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@thomaspetrius @andreamaralc
TURMA XXX
3° PERÍODO IESC
Alunos: Thomas Petrius e André Cruz Amaral
Medicina Centrada na pessoa
● Cuidado integral da pessoa
● Melhor satisfação dos usuários e profissionais
● Maior aderência ao tratamento
● Diminui a preocupação e ansiedade do paciente
● Diminui a utilização do serviço de saúde
● Diminui as queixas por más práticas
● Melhora a situação fisiológica e recuperação dos problemas recorrentes
Com isso, podemos seguir 6 passos para realizar de maneira eficiente o MCCP:
1. Explorar a doença e a experiência da pessoa com a doença
2. Entender a pessoa como um todo
3. Elaborar um projeto comum de manejo
4. Incluir a prevenção e promoção da saúde
5. Fortalecer a relação médico pessoa
6. Ser realista
Explorar a doença e a experiência da pessoa com a doença: SIFE
● Sentimento do paciente em estar doente
● A ideia do paciente sobre o que está errado
● O impacto funcional do problema na vida diária
● Expectativa sobre o que deveria ser
Entender a pessoa como um todo:
● Contexto pessoal: História de vida, aspectos pessoais e desenvolvimento
● Contexto próximo: Família, comunidade, emprego
● Contexto distante: Comunidade, cultura e ecossistema
Elaborar um projeto comum de manejo
● Negociação
● O profissional busca estabelecer junto ao paciente os objetivos a respeito do
problema
● Definição clara dos papéis
Prevenção e promoção da saúde:
● Promover melhorias na saúde
● Identificar alterações de forma precoce
● Diminuir risco e complicações
@thomaspetrius @andreamaralc
Fortalecendo a relação médico pessoa:
● Envolve atenção, sentimentos, confiança, poder e objetivos
● Quando bem aplicada pode ser terapêutico
● Deve estar embasado na empatia, compaixão e cuidado
Ser realista:
● Otimização do serviço
● Uso da equipe multidisciplinar
● Definir prioridades e usar o tempo e energia de forma eficiente
● Nesse caso, podemos citar um paciente com múltiplas queixas e identificar
quais necessitam de mais prioridade e tratá-las.
● Explicar que é impossível fazer tudo ao mesmo tempo, e queixas menos
significativas terão seu momento para serem abordadas
Obs → Em algumas fontes, o MCCP se divide em apenas 4 componentes:
EXPLORANDO A SAÚDE, A DOENÇA E A EXPERIÊNCIA DA DOENÇA;
ENTENDENDO A PESSOA COMO UM TODO; ELABORAR UM PLANO EM
CONJUNTO PARA MANEJO DOS PROBLEMAS; INTENSIFICANDO A RELAÇÃO
ENTRE A PESSOA E O MÉDICO
Famílias e ciclo de vida
@thomaspetrius @andreamaralc
O cuidado centrado na pessoa deve estar relacionado com a
abordagem familiar, pois essa família exerce impacto direto na saúde dos
membros. Dito isso, devemos utilizar e conhecer as ferramentas de acesso
às famílias.
De acordo com o IBGE, a família é definida como: Conjunto de pessoas
ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência,
que residem na mesma unidade domiciliar. Inclui empregado (a) doméstico (a) que
reside no domicílio, pensionistas e agregados.
Classificação estruturais da família:
● Nuclear: Família tradicional → Pai, mãe e filhos
● Extensa: Constituída por mais de uma geração → Avô, avó, tios, primos
● Unitária: Composta apenas por uma pessoa
● Abrangente: Composto por uma familia que esta incluso um individuo que
nao e consanguíneo
● Composta: Compostas por pessoas distintas mas que estão na mesma
moradia.
Temos também, a classificação em tipos:
● Monoparental: Um dos pais biológicos/adotivos mais os filhos
● Anaparental: No qual há apenas filhos órfãos
● Reconstituída: Houve rompimento na família e houve uma nova base
familiar
● Institucional: Criação de crianças/adolescentes por um instituto → orfanato
● Homoafetivo: Casal homossexual com ou sem filhos
● Funcional: Pessoas conviventes → Pessoas ou famílias que moram juntas e
desempenham papéis parentais.
Obs → em negrito as que estão no slide de Fernanda.
CICLOS DE VIDA
Todo indivíduo no decorrer da vida passa por uma mudança/transição do
ciclo familiar, sendo causada por fatores estressores. Com isso, devemos identificar
os estágios do ciclo de vida, sendo eles:
1. Jovens adultos solteiros saindo de casa→ Escolha de uma
correira, criação da identidade própria, busca da independência
financeira, relação íntima com parceiros
@thomaspetrius @andreamaralc
2. União no casamento: nova família→ Relacionamento, vários tipos
de parceiros, convivência com a família extensa ou do parceiro
3. Família com filhos pequenos
4. Família com filhos adolescentes→ Adaptação nas características,
formação de identidade adolescente, escolhas vocacionais
5. Lançando os filhos e seguindo em frente→ Relação adulto-adulto
entre filho e pai, expansão dos relacionamentos familiares
6. Aposentadoria→ Mais tempo, maior gasto com medicamentos
7. Famílias no estágio tardio da vida→ Ajustar a condição de vida de
aposentado ou viuvez, função de avô ou avó, enfrentar a doença de si
próprio ou do parceiro
@thomaspetrius @andreamaralc
FERRAMENTAS DE ACESSO E AVALIAÇÃO DE FAMÍLIAS
Ferramentas de representação (Genograma e Ecomapa)
Genograma e ecomapa são ferramentas na representação das famílias,
sendo o Genograma mais relacionado a parte genética/hereditária, enquanto o
Ecomapa tem maior relação com o indivíduo em sua comunidade.
Genograma:
● Deve ser realizado com pelo menos três linhagens
● Permite compreender os componentes da família
● Da esquerda para direita, do mais velho para o mais novo
● Descrever o ciclo vital da família, as relações familiares e os fatores
estressores
@thomaspetrius @andreamaralc
● Quando usar: sintomas inespecíficos, paciente que utiliza muito o serviço de
saúde, situação de risco familiar, resistência ao tratamento
Ecomapa:
● Relação da família com o meio externo
● Quanto menos interações no ecomapa, maior será a necessidade de
intervenções nessa família
● Incluir todos os suportes da família
● Usado para avaliação terapêutica familiar, facilitando a identificação de
problemas e com isso, ampliar a detecção de problemas nas relações, tanto
do paciente, como de toda a sua família.
@thomaspetrius @andreamaralc
FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO
A partir da coleta das informações da família, podemos utilizar
ferramentas para avaliar o contexto familiar, identificando se há problemas ou
não. Assim, temos as ferramentas: F.I.R.O; P.R.A.C.T.I.C.E; A.P.G.A.R
F.I.R.O → ici
● Avalia o sentimento dos membros da família
● As interações familiares podem ter 3 classificações (INCLUSÃO,
CONTROLE e INTIMIDADE)
1) Inclusão→ Conhecer a dinâmica do relacionamento familiar e
como se organizaria em situações de estresse.
2) Controle→ Avaliar como é o poder na família, podendo ser
Dominante (quando um indivíduo domina as relações); Reativo
(Se opor a tentativa do membro com dominância) ou
Colaborativo (quando há poder compartilhado entre os
membros da família)
3) Intimidade→ Como os integrantes da família se unem para
compartilhar entre si os sentimentos.
● Quando usar: Mudança nos papéis familiares ou quando há
sentimento de inutilidade ou sobrecarga
P.R.A.C.T.I.C.E.
● P → Problema
● R → Roles/papéis
● A → Afeto
● C → Comunicação
● T → Tempo no ciclo de vida
● I → illness/ doença
@thomaspetrius @andreamaralc
● C → Copying / lida com o stress
● E → Ecologia
● Importante que se aplique em reuniões familiares, situações
complexas e o entrevistador tem que estar ciente que apenas uma
entrevista será ineficiente para construir com a família soluções para
os problemas apresentados.
A.P.G.A.R
● A → Adaptação
● P → Participação
● G → Growth/crescimento
● A → Afeição
● R → Resolução
A avaliação deverá ser feito em cada membro da família é feita por
questionário, além disso o índice de cada membro deve ser comparado para
avaliar o grau de funcionalidade da família
● A partir dessa avaliação pode ser montado um plano terapêutico
desenvolvido pelo próprio médico da saúde e da família em parceria
com toda a equipe. Para isso, deve ser fazer um questionário com as
seguintes perguntas:
1) Estou satisfeito com a atenção que recebo da minha família
quando algo está incomodando?
2) Estou satisfeitocom a maneira que a minha família discute
questões de interesse comum e compartilha comigo a resolução
dos problemas?
3) sinto que minha família aceita mais desejos de iniciar novas
atividades ou de realizar novas mudanças no meu estilo de
vida?
4) Estou satisfeito com a maneira que minha família expressa
afeição e reage aos meus sentimentos de raiva, tristeza e
amor?
5) Estou satisfeito da maneira que eu e minha família passamos o
tempo juntos?
● Diante dessas perguntas, o indivíduo deverá responder com as
seguintes respostas: Quase sempre (2 pts), Às vezes (1pt),
raramente (0 pts)
● A somatória das respostas permite a classificação em: Altamente
funcional ( 7 a 10 pts ), moderada disfunção familiar ( 5 a 6 pts ) e
elevada disfunção familiar ( 0 a 4 pts )
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR (PTS)
O PTS será o próximo passo após a aplicação da ferramenta de avaliação.
Ele consiste em propostas e condutas específicas a um indivíduo, uma família ou
@thomaspetrius @andreamaralc
um grupo que resulta de discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar com
apoio matricial, se for necessário. Normalmente a implementação do PTS ocorre em
situações que já houveram tentativas de intervenções pontuais, requerendo um
acompanhamento mais próximo ao indivíduo.
O PTS é dividido em quatro momentos:
1) Diagnóstico → Genograma e ecomapa são úteis, nesta fase obtém-se
informações que contemplam o sujeito em todos os aspectos não somente a
parte clínica
2) Definição de metas → Levanta-se metas de curta, média e a longo prazo
específicas ao sujeito, devendo ser negociadas com o sujeito do PTS e
demais pessoas envolvidas
3) Divisão de responsabilidades → Define-se tarefas, inclusive para o
paciente, também define o profissional que estará mais próximo e como a
equipe pode ajudar a continuar o cuidado
4) Reavaliação → Discussão de caso para compreender se houve êxito ou não
e o que teria que ser mudado para atingir as metas. Quando haverá é uma
escolha da equipe que chega a uma periodicidade em comum acordo.
Ferramentas importantes:
● Genograma
● Ecomapa
● Avaliação multidimensional do idoso
Como fazer dar certo?
● Construir um vínculo com o sujeito
● Envolver o sujeito nas decisões sobre as ações a serem tomadas (Princípio
da clínica ampliada)
HUMANIZAÇÃO E ACOLHIMENTO DOS USUÁRIOS
Conceito de clínica ampliada: A clínica ampliada é uma das diretrizes que a
Política Nacional de Humanização propõe para qualificar o modo de se fazer saúde.
Ampliar a clínica é aumentar a autonomia do usuário do serviço de saúde, da família
e da comunidade. É integrar a equipe de trabalhadores da saúde de diferentes
áreas na busca de um cuidado e tratamento de acordo com cada caso, com a
criação de vínculo com o usuário. A vulnerabilidade e o risco do indivíduo são
considerados e o diagnóstico é feito não só pelo saber dos especialistas clínicos,
mas também leva em conta a história de quem está sendo cuidado.
@thomaspetrius @andreamaralc
O SUS na teoria é LINDO! Porém na prática não condiz, em sua totalidade,
como previsto na elaboração do sistema, além de não refletir sua realidade
epidemiológica. A população não está satisfeita.
● PSF é um avanço, uma vez que reflete a tendência de valorização da família
na agenda das políticas sociais brasileiras
● O plano nacional de humanização (PNH) segue princípios como prevenir,
tratar, cuidar, proteger, recuperar e promover
● 2000 foi criado o Programa Nacional de Humanização da Assistência
Hospitalar (PNHAH)
● 2003 criou a Política Nacional de Humanização para efetivar os princípios
do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão
● PNH possuem três grupos diferentes: gestores, trabalhadores e usuários
● A troca entre os três grupos é estimulada pela PNH, visando colocar em
prática os princípios do SUS.
Intuito do surgimento do PNH:
Proposta de intervenção nos processos de qualidade de vida/saúde e trabalho,
enfatizando a necessidade de assegurar atenção integral à população e de
estratégias de ampliar a condição de direitos e de cidadania das pessoas,
coincidindo com os princípios do SUS.
Princípios do PNH:
● Transversalidade → PNH deve estar presente e estar inserida em todas as
políticas e programas do SUS
● Indissociabilidade entre atenção e gestão → as decisões das gestões
repercutem diretamente na atenção à saúde, dessa forma, usuário também
deve ter responsabilidades no seu autocuidado e cuidado de sua família
● Protagonismo e autonomia dos sujeitos → Qualquer ação da gestão e
atenção é mais concreta se construída com a ampliação da autonomia e
vontade das pessoas envolvidas, que compartilham responsabilidades. É
@thomaspetrius @andreamaralc
importante que o usuário esteja totalmente inserido ao processo, para que ele
entenda o seu papel no cuidado.
PNH se fundamenta em:
● Troca e construção de saberes
● Diálogo entre os profissionais
● Trabalho em equipe
● Considerações às necessidades, desejos e interesses dos atores da saúde
PNH se estrutura em:
● Princípios → ações que impulsionam a movimentação no campo da saúde
pública (transversalidade; indissociabilidade entre atenção e gestão;
protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos)
● Método → modo que o processo do cuidado humanizado será guiado,
método pelo qual buscará a humanização; Aposta na inclusão dos Gestores,
trabalhadores e usuários na produção e gestão do cuidado e dos processos
de trabalho → o caminho para conseguir a humanização
● Diretrizes –: orientações gerais que envolvem elementos que norteiam a
PNH, dentre elas o acolhimento, Gestão participativa e cogestão,
ambiência, clínica ampliada e compartilhada, valorização do trabalhador
e defesa dos direitos dos usuários
● Dispositivos → atualização das diretrizes de uma política em arranjo de
processo de trabalho, dispositivos que são colocados em prática na atenção
à saúde. Usados para viabilizar os princípios e os resultados esperados →
tecnologias ou o modo de fazer
Princípios Norteadores → Quais os passos necessários para atingir os princípios
da PNH
Como humanizar:
● Atenção primária
● Grupos de humanização
● Colegiado gestor
@thomaspetrius @andreamaralc
● APS forte
● Acolhimento com classificação de risco
● Escuta qualificada
Acolhimento:
Devemos sempre acolher bem o usuário e ouví-lo bem, prezando sempre por
questões éticas na prática e organização dos profissionais com a clientela. Além
disso, é importante facilitar acesso às ofertas do serviço, flexibilizar e ampliar a
clínica, favorecendo o cuidado interdisciplinar.
● Sempre buscar a universalidade do acesso e a avaliação de risco
● Organização da assistência
● Parâmetros humanitários de solidariedade e cidadania,
● A demanda tem que ser acolhida, escutada, problematizada e reconhecida
como legítima.
● A unidade deve estar preparada para receber não só as pessoas
programadas, como também os imprevistos.
● Atender imprevistos aumentam legitimidade da UBS
● Para um bom acolhimento, a equipe precisa estar organizada em relação às
funções que devem ser desempenhadas.
Fatores que dificultam o acolhimento:
● Sobrecarga de trabalho
● Aumento de demanda
● Baixa prevenção
● Baixo recurso
● Baixo número de médicos
● Pouco apoio institucional
Educação permanente e continuada
Conceito de educação em saúde: Produção e sistematização de
conhecimentos relativos à formação.
Educação continuada:
● Envolve as atividades de ensino após a graduação, com foco no
aperfeiçoamento profissional.
● Centrada no desenvolvimento de grupos/categorias profissionais. Utiliza
metodologia tradicional (duração definida). Ferramentas: atividades de ensino
após a graduação (atualização) como cursos de caráter seriado, estudo de
publicações específicas de um determinado campo de conhecimento
(etc).
@thomaspetrius @andreamaralc
● UNA-SUS: Acesso diversos profissionais às atualizações em sua área
para beneficiar o atendimento clínico.
Educação Permanente:
● Informa que a prática trabalha com metodologias ativas, estimulando o
raciocínio crítico e reflexivo diantedas problemáticas do serviço,
acompanhando as necessidades da população, as especificidades do público
em questão, buscando soluções para os problemas do território.
● Inovação da permanente (matriciamento): método técnico pedagógico de
organização do trabalho em saúde, visando cooperação dos profissionais na
APS, possibilitando arranjos que otimizam serviços prestados e fortalece
vínculo entre a equipe multiprofissional
Aspectos Educação continuada
(EC)
Educação Permanente
(EP)
Público-alvo Uniprofissional Multiprofissional
Inserção no mercado de
trabalho
Prática autônoma Prática institucionalista
Enfoque Temas de especialidade Problemas de saúde
Objetivo principal Atualização
Técnico-científica
Transformações das
práticas técnicas e sociais
Periodicidade Esporádica Continua
Metodologia Pedagogia da
transmissão
Pedagogia centrada na
resolução de problemas
Resultados Apropriação Mudança
ATENÇÃO DOMICILIAR
Elementos da AD:
● Modalidade de atenção “substitutiva ou complementar”
● Ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em saúde
● Continuidade do cuidado
● Integrada às redes de atenção à saúde
● Retira o foco da internação hospitalar
Obs. → é necessário que os trabalhadores da atenção básica estejam preparados
para identificar e cuidar dos usuários que se beneficiarão dessa modalidade de
atenção.
@thomaspetrius @andreamaralc
Atenção
domiciliar
Características
AD1
Responsável:
Atenção básica
Usuários compensados e controlados, entretanto, possuem
pouca mobilidade/incapacidade física de se locomover até
uma unidade de saúde. Dessa forma, necessitam de
cuidados de menor complexidade, por exemplo,
recuperação nutricional, necessitando de pouco recurso de
saúde.
AD2
Responsável:
Equipe
multiprofissional de
atenção domiciliar
(EMAD) e Equipe
multiprofissional de
apoio (EMAP)
Destinado a usuários que possuem pouca
mobilidade/incapacidade física de se locomover até uma
unidade de saúde. Porém, possuem enfermidades que
necessitam de maior atenção, maior recurso e
acompanhamento contínuo, podendo ser provenientes de
diferentes serviços de redes de atenção.
AD3
Responsável:
EMAD e EMAP
Destinado a usuários que possuem pouca
mobilidade/incapacidade física de se locomover até uma
unidade de saúde. Porém, possuem enfermidades que
necessitam de maior atenção, maior recurso e
acompanhamento contínuo, podendo ser provenientes de
diferentes serviços de redes de atenção. Além disso,
fazem uso de equipamentos. Esses pacientes possuem
baixa chance de sair do cuidado domiciliar.
Tipo do
EMAD
Composição
EMAD tipo 1
40.000
Habitantes ou
● Médico e enfermeiro 40 HS de trabalho em equipe
● Fisioterapeuta/assistente social 30HS de trabalho por
equipe
@thomaspetrius @andreamaralc
mais ● Auxiliares ou técnico de enfermagem 120 HS de trabalho
por equipe.
EMAD tipo 2
20k a 39.999
Habitantes
● Médico CHS 20h
● Enfermeiro CHS 30H
● Fisioterapeuta/assistente social CHS 30H
● Auxiliares ou técnico de enfermagem CHS 120H
Obs. → A carga horária é somatória, ou seja, se houver dois médicos, cada um
fazendo metade da carga horária, a carga é alcançada.
Dar atenção ao cuidador:
● Analisar sinais de esgotamento
● Orientar cuidados com a própria saúde, repouso adequado e revezamento.
ABORDAGEM ÀS DOENÇAS CRÔNICAS NA APS
A prevenção às Doenças Crônicas não transmissíveis (DCNT) (doenças de curso
mais ou menos longo ou até permanente, exigindo assim ações contínuas) é uma
grande prioridade nacional, muito corroborada pelos objetivos e princípios do SUS.
O compromisso sanitário existe, sendo assim, as DCNT devem ser enfrentadas a
fim de alcançar melhores resultados.
Para enfrentar a DCNT, deve-se:
● Organizar a vigilância de DCNT
● Plano de Ação Estratégica para DCNT (PAEDCNT)
Pensando na melhoria da qualidade de vida e diminuição e controle das DCNT, há
alguns fatores de riscos que podem estar associados à incidência das doenças
crônicas. Entretanto, há certos fatores de risco que podem ser modificados,
estabelecendo assim os fatores de riscos modificáveis:
● Tabagismo
● Etilismo
● Sedentarismo
● Má alimentação
● Obesidade
Se existem fatores de riscos que pode ser modificados (ou seja, o paciente pode
deixar de tê-lo) se relacionando intimamente com as DCNT, uma ótima forma de
precaver das DCNT é justamente ações voltadas à diminuição dos fatores de
risco modificáveis
● Vigilância, informação, avaliação e monitoramento
● Promoção da saúde
● Cuidado integral
O que a PAEDCNT visa:
@thomaspetrius @andreamaralc
● Construção de espaços saudáveis que promovem ações de promoção da
saúde e estimulam atividade física/práticas corporais, práticas de aulas
regulares e Educação Física
● Aumento da construção de praças que integram atividades e serviços
culturais, formação e qualificação para mercado de trabalho
● Construir e reativar áreas de exercício
● Aumentar oferta de alimentos saudáveis
● Diminui preço de alimentos saudáveis
● Aumentar campanhas contra o tabagismo
● Aumentar tributação do tabaco e álcool
● Aumentar fiscalização de venda de bebidas alcoólicas para menores de 18
anos
Para que haja melhoria na vida dos brasileiros, deve haver uma expansão da
atenção primária, aumento de força da ESF, favorecendo uma maior contribuição na
diminuição de mortalidade por DCNT. Porém, há certos empecilhos que
dificultam o controle das doenças crônicas:
● Sistema fragmentado → incoerência entre a oferta de serviços e
necessidades de atenção, onde há muita dificuldade em se adequar às
mudanças no perfil endêmico (onde há aumento das doenças crônicas),
automaticamente, o atendimento torna-se despreparado para enfrentar os
desafios que surgem.
Para uma boa atenção integral, isto é, cuidado como um todo, levando em
consideração todo o contexto, é crucial que o atendimento seja dividido em redes, e
não em fragmentação dos níveis de complexidade. Com uma rede voltada para a
DCNT, haverá maior possibilidade de atingir os resultados: fortalecimento,
garantia de cuidado integral, impactar positivamente na vida das pessoas,
contribuir para promoção e prevenção. É importante que o SUS mude seu estilo
de uma certa forma, pois hoje é focado na demanda espontânea. Pode-se dizer
que as “prioridades” são:
● Doenças renocardiovasculares
● DM
● Obesidade
● Doenças respiratórias crônicas
● Câncer
Voltado a um melhor atendimento, as seguintes características devem estar
presentes:
● Estratificação de risco (se agudizar → UPA, SAMU)
● Plano de cuidado compartilhado
● Autocuidado
● Matriciamento
@thomaspetrius @andreamaralc
● Acolhimento com classificação de risco
(Atenção centrada na pessoa) → Respeito, compartilhamento de informações
complementares, participação e colaboração de todos nas decisões.
● Cuidado continuado/atenção programada
Ênfase no papel central das pessoas, uso de estratégias de apoio, fixação de metas
a serem alcançadas, organização de saúde e da comunidade para prover apoio ao
autocuidado dos usuários.
ESTRATÉGIAS → TABAGISMO, ETILISMO E ALIMENTAÇÃO
Brasil → Passa por transições demográficas aceleradas, transição epidemiológico
singular (tripla carga de doenças) e transição nutricional (alimentos caloricamente
densos e baratos).
DCNT → 70% das causas de morte, atingindo fortemente os grupos mais
vulneráveis.
Principais fatores de risco → todos são modificáveis, tornando possível a
prevenção:
● Bebida alcoólica
● Tabagismo
● Inatividade física
● Alimentação inadequada
Nicotina → Teste de Fagerstrom (avalia a dependência do paciente)
● 0-2: muito baixo
● 3-4: baixa
● 5: média
● 6-7: elevada
● Dependência física: Surgimento de manifestação clínica (crise de
abstinência)
● Dependência psicológica: Tem no cigarro apoio para lidar com situações
adversas
● Condicionamento: Associações ao hábito de fumar (café + nicotina)
● Importância da abordagem cognitivo-comportamental + farmacoterapia (não
nicotínicos e nicotínicos)
Álcool → Abuso causa dificuldade para tratamento da doença crônica (dificuldade
para tomar medicamentos)
● Valores de referência para álcool → <210g semanalpara homem e <140g
semanal para mulher
● Dependência → > 30g de álcool/dia
● Binge Drink (beber muito em uma ocasião) tende aumentar mais eventos de
descontrole de PA
@thomaspetrius @andreamaralc
Estilo alimentar
● Hábitos ruins aumentam peso, dislipidemia, mau controle glicêmico etc
Toda consulta de DCNT deve conter:
● Exame físico
● Avaliação antropométrica → avaliar estado nutricional
● IMC
● CA
● Alertar sobre sal/alimentação
● Alertar sobre atividade física
Perguntas a serem feitas:
● Quantas refeições por dia?
● Quantas frutas?
● Qual a quantidade de carne?
● Qual a quantidade de sal?
● Qual a quantidade de açúcar?
Ferramentas de educação em saúde importantes para prevenção de DCNT:
● Grupo operativo
● Roda de conversa
● Jogos
● Oficinas
Obs. → Organizar, acompanhar, responder às necessidades atuais e verificar
adesão ao tratamento são importantes no processo
Modelo transteórico
● Pré-contemplação → nessa fase o indivíduo nega ou desconhece que tem
um problema. “eu nao posso” “eu não quero”
○ Paciente defensivo e resistente na possibilidade da mudança
○ O profissional deve conquistar a confiança do paciente e estimular a
motivação
● Contemplação → o paciente já está ciente e acredita na mudança “eu
poderia”
○ O profissional pode ajudar o paciente a identificar os problemas e
definir metas simples
○ reconhece os problemas mas nao tem comprometimento para mudar
○ Reconhece os benefícios
● Preparação → Decidiu mudar e estamos em busca da solução de problemas
○ Definir uma meta para mudança, semana que vem ou mês que vem
○ assume um compromisso interno e externo
● Ação → Mudanças no ambiente e no comportamento “eu sou, eu faço”
@thomaspetrius @andreamaralc
○ Requer maior comprometimento , energia e tempo
○ Recebe maior visibilidade e reconhecimento
○ 1 dia a 6 meses de adesão
● Manutenção → Estado contínuo onde o indivíduo já mudou seu
comportamento; previne recaídas
○ Maximizar/consolidar ganhos
○ Não existe um tempo determinado para permanecer
● Recaída → Retornar a estágios anteriores
Circunferência abdominal:
CA CA
Risco cardiovascular maior ou igual a 94 maior ou igual a 80
Alto risco cardiovascular maior ou igual a 102 maior ou igual a 88
IMC
18-60 anos > ou igual a 60 anos
Baixo peso < 18,5 < ou igual 22
Eutrofia > ou igual 18,5 <24,99 > 22 <27
Sobrepeso > ou igual 25 <29,99 > ou igual 27
@thomaspetrius @andreamaralc
Obesidade grau I > ou igual 30 <34,99
Obesidade grau II > ou igual 35 <39,99
Obesidade grau III > 40
Consumos sugeridos:
● 5g/dia de sal
● m < 140g/ h <210g
HIPERTENSÃO INTEGRAL
● 32% em média
● Prevalência maior em mulheres
● Educação permanente possibilita construção de novas práticas e mudanças
nos processos de trabalhos que não produzem resultado esperado
● Controlar PA diminui morbimortalidade
Rastreamento:
● > 18 anos sem registro no prontuário de PA nos últimos 2 anos
● Se PA <120/80: rastrear a cada 2 anos (ótimo)
● Se PA entre 120-139/80-89: rastrear a cada 1 ano (bom)
● Se PA maior ou igual >140/90 ou 120-139/80-89 com outros fatores de riscos
cardiovasculares: rastrear em mais 2 momentos num intervalo de um a duas
semanas, após esse momento, o controle é feito de uma vez a cada seis
meses
Para diagnóstico:
● Média de três aferições por consulta, com intervalo de uma semana a cada
aferição
● PA > ou igual 180/110 com evidência de doença cardiovascular
Avental branco:
● Diferença > ou igual 20 mmHG na PAS e/ou > ou igual 10 mmHG na PAS
entre PA obtidas dentro e fora do consultório
Alternativas para uma avaliação mais fidedigna:
● MRPA → 3 medidas pela manhã antes do desjejum e da tomada do
medicamento e 3 a noite, antes do jantar, durante 5 dias
● MAPA → Aparelhos validados com método oscilométrico → afere PA
dezenas vezes nas 24h: mostra PA no período de sono
Avaliação clínica:
● Diagnóstico
● Identificação de fatores de risco cardiovascular
@thomaspetrius @andreamaralc
● Suspeita de identificação de causa secundária
● Avaliação do risco cardiovascular
● Avaliar lesões de órgão alvo (LOA) e doenças associadas
Fatores de risco:
● Idade: H > 55 e M > 65
● Tabagismo
● Dislipidemia: CT >190/ Trig > 150/ HDL <40/ LDL > 100
● DM
● História familiar prematura de DCV
Fatores de risco adicionais:
● Obesidade
● Álcool
● Apneia obstrutiva do sono
● Síndrome metabólica
● Sedentarismo
● Hábitos alimentares
● Ansiedade
● Medicamentos em uso
● Substâncias ilícitas
Exemplos de LOA:
● Hipertrofia do VE
● DRC
● Microalbuminúria
● Retinopatia hipertensiva
Estratificação de risco para hipertensão
FR PAS 130-139
PAD 85-89
HAS I HAS II HAS III
Sem fator Baixo Baixo Moderado Alto
1 a 2 fatores Baixo Moderado Alto Alto
> ou igual 3
fatores
Moderado Alto Alto Alto
LOA, DCV,
DRC, DM
Alto Alto Alto Alto
Fatores que podem aumentar:
● Anti-inflamatório
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● Glicocorticoide
● Vasoconstritores nasais
● Anticoncepcional oral
● Estrogênio
● Álcool
Tratamento:
● Ações terapêuticas medicamentosas
● Ações educativas não medicamentosas
● Autocuidado
● Importante acompanhar
Estágio I
Risco cardiovascular
moderado/baixo
● Tentar mudança de vida (3m a 6m) → se
não adesão, iniciar monoterapia
Estágio I
Risco cardiovascular alto
● 2 fármacos em dose baixa + mudança
imediata
Estágio II e III com ou sem
risco cardiovascular
● 2 fármacos em dose baixa + mudança
imediata
Tratamento não medicamentos
● IMC < 25
● Circunferência abdominal < 80 cm (mulher) e <94 cm (homem)
● Diminuir peso
● Alimentação saudável
● Atividade física
● Baixa ingesta de álcool
● Reduzir sal: 5 gramas de sal no máximo para hipertenso
● Reduzir álcool> 1 dose/dia para mulher e 2 doses/dia para homem
● Atividade física: 30 min/dia, podendo ser dividido em pequenos momentos
● Pacientes com PA elevada + 3 ou mais fatores de risco devem fazer o teste
ergométrico antes de iniciar atividades
DIABETES
● 6,6,9% no mundo são doentes
● Obesidade, sedentarismo e envelhecimento aumentam risco de DM
● Houve aumento de pessoas acima do peso em estudo de 2006 a 2021,
aumentando o risco de DM
● Acantose nigricans, aumenta de CA e esteatose hepática devem levantar a
suspeita de DM
@thomaspetrius @andreamaralc
Rastreamento:
● Excesso de peso (imc > 25)
● Tipos → DM 1, DM2 (mais comum), DM gestacional
● Diagnóstico:
Glicemia casual
● Glicemia em jejum > ou igual 126
● TTG > 200 2h após TTG 75g
● HB. Glicada > 6,5
● Sintomas + glicemia > ou igual 200 2h após refeição
Exames complementares:
● Glicosúria
● Cetonúria
● Glicemia capilar (não indicada para rastreio)
Ficar atento para possível surgimento de DM quando:
● Glicemia em jejum > ou igual 110 < 126
● TTG > ou igual 140 < 200 após 2h
Consulta do diabético
● História
● Exame físico
● Avaliação ambulatorial
● Estratificação de riscos
● IMC
● CA
● Cavidade oral (problemas odontológicos?)
● Pé
● Fundoscopia
Tratamento:
● Educação em saúde
● Estilo de vida
● Dieta + exercício
● ADO → monoterapia
● ADO combinado
● ADO + insulina
Primeira linha Metformina em doses baixas, 1x ou 2x
ao dia
Segunda linha Adicionar sulfoniluréias
@thomaspetrius @andreamaralc
Terceira linha Insulina
Obs. → evita-se ao máximo o tratamento com insulina, a fim de evitar dependência
Monitorar:
● Glicemia em jejum
● HBA1C
● Colesterol total
● HDL ou FG
● Creatina sérica
● Exame de urina
● Fundoscopia
Monitoramento por exames:
● Dentro da meta → glicemia em jejum e hb. glicada 2x ao ano
● Acima da meta → glicemia em jejum e hb. glicada a cada 3 meses
● Demais exames solicitados 1x ao ano
Meta: hb. <7%/ glicemia em jejum 70-130
POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
● Houve aumento dos moradores de rua pós pandemia
● Grupo heterogêneo
● Pobreza extrema
● Interrupção ou fragilidade dos vínculos familiares
Assistência à PSR:
● 1999 → surgimento do consultório na rua na Bahia: focava no atendimento a
crianças e adolescentes com uso problemático de drogas e álcool
● 2003 → criação do dia nacional de luta da população em situação de rua
(26/02/2003) em SP, reivindicando o direito à saúde: buscando diminuir
entraves de cadastrona UBS (impedimento de cadastro por não ter moradia,
por exemplo)
Política nacional para PSR:
● Criada em 2009 pelo decreto federal que também cria o comitê de saúde
● Portaria
● Comitê criado visa participação social de representantes do PSR
● 2011 → ESF POP RUA e ESF sem domicílio tornou-se o Consultório na Rua
(CnaR)
● Toda ajuda é singular e todo cuidado à saúde deve ser feito a partir do
respeito à singularidade.
● O CnaR trabalha para que a sociedade possa prescindir dele
@thomaspetrius @andreamaralc
Consultório na rua
Modalidade I 4 profissionais
Modalidade II 6 profissionais
Modalidade III Modalidade II + médico
Obs. → podem conter a CnaR:
● Agente social
● Assistente social
● Enfermeiro
● Médico
● Psicólogo
● Técnicas de enfermagem
● Técnica saúde bucal
● Terapeuta ocupacional
Classificação quanto às pessoas da rua
Pessoas que ficam na rua recém chegados por algum problema, tendem a
buscar ajuda
Pessoas que estão na rua Dormem com tranquilidade, já estão mais
acostumados
Pessoas que são da rua Enxerga a rua como moradia permanente,
havendo forte ligação com um local/região
Obs. → Há despreparo profissional para cuidar das PSCR, sendo muito comum
relatos de discriminação social, a EDUCAÇÃO PERMANENTE é importante para as
equipes que devem se adpatar às demandas locais.
Origem e trajetória:
● 70% se declaram migrantes do sudeste e nordeste (pesquisa feita em SP
capital) → maioria afirma ter vindo buscar emprego
● 7% de países africanos → justificam a vinda devido conflitos e dificuldade
financeira
Transtorno mental e PSR:
● “Silêncio” em relação a isso
● Os problemas passam despercebidos muito pela incapacidade institucional
de lidar
● “Normalização” de problemas psicológicos contribui para sentimento de
abandono e aumento de risco de suicídio
● Acesso adequado ajudaria evitar muitas situações
@thomaspetrius @andreamaralc
Doenças:
● 19% não se alimentam todos os dias
● Aglomerações aumentam risco de contaminações (lembrar de tuberculose)
● Vírus respiratórios
● Infecções de pele
● Dificuldade de acesso às políticas preventivas
Mortalidade:
● > 18 <24: suicído (mais comum em homens)
● > 25 < 44: AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis
● > 45 <64 Câncer e doenças cardiovasculares
Saúde bucal:
● 30% desejam cuidar da boca
● Garantia ao serviço garante melhorias de vida e reconhecimento de lesões
suspeitas de malignidade
● Recuperação da autoestima, podendo contribuir para a reinserção
profissional e social
Cuidador:
● Pessoas inseridas em cidades em situações de vulnerabilidades pode se
tornar frias, sem empatia e julgadores de culpabilização
Crianças e mulheres:
● Conselho tutelar gera medo, pois para elas, representa o'risco eminente de
dissolução de sua configuração familiar, consequentemente, gera
aprofundamento da vivência da negação de direitos desses indivíduos
Drogas e álcool:
● 83,3% relataram fazer uso de alguma substância
Populações residentes em favelas:
● Predominam jovens
● Alta natalidade
● Menor expectativa de vida
● < 2% têm nível superior
● Pretos e pardos dominam
● Trabalhadores sem carteira assinada predominam
● ⅓ de moradores relatam de per capita de meio salário mínimo
Saúde nas favelas:
● “Enxugar gelo”
● Doenças multifatoriais
● Problemas não se resolvem apenas com a formação de uma UBS
@thomaspetrius @andreamaralc
● A saúde deve estar articulada com assistência social, com educação,
movimentos sociais etc
Determinação social da saúde:
● Estudo (Rose e Marmot) determinaram fatores de riscos individuais como
explicação de 40% nos casos de acidentes cardiovasculares, ao passos que
há 65% relacionado aos determinantes sociais
● Vários fatores causam a doença
● Alta complexidade dos problemas que a UBS tem que abordar
Vulnerabilidade social: Traz especificidades à configuração familiar, que se
apresenta predominantemente em rede, afastando-se da ideia de que a família é
nuclear e se restringe à unidade doméstica. Ex: “circulação de crianças → filhos
“possuem” mais de uma mãe, por terem sido criados por vizinha e/ou outros
familiares, gerando uma compreensão diferente do termo “família”

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