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Técnico em Radiologia Módulo I MEDICINA NUCLEAR, HEMODINÂMICA E RADIOTERAPIA, LEGISLAÇÃO Professora Camila Lacerda RADIOTERAPIA Especialidade médica que utiliza a radiação ionizante com fins terapêuticos. Radioterapia Método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada. • BENEFÍCIOS PARA O PACIENTE: ØControle do tumor ØA radiação age diretamente no dna. ØAumenta a probabilidade de controle local. ØEm geral é um procedimento ambulatorial • RISCOS PARA O PACIENTE ØONCOGÊNESE . ØEFEITOS COLATERAIS DA RADIAÇÃO ESTÃO RELACIONADOS AOS ÓRGÃOS MAIS PRÓXIMOS AO TUMOR Ø RISCO X BENEFÍCIO: PRINCÍPIO DE JUSTIFICAÇÃO Radioterapia • Mecanismos: ↑ Radio-sensibilidade ↑ Dupla-quebra DNA Inibição reparo do DNA Redistribuição no ciclo celular Indução apoptose Diferentes sub-populações celulares no tumor Radioterapia • Unidade de Dose Gray (Gy) = J x Kg-1 1 Gray (Gy) = 100 cGy Radioterapia Princípios de Radioterapia • Fatores Radiobiológicos à FRACIONAMENTO Permitir o reparo ao dano sub-letal na célula sadia Permitir a redistribuição no ciclo celular até um momento radio- sensível da célula tumoral • Indicações para o tratamento Princípios de Radioterapia • Pode ser dividida em modalidades 1. Teleterapia 2. Braquiterapia Radioterapia Teleterapia - tele = distante - terapia = tratamento - A radiação é proveniente de um aparelho como uma unidade de COBALTO-60 ou ACELERADOR LINEAR, nos quais a fonte encontra-se a uma distância mínima de 15 a 20cm e no máximo de 1,20 a 5m do paciente Teleterapia COBALTOTERAPIA O radioisótopo Co60 encontra-se confinado em um cilindro metálico de aproximadamente 2cm de diâmetro x 2cm de altura constituindo assim a fonte de cobalto-60. Fontes de cobalto-60 liberam fótons sob forma de raios gama com energias de 1,17 e 1,33 MeV. Como a fonte é radioativa, a emissão de fótons é contínua, ou seja, a fonte não para de emitir fótons. Quando a máquina está desligada, a fonte permanece guardada numa blindagem adequada que bloqueia a saída dos raios gama. ACELERADORES DE PARTÍCULAS São máquinas constituídas de fontes de partículas carregadas que se utilizam de campos elétricos e magnéticos para acelerar e controlar a direção de tais partículas conferindo a elas altas energias. São classificados quanto a disposição dos campos eletromagnéticos em cíclicos e lineares. Divisões: Aceleradores lineares: Os aceleradores lineares aceleram partículas ao longo de trajetórias retilíneas. Aceleradores cíclicos: Os aceleradores cíclicos desempenham basicamente as mesmas funções dos lineares, com a diferença de que impulsionam as partículas a passarem várias vezes ao longo de trajetórias circulares pela ação de campos magnéticos em espiral ou circular. ACELERADOR LINEAR ACELERADOR LINEAR Teleterapia Planejamento • Volume de tratamento • Intenção de tratamento • Dose e fracionamento • Técnica de tratamento https://www.youtube.com/watch?v=NgKY0DBYk44 https://www.youtube.com/watch?v=NgKY0DBYk44 TELETERAPIA Teleterapia • Terapia superficial: Opera com potenciais de 50 a 150KVp, correntes entre 10 e 20mA, distancia foco-superfície variando de 20 a 40cm e filtração entre 1 e 6mm. • Terapia profunda ou ortovoltagem: potenciais entre 150 e 300KVp, correntes entre 10 e 20mA, distância foco-superfície de 30 a 50cm e filtração entre 1 e 4mm. Finalidades da Radioterapia • Radioterapia Paliativa: Objetiva o controle local do tumor primário ou de metástase(s), sem influenciar a taxa da sobrevida global do paciente. Geralmente, a dose aplicada é menor do que a dose máxima permitida para a área. • Radioterapia Pré-Operatória: É a radioterapia que antecede a principal modalidade de tratamento, a cirurgia, para reduzir o tumor e facilitar o procedimento. A dose total aplicada é menor do que a dose máxima permitida para a área. • Radioterapia Pós-Operatória: Segue-se à principal modalidade de tratamento do paciente, com a finalidade de esterilizar possíveis focos microscópicos do tumor. Como as anteriores, a dose total não alcança a dose máxima permitida para a área. Finalidades da Radioterapia Radioterapia Curativa: Consiste na principal modalidade de tratamento e visa a cura do paciente. A dose utilizada é geralmente a dose máxima que pode ser aplicada na área. Pode-se utilizar o termo "curativo" e "exclusivo" no sentido de dose máxima, seja qual for a finalidade da radioterapia. Deve-se entender como exclusiva a radioterapia de finalidade paliativa, ou curativa, que não se associa a outra(s) modalidade(s) terapêutica(s), independentemente de se aplicar a dose máxima. Técnica de Tratamento Definição dos Volumes de Tratamento em Radioterapia Para descrever um tratamento com radiações ionizantes, são necessários, no mínimo, 3 parâmetros: volume tratado, dose de radiação e técnica utilizada. Volumes: O processo de determinação do volume de tratamento consiste de várias etapas. Dois volumes devem ser definidos antes de se começar o planejamento. Esses volumes são: • GTV (Gross tumor volume / volume tumoral). • CTV (Clinical target volume / volume alvo) • Durante o processo de planejamento, mais dois volumes são definidos: • PTV (Planning target volume / volume de panejamento). Com os resultados do planejamento, passam a existir mais dois volumes: • Volume tratado. • Volume irradiado. Técnica de Tratamento Técnica de Tratamento GTV: Gross Tumor Volume (Volume Tumoral Visível ou Palpável): O GTV é o volume palpável ou visível do tumor. Esse volume corresponde à parte da doença onde existe a maior concentração de células malignas. Se o tumor foi removido cirurgicamente, o GTV não pode ser definido. CTV: Clinical Tumor Volume (Volume Tumoral Clínico) O CTV corresponde ao volume de tecido que contém um GTV visível e/ou doença maligna microscópica subclínica. A doença subclínica pode ser considerada como a disseminação presumida da doença, como por exemplo, os linfonodos regionais Técnica de Tratamento O PTV tem o formato geométrico parecido com o do CTV, só que maior em escala para assegurar que todos os tecidos inclusos no CTV estão recebendo a dose prescrita. Volume Tratado Idealmente a dose deveria ser liberada somente no PTV, mas devido às limitações das técnicas de tratamento isso não é alcançado e permite a definição do volume tratado. Volume Irradiado Volume irradiado é o volume de tecido que recebe uma dose considerada significativa em relação a tolerância dos tecidos normais. Esse volume depende da técnica de tratamento utilizada. 1 - Máscaras Termoplásticas A mobilização em radioterapia evoluiu muito após a criação das máscaras termoplásticas, viabilizando um posicionamento personalizado, rápido e seguro dos pacientes. Acessórios de Radioterapia 2 - Suportes para Cabeça e Pescoço São bases com conformações variadas que permitem mobilizar a extensão da coluna cervical de acordo com a proposta do tratamento. Acessórios de Radioterapia 3 - Breast Board É uma mesa de suporte para tratamento radioterápico da mama. Consiste em uma prancha apoiada em base anexa que permite angulação da paciente, além de ser apoio para suportes onde se repousa o braço a ser elevado de acordo com o posicionamento usual para o tratamento. Acessórios de Radioterapia 4 - Suporte para Abdome Nos casos de tratamento em decúbito ventral, os pacientes com abdômen em avental têm sua mobilização comprometida. Nesses casos, pode-se lançar mão deste acessório que consiste em uma mesa com orifício central para acomodar o abdome do paciente e assim impedir o movimento pendular. Acessórios de Radioterapia 5 - Cadeira paraTratamento O posicionamento desses pacientes é dificultoso, pois eles também não conseguem ficar sentados por muito tempo, além de ter sua cifose torácica acentuada na posição sentada. Um recurso para solucionar este problema é a utilização desse acessório que consiste em uma cadeira com o encosto vazado, suporte para cabeça e braços, capaz de sustentar esse tipo de paciente. Acessórios de Radioterapia 6 - Protetores Testiculares Naqueles casos em que a irradiação dos testículos não é indicada e que a proteção dos mesmos não implica em comprometimento da técnica proposta de tratamento de estruturas adjacentes, pode-se lançar mão deste acessório. Os protetores testiculares são um invólucro de chumbo que envolve e protegem essa estrutura anatômica. Acessórios de Radioterapia 7 - Travesseiro para Decúbito Ventral O travesseiro para decúbito ventral é um suporte com a base vazada onde o paciente acomoda sua face, além de ter inclinada sua porção inferior para acomodar o contorno do tórax. Acessórios de Radioterapia 8 - Protetores Oculares Esses acessórios são lentes de chumbo revestidas de cerâmica, que são posicionadas sobre a córnea do paciente para proteção do cristalino e diminuição dos riscos de catarata. Acessórios de Radioterapia 9 - Retrator de Ombros Acessório para estabelecer o posicionamento em pacientes de cabeça e pescoço onde a abordagem com campos látero-laterais sobre região cervical é otimizada com a retirada dos ombros do campo de tratamento. Acessórios de Radioterapia 10 - Bolus Padronizado Esse acessório consiste em um jogo de placas de polímero, com densidade semelhante à do corpo humano, com diferentes espessuras, ideal para o uso em superfícies planas. Acessórios de Radioterapia 11 - Suporte para Tratamento com Braços Elevados O tratamento da região do tórax e do abdome superior quando necessita de campos laterais ou oblíquos implica na necessidade de elevação dos membros superiores. Essa posição é muito incômoda e compromete a imobilização, pois o paciente fica sem apoio. Esse acessório é um suporte para que o paciente segure e se mantenha na posição de forma mais confortável. Acessórios de Radioterapia 12 - Suporte Pélvico O suporte pélvico tem a mesma proposta das máscaras termoplásticas e é feito de material semelhante, só que mais rígido. Esse acessório tem indicação nos tratamento pélvicos de maneira geral, mas especialmente nos de próstata. Acessórios de Radioterapia 13 - Alfa Cradle Consiste em um recipiente cheio de partículas de polímero sintético que assume os contornos do paciente ao ser retirado o ar de seu interior. Acessórios de Radioterapia 14 - Suporte para Joelho Auxilia na imobilização da pelve. São estruturas de espuma encapadas que, posicionadas sob os joelhos, mantêm a posição da pelve, e garantem o posicionamento planejado. Acessórios de Radioterapia 15 - Posicionamento para Crânio e Neuro-eixo O posicionamento de pacientes para tratamento radioterápico de crânio e neuro-eixo deve ser personalizado. Pode-se utilizar a combinação de alfa cradle, com esse suporte padronizado para o posicionamento em questão. Consiste em uma base para apoio do queixo e da testa, anexada a um suporte para fixação da máscara termoplástica. Acessórios de Radioterapia Oficina em Radioterapia Imobilizadores: No momento, as máscaras termoplásticas são as mais usadas, tanto no Brasil, como em todo o mundo. Junto com a máscara, o paciente utiliza um suporte sob a cabeça. É importante observar que esse suporte seja sempre os mesmo todos os dias. Para a confecção da máscara termoplástica devemos deixá-la na água a cerca de 70 ºC até que fique mole em toda a sua extensão. Em seguida, ela deve ser retirada da água e agitada para retirar a água retida nos furos do termoplástico. Quando o termoplástico já está livre desse excesso de água, pode ser imediatamente colocado no paciente e moldado com as mãos até que endureça. Esse processo demora de 2 a 3 minutos. Oficina em Radioterapia Braquiterapia • O termo braquiterapia foi primeiramente sugerido por Forsell, em 1931, para irradiação a curta distância. • A braquiterapia constitui uma forma de tratamento que utiliza fontes radioativas, em contato direto com o tumor, sendo indicada em cerca de 10% dos pacientes que se submetem à radioterapia. • Indicada rotineiramente no tratamento das neoplasias do colo e do corpo uterino, da cabeça e pescoço, da região perineal e dos tecidos moles. Braquiterapia Empregar pequenas fontes de radiação em contato direto com o tumor. Braquiterapia Braquiterapia Tratamento em que consiste na colocação de fonte radioativa junto ao tumor, objetivando elevar esta dose no volume tumoral e minimizando a dose nos tecidos vizinhos sadios. Desvantagens • Alta dose ao tumor (pequeno volume) X baixa dose aos tecidos circunjacentes; • Curta duração do tratamento. • Não uniformidade da dose desde que a radiação é muito mais intensa perto da fonte, embora usando muitas fontes ajuda fazer a dose mais uniforme; • Radioproteção necessária aos profissionais envolvidos. Braquiterapia Vantagens X Tratamentos da Braquiterapia • As fontes radioativas podem ser introduzidas em uma cavidade corporal (intracavitária), dispostas sobre uma superfície tumoral (intraluminal) ou implantadas na intimidade do tumor (intersticial). • Os implantes podem ser temporários ou permanentes. Braquiterapia Na braquiterapia, o tratamento é dividido em: • Alta taxa de dose • Baixa taxa de dose Na braquiterapia com alta dose, o material radioativo permanece por poucos minutos no interior do organismo, tempo suficiente para liberação da dose ideal de radiação (já pré-calculada). Quando se utiliza baixa taxa de dose, a fonte de radiação deve ser mantida no interior do corpo do paciente durante um período mais prolongado, geralmente por implante permanente. Tratamentos da Braquiterapia Braquiterapia Pelo tipo de carregamento do material radioativo: 1. Manual pura: o material é colocado diretamente no tecido alvo. 2. Pré-loading: os aplicadores que conterão as fontes radioativas, serão carregados manualmente e momentos antes da inserção no paciente. 3. Afterloading (pós-garga) manual: cateteres ou aplicadores são colocados, e então o material é inserido nesses guias, manualmente 4. Remote afterloading (pós-carga por controle remoto): cateteres são colocados e então o material é inserido mecanicamente na aplicação. Braquiterapia Tratamento em Braquiterapia • Braquiterapia oftálmica (retinoblastoma) – É colocada uma placa de metal semelhante a uma lente de contato com implantes de sementes radioativas (rutênio ou iodo) na parede do globo ocular junto ao tumor, evitando expor os tecidos do olho e da face à radiação, preservando a função visual, se possível, e também a estética local. Braquiterapia Tratamentos em Braquiterapia • Braquiterapia intracavitária (tumores ginecológicos) – O radioisótopo é introduzido através de um aplicador no interior do útero. • Braquiterapia intersticial permanente – Indicada no tratamento dos tumores de próstata. As sementes radioativas são implantadas no interior da próstata através d e agulhas introduzidas pelo períneo, direcionadas por USG ou radioscopia. • Braquiterapia endoluminal – Indicada nos casos em que o tumor obstrui ou se projeta para o interior de órgãos como brônquios, esôfago e vias biliares. As sementes radioativas são introduzidas através de um cateter colocado por endoscopia. Braquiterapia Tratamentos em Braquiterapia • Braquiterapia intersticial temporária – Indicada no tratamento de tumores de cabeça e pescoço e de membros superiores e inferiores; o material é introduzido na área tratada por meio de tubos plásticos (cateteres) fixados durante a cirurgia. • Braquiterapia por molde de superfície – Indicada no tratamento de tumores superficiais, mais comuns da pele ou mucosa, É utilizada uma placa com implantes de sementesradioativas Braquiterapia Radioisótopos Utilizados na Braquiterapia • Atualmente os radioisótopos mais utilizados são: o Césio-137, o Irídio-192 e o Cobalto-60, para uso temporário, o Ouro-198 e o Iodo-125, para uso permanente. • Este material é manufaturado sob a forma de tubos, agulhas, fios (cateteres) ou sementes. Braquiterapia Fontes para Braquiterapia • O material radioativo é lacrado numa cápsula com invólucro metálico, normalmente titânio, e em geral, possui um marcador radiopaco em seu interior. • Todas as fontes são lacradas, com exceção do Irídio-192, que é fabricado em forma de fios, cortado na medida necessária à aplicação. Braquiterapia Radionuclídeo Energia dos fótons (MeV) Meia-vida Média Máx. Cobalto-60 (60Co) 1,25 1,33 5,27 anos Césio-137 (137Cs) 0,662 0,662 30,0 anos Irídio-192 (192Ir) 0,37 0,61 74 dias Iodo-125 (125I) 0,028 0,035 60 dias Paládio-103 (103Pd) 0,021 0,023 17,0 dias Ouro -198 (198Au) 0,42 0,68 2,7 dias Radium -226 (226Ra) ~1 2,4 1600 anos Radionuclídeos utilizados na Braquiterapia Braquiterapia Rádio-226 • Primeira fonte utilizada e muita experiência foi adquirida em seu uso. • Esse radioisótopo está em desuso, tendo em vista que libera gás radônio, extremamente nocivo à saúde. • Possui algumas desvantagens principalmente no que se refere à radiação de seus subprodutos. • O rádio decai em radônio-222, um gás emissor de particular alfa com curta meia-vida, que decai em outros emissores de partículas alfa. Braquiterapia Césio-137 • Atualmente, é a fonte mais utilizada. • Emite tanto partículas beta quanto raios gama de 662 keV. • Comercialmente, é apresentada da forma de tubos para aplicadores ginecológicos, e sementes para implantes. • A vantagem do césio é a sua longa meia-vida, indicando que a fonte pode ser utilizada por muitos anos. Em geral, a indústria recomenda uma vida útil para as sementes, o que no caso do césio é de 10 anos. Braquiterapia Irídio-192 • É normalmente utilizado em forma de fio, unindo flexibilidade e força, sendo classificado como fonte lacrada. • A vantagem do fio é o fato de poder ser cortado do tamanho necessário para ser ajustado ao tumor. • Uma forma alternativa do irídio-192 são as sementes colocadas em fitas de nylon. Essas fitas possuem geralmente 12 sementes com espaçamento do 1 cm entre si. Braquiterapia Irídio-192 • Cada semente é encapsulada em aço inoxidável, fazendo da fita uma fonte selada, que pode ser cortada no espaço entre as sementes, para adequar-se ao tamanho necessário. • O irídio-192 é usado em implantes mamários (na forma de fios), implantes de língua (na forma de pinos), e em vários tratamentos HDR intracavitários e intersticiais. Braquiterapia Cobalto-60 • Fontes de cobalto são as menos utilizadas. • Era utilizado no formato de fio, porém parou de ser usado dessa forma, pois quebrava facilmente. • É utilizado em aplicadores oftalmológicos, com agulhas ou tubos, e em tratamentos HDR ginecológicos, na forma de grânulos. Braquiterapia Ouro-198 • Utilizado em implantes permanentes por causa da sua curta meia- vida. • O ouro é utilizado normalmente na forma de grãos cilíndricos ou sementes, com 0,8 mm de diâmetro e 2,5 mm de comprimento. • Além de implantes permanentes, como os de próstata, ele também pode ser utilizado em pequenas áreas, como a língua, onde implantes com agulha podem ser bastante desconfortáveis. Braquiterapia Iodo-125 • A baixa energia dos fótons do iodo-125 assegurada pela superfície das sementes, permite que o paciente se mova durante o tratamento, podendo ter uma vida normal fora do hospital. Braquiterapia Paládio-103 • O encapsulamento do paládio-103 é similar ao de iodo-125, e as fontes podem ser usadas em implantes permanentes para tratar tumores de rápido crescimento na próstata. Braquiterapia Procedimentos em Braquiterapia Braquiterapia Planejamento Inicial • É efetuado um exame clínico abrangente para compreender as características do tumor e analisar a respectiva relação com os tecidos e órgãos circundantes, através de: • Radiografia; • Ecografia; • Tomografia axial computorizada (TAC); • Ressonância magnética (RM). • Criar uma visualização em 3D do tumor e dos tecidos circundantes. Braquiterapia Planejamento Inicial Desenvolver um plano da melhor distribuição possível das fontes de radiação: • Para saber como os portadores da fonte (aplicadores), utilizados para fornecer a radiação ao local de tratamento, devem ser colocados e posicionados, que normalmente são agulhas ou cateteres de plástico. • O tipo específico de aplicador utilizado irá depender do tipo de cancro a tratar e das características do tumor a atingir. Este planejamento inicial ajuda a assegurar que durante o tratamento se evitam os ‘pontos frios’ e os ‘pontos quentes’, pois podem resultar respectivamente na falha do tratamento ou em efeitos secundários. Braquiterapia Criação de um Doente Virtual • As imagens do doente com os aplicadores in situ são importadas para um software de planejamento do tratamento e o doente é encaminhado para o tratamento numa sala resguardada específica. • O software de planejamento do tratamento permite a tradução de múltiplas imagens 2D do local de tratamento num ‘doente virtual’ em 3D, dentro do qual é possível definir a posição dos aplicadores. • As relações espaciais entre os aplicadores, o local de tratamento e os tecidos saudáveis circundantes dentro deste ‘doente virtual’. Braquiterapia Fornecimento do Tratamento • Após os aplicadores estarem corretamente posicionados no doente, são ligados a uma máquina ‘afterloader’. • O plano de tratamento é enviado ao afterloader, que controla então o fornecimento das fontes ao longo dos tubos orientadores para as posições pré-especificadas dentro do aplicador. • Após conclusão do fornecimento das fontes radioativas, os aplicadores são cuidadosamente retirados do corpo. Braquiterapia • Garante a consistência entre a dose clínica prescrita e a dose administrada ao paciente, levando em consideração o volume de interesse. O CQ permite a detecção e correção oportuna de erros que inviabilizariam um tratamento. • Devem ser realizados testes diariamente pela manhã e a cada troca da fonte radioativa (em média a cada três meses) quando a fonte for o Ir 192. Controle de Qualidade em Braquiterapia (CQ) Braquiterapia Controle de Qualidade em Braquiterapia (CQ) • Um programa de Garantia de Qualidade(GQ) na braquiterapia por HDR consiste de verificações realizadas periodicamente. Para tal, é necessária a monitoração sistemática de medidas e de procedimentos, visando à qualidade e cuidados apropriados aos pacientes. • O CQ aplicado ao equipamento de HDR é composto por vários tipos de testes, que devem ser realizados periodicamente em todo o equipamento, avaliando seus desempenhos Braquiterapia • Para se implementar um programa adequado de GQ, os recursos financeiros e uma administração eficiente são imprescindíveis para se ter os equipamentos e materiais necessários, além de um grupo adequadamente capacitado. • É necessário que todos os serviços de braquiterapia implementem os tipos de testes de CQ básicos e indispensáveis para seu equipamento, garantindo, desse modo, um tratamento adequado a seus pacientes e segurança ao pessoal técnico envolvido. Controle de Qualidade em Braquiterapia (CQ) Braquiterapia Radioproteção em Braquiterapia Existem três fatores a serem considerados na radioproteção: • Tempo • Distância • Blindagem Braquiterapia Radioproteção em Braquiterapia • Tempo: O pós carregamento reduz a dose do pessoal envolvido. O planejamento do tratamento e do manuseio das fontes radioativas é essencial para minimizar o tempo de exposição e otimizar o processo. A enfermagem e os visitantes devem ser informados do tempo que podem ficar perto do paciente. Braquiterapia Radioproteção em Braquiterapia • Distância: As fontes não devem nunca ser preparadas com asmãos, mas sim seguras com pinças longas ou instrumentos semelhantes. Ficar o mais longe possível e realizar as tarefas rapidamente. Não olhar diretamente para as fontes, mas sim através de espelhos e manusear atrás de blindagens. Braquiterapia • Blindagem: – As fontes devem ficar sempre atrás da blindagem, seja de tijolos de chumbo ou dentro de recipientes de transporte; as únicas exceções, são no momento da introdução e quando estiverem dentro do paciente. – Para a segurança dos pacientes e do público em geral, a taxa de dose fora do quarto do paciente de braquiterapia deve estar em níveis aceitáveis nas áreas onde o público tem acesso. A fim de se alcançar estes níveis, será necessário, na maioria das vezes, a blindagem das paredes do quarto de tratamento ou deixar os quartos adjacentes vazios (ou somente com outros pacientes de braquiterapia). Radioproteção em Braquiterapia Braquiterapia Braquiterapia • https://www.youtube.com/watch?v=GVl_Sm2ih_s&t=524s https://www.youtube.com/watch?v=GVl_Sm2ih_s&t=524s