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SANGUE INTRODUÇÃO - Volume total de sangue: 7% do peso corporal, cerca de 5 litros em indivíduo com 70 kg de peso. - Formado por: glóbulos sanguíneos (eritrócitos ou hemácias, plaquetas e leucócitos ou glóbulos brancos) - Hematócrito: sangue coletado e centrifugado. → Função: permite determinar o volume ocupada pelos eritrócitos, sendo 35 a 49% nas mulheres e 40 a 54% nos homens → Primeira parte (sobrenadante): PLASMA → Segunda parte (anel): leucócitos. Obs: sobre a camada dos leucócitos repousa uma fina camada de plaquetas → Terceira parte (inferior): hemácias - Funções do sangue: → Meio de transporte → Defesa: uma das primeiras barreiras contra infecção. Percorrem constantemente o corpo, atravessam por diapedese (saída ativa de leucócitos do sistema circulatório por movimentos ameboides) a parede das vênulas e capilares e concentram-se nos tecidos lesionados ou atacados por microrganismos → Transporta oxigênio e gás carbônico → Transporta nutrientes e metaólitos dos locais de absorção ou síntese → Veículos de distribuição dos hormônios, o que possibilita a troca de mensagens químicas entre os órgãos distantes. → Regulador: distribuição de calor, no equilíbrio acidobásico e no equilíbrio osmótico dos tecidos COMPOSIÇÃO DO PLASMA - Formado por: proteínas plasmáticas (7%), sais orgânicos (0,9%), aminoácidos, vitaminas, hormônios e glicose - Principais proteínas: albuminas, as alfa, beta, gamaglobulinas, lipoproteínas e protrombina e fibrinogênio → Albuminas: sintetizadas no fígado e fundamental na manutenção da pressão osmótica do sangue → Gamaglobulinas: anticorpos (imunoglobulinas) → Protrombina e fibrinogênio: coagulação ERITRÓCITOS - Anucleados e formato bicôncavo (proporciona grande superfície em relação ao volume, facilitando as trocas de gases) - Acidófilos: se corem em eosina - Volume: 4 a 5,4 milhões por microlitro na mulher e 4,6 a 6 milhões por microlitro no homem - Grande quantidade de hemoglobina (proteína transportadora de O2 e CO2) - Em condições normais, não saem do sistema circulatório, permanecendo sempre no interior dos vasos - Usam energia derivada da quebra da glicose - Reticulócitos: eritrócitos imaturos → Apresentam certa quantidade de ribossomos → São basófilos: apresentam certa quantidade de ácido ribonucleico (RNA) - Tipos de hemoglobina: A1, A2 e F → Hb A1: 97% da hemoglobina de adultos → Hb A2: 2% da hemoglobina de adultos → Hb F: 100% da hemoglobina do feto e cerca de 80% da hemoglobina do recém-nascido - Média de vida: 120 dias → O eritrócito perde o núcleo e as outras organelas, não podendo renovar suas moléculas → Ao fim dos 120 dias, as enzimas já estão em nível crítico, o rendimento dos ciclos metabólicos geradores de energia é insuficiente e o corpúsculo é digerido pelos macrófagos, principalmente NO BAÇO. - Obs: Anemias são caracterizadas pela baixa concentração de hemoglobina no sangue ou pela presença de hemoglobina não funcional, o que resulta em oxigenação reduzida para os tecidos → Causas: hemorragia, produção insuficiente de eritrócitos pela medula óssea, produção de eritrócitos com pouca hemoglobina e destruição acelerada dos eritrócitos] LEUCÓCITOS - Forma esférica - Função: proteger o organismo contra infecções - Produzidos na medula óssea ou em tecidos linfoides - Permanecem temporariamente no sangue - Volume: 4.500 a 11.500 por mm3 → Leucocitose: aumento de leucócitos → Leucopenia: diminuição de leucócitos - Classificados: a. Granulócitos → Núcleo de forma irregular → Encontra-se no citoplasma grânulos específicos → Contêm grânulos azurófilos: lisossomos → São eles: neutrófilos, eosinófilos e basófilos b. Agranulócitos: → Núcleo com forma mais regulares → O citoplasma NÃO contém granulações específicas → São eles: linfócitos e os monócitos - Obs: quando os tecidos são invadidos por microrganismos, os leucócitos são atraídos por quimiotaxia, isto é, por substâncias originadas dos tecidos, do plasma sanguíneo, de outros leucócitos e dos microrganismos que provocam nos leucócitos uma resposta migratória, dirigindo-se estas células para os locais onde existe maior concentração dos agentes quimiotáticos. NEUTRÓFILOS - Também chamados de leucócitos polimorfonucleares - Células arredondadas - Núcleos formados por 2 a 5 lóbulos ligados entre si por finas pontes de cromatina - Bastonete: neutrófilos jovens com núcleos em formato de bastonete curvo - Grânulos azurófilos (lisossomos): contêm proteínas e peptídeos destinados a digestão e morte dos microrganismos - Os neutrófilos constituem a primeira linha de defesa do organismo, fagocitando, matando e digerindo bactérias e fungos → Neutrofilia: aumento de neutrófilos, indicando uma infecção bacteriana → Neutropenia: diminuição de neutrófilos e é causada, geralmente, por tratamento farmacológico prolongado ou infecção viral - Mecanismo fagocitário: → O microrganismo invasor é rodeado por pseudópodos, que se fundem em torno dele. Assim, o microrganismo finalmente ocupa um vacúolo (fagossomo) delimitado por uma membrana derivada da superfície do neutrófilo. → Logo depois disso, os grânulos específicos situados nas proximidades fundem suas membranas com as dos fagossomos e esvaziam seu conteúdo no interior deles. → Em seguida, os grânulos azurófilos descarregam suas enzimas no fagossomo, onde ocorrem a morte e a digestão dos microrganismos. EOSINÓFILOS - Constituem apenas de 1 a 3% do total de leucócitos - Núcleo bilobulado - Principal característica de diferenciação: granulações ovoides que se coram pela eosina (granulações acidófilas) - Proteína catiônica: → Ribonuclease → Promove o aparecimento de poros nas células-alvo, induz a desgranulação de mastócitos e basófilos e modula negativamente a atividade linfocitária → Intensa atividade contra parasitas, bactérias e alguns vírus - Proteína básica: → Atividade antibacteriana e antiparasitária - Neurotoxina eosinofílica: → Ribonuclease → Ação antiviral e promove a maturação fenotípica e funcional das células dendríticas - Secretam citocinas e mediadores inflamatórios lipídicos (leucotrienos) que exacerbam a resposta inflamatória - São apresentadores de antígenos aos linfócitos - Os eosinófilos fagocitam e digerem complexos de antígenos com anticorpos que aparecem em casos de alergia. → Esses granulócitos são atraídos para as áreas de inflamação alérgica pela histamina, produzida principalmente por basófilos e mastócitos. Lá chegando, promovem a desgranulação nessas células e liberam mediadores inflamatórios. - Participam da defesa contra os parasitos (eosinofilia – aumento de eosinófilos) - Resumo: Os eosinófilos não são células especializadas para a fagocitose de microrganismos. Sua atividade defensiva é realizada pela liberação seletiva do conteúdo de seus grânulos para o meio extracelular e pela fagocitose e destruição de complexos antígeno-anticorpo. - Os corticosteroides (hormônios da camada cortical da adrenal) induzem uma queda imediata na concentração dos eosinófilos no sangue e nos locais de inflamação. Esses hormônios retardam a passagem dos eosinófilos da medula óssea, onde são produzidos, para a corrente circulatória. BASÓFILOS - Núcleo volumoso - Forma retorcida, irregular e em aspecto da letra S - Grânulos maiores do que os dos outros granulócitos - Menos de 2% dos leucócitos do sangue - Sua meia-vida no sangue é estimada em 1 a 2 dias - Basofilia: aumento no número de basófilos, pode estar associado à leucemia mieloide, hipotireoidismo ou doença renal. - Contêm histamina,fatores quimiotáticos para eosinófilos e neutrófilos e heparina, que é responsável pela metacromasia do grânulo - A membrana plasmática apresenta receptores para imunoglobulina E. - Liberam seus grânulos para o meio extracelular, sob a ação dos mesmos estímulos que promovem a expulsão dos grânulos dos mastócitos - Secretam citocinas e leucotrienos (mediadores inflamatórios). É por meio da secreção de citocinas, que os basófilos conseguem modular a função de determinadas populações de linfócitos T (ação imunomoduladora) LINFÓCITOS - São responsáveis pela defesa imunológica do organismo - Essas células reconhecem moléculas estranhas existentes em diferentes agentes infecciosos, combatendo-as por meio de resposta humoral (produção de imunoglobulinas) e resposta citotóxica mediada por células - Células esféricas - O linfócito pequeno apresenta núcleo esférico e grumos grosseiros, além disso, o citoplasma é muito escasso - O citoplasma dos linfócitos em geral mostra-se pobre em organelas, contendo moderada quantidade de ribossomos livres - O tempo de sobrevivência deles é muito variável, alguns vivem apenas alguns dias, enquanto outros vivem durante muitos anos - Dois tipos: linfócitos B e T - Os linfócitos voltam dos tecidos para o sangue, recirculando continuamente - Linfocitose: aumento dos linfócitos. Associa-se a infecções virais - Linfopenia ou linfocitopenia: diminuição dos linfócitos. Associa-se a terapia farmacológica prolongada ou imunodeficiência. MONÓCITOS - Maiores leucócitos circulantes - Núcleo ovoide, em forma de rim ou ferradura - O núcleo dos monócitos é mais claro do que o dos linfócitos - O núcleo contém de 2 a 3 nucléolos - Monocitose: aumento da quantidade dos monócitos circulantes. Pode sinalizar doença hematológica, infecção bacteriana ou parasitária ou doença autoimune - Monocitopenia: diminuição do número de monócitos. Condição rara, ocasionada por tratamento com corticosteroides - Superfície celular mostra muitas microvilosidade e vesículas de pinocitose - Os monócitos do sangue representam uma fase na maturação da célula mononuclear fagocitária originada na medula óssea. - Essa célula passa para o sangue, onde permanece apenas por alguns dias, e, atravessando por diapedese a parede dos capilares e vênulas, penetra alguns órgãos, transformando-se em macrófagos, que constituem uma fase mais avançada na vida da célula mononuclear fagocitária. - Faz parte do sistema mononuclear fagocitário ou sistema histiocitário. PLAQUETAS - Corpúsculos anucleados e em forma de disco - Derivados dos megacariócitos (células gigantes e poliploides da medula óssea) - Função: promovem a coagulação do sangue e auxiliam a reparação da parede dos vasos sanguíneos, evitando a perda de sangue - Volume: 150 mil a 450 mil por mm3 - Meia-vida: 10 dias - Hemostasia: quando a parede de um vaso é lesionada, inicia-se esse processo que visa impedir a perda do sangue (hemorragia) - Coagulação: → Agregação primária: descontinuidades do endotélio produzidas por lesão vascular são seguidas pela absorção de proteínas do plasma sobre o colágeno adjacente. As plaquetas também aderem ao colágeno, formando um tampão plaquetário → Agregação secundária: as plaquetas do tampão liberam ADP, que é um potente indutor da agregação plaquetária, fazendo aumentar o número de plaquetas do tampão → Coagulação do sangue: durante a agregação das plaquetas, fatores do plasma sanguíneo, dos vasos lesionados e das plaquetas promovem a interação sequencial (em cascata) de cerca de 16 proteínas plasmáticas, dando origem a um polímero, a fibrina, e formando uma rede fibrosa tridimensional, que aprisiona eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Forma-se, assim, o coágulo sanguíneo, mais consistente e firme do que o tampão plaquetário. Um defeito hereditário na formação de uma das proteínas do plasma (fator VIII) resulta na doença hemorrágica conhecida como hemofilia → Retração do coágulo: inicialmente o coágulo provoca grande saliência para o interior do vaso, mas logo se contrai, graças à ação da actina, da miosina e do ATP das plaquetas → Remoção do coágulo: protegida pelo coágulo, a parede do vaso se restaura pela formação de tecido novo. Então, o coágulo é removido principalmente pela enzima plasmina, formada pela ativação da proenzima plasmática plasminogênio pelos ativadores do plasminogênio produzidos pelo endotélio. Enzimas liberadas pelos lisossomos das plaquetas também contribuem para a remoção do coágulo. - A quantidade elevada de plaquetas no sangue (trombocitose) geralmente sinaliza inflamação ou traumatismo, mas tem pouco significado clínico. - Já a trombocitemia essencial é uma doença rara caracterizada pela produção descontrolada de plaquetas, sendo um distúrbio hematológico grave e potencialmente fatal. - O baixo número de plaquetas, denominado trombocitopenia, é uma consequência comum do tratamento farmacológico prolongado e também de doenças infecciosas como a dengue hemorrágica, por exemplo, podendo ser fatal devido à propensão do paciente para lesões vasculares e hemorragia HEMOCITOPOESE - DEF: É o processo contínuo e regulado de produção de células do sangue, que envolve renovação, proliferação, diferenciação e maturação celular. Como as células do sangue tem vida curta, elas devem ser constantemente renovadas pela proliferação mitótica de células localizadas nos órgãos hemocitopoéticos. - Os órgãos hematocitopoéticos sofrem mudanças. A atividade de neoformação nos indivíduos jovens é muito grande e decai conforme o envelhecimento ocorre. - Fase mesoblástica: Primeiras células sanguíneas do embrião surgem muito precocemente (19º dia de gestação) no mesoderma do saco vitelínico → é caracterizada pelo desenvolvimento de eritroblastos primitivos e geralmente, ocorre no interior dos vasos sanguíneos em desenvolvimento - Fase hepática: Posteriormente, o fígado funciona temporariamente como órgão hemocitopoético e é caracterizada pelo desenvolvimento de eritroblastos, granulócitos e monócitos → A hemocitopoese hepática, extravascular, é muito importante durante a vida fetal, com um pico de atividade ao redor de 3 a 4 meses de gestação declinando gradualmente até o nascimento - Outros órgãos em desenvolvimento como o baço, o timo e linfonodos também contribuem para a hemocitopoese, especialmente para a produção de linfa - Fase medular: No segundo mês de vida intra-uterina, a clavícula já começou a se ossificar e tem início a formação de medula óssea hematógena (vermelha) em seu interior, dando início à fase medular da hemocitopoese - À medida que a ossificação pré-natal do resto do esqueleto avança, a medula óssea se torna cada vez mais importante como órgão hemocitopoético, alcançando o pico de atividade ao redor do nascimento - Na vida pós-natal, os eritrócitos, granulócitos, linfócitos, monócitos e plaquetas se originam a partir de células- tronco da medula óssea vermelha - Conforme o tipo de glóbulo formado, o processo recebe a denominação: eritropoese, granulocitopoese, linfocitopoese, monocitopoese e megacariocitopoese CÉLULAS TRONCO, FATORES DE CRESCIMENTO E DIFERENCIAÇÃO - Acredita-se que a decisão entre permanecer como célula-tronco (auto- renovação) ou diferenciação seja aleatória - Enquanto que o tipo de diferenciação para aquele tipo de células (ex: neurônio) seria determinada por agentes reguladores presentes no microambiente medular, de acordo com a necessidade do organismo - Essa regulação ocorre por dois processos: 1. Interações célula-célula 2. Fatores secretados (fatores de crescimento), que resultana amplificação ou repressão da expressão de determinados genes associados à diferenciação em linhagens múltiplas CÉLULAS-TRONCO - São caracterizadas por: → Capacidade de auto-renovação → Capacidade de gerar uma ampla variedade de células → Capacidade de reconstruir o sistema hemocitopoético a. Células tronco pluripotentes - Todas as células do sangue derivam de um único tipo celular da medula óssea: a célula tronco pluripotente - Essas células se multiplicam apenas o suficiente para manter a sua população, que é reduzida - Essas células se proliferam e formam duas linhagens: 1. Células linfoides: formará linfócitos 2. Células mieloides: originará eritrócitos, granulócitos, monócitos e plaquetas CÉLULAS PROGENITORAS E PRECURSORAS - As células pluripotentes e as progenitoras são indistinguíveis morfologicamente - As células progenitoras e precursoras tem alta frequência de mitose e produzem grande quantidade de células diferenciadas maduras - As células progenitoras, quando se dividem, podem originar células progenitoras e precursoras, já as precursoras só células sanguíneas maduras - A hemocitopoese depende: → Do microambiente adequado → Presença de fatores de crescimento o Regulam a proliferação, diferenciação e apoptose das células imaturas, assim como a atividade funcional das células maduras o Um fator de crescimento é específico para uma determinada linhagem o Podem ser divididos em fatores multipotentes que atuam precocemente e fatores que atuam tardiamente, mais específico para cada linhagem MEDULA ÓSSEA - Órgão difuso, porém volumoso e muito ativo - É encontrada: no canal medular dos ossos longos e nas cavidades dos ossos esponjosos - Distinguem-se em dois tipos 1. Medula óssea amarela - Rica em células adiposas - Não produz células sanguíneas - No recém-nascido, toda a medula óssea é vermelha e com o avançar da idade, a maior parte da medula óssea transforma- se na variedade amarela (podendo voltar a se transformar em vermelha em caso de necessidade.) 2. Medula óssea vermelha (hematógena) - Deve sua cor à presença de muitos eritrócitos em diferentes estágios de maturação - Formam uma esponja dotada de capilares sinusoides (finalidade: diminuir a velocidade do fluxo sanguíneo) - Células reticulares + fibras reticulares - Entre as células reticulares: macrófagos, células adiposas e hemopoéticas - Matriz extracelular: colágeno (I e III) + fibronectina + lâmina + proteoglicanos - Microrregiões onde predominam um mesmo tipo de glóbulo sanguíneo e em diferentes fases de maturação - Funções: → Além de produzir as células do sangue, armazena ferro sob a forma de ferritina e de hemossiderina, principalmente, no citoplasma dos macrófagos → Também destrói os eritrócitos envelhecidos - Liberação de células maduras para sangue → Controlada por fatores de liberação (moléculas produzidas em resposta às necessidades do organismo) → Fatores de liberação: hormônios (glicocorticoides e os andrógenos) e certas toxinas bacterianas - Localizada (no adulto): esterno, vértebras, costelas, díploe dos ossos do crânio e no jovem, nas epífises proximais do fêmur e do úmero MATURAÇÃO DOS ERITRÓCITOS - Definição de maturação: Célula madura é a que atingiu um estágio de diferenciação que lhe permite exercer todas as suas funções especializadas - Processo básico da maturação da série eritrocítica ou vermelha é a síntese da hemoglobina e a formação de um corpúsculo pequeno e bicôncavo, que oferece o máximo de superfície para as trocas de oxigênio - Durante a maturação das células, ocorre a. Diminuição do volume da célula b. Diminuição do núcleo e condensação da cromatina c. Expulsão dos núcleos da célula d. Nucléolos diminuem de tamanho e tornam invisíveis e. Diminuição dos polirribossomos e aumento da hemoglobina f. diminuição da quantidade de mitocôndrias e outras organelas 1. Proeritroblasto - Célula grande que apresenta todos os elementos característicos de uma célula que sintetiza intensamente proteínas - Núcleo esférico e central, cromatina com estrutura delicada e um ou dois nucléolos grandes. O citoplasma é intensamente basófilo com uma região clara ao redor do núcleo - As proteínas sintetizadas por ela reconstituem o tamanho da célula que se divide ativamente, e também há a síntese de pequena quantidade de hemoglobina 2. Eritroblasto Basófilo - Célula menor que o proeritroblasto - Apresenta cromatina condensada e granulações - Não há nucléolos visíveis 3. Eritroblasto Policromático - Célula ainda menor - Núcleo com cromatina mais condensada - Contém hemoglobina em quantidade suficiente - Coloração cinza = hemoglobina + basofilia citoplasma 4. Eritroblasto ortocromático (normoblasto) - Núcleo com cromatina muito condensada - Rico em hemoglobina (citoplasma acidófilo) - Pode apresentar traços de basofilia (restos de RNA) 5. Reticulócito - Apresenta algumas mitocôndrias - Muitos polirribossomos: sintetizam hemoglobina - A síntese proteica cessa – sem renovação dos polirribossomos - Saem da medula e vão para o sangue, onde permanecem por 1 dia ntes de se tornarem eritrócitos maduros GRANULOCITOPOESE - Processo de maturação dos granulócitos - Ocorrem modificações do citoplasma caracterizadas pela síntese de muitas proteínas, que são acondicionados em dois tipos de grânulos: os azurófilos e os específicos - As proteínas desses grânulos são produzidas no RER e recebem o acabamento final no aparelho de Golgi, em dois estágios sucessivos: 1. Primeiro estágio resulta na produção de grânulos azurófilos que se coram pelos corante básicos e contém enzimas do sistema lisossomal 2. No segundo estágio, ocorre uma modificação na atividade sintética da célula com produção de grânulos específicos, que contêm diferentes proteínas, conforme o tipo de célula - O mieloblasto é a célula mais imatura já determinada para formar exclusivamente os três tipos de granulócitos a. Mieloblasto - Célula com citoplasma basófilo - Contém grânulos azurófilos - Núcleo grande e esférico com cromatina delicada - Apresenta um ou dois nucléolos b. Promielócitos - É menor que o mieloblasto. - Com núcleo esférico, ás vezes com uma reentrância, a cromatina é mais grosseira e com nucléolos visíveis - Citoplasma mais basófilo e contém grânulos específicos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) ao lado de granulações azurófilas c. Mielócitos - Núcleo podendo ser esférico ou em forma de rim e a cromatina é grosseira - Desaparece a basofilia citoplasmática e aumenta a quantidade de grânulos específicos, formando-se os mielócitos neutrófilo, basófilo e eosinófilo d. Metamielócito - Núcleo com chanfradura profunda (início da formação de lóbulos) - Antes de adquirir a forma nuclear lobulada típica da célula madura, o granulócito neutrófilo passa por uma fase intermediária, chamada neutrófilo com núcleo em bastonete MATURAÇÃO DOS LINFÓCITOS - À medida que os linfócitos maturam, sua cromatina se torna mais condensada, os nucléolos se tornam mais visíveis e a célula diminui de tamanho - Originam no timo e nos órgãos linfoides periféricos (baço, linfonodos e tonsilas), a partir de células trazidas da medula óssea pelo sangue - Os linfócitos T e B se diferenciam no timo e medula óssea, respectivamente, independentemente de antígenos - Nos tecidos, o linfócito B se diferencia em plasmócito, célula produtora de imunoglobulinas - A célula mais jovem da linhagem é o linfoblasto, que forma o prolinfócito e depois, o linfócito maduro - Linfoblasto: é a maiorcélula da série linfocítica, tendo forma esférica, com citoplasma basófilo e sem granulações. Apresenta 2 ou 3 nucléolos. - Prolinfócito: é menor que a célula anterior, tem citoplasma basófilo, podendo conter granulações azurófilas. A cromatina é condensada. Dá origem ao linfócito circulante MATURAÇÃO DOS MONÓCITOS - Células intermediárias destinadas a formar macrófagos - Promonócito = célula mais jovem. Se dividem duas vezes e se tornam monócito - Monócito: permanece no sangue por 8 horas e depois migram para o tecido conjuntivo, onde se transformarão em macrófagos ORIGEM DAS PLAQUETAS - Originam na medula óssea vermelha - Fragmentação do citoplasma dos megacariócitos - Megacarioblastos -> Megacariócitos a. Megacarioblastos - Núcleo grande, em forma de rim ou oval, contendo quase 30 vezes a quantidade normal de DNA com numerosos nucléolos - Basófilo b. Megacariócito - Núcleo irregularmente lobulado e cromatina grosseira, sem nucléolos visíveis nos esfregaços - Citoplasma abundante e levemente basófilo. Contém numerosas granulações que ocupam maior parte do citoplasma - Localizam-se adjascentes aos capilares sinusoides - A trombopoetina (hormônio produzido pelo fígado) é considerado o principal regulador do megacariócito e da produção de plaquetas