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UNIP – UNIVERSIDADE PAULISTA 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 
CURSO: PEDAGOGIA 
 
 
BRUNA AMANTE DEPAULI RA: 2010251 
ELAINE BRANDÃO DE OLIVEIRA ALBERNAZ RA: 2011417 
MELISSA DINIZ RA: 2007577 
VANESSA PRIANTI BARBOSA DE SOUZA RA: 2005326 
WANESSA PALACIO RA: 203595 
 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO 
(AEE) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAÇAPAVA -SP 
2022 
 
 
BRUNA AMANTE DEPAULI RA: 2010251 
ELAINE BRANDÃO DE OLIVEIRA ALBERNAZ RA: 2011417 
MELISSA DINIZ RA: 2007577 
VANESSA PRIANTI BARBOSA DE SOUZA RA: 2005326 
WANESSA PALACIO RA: 203595 
 
 
 
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO 
(AEE) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso 
apresentado para o curso de Pedagogia 
da Universidade Paulista –UNIP, como 
requisito parcial para a obtenção do título 
de licenciado em pedagogia. 
Orientador Prof. Dra. Lisienne Navarro 
 
 
 
 
 
 
 
CAÇAPAVA -SP 
2022 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço a todos os professores por me proporcionar o conhecimento não apenas 
racional, mas a manifestação do caráter e afetividade da educação no processo de 
formação profissional, por tanto que se dedicaram a mim, não somente por terem 
me ensinado, mas por terem me feito aprender. А palavra mestre, nunca fará justiça 
aos professores dedicados aos quais sem nominar terão os meus eternos 
agradecimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
Dedico esse trabalho primeiramente a Deus, pois sem ele eu não teria 
capacidade de enfrentar tantos momentos difíceis e também aos meus pais pois é 
graças ao seu esforço deles que hoje posso concluir mais esta etapa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EPÍGRAFE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as 
possibilidades para a sua própria produção ou a sua 
construção.” 
(Paulo Freire) 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
A presente pesquisa possui por tema a educação inclusiva, pautando-se no 
atendimento educacional especializado, é de suma relevância trazer discussões a 
respeito dos avanços da educação inclusiva, e também os devidos entraves para a 
sua efetividade nas escolas de ensino regular, vez que, em uma sociedade pautada 
pela dignidade humana, a inclusão se torna essencial, principalmente no âmbito 
educacional. O objetivo geral aqui traçado é discutir a respeito da educação inclusiva 
e o atendimento educacional especializado, trazendo em perspectiva alguns 
entraves para a efetividade desse atendimento. Nestes parâmetros, a pesquisa se 
pauta em uma revisão de literatura, realizada por meio de livros, artigos científicos, 
teses e dissertações que abordam o assunto, para complementar a discussão aqui 
traçada, os bancos de dados utilizados foram: Scielo, Capes e Google acadêmico. 
 
Palavras-chave: Inclusão; Educação; Atendimento Especializado. 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
The present education that has education to educate itself also promotes education 
that promotes regular education, and also promotes education education to educate 
itself in attendance, educate parents to educate in schools that take care of regular 
education, a society guided by the essential human, inclusion becomes mainly non-
educational. The general education objective included here is defined and the 
specialized one, aiming to meet a care perspective with respect to traditional 
education. In these articles in a review were published, the research is carried out 
through scientific books, theses and dissertations that address the subject, to 
complement the research outlined here, the databases used, the cables: Scielo and 
scientific literature, scientific investigation. 
 
Keywords: Inclusion; Education; Specialized Service. 
 
 
LISTA DE ABREVEATURAS 
 
APAE- Associação de Pais e Amigos de Excepcionais 
CENESP- Centro Nacional de Educação Especial 
ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente 
IFPB- Instituto Federal da Paraíba 
LDB- Lei de Diretrizes e Bases Educacionais 
LDBEN- Lei de Diretrizes e Fundamentos da Educação Nacional 
MEC- Ministério da Educação 
PNEE- Política Nacional de Educação Especial 
UFC- Universidade Federal do Ceará 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 10 
CAPÍTULO I A EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM PERSPECTIVA ........................... 11 
2.1 Historicidade da educação inclusiva no Brasil 11 
2.2 Conceito de inclusão 19 
CAPÍTULO II ATENDIMENTO ............................................................................. 22 
2.1 Conceito 22 
2.2 A quem se direciona o AEE ............................................................................ 24 
CAPÍTULO III O PROFESSOR NO ESTABELECIMENTO DO AEE NO PROJETO 
POLÍTICO PEDAGÓGICO PPP .......................................................................... 25 
3.1 Diretrizes e leis .............................................................................................. 27 
CAPÍTULO IV A DIFICULDADE DE EFETIVAR A IDEOLOGIA DA ESCOLA PARA 
TODOS ................................................................................................................ 29 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 35 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... 38 
 
 
10 
 
INTRODUÇÃO 
 
O presente artigo tem como temática a educação inclusiva sobre o viés do 
atendimento educacional especializado. A inclusão de alunos com deficiência na 
educação não é um fato recente, ao contrário, decorre de uma luta histórica que se 
consolidou inequivocamente como um movimento social de renome mundial por 
meio da Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Este tema envolve 
propostas de novas políticas para inclusão de alunos com deficiência na escola 
regular, trazendo múltiplas perspectivas e conceitos que ajudam a compreender a 
complexidade dos cenários e o processo de inserção deles. 
A proposta de inclusão como sistema que recomenda que o aparelho de 
ensino seja responsável por criar as condições que promovam uma educação de 
qualidade para todos adequando-se as necessidades educacionais especiais dos 
alunos com deficiência. 
Ressalta-se a relevância em trazer discussões a respeito dos avanços da 
educação inclusiva, e também os devidos entraves para a sua efetividade nas 
escolas de ensino regular, uma vez que, em uma sociedade pautada pela dignidade 
humana, a inclusão torna-se primordial, especialmente no âmbito educacional. 
O objetivo geral é discutir a respeito da educação inclusiva e o atendimento 
educacional especializado, trazendo em perspectiva alguns entraves para a 
efetividade desse atendimento. 
Desta forma, a pesquisa será realizada por meio da revisão de literatura, 
concretizada por meio de livros, artigos científicos, teses e dissertações que 
abordam o assunto, para complementar a discussão aqui traçada, os bancos de 
dados utilizados foram: Scielo, Capes e Google acadêmico. 
 
 
11 
 
CAPÍTULO I A EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM PERSPECTIVA 
 
A inclusão escolar é um tema amplo e complexo. Em sua abrangência não se 
limita a incluir alunos apenas com deficiências físicas, mas também as visuais, 
auditivas, intelectuais, psicossociais e a deficiências múltiplas, se estendendo a 
todos os indivíduos no processo educacional. Para abordar a educação inclusiva em 
perspectiva, traçar-se-á alguns aspectos históricos e conceituais sobre a inclusão. 
 
2.1 Historicidade da educação inclusiva no Brasil 
 
Embora atualmente a inclusão, na medida do possível, esteja inclusa na 
educação brasileira, o tema envolve a identificação de barreiras que os alunos 
enfrentam e tentar oportunizar uma educação de qualidade que extirpa a exclusão. 
O tema percorre a históriaAcesso em: 05 out.2022. 
 
GONCALVES, Marcelo Coelho. Exclusão digital na era da inclusão digital, 2013. 
Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUBD-
9E9EHC/1/monografia_exclusao_digital_na_era_da_inclusao_digital_ufmg.pdf. 
Acesso em: 05 out.2022. 
 
40 
 
IFPB. Instituto Federal da Paraíba. Alguns conceitos ligados à inclusão, 2021. 
LIMA, Maria Cristina de Brito. A educação como direito fundamental. Rio de Janeiro: 
Lúmen Júris, 2003. 
MANTOAN, Maria Tereza Egler. A integração de pessoas com deficiência. São 
Paulo: Memnon, 1997. Disponível em: https://ria.ufrn.br/jspui/handle/1/314. Acesso 
em 17 out. 2022. 
 
MANTOAN, Maria Tereza Egler. INCLUSÃO ESCOLAR O que é? Por quê? Como 
fazer?, 2003. Disponível em: 
https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/211/o/INCLUS%C3%83O-ESCOLARMaria-
Teresa-Egl%C3%A9r-Mantoan-Inclus%C3%A3o-Escolar.pdf. Acesso em: 17 out. 
2022. 
 
MAZZOTTA Marcos. Educação especial no Brasil: história e políticas públicas. São 
Paulo: Cortez; 1999. 
 
Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria 
de Educação Especial. Parâmetros Curriculares Nacionais/ Adaptações 
Curriculares. Brasília: MEC, 1997. Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf. Acesso em: 17 out. 2022. 
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Diretrizes operacionais da educação especial para o 
atendimento educacional especializado na educação básica, 2016. Disponível em: 
https://gestaoescolar.org.br/conteudo/2204/atendimento-educacional-especializado-
o-que-e-para-quem-e-e-como-deve-ser-feito. Acesso em: 17 out.2022. 
 
OLIVEIRA, Maria da Luz dos Santos. Formação docente e inclusão de alunos com 
transtorno do espectro autista: algumas reflexões, 2016. Disponível em: 
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/1971/1/MLSO13092016. 
Acesso em: 03 out. 2022. 
 
PINHEIRO, Roberta de Fátima Alves. A prioridade absoluta na Constituição Federal 
de 1988: cognição do art. 227 como princípio-garantia dos direitos fundamentais da 
criança e do adolescente. 2006. Dissertação (Programa de Pós-graduação em 
Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte) - Universidade Federal do 
Rio Grande do Norte, Natal, 2006. 
 
PORTAL DO MEC. Diretrizes curriculares nacionais gerais para a educação básica. 
Brasília: MEC/ Secretaria de Educação Especial, 2010. Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_10.pdf. Acesso em: 17 out.2022. 
 
RAPOLI, Edilene Aparecida; MANTOAN, Maria Teresa Eglér; SANTOS, Maria 
Terezinha da Consolação Teixeira dos; MACHADO, Rosângela. A educação 
especial na perspectiva da inclusão escolar: a escola comum inclusiva. Fortaleza: 
Universidade Federal do Ceará, 2010. Disponível em: 
https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/43213. Acesso em: 17 out. 2022. 
 
SARTORETTO, Mara Lúcia; SARTORETTO Rui. ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO E LABORATÓRIOS DE APRENDIZAGEM: O QUE SÃO E A 
41 
 
QUEM SE DESTINAM, 2010. Disponível em: 
https://assistiva.com.br/AEE_Laborat%C3%B3rios.pdf. Acesso em: 17 out. 2022. 
SASSAKI, Romeu Kasume. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de 
Janeiro: WVA, 1997. 
 
SASSAKI, Romeu Kazumi. Terminologia sobre deficiência na era da inclusão,2003. 
Disponível em: 
https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/211/o/TERMINOLOGIA_SOBRE_DEFICIENCIA
_NA_ERA_DA.pdf. Acesso em: 04 out.2022. 
 
SEED. Secretária da Educação do Paraná. Inclusão Educacional, 2020. Disponível 
em: 
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteu
do=282#:~:text=A%20inclus%C3%A3o%20educacional%20constitui%20a,conviv%C
3%AAncia%20dentro%20da%20diversidade%20humana.. Acesso em: 12 out.2022. 
 
TPE. Todos Pela Educação. Educação Inclusiva: conheça o histórico da legislação 
sobre inclusão,2020. Disponível em: 
https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-
educacaoinclusiva/#:~:text=O%20texto%20disp%C3%B5e%20sobre%20a,em%20es
tabelecimento%20p%C3%BAblico%20de%20ensino.Acesso em: 02 out. 2022. 
 
UFC. Universidade Federal do Ceará. Conceito de Acessibilidade, 2020. Disponível 
em: https://www.ufc.br/acessibilidade/conceito-de-
acessibilidade#:~:text=A%20acessibilidade%20%C3%A9%2C%20portanto%2C%20
condi%C3%A7%C3%A3o,lingu%C3%ADstica%20e%20pedag%C3%B3gica%2C%2
0dentre%20outras. Acesso em: 04 out. 2022. 
 
VIANA, Mozart. Democrática: Constituição Federal de 1988 foi construída pela 
sociedade, 2018.Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/constituicao-30-
anos/textos/democratica-constituicao-federal-de-1988-foi-construida-pela-sociedade. 
Acesso em: 01 out. 2022. 
 
VIANNA, Carlos Eduardo Souza. Educação inclusiva na Constituição Federal de 
1988: Uma questão ética e jurídica.2007. 155 f.Dissertação (Programa de Mestrado 
em Direito das Relações Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) – 
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2007. 
 
VIEIRA, ARI. O atendimento educacional especializado para o aluno com deficiência 
intelectual, 2011. Disponível em: http://arivieiracet.blogspot.com/2011/02/o-
atendimento-educacional-especializado.html. Acesso em: 17 out. 2022. 
 
VOLKMAR, Fred; WIESNER, Lisa A. Autismo: guia essencial para a compreensão e 
o tratamento. Porto Alegre: Artmed, 2019brasileira, e nem sempre constou expressamente nos 
documentos legais. Assim, o presente capítulo busca traçar uma linha histórica do 
tema no ordenamento brasileiro. 
O Ministério da Educação (MEC) afirma que a educação inclusiva no Brasil é 
registrada desde os primórdios do Império, quando duas instituições foram criadas 
para esse fim no Rio de Janeiro: a Academia em 1854 e o Instituto dos Surdos 
Mudos chamado Instituto Nacional de Educação de Surdos, 1857 (ESCOLA 
EDUCAÇÃO, 2020). 
Todavia, em 1600, a Santa Casa de Misericórdia trabalhava com questões 
relacionadas a deficiência física. Nos começo do século XX, especificamente 1926, 
foi criado o Instituto Pestalozzi, instituição dedicada a ajudar pessoas com 
deficiência mental (ESCOLA EDUCAÇÃO, 2020). 
A escolarização para pessoas com necessidades especiais começou 
efetivamente no ano de 1930. E em 1940, o Instituto Benjamin Constance emergindo 
inovadoramente, criou a Revista Brasileira para Cegos em Braille, a primeira do 
gênero no Brasil. Alguns anos depois, em 1945, Helena Antipoff criou o primeiro 
serviço educacional dedicado aos superdotados (ESCOLA EDUCAÇÃO, 2020). 
Já em meados de 1954, foi formada a primeira Associação de Pais e Amigos 
Especiais (APAE), difundidas pelo país, pois as escolas existentes não tinham a 
menor condição de lidar com aspectos da deficiência. Por volta de 1958, o Centro 
12 
 
Educacional Guaíra, localizado na capital do Paraná, abriu uma clínica para analisar 
as crianças com dificuldades na aprendizagem (ESCOLA EDUCAÇÃO, 2020). 
Em 1961 emergiu a primeira legislação de diretrizes e bases, a Lei Nº 4.024 
que tratava das diretrizes e fundamentos da educação nacional conhecida pela sigla 
LDBEN, que permitia o ensino experimental e o ensino religioso opcional. E de 
acordo com o nível de escolaridade e matrícula obrigatória dos alunos de quatro 
anos do ensino fundamental, os requisitos mínimos de formação para os professores 
são obrigatórios (TODOS PELA EDUCAÇÃO, 2020). 
Uma de suas previsões inovava a leitura dada a inclusão na educação, 
prevendo em seu artigo 1º os seguintes termos: 
Art. 1º A educação nacional, inspirada nos princípios de liberdade e nos 
ideais de solidariedade humana, tem por fim: 
[...] 
a condenação a qualquer tratamento desigual por motivo de convicção 
filosófica, política ou religiosa, bem como a quaisquer preconceitos de 
classe ou de raça. (BRASIL, 1961) 
 
Em 1963, a Secretaria de Educação e Cultura criou o serviço educacional 
para pessoas com deficiências. No entanto, a educação inclusiva tomou forma no 
começo dos anos 70, o que levou a algumas escolas a permitir que alunos com 
deficiências pudessem frequentar as aulas regulares. Ainda na mesma época, surgiu 
o Centro Nacional de Educação Especial (CENESP) para ser o responsável pela 
educação especial no Brasil e promover a integração dos alunos com alguma 
deficiência. (ESCOLA EDUCAÇÃO, 2020) 
Em 1971, dez anos após o surgimento da primeira legislação de diretrizes e 
bases educacionais, emerge a Lei nº 5.692 substituindo a criada em 1961. (TODOS 
PELA EDUCAÇÃO, 2020) 
Ressalta-se que a nova legislação foi editada sob a égide da ditatura militar 
fixando as diretrizes e bases para o ensino de 1° e 2º graus dentre as suas 
previsões, no art. 9º constava que: 
 Os alunos que apresentem deficiências físicas ou mentais, os que se 
encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os 
superdotados deverão receber tratamento especial, de acordo com as 
normas fixadas pelos competentes Conselhos de Educação.(BRASIL, 1971) 
 
No ano de 1977, sob a direção do Ministério da Educação (MEC), foi 
formulada a Política de Educação Especial, que engendrou as classes e escolas 
especiais A partir dos anos 80, acelerou-se a criação de instituições, sobretudo no 
13 
 
campo da deficiência intelectual que sem dúvidas decorrente da internacionalização 
das Associações de Pais e Amigos Especiais (ESCOLA EDUCAÇÃO, 2020). 
Não há como falar em inclusão sem entender os motivos pelos quais a 
historicidade no Brasil ocorreu de maneira lenta e lastreada por lutas sociais, assim, 
na década de 80 emerge a Constituição Federal de 1988 , no contexto de 
redemocratização do Brasil e marcando o fim da ditadura militar acendendo o debate 
da importância dos direitos fundamentais para os cidadãos, e representando o 
princípio da Nova República. A formação da constituição de 1988 foi lastreada pela 
ampla participação da população, além de ser considerada a mais democrática na 
história brasileira. 
Nesse sentido, Mozart Viana para o site oficial do governo brasileiro, 
contextualiza que o surgimento da novel constituição reside em um momento de 
transição de um governo autoritário para um democrático, uma vez que a ditadura 
militar foi marcada por reiteradas violações, assim, a constituição cidadã, buscava 
resgatar a normalidade, por um processo de redemocratização, nas palavras do 
autor: 
 
Sob o regime militar, o Brasil teve muitas manifestações e passeatas com 
reivindicações norteadas pelo desejo de mudança provocado pelos tempos 
de ditadura. Entre os apelos, a necessidade de convocação de uma 
Assembleia Constituinte livre e soberana, com objetivo de que fosse 
adotada uma nova Constituição, o que significaria mudanças de hábitos, 
costumes e vivências. Outro clamor era pelas Diretas Já.(VIANA, 2018) 
 
O art. 5º da Constituição Federal apresenta direitos auferidos por todos, 
dentre os quais está a igualdade. Sob essa ótica, Roberta de Fátima Alves Pinheiro 
aponta que o direito à igualdade se baseia no princípio da igualdade perante a lei, 
uma vez que todos são livres e auferem os mesmos direitos e deveres com o 
Estado. O axioma da igualdade foi um dos ideais da Revolução Francesa, que aboliu 
os antigos privilégios da nobreza e do clero.(PINHEIRO, 2006) 
Maria Cristina de Brito Lima explica que o princípio da igualdade está 
umbilicalmente ligado a educação inclusão , porquanto proporcionar condições 
iguais de tratamento aos com e sem deficiente é máxima para fomentar o 
nivelamento educacional no Brasil. Outrossim, conferir ao aluno da rede pública a 
oportunidade de competir com seus pares, adequando-se, a posteriori, às mesmas 
14 
 
regras impostas a todos os alunos, quer provenientes da rede pública, quer da rede 
particular (LIMA, 2003). 
A Constituição Federal de 1988 trouxe a educação como obrigação do Estado 
e da família, uma vez que representa um mecanismo de desenvolvimento pessoal 
individual, bem como da própria sociedade onde o indivíduo encontra-se inserido. 
E enuncia como direito de todos, e abrangendo a educação como direito 
social, observe: 
 Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, 
a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a 
proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na 
forma desta Constituição.(BRASIL, 1988) 
 
Além de prever no art. 22 XXIV que a união é privativamente competente para 
legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional, como também no art.23 XXIV 
a competência comum entre União, Estados, Municípios e Distrito Federal para 
“proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à 
pesquisa e à inovação.” (BRASIL, 1988) 
Ademais, o art. 30 apresenta a competência municipal em “ manter, com a 
cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação 
infantil e de ensino fundamental.” (BRASIL, 1988) 
Tamanha importância da educação, que, a supramencionada constituição 
dedicou um capítulo exclusivo para tratar da temática. Dentre tantos dispositivos, 
destaca-se o art. 205 e 206, que preceituam respectivamente, a educação como 
direito de todos e uma obrigação do Estado, e estimulada com cooperação de todos, 
com a finalidade de desenvolver e possibilitar a cidadania, como também a 
compleição de princípios irradiandosua axiologia, a saber: igualdade, liberdade, 
respeito as múltiplas ideias, gratuidade da educação pública, enaltecimento dos 
professores, administração democrática e garantia do direito à educação e à 
aprendizagem por toda a vida (BRASIL, 1988). 
Nota-se o art 227, caput e § 1º II que apresenta preceitos importantíssimas 
considerações, como o dever do Estado, dos familiares e da coletividade garantir a 
criança e ao adolescente, com máxima atenção, dos seguintes direitos e proibições: 
 
o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à 
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma 
15 
 
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e 
opressão.(BRASIL, 1988) 
 
Bem como, a promoção de programas de atenção e atendimento 
individualizado para pessoas portadoras de deficiências, bem como sua integração 
social “ mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do 
acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos 
e de todas as formas de discriminação.” (BRASIL, 1988) 
Posteriormente fruto da axiologia emanada pela novel Constituição, surge a 
Lei 7.853 de 1989 que monta a respeito do adesão, coerência social e a tutela 
nacional sobre a integração dos deficientes. Por exemplo, no campo da educação, 
exige a integração das escolas especiais privadas e públicas no sistema de ensino e 
a oferta de educação especial obrigatória e gratuita nas instituições públicas de 
ensino. Também estipula que o governo deve ser responsável pela inscrição 
obrigatória em instituições públicas e privadas para pessoas com deficiência que 
estejam aptas a integrar o sistema formal de educação. (BRASIL, 1989) 
Outrossim, também apresenta o art. 208 que trata da educação básica 
obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos, e obriga o Estado a garantir serviços 
educativos especializados para pessoas com deficiência de preferência no sistema 
escolar regular (BRASIL, 1988). 
Deste modo, o modelo educacional inclusivo, busca dentre outras coisas, o 
ascensão e constância à educação e escolarização por qualquer pessoa sem 
distinção. Na educação inclusiva, o princípio da igualdade refere-se não só a uma 
abordagem igualitária da educação, mas a dar a cada um o que necessita de acordo 
com a sua individualidade e necessidade, que é o desafio atual para os educadores. 
Em 1990, surge o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no contexto 
de pós criação da Constituição Federal de 1988, a exposição de motivos preceitua 
que este nasce devido a mobilização da sociedade durante o processo da 
redemocratização e tem como premissa: 
 
o abandono do referencial sociojurídico da situação irregular e pela adoção 
da teoria da proteção integral, garantidora da prioridade absoluta das 
crianças e adolescentes no âmbito do Estado, da família e da sociedade. 
Após 14 anos, o ECA tornou-se um instrumento essencial para a cidadania, 
convertendo-se numa referência internacional de respeitabilidade dos 
direitos humanos de um grupo vulnerável: as crianças e os adolescentes. 
 
16 
 
O ECA prescreve no art. 11 que é assegurada a integralidade aos cuidados 
voltados aos deficientes que deverão ser atendidos “sem discriminação ou 
segregação, em suas necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e 
reabilitação.” 
Ademais, o art. 54 reforça o já previsto na Constituição Federal, no sentido de 
prestar atendimento da educação aos deficientes em ensino, à priori, no sistema 
regular de ensino ( ECA, 1990). 
Nessa perspectiva, Marcos J S Mazzotta articula que alunos com e sem 
deficiência necessitam coexistir nas mesmas escolas e salas de aula, instruir-se com 
suas diferenças e ajudar uns aos outros a realizar seu potencial. As escolas 
precisam reverenciar as individualidades e promover alternativas de ensino que 
acolham às distinções individuais e conjuntas para buscar a plena efetivação da 
aprendizagem (MAZZOTTA, 1999). 
Em 1994 surge a Política Nacional de Educação Especial, que dentre outras, 
previa a chamada “conexão instrucional” que para Maria Cristina de Brito Lima, é 
atraso, pois um processo que permita o ingresso de apenas alunos deficientes que 
possam acompanhar aos ditos “normais” segrega e exclui.(LIMA, 2003) 
Importante consignar, que no âmbito internacional, ainda no mesmo ano, fruto 
do resultado da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais, 
emergiu a Declaração de Salamanca realizada na Espanha em 10 de junho de 1994, 
que dentre as questões, abordava princípios, políticas e práticas da educação 
especial, afirmando que as escolas são o meio mais eficaz de combater a exclusão 
e as atitudes discriminatórias na educação. Ressalta-se que a questão da inclusão 
não inclui apenas aos deficientes, mas também aqueles que determinados fatores 
são excluídos socialmente. Nesse contexto, André Viana Custódio aponta que: 
 
A educação inclusiva está articulada a movimentos sociais mais 
abrangentes, que exigem maior igualdade e mecanismos mais justos no 
acesso a bens e serviços. Estando relacionada a sociedades democrática 
que estão baseadas no mérito individual e na igualdade de oportunidades a 
todos cidadãos, a inclusão sugere a desigualdade de tratamento na 
finalidade de restituir uma igualdade que foi rompida por formas 
segregadoras de ensino especial e regular.(CUSTÓDIO, 2009) 
 
Dois anos após, surge a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional, Lei nº 9.394 de 1996 conhecida como LDBEN, dispunha que a educação 
inclui a vida familiar, a convivência humana, o trabalho, as instituições de ensino e 
17 
 
pesquisa, os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil bem como as 
formações de expressões culturais, apontando que a educação se desenvolve por 
meio de instituições próprias e vinculada ao trabalho e a prática social. (BRASIL, 
1996) 
Infere-se que a educação é um sistema composto pelos Estados e as 
famílias, que devem agir simultaneamente para contribuir para o desenvolvimento 
integral dos alunos. A educação deve ser entendida como um processo de formação 
humano que coexiste na sociedade. 
Em 1999 por meio do Decreto nº 3.298 foi regulamentada a Política Nacional 
para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência consolidando algumas 
normas, por previsão legal a finalidade de sua criação foi garantir a plena integração 
das pessoas com deficiência no conjunto social econômico e cultural do país. No 
que se refere ao acesso à educação, o documento assevera que a educação 
especial é um modelo horizontal de educação em todos os níveis e modelos, e 
ressalta que complementa a educação regular (BRASIL, 1999). 
Nesse sentido, as questões relacionadas à educação inclusiva, como os 
serviços de educação profissional, ainda carecem de esclarecimento. É importante 
notar que as pessoas com necessidades educacionais nem sempre são deficientes. 
A exclusão escolar não é apenas porque algumas pessoas têm deficiências, mas 
não apenas deficiências físicas ( VIANA, 2007). 
Ressalta-se que em 2002 foi instituída a linguagem brasileira de sinais de 
libras por meio da Lei 10.436 de 2002 e em 2005 o Decreto de nº 5.626 que 
regulamentou a supramencionada lei, que, em seu art. 1º dispunha que é 
“reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de 
Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.”(BRASIL, 2002) 
Em 2008 surgiu o Decreto nº 6.571 que tratou dos atendimentos de educação 
especializado (AEE) no ensino fundamental. O definindo como um conjunto 
institucionalmente organizado de atividades, acessibilidade e recursos didáticos 
oferecidos de contorno integrante à formação dos alunos do ensino regular. Um dos 
pontos principais é que exigiu que a União forneça apoio técnico e financeiro ao 
sistema público de educaçãopara fornecer essa abordagem. Além disso, destaca a 
necessidade de integrar o AEE nos programas de ensino das escolas.(BRASIL, 
2008) 
18 
 
Depois, em 2011 o Decreto nº 7.611 que definiu novas diretrizes na educação 
especial, que dentre outras coisas, determinou que o sistema educacional fosse 
inclusivo em todos os níveis, que o aprendizado seja ao longo da vida e a proibição 
da exclusão do sistema educacional sob o argumento de que o aluno é deficiente. 
Ademais, também pôs que a educação básica é gratuita e obrigatória, e garantiu 
que sejam feitos ajustes razoáveis às necessidades individuais, e a implementação 
de medidas de apoio individualizadas e efetivas em um ambiente que maximize o 
desenvolvimento acadêmico e social em linha com o objetivo de inclusão total no 
ensino regular (BRASIL, 2011). 
Observa-se que em 2012 foi sancionada por Dilma Rousseff, a Presidenta à 
época, a Lei Nº 12.764 conhecida como Lei Berenice Piana, tratando das Políticas 
Nacionais de Proteção aos Direitos das Pessoas com autismo. (BRASIL, 2012) 
Maria da Luz dos Santos Oliveira, explica sob a ótica da lei, que os indivíduos 
diagnosticados com o espectro do autismo são considerados deficientes para todos 
efeitos legais. As pessoas com TEA (incluídas no currículo geral do ensino geral) 
terão direito a acompanhamento especializado em casos de comprovada 
necessidade (OLIVEIRA, 2016). 
Especialistas apontam que a lei como mais uma força na luta pela inclusão. O 
texto afirma que as pessoas com autismo têm direito a frequentar a escola regular, 
seja na educação básica ou profissional, podendo solicitar acompanhamento 
especializado se necessário. De acordo com o objetivo da inclusão total, um 
ambiente que maximize o desenvolvimento acadêmico e social, e expresse que a 
oferta de educação especial é melhor realizada dentro de uma rede regular de 
ensino (VOLKMAR; WIESNER, 2019). 
Em 2019, o Decreto 9.465 criou secretarias especialistas de educação, 
abolindo a secretarias Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão 
(SECADI). Por fim, em 2020 foi criada a Politica Nacional de Educação Especial, por 
meio do Decreto nº10.502. Quanto a esta última normatização, especialistas 
apontam que a referida lei tende a ter um anacrônica, uma vez que incentiva a 
matricula de alunos portadores de deficiência em escolas especiais, os afastando do 
convívio com os demais alunos (BRITO, 2021). 
Portanto, embora a história remonte um amplo cabedal de legislações, 
efetivamente, precisa-se de um Estado que forneça elementos aptos a unificar e 
19 
 
promover que o progresso do aprendizado desses alunos, não importando se os 
alunos possuam ou não alguma deficiência. 
 
2.2 Conceito de inclusão 
 
Nos últimos anos, ocorreram grandes mudanças na forma como a sociedade 
observa a diversidade humana. Nesse sentido, a crise de padrões afeta diretamente 
a educação, questionando valores e práticas, desconstruindo-os por um lado, e 
propondo novos conceitos e práticas por outro. 
A inclusão, linhas gerais, é a exteriorização da convivência com a diversidade, 
considerando que a humanidade possui suas singularidades e distinções. Assim, é 
um processo concebido para apoiar a educação de todos. 
Na definição de (MEL AINSCOW E WINDYZ FERREIRA, 2003) a inclusão é 
uma dinâmica sociopolítica que acastela o direito de participação global de todos 
indivíduos na sociedade, não considerando os aspectos de etnia, classe social ou 
limitações. 
O fato é, que, muitas condições sociais têm sido observadas e consideradas 
anômalas refletindo em julgamento social que, em diferentes circunstâncias, melhora 
à medida que a sociedade funciona tecnicamente em função de valores e atitudes 
multiculturais. 
Ressalta-se que o tema inclusão pode ser observado por diferentes óticas, 
uma vez que pode existir outras como a social ou digital. Nesse sentido, o 
pesquisador Romeu Kasumi Sassaki conceitua a inclusão social como o processo 
de adaptação social para poder incluir as pessoas em diferentes circunstâncias em 
seu sistema social universal (SASSAKI, 2003). 
Em contrapartida, a inclusão digital é caracterizada como a democratização 
da tecnologia, de modo a torná-la afetiva a toda sociedade. Para conceituar esse 
fenômeno de inclusão digital, Marcelo Coelho Goncalves enfatiza: 
 
Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às 
tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na 
sociedade da informação e é também simplificar sua rotina diária, maximizar 
o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele 
que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar 
e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas 
condições de vida. Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas 
20 
 
“alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros 
sociais a partir do manuseio dos computadores.(GONCALVES, 2013, p.26) 
 
Direcionada ao âmbito educacional, é a garantia de todos os alunos evoluírem 
e consolidarem seus potenciais, como o exercício da cidadania por meio de políticas 
públicas que propiciem a efetivação do direito a educação (AINSCOW; 
FERREIRA,2003). 
Segundo Paulo Freire essa ruptura se baseia na ideologia de igualdade, não 
importando se o aluno possui ou não alguma deficiência e nas suas palavras: 
 
[...] é sempre processo, e sempre devir, passa pela ruptura das amarras 
reais, concretas, de ordem econômica, política, social, ideológica etc., que 
nos estão condenando à desumanização. O sonho é assim uma exigência 
ou uma condição que se vem fazendo permanente na história que fazemos 
e que nos faz e refaz.(FREIRE, 2001,p.99) 
 
Segundo a Secretaria da Educação do Estado do Paraná, o tema inclusão na 
educação é novo e conceitua-se como um processo de democratização norteado 
por princípios que auferem a aquiescência das distinções individuais. Ainda 
complementa que o papel da escola é encorajar cada pessoa a ser livre, levando a 
concluir que o conceito de inclusão abrange também aqueles que de alguma forma 
foram excluídos da sociedade, não apenas os alunos com deficiência. (SEED, 2020) 
O Instituto Federal da Paraíba(IFPB) define a inclusão dos deficientes como: 
 
Em linhas muito gerais, no contexto das pessoas com deficiência, pode-se 
dizer que inclusão é um paradigma, uma concepção de sociedade e de 
ações, que busca abolir a segregação de pessoas que tem alguma 
deficiência, as quais, por muito tempo, tiveram a vida social restrita aos 
próprios lares, a espaços hospitalares ou, quando muito, a instituições 
especializadas. A inclusão afirma a plenitude da condição humana das 
pessoas com deficiência e o seu pleno direito a viver em sociedade, 
juntamente com as demais pessoas. ( IFPB, 2021, p. 01) 
 
O Instituto Federal da Paraíba também pontua que a inclusão pressupõe uma 
transformação da sociedade como um todo, nas suas atitudes, na organização e 
estrutura dos espaços e recursos, na forma de prestação de serviços, etc. Com 
atendimento e assistência médica, a pessoa com deficiência uma vez que ela é 
cidadã e deve ter seu direito de participação na sociedade garantido ( IFPB, 2021) 
Umas das questões apontadas pela IFPB é a questão da acessibilidade 
dentro da inclusão, uma vez que é umas das formas de promovê-la. ( IFPB, 2021) O 
que na ótica da Universidade Federal do Ceará( UFC) são conceitos intrinsecamente 
21 
 
ligados. No senso comum, a acessibilidade parece destacar aspectos relacionados 
ao uso do espaço físico. Em um sentido mais amplo, no entanto, a acessibilidade é 
uma condição possível que pode dificultar a participação efetiva em todas as áreas 
da vida social. Para UFC acessibilidade liga-se a inclusão, pois: 
 
A acessibilidade é, portanto, condição fundamental e imprescindível a todo 
e qualquer processo de inclusão, e se apresenta em múltiplas dimensões, 
incluindoaquelas de natureza atitudinal, física, tecnológica, informacional, 
comunicacional, linguística e pedagógica, dentre outras.(UFC, 2021) 
 
As leis são um meio que ajuda a conquistar direitos, que, no entanto, ocorre 
gradativamente ao longo da história da sociedade, porém, mais do que leis, são 
necessárias mudanças nas atitudes em relação às pessoas com deficiência. 
Portanto, promover a acessibilidade requer identificar e remover os diferentes tipos 
de barreiras que impedem o funcionamento e o funcionamento do ser humano nas 
sociedades em que vive, em condições semelhantes às de outros indivíduos (UFC, 
2021). 
Notavelmente, as escolas devem encontrar maneiras de remover as barreiras 
existentes para fornecer o acesso necessário. O texto do Decreto Lei nº 5.296 de 
2004 exterioriza que: 
Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, 
públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de 
todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de 
deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, 
auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, áreas de lazer e 
sanitários. (BRASIL, 2004) 
 
Acessibilidade refere-se à facilidade com que ambientes, produtos e serviços 
podem ser acessados e utilizados por qualquer pessoa em diferentes contextos. 
Assim, os conceitos de inclusão e acessibilidade na educação refere-se à promoção 
de formas, entenda-se os meios, da efetivação da realidade inclusiva. 
 
 
22 
 
CAPÍTULO II ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO 
 
2.1 Conceito 22 
 
O atendimento educacional especializado conhecido pela sigla AEE que em 
sua essência a capacidade do atendimento ao aluno de identificar, desenvolver e 
organizar recursos instrucionais e de acessibilidade que removem barreiras ao 
envolvimento total do aluno, levando em consideração suas necessidades 
específicas.(MEC, 2016) 
O Ministério da Educação considera o AEE: 
 
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os 
níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional 
especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua 
utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do 
ensino regular. [...] O atendimento educacional especializado - AEE tem 
como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de 
acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos 
alunos, considerando suas necessidades específicas. Esse atendimento 
complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à 
autonomia e independência na escola e fora dela. Consideram-se serviços e 
recursos da educação especial àqueles que asseguram condições de 
acesso ao currículo por meio da promoção da acessibilidade aos materiais 
didáticos, aos espaços e equipamentos, aos sistemas de comunicação e 
informação e ao conjunto das atividades escolares. Para o atendimento às 
necessidades específicas relacionadas às altas habilidades/superdotação 
são desenvolvidas atividades de enriquecimento curricular nas escolas de 
ensino regular em articulação com as instituições de educação superior, 
profissional e tecnológica, de pesquisa, de artes, de esportes, entre 
outros.(MEC, 2016) 
 
Sob a mesma linha de pensamento, Sartoretto e Sartoretto(2010) consideram 
como que a AEE é um modelo de ensino que permeia todos os níveis, séries e 
etapas da trajetória escolar e que tem como objetivo identificar as necessidades e 
possibilidades dos alunos com deficiência, desenvolver um plano de atendimento 
voltado ao acesso regular e à participação no processo de escolarização e atender 
os alunos com deficiência no preenchimento e vão para a sala comum, produzir e/ou 
instruir materiais e recursos didáticos que garantam o acesso ao conteúdo do curso 
para alunos com deficiência, monitorar o uso desses recursos em sala de aula, 
verificar sua funcionalidade, adequação e eventual adequação necessidades e 
instruir as famílias Converse com os professores sobre os recursos que os alunos 
usam. 
23 
 
Com fulcro na AEE é importante ao professor que facilite o processo de 
ensino, para isso, que, sejam dinâmicos e criativos - o aprendizado do aluno deve 
ser individualizado em todo o processo de escolarização e, o mais importante, o 
atendimento deve ser integrado à coeducação, manter a comunicação e, em 
conjunto desenvolver estratégias de desenvolvimento do aluno. 
As autoras supracitadas ainda consideram que os Serviços De Educação 
Profissional devem fornecer instruções de evolução curricular em alta habilidade, 
fluxogramas específicos de idioma e códigos de comunicação e sinalização, 
assistência técnica e recursos de tecnologia assistiva. Este serviço deve ser 
combinado com aconselhamento pedagógico coeducativo durante todo o processo 
de escolarização (SARTORETTO; SARTORETTO,2010). 
Nesse sentido, a LDB (1996), assegura que a educação especial no modelo 
de escolarização especializado é um processo educacional definido por 
recomendações instrucionais que assegura a oferta de recursos e serviços 
educacionais individualizados destinados a garantir e promover o sucesso 
educacional de alunos com necessidades educacionais especiais. Por isso, não 
satisfaz abarcar esse aluno especial na sala de aula. Além da adaptação física, as 
escolas também precisam oferecer serviços paralelos às turmas normais, para que 
as crianças possam realmente desenvolver seu potencial e garantir sua integração 
dentro e fora da escola. 
Sassaki (1997) define o atendimento educacional especializado como aquel 
que fornece a todos os alunos, incluindo aqueles com deficiências graves, uma 
oportunidade equitativa de receber serviços educacionais eficazes em classes de 
idade apropriada nas escolas do bairro, e os serviços complementares de 
assistência e apoio necessários para torná-los ricos. membro pleno da sociedade. 
Dessa forma, sabendo das particularidades que definem as pessoas com 
deficiência e qual o modo que o AEE deve ter seus processos de aprendizagem 
infere-se que os profissionais que atuam nessas disciplinas precisam empenhar-se 
com muita dedicação e formação continuada. Por isso, no próximo tópico, veremos 
como refletir e analisar a formação de professores e os recursos didáticos que 
podem contribuir para esse desenvolvimento. 
 
24 
 
2.2 A quem se direciona o AEE 
 
De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da 
Educação Inclusiva (2008), é estabelecido o objetivo de salvaguardar os direitos e o 
acesso à educação formal de alunos com deficiência, alunos com deficiência global 
do desenvolvimento e alunos com altas habilidades ou superdotados. Essas metas 
garantem a oferta de serviços educacionais profissionais, formação adequada de 
professores, participação da família e da comunidade no processo e interface com 
as políticas públicas. 
Com base no Manual de Instruções da Sala de Recursos Multiuso e Plano de 
Implementação, para os alunos que são o público-alvo do AEE, os alunos com 
deficiência são aqueles com deficiências físicas, intelectuais, mentais ou sensoriais 
de longa data que interagem com várias barreiras que podem impedi-los de 
participar plena e efetivamente na escola e na sociedade (MEC,2010). 
Os alunos com deficiências globais do desenvolvimento são aqueles que 
apresentam alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, relações sociais 
prejudicadas, comunicação ou estereótipos motores (MEC,2010). 
Estas definições incluem alunos com autismo, síndrome do espectro autista e 
psicose infantil. Finalmente, estudantes de alta habilidade ou talento são definidos 
como aqueles que demonstram alto potencial e substancial envolvimento em áreas 
do conhecimento humano, tanto isoladas quanto combinadas: intelectual, 
acadêmica, liderança, espiritual, artística e criativa (MEC,2010). 
Para salvaguardar os plenos direitos dos alunoscom deficiência, alunos com 
deficiência global de desenvolvimento e alunos de alta capacidade ou superdotados, 
acredita que é necessário institucionalizar o AEE nas escolas comuns, organizar 
esse ambiente e fornecer os recursos necessários para um serviço eficaz para incluir 
os objetivos do público AEE. Isso é crucial no processo de aprendizagem de alunos 
com deficiência intelectual. 
 
25 
 
CAPÍTULO III O PROFESSOR NO ESTABELECIMENTO DO AEE NO PROJETO 
POLÍTICO PEDAGÓGICO PPP 
 
Avaliando os serviços de educação especializada implementados no Brasil, 
os professores de educação especial deixaram de ser especialistas em áreas 
específicas. Na concepção de um atendimento especializado em face dos 
deficientes, deve-se provocar a inovação dos conteúdos específicos dos serviços 
educacionais especializados necessários à participação em cursos de educação 
continuada, aperfeiçoamento ou especialização (RAPOLI et al., 2010). 
O professor de AEE desempenha um papel necessário na prestação desse 
serviço ao público-alvo da educação especial, pois é responsável por elaborar, 
executar e avaliar os planos de AEE dos alunos, bem como organizar as estratégias 
instrucionais, identificar e produzir recursos acessíveis. 
Adicionalmente, os professores de AEE dedicam-se a ensinar e desenvolver 
atividades de AEE como: libra, braile, orientação e mobilidade, português para 
surdos, computação acessível, comunicação alternativa e aumentada, 
desenvolvimento de competências mentais superiores e atividades de 
enriquecimento curricular; monitorização da funcionalidade e disponibilidade de 
recursos de tecnologia assistiva em salas de aula e ambientes escolares em geral 
(OLIVEIRA, 2016). 
Destarte, a prática docente dos professores do serviço de educação 
especializada é um trabalho complexo e desafiador. No que se refere à formação 
docente, observou-se a necessidade de se considerar a especificidade, ressaltando 
a necessidade de que os docentes tenham um conhecimento aprofundado da 
assessoria, da prática docente e das possibilidades dos alunos para a manutenção 
do lugar (BATISTA, 2011). 
A gestão do processo de aprendizagem inclui a organização da aprendizagem 
no espaço da sala de recursos polivalentes, bem como conversas com professores 
do ensino geral. A atuação do professor na sala de recursos polivalentes deve focar 
em aspectos que promovam o desenvolvimento e a aprendizagem de um aluno com 
deficiência, ao mesmo tempo em que visa remover barreiras à aprendizagem desse 
aluno (BATISTA, 2011). 
26 
 
Nessa perspectiva, Vieira (2011) explica que para facilitar o desenvolvimento 
e a aprendizagem de alunos com deficiência intelectual, os professores poderão 
utilizar recursos de baixa e alta tecnologia, selecionando e elaborando materiais. Os 
professores do AEE obtêm informações sobre a frequência, persistência e 
engajamento dos alunos em sala de aula quando interagem com os professores do 
ensino regular. 
Os alunos com deficiência intelectual, como sujeito social, beneficiam-se das 
inúmeras mediações das relações sociais e interpessoais estabelecidas nos 
espaços escolares, que também se caracterizam por conflitos e contradições na vida 
social (VIEIRA, 2011). 
Nos serviços de educação especializados, as avaliações são realizadas 
através de estudos de caso que visam construir perfis de alunos para desenvolver 
planos de intervenção em AEE um estudo de caso é feito por meio de uma 
abordagem de resolução de problemas, que identifica sua natureza e busca uma 
solução. O estudo de caso deve ser conduzido pelo professor do AEE em 
colaboração com os professores da escola geral e outros profissionais que 
trabalham com o aluno dentro da escola (VIEIRA, 2011). 
As avaliações abrangem três ambientes principais do aluno: sala de recursos 
multiuso, sala de aula e casa. Nas escolas, as avaliações devem ocorrer em 
diferentes ambientes e em diferentes momentos. Por exemplo, os professores do 
AEE devem observar a organização e gestão das aulas, recreio, jogos, atividades na 
biblioteca e laboratório de informática (VIEIRA, 2011). 
As avaliações em salas de recursos polivalentes, salas de aula e em casa são 
projetadas para coletar informações sobre os alunos, levando em consideração seis 
áreas principais: desenvolvimento intelectual e funcionamento cognitivo; expressão 
verbal; ambiente; aprendizagem escolar; desenvolvimento emocional-social e 
interação social; estudar comportamentos e atitudes no desenvolvimento situacional 
e psicomotor (VIEIRA, 2011). 
Com base nas informações obtidas nos três cenários de avaliação, os 
professores do AEE constroem o perfil do aluno e determinam a natureza do 
problema que motivou o encaminhamento do aluno para a sala de recursos 
especializada. Assim sendo, é infere-se que os professores de AEE devam apoiar a 
27 
 
aprendizagem de alunos com deficiência intelectual organizando situações que 
estimulem o desenvolvimento cognitivo da aprendizagem. 
 A organização é baseada no ensino e na produção de materiais didáticos 
destinados a atender esses alunos com as necessidades específicas da sala de aula 
do ensino regular (VIEIRA, 2011). 
Os professores do AEE fazem o acompanhamento em dois espaços: a sala 
de recursos polivalentes e a sala geral. Esse acompanhamento na sala de recursos 
polivalentes inclui o momento em que o aluno participa de uma atividade 
desenvolvida pelo professor, a partir de informações sobre seu problema obtidas por 
meio de estudos de caso (FIGUEIREDO, et al, 2010). 
Desta feita, os professores podem selecionar recursos de alta ou baixa 
tecnologia e elaborar situações-problema para desenvolver o pensamento abstrato 
dos alunos e sugerir atividades que facilitem a conexão dos alunos com o sucesso. 
outro aspecto importante da monitoria na sala de recursos polivalentes tem a ver 
com a organização da linguagem falada, que deve ser motivada pelo professor do 
AEE no âmbito da sensibilização dos alunos para as diferentes características 
presentes na linguagem falada e escrita. 
 
3.1 Diretrizes e leis 
 
Com base no arcabouço legal e nos princípios pedagógicos da participação 
igualitária em um sistema de educação inclusivo, a Política Nacional de Educação 
Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) define educação especial 
como a Educação que fornece recursos e serviços e serviços especializados, 
complementares ou assistência educacional suplementar para alunos com 
deficiência na educação geral, alunos com deficiências globais de desenvolvimento 
e alunos com altas habilidades ou superdotados (PNE, 2008). 
Outro marco relevante no processo de inclusão educacional foi a 
promulgação do Decreto nº 6.571, de 2008, que garante que os alunos que são o 
público-alvo da educação especial sejam contabilizados no âmbito do fundo de 
manutenção e desenvolvimento da educação básica e o valor dos profissionais da 
educação (FUNDEB) das matrículas, uma nas classes regulares da rede pública de 
ensino e outra nos serviços de educação profissional (AEE). Conforme definido na 
28 
 
Lei, uma sala de recursos multiuso é um ambiente equipado com equipamentos, 
móveis e materiais didáticos e instrucionais para fornecer serviços educacionais 
profissionais (BRASIL, 2008). 
O Conselho Nacional de Educação, através da Resolução CNE/CEB nº 
4/2009, desenvolveu as Diretrizes Operacionais para a Assistência Educacional 
Profissional na Educação Básica, que define: 
 
Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, nas salas de recursos 
multifuncionais da própria escola ou em outra de ensino regular, no turno 
inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, 
podendo ser realizado, em centro de atendimento educacional 
especializado de instituição especializada da rede pública ou de instituição 
especializada comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins 
lucrativos, conveniadas com a secretaria de educaçãoou órgão equivalente 
dos estados, do Distrito Federal ou dos municípios (BRASIL, 2009). 
 
Abarcar a educação inclusiva é um processo complexo, pois políticas que 
mudem a estrutura do sistema de ensino na organização escolar devem ser 
priorizadas para superar o modelo de integração entre escolas e classes especiais. 
A função social da escola é criar um programa de ensino que valorize as diferenças, 
proporcione educação nas turmas do ensino geral e atenda às necessidades 
específicas dos alunos. 
Esse conceito está consubstanciado nas Diretrizes Nacionais da Educação 
Básica, elaboradas pela resolução CNE/CEB nº 4/2010, conforme consta em seu art. 
1º que o sistema de ensino deve matricular alunos com deficiência, deficiência global 
do desenvolvimento e alunos de alta capacidade/superdotados em classes de 
educação formal e serviços de educação profissional (AEE), além ou complementar 
à escolaridade fornecida por salas de recursos multifuncionais ou centros de AEE. 
Uma rede pública ou comunidade sem fins lucrativos, denominação ou caridade. 
(Brasil, 2010) 
A sala de recursos multiuso cumpre o propósito de organizar espaços dentro 
da própria escola geral com equipamentos, recursos acessíveis e materiais didáticos 
que auxiliam a facilitar a escolarização, removem barreiras que impedem os alunos 
de se envolverem plenamente com o público-alvo da educação especial e tornam 
efetiva a inclusão escolar . 
 
29 
 
CAPÍTULO IV A DIFICULDADE DE EFETIVAR A IDEOLOGIA DA ESCOLA PARA 
TODOS 
 
Embora exista legislação que garanta o desenvolvimento integral dos alunos 
especiais nas escolas regulares, isso nem sempre acontece, ou pode acontecer de 
forma precária. Isso porque há desafios que precisam ser superados para que a 
educação inclusiva seja de qualidade e realmente desenvolva os alunos da forma 
mais completa possível, sejam eles especiais ou não. 
Diversos documentos publicados por instituições brasileiras e internacionais 
defendem os princípios fundamentais da educação gratuita e de qualidade para 
todos, argumentando que a escola comum é o meio mais eficaz para reduzir ou 
corrigir a discriminação e o preconceito. 
A título de exemplo a Secretaria de Educação Especial e Cultura diz que as 
escolas devem acolher todas as crianças, independentemente das suas condições 
físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. Eles devem 
acomodar crianças com deficiência e crianças superdotadas; crianças de rua e 
trabalhadoras; crianças de populações remotas ou nômades; crianças de minorias 
linguísticas, raciais ou culturais e crianças de outros grupos e áreas desfavorecidas 
ou marginalizadas (BRASIL, 1997). 
Existem muitas disposições legais para garantir que pessoas com deficiência 
tenham contato com crianças ou adolescentes não deficientes , mas na prática 
vários fatores impossibilitam ou dificultam esse contato, principalmente no que diz 
respeito à deficiência intelectual (MANTOAN, 1997). 
Esse tipo de deficiência apresenta um desafio para as escolas regulares 
atingirem seus objetivos instrucionais para que os alunos aprendam o conteúdo 
curricular, pois os alunos com essa deficiência se relacionam com o conhecimento 
de maneiras diferentes. Alunos que não conseguem aprender o conteúdo da escola 
podem ser admitidos com alunos sem ou com outras deficiências, mas as 
deficiências intelectuais condenam a escola por não atingir seus objetivos 
(MANTOAN, 1997). 
Um dos pontos que também interfere diretamente é a falta de apoio financeiro 
do governo. Os alunos com necessidades especiais têm direito o legalmente à 
educação integral e à matrícula em escolas regulares. Esses cursos devem ser 
30 
 
ministrados por professores regulares, que precisam adaptar algumas atividades 
comuns a todos os alunos e estimular seu desenvolvimento integral (FREITAS et al, 
2021). 
As discussões sobre educação inclusiva geralmente são realizadas em nível 
educacional e jurídico, mas deve-se considerar que tipo de sociedade inclusiva deve 
ser construída. Porque no Brasil, essa escola foi pensada e criada para atender 
aqueles que têm mais poder ou são mais capazes e mais propensos a aprender. 
Demudar a escola de hoje em uma escola inclusiva requer mais do que 
práticas de ensino efetivas ou leis para garantir que todos tenham acesso à rede 
educacional e exista em perpetuidade. As escolas inclusivas têm como premissa o 
reconhecimento e o respeito pela individualidade da disciplina. Mudar as estruturas 
já enraizadas na sociedade requer mais do que leis e métodos. 
Desde o início, o objetivo da inclusão foi não manter ninguém fora do sistema 
escolar, que deve acomodar as particularidades de todos os alunos (...) educação 
geral e educação especial, em um único sistema de ensino, estamos caminhando 
para uma reforma educacional mais ampla em que as necessidades educacionais 
de todos os alunos começam a ser atendidas na educação geral. (MANTOAN, 1997) 
No entanto, a legislação também garante que o Estado deve dar apoio aos 
alunos excepcionais por meio de auxílio técnico e financeiro. Dependendo da 
particularidade ou deficiência do aluno, o governo deve contratar um especialista 
que acompanhe de perto o desempenho escolar do aluno, como um intérprete de 
língua de sinais, que consegue transmitir o que o professor diz ao aluno e aos 
demais alunos. 
Esse profissional será uma espécie de cuidador de alunos com necessidades 
especiais e deverá participar das reuniões escolares e se envolver no planejamento 
escolar, mas ainda faltam especialistas, o que afeta o desenvolvimento global dos 
alunos que necessitam de cuidados e atenção especiais (FREITAS, et al, 2021). 
Além disso, os profissionais podem se sentir sobrecarregados, pois precisam 
desempenhar o papel de tradutores ou mesmo professores regulares que não são 
treinados para lidar com alunos especiais. 
Outro ponto, é o ajuste da infraestrutura escolar no ensino público, diferindo-
se do ensino privado, visto que as escolas particulares existem recursos suficientes 
para atender a demanda dos alunos deficientes. O desenvolvimento integral de 
31 
 
alunos com alguma deficiência não pode ser proporcionado sem a infraestrutura 
adequada. 
A ausência de capacitação dos professores e dos demais funcionários é outra 
questão. O Brasil não possui a cultura de inclusão claramente definida, por isso não 
é incomum que apenas pessoas com certa peculiaridade, como surdos ou cegos, 
possam fazer um determinado curso. 
Um dos mais expressivos desafios no fortalecimento das escolas inclusivas é 
a formação de professores. A percepção dos professores sobre sua importância 
como parte integrante do processo educacional torna-se um dos meios pelos quais 
eles dimensionam seu trabalho dentro das escolas, resgatam sua prática docente e 
a ressignificam. 
Muitas vezes, na ausência de uma formação continuada significativa, os 
professores não se autoavaliam permanentemente, muitas vezes buscando a 
responsabilidade pelo fracasso escolar na família, no sistema e no próprio aluno. 
Essa situação é agravada pela presença de alunos com deficiência mental nas aulas 
regulares. 
De acordo com Mantoan (2003), os professores estão acostumados a 
desenvolver sempre o mesmo trabalho e, quando são impactados por inovações 
educacionais (como a inclusão de pessoas com deficiência), tendem a rejeitá-lo 
porque o novo programa de trabalho é diferente do seu Os planos de trabalho reais 
existentes variam. Aprendeu a aplicar em suas aulas. Eles se justificam em 
argumentar que não estão preparados para trabalhar com tais alunos. 
Os professores aprendem de forma fragmentada em sua formação inicial e, 
quando colocam em prática o que aprenderam, não conseguem romper com essa 
forma de ensinar. Então, ao procurar por cursos de formação que trabalhem com 
inclusão, eles querem aprender a lidar com alunos que possuem algum tipo de 
deficiênciaou que são mais difíceis de aprender, planos instrucionais pré-fabricados 
são colocados em prática em sala de aula, outros em a formação do curso apenas 
demonstra Credenciais na sua capacidade de se tornar um professor qualificado 
para o trabalho inclusivo ( MANTOAN, 2003). 
 A educação inclusiva é uma área do mercado de trabalho educacional que 
ainda carece de especialistas. Por isso, procure uma formação continuada nesta 
32 
 
área que abra caminhos profissionais ao mesmo tempo em que desenvolve mais 
profundamente a empatia. 
Isso é extremamente prejudicial para as interações entre diferentes grupos, 
afinal, nem todos possuem as mesmas características e facilidades. A ideia é que 
cada vez mais os professores façam cursos e treinamentos próprios, como aprender 
a falar a língua de sinais, para que grupos cada vez mais diversos possam interagir 
e se comunicar, independentemente de suas diferenças. 
Vale ressaltar que, à medida que a discussão sobre educação se intensifica, 
deve-se dar igual importância ao papel transformador do professor e, sendo o ele o 
responsável pela formação do cidadão, precisa ser treinado. 
Nesse entendimento, Mantoan diz que: 
 
No caso de uma formação inicial e continuada direcionada à inclusão 
escolar, estamos diante de uma proposta de trabalho que não se encaixa 
em uma especialização, extensão ou atualização de conhecimentos 
pedagógicos. Ensinar, na perspectiva inclusiva, significa ressignificar o 
papel do professor, da escola, da educação e de práticas pedagógicas que 
são usuais no contexto excludente do nosso ensino, em todos os seus 
níveis. Como já nos referimos anteriormente, a inclusão escolar não cabe 
em um paradigma tradicional de educação e, assim sendo, uma preparação 
do professor nessa direção requer um design diferente das propostas de 
profissionalização existentes e de uma formação em serviço que também 
muda, porque as escolas não serão mais as mesmas, se abraçarem esse 
novo projeto educacional. (MANTOAN, 2003) 
 
Dito isso, vale destacar que o processo inclusivo proposto pela legislação 
deve, na verdade, ter como premissa mudanças na educação atual, pois não 
garante ou oferece condições aceitáveis para ser considerado verdadeiramente 
inclusivo. Considere não apenas as limitações da formação de professores, mas 
também o grande número de alunos em cada turma e os problemas de instalações 
inadequadas e instáveis. Portanto, é preciso buscar alternativas e formas de 
diferenciação para ver e pensar de novas formas as escolas e os profissionais que 
nelas atuam. 
O preconceito sofrido pelos alunos especiais na escola também é uma 
realidade e faz parte do desafio de se integrar ao cotidiano de uma escola normal. 
Isso se deve em grande parte à falta de compreensão da especificidade e à falta de 
coexistência entre os diferentes grupos. 
Nesse sentido, o Instituto NeuroSaber, apresenta algumas barreiras para 
implementação da escola para todos, observe: 
33 
 
Crenças: as normas sociais geralmente são a maior barreira para a 
inclusão. As crenças sobre deficiências existem e é preciso promover a 
informação. Os preconceitos com os diferentes podem levar à 
discriminação, o que inibe o processo educacional. 
Barreiras físicas: muitas escolas não têm instalações seguras para 
acomodar os alunos com necessidades especiais. As barreiras ambientais 
podem incluir portas, passagens, escadas e rampas que impossibilita até 
mesmo a entrada de alguns alunos com deficiência. 
Currículo: um currículo rígido que não permite a experimentação ou o uso 
de diferentes métodos de ensino pode ser uma enorme barreira à inclusão. 
Planos de estudo que não reconhecem diferentes estilos de aprendizagem 
dificultam a experiência escolar de todos os alunos, mesmo aqueles que 
não apresentam deficiências. 
Professores: professores que não são treinados ou que não querem ou não 
têm entusiasmo para trabalhar com alunos com deficiência podem ser uma 
barreira para a inclusão escolar. A capacitação profissional e apoio da 
escola são fundamentais para formação dos professores. 
Fatores socioeconômicos: muitas escolas não têm recursos financeiros e 
com isso, instalações e serviços precários. Alguns fatores sociais criam 
barreiras para todos os alunos e apresentam desafios que tornam a 
inclusão quase impossível. 
Organização do sistema educacional: os sistemas educacionais 
centralizados raramente conduzem a mudanças e iniciativas positivas. As 
decisões vêm das autoridades que têm pouca ou nenhuma ideia sobre a 
realidade que os professores enfrentam no dia a dia. 
Políticas como barreiras: Muitos políticos não entendem ou não acreditam 
na educação inclusiva e podem atrapalhar os esforços para tornar as 
políticas públicas de educação mais inclusivas. (NEUROSABER, 2021) 
 
A educação inclusiva continua a ser um desafio. Os desafios só podem ser 
superados através do debate. É normal que surjam problemas quando medidas e 
práticas inclusivas são implementadas, afinal, essa é a nova prática na educação. 
A superação das barreiras e desafios da inclusão escolar de alunos com 
deficiência requer esforço constante, aprendizado e trabalho multidisciplinar. Além 
disso, para mudar ideias antigas e eliminar preconceitos. É importante que as 
famílias dos alunos com deficiência e os profissionais que os apoiam fora da escola 
sejam envolvidos no desenvolvimento de estratégias educativas. 
No Brasil, a visibilidade das populações especiais é baixa, o que contribui 
para a prática do preconceito. Infelizmente, ainda hoje é raro ver pessoas com 
deficiência em altos cargos, aparecendo na mídia consumida pela grande maioria 
das pessoas, como jornais, novelas, etc., o que torna essas pessoas invisíveis para 
a sociedade. 
Para abordar possíveis questões e desafios, toda a comunidade escolar deve 
ser envolvida no debate. Quando nos referimos à comunidade como um todo, 
queremos dizer diretores, pais, alunos sem necessidades especiais, alunos com 
34 
 
necessidades especiais, educadores e coordenadores, que devem compartilhar 
suas experiências. Só então a educação pode ser verdadeiramente inclusiva quando 
todos são ouvidos e suas necessidades são adequadamente atendidas. 
A única maneira de superar o preconceito é aproximar-se de pessoas 
diferentes e desenvolver o respeito, aplicando habilidades sociais e emocionais no 
cotidiano escolar. 
 
 
35 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O presente trabalho de conclusão de curso teve como tema a educação 
inclusiva, pautando-se no atendimento educacional especializado. Ao final da 
pesquisa foi possível verificar diversas nuances, como a discrepância no que a lei 
estabelece sobre a inclusão e o que realmente é efetivado. 
A legislação relacionada à educação especial tenta garantir que as crianças 
com necessidades especiais estejam em um sistema educacional inclusivo com 
base na Declaração, na Constituição de 1988, no Estatuto da Criança e do 
Adolescente e nos estatutos que regulamentam abordagens de educação especial, 
como a acessibilidade escolar. 
Em resumo, é indispensável que a escola faça todas as adaptações no 
ambiente escolar para que a criança possa ficar e conviver com outras pessoas. Nas 
escolas inclusivas, os alunos têm potencial para conviver de forma diferente com 
todos, construir respeito, além de garantir a integração na escola pública, e ampliar a 
conscientização desde a educação infantil até a convivência com todos para 
alcançar o crescimento pessoal. 
Em conjunto, pode-se concluir que, desde o surgimento do paradigma da 
inclusão e da intervenção, houve um movimento de debates interessantes sobre se 
a inclusão supõe uma ruptura com a hipótese da integração escolar, ou se pode ser 
feita uma conexão permanente entre elas. paradigmas de intervenção. 
A inclusão decorre do movimento das escolas se integrarem para o avanço da 
educação inclusiva e é necessária em todos os cenários do nosso século. Há uma 
lutapara respeitar as diferenças, ainda que não da forma pretendida, ou seja, para 
respeitar plenamente a Singularidade, como as diversas leis que buscam o amparo 
às pessoas com deficiência. 
De um modo geral, se as pessoas se recusam a exercer esses direitos na 
prática, não importa que as pessoas saibam que os reconheceram. Ressaltamos 
aqui que a luta pela educação inclusiva não pode parar, a luta pela educação 
diversificada tem um longo caminho a percorrer. 
Além do mais que o ideal de escolas de qualidade para todos é a aspiração 
de todos, e embora as políticas educacionais garantam a matrícula e permanência 
36 
 
de alunos com necessidades especiais, poucos alunos carentes ainda conseguem 
frequentar a escola. 
A prática do dia a dia da educação infantil inclusiva é, sem dúvida, repleta de 
dificuldades e desafios, não devendo de forma alguma ignorar a rica herança 
histórica que carregamos. 
Esse legado vem tanto da exclusão daqueles percebidos como incompetentes 
e cronicamente privados de oportunidades de aprendizagem, quanto da noção de 
infância – ainda enraizada na prática de muitos – de que as crianças são meros 
recipientes de aprendizado e informação . 
Conclui-se que os desafios estabelecidos no processo de inclusão são 
muitos, e a maioria dos profissionais ainda não estão capazes de lidar com as 
tarefas de inclusão que exigem total comprometimento. 
A educação permanente será uma das possibilidades fundamentais para 
ampliar e aprimorar a abordagem da inclusão, proporcionando desenvolvimento 
profissional para lidar com a diversidade. 
Por fim, nota-se que não basta o papel dos professores, é preciso também 
um esforço docente coletivo, abrangendo todo o grupo escolar, baseado em um 
projeto de ensino político efetivo, aberto à diferença e ao trabalho prático. 
É preciso ver as populações "especiais" como pessoas que enfrentam 
enormes desafios todos os dias, e a sociedade precisa estar plenamente engajada e 
interessada no processo de inclusão. Afinal, a educação é um ato que nos torna os 
agentes da mudança possível, tornando-nos mais humanos e socialmente 
conscientes. 
A relação casa-escola é muito importante para os esforços de inclusão, pois a 
qualidade da inclusão pode ser aprimorada por meio dessa relação, uma vez que a 
comunicação casa-escola só contribui para os processos sociais nos dois ambientes 
juntos. Incluindo não apenas os “sujeitos internos” da escola, mas também toda a 
sociedade em que a escola está inserida, e a tomada de decisão deve levar em 
conta as realidades locais. 
Pois, a única forma de superar as barreiras é por meio do desenvolvimento 
dos aspectos educacionais e sociais, uma vez que ambos estão completamente 
interligados, uma vez que a superação das barreiras e desafios da inclusão escolar 
37 
 
de alunos com deficiência requer esforço constante, aprendizado e trabalho 
multidisciplinar. 
Além disso, para mudar ideias antigas e eliminar preconceitos. É importante 
que as famílias dos alunos com deficiência e os profissionais que os apoiam fora da 
escola estejam envolvidos no desenvolvimento de estratégias educativas. 
 
38 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
AINSCOW, Mel; FERREIRA, Windyz. Compreendendo a educação inclusiva: 
algumas reflexões sobre experiências internacionais. In D. Rodrigues (Ed.), 
Perspectivas sobre inclusão: da educação à sociedade (pp. 103-116). Porto: Porto 
Editora,2003. 
 
BATISTA, Cristina Abranches Mota. Atendimento Educacional Especializado para 
pessoas com deficiência mental. Petrópolis: Vozes, 2011. 
 
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Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. 
Acesso em: 01 out.2022. 
 
BRASIL. Resolução nº 4, de 13 de julho de 2010. Disponível em: 
http://www.prograd.ufu.br/sites/prograd.ufu.br/files/media/documento/resolucao_cnec
eb_no_4_de_13_de_julho_de_2010.pdf. Acesso em: 17 out.2022. 
 
BRASIL. Decreto nº 6571, de 17 de setembro de 2008. Estabelece as diretrizes e 
bases da educação nacional. Disponível em: 
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2008/decreto-6571-17-setembro-2008-
580775-publicacaooriginal-103645-pe.html. Acesso em: 17 out.2022. 
 
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Sinais - Libras e dá outras providências. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm. Acesso em: 03 out.2022. 
 
BRASIL. Lei nº 12764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de 
Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3º 
do art. 98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm. Acesso em: 
04 out.2022. 
 
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Educação Nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
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nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às 
pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece 
normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas 
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-
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39 
 
BRASIL. Lei nº 7.6122, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação 
especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. 
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do Adolescente e dá outras providências. Disponível em: 
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