicação de forma crônica (ininterrupta). Para aqueles indivíduos que inicialmente não apresentam melhora, deve-se dobrar a dose de IBP. E, o indivíduo refratário é aquele que não responde à dose dobrada da medicação. o CIRURGIA ANTIRREFLUXO 1. Fundoplicatura: Indicações: - Refratário (sintomas mesmo com IBP 2x) - Alternativa ao uso crônico - Complicação: Estenose/ Úlcera / Adenocarcinoma Fazer antes da cirurgia: - pHmetria 24 hs (padrão-ouro: confirmação) - Esofagomanometria (escolha da técnica) Fd. TOTAL / Nissen – 360º / + utilizada *Evitar: < 30 mmHg distal ou < 60% atividade peristáltica Fd. PARCIAL / Lind – 270º (Anterior ou Posterior) PROVA: BARRET Inibidor de Bomba de Próton 2x/dia SEM DISPLASIA EDA 3-5 anos DISPLASIA DE BAIXO GRAU Ablação Endoscópica (ou EDA 12/12 meses) DISPLASIA DE ALTO GRAU Ablação Endoscópica Esofagectomia ADENOCARCINOMA INVASIVO esofagectomia Aula de câncer Se biópsia inconclusiva para displasia, devemos otimizar o TTO com IBP e repetir a EDA após 3-6 meses. ÚLCERA PÉPTICA Aparece no estômago/ duodeno. É uma ferida / > 5 mm / Invade mucosa muscular Ao alimentar >> o estômago aumenta a produção de ácido >> a úlcera gástrica piora com a alimentação. Já no duodeno, para que o ácido chegue até o duodeno e piore a dor, isso demanda um certo tempo após a alimentação. >> FISIOPATOLOGIA Agressão: Ácido – pH < 4 – 3 Fator de risco: AINEs, H. pylori, tabagismo Em jovens + comum UD Em + velhos + comum UG >> FISIOLOGIA GÁSTRICA A maior produção de ácido ocorre no fundo gástrico (onde há maior população das células que possuem as bombas de prótons – células parietais). As bombas de prótons para funcionarem, devem ser estimuladas. Maior quantidade de bomba de próton (célula parietal) no Fundo do estômago. No antro existem dois tipos de células: 1. Célula G: produtora de gastrina (estimuladora da bomba de H+ >> acidez)2. Célula D: libera outro hormônio chamado de somatostatina, que irá inibir a gastrina. Outro estímulo para as bombas de H+ é o nervo vago, e, por último, temos também a histamina. Estímulos: Nervo vago, Histamina, Gastrina Para Reduzir a acidez: - Bloqueador histamínico – Ranitidina - Inibidor de Bomba de Próton (IBP) – “Prazol” - Vagotomia – cx que reduz a acidez e cicatriza a úlcera - Antrectomia – reduz acidez e pode facilitar a cicatrização da úlcera >> Anti-Inflamatórios Mecanismo de ação: inibição da COX (Ciclo- oxigenase) 1. COX-1: prostaglandinas “do bem” barreira mucosa 2. COX-2: prostaglandinas “do mal” responsáveis pelo processo inflamatório ÚLCERA GÁSTRICA ÚLCERA DUODENAL Dispepsia pior com alimentação Causada por anti-inflamatórios + comum em homens É a + comum Dispepsia pior 2-3 hs após alimentação e à noite >> Operar quem?? - Paciente que melhora com medicamento, mas na hora que retira o remédio ele volta com os sintomas dispépticos. - Paciente Jovem / Dependente de medicação OBS: a cirurgia dura em torno de 8-10 anos, ou seja, os sintomas podem voltar A cirurgia reduz o risco de esofagite, esôfago de Barret e displasia. 14 TIPOS DE AINES - Inibidor não-seletivo: ao inibir a COX-1 perda da barreira mucosa facilita a ação do ácido - Inibidor seletivo de COX-2 (coxibe): receio de que possam induzir agregação plaquetária (por esse motivo muitos já foram retirados do mercado). >> HELICOBACTER PYLORI – Bacilo Gram negativo flagelado Deve tratar para reduzir a recorrência Mecanismo de ação: 1. Infecta antro (↑ gastrina) Ocorre destruição das células D (↓ somatostatina) leva a HIPERCLORIDRIA = Úlcera Péptica 2. Infecta TUDO/ Infecção Disseminada: destruição das células parietais (↓ ácido) leva a HIPOCLORIDRIA + ↓ BARREIRA = Úlcera Péptica “Quando não houver AINE nem H. pylori lembrar de...” Síndrome de Zollinger-Ellison GASTRINOMA OBS: as principais causas infecciosas de doença ulcerosa péptica não relacionadas a H. pylori e AINEs são: Citomegalovírus, Herpes vírus e Helicobacter heilmannii. >> QUADRO CLÍNICO DE U.P Úlcera Gástrica: Dispepsia pior com alimentação Em 4 tempos “Não dói | Come | Dói | Passa” Úlcera Duodenal: Dispepsia pior 2-3 hs após alimentação e à noite Em 3 tempos “Dói | Come | Passa” >> FASES FASE CEFÁLICA: pensa, vê, sente o cheiro estimula o ácido FASE GÁSTRICA: quando o alimento chega no estômago FASE INTESTINAL DISPEPSIA POR ÚLCERA? > 40 anos OU Sinais de alarme < 40 anos e Sem sinais de alarme Diagnóstico por EDA Pesquisar H. pylori Se UG = pode ser câncer - Biopsiar ao diagnóstico - Controle de cura (nova EDA) Diagnóstico Presuntivo Pesquisar HP (não invasivo) >> TRATAMENTO 1. Reduzir Acidez: IBP 4-8 semanas 2. Questionar AINE (suspender se possível) 3. Pesquisar e erradicar H. pylori 4. Controle de cura: Úlcera gástrica (nova EDA) e H. pylori (4 semanas depois e sem usar sorologia). OBS: em caso de testes positivos para o H. pylori mesmo após o tratamento, o retratamento será realizado com Amoxicilina 1 gr 12/12 hs + Levofloxacina 500 mg 1x/dia por 14 dias. - QUANDO ERRADICAR H. PYLORI? 1. Dispepsia devem ter a bactéria erradicada e ser acompanhados clinicamente e por EDA durante 6 a 12 meses 2. Doença Ulcerosa Péptica (ativa ou cicatrizada) 3. Linfoma MALT 4. Presença de Câncer gástrico (adenocarcinoma) precoce ou avançado 5. Histórico familiar de câncer gástrico 6. Pacientes que farão uso de AINEs, mesmo com AAS em doses baixas e prolongadas, se apresentarem H. pylori devem receber Tto de erradicação 7. Pacientes com risco de desenvolverem úlcera péptica e sangramentos 8. Em casos de anemia ferropriva de etiologia obscura 9. Presença de púrpura trombocitopênica autoimune associada ao H. pylori 10. Metaplasia Intestinal (completa ou incompleta) e Gastrite atrófica (leve, moderada, intensa) CONTROLE DE CURA? Depois de 4 a 6 semanas do tratamento e tirado o IBP por 14 dias. - se EDA indicada Análise histopatológica - sem EDA: uréase respiratória >> TIPOS DE ÚLCERAS HIPERCLORIDRIA - Duodenal - Gástrica II – corpo gástrico - Gástrica III – pré-pilórica HIPOCLORIDRIA - Gástrica I – pequena curvatura baixa + comum - Gástrica IV – pequena curvatura alta próxima a junção gastroesofágica Classificação de Johnson: >> CIRURGIA NA ÚLCERA PÉPTICA Se hipercloridria: Vagotomia ± Antrectomia Tem que reduzir a acidez ... Se gástrica: retirar a área do estômago que contiver a úlcera (pelo medo de câncer) ÚLCERA DUODENAL - Vagotomia Troncular + Piloroplastia - Vagotomia Troncular + Antrectomia - Vagotomia Superseletiva ou Vagotomia Gástrica Proximal Uma das funções do nervo vago é o relaxamento do piloro (para permitir que o alimento passe gradualmente do estômago para o duodeno). Assim, se o indivíduo for submetido a uma vagotomia troncular, o cirurgião terá de associar ao procedimento uma piloroplastia (nada mais é do que uma incisão na musculatura do piloro – que ficará permanentemente relaxado, permitindo assim o esvaziamento do estômago) ou uma antrectomia (o porte da cirurgia é muito maior, mas em compensação, irá reduzir muito mais a acidez gástrica – lembrando que no antro temos as células G produtoras de gastrina). Se o antro for retirado, o trânsito deve ser reconstruído... PESQUISA - EDA: Teste rápido da uréase/ Histologia - Sem EDA: Urease respiratória/ Ag. Fecal/ Sorologia ERRADICAÇÃO (14 dias) - Claritromicina 500 mg 2x/dia - Amoxicilina 1 gr 2x/dia - Omeprazol 20 mg 2x/dia 15 RECONSTRUÇÃO DO TRÂNSITO - BILLROTH I: Gastroduodenostomia ou Gastroduodenoanastomose - BILLROTH II: Gastrojejunostomia + alça aferente Outra opção cirúrgica é a vagotomia superseletiva – nesta, é mantida a inervação vagal para o piloro – esse paciente não terá problemas de esvaziamento gástrico e assim não será necessária a associação de outro procedimento. ÚLCERA GÁSTRICA: Retirar a úlcera (Câncer?) - TIPO I (peq curvatura baixa): Gastrectomia Distal + Reconstrução a BILLROTH I HIPOcloridria - TIPO II (corpo) Vagotomia Troncular + Gastrectomia Distal + - TIPO III (pré-pilórica) Reconstrução a BI (ou BII) HIPERcloridria - TIPO IV (peq curvatura alta): Gastrectomia Subtotal + Reconstrução em Y de Roux HIPOcloridria >> COMPLICAÇÕES CIRÚRGICAS - Gastrectomia + reconstrução - Perde a barreira pilórica alimento vai direto para o duodeno - Diarreia pós-vagotomia secretória, difícil controle / TTO: colestiramina SÍNDROME DE DUMPING Pode ocorrer em BII e Y de roux Perde a barreira pilórica o alimento vai direto ao duodeno Ocorre esvaziamento rápido Dumping = derramamento, inundação Normalmente a refeição chega lenta e gradual. E as secreções do pâncreas tbm são liberadas gradualmente. O patológico acontece qnd a refeição chega em grande volume e rápido no pâncreas. E o pâncreas libera uma grande quantidade de glicose. DUMPING PRECOCE Ocorre cerca de 15-20 minutos após alimentação Distensão intestinal (chega rápido o alimento / perda de liquido) - Gastrointestinais: dor, náusea, diarreia... - Vasomotores: taquicardia, palpitação, rubor... DUMPING TARDIO 2-3 horas – HIPOglicemia A refeição chega de uma vez só ao duodeno, sendo simultaneamente absorvida ocorre liberação exagerada de insulina com o passar do tempo (2- 3h) a glicose circulante acaba, mas ainda há insulina sobrando, levando a hipoglicemia. >>TRATAMENTO - Dietético - Fracionar as refeições - Deitar logo após a alimentação - Evitar carboidratos principalmenteaçúcar, bolo, doce - Não beber liquido às refeições >> OBSERVAÇÃO Uso de ACARBOSE: pode ser útil no dumping tardio OCTREOTIDE, SC, pode ser usado nos casos refratários tanto de dumping precoce quanto tardio. GASTRITE ALCALINA ou GASTROPATIA POR REFLUXO BILIAR Refluxo biliar e pancreático (volta o alimento para o estômago) Gastrite Alcalina + comum acontecer em BII / mas tbm ocorre em BI Clínica: Dor contínua, sem melhora com vômito (bilioso) Só alivia a dor com a cirurgia >> TRATAMENTO: Cirúrgico Reoperar Y de Roux / Colestiramina? (quelante de sal biliar/ inativa a bile) Reduz a agressão pela bile, mas continua tendo agressão, então ela não resolve SÍNDROME DA ALÇA AFERENTE Angulação da alça aferente semi-obstrução Pode torcer / dobrar Só ocorre em: BII Clínica: Dor melhora / alivia com vômito (bilioso e em jato) >> TRATAMENTO: Reoperar através de Y de Roux NEOPLASIA ENDÓCRINA MÚLTIPLA 1 (Sd de Wermer) GASTRINOMA – Pâncreas tum endócrino PROLACTINOMA – Pituitária adenoma hipofisário HIPERPARATIREOIDISMO – Paratireoide “Lembrar dos 3 Ps” Distúrbio autossômico dominante que acomete principalmente 3 órgãos: glândulas paratiróides (80- 90%), pâncreas (40-80%) e hipófise (30-60%). SINDROME DE ZOLLINGER-ELLISON (gastrinomas) Doença ulcerosa péptica grave secundária à hipersecreção gástrica de ácido, decorrente da presença de um gastrinoma (Tum endócrino secretor de gastrina). - Gastrinemia (> 1000 pg/mL) - pH gástrico (< 2,5) - teste de secretina (↑ gastrinemia) - indivíduo pode ter múltiplas úlceras, muito refluxo e diarreia - Onde se localiza o tumor? + de 90% encontradas no chamado “trígono dos gastrinomas” (trígono do pássaro) - Principal sede é a parede duodenal (2/3 dos casos) - TTO: terapia antissecretora intensa Localizar e extrair o tumor 16 Qual é a abordagem inicial mais adequada? 1. Estabilização Clínica Cristaloide/ Hemácias (se PAs < 90, FC > 120) Plasma (se INR > 1,5) / Plaquetas (se < 50.000) Ponto de corte estabelecido para indicar concentrado de hemácias é o valor de Hb < 8-7 g/dl 1as 24-48 hs não confiar no hematócrito Perde líquidos e hemácias numa proporção semelhante e o HCT não altera significativamente. Após esse tempo há a regulação fisiológica do rim e o HTC é confiável. Avaliar diurese 2. Buscar a Causa ALTA (80% + mata) Clínica: hematêmese/ melena/ hematoquezia Cateter nasogástrico (CNG): voltou sangue/ borra de café Exame: Endoscopia Digestiva Alta (EDA) – 1as 24 hs Faz a divisão entre o Duodeno e Jejuno = ÂNGULO DE TREITZ BAIXA (20%) Clínica: hematoquezia (sangramento vermelho-vivo nas fezes em pequena quantidade) / enterorragia (sangramento vermelho-vivo em grande quantidade) OBS: muitas vezes os termos são utilizados como sinônimos nas questões. CNG: bile sem sangue Exames: colonoscopia / outros O sangue para ser digerido no tubo digestivo demora cerca de 14h, assim, diante de grandes hemorragias de sítio alto, o sangue não terá tempo para ser digerido e assim, o doente pode apresentar sangue vivo nas fezes – 10-20% das hematoquezias tem origem alta! 3. Tratar e Prevenir Sangramentos Drogas, Endoscopia, Cirurgia... OBS: pacientes com hemorragia digestiva e endoscopia digestiva alta normal devem realizar colonoscopia (caso estejam estáveis), ou arteriografia (em caso de instabilidade), na avaliação da hemorragia digestiva baixa. MOVO – Medidas Iniciais Monitorização cardioscópica, de PA, saturação de O2 Oximetria Obtenção de acesso Venoso – deverão ser 2 acessos e calibrosos Oxigenoterapia se saturação < 94% HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA CAUSAS HDA 1. Úlcera péptica 2. Varizes esofágicas 3. Laceração (Mallory-Weiss) ÚLCERA PÉPTICA - Perfuração - Obstrução - Sangramento (+ mata / + comum) 1) Terapia Clínica e Endoscópica - Suspender AINE / Inib. Bomba de prótons (IBP) / Tratar H. pylori CLASSIFICAÇÃO DE FORREST (Pg 25) I/ IIa/ IIb*: IBP IV + Endoscopia (química, térmica ou mecânica) 2) Cirurgia - Falha endoscópica: 2 tentativas - Choque: Refratário (> 6U hemácias) ou hemorragia recorrente - Sangramento pequeno e contínuo: transfusão > 3U/dia >> QUAL CIRURGIA? Se úlcera duodenal = 4 etapas Pilorotomia / Ulcerorrafia /Vagotomia troncular / Piloroplastia VARIZES ESOFÁGICAS 90% dos casos são de tratamento clinico e endoscópico Se úlcera gástrica = GASTRECTOMIA + B1, B2 ou Y de Roux - Risco: Pressão portal > 12 mmHg >> Tratamento: Volume (cautela) Terlipressina, octreotide IV EDA: Ligadura ou escleroterapia Refratários: Balão / TIPS / Cirurgia - Profiláxia 1ª: Bbloq OU Ligadura - Profiláxia 2ª: Bbloq + Ligadura Balão de Sengstaken-Blakemore: É uma medida salvadora e temporária Permanece insuflado cerca de 24 horas com pressão no balão esofágico de 2/3 da pressão arterial média (PAM). Paciente instável e sangramento ativo. LACERAÇÃO DE MALLORY-WEISS História: vômitos vigorosos (etilista, gestante) EDA: laceração na junção esofagogástrica, peq. Curvatura TTO: suporte (90% autolimitados!!!) HDA – OUTRAS CAUSAS >> HEMOBILIA História: trauma hepático, cirurgia hepatobiliar Clínica: Tríade de Sandblom (Hemorragia + Dor em Hipocôndrio Direito + Icterícia). Diagnóstico e TTO: arteriografia - embolização >> ECTASIA VASCULAR Estômago em “melancia” História: mulher, cirrose, colagenose Clínica: An. Ferropriva a esclarecer Tto: ferro, transfusão CLASSE ASPECTO RISCO DE SANGRAMENTO I IA – Sangramento arterial “em Jato” IB – Sangramento lento, “Babando” ALTO (90%) II IIA – Vaso visível não sangrante IIB – Coágulo aderido IIC – Hematina na base da úlcera ALTO (50%) INTERMEDIÁRIO (30%) BAIXO (10%) III Base Clara, sem sangramento BAIXO (< 5%) Ú Vu La HEMORRAGIA DIGESTIVA 17 >> DIEULAFOY Artéria dilatada na submucosa Pequena curvatura gástrica Clínica: homem, sangramento maciço, indolor e recorrente TTO: EDA – injeção de epinefrina; eletrocautério ou termocautério; ligadura elástica ou clipes metálicos. >> SÍNDROME DE BOERHAAVE Ruptura espontânea do esôfago decorrente do aumento súbito da pressão interna do órgão, que ocorre durante o ato de vomitar. Tríade de Mackler: dor torácica + vômitos + enfisema subcutâneo. Sinal de Hamman: auscultação na região precordial, de um som sincrónico com o coração e que é semelhante a um atrito. Indicativo de enfisema do mediastino. HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA + de 90% dos casos são do cólon >> ABORDAGEM: - Toque/ Anuscopia - EDA (afastar HDA) Se exames negativos: - Sangramento leve a moderado COLONO: Dx e Tto Se fez a colono e não visualizou a lesão fazer Angiografias Ou Cintilografia (0,1 ml/min) + sensível / Não trata / Imprecisa - Sangramento maciço Angiografia (0,5 – 1ml/min): Diagnóstico e Tratamento Se nada resolver: COLECTOMIA Total!!! CAUSAS HDB 3 D 1. Divertículo colônico 2. Displasia vascular 3. Câncer colorretal ADenocarcinoma OBS: hoje o mais correto é que o sangramento só seja chamado de obscuro quando for investigado o delgado e verificado que o sangramento não é proveniente deste segmento. 1. DOENÇA DIVERTICULAR Maioria assintomática, cólon esquerdo (+ comum) indicar comer fibra, + liquido - Complicações: diverticulite / sangramento / estenose - Diverticulite é a complicação + comum e a causa + importante de HDB - O sangramento é + grosso do lado direito do cólon e logo é + exposto a lesões. TTO: colonoscopia / embolização / cirurgia >> DIVERTÍCULO DE MECKEL ATENÇÃO: Jovens (< 30a) Ocorre em 2% da população, é a anomalia congênita intestinal + comum. Localizadano Íleo / Origem no ducto onfalomesentérico - Tecido ectópico gástrico ... Sofre Erosão... Sangramento Dx: cintilografia / TTO: ressecção 2. ANGIODISPLASIA Má-formação vascular intestinal + comum do lado direito - Associação: est. Aórtica / doença renal / dç de Von Willebrand - Local + comum: CECO. Mas pode acontecer em todo o tubo digestivo, inclusive na região cega (jejunoileal). Obs: principal causa de HDB do delgado - Principal causa de sangramento obscuro (Dx por cápsula endoscópica) TTO: Colono / inibidor VEGF (?) / embolização / cirurgia Inibidor do Fator de crescimento do endotélio vascular DOENÇAS ANORRETAIS Orientação Posição: 1) Posição de Sims 2) Posição genupeitoral (melhor para o exame) 3) Posição de litotomia modificada Obs.: a mais utilizada por proctologistas é a genupeitoral. Inspeção e toque retal Retossigmoidoscopia e anuscopia 1) HEMORROIDAS 2) FISSURAS 3) ABSCESSOS HEMORROIDAS - Hemorroidas externas: abaixo da linha pectínea / distais à linha denteada e recobertas por pele, apresenta muita DOR em caso de trombose. TTO: dieta + higiene local ... EXCISÃO SE TROMBOSE < 72 HORAS - Hemorroidas internas: acima da linha pectínea / são proximais e recobertas por mucosa, apresentando sangramento indolor. TTO: indicado quando houver sintomas >> CLÍNICA SANGRAMENTO INDOLOR E PRURIDO Obs: a dor só estará presente se houver trombose 1º grau Sem prolapso Dieta e higiene local 2º grau Redução espontânea Ligadura/ escleroterapia/ infravermelho 3º grau Redução manual Idem 2º grau 4º grau Sem redução Hemorroidectomia FISSURA ANAL >> CLÍNICA SANGRAMENTO DOLOROSO À EVACUAÇÃO Local + comum: linha média posterior “às 6 horas” TRÍADE: fissura + papila hipertrófica + plicoma sentinela Se ela foge da linha média: pensar em causa secundária Dç de Crohn (principalmente) apresenta fissuras em locais atípicos Outras causas 2as: tuberculose, DST (sífilis), câncer, hidradenite supurativa 18 AGUDA Dieta/ higiene/ analgesia/ corticoide CRÔNICA* (3-6 sem) Relaxante esficteriano: nitrato/ bloqueador de canal de cálcio Lateral esfincterotomia interna (*) Fissura – hipertonia - ↓ vascularização – fissura - Pomadas miorrelaxantes: Cremes de diltiazem FÍSTULA ANAL As fissuras anais podem complicar: FÍSTULA ANAL – fase crônica A + comum é a interesfincteriana (45%) REGRA DE GOODSALL-SALMON - Orifício externo posterior: trajeto curvo e chega até a LM para drenar - Orifício externo anterior: trajeto retilíneo TRATAMENTO - Fistulotomia - Tração com seton CIRURGIA com Fistulotomia ou Fistulectomia. Quando existe grande envolvimento do esfíncter anal utiliza-se um sedenho com a cirurgia em 2 tempos para se evitar a incontinência anal posterior. Uma opção + complexa é a fistulotomia, fechamento do orifício interno e avanço de retalho mucoso. ABSCESSO ANORRETAL >> FATOR DE RISCO Sexo masculino Doença inflamatória intestinal Imunodeprimidos >> CLÍNICA DOR PERIANAL + FEBRE Sinal flogístico TTO: Drenagem de urgência GANGRENA DE FOURNIER É uma fasciíte necrosante sinérgica do períneo e parede abdominal. Caracterizada por necrose extensa e rapidamente progressiva, possui flora polimicrobiana (Clostridium perfringens pode estar presente). Ocorre a partir de pequenos traumas, picadas de insetos, foliculites, abscessos perianais ou incisões cirúrgicas. TTO: reposição volêmica, desbridamento cirúrgico amplo, com retirada de todo material necrótico e uso de antibiótico de amplo espectro (Ceftriaxona e Clindamicina). 19 ABDOME AGUDO CLINICO CIRÚRGIGO Intoxicação pelo chumbo Porfiria Febre tifoide Apendicite Diverticulite Pancreatite Isquemia mesentérica Colecistite 25% não fecha diagnóstico ABORDAGEM 1. Avaliação de Gravidade 2. Alivio Sintomático (analgesia ADEQUADA) 3. Excluir gravidez/ doença pélvica 4. Clinico X Cirúrgico Dor Abdominal + ENCEFALOPATIA: - Intoxicação: Exposição Ocupacional? - Metabólico: História Familiar? Precipitantes? Dor Abdominal + FEBRE PRÉVIA - Infecção PORFIRIA >> DEFINIÇÃO: distúrbio na síntese DA PORFIRINA do HEME Doença hereditária ou adquirida, causada pelo acúmulo de porfirinas ou seus precursores em diversos compartimentos, quando faltam algumas enzimas necessárias à síntese do HEME - Encefalopatia - “SURTOS” com FUMO/ DROGA HEME - Ferro - Protoporfirina IX - Porfirina Succinil-CoA ativa uma reação p fazer a porfirina ... Porfiria cutânea tardia ↓ uroporfirinogênio descarboxilase Hipersensibilidade cutânea a luz do sol (começa a fazer lesões feias/ graves na pele, como ulcerações – cicatriza quando não se expõe a luz solar) Precipitante: Quando a pessoa ingere alho, isso acelera... Porfiria intermitente aguda Causa dor abdominal Precipitantes: cigarro, droga (ATB sulfonamídico), álcool, estresse, infecções, cirurgia >> FISIOPATOLOGIA ↓ HMB – sintase + PRECIPITANTES ↑ Porfobilinogênio (PBG) e A. aminolevulínico (ALA) >> EPIDEMIOLOGIA Adulto 20-30 anos >> CLÍNICA Surtos de: - Dor abdominal/ distensão abdominal - Hiperatividade simpática (HAS, peristalse ↑) - Neuropatia, convulsão - Distúrbio psiquiátrico >> DIAGNÓSTICO Dosagem de PBG urinário (INICIAL) - Urina arroxeada ALA urinário e Porfirina PBG deaminase eritrocitária e testes genéticos >> TRATAMENTO 1- Afastar precipitantes 2- Hematina, Arginato de Heme (é caro e não encontra fácil no brasil) 3- Soro glicosado hipertônico (10%) 4- Hidratação / Analgesia SATURNISMO >> DEFINIÇÃO: Intoxicação pelo CHUMBO >> INTOXICAÇÃO - ADULTOS: via inalatória - CRIANÇAS: trato GI Quando absorvido é armazenado principalmente no esqueleto >> FATOR DE RISCO Exposição: - mineradores, baterias (automóveis) - indústria automobilística (em geral ... soldagem, pintura, metalurgia podem estar expostas ao chumbo) - tintas (EX: portinari) - projéteis / destilados clandestinos >> CLÍNICA - dor/ distensão abdominal - anemia, ↓ libido, disfunção erétil - encefalopatia, amnesia, demência - distúrbio psiquiátrico - linha gengival de Burton >> DIAGNÓSTICO Dosagem de chumbo sérico ps: valor varia de acordo com a literatura >> TRATAMENTO 1. Interromper a exposição ao chumbo 2. Quelantes: dimercaprol/ DMSA/ EDTA + Vit C Quando indicar quelantes? Quando tem sintomas presentes ou níveis séricos > 60-80 ug/dL OBJETIVO: alcançar níveis abaixo de 20 ug/dL... Acima de 50ug/dl os trabalhadores devem ser transferidos para outra ocupação... FEBRE TIFOIDE Infecção bacteriana, gram NEGATIVO Doença sistêmica febril NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA >> ETIOLOGIA Salmonela entérica (sorotipo Typhi e paratyphi) Transmissão: via fecal-oral Liberação da Salmonela pelos portadores crônicos >> FATORES DE RISCO Falta de saneamento/ higiene >> CLÍNICA 1-2ª sem: BACTEREMIA Febre + Sinal de Faget (febre sem taquicardia) + Dor abdominal, diarreia ± constipação EF: rash maculopapular 2-3ª semana: HIPERREATIVIDADE Roséolas, torpor, hepatoesplenomegalia, epistaxe, rebaixamento do nível de consciência e delirium (tiphus) Complicações: Hemorragia Digestiva (+ comum) Perfuração ileal (+ grave) DOR ABDOMINAL 20 4ª semana: CONVALESCÊNCIA < 5% evoluem para portador crônico > risco: Mulher adulta com doença biliar >> DIAGNÓSTICO - Culturas TESTE PADRÃO Sangue: + 50 – 70 % dos casos > positividade nas 2 primeiras semanas Fezes:+ 30 – 40 % positiva da 2ª a 5ª sem da dç Medula: + > 90% + SENSÍVEL p dx a mieloglobina permanece + mesmo c ATB por 5-6 dias >> TRATAMENTO - ANTIBIOTICOTERAPIA Agudo: Cefa 3ª (10-14d)/ Cipro (7-10d) / Cloranfenicol (14-21d) De escolha pelo MS Portadores crônicos: Cipro por 4 semanas / Colecistectomia - CORTICOIDE: Graves: Dexametasona por 2-3 dias 3 mg/kg, seguida por 1 mg/kg cada 6/6 hs - VACINA: Viajantes para áreas endêmicas / pouco imunogênica TTO EMPÍRICO - Ceftriaxone 2 gr, IV, 1x/dia x 10 a 14 dias - Azitromicina 1 gr, VO, 1x/dia x 5 dias BACTÉRIAS SUSCETÍVEIS - Ciprofloxacino 500 mg, VO ou 400 mg, IV, 12/12 hs x 5-7 dias - Azitromicina 1 gr, VO, 1x/dia x 5 dias MS coloca o Cloranfenicol como droga de 1ª escolha: - Cloranfenicol 25 mg/kg, VO ou IV, 8/8 hs x 14-21 dias Bactérias Multidrogas resistentes - Ceftriaxone 2 gr, IV, 1x/dia por 10 a 14 dias - Azitromicina 1x/dia por 5 dias APENDICITE AGUDA PRINCIPAL CAUSA DE ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO >> DEFINIÇÃO: Inflamação do apêndice cecal Apêndice: Intestino em miniatura, aderido ao ceco, encontra na confluência das asas Produz muco, tem um fundo cego, só tem uma abertura (porta de entrada e saída) Ponto + comum: ponto de Mc Burney Localização + comum: RETROCECAL >> FISIOPATOLOGIA Obstrução da luz do seu apêndice: O que pode causar obstrução? Fecalito, Hiperplasia linfoide (principal causa na criança), corpo estranho, tumor de apêndice ... - DISTENSÃO Dor periumbilical/ vaga (peritônio visceral) depois de 12-24 hs - ISQUEMIA Dor localizada na FID (peritônio parietal) >> FASES DA APENDICITE I: Fase edematosa ou catarral Apêndice inflamado, sem sinais de complicação Apendicectomia simples com ATB profilaxia II: Fase úlcera flegmonosa ou flegmatosa / purulenta Apêndice extremamente edemaciado pela obstrução do retorno linfático e venoso III: Fase grangrenosa / necrótica ATB terapia + colocação de um dreno em cavidade Presença de necrose Transmural do apêndice abdominal pelo risco de infecção intracavitária IV: Fase perfurativa Perfuração tamponada ou não do apêndice III + lavagem da cavidade Cobrir gram-negativos e anaeróbios >> CLÍNICA - Dor periumbilical que migra para FID - Anorexia, náuseas, vômitos, febre, disúria... - Sinais clássicos: Sinal de Blumberg: descompressão súbita dolorosa em McBurney. Sinal de Rovsing: pressão FIE e dor FID. Sinal de Dunphy: dor FID que piora com tosse. Sinal de Lenander: T retal > T axilar em pelo menos 1º C. Sinal de Lapinsky: dor à compressão da FID enquanto o paciente ou o próprio examinador eleva o membro inferior esticado. Sinal de Markle: com o paciente na ponta dos pés, peça para ele chocar os calcanhares contra o chão. O choque suscitará dor no ponto onde o peritônio parietal está irritado. Percussão calcânea: com a palma da mão o examinador percute o calcanhar direito do paciente deitado, gerando dor na FID. Sinal de Aaron: dor epigástrica referida durante a compressão do ponto de McBurney. Sinal de Tem Horn: dor promovida a tração do testículo direito. Sinal do obturador: dor hipogástrica provocada pela flexão da coxa e rotação interna do quadril. Sinal de Iliopsoas: dor provocada pela extensão e abdução da coxa direita, com o paciente deitado sobre o seu lado esquerdo. Sinal de Chutro: desvio da cicatriz umbilical para a direita, medida através da distância da cicatriz umbilical até a espinha ântero superior. >> DIAGNÓSTICO - Alta probabilidade (história clássica, homem) CLÍNICO - Probabilidade média (criança, idoso, mulher) IMAGEM - Complicação? (massa ou tardio > 48 hs) IMAGEM Criança ou gestante: USG: ≥ 7 mm, espessamento, ↑ vascularização, abscesso periapendicular, bloqueio em FID Na gestante, se USG inconclusivo RM Homem ou não gestante TOMOGRAFIA ≥ 7 mm, espessamento, borramento da gordura perpendicular; abscesso; apendicolito. >> DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Linfadenite mesentérica (crianças) Diverticulite de Meckel Apendagite Apendicite epiplóica Isquemia do apêndice epiplóico Gravidez ectópica rota DIP Enterite regional Cisto ovariano torcido HI estrangulada/ encarcerada >> TRATAMENTO - Simples e precoce (< 48 hs) Hidratação + correção dos distúrbios HE + APENDICECTOMIA + ATB profilático Cefoxitina x 24 hs - Complicada ou tardia (> 48 hs) IMAGEM 21 Não complicada = apendicite simples Abscesso = drenagem + ATB + colono (4-6 sem) +/- apendicectomia tardia Fleimão (pré-abscesso) = ATB + colonoscopia (4- 6 sem) +/- apendicectomia tardia PERITONITE DIFUSA Cirurgia de Urgência + antibioticoterapia Se for para escolher na prova entre Cx aberta e Videolaparoscopia Escolher VL Se já tem peritonite pode SIM operar por vídeo A CI de operar por VL é INSTABILIDADE HEMODINÂMICA >> APENDICECTOMIA QUESTÃO DE PROVA: Quais camadas da parede abdominal devem ser incisadas para atingir a cavidade abdominal? Pele Tecido celular subcutâneo Músculo oblíquo externo Músculo oblíquo interno Músculo transverso Peritônio >> COMPLICAÇÕES DA APENDICECTOMIA - Infecção do sitio cirúrgico + comum - Obstrução intestinal comum no 1º ano após cx - Infertilidade - Abscesso intracavitário - Deiscência de planos da parede abdominal com evisceração ou eventração - Hérnias incisionais - Hemorragia intracavitária - Sepse - Pileflebite LAPAROSCOPIA APENDICECTOMIA ABERTA - Dx de outras condições - Melhor controle da dor - Menor tempo e internação - Menor taxa de infecção da ferida - Retorno rápido às atividades - Menor custo social - Curva de aprendizagem menor - Menor custo operatório - Menor incidência de abscessos intra-cavitários DOENÇA DIVERTICULAR DO CÓLON DÇ DIVERTICULAR: Presença de divertículos nos cólons + dor/ sintomas digestivos DIVERTICULOSE: Presença de divertículos nos cólons DIVERTICULITE: inflamação do divertículo Sempre está localizado na borda mesentérica da tenia anti-mesentérica - Ocidente; ↑ Pressão dos cólons; Idoso; Assintomático; - Falso: mucosa e submucosa entrada das art retas >> DIAGNÓSTICO - Colonoscopia (cuidado: risco de perfuração do cólon em caso de diverticulite) - Clister opaco >> LOCAL + COMUM - Sigmoide (onde + ↑ a pressão luminal = + divertículos) Geralmente assintomática, é um achado... Quando apresenta complicação tem sintomatologia >> COMPLICAÇÕES - hemorragia – cólon D (15%) - diverticulite – cólon E (25%) - estenose do colon – área de fibrose/ estenose (Raro) PS: geralmente o divertículo que sangra NÃO inflama DIVERTICULITE AGUDA É um abdome agudo inflamatório/ Complicação da doença diverticular Inflamação do divertículo Formação de um abscesso pericólico com microperfurações. É uma “peridiverticulite aguda” >> CAUSAS A diverticulite aguda é a principal causa de fístula Colovesical. Outras causas possíveis são Câncer de cólon, Doença de Crohn e TBC intestinal. >> CLINICA - “apendicite” do lado esquerdo - recorrente, há alguns dias e ↑ idade - febre, náuseas - dor a palpação em fossa ilíaca esquerda - massa - peritonite local/ difusa - leucocitose com desvio à esquerda >> DIAGNÓSTICO Tomografia: área hipodensa e bem delimitada, na topografia do sigmoide, compatível com abscesso pericólico, espessamento da parede colônica (> 4 mm) - EVITAR A COLONOSCOPIA E ENEMA NA INFLAMAÇÃO Colonoscopia: Fazer após 4-6 semanas (quando resolvida a inflamação) afastar CA colorretal >> CLASSIFICAÇÃO DE HINCHEY I: Abscesso pericólico Ia: fleimão Ib: abscesso pericólico II: Abscesso pélvico III: Peritonite Purulenta IV: Peritonite Fecal >> TRATAMENTO Indicar dieta balanceadarica em fibras vegetais e aumento da ingesta hídrica. - Complicação ? - Abscesso ≥ 4 cm, peritonite, obstrução NÃO TEM COMPLICAÇÃO Sint mínimos Dieta liquida + ATB VO – ambulatório ATB: Ciprofloxacina + Metronidazol x 7-10d Hinchey I Sint exuberantes Dieta zero + ATB IV ATB: Cefalosporina 3ª G + Metronidazol Hinchey I FORMA HIPERTÔNICA FORMA HIPOTÔNICA ↑ pressão intraluminal, hipertrofia da camada muscular e PULSÃO de mucosa e submucosa - + comuns no sigmoide - complicam + c Diverticulite aguda - fragilidade da parede colônica, seja por causa da idade avançada ou por alguma condição que leve à alteração na composição das fibras colágenas. EX: Dçs genéticas, como a Sd de Ehler-Danlos Divertículo cólon E É hipertônico (estreito) + comum em pxs jovens Divertículos colon D É hipotônico (largo) + comum em pxs + velhos 22 TEM COMPLICAÇÃO Abscessos > 4 cm Drenagem + ATB + Colono + Cirurgia eletiva Hinchey I / II Peritonite ou Obstrução ATB + Cir. de urgência Hinchey III/ IV Se H. tipo III: lavagem laparoscópica Hartmann CIRURGIA DE URGÊNCIA Paciente Instável SIGMOIDECTOMIA A HARTMANN Sigmoidectomia + colostomia + fechamento retal (*) Depois de 10 sem reconstrução do trânsito intestinal Paciente Estável CIRURGIA ELETIVA Ressecção com anastomose primaria termino- terminal por sutura manual OU com auxílio do grampeador cirurgia. (*) Ressecção do sigmoide DOENÇA VASCULAR INTESTINAL Grandes vasos DELGADO Vascularização do delgado: Art Mesentérica Superior ISQUEMIA MESENTÉRICA AGUDA Sd Obstrutiva Aguda dos vasos mesentéricos, principalmente da Artéria Mesentérica superior >> CAUSAS 1. Embolia (50%) da artéria mesentérica superior - Cardiopatia emboligênica (FA; IAM recente) - Dor abdominal DESPROPORCIONAL ao exame físico DA súbita, me cólica e intensa na região periumbilical 2. Vasoconstricção (20%) Isq não oclusiva - Isquemia não oclusiva: Choque; Vasoconstrictor; cocaína 3. Trombose Arterial (15%) - Aterosclerose: Doença vascular periférica - Arteriografia mesentérica: método + importante p o dx 4. Trombose Venosa (5%) Veia mesent superior - Hipercoagulabilidade - Px cirrótico / hepatopata crônico Áreas + propensas a isquemia: - Flexura esplênica (área de griffiths) - Junção retossigmoide (área de Sudeck) >> CLINICA - Dor abdominal, DESPROPORCIONAL ao ex físico - T retal < T axilar (pelo menos 1º C) - toque retal: geleia de framboesa - Metabolismo anaeróbico ACIDOSE METABÓLICA - Irritação peritoneal tardio >> EPIDEMIOLOGIA Fibrilação Atrial Paciente + velho Cardiopata >> DIAGNÓSTICO Laboratório inespecífico leucocitose, acidose, ↑ lactato Rx achados tardios pneumatose intestinal (bolha de gás na parede do intestino) AngioTC falha no enchimento de contraste, dilatação colônica, espessamento da parede, oclusão, trombo venoso, ingurgitamento de veias mesentéricas, gás intramural e no sistema portomesentérico e infarto de outras vísceras EXAME + UTILIZADO Angiografia Mesentérica Seletiva estreitamento na origem dos vasos mesentéricos, irregularidade nos ramos intestinais, espasmos das arcadas arteriais, falha no enchimento de vasos intramurais e preservação da vascularização do tronco das artérias mesentéricas PADRÃO OURO >> TRATAMENTO Suporte inicial: HV, ATB, DHE, Ácido-Base - EMBOLIA ou TROMBOSE: 1. Heparinização evitar a progressão da isquemia 2. Laparotomia Embolectomia/ Trombectomia + avaliar alça 3. Papaverina pós-operatória evitar vasoespasmo - VASOCONSTRICÇÃO: 1. Papaverina intra-arterial reestabelecer vascularização 2. CIRURGIA SE: refratário, irritação peritoneal ISQUEMICA MESENTÉRICA CRÔNICA Causa ATEROSCLEROSE Obstruindo pelo menos parcialmente a Art. Mesentérica superior É descrito uma caquética senhora de meia idade com história forte de tabagismo, queixando-se de dor abdominal em cólica e emagrecimento... >> CLÍNICA Repouso: assintomático Angina mesentérica “comeu e doeu” Emagrecimento Doença aterosclerótica >> DIAGNÓSTICO Angiografia mesentérica seletiva >> TRATAMENTO Revascularização CIRURGIA jovens STENTS Idoso ou comorbidades COLITE ISQUÊMICA – ISQUEMIA DO CÓLON Isquemia intestinal + comum de todas IDOSO + hipoperfusão 70 a 75% dos casos Pequenos vasos, problema na microcirculação Quem sofre é a mucosa colônica do paciente >> ETIOLOGIA Alergia Amiloidose Ins Cardíaca Trombofilia Embolia Infecções Vólvulo Colonoscopia Cirurgia Drogas Atenção a: Dç aterosclerótica; causa de hipotensão transitória; cirurgia de aorta Diverticulite não complicada: Indicações de cirurgia Imunodeprimido, incapaz de excluir CA, fistula (bexiga) 23 >> CLINICA - Colite dor, diarreia mucosanguinolenta, febre, distensão >> DIAGNÓSTICO Clister opaco “impressões digitais” (thumbprinting) distensão colônica segmentar causado por um edema da parede intestinal ou hemorragia submucosa Retossigmoidoscopia mucosa inflamada >> TRATAMENTO Suporte clinico: Dieta zero, HV e ATBterapia Agentes potencialmente ofensivos devem ser retirados (EX: digital) EX 1: px com IAM + grave, instável, + idoso, depois de 3 a 5 dias resolvido o quadro cardíaco, ele aparece com dor abdominal pode ser colite EX 2: Correção de aorta quando clampeia a aorta já faz uma hipoperfusão, ou faz um ligadura da Art mesentérica inferior prejudicando a vascularização do colon SEQUELAS CX: estenose, isquemia segmentar crônica PANCREATITE AGUDA >> CAUSAS - Biliar: 30-60% - Libação Alcoólica: 15-30% - Drogas (azatioprina), Pós-CPRE, Idiopática, Escorpião Tytus trinitatis, trauma Hipertrigliceridemia Hipercalcemia trauma direto principal causa na criança “guidão da bicicleta” >> ACHADOS GERAIS - leucocitose c desvido à esquerda - elevação de hematócrito - ↑ de ureia e creatinina - trombocitopenia - alargamento de TAP e PTT - ↑ dos produtos de degradação da fibrina - ↓ fibrinogênio - vômitos alcalose metabólica, hipoclorêmica e hipocalêmica >> SINAIS CLINICOS Sinal de Cullen: equimoses azuis-pretas na região periumbilical devido à hemorragia retroperitoneal Sinal Grey-turner: equimose na região dos flancos Sinal de Fox: equimose em região inguinal e base do pênis Sinal de Gobiet: distensão do cólon transverso >> DIAGNÓSTICO: 2 dos 3 - CLINICA dor abdominal em barra; náusea; vômitos - LABORATÓRIO amilase e lipase (> 3x normal) ± 12 hs de iniciado os sintomas - IMAGEM tomografia + USG (colelitíase) Ideal após 48-72 hs AMILASE: ↑ 1º / + sensível LIPASE: + específica e fica elevado por + tempo >> CLASSIFICAÇÃO: LEVE x GRAVE >> RANSON: tem que saber decor!!! Ranson ≥ 3 Quadro Grave de pancreatite Saber ≠ biliar e não biliar - avaliado na enfermaria - não é imediato NÃO CONSIDERAR AMILASE, LIPASE e BILIRRUBINA Não guarda relação com o prognóstico ... >> APACHE-II ≥ 8 = GRAVE imediato, CTI Critério de Doença Grave paciente em UTI PCR > 150 mg/ml (medir quando > 48 hs) Indicação de NECROSE fazer TC >> CRITÉRIO DE BANKS Clínica compatível Laboratório Imagem: Tomografia + USG >> REVISÃO DOS CRITÉRIOS DE ATLANTA - LEVE: Sem falência orgânica ou complicações - MODERADAMENTE GRAVE: Falência orgânica transitória (< 48 hs/ se estabilizou) ou complicação local isolada - GRAVE: Falência orgânica (> 48 horas) persistente ou local com necrose pancreática >> CRITÉRIOS DE BALTHAZAR A pâncreas normal B aumento focal ou difuso do pâncreas C alterações pancreáticas associadas a inflamação peripancreática D 2 ou + coleções e/ou presençade gás dentro ou adjacente ao pâncreas >> TRATAMENTO Sintomático/ de suporte LEVE = REPOUSO Jejum inicial – 24 a 48 hs Dieta no trânsito Hidratação venosa – cristaloide Analgesia (opiodes) Correção distúrbio hidroeletrolítico, ácido-base e Cânula nasogástrica (se vômitos) Consegue conduzir o paciente na enfermaria MODERADAMENTE GRAVE OU GRAVE: PA leve + CTI HV reanimação volêmica (diurese 0,5 ml/kg/h) Analgesia ANTIBIÓTICO? NÃO fazer profilático / Somente terapêutico Suporte Nutricional: Enteral X NPT Vias biliares? CPRE Indicado: se presença de icterícia persistente com comprovação de cálculos nas vias biliares, outra indicação é a presença de Colangite aguda associada. Cirurgia somente se necrose infectada Realizar o + tardar possível – pelo menos 14 dias OBS: a colecistectomia pós pancreatite aguda biliar deve ser realizada na mesma internação, antes da alta hospitalar. >> COMPLICAÇÕES Edematosa TC: captação homogênea do contraste < 4 semanas Coleção fluída aguda peripancreática – liquido que extravasou (30-50%) > 4 semanas: pseudocisto Necrosante TC: captação heterogênea Sempre ver o tempo de evolução do paciente < 4 semanas Coleção necrótica aguda intra e/ou extrapancreática CIRURGIA Colectomia parcial ou total Peritonite, hemorragia, colite fulminante, refratário 24 > 4 semanas: coleção necrótica organizada (Won) >> CONDUTA Coleções Necróticas A conduta na necrose é baseada em: complicação e infecção 2/3 regridem e não infectam / complicam Se infectam / complicam: é indicado intervenção Imediata / Tardia Infecção de coleções fluidas Ocorre + em quadros graves A partir de 9-10 dias de evolução Conduta: preferencialmente endoscópica Se não der: transcutânea Se não der: cirurgia Coleção fluida aguda Assintomáticos: observação Pode evoluir para pseudocisto Pseudocisto Coleção q não foi reabsorvida Assintomático: observação Sintomáticos: intervenção EDA - > 4-6 semanas (↑ amilase ou massa) * Drenagem por EDA (transmural ou transpapilar): parede “madura”, conteúdo homogêneo... Parede aderida ao estômago ou duodeno > 6 cm * Drenagem percutânea: “ponte” para cirurgia se EDA impossível Coleção Necrótica Aguda Intervenção para sintomáticos * Drenagem ou Debridamento: por EDA ou Via percutânea Coleção Necrótica Organizada (Won) Pode regredir espontaneamente - Assintomática / Estéril: observação Intervenção para maioria - “Step UP” por EDA (transmural ou transpapilar): drenagem depois necrosectomia por EDA - “Step UP” invasiva: drenagem percutânea depois necrosectomia por vídeo ANTES DA ALTA: COLECISTECTOMIA > LEVE: mesma internação; > GRAVE: após 6 semanas; 25 Síndrome de Obstrução Intestinal = Parada de eliminação de gases e fezes + Dor Abdominal + Distensão Abdominal É o paciente que fala! Não tem como avaliar no exame físico. Conseguimos avaliar a consequência, que é uma resposta fisiológica, o aumento da Peristalse. o CLASSIFICAÇÃO - MECANISMO: Mecânica agente físico Funcional comprometimento da função motora - ALTURA: Alta até o jejuno Baixa íleo e cólon - GRAU: Total Suboclusão diarreia paradoxal - GRAVIDADE Simples: não tem instabilidade Complicada isquemia: estrangulada (super crescimento bacteriano e comprometimento art) CLÍNICA Parada de eliminação de gases e fezes Dor em cólica Distensão abdominal Vômitos: Se obstrução alta (vômito precoce) / Se obstrução baixa (vômito tardio/ aspecto fecalóide) Diarreia paradoxal: tem q ser uma Suboclusão RHA aumentados no início e ausentes com a evolução do quadro. Peristalse ↑ luta, timbre metálico Comprometimento hemodinâmico Desidratação e Distúrbios eletrolíticos TOQUE RETAL: gases, fezes, massa, fecaloma - vazia: obstrução total - cheia: obstrução funcional FISIOPATOLOGIA Se há um ponto de obstrução >> aquilo que entra, não vai mais sair >> ocorre parada de eliminação de gases e fezes (isso será relatado pelo paciente, mas não é um dado a ser avaliado ao exame físico) >> o reflexo causado pela parada da eliminação de gases e fezes pode ser avaliado >> para tentar vencer essa obstrução, o intestino “luta” contra essa obstrução com uma contração mais vigorosa >> peristalse aumentada (peristalse de luta = timbre metálico) >> a cada contração intensa, o paciente irá apresentar dor (dor em cólica). O próprio intestino acaba secretando líquidos para o lúmen + deglutição de ar pelo paciente >> distensão abdominal. Quanto mais distal a obstrução, mais evidente será a distensão >> com a distensão, a vascularização é prejudicada >> paciente pode começar a apresentar isquemia, que pode, inclusive, evoluir com necrose e perfuração. Pode complicar com isquemia (estrangulamento), e estimulando metabolismo anaeróbio e consequentemente, produção de ácido lático, levando a um contexto de acidose metabólica, e podendo chegar inclusive à perfuração. DIAGNÓSTICO - Laboratório: Alcalose metabólica hipoclorêmica vômitos HipoKalemia SRAA (perda urinaria consequente a alcalose metabólica) Acidose Metabólica se isquemia ↑ lactato, ↑ LDH e ↑ fosfato - Radiografia ROTINA DE ABDOME AGUDO 3 incidências: > Tórax (PA) pneumoperitônio > Abdome em pé / ortostase (AP) bolha gástrica e define o sítio de obstrução > Abdome deitado (AP) gás difuso > DELGADO: o Distensão central (até 5 cm) o Pregas coniventes: empilhamento de moedas / aparecem as válvula coniventes (360º) o Edema da parede de alça o Níveis hidro-aéreos escalonados – ar e liquido > CÓLON: o Distensão periférica (grosseira) o Haustrações (que não são 360º) – começa e acaba Se RX inconclusivo TC TRATAMENTO - SUPORTE: Dieta zero, HV, SNG, DHE, Ácido-Base - MECÂNICA: * Parcial e NÃO complicada conservador (24-48 hs) * Total ou complicada cirurgia - FUNCIONAL conservador OBSTRUÇÃO INTESTINAL MECÂNICA CAUSAS DELGADO sítio + comum de obstrução Brida ou Aderência + COMUM Obstrução + cirurgia abdominal prévia = brida FR p bridas: infecção abdominal, isquemia de alças, presença de corpo estranho TTO: > Não complicado Suporte (48 hs) + gastrografin (contraste oral hidrossolúvel hiperosmolar) por VO ou SNG > Refratário ou Complicado lise das aderências (Aberta ou vídeo) - Neoplasias - Hérnias - Íleo Biliar CÓLON - Câncer + COMUM - Volvo torção sobre o próprio eixo + comum SIGMOIDE, CECO, GÁSTRICO OBSTRUÇÃO INTESTINAL 26 Obstrução em alça fechada em 2 pontos simultâneos Obstrução colônica + válvula íleo-cecal competente >> DIAGNÓSTICO - Rx grão de café, “U” invertido - Enema baritado bico de pássaro, chama de vela >> TTO > Não complicado: descompressão endoscópica \ + sigmoidectomia eletiva > Complicado: cirurgia de urgência INFÂNCIA - Intussuscepção + COMUM - Bezoar - Áscaris - Hérnia ÍLEO BILIAR Obstrução intestinal por um cálculo biliar + comum em idosos, sexo feminino >> FISIOPATOLOGIA Colecistite + fístula + obstrução delgado local + comum íleo distal/ terminal próximo a válvula ileocecal - geralmente calculo > 2 cm - Sd de Bouveret: variável do íleo biliar >> DIAGNÓSTICO * Rx ou Tc - pneumobilia - cálculo ectópico Tríade de Rigler - distensão do delgado * Colangiograma aéreo>> TRATAMENTO Medidas gerais Retirada do cálculo +/- colecistectomia Enterolitomia INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL Invaginação de uma alça dentro de outra – dentro do tubo digestivo. Causa + comum na infância (3 meses – 6 anos) Incidência > em meninos - Criança idiopático - Adulto pólipo, divertículo, tumor, parasitas, dç celíaca, dç de crohn Local + comum: junção ileocecal >> CLÍNICA Dor abdominal Massa em salsicha (palpável) Fezes em geleia de framboesa >> DIAGNÓSTICO Clínico + imagem: RX, USG, ENEMA (padrão ouro) USG: anéis concêntricos de camadas hipoecoicas e hiperecoicas alternantes, com porção central hiperecoica “Sinal da rosquinha / alvo / olho de boi” >> TRATAMENTO Dieta zero SNG aberta ATB profilático Redução da invaginação com enema bário, hidrossolúvel e ar Refratário ou adulto cirurgia OBSTRUÇÃO INTESTINAL FUNCIONAL Comprometimento da função motora ÍLEO PARALÍTICO Todo o intestino fica paralisado >> CAUSAS - Pós-operatório (fisiológico) Delgado: 24 hs para voltar Estomago: 48 hs a funcionar Cólon: 72 hs - Drogas (opioide), DHE, processos inflamatórios >> CLÍNICA: Parada, dor, distensão, peristalse ↓ >> TRATAMENTO Excluir causas mecânicas + SUPORTE 1. Pesquisar e corrigir distúrbios HE – hemograma completo, bioquímica (Ut, Cr, Na, K, Cl, Hco3, Mg), hepatograma, amilase e lipase 2. Suspender (caso possível) medicações q possam prolongar o íleo (ex: opioides) 3. Excluir a possibilidade de obstrução intestinal mecânica ou pseudo obstrução colônica. PSEUDO OBSTRUÇÃO COLÓNICA AGUDA – Síndrome de Ogilvie - Só o CÓLON vai estar paralisado Nesse caso, não temos um evento fisiológico, mas geralmente é encontrada em pacientes graves – sepse, IAM, trauma (a doença é tão grave a ponto de “desregular” o intestino). 27 >> CLÍNICA Dor, distensão colônica, peristalse + Hipomagnesemia Hipocalcemia >> ACHADOS Dilatação importante do cólon, principalmente no ceco. >> COMPLICAÇÕES Isquemia intestinal, perfuração de alça Em alguns casos a distensão é tão intensa que há risco de ruptura do intestino (principalmente no ceco) >> por isso, em casos mais graves, avaliar colonoscopia descompressiva. >> TRATAMENTO Excluir causas mecânicas + Suporte NEOSTIGMINA 2,5 mg IV Descompressão colonoscopica ceco > 11-13 cm Cirurgia se refratário Reconstrução Intestinal Após Sigmoidectomia a Hartmann a reconstrução pode ser feita de 3 a 6 meses após a cirurgia. Se houver contaminação fecal reconstruir após 12 meses REVALIDA 2020: criança de 06 anos tem quadro de constipação intestinal. O quadro teve início há 1 mês e vem piorando gradativamente, com postura retentiva e incontinência urinaria associadas. Atualmente, a criança apresenta apenas uma evacuação a cada 3 dias, com fezes em síbalos. Ao exame físico, mostra-se em bom estado geral, corada e hidratada. Abdome globoso, distendido, sem visceromegalias, com fezes palpáveis em fossa ilíaca esquerda. O toque retal evidencia esfíncteres anal interno relaxado e externo contraído, além de fezes na ampola retal. A provável causa de constipação intestinal é: Resposta: constipação funcional DOENÇA DE HIRCHSPRUNG Contração mantida de um segmento intestinal, causada pela ausência de células ganglionares (plexo de Auerbach e Meissner) na área afetada. Essa hipertonia de alças gera uma obstrução intestinal com consequente dilatação de alças a montante (Megacólon). >> CLÍNICA Se manifesta em neonato. Sd de obst intestinal baixa: - Distensão abdm, vômitos e falência na expulsão de mecônio após 24 hs do nascimento. - Durante o toque retal pode ocorrer saída explosiva de gazes e fezes. >> DIAGNÓSTICO Radiografia simples de abdome Enema constrastado Biópsia retal aspirativa: PADRÃO-OURO >> TRATAMENTO LATEP Técnica de la torre 28 ANATOMIA De dentro para fora... Vísceras Peritônio Gordura pré-peritoneal PAREDE POSTERIOR PAREDE ANTERIOR Fáscia transversalis Fáscia do m transverso Músculo transverso do abdome Aponeurose do m. obliquo externo Anel inguinal interno: marca o início do canal inguinal Anel inguinal externo: final do canal inguinal (é uma abertura na aponeurose abdominal) Ligamento inguinal (Poupart) CANAL INGUINAL Começa no Anel inguinal interno Termina no Anel inguinal externo Superior p inferior / lateral p medial >> TRIÂNGULO DE HESSELBACH - Inferior: ligamento inguinal - Medial: bainha ou borda lateral do m. reto do abdome - Lateral: vasos epigástricos inferiores >> TRIÂNGULO DE HESSERT Limites: - Medial: M. reto do abdome - Inferior: Ligamento inguinal - Superior: M. oblíquo interno ESTRUTURAS >> HOMEM: FUNÍCULO ESPERMÁTICO - M. cremáster, vasos deferentes, plexo pampiniforme... - Conduto peritônio-vaginal obliterado... >> MULHER: Ligamento REDONDO do útero HÉRNIAS DA “REGIÃO DA VIRILHA” Vascularização da região inguinal: Provém dos vasos ilíacos externos 3 principais nervos da região inguinal: ilioinguinal, ilio- hipogástrico e ramo genital do genitofemoral. HÉRNIA INGUINAL INDIRETA + comum de todas: homem, mulher, criança, idoso Se anuncia através do anel inguinal Interno LATERAL aos vasos epigástricos CAUSA: Defeito CONGÊNITO Não fechamento do conduto peritônio-vaginal Típica da infância HÉRNIA INGUINAL DIRETA MEDIAL aos vasos epigástricos CAUSA: Defeito ADQUIRIDO Enfraquecimento da parede posterior Se anuncia através do triangulo de hesselbach - V. epigástricos inferiores - Ligamento inguinal - Borda lateral do músculo reto abdominal INDIRETA DIRETA HHI vem pelo anel inguinal INTerno em direção ao anel ing externo HID vem do T de Hesselbach em direção ao canal inguinal EXAME FÍSICO Man. De Valsalva ou Tossir - Polpa DIRETA se anuncia pelo T. Hasselb - Ponta INDIRETA Desce o canal inguinal > risco de encarcerar HÉRNIA FEMORAL / CRURAL Se anuncia ABAIXO do ligamento inguinal Mais comum em mulheres Mais comum à direita Maior risco de encarceramento CLASSIFICAÇÃO DE NYHUS I – Indireta com anel inguinal interno normal II – Indireta com anel inguinal interno dilatado III – Defeito na parede posterior a: Direita / b: Indireta / c: Femoral IV – Recidivante a: Direta / b: Indireta / c: Femoral / d: Mista CLASSIFICAÇÃO DE GILBERT I: HI, anel interno não dilatado II: HI, anel interno dilatado < 2 cm ou uma polpa digital III: HI ou escrotal, anel dilatado > 2 cm ou + de 2 polpas digitais IV: HD com destruição da parede posterior V: HD recorrente no tubérculo púbico ou diverticular VI: hérnia combinada – Direta/ indireta VII: hérnia femoral >> TRATAMENTO REDUTÍVEL - Cirurgia eletiva ENCARCERADA - Redução manual - Cirurgia de urgência (refratário ou complicado) ESTRANGULADA isquemia - Cirurgia de Emergência - Inguinotomia HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL 29 ABORDAGEM ANTERIOR Herniorrafia anterior + reforço da parede posterior >> SHOULDICE: imbricação de músculos da parede posterior; sutura um musculo em cima do outro p reforçar a parede post Técnica difícil, tem vários índices de recidiva. >> LICHTENSTEIN ESCOLHA Tela livre de tensão Tem menor risco de recidiva Técnica: fixa-se a tela no ligamento inguinal lateralmente e no tendão conjunto medialmente criando-se um novo assoalho que reforça a parede abdominal. QUESTÃO DE PROVA! >> MC VAY Boa para hérnia femoral (ligamento de cooper) ABORDAGEM POSTERIOR Técnica VL TEP (extraperitonealtotal) E TAAP (transabdominal pré-peritoneal) >> TELAS – Inabsorvível - Poros: MACRO – buracos maiores - ↓ material - Peso: LEVE = < 500 g/m2 - ↓ densidade - Gramatura: ↓ gramatura = ↓ material - Inflamação: ↓ material = ↓ inflamação A MELHOR = MACROporosa ↓ inflamação = ↓ complicações (dor e seroma) não altera recidiva >> CLASSIFICAÇÕES EXTERNA Atravessa todas as camadas da parede abdominal INTERNA Protrusão dentro da cavidade abdominal REDUTÍVEL Pode ser recolocada na cavidade abdominal NÃO REDUTÍVEL/ ENCARCERADA Não retorna ao seu local de origem ESTRANGULADA Tem comprometimento vascular DIRETA Passam diretamente pela parede abdominal INDIRETA Atravessam a parede por um canal DX DIFERENCIAL de massas na região da virilha e escrotal - H. inguinal - Criptorquidia - Hidrocele - Torção testicular - Varicocele - Lipoma - Hematocele - Cisto sebáceo HÉRNIAS ESPECIAIS HÉRNIA POR DESLIZAMENTO Parte do saco herniário é formado pela víscera que ocupa; Estruturas + envolvidas é o cólon e a bexiga; + comum na hérnia indireta H. DE RICHTER Ocorre herniação ou pinçamento da borda antimesentérica da alça intestinal H. DE LITTRÉ Divertículo de Meckel H. DE AMYAND O apêndice vermiforme faz parte do conteúdo H. DE PANTALONA Hérnia mista H. DE GARANGEOT H. femoral em q o conteúdo é o apêndice vermiforme H. SPIEGEL Hérnia do defeito semilunar H. PETIT Hérnia no trígono lombar inferior H. GRYNFELT Hérnia no trígono lombar superior - + comum H. OBTURADORA Sinal de howship-romberg, que consiste em despertar dor ligada a uma compressão do nervo obturador quando se faz a extensão e adução da coxa. HÉRNIA UMBILICAL >> ANATOMIA – VISÃO LAPAROSCÓPICA Triângulo de Doom – Limites: Medial: V. deferentes Lateral: V. espermáticos Vasos ilíacos internos Triangulo da Dor – Limites: Medial: V. espermáticos Superior/ Lateral: trato iliopúbico Inervação Nervo femoral / Ramo femoral do genitofemoral / Nervo cutâneo femoral lateral Y invertido – Limites: Superior: vasos epigástricos inferiores Medial: vasos deferentes Lateral: vasos espermáticos Trato iliopúbico ligamento inguinal CRIANÇA ADULTO Congênita Tendência: fechamento espontâneo até os 2 anos Adquirida OPERAR SE: Não fechar após 4-6ª > 2 cm Associada a DVP Concomitante à hérnia inguinal OPERAR SE: Sintomáticos Ascite volumosa 30 PULMÃO >> EPIDEMIOLOGIA - Principal causa de óbito por Câncer no Br e no mundo - 4º tumor + comum no Br (próstata, colorretais e mama) Carga Tabágica: no de maços por dia X o no de anos que fumou 1 maço = 20 cigarros >> TIPOS 1. Não pequenas células (80-85%) 2. Adenocarcinoma (40-45%) 3. Epidermoide (30%) 4. Pequenas células (15-20%) 5. Grandes células (10-15%) Tumor com grande aumento da incidência: ADENOCARCINOMA Tumor com localização tipicamente central: EPIDERMOIDE E PEQUENAS CÉLULAS Tumor com localização tipicamente periférica: ADENOCARCINOMA E GRANDES CÉLULAS Tumores que mais cavitam: EPIDERMOIDE E GRANDES CÉLULAS Tumor que é considerado uma variante do adenocarcinoma: CARCINOMA BRONQUIOLO-ALVEOLAR >> CLÍNICA Tosse, hemoptise, dispneia, dor torácica, sibilância, pneumonite obstrutiva e cavitação Centrais: tosse, hemoptise e sibilos; Periféricos: tosse e dor torácica Inespecíficas: anorexia, perda ponderal, fadiga e anemia >> E quais os sinais e sintomas de uma disseminação regional? Esôfago: disfagia Nervo laríngeo-recorrente rouquidão Nervo frênico dispneia e soluços Pleura e pericárdio derrames Coração arritmias, IC e tamponamento >> SÍNDROMES PARANEOPLÁSICAS Carcinoma Epidermoide: Hipercalcemia Adenocarcinoma: Osteoartropatia hipertrófica Pequenas células: SIAD, Cushing, S. miastênica de Eaton-Lambert, encefalopatía límbica, neuropatía periférica, neurite óptica Outras: Baqueteamento digital, trombofilia, tromboflebite migratória (S. de Trousseau), Dermatomiosite, acantose nigricans, hiperceratose palmoplantar, síndrome nefrótica >> RASTREAMENTO ANUAL com TC de baixa dose em pacientes de 55 a 80 anos, tabagistas ou que tenham cessado dentro de 15 anos, que possuam histórico de carga tabágica de 30 maços/ano. Principais oncogenes relacionados ao câncer de pulmão: - K-ras, myc, HER/2neu e Bcl-2 - Genes supressores tumorais: p53, Rb e 3p-PAT NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO Lesão < 3 cm = Nódulo Pulmonar Solitário Lesão > 3 cm = Massa Algumas provas colocam < 6 cm para NPS e > 6 cm para massa Lesão assintomática BENIGNO Cicatriz de BK (TBC) Conduta: RX, TC, PET de 3-6 meses/ se não tem alteração em 2 anos, pode parar com o seguimento Idade < 35 anos História de tabagismo negativa Sugestivos de Benignidade: nódulos com calcificação difusa, central, em “olho de boi” (granuloma) ou “em pipoca” (hamartoma – área com densidade de gordura). MALIGNO Câncer de pulmão >> Fatores de risco: - tabagismo - > 35 anos - > 2 cm (> 0,8 cm) Sugestivos de malignidade: - CRESCIMENTO em 2 anos - Nódulos de borda irregular, espiculados (coroa radiada) com calcificação assimétrica, excêntrica ou salpicada. CONDUTA: Biópsia OU ressecção USP-RP-12: Mulher, 42 anos, tabagista, assintomática, realizou RX tórax que revelou o nódulo acima. Qual a conduta? - Tomografia computadorizada de tórax. CARCINOMA BRONCOGÊNICO EPITÉLIO RESPIRATÓRIO: brônquios, bronquíolos e alvéolos NÃO PEQUENAS CÉLULAS – 80-85% - Adenocarcinoma: + comum – 40% (↑ incidência) * paciente atípico: não fumante, jovem, mulheres * PERIFÉRICO: derrame pleural * acometimento neuroendócrino - Epidermoide: 2º + comum – 30% * paciente típico: idoso, fumante * CENTRAL: cavitação - Grandes células: 10%; PERIFÉRICO PEQUENAS CÉLULAS (OAT-CELL) - 20% - mais agressivo, rápido crescimento - CENTRAL - acomete + de 1 hemitórax, sendo assim incurável ONCOLOGIA 31 BRONQUIOLOALVEOLAR - variante do ADENOCARCINOMA - bem diferenciado, melhor prognóstico - TC: imagem em vidro fosco >> CLÍNICA - tosse (manifestação + comum), hemoptise, dispneia, dor torácica * Síndrome Compressivas: - Sd de PANCOAST Epidermoide Dor torácica (destruição do gradiente costal) Compressão do plexo braquial Atrofia das mãos Dor no ombro com irradiação ulnar Sd de horner: compressão do simpático cervical Pitose, miose, anidrose - Sd da Veia Cava Superior pensar em Oat-Cell Edema de face, MMSS e pletora Turgência jugular Varizes no tórax >> DIAGNÓSTICO Histopatológico - PERIFÉRICO * Biópsia percutânea * Toracotomia ou videotoracoscopia - CENTRAL * Broncoscopia; escarro > RASTREIO Não é consenso (o MS não preconiza rastreio) - Se feito: TC anual SEM contraste - Fazer em tabagistas entre 55-80 anos (74 anos) - Interromper após 15 anos sem doença ESTADIAMENTO >> TRATAMENTO TIREOIDE Nódulo de tireoide: condição comum, que acomete 4- 7% da população, sendo maligno em 5-15%. Acomete, frequentemente, mulheres jovens, mas apresenta maior probabilidade de malignidade em homens com mais de 50 anos. Mas qual é o “grande” exame para a análise da lesão? PAAF exame solicitado, sempre, em eutireoideos (exceção: sexo masculino com i>40 anos e história de irradiação) S de 86% e E de 91% CÂNCER DE TIREOIDE Menos de 1% das malignidades, com incidência em torno de 9 para 100 mil pessoas BEM DIFERENCIADO - + comum; mulher jovem; BOM prognóstico - Papilífero / + comum/ 75% - Folicular POUCO DIFERENCIADO - PIOR prognóstico - Medular - Anaplásico (*) PAAF – “olhosda órfã annie” Carcinoma Papilífero de Tireoide: observe os núcleos em vidro fosco. Não pequenas células IA (NPS) ressecção IB ou II ressecção + QT IIIA = IIa ou IIIb IIIB QT + RT IV QT paliativa IRRESECÁVEL: T4; N3; M1 Pequena célula LIMITADO QT + RT (cura 15-25%) EXTENSO QT paliativa PAPILÍFERO FOLICULAR Características + comum, mulher, 20-40a Excelente prognóstico Disseminação linfática FR: irradiação* Corpos PSAMOMATOSOS 2º + comum, mulher, 20-60a Bom prognóstico Disseminação hematogênica FR: carência de IODO ↑↑↑ cels foliculares Diagnóstico PAAF* – presença de cromatina fina e não condensada, dando a estrutura um caráter “transparente” que ficou conhecido como “olhos da órfã annie”. Histopatológico Tratamento < 1 cm: tireoidectomia parcial > 1 cm: tireoidectomia total (< 15a, radiação = total) < 2 cm: tireoidectomia parcial Se adenoma: OK Se câncer: totalizar > 2 cm: tireoidectomia total Segmento - Supressão do TSH - USG – 6 meses - Tireoglobulina > 1-2 ng/dL ablação 131 I - Cintilografia Não pequenas células TNM Tamanho da lesão e o tanto que penetra nesse órgão Número de linfonodos Metástase a distancia T1: < 3 cm Nód Pulmonar solitário T1a: < 1 cm T1b: < 2 cm T1c: < 3 cm T2: entre 3 - < 5 cm T2a: 3 - < 4 cm T2b: 4 - < 5 cm Não pode estar acometendo a carina T3: entre 5 - < 7 cm - pleura ou pericárdio parietal - parede torácica ou N. frênico - Nódulo satélite ipsilateral T4: > 7 cm - estrutura adjacente: coração, traqueia, esôfago... - Nódulo satélite ipsilateral em lobo diferente N1: linfonodos hilares N2: linfonodos mediastinais N3: contralaterais ou supraclaviculares Irressecável M1: metástase a distancia Derrame pleural/ pericárdico neoplásico ou nódulo satélite no pulmão Pequena Célula – OAT CELL LIMITADO 1 hemitórax EXTENSO bilateral 32 Variáveis Baixo risco Alto risco Idade < 40 anos > 40 anos Sexo Feminino Masculino Extensão Tumor confinado à tireoide Extensão extratireoidiana; invasão capsular Metástase Ausência de metástase Metástase regional ou à distância Tamanho < 2 cm > 4 cm Grau Bem diferenciado Pouco diferenciado Complicação no Pós-operatório de TIREOIDECTOMIA (princip. Total) >> HIPOPARATIREOIDISMO Apresenta formigamento perioral e de extremidades, contrações musculares, Sinal de Chvostek (contração facial com percussão da articulação têmporo mandibular), Sinal de Trousseau (flexão do punho e das articulações metacarpofalangianas após garroteamento do braço) ... Ocorre lesão iatrogênica das glândulas paratireoides que possuem relação com a tireoide. TTO: reposição de cálcio deve ser feito imediatamente para se prevenir arritmias cardíacas. CARCINOMA MEDULAR (CMT) ORIGEM: Células C ou Parafoliculares: calcitonina - Proto oncogene RET Marcador CALCITONINA Clinica Diarreia, rouquidão, disfagia, sinais de comprometimento respiratório Diagnóstico PAAF Apresentação Esporádico – 80% Familiar – 20% (associação com NEM 2) NEM 2 A: CMT + FEOCROMOCITOMA + Hiperpara NEM 2 B: CMT + FEOCROMOCITOMA + Neuromas Proto Oncogene RET Pesquisar em parente de 1º grau Se + = tireoidectomia profilática Tratamento Tireoidectomia + linfadenectomia Seguimento CALCITONINA ANAPLÁSICO OU INDIFERENCIADO PIOR prognóstico, + raro e agressivo, idoso, deficiência de IODO DIAGNÓSTICO PAAF TRATAMENTO Traqueostomia + QT/RT Fazendo a diferença... CARCINOMA DE CÉLULAS DE HURTHLE Variante mais agressiva e menos diferenciada do folicular PIOR prognóstico TTO: Tireoidectomia total + Linfadenectomia NÓDULO DE TIREOIDE 1º passo: ANAMNASE + EXAME FÍSICO Suprimido TSH Normal Faz a Cintilografia: Se lesão “FRIA” Fazer USG Se < 1 cm Acompanhar Se > 1 cm e ou suspeito PAAF Se lesão “QUENTE” Adenoma Tóxico (Cirurga/ radioIodo) Fazer Análise da PAAF CLASSIFICAÇÃO DE BETHESDA TIPO DEFINIÇÃO CONDUTA 1 Insatisfatório Repetir PAAF 2 Benigno Seguimento 3 Atipia indeterminada Repetir PAAF 4 Folicular* Cirurgia *análise genética 5 Suspeito* 6 Maligno CÂNCER DE PRÓSTATA Tumor maligno + comum no Br – ADENOCARCINOMA (95%) Letalidade baixa Geralmente são multifocais e se desenvolvem na zona periférica. >> FATORES DE RISCO - Idade ↑: Hist. Familiar +; Negros; Dieta ocidentalizada (Carne vermelha) >> CLÍNICA Assintomático (periférico) - Sintomas Irritativos - Sintomas Obstrutivos - Hematúria, hematospermia, edema MMII - Metástase óssea – apresenta DOR óssea Se encontra algum dos últimos 3 sintomas Quadro avançado >> DIAGNÓSTICO Histopatológico - deveria seguir uma política de Rastreio Mas o RASTREIO não é um consenso MS: NÃO indica SBU: indica o rastreio >> COMO? Toque + PSA APE antígeno prostático específico >> QUANDO? > 50 anos Negros ou História familiar +: 45 anos Quando realizado, o rastreamento está indicado em 2 situações principais: - Idade > 50a: todos homens até 76a - Idade > 45a: negros ou história familiar + O rastreamento para o Câncer de próstata consiste no toque retal + dosagem de PSA - Toque retal: endurecido, nodular e irregular - PSA: ↑ em câncer de próstata, Hiperplasia prostática benigna, prostatite e biópsia prostática. Para confirmação diagnóstica, o próximo passo seria a USG transretal com biópsia >> QUANDO INDICAR A BIÓPSIA TRANSRETAL - Toque + (irregular, endurecido, nodulações) - PSA > 4ng/ml (> 2,5 ng/ml se < 60 anos) - PSA entre 2,5 e 4 ng/ml refinamento > Velocidade > 0,75 ng/ml/ano > Densidade > 15 afastar HPB > Fração livre < 25% >> TRATAMENTO - Doença localizada Prostatectomia Radical Radioterapia Nódulo Suspeito < 30 ou > 60 anos; irradiação; História +; Rouquidão; Crescimento USG: Chammas IV e V 33 Vigilância PSA < 10 ng/ml e Gleason < 6 REVALIDA 2020 – Um homem com 62 anos retorna à consulta para receber o resultado da biópsia transretal de próstata, procedimento realizado 2 semanas antes, cuja classificação histopatológica foi de Gleason 7 (4+3). Esse resultado caracteriza o diagnóstico de: RESPOSTA: Câncer de próstata - Doença Metastática Privação androgênica (castração) Cirúrgica orquiectomia bilateral Química análogos GnRH Leuprolide (Eligard); Goserelina (Zoladex) CÂNCER DE BEXIGA TUMOR UROTELIAL Células transicionais (95%) >> FATORES DE RISCO - Tabagismo; sexo masculino; > 40 anos - Exposição a hidrocarbonetos Ocupacional: pintor, frentista, sapateiro >> CLÍNICA HEMATÚRIA > 40 anos + hematúria = investigação >> DIAGNÓSTICO Citologia Especificidade ↑ / Sensibilidade ↓ Cistoscopia com biópsia Retirar o musculo adjacente >> TRATAMENTO Invade a camada muscular? – T2 - NÃO – SUPERFICIAL (T1 N0 M0) * RTU-B + seguimento 3/3 meses * Adjuvância com BCG intra-vesical se: - recorrência, grandes, multifocais (> 40%), T1 Faz essa adjuvância após 4 semanas - SIM – INVASIVO (> T2): * QT neo (3 ciclos) * Cirurgia RADICAL (cistectomia + linfadenectomia) * QT adj (3 ciclos) - METÁSTASE tentar remissão completa * QT +/- ressecção da dç residual CÂNCER DE ESÔFAGO ESCAMOSO (negros) / ADENOCARCINOMA (brancos) É a 6ª causa de neoplasias e a 3ª do trato digestivo + comum em homens Ca escamoso: predomina nos terços médio e superior Adenocarcinoma: predomina no 1/3 médio >> FATORES DE RISCO Escamoso: tabagismo, etilismo, acalasia, estenose caustica e tilose palmo-plantar (Dç hereditária) (Médio-Proximal) Adenocarcinoma: DRGE (barret – distal / e obesidade) >> CLÍNICA Disfagia e emagrecimento rapidamente progressiva Esôfago(disfagia em meses) >> SINAIS DE ALARME Rouquidão: invadiu nervo laríngeo Ascite: sinal de metástase a distancia Insuficiência respiratória: metástase pulmonar Tosse depois de comer? Fístula? Nódulo supraclavicular de Virchow, implantes peritoneais como prateleira de blumer >> DIAGNÓSTICO EDA com biópsia Esofagografia baritada “Sinal da maçã mordida” >> ESTADIAMENTO T1a – Mucosa T1b – Submucosa T2 – Muscular T3 – Adventícia T4 – Adjacentes ressecáveis T4b – Adjacentes irressecáveis Tem que ter esse resultado ANTES de operar Ou seja, estadiamento pré-operatório Melhor exame para o estadiamento do Ca de esôfago é o exame do T T USG endoscópico +/- Broncoscopia N USG endo c/ PAAF + TC de tórax M TC de tórax e abdome >> TRATAMENTO INICIAL T1a Mucosectomia EDA PADRÃO > T1b QT/RT neoadjuvante Cirurgia (Esofagectomia + Linfadenectomia) Esofagect Transtorácica (+ mórbida) Esofagect Trans-Hiatal (+ recidiva) AVANÇADO T4b ou M1 Paliação QT CÂNCER DE ESTÔMAGO ADENOCARCINOMA >> FATORES DE RISCO Dieta (nitrogenados, defumados) Tabagismo H. pylori (gastrite atrófica e gastrectomia previa) Excesso de sal Acantose nigricans tem alta associação com Câncer gástrico >> CLÍNICA Dispepsia + Sinais de alarme: Doença avançada Linfonodo de Virchow: localizado na região supraclavicular esquerda Linfonodo de Irish: Região axilar esquerda Sinal Mary Joseph: nódulo na região umbilical Sinal de Blumer: implante peritoneal no fundo de saco Sinal de Krukenberg: tumor implantado no ovário ... anorexia, anemia ferropriva Linfonodos a direita fala a favor de neoplasia torácica Escore de Gleason Somas as 2 histologias + frequentes (X+Y) - < indiferenciado (baixo risco) - 7: intermediário (médio risco) - 8-10: indiferenciado (alto risco) 34 Linfonodo à esquerda a favor de neoplasia abdominal e o principal é o Ca gástrico >> DIAGNÓSTICO EDA + biópsia >> CLASSIFICAÇÕES Borrmann (macro) Lauren (micro) I – Polipoide (não ulcerado) INTESTINAL DIFUSO Homem Mulher II – Ulcerado (bordos nítidos) Esporádico Hereditário Idoso Jovem III – Ulceroinfiltrativo (bordos não nítidos) Gastrite Atrófica Sangue tipo A IV – Infiltrante (linite plástica) Diferenciado Indiferenciado Bom prognóstico Mau prognóstico OBS: ambos tipos tem inativação dos genes p53 e p16 Célula em Anel de sinete Fazer relação direta com o Carcinoma Difuso de Lauren >> CLASSIFICAÇÃO DE BORDERS Grau de diferenciação histológica desde I (bem diferenciado) até IV (anaplásico). Evidências de doença incurável: massa abdominal, linfadenopatia supraclavicular ou axilar, nódulo umbilical palpável, prateleira de blumer, acometimento ovariano (tumor de krukenberg) e nodularidade anterior e extraluminal na parede do reto, observada ao toque retal. >> ESTADIAMENTO T1 – Submucosa Câncer Gástrico T1a – Mucosa Precoce T1b – Subserosa N0 – Sem metástase para linfonodos N1 – Metástases em 1 a 2 linfonodos N2 – Metástase em 3 a 6 linfonodos N3 – Metástase em > 7 linfonodos N3a – 7 a 15 linfonodos N3b – > 15 linfonodos T USG endoscópico N USG endo c/ PAAF + TC de abdome M TC de tórax e abdome + Laparoscopia Exame + sensível p avaliar metástase transcelômica/ implante peritoneal = LAPAROSCOPIA >> TRATAMENTO INICIAL T1a Mucosectomia EDA (não ulcerado, tipo intestinal, < 2 cm e sem linfonodos) PADRÃO > T1b Ressecção (margem: 6 cm) Gastrectomia + Linfadenectomia D2 (> 15 linfonodos) Proximal (Linfad. TOTAL) Distal (Linfad. SUBTOTAL) AVANÇADO M1 Paliação TUMOR ESTROMAL – GIST Tumor mesenquimal originário nas células intersticiais de cajal Paciente depois da 4ª década de vida >> FREQUÊNCIA Estômago: 40-60% + comum Jejuno e íleo: 30% Duodeno > reto > cólon > esôfago >> CLÍNICA Sangramento e dispepsia >> PROGNÓSTICO Tamanho Índice mitótico Localização >> Outros exames de alto risco Índice mitótico > 10/50 > 10 cm independente do índice Ruptura tumoral >> MARCADORES Expressão de um gene C-kit mutante: tirosinaquinase (CD117) na superfície CD-34 >> DIAGNÓSTICO EDA TC / USG – EDA extensão Biopsia lesões irressecáveis >> TRATAMENTO Ressecção com margens livres não necessita de linfadenectomia Se > 2 cm: Ressecção Se < 2 cm: Assintomáticos seguimento Ressecção se: irregulares, ulcerados, aspecto heterogêneo - IMATINIBE (“Glevec”) 400 mg/dia: Metástase / Irressecável / alto risco Risco de recorrência: > 3 cm; > 5 mitoses/campo CÂNCER COLORRETAL Lento e Gradual ADENOCARCINOMA Adenoma Carcinoma Gene APC evita q se formem pólipos adenomatosos Adquirida Esporádico (80%) Hereditário Polipose adenomatosa familiar (PAF) POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAR (PAF) Pólipos adenomatosos APC mutante hereditário > 100 pólipos Garante 100% de desenvolver Ca colorretal até os 50 anos de idade Variantes: GARDNER: dentes supranumerários, osteomas (ossos longos, mandíbula e crânio), tumores desmoides (do tecido celular subcutâneo) TURCOT: hipertrofia congênita do epitélio retiniano... tumores do SNC (meduloblastoma e glioblastoma). NÃO POLIPOIDE HEREDITÁRIA (Lynch) Critérios de AMSTERDAM Câncer < 50 anos > 3 familiares (um de 1º grau) 2 gerações Síndrome de Lynch: síndrome genética + comum Mutação p53 LYNCH I: Colorretal LYNCH II: Colorretal + outros tumores... (Ca endométrio, ovário, estômago, pâncreas e trato urinário superior) 35 SÍNDROME DE PEUTZ-JEGHERS Caráter autossômico dominante >> mutação no gene STK11 (LKB1) localizado no cromossomo 19. Pólipos hamartomatosos Fenótipo: Manchas melanóticas em pele e mucosa Clínica: intussuscepção (dor), melena, anemia, hematoquezia Pólipos grandes: > 1,5 cm Risco BAIXO para CA de cólon >> FATORES DE RISCO P CA COLORRETAL Idade / H. familiar / S. hereditárias / DII (Crohn e RCU), dieta com carne vermelha / gordura, presença de polipose adenomatosa familiar >> FATORES PROTETORES Frutas + verduras em grandes quantidades AAS >> CLINICA - CÓLON D: melena, anemia e massa palpável - CÓLON E: alteração do habito intestinal - RETO: hematoquezia e fezes em fita >> DIAGNÓSTICO - Colonoscopia com biópsia - E o CEA tem q pedir? SIM (mas não é exame p fechar diagnóstico / serve para acompanhar) - Acompanhar: dosagem cada 3 meses durante os 2 primeiros anos - Rastreamento >> RASTREAMENTO Colonoscopia ou Retoscopia* Esporádico > 50 anos H. Familiar > 40 anos Lynch I e II > 20 anos Polipose AF > 10 anos* Lynch I e II / Polipos AF Colectomia TOTAL Esporádico / H. Familiar Colect SEGMENTAR >> ESTADIAMENTO Ca de Cólon Estágio I: T1 ou T2 Estágio II: T3 ou T4 Estágio III: N (+) e M0 Estágio IV: M1 >> TRATAMENTO CÓLON - Inicial Colectomia + - Padrão Linfadenectomia - Avançado Linfonodo + (12 linfonodos) = QT RETO Epidermoide – Colonografia com tomografia USG transrretal INICIAL T1 Excisão endoscópica (alto) ou local (baixo) Padrão > T2 QT + RT neoadjuvante Se > 5 cm: anatomose 1ª (colo-anal) +/- Ostomia de proteção RAB: Ressec abdominal baixa + Excisão total do Mesorreto Se < 5 cm: Colostomia definitiva RAP – Ressecção abdominoperineal + Excisão total do mesorreto (MILES) OBS: A protocolectomia total está indicada profilaticamente aos pacientes acometidos, devido ao risco de 100% de malignização do pólipos até os 40 anos. CÂNCER DE PÂNCREAS ADENOCARCINOMA DUCTAL >> FATORES DE RISCO Idade/ H. Familiar/ Tabagismo/ Lynch II >> CLÍNICA Cabeça: Icterícia + Sinal de Courvoisier Terrier (vesícula palpável e indolor) Corpo:Dor abdominal + ↓ Peso DM súbito/ Trousseau >> DIAGNÓSTICO TC de abdome + Ca 19.9 (acompanha) >> TRATAMENTO Cirurgia se não tem metástase e sem invasão vascular de vasos importantes (que inviabilizem o procedimento cirúrgico) Vasos Tronco celíaco e artéria mesentérica superior Cx de Cabeça Duodenopancreatectomia (Whipple) Cx de Corpo Pancreatectomia distal + Esplenect. TUMORES HEPÁTICOS BENIGNOS - + comum em homens - Adenoma - Hemangioma (+ comum) - Hiperplasia Nodular Focal (2º + comum) MALIGNOS - + comum em mulheres - Metástases (+ comum) - Hepatocarcinoma Tumor 1º + comum >> INCIDÊNCIA - Tumores benignos primários - Tumores malignos metastáticos - Tumores malignos primários >> TC DINÂMICA (trifásica) Captação arterial Captação periférica / centrípeto Wash Out Fase arterial: tem contraste no tumor Fase portal: não tem contraste no tumor É um sinal ruim/ maligno 36 >> BENIGNOS OBS: Hemangioma é o + comum e o Adenoma é o que + sangra. TOMOGRAFIA DOS TUMORES HEPÁTICOS BENIGNOS HEMANGIOMA: captação periférica do contraste na fase arterial e que se dirige para o centro da lesão numa fase tardia. HIPERPLASIA NODULAR FOCAL (HNF): lesão homogênea, com rápida captação arterial de contraste e também rápida perda da captação na fase venosa. Pode ser visualizada cicatriz central hipodensa contendo uma artéria que dá origem a múltiplos ramos contrastados (aspecto “roda de carruagem”). ADENOMA: lesão de margens bem definidas, heterogênea, com rápida captação de contraste na fase arterial (semelhante à HNF). A captação heterogênea pode ser atribuída à hemorragia no interior da lesão. >> MALIGNOS METÁSTASES – principalmente de origem colorretal: Múltiplos nódulos HIPOcaptantes Exceção (HIPER): rim, mama e melanoma TTO: Paliativo COLORRETAL: Metastasectomia Alguns pacientes (como os portadores de hepatocarcinoma) são classificados como “Situação Especial” na lista de transplante hepático e ganham pontos extras na escala MELD, entrando na fila já com 20 pontos. Caso não sejam transplantados em 3 meses irão a 24 pontos e em 6 meses a 29 pontos. HEPATOCARCINOMA Tumor maligno 1º + comum >> FATORES DE RISCO: Cirrose e Hepatite B >> CLÍNICA: Dor HCD, emagrecimento e hepatomegalia >> DIAGNÓSTICO: TC dinâmica (HIPERcaptação arterial, Wash out, Cirrose) + AFP > 400 CRITÉRIOS DE BARCELONA 1. Lesão entre 1-2 cm: necessário biópsia 2. Lesão > 2 cm: 2 imagens compatíveis (padrão wash out) por 2 técnicas radiológicas ≠ ou 1 imagem compatível com AFP > 400 ng/ml. >> TRATAMENTO: Função Hepática (CHILD) TTO CIRÚRGICO (ideal) - Ressecção (necessidade de reserva funcional hepática remanescente: Child A e sem hipertensão porta). - Transplante (Critérios de milão) Critérios Lesão única < 5 cm; até 3 lesões < 3 cm. TTO ABLATIVO Injeção percutânea de etanol ou ácido acético; ablação térmica. TTO TRANSARTERIAL Embolização; Quimioembolização Radioembolização HEMANGIOMA HNF ADENOMA IDADE Mulher jovem Mulher jovem Mulher adulta ASSOCIAÇÃO Kasabach-Merritt ----- ACO e anabolizantes COMPLICAÇÃO Benigno Benigno Ruptura + Malignização FASE ARTERIAL Periférica centrípeta Cicatriz central Semelhante a “estrela” Hipercaptação arterial (rápida) WASH OUT Não Pode ter Sim FÍGADO Normal Normal Normal/ Cirrose = CHC CONDUTA Conservador Conservador > 5 cm Cirurgia < 5 cm Suspender ACO 37 DISTRIBUIÇÃO TRIMODAL SEGUNDOS A MINUTOS: 50% Apneia (TCE/ TRM); Lesão cardíaca ou aorta Prevenção MINUTOS ATÉ 24 HS: 30% Potencial de Cura – Trauma de tórax (Pneumotórax) ATLS > 24 HS: 20% Sepse, TEP, Sd de disfunção múltipla de órgãos e sistemas (SDMOS) Medicina ATENDIMENTO INICIAL 1º Garantir a sua segurança A Coluna Cervical + Via aérea Estabilizar a Coluna Cervical - Colar + Prancha + Coxins laterais de sustentação Via aérea ESTÁ PÉRVIA? Fonação preservada? - SIM Oferecer O2 - NÃO Afastar corpo estranho Se não resolveu: VIA AÉREA ARTIFICIAL INDICAÇÕES: quando VA natural não está pérvia - Apneia - Proteção VA - Incapacidade de manter oxigenação - TCE Grave Glasgow < 8 TIPOS: - DEFINITIVA PROTEGE A VA Balonete insuflado na traqueia Intubação Orotraqueal + utilizada - Sequência Rápida ou assistida por drogas – utilizar agentes anestésicos com início de ação muito rápido e ser rapidamente metabolizado: > Etomidato – 0,3 mg/Kg > Succinilcolina – 1 mg/Kg A intubação em sequência rápida é aquela feita sem ventilação prévia. A lógica de usar um bloqueador neuromuscular de ação ultra curta, como a succinilcolina (único bloqueador despolarizante disponível), consiste em facilitar a rápida aquisição de uma VA definitiva e protegida e caso haja falha de intubação, a reversão rápida permite o retorno do paciente à ventilação espontânea. Nunca faremos um bloqueador neuromuscular sem antes sedar o paciente, o que seria uma verdadeira tortura. A manobra de Sellik é utilizada como complemento. - Manobra de Sellick: comprime a cartilagem tireóidea contra o esôfago para ocluir o esôfago e ↓ o risco de Broncoaspiração, evita regurgitação após o bloqueador. - Avaliação do tubo: > Visualização e Ex. físico (ausculta) > Capnografia e Rx de tórax OBS: no ATLS quanto tempo temos para intubar o paciente? O tempo de uma apneia! Quantas vezes posso tentar intubar o mesmo paciente? 3 vezes!! Não consegui = via aérea difícil Intubação Nasotraqueal (não é muito utilizada no trauma) Cricotireoidostomia Cirúrgica Traqueostomia - TEMPORÁRIA NÃO PROTEGE A VA Cricotireoidostomia por punção Máscara laríngea e Combitubo >> MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE VA DIFÍCIL LEMON Look: olhar se existem lesões, trauma e tamanho da língua; Evaluate: avaliar a regra 3-3-2; Para permitir o alinhamento dos eixos faríngeo, laríngeo e oral e, assim, a intubação ser fácil, deve-se observar: - A distância entre os dentes incisivos do doente deve ser de pelo menos 3 dedos; - A distância entre o osso hioide e o queixo deve de pelo menos 3 dedos; - A distância entre a incisura tireoide e o assoalho da boca deve ser de pelo menos 2 dedos. Mallampati: a hipofaringe deve ser adequadamente visualizada, podendo ser realizado através da classificação de mallampati. Obstruction: presença de sinais de obstrução. Neck mobility: avaliar a mobilidade cervical >> MALLAMPATI Grau I: palato duro, palato mole, úvula, fauces, pilares. Grau II: palato duro, palato mole, úvula, fauces. Grau III: palato duro, palato mole, base da úvula. Grau IV: palato duro. CORMACK-LEHANE Descreve o grau de visualização da glote sob laringoscopia direta. Interfere grau de dificuldade em alinhar os eixos orais, faríngeos e traqueais na intubação. Grau I: abertura integral da glote Grau II: abertura parcial da glote Grau III: apenas epiglote Grau IV: nem glote, nem epiglote visíveis. >> Se não consigo intubar o paciente? Sangramento excessivo Não consegue enxergar as pregas vocais Fratura de face com distorção da anatomia Se não sabe fazer a intubação Não tem os materiais necessários para intubação >> O que fazer? - Máscara Laríngea (ML): introduz as cegas até a máscara travar, insuflar para ocluir o esôfago e a orofaringe. TRAUMA 38 VANTAGENS: Temporária e não necessita de laringoscopia. Não tem balonete insuflado na traqueia portanto, não é VA definitiva, e sim temporária- Combitubo (CT) VANTAGENS: Temporária e Acesso às cegas tem um balonete insu- flado no esôfago e na orofaringe e, pelos orifícios que ficam entre os balonetes, o ar passa para a traqueia E SE NÃO TEM na unidade ou NÃO QUERO ML ou CT? Quero definitiva! O “CRICO” eu faço? - Cricotireoidostomia cirúrgica Cirúrgica / VA definitiva - Cricotireoidostomia por punção: Quando? Criança < 12 anos (porque não desenvolveu de forma adequada o sistema de cartilagem de forma que irá desenvolver estenose se for feita crico cirúrgica) ou SUFOCO Temporária 15 L/min (40-50 PSI) Inspiração 1 segundo / expiração 4 segundos Tempo máximo de utilização: 30-45 min Após esse tempo pode cursar com Carbonacose A incisão da cricostomia deve ser feita na membrana cricotireoidea cartilagem entre a tireoide (superior) e a cricoide (inferior). - Traqueostomia Fratura de laringe rouquidão, enfisema, palpa a instabilidade da laringe OBS: fratura de laringe: pode-se tentar a intubação orotraqueal, não a conseguindo, partiremos para a traqueostomia (última edição do Sabiston e do ATLS). Tentar IOT 1º e se não conseguir Fazer TQT B Respiração Oferecer O2; Exame Respiratório: Inspeção, Palpação, Percussão e Ausculta; Oxímetro de pulso. C Circulação + Controle da hemorragia TRAUMA + HIPOTENSÃO = CHOQUE HEMORRÁGICO e HIPOVOLÊMICO até q se prove o contrário. OBS: De onde o paciente pode sangrar: tórax, abdome, pelve e fratura de ossos longos. Cabeça não causa choque hemorrágico pois não tem espaço suficiente para isso. 1º - Garantir Acesso Venoso PERIFÉRICO Se não consegue periférico Veia central, dissecção de safena, intra-ósseo Na criança < 6 anos se o AV periférico não é possível já pensar no acesso intra-ósseo OBS: O acesso intraósseo é na face anteromedial da tíbia! 2º - Cristaloide (RL ou SFO 0,9%) aquecido 1 litro e 20 ml/kg na criança OBS1: Hipotensão permissiva: Hoje permitimos a PA sutilmente baixa, que consiga manter a oxigenação e perfusão tecidual do pct e permite e facilita a hemostasia dos sangramentos. OBS2: O excesso de hidratação com solução salina (SF 0,9%) pode gerar uma acidose metabólica hiperclorêmica. Ocorre uma sobrecarga de Na e uma substituição do HCO3- por Cl-. 3º- Estimativa de perda volêmica Classe I Classe II Classe III Classe IV PA Normal Hipotensão FC < 100 > 100 > 120 > 140 SANGUE Não Talvez SIM Maciço Transfusão Maciça – Classe 4 do ATLS > 10 UI/24 hs ou > 4 UI/1 hra Transfusão Maciça – Score ABC PAs < 90 mmHg FAST + Trauma penetrante / transfixante do dorso Ácido Tranexâmico TRANSMIM Antifibrinolítico 1ª dose nas primeiras 3 hs (idealmente nos 1os 10 minutos) e dose de reforço em 8 horas Se não fez nas 1as 3 horas, NÃO FAZ MAIS Diurese Adulto: 0,5 ml/Kg/h; Criança: 1 ml/Kg/hr Fazer SONDA VESICAL Sangue no meato uretral, Retenção urinaria (bexigoma), Hematoma perineal, Fratura de pelve NÃO SONDAR: tem que afastar lesão de uretra Antes de Sondar Fazer URETROCISTOGRAFIA RETRÓGRADA OBS1: Novo ATLS não considera mais o toque retal. OBS2: Novo ATLS 2019 retirou o deslocamento cefálico da próstata (ao toque: “próstata flutuante”) como critério para não sondar. Controle da Hemorragia Comprimir Feridas Sangrantes – se não consegue tamponar fazer torniquete em medidas extremas - Avaliação das respostas: Sinais Vitais + Diurese 39 D Disfunção Neurológica Escala de Glasgow; avaliação pupilas e extremidades E Exposição + Controle do ambiente Expor todo o paciente + Prevenir a hipotermia Volume aquecido e Ar condicionado DESLIGADO tem que prevenir essa hipotermia, o paciente tem que manter a temperatura do corpo. Rolar o paciente e analisar a parte detrás do corpo. X - ABCDE Se lesão exsanguinando, antes de realizar o ABCDE tem que comprimir essa lesão que está jorrando – em atendimento PRÉ-HOSPITALAR TRAUMA DE TÓRAX PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO Pode acontecer com paciente vitima de trauma penetrante e trauma contuso. A principal causa de pneumotórax hipertensivo é o paciente com lesão pleuropulmonar e é submetido a ventilação com pressão positiva. Tem uma lesão maciça ao nível dos alvéolos. No trauma contuso: “lesão em saco de papel” – o parênquima choca-se contra a caixa torácica os alvéolos cheios de ar (distendidos /finos como “saco de papel”) acabam rompendo-se escape de ar para o espaço pleural “bola de ar no espaço pleural” empurra e colaba o pulmão. Essa “bola de ar” cresce tão rapidamente que também “empurra” o mediastino, fazendo um balanço mediastinal levando ao desvio da traqueia, dobramento dos vasos da base (o sangue não consegue fluir turgência jugular, hipotensão). No pneumotórax hipertensivo, além do problema ventilatório também temos um problema hemodinâmico. Paciente grave não se faz exame de imagem (o diagnóstico é clínico e a conduta é imediata). Choque cardiogênico. >> CLÍNICA Murmúrio vesicular ↓↓ ou abolido Hipertimpanismo Desvio da traqueia contralateral Turgência jugular Hipotensão Quadro ventilatório + Hemodinâmico Choque obstrutivo >> DIAGNÓSTICO É CLÍNICO >> CONDUTA IMEDIATA - ToracoCENTESE de alivio 4º - 5º Espaço Intercostal (EIC) entre as linhas axilar anterior e média – buscar a borda superior da costela inferior ATLS 10ª ED 2º EIC na Linha Hemiclavicular (LHM) Sabiston De acordo com o ATLS na CRIANÇA permanece no 2º EIC na Linha Hemiclavicular >> CONDUTA DEFINITIVA - ToraCOSTOMIA (Drenagem em selo d’água, 5º EIC anterior a LAM) OBSERVAÇÃO Toracocentese = Punção Toracostomia = Posição do Dreno Toracotomia = Abertura cirúrgica da cavidade DRENOU, MAS NÃO MELHOROU? O dreno não foi suficiente Está drenando de maneira muito intensa, borbulhando bastante Pensar em LESÃO DE GRANDE VIA AÉREA >> DIAGNÓSTICO: Broncoscopia >> CONDUTA IMEDIATA - IOT seletiva OU - 2º dreno >> CONDUTA DEFINITIVA - Toracotomia com reparo da lesão (se possível, já realizar a conduta definitiva) QUESTÃO DE PROVA Critérios para retirada do dreno de tórax? 1. Melhora clínica: o paciente tem que estar melhor hemodinamicamente e dos sintomas, ou seja, sem dispneia ou taquipneia durante a avaliação. 2. Melhora radiológica: na radiografia de tórax de controle, os pulmões devem estar totalmente expandidos, sem a presença de pneumotórax residual. 3. Melhora do débito: em casos de derrame, um débito < 200-300 ml/24 hs, e para pneumotórax a ausência de fuga aérea por + de 24 hs. PNEUMOTÓRAX ABERTO Lesão > 2/3 do diâmetro da traqueia OBS: ao fazer a inspiração distensão da caixa torácica diminuição da pressão intratorácica o ar entra através da traqueia o ar deve vencer uma certa resistência para que isso ocorra. No pneumotórax aberto, ao fazer a inspiração, o ar entra, porém, ao 40 invés de entrar pela traqueia, ele irá entrar pelo orifício do ferimento (pelo local de menor resistência), empurrando e colabando o pulmão. Na ausculta teremos redução do MV e hipertimpanismo. >> CONDUTA IMEDIATA - Curativo em 3 pontas OBS: se foi feito um curativo OCLUSIVO, o pneumotórax aberto poderia tornar-se um pneumotórax hipertensivo. >> CONDUTA DEFINITIVA - ToraCOSTOMIA (Drenagem em selo d’água, 5º EIC anterior a LAM) - Drena e depois fecha o orifício PNEUMOTÓRAX SIMPLES <1/3 e não hipertensivo Pneumotórax de pequena monta e sem sinais de repercussão hemodinâmica. A principio NÃO DRENAR - Apenas realizar a Drenagem se: Transporte aéreo Ventilação mecânica TÓRAX INSTÁVEL E CONTUSÃO PULMONAR Fraturas em > 2 arcos costais consecutivos em pelo menos 2 pontos em cada arco. A região entre as fraturas perde o contato com o restante da caixa torácica – segmento instável. OBS: Na inspiração, ao criar uma pressão negativa intratorácica, a região da fratura colaba enquanto o restante do tórax expande/ >>CLÍNICA - Dor: a dor é tão intensa que o paciente não consegue manter um drive ventilatório adequado, podendo evoluir com insuficiência respiratória. - Respiração paradoxal: na inspiração, como temos um segmento instável (que não acompanha o movimento da caixa torácica) a caixa torácica distende e a pressão intratorácica diminui o segmento instável sofre uma retração (ao contrário do movimento da caixa torácica). Na expiração, retraímos a caixa torácica, aumentando a pressão intratorácica nesse caso, o segmento sofre uma distensão ou um abaulamento. Respiração paradoxal chama a atenção, mas não mata o paciente! >> CONDUTA _ ACOMPANHAMENTO (analgesia, oxigênio se necessário) OBS: Para que o paciente tenha tido tantas fraturas é necessário que o trauma tenha sido muito intenso associado ao tórax instável podemos ter uma contusão pulmonar (pulmão se choca contra a caixa torácica) paciente não irá realizar troca gasosa de forma adequada. CONTUSÃO PULMONAR Geralmente acontece por consequência do tórax instável. >> RX: Consolidações >> CONDUTA Suporte: analgesia e O2 Oximetria de pulso e gasometria Atenção: SE HIPOXEMIA (SatO2 < 90% ou PaO2 ≤ 60) → IOT + VM (VPP) QUESTÃO DE PROVA A hipóxia nesse paciente é causada por? Contusão pulmonar e Dor pelas fraturas HEMOTÓRAX Presença de sangue no espaço pleural decorre de Lesão de vasos intercostais ou parênquima “auto- limitado”. SES-19: A principal causa de hemotórax decorre de lacerações do parênquima, lesão de vasos intercostais ou lesão de artéria mamária. >> CLÍNICA Murmúrio ↓ Macicez a percussão Jugular COLABADA Desvio da traqueia contralateral ao lado acometido Hipotensão (a depender do volume do hemotórax) 41 >> CONDUTA - ToraCOSTOMIA Drenagem em selo d’água Ao retirar o sangue garantiremos a reexpansão pulmonar o próprio parênquima comprime os vasos intercostais, diminuindo a chance de novo sangramento. Se, o sangramento não for autolimitado, só a drenagem não será suficiente toracotomia. >> INDICAÇÕES DE TORACOTOMIA - Hemotórax maciço com drenagem > 1500 ml de sangue pelo dreno tubular de toracostomia - Débito constante > 200-300 ml, 2-4 horas iniciais - Lesões penetrantes na parede torácica anterior com tamponamento cardíaco - Feridas da caixa torácica de grandes dimensões - Lesões de vasos nobres no tórax na presença de instabilidade hemodinâmica - Lesões traqueobrônquicas extensas - Evidência de perfuração esofagiana - Necessidade persistente de transfusão TORACOTOMIA abre o tórax do paciente Toracotomia de Reanimação ou de Emergência NOVO ATLS: PCR pós traumática + Trauma de Tórax + Sinais de Vida (Pupilas reagentes, movimentos, ECG com atividade organizada). ATLS ANTIGO: lesão penetrante no tórax + sinais de vida. Qual é o objetivo da Toracotomia de Reanimação? Destampar o coração, clampear a aorta e realizar massagem cardíaca interna. - Massagem direta - Acessar Saco pericárdico ATLS - Controle de hemorragia - Clampear aorta distal - Embolia gasosa USP-RP 19: Paciente 1 sem após alta depois de drenagem torácica por pneumotórax apresentando agora dor pleurítica, febre e hemotórax coagulado ou retido. Qual a conduta? - Videotoracoscopia ou VATS. USP-SP 15: Ferimento por PAF em HTX E, cite os achados radiológicos: - Gabarito oficial: Hemopneumotórax a esquerda. Desvio do mediastino para a direita. Gabarito Medgrupo: pneumotórax, com atelectasia do pulmão esquerdo. Desvio da traqueia. Velamento do seio costrofrênico E. Derrame pleural. Hemotórax. TAMPONAMENTO CARDÍACO Lesão no coração sangramento para dentro do saco pericárdico como o saco pericárdico não se distende, quem sofre é o coração o coração fica “apertado” e não consegue receber o retorno venoso turgência jugular. Como o coração também não contrai de forma adequada, o paciente pode apresentar hipotensão. Como existe uma “carapaça” de sangue ao redor do coração, as bulhas ficarão abafadas (TRÍADE DE BECK). Acúmulo de liquido no espaço pericárdico (100-150 ml) >> CLÍNICA Tríade de Beck: Turgência de jugular; Hipotensão; Hipofonese de bulhas - Pulso paradoxal: ↓ PAs > 10 mmHg na inspiração - Sinal de Kussmaul: agravamento da turgência jugular na inspiração >> DIAGNÓSTICO CLÍNICA + FAST USP-RP 17: PAB em região anterior do tórax no 1º EIC, FC 140, PA 70x50, Rx a seguir, qual a hipótese e conduta? - Lesão de tronco supra-aórtico; cirurgia de emergência 42 Dx diferencial com Pneumotórax Hipertensivo (pois tem turgência jugular e hipotensão) >> TRATAMENTO CONDUTA TEMPORÁRIA Pericardiocentese 15-20 ml. (Punção de Marfan) CONDUTA DEFINITIVA Toracotomia + reparo da lesão Se você tem tudo disponível no centro de trauma fazer a conduta definitiva... LESÃO DE AORTA Ao nível do ligamento arterioso. O local + comum de ruptura é na aorta descendente no nível do ligamento arterioso (distal à artéria subclávia esquerda). >> CLINICA É uma clínica POBRE, não tem grandes manifestações clinicas Pulso MMSS normal e ↓ em MMII Se história compatível = INVESTIGAR >> ACHADOS NO RX Alargamento do mediastino (> 8 cm) Perda do contorno aórtico Desvio para direita: TOT, traqueia >> DIAGNÓSTICO Angio-TC Aortografia >> TRATAMENTO Tratar 1º as outras lesões - Controlar FC (< 80) e PAM (60-70 mmHg) - Toracotomia ou reparo endovascular ATENÇÃO SÍNDROME COMPARTIMENTAL: Pct politrauma que ficou com braço engessado desde a admissão evolui com dor refratária a analgesia, ausência de pulso, palidez e formigamento (sintomas de isquemia). Conduta: retirar o gesso e solicitar transferência imediata para ortopedia. TRAUMA DE ABDOME LESÕES + COMUM: - CONTUSO Baço - PENETRANTE: - PAF DELGADO - Arma Branca FÍGADO SINAL DO CINTO DE SEGURANÇA: lesão do intestino delgado / mesentério EXAMES PARA AVALIAÇÃO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Melhor exame para trauma contuso, avalia as lesões especificas e o Retroperitônio Exige ESTABILIDADE hemodinâmica A TC não é ideal para: lesão de vísceras ocas, diafragma. LAVADO PERITONEAL DIAGNÓSTICO “LPD” Mais sensível para identificar sangue na cavidade abdominal. - Positivo se: Aspirado inicial > 10 ml sangue Conteúdo TGI Pós lavado: Gram + Hemácias > 100.000/mm3 Leucócitos > 500/mm3 Fibras alimentares ou bile Realiza pequena incisão supraumbilical abre a aponeurose, peritônio ao chegar na cavidade peritoneal, coloca-se um cateter de diálise peritoneal a primeira conduta, na realidade é um aspirado se houver presença de sangue (10mL ou mais) ou presença de conteúdo do TGI lavado positivo. Se o lavado inicial não for positivo instilar soro na cavidade aguardar 2-5min coletar o soro e enviar ao laboratório. FAST (Focused Assessment Sonography in Trauma) Identifica líquido livre na cavidade >> ONDE PROCURAR: 1. Saco pericárdico 2. Espaço hepatorrenal 3. Espaço esplenorrenal 4. Pelve/ fundo de saco >> FAST ESTENDIDO – “E-FAST” Avalia tambémo espaço pleural Hemo / pneumo TÓRAX. 43 QUESTÃO DE PROVA O que pode atrapalhar a utilização do FAST? - obesidade - tecidos - curativos ocluindo grandes ferimentos - presença de enfisema subcutâneo extenso VIDEOLAPAROSCOPIA Indicado quando tem: Transição toracoabdominal e Lesão do Diafragma Exige ESTABILIDADE hemodinâmica VÍDEO TORACOSCOPIA? Pode fazer também, mas a anterior é + utilizada e + disponível QUANDO INDICAR LAPAROTOMIA?? Indicar TODA vez que for um abdome CIRÚRGICO PENETRANTE Choque, Peritonite, Evisceração CONTUSO Peritonite, Retro/ Pneumoperitônio PENETRANTE NÃO CIRÚRGICO NÃO TEM choque, peritonite ou evisceração Arma de FOGO: Fazer LAPAROTOMIA em 98% dos casos Se lesão no flanco ou dorso fazer TC se estável A intensidade do trauma é muito elevada sendo que em mais de 95% dos casos temos lesão intra-peritoneal – assim, independentemente de o abdome ser cirúrgico ou não, a LAPAROTOMIA estará indicada. Arma Branca: O abdome é “CIRÚRGICO”? Tem choque, peritonite ou evisceração? Se SIM LAPAROTOMIA Se NÃO Exploração digital da ferida Negativa – não violou peritônio ALTA + ou Duvidosa Observar 24 hs / Ex Físico + Hemograma completo Cada 8 horas Alteração??? NÃO Reiniciar dieta + ALTA Abdome “Cirúrgico” OU Choque LAPAROTOMIA Leucocitose OU ↓ Hb > 3 g/dL Considerar TC / FAST / LPD Lesão em DORSO ou FLANCO Fazer TC com triplo contraste (Oral, Retal e Venoso). Não há benefício em realizar exploração digital da ferida. Para descartar lesões retroperitoneais (duodeno, cólon, pâncreas, rins e grandes vasos). CONTUSO NÃO CIRÚRGICO NÃO TEM peritonite ou retro/Pneumoperitônio Avaliar ESTABILIDADE hemodinâmica - ESTÁVEL TC para avaliar grau das lesões FAST antes da TC - INSTÁVEL: Não politrauma LAPAROTOMIA Politrauma FAST / LPD Se + LAPAROTOMIA >> QUANDO INDICAR O TTO CONSERVADOR? - Abdome não é cirúrgico - Estabilidade hemodinâmica - Condições de observação: CTI - Intervenção imediata: se necessitar Cirurgia / angioembolização. USP SP 19: Vítima de atropelamento, estável, com dor abdominal em flanco e hipocôndrio esquerda. Realiza a TC a seguir, qual a conduta? - Tratamento não operatório. CIRURGIA PARA CONTROLE DE DANOS Evitar a TRÍADE LETAL: Hipotermia + Coagulopatia + Acidose Dividir em 3 tempos: 1. Realizar Cirurgia Inicial Breve: - Controle da hemorragia e lesões grosseiras + Peritoneostomia 2. Reanimação em UTI: - Controle da hipotermia, DHE e distúrbios hemorrágicos (24-72 horas) 3. Cirurgia DEFINITIVA: - Reparo definitivo dos danos SÍNDROME COMPARTIMENTAL ABDOMINAL (SCA) - PIA NORMAL = 5-7 mmHg / 6-9 cm H2O - HIA: PIA > 12 mmHg / 16 cm H2O Classificação: o GRAU I: 12-15 mmHg o GRAU II: 16-20 mmHg o GRAU III: 21-25 mmHg SCA o GRAU IV: > 25 mmHg SCA SCA = PIA > 21 mmHg + consequências / lesões de órgãos alvo IRPa, IRA, hipotensão, HIC >> TRATAMENTO De acordo com o grau que está apresentando - HIA grau I: Tratamento clínico escalonado. Descompressão gástrica com sonda nasogástrica, redução no uso de opióides (diminuir íleo paralitico), otimização da analgésica com outros fármacos e/ou relaxantes musculares (aumentar complacência abdominal), evitar HV excessiva. Uso de DVA com o intuito de melhorar a perfusão orgânica com menor volume. - PIA 21-25 mmHg (III): conservador – SNG, posição supina, reposição com cautela, drenagem de coleções, analgesia e sedação - Descompressão se refratário muito tenso, disfunção ventilatória importante e oliguria - PIA > 25 mmHg (IV): Medidas conservadoras + descompressão Se PIA GIII ou IV + TCE com HIC = DESCOMPRESSÃO FRATURA DE PELVE CAUSA DE INSTABILIDADE HEMODINÂMICA Causa de choque HIPOvolêmico A fratura + comum da bacia é a compressão lateral, mas a clássica fratura em livro aberto é a causa de MAIOR sangramento. 44 >> CLÍNICA Discrepância dos MMII, rotação lateral dos MMII, hematoma em região perineal, uretrorragia Está associada a lesão de uretra posterior - FRATURA EM LIVRO ABERTO “open book” Sangramento venoso Se tem lesão confirmada = Cistostomia USP-RP 19: Paciente com fx de bacia, pelve instável e com lesão de uretra membranosa. Qual a conduta para acesso vesical? - Cistostomia suprapúbica via aberta. Medgrupo sugere que também poderia ser por punção, mas de preferência via aberta devido a pelve instável. >> TRATAMENTO Fazer a redução da pelve (com tiras específicas, lençol amarrado à pelve); em alguns casos é necessária a fixação externa. - Técnica: amarrar ao nível do trocanter maior do fêmur E se o paciente não parar de sangrar? É porque não deve ser um sangramento venoso, pensar em sangramento ARTERIAL Conduta: Angioembolização; Packing pré-peritoneal TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO NOVA ECG: Não deve mais gerar dor no paciente, deve fazer “pressão” Novo ATLS 2019: Não fazer mais estímulo álgico no esterno para avaliar, deve-se fazer o estímulo no trapézio, pinçamento do trapézio, e na unha, apertando com uma caneta. ECG Avalia o grau do TCE - LEVE 13-15 - MODERADO 9-12 - GRAVE < 8 GLASGOW-P ECG – RP RP = resposta pupilar - Ambas pupilas reagem = 0 - Uma pupila reage = 1 - Nenhuma reação = 2 OBS: a pupila dilatada é homolateral a lesão ECG-P: 1-15 pontos OBS: TCE grave pode apresentar sinais Hipertensão Intracraniana (HIC) com a tríade de Cushing: Hipertensão arterial + Bradicardia + Alteração da FR Principal causa de TCE Acidentes de transporte Alerta máximo com lesões secundárias: combater a hipoperfusão, hipoxemia e hipertensão intracraniana MANTER: PAS < 90 mmHg; PaO2 > 60 mmHg e evitar hipercapnia CONCUSSÃO CEREBRAL “Nocaute” Lesão por desaceleração súbita (ocorre uma desaceleração tanto do tronco quanto do córtex). Desaceleração laterolateral ou anteroposterior que “desconecta” o tronco e encéfalo. É o lutador de boxe que leva uma pancada e desacorda. CLÍNICA: Perda súbita da consciência que melhora – pode durar por 6 horas (por definição até 24 hs) CONDUTA: observação Quando pedir TC na concussão cerebral? - Glasgow < 15 após 2 horas - Fratura de crânio - Vômitos > 2 episódios - Idade > 65 anos - Amnésia > 30 minutos - Mecanismo perigoso: ejeção de veículo / atropelamento, queda > 1 metro de altura LESÃO AXONAL DIFUSA - LAD “Lesão por cisalhamento” Além da desaceleração, na LAD também temos uma rotação. A grande causa é o capotamento. Aqui é como se tivesse cortado a fiação elétrica do paciente. Apaga e não acorda mais. CLÍNICA: Perda súbita e duradoura da consciência Atenção: Glasgow baixo + TC inocente A RM visualiza melhor as lesões. CONDUTA: suporte Lesões decorrentes do TCE >> FRATURA DE CRÂNIO Rinorreira, otorreia, hemotímpano: indica fístula liquórica através do nariz ou ouvido; Disfunção do VII e VIII pares cranianos (paralisia facial e perda de audição). Anosmia (disfunção do I) também pode estar presente se houver lesão da lâmina crivosa. Equimoses periorbitárias (olhos de guaxinim), retroauriculares (sinal de battle). Conduta: se ECG < 8 + Risco de fratura de crânio = VA Definitiva = IOT CONTRAINDICO: Nasotraqueal 45 SINAL DO GUAXINIM SINAL DE BATTLE LESÃO CEREBRAL FOCAL “Hematomas” - Extra ou Epidural - Subdural >> ANATOMIA: - Calota craniana Espaço Epidural Art Meníngea (Vogal – Vogal) - Dura máter Espaço Subdural Veias Ponte (Consoante – Consoante)- Aracnoide Espaço subaranoideo - Pia máter LCR Hemorragia Intraparen- quimatosa REVALIDA 2016 Qual a hipótese diagnóstico + provável? Hematoma Epidural QUESTÃO HIAE: R.M, masculino, 58 anos, etilista, sofre queda de aproximadamente 6 degraus na escada de sua residência. Chega ao pronto-socorro trazido por familiares com Glasgow=13 (abertura ocular ao chamado e confuso/desorientado) e hemiparesia desproporcionada incompleta contralateral ao local da sua lesão intracraniana. Realizou imediatamente tomografia computadorizada de crânio sem contraste. Qual é a lesão que mais destaca-se na região parietal direita do corto tomográfico? RESPOSTA: Hematoma Epidural QUESTÃO UNICAMP: Mulher, 34ª, vítima de atropelamento, com perda da consciência, chega a Unidade de Emergência. Exame físico: PA= 118X69 mmHg, FC = 87 bpm, FR = 16 irpm, Oximetria de pulso (ar ambiente) = 99%, Escala de como Glasgow (ECG) = 15. Enquanto aguardava exames apresentou redução de 4 pontos na ECG e anisocoria. O ACHADO TOMOGRÁFICO ESPERADO É: RESPOSTA: alternativa A QUESTÃO ABC: Paciente de 67 anos é vítima de queda da escada. Chega ao OS com rebaixamento do nível de consciência. A TC está abaixo, ela sugere a presença de? RESPOSTA: Hematoma Subdural Hematoma Subdural Hematoma Epidural Local Espaço subdural Espaço epidural Vaso lesado v. ponte a. meníngea Frequência + comum + raro Fator de risco Atrofia cortical (maus tratos em crianças, idoso, alcoólatra) Trauma intenso Osso temporal Clinica Progressiva Intervalo lúcido 46 TRAUMA HEPÁTICO MANOBRA DE PRINGLE: clampeamento das estruturas do ligamento hepatoduodenal (colédoco, artéria hepatica e veia porta). Se o sangramento para, ele é proveniente dos ramos da artéria hepatica ou da veia porta e o cirurgião tem meia hora para identificar e ligar os vasos sangrantes (tempo que as estruturas do ligamento hepatoduodenal pordem permanecer clampeadas). Caso a manobra de pringle não estanque o sangramento, ele é proveniente de ramos do segmento retro-hepáticos da veia cava inferior ou da veia hepática (+ sangra quando tem trauma hepático). TRAUMA ESPLÊNICO >> TTO: - acompanhamento clinico cada vez + comum - depende da estabilidade hemodinâmica - monitorização e Ht seriados em CTI - ausência de outras indicações de “LE” - ausência de distúrbios de hemostasia Lesão do tipo I ou II: observação clínica / tto não operatório Lesão do tipo III ou IV com sangramento ativo: arteriografia Lesão do tipo V, trauma esplênico com instabilidade hemodinâmica ou presença de distúrbio de hemostasia: esplenectomia TRAUMA DUODENAL Achado comum ar no retroperitônio Sinais clássicos “empilhamento de moedas” e “mola espiralada” Lesão contusa crianças guidão da bicicleta Clinica dor lombar e em flancos com irradiação até bolsa escrotal Trauma + comumente associado acidente de automóvel Tratamento: Hematoma Conservador // Laceração Cirúrgico TRAUMA RENAL Trauma penetrante SEMPRE CX Trauma fechado CONSERVADOR Escala de lesão renal – AAST I Laceração renal pequena ou hematoma subcapsular contido II Laceração cortical sem extravasamento urinário III Lesão parenquimatosa com extensão maior que 1 cm através do córtex renal IV Laceração estendendo-se através da junção corticomedular V Fragmentação renal ou lesão do pendúnculo renal TRAUMA VESICAL >> DIAGNÓSTICO URETROCISTOGRAFIA RETRÓGRADA Intraperitoneal: vasou contraste na cavidade Extraperitoneal: contraste ficou no espaço retrovesical >> CONDUTA Lesão Intraperitoneal: exploração cirúrgica, cistorrafia e sondagem vesical Lesão extraperitoneal: sondagem vesical x 10-14 dias TRAUMA URETERAL + comum no HOMEM Diafragma urogenital Tríade clássica: sangue no meato uretral, incapacidade de urinar e formação de bexigoma Uretra posterior: segmentos prostático e membranoso Trauma de grande impacto A uretra membranosa é o segmento + acometido em: grandes traumas da bacia com fraturas e luxações Uretra anterior: segmentos bulbar e peniano trauma contuso, fratura de pênis, queda à cavaleiro e lesões iatrogênicas ... Uretra BULBAR: queda à cavaleiro Uretra PENIANA: ferimento penetrante, ataque de animais ou associados a fratura de corpos cavernosos... OBS: equimose perineal em forma de borboleta sugere lesão uretral com rotura da fáscia de Buck 47 REVALIDA 2020 – Um paciente de 23 anos de idade, sexo masculino, vítima de acidente automobilístico, foi trazido ao setor de Trauma pela equipe de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Apresenta VA pérvias, ausculta pulmonar normal, PA = 100 x60 mmHg, FC = 100 bpm, FR = 24 irpm, Glasgow = 14. Durante a inspeção, nota-se equimose perineal. O paciente esta com sonda vesical de 2 vias com débito de 40 ml de sangue vivo. Queixa-se de dor intensa em hipogástrio, onde se nota abaulamento extremamente doloroso à palpação que vai do púbis até cerca de 5 cm abaixo da cicatriz umbilical. Nesse caso, o diagnóstico e a conduta médica inicial para esse paciente são: RESPOSTA: trauma de uretra e retirada da sonda vesical com cistostomia percutânea TRAUMA CERVICAL Zona I Base do pescoço e desfiladeiro torácico. Fúrcula esternal à cartilagem cricoide maior mortalidade devido ao acesso cirúrgico difícil e a probabilidade de lesões em grandes vasos Zona II Cartilagem cricoide ao ângulo da mandíbula Lesões possuem melhor curso Zona III Acima do ângulo da mandíbula Nesse caso, estruturas como a artéria carótida distal, as glândulas salivares e a faringe podem ser acometidas O que fazer diante disso? Paciente sintomático SEMPRE CX Hemorragia, hematoma, estridor, disfonia, enfisema subcutâneo, disfagia... Paciente assintomático com trauma fechado TC + doppler de carótidas Trauma aberto - Não atinge o platisma Conservador - Atinge o platisma Polêmica TRAUMA DE FACE TRAUMA RAQUIMEDULAR Dermátomos responsáveis pela sensibilidade / marco anatômico. - Mamilos: T4 - Processo xifoide: T7 - Umbigo: T10 - Região inguinal: T12-L1 - Região perineal: S2/ S3 / S4 Choque Medular: súbito despolarização axonal após um TRM, com paralisia flácida, ausência de reflexos (o reflexo bulbo cavernoso está ausente), seguida após algumas semanas de espasticidade, hiperreflexia e sinal de babinski. O choque medular pode reverter após 24-48 hs, momento ideal para uma reavaliação neurológica (se após este período o paciente mantiver disfunção medular completa, dificilmente haverá recuperação). >> Etiologia do Choque Medular Disfunção axonal primaria que estará resolvida em 24 horas em 99% dos casos. Os reflexos tendem a retornar de maneira caudocranial com o final do choque medular. Um dos 1os reflexos a retornar é o reflexo bulbo cavernoso e para seu teste deve comprimir-se a glande peniana ou o clitóris entre o polegar e o indicador, ao mesmo tempo se posiciona o outro indicador no canal anal, podemos também tracionar delicadamente o cateter vesical. O reflexo é POSITIVO quando se sente uma compressão do esfíncter anal externo e o músculo bulbo cavernoso. Le Fort I Disjunção dentoalveolar Fratura horizontal do maxilar, separando processos alveolares,dentes e palato do resto do crânio Le Fort II Disjunção nasofaríngea Separa os ossos maxilar e nasal do frontal Le Fort III Disjunção craniofacial Semelhante à anterior, porem a linha de fratura, em vez de descer em direção ao processo frontal da maxilar, sobe e atravessa toda a órbita, passando pela fissura orbitária superior. 48 MUSCULOESQUELÉTICA OSTEOARTROSE Osteoartrite, artrose Doença degenerativa articular Destruição da cartilagem Lesão subcondral osteófitos Articulação: ponto de encontro entre dois ossos – o espaço articular é praticamente virtual. O líquido sinovial funciona para lubrificar estruturas que estão em contato na articulação (“ponta dos ossos”); entre os ossos temos também a cartilagem articular (‘amortecimento’). A osteoartrose começa com a degeneração da cartilagem articular. O principal fator de risco é a idade avançada (pode ocorrer em indivíduos mais jovens quando a articulação é sobrecarregada). Quando essa cartilagem é destruída, os ossos ao se ‘encontrarem’, começam a causar quadro de dor. >> CLÍNICA Dor CRÔNICA que MELHORA com repouso RIGIDEZ pós repouso < 30 min DOR UNIarticular no início, PROGRESSIVA SEM manifestações sistêmicas Exames normais (VHS normal e FR negativo) ARTICULAÇÕES MAIS ACOMETIDAS: Cervical e Lombar, Quadril, Joelho, Interfalangeanas Nódulos de Heberden: formam nódulos na interfalangeana distal Nódulos de Bouchard: formam nódulos na interfalangeana proximal >> DIAGNÓSTICO Radiografia simples: osteófitos; redução do espaço articular; esclerose subcondral. Perda da cartilagem óssea diminui o espaço articular, porque a cartilagem ficou “doente” >> TRATAMENTO - Fisioterapia (reforço muscular) - Perder peso - Sintomático (AINE) LOMBALGIA IDIOPÁTICA (mecânica) Espasmo doloroso muscular É a principal causa de dor lombar em 70% dos casos. >> CLÍNICA - Dor lombar - Raramente irradia - Pode ser súbita - Dura em média 3 a 4 dias >> DIAGNÓSTICO - Exclusão >> TRATAMENTO - Repouso e sintomáticos HÉRNIA DE DISCO O disco intervertebral possui uma parte interna tecido cartilaginoso / fibroelástico que é o núcleo pulposo (que é o responsável por absorver o impacto) e uma parte que envolve esse núcleo, que é o chamado de anel ou ânulo fibroso. Alguns indivíduos (talvez por fator genético), apresentam um ânulo fibroso frágil, de forma que ele permite a passagem do núcleo pulposo (hérnia de disco). O ponto mais frágil do ânulo fibroso é o póstero-lateral (que é justamente onde temos a saída da raiz nervoso), assim, diante da herniação teremos compressão da raiz nervosa, teremos frequentemente dor com irradiação para os membros inferiores. LOCAL + COMUM: entre L4-L5 e L5-S1 O reflexo tendinoso (ou arco reflexo) diminuído ou ausente mostra um sofrimento do nervo periférico. Classicamente, a causa + comum de associação de dor lombar com comprometimento de nervo periférico é a hérnia de disco. >> CLÍNICA Lombociatalgia Alterações neurológicas: ↓ da força, sensibilidade e reflexos (C5 biceptal / C7 triceptal / L4 patelar / S1 Aquileu). Diminuição do reflexo de aquileu Sinal de Lasègue positivo OBS: Lasègue: decúbito dorsal elevar o MI esticado quando há irritação de raiz nervosa, a partir de 10º de inclinação, o paciente pode referir dor no membro acometido (e não no membro levantado). Na meningite o Lasègue também pode ser utilizado para pesquisar irritação meníngea, mas nesse caso teremos dor em ambos os membros. >> DIAGNÓSTICO: RM O problema não é ósseo, mas sim de partes moles – para visualização de partes moles, o melhor exame é a ressonância. >> TRATAMENTO Repouso Analgésico/ AINE Corticoide Cirurgia se: - Refratário ao TTO clinico - Déficit motor (Fraqueza) - Síndrome da cauda equina (incontinência fecal / urinária, anestesia em sela) Cirurgia: laminectomia parcial + excisão do disco herniado ESPONDILITE ANQUILOSANTE Inflamação da coluna que leva a uma fusão articular Entesite ascendente (coluna vertebral) Sempre começa de uma SACROILEÍTE!! Homem jovem (média 23 anos) A êntese é o ponto de fixação da parte mole (tendão, ligamento) no osso. Por continuidade teremos uma inflamação das partes moles, com calcificação e união da coluna do paciente. Anquilose: união de duas articulações e perda da mobilidade. Dor Fraqueza Reflexo C5 Ombro e face anterior do braço Deltoide e bíceps Biceptal C6 Face lateral do braço e antebraço Bíceps e braquiorradial Supinador C7 Posterior do braço e antebraço Tríceps Triceptal L4 Face anterior da coxa e perna Quadríceps Patelar L5 Face lateral da coxa e perna Dorsiflexão pé --- S1 Face posterior da coxa e perna Flexão plantar Aquileu DOR LOMBAR 49 >> CLÍNICA - Lombalgia + Rigidez matinal de 1 hora - Melhora com atividade física / Piora com repouso - Posição do esquiador (coluna rígida – “em bambu”) - Teste de Schöber + Manifestações associadas a Esp. Anquilosante: - Hiperemia conjuntival bilateral sem secreção = Uveíte anterior aguda (manifestação extra-articular + comum) aguda e recorrente pode levar a cegueira - Sinovite / entesite de outras articulações - Fibrose pulmonar dos lobos superiores - Insuficiência aórtica e distúrbios de condução cardíaca - Amiloidose secundária - Síndrome da cauda equina - Nefropatia por IgA - Fibrose retroperitoneal - Doença de Crohn Teste de Schöber: fazer uma marca no ponto correspondente a L5, e traçar nova linha 10 cm acima. Solicitar ao paciente que coloque as mãos no chão. Em indivíduos normais, ao realizar esse movimento, essas linhas ficarão a uma distância mínima de 15 cm. Indivíduos com EA terão um aumento de < 5 cm, e com o passar do tempo e evolução da doença, a distância irá diminuir cada vez mais. >> DIAGNÓSTICO Clínica (> 3 meses) + Sacroileíte (imagem) Lembrando que: HLA B27 positivo / Fator Reumatoide e anti-CCP negativos >> TRATAMENTO - Parar de fumar o tabagismo acelera a progressão da doença - AINE - Anti-TNF Ex: Infliximab (embora seja um medicamento bom para “segurar” a doença, é um medicamento caro e que leva a uma imunossupressão importante (infecções secundárias). - Fisioterapia DOENÇAS NEOPLÁSICAS MIELOMA MÚLTIPLO Tumor de plasmócitos (Células que secretam anticorpos) Que produz excesso de Imunoglobulina (Anticorpos – Gamaglobulina) >> Como descobrir esse excesso? Eletroforese de Proteínas Componente Monoclonal ou Paraproteína MACETE: Normal = igual hangloose Mieloma: mão em “rock’n roll” Na resposta inflamatória, de maneira geral, há um aumento da onda gama de globulinas, com a base alargada pois há aumento difuso de IgG, IgM, Ig... Na gamopatia monoclonal há um aumento apiculado da onda. >> CLÍNICA Homem, idoso, negro - Anemia Invasão da medula e dç crônica - Lesão óssea lítica Ativação de osteoclastos FA e cintilografia óssea - Hipercalcemia Pela lesão óssea lítica - Ins. Renal Cadeia leve (Bence Jones) Ácido úrico Nefrocalcinose Amiloidose 1aria Macroglossia, ICC, Sd nefrótica OBS.: a fosfatase alcalina é um grande marcador de remodelamento ósseo, mas a FA depende da atividade do osteoblasto, que no caso do mieloma estará “parado”. A cintilog óssea também depende da atividade do osteoblasto (a cintilografia é o grande exame para lesões blásticas). O mieloma múltiplo é a principal causa de Amiloidose Primária (não é secundária! É primária, formada por cadeia leve) – a amiloidose pode cursar com síndrome nefrótica, macroglossia, ICC... O rim do mieloma é a NIC (proteinúria de 1-2g) e, quando ocorre Sd nefrótica, devemos pensar em Amiloidose.MACETE Mieloma cobra “CARO” Cálcio ↑↑ Anemia Renal (insuficiência) Osso lítico Outros: - VHS aumentado “Fenômeno de Rouleaux” (hemácias empilhadas) - Compressão medular Dali p baixo ele ñ sente + - Predisposição a infecções >> DIAGNÓSTICO > 10% de Plasmócitos na MO ou Plasmocitoma + Lesão de 1 órgão alvo “CARO” ATENÇÃO! > 10% de plasmócitos e componente M, mas sem CARO = MIELOMA INDOLENTE > 10% de plasmócitos e CARO, mas sem componente M = MIELOMA NÃO SECRETOR >> ESTADIAMENTO β2-Microglobulina principal fator prognóstico >> TRATAMENTO Quimioterapia Lenalinomida, bortezomib e dexametasona Transplante autólogo de MO < 76 anos com boa resposta à QT 50 DOENÇAS DOS RINS E VU NEFROLITÍASE TIPOS DE CÁLCULOS Oxalato de cálcio (70-80%) HIPERCALCIÚRIA idiopática 1aria HIPOcitratúria HIPERoxalúria (dçs disabsortivas) Estruvita – coraliforme (10-20%) = infecção Fosfato amoníaco magnesiano ITU por produtores de urease (pH > 6,0) Hematúria, piúria, Urinocultura com Proteus mirabilles Ácido úrico (5-10%) HiperURICOSÚRIA (pH < 5,0) >> CLÍNICA Maioria assintomática Hematúria – sintoma + comum Cólica nefrética – dor em flanco com ou sem irradiação + comum nos adultos, em homens Entre a 4ª-6ª década de vida >> FATORES PROTETORES: Água, citrato >> FATORES DE RISCO: Proteína e sódio >> DIAGNÓSTICO Imagem: - TC de abdome sem contraste – PADRÃO OURO - USG – gestantes Cálculo Radiopaco Cálculo Radiotransparente / Radiolúcido Oxalato de cálcio Estruvita Cistina Ácido úrico Xantina >> TRATAMENTO AGUDO - Analgesia (AINE) Medicações utilizadas para facilitar a passagem dos cálculos: -- Alfabloqueador tansulosina -- Bloq Canal de Cálcio nifedipina -- Anti-inflamatório não esteroidais -- Opioides - Evitar desidratação - Avaliar intervenção urológica > 10 mm; sintomas refratários, recorrentes; obstrução com IR; coraliforme... LECO – Litotripsia extracorpórea - Proximal, < 2 cm e densidade < 1.000 UH (Rim / Ureter proximal) - Tem que estar a menos de 10 cm da pele Ef adversos: hematúria, hematoma perirrenal, proteinúria, cólica renal. Nefrolitotomia Percutânea - Proximal e > 2 cm ou densidade > 1.000 UH (Rim / Ureter proximal) - Estar > 10 cm de distância da pele - Pólo renal inferior - Coraliforme / estruvita Ureteroscopia - Ureter médio e distal LITÍASE COMPLICADA Associação com pielonefrite ou IR obstrutiva - Desobstrução imediata: > Nefrostomia percutânea ou cateter duplo J ureteral TRATAMENTO CRÔNICO Para TODOS: estimular ingesta hídrica Oxalato de Cálcio: - Restrição de sódio e proteína - Tiazídico se refratário - Não restringir cálcio (aumenta absorção intestinal de oxalato) Estruvita: - Tratar a infecção - Ácido aceto-hidroxâmico (inibidor da urease) Ácido Úrico: - Dieta com restrição de purinas - Citrato de potássio (alcalinizar urina) - Alopurinol >> TRATAMENTO CIRÚRGICO 4 “I”s: - Infecção associada - Dor Inevitável - Injúria Renal aguda - HIdronefrose RESUMÃO DOR LOMBAR MUSCULOESQUELÉTICA Dor crônica e mais nada Artrose Dor aguda e mais nada Mecânica (idiopática) Dor irradiada Hérnia de disco Dor inflamatória Espondilite anquilosante NEOPLÁSICA Pulmão, mama e próstata Mieloma (CARO) VISCERAL (rim/ via urinária) Dor + Hematúria Cálculo (oxalato de cálcio) Dor + Febre Pielonefrite (E. coli) Lombalgia RED FLAGS: Risco de doença potencialmente GRAVE 1. Neurológica: fraqueza, disfunção esfincteriana (bexiga ou anus), anestesia em sela 2. Infecciosa: febre, uso de drogas, imunossupressão 3. Fratura: trauma, osteoporose 51 “O antes, o Durante e o Depois” PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO Para controlar fatores com impacto na evolução cirúrgica Exames Pré-Operatórios Paciente: IDADE EXAMES < 45 - 45-54 ECG para homens 55-70 ECG + Hemograma > 70 ECG + Hemograma + Eletrólitos + Glicemia + Função Renal * Outros exames na dependência de patologias de base... Cirurgia: - COAGULOGRAMA: Estimativa de perda > 2L, neurocirurgia, cirurgias cardíaca e torácica - RX DE TÓRAX: Cirurgias cardíaca e torácica Avaliação do Risco Cirúrgico >> AV. CARDIOVASCULAR: - Não operar se CARDIOPATIA ATIVA: Angina instável, ICC Descompensada, Arritmia Grave, Valvopatia Grave Índice de Risco Cardíaco Revisado (IRCR) ou Índice de Lee: 1. Cardiopatia; 2. Insuf Cardíaca; 3. DRC (Cr > 2); 4. DM com insulina; 5. Dça cerebrovascular (AVC ou AIT); 6. Cirurgia: torácica, abdominal ou vascular suprainguinal Pode liberar a CIRURGIA se < 2 pts Se > 2 preditores Avaliar Capacidade Funcional > 4 METs? SIM LIBERA CIRURGIA NÃO Teste Cardíaco não-invasivo NORMAL CIRURGIA CAPACIDADE FUNCIONAL Gasto energético diário do coração (avaliado em METs) < 4 METs Comer, vestir, andar em volta da casa... 4-10 METs Subir um lance de escadas, andar rápido, trabalho doméstico > 10 METs Esporte... Ato cirúrgico-anestésico: 4 METs; logo... < 4 METs = ↑ risco cardiovascular Para o coração aguentar a cirurgia, o coração irá precisar gastar durante o ato cirúrgico-anestésico 4 METs. Se no dia a dia o paciente já chega ou ultrapassa 4 METs, ele já nos prova que seu coração irá suportar a cirurgia. O que nos preocupa são aqueles indivíduos que não chegam a 4 METs em suas atividades diárias. Alguns indivíduos não chegam a 4 METs porque seu organismo não aguenta, outros podem suportar, mas não chegam a esse gasto por “preguiça”. Logo, nessa situação, o que se deve fazer é o teste de stress farmacológico – se este for normal, pode-se liberar o paciente para a cirurgia. Como minimizar o risco?? Beta-bloqueador se IRCR ≥ 3 (iniciar com mais de 1 dia de antecedência – para avaliar a tolerância ao medicamento) >> AV. RENAL >> AV. PULMONAR >> AV. HEPÁTICA Resumo do estado clínico: ASA I Saudável ASA II Doença sistêmica leve ou moderada, sem limitação funcional. Ex: HAS controlada, DM com controle glicêmico, paciente fumante. ASA III Doença sistêmica severa com limitação funcional, mas não incapacita. Ex: HAS não controlada, DM sem controle glicêmico, infarto prévio. ASA IV Doença sistêmica severa com risco de vida constante. Limita e Incapacita. Ex: Insuficiência cardíaca grave ASA V Paciente moribundo com perspectiva de óbito em 24 hs, com ou sem cirurgia. Ex: Aneurisma de aorta roto, AVC hemorrágico com HIC ASA VI Morte Encefálica, doação de órgãos. Emergência: sufixo E Medicação de uso crônico Drogas para serem MANTIDAS (inclusive no dia) - Corticoide e faz Hidrocortisona IV (1 dose para a cirurgia e no pós-op fazer de 8/8h por 24-48h de pós- operatório para mimetizar a resposta ao trauma) - Insulina NPH: ½ dose manhã - Anti-hipertensivo Exceto: Diurético > MACETE: CIA Drogas para serem SUSPENSAS - Antiagregante (7-10 dias) se CORONARIOPATA: manter o AAS exceto em neurocirurgia, cx urológica - Varfarina (4-5 dias) Operar: INR < 1,5 HNF: 6 hs / HBPM: 24 hs - Novos anticoagulantes orais (2-3 dias) - Antidiabético oral (no dia) Se Clorpropamida: 48 hs antes; Metformina: 24-48 hs antes - AINEs: devem ser retirados 1 a 3 dias antes Profilaxia de TVP/ TEP – escore de CAPRINI 1 pto: 41-60 anos; cirurgia pequena; anticoncepcional; 2 pts: 71-74 anos; cirurgia > 45 min... 3 pts: > 75 anos; história de TVP... 5 pts: ortopedia; AVC < 1 mês... Riscos (pts) Estratégia Muito baixo (0) Deambulação precoce Baixo (1-2) Compressor pneumático Moderado (3-4) Heparina ou Compressor Alto (>5) Heparina + Compressor Detalhe de DOSE: - HBPM (Enoxaparina): 40 mg SC 1x/dia - HNF: 5.000 U SC 12/12 hs ou 8/8 hs FATORES DE RISCO TVP - Idade > 40 anos; aumentando ainda mais após os 60a - Obesidade - História prévia de TVP - Imobilização, restrição ao leito - Neoplasias e quimioterapias - Insuficiência cardíaca - Politrauma - Varizes em MMII - Síndrome Nefrótica - Vasculites - Hemoglobinúria paroxística noturna PERIOPERATÓRIO 52 - Gestação - Uso de ACO - História de AVC - Doença inflamatória intestinal Profilaxia Antibiótica Evitar infecção de ferida operatória (S. aureus) Tipo DEFINIÇÃO ESQUEMA LIMPA Não penetra tratos biliar, respiratório, GI e urinário Ex: Cx ortopédica, Cardíaca, Neurocirurgia Se: osso ou prótese LIMPA- CONTAMINADA* Penetra de forma controlada (sem extravasamento) Ex: Colecistectomia por colelitíase Direcionar Em geral: cefazolina CONTAMINADA Penetra com menor controle; “ite” sem pus; trauma recente (< 6 hs) Ex: Colecistectomia por Colecistite INFECTADA “ite” supurada, trauma antigo, contaminação fecal Ex: Colecistectomia por Colecistite supurada ATBterapia (*) Limpa-contaminada ou Potencialmente contaminada OBS1: quando replicar a dose do antibiótico profilático durante a cirurgia: em cirurgias que duram muito tempo (ex.: para a cefazolina, caso a cirurgia dure mais do que 4 horas, a dose deve ser replicada) ou caso ocorra sangramento importante durante a cirurgia (nesse caso ele perde grande quantidade do antibiótico pelo sangue). >> QUANDO FAZER ATB PROFILÁTICO: 30-60 min ANTES da incisão cirúrgica! >> REPETIR? Cirurgia longa; ↑ sangramento PROJETO ACERTO O controle adequado da hidratação reduz a frequência de náuseas e vômitos. OBS2: Na avaliação nutricional no pré-operatório estaria indicada a solicitação de algum exame laboratorial? TRANSFERRINA, PRÉ-ALBUMINA e ALBUMINA OBS3: Através de que medida poderíamos reduzir os riscos de complicação no pré-operatório: Pré-operatório: suporte nutricional na desnutrição grave (perda >10% do peso em 6 meses) Indicação de suporte nutricional: Pós-operatório: suporte nutricional na desnutrição ou jejum > 7 dias (preferir via enteral) INTRA-OPERATÓRIO ANESTESIA >> MALLAMPATI I – Palato mole, fauce, úvula e pilares palatinos visíveis II – Palato mole, fauce e úvula visíveis III – Palato mole e base da úvula visíveis IV – Palato mole não totalmente visível >> CORMACK-LEHANE GRAU I – glote bem visível GRAU II – somente parte posterior da glote é visualizada GRAU III – somente a epiglote pode ser visualiza – nenhuma porção da glote é visível GRAU IV – nem a epiglote, nem a glote pode ser visualizada >> Principais preditores de uma VA difícil: Abertura da boca < 3 polpas digitais Mallampati classe III e IV Distância tireomentoniana < 6 cm Distância esternomentoniana < 12 cm Mobilidade cervical limitada Protrusão mandibular limitada Circunferência do pescoço > 40 cm Obesidade Protrusão mandibular limitada retrognatismo >> O que eu preciso saber? Entendendo o “arsenal” anestésico... >> ANALGESIA - Opioide - Anestésico Local: Lidocaína, bupivacaína >> RELAXAMENTO MUSCULAR - Bloq neuromuscular: succinilcolina, rocurônio, atracúrio - Anestésico Local >> INCONSCIÊNCIA - Halogenado (gás) halotano, sevoflurano, isoflurano - Hipnótico venoso propofol, etomidato, quetamina, tiopental - Opioide: fentanil >> BLOQUEIO NEUROVEGETATIVO - Opioide - Anestésico Local TÉCNICAS ANESTÉSICAS Anestesia Local Bloqueio da fibras nervosas pelo anestésico local: Dor, Temperatura (frio e depois calor), Tato, Pressão profunda, Motor QUESTÃO DE PROVA A potência dos analgésicos locais tem relação direta com a lipossolubilidade da droga. Em caso de intoxicação por Lidocaína deve proteger as VA e administrar benzodiazepínicos. Exemplo: Lidocaína: curta duração, muito usada em mucosa e anestesia cutânea. Dose máx: 4,5-5 mg/kg sem VC e 7-8 mg/kg com VC (epinefrina) 53 Bupivacaína: ação prolongada, mas tem alta cardiotoxicidade. Dose máx: 3 mg/kg. Bloqueio de Nervo Periférico Raquianestesia Espaço Subaracnoide (“bloqueio ‘raqui’ para baixo”) Contém o fluído chamado líquido cefaloraquidiano ↓ quantidade (contato direto com as fibras) ↓ duração Efeito adverso: Hipotensão, ↑ PIC, cefaleia Anestesia Peridural Espaço Peridural (bloqueio segmentar) Espaço “virtual” – que não existe normalmente no corpo ↑ quantidade ↑ duração do bloqueio (cateter) Efeito adverso: Hipotensão A Raquianestesia e a Peridural são CI em pacientes q se encontram instáveis hemodinamicamente CI se tem lesão local Anestesia Geral Promove analgesia / ↓ consciência / bloqueio muscular e vegetativo 3 FASES: - INDUÇÃO: 1. Hipnótico IV e/ou Halogenado (gás) 2. Ventilação sob máscara 3. Bloqueador neuromuscular + Opioide 4. Intubação (TOT) Tem pessoas que não podem ser ventiladas sob máscaras Não fizeram jejum, gestantes “Pacientes de estômago cheio” Então fazemos a Indução de “Sequência Rápida” (trauma, gestante, COVID) Porque não vai poder ventilar o px ativamente, passando direto para a 3 etapa * Antes de usar o etomidato, utilizamos uma dose baixa de opioide para evitar mioclonia * Antes de usar o propofol, podemos utilizar lidocaína para evitar a dor da injeção - MANUTENÇÃO: Monitorar a anestesia: BIS, TOF, sinais de anestesia ineficaz... Monitorar o paciente: traçado eletrocardiográfico, pressão arterial, oxímetro de pulso, capnógrafo... - DESPERTAR (ou emergência) É a fase na qual o paciente “sai” da anestesia. Agentes voláteis, como óxido nitroso, permitem uma emergência rápida e agradável, sem sedação residual. >> JEJUM Adequado segundo a Sociedade Brasileira de anestesiologia: - Líquidos claros: 2 horas - Leite materno: 4 horas - Fórmulas infantis e leite não materno: 6 horas - Alimentos sólidos: 6 a 8 horas >> RESPOSTA ENDOCRINOMETABÓLICA E IMUNOLÓGICA AO TRAUMA – REMIT Objetivo principal: ofertar energia aos tecidos na forma principalmente de glicose, mas também de ácidos graxos. Ou seja, a resposta é catabólica. Como atenuar: Cirurgia laparoscópica, Anestesia peridural. QUEM SOBE CONSEQUÊNCIA Cortisol Gliconeogênese, permite ação das catecolaminas, atonia intestinal Catecolaminas Gliconeogênese, glicogenólise, lipólise ADH Oligúria funcional Aldosterona Alcalose (exacerbada por hiperventilação secundária a dor e drenagem nasogástrica), aumento da excreção de K. Glucagon Gliconeogênese GH Lipólise Opioides Atonia intestinal Citocinas (TNF- α, IL-1 e IL-2) Elevação da temperatura corporal, anorexia, perpetuação do processo inflamatório. T3 reverso Síndrome do eutireoidiano doente (ou síndrome do T3 baixo): T3r alto / T3 baixo / TSH e T4-livre normais. QUEM CAI CONSEQUÊNCIA Insulina Predomínio catabólico (balanço nitrogenado negativo) Protocolo de Cirurgia Segura segundo OMS - QUESTÃO DE PROVA SIGN IN: é a 1ª etapa, realizada antes da indução anestésica, e visa confirmar a identificação do paciente, o sítio cirúrgico, o risco de sangramento, a via aérea e a presença de alergias. TIME IN: é realizado antes da incisão cirúrgica e confirma novamente a identificação do paciente, o procedimento a ser realizado, a equipe cirúrgica, anestésica e de enfermagem, a antibiótico profilaxia e se todo o material necessário, inclusive exames de imagem, estão disponíveis. TIME OUT: é a última etapa, realizada antes da saída do paciente do centro cirúrgico, em que se confirma o procedimento realizado, a contagem do material utilizado, a marcação das peças para anatomopatologiae os cuidados pós-operatórios a serem realizados com o paciente. HIPERTERMIA MALIGNA Síndrome Muscular Hereditária Fármaco-Induzida É uma condição genética (autossômica dominante) manifesta mediante exposição a um “gatilho” ambiental, que costuma ser um anestésico inalatório (halotano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) ou succinilcolina. Exposição a: - Anestésico inalatório - Succinilcolina >> HIPERMETABOLISMO MUSCULAR Hipertermia Hipercapnia (altera capnografia e gera acidose) ↑ Cálcio muscular 54 Rabdomiólise (↑ K) >> TRATAMENTO Cessar exposição, resfriamento (soro gelado, compressas geladas), HCO3 -, fornecer O2 Antídoto: Dantrolene: ajuda a fechar os canais de Ca PÓS-OPERATÓRIO COMPLICAÇÕES DA FERIDA OPERATÓRIA SEROMA Coleção de linfa no SC TTO: compressão ou aspiração HEMATOMA Coleção de sangue e coágulo TTO: reabrir se volumoso DEISCÊNCIA APONEURÓTICA Defeito músculo-aponeurótico 4º-14º dia: líquido serohemático / cor de salmão TTO: reoperar INFECÇÃO DA FERIDA OPERATÓRIA Até 30 dias (ou 1 ano se prótese) após o procedimento SUPERFICIAL Febre + dor + flogose + pus TTO: retirar pontos, drenar e lavar PROFUNDA Idem... TTO: acrescentar ATB DE ÓRGÃOS E CAVIDADES Febre + distensão + toxemia TTO: ATB + Drenagem Fatores que INIBEM a cicatrização de feridas: - Infecção - Isquemia - Diabetes mellitus - Radiação ionizante - Idade avançada - Desnutrição - Deficiência de Vit A e C - Deficiência de Zinco e Ferro - Drogas exógenas (doxorrubicina) FEBRE NO CONTEXTO OPERATÓRIO PER-OPERATÓRIO - Infecção pré-existente - Reação a droga ou transfusão - Hipertermia maligna 24-72 hs DE PÓS-OPERATÓRIO - Atelectasia (+ comum: cirurgia torácica e abdominal) - Infecção necrosante da ferida (Streptococcus pyogenes OU Clostridium perfringens) > 72 hs DE PÓS-OPERATÓRIO - Infecção: ferida operatória (S. aureus), ITU, pneumonia - Trombose Venosa Profunda (TVP) 55 ATENDIMENTO INICIAL - Garantir a sua segurança - Afastar a vítima da fonte de calor - Interromper o processo Água em temperatura ambiente no máximo por 15 minutos - Prevenir a hipotermia - “ABCDE” - Grande queimado = acima de 20% da superfície corporal queimada VIAS AÉREAS E VENTILAÇÃO (A e B) Lesão Térmica das VA É uma lesão IMEDIATA “Queima diretamente” as vias aéreas Acontece na via aérea SUPERIOR Pensar quando apresenta: Ambiente fechado, fumaça, vapor, rouquidão, broncoespasmo, taquipneia, escarro carbonáceo, chamuscamento de pelos, queimadura na face, cervical - Indicações de IOT: > sinais de obstrução rouquidão, estridor... > queimadura extensa em face, cavidade oral (bolhas, hiperemia) > cervical circunferencial, edema importante > dificuldade de engolir, ↓ consciência > hipoxemia, SCQ > 40-50% > necessidade durante a transferência Lesão por inalação Inalação de produtos tóxicos da combustão - Pneumonite química INSUFICIÊNCIA > 24 – 48 hs >> DIAGNÓSTICO - broncoscopia inflamação e partículas de carbono - cintilografia com 133 Xe >> TRATAMENTO - Oxigênio 100% + fisioterapia - Avaliar a IOT quando tem sinais de IR: > PaO2 < 60 mmHg > PaCO2 > 50 mmHg > PaO2/ FiO2 < 200 mmHg > Insuficiência Respiratória - Toalete pulmonar: limpeza das VA - Nebulização heparina, acetilcisteína - Broncodilatadores Intoxicações por Monóxido de Carbono - CO Queimadura em ambiente fechado Formação de COHb, clinica depende desta concentração - 20-30% cefaleia e náuseas - 30-40% confusão mental - 40-60% coma >> DIAGNÓSTICO História + Dosagem de COHb Não utilizar oxímetro de pulso QUESTÃO DE PROVA Em pacientes com intoxicação por monóxido de carbono, pode haver divergência da relação entre oximetria de pulso e PaO2. Pacientes com quadro de hipóxia grave com baixa PaO2 na gasometria, podem apresentar boa saturação de O2 no oxímetro de pulso. >> TRATAMENTO “pensou – tratou” - Oxigênio a 100% Intoxicação por Cianeto Queima de material sintético Inibe o metabolismo aeróbico QUADRO DRAMÁTICO >> DIAGNÓSTICO História + rápida evolução: coma, insuficiência respiratória, acidose lática >> TRATAMENTO Na suspeita... - Oxigênio a 100% - Hidroxicobalamina - Tiossulfato de sódio CIRCULAÇÃO (C) SCQ > 20% reposição com RL - Acesso venoso periférico, mesmo sobre áreas queimadas OBS1: não faz reposição com coloide - EXTRA HOSPITALAR P (Kg) x SCQ / 8 SUPERFÍCIE CORPORAL QUEIMADA - “Regra dos 9” ou Método de Wallace - genitália 1% - palma da mão aberta (do paciente) 1% CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS - 1º Grau restrita a epiderme: queimadura solar > eritema, ardência e dor > não entra no cálculo de SCQ - 2º Grau acomete epiderme e derme > Superficial derme papilar Eritematosas, dolorosa e com bolhas > Profunda derme reticular Maior palidez, dolorosa +/- bolhas PARA O ATLS: a Q de 2º grau é considerada como ESPESSURA PARCIAL - 3º Grau avança toda a derme (subcutâneo) > indolor, aspecto em couro (escara) PARA O ATLS: a Q de 3º Grau é considerada como ESPESSURA TOTAL QUEIMADURAS 56 - 4º Grau expõe ossos, tendões e músculos NO ATLS: não considera Q de 4º grau! TRANSFERÊNCIA PARA CTQ (GRANDE QUEIMADO) Espessura parcial > 10% SCQ; espessura total; química; elétrica. Face, mãos, pés, genitália, períneo ou grandes articulações. Lesão por inalação. Comorbidades que podem se agravar / politrauma Criança em hospital não qualificado. Necessidade de intervenção especial (social, emocional, reabilitação) MS/ SBQ: 2º grau > 20% adulto / 2º grau > 10% em crianças INTRA-HOSPITALAR REPOSIÇÃO VOLÊMICA FÓRMULA DE PARKLAND 4 x P (Kg) X SCQ Estima o volume nas 1as 24 horas, sendo 50% nas 1as 8 horas e 50% nas outras 16 horas - Considerar o MOMENTO da queimadura e volume prévio - NÃO faz coloide nas 1as 24 hs – FAZ RL ATLS 10ª ED 2 x P (kg) x SCQ < 14 anos: 3 x P x SCQ (se < 30 kg: +5% dextrose) Como saber se a reposição está correta? -- DIURESE 0,5 ml/kg/h / 1 ml/kg/h (criança) CUIDADOS COM A LESÃO - Analgesia + limpeza com degermante + debridamento - Não fazer ATB VO e nem IV ATB tópico 1º Grau Hidratante ± AINE 2º Grau Superficial Curativo + ATB Tópico Sulfadiazina de prata 2º Grau profundo / 3º Grau Excisão precoce do tecido necrótico + ENXERTOS ESCAROTOMIA Quando tem Queimadura de espessura TOTAL CIRCUNFERENCIAL Incisão até o subcutâneo FASCIOTOMIA Paciente que evolui com Síndrome Compartimental Queimadura ELÉTRICA Abertura do compartimento fascial PROFILAXIA PARA O TÉTANO Lesão de alto risco QUEIMADURA ELÉTRICA Corrente percorre o meio de menor resistência - Lesão cutânea grave no local de entrada e saída - INTENSA LESÃO MUSCULAR Síndrome Compartimental Rabdomiólise HiperKalemia Onda T Apiculada Mioglobinúria (urina escura) NTA IRA Reposição: 4 x P x SCQ diurese 1-1,5 ml/kg/h Manitol Bicarbonato alcalinizar a urina Complicação tardia: Catarata QUEIMADURA QUÍMICA Lesão progressiva até a neutralização ÁCIDO: necrose por coagulação ÁLCALI: necrose por liquefação + grave TRATAMENTO - LAVAGEM 15-20 LITROS de soro, até pH fisiológico (7-7,5) Se queimadura por pó, retirar primeiro - NÃO realizar processo de neutralização porquelibera calor reação exotérmica REVALIDA 2020 – Uma mulher com 43 anos de idade, com 80 kg, sofreu queimadura na perna após receber descarga elétrica há 1 hora. Durante o atendimento hospitalar, o médico emergencista percebeu pequena queimadura em face lateral da coxa direita, de cerca de 5 cm, e outra na face lateral do pé do mesmo lado, próxima ao maléolo, de cerca de 2 cm. Ao realizar o exame físico, os sinais vitais da paciente estavam estáveis. O médico iniciou hidratação venosa e colocação de sonda vesical para monitorar diurese da paciente. Notou saída de cerca de 80 ml de urina um pouco mais escura que a habitual. Solicitou, então, hemograma e dosagem de creatinina, cujos resultados estavam normais. Diante desse quadro, após a internação hospitalar e o curativo das lesões, a conduta imediata adequada é indicar: RESPOSTA: hidratação venosa com ringer lactato até atingir débito urinário de 100 a 200 ml/hora. 57 MORDEDURA CUIDADOS COM A FERIDA - Limpeza da lesão com: água e sabão antissépticos degermantes: povidine ou clorexidina 1 única vez - Controle do Sangramento - Exploração da ferida - SUTURAR A LESÃO? - Ministério da Saúde NÃO SUTURA - Outras Referências SIM Indicar sutura quando: prejuízo estético (face) lesões extensas aproximação das bordas ferida puntiforme não suturar - ANTIBIÓTICO PROFILÁTICO SIM Amoxicilina + Clavulanato (Clavulin) x 3 a 5 dias Cuidado com os germes: Pasteurella multocida; Staphylococcus sp., Streptococcus sp. PROFILAXIAS Raiva Tétano PROFILAXIA RAIVA Letalidade de aproximadamente 100% FONTES - Urbano Cães e Gatos - Silvestre MORCEGO, raposa, chacal, guaxinim - Rural bovinos e equinos - NÃO TRANSMITE RAIVA COELHOS e ROEDORES PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO ACIDENTE ANIMAL NÃO SUSPEITO ANIMAL SUSPEITO LEVE Superficiais Pequenos Tronco Membros Observar por 10 dias Sadio: interromper Sintoma, morte ou some: Vacina – 4 doses (0, 3, 7 e 15 dias) Vacina 2 doses (0 e 3) + observar por 10 dias Sadio: interromper Sintoma, morte ou some: completar 4 doses GRAVE Cabeça, face, mãos, pés profundos, lambedura de mucosa Idem + Soro se: Sintoma, morte ou some Idem + Soro SEMPRE Lesão LEVE: NÃO faz SORO - Animal SEM risco de RAIVA observação - MORCEGO SEMPRE lesão de alto risco Soro + Vacina SEMPRE ADENTRAMENTO Morcego dentro de edificações... - avaliar o risco de exposição - profilaxia se contato ou duvida - não manipular o morcego - se possível, capturar - se possível, diagnóstico de raiva - ROEDOR E COELHO NÃO é necessário PROFILAXIA NA REEXPOSIÇÃO Tipo de Esquema + TEMPO TIPO TEMPO COMPLETO < 90 dias: não necessário > 90 dias: 2 doses (D0 e D3) INCOMPLETO < 90 dias: completar > 90 dias: novo esquema PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO ESQUEMA: 3 doses 0, 7 e 28 dias INDICAÇÕES - Veterinários, Biólogos, Zootecnistas - Alunos de veterinária - Técnicos de laboratório, PETshop... PROFILAXIA TÉTANO Hist Vacinal Ferida de Baixo Risco Ferida de Alto Risco Vacina Ig/Soro Vacina Ig/Soro Incerta ou < 3 doses SIM NÃO SIM SIM > 3 doses Se última dose > 10 anos NÃO Se última dose > 5 anos NÃO* Ferida de Baixo Risco: superficial, limpa, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados Ferida de Alto Risco: profunda, suja, mordedura, queimadura, exposta, politrauma, lesões por arma branca ou PAF (*) se última dose com + de 5 anos: IGHAT ou SAT Se idoso, imunodeprimido ou desnutrido grave MORDEDURAS – RAIVA E TÉTANO 58 DOR NO OMBRO Lesão do Manguito Rotador Tendinite Bicipital Capsulite adesiva Lesão Acromioclavicular Artrose Glenohumeral Bursite MANGUITO ROTADOR 1. Supraespinhoso: abdução 2. Infraespinhoso: rotação externa (ou lateral) 3. Subescapular: rotação interna (ou medial) 4. Redondo menor QUESTÃO DE PROVA Síndrome do Impacto do ombro atinge: Acrômio e Tubérculo maior do úmero. As lesões... 1. Tendinite (dor) 2. Ruptura do tendão (fraqueza) MANOBRAS DO OMBRO E DO BRAÇO MANOBRA REALIZAÇÃO SIGNIFICADO Teste do Impacto de Neer Com escápula estabilizada, faz-se elevação passiva do braço em rotação interna Síndrome do impacto Teste do Impacto de Hawkins Rotação interna passiva do braço em flexão anterior e com cotovelo fletido Teste de Jobe Elevação do membro em rotação interna (polegar p baixo) contra resistência SUPRAESPINHOSO: - Fraqueza: rotura - Dor: tendinite Teste de Patte Rotação externa do membro contra resistência com o cotovelo flexionado INFRAESPINHOSO: - Fraqueza: rotura - Dor: tendinite Teste de Gerber Afastar mão do dorso após colocar braço para trás em rotação interna com cotovelo flexionado SUBESCAPULAR: - Fraqueza: rotura - Dor: tendinite Teste de Yergason Com braço aduzido ao tórax e cotovelo flexionado a 90º, fazer supinação contra resistência Dor: tendinite bicipital Teste de Speed (“Palm up Test”) Com antebraço estendido e supinado, realizar elevação do braço contra a resistência enquanto se palpa o sulco bicipital DOR NO COTOVELO Epicondilite lateral Epicondilite medial Bursite adesiva Artrite radio-umeral Dor referida EPICONDILITES Epicondilite Lateral (COTOVELO DO TENISTA) Dor com extensão do punho contra a resistência Epicondilite Medial (COTOV DO GOLFISTA) Dor com flexão do punho contra a resistência MANOBRAS DO COTOVELO E ANTEBRAÇO MANOBRA REALIZAÇÃO SIGNIFICADO Teste de Cozen Com o cotovelo estabilizado a 90º e antebraço pronado faz- se a extensão do punho contra a resistência Dor: Epicondilite Lateral Teste de Mill Com o cotovelo estendido e punho em extensão, paciente tenta resistir à força de flexão do punho TENOSSINOVITE DE DEQUERVAIN Tendões do polegar: abdutor longo / extensor curto MANOBRAS DE PUNHO E DAS MÃOS MANOBRA REALIZAÇÃO SIGNIFICADO Manobra de Finkelstein Após o paciente flexionar o polegar, examinador provoca um desvio ulnar passivo Dor: tenossinovite de DeQuervain Sinal de Tinel Percussão do trajeto do nervo mediano, buscando despertar parestesia nos dedos inervados por ele Parestesia: Síndrome do Túnel do Carpo Manobra de Phalen Manter mão em flexão palmar máxima durante 1 minuto, buscando despertar parestesia nos dedos inervados pelo mediano Sd do Túnel do Carpo lembrar de Artrite Reumatoide DOENÇAS PERIARTICULARES 59 JOELHO MANOBRAS DO JOELHO Macete para testes do MENISCO: “Calcanhar aponta para o menisco testado” MANOBRA REALIZAÇÃO SIGNIFICADO Teste da Gaveta anterior Com a coxa e a perna em flexão, puxar a perna para frente Deslizamento anterior: lesão do ligamento cruzado anterior Manobra de Lachman Com o joelho em semiflexão (30º), realizar tração anterior da perna e posterior do fêmur Pivot shift test Rotação interna da tíbia segurando o pé e, em seguida, flexionar o joelho Estalo: Lesão do ligamento cruzado anterior Teste da Gaveta Posterior Com a coxa e a perna em flexão, empurrar a perna para trás Deslizamento posterior: lesão do ligamento cruzado posterior Estresse em valgo Com joelho em semiflexão (30º) etornozelo apoiado, forçar joelho medialmente Dor: lesão do lig colateral medial Estresse em varo Com joelho em semiflexão (30º) e tornozelo apoiado, forçar joelho lateralmente Dor: lesão do lig. Colateral lateral Teste de McMurray Com joelho a 90º, realizar rotação externa a tíbia com posterior extensão do joelho Dor ou estalido: lesão do menisco medial Com joelho a 90º, realizar rotação interna da tíbia com posterior extensão do joelho Dor ou estalido: lesão do menisco lateral Teste de Apley Com o px em decúbito ventral e joelho a 90º, exercer simultaneamente pressão na região plantar e.. Rotação externa da perna Dor: lesão do menisco medial Rotação interna da perna Dor: lesão do menisco lateral 60 PROCTOLOGIA LINHA PECTÍNEA: marca a divisão de 2 epitélios diferentes, para cima mucosa e para baixa pele ou anoderme A mucosa não tem inervação somática, o paciente não sente o toque, não sente dor Doenças acima da linha pectínea não dói e doenças abaixo da linha pectínea dói Criptas Anais: Glândula de Chiari CISTO PILONIDAL >> LOCAL: Sulco sacrococcígeo >> PERFIL: homens jovens, 20 anos >> RISCO: pelos, trauma, higiene, obesidade >> CONDUTA: Assintomáticos: depilação + evitar traumas Abscesso: drenagem ± ATBterapia Crônica: excisão cirúrgica ± retalho HEMORROIDA As hemorroidas podem ser descritas como canais vasculares (venosos) dilatados. As internas originam- se acima da linha denteada e são recobertas por mucosa colunar e transicional (epitélio colunar e escamoso). Já as externas têm localização próxima à margem anal e são recobertas por epitélio escamoso. >> CAUSAS Constipação Hipertensão porta >> CLÍNICA INTERNA: Sangramento indolor + Prolapso EXTERNA: Dor perianal >> DIAGNÓSTICO Clínico (Sintomatologia + Exame Físico) >> TRATAMENTO - INTERNA 1º GRAU Sem prolapso DIETA – aumento da ingestão de fibras e água 2º GRAU Redução espontânea Ligadura elástica 3º GRAU Redução manual Ligadura ± Hemorroidectomia cirúrgica 4º GRAU Irredutível Cirurgia Aberta Milligan-Morgan Fechada Ferguson >> TRATAMENTO – EXTERNA < 72 hs Excisão > 72 hs Banho de assento FISSURA ANAL É considerada uma espécie de úlcera longitudinal localizada no canal anal. Geralmente, tem início na margem anal e se estende até a linha denteada. A doença acomete ambos os sexos, em igual proporção. Fissura = DOR Hipertonia Contínua Isquemia Linha média + comum: posterior >> AGUDA Dor ao evacuar Sangue “no papel” Aspecto: avermelhada < 6 semanas Dieta com fibras - Tópico (pomadas) Pomadas Lidocaína – Diltiazem – Corticoide Aplicação tópica de bloqueador do canal de cálcio >> CRÔNICA Dor ao evacuar Plicoma sentinela (ruga na pele do ânus) Papilite hipertrófica Aspecto: esbranquiçada > 6 semanas Esfincterotomia lateral interna – só pode ser feita para o px que tem HIPERTONIA HEMORROIDAS – SANGRA MUITO e dói pouco FISSURAS ANAIS – sangra pouco e DÓI MUITO ABSCESSOS ANORRETAIS Infecção das glândulas de chiari O abscesso é o grande responsável pelo surgimento das fístulas perianais! No entanto, as fístulas perianais podem ter como etiologia outras condições como Doença de Crohn, malignidades hematológicas, tuberculose, trauma e presença de corpo estranho. Além disso, trajetos fistulosos podem representar uma complicação de cirurgia anal. >> Localizações - Interesfinteriano - Perianal + comum de todos - Supraelevador - Isquiorretal >> CLÍNICA Dor perianal + Abaulamento Saída de pus ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS 61 Sinais infecciosos / flogísticos >> CLASSIFICAÇÃO Supraelevador – pélvico Isquiorretal – nádega Interesfincteriano – origem de tudo Perianal - + comum >> DIAGNÓSTICO Clínico ± RM (melhor para ver tecido) >> TRATAMENTO Drenagem IMEDIATA ± ATB – se tem febre / leucocitose – sinais de sepse FÍSTULAS ANORRETAIS Cronificação dos abscessos anorretais As fistulas são definidas como uma comunicação anômala entre o epitélio intestinal (canal anal no nível da linha denteada ou reto) e a pele. Uma fístula é considera completa quando se identifica o seu orifício interno (cripta anal acometida), seu trajeto e seu orifício externo. Tipo 1: Interesfinctéricas + comum Tipo 2: Transesfinctéricas Tipo 3: Supraesfinctéricas Tipo 4: Extraesfinctéricas REGRA DE GOODSALL-SALMON ANTERIOR: trajeto retilíneo POSTERIOR: trajeto curvilíneo Fistula em ferradura: é a + complexa que tem e mais difícil de tratar >> CLÍNICA Dor + Secreção Purulenta >> CLASSIFICAÇÃO - Interesficteriana SIMPLES - Transesficteriana - Supra-esficteriana - Extra-esfincteriana COMPLEXAS >> DIAGNÓSTICO Clinico (GOODSALL) ± RM Anterior Retilíneo Posterior Curvilíneo >> TRATAMENTO Simples Fistulotomia / Fistulectomia Complexa Drenagem com Sedenho CARCINOMA EPIDERMOIDE O carcinoma Epidermoide do ânus inclui o carcinoma escamoso e as neoplasias malignas originárias do epitélio de transição (mucosa anal/ mucosa glandular) na linha pectínea, que são os carcinomas cloacogênico, de células transicionais e basaloide. >> FATORES DE RISCO Tabagismo – HPV – Imunodeficiência >> ESTADIAMENTO Avaliar linfonodos inguinais TC de tórax + TC de abdome + RM pelve >> TRATAMENTO Esquema NIGRO – QT + RT exclusivas Falhou? Cirurgia de Miles Revisão Rápida do tema Clinica das Hemorroidas Sangramento Clinica das Fissuras Dor ao evacuar Tratamento Hemorroida Dieta – Ligadura – Cirurgia Fisiopatologia da Fissura Dor – Hipertonia – Isquemia Tríade Fissura Crônica Fissura + Papilite + Plicoma Tratamento Esfinct. Lateral Interna Abscesso Perianal Drenagem de urgência Fistula anal Fistulotomia X Sedenho Tumor de canal anal NIGRO 62 CIRURGIA BARIÁTRICA FISIOLÓGICO Adipócito Cheio ↑ Leptina Intestino Cheio ↑ CCK, GLP-1, PYY Estômago Cheio ↓ Grelina (Orexígeno) OBESIDADE É uma condição complexa de dimensões sociais, biológicas e psicossociais consideráveis. Dificuldade de induzir a saciedade ↑↑↑ GRELINA ↓↓↓ LEPTINA, CCK, GLP-1 e PYY CLASSIFICAÇÃO 𝐼𝑀𝐶 = 𝑃𝐸𝑆𝑂 (𝑘𝑔) 𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 (𝑚2) SOBREPESO 25 – 29,9 OBESIDADE I 30 – 34,9 OBESIDADE II 35 – 39,9 OBESIDADE III > 40 SUPEROBESO > 50 SUPER-SUPEROBESO > 60 INDICAÇÕES - Obesidade: > IMC > 40 > IMC > 35 + Comorbidade > IMC > 30 COM DM2 GRAVE (30a) - Idade: > 18 anos (> 16 com autorização dos pais) - Refratário: 2 anos de terapia clínica PRECAUÇÕES Drogas e Etilismo Distúrbios Psiquiátricos Não compreensão TÉCNICAS CIRÚRGICAS BANDA GÁSTRICA RESTRITIVA Técnica: Anel regulável na JEG Complicações: Deslocamento do anel; Reganho de peso SLEEVE RESTRITIVA Técnica Vertical Complicações: Fístula de HIS (ângulo da JEG); DRGE BYPASS GÁSTRICO MISTA RESTRITIVA Amplamente restritiva com má absorção discreta Técnica: - POUCH GÁSTRICO (30 ml) - Y de ROUX (75-150 cm) Complicações: - Deiscência Anastomose - Hérnia de Petersen: é um Buraco na raiz do mesentério - Deficiência de Fe/ B12/ B1 - A obstrução intestinal é uma complicação potencialmente fatal e pode ocorrer a qualquer tempo nos pacientes submetidos ao by-pass gástrico em Y de Roux. SCOPINARO MISTA DISABSORTIVA Técnica: Gastrectomia Horizontal Canal comum (50 cm) Colecistectomia Complicações:Todas do BYPASS... Desnutrição proteica SWITCH DUODENAL MISTA DISABSORTIVA Técnica: Gastrectomia Vertical Canal comum (100 cm) Colecistectomia Apendicectomia Complicações: Todas do BYPASS Desnutrição proteica As que + caem em prova: - Banda gástrica ajustável - Bypass - Scopinaro - Switch Duodenal As + utilizadas e indicadas pelo CFM: - Sleeve - Bypass QUAL ESCOLHER?? SLEEVE Deficiência Nutricional Prévia BYPASS GÁSTRICO DRGE E/OU DM TIPO 2 63 CIRURGIA VASCULAR ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL >> CONCEITOS GERAIS - ANEURISMA dilatação > 50% do diâmetro (> 3 cm) Se menor, chamamos de ECTASIA >> CLASSIFICAÇÃO - ANATOMIA: Fusiforme + comum Saculares risco de ruptura aumentado (propor cirurgia eletiva) - VERDADEIRO todas as camadas - PSEUDOANEURISMA hematoma pulsátil não contido por todas as camadas - ETIOLOGIA Aorta: Degenerativos aterosclerose >> CLASSIFICAÇÃO DO AAA TIPO I: INFRARRENAIS - + comum - segmento livre abaixo das renais TIPO II: JUSTARRENAIS - imediatamente após a emergência das renais TIPO III: PARARRENAIS - englobam a emergência das renais TIPO IV: TORACOABDOMINAIS - acima e abaixo da emergência das renais >> FATORES DE RISCO Tabagismo (8:1) Sexo masculino Idade avançada, raça branca, história familiar + Hipercolesterolemia, HAS, DPOC >> FATORES DE PROTEÇÃO DM, sexo feminino e negros >> CLÍNICA Assintomático: é um “achado” Massa pulsátil em linha média Dor abdominal vaga e inespecífica >> DIAGNÓSTICO - USG: o Diâmetro transverso e longitudinal o Rastreio, diagnóstico e seguimento O MS não preconiza o rastreio o Não avalia a ruptura em 50% dos casos - TC / Angio-TC o Delineamento preciso do AAA e diâmetro do lúmen o Relação com vasos renais e ilíacos o Avalia trombos e calcificações - Angio-RM o Ausência de radiação e sem contraste iodado o Não identifica calcificações - Arteriografia o Avalia a relação com outros vasos o Não identifica trombos >> SEGUIMENTO USG - 2,6 – 2,9 cm: repetir a cada 5 anos - 3,0 – 3,4 cm: a cada 3 anos - 3,5 – 4,4 cm: a cada 12 meses - 4,4 – 5,4 cm: a cada 6 meses - > 5,5 cm: cirurgia eletiva >> TRATAMENTO CLÍNICO - seguimento USG - SUSPENDER o tabagismo - + importante - controle da HAS e dislipidemia: ↓ do risco cardiovascular e não a taxa de expansão >> CIRURGIA ELETIVA – INDICAÇÕES Diâmetro > (>) 5,5 cm Crescimento > 0,5 cm / 6 meses ou > 1,0 cm / 1 ano Sintomático Complicações: infecção, embolização periférica Formação sacular >> REPARO ABERTO - Complicações: IAM e IRA >> REPARO ENDOVASCULAR - Comorbidades e risco cirúrgico ↑ - Anatomia Favorável - Vantagens no pós-op imediato - Resultados semelhantes no médio e longo prazo - Complicações: Sítio de punção: sangramento, hematoma, pseudoaneurisma ENDOLEAK: principal causa de falha Tipo I: falha na vedação proximal (IA) ou distal (IB) - TTO imediato Tipo II: + COMUM – enchimento retrógrado (lombares ou AMI) - TTO se dilatação embolização Tipo III: falha de 1 componente ou na vedação entre eles - TTO imediato Tipo IV: vazamento pelos poros da prótese - Auto-limitados, resolve após o fim da anticoagulação 64 Tipo V: dilatação na ausência de vazamento visível - Auto-limitados, resolve após o fim da anticoagulação RUPTURA DO AAA >> FATORES DE RISCO - Tabagismo (8:1) - Sexo feminino - Diâmetro inicial, crescimento rápido - HAS, transplante renal ou cardíaco, VEF1 ↓ - Aneurisma sacular >> CLÍNICA Massa pulsátil (presente em 1/3 dos casos) + Dor abdominal + Hipotensão >> DIAGNÓSTICO - Se estável Angio-TC >> TRATAMENTO - Intervenção Imediata - Estável e anatomia favorável ENDOVASCULAR - Instável Balão intra-aórtico * se favorável ENDOVASCULAR * Cirurgia convencional se: - Não controle do sangramento - Anatomia desfavorável - Sangramento após a endoprótese DISSECÇÃO DA AORTA TORÁCICA Rasgo na íntima, formando um falso lúmen na média >> FATORES DE RISCO - HAS (70%) - Aterosclerose (30%) - Uso de cocaína e crack - Atividade física extenuante - Doenças do tecido conjuntivo (Marfan, Ehlers-Danlos) - Valva aórtica bicúspide, coarctação da aorta e Sd de Turner - Gestação >> CLASSIFICAÇÃO STANFORD A Acomete a Aorta Ascendente B Não acomete a aorta ascendente DEBAKEY I Origem na ascendente e se estende por toda aorta II Limitada a aorta ascendente III Origem distal a subclávia E podendo ou não se estender para aorta abdominal IIIa não ultrapassa o Tronco celíaco IIIb ultrapassa >> CLÍNICA DOR > A Dor torácica, náusea e sudorese > B Dor região dorsal ou toracodorsal >> DIAGNÓSTICO Arteriografia vem sendo cada vez menos utilizada - ECO TT - ECO TRANSESOFÁGICO é o exame ideal > S 98% > E 90% > Ideal para pacientes instáveis - Angio-TC > 2 luzes >> TRATAMENTO - Suporte em terapia intensiva + Analgesia com opioide - Controle da FC e PAS FC < 60 bpm e PAS < 120 mmHg > Betabloqueador - labetalol > +/- nitroprussiato de sódio >> STANFORD A - Tratamento cirúrgico imediato Risco de tamponamento cardíaco e ruptura de aorta >> STANFORD B - Se estável, terapia medicamentosa - Cirurgia se: > Dor persistente ou dilatação aneurismática da aorta > Isquemia de órgãos > Propagação distal > Dissecção retrógrada até aorta ascendente DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA >> FATORES DE RISCO ATEROSCLEROSE Tabagismo, hipercolesterolemia, HAS, DM, dislipidemia, hiper-homocisteinemia e raça negra >> CLÍNICA - Claudicação intermitente: dor na panturrilha após alguns minutos de caminhada que alivia após 2-5 minutos de repouso - Síndrome de Leriche: oclusão bilateral ao nível do segmento aorto-ilíaco > Claudicação na panturrilha, coxa e nádegas > História de impotência - Isquemia Crítica dor em repouso - Úlcera isquêmica - Pele seca, brilhante e sem pelos - Pulsos ↓ MMII >> DIAGNÓSTICO - História + Fatores de Risco + Exame físico - Índice Tornozelo Braquial = ITB (em repouso e esforço) PAS – tornozelo / PAS braço Normal = 1,1 ± 0,1 Isquemia crítica < 0,4 - USG Doppler: Presença de estenose - Angio-TC e Angiografia: Angiografia é o padrão-ouro Avaliação pré-operatória 65 >> TRATAMENTO MEDIDAS GERAIS: - interromper o tabagismo - controle do DM - controle da dislipidemia estatinas (LDH < 100-70 mg/dL) - antiagregantes plaquetários ↓ eventos cerebrovasculares - controle da PA pode agravar a clínica do px CLAUDICAÇÃO INTERMITENTE - Exercício supervisionado - Cilostasol Antiagregante e vasodilatador INTERVENÇÃO - Sintomas significativos mesmo com as medidas conservadoras - Isquemia ameaçadora: isquemia crítica, úlcera que não cicatriza ENDOVASCULAR Angioplastia ± stent REVASCULARIZAÇÃO By-pass AMPUTAÇÃO Terapia de exceção OCLUSÃO ARTERIAL DOS MMII >> CAUSAS EMBOLIA - Fonte emboligênica: coração (Fibrilação atrial) - Locais: bifurcação femoral > bifurcação ilíaca > aorta > poplíteo - Tende a ser catastrófica com quadro + exuberante TROMBOSE - Doença aterosclerótica – evolução da DAP - Quadro + brando (colaterais) >> CLÍNICA Regra dos 6Ps Pain (DOR) Palidez Pulselessness (ausência de pulso) – a presença não afasta a possibilidade Parestesia Paralisia Poiquilotermia >> TRATAMENTO E CLASSIFICAÇÃO Proteção térmica do MMII: algodão ortopédicoHeparinização I Viável e sem ameaça Trombose Arteriografia + Trombolítico IIA Ameaça reversível com tratamento IIB Ameaça reversível com tratamento IMEDIATO Êmbolo Arteriotomia + Embolectomia III Irreversível RIGIDEZ Amputação 66 CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DIAGNÓSTICO Exame Físico + Laringoscopia Principal preocupação: está invadindo via aérea? Se Sim indicar radioterapia, não vai operar... Visível X Palpável >> BIÓPSIA x PAAF Visível Indicar Biópsia incisional Ex: tumor de língua, orelha, lábio Visível PAAF (acurácia de 85-90%) Ex: linfonodo cervical palpável, tumor dentro do nariz, tumor de parótida >> PAAF NÃO ATRAPALHA A CIRURGIA!! Não deu certo? Fazer Outra PAAF Não deu certo de novo BIÓPSIA CADEIAS LINFONODAIS SUBMENTO Ia e Ib LATERAL II, III e IV POSTERIOR V CENTRAL VI e VII REGIÕES ESPECÍFICAS EPIDERMOIDES Nariz e Nasofaringe Orofaringe Boca Esôfago Cervical Laringe NÃO EPIDERMOIDES Salivares Adenoma Pleomórfico (+ freq e unilat) Óuvido Carcinoma Basocelular Epidermoide Adenoide Cístico Pescoço Congênito (Cisto do Ducto Tireoglosso) Tireoide Papilífero x Folicular (já viu em endócrino) NARIZ E NASOFARINGE PACIENTE Homem – 50 anos – Trabalhador TIPO HISTOLÓGICO Espinocelular e Adenocarcinoma PALAVRA-CHAVE Níquel / Pó de Madeira – Espinocelular Epstein Barr – Nasofaringe BOCA PACIENTE Homem – 70 anos – Aposentado TIPO HISTOLÓGICO Epidermoide PALAVRA-CHAVE Dentadura – Líquen plano Fumo / Álcool OROFARINGE PACIENTE Homem – 60 anos – desnutrido TIPO HISTOLÓGICO Epidermoide PALAVRA-CHAVE Fumo – Álcool – HPV ESÔFAGO CERVICAL PACIENTE Homem – 60 anos – Disfagia TIPO HISTOLÓGICO Epidermoide PALAVRA-CHAVE Fumo – Álcool – Suporte Nutricional LARINGE PACIENTE Homem – 60 anos – Voz Rouca TIPO HISTOLÓGICO Epidermoide PALAVRA-CHAVE Fumo – Rouco – Radioterapia x Cirurgia SALIVARES PACIENTE Mulher – 45 anos – massa TIPO HISTOLÓGICO Adenoma Pleomórfico PALAVRA-CHAVE Preserva o nervo facial – PAAF OUVIDO (ORELHA) PACIENTE Otalgia – Otorreia – Paralisia – OMC TIPO HISTOLÓGICO Basocelular x Epidermoide x Adenoide Cístico PALAVRA-CHAVE Raios UV – Ressecção – Osso temporal – Retalho PESCOÇO PACIENTE Crianças – Móvel a deglutição TIPO HISTOLÓGICO Cisto do Ducto Tireoglosso – Higroma PALAVRA-CHAVE Cirurgia de Sistrunk (tira o cisto e todo o trajeto q ele percorre) Osso Hioide – Fístula Branquial Revisão Rápida do TEMA... Tumor visível Biópsia Incisional Massa palpável PAAF Cadeias linfonodais I a VII Epidermoides NOBEL Não epidermoides SÓ tem PesTi Palavras-Chave Epidermoides BOCA = Dentadura OROFARÍNGE = HPV / Álcool LARINGE = Tabagismo Salivares (Parótida) Adenoma Pleomórfico Preservar Nervo Facial Cistos congênitos Tireoglosso = SISTRUNK 67 CIRURGIA PEDIÁTRICA ABDOME AGUDO NA PEDIATRIA IDADE PRINCIPAL SUSPEITA Congênito Estenose hipertrófica de piloro Lactente Intussuscepção intestinal Pré-escolar Suboclusão por áscaris Escolar Apendicite CERVICAL CISTO TIREOGLOSSO Localização: na linha média, em qualquer lugar entre a base da língua e a tireoide. Causas: persistência do forame cego Diferencial: Cisto dermoide, Higroma cístico Clínica: massa indolor – móvel com a deglutição e extrusão da língua. Pode haver infecção do cisto. e protrusão – linha média – crescimento gradual Imagem: TC Cervical com contraste – USG cervical Tratamento: Indicado cirurgia: aumento do tamanho, infecção do cisto, presença de carcinoma (1 a 2%). Cirurgia de Sistrunk Resseca um pedaço do osso hioide PAREDE ABDOMINAL ONFALOCELE Herniação do conteúdo abdominal na LINHA MÉDIA, recoberta por saco peritoneal, com o cordão umbilical inserido no centro dessa massa; associação com trissomias e outras anomalias congênitas. - Malformações - Fechamento cirúrgico dos defeitos de pequeno e médio porte. - Onfaloceles gigantes podem ser tratadas por aplicação tópica dos agentes escarificantes, como pomada de iodopovidina, merbromina ou nitrato de prata, permitindo que o saco se espesse e epitelize gradualmente. GASTROSQUISE Defeito à DIREITA do umbigo (o coto umbilical é identificado em seu local anatômico) com as alças intestinais e outros órgãos abdominais podendo exteriorizar-se através dessa abertura, sem membrana peritoneal recobrindo o conteúdo exposto. - Atresia Intestinal - Fechamento primário é a conduta preferencial. No entanto, enxertos podem ser necessários. - Atenção ao risco de aumento na PIA. >> CONDUTA Indicação de Parto Cesáreo - SNG + Hidratação + ATB + Proteger conteúdo + CIRURGIA – Redução + Fechamento O TTO da onfalocele e da gastrosquise é realizado após estabilização da criança e início de ATBterapia profilática. As vísceras expostas e a membrana da onfalocele devem ser cobertas cuidadosamente por um envoltório plástico (silo) ou gaze com solução salina aquecida, hidratação e passagem de SNG. DIGESTÓRIO ATRESIA DE ESÔFAGO Epidemiologia: Familiar + Malformações (VACTREL) Vertebrais Anal (ânus imperfurado) Coração Traquéia (fístula traqueoesofágica) Rim Esôfago Limbs – membros (extremidades dos membros) >> CLINICA Sialorreia + Engasgo + Distensão abdominal Crises de cianose e asfixia / Passa a SNG e não passa >> TRATAMENTO IMEDIATA – Gastrostomia de urgência (para nutrir o paciente e descomprimir o TGI) DEFINITIVA – Anastomose ou Esofagocoloplastia ESTENOSE HIPERTRÓFICA DO PILORO Após a primeira semana de vida (entre 2ª e 8ª semana) >> CLÍNICA Inicia vômitos, NÃO BILIOSOS – “em jato” Desidratação Alcalose Metabólica (hipoclorêmica e hipocalêmica) Perda ponderal, diminuição da eliminação de fezes e diurese. Oliva Duodenal Palpável (massa palpável entre o umbigo e gradil costal) >> DIAGNÓSTICO RX – USG (Sinal do Alvo) 68 >> TRATAMENTO Tratamento dos distúrbios HE e desidratação. Após, cirurgia para correção da estenose: Pilorotomia extramucosa de Fredet – Ramstedt ATRESIA DUODENAL Nos primeiros dias de vida >> CLÍNICA Inicia vômitos BILIOSOS precoces Distensão abdominal importante Associação importante com SÍNDROME DE DOWN >> DIAGNÓSTICO Clínica + Radiografia de abdome Sinal da dupla bolha >> TRATAMENTO Tratamento dos distúrbios HE e desidratação. Após, cirurgia para correção da estenose: Duodeno- duodenostomia em “diamante” e busca ativa de estenoses sincrônicas. ENTEROCOLITE NECROSANTE Necrose isquêmica da mucosa intestinal Intolerância alimentar: aumento do resíduo intestinal, vômitos biliosos Distensão abdominal Sangramento retal >> DIAGNÓSTICO Radiografia simples: distensão de alça intestinal Pneumatose intestinal: gás na parede Sinal do alvo Aspecto miolo de pão Pneumopatia: gás no sistema porta Pneumoperitônio: ar livre na cavidade Sinal do crescente: abaixo do diafragma Sinal de Rigler: no entorno da parede das alças INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL É a causa + comum de obstrução intestinal no lactente Ocorre a invaginação intestinal dentro da própria luz do intestino. >> CLÍNICA Obstrução intestinal aguda em criança previamente hígida, com cólicas intermitentes, palidez,contração dos MMII, faces de sofrimento, vômitos e eliminação de fezes com muco e sangue (geléia de groselha). Massa em forma de salsicha >> DIAGNÓSTICO USG abdome: anéis concêntricos de camadas hipoecoicas e hiperecoicas alternantes, com porção central hiperecoica Sinal da “Rosquinha / Alvo / Olho de boi” >> TRATAMENTO Redução hidrostática (com enema baritado) ou pneumática. TTO: cirúrgico CI: sinal de isquemia intestinal, perfuração ou peritonite ou instabilidade hemodinâmica. VIAS BILIARES ATRESIA DAS VIAS BILIARES O QUE É? Vias biliares substituídas por FIBROSE Diferencial: Cisto do Colédoco Clínica: Icterícia – 2ª a 3ª semana Acolia fecal + Colúria (tardios) Imagem: USG – Afasta outros diagnósticos USG: vesícula biliar hipoplásica ou ausente / Sinal do cordão triangular Diagnóstico: CLÍNICA + USG + BIÓPSIA Tratamento: Cirurgia de KASAI (até 8/10ª sem) + TRANSPLANTE 69 RESPIRATÓRIO HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA H. MORGANI H. BOUCHDALEK Direita Esquerda Rara + comum (85%) >> CLÍNICA: Dispneia + MV ↓ + Abdome escavado Ictus desviado / Desconforto respiratório / Hipoplasia pulmonar >> DIAGNÓSTICO: USG pré-natal ou Rx após nascimento >> TRATAMENTO: LAPAROTOMIA OBLÍQUA SUBCOSTAL GENITOURINÁRIO CRIPTORQUIDIA >> DEFINIÇÃO: não descida testicular (50% direito) PREOCUPA? A partir dos 9 meses AO EXAME: Palpável: retrátil, ectópico ou inguinal Não Palpável: intra-abdominal ou ausente Acomete o testículo direito em metade dos casos, o esquerdo em 25% e é bilateral em 25%. Existe uma associação entre criptorquidia e outras malformações como a patência do conduto peritoneovaginal levando a hidrocele ou hérnia inguinal indireta. >> DIAGNÓSTICO: Exame Físico + Laparoscopia + Cariótipo >> COMPLICAÇÕES Infertilidade Neoplasia testicular >> TRATAMENTO: - Palpável, Retrátil ou Ectópico antes de 9 meses: Tto conservador: HCG IM ou GnRH IN – retráteis - > 9 meses, intra-abdominal, + difícil de descer: Orquidopexia (9-15 meses) ESCROTO AGUDO TORÇÃO ORQUITE Twist + Isquemia Infecção viral DOR abrupta DOR gradual Sinal de Phren – Sinal de Brunzele + Sinal de Phren + Reflexo cremastérico - Reflexo cremastérico + DOPPLER sem fluxo DOPPLER normal Orquidopexia Bilateral Tempo < 6 hs Cultura + Biópsia Sinal de Phren: elevação da bolsa escrotal – se melhora a dor é + Se não tem DOPPLER disponível, tratar todos como torção cirurgia Torção testicular: emergência urológica distorção + orquipexia bilateral. FIMOSE >> DEFINIÇÃO: prepúcio sem retração manual >> CAUSA: aderências fisiológicas – até 3 anos >> DIAGNÓSTICO: Exame físico >>TRATAMENTO: -até 3a: Betametasona 0,1% - 6 semanas (75%) - Postectomia (3 – 10 anos) (> fralda) INDICAÇÃO DE CX: Fimose cerrada – ITU/Balanite repetição >> PARAFIMOSE: redução manual imediata (Gelo + Vaselina) SARCOMAS DE PARTES MOLES São tumores mesenquimais originado em tecido conjuntivo >> LOCALIZAÇÃO Extremidades (60%) - + comum na Ext Proximal – Coxa – RM de extremidade Tronco (19%) – TC de tronco Retroperitôneo (15%) – TC de abdome >> TIPO HISTOLÓGICO Adulto: Lipossarcoma Criança: Rabdomiossarcoma alveolar >> CAUSA DE MORTE Metástase Pulmonar – Por isso tem q investigar – TC de tórax Metástase: fígado e ossos Se lesão pulmonar localizada fazer lobectomia >> DIAGNÓSTICO Se > 5 cm ou profunda – massa suspeita Core biopsy (central) ou incisional >> TRATAMENTO Ressecção Radical (margem de 1 a 2 cm) Baixo grau: ressecção radical Alto grau: avaliar tamanho, se < 5 cm ressecção QT pré-op. + ressecção + RT: > 5 cm, alto grau ou avançado. SARCOMA RETROPERITÔNEO >> DIFERENCIAL: Linfoma (LDH) e T.C.G (β-HCG ou AFP) >>TIPO HISTOLÓGICO Lipossarcoma + comum Leiomiossarcoma >> DIAGNÓSTICO TC de abdome (SEM BIÓPSIA – pois existe o risco de espalhar essa doença) RM >> TRATAMENTO Ressecção em BLOCO >> RECORRÊNCIA Novas ressecções (adjuvância ruim) TUMOR DESMOIDE >> COMPORTAMENTO Localmente agressivo >> LOCALIZAÇÃO: Extremidades Tronco >> FATOR DE RISCO Gestação e Gardner (PAF) >> DIAGNÓSTICO Core biopsy ou incisional >> TRATAMENTO Ressecção (function sparing) 70 TRAUMATO-ORTOPEDIA FRATURA: perda da continuidade óssea LUXAÇÃO: perda da congruência articular (“vai e fica”) ENTORSE: perda momentânea da congruência articular (“vai e volta”) FRATURAS ORTOPÉDICAS TERMINOLOGIAS Localização no osso - Osso longo: Epífise, diáfise, metáfise o Epífise: extremidade articular daquele osso o Diáfise: estrutura + intermediaria desse osso longo o Metáfise A região + vascularizada é a metáfise Metáfise é cuja fratura consolida com + rapidez O local do osso onde as bactérias + criam raízes é onde tem + vascularização Fise: cartilagem de crescimento localizada entre a metáfise e epífise (nas crianças) Lesão de partes moles Fratura fechada: + comum, não tem a lesão de partes moles associadas; o osso não cria contato com o meio externo. Fratura aberta (ou exposta): lesão de partes moles, o osso fica exposto. Denominações especiais - Fratura em galho verde (criança): apenas de um lado do osso, o córtex do outro lado “inverga” Fratura Incompleta (um lado quebra; outro amassa) - Fratura de Tórus (criança): amassa ao invés de quebrar - Fratura por estresse (ou fadiga): trauma crônico e repetitivo Ex: bailarina, soldado, corredores, maratonistas... - Fratura Patológica: em osso frágil por doença prévia Ex: Osteoporose, Mieloma Múltiplo, Hiperparatireoidismo Deve ser confirmada por métodos radiológicos, mas já é suspeitado Quando acontece com trauma de baixa intensidade/ energia Idoso em Queda de própria altura TRATAMENTO 1. REDUÇÃO (realinhar...) Manutenção da redução, da congruência do segmento ósseo fraturado - Fechada/ incruenta (por manipulação) - Aberta/ cruenta (cirúrgica) 2. ESTABILIZAÇÃO - Aparelho gessado - Cirurgia (fio, placa, parafuso, fixador externo, haste intramedular...) Redução tem que ser perfeita + anatômica e a Estabilização tem que ser a máxima COMPLICAÇÕES 1. DA FRATURA Lesão arterial (rara) Síndrome Compartimental (Contratura de Volkmann) Embolia Gordurosa / TEP Osteomielite 2. DO TRATAMENTO Consolidação viciosa (deformidade) mal realinhado, não teve estabilização bem feita o TTO: se for esteticamente imperfeito Tem que fraturar de novo para uma nova redução + estabilização Pseudo-artrose (não-consolidação) quando não acontece consolidação depois de 9 meses As vezes a consolidação não acontece porque teve uma falha na estabilização AS FRATURAS DA PROVA Fratura exposta: saber reconhecer e tratar... Fraturas fisárias/ da placa de crescimento FRATURA EXPOSTA É quando o fragmento ósseo tem contato com o meio externo. A maior preocupação dessa fratura é com a infecção, podendo complicar até com osteomielite Buscar gotículas de gordura misturada com o sangue usada para reconhecer se foi mesmo uma fratura exposta, porque as vezes o osso pode ter sido exposto e voltou ao lugar... TRATAMENTO 1. ATLS Tratar o px como qualquer outra vítima de trauma Sala de trauma não é local para abordar fratura exposta pela contaminação 2. Curativo estéril (minimizar grau de contaminação) + imagem radiológica (para confirmar a fratura e estabelecer a conduta) 3. ATB (idealmente em até 3 horas) Profilaxia antitetânica 4. Cirurgia (em até 4-6 horas) Se > 6 hs já houve contaminação no foco da fratura considera como INFECTADA FEITO NO CENTRO CIRÚRGICO: Desbridamento Limpeza Mecânica (mínimo 10L)– irrigação e lavagem com soro fisiológico e sabão Estabilização da fratura EXEMPLO: Quando tem uma lesão vascular + fratura de osso Tratar 1º o que é + grosseiro = realinhação ortopédica e depois fazer a sutura vascular q é + delicada CLASSIFICAÇÃO DE GUSTILLO-ANDERSON TIPO FERIDA (exposição) CONTAMINAÇÃO / LESÃO DE PARTE MOLES ATB I < 1 cm PEQUENA Cefalosporina de 1ª geração (Cefazolina) II 1 – 10 cm MODERADA III > 10 cm GRANDE IIIA: cobertura cutânea possível IIIB: exige retalho IIIC: lesão arterial / vascular + Aminoglicosídeo (ou: Cefalosporina de 3ª geração) * se área rural: + penicilina Se ocorrer em Ambiente Rural ou PAF de alta energia: grupo III ORTOPEDIA 71 FRATURA FISÁRIA Fise de crescimento FISE: entre epífise e metáfise Salter-Harris Descrição Tratamento I Fratura na própria fise Redução Fechada + Gesso (conservador) II (+ comum) Fratura na fise e metáfise (Sinal de Thurston-Holland) III Fratura na fise e epífise Redução aberta + Fixação interna IV Fratura atravessa epífise, fise e metáfise V Compressão da Fise (em geral, não vista no rx) Cirurgia: ↓ deformidade FRATURA DE FÊMUR PROXIMAL POSTURA: encurtamento e rotação externa LUXAÇÃO O osso saiu fora do lugar (“vai e fica”) Existem 2 urgências ortopédicas: FRATURA EXPOSTA e LUXAÇÃO Urgência ortopédica maior do que uma fratura!!! LUXAÇÃO DA PROVA Luxação da cabeça do rádio PRONAÇÃO DOLOROSA CAUSA: Elevar criança com membro superior estendido CLÍNICA: membro em pronação fixa TRATAMENTO 1. Manobra de Redução - Supinação e Flexão Luxação posterior do quadril Causa típica: batida de carro Postura: em adução e rotação interna Riscos: lesão do nervo ciático, necrose avascular, osteoartrite TTO: Manobra de Allis e M. de Stimsom ENTORSE ENTORSE DO TORNOZELO + comum: Lateral (Inversão) LESÃO: Ligamento Talofibular anterior TRATAMENTO RICE Repouso Ice (Gelo) Compressão Elevação LESÃO TIPOS TRATAMENTO Fratura exposta Gustillo I (< 1cm) Desbridamento Curativo Estéril + ATB Lavagem (10 L) Cirurgia *Antitetânica Cefa de 1ª (cefazolina) Gustillo II (1-10 cm) Acrescentar: Aminoglicosídeo *Rural: + penicilina Gustillo III (> 10 cm) Fratura da Fise Salter-Harris I/ II Redução fechada + gesso Salter-Harris III/ IV Redução aberta + Fixação interna Salter-Harris V Cirurgia: ↓ deformidade Luxação Lembrar pediatria: Pronação dolorosa (cabeça do radio) Reduzir (urgência!!!): cotovelo (N. ulnar) / Joelho (A. Poplítea) / Quadril (N. ciático) Entorse Lembrar: entorse lateral do tornozelo RICE: Repouso/ Ice (Gelo)/ Compressão/ Elevação COTOVELO Nervo Ulnar JOELHO Art. Poplítea, Nervo fibular QUADRIL Nervo ciático 72 OSTEOMIELITE Infecção óssea do osso 1. Contiguidade (pé diabético, fratura exposta, cirurgia, celulite...) – 80% 2. Hematogênica (+ comum em criança) – na METÁFISE dos ossos FISIOPATOLOGIA Inflamação óssea ↑ pressão intraóssea Isquemia/ Necrose Sequestro Ósseo (maior marca da cronificação) CONDUTA 1. História Clínica 2. Laboratório (↑ PCR; ↑↑↑ VHS) 3. Rx SIMPLES (altera com 10-14 dias) Se normal: outro exame (RM, em geral) 4. Drenagem Cirúrgica (desbridamento cirúrgico ou punção) 5. ANTIBIÓTICO *Cronificação = Cirurgia (Sequestrectomia) RADIOGRAFIA Elevação e espessamento do periósteo (Periostite) Lesão Lítica (Cavidade hipertransparente) OSTEOMIELITE HEMATOGÊNICA AGUDA + comum da prova Meninos/ metáfise de ossos longos (fêmur, tíbia) - Todas as faixas etárias (S. aureus): Oxacilina - Recém-Nascido (S. aureus, Streptoccoccus do grupo B, gram-negativos): oxacilina e gentamicina (ou cefalosporina de 3ª/4ª geração) - Anemia Falciforme (Salmonella): Ceftriaxone * Cobrir Pseudomonas se osteomielite associada à lesão penetrante do pé! TUMORES ÓSSEOS PRIMÁRIOS Dor e Proeminência (Semanas a meses) BIÓPSIA OBRIGATÓRIA o Osteossarcoma adolescentes e crianças o Sarcoma de Ewing o Condrossarcoma + comum em pxs > 40 anos OSTEOSSARCOMA Adolescente e adulto jovem (10-25 anos) Metáfise de ossos longos: fêmur distal, tíbia proximal, úmero proximal... Formação de ossos novos imaturos: ↑ fosfatase Radiografia: Triângulo de Codman/ Raios de Sol PS: não é patognomônico + é bem característico desse câncer TRATAMENTO Cirurgia + quimioterapia (neo/ adjuvante) Resposta ruim à radioterapia SARCOMA DE EWING Criança e adolescente (5-15 anos) / raça branca Pelve e diáfise de ossos longos (fêmur, tíbia, úmero) Radiografia: Lesão permeativa (ou “roído de traças”) Reação periosteal em “Casca de Cebola” TRATAMENTO 1. QT neoadjuvante 2. Cirurgia 3. QT adjuvante 4. RT Se: sem margem cirúrgica livre de lesão LESÃO PACIENTE LOCALIZAÇÃO RADIOGRAFIA CONDUTA Osteo- sarcoma Adolescente e adulto jovem Metáfise de ossos longos (ex: fêmur) Triangulo de Codman Raios de sol QT + cirurgia Sarcoma de Ewing Criança e adolescente Pelve + diáfise de ossos longos (ex: fêmur) Lesão permeativa Casca de cebola QT + cirurgia + RT Condro- sarcoma Adulto (>40-60a) Pelve e fêmur proximal Cortical espessa Cirurgia Metástas e óssea BLÁSTICA: próstata, carcinoide, oat cell, Hodgkin LÍTICA: pulmão (exceto oat cell), melanoma, mieloma, tireoide, linfoma não-Hodgkin, renal 73 ORTOPEDIA PEDIÁTRICA Desenvolvimento do membro inferior: Primeiros 2 anos: deformidade em vago 2-6 anos: deformidade em valgo DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL Imaturidade articular: Articulação INSTÁVEL >> FATORES DE RISCO História familiar Sexo feminino Apresentação pélvica Oligodramnia Gemelaridade Algumas regiões na europa: norte da itália, Alemanha >> DIAGNÓSTICO Manobras feitas em RN Manobra de Barlow Quadril Luxável Adução do quadril + Pressão posterior (POSITIVO: palpa luxação) Durante a Manobra provoca a luxação Manobra de Ortolani Quadril Luxado Abdução do quadril (POSITIVO: click/ estalido por conta da redução) “Corrige” a luxação Confirmar com USG Avaliar a gravidade >> Sinal de Galeazzi – membro curto Se > 2-3 meses Limitação da abdução do quadril / Joelho mais baixo >> Sinal de Peter Bade: prega assimétrica >> Sinal de Hart: limitação da abdução >> CONFIRMAÇÃO USG (ideal < 4-6 meses) A época ideal p confirmar o diagnóstico é na 2ª semana de vida USG do quadril >> TRATAMENTO Suspensório de Pavlik Quadril em abdução e flexão Por 6 semanas, consegue melhorar a formação da articulação, para que não fique mais instável DOENÇA DE LEGG-CALVÉ-PERTHES Necrose avascular da cabeça femoral >> CAUSA: idiopática Doença auto limitada Osso neoformado, depois de um tempo não tem mais nada, se restabelece sozinha >> FISIOPATOLOGIA Isquemia idiopática da cabeça femoral Revascularização com remodelação defeituosa Incongruência articular: artrose na vida adulta >> CLÍNICA Menino branco 2-12 anos (pico entre 5-7 anos) Claudicação Dor: virilha, face interna da coxa e do joelho Dificuldade de rotação interna e abdução do quadril >> DIAGNÓSTICO Rx Quadril: Incidência em AP e Incidência de Lauenstein (posição de rã) permite visualizar articulação do quadril DX: Colapso da epífise femoral + ↑ espaço articular>> TRATAMENTO Contenção da cabeça femoral junto ao acetábulo: Imobilização (órtese) ou cirurgia SINOVITE TRANSITÓRIA DO QUADRIL Patologia ortopédica + cobrada nas provas >> CONCEITO Artrite reativa após infecção + comum em meninos (3-8 anos) >> CLÍNICA Criança com claudicação, dor no quadril irradiando para coxa e joelho (lembra Doença de Perthes) 7-14 dias após infecção respiratória viral Dx diferencial: artrite séptica (USG) >> CONDUTA Repouso + Analgésico + AINE EPIFISIÓLISE OU EPIFISIOLISTESE Deslizamento da epífise da cabeça femoral (através da fise) >> CLÍNICA Menino 10-16 anos / pardo ou negro Claudicação Limitação da rotação interna, flexão e abdução do quadril Dor: virilha, quadril e joelho Sinal de Drehman: na flexão do quadril também ocorre rotação externa 74 >> DIAGNÓSTICO Rx (AP e “De rã”) LINHA DE KLEIN: porção superior do colo do fêmur Sinal de Trethowan >> TRATAMENTO Epifisiodese: fixação através de parafuso DOENÇA DE OSGOOD-SCHLATTER Inflamação da tuberosidade da tíbia induzida por isquemia Epifisite tibial proximal >> CLÍNICA Menino 8-15 anos; praticamente de esporte Dor + tumoração tibial anterior >> DIAGNÓSTICO Clínica + Rx Tumoração tibial anterior + Fragmentação da tuberosidade tibial >> CONDUTA CONSERVADORA Repouso + Analgésico + AINE + Joelheira PARA FIXAR O CONTEÚDO QUESTÃO DE PROVA Ordem correta de uma tala gessada: - Malha tubular - Algodão ortopédico - Gesso - Faixa crepe DOENÇAS CONCEITO CARACTERÍSTICAS TTO Displasia do Desenv do quadril Facilidade de luxação do quadril Barlow e Ortolani alterados Sinal de Galeazzi Aparelho suspensor de Pavlik Legg- Calvé- Perthes Necrose avascular Menino Claudicação Dor: virilha, quadril ou joelho 2-12 anos Conter articulação Sinovite transitória do quadril Idiopática Pós- infecção Repouso + AINE Epifisiólise (femoral) Deslize da epífise 10-16 anos Rx: linhas de klein Fixar com parafuso Osgood- Schlatter Epifisite da tíbia Dor / edema / tumoração na tíbia proximal Repouso