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IDENTIFICAÇÃO DA PRÁTICA 
Bacharelado em Medicina 
Disciplina 
LABORATÓRIO MORFOFUNCIONAL 
Professor 
Prof. DR. FRANCISCO BRAZ MILANEZ 
Discentes 
3º Período de Medicina 
Data: 03/04/2024 
 
 
ROTEIRO – FISIOLOGIA DAS VIAS ASCENDENTES E DESCENDENTES 
 
Objetivo: Revisarafisiologia das Viasascendentese descendentes 
Primeiro Momento | Revisar afisiologia das Viasascendentesedescendentes 
 
 
A medula espinhal é uma massa cilindróide de tecido nervoso constituinte do sistema 
nervoso central (SNC), sendo uma continuação do tronco cerebral que se estende 
do forame magno até a região das vértebras lombares L1 e L2. 
 
A medula espinhal não é uma estrutura isolada, está em contato com diversas outras 
estruturas, incluindo estrutura óssea: a coluna vertebral. Situa-se dentro do canal 
vertebral e durante seu desenvolvimento ocorre uma desproporção entre tamanho 
da coluna vertebral e medula espinhal, sendo que esta tem seu crescimento final até 
os quatro anos de idade, enquanto a estrutura óssea mantem crescimento até os 14 
a 18 anos de idade. 
 
A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: cervical, torácica, lombar e sacro- 
coccígea, sendo composta de 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 
sacrais e cerca de 4 coccígeas. 
 
 
 
Coluna vertebral. Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 6ed. Porto 
Alegre: Artmed (2015) 
 
Relação das raízes dos nervos espinais com as vertebras. Fonte: NETTER, Frank H.. 
Atlas de Anatomia Humana. 
 
Anatomia interna da medula espinhal 
Vias ascendentes e descendentes da medula espinhal 
 
As meninges, em número de três, dura-máter, aracnoide e pia-máter são 
componentes essenciais para proteção e funcionamento medular. O espaço epidural 
que separa as poções da dura-máter e aracnoide é repleto de gordura formando um 
coxim de proteção entre as camadas, abaixo da aracnoide há o espaço 
subaracnoide repleto de líquor e diretamente em contato com a medula espinhal 
está a pia-máter. 
 
A medula espinhal é composta por duas porções: a substância cinzenta e 
substância branca. A grande diferença entre a medula e a região cerebral é que, na 
medula, a região central é composta por substância cinzenta, enquanto a porção 
mais externa é composta por substância branca. 
A substância cinzenta é conhecida como H medular, este que é um resquício 
da luz do tubo neural, região que agrupa corpos de neurônicos e células gliais. 
Dentre os marcos anatômicos importantes da substância cinzenta estão os cornos, 
o primeiro, dorsal ou posterior, corno lateral e corno anterior ou ventral. 
Os núcleos do corno posterior são a substância gelatinosa, região conhecida 
como “portão da dor” e, por fim, o núcleo dorsal de Clarke que se situa entre C8 e 
L3, responsável pela propriocepção inconsciente dos membros inferiores. A 
substância branca possui os funículos anterior, lateral e posterior que veremos a 
seguir. 
 
As vias aferentes ou ascendentes são aquelas que levam aos centros nervosos 
supra-segmentares os impulsos nervosos originados nos receptores periféricos, elas 
permitem que você sinta sensações do ambiente externo como dor, temperatura e 
toque, além de transmitirem informações proprioceptivas, ou seja, do interior do corpo 
como nos músculos e nas articulações. 
Em todas as vias aferentes são encontrados diversos elementos, sendo eles: o 
receptor, o trajeto periférico, o trajeto central e a área de projeção cortical. 
• Receptor: consiste em uma terminação nervosa livre a qual possui 
especificidade, ou seja, para cada uma das modalidades de sensibilidade 
existe um receptor específico. 
 
• Trajeto periférico: compreende um nervo espinal ou craniano ligando-se a um 
gânglio sensitivo. 
• Trajeto central: compreende o agrupamento das fibras que constituem as 
fibras aferentes em feixes, fascículos ou lemniscos, de acordo com suas 
funções no seu trajeto pelo sistema nervoso central. 
• Área de projeção cortical: presente no córtex cerebral (via consciente) ou no 
córtex cerebelar (via inconsciente, isto é, o impulso não determina nenhuma 
manifestação sensorial). 
As grandes vias aferentes podem ser consideradas cadeias neuronais que unem os 
receptores ao córtex. As vias conscientes possuem essas cadeias constituídas por 
três neurônios, os quais possuem os seguintes princípios gerais: 
• Neurônios I ou de primeira ordem: geralmente localizam-se fora do sistema 
nervoso central em um gânglio sensitivo. É um neurônio sensitivo, geralmente 
de natureza pseudounipolar, o qual o prolongamento periférico liga-se a um 
receptor, e o prolongamento central penetra no sistema nervoso central 
através da raiz dorsal do nervo espinal, se comunicando com os neurônios de 
segunda ordem. 
• Neurônios II ou de segunda ordem: localizam-se no corno posterior da 
medula espinal. Originam axônios que geralmente cruzam o plano mediano e 
formam um trato ou lemnisco, fazendo sinapse com os neurônios de terceira 
ordem. 
• Neurônios III ou de terceira ordem: estão presentes no tálamo e emitem 
axônios que chegam ao córtex por radiações talâmicas. 
 
VIAS ASCENDENTES 
As regiões medulares que captam estímulos periféricos levam as informações ao 
córtex cerebral para gerar uma resposta que pode ser motora, sensitiva ou 
cognitiva. Esta que também passa pela medula ao retornar com as informações para 
a pele ou musculatura e gerar a sensação e/ou ação física. 
 
 
 
 
 
Os componentes dessa via são: fasículo grácil, fascículo cuneiforme, trato 
espinocerebelar e trato espinotalâmico. Ainda nessas vias estão os fascículos grácil 
e cuneiforme, sendo eles responsáveis por levar informações sobre sensibilidade 
tátil (fino e epicrítico), propriocepção e vibração. 
• O fascículo grácil emite informações dos membros inferiores e grande parte 
do tronco, até a região torácica baixa e abdominal. 
• O fascículo cuneiforme é responsável por levar informações dos membros 
superiores, região torácica alta e região cervical. Ao chegar no nível cervical 
surge então o fascículo cuneiforme que se une ao grácil e ambos levam as 
informações supracitadas ao cérebro. 
• O Trato espinocerebelar é responsável por levar informações da 
propriocepção inconsciente que auxiliam em processos de equilíbrio, por 
exemplo. 
• O trato espinotalâmico se divide em lateral e anterior, reconhece 
informações de dor, temperatura, pressão e tato. Especificamente, o trato 
espinotalâmico lateral basicamente leva informações de dor e temperatura e 
o anterior está mais relacionado a tato leve e pressão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A seguir abordaremos as grandes vias aferentes do tronco e membros, as quais 
penetram no sistema nervoso central pelos nervos espinais. 
Vias Aferentes que Penetram o SNC por Nervos Espinais: 
 
 
Fig 1. Localização na medula espinhal por onde as vias aferentes 
ascendem em direção ao encéfalo. Fonte: SOBOTTA (2000). 
 
 
 
 
 
 
 
Vias espinotalâmicas ou vias anterolaterais para o córtex cerebral 
• Vias de dor e temperatura 
As terminações nervosas livres são os receptores de dor. Há duas vias que levam 
impulsos de dor e temperatura pro cérebro: a neoespinotalâmica e 
a paleoespinotalâmica. 
• Via Neoespinotalâmica: responsável pela dor aguda e bem localizada na 
superfície corporal (dor em pontada). Constituída pelo trato espinotalâmico 
lateral, envolvendo três neurônios. 
• Neurônio I: localizados nos gânglios espinais das raízes dorsais, com 
prolongamento periférico ligado aos receptores pelos nervos espinais, 
enquanto o prolongamento central entra na medula e termina na coluna 
posterior, onde faz sinapse com neurônio II. 
• Neurônio II: seus axônios cruzam o plano mediano pela comissura branca, 
ganham o funículo lateral do lado oposto, formando o trato espinotalâmico 
lateral. Ao nível de ponte, as fibras desse trato se unem com o trato 
espinotalâmico anterior, constituindo o lemnisco espinhal, o qual terminano 
tálamo, onde faz sinapse com neurônio III. 
• Neurônio III: localizado no tálamo (núcleo ventral posterolateral). Seus 
axônios passam pela cápsula interna e coroa radiada e chegam à área 
somestésica do córtex, no giro pós-central. 
 Dessa forma, os impulsos originados dos receptores térmicos e dolorosos, situados 
no tronco e membros do lado oposto, chegam ao córtex. Possui uma organização 
somatotópica, sendo responsável pela dor localizada (dor em pontada). 
• Via Paleoespinotalâmica: possui uma cadeia de neurônios maior que a via 
neoespinotalâmica.Essa via é responsável pela dor pouco localizada, dor 
profunda do tipo crônica (dor em queimação) 
• Neurônio I: localizado nos gânglios espinhais, com axônios que penetram na 
medula. 
• Neurônio II: situada na coluna posterior. Seus axônios dirigem-se ao funículo 
lateral do mesmo lado e do lado oposto e dobram-se cranialmente, formando o 
trato espino-reticular, o qual sobe na medula junto ao trato espinotalâmico 
lateral e faz sinapse com o neurônio III, em vários níveis da formação reticular. 
Muitas dessas fibras não são cruzadas. 
• Neurônio III: Localizado na formação reticular, dando origem às fibras 
reticulotalâmicas, as quais terminam nos núcleos do grupo medial do tálamo, 
principalmente no núcleos intralaminares (neurônios IV). Os núcleos 
intralaminares projetam-se para regiões mais amplas do córtex cerebral e na 
amígdala. 
Desse modo, os estímulos para dor difusa e crônica (dor em queimação), fazem suas 
projeções de forma consciente. 
 
 
 
 
Via de pressão e tato protopático 
Os receptores dessa via são os corpúsculos de Meissner e corpúsculos de Ruffini, 
além das ramificações dos axônios em torno dos folículos pilosos. 
1. Neurônio I: Localizado nos gânglios espinais, em que os prolongamentos 
periféricos ligam-se aos receptores e o prolongamento central se divide em 
ramo ascendente (longo) e descendente (curto). Ambos terminam na coluna 
posterior em sinapse com neurônio II. 
2. Neurônio II: Localizado na coluna posterior da medula. Na comissura branca, 
seus axônios cruzam o plano mediano, passam pelo funículo anterior do lado 
oposto, onde se inflectam cranialmente, formando o trato espinotalâmico 
anterior. A nível de ponte, ocorre a união entre o trato espinotalâmico anterior 
e trato espinotalâmico lateral para formação do lemnisco espinhal, que suas 
fibras fazem sinapse com neurônio III no tálamo. 
3. Neurônio III: Localizado no núcleo ventral posterolateral do tálamo. Emitem 
axônios que formam radiações talâmicas, os quais passam pela cápsula 
interna e coroa radiada, até atingir a área somestésica do córtex cerebral. 
Dessa forma, os impulsos provenientes dos receptores de tato e pressão situados no 
tronco e nos membros, chegam ao córtex. Esses impulsos são conscientes, tendo em 
vista que passam pelo tálamo. 
Vias do funículo posterior para o córtex cerebral 
• Via de propriocepção consciente, tato epicrítico e sensibilidade 
vibratória- coluna branca posterior: fascículo grácil e cuneiforme 
Os receptores dessa via incluem os corpúsculos de Ruffini e de Meissner (receptores 
de tato), os fusos neuromusculares (proprioceptores) e os corpúsculos de Paccini 
(sensibilidade vibratória). 
1. Neurônio I: localizam-se nos gânglios espinais, o seu prolongamento periférico 
liga-se ao receptor, e o seu prolongamento central penetra na medula pela 
divisão medial da raiz posterior. Os ramos ascendentes longos terminam no 
bulbo, fazendo sinapse com os neurônios II. 
2. Neurônio II: localizam-se no núcleo grácil e cuneiforme do bulbo. Os axônios 
desses neurônios cruzam o plano mediano e seguem cranialmente para formar 
o lemnisco medial¹, que irá terminar no tálamo, fazendo sinapse com o 
neurônio III. 
3. Neurônio III: situados no núcleo ventral posterolateral do tálamo, originando 
axônios que constituem radiações talâmicas que chegam a área somestésica 
passando pela cápsula interna e coroa radiada. 
Lemnisco medial¹: Feixe ascendente bem definido originado da decussação das 
fibras provenientes do núcleo grácil e cuneiforme. 
A decussação do lemnisco medial fornece parte da base anatômica para a 
representação sensorial da metade do corpo no córtex cerebral contralateral, ou seja, 
conduz impulsos da propriocepção consciente ou sentido de posição e de 
 
movimento, permitindo que se percebam partes do corpo em movimento sem auxílio 
da visão. 
Fig. 2 Condução da sensibilidade epicrítica (azul) e protopática (verde) Fonte: 
SOBOTTA (2000). 
Vias de sensibilidade para o cerebelo 
• Via de Propriocepção Inconsciente: os receptores dessa via são os fusos 
neuromusculares e órgãos tendinosos situados nos tendões e músculos. 
• Neurônio I: Localizados nos gânglios espinhais. Seu prolongamento periférico 
liga-se aos receptores , enquanto seu prolongamento central adentra a medula 
e divide-se em ramo ascendente (longo) e descendente (curto), os quais fazem 
sinapse com neurônio II na coluna posterior. 
• Neurônio II: podem estar em duas posições, dando origem a diferentes vias 
para o cerebelo. 
• Situado no núcleo torácico, na coluna posterior, emite axônios para o funículo 
lateral do mesmo lado, onde curvam-se cranialmente para formar o trato 
espinocerebelar posterior, terminando no cerebelo, onde adentra pelo 
pedúnculo cerebelar inferior. 
• Situado na base da coluna posterior e substância cinzenta intermédia. Emite 
axônios, os quais, em sua maioria, cruzam para o funículo lateral do lado 
oposto, onde curvam-se cranialmente para formar o trato espinocerebelar 
anterior. As fibras cruzam novamente na medula, antes de entrar no cerebelo, 
pois é uma via homolateral. O trato penetra no cerebelo pelo pedúnculo 
cerebelar superior. 
 
 
 
Dessa forma, os estímulos proprioceptivos provenientes da musculatura estriada 
esquelética chegam ao cerebelo, de forma inconsciente, por meio dessa via. 
Fig 3. Condução da sensibilidade profunda inconsciente. Fonte: SOBOTTA (2000). 
 
VIAS DESCENDENTES 
 
A maior parte das fibras descendentes é originada no córtex cerebral ou tronco 
encefálico e realizam sinapse com neurônios medulares. Algumas vias terminam em 
neurônios pré-ganglionares do sistema nervoso autônomo e outras fazem sinapse 
com neurônios da coluna posterior. Além disso, existem vias que terminam 
diretamente nos neurônios motores somáticos e permitem a interação com o meio 
externo. Estas são subdivididas em neurônios piramidais e neurônios extra- 
piramidais. 
 
 
 
 
O trato rubro-espinal também participa da motricidade voluntária, mas no 
sentido de modular, de coordenar a movimentação, uma vez que o núcleo rubro tem 
ligação próxima com o cerebelo. Os tratos reticulo-espinais são essenciais para 
os movimentos automáticos básicos como caminhar. Além disso, ele auxilia na 
criação de movimentos orientados externamente como estímulos visuais e auditivos. 
O trato vestíbulo-espinhal está relacionado à orientação postural, por 
exemplo, ao tropeçar algumas posições são conferias ao corpo como abrir os 
braços, alargar as pernas e posicionar o tronco para frente. 
Já o trato corticoespinal anterior é responsável pela motricidade voluntária 
da região axial, peitoral, de abdome, músculo reto-abdominal e outros. O trato teto- 
espinhal envolve o reflexo espontâneo de proteção, por exemplo, fechamento dos 
olhos, sendo uma resposta motora direcionada a proteção. 
 
Fisiologia da medula espinhal 
A maioria dos nervos espinhais são mistos, ou seja, levam informações tanto 
sensitivas quanto motoras e passam para as raízes espinhais. A medula é uma 
estrutura responsável pelos reflexos, ou seja, conferem respostas a estímulos em 
níveis medulares. Os reflexos das porções de tronco e membros (esqueleto axial e 
apendicular) são permitidos pela ação sincrônica da medula, enquanto a região de 
rosto é proveniente do tronco encefálico. 
 
Os reflexos podem ser monossinápicos ou polissinápticos, segmentares ou 
intersegmentares ou reflexos de alçalonga. Eles envolvem circuitos que podem 
chegar até a região de córtex cerebral e modulam os reflexos espinais por 
mecanismos suprasegmentares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em um reflexo espinal, a informação sensorial, ao entrar na medula 
espinal, desencadeia uma resposta sem necessidade de comandos do encéfalo. No 
entanto, essas informações sensoriais sobre o estímulo podem ser enviadas para o 
encéfalo. 
Cada nível medular (C8, T12, L5, S5, C1) tem raízes específicas. Os 
dermátomos são a representação na pele dos segmentos medulares, logo, cada 
seguimento tem uma divisão cutânea específica. 
Dermátomos. Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 
 
 
 
 
 
 
É essencial reconhecer que alterações sensitivas e motoras podem 
estar relacionadas a patologias medulares e investiga-las detalhadamente 
correlacionando sempre com a clínica. 
 Relação 
de dermátomos e movimentos. Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
MACHADO, A.B.M. Neuroanatomia Funcional. 3 ed. São Paulo: Atheneu, 2014. 
MENESES, Murilo S.. Neuroanatomia aplicada. 3. ed ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2016. 
SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2000.

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