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Os Pré-Socráticos OS QUATRO ELEMENTOS Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY http://acasadehanah.blogspot.com/2009/11/os-4-elementos-da-natureza-e-suas.html Descreve-se como a passagem “do mito ao logos”. Trata-se de encontrar explicação sobre o que nos rodeia, utilizando a razão em substituição às explicações mitológicas. ORIGEM DA FILOSOFIA FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Concentraram-se, basicamente, em duas questões: Qual é a origem, a matéria ou principio da Natureza? Dependendo das escolas, haverá diferentes respostas: fogo, água, ápeiron, etc. Qual é a autêntica realidade? O que nos oferece os sentidos ou o que oferece a razão? FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS DETALHANDO CADA PENSADOR................... Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC http://www.ex-isto.com/2019/05/primeiros-filosofos.html Antes de Sócrates • Homero = Ilíada e Odisseia – narrativas épicas que mostravam as guerras entre gregos e outras cidades estados – Ilíada narra a guerra de Tróia (Ílion em grego) – Odisséia narra as viagens de Ulisses Péricles (c. 495/492 a.C.–429 a.C.) • Justiça é a realização palpável da atividade humana – O homem é responsável pelo seu destino – A vontade humana deve conter o desejo de ser bom Filósofos pré-socráticos Os filósofos pré-socráticos não são, como sugere o nome, os filósofos anteriores a Sócrates. Embora muitos deles tenham vivido antes de Sócrates, essa divisão acontece devido ao objeto estudado na filosofia por esses filósofos. Tais filósofos, considerados os pioneiros da filosofia ocidental, buscavam um principio, a arkhé, que deveria ser um elemento presente em todos os momentos da existência de tudo, a arkhé está no inicio, no desenvolvimento e no fim de tudo. Eles são chamados de filósofos da Physis, pois suas investigações giravam em torno do mundo material, físico, embora não poucas vezes a arkhé fosse algo não-físico. • Século VI a.C. Universo e com os fenômenos da natureza. início do conhecimento científico. Tales de Mileto (624-558 a.C.) é considerado o primeiro filosofo, foi comerciante de sal e de azeite de oliva. É chamado por Aristóteles de o fundador da filosofia. Previu um eclipse no ano de 585 a.C., elaborou uma teoria para explicar as inundações do Nilo e atribui-se a ele a solução de diversos problemas geométricos. No Egito calculou a altura de uma pirâmide a partir da proporção entre sua altura e o comprimento de sua sombra, fato conhecido na geometria de Teorema de Tales. Segundo Tales o elemento primordial era a água, pois ele observou que o calor necessita de água, que o morto resseca, que os germens são úmidos, que os alimentos contem seiva, sendo assim o principio de tudo seria a água. Para Tales, a água seria o elemento unificador de todos os seres. • Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) "Ápeiron“ princípio universal uma substância indefinida, o ápeiron (ilimitado) Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.) foi discípulo e sucessor de Tales. Para ele o principio de todas as coisas era o ápeiron (ilimitado ou indeterminado), achava que o nosso mundo seria apenas um entre uma infinidade de outros mundos que se evoluiriam e s e dissolveriam em algo que ele chamou de ilimitado ou infinito. Para Anaximandro o principio de todas as coisas não era algo visível, mas sim uma substancia infinita que ele denominou de ápeíron (indeterminado). O apeíron seria uma massa geradora dos seres, contendo em si todos os elementos contrários. Anaximandro (610 - 547 a.C.) • Há uma lei que governa o cosmos (kosmos) – Isso nos dá certeza e regularidade – O Universo se governa pelo equilíbrio das forças contrárias ( ódio/amor; quente/frio; justo/injusto) Anaxímenes de Mileto (585-528 a.C.) Pensava que a origem de todas as coisas teria de ser o ar ou vapor, através do duplo processo mecânico de rarefação e condensação. Acreditava que a água seria ar condensado e o fogo seria ar rarefeito. Para Anaxímenes o ar (pneuma) seria a origem da terra, da água e do fogo. Pitágoras de Samos (580-497 a.C.) Filósofo e matemático grego, estudou com os sacerdotes egípcios. Fundou em Crotona uma associação destinada ao desenvolvimento das ciências, da vida moral, política e social, cuja finalidade era descobrir a harmonia que preside a constituição do cosmo. Desenvolveu o teorema, que recebe seu nome (Teorema de Pitágoras): o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Para Pitágoras os números são reais, são a própria “alma das coisas”, são entidades corpóreas constituídas por unidades contíguas. Pitágoras • Matemática, música – está associado ao teorema de Pitágoras da geometria – A escola pitagórica era profundamente mística; atribuía aos números e às suas relações um significado mítico e religioso. – Ciência e a religião estavam misturadas nos primeiros tempos. – Afinal, a sede de conhecimento que leva os seres humanos a fazer ciências, religiões, artes e filosofia é a mesma. • Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que são compostas todas as coisas, é o número, ou seja, as relações matemáticas. • Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas, passa-se à visão fantástica de que o número seja a essência das coisas. Teorema de Pitágoras Xenófanes de Colofão (570-528 a.C.) Defendeu um deus único, supremo, que não tinha a forma de homem. Esse deus está presente em toda as coisas em todas as coisas, o todo é um, é imutável, sem começo, meio ou fim. Para ele “terra e água é tudo quanto vem a ser e cresce” e “todos nascemos da terra e da água.” Heráclito de Éfeso (540-470 a.C.) propunha que a matéria básica do universo seria o fogo. O Logos- Fogo é a razão universal: “este mundo, que é o mesmo para todos, nenhum dos deuses ou dos homens o fez; mas foi sempre, é e será um fogo eternamente vivo, que se acende com medida e se apaga com medida”. Para ele tudo flui, tudo está em fluxo e movimento constante, a mudança constante seria a principal característica da natureza. Não entramos duas vezes no mesmo rio, quando entro pela segunda vez no rio, nem eu nem o rio somos mais os mesmos. Heráclito de Éfeso • A todos os homens é compartilhado o conhecer-se a si mesmpo e pensar sensatamente • A lei serve à cidade: deve ser respeitada e conservada para a manutenção da ordem Parmênides de Eléia (530-460 a.C.) Segundo ele tudo que existe sempre existiu, nada nasce do nada e nada do que existe se transforma em nada. Para ele nenhum elemento poderia se transformar em algo diferente do que era. Seria absurdo e impensável considerar que uma coisa pode ser e não ser ao mesmo tempo: “o ser é e o não-ser não é”, ou seja, o ser é único, imutável, infinito e imóvel. O que eu não consigo pensar não pode ser na realidade. Zenão de Eléia (504-? a.C.) Participou da vida política de sua cidade elaborando leis, participou de uma conspiração e por não revelar o nome dos comparsas foi preso, torturado e perdeu a vida. Apresenta a ideia da divisibilidade infinita do espaço, pois um corpo percorrendo um espaço infinito em um tempo finito estaria imóvel. Seus argumentos constituem-se verdadeiras aporias (caminhos sem saídas), indo até o absurdo. Foi considerado por Aristóteles o inventor da dialética, no sentido de diálogo que parte das premissas dos adversários e o põe em contradição. Seus argumentos ficaram conhecidos como paradoxos de Zenão. Anaxágoras de Clazômenas (500-428 a.C) Recusava a prestar cultos aos deuses gregos, foi banido de Atenas por considerar o sol uma pedra incandescente e a lua uma terra, negava a divindade dos corpos celestes, interessava muito por astronomia. Dizia que as coisas corpóreas eram infinitas,e elas pareciam engendra-se e destruir-se pela combinação e dissolução. Em tudo há um pouco de tudo, em cada partícula minúscula há uma parte de todas as coisas. Anaxágoras de Clazômenas (500-428 a.C) Em tudo há um pouco de tudo, em cada partícula minúscula há uma parte de todas as coisas. Todas as coisas estavam juntas, mas foram separadas pelo espírito inteligente e puro (nous), que ordenava a matéria e se movia, separando os opostos e criando os seres diferenciados. O nous é uma corporeidade sutil e sua ação é de natureza mecânica: move e separa os opostos (frio- quente, pesado-leve etc.). Leucipo de Mileto (Eléia ou Abdera) (500-430 a.C.) Foi o criador da teoria atomista, em seu livro A Grande Ordem do Mundo, defendeu que nada surge por acaso, mas a partir da razão e da necessidade. No mundo haveria a matéria e o vazio, a matéria é constituída por átomos, que se movem em torvelinho. Leucipo de Mileto (Eléia ou Abdera) (500-430 a.C.) O átomo é absoluto. Movem-se por necessidade, se chocam e se rechaçam, os átomos seriam partículas minúsculas e indivisíveis. De acordo com Leucipo a alma também seria constituída por átomos. O universo teria a parte cheia e a parte vazia, a parte cheia seria constituída por átomos. Empédocles de Agrigento (490-435 a.C.) Acreditava que tudo se originou a partir de quatro elementos ou raízes: água, ar, fogo e terra. Todas as coisas seriam compostas por esses quatro elementos, porem em porções variadas. Empédocles de Agrigento (490-435 a.C.) O surgimento das coisas seria resultado dos processos naturais gerados pela aproximação e separação desses quatro elementos. Para ele havia duas forças atuando na natureza: o amor uniria as coisas e o ódio ou a discórdia as separaria. Quando algo nasce é ação do amor, quando algo morre é ação do ódio. Demócrito de Abdera (460-370 a.C) Foi discípulo de Leucipo, desenvolveu a teoria atomista iniciada por seu mestre, o universo seria composto por partículas minúsculas indivisíveis e invisíveis a olho nu. Os átomos são indivisíveis, pois se fossem divisíveis em partículas ainda menores a natureza se diluiria. Demócrito de Abdera (460-370 a.C) Os átomos são indivisíveis, pois se fossem divisíveis em partículas ainda menores a natureza se diluiria. Como nada surge do nada, os átomos são eternos. O movimento existe, pois o pensamento é movimento e os átomos se movem, eles constituem a explicação última da natureza. A alma também é composta por átomos sutis, lisos e arredondados. Demócrito (cerca de 460 a.C. - 370 a.C.) • Inimigo não é quem comete injustiça, mas o que quer cometê-la • Não por medo, mas por dever, evitai os erros Melisso de Samos (?-441 a.C.) Pouco se sabe de sua vida, além de filosofo desempenhou papel importante na política. É defensor do pensamento de Parmênides. Para ele “o todo é imóvel, pois se ele se movesse, forçosamente haveria o vazio, e o vazio é um não-ser.” Filolau de Crotona (meados do século V a.C.) Foi médico e astrônomo, pouco se sabe de sua vida. Teve o mérito de conceber um sistema cosmológico no qual a terra se desloca no espaço como os outros astros. Filolau de Crotona (meados do século V a.C.) Obrigado pela pobreza, escreveu um livro sobre a doutrina pitagórica, que foi adquirido por Platão por quarenta minas. Segundo ele: • “o um (unidade) é o principio de todas as coisas” • “tudo que é conhecido tem numero, pois nada é possível pensar ou conhecer sem ele”. Escola Jônica ou Milesiana Tales Anaximandro Anaxímenes •São físicos, e seu interesse centra-se em compreender de que a matéria ou “arché” é composta na Natureza. •Substituem as explicações antropomórficas dos mitos por elementos naturais. Monistas FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Água • Não se conhecem textos de Tales. • Aristóteles via em Tales o primeiro “físico” (equivalente a filósofo). • É o mais antigo dos Sete Sábios. Inquieto, viajante, matemático, astrônomo e político Teorema de Tales Previu um Eclipse do Sol (585 a.C) T a le s d e M il e to (A p ro x . 6 2 4 -5 4 6 a .C .) A origem da Natureza é um elemento natural e determinado FILOSOFIA -1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Im a g e m : T a le s d e M ile to / A u to r D e s c o n h e c id o / D o m ín io P ú b lic o . Im a g e m : é cl ip se d e L u n e e n B e lg iq u e à H a m o is / L u c V ia to u r / G N U F re e D o cu m e n ta tio n L ic e n se . Anaximandro de Mileto(Aprox. 610-545 a.C.) Estabelece que o elemento originário é indeterminado e eterno: Ápeiron () Chegou-nos um único fragmento: “Onde as coisas têm sua origem, aí ocorre sua dissolução, segundo a necessidade. Pois pagam reciprocamente a penitência por sua injustiça, conforme a ordem do tempo”. O Cosmos como dependente de forças polares primordiais ou idênticas (calor e frio; água e terra; masculino e feminino) (1). Ápeiron → Opostos → Mundo Atribuem–se-lhe múltiplas investigações e a afirmação de que a Terra é esférica. FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Im a g e m : A n a xi m a n d ro , re c o rt e d e “ E sc o la d e A te n a s” / R a fa e l S a n zi o / P u b lic d o m a in . http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CCYQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.passionista.com.br%2Frosario%2Fsite%2FUserFiles%2FFile%2FOs%2520fil%25C3%25B3sofos%2520pr%25C3%25A9-socr%25C3%25A1ticos%2520-%25201%25C2%25BA%2520EM.ppt&ei Anaxímenes (Aprox. 585-524) Indica uma substância determinada e infinita como elemento primeiro: O Ar O ar é divino e gera divindades a partir de si, é nossa alma e o que mantém nossos corpos unidos. A Terra é plana e passeia no ar, e os demais corpos celestes giram em torno dela. (Geocentrismo ??) FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Imagem: Anaxímenes de Mileto / Autor Desconhecido / Public Domain Escola Pitagórica ou Itálica Diferencia-se de todas as demais escolas por seu caráter religioso. Principais Nomes: •Pitágoras de Samos; • Filolau de Crotona. FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Im a g e m : P itá g o ra s e F ilo la u / R e co rt e d e T h e o ri ca m u si ca e / F ra n ch in o G a ff u ri o / D o m in ío P ú b lic o . P it á g o ra s d e S a m o s (5 8 4 -4 9 6 a . C .) P it á g o ra s d e S a m o s (5 8 4 -4 9 6 a . C .) O conhecimento como instrumento de purificação da alma Introduz a dualidade mente e corpo Influirá na ideia platônica da transmigração das almas: um modo de vida consciencioso e pautado pela moderação para salvá-lo das sucessivas reencarnações (orfismo) •A Justa medida entre os opostos (métron): a sua inexistência seria o caos. •Sua doutrina, durante muito tempo, foi transmitida apenas oralmente e as lendas se encarregaram do restante. Escola Pitagórica ou Itálica: “todas as coisas são números”. FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Im a g e m : B u s to d e P it á g o ra s / A u to r d e sc o n h e c id o / G N U F re e D o cu m e n ta ti o n L ic e n s e Escola Pitagórica ou Itálica "A natureza (o cosmo e tudo nele contido) formam um todo harmônico, composição de finito e infinito" (Frag. 1, em D. L., VIII, 85). O cosmos está formado por um fogo central (Hestia) e nove corpos que giram a seu redor: Antiterra, Terra, Lua, Sol, e os cinco planetas observáveis além da esfera das estrelas fixas: O Sistema Pirocêntrico Doutrina dos Números: "A unidade [o um] é o princípio de todas as coisas” (Frag. 8 de Filolau, em Jâmblico, Nicômaco, p. 77,9) F il o la u d e C ro to n a (S é c .V a . C .) F il o la u d e C ro to n a (S é c .V a . C .) FILOSOFIA – 1ª Série AFILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Imagem: Pentagrama / Autor Desconhecido / Símbolo da Escola / Domínio Público Escola Eleata Esta escola é de caráter exclusivamente filosófico; as anteriores foram físicas ou religiosas •Parmênides •Heráclito •Zenão de Eléia FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Parmênides (540-470 a.C.) Opõe-se a Heráclito Não admite a mudança e o movimento O ser é único, imutável e eterno = Ideias platônicas Introduz a diferença entre conhecimento Influenciou Platão e Aristóteles • Pensa o Uno-Eterno-Imóvel. • Única via para o conhecimento. • Mostra o Múltiplo-Cambiante. • Não válida para o conhecimento. FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Imagem: Parmênides / Autor Desconhecido / Símbolo da Escola / GNU Free Documentation License. • Introduz a ideia de que os sentidos nos enganam. • Considerado o “pai” da Dialética. Suas reflexões tratam sobre: •O Mundo : a) Está em estado de contínua mudança: a luta entre contrários; b) Está impregnado de constantes opostos: “O ser é e não é ao mesmo tempo”; “Tudo flui” – tudo está em movimento e nada dura para sempre; “Não podemos entrar no mesmo rio duas vezes”; A essência de todas as coisas é o Fogo. H e rá cl it o d e É fe so (5 4 4 -4 8 4 a . C .) FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Imagem: Heráclito / Recorte de “Escola de Atenas” / Rafael Sanzio / Domínio Público. Zenão de Eléia (490-420 a.C.) Paradoxo: “Em uma corrida, o mais lento nunca será alcançado pelo mais rápido”. Argumentos através de paradoxos: iniciador da dialética. Paradoxo de Aquiles e a tartaruga, segundo o qual, o corredor nunca alcançaria o animal. Uma flecha em voo está a qualquer instante em repouso (argumentos contra o movimento). Características atribuídas a Deus: Eternidade; Uno; A forma Esférica; Nem limitado nem ilimitado; nem móvel nem imóvel. FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Imagem: Zenão / Rafael Sanzio / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported Escola da Pluralidade Corrente materialista e mecanicista - A única realidade existente são os corpos em movimento Empédocles Anaxágoras Atomistas Reagem contra as ideias de Heráclito e Parmênides FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Os elementos originários seriam: Fogo; Água; Ar; Terra. E m p é d o c le s d e A g ri g e n to (4 9 3 -4 3 3 a .C .) •Estes quatro elementos, mesclando-se uns com os outros, formam os diferentes objetos. •Concepção cíclica do tempo e da natureza. Concilia o pensamento de seus antecessores FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Im a g e m : E m p é d o c le s / T h o m a s S ta n le y / D o m ín io P ú b lic o . O ser é imutável. Os objetos surgem quando as sementes estão reunidas de forma tal, que no objeto resultante predomina as de uma espécie determinada. O tudo está em tudo. Anaxágoras de Clazômena (500-428 a.C) FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Os Atomistas (Desenvolveram a filosofia de Empédocles) Há um número infinito de unidades indivisíveis. Átomos Diferem em tamanho e forma mas são idênticos entre si. Têm as mesmas características que o ser de Parmênides. Não têm nenhuma qualidade, exceto a de serem sólidos e impenetráveis. Infinitos em seu número, agitam-se no vazio ao acaso. L e u ci p o e D e m ó cr it o d e A b d e ra (4 7 0 -3 7 0 a .C .) FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS CONCLUSÕES Tema central de estudo: a NATUREZA Soluções: Monismo Físicos jônios Parmênides Dualismo Pitagóricos Pluralismo Empédocles, Anaxágoras, Demócrito Questão do CONHECIMENTO Começa-se a levantar a distinção entre verdade e aparência. Razão Sentidos + FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS CONCLUSÕES Período Pré-Socrático (VII-V a.C) Escola Jônica: em busca do “arché”. Tales, Anaximando e Anaxímenes. Pitagóricos: os números. Pitágoras e Filolau de Crotona. Escola Eleata: reflexões sobre o mundo. Parmênides, Heráclito e Zenão. Escola da Pluralidade: movimento. Empédocles, Anaxágoras e os Atomistas. FILOSOFIA – 1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS CONCLUSÕES A importância desses pensadores não se deve tanto às suas respostas particulares, mas sim ao fato de que foram os primeiros a buscar resolver racionalmente a questão da Natureza última das coisas e a afirmar que a origem da Natureza está nela mesma. FILOSOFIA, -1ª Série A FILOSOFIA – OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS Cosmogonia Os sofistas A palavra “sofista” (sophistés) inicialmente significava “aquele que é excelente numa arte ou técnica, aquele que é hábil, sensato e prudente”. Origem: No séc. V a.C., os gregos se uniram em uma guerra contra os persas. Após a vitória dos gregos sobre os persas (em 479 a. C.) Atenas se tornou no mais importante centro econômico, político e cultural da época. Devido a esse apogeu cultural, um grande número de nobres de outras partes da Grécia buscam Atenas para viver. Entre esses estrangeiros, alguns se ofereceram para atuar como mestres na educação dos jovens pertencentes à elite local. Com o passar do tempo, esses mestres ganharam fama e passaram a ser chamados de sofistas (sábios). Os sofistas foram os iniciadores do ensino privado. Como eram estrangeiros e não podiam ter propriedade em Atenas, cobravam por seus ensinamentos. Eles foram grandes mestres de Retórica e Oratória. Retórica e Oratória Esta Foto de Auto Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND http://historiadelafilosofiaparacavernicolas.blogspot.com/2014/10/master-para-aspirante-sofista.html Os sofistas mais famosos foram: Protágoras de Abdera (480–410 a.C.) e Górgias de Leontini (484–375 a.C.). Outros sofistas importantes foram: Pródicos de Ceos, Hípias de Elis, Licofron, Trasímaco e Isócrates. Humanismo e relativismo: Na sofística encontramos dois grandes princípios: o humanismo e o relativismo. O primeiro coloca o homem no centro de tudo. O segundo se refere à impossibilidade de se alcançar qualquer verdade absoluta ou que não dependa de uma interpretação pessoal. A frase mais famosa do sofista Protágoras de Abdera sintetiza esses dois princípios de forma exemplar: “O homem é a medida de todas as coisas”. Humanismo e relativismo: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para Protágoras, cada opinião nada mais é que a avaliação que cada um faz de sua própria experiência. Por isso, nenhuma opinião pessoal pode ser colocada como mais correta que a opinião de qualquer outra pessoa. A importância da linguagem: Para os sofistas, nem a percepção da realidade através dos nossos sentidos nem a razão são capazes de nos propiciar conhecimentos seguros. Para eles, a verdade é uma questão de opinião e de persuasão. Por isso, para que o homem se relacione com a realidade e com os outros seres humanos, o instrumento fundamental é a linguagem. O sábio, para os sofistas, é aquele que compreende os mecanismos e os recursos da linguagem e que domina as multidões através do discurso.