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DESCRIÇÃO
Definição do conceito de calor. Definições e aplicações das três Leis da Termodinâmica.
Apresentação do efeito físico de dilatação e contração de corpos, inerente à variação de temperatura.
Abordagem das formas conhecidas de propagação de calor.
PROPÓSITO
Estudar, a partir da Física Térmica, a noção, as limitações e as aplicações do calor, além de suas
formas de propagação e dos fenômenos relacionados à variação de temperatura nos corpos.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Identificar os conceitos de calor
MÓDULO 2
Identificar as Leis da Termodinâmica
MÓDULO 3
Reconhecer os efeitos da dilatação e contração em sólidos e líquidos
MÓDULO 4
Distinguir as formas de propagação de calor
INTRODUÇÃO
A construção de máquinas térmicas e o aperfeiçoamento de equipamentos que funcionavam com
base nos efeitos causados pela variação de temperatura, tais como os termômetros, no século XVIII,
mostraram que, nessa época, havia a necessidade de uma atenção maior sobre as propriedades do
calor.
Nesse período, havia duas linhas de pensamento que dividiam a comunidade acadêmica: o modelo
mecânico e o modelo do calórico .
O modelo mecânico defendia a ideia de que o calor é uma forma de energia existente devido ao
movimento das inúmeras partículas microscópicas que compõem qualquer matéria.
Se há movimento, há energia cinética e choques entre partículas, e entre as últimas e o recipiente
que as compreende, o que dá origem à pressão. Essa teoria foi desenvolvida por daniel bernoulli e
é aceita até os dias de hoje.
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Imagem: Shutterstock.com
DANIEL BERNOULLI
Daniel Bernoulli (1700-1782) - Matemático suíço. Tornou-se célebre pela aplicação da
matemática à mecânica, em especial à de fluidos. Além disso, foi pioneiro na abordagem da
pressão atmosférica em termos moleculares.
Já o modelo calórico defendia a ideia de que o calor é um tipo de matéria, com massa desprezível,
cujas moléculas que a compõem são responsáveis por interagir com as de todas as outras
substâncias e, assim, repassar sua energia.
 
Imagem: Shutterstock.com
Devido a experimentos realizados durante os séculos XVIII e XIX, em especial os experimentos do
físico inglês james prescott joule, essa teoria passou a não ser mais aceita.
JAMES PRESCOTT JOULE
James Prescott Joule (1818-1889) - Físico irlandês. Descobriu relações entre o calor e a
energia mecânica, levando ao desenvolvimento da Primeira Lei da Termodinâmica. Trabalhou
com Lord Kelvin na elaboração da escala absoluta de temperatura. Após sua morte, foi
estabelecida, como homenagem, a nomenclatura Joule para unidades de trabalho, tal como a
Lei de Joule, que aborda as relações entre o fluxo de corrente por meio da resistência elétrica e
o calor dissipado.
Os estudos acerca do calor intensificaram-se após a Revolução Industrial – com a criação das
máquinas a vapor – e foram a base para as três Leis da Termodinâmica que vieram em seguida.
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Imagem: Shutterstock.com
A partir de então, no âmbito da Engenharia, o uso do calor para realização de trabalho mecânico
tornou-se fundamental, pois, em boa parte dos projetos, passou-se a utilizar maquinários e
equipamentos que têm como base as leis da Termodinâmica.
Neste tema, estudaremos, primeiramente, os conceitos de calor e a teoria aceita hoje (modelo
mecânico). Em seguida, conheceremos as Leis da Termodinâmica, os efeitos de dilatação e
contração dos corpos a partir da variação de temperatura e as formas de propagação de calor.
MÓDULO 1
 Identificar os conceitos de calor
CONCEITOS
A primeira pergunta que faremos (e responderemos) neste módulo é a seguinte:
O QUE É CALOR?
Quando pensamos em calor, vem logo à mente um dia quente, não é mesmo? Isso tem uma razão.
Popularmente, é comum ouvirmos frases do tipo:
 
Imagem: Shutterstock.com
No dicionário Aurélio (in. FERREIRA, 2004), algumas das definições de calor são: “Sensação que
se experimenta, em ambiente aquecido, ou junto de um objeto quente e/ou que se aquece”,
“Qualidade ou estado de quente; quentura”.
EM TERMOS FÍSICOS, O QUE É CALOR?
Antes de discutirmos esse conceito e suas aplicações em máquinas, é importante definirmos outra
noção intimamente relacionada a de calor: temperatura.
TEMPERATURA
Você consegue explicar o que é temperatura sem recorrer aos conceitos populares de quente e frio?
A partir da aceitação do modelo mecânico do calor, podemos definir temperatura como:
A medida do grau de agitação das moléculas de determinado corpo.
 ATENÇÃO
É importante que você tenha em mente essa definição para não cometer o erro de seguir o conceito
de temperatura a partir de sensações táteis.
A movimentação das moléculas define seu estado térmico, ou seja, a temperatura de um corpo está
associada à energia cinética média das moléculas que o constituem.
Quanto maior a agitação das moléculas, maior a energia cinética e a temperatura.
 SAIBA MAIS
Escalas termométricas
Valores numéricos podem ser atribuídos à temperatura utilizando escalas termométricas. As três
escalas mais comuns são:
ESCALA CELSIUS
Utilizada na maioria dos países, inclusive no Brasil. Definida a partir do valor 0° para a fusão do gelo
e 100° para a ebulição da água, por anders celsius, em 1742.
 
Imagem: Shutterstock.com
ANDERS CELSIUS
Anders Celsius (1701-1744) - Astrônomo sueco. Definiu a escala termométrica batizada com
seu sobrenome. No campo da Astronomia, foi um dos criadores do Observatório Astronômico
de Uppsala, sua cidade natal, em 1741.
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Imagem: Shutterstock.com
ESCALA FAHRENHEIT
Utilizada em alguns países de língua inglesa, tais como EUA e Inglaterra, e definida a partir do valor
32o para a fusão do gelo e 212o para a ebulição da água, por daniel fahrenheit, em 1724.
DANIEL FAHRENHEIT
Daniel Fahrenheit (1686-1736) - Físico e engenheiro alemão. Definiu a escala termométrica
batizada com seu sobrenome. Além disso, também foi responsável pela criação do termômetro
de mercúrio.
ESCALA KELVIN
Utilizada para indicar temperaturas em cálculos científicos. Também é chamada de escala absoluta
de temperatura. Kelvin [K] é a unidade de temperatura no Sistema Internacional de Medidas.
Diferente das outras duas escalas, esta não foi definida a partir dos pontos de fusão e ebulição da
água, mas sim por meio de cálculos. A temperatura zero kelvin indica a temperatura na qual cessa o
movimento das moléculas, e foi indicada por william thomson, também conhecido como Lorde
Kelvin.
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Imagem: Shutterstock.com
WILLIAM THOMSON
William Thomson (1824-1907) - Engenheiro, matemático e físico irlandês. Definiu a escala
termométrica batizada de Kelvin. Também contribuiu significativamente para as áreas da
matemática e da física. Ganhou o título de Lorde Kelvin pela importância de suas realizações.
AGORA QUE SABEMOS O QUE É TEMPERATURA,
PODEMOS COMEÇAR NOSSO ESTUDO DE CALOR
E SUAS APLICAÇÕES PRÁTICAS.
CALOR
Diferente do que foi apresentado por algumas definições do dicionário Aurélio e por seu uso corrente
no senso comum, em termos físicos, calor não é uma sensação, experimentação ou estado de algo
quente.
CALOR É ENERGIA TÉRMICA EM TRÂNSITO QUE
FLUI ENTRE CORPOS OU SISTEMAS, DESDE QUE
HAJA UMA DIFERENÇA DE TEMPERATURA ENTRE
ELES.
Certamente, você percebe a existência do calor em seu cotidiano.
Por exemplo, quando decide tomar banho e a água está muito fria, o que você faz? Abre a torneira da
água quente, não é? Mas e se ficar muito quente? Simples: você diminui a vazão da água quente ou,
então, abre mais a água fria, certo?
O fato de misturar água em diferentes temperaturas, a fim de chegar a uma temperatura agradável, é
uma prática comum que funciona devido ao calor que flui entre as águas.
 
Foto: Shutterstock.com
Outro exemplo comum é o fato de você sair na rua em um dia frio e “sentir” frio. A sensação de frio na
pele existe porque seu corpo está cedendo calor para o ambiente.
 
Foto: Shutterstock.com
 ATENÇÃOCalor é uma forma de energia transitória, que existe, espontaneamente, somente enquanto há
diferença de temperatura entre corpos. O “sentido” dessa transferência de energia é sempre do corpo
de maior temperatura para o de menor temperatura.
EQUILÍBRIO TÉRMICO: LEI ZERO DA
TERMODINÂMICA
Equilíbrio térmico é definido como a condição final obtida após dois ou mais corpos trocarem calor
entre si e, então, atingirem a mesma temperatura.
QUANDO ISSO ACONTECE, CESSA O CALOR (OU
TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA TÉRMICA) E
DIZEMOS QUE OS CORPOS ESTÃO EM EQUILÍBRIO
TÉRMICO.
A figura a seguir ilustra esse processo:
No exemplo, A e B são dois corpos idênticos, porém com temperaturas diferentes. As moléculas de A
possuem, em média, velocidades maiores do que as moléculas em B.
O calor é transferido entre os blocos, buscando um equilíbrio entre as temperaturas.
Após o equilíbrio, tanto as moléculas de A quanto as de B possuirão, em média, velocidades e
temperaturas iguais.
Na prática, essa lei nos afirma que, se tivermos um sistema com diversos corpos, com temperaturas
diferentes, haverá fluxo de calor no sistema (alguns corpos cedendo e outros recebendo calor), até
que o equilíbrio térmico seja alcançado.
Podemos dizer então que, quando há fluxo natural de calor, as temperaturas dos corpos são
diferentes? Sim, isso é verdade.
E o efeito do calor será sempre o de mudar a temperatura dos corpos? Bem, isso nem sempre é
verdade!
Veremos a seguir que um outro efeito possível do calor é mudar o estado de agregação de um
corpo. Assim, para facilitar o entendimento, podemos dividir o calor em dois tipos: calor sensível e
calor latente.
ESTADO DE AGREGAÇÃO
Estado definido pelas ligações intermoleculares em que determinado corpo se apresenta.
Podemos citar três estados: sólido, líquido e gasoso. Cada um deles apresenta características
particulares. Existe, também, um quarto estado, não muito comum, chamado de plasma.
O calor sensível é responsável por mudar a temperatura dos corpos.

O calor latente é responsável por mudar o estado de agregação dos corpos.
Mais adiante, no próximo módulo, veremos que o calor também pode ser responsável por realizar
trabalho mecânico. Essa é a base das máquinas a vapor que revolucionaram a forma de produção no
século XVIII e no início do século XIX.
CALOR SENSÍVEL
Chamamos de calor sensível aquele usado para variar a temperatura de um corpo sem alterar seu
estado de agregação. Esse calor pode ser recebido ou cedido para outro corpo.
Observe a situação a seguir:
Se colocarmos uma panela com 1 litro de água e outra com 2 litros para esquentar no fogão, ambas à
mesma temperatura, qual precisará de mais calor para atingir uma temperatura comum no final? Com
certeza, quanto mais água, mais calor precisará ser fornecido, concorda?
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COM QUE VARIÁVEIS ESSE CALOR ESTÁ
RELACIONADO? VAMOS DESCOBRIR JUNTOS?
Para um corpo variar de determinada temperatura, o calor necessário é diretamente proporcional à
quantidade de matéria.
 
Imagem: Shutterstock.com
Veja outro experimento parecido, porém, agora, com 1 litro de água em uma panela e 1 litro de leite.
Assim, podemos concluir que o calor para variar a temperatura de um corpo, chamado de calor
sensível, depende da quantidade e tipo de matéria que compõe o corpo e de quanto é a variação de
temperatura.
De forma experimental, concluímos que o calor necessário é dado por:
Q = M C ∆ T
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Onde:
Q = quantidade total de calor fornecido ou cedido [J ou cal] → calor sensível;
m = massa do corpo [kg ou g] → quantidade de matéria;
c = calor específico da substância que compõe o corpo [J/kgK ou cal/g oC] → propriedade de cada
material;
∆ T = variação de temperatura [K ou oC].
EXEMPLO
Precisamos aquecer uma chapa de ferro de 1,0 m2, fazendo sua temperatura passar de 20 oC para
120 oC. Conseguimos calcular a quantidade de calor necessária para a realização dessa tarefa?
Sabendo a densidade superficial do ferro (necessário para encontrarmos a massa que tem nessa
chapa) e o calor específico do ferro, conseguimos, sim. Basta aplicarmos a equação do calor
sensível.
FIQUE ATENTO
A equação do calor sensível é usada somente quando não há mudança de estado de agregação de
um corpo, ou seja, o calor é responsável apenas pela variação de temperatura.
Caso a variação de temperatura seja negativa, o valor de Q será negativo (m e c são sempre
positivos). Isso indica que o corpo está cedendo calor para outro corpo ou sistema.
Consequentemente, sua temperatura diminuirá. Por outro lado, se a variação de temperatura for
positiva, o valor de Q será positivo. Isso indica que o corpo está recebendo calor de outro
corpo ou sistema.
 
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CALOR LATENTE
Chamamos de calor latente aquele usado para alterar as ligações intermoleculares de
determinado corpo, fazendo com que seu estado de agregação seja modificado. Esse calor pode
ser recebido ou cedido para outro corpo.
Em geral, para substâncias puras, enquanto seu estado de agregação está sendo mudado, sua
temperatura se mantém constante. Assim, o calor latente só depende da quantidade e do tipo de
matéria que compõem o corpo.
Logo, pode ser dado por:
Q = M L
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Onde:
Q = a quantidade de calor fornecido [J ou cal] → calor latente;
m = massa da substância [kg ou g] → quantidade de matéria;
L = calor latente de transformação [J/kg ou cal/g] → propriedade de cada material.
O calor latente de transformação (L) pode ser definido como:
A quantidade de calor necessária para mudar de estado 1 g de determinada substância.
A partir do conhecimento dos calores sensíveis e calores latentes envolvidos em um sistema,
podemos quantificar a Lei Zero da Termodinâmica da seguinte forma:
“A soma de todos os calores envolvidos em um sistema, positivos e negativos, é igual a zero.”
O módulo da soma de todos os calores cedidos por corpos em um sistema (sensíveis ou latentes)
deverá ser igual ao módulo da soma de todos os calores recebidos por outros corpos dentro do
mesmo sistema (sensíveis ou latentes).
 ATENÇÃO
O calor latente de transformação pode ser positivo ou negativo, a depender se o corpo está
recebendo ou cedendo calor.
Para transformar gelo em água líquida, o gelo precisa receber calor, e, portanto, o calor latente de
fusão é positivo.
Para transformar água líquida em gelo, a água líquida precisa ceder calor, e, portanto, o calor latente
de solidificação é negativo.
A regra geral é a seguinte:
Para levar o corpo ao sentido de maior liberdade das moléculas (sólido para líquido, líquido para
gasoso), é preciso fornecer calor. Logo, L é positivo. No sentido contrário, é preciso ceder calor.
Logo, L é negativo.
 
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Quando colocamos água para ferver, normalmente, ela está à temperatura ambiente no momento em
que vai ao fogo, correto? A água entra em ebulição (começa a ferver) a 100 oC ao nível do mar (isso
dependerá da pressão atmosférica – quanto maior a pressão, maior será a temperatura de ebulição).
O calor envolvido nessa operação, primeiramente, é do tipo calor sensível – fazendo a água sair da
temperatura ambiente e indo até 100 oC.
Quando a água alcança essa temperatura, todo calor fornecido a partir desse ponto é usado para
transformar água líquida em vapor de água. Nesse caso, o calor latente entra em ação até que toda
água tenha virado vapor d’água.
Se colocarmos um termômetro dentro d’água, veremos que ele indicará um aumento de temperatura
até o ponto de ebulição. A partir desse ponto, a temperatura indicada pelo termômetro permanecerá
constante, até que toda água vaporize.
 
Imagem: Shutterstock.com
CAPACIDADE TÉRMICA
Um parâmetro bem útil no estudo de calor é a capacidade térmica, que nos fornece a quantidade de
calor necessário para determinado corpo variar sua temperatura de 1 oC.
Utilizandoa equação do calor sensível, podemos definir capacidade térmica (C) como:
Q = MC ∆ T = C ∆ T C = MC
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Onde a unidade de C é cal/oC ou J/K.
Note que a capacidade térmica é uma propriedade que depende da massa, e não somente da
substância, como o calor específico. Em termos práticos, podemos dizer que:
A capacidade térmica é o grau de resistência de um corpo em variar sua temperatura.
Esse parâmetro é muito útil quando usamos calorímetros que não são ideias, ou seja, que cedem ou
recebem calor das substâncias contidas nele.
 SAIBA MAIS
Para saber mais sobre o assunto, leia o texto Efeito Joule e unidade de calor.
EFEITO JOULE E UNIDADE DE CALOR
 
Imagem: Shutterstock.com
O Efeito Joule é um fenômeno físico em que um sistema elétrico transforma energia elétrica em
energia térmica (calor). Existem diversos equipamentos que utilizam o efeito Joule em seu
funcionamento.
Podemos citar como exemplos o ferro, a torradeira e o chuveiro elétricos. Em todos eles, o princípio
básico é de uma corrente passando por uma resistência que tem sua temperatura aumentada devido
à transformação de energia elétrica em térmica.
Com a temperatura aumentada, essa resistência transfere calor para os corpos que estão em
temperaturas inferiores em contato com ela.
Como calor é energia em trânsito, sua unidade é a mesma de energia, independente se é calor
sensível ou calor latente. No SI, sua unidade é o Joule [J], em que:
1J = 1 K G · M² / S²
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Uma unidade bem comum no estudo de calor é a caloria [cal]. Isso porque 1,0 cal (que equivale a
4,18 J) é o calor necessário para variar em 1,0 °C 1,0 grama de água, ou seja, o calor específico da
água é 1,0 cal/g °C.
Nutricionistas costumam adotar a unidade Caloria (repare: C é maiúsculo), apesar de
conceitualmente errado. 1 Caloria é diferente de 1 caloria nesse uso habitual. Na verdade, 1 Caloria
equivale a 1.000 cal ou 1 kcal. Essa energia está relacionada com a liberada pela queima do
alimento consumido, ou seja, combustível orgânico para o ser humano. Em termos de unidades
relacionadas a grandezas físicas, a unidade Caloria, com C maiúsculo, não existe.
 
Imagem: Shutterstock.com
Então, quando um nutricionista lhe passar uma dieta de 2.000 Calorias, significa que você poderá
consumir alimentos que lhe garantam 2.000 kcal ou 8.360KJ de energia.
Experimento mostrando a troca de calor entre duas substâncias até o atingimento do equilíbrio
térmico.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. SOBRE A DEFINIÇÃO DE CALOR E A LEI ZERO DA TERMODINÂMICA, SÃO
FEITAS AS SEGUINTES AFIRMATIVAS:
CALOR É UMA ENERGIA QUE PODE SER ARMAZENADA EM UM RECIPIENTE E TRANSFORMADA EM TRABALHO
MECÂNICO.
 
CALOR É UMA ENERGIA EM MOVIMENTO E OCORRE QUANDO HÁ DIFERENÇA DE TEMPERATURA ENTRE CORPOS.
 
O CALOR FLUI ESPONTANEAMENTE DO CORPO DE MAIOR TEMPERATURA PARA O DE MENOR TEMPERATURA.
 
ENQUANTO HOUVER DIFERENÇA DE TEMPERATURAS ENTRE CORPOS EM UM SISTEMA, HAVERÁ TRANSFERÊNCIA DE
CALOR, ATÉ QUE O SISTEMA ATINJA O EQUILÍBRIO TÉRMICO.
PODEMOS AFIRMAR QUE:
A) Todas são corretas.
B) Há somente uma afirmativa incorreta.
C) Há somente duas afirmativas incorreta.
D) Há somente três afirmativas incorreta.
2. SEJA UMA PISCINA RETANGULAR DE 600 M3, CUJA TEMPERATURA
ENCONTRA-SE A 15 OC. A PISCINA TEM ÁGUA ATÉ A METADE DA ALTURA
POSSÍVEL. NO INTUITO DE DEIXAR A ÁGUA DA PISCINA MORNA, A UMA
TEMPERATURA DE 25 OC, UMA PESSOA PRECISA DESPEJAR UMA
QUANTIDADE M DE ÁGUA, A UMA TEMPERATURA DE 40 OC. 
 
SABENDO QUE A DENSIDADE DA ÁGUA É DE 1.000 KG/M3 E O CALOR
ESPECÍFICO É DE 1.000 CAL/KG OC, O VOLUME DE ÁGUA A 40 OC
NECESSÁRIO É DADO POR:
A) 100 m3
B) 200 m3
C) 300 m3
D) 250 m3
3. EM RELAÇÃO AO CALOR ESPECÍFICO, SÃO FEITAS AS SEGUINTES
AFIRMATIVAS:
DEPENDE DA FASE EM QUE SE ENCONTRA A SUBSTÂNCIA.
 
É A ENERGIA NECESSÁRIA PARA VARIAR EM 1,0 OC 1 G DA SUBSTÂNCIA.
 
DEPENDE DA ESTRUTURA MOLECULAR DA SUBSTÂNCIA.
 
ESTÁ RELACIONADO COM A MUDANÇA DE FASE DA SUBSTÂNCIA.
ESTÃO CORRETAS AS AFIRMATIVAS:
A) I, II e III
B) II e IV
C) I, III e IV
D) I, II, III e IV
4. EM UM CALORÍMETRO DE COBRE, A 90 OC, COLOCA-SE 30 G DE ÁGUA
LÍQUIDA A UMA TEMPERATURA DE 10 OC. APÓS CERTO TEMPO, NOTA-SE
QUE O CONJUNTO SE ENCONTRA A UMA TEMPERATURA DE 60 OC. 
 
 
DADO: CALOR ESPECÍFICO DA ÁGUA = 1,0 CAL/G OC.
DESSA FORMA, PODE-SE DIZER QUE A CAPACIDADE TÉRMICA DO
CALORÍMETRO É DADA POR:
A) 50 cal/oC
B) 60 cal/oC
C) 90 cal/oC
D) 100 cal/oC
5. CINCO PEDRAS DE GELO, CADA UMA COM 100G, FORAM RETIRADAS DO
CONGELADOR A UMA TEMPERATURA DE -10 OC. COLOCADAS EM UM
RECIPIENTE FECHADO, SUBMETIDO A UM SISTEMA DE AQUECIMENTO,
APÓS DETERMINADO TEMPO, TODO O GELO SE TRANSFORMOU EM VAPOR
D’ÁGUA, A 120 OC. 
 
DADOS:
CALOR ESPECÍFICO DO GELO = 0,5 CAL/G °C;
CALOR ESPECÍFICO DA ÁGUA = 1,0 CAL/G °C;
CALOR ESPECÍFICO DO VAPOR D’ÁGUA = 0,5 CAL/G °C;
CALOR LATENTE DE FUSÃO DA ÁGUA = 80 CAL/G;
CALOR LATENTE DE VAPORIZAÇÃO DA ÁGUA = 540 CAL/G;
FUSÃO DA ÁGUA = OCORRE A 0 OC;
EBULIÇÃO DA ÁGUA = OCORRE A 100 OC.
 
DESCONSIDERE O CALOR NECESSÁRIO PARA AQUECER O RECIPIENTE.
QUAL FOI A QUANTIDADE TOTAL DE CALOR FORNECIDA ÀS PEDRAS DE
GELO?
A) 57.500 cal
B) 92.500 cal
C) 275.000 cal
D) 367.500 cal
6. RETIRA-SE 20 G DE GELO, A -5,0 OC, DE UM FREEZER, E FORNECE 450
CAL. 
 
DADOS:
CALOR ESPECÍFICO DO GELO = 0,5 CAL/G OC;
CALOR ESPECÍFICO DA ÁGUA = 1,0 CAL/G OC;
CALOR LATENTE DE FUSÃO DO GELO = 80 CAL/G.
 
QUAL A COMPOSIÇÃO FINAL DO SISTEMA?
A) Água e gelo a 0 oC.
B) Água e gelo a -2,0 oC.
C) Gelo a -2,0 oC.
D) Água a 5,0 oC.
GABARITO
1. Sobre a definição de calor e a Lei Zero da Termodinâmica, são feitas as seguintes
afirmativas:
Calor é uma energia que pode ser armazenada em um recipiente e transformada em trabalho mecânico.
 
Calor é uma energia em movimento e ocorre quando há diferença de temperatura entre corpos.
 
O calor flui espontaneamente do corpo de maior temperatura para o de menor temperatura.
 
Enquanto houver diferença de temperaturas entre corpos em um sistema, haverá transferência de calor, até que o sistema atinja o equilíbrio térmico.
Podemos afirmar que:
A alternativa "B " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas a seguir:
Falso - Apesar do calor poder ser transformado em trabalho mecânico, trata-se de uma energia
em trânsito, logo, por definição, não é possível armazená-la.
Verdadeiro - Enquanto houver diferença de temperatura entre corpos, haverá trânsito de
energia, ou seja, calor.
Verdadeiro - O corpo de maior temperatura transfere energia para o de menor temperatura, até
que o equilíbrio térmico seja atingido.
Verdadeiro - O corpo de maior temperatura transfere energia para o de menor temperatura, até
que o equilíbrio térmico seja atingido.
2. Seja uma piscina retangular de 600 m3, cuja temperatura encontra-se a 15 oC. A piscina tem
água até a metade da altura possível. No intuito de deixar a água da piscina morna, a uma
temperatura de 25 oC, uma pessoa precisa despejar uma quantidade M de água, a uma
temperatura de 40 oC. 
 
Sabendo que a densidade da água é de 1.000 kg/m3 e o calor específico é de 1.000 cal/kg oC, o
volume de água a 40 oC necessário é dado por:
A alternativa "B " está correta.
 
Pelo enunciado, há, inicialmente, 300 m3 de água na piscina. Como o sistema é composto por água a
40 oC e água a 15 oC, então, a água a 40 oC fornecerá calor para água a 15 oC, até que toda água
dentro da piscina atinja a mesma temperatura – temperatura de equilíbrio igual a 25 oC. Assim:
Calor fornecido pela água a 40 oC:
Qcedido = pV40
⏟
M
cagua ∆ T
Qcedido = 1000V40 · 1000 · 25 - 40 ∴ Qcedido = - 15x106V40 cal
 
Calor recebido pela água a 15 oC:
Qrecebido = pV15
⏟
m
cagua ∆ T
Qrecebido = 1000V15 · 1000 · 25 - 15 ∴ Qrecebido = 10x106V15 cal
O volume de água a 15 oC é 300 m3. O volume de água a 40 oC é o que queremos descobrir. Como
nosistema, só existem esses dois corpos (água a 40 oC e água a 15 oC), podemos dizer que o calor
recebido por um é igual ao calor cedido pelo outro. Logo, temos:
Qcedido = Qrecebido
( )
( )
( )
( )
| | | |
15x106V40 10x106 · 300 ∴ V40 = 200m3
Para minimizar o erro, uma dica interessante é somar todos os calores envolvidos, sem se preocupar
com qual corpo está cedendo e qual está recebendo calor, e igualar a zero. Ficaria assim:
ΣQtrocados = 0
mc ∆ T
⏟
água a 15 oC
 + mc ∆ T
⏟
água a 40 oC
 = 0
V15 Teq - 15 + V40 Teq - 40 = 0
300 · 25 - 15 + V40 25 - 40 = 0 ∴ V40 = 200m3
3. Em relação ao calor específico, são feitas as seguintes afirmativas:
Depende da fase em que se encontra a substância.
 
É a energia necessária para variar em 1,0 oC 1 g da substância.
 
Depende da estrutura molecular da substância.
 
Está relacionado com a mudança de fase da substância.
Estão corretas as afirmativas:
A alternativa "A " está correta.
 
O calor específico é uma propriedade de cada substância e é dado por:
c =
Q
m△T
Em outros termos, o calor específico é dado pela quantidade de calor necessária para variar em 1 oC
1 g de substância. Depende do estado físico em que se encontra a substância e, consequentemente,
da estrutura molecular da substância.
O calor latente de determinada mudança de fase que está diretamente relacionado à mudança de
fase.
4. Em um calorímetro de cobre, a 90 oC, coloca-se 30 g de água líquida a uma temperatura de
10 oC. Após certo tempo, nota-se que o conjunto se encontra a uma temperatura de 60 oC. 
( ) ( )
( ) ( )
 
 
DADO: CALOR ESPECÍFICO DA ÁGUA = 1,0 CAL/G OC.
DESSA FORMA, PODE-SE DIZER QUE A CAPACIDADE TÉRMICA DO CALORÍMETRO É DADA
POR:
A alternativa "A " está correta.
 
O calorímetro, não ideal, passou calor para a água. Dessa forma, temos:
Qcedido = Qrecebido
Ccalorimetro ∆ T
⏟
calorímetro
= mc ∆ T
⏟
água
Ccalorímetro 60 - 90 = |30 · 1 · (60 - 10)| ∴ Ccalorímetro = 50cal /oC
5. Cinco pedras de gelo, cada uma com 100g, foram retiradas do congelador a uma
temperatura de -10 oC. Colocadas em um recipiente fechado, submetido a um sistema de
aquecimento, após determinado tempo, todo o gelo se transformou em vapor d’água, a 120 oC.
 
Dados:
Calor específico do gelo = 0,5 cal/g °C;
Calor específico da água = 1,0 cal/g °C;
Calor específico do vapor d’água = 0,5 cal/g °C;
Calor latente de fusão da água = 80 cal/g;
Calor latente de vaporização da água = 540 cal/g;
Fusão da água = ocorre a 0 oC;
Ebulição da água = ocorre a 100 oC.
 
DESCONSIDERE O CALOR NECESSÁRIO PARA AQUECER O RECIPIENTE. QUAL FOI A
QUANTIDADE TOTAL DE CALOR FORNECIDA ÀS PEDRAS DE GELO?
A alternativa "D " está correta.
 
| | | |
| ( ) |
Neste procedimento, ocorrem cinco processos diferentes envolvendo o calor fornecido ao sistema.
São eles:
Variação da temperatura do gelo até 0 oC → calor sensível;
Fusão do gelo, transformando-se em água líquida → calor latente;
Variação da temperatura da água até 100 °C → calor sensível;
Ebulição da água líquida, transformando-se em vapor d’água → calor latente;
Variação da temperatura do vapor d’água até 120 °C → calor sensível.
Vamos encontrar os calores envolvidos em cada processo.
Note que a massa não muda. Então, a massa total que receberá esse calor é de cinco vezes 100 g,
que é M = 500 g. Logo, temos:
I.
Q1 = MCGELO ∆ T 
 
Q1 = 500 · 0, 5 · 0 - - 10 → Q1 = 2500CAL
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
II.
Q2 = MLFUSAOQ2 = 500 · 80 → Q2 = 40000CAL
Q2 = MLfusao
Q2 = 500 ⋅ 80 → Q2 = 40000cal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
III.
Q3 = MCAGUA ∆ TQ3 = 500 · 1, 0 · 100 - 0 → Q3 = 50000CAL
( ( ))
( )
Q3 = Mcagua Δ T
Q3 = 500 ⋅ 1, 0 ⋅ (100 − 0) → Q3 = 50000cal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
IV.
Q4 = MLEBULICAOQ4 = 500 · 540 → Q4 = 270000CAL
Q4 = MLebulicao
Q4 = 500 ⋅ 540 → Q4 = 270000cal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
V.
Q5 = MCVAPOR ∆ TQ5 = 500 · 0, 5 · 120 - 100 → Q5 = 5000CAL
Q5 = Mcvapor Δ T
Q5 = 500 ⋅ 0, 5 ⋅ (120 − 100) → Q5 = 5000cal
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 
Portanto, a quantidade de calor total envolvido no processo é dada por:
QTOTAL = Q1 + Q2 + Q3 + Q4 + Q5QTOTAL =
Qtotal = Q1 + Q2 + Q3 + Q4 + Q5
Qtotal =
 
 
2500+40000+50000+270000+5000→QTOTAL=367500CAL
( )
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
6. Retira-se 20 g de gelo, a -5,0 oC, de um freezer, e fornece 450 cal. 
 
Dados:
Calor específico do gelo = 0,5 cal/g oC;
Calor específico da água = 1,0 cal/g oC;
Calor latente de fusão do gelo = 80 cal/g.
 
QUAL A COMPOSIÇÃO FINAL DO SISTEMA?
A alternativa "D " está correta.
 
Para resolver a questão, siga estes passos:
Encontre a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura do gelo até 0 oC (calor
sensível).
Analise a quantidade de calor envolvida no processo. Se a quantidade de calor necessária for
superior a 450 cal, então, o gelo não chegará a 0 oC. Se a quantidade de calor necessária for inferior
a 450 cal, então, o gelo começará a derreter.
Encontre a quantidade de calor necessária para derreter todo o gelo – calor latente.
Analise a quantidade de calor envolvida no processo. Se a quantidade de calor necessária for
superior a 450 cal menos o que foi gasto no item 1, então, o gelo não derreterá completamente.
Assim, teremos gelo e água a 0 oC no final. Se a quantidade de calor necessária for inferior a 450 cal
menos o que foi gasto no item 1, todo o gelo se derreterá.
Seguindo esses passos, você concluirá que haverá água e gelo no final. É possível constatar que o
sistema final será composto por 5 g de água e 15 g de gelo. Tente verificar isso!
MÓDULO 2
 Identificar as leis da Termodinâmica
CONCEITOS
Agora, chegou a hora de vermos como o calor, sendo uma forma de energia, pode ser transformado
em energia mecânica e, assim, realizar trabalho mecânico.
Termodinâmica é a parte da física que estuda a transformação de calor em trabalho mecânico útil.
Ela se baseia em três leis principais (além da Lei Zero já discutida).
A partir das três Leis da Termodinâmica, é possível, em determinado sistema, conhecer as
limitações do uso de calor e de suas aplicações nas máquinas térmicas.
Elas serão apresentadas diferentemente da ordem cronológica de formulação.
 
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PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA
A Primeira Lei da Termodinâmica teve origem em 1850 e foi formulada pelo físico e matemático
alemão Rudolf Clausius.
Ela é enunciada como:
javascript:void(0)
RUDOLF CLAUSIUS
Rudolf Clausius (1822-1888) - Físico e matemático alemão. Foi um dos fundadores da
Termodinâmica e o responsável pela introdução do conceito de “entropia”. Em seu artigo Sobre
a teoria mecânica do calor, de 1850, desenvolveu os pilares da Segunda Lei da Termodinâmica.
“O aumento na energia interna de um sistema é igual à quantidade de energia adicionada por calor
menos a quantidade de energia utilizada para realizar trabalho nesse mesmo sistema”.
 
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Outra forma de entender essa lei, talvez mais intuitiva, é a seguinte:
Como o calor é energia térmica em trânsito, se fornecermos calor a um sistema, parte desse calor
será usada para realizar trabalho mecânico, e parte para variar a energia interna do sistema.
Basicamente, essa energia interna está relacionada à variação de temperatura do sistema.
Podemos quantificar a Primeira Lei da Termodinâmica da seguinte forma:
∆ U = Q - W
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Onde:
∆U = variação de energia interna;
Q = calor envolvido no processo;
W = trabalho envolvido no processo.
ESSA LEI NADA MAIS É QUE UMA CONSERVAÇÃO
DE ENERGIA.
 
Dentro desse contexto apresentamos o vídeo com uma aplicação simples da Primeira Lei da
Termodinâmica:o movimento de um êmbolo.
 ATENÇÃO
Se o sistema realiza trabalho, ou seja, há aumento de volume, o trabalho é positivo. Se o sistema
sofre trabalho, ou seja, há diminuição de volume, o trabalho é negativo.
Se o sistema recebe calor, o calor é positivo. Se o sistema cede calor, o calor é negativo.

Se a temperatura do sistema diminui, a energia interna deste diminui. Se a temperatura do sistema
aumenta, a energia interna deste aumenta.
SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA
Descoberta antes da Primeira Lei, a Segunda Lei da Termodinâmica foi descrita, primeiramente, pelo
engenheiro militar francês sadi carnot, em 1824.
SADI CARNOT
Sadi Carnot (1796-1832) - Físico, matemático e engenheiro mecânico francês. Além de ter
apresentado os princípios básicos sobre a Segunda Lei da Termodinâmica, forneceu o primeiro
modelo teórico das máquinas térmicas.
Em seus estudos sobre as máquinas a vapor já existentes na época, Carnot queria encontrar o limite
máximo de rendimento de uma dessas máquinas, visto que, naquele período, esse rendimento era
muito baixo, e as construções, baseadas no motor a vapor (já aprimorado) de James Watt, eram
feitas mais de forma empírica do que baseadas em teorias sobre calor e trabalho mecânico.
javascript:void(0)
javascript:void(0)
 
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RENDIMENTO
Razão entre o trabalho realizado pela máquina e a energia total fornecida para ela.
Considerando o mesmo intervalo de tempo, a razão pode ser dada entre potências:
Rendimento = potência útil/potência fornecida
Carnot idealizou uma máquina (teórica) e conseguiu descobrir qual seria o máximo rendimento de
uma máquina dadas as condições de contorno de sua operação.
Mais tarde, a Segunda Lei da Termodinâmica foi enunciada tanto por Rudolph Clausius quanto por
Lorde Kelvin, porém ambos se baseavam nas ideias de Carnot.
Os dois enunciados parecem definir pontos diferentes, mas são oriundos da mesma lei.
Vejamos a seguir:
Enunciado de Clausius 
Nenhum sistema pode realizar qualquer processo cíclico, cujo único efeito seja retirar calor ( QF) de
uma fonte fria (Temperatura TF) e fornecê-lo a uma fonte quente (Temperatura TQ, com TQ > TF).

Enunciado de Kelvin 
Nenhum sistema pode realizar qualquer processo cíclico, cujo único efeito seja retirar calor de uma
fonte (QQ) e transformá-lo completamente em trabalho útil (W).
Em nosso dia a dia, percebemos essas impossibilidades indicadas tanto por Clausius quanto por
Kelvin.
É possível, por exemplo, que um ar-condicionado ou refrigerador operem sem estar ligados à tomada
(ou a uma bateria)?
Ou, então, é possível que um carro transforme 100% da queima do combustível em trabalho
mecânico no motor?
Essa lei é a base de funcionamento das máquinas térmicas. Essas máquinas trabalham em ciclo
(voltando sempre ao ponto inicial) e podem ser basicamente de dois tipos: motor térmico ou
refrigerador.
MOTOR TÉRMICO
Esta máquina funciona recebendo calor de um compartimento (QQ) chamado de fonte quente e
fornecendo trabalho mecânico para fora (W).
Parte do calor recebido é rejeitado para outro compartimento (QF) chamado de fonte fria. O segundo
compartimento está a uma temperatura inferior ao compartimento que fornece o calor.
Você já deve ter visto documentários ou filmes épicos em que escravos jogam carvão em uma
caldeira para que o barco ou qualquer outra engrenagem funcione. O mecanismo envolvido é o de
uma máquina térmica. O vapor que sai pela queima do carvão realiza trabalho.
 
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O esquemático de um motor térmico pode ser dado por:
Como o sistema trabalha em ciclo, para cada ciclo, pela conservação de energia, temos:
W = QQ - QF
 
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TODA ENERGIA QUE ENTRA NO SISTEMA É IGUAL
À QUE SAI.
REFRIGERADOR
Essa máquina funciona retirando calor de um compartimento (QF) chamado de fonte fria, devido a
um trabalho mecânico fornecido ao sistema (W).
Parte do calor retirado é rejeitado para outro compartimento (QQ) chamado de fonte quente. O
segundo compartimento está a uma temperatura superior ao compartimento de onde se retira o calor.
Um exemplo clássico de refrigerador é nossa geladeira doméstica. É retirado calor da parte interna
da geladeira (por meio de um trabalho realizado pelo motor da geladeira) e jogado para o ambiente
da cozinha.
O esquemático de um refrigerador pode ser dado por:
 
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Como o sistema trabalha em ciclo, para cada ciclo, pela conservação de energia, temos:
W = QQ - QF
Toda energia que entra no sistema é igual à que sai.
 ATENÇÃO
Pela conservação de energia, a relação entre trabalho e os calores envolvidos em ambas as
máquinas é a mesma. A diferença entre elas está no sinal de cada variável.
Se o calor entra no sistema (esfera central no esquemático), o sinal é positivo (calor recebido). Se o
calor sai do sistema (esfera central no esquemático), o sinal é negativo (calor cedido).
O trabalho já é diferente. Se ele sai do sistema, é porque este realiza trabalho, ou seja, trabalho
positivo (trabalho gerado). Se entra no sistema, é porque este precisa receber trabalho externo, ou
seja, trabalho negativo (trabalho forçado).
TERCEIRA LEI DA TERMODINÂMICA
A Terceira Lei da Termodinâmica é oriunda dos estudos de Lorde Kelvin (o mesmo que definiu a
escala kelvin) e foi desenvolvida somente no início do século XX pelo químico Walther Nernst. Essa
lei diz que:
“Nenhum corpo poderá alcançar a temperatura de zero kelvin.”
 
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Isso significa que, como o calor é energia térmica em trânsito e está relacionado com o movimento
das micropartículas que compõem uma substância, a 0 kelvin (ou zero absoluto), os movimentos
das micropartículas cessariam. Essa temperatura equivale a -273,15 oC.
VOCÊ CONSEGUE IMAGINAR UMA TEMPERATURA
TÃO BAIXA?
Alguns cientistas já puderam presenciar os efeitos causados nos corpos em temperaturas bem
próximas disso. A temperatura mais baixa já atingida artificialmente é de cerca de 5 x 10 - 8K, em um
laboratório do Massachusetts Institute of Technology (MIT) – Instituto de Tecnologia de
Massachusetts –, em 2003.
 
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TEORIA NA PRÁTICA
Veja agora o experimento com o esquema de uma central de potência simples a vapor d’água.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. APESAR DE A TEMPERATURA DE UM CORPO NÃO TER UM LIMITE
SUPERIOR, ELA TEM UM LIMITE INFERIOR, OU SEJA, HÁ UMA
TEMPERATURA MÍNIMA ABAIXO DA QUAL QUALQUER CORPO NÃO
CONSEGUE ALCANÇAR. ESSA AFIRMAÇÃO ESTÁ RELACIONADA À:
A) Lei Zero da Termodinâmica.
B) Primeira Lei da Termodinâmica.
C) Segunda Lei da Termodinâmica.
D) Terceira Lei da Termodinâmica.
2. UMA MÁQUINA TÉRMICA PODE TRANSFORMAR CALOR EM TRABALHO
MECÂNICO. ISSO SIGNIFICA QUE O CALOR PODE SER TRANSFORMADO EM
ENERGIA POTENCIAL OU ENERGIA CINÉTICA, FAZENDO ALGO SER
SUSPENSO OU PASSAR A SE MOVIMENTAR. 
 
SUPONHA QUE UMA PEQUENA MÁQUINA TÉRMICA É USADA PARA
LEVANTAR PEDRAS. A CADA CICLO, UMA PEDRA DE 1,0 KG É LEVANTADA
DE 50 CM.
 
DADO: ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE NO LOCAL = 10 M/S2.
 
SABENDO QUE O CALOR REJEITADO POR CICLO PARA FONTE FRIA É DE 2
J, E QUE CADA CICLO LEVA 10 SEGUNDOS PARA ACONTECER, A TAXA DE
CALOR ENVIADA PELA FONTE QUENTE A CADA CICLO É DADA POR:
A) 0,2 J/s
B) 0,3 J/s
C) 0,5 J/s
D) 0,7 J/s
3. SOBRE AS LEIS DA TERMODINÂMICA, É CORRETO AFIRMAR QUE:
A) A Segunda Lei da Termodinâmica não impede a possibilidade de haver uma máquina com 100%
de eficiência.
B) A Segunda Lei da Termodinâmica nos diz que é possível retirar calor de uma fonte fria e passar
para uma quente, mas não de maneira espontânea.
C) A Primeira Lei da Termodinâmica nos diz que, se o calor é fornecido a um sistema, sempre há
trabalho mecânico realizado.
D) A Terceira Lei da Termodinâmica indica um valor máximo e um valor mínimo de temperatura que
os corpos podem alcançar.
4. PARA FUNCIONAR, UM REFRIGERADOR CONSOME 1.600 J DE TRABALHO
POR CICLO TERMODINÂMICO. 
 
DADOS:
 
CALOR LATENTE DE FUSÃO DA ÁGUA = 80 CAL/G;
1 CAL = 4,2 J.
 
SABENDO QUE O CALORRETIRADO DA GELADEIRA A CADA CICLO É O
MESMO NECESSÁRIO PARA SOLIDIFICAR COMPLETAMENTE 25 G DE ÁGUA
A 0 °C, QUAL É A QUANTIDADE DE CALOR REJEITADA PARA O AMBIENTE A
CADA CICLO?
A) 2.000 J
B) 3.600 J
C) 6.800 J
D) 10.000 J
5. UM SISTEMA REALIZA 100 KJ DE TRABALHO MECÂNICO, ENQUANTO
CEDE PARA O AMBIENTE 50 KJ DE CALOR. A VARIAÇÃO DA ENERGIA DO
SISTEMA SERÁ DE:
A) -50 kJ
B) 150 kJ
C) 50 kJ
D) -150 kJ
6. PARA DETERMINADO MOTOR TÉRMICO PODER OPERAR, É PRECISO
FORNECER CALOR AO SISTEMA A UMA TAXA DE 126 J/S, OU SEJA, UMA
POTÊNCIA DE 126 W. SABE-SE QUE ESSE MOTOR REJEITA PARA O
AMBIENTE 1.200 CALORIAS POR MINUTO. 
 
DADO: 1 CAL = 4,2 J.
 
DESSA FORMA, O RENDIMENTO DESSE MOTOR É DADO POR:
A) 1/2
B) 1/4
C) 1/3
D) 2/3
GABARITO
1. Apesar de a temperatura de um corpo não ter um limite superior, ela tem um limite inferior,
ou seja, há uma temperatura mínima abaixo da qual qualquer corpo não consegue alcançar.
Essa afirmação está relacionada à:
A alternativa "D " está correta.
 
A Terceira Lei da Termodinâmica nos diz que nenhum corpo poderá alcançar a temperatura de 0
kelvin ou zero absoluto.
2. Uma máquina térmica pode transformar calor em trabalho mecânico. Isso significa que o
calor pode ser transformado em energia potencial ou energia cinética, fazendo algo ser
suspenso ou passar a se movimentar. 
 
SUPONHA QUE UMA PEQUENA MÁQUINA TÉRMICA É USADA PARA LEVANTAR PEDRAS. A
CADA CICLO, UMA PEDRA DE 1,0 KG É LEVANTADA DE 50 CM.
 
DADO: ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE NO LOCAL = 10 M/S2.
 
SABENDO QUE O CALOR REJEITADO POR CICLO PARA FONTE FRIA É DE 2 J, E QUE CADA
CICLO LEVA 10 SEGUNDOS PARA ACONTECER, A TAXA DE CALOR ENVIADA PELA FONTE
QUENTE A CADA CICLO É DADA POR:
A alternativa "D " está correta.
 
Trata-se de um motor térmico, pois a máquina realiza trabalho. O trabalho a cada ciclo é dado por:
W = mgh → W = 1, 0 · 10 · 0, 5 ∴ W = 5, 0J
Calor rejeitado a cada ciclo:
QF = 2, 0 J| |
Assim, pela conservação de energia da máquina a cada ciclo, temos:
QQ = W + QF
QQ = 5 + 2 = 7 J
Como é pedido o fluxo de calor em J/s, e cada ciclo leva 10 segundos para acontecer, realizamos o
seguinte cálculo:
∅Q = 
QQ
t = 0, 7 J /s
3. Sobre as Leis da Termodinâmica, é correto afirmar que:
A alternativa "C " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas:
a) Falsa - Pelos enunciados de Clausius e Kelvin, é impossível ter uma máquina com 100% de
eficiência.
b) Verdadeira - Trata-se de um refrigerador. Para tal, é necessário fornecer trabalho à máquina.
c) Falsa - Pela Primeira Lei da Termodinâmica, um processo pode ocorrer com W = 0, ou seja, todo
calor envolvido é usado na variação de energia interna.
d) Falsa - A Terceira Lei da Termodinâmica garante somente um limitante inferior para temperatura, e
não um superior.
4. Para funcionar, um refrigerador consome 1.600 J de trabalho por ciclo termodinâmico. 
 
DADOS:
 
CALOR LATENTE DE FUSÃO DA ÁGUA = 80 CAL/G;
1 CAL = 4,2 J.
 
SABENDO QUE O CALOR RETIRADO DA GELADEIRA A CADA CICLO É O MESMO
NECESSÁRIO PARA SOLIDIFICAR COMPLETAMENTE 25 G DE ÁGUA A 0 °C, QUAL É A
QUANTIDADE DE CALOR REJEITADA PARA O AMBIENTE A CADA CICLO?
A alternativa "D " está correta.
 
Primeiramente, devemos encontrar a quantidade de calor retirado da geladeira, o que indica a
quantidade de calor da fonte fria, como vemos a seguir:
<|QF | = mL
| | | |
| |
| |
|QF | = 25 · 80 = 2000 cal
Como 1 cal = 4,2 J, temos:
|QF | = 8400j
Assim, pela conservação de energia:
QF + W = QQ
8400 + 1600 = QQ ∴ QQ = 10000J
5. Um sistema realiza 100 kJ de trabalho mecânico, enquanto cede para o ambiente 50 kJ de
calor. A variação da energia do sistema será de:
A alternativa "D " está correta.
 
Pela Primeira Lei da Termodinâmica:
∆ U = Q - W
∆ U = - 50kJ - 100kJ ∴ ∆ U = - 150kJ
6. Para determinado motor térmico poder operar, é preciso fornecer calor ao sistema a uma
taxa de 126 J/s, ou seja, uma potência de 126 W. Sabe-se que esse motor rejeita para o
ambiente 1.200 calorias por minuto. 
 
DADO: 1 CAL = 4,2 J.
 
DESSA FORMA, O RENDIMENTO DESSE MOTOR É DADO POR:
A alternativa "C " está correta.
 
Primeiramente, vamos encontrar a quantidade de calor rejeitada, em joules, a cada segundo:
QF = 1200 
cal
min ·
1
60
min
s ·
4 , 2
1
J
cal
QF = 84 
J
s
∣∣QF ∣∣  =  84 
Pela conservação de energia, podemos dizer que a potência útil (trabalho realizado a cada segundo)
é dado por:
Pfornecida = Putil + Prejeitada
| |
| |
| |
J
s
Pfornecida  =  Putil  +  Prejeitada
Putil = 126 - 84 ∴ Putil = 42W
Putil  =  126 − 84  ∴  Putil  =  42W
Assim, o rendimento (pela definição dada no enunciado) será dado por:
η = 
Putil 
Pfornecida
→ η = 
42
126 ∴ η = 
1
3
MÓDULO 3
 Reconhecer os efeitos da dilatação e contração em sólidos e líquidos
DILATAÇÃO TÉRMICA
Você já reparou que, entre um trilho e outro em uma linha férrea, há certa separação? Ou que, na
construção de determinadas pontes ou alguns viadutos, também há separação entre grandes blocos
de concreto? Por que esses detalhes na construção são necessários?
Observando tais inquietações, assista ao vídeo que apresenta exemplo de dilatação térmica
existente.
DILATAÇÃO DE SÓLIDOS
Voltemos ao caso do trilho em uma linha férrea. A separação entre trilhos existe, basicamente, por
dois motivos.
 
Imagem: Shutterstock.com
O primeiro, porque é complicado você ter um molde único de quilômetros de comprimento,
concorda? Então, os trilhos são compostos por diversos subtrilhos. Mas por que não são
encostados um no outro?
Devido ao segundo motivo: eles não são encostados porque, com o aumento da temperatura do
trilho, principalmente em dias muito quentes, este se dilata, e pode acontecer uma quebra do trilho
ou, então, um entortamento.
 
Imagem: Shutterstock.com
MAS QUAL É A RELAÇÃO ENTRE A DILATAÇÃO E A
VARIAÇÃO DE TEMPERATURA?
A relação entre o efeito e a causa depende do tamanho inicial do corpo ( L 0 ) e do material que o
constitui, criando uma relação diretamente proporcional entre dilatação, ou seja, variação no tamanho
do corpo ( ∆ L ) e a variação de temperatura ( ∆ T )
Assim, temos:
FÓRMULAS MATEMÁTICAS
∆ L = L 0 · Α · ∆ T
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
 
A letra α está relacionada com o material que compõe o corpo. Essa propriedade do material é
chamada de coeficiente de dilatação linear. Quanto maior esse coeficiente, maior será a dilatação.
Perceba, na figura, que o novo comprimento L0 será dado pela soma do comprimento L0 com a
variação no comprimento, devido à dilatação ∆ L .
 
Imagem:
Você já sabe que a letra ∆ , em Física, significa (em 99% dos casos) variação de algo. Dessa forma,
se a temperatura diminuir em vez de aumentar, o fator ∆ T será negativo, concorda?
ENTÃO, O QUE ACONTECE COM O CORPO?
SIMPLES: ELE IRÁ CONTRAIR EM VEZ DE DILATAR!
 ATENÇÃO
A relação encontrada entre dilatação (ou contração) e variação de temperatura também é válida para
as dimensões de área e dimensões de volume. Só há um detalhe:
No caso de dilatação de áreas, o fator α é multiplicado por 2 (por serem duas dimensões). No caso
de dilatação de volumes, o fator α é multiplicado por 3 (por serem três dimensões).
A tabela a seguir apresenta alguns exemplos de coeficientes de dilatação linear de sólidos:
Material Coeficiente de dilatação linear α ( oC-1)
Aço 1,2 x 10-5
Alumínio 2,4 x 10-5
Chumbo 2,7 x 10-5
Cobre 1,7 x 10-5
Ferro 1,2 x 10-5
Latão 2,0 x 10-5
Madeira 0,5 x 10-5
Níquel 1,3 x 10-5
Ouro 1,4 x 10-5
Prata 1,9 x 10-5
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
 
Foto: Shutterstock.com
Duas chapas metálicas, uma de aço e outra de alumínio, ambas de 1,0 m², são colocadas no chão de
uma avenida. Quando as chapas foram construídas, suas temperaturas eram de 20 °C.
 
Foto: Shutterstock.com
Em um dia de verão no Rio de Janeiro, os termômetros marcavam 40 °C e as chapas se
encontravam em equilíbrio com essa temperatura.QUAL DAS DUAS CHAPAS AUMENTOU MAIS? E
QUANTO EM RELAÇÃO À OUTRA?
Se conhecermos os coeficientes de dilatação linear do aço e do alumínio, poderemos responder a
essa pergunta.
Pesquisando em tabelas já conhecidas, encontramos que esses coeficientes valem 1,2 x 10-5 oC-1 e
2,4 x 10-5 oC-1, respectivamente. Logo, percebemos que o alumínio, submetido à mesma variação
de temperatura e tendo a mesma área inicial do aço, irá se dilatar 2 vezes mais!
 VOCÊ SABIA
Para calcular de quanto será a dilatação, basta usar a equação de dilatação já discutida, porém
multiplicar por dois, por se tratar de área!
Agora, o que acontece quando o sólido é oco ou vazado? Você já teve alguma experiência ruim
com anéis em dias frios?
Vamos descobrir, a seguir, o que ocorre nesses casos.
 
SÓLIDOS OCOS OU VAZADOS
Em objetos ocos ou vazados, como, por exemplo, o objeto vazado da figura a seguir, a regra para
dilatação ou contração é simples:
A DILATAÇÃO (OU CONTRAÇÃO) OCORRERÁ COMO SE A
CAVIDADE FOSSE FEITA DO MESMO MATERIAL QUE COMPÕE O
CORPO.
Se um disco é aquecido, o furo central será dilatado na mesma proporção que o restante do
disco.
 
Imagem: Shutterstock.com
Em dias frios, os anéis tendem a prender mais no dedo devido a sua contração. Já em dias mais
quentes, eles tendem a ficar mais largos devido a sua dilatação. A parte vazada se dilata ou contrai,
como se fosse feita do mesmo material do anel. Assim, da próxima vez que o anel não sair, tente
aquecê-lo. No entanto, cuidado para não se queimar! Como veremos mais à frente, o metal é um
bom condutor de calor.
 
Imagem: Shutterstock.com
ATÉ O MOMENTO, ESTUDAMOS A DILATAÇÃO EM
CORPOS SÓLIDOS. MAS COMO ESSE PROCESSO
OCORRE NOS LÍQUIDOS? DA MESMA FORMA OU
TEM ALGUMA DIFERENÇA? VEJAMOS.
DILATAÇÃO DE LÍQUIDOS
Como já sabemos, por fazerem parte do grande universo dos fluidos, líquidos, em geral, não
possuem forma específica, apesar de terem volume bem definido.
Dois litros de refrigerante, por exemplo, são dois litros de refrigerante, seja em uma garrafa pet, seja
em um vaso de planta. Os líquidos seguem o formato do recipiente que os contêm, porém mantêm os
seus volumes.
Para medirmos qualquer efeito em líquidos, só conseguiremos fazê-lo com o líquido dentro de algum
recipiente, concorda?
Se você jogar o líquido em uma superfície supostamente horizontal e quiser medir qualquer efeito, a
tarefa será difícil, pois a forma que ele terá não será uniforme.
Faça um teste: jogue um pouco de água no chão e verifique a forma criada.
 
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Ela seguirá imperfeições no solo. Logo, há grandes chances de o formato criado ser disforme.
Você já sabe que, na maior parte dos casos, os corpos dilatam com aumento de temperatura. Como
precisamos de um recipiente para medir qualquer coisa em líquidos, quando aquecemos um
recipiente com líquido, há dilatação tanto do líquido quanto do recipiente – este será um sólido oco,
provavelmente.
Assim, o que vemos não é a dilatação real do líquido, mas sim uma dilatação aparente.
DILATAÇÃO APARENTE
Como o próprio nome indica, a dilatação aparente nada mais é que a dilatação do líquido percebida,
ou em outras palavras, o quanto o líquido dilatou em relação à dilatação do recipiente que o contém.
Observe a figura a seguir:
Como vemos, o líquido extravasado é dado pela diferença entre a variação de volume real do líquido
e a variação de volume do recipiente. Essa diferença é a dilatação aparente! Você consegue ver
isso?
 
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O equipamento mais comum que usa o efeito da dilatação térmica em líquidos é o termômetro de
mercúrio.
Para medir variações de temperatura, coloca-se mercúrio em um recipiente bem fino de vidro (de
coeficiente de dilatação bem inferior ao do mercúrio). Devido à dilatação do mercúrio, indica-se a
temperatura em que se encontra determinado corpo.
Agora que você já conhece os efeitos da dilatação, da próxima vez em que colocar algum líquido no
fogo, evite fazê-lo próximo da boca do recipiente, pois os coeficientes de dilatação dos líquidos são,
em geral, superiores aos dos sólidos. Assim, a chance de derramar é bem alta.
 ATENÇÃO
A dilatação nos líquidos ocorre da mesma forma que nos sólidos. No entanto, o coeficiente de
dilatação fornecido nos líquidos é o coeficiente de dilatação volumétrico (dado pela letra Y), visto
que os fluidos são medidos sempre em unidades de volume. Ou você já viu alguém comprar 2,0
metros de água mineral?
A tabela a seguir apresenta alguns exemplos de coeficientes de dilatação de líquidos:
Substância Coeficiente de dilatação volumétrica (°C-1)
Água (a 300 K) 2,1 x 10-4
Benzeno 10,6 x 10-4
Etanol 11 x 10-4
Glicerina 5,3 x 10-4
Mercúrio 1,8 x 10-4
 Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal
DILATAÇÃO DA ÁGUA – CASO IRREGULAR
Diferente da maioria dos líquidos, a água apresenta um comportamento diferente quanto a sua
dilatação entre as temperaturas 0 oC e 4,0 oC.
Experimentalmente, percebemos que o aumento da temperatura, somente nesse intervalo, faz com
que o volume da água diminua em vez de aumentar!
Mas por que isso acontece?
Existe uma explicação química relacionada às formas da ligação das moléculas da água. Mas a
explicação mais simples é que a natureza é sábia!
Esse caso irregular permite que, em regiões muito geladas, ainda seja possível ter vida marítima,
pois, como o volume da água diminui com a temperatura (lembre-se: somente entre 0 oC e 4 oC), sua
densidade aumenta. Assim, o líquido fica “mais pesado”.
Estando mais pesado, águas com temperaturas mais próximas de 4 °C ficam no fundo, e as mais
frias, próximas a 0 °C, ficam na superfície, a qual congela, isolando o meio externo do fundo e, assim,
não congelando todo o lago.
 
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TEORIA NA PRÁTICA
Veja agora o experimento que mostra a dilatação linear de uma barra metálica quando se aumenta a
temperatura.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. SUPONHA QUE VOCÊ ESTEJA COM O SEGUINTE PROBLEMA: UM ANEL DE
CHUMBO ESTÁ TRAVADO EM UM EIXO CILÍNDRICO DE FERRO. VOCÊ SABE
QUE O COEFICIENTE DE DILATAÇÃO DO CHUMBO É SUPERIOR AO DO
FERRO. 
 
PARA FACILITAR A RETIRADA DO ANEL, A MELHOR SOLUÇÃO É:
A) Aquecer o conjunto.
B) Aquecer somente o ferro.
C) Resfriar somente o chumbo.
D) Resfriar o conjunto.
2. CONSIDERE UMA CHAPA METÁLICA QUADRÁTICA E HOMOGÊNEA COM
UM ORIFÍCIO CIRCULAR EM SEU CENTRO. AO AQUECERMOS A CHAPA,
PODEREMOS AFIRMAR QUE:
A) O raio do orifício aumentará na mesma proporção que a área da chapa.
B) O raio do orifício diminuirá na mesma proporção que a área da chapa.
C) O raio do orifício aumentará na mesma proporção que o lado da chapa.
D) O raio do orifício diminuirá na mesma proporção que o lado da chapa.
3. UM POSTO DE GASOLINA RECEBEU EM SEU TANQUE DE COMBUSTÍVEL
5.000 LITROS DE GASOLINA EM UM DIA CUJA TEMPERATURA MÉDIA
ESTAVA EM 35 °C. DEVIDO A UMA FRENTE FRIA, A TEMPERATURA BAIXOU
NO DIA SEGUINTE, FICANDO EM MÉDIA IGUAL A 25 °C. 
 
DADO: COEFICIENTE DE DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA DA GASOLINA = 10-3
OC-1. 
COMO O POSTO COBRA R$ 5,00 POR LITRO DE GASOLINA, E SABENDO QUE
ELE VENDEU TODA GASOLINA NO SEGUNDO DIA, QUANTO O POSTO
DEIXOU DE GANHAR?
A) R$ 50,00
B) R$ 100,00
C) R$ 150,00
D) R$ 250,00
4. (ITA - 1997) CERTO VOLUME DE MERCÚRIO, CUJO COEFICIENTE DE
DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA É 𝛾M, É INTRODUZIDO EM UM VASO DE VOLUME, 
V0 FEITO DE VIDRO DE COEFICIENTE DE DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA 𝛾V. 
O VASO COM MERCÚRIO, INICIALMENTE A 0 °C, É AQUECIDO A UMA
TEMPERATURA T (EM °C). O VOLUME DA PARTE VAZIA DO VASO À
TEMPERATURA T É IGUAL À PARTE VAZIA DO MESMO A 0 °C. O VOLUME DE
MERCÚRIO INTRODUZIDO NO VASO A 0 °C É:
A) 𝛾ν /𝛾m 𝑉0
B) 𝛾𝑚 /𝛾 𝑣 𝑉0
C) 𝛾𝑚 /𝛾 𝑣 273/ 𝑇 + 273 𝑉0
D) 1 - 𝛾 𝑣 /𝛾𝑚 𝑉0
5. UM GRANDE GALÃO É USADO PARA ARMAZENAR PETRÓLEO EM
TEMPERATURAS DE 10 °C A 60 °C. O GALÃO É FEITO DE AÇO, E O MÁXIMO
DE PETRÓLEO QUE SE COSTUMA ARMAZENAR É 350 M3. NA PARTE DE
CIMA DO GALÃO HÁ UMA ABERTURA. 
DADOS: 
COEFICIENTEDE DILATAÇÃO LINEAR DO AÇO = 1,2 X 10-5 °C-1; 
COEFICIENTE DE DILATAÇÃO DO PETRÓLEO = 9,0 X 10-4 °C-1. 
QUAL DEVE SER, APROXIMADAMENTE, O TAMANHO VOLUMÉTRICO MÍNIMO
DO GALÃO A 10 °C PARA QUE NÃO SE DERRAME PETRÓLEO EM NENHUMA
CONDIÇÃO DEVIDO A VARIAÇÕES DE TEMPERATURAS?
A) 350 m3
B) 355 m3
C) 360 m3
D) 365 m3
6. RETIRA-SE DE UMA CHAPA DE AÇO QUADRADA, COM 50 CM DE LADO,
UM PEDAÇO DE 100 CM2. INICIALMENTE, ESSA CHAPA SE ENCONTRAVA A
UMA TEMPERATURA IGUAL A 20 °C. EM SEGUIDA, ESSA CHAPA, JÁ
CORTADA, FOI SUBMETIDA A UMA TEMPERATURA DE 70 °C. 
 
DADO: COEFICIENTE DE DILATAÇÃO LINEAR DO AÇO = 2,0 X 10-5 °C-1. 
 
( )
( )
( )[ ( )]
( )
A ÁREA DA CHAPA A ESSA TEMPERATURA É, APROXIMADAMENTE, IGUAL
A:
A) 2505 cm2
B) 2405 cm2
C) 2503 cm2
D) 2403 cm2
GABARITO
1. Suponha que você esteja com o seguinte problema: um anel de chumbo está travado em um
eixo cilíndrico de ferro. Você sabe que o coeficiente de dilatação do chumbo é superior ao do
ferro. 
 
Para facilitar a retirada do anel, a melhor solução é:
A alternativa "A " está correta.
 
Comentário 
Como o anel dilata mais que o eixo para uma mesma variação de temperatura, a melhor solução é
aquecer o conjunto. Apesar de os dois materiais dilatarem, o diâmetro do anel dilatará mais que o
diâmetro do eixo, pois o coeficiente de dilatação do chumbo é superior ao do ferro. 
Mas, e se os materiais que compõem o anel e o eixo cilíndrico estivessem invertidos? Você mudaria
sua resposta? 
Nesse caso, a melhor solução seria resfriá-los. Como o coeficiente de dilatação do chumbo é maior
que do ferro, o chumbo também contrai mais que o ferro quando submetido à mesma variação de
temperatura negativa.
2. Considere uma chapa metálica quadrática e homogênea com um orifício circular em seu
centro. Ao aquecermos a chapa, poderemos afirmar que:
A alternativa "C " está correta.
 
Comentário 
Quando aquecemos objetos vazados, a cavidade se dilata como se fosse feita do mesmo material
que compõe o corpo. Dessa forma, haverá aumento no raio do orifício na mesma proporção que o
lado da chapa.
3. Um posto de gasolina recebeu em seu tanque de combustível 5.000 litros de gasolina em um
dia cuja temperatura média estava em 35 °C. Devido a uma frente fria, a temperatura baixou no
dia seguinte, ficando em média igual a 25 °C. 
 
Dado: Coeficiente de dilatação volumétrica da gasolina = 10-3 oC-1. 
Como o posto cobra R$ 5,00 por litro de gasolina, e sabendo que ele vendeu toda gasolina no
segundo dia, quanto o posto deixou de ganhar?
A alternativa "D " está correta.
 
Como o posto recebeu a gasolina no dia em que a temperatura estava a 35 °C e a vendeu no dia em
que estava a 25 °C, houve contração de volume de gasolina. Logo, a variação de volume foi de: 
△ V = V0γ △ T 
△ V = 5000L · 10 - 3 · (25 - 35) ∴ △ V = - 50litros
4. (ITA - 1997) Certo volume de mercúrio, cujo coeficiente de dilatação volumétrica é 𝛾m, é
introduzido em um vaso de volume, V0 feito de vidro de coeficiente de dilatação volumétrica
𝛾V. 
O vaso com mercúrio, inicialmente a 0 °C, é aquecido a uma temperatura T (em °C). O volume
da parte vazia do vaso à temperatura T é igual à parte vazia do mesmo a 0 °C. O volume de
mercúrio introduzido no vaso a 0 °C é:
A alternativa "A " está correta.
 
Comentário 
Como o enunciado informa, a parte vazia do vaso de vidro à temperatura T é igual à parte vazia do
mesmo a 0 °C. Isso significa que a variação de volume real do líquido é igual à variação do volume
do vaso de vidro. Assim, temos: 
Δ𝑉Hg = Δ𝑉V 
𝑉0Hg𝛾 𝑚 𝑇 − 0 = 𝑉0 𝛾𝑉 𝑇 − 0 ∴ 𝑉0Hg = 𝑉0
𝛾 𝑉
𝛾𝑚
 
5. Um grande galão é usado para armazenar petróleo em temperaturas de 10 °C a 60 °C. O
galão é feito de aço, e o máximo de petróleo que se costuma armazenar é 350 m3. Na parte de
cima do galão há uma abertura. 
Dados: 
Coeficiente de dilatação linear do aço = 1,2 x 10-5 °C-1; 
Coeficiente de dilatação do petróleo = 9,0 x 10-4 °C-1. 
( ) ( )
Qual deve ser, aproximadamente, o tamanho volumétrico mínimo do galão a 10 °C para que
não se derrame petróleo em nenhuma condição devido a variações de temperaturas?
A alternativa "D " está correta.
 
Comentário 
Para que não se derrame petróleo em nenhum caso, vamos imaginar o pior caso possível. 
O galão está com a maior quantidade possível de petróleo (350 m3), e a temperatura varia de 10 °C
para 60 °C. Assim, para que não derrame, o volume final do líquido, no limite, deverá ser igual ao
volume do galão. Logo, temos: 
𝑉galao = 𝑉liquido 
𝑉0galao + 𝑉0galao 3𝛼 𝑎 𝑐 𝑜 Δ𝑇
⏟
= 𝑉0petroleo + 𝑉0petroleo 𝛾Δ𝑇
⏟
 Δ𝑉galao Δ𝑉petroleo
𝑉0galao 1 + 3 ⋅ 1, 2 × 10 − 5 ⋅ 60 − 10 = 350 1 + 9, 0 × 10 − 4 ⋅ 60 − 10 
𝑉0galao =
350 ⋅ 1 , 045
1 , 0018 = 365, 1  𝑚3
6. Retira-se de uma chapa de aço quadrada, com 50 cm de lado, um pedaço de 100 cm2.
Inicialmente, essa chapa se encontrava a uma temperatura igual a 20 °C. Em seguida, essa
chapa, já cortada, foi submetida a uma temperatura de 70 °C. 
 
Dado: Coeficiente de dilatação linear do aço = 2,0 x 10-5 °C-1. 
 
A área da chapa a essa temperatura é, aproximadamente, igual a:
A alternativa "B " está correta.
 
Comentário 
A dilatação de partes vazadas ou ocas em determinado material acontece como se essas partes
fossem feitas do próprio material que a circunda. Assim, após serem retirados 100 cm2 de uma chapa
cuja área é 50 cm x 50 cm, a área inicial da chapa é igual a: 
𝐴0 = 50 × 50 cm2 − 100cm2 = 2400cm2 
Note que o coeficiente de dilatação fornecido é o linear, e não o superficial. Dessa forma, é
necessário multiplicá-lo por 2. Assim, a variação de área na chapa é dada por: 
𝐴0 = 50 × 50 cm2 − 100cm2 = 2400cm2 
Δ𝐴 = 𝐴0 2𝛼 Δ𝑇 
Δ𝐴 = 2400 ⋅ 2 ⋅ 2, 0 × 10 - 5 ⋅ 70 − 20 
Δ𝐴 = 2400 ⋅ 4 ⋅ 50 × 10 - 5 = 4, 8𝑐𝑚2 
( ( ) ) ( ( ))
( )
( )
( )
( ) ( )
Logo, a área final será de: 
𝐴 = 𝐴0 + Δ𝐴 → 𝐴 = 2400 + 4, 8 = 2404, 8𝑐𝑚2
MÓDULO 4
 Distinguir as formas de propagação de calor
CONCEITOS
No módulo anterior, vimos os efeitos da variação de temperatura nos corpos, mas sem nos
preocuparmos em entender como o fluxo de calor aplicado (ou retirado) se propaga nesses corpos.
Por exemplo, se aquecermos continuamente uma das extremidades de um trilho de trem, em algum
momento, todo o trilho estará com sua temperatura aumentada, e, assim, ocorrerá a dilatação.
 
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Estes serão os assuntos que abordaremos agora. Vamos lá?
FORMAS DE PROPAGAÇÃO DE CALOR
Já vimos anteriormente que o calor nada mais é que energia térmica em trânsito, ou seja, é algo
dinâmico.
Mas como o calor se propaga em um corpo (sólido ou fluido)?
Por exemplo, se você coloca a mão na parte metálica de uma panela recém-tirada do fogo,
provavelmente, queimará sua mão. Mas, se colocar a mão no cabo da panela – feito, geralmente, de
polímero, tal como baquelite, madeira ou plástico –, não irá.
 
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BAQUELITE
Resina sintética estável e resistente ao calor, que tem como características principais dureza e
durabilidade. Por essas características, ela é, atualmente, bastante usada na confecção de
cabos de panela.
Isso está relacionado com a forma com que o calor se propaga.
Existem três formas de propagação de calor, que podem acontecer em conjunto ou isoladamente.
Cada uma delas tem suas particularidades e estas podem ser verificadas em nosso dia a dia.
As três formas são:
PROPAGAÇÃO DE CALOR
javascript:void(0)
javascript:void(0)
Independente da forma de transferência de calor a que estivermos nos referindo, esta sempre
ocorrerá, de forma espontânea, do corpo mais quente para outro mais frio.
 
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CONDUÇÃO
 
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CONVECÇÃO
 
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RADIAÇÃO
Vamos aprender a diferenciá-las?
CONDUÇÃO
Em um dia frio...
 
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Quando você segura com a mão direita uma maçaneta de metal da porta.
E empurra a porta de madeira com a mão esquerda.
EM QUAL DAS DUAS VOCÊSENTE ESTAR “MAIS
GELADO”?
Certamente, você respondeu que é a maçaneta. Mas por quê?
De acordo com o conceito de calor, nosso sentido tátil pode nos pregar algumas peças.
Teoricamente, não haveria motivo para sentir a maçaneta mais fria que a madeira, visto que, como
estão em contato (desde que a maçaneta foi presa à porta), suas temperaturas são iguais.
Mas, se perguntarmos a qualquer pessoa, diríamos, com base na informação obtida e sentida por
nossas respectivas peles, que a temperatura da maçaneta está menor, quando, de fato, não está.
A EXPLICAÇÃO PARA ESSA CONFUSÃO
SENSORIAL É QUE O METAL CONDUZ CALOR DE
FORMA MAIS EFICIENTE QUE A MADEIRA.
Em outras palavras, se a porta e a maçaneta estão em uma temperatura menor que a nossa, nosso
corpo transfere calor para a maçaneta de forma mais rápida que para a porta, dando a sensação de a
primeira estar a uma temperatura menor.
 
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Esse mecanismo de transferência de calor é chamado de condução, devido a uma diferença de
temperatura entre dois pontos em um corpo, que permite a transferência de calor por ele. O calor é
passado de molécula para molécula.
PARA ENTENDER MELHOR ESSE CONCEITO, FAÇA
UM TESTE:
 
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Pegue um prego grande. Coloque uma das extremidades em um copo com gelo e segure a outra por
um tempo. Você demora muito para sentir a diferença de temperatura em seus dedos?

 
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Agora, faça a mesma experiência segurando um tubo de plástico (pode ser um tubo externo de
caneta) de tamanho parecido com o do prego. Você levou mais, menos ou o mesmo tempo para
sentir a temperatura de seus dedos mudar?
VEJA AQUI AS CONCLUSÕES DESSAS AÇÕES
O que acontece é uma condução de calor entre sua mão e o gelo. Cria-se um fluxo de energia no
material que liga os dois corpos. No primeiro caso, o fluxo passa pelo prego. Já no segundo, passa
pelo plástico.
Esse fluxo de calor dependerá do tipo de material que compõe o corpo, da seção reta e do
comprimento. A relação entre essas grandezas é conhecida como Lei de Fourier.
LEI DE FOURIER
Em 1807, o cientista jean baptiste joseph fourier apresentou suas descobertas acerca da
propagação de calor em um trabalho intitulado Mémoire sur la propagation de la chaleur (Dissertação
sobre a propagação de calor). No entanto, a publicação de seu trabalho só ocorreu em 1822, no qual
Fourier descrevia um modelo físico para explicar o mecanismo de condução do calor.
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JEAN BAPTISTE JOSEPH FOURIER
Jean Baptiste Joseph Fourier (1768-1830) - Físico e matemático francês, criador da técnica de
decomposição de séries trigonométricas, batizada posteriormente com o seu sobrenome (séries
de Fourier), e aplicadas nos problemas de condução do calor.
De forma empírica, ele descobriu que a taxa de calor fornecida entre dois pontos em um corpo,
devido à diferença de temperaturas entre eles, é dada por:
∅ =
KA (T1 -T2 )
L
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Onde k é chamado de condutividade térmica ou coeficiente de condutibilidade térmica, e
depende do material e de seu estado de agregação.
Quanto maior o valor dessa constante k, maior será o calor transferido entre pontos de
diferentes temperaturas em um mesmo corpo, em um mesmo intervalo de tempo.
 ATENÇÃO
A Lei de Fourier é válida independentemente da geometria do corpo. No entanto, a equação
apresentada só é válida para corpos de seção reta única – como mostra a figura a seguir – e
transferência de calor através de seu comprimento.
As temperaturas extremas devem, necessariamente, permanecer constantes – o que chamamos de
regime estacionário.
Em geral, materiais que são condutores elétricos tendem a ser bons condutores de calor, ou seja,
possuem altos valores de condutividade térmica.
 
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CONVECÇÃO
A maior parte dos fluidos é má condutora de calor, ou seja, a transferência de calor por condução é
ineficiente, apesar de ocorrer.
Enquanto a condutividade térmica de um metal, como o cobre, é de 385 W/mK, a da água é de 0,60
W/mK.
No entanto, como fluidos escoam, há um processo de transferência de calor mais eficiente nesses
materiais. Esse processo é conhecido como convecção e não acontece nos sólidos.
O processo de convecção ocorre devido a uma maior liberdade de movimento das moléculas
(comparado com sólidos) que compõem o fluido.
Em virtude das diferenças de temperaturas dentro do fluido, haverá distinção de densidades (lembre-
se da dilatação de calor e do conceito de densidade). Consequentemente, partes mais densas do
fluido descerão, e partes menos densas subirão. Devido a esse efeito, uma corrente de fluido é
gerada: a corrente de convecção.
PODEMOS VER ESSE EFEITO EM NOSSO DIA A
DIA. MAIS UMA VEZ, VAMOS VOLTAR AO FOGÃO.
QUANDO UM ALIMENTO ESTÁ SENDO COZIDO EM
ÁGUA, COMO OCORRE O PROCESSO DE
AQUECIMENTO DESTA?
A água é colocada em uma panela, cujo fundo está em contato com o fogo, ou seja, a uma
temperatura de centenas de graus Celsius. A água está, inicialmente, a uma temperatura bem inferior
à do fogo. Logo, há transferência de calor por condução entre o fogo e a água, em que o meio de
condução é o fundo da panela.
Se o processo fosse única e exclusivamente esse, só conseguiríamos aquecer a água que está no
fundo da panela inicialmente, e teríamos de esperar bastante tempo para que a própria água
conduzisse calor (por meio da condução) para as camadas mais altas dentro da panela. Afinal, a
água, assim como a maioria dos fluidos, é péssima condutora de calor.
 
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Como a água que está no fundo fica mais quente que a água na superfície, a do fundo fica menos
densa – aumento de temperatura, de volume (água acima de 4,0 °C) e, assim, diminuição da
densidade – e sobe. A água que está na superfície desce, passando a ficar em contato com o fundo
da panela que está bem quente.
QUANDO A ÁGUA QUE ESTÁ NO FUNDO ATINGE
UMA TEMPERATURA SUPERIOR A QUE ESTÁ NA
SUPERFÍCIE, O PROCESSO SE REPETE, E ASSIM
SUCESSIVAMENTE. CRIA-SE, ENTÃO, UMA
CORRENTE.
Você pode verificar isso colocando algum tipo de pó bem leve na água. Observe que ele ficará
“circulando” dentro da panela.
A figura a seguir demonstra o fenômeno:
 
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Você pode estar se perguntando: A convecção acontece só em líquidos?
A resposta é não! Ela acontece em qualquer fluido! Logo, também em gases.
Um exemplo claro dessa convecção em gases é a brisa na praia. Quando você chega à praia, pela
manhã, em um dia muito quente, o que estará mais quente: a areia ou a água do mar? Muito
provavelmente, a areia, não é mesmo?
Isso acontece porque o calor específico da areia é menor que o da água. Basta lembrar do conceito
de calor específico, que já vimos aqui quando estudamos calor. Assim, a água demora mais para
aumentar sua temperatura a uma mesma quantidade de calor fornecida pelo Sol em comparação
com a areia. Mais adiante, veremos a forma de propagação de calor proveniente do Sol.
CORRENTE DE CONVECÇÃO
Assim, o ar próximo à areia está mais quente que o próximo ao mar. Devido a isso, ele sobe e se
desloca em direção ao mar. O ar frio que está em cima do mar desce e se desloca para o “buraco”
deixado pelo ar quente da areia, passando a ficar em contato com ela. Assim, cria-se a corrente de
convecção.
Da próxima vez que você for à praia, pela manhã, note que, estando na areia, você sentirá a brisa
vinda do mar. E se você for nesse mesmo dia à noite? Haverá brisa também. Mas ela será no mesmo
sentido? Pense um pouco.
A figura a seguir tem a resposta:
 
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Da mesma forma que o mar demora mais que a areia para aquecer, ele também demora mais para
resfriar.
 
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Logo, à noite, a situação se inverte.
Você consegue deixar sua mão ao lado de uma vela acesa, mas sem tocá-la, por muito tempo? E em
cima dela? Verifique e tente explicar o resultado obtido.
Agora que você conheceo processo de convecção, se tiver de instalar um ar-condicionado em seu
quarto, em que posição ele será mais eficiente: na parte mais alta da parede ou na parte mais baixa?
Você deverá instalar na parte mais alta, pois o ar frio (que sai do ar-condicionado) é mais denso e
tende a cair, fazendo com que o ar mais leve e mais quente suba, ficando em contato com o ar que
sai do aparelho. Dessa forma, você facilitará o processo de convecção dentro do quarto, e, assim, o
ambiente não ficará tão quente.
E por que o ambiente estava quente? Como foi transferido o calor para aquecer o quarto? Esse calor
é proveniente do Sol.
Você sabe explicar como o Sol, que está a milhões de quilômetros de distância da Terra, consegue
transferir calor para nós? Isso é o que veremos agora!
PROCESSO DE CONVECÇÃO
O processo de convecção pode ser natural ou forçado.
Devido, exclusivamente, a distinções de temperaturas em fluido, o processo acontece em
virtude da diferença de densidade e, consequentemente, é natural.
No processo forçado, a transferência de calor é gerada através de meio externo, criando uma
corrente de convecção que não aconteceria naturalmente.
Como exemplo, podemos citar a ventoinha (espécie de pequeno ventilador que refrigera ou
ajuda a refrigerar um motor.) dentro de seu computador, que cria uma corrente de convecção de
forma não natural.
RADIAÇÃO TÉRMICA
A forma com que o Sol consegue transferir calor para a Terra e com que você e outros alunos
aumentam, juntos, a temperatura em uma sala de aula fechada, só por estarem presentes nela,
seguem o mesmo processo de transferência de calor.
Diferente dos outros dois, esse processo não envolve matéria, mas é feito por meio da radiação de
ondas eletromagnéticas. A condução ocorre pela transferência de energia entre moléculas, e a
convecção, pela troca de posições das moléculas de um fluido.
Por isso, esse processo é conhecido como radiação térmica ou irradiação.
javascript:void(0)
Todo corpo com uma temperatura acima do 0 (zero) kelvin, (temperatura limite, como vimos na
Terceira Lei da Termodinâmica) emite radiação. Essa radiação é responsável por transferir calor, caso
haja diferença de temperatura entre dois corpos, mesmo não havendo contato entre eles ou meio
material para o calor se propagar.
Em outras palavras:
A radiação térmica é inerente aos corpos e se propaga no vácuo.
Podemos sentir nossa pele aquecer, estando relativamente perto de um corpo bem aquecido, como
um ferro de passar roupa ou um forno, não é mesmo?Podemos sentir nossa pele aquecer, estando
relativamente perto de um corpo bem aquecido, como um ferro de passar roupa ou um forno, não é
mesmo?
Apesar de, nesses casos, haver condução de calor no ar e, também, convecção no ar, o processo de
radiação térmica é considerável!
Você já viu imagens como estas?
 
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Essas imagens são oriundas de câmeras térmicas, cujos sensores captam ondas eletromagnéticas
na faixa de frequência que nós não vemos a olho nu.
E ISSO É ÓTIMO!
IMAGINE SE PUDÉSSEMOS VER, CLARAMENTE,
EM FAIXAS DE FREQUÊNCIAS DENTRO DAS
FAIXAS DA RADIAÇÃO EMITIDA POR CORPOS
EXISTENTES NO COTIDIANO. VOCÊ NÃO
PRECISARIA DE LUZ BRANCA EMITIDA PARA VER
AS COISAS. SEMPRE EXISTIRIA “LUZ” PARA SEUS
OLHOS.
As ondas emitidas pelos corpos devido a suas temperaturas, em temperaturas não muito altas, estão
no infravermelho. A partir de um processamento, são dadas cores visíveis a essas ondas coletadas
pelos sensores, normalmente vermelhas para pontos mais quentes e verdes ou azuis para pontos
mais frios.
Geralmente, não conseguimos ver essa radiação emitida. Por exemplo, não podemos ver o corpo da
pessoa ao nosso lado ou um livro com as luzes artificias totalmente apagadas no período da noite.
No entanto, conseguimos ver o carvão aceso em uma churrasqueira, assim como o fogo oriundo de
um fogão doméstico, mesmo com todas as luzes apagadas. Isso acontece porque as temperaturas
desses últimos são tão altas que as radiações emitidas por eles conseguem sensibilizar os sensores
ópticos de nossos olhos.
 ATENÇÃO
A emissão de calor pelos corpos, por radiação, ocorre de maneira natural e espontânea,
independente da presença de outros corpos.
Vamos analisar o experimento que mostra o vaso de Dewar, comumente conhecido como garrafa
térmica, um objeto de uso cotidiano que utiliza mecanismos para evitar a perda de calor por meio dos
três processos de transferência de calor.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. (ENEM - 2006) UMA GARRAFA DE VIDRO E UMA LATA DE ALUMÍNIO, CADA
UMA CONTENDO 330 Mℓ DE REFRIGERANTE, SÃO MANTIDAS EM UM
REFRIGERADOR PELO MESMO LONGO PERÍODO DE TEMPO. AO RETIRÁ-
LAS DO REFRIGERADOR COM AS MÃOS DESPROTEGIDAS, TEMOS A
SENSAÇÃO DE QUE A LATA ESTÁ MAIS FRIA QUE A GARRAFA. 
 
ASSIM, É CORRETO AFIRMAR QUE:
A) A lata está realmente mais fria, pois a capacidade calorífica da garrafa é maior que a da lata.
B) A lata está de fato menos fria que a garrafa, pois o vidro possui condutividade menor que o
alumínio.
C) A garrafa e a lata estão à mesma temperatura, possuem a mesma condutividade térmica, e a
sensação deve-se à diferença nos calores específicos.
D) A garrafa e a lata estão à mesma temperatura, e a sensação é devida ao fato de a condutividade
térmica do alumínio ser maior que a do vidro.
2. OBSERVE AS QUATRO AFIRMAÇÕES ACERCA DOS PROCESSOS DE
TRANSFERÊNCIA DE CALOR: 
 
I. A RADIAÇÃO TÉRMICA É UM PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA QUE
PRECISA DE UM MEIO MATERIAL PARA PROPAGAR CALOR.
 
II. OS ESQUIMÓS FAZEM SUAS CASAS (IGLUS) DE GELO, POIS ESSA
SUBSTÂNCIA TEM BAIXA CONDUTIVIDADE TÉRMICA, OU SEJA, O GELO É
UM ISOLANTE TÉRMICO.
 
III. A CONDUÇÃO ENTRE DOIS CORPOS NÃO OCORRE SE ELES ESTIVEREM
À MESMA TEMPERATURA.
 
IV. A CONVECÇÃO É UM PROCESSO QUE PODE OCORRER ENTRE
SUBSTÂNCIAS NOS ESTADOS SÓLIDOS, LÍQUIDOS E GASOSOS.
 
PODEMOS AFIRMAR QUE ESTÃO CORRETAS:
A) I e II
B) I, II e III
C) II e III
D) I, III e IV
3. ANALISE AS SEGUINTES AFIRMATIVAS RELACIONADAS AOS PROCESSOS
DE PROPAGAÇÃO DE CALOR, CONVECÇÃO E RADIAÇÃO TÉRMICA: 
 
I. O PROCESSO DE RADIAÇÃO OCORRE PELA TRANSFERÊNCIA DE CALOR
ENTRE ÁTOMOS DE UMA MESMA SUBSTÂNCIA.
 
II. O PROCESSO DE CONVECÇÃO PODE SER NATURAL OU FORÇADO.
 
III. O PROCESSO DE RADIAÇÃO OCORRE PREFERENCIALMENTE ENTRE OS
GASES.
 
IV. AS CORRENTES DE CONVECÇÃO NATURAL OCORREM DEVIDO A
DIFERENÇAS ENTRE DENSIDADES E A UM GRADIENTE DE TEMPERATURA
EM UM MESMO FLUIDO.
 
ASSINALE A ALTERNATIVA QUE INDICA AS PROPOSIÇÕES CORRETAS (C) E
FALSAS (F):
A) I – F; II – C; III – F; IV – C.
B) I – F; II – C; III – C; IV – C.
C) I – F; II – F; III – F; IV – C.
D) I – F; II – F; III – F; IV – F.
4. EM CASAS (OU CHALÉS) LOCALIZADAS EM LOCAIS MAIS FRIOS, É
COMUM O USO DE LAREIRAS NOS QUARTOS OU NA SALA. A LAREIRA
FUNCIONA COM A ADIÇÃO DE LENHA EM SUA BASE, ONDE COLOCA-SE
FOGO, E A FUMAÇA É EXPELIDA ATRAVÉS DE UMA CHAMINÉ. O OBJETIVO
DO USO DA LAREIRA É AQUECER O AMBIENTE E QUEM ESTIVER NELE. 
 
OS MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR EXISTENTES NO USO DA
LAREIRA SÃO:
A) Radiação e condução.
B) Radiação e convecção.
C) Convecção e condução.
D) Radiação e dispersão.
5. A FIGURA A SEGUIR MOSTRA UMA BARRA SUBMETIDA A DUAS
TEMPERATURAS, QUE SE MANTÊM CONSTANTES, T1 E T2, SENDO T1 > T2 
 
A BARRA, DE COMPRIMENTO L E SEÇÃO RETA A, É FEITA DE UM MATERIAL
QUE POSSUI CONDUTIVIDADE TÉRMICA IGUAL A K.
 
COM BASE NESSE CASO, CONSIDERE AS SEGUINTES AFIRMATIVAS:
 
I. HAVERÁ UM FLUXO DE CALOR CONSTANTE NO SENTIDO DE T2 PARA T1.
 
II. A TEMPERATURA DA BARRA DIMINUIRÁ LINEARMENTE A PARTIR DE T1
ATÉ ALCANÇAR T2 NO FINAL DE SEU COMPRIMENTO.
 
III. SE SUBSTITUIRMOS A BARRA POR OUTRA DE SEÇÃO RETA DUAS VEZES
MAIOR, O FLUXO DE CALOR CAIRÁ PELA METADE.
 
IV. SE SUBSTITUIRMOS A BARRA POR OUTRA FEITA DE MATERIAL COM
CONDUTIVIDADE TÉRMICA IGUAL A 2K, O FLUXO DE CALOR AUMENTARÁ
EM DUAS VEZES.
 
NESSA CONDIÇÃO, PODEMOS AFIRMAR QUE:
A) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
B) Somente as afirmativas I, II e III estão incorretas.
C) Somente as afirmativas II,III e IV estão corretas.
D) Somente as afirmativas I e III estão incorretas.
6. (UNICAMP - 2016) UM ISOLAMENTO TÉRMICO EFICIENTE É UM
CONSTANTE DESAFIO A SER SUPERADO PARA QUE O HOMEM POSSA
VIVER EM CONDIÇÕES EXTREMAS DE TEMPERATURA. PARA ISSO, O
ENTENDIMENTO COMPLETO DOS MECANISMOS DE TROCA DE CALOR É
IMPRESCINDÍVEL. 
 
EM CADA UMA DAS SITUAÇÕES DESCRITAS A SEGUIR, VOCÊ DEVE
RECONHECER O PROCESSO DE TROCA DE CALOR ENVOLVIDO.
 
I. AS PRATELEIRAS DE UMA GELADEIRA DOMÉSTICA SÃO GRADES
VAZADAS PARA FACILITAR FLUXO DE ENERGIA TÉRMICA ATÉ O
CONGELADOR POR MEIO DESTE PROCESSO.
 
II. ÚNICO PROCESSO DE TROCA DE CALOR QUE PODE OCORRER NO
VÁCUO.
 
III. EM UMA GARRAFA TÉRMICA, É MANTIDO O VÁCUO ENTRE AS PAREDES
DUPLAS DE VIDRO PARA EVITAR QUE O CALOR SAIA OU ENTRE POR MEIO
DESTE PROCESSO.
 
NA ORDEM, OS PROCESSOS DE TROCA DE CALOR CITADOS SÃO:
A) I – convecção; II – radiação; III – condução.
B) I – condução; II – radiação; III – convecção.
C) I – convecção; II – condução; III – radiação.
D) I – condução; II – convecção; III – radiação.
GABARITO
1. (ENEM - 2006) Uma garrafa de vidro e uma lata de alumínio, cada uma contendo 330 mℓ de
refrigerante, são mantidas em um refrigerador pelo mesmo longo período de tempo. Ao retirá-
las do refrigerador com as mãos desprotegidas, temos a sensação de que a lata está mais fria
que a garrafa. 
 
Assim, é correto afirmar que:
A alternativa "D " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas a seguir:
Como o enunciado informa, tanto a garrafa de vidro quanto a lata de alumínio foram mantidas por um
longo período de tempo em um refrigerador. Por isso, esperamos que suas temperaturas sejam
iguais ao final do processo. Dessa forma, as alternativas (A) e (B) são descartadas.
A alternativa (C) está incorreta, pois, apesar de a garrafa e a lata estarem à mesma temperatura no
final do processo, suas condutividades térmicas são diferentes.
Como o alumínio possui condutividade térmica maior que a do vidro, a sensação de a lata estar mais
fria é percebida. Isso acontece porque a quantidade de calor que as mãos desprotegidas fornecem
para a lata será maior do que a que as mãos desprotegidas fornecem para o vidro em um mesmo
intervalo de tempo.
Reveja a Lei de Fourier:
𝜙 =
𝑘 𝐴Δ𝑇
𝐿
Se o valor de k é maior, considerando todos os outros fatores iguais,então, o fluxo 𝜙, que é calor por
intervalo de tempo, será maior.
2. Observe as quatro afirmações acerca dos processos de transferência de calor: 
 
I. A RADIAÇÃO TÉRMICA É UM PROCESSO DE TRANSFERÊNCIA QUE PRECISA DE UM MEIO
MATERIAL PARA PROPAGAR CALOR.
 
II. OS ESQUIMÓS FAZEM SUAS CASAS (IGLUS) DE GELO, POIS ESSA SUBSTÂNCIA TEM
BAIXA CONDUTIVIDADE TÉRMICA, OU SEJA, O GELO É UM ISOLANTE TÉRMICO.
 
III. A CONDUÇÃO ENTRE DOIS CORPOS NÃO OCORRE SE ELES ESTIVEREM À MESMA
TEMPERATURA.
 
IV. A CONVECÇÃO É UM PROCESSO QUE PODE OCORRER ENTRE SUBSTÂNCIAS NOS
ESTADOS SÓLIDOS, LÍQUIDOS E GASOSOS.
 
PODEMOS AFIRMAR QUE ESTÃO CORRETAS:
A alternativa "C " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas:
I. Falsa 
O processo de radiação térmica não precisa de meio material para propagar calor. É o único
processo possível de ocorerr no vácuo.
II. Verdadeira 
O gelo é considerado um isolante térmico, sendo sua condutividade térmica de aproximadamente 1,6
W/mK. Comparando, o alumínio, que é um ótimo condutor térmico, possui condutividade térmica de
aproximadamente 200 W/mK.
III. Verdadeira 
Pela Lei de Fourier, somente haverá fluxo de calor se Δ𝑇 ≠ 0
IV. Falsa 
A convecção só ocorre em fluidos. Assim, não é possível ocorrer convecção entre corpos sólidos.
3. Analise as seguintes afirmativas relacionadas aos processos de propagação de calor,
convecção e radiação térmica: 
 
I. O PROCESSO DE RADIAÇÃO OCORRE PELA TRANSFERÊNCIA DE CALOR ENTRE ÁTOMOS
DE UMA MESMA SUBSTÂNCIA.
 
II. O PROCESSO DE CONVECÇÃO PODE SER NATURAL OU FORÇADO.
 
III. O PROCESSO DE RADIAÇÃO OCORRE PREFERENCIALMENTE ENTRE OS GASES.
 
IV. AS CORRENTES DE CONVECÇÃO NATURAL OCORREM DEVIDO A DIFERENÇAS ENTRE
DENSIDADES E A UM GRADIENTE DE TEMPERATURA EM UM MESMO FLUIDO.
 
ASSINALE A ALTERNATIVA QUE INDICA AS PROPOSIÇÕES CORRETAS (C) E FALSAS (F):
A alternativa "A " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas:
I. Falsa 
O processo de transferência de calor por radiação é oriundo de transmissão de ondas
eletromagnéticas.
II. Correta 
A convecção pode acontecer de forma natural, através da corrente de convecção gerada por
diferença de densidades dentro de um mesmo fluido ou, então, forçada, onde a corrente de
convecção é criada artificialmente.
III. Falsa 
A radiação existe em todos os corpos com temperaturas maiores que 0 K.
IV. Correta 
A propagação de calor por convecção existe devido à diferença de densidades no mesmo fluido.
4. Em casas (ou chalés) localizadas em locais mais frios, é comum o uso de lareiras nos
quartos ou na sala. A lareira funciona com a adição de lenha em sua base, onde coloca-se
fogo, e a fumaça é expelida através de uma chaminé. O objetivo do uso da lareira é aquecer o
ambiente e quem estiver nele. 
 
Os mecanismos de transferência de calor existentes no uso da lareira são:
A alternativa "B " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas:
Você percebe que há radiação térmica ou irradiação, principalmente, por sentir calor quanto mais
perto está da lareira e sem tocá-la. O processo da convecção ajuda a aquecer o cômodo inteiro, visto
que o ar quente está embaixo, próximo à lareira, e passa para cima, empurrando o ar frio para baixo,
criando, assim, a corrente de convecção.
5. A figura a seguir mostra uma barra submetida a duas temperaturas, que se mantêm
constantes, T1 e T2, sendo T1 > T2 
 
A BARRA, DE COMPRIMENTO L E SEÇÃO RETA A, É FEITA DE UM MATERIAL QUE POSSUI
CONDUTIVIDADE TÉRMICA IGUAL A K.
 
COM BASE NESSE CASO, CONSIDERE AS SEGUINTES AFIRMATIVAS:
 
I. HAVERÁ UM FLUXO DE CALOR CONSTANTE NO SENTIDO DE T2 PARA T1.
 
II. A TEMPERATURA DA BARRA DIMINUIRÁ LINEARMENTE A PARTIR DE T1 ATÉ ALCANÇAR
T2 NO FINAL DE SEU COMPRIMENTO.
 
III. SE SUBSTITUIRMOS A BARRA POR OUTRA DE SEÇÃO RETA DUAS VEZES MAIOR, O
FLUXO DE CALOR CAIRÁ PELA METADE.
 
IV. SE SUBSTITUIRMOS A BARRA POR OUTRA FEITA DE MATERIAL COM CONDUTIVIDADE
TÉRMICA IGUAL A 2K, O FLUXO DE CALOR AUMENTARÁ EM DUAS VEZES.
 
NESSA CONDIÇÃO, PODEMOS AFIRMAR QUE:
A alternativa "D " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas:
I. Falsa 
O fluxo de calor será constante, mas sempre do ponto de maior temperatura para o de menor
temperatura, logo, de T1 para T2.
II. Verdadeira 
Segundo a Lei de Fourier, a temperatura varia de forma linear com o comprimento. Logo, temos: 
𝜙 =
𝑘 𝐴Δ𝑇
𝐿 → Δ𝑇 =
𝜙 𝐿
𝑘 𝐴
III. Falsa 
Se a seção reta aumentar duas vezes, o fluxo também aumentará duas vezes. De acordo com a Lei
de Fourier, são diretamente proporcionais.
IV. Verdadeira 
Se a condutividade térmica aumentar duas vezes, o fluxo também aumentará duas vezes. De acordo
com a Lei de Fourier, são diretamente proporcionais.
6. (UNICAMP - 2016) Um isolamento térmico eficiente é um constante desafio a ser superado
para que o homem possa viver em condições extremas de temperatura. Para isso, o
entendimento completo dos mecanismos de troca de calor é imprescindível. 
 
EM CADA UMA DAS SITUAÇÕES DESCRITAS A SEGUIR, VOCÊ DEVE RECONHECER O
PROCESSO DE TROCA DE CALOR ENVOLVIDO.
 
I. AS PRATELEIRAS DE UMA GELADEIRA DOMÉSTICA SÃO GRADES VAZADAS PARA
FACILITAR FLUXO DE ENERGIA TÉRMICA ATÉ O CONGELADOR POR MEIO DESTE
PROCESSO.
 
II. ÚNICO PROCESSO DE TROCA DE CALOR QUE PODE OCORRER NO VÁCUO.
 
III. EM UMA GARRAFA TÉRMICA, É MANTIDO O VÁCUO ENTRE AS PAREDES DUPLAS DE
VIDRO PARA EVITAR QUE O CALOR SAIA OU ENTRE POR MEIO DESTE PROCESSO.
 
NA ORDEM, OS PROCESSOS DE TROCA DE CALOR CITADOS SÃO:
A alternativa "A " está correta.
 
Vamos analisar as afirmativas:
I. Convecção 
O ar quente, menos denso, sobe, enquanto o ar frio, mais denso, desce.
II. Radiação 
No processo de propagação de calor por radiação, o calor é transmitido atravésde ondas
eletromagnéticas e, assim, independe de matéria. Logo, é o único processo possível de ocorrer no
vácuo.
III. Condução 
Como o processo de condução precisa de um meio material para se propagar, ao se colocar vácuo
entre as paredes duplas, esse processo é evitado.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste estudo da Física Térmica, apresentamos, primeiramente, o conceito de calor, além da
chamada Lei Zero, que trata do equilíbrio térmico entre os corpos. Em seguida, foram abordadas as
três Leis da Termodinâmica. Com base nessas leis, é possível relacionar calor com trabalho
mecânico. Essa relação é utilizada em grande parte das Engenharias.
Por fim, estudamos o efeito físico de dilatação e contração de corpos sólidos e líquidos, devido à
variação de temperatura, e os três mecanismos de propagação de calor: condução, convecção e
radiação térmica.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
BORGNAKKE, C.; SONNTAG, R. E. Fundamentos da Termodinâmica. São Paulo: Blucher, 2018.
FERREIRA, A. B. de H. Novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Curitiba: Positivo, 2004.
HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK, R. Fundamentos de Física 1. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC,
2012. v. 2.
HARARI, Y. N. Sapiens: uma breve história da humanidade. São Paulo: L&PM, 2015.
MCPHEE, I. Physics – everyday science at the speed of light. Rio de Janeiro: Metro Books, 2010.
PIFER, A.; AURANI, K. M. A teoria analítica do calor de Joseph Fourier: uma análise das bases
conceituais e epistemológicas. In : Revista brasileira de ensino de Física. v. 37. n. 1. 2015.
ROONEY, A. A história da Física: da filosofia ao enigma da matéria negra. 1. ed. São Paulo: M.
Books, 2013.
EXPLORE+
Pesquise e assista ao documentário:
WHAT the Industrial Revolution did for us = AS CONSEQUÊNCIAS da Revolução Industrial.
Direção: Jonathan Hassid; Simon Backer. Inglaterra: BBC, 2003. 90 min, son., color.
Nos dois primeiros episódios – O mundo material e Criando maravilhas –, são mostradas as
mudanças tecnológicas e científicas durante o período da Revolução Industrial, quando se
intensificaram os estudos do calor.
Pesquise e leia os seguintes artigos:
ESTUFAS agrícolas: quais as vantagens da sua utilização? Revista Agropecuária.
Publicação: out. 2019.
PASSOS, J. C. Carnot e a Segunda Lei da Termodinâmica. São Paulo: USP, 2002.
CONTEUDISTA
Bruno Suarez Pompeo
 CURRÍCULO LATTES
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