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1PREVENTIVA | ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - PARTE 1
 ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - 
PARTE 1
INTRODUÇÃO
●	 A Estratégia de Saúde da Família (ESF) é uma estratégia de reorientação do 
modelo de atenção à saúde no Brasil. 
●	 É o modelo de APS no Brasil. Que se sobressai a aqueles modelos 
hegemônicos já vistos, tais como o modelo sanitarista e o assistencial 
hospitalocêntrico. 
●	 Dá sentido de pôr em prática os princípios da APS, reorganizando o modelo 
assistencial tradicional
HISTÓRICO DA ESF
●	 1988: CF cria o SUS 
●	 1991: Implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) 
●	 1994: Implantação do programa de Saúde da Família (PSF) com objetivos 
de: 
○	NOB 96: operacionalizou a descentralização de recursos e a 
municipalização da saúde: impulsionou a saúde da família. 
○	1997 – 2016: houve um ampliação da cobertura da APS no Brasil, 
estimulados pelo PAB fixo e variável, com implantação de equipes de 
ESF/ESB, com diferentes cenários de implantação. 
●	 Pacto pela Saúde (2006): Consolidação do SUS 
○	Pacto pela Vida: Fortalecer a AB
Conteúdo licenciado para Henrique Zielke -
PREVENTIVA | ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - PARTE 12
●	 PNAB 2006: Consolidar e qualificar a ESF como modelo de AB e centro 
ordenador das RAS no SUS, assumindo caráter substitutivo. Sendo a 
estratégia de saúde da família estruturante para a organização do sistema 
municipal de saúde. 
○	PSF -> ESF: Estratégia de mudança no modelo de atenção a saúde
●	 2008: Portaria 154 implanta o NASF com diferentes modalidades (NASF 1, 
2 e 3): 
○	Objetivo de ampliar a abrangência e a resolubilidade das ações da APS/
ESF no Brasil
●	 2010 – Portaria 4279: diretrizes para a organização da RAS no âmbito do 
SUS
●	 2010: criação do PMAQ-AB (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e 
da Qualidade da Atenção Básica): emite recursos destinados a depender da 
avaliação da qualidade da assistência prestada
●	 2011: Decreto 7508/2011 – regulamenta a lei 8080, propõe avanços na 
regionalização e ressalta a importância da RAS e da APS como portas de 
entrada
●	 PNAB 2011: propõe o abandono da prática na ESF de turnos para o 
atendimento programático por faixa etária ou condições específicas. 
○	Ênfase na APS como coordenadora da RAS e porta de entrada 
preferencial. 
○	Incorpora o NASF 
○	Inclui novas modalidades de equipes para populações específicas e 
vulneráveis 
Conteúdo licenciado para Henrique Zielke -
 
3PREVENTIVA | ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - PARTE 1
○	Mais consultas por demanda espontânea
○	Flexibiliza a carga horária dos médicos: 20, 30 e 40 horas. 
●	 2013: Programa Mais Médicos – será mais bem discutido posteriormente. 
●	 2016 – 2022: Período de desmonte da proposição da ESF como reorientação 
dos modelos de atenção
○	2016: EC/95 – Cancelamento dos gastos em saúde por 20 anos 
○	2017: Nova PNAB
○	2018: Conferência de Astana – enfraquece ideal de APS abrangente/ 
Estimula diminuição da intervenção estatal, aumentando a seletividade e 
focalização das ações. 
○	2019: Médicos pelo Brasil / Previne Brasil / Saúde na Hora (2019/2020)
○	2022: Programa Cuida Mais Brasil
PNAB 2017: PORTARIA Nº 2.436 – 21 DE SETEMBRO DE 2017
●	 Reafirma a Saúde da Família enquanto estratégia prioritária para a 
organização da AB no nosso país. 
●	 AB e APS: termos equivalentes. 
●	 Principais mudanças: 
○	Flexibiliza o número de ACS de cada área de abrangência das US. 
○	Permite equipes sem ACS. 
Conteúdo licenciado para Henrique Zielke -
PREVENTIVA | ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - PARTE 14
○	Incorpora atividades administrativas no escopo do ACS, o que leva a um 
prejuízo para territorialização e orientação comunitária
○	Fusão das atribuições dos ACS e dos ACE = Descaracterização do 
trabalho do ACS. 
○	Flexibiliza a carga horária de médicos e enfermeiros: podem pertencer a 
mais de uma equipe 
○	Institui o gerente de US 
○	NASF -> NASF-AB 
○	População adscrita: 2000-3500
●	 Art. 4º. A PNAB tem na Saúde da Família sua estratégia prioritária para 
expansão e consolidação da AB. 
○	São reconhecidas outras estratégias de AB, desde que haja estímulo 
para a conversão em ESF.
●	 Podem ser de dois tipos de estabelecimento:
○	UBS: não possui equipe de saúde da família
○	USF: pelo menos uma equipe de saúde da família
§	Mínimo de 40 horas semanais, por 5 dias da semana e nos 12 meses do 
ano
§	Horários alternativos de funcionamentos podem existir, desde que 
pactuados
§	População adscrita por eAP (equipe de Atenção Primária) e eSF 
(Equipe de Saúde da Família) – 2000 a 3500 pessoas, localizada 
dentro do seu território. 
§	Podem existir outros arranjos, conforme vulnerabilidades, riscos e 
dinâmica comunitária. 
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5PREVENTIVA | ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - PARTE 1
●	 4 equipes por UBS/USF (AP ou SF) – para que possam atingir o seu 
potencial resolutivo. 
●	 Teto máximo de equipes, com ou sem profissionais de saúde bucal – 
Município e DF: População/2000
●	 Municípios ou Território com <2000 hab – 1eAP ou eSF responsável por 
todo o território. 
●	 Existem alguns tipos de equipes: 
○	eSF: Composição mínima
§	1 médico; 1 enfermeiro; 1 auxiliar e/ou técnico de enfermagem; Agente 
comunitário de saúde (ACS)
●	Não há fixação de número máximo de ACS por equipe
●	ACS devem cobrir 100% em áreas com maior risco de 
vulnerabilidade (máximo de 750 pessoas/ACS) 
●	Não há obrigatoriedade do ACE e profissionais de saúde bucal
●	Médico e Enfermeiro: não é obrigatório especialização em Saúde da 
Família
●	Obrigatória carga horária de 40hs/semanais para todos os 
componentes da eSF
§	Profissionais que podem ser acrescentados à composição: ACE e 
profissionais de saúde bucal. 
○	eAP: Composição mínima
§	1 médico e 1 profissional da enfermagem (cadastrados em uma mesma 
Unidade de Saúde)
§	Não é obrigatório especialização em Saúde da Família
§	Existem duas modalidades de eAP
●	Modalidade 1 -> carga horária mínimo dos profissionais deverá ser 
de 20h semanais, e a população adscrita deve corresponder a 50% da 
população adscrita para uma eSF. 
Conteúdo licenciado para Henrique Zielke -
PREVENTIVA | ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - PARTE 16
●	Modalidade 2 -> a carga horária mínima individual dos profissionais 
deve ser de 30h semanais, e a população adscrita deve corresponder a 
75% da população adscrita para uma eSF
○	Equipe de Saúde Bucal (eSB)
§	Modalidade I: Cirurgião-dentista e auxiliar em saúde bucal (ASB) ou 
técnico em saúde bucal (TSB); 
§	Modalidade II: Cirurgião-dentista, TSB e ASB, ou outro TSB. 
○	NASF-AB
§	Podem prestar suporte para a eSF e a eAP. 
§	Não se constituem como serviços com unidades físicas independentes 
ou especiais. 
§	Não são de livre acesso para atendimento individual ou coletivo (estes, 
quando necessários, devem ser regulados pelas equipes que atuam na 
AB). 
○	Estratégias de Agentes Comunitários de Saúde (EACS)
○	Equipes de atenção para populações específicas (diversas modalidades) 
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7PREVENTIVA | ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA - PARTE 1
QUESTÕES
1)	(SUS-SP 2023) Um médico terminou a residência em medicina de família 
e comunidade recentemente. Logo após a finalização da residência, assumiu 
uma equipe de atenção primária (eAP) no interior do estado de São Paulo. 
Ao chegar na unidade de saúde, notou que sua equipe era composta por ele e 
por um enfermeiro. 
A partir desse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a 
composição mínima para esse tipo de equipe segundo a Política 
Nacional de Atenção Básica (PNAB) e a Portaria nº 2.539/2019
A)	A composição da equipe está inadequada e deve ser formada por um 
médico, por um enfermeiro, por um agente comunitário em saúde e por 
um profissional técnico ou auxiliar de enfermagem 
B)	A composição está adequada e a equipe pode, portanto, ser formada por 
um médico e por um enfermeiro.
C)	A equipe está inadequada e deve ser formada por um médico, por um 
enfermeiroe por mais um agente comunitário em saúde.
D)	A composição está adequada e a equipe deve ser formada, 
obrigatoriamente, por um médico especialista em medicina de família e 
comunidade e por um profissional de enfermagem.
E)	A equipe está inadequada e deve ser formada por um médico, por um 
enfermeiro, por um agente comunitário de saúde e por um técnico de 
saúde bucal. 
GABARITO
1)	B
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