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DESCRIÇÃO
Os paradigmas da Educação Especial desde o modelo de segregação, a integração social à
proposta de inclusão e o diálogo com as políticas e ações do período de adequação ao
processo de atendimento às pessoas com deficiências.
PROPÓSITO
Conhecer a Educação Especial e a Educação Inclusiva, seus diálogos e diferenças
fundamentais contribuirá para a reflexão de professores que atendem pessoas com
necessidades específicas de aprendizagem e de produção de conhecimento.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Definir a Educação Especial e seu processo de segregação e integração
MÓDULO 2
Reconhecer a Educação Inclusiva como política educacional e suas consequências
MÓDULO 3
Identificar diferentes práticas e estratégias para a Educação Inclusiva
INTRODUÇÃO
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, observe as imagens a seguir que representam os
processos de exclusão, segregação, integração e inclusão de pessoas com deficiência.
Imagem: Laíza Cabral.
 Infográfico demonstrativo dos processos de exclusão, segregação, integração e inclusão.
Neste tema, conheceremos a Educação Especial e seus paradigmas desde o modelo de
segregação, passando pela integração com a criação das escolas especiais até a proposta de
inclusão.
Reconheceremos a Educação Inclusiva como uma política educacional brasileira e o quanto as
práticas educacionais e docentes foram modificadas a partir da Declaração de Salamanca
(1994). A Educação Especial na perspectiva inclusiva concebe o espaço escolar como um local
capaz de atender a todos os sujeitos, assegurando o direito de aprender e considerando as
especificidades de cada um. A Educação Inclusiva garante a aprendizagem das pessoas com
deficiências desde a Educação Infantil até o Ensino Superior.
Por fim, identificaremos as diferentes práticas e estratégias para a Educação na perspectiva
inclusiva em diálogo com o ensino colaborativo; a importância da mediação entre pares; a
necessidade de um Plano de Ensino Individualizado (PEI) e as estratégias comunicativas para
estudantes sem fala funcional utilizando a comunicação alternativa.
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA
Resolução da ONU sobre a questão da mudança da perspectiva da Educação Especial,
direcionando-a a uma perspectiva inclusiva.
MÓDULO 1
 Definir a Educação Especial e seu processo de segregação e integração
javascript:void(0)
A EDUCAÇÃO ESPECIAL
Neste vídeo, apresentaremos os caminhos percorridos pela Educação Especial através dos
anos.
EDUCAÇÃO ESPECIAL: ORIGEM E
IMPORTÂNCIA
Antes de iniciarmos o diálogo sobre Educação Especial, precisamos ter em mente alguns
marcos importantes:

Durante a Idade Média (séculos V a XV), as pessoas com deficiências eram excluídas da
sociedade.
Somente a partir do período renascentista (XIV a XVI), com o desenvolvimento do
pensamento científico, surge alguma preocupação em relação às pessoas com deficiências,
mas o preconceito e a discriminação continuavam presentes.


A partir dos séculos XVII e XVIII, inicia-se um movimento assistencialista, em hospitais, voltado
para as pessoas com deficiências, principalmente para aquelas mutiladas nas guerras, para os
surdos e os cegos.
No Brasil, a Educação Especial surge no século XIX com uma composição assistencialista,
mas também com um olhar para os serviços especializados. Somente no século XX iniciam-se
ações educativas às pessoas com deficiências.

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BRASIL
No Brasil, destacam-se ações de D. Pedro II, com a fundação de escolas para esse fim,
como o Imperial Instituto dos Meninos Cegos – atual Instituto Benjamin Constant.
Pensar a Educação Especial nos faz refletir sobre sua importância, marcos históricos,
transformações e embates políticos voltados a necessidades, demandas, visibilidades e ao
desenvolvimento das pessoas com deficiências. Assim, segundo Montoan (1998), o processo
histórico da Educação Especial no Brasil pode ser dividido em três períodos:
1854 A 1956
Ações de investimentos privados.
1957 A 1993
Ações de âmbito nacional.
1993
Ações a favor da inclusão.
Compreendemos a Educação Especial como uma modalidade da educação escolar e como um
processo educacional que parte de propostas pedagógicas que devem assegurar os recursos e
os serviços educacionais especiais.
Esses serviços especializados são necessários para apoiar os serviços educacionais comuns,
muitas vezes complementados e, até mesmo, substituídos para garantir a educação escolar e
potencializar o desenvolvimento dos estudantes que apresentam necessidades educacionais
especiais.
javascript:void(0)
javascript:void(0)
javascript:void(0)
SEGREGAÇÃO
Imagem: Laíza Cabral.
 Infográfico demonstrativo do processo de segregação.
A imagem anterior representa o paradigma da segregação. No primeiro período, de 1854 a
1956, entendia-se que as pessoas com deficiências precisavam estar protegidas e cuidadas
em ambientes separados. Assim, embora muitos hospitais e clínicas de reabilitação
acolhessem essas pessoas, a invisibilidade dos sujeitos com deficiências era marcante na
sociedade.
Podemos dizer que a Educação Especial se constituiu a partir de um modelo clínico, em que os
médicos viram a necessidade de escolarização das pessoas com deficiências, mesmo com
foco terapêutico. Nessas instituições especializadas, os atendimentos passavam pela
Psicologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, entre outras.

A EDUCAÇÃO ESCOLAR NÃO ERA CONSIDERADA
PRIORITÁRIA, OU MESMO POSSÍVEL,
PRINCIPALMENTE PARA AQUELES COM
DEFICIÊNCIAS COGNITIVAS, MÚLTIPLAS OU
DISTÚRBIOS EMOCIONAIS SEVEROS. O TRABALHO
EDUCACIONAL ERA VOLTADO PARA A AUTONOMIA
NAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA (AVD) E RELEGADO
A UM INTERMINÁVEL PROCESSO DE PRONTIDÃO
PARA A ALFABETIZAÇÃO, SEM MAIORES
PERSPECTIVAS, JÁ QUE NÃO HAVIA EXPECTATIVAS
DE QUE ESSES INDIVÍDUOS INGRESSASSEM NA
CULTURA LETRADA FORMAL.
(GLAT & BLANCO, 2007, p. 19-20)
No final do século XIX, houve um marco histórico na Educação Especial no Brasil. Em 1854, foi
criado o Instituto dos Meninos Cegos, hoje conhecido como Instituto Benjamin Constant (IBC),
na cidade do Rio de Janeiro. Após três anos, em 1857, foi criado o Instituto Nacional de
Educação de Surdos (INES) na mesma cidade.
Foto: Carlos Luis M C da Cruz/WikimediaCommons/Domínio Público.
 Instituto Benjamin Constant.
 SAIBA MAIS
No decorrer dos anos, a Educação Especial evoluiu no país e algumas medidas e campanhas
foram criadas. Por meio do Decreto nº 42.728, de 3 de dezembro de 1957, foram criadas a
Campanha para Educação do Surdo no Brasil e a Campanha Nacional de Educação e
Reabilitação dos Deficientes Visuais com a finalidade de reabilitar, mas também educar
Surge, então, um diferente pensamento sobre o espaço social ocupado pelas pessoas com
deficiências, o que trouxe redemocratização, políticas públicas e qualidade nos serviços e
atendimentos.
INTEGRAÇÃO
Imagem: Laíza Cabral.
 Infográfico demonstrativo do processo de integração.
O paradigma da integração oferecia aos estudantes com deficiências um ambiente menos
“isolado”. Os estudantes das classes especiais e das escolas especiais eram preparados para
entrar nas classes regulares das escolas e o atendimento especializado era oferecido de
maneira paralela. No posterior ao Decreto nº 42.728, de 3 de dezembro de 1957, a busca por
práticas, estratégias e intervenções era questionada e pensada com um olhar menos
segregado. No entanto, o “problema” persistia: o estudante continuava segregado, isolado em
escolas ou classes especiais por não conseguirem acompanhar as turmas regulares. Muitas
vezes, o estudante era responsabilizado pelo insucesso da escola e pelo fracasso na
aprendizagem.
 ATENÇÃO
Um outro aspecto desse modelo da Integração era a ausência de diálogo entre os professores.
Não havia troca de informações e reflexões entre os professores da sala de recursos e da
classe comum — a responsabilidade pelos conteúdos escolares ficava com o professor
especializado da sala de recursos. Os estudantes com deficiências continuavam “excluídos”na
própria escola.
A crítica contra esse paradigma, assim como as buscas para melhorias no desenvolvimento e
aprendizagem dos sujeitos foram caminhando para uma nova proposta: a Educação Inclusiva ,
que veremos no próximo módulo.
EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA
Vamos entender alguns pontos trabalhados até agora neste bate-papo com os professores
Rodrigo Rainha e Carla Marçal.
 Passe o cursor na frase abaixo. Objeto com interação, clique.
SAMOV RFETELIR? VAMOS REFLETIR? - FOI
ESTRANHO TENTAR ENTENDER E NÃO
CONSEGUIR NÃO É?
É difícil entender a Educação Especial? É uma dificuldade social, construída pelo olhar
da sociedade?
Até menos de dois séculos atrás, as crianças que nasciam com necessidades diferenciadas
eram vistas como um problema. Muitas ficavam escondidas dentro de casa, porque, por fatores
religiosos e sociais, eram consideradas “uma punição à família”. A ideia de que poderiam se
inserir na sociedade parecia absolutamente distante da realidade.
Mesmo que disfarçassem as suas necessidades, as pessoas com deficiências eram entendidas
como incapazes. Elas eram expurgadas da escola porque “não tinham condição de
desenvolver o aprendizado da mesma forma que os demais”. Graus diferentes de autismo,
síndromes, traumas, nada disso era objeto da escola em sua função de ensinar os conteúdos
— e os que não acompanhavam eram excluídos, fosse em turmas ou mesmo em ambientes
educacionais próprios.
O filme Forrest Gump ilustra bem esta situação, em que o sujeito, por ter QI abaixo do
considerado mínimo, deve ir a uma escola que o estigmatiza: de um lado, uma escola
excludente e, de outro, uma escola especial que o deixaria ainda mais marcado.
Centros de excelência de Educação Especial foram constituídos e instrumentalizaram de forma
singular os grupos para sua integração. Dessa forma, o aprendizado de Braille ou Libras, o
domínio da utilização de piso tátil, a conscientização dos direitos individuais são vitórias
poderosas que devem ser historicizadas. Esse tipo de olhar para Educação Especial ratifica a
sua função e seu papel social no desenvolvimento de habilidades e competências.
Imagem: Paramount Pictures/ Guerradepipoca©.
 Pôster do filme Forrest Gump.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. REFLETIMOS SOBRE O PROCESSO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E SEU
SURGIMENTO NO SÉCULO XIX NO BRASIL COM UMA COMPOSIÇÃO
ASSISTENCIALISTA, MAS TAMBÉM DE SERVIÇOS ESPECIALIZADOS.
PODEMOS DIZER QUE A EDUCAÇÃO ESPECIAL TEM SUA IMPORTÂNCIA
POR:
A) Garantir que as pessoas com deficiências usufruam de seus direitos na sociedade com
limitações dos espaços públicos.
B) Proporcionar a integração dos sujeitos com deficiências em atividades sociais, culturais e
educacionais restritas de acordo com as limitações.
C) Ressignificar o processo de redemocratização sem modificar os serviços de atendimentos
oferecidos para a população com deficiência.
D) Trazer transformações e embates políticos voltados às necessidades, demandas,
visibilidades e desenvolvimento das pessoas com deficiências.
E) Continuar permitindo a invisibilidade dos sujeitos com deficiências na sociedade.
2. O PROCESSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL É MARCADO
POR PARADIGMAS EDUCACIONAIS QUE TRAZEM DIFERENTES
PRÁTICAS E CONCEPÇÕES. DIALOGAMOS SOBRE O PARADIGMA DA
SEGREGAÇÃO E DA INTEGRAÇÃO E PERCEBEMOS QUE AMBOS
CONTRIBUEM PARA O DESENVOLVIMENTO DOS SUJEITOS COM
DEFICIÊNCIAS E PARA SIGNIFICATIVAS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO.
QUANTO AO PARADIGMA EDUCACIONAL DA INTEGRAÇÃO, PODEMOS
DIZER QUE:
A) Propunha oferecer aos estudantes um ambiente escolar o menos restritivo possível.
B) Preparava os estudantes para ingressarem em classes regulares e, assim, não mais
precisavam de atendimentos especializados.
C) As práticas tradicionais da Educação Especial continuavam presentes e não eram
questionadas.
D) Os estudantes com deficiências não eram segregados e excluídos, mesmo não
apresentando condições de acompanhar as turmas regulares.
E) A falta de diálogo entre os professores de sala de recursos e sala regular continuava
presente, no entanto, a responsabilidade pela aprendizagem dos estudantes ficava com o
professor da sala regular.
GABARITO
1. Refletimos sobre o processo da Educação Especial e seu surgimento no século XIX no
Brasil com uma composição assistencialista, mas também de serviços especializados.
Podemos dizer que a Educação Especial tem sua importância por:
A alternativa "D " está correta.
A Educação Especial trouxe mudanças na vida de sujeitos com deficiências, proporcionando
visibilidade e crescimento como indivíduos e como cidadãos dotados de direitos na sociedade.
Da mesma maneira, trouxe melhores condições de vida e serviços especializados.
2. O processo histórico da Educação Especial é marcado por paradigmas educacionais
que trazem diferentes práticas e concepções. Dialogamos sobre o paradigma da
segregação e da integração e percebemos que ambos contribuem para o
desenvolvimento dos sujeitos com deficiências e para significativas mudanças na
Educação. Quanto ao paradigma educacional da Integração, podemos dizer que:
A alternativa "A " está correta.
A Educação Especial é um processo histórico com diferentes paradigmas educacionais. Houve
mudanças significativas no período da Integração. No entanto, os estudantes com deficiências
continuavam excluídos do processo educacional, e a falta de diálogo entre os professores
permanecia. Além disso, a responsabilidade pela aprendizagem dos estudantes era do
professor da sala de recursos.
MÓDULO 2
 Reconhecer a Educação Inclusiva como política educacional e suas consequências
EDUCAÇÃO INCLUSIVA – UM DESAFIO
MUNDIAL
Neste vídeo, apresentaremos os desafios enfrentados pela Educação Inclusiva no mundo.
O QUE MUDA COM A EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
A Educação Inclusiva defende que os estudantes sejam inseridos nas classes regulares
independentemente de qualquer deficiência. A escola é responsável por todo atendimento
diferenciado e precisa garantir o direito de aprender considerando as especificidades de cada
aluno, suas necessidades motoras, visuais, cognitivas e linguísticas.
A política educacional inclusiva refere-se à responsabilidade dos governos e sistemas
escolares com a qualificação de todas as crianças e jovens, sobretudo no que tange aos
valores, conceitos e experiências voltadas para o processo de ensino e aprendizagem. Assim,
os estudantes com necessidades educacionais especiais têm a oportunidade de aprendizado
nos mesmos espaços das pessoas que não apresentam deficiência. Para isso, é necessária a
adequação das propostas pedagógicas para potencializar habilidades e competências,
superando as dificuldades sociais, linguísticas e motoras dos sujeitos.
DELARAÇÃO DE SALAMANCA
A Declaração de Salamanca (Espanha, 1994) é um marco histórico para a Educação
Inclusiva. Essa resolução das Nações Unidas trata dos princípios, políticas e práticas em
Educação Especial e apresenta os “Procedimentos-padrão das Nações Unidas para a
Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiência”.
O documento aborda a educação para todos, pautada nos direitos humanos, colocando o
sujeito como centro de todo o processo educativo. Gerencia também questões políticas, a fim
de discutir e propor políticas de Educação Especial com o objetivo de garantir o acesso à
escola às pessoas com deficiências.
Foto: Shutterstock.com.
Segundo essa linha de ação, as escolas devem acolher todas as crianças independentemente
de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou linguísticas. Devem acolher
crianças com deficiência e crianças bem-dotadas, crianças que vivem nas ruas e que
trabalham, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de outros grupos ou
zonas desfavoráveis ou marginalizadas (UNESCO, 1994, p. 17-18).
A Educação Inclusiva é a política educacional do Brasil. Ela surge após o paradigma da
integração, período em que, como vimos, o processo de exclusão acontecia no interior da
própria escola, apesar de muitasconquistas, reflexões e debates. Há muitos desafios a serem
enfrentados em nosso país, especialmente em relação à questão estrutural, econômica, social
e de formação inicial e continuada de professores. Para isso, o diálogo e a busca por melhorias
desse paradigma são necessários.
Foto: Shutterstock.com.
Para as escolas, os desafios são grandes. É preciso uma reestruturação desde sua
organização até o Projeto Político Pedagógico (PPP) com mudanças avaliativas, metodologias
e estratégias de ensino. É preciso uma nova cultura escolar. Segundo Guthierrez e Walter
(2020), faz-se necessário pensar a Educação Inclusiva para além da matrícula do aluno com
deficiência na turma comum. Mais que um espaço para socialização e convivência, a escola é
um local que favorece a aprendizagem e os conteúdos socialmente valorizados para todos os
estudantes do ano de escolaridade. Mas, para isso, é fundamental refletir sobre acessibilidade
curricular.
ACESSIBILIDADE CURRICULAR
Para que haja aprendizagem e para que a educação seja inclusiva, é fundamental a
acessibilidade curricular. Ela garante modificações nos objetivos, nas metodologias e no
conteúdo das disciplinas, mas também na didática do professor, sobretudo em relação ao
tempo e às estratégias na organização das avaliações. Sem acessibilidade não é possível
atender às diversidades e eliminar as práticas excludentes na escola.
Foto: Shutterstock.com.
Proporcionar uma educação para todos em termos de igualdade de direitos e oportunidades
significa oferecer um ambiente educacional favorável às diferentes formas de aprender. Para
isso, é preciso um Atendimento Educacional Especializado (AEE) para realizar a flexibilização
da prática educacional para atender a todos, como, por exemplo, a atuação de professores
mediadores na escola junto a estudantes com necessidades especiais
PERCURSO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
APÓS A DÉCADA DE 1990
Após a Declaração de Salamanca, em 1994, a Educação Inclusiva passou a se estruturar
seguindo diferentes aspectos e legislações.

POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA
PERSPECTIVA INCLUSIVA
Trouxe a definição do público-alvo da Educação Especial: alunos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades/superdotação. Além de especificações
quanto à realização do atendimento no contraturno à escolarização, na própria escola ou em
centros de Atendimento Educacional Especializado (AEE), de forma complementar ou
suplementar (BRASIL, 2008a). É importante destacar que, até este momento, o atendimento
era visto “como um tipo de educação que, eventualmente, poderia substituir a educação no
ensino regular” (KASSAR, 2011, p.65)
DECRETO Nº 6.571/2008
Após a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, houve mudanças para
a realização do Atendimento Educacional Especializado para a sala de recursos multifuncionais
da própria escola (onde o aluno é escolarizado) ou de outra, além de estabelecer a dupla
contabilização pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e
de Valorização dos Profissionais da Educação – para o aluno matriculado na classe regular e
no atendimento educacional especializado (BRASIL, 2008b; PLETSCH, 2010, 2014; KASSAR,
2011).


DECRETO Nº 7611/2011
A proposta da Política Nacional foi reafirmada, além do apoio técnico e financeiro às
“instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação
exclusiva na Educação Especial, conveniadas com o Poder Executivo competente” (BRASIL,
2011, Artigo 14°).
NOTA TÉCNICA Nº 4
Emitida em 2014, a nota técnica nº 4 foi considerada como um princípio de independência do
modelo clínico, tendo em vista que seu texto ressalta a não obrigatoriedade de apresentação
de laudo médico para a realização do atendimento educacional especializado (ARAÚJO,
OLIVEIRA & PLETSCH, 2014). Isso é muito importante, pois sabemos que muitas instituições
de ensino ficam aguardando o laudo para iniciar as intervenções necessárias. Portanto,
frisamos que não há obrigatoriedade do laudo médico para o início das intervenções
pedagógicas diferenciadas.

Assim, a Educação Inclusiva é compreendida por um processo progressivo da entrada e da
permanência do estudante com deficiência na escola comum. Mas também é necessário
pensar, refletir e proporcionar uma formação inicial e continuada aos professores .
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Neste bate-papo, os professores Rodrigo Rainha e Carla Marçal discutem um pouco mais
sobre Educação Inclusiva como política educacional do Brasil.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. (CEFET, 2014) A PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA TRAZ
COMO PREMISSA A PREVALÊNCIA DE UM ÚNICO SISTEMA EDUCATIVO
PARA TODOS, OU SEJA, A INCLUSÃO DE:
A) Todo e qualquer tipo de deficiência ou alta habilidade, na escola de Educação Especial.
B) Todas as crianças com deficiências mentais e físicas, na escola de Educação Especial.
C) Todas as crianças com deficiências ou necessidades educativas especiais, na escola
regular.
D) Crianças surdas e cegas na escola de Educação Especial, a partir do ensino obrigatório de
Braille e da Língua de Sinais.
E) Crianças com necessidades educativas especiais, em turmas de Educação Especial da
escola regular.
2. (SEPLAG, MG, 2012) A ESCOLA INCLUSIVA BASEIA-SE NA DEFESA DE
PRINCÍPIOS E VALORES ÉTICOS, NOS IDEAIS DE CIDADANIA, JUSTIÇA E
IGUALDADE PARA TODOS. PARA QUE SE TORNE REALIDADE, A
ESCOLA PRECISA RESPONDER ÀS NECESSIDADES DOS ALUNOS.
NESSE SENTIDO, É FUNDAMENTAL:
A) Uma transformação e democratização da Educação que envolva o compromisso de pais,
professores, especialistas, agentes do poder público e de outros atores sociais.
B) Que a escola seja um espaço que receba todas as crianças indistintamente e possa se
adaptar de tal forma que não precise de aparelhamento específico, professores especializados
e nem reformas do espaço físico.
C) Evitar discussões na sala de aula que possam evidenciar posicionamentos diferenciados,
pois cada grupo deve garantir sua identidade podendo se defender da perda de suas
características, mantendo-as intactas.
D) Um currículo diferenciado para cada segmento da sociedade, adaptando os conteúdos
escolares às especificidades dos alunos, sejam elas de fundo social, econômico, cultural,
étnico, religioso, político, físico ou intelectual.
E) Oferecer atendimento educacional especializado apenas se a escola tiver condições
estruturais.
GABARITO
1. (Cefet, 2014) A perspectiva da educação inclusiva traz como premissa a prevalência de
um único sistema educativo para todos, ou seja, a inclusão de:
A alternativa "C " está correta.
Crianças com necessidades educativas especiais, em turmas de Educação Especial da escola
regular.
2. (Seplag, MG, 2012) A escola inclusiva baseia-se na defesa de princípios e valores
éticos, nos ideais de cidadania, justiça e igualdade para todos. Para que se torne
realidade, a escola precisa responder às necessidades dos alunos. Nesse sentido, é
fundamental:
A alternativa "A " está correta.
Na Educação Inclusiva, as escolas precisam ser reorganizadas para atender a todos os
estudantes. Para isso, é preciso modificar os objetivos, metodologias e estratégias de ensino.
MÓDULO 3
 Identificar diferentes práticas e estratégias para a Educação Inclusiva
FEEDBACK – PRÁTICAS E REFLEXÕES
Neste vídeo, vamos ter acesso a alguns feedbacks de atividades já desenvolvidas pela
educação especial e inclusiva.
PRÁTICAS E ESTRATÉGIAS PARA UMA
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Para vivenciarmos a Educação Inclusiva, precisamos de um ambiente educacional favorável a
todos os estudantes. Anteriormente, dialogamos sobre a importância da acessibilidade
curricular, condição para garantir uma Educação Inclusiva de fato.
A partir dessa premissa, é preciso identificar as diferentes e possíveis práticas inclusivas no
cotidiano da escola. Veja algumas delas.
ENSINO COLABORATIVO (EC) E A MEDIAÇÃO
ENTRE PARES
Ações pedagógicas são necessárias para atender ademanda por uma escola inclusiva diante
das questões apresentadas pelos estudantes e pelos professores. Assim, podemos considerar
o Ensino Colaborativo (EC) como uma ação pedagógica inclusiva construída no dia a dia da
escola conjuntamente entre os professores de atendimento educacional especializado e os de
sala de aula comum. Sabemos o quanto o diálogo entre os professores é imprescindível para a
construção de práticas inclusivas e para a produção de conhecimento e desenvolvimento dos
estudantes com deficiências.
Foto: Shutterstock.com.
Repetimos que o Ensino Colaborativo consiste em uma parceria entre os professores de
Educação Regular e os professores de Educação Especial, na qual um educador comum e um
educador especial dividem a responsabilidade de planejar, instruir e avaliar os procedimentos
de ensino a um grupo heterogêneo de estudantes (FERREIRA; MENDES; ALMEIDA; DEL
PRETTE, 2007, p. 1).
Com essa ação pedagógica, é possível estar atento às demandas dos estudantes com
deficiências e/ou necessidades educacionais especiais e, assim, contribuir para a
aprendizagem de todos e, principalmente, garantir uma atenção diferenciada.
O EC vai para além do suporte e diálogo entre os professores, pois permite a presença de dois
professores em sala de aula para realizar a mediação dos estudantes, planejar e avaliar. Essa
estratégia, chamada de co-ensino ou bidocência (BEYER, 2005; FONTES, 2009),
proporciona a mediação entre pares, seja entre o estudante e o professor, seja entre os
estudantes. Os professores podem e devem mediar todo o processo de troca e aprendizado
entre os sujeitos.
Essa ação pedagógica viabiliza a construção de conhecimentos dos estudantes, podendo
garantir a individualização do ensino sem a exclusão do estudante com deficiências em seu
grupo/ano de escolaridade.
PLANO DE ENSINO INDIVIDUALIZADO (PEI)
Famílias e profissionais da Educação relatam que alguns estudantes com deficiências são
aprovados nos anos de escolaridade sem alcançar os objetivos básicos de acordo com os
planos de curso. Muitas vezes, isso acontece devido à falta de direcionamento pedagógico e,
principalmente, à ausência de um Plano de Ensino Individualizado (PEI) para os estudantes
público-alvo da Educação Especial que precisam de diferenciação pedagógica.
Portanto, construir um Plano de Ensino Individualizado é fundamental para que o processo de
ensino e aprendizagem aconteça de maneira favorável e inclusiva. Além disso, esse
documento é construído a partir da demanda de cada estudante, auxiliando no currículo oficial
e especificando quando é preciso um apoio profissional.
O PEI deve seguir algumas funções (GINÉ & RUIZ , 1995):
I
II
III
IV
V
I
Estabelecer uma conexão lógica entre a avaliação psicopedagógica e a programação
individual.
II
Preparar e coordenar as atuações educacionais regulares e especiais direcionadas ao
estudante.
III
Proporcionar o máximo possível ao estudante e, quando convier, ambientes menos restritivos.
IV
Eliminar, na medida do admissível e quando convier, os recursos educacionais especiais e
devolver ao estudante circuitos, serviços e situações escolares os mais normais.
V
Descrever, especificar e justificar a resposta educacional dirigida ao estudante, de forma clara e
compreensível, a fim de que todas as pessoas envolvidas no crescimento pessoal desse
estudante — e o próprio estudante, sempre que possível — possam participar, efetivamente, na
tomada de decisões educacionais relacionadas à elaboração, desenvolvimento e avaliação do
programa individualizado.
Importante compreender que cada instituição de ensino deve elaborar seu PEI. Não há um
padrão, um único modelo. O mais importante é considerar as especificidades dos estudantes.
Não é possível utilizar o mesmo programa educacional no PEI para os estudantes, pois a
elaboração deve ser individual.
Entende-se que o PEI é necessário para os estudantes que não estão aptos a terem as
mesmas aprendizagens esperadas dentro do currículo padrão. São estudantes que precisam
de acessibilidade curricular. Assim, é possível alcançar expectativas da aprendizagem e
avançar no desenvolvimento do estudante.
LARPI é uma das importantes práticas inclusivas, um laboratório que permite a
diferenciação pedagógica para os estudantes da Educação Especial e inclui a acessibilidade
curricular. Foi implementado pela professora Carla Marçal y Guthierrez, em 2018, em uma
escola pública do Rio de Janeiro, para organizar os recursos pedagógicos inclusivos criados a
partir dos conteúdos escolares trabalhados em sala de aula.
Para a implementação de um LARPI, é necessário criar um acervo organizado e sistematizado
dos produtos. A observação semanal dos estudantes em sala de aula é fundamental para
compreender as dificuldades em relação aos conteúdos aplicados e desafios enfrentados no
cotidiano escolar, considerando as dificuldades motoras, cognitivas e sociais dos estudantes,
para que sejam trabalhadas no atendimento educacional especializado.
Os produtos abrangem o conteúdo visto em sala de aula para que o estudante com deficiência
envolva-se com os recursos pedagógicos, aprenda e se desenvolva em seu ano de
escolaridade.
Os produtos podem ser utilizados por todos os estudantes, com ou sem deficiências, e são em
grande parte produzidos com materiais acessíveis em sala de aula, como papel, cartolina,
tesoura, cola, material para escrita. Quando há necessidade, utilizam-se recursos exteriores
como a impressão em gráfica e a plastificação para melhor conservação do item. Esses
produtos são então categorizados segundo o conteúdo e o ano de escolaridade, através de um
acervo digital criado com tabela enumerada (em geral, no Excel)
A produção e a categorização dos materiais contam com 38 (trinta e oito) produtos que
abrangem jogos lúdicos (como de tabelas de multiplicação), jogos de memória baseados em
textos trabalhados em sala de aula, cartões de CAA (comunicação alternativa e ampliada),
entre outros. Eles podem ser usados para ilustrar ações cotidianas realizadas dentro e fora do
ambiente escolar, servindo de apoio e estímulo para comunicação e interação entre os
estudantes sem fala funcional, suas professoras e colegas. Veja alguns produtos nas figuras a
seguir.
Foto: Acervo LARPI /autora.
Palavras fatiadas com imagens.
Foto: Acervo LARPI /autora.
Pranchas móveis com cartões de CAA.
Foto: Acervo LARPI /autora.
Tabuleiro da multiplicação.
Foto: Acervo LARPI.
Construção de frases.
É preciso aprimorar a qualidade do ensino e trabalhar com princípios educacionais válidos para
todos, incluindo os estudantes com deficiência. Segundo Marçal-Guthierrez, Paula, Quintanilha
e Ribeiro (2019, p. 139), para que haja respeito à diversidade na escola, é necessário que
todos sejam reconhecidos como iguais em dignidade e em direito, porém sem deixar de
considerar as inúmeras formas de diferenciação que existem entre os indivíduos e os grupos.
Devemos fornecer o apoio e os recursos necessários para que não haja tanta desigualdade
nas oportunidades e no acesso aos recursos.
 ATENÇÃO
Os desafios enfrentados na escola e no convívio social, gerados pelas diferenças entre os
indivíduos, devem ser minimizados ao máximo, para que não ocorra segregação e
discriminação entre os estudantes. As necessidades de aprendizagem e comunicação são
pessoais: é preciso uma visão individualizada quanto a essas questões. (VIEIRA;
QUINTANILHA; GUTHIERREZ, 2020)
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA E AMPLIADA
(CAA) E
AS ESTRATÉGIAS COMUNICATIVAS PARA
ESTUDANTES SEM FALA FUNCIONAL
A Comunicação Alternativa e Ampliada envolve o uso de sistemas e recursos alternativos que
oferecem aos indivíduos sem fala funcional possibilidades para se comunicar. Tais mecanismos
são elaborados através de sinais ou símbolos pictográficos, ideográficos e arbitrários, que
substituem ou suplementam a fala humana com outras formas de comunicação (NUNES, 2003;
GLENNEN, 1997).
 SAIBA MAIS
Tecnologia Assistiva é umaexpressão que identifica os recursos e serviços que contribuem
para ampliar ou proporcionar habilidades funcionais às pessoas com deficiências.
Segundo Nunes (2017), o emprego da Comunicação Alternativa e Ampliada em sala de aula ou
em qualquer outro ambiente nos leva a refletir sobre em que consiste a comunicação humana.
A comunicação é um processo contínuo entre os interlocutores.
Fazem parte da Comunicação Alternativa e Ampliada (VON TETZCHNER, 1997; GLENNEN,
1997):

Gestos manuais

Expressões faciais e corporais

Símbolos gráficos

Voz digitalizada ou sintetizada para a comunicação dos indivíduos não oralizados
Quando nos deparamos com um estudante sem fala ou sem fala funcional, como nos
comunicamos com ele? O uso da Comunicação Alternativa e Ampliada é um suporte
imprescindível nestes casos e, portanto, devemos utilizá-la como uma prática inclusiva em
nossas salas de aula e fora dela.
A comunicação dos estudantes sem fala é um direito humano e deve ser vista com urgência.

OS DIREITOS HUMANOS SÃO DIREITOS INERENTES A
TODOS OS SERES HUMANOS, INDEPENDENTEMENTE
DA SUA RAÇA, SEXO, NACIONALIDADE, ETNIA,
IDIOMA, RELIGIÃO OU QUALQUER OUTRA CONDIÇÃO.
OS DIREITOS HUMANOS INCLUEM O DIREITO À VIDA
E À LIBERDADE, LIBERDADE DE OPINIÃO E
EXPRESSÃO, O DIREITO AO TRABALHO E À
EDUCAÇÃO, ENTRE OUTROS. TODOS TÊM DIREITO A
ESTES DIREITOS, SEM DISCRIMINAÇÃO.
(ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 1948)
RECURSOS DE CAA DE BAIXA TECNOLOGIA
Os recursos de baixa tecnologia são desenvolvidos com materiais de baixo custo, como por
exemplo, as pranchas de Comunicação Alternativa e Ampliada.
Foto: Assistiva.
Pranchas de CAA.
Foto: Assistiva.
Pranchas de CAA organizadas em pasta com plásticos.
Foto: Acervo LARPI /autora.
Rotina com cartões de CAA.
RECURSOS DE CAA DE ALTA TECNOLOGIA
Os recursos de alta tecnologia são os programas de computadores, softwares e sistemas de
comunicação, assim como acionadores e comunicadores.
Foto: Assistiva.
Comunicador.
Foto: Assistiva.
Acionadores.
A seguir, temos um exemplo de atividade pedagógica com o uso da CAA . Responda às
perguntas e monte uma história.
CHAPEUZINHO VERMELHO É UMA MENINA OU MENINO?
O QUE A CHAPEUZINHO FOI LEVAR PARA A CASA DA VOVÓ?
QUEM QUERIA PEGAR A CHAPEUZINHO?
 Clique na imagem para ter o feedback. Clique na imagem para ter feedback.
Imagem: Acervo Claudia Togashi, adaptada por Laíza Cabral.
 Atividade utilizando placas CAA.
Chapeuzinho vermelho é uma MENINA.
Chapeuzinho foi levar um BOLINHO para a casa da vovó.
O LOBO queria pegar a chapeuzinho.
A história fica da seguinte forma:
Chapeuzinho Vermelho é uma MENINA, que leva um BOLINHO para casa da vovó e que está
sendo perseguida pelo LOBO.
Imagem: Acervo Claudia Togashi, adaptada por Laíza Cabral.
RELATOS DE EXPERIÊNCIA
Neste vídeo, a professora Carla Marçal fará alguns relatos de suas experiências na prática da
educação especial e inclusiva.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. O PLANO DE ENSINO INDIVIDUALIZADO (PEI) É UM DOCUMENTO
CONSTRUÍDO A PARTIR DA DEMANDA DE CADA ESTUDANTE E AUXILIA
NO CURRÍCULO OFICIAL AO ESPECIFICAR EM QUE MEDIDA É PRECISO
UM APOIO PROFISSIONAL. DEVEMOS CONSIDERAR COMO UMA
FUNÇÃO DO PEI:
A) Estabelecer uma conexão ilógica entre a avaliação psicopedagógica e a programação
individual.
B) Preparar e coordenar as atuações educacionais regulares e especiais direcionadas ao
estudante.
C) Proporcionar ao estudante o mínimo possível e, quando convier, ambientes menos
restritivos.
D) Eliminar, na medida do admissível e quando convier, os recursos educacionais especiais e
devolver ao estudante circuitos, serviços e situações escolares os mais difíceis possíveis.
E) Descrever, especificar e justificar a resposta educacional dirigida ao estudante de forma
clara e rígida e incluir todas as pessoas envolvidas no crescimento pessoal desse estudante.
2. A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA E AMPLIADA (CAA) ESTÁ PARA ALÉM
DE UMA SUBÁREA DA TECNOLOGIA ASSISTIVA E ENVOLVE O USO DE
SISTEMAS E RECURSOS ALTERNATIVOS QUE OFERECEM AOS
INDIVÍDUOS SEM FALA FUNCIONAL POSSIBILIDADES PARA SE
COMUNICAR. ASSIM, ELA CONTRIBUI PARA:
A) Uma comunicação contínua entre os interlocutores.
B) Uma comunicação somente para a pessoa sem fala funcional.
C) Uma comunicação mecânica e sem interação.
D) Uma comunicação isolada e sem troca comunicativa.
E) Uma comunicação tecnológica em que as máquinas substituem o ato comunicativo.
GABARITO
1. O Plano de Ensino Individualizado (PEI) é um documento construído a partir da
demanda de cada estudante e auxilia no currículo oficial ao especificar em que medida é
preciso um apoio profissional. Devemos considerar como uma função do PEI:
A alternativa "B " está correta.
Para que o atendimento ao estudante com deficiência seja direcionado e proporcione avanços
em sua aprendizagem, a construção e o acompanhamento do PEI são necessários no
cotidiano da escola.
2. A Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) está para além de uma subárea da
Tecnologia Assistiva e envolve o uso de sistemas e recursos alternativos que oferecem
aos indivíduos sem fala funcional possibilidades para se comunicar. Assim, ela contribui
para:
A alternativa "A " está correta.
A Comunicação Alternativa contribui para práticas pedagógicas inclusivas e, principalmente,
para a comunicação interativa entre os sujeitos.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em nosso estudo, conhecemos a origem da Educação Especial desde o paradigma da
segregação e integração à Educação Inclusiva. Dialogamos sobre a inclusão e a política
educacional brasileira, assim como algumas práticas e estratégias inclusivas necessárias,
sobretudo do ambiente escolar.
Assim, compreendemos que a inclusão é ação política, social, educacional e, sobretudo,
humana. Todos têm direito de aprender e se desenvolver como indivíduo em suas
especificidades.
FALA, MESTRE!
Mestres de diversas áreas do conhecimento compartilham as informações que tornaram suas
trajetórias únicas e brilhantes, sempre em conexão com o tema que você acabou de estudar!
Aqui você encontra entretenimento de qualidade conectado com a informação que te
transforma.
Direitos das crianças, religiões de matriz africana e perseguição religiosa
Sinopse: Dra. Ivone Caetano, primeira juíza negra do Estado do Rio de Janeiro e primeira
desembargadora negra do TJRJ, relata o racismo existente em processos da vara de infância e
juventude envolvendo religiões de matriz africana.
Sinopse: Dra. Ivone Caetano, primeira juíza negra do Estado do Rio de Janeiro e primeira
desembargadora negra do TJRJ, relata o racismo existente em processos da vara de infância e
juventude envolvendo religiões de matriz africana.
Atuação dentro da vara de infância e juventude
Sinopse: Dra. Ivone Caetano, primeira juíza negra do Estado do Rio de Janeiro e primeira
desembargadora negra do TJRJ, compartilha suas memórias do período em que atuou na vara
de infância e juventude e o seu compromisso com a sua função.
Sinopse: Dra. Ivone Caetano, primeira juíza negra do Estado do Rio de Janeiro e primeira
desembargadora negra do TJRJ, compartilha suas memórias do período em que atuou na vara
de infância e juventude e o seu compromisso com a sua função.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
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políticas públicas para a escolarização do público-alvo da educação especial. In : Anais
do Congresso Brasileiro de Educação Especial da UFSCar. Galoá, Campinas, 2014.
BEYER, Hugo Otto. Pioneirismo da escola (modelo) Flämming na proposta de integração
(inclusão) escolar na Alemanha: aspectos pedagógicos decorrentes. Revista Educação
Especial. Universidade de Santa Maria/Cascavel. nº 25, 2005, p. 9-24. Consultado na internet
em: abril 2021. Santa Maria, 2021.
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Brasília, DF, 2008. Consultado na internet em: abril 2021. Brasília, 2021.
BRASIL. Declaração de Salamanca e linha deação sobre necessidades educativas
especiais. Brasília: Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de
Deficiência, 1994. Consultado na internet em: abril 2021. Brasília, 2021.
FERREIRA, Bárbara Carvalho; MENDES, Enicéia Gonçalves; ALMEIDA, Maria Amélia; DEL
PRETTE, Zilda Aparecida Pereira. Parceria colaborativa: descrição de uma experiência entre
o ensino regular e especial. In : Revista do Centro de Educação/Cadernos, UFSM, nº 29,
2007.
FONTES, Rejane de Souza. Ensino Colaborativo: uma proposta de educação inclusiva.
Araraquara: Junqueira & Marin, 2009.
GINÉ, C.; RUIZ, R. As adequações curriculares e o Projeto de Educação do Centro
Educacional. In : Palacios, J.; Marchesi, A. Desenvolvimento psicológico e educação:
necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Tradução de Marcos A. G.
Domingues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. v. 3. p. 295-321.
GLAT, Rosana e BLANCO, Leila de Macedo Varela. Educação Especial no contexto de uma
Educação Inclusiva. In : Educação Inclusiva: cultura e cotidiano escolar. Rio de Janeiro:
7Letras, 2007.
GLENNEN, S. L. Introduction to augmentative and alternative communication. In :
GLENNEN, S. L.; DECOSTE, D. C. (Orgs). Handbook of augmentative and alternative
communication. San Diego: Singular, 1997.
GUTHIERREZ, Carla C.; MARÇAL & WALTER, Catia Crivelenti de Figueiredo. Autoscopia no
processo formativo de professores no uso da comunicação alternativa. In : NUNES, Leila
Regina. Autoscopia: uma ação reflexiva sobre a prática docente. Rio de Janeiro: Editora
UERJ, 2020. p. 111-132.
KASSAR, Mônica de Carvalho Magalhães. Educação Especial na perspectiva da Educação
Inclusiva: desafios da implantação de uma política nacional. Educar em Revista, nº 41, p. 61-
79, 2011. Consultado na internet em: abril 2021. Curitiba, 2021.
MANTOAN, Maria Teresa Eglèr. Ensino Inclusivo/Educação (de qualidade) para todos.
Revista Integração. São Paulo, nº 20, 1998.
NUNES, Leila Regina; SCHIRMER, Carolina Rizzoto. Salas abertas: formação de professores
e práticas pedagógicas em comunicação alternativa e ampliada nas salas de recurso
multifuncionais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2017. 344 p.
NUNES, Leila Regina. Comunicação alternativa: uma introdução. In : NUNES, L.R.O.P (Org).
Favorecendo o desenvolvimento da comunicação em crianças e jovens com necessidades
educacionais especiais. Rio de Janeiro: Dunya, 2003. p.3-13.
PAULA, M. C. B. L.; MARÇAL, C. C; QUINTANILHA, B. A.; RIBEIRO, Apanache. Diferenciação
pedagógica, atendimento educacional especializado e o Ensino Colaborativo na
perspectiva inclusiva. In: MARÇAL-GUTHIERREZ, C.C; PRATA, Juliana de Moraes e
CRUZ, Mara Monteiro. Práticas e perspectivas de Ensino Colaborativo. Rio de Janeiro:
CAP/UERJ, 2019.
VIEIRA, Julia Maria; QUINTANILHA, Beatriz; GUTHIERREZ, Carla Marçal. Implementação de
um Laboratório de Recursos Pedagógicos Inclusivos – LARPI. Revista Multidisciplinar de
Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira
(CAp-UERJ), v. 9, nº 22, set./dez. 2020. Consultado na internet em: abril 2021. Rio de Janeiro,
2021.
VON TETZCHNER, S. Augmentative and alternative communication: assessment and
intervention – a functional approach. Theoretical aspects. Oslo: Universidade de Oslo, 1997.
EXPLORE+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
O livro Salas abertas: formação de professores e práticas pedagógicas em comunicação
alternativa e ampliada nas salas de recursos multifuncionais, de Leila Regina de O. Paula
Nunes e Carolina Rizzotto Schirmer (Orgs.), sobre práticas pedagógicas e pesquisas
voltadas para estudantes sem fala funcional.
Artigos sobre práticas pedagógicas voltadas para o Ensino Colaborativo em Atendimentos
Educacionais Especializados no e-book Práticas e Perspectivas de Ensino
Colaborativo .
A Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015,Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
Artigos sobre experiências em práticas inclusivas nos Anais do Congresso Brasileiro
de Educação Especial de 2016 e 2018.
CONTEUDISTA
Carla Cordeiro Marçal y Guthierrez
 CURRÍCULO LATTES
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