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SUMÁRIO 
1. Ossos da face e do crânio 
2. Músculos faciais 
3. Anatomia bucal 
4. Artérias faciais 
5. Nervos faciais 
 
1. OSSOS DA FACE E DO CRÂNIO 
 
 
- Lâmina externa: tecido ósseo compacto. 
- Díploe: tecido ósseo esponjoso entre os 
tecidos ósseos compactos. 
- Lâmina interna: tecido ósseo compacto. 
 
• VISTA INTERNA 
- Fossa anterior do crânio 
- Fossa média do crânio 
- Fossa posterior do crânio 
 
• VISTA EXTERNA 
- Forame jugular: 
a) Anterior - passagem dos nervos 
cranianos glossofaríngeo, 
vago e acessório 
b) Posterior - passagem da vela 
jugular interna, principal via de 
drenagem sanguínea do cérebro. 
- Forame lacerado: serve de passagem para 
artéria carótida interna. Próximo ao forame 
oval e espinhoso. 
- Canal carótico: serve de passagem para a 
artéria carótida interna, plexos venosos e 
plexos simpáticos, anterior ao forame jugular 
na parte basilar do crânio. 
 
 
- Margem supra-orbital 
- Margem infraorbital 
- Margem lateral 
- Margem medial 
- Sulco lacrimal 
- Osso lacrimal 
- Canal óptico: passagem do nervo óptico. 
- Fissura orbital superior: passa os nervos 
oculomotor (1), troclear (IV) abducente (VI) e 
ramo frontal do trigêmeo (V). 
- Fissura orbital inferior: passa o nervo 
maxilar (V). 
 
- Abertura piriforme: é a abertura óssea 
anterior do nariz no esqueleto facial. 
- Conchas nasais: superior, média e inferior 
- Meatos nasais: superior, médio e inferior. 
Passagem estreita entre as conchas nasais. 
- Septo nasal ósseo: lâmina perpendicular 
do etmoide, osso vômer. 
- Espinha nasal: anterior e posterior 
- Coanas: abertura entre o septo nasal 
- Vômer: é parte do septo nasal, que se 
forma a partir da linha média do viscerocrânio 
e cria a divisão entre os dois lados simétricos 
da cavidade nasal. 
- Ossos nasais. 
- Incisura nasal. 
 
 
 
 
- Linha temporal: superior, inferior. 
- Tuber parietal: eminência do parietal. 
Sulcos da artéria meníngea média. 
 
 
 
 
 
 
- Tuber frontal. 
- Arco superciliar. 
- Glabela: entre os arcos superciliares. 
- Forame ou incisura supra-orbital. 
- Processo zigomático do osso frontal. 
- Fossa da glândula lacrimal. 
- Fóvea troclear: depressão da margem 
medial da orbita. 
 
 
- Forame magno: é o maior dos forames do 
crânio e comunica a cavidade craniana com 
o canal vertebral 
- Parte basilar do occipital: entre os 
côndilos occipitais, posterior ao corpo do 
esfenoide. 
- Côndilo occipital: Elevação ao lado do 
forame magno. 
- Protuberância occipital: Interna e externa. 
- Linha nucal: superior e inferior 
- Sulco do selo transverso: sulco ao lado 
da protuberância interna do occipital. 
- Sulco do selo sigmoide: continuação do 
sulco transverso. 
 
 
- Sela turca: onde está alojada a hipófise 
também chamada de "corpo pituitário". 
- Tubérculo da sela: entre os processos 
clinóides posteriores. 
- Fossa hipofisial 
- Dorso da sela: entre os processos 
clinóides anteriores. 
- Processos clinóides: anterior e posterior 
Fissura orbital superior 
- Forame redondo: serve de passagem para 
o nervo maxilar (ramo do trigêmeo). 
- Forame oval: serve de passagem para 
nervo mandibular (ramo do trigêmeo) e uma 
artéria meníngea acessória. 
- Forame espinhoso: serve de passagem 
para artéria meníngea mediana. 
 
 
 
- Lâmina lateral. 
- Lâmina medial: próximo as coanas na 
parte basilar do crânio. 
- Incisura pterigoidea: depressão ao lado 
do hâmulo do pterigoidea. 
- Hâmulo do pterigoideo: ponta da lâmina 
medial. 
- Fossa escafóidea: depressão posterior 
entre a lâmina medial e lateral do pterigoideo. 
- Fossa pterigoidea: buraco do processo 
pterigoideo. 
 
 
• PARTE PETROSA: 
- Processo mastoide. 
- Incisura mastoidea: entre o processo 
mastoideo e o processo estiloide. 
- Impressão trigeminal: depressão da parte 
da fossa média do esfenoide. 
- Poro e meato acústico interno. 
- Forame estilomastoideo: buraco entre o 
processo mastoideo e o estiloide. Próximo do 
forame jugular. Vista basilar. 
 
• PARTE ESCAMOSA: 
- Processo zigomático temporal 
- Fossa mandibular: onde se encaixa o 
côndilo da mandíbula. 
 
• PARTE TIMPÂNICA: 
- Poro ou meato acústico externo. 
 
 
 
- Lâmina cribriforme. 
- Crista etmoidal. 
- Lâmina perpendicular. 
 
- Corpo da maxila 
- Forame Infraorbital: passa o nervo 
maxilar, artéria e veia infraorbital. 
- Fossa canina: depressão debaixo do 
forame Infraorbital. 
- Face infratemporal. 
- Tuberosidade da maxila: limite posterior 
do processo alveolar. 
- Crista zigomático alveolar: depressão da 
maxila próximo ao zigomático. 
- Processo zigomático da maxila. 
- Processo maxilar do zigomático. 
 
 
 
- Lâmina perpendicular. 
- Lâmina horizontal: entre a sutura palatina 
transversa e a espinha nasal posterior. 
- Forame palatino maior: abaixo do forame 
palatino menor e da lâmina horizontal onde 
passa nervos e vasos homônimos (Artéria, 
Vela e Nervo Palatino Maior) destinados ao 
tecido mole e ao tecido ósseo da região 
palatina entre o primeiro e o terceiro pré-
molar superior ao lado correspondente. 
- Forame palatino menor: próximo ao 
hâmulo do pterigoideo e da lâmina horizontal 
onde passa nervos e vasos homónimos 
(Artéria, Veia e Nervo Palatino Maior) 
destinados ao palato mole. 
- Forame incisivo: localiza-se na fossa 
incisiva e onde passa o nervo nasopalatino e 
artéria esfenopalatina. 
- Processo palatino: as duas partes dividas 
pela sutura palatina mediana. 
- Fossa incisiva: maior forame próximo ao 
dente incisivo central na parte posterior. 
- Sutura palatina mediana: linha que divide 
ao meio o palato. 
 
 
- Processo temporal do zigomático. 
- Processo frontal do zigomático. 
- Processo maxilar do zigomático. 
- Forame zigomaticofacial: passa o nervo 
zigomaticofacial, relacionado com a 
inervação sensitiva de parte da pele do terço 
médio da face, especificamente da porção 
lateral. 
 
 
 
- Corpo da mandíbula. 
- Base da mandíbula. 
- Ramo da mandíbula. 
- Ângulo da mandíbula. 
- Processo coronoide. 
- Forame da mandíbula: fica na parte 
posterior do ramo da mandíbula onde passa 
nervo alveolar inferior. 
- Protuberância mentual. 
- Língula da mandíbula: próximo ao forame 
mandibular. 
- Incisura da mandíbula. 
- Processo condilar: côndilo da mandíbula, 
colo da mandíbula e fóvea pterigoidea. 
- Forame mentual: nervo incisivo e nervo 
mentual. 
- Linha obliqua: linha que segue da ponta 
do processo coronoide e desce para parte 
anterior da mandíbula. 
- Fossa digástrica: próximo a base da 
mandíbula na parte posterior. 
- Crista temporal: linha posterior ao ramo da 
mandíbula e próximo ao processo coronoide. 
- Sulco milo-hioideo: linha subsequente do 
forame mandibular. 
- Linha milo-hioidea: linha acima do sulco 
milo-hioideo. 
- Fóvea submandibular: entre o sulco milo-
hioideo e a linha milo-hioidea. 
- Tuberosidade pterigoidea: impressões do 
ângulo da mandíbula. 
- Tuberosidade massetérica. 
- Fóvea sublingual: abaixo dos processos 
alveolares na parte posterior. 
- Espinhas genianas: superiores e 
inferiores. 
 
 
 
 
- Processo alveolar com eminências 
alveolares: acima da protuberância mentual 
e abaixo dos dentes. 
- Alvéolos dentais: buraco onde estão os 
dentes. 
- Septos interalveolares: separação entre 
os dentes. 
- Septos inter-radiculares: septos entre os 
alvéolos dentais. 
- Trígono retromolar: posterior ao 3º molar. 
- Fossa retromolar: posterior ao trígono 
retromolar. 
 
 
- Corpo 
- Cornos: maior e menor. 
 
 
 
- Sutura Coronal. 
- Sutura Sagital. 
- Sutura Lambdoide. 
 
 
 
2. MÚSCULOS DA FACE 
DA ÓRBITA 
ORBICULAR DO OLHO 
Origem = Quase todo cutâneo. Ligamentos 
palpebrais, lacrimais e maxilar. 
Inserção = Pálpebras e pele periorbital. 
CORRUGADOR SUPERCILIAR 
Origem = Osso nasal. 
Inserção = Pele da extremidade lateral do 
supercílio. 
 
 
DO NARIZ 
PRÓCERO 
Origem = Gálea aponeurótica. 
Inserção = Pele da Glabela. 
NASAL 
Origem = Margem supra orbital do frontal. 
Inserção = Dorso do nariz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DA BOCA 
ORBICULAR DA BOCA 
Origem= Fóveas incisivas (maxilae 
mandíbula). 
Inserção= Pele, mucosa dos lábios, septo 
nasal. 
RISÓRIO 
Origem = Pele da bochecha e fáscia 
massetérica. 
Inserção = Ângulo da Boca. 
MENTUAL 
Origem = Fossa mentual. 
Inserção = Pele do mento. 
ZIGOMÁTICO MAIOR 
Origem = Osso zigomático. 
Inserção = Ângulo da boca. 
ZIGOMÁTICO MENOR 
Origem = Osso zigomático. 
Inserção = Lábio Superior. 
BUCINADOR 
Origem = Processos alveolares da região 
molar da mandíbula e maxila. 
Inserção = Ângulo da boca. 
LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E 
ASA DO NARIZ 
Origem = Processo frontal da maxila. 
Inserção = Asa do nariz e lábio superior. 
LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR 
Origem = Margem Infraorbital. 
Inserção = Lábio superior. 
LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA 
Origem = Fossa canina da maxila. 
Inserção = Ângulo da boca. 
DEPRESSOR DO LÁBIO INFERIOR 
Origem = Base da mandíbula. 
Inserção = Lábio inferior. 
DEPRESSOR DO ÂNGULO DA BOCA 
Origem = Base da mandíbula. 
Inserção = Ângulo da boca. 
 
MÚSCULOS SUPRA-HIÓIDEO (digástrico, 
estilo-hioideo, milo-hioideo, gênio-hioideo), 
AGONISTAS. 
MÚSCULOS INFRA-HIOIDEO (esterno-
hioideo, esternotireioideo, tireo-hioideo, omo-
hioideo), SINERGISTAS. 
 
DO PESCOÇO 
PLATISMA 
Origem = Base da mandíbula. 
Inserção = Pele do pescoço. 
 
 
TEMPORAL 
3 FEIXES MUSCULARES = ANTERIOR, 
MÉDIO, POSTERIOR. 
- ORIGEM = Fossa temporal. 
- INSERÇÃO = Processo coronoide e ramo 
da mandíbula. 
INERVAÇÃO = N. TEMPORAL. 
 
 
MASSETER 
2 FEIXES MUSCULARES = SUPERFICIAL 
E PROFUNDO. 
SUPERFICIAL 
- ORIGEM = Margem inferior do osso 
zigomático e 1/3 anterior do arco do 
zigomático. 
- INSERÇÃO = Ângulo da mandíbula e 
tuberosidades massetérica. 
PROFUNDO 
- ORIGEM = 2/3 posteriores do arco do 
zigomático. 
- INSERÇÃO = Face externa do ramo da 
mandíbula. 
INERVAÇÃO = N. MASSETÉRICO. 
 
 
 
 
PTERIGOIDEO LATERAL 
2 FEIXES MUSCULARES = SUPERIOR E 
INFERIOR. 
SUPERIOR 
- ORIGEM = Superfície infratemporal da asa 
maior do esfenoide. 
- INSERÇÃO = Fóvea pterigoidea e margem 
anterior da cápsula e disco articular da ATM. 
INFERIOR 
- ORIGEM = Face lateral da lâmina lateral do 
processo pterigoideo. 
- INSERÇÃO = Fóvea pterigoidea e margem 
anterior da cápsula e disco articular da ATM. 
INERVAÇÃO = N. PTERIGOIDEO 
LATERAL. 
 
 
PTERIGOIDEO MEDIAL 
2 FEIXES MUSCULARES = SUPERFICIAL 
E PROFUNDO. 
SUPERFICIAL 
- ORIGEM = Túber da maxila. 
- INSERÇÃO = Tuberosidades pterigoideas. 
PROFUNDO 
- ORIGEM = Face interna da lâmina lateral 
do processo pterigoideo (fossa pterigoidea). 
- INSERÇÃO = Tuberosidades pterigoideas. 
INERVAÇÃO = N. PTERIGOIDEO MEDIAL. 
 
 
3. ANATOMIA BUCAL 
É a região compreendida entre lábios, 
bochechas e dentes. 
 
É uma dobra da mucosa contínua com a 
mucosa alveolar. É chamado popularmente 
como “fundo do sulco”. Parte anterior fixa o 
músculo orbicular da boca e a parte posterior 
fixa o músculo bucinador na maxila e na 
mandíbula. 
 
• PALATO DURO: Formado por osso 
revestido por mucosa palatina. Essa 
mucosa é espessa e firmemente 
aderida ao periósteo do palato 
formando uma lâmina única 
(mucoperiósteo). Epitélio similar ao da 
gengiva. São 3 estratos: ósseo, 
glandular e mucoso. 
 
• PALATO MOLE: Formado por 
mucosa, tecido conjuntivo fibroso e 
músculos. Os músculos do palato mole 
são inervados pelo nervo vago e 
pelo nervo glossofaríngeo, com 
exceção do músculo tensor do véu 
palatino que é inervado pelo nervo 
trigêmeo. 
 
• PALATO ÓSSEO: Processos palatinos 
maxilares e ossos palatinos (suas 
lâminas horizontais); 
 
• TONSILA PALATINA: Constituídas 
por tecido linfoide, ricas em glóbulos 
brancos. Localizam-se na para oral da 
faringe. 
 
• M. LEVANTADOR DO VÉU 
PALATINO = Eleva o palato mole 
durante deglutição. 
 
• M. TENSOR DO VÉU PALATINO = 
Tensiona e enrijece o palato mole. 
Origem na fossa escafóidea. 
Envolvido na deglutição. 
 
• M. PALATOGLOSSO = A contração 
desse músculo abaixa o palato mole e 
eleva a raiz da língua, diminuindo a 
abertura do istmo das fauces. 
Envolvido na deglutição. Arco 
Palatoglosso. 
 
• M. PALATOFARÍNGEO = Estreitar o 
istmo das fauces. Envolvido na 
respiração. Arco Palatofaríngeo. 
 
• M. DA ÚVULA = Encurta a úvula 
levantando-a. Envolvido na 
deglutição. 
 
 
 
 
 
• DIVIDIDA EM 3 PARTES: orofaringe, 
nasofaringe e laringofaringe. 
 
• OROFARINGE ENGLOBA: úvula, 
arco palatoglosso, fossa tonsilar, 
tonsilas palatinas (amígdalas). 
 
• ANEL LINFÁTICO DE WALDEYER: 
primeira linha de defesa imunológica 
do sistema aerodigestivo. Engloba: 
tonsila lingual, tonsila palatina 
(amígdala) e tonsila faríngea 
(adenoide). 
 
• LOCALIZAÇÃO: compreendido entre 
a superfície inferior da língua e a face 
superior do músculo milo-hioideo. 
 
• FRÊNULO LINGUAL: é uma estrutura 
anatômica cujo papel é muito 
importante para a sucção, fala e 
alimentação. 
 
• CARÚNCULA SUBLINGUAL: 
carúncula de cada lado do freio da 
língua, onde se abre o canal da 
glândula sublingual. 
 
- Glândula ou ducto submandibular. 
- Glândula ou ducto sublingual. 
GLÂNDULA PARÓTIDA 
Definição e função: a maior glândula 
salivar, produz secreção serosa contendo 
alfa-amilase, que inicia a digestão do amido. 
Localização: região pré-auricular. 
Inervação: nervo glossofaríngeo (NC XI), por 
meio do nervo auriculotemporal. 
Vascularização: artéria temporal superficial, 
artéria maxilar, artéria facial transversa. 
 
GLÂNDULA SUBMANDIBULAR 
Definição e função: produção de saliva, 
umidificação e lubrificação do alimento. 
Localização: situada superior e inferior à 
mandíbula e no triângulo submandibular do 
pescoço. Parte do assoalho bucal. 
Inervação: Fibras parassimpáticas pré-
ganglionares do nervo facial (corda do 
tímpano), parassimpáticas pós-ganglionares 
de células do gânglio submandibular e fibras 
simpáticas vasoconstritoras do gânglio 
cervical superior. 
Vascularização: Artérias submentuais 
(ramos da artéria facial) e sublinguais (ramos 
da artéria lingual). 
 
GLÂNDULA SUBLINGUAL 
Definição e função: glândulas 
tubuloacinares ramificadas, com predomínio 
de células mucosas tubulares secretórias. 
Produz saliva em menor quantidade que as 
demais, mas apresenta importante função no 
início do processo digestivo. 
Localização: parte do assoalho lingual. 
Inervação: cordão timpânico (nervo facial - 
NC VII). 
Vascularização: artéria lingual (artéria 
sublingual); artéria facial (artéria 
submentoniana). 
• FIXADA NO: assoalho da boca, 
mandíbula, osso hioide, processo 
estiloide e ao palato mole. 
 
• PAPILAS LINGUAIS: Filiformes (são 
mais numerosas, aparência de veludo, 
são as únicas que não apresentam 
receptores gustativos), Fungiformes 
(aparência de cogumelo, dispostas 
entre as filiformes), Circunvaladas 
(são as maiores e estão dispostas 
paralelamente entre si formando um V, 
varia entre 7 e 14), Folhadas (pregas 
da mucosa com disposição paralela). 
 
• GENIOHIOIDEO = é o mais volumoso. 
Protusor e abaixador da língua. 
• HIOGLOSSO = retrusão e 
abaixamento da língua. 
• ESTILOGLOSSO = retrusão e 
elevação da língua. 
• PALATOGLOSSO = age estreitando o 
istmo orofaríngeo durante a digestão e 
elevando a língua. 
 
• M. LONGITUDINAL SUPERIOR = 
Único músculo ímpar da boca. 
• M. TRANSVERSO = Possui direção 
laterolateral. 
• M. VERTICAL DA LÍNGUA = É inferior 
ao m. longitudinal e juntamente com o 
transverso. 
• M. LONGITUDINAL INFERIOR = Raiz 
ao ápice da língua. 
 
 
 
 
 
 
 
 
NERVO RAMO TIPO DE 
INERVAÇÃO 
N. LINGUAL TRIGÊMEO SENSITIVA 
GERAL DO 
CORPO. 
N. CORDA DO 
TIMPANO 
FACIAL SENSITIVA 
ESPECIAL DA 
GUSTAÇÃO DO 
CORPO DA 
LÍNGUA. 
N. 
GLOSSOFARÍNGEO 
IX PAR SENSITIVA 
GERAL DA RAIZ 
DA LÍNGUA. 
N. VAGO X PAR SENSITIVA 
GERAL DA RAIZ 
DA LÍNGUA. 
N. HIPOGLOSSO XII MOTORA. 
4. ARTÉRIAS FACIAIS 
 
• ARTERÍOLAS = Menores 
ramificações. Até 5 camadas de tecido 
muscular liso. Ajudam a regular a 
pressão sanguínea e levar sangue 
aos capilares. Sem limitante elástica 
externa. 
 
• ARTÉRIAS DE MÉDIO CALIBRE = 5 
ou mais camadas de tecido muscular 
liso. Possuemlimitante elástica 
externa. 
 
• ARTÉRIAS DE GRANDE CALIBRE = 
Não possui músculo liso. Ex: Artéria 
Aorta. 
 
OBS: O suprimento da cabeça e do pescoço 
é feita pelas ramificações do arco da Artéria 
Aorta (artérias carótidas comuns e artérias 
vertebrais). 
 
 
 
• Protege os ramos que emergem do 
arco da artéria aorta = Músculos e 
bainha carótida. 
 
• Acompanha o trajeto desses ramos 
= Nervo vago e veia jugular interna. 
 
• Ao nível da cartilagem tireóidea ou 
margem inferior da mandíbula, qual 
artéria sofre bifurcação = Artéria 
Carótida Comum. 
 
• A Artéria Carótida Comum se bifurca 
em quais outras artérias = Artéria 
Carótida Interna e Artéria Carótida 
Externa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Não emite ramos cervicais nem faciais; 
- Penetra diretamente no crânio; 
- Penetra no crânio pelo CANAL CARÓTICO; 
- Responsável pela vascularização 
intracraniana (encéfalo e as fossas anterior e 
média do crânio). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- São ramos das Artérias Subclávias; 
- As artérias vertebrais penetram no crânio 
pelo FORAME MAGNO; 
- Responsável pela vascularização da parte 
posterior do encéfalo. 
 
 
 
 
 
 
A
o
rt
a
a
s
c
e
n
d
e
n
te
Arco da
aorta
A
o
rta
 d
e
s
c
e
n
d
e
n
te
Artéria
coronária
direita
Artéria
coronária
esquerda
Artéria
subclávia
esquerda
Artéria carótida
comum esquerda
Tronco
braquiocefálico
Artéria carótida
comum direita
Artéria
subclávia
direita
- Responsável pela irrigação superficial e 
profunda de toda FACE; 
- Ramos terminais são a ARTÉRIA 
TEMPORAL SUPERFICIAL e ARTÉRIA 
MAXILAR. 
 
RAMOS DA ARTÉRIA CARÓTIDA 
EXTERNA 
 
• A. Tireóidea Superior = Glândula 
tireoide e laringe; 
• A. Lingual = Músculos da língua, 
assoalho de boca e glândula 
sublingual; 
• A. Facial = Músculos faciais, músculos 
supra-hióideos, lábios inferior e 
superior; 
• A. Occipital = Região occipital, ventre 
posterior do digástrico, região do couro 
cabeludo; 
• A. Auricular Superior = Orelha 
externa, glândula parótida; 
• A. Faríngea Ascendente = Faringe; 
• A. Temporal Superficial = Glândula 
parótida, ducto parotídeo, região 
temporal, região frontal. 
• A. Maxilar = Dura-máter, músculos da 
mastigação, dentes, palato; 
• A. Meníngeas = Suprem as meninges 
cranianas. 
 
- Coberta por PELE e M. PLASTISMA; 
- Acompanha a VEIA FACIAL; 
- Cruza a margem inferior da mandíbula; 
- Faz o suprimento sanguíneo SUPERFICIAL 
da face e podem ser facilmente lesadas. 
 
RAMOS DA ARTÉRIA FACIAL 
 
• A. Submentual = Irriga músculos da 
região; 
• A. Palatina Ascendente = Palato 
mole; 
• A. Labial Inferior = Lábio inferior; 
• A. Labial Superior = Lábio superior; 
• A. Angular = Ramo da artéria 
facial que anastomosa-se com a artéria 
oftálmica. 
 
 
 
 
- Faz o suprimento sanguíneo PROFUNDO da 
face e dos dentes superiores e inferiores. 
 
RAMOS DA ARTÉRIA MAXILAR 
 
• A. Meníngea Média = Região parietal, 
região occipital e região temporal, ATM; 
• A. Alveolar inferior = Irrigam além do 
osso alveolar, o periodonto e parte 
da gengiva; 
• A. Mentual = Vasculariza os tecidos 
moles do mento; 
• A. Temporal profunda anterior = 
Vasculariza o músculo temporal; 
• A. Temporal profunda posterior = 
Vasculariza o músculo temporal; 
• A. Massetérica = Irriga o músculo 
masseter e músculos da mastigação; 
• A. Bucal = Irriga o músculo bucinador 
e a bochecha; 
• A. Alveolar Superior Posterior = 
Irrigam os molares e os pré-molares 
superiores e o periodonto; 
• A. Infraorbital = Região infraorbital; 
• A. Esfenopalatina = Relação com a 
cavidade nasal e a *Artéria 
Nasopalatina que irriga a região 
anterior do palato duro; 
• A. Palatina maior, menor e 
descendente = Irrigação da parte 
posterior do palato duro e do palato 
mole. 
 
- Menor dos ramos da Carótida Externa; 
- Percorre a substância da glândula parótida, 
atrás do pescoço e da mandíbula. 
 
RAMOS DA ARTÉRIA TEMPORAL 
SUPERFICIAL 
 
• A. Transversa da face = Irriga a 
glândula parótida, músculo masseter e 
pele da região zigomática; 
• Ramo Frontal = Irriga o couro 
cabeludo da região frontal; 
 
5. NERVOS FACIAIS 
 
 
NERVO TRIGÊMIO (OFTÁLMICO, 
MAXILAR, MANDIBULAR). 
 
 
N. MAXILAR: Sai do crânio pelo FORAME 
REDONDO e atravessa a FISSURA 
ORBITAL INFERIOR, penetrando na 
cavidade orbital, momento em que é chamado 
de Nervo Infraorbital. 
 
• N. ZIGOMÁTICO: Passa pela fissura 
orbital inferior até penetrar no forame 
zigomático orbital. Após o nervo 
zigomático penetrar no forame, então 
dará origem aos nervos: 
 
- Zigomático Facial: Inerva a pele da região 
zigomática; 
- Zigomático Temporal: Inerva o couro 
cabeludo da região temporal. 
 
• N. INFRAORBITAL: Os ramos 
terminais são Nervo Palpebral Inferior, 
Nervo Nasal e Nervo Labial Superior. 
Também emite os ramos: 
 
- Nervo Alveolar Superior Anterior: Inerva 
os dentes incisivos e caninos superiores, 
mucosa alveolar vestibular, ligamento 
periodontal desses dentes e mucosa do seio 
maxilar. 
- Nervo Alveolar Superior Médio: Inerva os 
dentes pré-molares superiores, mucosa 
alveolar, ligamento periodontal desses dentes 
e mucosa do seio maxilar. 
 
 
 
• NERVO ALVEOLAR SUPERIOR 
POSTERIOR: Penetra os forames 
alveolares chegando a região dos 
dentes molares superiores. Inerva os 
dentes molares superiores, mucosa 
alveolar vestibular, ligamento 
periodontal desses dentes e mucosa 
do seio maxilar. 
 
• NERVO PTERIGOPALATINO: Emite o 
Nervo Nasopalatino, responsável pela 
inervação da mucosa palatina da 
região dos dentes incisivos e caninos. 
Também emite os ramos: 
 
- Nervo Palatino Menor: Inervação do palato 
mole e da tonsila palatina. 
- Nervo Palatino Maior: Inervação da mucosa 
palatina da região dos dentes molares e pré-
molares. 
 
N. MANDIBULAR: Atravessa o crânio pelo 
FORAME OVAL. Constituído por fibras 
sensitivas e motoras. 
 
• NERVO AURÍCULO TEMPORAL: 
Inerva a capsula da ATM, pavilhão da 
orelha, membrana timpânica, glândula 
parótida e couro cabeludo. 
 
• RAMOS MOTORES PARA OS 
MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO: 
Inervação dos músculos mastigatórios, 
sendo os nervos responsáveis: 
 
- Nervo Massetérico: Músculo Masseter. 
- Nervo Temporal: Músculo Temporal. 
- Nervo Pterigoideo Medial: Músculo 
Pterigoideo Medial. 
- Nervo Pterigoideo Lateral: Músculo 
Pterigoideo Lateral. 
 
• NERVO BUCAL: Percorre o ramo da 
mandíbula, cruza o Trígono molar, 
percorre também o corpo da mandíbula 
até chegar na região jugal. Inervação 
da mucosa vestibular da região dos 
molares inferiores e da região jugal. 
 
• NERVO LINGUAL: Percorre o ramo e 
corpo da mandíbula. Inerva 2/3 
anteriores da língua, mucosa alveolar 
lingual de todos os dentes, glândulas 
submandibular e sublingual e assoalho 
da cavidade oral. Inervação sensitiva 
geral, não especial. 
 
• NERVO ALVEOLAR INFERIOR: 
Penetra no forame da mandíbula, 
percorre todo canal da mandíbula. 
Inerva os dentes molares e pré-
molares inferiores e os ligamentos 
periodontais desses dentes. Emite 
também dois ramos: 
 
 
- Nervo Mentual: Forame mentual. Inerva 
mucosa alveolar vestibular dos dentes pré-
molares, caninos e incisivos inferiores, lábio 
inferior e região mentual. 
- Nervo Incisivo: Inervação dos dentes 
incisivos e caninos inferiores e do 
ligamento periodontal desses dentes. 
 
• NERVO MILO-HIÓIDEO: Chega ao 
assoalho da boca. Inerva o músculo 
milo-hioideo e o ventre anterior do 
músculo digástrico. 
 
 
NERVO FACIAL: O nervo facial penetra no 
meato acústico interno, em seu interior o 
nervo intermédio se junta com o facial 
propriamente dito formando um tronco 
nervoso único. As raízes se separam e o 
nervo facial emerge do crânio pelo forame 
estilomastoideo. A raiz sensitiva envia fibras 
gustativas por meio do N. CORDA DO 
TÍMPANO, para os dois terços anteriores da 
língua e para o palato mole. É responsável 
pela gustação. Também fornece inervação 
parassimpática (estimulando a secreção) 
para as glândulas submandibular, sublingual, 
lacrimal, nasal, palatinae glândulas da 
mucosa, exceto a glândula parótida, que é 
inervada pelo nervo glossofaríngeo. 
 
• N. FACIAL: É constituído por uma raiz 
motora (nervo facial propriamente dito) 
e uma raiz sensitiva (nervo intermédio). 
Misto. 
 
- N. Temporal 
- N. Zigomático 
- N. Bucal 
- N. Mandibular 
- N. Cervical 
 
 
 
 
 
NERVO GLOSSOFARÍNGEO: É um nervo 
misto. Deixa o crânio pelo FORAME 
JUGULAR. Possui sensibilidade especial e 
geral. Estimula a secreção de saliva da 
glândula parótida e é também responsável 
pela gustação do terço posterior da língua. 
Emite também fibras para a faringe e tonsilas 
palatinas. Junto com os nervos facial e vago, 
o nervo glossofaríngeo está relacionada com 
a sensibilidade gustativa e das vísceras, 
além de inervar glândulas, musculatura lisa e 
esquelética. 
 
 
- RAMO TIMPÂNICO 
- RAMO CAROTÍDEO 
- RAMO FARÍNGEO 
- RAMO TONSILAR 
- RAMO LINGUAL 
 
NERVO HIPOGLOSSO: É um nervo motor. 
Emerge do crânio através do canal do 
hipoglosso e junta-se as fibras de C1 (vértebra 
cervical). No trajeto final, passa pela parte 
posterior do músculo digástrico e se dirige 
para língua. Ele inerva toda musculatura da 
língua, exceto o músculo palatoglosso, que é 
inervado pelo nervo vago. 
 
 
- RAMOS MENÍNGEOS 
- RAMOS TIREOIDEOS 
- RAMOS MUSCULARES 
 
Anotações: 
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______________________.
 
SUMÁRIO 
6. Nomenclatura dentárias 
7. Anatomia dental básica (externa e interna) – caso 
queira se aprofundar mais, visite os resumos de 
periodontia e endodontia. 
8. Incisivos 
9. Caninos 
10. Pré-molares 
11. Molares 
 
6. NOMENCLATURAS DENTÁRIAS 
• CLASSE: incisivos, caninos, pré-
molares e molares. 
• TIPO: incisivos (central e lateral), pré-
molares (primeiro e segundo), molares 
(primeiro, segundo e terceiro). 
• CONJUNTO: permanente ou decíduo. 
• ARCADA: superior ou inferior. 
• POSIÇÃO: esquerda e direita 
 PERMANENTE: 11 ao 18, 21 ao 28, 31 
ao 38, 41 ao 48.
 DECÍDUO: 51 ao 55, 61 ao 65, 71, ao 
75 e 81 ao 85.
• COROA ANATÔMICA: parte dos 
dentes recobertos por esmalte. 
 
• COROA CLÍNICA: parte da coroa 
dental que fica visível a partir da 
margem gengival, independentemente 
da posição da JEC (junção esmalte 
cementário). 
 
 
 
• LINHA DE COLO OU CERVICAL: 
limite entre a coroa e a raiz. 
 
• FACES: a face dos dentes tem o nome 
da região para qual ele está voltado. As 
faces são: vestibular, lingual ou 
palatina, oclusal ou incisal, mesial e 
distal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• BORDAS: as bordas ou margens têm 
como função limitar as faces da coroa 
dental. Por exemplo: a face vestibular 
está limitada das faces circunvizinhas 
através das bordas: mesial, distal, 
cervical, incisal ou oclusal. Nos dentes 
anteriores o encontro da face lingual 
com a face vestibular forma um 
ângulo/aresta especial denominado 
borda incisal. 
 
 
 
• ARESTAS, ÂNGULOS OU BORDA: o 
encontro entre duas faces de um dente 
forma uma aresta ou ângulo. As 
arestas longitudinais estão paralelas 
ao sentido mesiodistal dos dentes e as 
arestas transversais estão 
perpendiculares a esse longo eixo. 
 
 
 
• BOSSAS: são a maior saliência de 
uma face axial. Existe as bossas 
proximais (mesial e distal) e as 
bossas das faces livres (vestibular e 
lingual). 
 
 
 
 
• LINHA DE MAIOR CONTORNO OU 
EQUATORIAL: a união de todas as 
bossas determina a linha de maior 
contorno de uma coroa dental. 
 
• CRISTAS: estruturas de esmalte em 
forma aproximada de um prisma, 
presente em dentes anteriores e 
posteriores. Nos incisivos, pré-molares 
e molares há duas cristas denominadas 
cristas marginais. Nos molares e pré-
molares são denominadas cristas 
marginais transversais. Nos caninos 
há as cristas mesial e distal e uma 
terceira chamada crista mediana. Há 
dois dentes posteriores que possuem 
cristas especiais (pontes de esmalte): 
os primeiros molares e os primeiros 
pré-molares inferiores. 
 
 
 
 
• CÚSPIDES: são formadas por 
vertentes. As que se encontram na face 
oclusal denominam-se internas ou 
triturantes. As das faces axiais 
(vestibular e lingual) denominam-se 
lisas ou externas. 
 
 
 
 
 
 
 
• SULCOS E FÓSSULAS: o encontro de 
duas vertentes de cúspides formam um 
sulco. Já o encontro de mais de duas 
vertentes de cúspides diferentes forma 
uma fóssula. 
 
sulcos (principal e secundários) 
 
fóssulas 
 
 
• FOSSAS: a região da face lingual dos 
dentes anteriores contida entre as 
cristas marginais denomina-se fossa 
incisiva. 
 
 
 
• FORAME CEGO: nos dentes 
anteriores, o encontro das vertentes 
internas das cristas marginais pode 
formar um sulco ou uma fóssula, ou 
ainda os dois, denominada forame 
cego. Mais comum nos incisivos 
laterais superiores e menos raros nos 
incisivos centrais e laterais inferiores. 
 
 
 
• TUBÉRCULO DE CARABELLI: 
exclusivo dos primeiros molares 
superiores. Está presente na face 
lingual abaixo da cúspide mesiolingual. 
Não estão presentes em todos os 
primeiros molares superiores. 
 
 
 
• CÍNGULO: é uma saliência presente 
nos dentes anteriores, na fossa incisiva 
logo acima, no sentido cervicolingual, 
do encontro com as cristas marginais. 
Não está presente em todos os dentes. 
Mais comum nos caninos, incisivos 
laterais superiores e com pouca 
incidência nos incisivos inferiores, tanto 
laterais quanto centrais. 
 
 
 
• LÓBULOS DE DESENVOLVIMENTO: 
são projeções do esmalte, localizados 
na face vestibular e lingual, definidos 
pelos sulcos verticais de 
desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
7. ANATOMIA DENTAL BÁSICA 
 
• ESMALTE: é a camada externa do 
dente. Ele tem a função de cobrir e 
proteger a dentina. É o tecido mais 
mineralizado do corpo humano, já que 
cerca de 97% da sua estrutura é 
composta por minerais, 
principalmente a hidroxiapatita, uma 
forma cristalizada de fosfato de cálcio. 
 
• DENTINA: tecido mineralizado de 
natureza conjuntiva, avascular e 
acelular que constitui a maior parte do 
elemento dental, dando à este sua 
forma. Principal responsável pela cor 
amarelada dos dentes. É constituída 
por uma estrutura tubular, o que lhe 
garante certa resiliência e elasticidade; 
absorvendo assim as forças 
mastigatórias impedindo que o esmalte 
(friável) se frature. É produzido pelos 
odontoblastos que se encontram na 
polpa. Se dispõem ao redor da polpa 
coronária e radicular protegendo-a de 
danos. 
 
• POLPA DENTÁRIA: tecido 
conjuntivo frouxo, não mineralizado, 
vascular e povoado por diversos tipos 
celulares como: odontoblastos, células 
indiferenciadas, fibroblastos, células 
endoteliais, neurônios, células da glia, 
hemácias e outros. 
Tantoa dentina quanto a polpa são 
formados a partir da diferenciação das 
células ectomesenquimais da papila 
dentária. 
• RAIZ DENTÁRIA: é composta pela 
polpa sensorial e a dentina, que são 
cobertas por uma substância chamada 
cemento. Quando as raízes dos dentes 
perdem a proteção da gengiva, ficam 
expostas ao conteúdo bucal, como 
bactérias, placa, ácidos e a 
temperaturas extremas, provocando 
sensibilidade dentinária. 
 
• LIGAMENTO PERIODONTAL: é um 
tecido conjuntivo frouxo interposto 
entre os dois constituintes 
mineralizados do periodonto de 
sustentação (cemento e osso alveolar), 
estabelecendo, desta maneira, a 
articulação entre o dente e seu 
respectivo alvéolo (gonfose). 
 
• CEMENTO: é um tecido 
mineralizado, avascular que cobre 
toda a superfície radicular unindo o 
dente ao osso alveolar através das 
fibras do ligamento periodontal e ao 
contrário do tecido ósseo não possui 
inervação e nem potencial de 
remodelagem. 
 
• OSSO ALVEOLAR: o osso alveolar 
propriamente dito (lâmina dura) é uma 
modificação do osso compacto, uma 
vez que contém fibras perfurantes 
provenientes do ligamento periodontal. 
O osso alveolar parece ser mais denso 
que o osso do processo alveolar, 
principalmente nas radiografias. 
 
• OSSO DO PROCESSO ALVEOLAR: 
Já o osso do processo alveolar (ou 
osso de suporte), que é a continuação 
do osso alveolar a partir da crista 
óssea alveolar e reveste o processo 
alveolar externamente. 
Histologicamente, há dois tipos de 
ossos: o osso trabeculado (esponjoso) 
e o osso compacto. 
 
 
 
• CAVIDADE PULPAR: compartimento 
de tecido conjuntivo vascularizado e 
inervado localizado no centro do dente 
envolvido pela dentina. Apresenta a 
mesma forma do dente. Está dividida 
em duas partes: câmara pulpar e 
canal radicular. 
 
• CÂMARA PULPAR: é a região viva 
do dente, que abriga sua camada mais 
interna e macia, chamada polpa 
dentária, composta pelos nervos, 
vasos sanguíneos e tecido conjuntivo. 
 
• CANAL RADICULAR: é um tecido que 
sustenta a passagem dos vasos 
sanguíneos, fibras e nervos na boca. É 
o que dá a funcionalidade do dente. 
 
• DENTES ANTERIORES: 1 RAIZ. 
 
• PRÉ-MOLARES: 1 RAIZ (segundo 
pré-molar superior, primeiro e segundo 
pré-molar inferior), 2 RAÍZES (primeiro 
pré-molar superior). 
 
• MOLARES SUPERIORES: 3 RAÍZES. 
 
• MOLARES INFERIORES: 2 RAÍZES. 
 
 
 
 
8. INCISIVOS 
 
 
 
 
Þ FORMATO: trapezoidal tendendo para 
quadrilátero; 
 
Þ DIÂMETRO: cervico-incisal 
proporcional ao mesiodistal; 
 
Þ BORDO INCISAL: retilíneo levemente 
inclinado para distal. O ângulo mésio-
incisal é mais agudo do que o ângulo 
disto-incisal, que é mais obtuso ou 
arredondado. Se o mésio-incisal for um 
pouco arredondado, o disto-incisal será 
mais ainda. O desgaste excessivo faz 
desaparecer o arredondamento dos 
ângulos. 
 
Þ VISTO PELA FACE VESTIBULAR: a 
coroa é estreita no terço cervical e larga 
no terço incisal. Isso significa que as 
bordas mesial e distal convergem na 
direção cervical. Mas a borda mesial é 
mais retilínea e continua em linha com 
a superfície mesial da raiz. A borda 
distai é mais convexa, mais inclinada, e 
ao encontrar a superfície distai da raiz 
o faz em ângulo. 
 
Þ VISTO PELA FACE LINGUAL: é mais 
estreita virtude da convergência das 
faces mesial e distal para a lingual. Seu 
terço cervical mostra uma saliência 
arredondada bem desenvolvida 
chamada cíngulo. Em seus terços 
médio e incisal observa-se uma 
depressão – a fossa lingual – de 
profundidade variável, dependendo 
das elevações que a circundam. 
 
Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: As 
vistas mesial e distal deste dente 
ilustram o seu aspecto de cunha. As 
faces vestibular e lingual convergem 
acentuadamente na direção incisal. 
Ambas as faces têm uma inclinação 
lingual, de modo que a borda incisal e 
o ápice da raiz ficam centrados no eixo 
longitudinal do dente. Como em todos 
os incisivos, sua face vestibular é 
convexa, porém, os terços médio e 
incisal são planos. 
 
 
Þ RAIZ: Comprimento proporcional ao da 
coroa e tendência a conformação reta 
e cônica. 
 
Þ FORMATO: trapezoidal tendendo para 
triangular; 
 
Þ DIÂMETRO: cervico-incisal bem maior 
que mesiodistal. 
 
Þ VISTO PELA FACE VESTIBULAR: 
por ser mais estreita que a do incisivo 
central, a coroa do incisivo lateral tem 
convexidade mais acentuada no 
sentido mesiodistal. As bordas mesial e 
distal são mais convergentes e os 
ângulos mésio e disto-incisal, mais 
arredondados, principalmente este 
último. Isto torna a borda incisal bem 
inclinada para a distal. 
 
Þ VISTO PELA FACE LINGUAL: tem os 
mesmos elementos arquitetônicos do 
incisivo central, porém, com cristas 
marginais geralmente mais salientes e 
fossa lingual mais profunda. O cíngulo, 
apesar de alto e bem formado, é mais 
estreito. Entre o cíngulo e a fossa 
lingual surge frequentemente uma 
depressão em forma de fosseta, o 
forame cego. 
 
Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: São 
muito parecidas com as do incisivo 
central, mas a menor dimensão 
vestíbulo-lingual ao nível do terço 
cervical faz com que a linha cervical 
seja de curva mais fechada. A borda 
incisal coincide com o longo eixo do 
dente. 
 
 
Þ RAIZ: é proporcionalmente mais longa 
que a do central, mais afilada, mais 
achatada no sentido mesiodistal e seu 
terço apical é mais desviado para 
distal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Þ FORMATO: trapezoidal tendendo a 
forma retangular; 
 
Þ BORDAS: bordas mesial e distal 
tendem ao paralelismo. Ângulos 
incisais nítidos. 
 
Þ VISTO PELA FACE VESTIBULAR: A 
largura da face vestibular corresponde 
a dois terços da largura da mesma face 
do incisivo central superior. É convexa 
no terço cervical, mas torna-se plana 
nos terços médio e incisal. 
 
Þ VISTO PELA FACE LINGUAL: já a 
face lingual, levemente côncava, é 
menor que a vestibular em razão da 
convergência das faces de contato 
para a lingual e para a cervical. Isto lhe 
dá um contorno tendendo para 
triangular. O cíngulo é baixo e as 
cristas marginais são dificilmente 
perceptíveis. Isto faz com que a fossa 
lingual seja apenas uma leve 
depressão. 
 
Þ VISTO PELA FACE MESIAL E 
DISTAL: as bordas mesial e distal 
convergem para o colo, mas não muito 
acentuadamente; elas tendem ao 
paralelismo mais do que em qualquer 
outro incisivo. 
 
Þ RAIZ: é retilínea, sem inclinação para 
qualquer lado, e muito achatada mésio-
distalmente, com uma dimensão 
vestibular maior que a lingual. 
 
Þ FORMATO: Aspecto trapezoidal nítido. 
 
Þ BORDAS: Borda mesial mais 
convergente para o colo. Ângulo disto-
incisal arredondado. Inclinação da 
borda incisal para distal. 
 
Þ VISTO PELA VESTIBULAR: a coroa 
do incisivo lateral difere do central por 
apresentar as bordas mesial e distal 
mais inclinadas (mais convergentes), o 
que lhe dá um aspecto tendente a 
triangular. 
 
Þ VISTO PELA LINGUAL: são 
observados os mesmos aspectos 
citados na vista vestibular. Cíngulo 
para distal. 
 
Þ VISTO PELA FACE MESIAL E 
DISTAL: a borda mesial é ligeiramente 
mais alta que a distal; o desgaste 
acentua essa diferença, provocando 
grande inclinação no sentido cervical, 
de mesial para distal. O ângulo disto-
incisal é mais arredondado e obtuso. 
Todos esses detalhes fazem com que 
a área de contato distal esteja um 
pouco mais deslocada para a cervical 
em relação à área de contato mesial. 
 
Þ RAIZ: comparando-se com a raiz do 
central, ela é mais longa, mais robusta, 
com sulcos mais profundos, 
principalmente o distal, e é geralmente 
desviada para a distal. 
9. CANINOS 
Þ VISTO PELA VESTIBULAR: difere 
dos incisivos por ter uma coroa de 
contorno pentagonal e não 
quadrangular. Isto se deve à presença 
de uma cúspide na borda incisal, que a 
divide em duas inclinações. A face 
vestibular tem no centro uma elevação 
longitudinal em forma de crista que 
termina na ponta da cúspide. É 
acompanhada de cada lado por sulcos 
rasos, que dão um aspecto trilobado à 
face, sendo que o lobo central é o mais 
proeminente. Face vestibular composta 
por 3 lobos.Þ VISTO PELA LINGUAL: a lingual tem 
a mesma silhueta da face vestibular, 
mas é mais estreita, principalmente no 
terço cervical, devido à convergência 
pronunciada das faces de contato para 
a lingual e para a cervical. As cristas 
marginais e o cíngulo são bem 
desenvolvidos no canino superior. O 
cíngulo é especialmente robusto, 
lembrando uma pequena cúspide. 
 
Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: 
Contorno MESIAL amplamente 
convexo no terço médio, achatando – 
se no terço cervical. Lado DISTAL 
forma um “S” raso, convexo no terço 
médio e ligeiramente côncavo no 
cervical. Declive mesial mais curto que 
declive distal; 
Þ RAIZ: Vestibular – Comprida, cônica; 
Terço apical estreito, frequentemente 
para distal; Face vestibular mais 
convexa; Lingual – Mais estreita que 
no lado vestibular; Proximais – Face 
mesial mais larga; Depressão 
longitudinal mais pronunciada na distal. 
 
 
Þ VISTO PELA VESTIBULAR: por ser 
um dente mais estreito que o canino 
superior, sua face vestibular é mais 
convexa, mas não tem a crista cérvico-
incisal tão marcada. Lisa e convexa. 
 
Þ VISTO PELA LINGUAL: em contraste 
com o canino superior, nem o cíngulo 
nem as cristas marginais são bem 
marcados. Também não há crista que 
una o cíngulo à cúspide. Sua forma 
acompanha, assim, a dos incisivos 
inferiores, com uma fossa lingual pouco 
escavada. 
 
Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: a 
borda mesial é mais alta que a distal, 
mais retilínea, e continua alinhada com 
a superfície mesial da raiz. A borda 
distal, mais inclinada e curva, forma um 
ângulo com a superfície distal da raiz. 
Como o dente é mais estreito, a 
convergência dessas bordas para a 
cervical é menor em relação ao canino 
superior. 
 
Þ RAIZ: Vestibular – Convexo, reto 
(curvatura não deve ser decisiva na 
identificação do lado do dente); 
Lingual – Mais estreita que no lado 
vestibular; Proximal – Depressão 
longitudinal mais profunda na distal. 
10. PRÉ-MOLARES 
 
Þ Na vista oclusal, os superiores são 
mais alongados no sentido V-P; 
enquanto os inferiores são mais 
quadrados; 
 
Þ Crista vestibular é mais proeminente 
nos superiores; 
 
Þ Coroa dos inferiores aparentem estar 
inclinadas para distal; 
 
Þ Declive lingual das coroas nos 
inferiores; 
Þ O 1º é mais longo e mais largo que o 
2º; 
 
Þ A convergência dos lados proximais é 
mais acentuada no 1º.PS, conferindo à 
região cervical do 2º. PS um aspecto 
mais largo; 
Þ O 1º.PS é o único a apresentar a ponta 
da cúspide vestibular deslocada para 
dista do longo eixo, tornando o declive 
mesial maior que o distal; 
 
Þ Formato da cúspide vestibular do 1º. 
PS é mais “afiado” ou pontiagudo; 
 
Þ 60% dos 1º possuem duas raízes, 
enquanto a maioria dos 2º são 
monorradiculares; 
 
Þ Cúspide palatina é mais curta, 
especialmente no 1º PMS; 
 
Þ A concavidade mesial aparece em 
100% dos 1º.PS, envolvendo o terço 
cervical da coroa, continuando na raiz; 
Vestibular: 
Þ 1º. PI tem coroa mais longa e cúspide 
vestibular mais pontiaguda; 
 
Þ O 2º. PI geralmente é mais largo no 
colo cervical; 
 
Þ O 1º. PI apresenta a crista bucal mais 
proeminente; 
 
Þ O 1º. PI tem raiz mais curta, com ápice 
pontiagudo enquanto o 2º PI tem raiz 
mais longa e ápice obtuso; 
 
Lingual: 
Þ 1º. PI tem coroa mais estreita na 
lingual, enquanto o 2º. PI tem lingual 
bastante larga; 
 
Þ Cúspide lingual muito curta e estreita 
no 1º. PI (não funcional); 
 
Þ 2º. PI com uma ou duas cúspides 
linguais (mesiolingual é mais larga); 
 
 
 
 
 
 
Oclusal 
Þ 1º. PI com contorno assimétrico; 
enquanto o 2º. PI tem aspecto 
quadrado; 
 
Þ Face oclusal do 2º. PI é maior 
(funcional); 
 
Þ Enquanto o 1º. PI tem grande 
convergência para lingual 
(principalmente na mesial) o 2º. PI 
pode apresentar a lingual mais larga 
que a vestibular; 
 
Þ Diferença no número de fossas 
oclusais; 
 
Þ Crista transversa bem definida no 1º. 
PI; 
 
11. MOLARES 
 
 
 
 
Þ Superiores possuem três raízes, duas 
vestibulares e uma palatina; 
 
Þ Inferiores possuem duas raízes, uma 
mesial e uma distal; 
 
Þ Declive lingual das coroas dos molares 
inferiores acentuada; 
 
Þ Bordas mesial e distal convergente 
para cervical nos superiores e tendem 
ao paralelismo nos inferiores; 
 
Þ Faces oclusais com formato 
quadrangular tendendo a losango nos 
superiores e mais retangulares nos 
inferiores; 
 
 
Þ Primeiro molar possui 4 cúspides, 
enquanto o segundo possui 3; 
 
Þ Ponte de esmalte interliga as cúspides 
mesiolingual e disto-vestibular no 
primeiro molar; 
 
Þ Segundo molar possui forma 
semelhante a um coração, com duas 
cúspides vestibulares e uma palatina; 
 
Þ Discreta convergência das bordas 
vestibular e lingual para distal nos 
primeiros molares, mais acentuada nos 
segundos molares; 
 
Þ Face lingual é maior que a vestibular no 
sentido mesiodistal, nos primeiros 
molares; 
 
Þ Presença do tubérculo de Carabelli no 
terço médio-mesial da face palatina, 
nos primeiros molares. 
 
Þ Pode ser semelhante ao primeiro ou 
ao segundo molar; 
Þ Diferenciam-se dos primeiros e dos 
segundos molares por apresentarem 
raízes mais curtas e frequentemente 
fusionadas; 
 
Þ A face oclusal é comumente 
acometida de sulcos e cúspides 
suplementares; 
 
Þ Forma tricuspídea bastante frequente; 
 
Þ Variam muito em sua morfologia; 
 
Þ Primeiro molar apresenta cinco 
cúspides, sendo três vestibulares e 
duas linguais. Cúspide mesio-
vestibular é a maior delas; 
Þ Segundo molar apresenta quatro 
cúspides, com sulco principal em forma 
de X; 
 
Þ Contorno pentagonal nos primeiro 
(vista pela oclusal) e retangular nos 
segundos molares; 
 
Þ Sulco principal em forma de W com 
vértices para vestibular nos primeiros 
molares; 
Þ Menores que os primeiros e segundos 
molares inferiores; 
Þ Podem se assemelhar ao primeiro ou 
ao segundo molar inferior; 
 
Þ Diferenciam-se dos primeiros e 
segundos molares por apresentarem 
raízes mais curtas e frequentemente 
fusionadas; 
 
Þ A face oclusal é comumente acometida 
de sulcos e cúspides complementares. 
 
 
 
 
Anotações: 
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SUMÁRIO 
12. Semanas gestacionais 
13. Origens das estruturas faciais e orais 
14. Fases da odontogênese 
15. Explicação de alguns casos clínicos 
 
12. SEMANAS GESTACIONAIS 
• FECUNDAÇÃO (zigoto) = ÓVULO + 
ESPERMATOZÓIDE. 
 
• FORMAÇÃO DOS FOLHETOS 
EMBRIONÁRIOS DIDÉRMICOS: 
ECTODERMA e ENDODERMA. 
 
• O embrião nesse período é chamado 
de EMBRIOBLASTO (semelhante a 
um disco oval). 
 
 
 
 
• Formação do terceiro folheto 
embrionário: MESODERMA. 
 
• Células do ectoderma migram para o 
meio dos discos (entre o ectoderma e 
endoderma) constituindo então o 
mesoderma. 
 
• Espessamento do endoderma, o qual 
se adere firmemente ao ectoderma 
formando uma PLACA PRECORDAL, 
que dá origem a MEMBRANA 
BUCOFARÍNGEA (boca) e a mesma 
coisa ocorre na região caudal, dando 
origem a MEMBRANA CLOACAL 
(ânus). Ambas as membranas 
formadas formam as extremidades do 
tubo digestivo. 
 
• Início da formação do PROCESSO 
NOTOCORDAL (intestino primitivo ou 
arquêntero). 
 
 
 
 
• Formação do SISTEMA NERVOSO 
CENTRAL, face e pescoço. 
 
• O SNC SE PROLIFERA FORMANDO 
3 ESTRUTURAS: telencéfalo, 
mesencéfalo e rombencéfalo. Além 
das dobras ou pregas neurais. 
 
• CÉLULAS DA CRISTANEURAL: são 
células das pregas neurais que 
migram para várias regiões do 
embrião, participando da formação da 
face, pescoço, gânglio nervosos, 
medula da glândula adrenal etc. 
 
• As células da Crista Neural quando 
migram, expressam o gene 
HOMEOBOX. 
 
• Ocorre o dobramento do embrião. 
 
 
 
 
 
• Quando eu tenho do dobramento do 
embrião, ocorre o rompimento da 
Membrana Bucofaríngea. 
 
• O rompimento da Membrana 
Bucofaríngea permite uma 
comunicação mais direta entre a 
cavidade oral primitiva e o intestino. 
 
• A CAVIDADE ORAL PRIMITIVA 
é originada a partir da invaginação do 
ectoderma. 
 
• Divisão do TUBO DIGESTÓRIO: 
cefálico, médio e caudal. 
 
• Formação do APARELHO 
BRANQUIAL. 
 
 
 
• O aparelho branquial é responsável 
pela formação da maior parte dos 
componentes da face e do pescoço. 
 
• O aparelho branquial é formado por 
3 estruturas: arcos branquiais, 
bolsas faríngeas e os sulcos 
branquiais. 
 
• O 1º ARCO BRANQUIAL é dividido 
em dois processos: MANDIBULAR 
e MAXILAR. 
 
• O 2º ARCO BRANQUIAL é 
responsável pela formação: OSSO 
HIÓIDE e estruturas adjacentes do 
PESCOÇO. 
 
• Cada arco das etapas iniciais contém 
pouco/escasso mesênquima que 
acaba sendo invadido por células da 
crista neural (origem ectodérmica) 
formando o tecido 
ECTOMESENQUIMAL, responsável 
pela formação de estruturas 
odontológicas, com exceção do 
esmalte. 
 
• MESÊNQUIMA (tecido conjuntivo 
primitivo): é um tecido embrionário 
derivado da mesoderme. 
 
 
 
 
 
• DESENVOLVIMENTO LABIAL: o 
processo de formação do lábio 
superior é mais complexo que o 
lábio inferior. 
 
• O lábio superior é formado pela 
fusão dos PROCESSOS 
MAXILARES + PROCESSOS 
NASAIS MEDIAIS. 
 
• O lábio inferior é formado pela 
fusão dos dois PROCESSOS 
MANDIBULARES. 
 
• Há comunicação entre a cavidade 
oral e nasal até a formação do 
PALATO SECUNDÁRIO, no qual 
eles se separam e o espaço entre 
eles é ocupado pela LÍNGUA em 
desenvolvimento. 
 
 
 
• DESENVOLVIMENTO PALATINO: 
após a formação do palato 
secundário, as cavidades oral e 
nasal se separam. 
 
• O palato secundário é formado a 
partir de uma fusão medial das 
CRISTAS PALATINAS, as quais 
são formadas pelos processos 
maxilares. 
• As cristas palatinas ficam voltadas 
para baixo em cada lado da língua 
e o seu crescimento favorece a 
movimentação (por meio de uma 
força intrínseca) fazendo com que 
haja o ABAIXAMENTO DA 
LÍNGUA e ocorra a ELEVAÇÃO 
DAS CRISTAS PALATINAS, as 
quais se fundem ao palato primário. 
 
• DESENVOLVIMENTO DA 
MAXILA: ocorre por meio do centro 
de ossificação. 
 
• DESENVOLVIMENTO DA 
MANDÍBULA: ocorre também pelo 
centro de ossificação 
intramembranosa. 
 
• A formação do osso da mandíbula 
ocorre em torno do aspecto lateral 
da CARTILAGEM DE MECKEL. 
13. ORIGEM DAS ESTRUTURAS FACIAIS 
E ORAIS 
 
 
1. PROCESSO NASAL 
MEDIANO DÁ ORIGEM AO: 
• Centro do nariz 
• Septo nasal 
• Processo globular 
 
2. PROCESSO GLOBULAR DÁ 
ORIGEM AO: 
• Filtro do lábio. 
• Área pré-maxilar do palato. 
 
3. OS PROCESSOS NASAIS 
LATERAIS FORMAM: 
• Lados do nariz. 
• Áreas infraorbitárias. 
 
 
 
4. PROCESSO MADIBULAR DÁ 
ORIGEM AO: 
• Mandíbula. 
• Regiões inferiores da face. 
• Lábio inferior. 
• Porção anterior da língua. 
 
5. PROCESSOS MAXILARES 
DÃO ORIGEM AOS: 
• Processos palatinos laterais (exceto a 
área pré-maxilar). 
• Porção superior das bochechas. 
• Lados do lábio superior. 
 
 
• Porção da região posterior da língua. 
 
14. ODONTOGÊNESE 
• Os dentes se originam dos tecidos 
epitelial e conjuntivo 
(ectomesenquima). 
• Células da crista neural, de origem 
ectoderma, migram lateralmente para o 
primeiro arco braquial (responsáveis 
pela formação da mandíbula e maxila). 
• Uma vez nos locais, esse tecido de 
origem neural, e, portanto, 
ectodérmico, passa a se comportar 
como mesênquima, originando 
estruturas de natureza conjuntiva 
(ectomesenquima). 
• O fator indutor inicial encontra-se no 
epitélio oral primitivo, que após 
algumas semanas, começa a se 
proliferar, invadindo o ectomesênquima 
subjacente e produzindo uma banda 
epitelial contínua em forma de 
ferradura na região onde irão se 
formar os arcos dentários, 
mandibular e maxilar (Banda Epitelial 
Primária). 
 
• Essa BANDA EPITELIAL PRIMÁRIA 
subdivide-se nas lâminas vestibular 
(fundo de saco do sulco vestibular, 
localizada entre a bochecha, lábios e 
os futuros arcos dentários) e lâmina 
dentaria (formação dos dentes). A 
lâmina vestibular sofre uma 
degeneração, estabelecendo 
rapidamente o sulco vestibular. 
 
• Representa o verdadeiro início da 
formação de cada dente. 
- A lâmina dentária passa a apresentar, 
em alguns locais, atividades mitóticas 
diferenciadas. 
• Na 8a semana de vida intrauterina, em 
cada arco originam-se 10 pequenas 
esférulas (botões) que invadem o 
ectomesênquima, representando o 
início da formação dos germes dos 
dentes decíduos. 
• Esses pequenos botões continuam a 
crescer e mergulhar no mesênquima 
vizinho. Cada uma dessas estruturas 
em forma de botão é chamada de 
Órgão do Esmalte (composto por 
células epiteliais que originaram da 
camada ectodérmica germinativa) e é o 
início de um germe dentário de um 
dente primário (decíduo). 
• Condensação do ectomesênquima 
em torno do botão. 
 
 
 
 
• Essa fase caracteriza-se por intensa 
proliferação das células epiteliais 
fazendo com que o botão não continue 
a crescer uniformemente, 
apresentando, portanto, um 
crescimento desigual que se 
assemelha a um boné ou capuz. 
• No centro de sua parte mais profunda, 
o capuz epitelial apresenta uma 
concavidade, sob qual é observada 
maior concentração de células 
ectomesenquimais. 
• A razão pelo aumento da condensação 
do ectomesênquima ocorre em razão 
da relação célula-matriz extracelular, 
na qual a Tenascina e a Sindican-1 
desempenham papel importante na 
interação com os fatores de 
crescimento (em especial, os 
fibroblastos) e com as próprias células 
ectomesenquimais, sendo responsável 
pela concavidade inferior do capuz. 
• O GERME DENTÁRIO é constituído 
pelo órgão do esmalte e pela papila 
dentária. 
• As células localizadas na concavidade 
adjacente à condensação 
ectomesenquimal constituem o 
epitélio interno. Já as células 
localizadas na convexidade externa do 
capuz constituem o epitélio externo. 
• As células que ficam na região central 
do órgão do esmalte, entre epitélio 
interno e externo, vão se separando 
umas das outras. Assim, essas células 
adotam uma forma estrelada com 
vários prolongamentos. Logo, essa 
porção central do órgão do esmalte é 
chamada de retículo estrelado. 
• O ectomesênquima que rodeia tanto o 
germe dentário sofre condensação, 
formando uma cápsula que o separa do 
restante do ectomesênquima da maxila 
e mandíbula. Esse folículo dentário, é 
responsável pela formação do 
periodonto de sustentação (cemento, 
ligamento periodontal e osso alveolar). 
• Capilares penetram o folículo dentário. 
Assim, a nutrição da porção epitelial do 
germe dentário provém da 
vascularidade do folículo. 
 
 
• Após a fase de capuz, a proliferação de 
células epiteliais, e, portanto, o 
crescimento do órgão do esmalte vai 
diminuindo. 
• Todavia, quando há diminuição da 
divisão celular tanto do órgão do 
esmalte quanto nas células 
mesenquimais, ocorre a diferenciação 
das diversas células do germe dentário. 
• Há modificações nas diversas 
estruturas do órgão do esmalte, 
aparecendo nessa fase, entre o epitélio 
interno e o retículo estrelado, duas ou 
três camadas de células pavimentosas 
que constituem o estrato 
intermediário (que pode fazer parte da 
formação do esmalte). 
• Os epitélios externo e interno, com 
suas margens mais aprofundadas se 
encontram ao nível da borda do sino, 
formando a alça cervical. 
• Essa região de alça cervical, no final da 
fase de coroa, irá se proliferar para 
constituir a Bainha de Hertwig,que 
induz a formação da raiz do dente. 
• Na papila dentária as células 
ectomesenquimais apresentam-se 
ainda indiferenciadas na sua região 
central. Além disso, os capilares 
inicialmente encontrados no folículo 
dentário começam também a penetrar, 
durante essa fase, a papila dentária, 
aparecendo em grande número entre 
as células. 
• O folículo dentário torna-se mais 
evidente, pois passa a envolver o 
germe dentário por completo. 
• Nessa fase, a porção da lâmina 
dentária, entre o órgão do esmalte e o 
epitélio bucal, desintegra-se. 
• A formação das dobras do epitélio 
interno, definirá a forma da cora do 
dente. 
• A dentinogênese inicia-se antes da 
amelogênese. 
 
• Após esses eventos, as células do 
epitélio interno sofrem um fenômeno 
chamado de Inversão de Polaridade, 
fazendo com que essas células se 
transformem em pré-ameloblastos. 
• As células ectomesenquimais da papila 
dentária adjacente param de se dividir 
por influência dos pré-ameloblastos, 
aumentam de tamanho e começam sua 
diferenciação em odontoblastos, 
passando a secretar a primeira camada 
de matriz de dentina, a dentina do 
manto. 
• O contato em odontoblastos e pré-
ameloblastos desencadeiam a 
diferenciação destes em 
ameloblastos, os quais sintetizam e 
secretam a matriz orgânica do esmalte, 
que é basicamente proteica, porém de 
natureza não colágena. 
• A indução recíproca (fatores de 
crescimentos, integrinas e matriz 
extracelular) resulta na diferenciação 
de odontoblastos e ameloblastos. 
 
• Corresponde a deposição de dentina e 
de esmalte da coroa do futuro dente. 
• A formação da dentina é centrípeta 
(dentro para fora), enquanto a do 
esmalte é centrifuga (fora para dentro). 
• Com a diferenciação e a polarização, 
os odontoblastos se tornam típicas 
células secretoras de proteínas. 
• Os componentes da matriz orgânica da 
dentina são produzidos pelos 
odontoblastos. 
• Fibrilas colágenas e vesículas da 
matriz são elementos mais conspícuos 
da matriz inicial da dentina. 
• Os odontoblastos em diferenciação 
desenvolve vários processos curtos 
inicialmente e um prolongamento único 
posteriormente. 
• A mineralização da dentina inicia-se 
nas vesículas da matriz. 
• A dentina do manto é produzida pelos 
odontoblastos em diferenciação. 
• Uma vez terminada a formação da 
dentina do manto, os odontoblastos 
completamente diferenciados 
produzem a dentina circumpulpar. A 
mineralização da dentina circumpulpar 
segue basicamente um padrão 
globular. 
• Durante a formação da dentina por 
aposição centrípeta, sempre 
permanece uma camada não 
mineralizada de pré-dentina. 
• Os túbulos resultam da permanência 
dos prolongamentos odontoblásticos 
durante a dentinogênese. 
 
• O início da dentinogênese radicular 
marca o início da fase de raiz da 
odontogênese. 
• Na porção radicular são as células 
epiteliais que induzem a diferenciação 
dos odontoblastos, porém essas 
células epiteliais advêm da Bainha 
Radicular de Hertwig. 
• Como não se forma esmalte sobre a 
dentina radicular, as células epiteliais 
não se diferenciam em ameloblastos 
como ocorre na coroa. 
• Pouco tempo depois, ocorre a 
fragmentação da bainha, constituindo-
se os restos epiteliais de Malassez. 
 
• O epitélio interno do órgão do esmalte 
determina a forma da coroa, 
correspondendo a fase 
morfogenética. 
• Com a inversão da polaridade, as 
células do epitélio interno do órgão do 
esmalte tornam-se pré-ameloblastos. 
• A diferenciação dos pré-ameloblastos 
ocorre gradualmente, até tornarem-se 
ameloblastos secretores, 
correspondendo a fase de 
diferenciação. 
• A mineralização do esmalte começa 
imediatamente após o início de 
secreção da matriz orgânica, 
correspondendo a fase secretora. 
• Após a deposição de uma delgada 
camada aprismática, os ameloblastos 
desenvolvem o processo de Tomes. 
• Ao finalizar a fase secretora, o 
ameloblastos não mais apresenta o 
processo de Tomes. 
• A degradação e a remoção da matriz 
orgânica possibilitam o crescimento 
dos cristais de mineral, 
correspondendo a fase de maturação. 
• O epitélio reduzido do esmalte 
recobre o esmalte maduro até a 
erupção do dente, correspondendo a 
fase de proteção. Esse epitélio 
reduzido contribui para formação do 
epitélio juncional da gengiva. 
• O esmalte tem estrutura prismática. A 
fase mineral do esmalte é constituída 
por grandes cristais de hidroxiapatita. - 
A formação do esmalte segue um 
padrão incremental. 
• Os fusos de esmalte são continuações 
dos túbulos dentinários. 
• Microscopicamente, a superfície do 
esmalte é irregular. 
• Esmalte e dentina relacionam-se por 
uma superfície muito ondulada. 
 
• Processo da odontogênese 
propriamente dito. A fase de raiz 
ocorre enquanto o dente erupcionar. 
• Proliferação celular na alça cervical 
origina o diafragma epitelial e a bainha 
de Hertwig. 
• Os restos epiteliais de Malassez 
originam-se da fragmentação da 
bainha de Hertwig. 
• O periodonto de inserção é formado 
durante a fase de raiz. 
• Cemento, ligamento periodontal e osso 
alveolar são formados 
simultaneamente. 
• A fragmentação da bainha radicular 
epitelial torna possível o contato do 
folículo dentário com a dentina 
radicular em formação. Assim, após 
entrar em contato com a dentina, as 
células do ectomesênquima do folículo 
se diferenciam em cementoblastos, 
secretando a matriz orgânica do 
cemento. 
• Simultaneamente, as células do lato 
externo do folículo diferenciam-se em 
osteoblastos, formando o osso 
alveolar, enquanto as da região central 
tornam-se principalmente fibroblastos e 
formam o ligamento periodontal. 
• As fibras colágenas principais do 
ligamento são formadas ao mesmo 
tempo em que o colágeno que constitui 
a matriz do cemento e do osso alveolar, 
possibilitando que as extremidades das 
fibras do ligamento (fibras de Sharpey) 
fiquem inseridas quando o cemento e o 
osso se mineralizam. 
 
15. CASOS CLÍNICOS – PROBLEMAS DE 
FORMAÇÃO EMBRIONÁRIA 
PRIMEIRO CASO -
O aparecimento de fendas ocorre devido uma 
falha no processo de formação embrionária 
durante o início da 4ª SVIU. Dessa forma, 
observamos na cavidade oral da criança uma 
fenda do lado esquerdo da face, ou seja, não 
houve, durante a formação embrionária, a 
adesão do palato secundário esquerdo com o 
palato primário e em consequência, não 
houve também a fusão dos dois palatos 
secundários, o que provocou o aparecimento 
de uma fenda labial e palatina unilateral. 
 
SEGUNDO CASO - 
O aparecimento de fendas ocorre devido uma 
falha no processo de formação embrionária 
durante o início da 4SVIU. Dessa forma, 
observamos na cavidade oral da criança uma 
fenda dos dois lados da face, ou seja, não 
houve, durante a formação embrionária, a 
fusão entre os dois palatos secundários e a 
adesão deles com o palato primário, e a falha 
nasal ocorreu devido a não adesão dos 
processos maxilares com o processo nasal 
medial, o que desencadeou também a má-
formação completa do lábio superior. 
 
TERCEIRO CASO - 
Pacientes com a síndrome das Fendas 
Labiais e Palatinas geralmente possuem a 
forma da arcaria dentaria afetada. Assim, 
durante a 4a SVIU, a fase de broto, 
responsável pelo início da formação dental, 
acaba sendo dividida ao meio pelo 
aparecimento de uma fenda, fazendo com 
que, ao nascer, o paciente apresente 
dentes com tamanho inferior do que o 
normal e com dentes a mais na boca. 
 
 
 
 
 
 
 
QUARTO CASO - 
Nesse caso, não houve um estímulo de 
proliferação celular na fase de broto 
durante a formação dos dentes 
permanentes, ocasionando, portanto, o não 
aparecimento de alguns dentes na criança. 
Isso acarreta o pouco desenvolvimento da 
base óssea do paciente. 
 
QUINTO CASO - 
Nesse caso, há uma má-formação nos 
tecidos originários do Ectoderma. Nos 
dentes, teremos uma falha nas estruturas de 
formação do esmalte dentário, em especial 
no epitélio interno, o qual é responsável por 
dar a forma aos dentes. Quando o pacienteapresenta essa displasia, é comum o 
aparecimento de dentes conoides, ou seja, 
em forma de cones. 
 
 
 
SEXTO CASO - 
Invaginação da porção coronária para dentro 
do dente. Falha no epitélio interno fazendo 
com que ocorra essa invaginação para papila 
dentaria, ocasionando a deformidade 
coronária. Ocorre mais em dentes 
permanentes. Falha na fase de campânula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
16. Introdução 
17. Sistema sensorial e fisiologia da dor 
18. Gustação 
19. Secreção salivar 
20. Sucção e deglutição 
21. Disfunção temporomandibular (DTM) 
 
16. INTRODUÇÃO 
DEFINIÇÃO: Conjunto de estruturas 
localizadas na região maxilofacial que 
desenvolvem funções comuns. 
COMPOSIÇÃO: Mandíbula, maxila, ATM, 
ossos, músculos, nervos, dentes, língua, 
glândulas. 
FUNÇÕES: Mastigação (aprendido), 
deglutição (inato), sucção (inato), fonação 
(aprendido), respiração (inato). 
PARAFUNÇÃO: Transtorno ou hábito nocivo 
(apertamento dentário, bruxismo). 
NERVOS DO S. ESTOMATOGNÁTICO: 
• NERVO FACIAL: 7o par; Nervo misto; 
Ramos terminais temporal, zigomático, 
bucal, mandibular e cervical. 
• NERVO TRIGÊMEO: 5o par; Nervo 
misto; Ramos terminais são oftálmico, 
maxilar e mandibular. 
 
 
DIVISÃO ANATÔMICA 
• SNC: encéfalo e medula espinhal. 
• SNP: nervos e gânglios. 
CORTEX CEREBRAL 
• MOTOR: movimentos voluntários dos 
músculos estriados. 
• SENSORIAL: sensibilidade profunda e 
cutânea. 
NEUROFISIOLOGIA 
• PERCEPÇÃO DO ESTÍMULO 
SENSORIA: recepção do estímulo por 
meio dos receptores nervosos e 
condução do estímulo até o SNC por 
meio das vias condutoras aferentes. 
• INTERAÇÃO AO SNC: após o 
estímulo ser levado aos nervos 
sensoriais aferentes, ele é identificado 
provocando uma reação motora. 
• REAÇÃO MOTORA: se inicia após a 
interação de um estímulo ao córtex 
sensorial do cérebro, dando origem a 
uma contração muscular ou função 
glandular por meio dos nervos motores 
eferentes. 
RECEPTORES: 
• EXTEROCEPTORES: dor, 
temperatura, audição, tato, visão. 
• INTEROCEPTORES: fome, sede, 
pressão, dor visceral. 
 
17. SISTEMA SENSORIAL E FISIOLOGIA 
DA DOR 
 
GERAL 
• SENSORES: detectar diferentes tipos 
de informações. 
• VIAS: eferentes e aferentes (tráfego 
de informações). 
• CIRCUITOS NEURAIS: 
processamento das informações. 
SENSAÇÃO: Informação detectada. Ocorre 
na periferia. Capta o estímulo. 
PERCEPÇÃO: interpretação consciente 
das informações. 
TIPOS DE RECEPTORES SENSORIAIS 
• Mecanorreceptores (mecânicos); 
• Termorreceptores (térmicos); 
• Quimiorreceptores (químicos); 
• Fotorreceptores (luz); 
• Proprioceptores (propriocepção); 
• Nociceptores (dores). 
 
REGIÃO COM MAIOR NÚMERO DE 
RECEPTORES SENSORIAIS: mãos, ponta 
dos dedos e orofacial. 
 
AÇÃO DO SISTEMA SENSORIAL 
• ESTÍMULO: interno ou externo. 
• RECEPTORES: transdução e potencial 
de ação. 
• CÓRTEX SENSORIAL: 
processamento da informação. 
TRANSDUÇÃO: Transformação da energia 
do estímulo em um potencial elétrico, que 
poderá́ gerar um potencial de ação. 
ATRIBUTOS 
• Modalidade: tátil, térmica. 
• Duração: longa, curta. 
• Intensidade: forte, fraco. 
• Localização: qualquer região do 
corpo. 
TIPOS PRINCIPAIS DE 
MECANORRECEPTORES: 
 
 
• Corpúsculo de Pacini: derme. 
• Terminações de Ruffini: derme. 
• Corpúsculo de Meissner: derme e 
epiderme. 
• Disco de Merkel: derme e epiderme. 
 
REGIÃO DE MAIOR DENSIDADE DE 
MECANORRECEPTORES: região 
periodontal e ponta da língua. 
 
 
 
 
 
NOCICEPTORES DETECTAM: estímulos 
mecânicos, térmicos e químicos. 
 
CONCEITO DE DOR: caráter protetor, sinal 
de alerta. A ausência desse sinal pode levar 
um agravamento da enfermidade. 
COMPONENTES DA DOR 
• SENSORIAL: nos permite discriminar 
a qualidade, localização, duração e 
intensidade do estímulo; 
• COGNITIVO: capacidade de 
compreender e avaliar a dor e seu 
significado. 
• MOTIVACIONAL: refere-se a vontade 
de se livrar ou até mesmo de aumentar 
a dor. 
• AFETIVO: refere-se a emoções ou 
sentimentos desagradáveis associados 
à dor. 
TIPOS DE DOR 
• AGUDA: se resolve facilmente e é 
facilmente tratada. 
• CRÔNICA: diagnóstico difícil e 
tratamento difícil; pode perdurar por 
pelo menos 6 meses. 
 
 
TIPOS DE FIBRAS 
• A DELTA: com mielina, dor rápida. 
• FIBRAS C: sem mielina, dor lenta. 
FASES PARA A DOR CHEGAR NO 
CÓRTEX CEREBRAL: 
1. Transdução (ocorre na membrana do 
receptor e o estímulo nocivo é convertido em 
impulso elétrico); 
2. Condução (nervos aferentes conduzem o 
impulso elétrico até a medula espinhal); 
3. Transmissão (ocorre na medula espinhal, 
onde o impulso elétrico libera 
neurotransmissores); 
4. Percepção (interpretação consciente do 
estímulo no córtex cerebral e nesse momento 
podemos sentir dor); 
5. Modulação (decide se a dor é perigosa 
para o organismo). 
 
 
 
LOCALIZAÇÃO DA DOR 
• LOCALIZADA: manifesta-se no 
próprio local. 
• IRRADIADA: manifesta-se ao longo do 
trajeto nervoso onde está ocorrendo o 
estímulo. 
• REFERIDA: manifesta-se distante do 
local onde está ocorrendo o estímulo. 
• FANTASMA: manifesta-se na região 
onde ocorreu amputação do membro. 
 
17. GUSTAÇÃO 
 
 
 
SUBMODALIDADES DA GUSTAÇÃO: 
azedo, doce, salgado, umami, amargo. 
 
LIMIAR: MENOR LIMIAR (maior 
sensibilidade); MAIOR LIMIAR (menor 
sensibilidade). 
MECANISMOS NEURAIS DA GUSTAÇÃO 
• MECANORRECEPTORES: detectam 
pressão. 
• TERMORRECEPTORES: detectam 
temperatura. 
• NOCICEPTORES: detectam estímulos 
nocivos. 
TIPOS DE PAPILAS GUSTATIVAS: 
circunvaladas, filiformes, folhadas e 
fungiformes. 
PAPEL DA SALIVA: dissolve os alimentos e 
substâncias químicas que os compõe. 
BOTÕES GUSTATIVOS: captam estímulos 
químicos. São quimiorreceptores 
responsáveis pela transformação do estímulo 
químico em sinais elétricos que serão 
transmitidos para o cérebro por meio das 
fibras nervosas aferentes. 
VIAS: Por meio das vias aferentes a 
informação é conduzida até o SNC. 
 
CÓRTEX CEREBRAL: a informação 
sensorial passa pelo bulbo, tálamo e chega ao 
córtex cerebral, onde é interpretada. 
SISTEMA DIGESTIVO: sentimos o sabor e o 
sistema digestório é estimulado para começar 
a digestão. 
XEROSTOMIA: pode distorcer a percepção 
gustativa. 
TIPOS DE DISTURBIOS DO PALADAR 
• AGEUSIA: perda da percepção 
paladar. 
• HIPOGEUSIA: redução na percepção 
do paladar. 
• FANTOGEUSIA: presença de uma 
sensação gustativa desagradável e 
persistente. 
• DISGEUSIA: distorções da qualidade 
gustativa.CAUSAS DOS DISTURBIOS DO PALADAR 
• IDIOPÁTICAS: desconhecida. 
• SISTÊMICOS: baixa concentração de 
zinco, distúrbios hormonais. 
• LOCAIS: baixo fluxo salivar, ardência 
bucal. 
• PSICOLÓGICOS: depressão, stress. 
18. SECREÇÃO SALIVAR 
 
CONCEITO SALIVA: fluido complexo que 
influencia a saúde bucal por meio de 
propriedades físicas e químicas, produzido 
pelas glândulas salivares. 
FUNÇÕES: ação antibacteriana, digestão, 
limpeza mecânica, gustação, efeito tampão, 
lubrificação. 
EFEITO TAMPÃO: capacidade que a saliva 
tem de neutralização da acidez bucal. Os 
ácidos bucais, que são formados a partir do 
processo de fermentação dos restos 
alimentares pelas bactérias cariogênicas do 
meio bucal, são os responsáveis pela 
desmineralização do esmalte dentário, dando 
início à cárie. 
COMPOSIÇÃO: 99% água e 1% 
macromoléculas e eletrólitos (sódio, cloro, 
bicarbonato e potássio, cálcio, magnésio, 
fosfato, proteínas como mucina/lactoferrina, 
enzimas como amilase, lipase, peroxidase, 
lisozima e imunoglobulinas como IgA, IgG). 
GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES (90%): 
Parótidas, Sublinguais, Submandibulares. 
GLÂNDULAS SALIVARES MENORES 
(10%): Labiais, Palatais, Linguais, Bucais. 
 
 
TIPOS DE GLÂNDULAS SALIVARES 
• PARÓTIDA: Localiza-se na frente dos 
ouvidos, abaixo do processo 
zigomático e atrás dos ramos da 
mandíbula. Ducto único (Stensen – 
5mm de comprimento, região 2o 
molar). Secreção SEROSA – mais 
aquosa. 
 
• SUBLÍNGUAL: Localiza- se no 
assoalho da boca. Vários ductos 
(Bartholin - principal, Rivinus – vários), 
Secreção MUCOSA. 
 
• SUBMANDIBULAR: Localiza-se entre 
o corpo da mandíbula e o m. milo-
hioideo, no assoalho da boca. Ducto 
único (Wharton – lateralmente ao freio 
lingual). Secreção MISTA. 
 
ÁCINOS: partes da glândula onde é produzida 
uma secreção primária. 
• ÁCINO SEROSO: Liberação de íons e 
glicoproteínas. Pequeno espaço no 
lúmen. 
• ÁCINO MUCOSO: Rico em mucina. 
• ÁCINO MISTO: Seromucoso/ 
Mucosseroso. Células mucosas 
cercadas por serosas. 
DUCTOS: partes da glândula que conduzem 
e modificam a secreção primária, que se torna 
a saliva. 
• INTERCALADOS: Epitélio cuboidal. 
Pequeno espaço no lúmen. 
• ESTRIADO: Células ricas em 
mitocôndrias. 
• EXCRETOR: Comunicação com o 
meio bucal. 
SALIVA NA DEGLUTIÇÃO: Salivação atua 
ativamente na FORMAÇÃO DO BOLO 
ALIMENTAR. A mastigação deve não só́ 
triturar, mas LUBRIFICAR o alimento para 
deglutição. A água umedece o alimento, a 
mucina une as partículas e então ocorre a 
digestão inicial dos carboidratos. 
 
 
FORMAÇÃO DA SALIVA: Fase 1 e Fase 2. 
• FASE 1: Envolve os ácinos, que 
produzem uma secreção primária 
contendo ptialina e mucina. 
• FASE 2: Secreção primária flui através 
dos ductos, onde ocorrem processos 
de transporte ativo, que modificam a 
composição iônica salivar. Nos ductos 
ocorrem alterações iônicas, formando a 
secreção secundária “células 
reabsorvem sódio e cloreto e 
secretam bicarbonato e potássio”. 
 
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO SALIVAR 
1) Produção de um estímulo no SNP; 
2) Córtex sensorial (via aferente); 
3) Estímulo é identificado; 
4) Córtex motor (via eferente); 
5) Salivação. 
 
 
 
 
 
 
19. SUCÇÃO E DEGLUTIÇÃO 
 
CONCEITO DE SUCÇÃO: Ato de sugar. 
Sucção e deglutição são funções reflexas 
inatas que se estabelecem na vida intrauterina 
e estão ligadas à sobrevivência do recém-
nascido. 
TIPOS DE SUCÇÃO: 
• SUCÇÃO NUTRITIVA: tem como 
principal objetivo a obtenção de 
nutrientes para crescimento e 
desenvolvimento apropriado como a 
amamentação. Se inicia com o reflexo 
de procura. Pega adequada da aréola 
e do mamilo. A partir do momento em 
que ocorre a compressão do mamilo da 
mãe ou do bico da mamadeira, o 
reflexo da sucção é iniciado. Após a 
contração muscular, é gerada uma 
pressão positiva sobre o mamilo ou o 
bico da mamadeira que resulta no fluxo 
inicial de leite na boca. Amamentação 
(meio natural) e a mamadeira (meio 
artificial). 
 
• SUCÇÃO NÃO NUTRITIVA: tem como 
principal objetivo o prazer, e não 
envolve a captação de líquido. É 
considerada normal nos estágios 
iniciais de desenvolvimento até 
aproximadamente 2 anos de idade. 
Chupeta, sucção digital (mecanismos 
de suprimento emocional). 
 
IMPORTANCIA DA AMAMENTAÇÃO: A 
amamentação é importante porque promove 
para a criança nutrientes, segurança, 
satisfação emocional e bem-estar. Quando 
não é possível, os cuidados tomados devem 
ser o BICO ORTODÔNTICO, que se 
assemelham à anatomia das mamas da 
mulher e possui melhor contato da língua com 
o palato. MAMADEIRA que possui uma 
demanda fisiológica atendida, mas 
necessidade fisiológica de chupar não 
(apenas por poucos minutos). 
TRIADE DE GRABER: um hábito oral 
deletério nem sempre resulta em má́ oclusão. 
Isso depende: 
• Duração; 
• Intensidade; 
• Frequência; 
• Tipo facial (extra). 
 
 
CONCEITO DE DEGLUTIÇÃO: Ato de 
engolir. Atividade motora fundamental! 
Propulsão do alimento da cavidade oral para 
o estômago, via faringe e esôfago. Proteção 
do trato respiratório superior, limpando a naso 
e orofaringe, fechando a nasofaringe e laringe 
prevenindo aspiração de partículas. 
TIPOS DE DEGLUTIÇÃO 
• DEGLUTIÇÃO INFANTIL: Sem 
dentes. Contração ativa dos lábios. 
Língua entre os rebordos. 
 
• DEGLUTIÇÃO MADURA: Presença 
de dentes. Lábios passivos. Língua em 
contato com papila incisiva. Por volta 
dos 4 anos. 
FASES DA DEGLUTIÇÃO DO ADULTO 
• FASE PRÉ-ORAL OU 
ANTECIPATÓRIA: Está relacionada à 
cognição, à fome e às informações 
exteroceptivas provenientes do olfato e 
da visão, que excitam a salivação, 
assim como outros mecanismos 
importantes para a preparação, o 
transporte e a digestão do bolo 
alimentar. 
• FASE ORAL PREPARATÓRIA: 
Consiste em eventos voluntários e 
involuntários relacionados ao preparo 
do bolo alimentar para a deglutição, 
integrados à mastigação. Participação 
ativa da saliva. 
• FASE LINGUAL: Nesta fase, a língua 
faz a ejeção do bolo alimentar da 
cavidade oral para a faringe, 
correspondendo à força propulsiva 
mais importante do processo. 
• FASE FARÍNGEA: Fase involuntária 
na qual as vias aéreas são protegidas 
pelo fechamento velofaríngeo, 
fechamento da laringe e pausa 
respiratória - apneia da deglutição - de 
1s (epiglote) e abertura do esfíncter 
esofágico superior. 
• FASE ESOFÁGICA: Fase involuntária 
que se inicia após a abertura do 
esfíncter esofágico superior, permitindo 
que o alimento passe pelo esôfago e 
após a abertura do esfíncter esofágico 
inferior, o alimento chega ao estômago. 
 
 
20. DISFUNÇÕES 
TEMPOROMANDIBULARES 
A ATM é uma articulação sinovial do tipo 
gínglimo, sendo considerada uma articulação 
singular no corpo humano. A ATM de um lado 
não funciona sem a outra e todos os 
movimentos mandibulares envolvem ambas. 
AS FACES ARTICULARES ENVOLVIDAS 
SÃO: 
• Côndilo da mandíbula; 
• Tubérculo articular do temporal; 
• Fossa da mandíbula do osso temporal. 
 
 
LIGAMENTOS DA ATM: 
• Cápsula ou Ligamento Capsular: a 
ATM é recoberta em toda a sua 
extensão por uma cápsula fibrosa. 
recobre o côndilo, a eminência 
articular e o disco articular. O líquido 
sinovial confere viscosidade, 
elasticidade e plasticidade à 
articulação. 
• Ligamento Temporomandibular: 
resistente e serve como um reforço 
ligamentar da cápsula articular. 
• Ligamento Estilomandibular: alguns 
autores indicam que esta estrutura 
limita a protrusão da mandíbula, 
enquanto outros afirmam que o 
ligamento não tem função. 
• Ligamento Esfenomandibular: é o 
suporte primário passivo da mandíbula. 
 
MEMBRANA SINOVIAL: a articulação possui 
duas membranas sinoviais: 
• A membrana sinovial 
superior reveste a cápsula fibrosa 
acima do disco articular. 
• A membrana sinovial inferior reveste 
a cápsula abaixo do disco 
DISCO ARTICULAR: é uma lâmina ovulada e 
fina situada entre o côndilo da mandíbula e a 
fossa mandibular. Tem como funções: 
 
• Permite a articulação das superfícies 
ósseas; 
• Divisão da ATM emdois 
compartimentos; 
• Separa os movimentos de rotação e 
translação; 
• Absorção de forças; 
• Facilita a lubrificação da ATM. 
 
 
 
1. DESLOCAMENTO DE DISCO COM 
REDUÇÃO: é caracterizado por uma 
relação anormal ou mau alinhamento 
do disco articular e do côndilo, que vai 
levar a um travamento da mandíbula. 
Neste processo pode ocorrer o click 
articular ou estalo, durante a abertura 
da boca, mostrando que o disco foi 
reduzido. 
 
 
 
 
2. DESLOCAMENTO DE DISCO SEM 
REDUÇÃO: é acompanhado de 
hipomobilidade mandibular e dor 
articular ao realizar os movimentos de 
abrir e fechar a boca. O tratamento 
conservador nesses casos tem obtido 
bons resultados na melhora da função 
mastigatória e na redução da dor, 
evitando assim o uso de procedimentos 
cirúrgicos. 
 
 
3. SINOVITE: principal causa de dor na 
ATM. Ocorre quando os tecidos 
sinoviais que revestem a ATM se 
encontram inflamados causada por 
uma condição irritativa, podendo 
resultar em função anormal ou trauma 
caracterizado por dor articular 
constante, que se exacerba durante o 
movimento. 
 
 
4. CAPSULITE: quando os ligamentos 
capsulares se encontram 
inflamados se apresentam com dor a 
palpação de polo lateral. Se apresentar 
com dor até em repouso é uma 
resposta inflamatória a mudança 
estrutural abrupta. 
 
5. RETRODISCITE: quando a cabeça da 
mandíbula toca a região 
retrodiscal. Dor constante, surda, 
geralmente aumentada pelo 
apertamento dentário causa uma má 
oclusão aguda (desoclusão posterior e 
um contato forte dos caninos). 
 
 
 
6. OSTEOARTRITE: doença 
degenerativa focal, crônica, não-
inflamatória e multifatorial que afeta 
primariamente a cartilagem de 
articulações sinoviais, é a forma mais 
comum de artrite que afeta o esqueleto 
humano. Acredita-se que a etiologia 
esteja relacionada a uma falta de 
adaptação do organismo à demanda 
funcional (sobrecargas, macrotraumas 
ou microtraumas). Tem-se presença de 
dor e limitação de movimentos, ruídos 
(crepitação). Observa-se um som de 
menor amplitude e maior frequência, 
referência à presença de “areia” 
dentro do ouvido. 
7. ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL: 
inflamação crônica, com duração de 
pelo menos 6 semanas, tem início 
antes dos 16 anos de idade. Ocorre no 
mundo inteiro e afeta todos os grupos 
étnicos e raciais, porém, a falta de uma 
classificação universal torna difícil 
determinar suas taxas de incidência e 
prevalência, produzindo dados 
conflituosos. 
 
• OLIGOARTRITE: afetando um 
ou pelo menos quatro das 
articulações nos 6 primeiros 
meses da doença. 
• POLIARTRITE: afeta mais de 
quatro das articulações 
envolvidas durante os 6 
primeiros meses. 
 
 
8. ARTRITE PSORÍDICA: doença crônica 
caracterizada por placas 
eritematosas cobertas por escamas 
acinzentadas presentes na pele. 
Ocorre por fatores ambientais (trauma), 
agentes infecciosos ou estresse. 
Podem levar a uma desregulação 
imunitária com redução de células T 
reguladoras e uma produção 
excessiva de imunoglobulina contra 
tecido epitelial ou sinovial. 
Compromete a ATM e costuma ser 
unilateral. Dor em função, rigidez 
matinal, sensibilidade muscular e 
barulhos articulares (crepitação). 
 
9. ARTRITE GOTOSA: aumento sérico 
da concentração dos níveis de ácido 
úrico pode resultar na precipitação de 
cristais de urato (urato monossódico 
monoidratado) nas articulações na 
ATM. Esta condição caracteriza-se 
pela inflamação nos tecidos articulares 
causado pela deposição desses 
micro cristais na membrana sinovial. 
Um fator genético parece estar 
envolvido nesta desordem. 
Manifestações clínicas súbitas 
monoarticulares, dor e inchaço. Nesta 
apresentação aguda da condição, o 
paciente pode-se sentir doente e 
febril e ter a capacidade de abrir a 
boca e mastigar diminuída. 
 
 
Anotações: 
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SUMÁRIO 
22. Microbiota bucal e formação do biofilme 
23. Cariologia 
24. Periodontia básica 
 
22. MICROBIOTA BUCAL 
RESIDENTE: É dada por fatores endógenos. 
Todas as espécies da microbiota oral. 
• INDÍGENA: existe em alta proporção. 
• SUPLEMENTAR: existe em baixa 
proporção. São microrganismos 
anfibiontes. Pode sugerir 
patogenicidade, caso a microbiota não 
esteja em equilíbrio. 
TRANSITÓRIA: É dada por fatores exógenos. 
São eliminadas rapidamente. Mas se a 
microbiota estiver em pleno desequilíbrio, 
pode sugerir patogenicidade. 
 
LISOZIMA: enzima que age diretamente na 
bactéria, quando associada a alguns ânions 
pode desestabilizar a membrana celular 
bacteriana por meio da ativação de 
autolisinas. 
LACTOFERRINA: enzima que age 
diretamente na bactéria, compete com as 
bactérias que necessitam de ferro para seu 
metabolismo, privando-as desse elemento 
essencial. 
LACTOPEROXIDASE: enzima que age 
diretamente na bactéria, atua no 
metabolismo bacteriana interferindo na 
produção de ácidos. Se tratando do S. 
mutans, o efeito da lactoperoxidase é muito 
aumentado pela IgA secretora. 
 
 
 
 
DIRETA: Bactéria que se adere diretamente 
na superfície dental. 
INDIRETA: Bactéria se adere a outra 
bactéria já inserida. 
 
 
CO-AGREGAÇÃO HOMOTÍPICA: Mesma 
espécie. Aumento numérico. 
CO-AGREGAÇÃO HETEROTÍPICA: 
Espécies diferentes. Aumento de volume. 
 
ACIDOGÊNICOS: Produzem ácidos a partir 
da glicose. 
ACIDÚRICOS: Sobrevivem em meio ácido. 
PROTEOLÍTICOS: Utilizam proteína em seu 
metabolismo. 
GRAM POSITIVAS: Alto teor de 
peptídeoglicano. 
GRAM NEGATIVAS: Baixo teor de 
peptídeoglicano. 
 
• O esmalte em contato com a saliva 
consegue absorver diversas 
glicoproteínas ácidas (MUCINAS) 
formando uma membrana proteica 
amorfa que quando depositada sobre a 
hidroxiapatita do esmalte forma, então, 
a película adquirida. 
• Após a instalação dessa película, que 
se torna insolúvel com o tempo, há o 
desenvolvimento do biofilme. 
 
CONCEITOS: biomassa densa, não 
calcificada e bem estruturada. Constituída 
exclusivamente por bactérias aglutinadas por 
uma Matriz Intercelular. 
VANTAGENS DE UMA BACTÉRIA SE 
ADERIR AO BIOFILME DENTAL: 
• Cadeia Alimentar: Maior. Depende 
menos do meio externo. 
• Canais de Comunicação: Eliminação 
de bactérias mortas e catabólicos 
tóxicos. Lenta difusão de água e 
macromoléculas nutriente. 
• Sensores de Quórum: Incorporação e 
seleção de novas espécies ao 
biofilme. Alterações fenotípicas 
importantes que envolvem a produção 
de fatores de virulência. 
• Aumento da Resistencia: Fármacos, 
anticorpos e fagócitos, agentes 
estressantes ou letais do ambiente 
externo. 
FATORES PREDISPONENTES PARA O 
ACÚMULO DE BIOFILME DENTAL: 
- Falta de higiene. 
- Dentes não alinhados. 
- Restaurações desadaptadas (prótese total). 
PROCESSO DE FORMAÇÃO DO 
BIOFILME: 
1. Aderência (1) 
2. Colonização (2) 
3. Acumulação (3) 
4. Formação da comunidade clímax (4) 
5. Dispersão total ou parcial (5) 
 
 
 
BIOFILME COMPATÍVEL COM A SAÚDE: 
População microbiana convivendo em 
harmonia com o hospedeiro (comensalismo). 
Perfeito equilíbrio biológico. 
MATÉRIA ALBA: 
É formada por bactérias não-aderidas. 
Restos alimentares. Frouxamente ligada ao 
dente, podendo ser retirada facilmente, o que 
não ocorre com o biofilme. 
CÁLCULO SALIVAR: 
Mineralização do biofilme dental (tártaro). 
 
 
23. CARIOLOGIA 
 
• Decomposição lenta dos dentes; 
• Dissolução químicada estrutura 
dentária causada pelos eventos 
metabólicos que ocorrem no biofilme. 
MANCHA BRANCA 
• Estágio inicial da lesão de cárie; 
• Desmineralização subsuperficial 
intensa do dente devido a produção de 
Ácido Lático; 
FATORES PRIMÁRIOS E VIRULENTOS DA 
DOENÇA CÁRIE 
• Condições favoráveis no tecido; 
• Aderência da bactéria; 
• Produção acidogênica intensa; 
• Produção de Polissacarídeos (PEC; 
PIC); 
• Aciduricidade. 
BIOFILME CARIOGÊNICO 
• Carboidratos fermentáveis; 
• A cárie dentária é considerada 
atualmente uma doença complexa, não 
transmissível, polimicrobiana e 
multifatorial. 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DAS BACTÉRIAS 
CARIOGÊNICAS 
• São Gram-positivos 
• Anaeróbios Facultativos 
• Os produtos de sua fermentação são 
ácidos e etanol. 
 
DESMINERALIZAÇÃO: 
• Diminuição considerável dos níveis de 
PH da boca. Essa acidez favorece a 
saída de íons cálcio e fósforo do dente 
para saliva. 
REMINERALIZAÇÃO: 
• Devido a função tamponante da saliva, 
o PH da placa vai gradativamente 
deixando a faixa de acidez e 
retornando ao nível basal. 
• Nesse ambiente, a saliva e a placa se 
tornam novamente saturadas de íons 
cálcio e fosfato. 
 
 
PEC: são os polissacarídeos extracelulares. 
Representado pelos glicanos e frutanos que 
são formados a partir dos carboidratos de 
glicose ou frutose e que juntamente com as 
enzimas glicosiltransferases participam de 
forma marcante na adesão principalmente do 
S. mutans. Existem dois tipos: 
• INSOLÚVEIS: Usado para colonizar a 
superfície dental. Consolida a 
aderência/adesão e acúmulo 
bacteriano nos biofilmes. Reduz a 
concentração do Cálcio fosfato 
inorgânico e flúor na matriz. 
• SOLÚVEIS: Utilizado como reserva 
energética para garantir a manutenção 
do metabolismo das bactérias durante 
a falta de nutrientes da dieta. 
PIC: são os polissacarídeos intracelulares. 
• Reserva de carboidrato armazenadas 
intracelularmente por algumas 
bactérias. Possui semelhante função 
em relação a PEC solúvel. 
• Prolongam a duração dos ácidos na 
superfície dentária. 
 
 
• Produzidas pelo S. mutans e são 
importantes para manterem a 
colonização dessa bactéria inibindo o 
crescimento de outras espécies. 
 
 
• Na ausência de sacarose é produzida 
uma proteína de superfície através da 
secreção de três enzimas chamadas 
glicosiltransferases B, C e D. 
• Essas enzimas hidrolisam a sacarose 
da dieta em moléculas de frutose e 
glicose. Transformam a glicose em 
glucanos que variam sua solubilidade. 
 
• Superfície lisa ou cicatrículas e 
fissuras; 
• Ativas ou inativas; 
• Cavitadas ou não-cavitadas; 
• Oculta; 
• Residual; 
• Rampante. 
 
 
AGUDA / ATIVA 
• ESMALTE: manchas brancas rugosas 
e opacas. 
• DENTINA: amolecida e cor marrom 
claro. 
CRÔNICA / INATIVA 
• ESMALTE: manchas brancas 
brilhantes ou pigmentadas e lisas. 
• DENTINA: cavidade escurecida e dura. 
 
24. PERIODONTIA BÁSICA 
CONCEITO DE DOENÇA PERIODONTAL
 É o endurecimento da placa dentária 
na superfície dos dentes. Inflamação 
da gengiva provocada pelo acúmulo da 
placa bacteriana, que pode causar 
inchaço, vermelhidão, dor e até 
sangramento do tecido gengival.
FATORES PREDISPONENTES 
 Cálculo dentário;
 Restaurações defeituosas;
 Compleições associadas a terapia 
ortodôntica;
 Lesões autoinduzidas;
 Medicamentos;
 Tabagismo;
 Problemas hormonais.
ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA PLACA 
BACTERIANA 
 1g da placa corresponde a dez elevado 
a décima primeira potência de 
bactérias;
 Mais de 500 espécies microbianas 
diferentes são encontradas na placa;
 Pode-se encontrar também 
microrganismos não bacterianos como: 
Mycoplasma, leveduras, protozoários e 
vírus.
TIPOS DE PLACA BACTERIANA 
 PLACA SUPRAGENGIVAL: cocos e 
bastonetes curtos gram-positivos na 
superfície dentária, filamentos gram-
negativos e espiroquetas na superfície 
da placa madura.
 PLACA SUBGENGIVAL: ambiente 
anaeróbico. A porção apical tem maior 
predominância de espiroquetas, cocos 
e bastonetes, enquanto a porção 
coronal são observados mais 
filamentosos.
HIPÓTESES DA PLACA BACTERIANA 
• PLACA ESPECÍFICA: propunha que 
locais diferentes da placa bacteriana 
apresentavam potenciais patogênicos 
diferentes. Este potencial estava 
dependente da presença ou ausência 
de espécies bacterianas específicas 
cujo metabolismo levava a acumulação 
de metabolitos tóxicos e destruição 
tecidual. 
• PLACA INESPECÍFICA: propunha que 
a acumulação bacteriana na margem 
gengival conduzia a inflamação e 
destruição periodontal por acumulação 
de produtos tóxicos. Toda a placa 
apresentava um igual potencial 
patogênico, sendo este proporcional à 
quantidade de placa presente. 
• PLACA ECOLÓGICA (ATUAL): surgiu 
por volta de 1990. Enquadra-se na 
noção de que o ambiente subgengival 
dita a composição microbiana. A 
acumulação de placa bacteriana 
subgengival inespecífica induz 
resposta inflamatória exacerbada, que 
se traduz numa eventual perda de 
inserção nos tecidos. 
 
• São doenças inflamatórias em 
resposta ao biofilme dental que 
podem ser modificadas por fatores 
inerentes ao hospedeiro ou a 
medicamentos. 
• Inflamação da gengiva e sangramento, 
podendo evoluir para aprofundamento 
do sulco gengival devido ao edema. 
 
• Destruição dos tecidos de suporte do 
dente, do ligamento periodontal e do 
osso alveolar por ação direta ou 
resposta ao biofilme. 
• Possuem sinais de inflamação, perda 
de inserção periodontal e 
reabsorção do osso alveolar, 
podendo evoluir para o aparecimento 
da bolsa alveolar. 
• A evolução depende de fatores 
sistêmicos e distúrbios genéticos. 
ANTIGA CLASSIFICAÇÃO 
 
P. CRÔNICA 
 
 
P. AGRESSIVA 
 
Progressão lenta e 
associada ao 
grande acúmulo de 
biofilme e cálculo. 
 
Grande perda de 
inserção periodontal 
em curto período, 
podendo não ser 
associada a uma 
grande quantidade 
de biofilme dental. 
 
• OBS 1: O fluido inflamatório favorece 
organismos proteolíticos. As bactérias 
da periodontite são em maioria gram. 
negativas. 
• OBS 2: A transição de uma gengivite 
para uma periodontite é a resposta do 
acúmulo do biofilme mais os fatores 
do hospedeiro (fumo, genes, 
estresses). 
 
• Bactérias anaeróbias estritas e 
proteolíticas; 
• P. gengivalis e P. intermedia são as 
mais frequentes. 
PORPHYROMONAS GENGIVALIS 
- Capsuladas 
- Ativação de Citocinas 
- Substâncias tóxicas para células 
- Colagenase 
- Fímbrias 
- Invasinas 
 
 
FATORES DE VIRULÊNCIA 
• Colonização: utilização das fímbrias 
para adesão ao epitélio. 
• Agressão direta ou indireta: 
produção de enzimas histolíticas que 
degradam o colágeno e outras 
proteínas. 
• Invasão das defesas do hospedeiro: 
Cápsula, toxinas. 
 
*A nova classificação das doenças 
periodontais e o aprofundamento da matéria 
está no capítulo de PERIODONTIA. 
• Os complexos microbiológicos 
descritos variam em cor e potencial 
patogênico. 
• Complexos amarelo (espécies de 
Streptococcus) e roxo (Veillonella 
parvula e Actinomyces odontolyticus) 
são tradicionalmente associados a um 
microbioma consistente com o 
estado de saúde periodontal. 
• Por outro lado, os complexos 
vermelho (Porphyromonas gingivalis, 
Treponema denticola, Tannerella 
forsythia) e laranja (Fusobacterium, 
Prevotella, e espécies de 
Campylobacter) foram associados a 
estados de doença periodontal. 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
25. Neurofisiologia 
26. Anestésicos locais 
27. Técnicas anestésicas da maxila e mandíbula 
 
25. NEUROFISIOLOGIA 
• Não ser irritante ao tecido; 
• Não provocar alteração permanente na 
estrutura do nervo (reversibilidade); 
• Ser eficaz independentemente do local 
de aplicação: difusibilidade e ligação; 
• Menor período de latência; 
• Duração / potência clinicamente eficaz; 
• Não causar danos sistêmicos; 
• Baixa toxidade; 
• Ser estéril ou esterilizável; 
• Perda da sensação; 
• Inibição do processo de condução nos 
nervos periféricos; 
• Sem indução da perda de consciência; 
• Impedem a geração e a condução de 
um impulsonervoso; 
• A exposição do nervo a um anestésico, 
eleva seu potencial limiar. 
 
BAINHA DE MIELINA: acelera a velocidade 
do impulso nervoso. Possui propriedades 
isolantes. 
NÓDULOS DE RANVIER: em neurônios 
mielinizados, o impulso salta por meio desses 
nódulos que ficam entre as bainhas de 
mielina. 
 
IMPULSO NERVOSO: o impulso quando 
estimulado permanece constante sem 
alterações na qualidade do estímulo ou de sua 
força. 
POTENCIAL DE REPOUSO: 70 mV. O 
interior do nervo é negativo em relação ao 
exterior. 
POTENCIAL DE LIMIAR: 55 mV. Quando a 
célula recebe o estímulo suficiente para 
desencadear um potencial de ação. 
DESPOLARIZAÇÃO: 40 mV. Influxo rápido 
de íons sódio para dentro da célula de forma 
passiva. O interior do nervo torna-se positivo. 
REPOLARIZAÇÃO: o potencial de ação se 
encerra quando a membrana se repolariza. 
Isso é causado pela inativação do aumento da 
permeabilidade do sódio. Aumento da 
permeabilidade do potássio para fora da 
célula passivamente, ou seja, o sódio entra 
passivo e o potássio sai passivo. 
BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO: quando há 
excesso de sódio dentro da célula. Ocorre 
uma transferência ativa de íons sódio para 
fora da célula, ou seja, o sódio sai ativamente 
e o potássio entra ativamente. 
PERÍODO REFRATÁRIO: quando não ocorre 
mais despolarização em certas regiões da 
célula. 
 
 
• Cocaína - Niemann (1860); 
• Benzocaina - Salkowski (1895); 
• Procaína - Einhorn (1904); 
• Dibucaína - Meischer (1925); 
• Tetracaína - Eisler (1928); 
• Lidocaína - Lofgren (1943); 
• Cloroprocaina - Marks, Rubin (1949); 
• Mepivacaina - Ekenstam (1956); 
• Bupivacaina - Ekenstam (1957); 
• Ropivacaina - Sandberg (1989). 
1) Alterando o potencial de repouso; 
2) Alterando o potencial limiar; 
3) Diminuindo a taxa de despolarização; 
4) Prolongando a taxa de repolarização. 
TEORIA DO RECEPTOR ESPECÍFICO: 
anestésicos locais agem ligando-se a 
receptores específicos nos canais de sódio. A 
ação da droga é direta. Assim que o 
anestésico local tem acesso aos receptores, a 
permeabilidade aos íons sódio é diminuída ou 
eliminada e a condução nervosa é 
interrompida. É a teoria mais aceita 
atualmente. 
 
 
AÇÃO NOS NERVOS MIELINIZADOS: 
• O único local em que as moléculas do 
anestésico local têm acesso à 
membrana nervosa é nos nódulos de 
Ranvier, onde os canais de sódio são 
encontrados em abundância. 
• Os anestésicos locais mais úteis 
clinicamente são de classe D (agentes 
que atuam por uma combinação de 
mecanismos do receptor e 
independentes do receptor). 
• Ação primária dos anestésicos locais é 
diminuir a permeabilidade dos 
canais iônicos aos íons sódio, 
consequentemente diminui também a 
taxa de elevação do potencial de ação 
e sua velocidade de condução. Quando 
esse fator de segurança cai abaixo da 
unidade, a condução falha e ocorre o 
bloqueio nervoso. 
• Aos íons cálcio é atribuído um papel 
regulador dos movimentos de íons 
sódio, pois há a liberação dos íons 
cálcio ao sítio receptor do canal iônico, 
o que acaba auxiliando a 
permeabilidade da membrana nervosa 
ao sódio. Então os anestésicos locais 
fazem o deslocamento desses íons 
cálcio permitindo que a molécula de 
anestésico local se ligue ao sítio 
receptor bloqueando os canais de 
sódio. 
• O bloqueio nervoso produzido pelos 
anestésicos locais é denominado 
Bloqueio Nervoso Não 
Despolarizante. 
• pKa (quanto menor, mais rápido é o 
tempo de ação); 
• Lipossolubilidade (quanto mais 
lipossolúvel, mais eficaz o bloqueio de 
condução); 
• Ligação com a proteína (responsável 
pela duração da atividade do 
anestésico); 
• Difusibilidade no tecido não-
nervoso (quanto mais difusão, menor 
é o tempo do início de ação); 
• Atividade vasodilatadora (quanto 
maior, menor a potência e a duração do 
anestésico). 
• Em sua maioria, os anestésicos locais 
injetáveis são aminas terciárias; 
• Temos uma parte lipofílica (maior 
porção) e hidrofílica, o que torna o 
anestésico local anfipático; 
• Anestésicos locais sem a parte hidrófila 
não são adequados para injeção, mas 
são bons anestésicos tópicos. 
• Os anestésicos locais ligados a amidas 
são relativamente resistentes à 
hidrólise. 
• A diminuição do ph nos anestésicos 
locais acaba dificultando sua eficácia e 
início de ação da anestesia mais lento. 
• A elevação do ph nos anestésicos 
aceleram o início de ação, aumenta sua 
eficácia e torna a infiltração mais 
confortável. Porém são instáveis e 
rapidamente oxida. A vida útil efetiva do 
anestésico local diminui a medida que 
o ph da droga aumenta. 
• Anestésicos locais tamponados 
estão sendo mais bem recebidos na 
área de saúde. 
• A capacidade de um anestésico local 
de bloquear impulsos nervosos é 
profundamente alterada por alterações 
no ph extracelular. 
• Resposta individual à droga; 
• Precisão na deposição do anestésico; 
• Condição dos tecidos (vascularização/ 
pH); 
• Variação anatômica; 
• Tipo de bloqueio; 
 
 
 
• O pKa é uma medida da afinidade de 
uma molécula pelos íons hidrogênio. 
• Quando o ph tecidual tem o mesmo 
valor que pKa do anestésico local, 
significa que exatamente 50% da droga 
está na forma catiônica e 50% está na 
forma livre. 
• Só a forma livre entra dentro da célula 
e essa forma livre pode se ligar ao 
hidrogênio por exemplo. 
• Quanto menor meu pKa, mais forma 
livre eu tenho, ou seja, mais rápida é a 
ação da droga. 
• Droga com pKa ácido em meio com 
pH ácido encontra-se geralmente não 
ionizada. 
• Droga com pKa básico em meio com 
pH ácido encontra-se geralmente 
ionizada. 
 
• Quanto mais espesso o perineuro, 
mais lenta a taxa de difusão do 
anestésico local através dele. 
• A camada mais interna do perineuro 
chama-se perilema, que constitui a 
principal barreira à difusão para dentro 
de um nervo. 
• Os anestésicos locais são prontamente 
capazes de se difundir através do 
epineuro por causa de sua 
consistência frouxa. 
• Os vasos sanguíneos e canais 
linfáticos nutrientes atravessam o 
epineuro. Esses vasos absorvem as 
moléculas de anestésico local, 
removendo-as do local de infiltração. 
• A bainha epineural não constitui uma 
barreira de difusão do anestésico local 
para dentro de um nervo. 
• O perineuro é a maior barreira de 
penetração dos anestésicos locais. 
• Quanto maior a concentração inicial do 
anestésico local, mais rápida é a 
difusão de suas moléculas e mais 
rápido é seu início de ação. 
26. ANESTÉSICOS LOCAIS 
LIDOCAÍNA: 
• pKa de 7,9 
• Primeiro anestésico do grupo amina a 
ser sintetizado. 
• É o mais conhecido e utilizado. 
• É referência para comparações com 
outros anestésicos locais (PADRÃO 
OURO). 
• Tem seu início de ação por volta de 2 
minutos. 
• É encontrada em soluções de 1% e 2% 
para soluções injetáveis e 5% para 
aplicações tópicas. 
• Dose máxima recomendada é de 
7mg/kg. 
MEPIVACAÍNA: 
• pKa de 7,6 
• Semelhante a lidocaína. 
• Início de ação entre 1 e 2 minutos. 
• Sua potência anestésica é 2x maior, da 
mesma forma que sua toxidade. 
• É encontrada em concentrações de 2% 
a 3%. 
• Baixa atividade vasodilatadora. 
• Dose máxima recomendada é 7mg/kg. 
 
 
 
PRILOCAÍNA: 
• pKa de 7,9 
• Tem tempo de duração mais curta que 
os demais anestésicos. 
• Início de ação mais lento. 
• Não deve ser utilizada em gestantes 
por ter um menor grau de ligação às 
proteínas plasmáticas, ultrapassa mais 
rapidamente e em maior quantidade a 
barreira placentária. 
• É encontrada em concentrações de 3% 
a 4%. 
• Metabolismo mais rápido e menor 
toxidade. 
• Dose máxima recomendada é de 
6mg/kg. 
BUPIVACAÍNA: 
• pKa de 8,1 
• Anestésico local de longa duração. 
• É 4x mais potente que a lidocaína e 4x 
menos tóxica. 
• Tem um início de ação mais lento que 
os outros anestésicos. 
• É amplamente utilizada em ambientes 
hospitalares. 
• Dose máxima recomendada é de 
1,3mg/kg. 
ARTICAÍNA: 
• pKa de 7,8 
• Efeito de média a longa duração. 
• Início de ação mais curto que aBupivacaina. 
• Possui a presença de um grupo éster 
em sua composição, apesar de ser 
considerada uma amida. 
• Tem baixa toxidade. 
• É encontrada em concentrações de 
4%. 
• Difunde-se bem nos tecidos moles e 
duros. 
• Sua principal desvantagem é seu alto 
custo. 
• Dose máxima recomendada é de 
7mg/kg. 
 
 
27. TÉCNICAS ANESTÉSICAS 
SUPRAPERIOSTEAL OU INFILTRATIVA 
 
DENTES ANESTESIADOS: 
• Procedimento que anestesia 1 ou 2 
dentes vizinhos; 
• Bloqueio de polpa, área da raiz do 
dente, periósteo vestibular, tecido 
conjuntivo adjacente e membrana da 
mucosa. 
 
INDICAÇÃO: 
• Ótimo para bloqueio de único dente; 
• Área limitada. 
 
CONTRAINDICAÇÃO: 
• Bloqueio de grande áreas; 
• Áreas infeccionadas ou com 
inflamação aguda. 
 
PONTOS DE REFERÊNCIA: 
• Prega muco-vestibular; 
• Coroa do dente alvo; 
• Contorno radicular. 
 
TÉCNICA: 
• Levantar o lábio e tencionar o tecido; 
• Seringa paralela ao longo eixo do 
dente; 
• Introduzir a agulha até que fique na 
altura do ápice alvo; 
• Aspirar (para evitar acidentes) – solta-
se o êmbolo; 
• Injetar lentamente 1 terço a meio 
anestésico; 
• Retirar agulha lentamente; 
• Aguardar de 3-5 minutos para iniciar o 
procedimento operatório; 
• Bisel voltado para o osso. 
 
 
DIFICULDADE EM: 
• Área de osso denso; 
• 1º molar superior permanente em 
crianças; 
• Incisivo central superior em adultos. 
NERVO ALVEOLAR SUPERIOR 
POSTERIOR 
 
DENTES ANESTESIADOS: 
• Polpas do 1º, 2º e 3º molar com 
exceção da raiz mesiovestibular do 1º 
molar; 
• Tecido periodontal e mucosa 
vestibular; 
• Osso subjacente dos dentes; 
• Bloqueio da tuberosidade; 
• Bloqueio zigomático. 
 
INDICAÇÃO: 
• Pode ser usado na presença de 
inflamação periapical ou quando a 
supraperiosteal for ineficaz. 
 
CONTRAINDICAÇÃO: 
• Pacientes hemofílicos. 
 
PONTOS DE REFERÊNCIA: 
• Tuberosidade e processo zigomático 
da maxila ângulo de 45º com o plano 
oclusal; 
• Na altura da prega mucovestibular 
acima do 2º molar superior; 
 
TÉCNICA: 
• Retrair a bochecha do paciente com 
seu dedo; 
• Tencionar os tecidos no local da 
injeção; 
• Avançar a agulha lentamente para 
dentro em um só movimento para 
dentro, para trás e para cima em um 
ângulo de 45º com o plano oclusal; 
• Bisel voltado para o osso. 
 
DIFICULDADE EM: 
• Pode aparecer hematomas. 
NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO 
 
DENTES ANESTESIADOS: 
• 1º e 2º pré-molar e a raiz 
mesiovestibular do 1º molar superior; 
• Mucosa do periodonto e osso 
subjacente. 
PONTOS DE REFERÊNCIA: 
• Altura da prega mucovestibular acima 
do 2º pré-molar superior. 
 
TÉCNICA: 
• Retrair a bochecha do paciente com 
seu dedo; 
• Tencionar os tecidos no local da 
injeção; 
• Avançar a agulha lentamente para 
dentro em um só movimento para 
dentro, para trás e para cima em um 
ângulo de 45º com o plano oclusal; 
• Bisel voltado para o osso. 
 
DIFICULDADE EM: 
• Presente em 28% dos pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NERVO ALVEOLAR SUPERIOR 
ANTERIOR OU INFRAORBITÁRIO 
 
DENTES ANESTESIADOS: 
• Desde incisivo central superior até 
pré-molares; 
• Pálpebra inferior, asa do nariz, lábio 
superior. 
 
INDICAÇÃO: 
• Procedimentos em mais de um dente 
na região anterior; 
• Quando há inflamação no dente 
envolvido. 
 
CONTRAINDICAÇÃO: 
• Se houver necessidade de hemostasia. 
 
PONTOS DE REFERÊNCIA: 
• Altura da prega mucovestibular sobre o 
1º pré-molar superior (menor trajeto). 
• Ou entre o 2 pré-molares do lado 
correspondente. 
• Pupila do olho. 
 
TÉCNICA: 
• Anestesia loco terminal superficial 
(tópico); 
• Posicionar dedo sobre o forame 
infraorbitário (logo abaixo da 
chanfradura orbital); 
• Levantar o lábio superior; 
• Inserir a agulha, da maneira já 
descrita, no fundo do saco 
gengivolabial, entre o 2 pré-molares 
do lado correspondente 
 
 
 
NERVO PALATINO MAIOR 
 
 
 
DENTES ANESTESIADOS: 
• Não proporciona anestesia pulpar, 
como nenhuma outra técnica no 
palato; 
• Palato duro; 
• Tecidos moles sobrejacentes 
posteriormente até o 1º pré-molar e 
medialmente até a linha média. 
 
CONTRAINDICAÇÃO: 
• Áreas inflamadas. 
 
PONTOS DE REFERÊNCIA: 
• Forame incisivo sob a papila incisiva; 
• Bisel voltado para os tecidos moles 
palatinos. 
 
TÉCNICA: 
• Tecidos moles levemente anteriores 
ao forame palatino maior; 
• Aproximadamente na distal do 2º 
molar superior. 
 
DIFICULDADE EM: 
• Hematoma, mas é menos comum; 
• Pode ser traumática. 
NERVO NASOPALATINO 
 
DENTES ANESTESIADOS: 
• Porção anterior do palato duro desde 
a face mesial do 1º pré-molar direito a 
face mesial do 1º pré-molar esquerdo 
(tecido mole e tecido duro). 
PONTOS DE REFERÊNCIA: 
• Mucosa palatina imediatamente lateral 
a papila incisiva (Localizada na linha 
média atrás dos incisivos centrais); 
• Forame incisivo sob a papila incisiva. 
 
TÉCNICA: 
• INJEÇÃO ÚNICA NO PALATO; 
• Freio labial médio entre os incisivos 
centrais; 
• Se necessário, tecidos moles palatinos 
laterais à papila incisiva. 
• Bisel voltado para os tecidos moles 
palatinos. 
 
DIFICULDADE EM: 
• Mais traumático que o do nervo 
palatino maior; 
• Emerge pelo forame incisivo. 
 
NERVO MAXILAR 
 
 
 
DENTES ANESTESIADOS: 
• HEMIMAXILA 
 
INDICAÇÃO: 
• Procedimentos extensos, que envolve 
quadrantes. 
 
CONTRAINDICAÇÃO: 
• Profissional inexperiente, crianças, 
áreas inflamadas, risco de hemorragia. 
 
PONTOS DE REFERÊNCIA: 
• Abordagem pelo canal palatino maior; 
• Altura da prega mucovestibular, acima 
da face distal do 2°molar superior; 
 
TÉCNICA: 
• Tecidos moles palatinos diretamente 
sobre o forame palatino maior; 
 
DIFICULDADE EM: 
• Pode aparecer hematoma. 
GOW-GATES 
 
NERVOS ANESTESIADOS 
• Alveolar inferior 
• Mentual 
• Incisivo 
• Lingual 
• Milo-hióideo 
• Auriculotemporal 
• Bucal (em 75% dos pacientes) 
ÁREAS ANESTESIADAS 
• Dentes mandibulares até a linha média 
• Mucoperiósteo e membranas mucosas 
bucais do lado da injeção. 
• Dois terços anteriores da língua e 
assoalho da cavidade oral. 
• Tecidos moles e periósteo da língua. 
• Corpo da mandíbula, parte inferior do 
ramo da mandíbula. 
• Pele sobre o zigoma, parte posterior da 
bochecha e regiões temporais. 
INDICAÇÕES 
• Múltiplos procedimentos nos dentes 
mandibulares. 
• Casos em que é necessária a 
anestesia dos tecidos moles bucais, do 
terceiro molar até a linha média. 
• Casos em que é necessária a 
anestesia dos tecidos moles linguais. 
• Casos em que um bloqueio do nervo 
alveolar inferior convencional não é 
bem-sucedido. 
 
 
 
 
AKINOSI-VASIRANI 
 
NERVOS ANESTESIADOS 
• Alveolar inferior 
• Incisivo 
• Mentual 
• Lingual 
• Milo-hióideo 
ÁREAS ANESTESIADAS 
• Dentes mandibulares até a 
linha média. 
• Corpo da mandíbula e parte 
inferior do ramo mandibular. 
• Mucoperiósteo e membrana 
mucosa bucais anteriores ao 
forame mentual. 
• Dois terços anteriores da língua 
e assoalho da cavidade oral 
(nervo lingual). 
• Tecidos moles e periósteo 
linguais (nervo lingual) 
INDICAÇÕES 
• Abertura mandibular limitada. 
• Múltiplos procedimentos em dentes 
mandibulares. 
• Incapacidade de se visualizar marcos 
para o BNAI (p. ex., devido a uma 
língua grande). 
 
 
 
 
 
 
 
NERVO BUCAL 
 
NERVO ANESTESIADO 
• Bucal (um ramo da divisão anterior de 
V3). 
 
ÁREA ANESTESIADA 
• Tecidos moles e periósteo bucal dos 
dentes molares mandibulares 
 
INDICAÇÃO 
• Casos em que a anestesia dos tecidos 
moles bucais é necessária para 
procedimentos dentários na região 
molar mandibular. 
NERVO ALVEOLAR INFERIOR 
 
NERVOS ANESTESIADOS 
• Alveolar inferior, um ramo da divisão 
posterior da divisão mandibular do 
nervo trigêmeo (V3) 
• Incisivo 
• Mentual 
• Lingual (comumente) 
ÁREAS ANESTESIADAS 
• Dentes mandibulares até a linha média. 
• Corpo da mandíbula, parte inferior do 
ramo da mandíbula. 
• Mucoperiósteo bucal, membrana 
mucosa anteriormente ao forame 
mentual (nervo mentual). 
• Doisterços anteriores da língua e 
assoalho da cavidade oral (nervo 
lingual). 
• Periósteo e tecidos moles linguais 
(nervo lingual). 
INDICAÇÕES 
• Procedimentos em múltiplos dentes 
mandibulares num quadrante. 
• Casos em que é necessária a 
anestesia dos tecidos moles bucais. 
• Casos em que é necessária a 
anestesia dos tecidos moles linguais. 
NERVO MENTUAL 
 
NERVO ANESTESIADO 
• Mentual, um ramo terminal do alveolar 
inferior. 
 
ÁREAS ANESTESIADAS 
• Membrana mucosa bucal, 
anteriormente ao forame mentual (em 
torno do segundo pré-molar) até a linha 
média e a pele do lábio inferior e do 
queixo. 
 
INDICAÇÃO 
• Casos em que a anestesia dos tecidos 
moles bucais é necessária para 
procedimentos na mandíbula 
anteriormente ao forame mentual. 
 
NERVO INCISIVO 
 
NERVOS ANESTESIADOS 
• Mentual e incisivo. 
ÁREAS ANESTESIADAS 
• Membrana mucosa bucal anterior ao 
forame mentual, geralmente do 
segundo pré-molar até a linha média. 
• Lábio inferior e pele do queixo. 
• Fibras nervosas pulpares aos pré-
molares, ao canino e aos incisivos. 
 
INDICAÇÕES: 
• Procedimentos dentários envolvendo a 
anestesia pulpar em dentes 
mandibulares anteriores ao forame 
mentual. 
 
 
ANESTESIA TÓPICA 
• Uso de anestésicos tópicos não 
injetáveis; 
• Anestésico absorvido pela mucosa; 
• Efeito bastante superficial e de curta 
duração. 
 
ANESTESIA INTRALIGAMENTAR OU 
INJEÇÃO NO LIGAMENTO PERIODONTAL 
• Anestesia de apenas um dente; 
• Injetar anestésico sob pressão no 
ligamento periodontal; 
• É uma técnica complementar, 
principalmente na mandíbula; 
• Duas a três gotas no ligamento; 
• Agulha Curta ou extra curta. 
 
ANESTESIA INTRASSEPTAL 
• Variante da anestesia intraligamentar; 
• Anestesia óssea e de tecidos moles; 
• Introdução da agulha na papila 
interdentária; 
• Atinge crista óssea; 
• Indicação para técnicas cirúrgicas 
periodontais; 
• Pode ser usada como técnica 
complementar principalmente na 
mandíbula; 
• Agulha curta. 
 
ANESTESIA INTRAÓSSEA 
• Indicada para dentes isolados, 
principalmente molares inferiores; 
• Eficaz em caso de falhas de outras 
técnicas; 
• Orifício no osso; 
• Injeção de anestésico no trabéculo 
ósseo; 
• Mucosa deve estar bem anestesiada; 
• Técnica complementar, principalmente 
na mandíbula; 
• Agulha curta. 
 
ANESTESIA INTRAPULPAR 
• Injeção de anestésico diretamente na 
polpa dental; 
• Eficaz em qualquer dente vital; 
• Indicação de pulpectomia de molares 
inferiores; 
• Técnica complementar, principalmente 
na mandíbula; 
• Agulha curta; 
• Indicação endodôntica. 
 
 
Anotações: 
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SUMÁRIO 
28. Conceitos em biossegurança 
29. Classificação dos instrumentais 
30. Classificação dos procedimentos 
31. Monitoramento da esterilização 
32. Métodos químicos e físicos de esterilização 
33. Gerenciamento de resíduos 
34. Imunização profissional 
 
28. CONCEITOS EM BIOSSEGURANÇA 
ASSEPSIA: impedir a PENETRAÇÃO. 
Superfícies. 
 
ANTISSEPSIA: inibir o CRESCIMENTO. 
Tecido vivo. 
 
DEGERMAÇÃO: tipo de antissepsia, 
diminuição do número microrganismos 
patógenos, após escovação com água e 
sabão. 
 
MANILÚVIO: higienização das mãos. 
 
DESCONTAMINAÇÃO: eliminação total ou 
parcial nas superfícies. 
 
DESINFECÇÃO: eliminação parcial 
(completamente ou não) dos patógenos. 
Porém, NÃO ATINGE ESPOROS. 
 
• D. ALTA: destrói todos os 
microrganismos exceto esporos. 
• D. MÉDIA: elimina todas as 
bactérias vegetativas e maioria dos 
vírus e fungos. 
• D. BAIXA: elimina a maioria das 
bactérias vegetativas e alguns 
vírus. 
 
LIMPEZA: remoção da sujidade. 
 
ESTERILIZAÇÃO: eliminação total de todos 
os microrganismos inclusive os esporos (mais 
resistentes ao calor). Pode ser físico ou 
químico. Não existem níveis de esterilização. 
 
 
 
 
 
 
 
29. CLASSIFICAÇÃO DOS 
INSTRUMENTAIS 
 
 
 
CRÍTICO: alto risco de infecção. Penetram na 
pele. Instrumentais de cirurgia, periodontia e 
endodontia. 
 
SEMI-CRÍTICO: entram em contato com a 
mucosa integra e pele não-integra. 
Instrumentais para amálgama e resina. 
 
NÃO-CRÍTICO: entram em contato apenas 
com a pele íntegra. Equipo odontológico, 
arco de Young, outros. 
 
 
30. CLASSIFICAÇÃO DOS 
PROCEDIMENTOS 
 
 
 
CRÍTICO: cirurgia, raspagens subgengivais, 
endo, com sangue. 
 
SEMI-CRÍTICO: contato com saliva, sem 
sangue. 
 
NÃO-CRÍTICO: não há contato com 
secreções como exame físico. 
 
 
 
 
 
31. MONITORAMENTO DA 
ESTERILIZAÇÃO 
 
QUÍMICO 
• Não assegura qualidade; 
• CLASSE I- tinta termocrômica; 
• CLASSE II DE BOWIE-DICK- 
detectar ar residual. 
BIOLÓGICA 
• Tira com esporos bacterianos 
(stearothermophillus). 
 
32. MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO 
 
MÉTODOS FÍSICOS 
 
• CALOR SECO OU ESTUFA: oxida as 
proteínas celulares após a 
desidratação do núcleo. 
 
180° - 30 MIN 
121° - 6 H 
 
• CALOR ÚMIDO OU AUTOCLAVE: 
vapor saturado sob pressão. Avalia 
uma ação combinada entre tempo, 
pressão e temperatura 
(termocoagulação e desnaturalização 
das proteínas). 
 
132° a 134° - 2 ATM – 4 a 7 min 
121° a 127° - 1 ATM – 15 a 30 min 
 
 
MÉTODOS QUÍMICOS 
 
NÍVEL ALTO: glutaraldeído, formaldeído, 
ácido peracético, óxido etileno. 
NÍVEL MÉDIO: álcool, hipoclorito de sódio, 
clorexidina, fenólicos, iodósforos. 
NÍVEL BAIXO: amônia quaternária. 
 
GLUTARALDEÍDO 2%: esterilização em 10 
horas. Desinfecção por 30 min. Alquilação. 
Não é corrosivo. Bom para materiais 
termolábeis como moldes odontológicos. 
Irritante para pele e mucosa. Altera DNA, RNA 
e síntese proteica. Só pode ser usado para 
imersão de artigos. Alta toxicidade. 
 
FORMALDEÍDO 37 a 40%: esterilização em 
18 horas. Desinfecção em 30 minutos. 
Carcinogênico potencial. 
 
ÁCIDO PERACÉTIDO 0,2%: é corrosivo em 
metais. Atua bem em baixas temperaturas. 
Desinfecção em 10 min. Não forma resíduos 
tóxicos. 
 
ÓXIDO ETILENO: gás incolor 
extremamente tóxico. Alto custo. Ambientes 
terceirizados. Materiais termolábeis. 
 
ÁLCOOL 70%: não imergir, deve ser 
friccionado, não é esporicida, porém é 
tuberculicida, bactericida (gram-positiva e 
negativa), virucida e fungicida. 
HIPOCLORITO DE SÓDIO 1 a 2,5%: inativo 
na matéria orgânica. É corrosivo. 
Desinfecção por 30 min. Esporicida em altas 
concentrações. Não misturar c/ formaldeído 
 
CLOREXIDINA: bisguanidina. eficaz contra 
bactérias gram-positiva e negativa. Não é 
tóxica nem corrosiva. Não é absorvida no 
organismo. Também pode ser algicida. 
SUBSTANTIVIDADE (retentividade), sendo 
liberada lentamente por difusão. Molécula 
altamente estável, baixa toxicidade, Poder de 
adsorção. EFEITOS COLATERAIS: alteração 
do paladar, estímulo a formação de cálculo 
supragengival, irritabilidade da mucosa, 
manchamento, tumefação da parótida. Não 
dissolve matéria orgânica. 
 
 
33. GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 
 
 
GRUPO A – INFECTANTES, BIOLÓGICOS 
(saco branco leitoso, não precisa de 
tratamento prévio, preencher até 2/3 do 
lixo). 
• A1: cultura, vacina, bolsa de 
sangue. 
• A2: animais. 
• A3: humanos. 
• A4: filtros de ar, fezes, urina, 
sem sangue. 
• A5: restos de alimentos 
hospitalares. 
 
GRUPO B – QUÍMICOS (fixadores e 
reveladores não devem ser descartados no 
esgoto mesmo neutralizados). É vedado 
mandar para aterros. 
 
GRUPO C – RADIOATIVOS (não são 
produzidos na odonto). 
 
GRUPO D – DOMICILIAR (não apresentam 
risco biológico, químico ou radiológico). 
• AZUL: papel 
• VERDE: vidro 
• VERMELHO: plástico 
• AMARELO: metal 
 
GRUPO E – PERFUROCORTANTE ou 
ESCARIFICANTE (evitar reencapar a agulha,deve-se usar um instrumento intermediário 
para isso como um porta-agulhas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33. IMUNIZAÇÃO PROFISSIONAL 
 
VACINAS OBRIGATÓRIAS (não existe para 
hepatite C) 
• Caxumba 
• Sarampo 
• Hepatite B 
• Tétano 
• Rubéola 
• Difteria 
• Poliomielite 
 
HEPATITE B 
• Sangue, sexual, congênita; 
• 90 a 95% das pessoas se 
curam; 
• Morbidade alta; 
• Incubação por 30 a 180 dias; 
• Pode sobreviver em até 1 
semana no seco; 
• Pode evoluir para uma cirrose ou 
carcinoma; 
• Risco de contaminação maior 
que o HIV. 
• Urina escura, fezes claras. 
 
DOSES 
• HEPATITE B: 3 doses (0, 1 mês, 6 
meses). O teste antiHBsAg deve ser 
maior que 10. Verificar 2 meses após 
o esquema vacinal completo a 
soroconversão. 
• TRÍPLICE VIRAL (SARAMPO, 
RUBÉOLA, CAXUMBA): Dose única. 
• TUBERCULOSE (BCG): Dose única. 
• DUPLA (DIFTERIA, TÉTANO): 3 
doses no esquema básico. Reforço a 
cada 10 anos. 
 
ACIDENTE COM PERFUROCORTANTE 
• Lavar exaustivamente com água e 
sabão; 
• Não provocar sangramento; 
• Pode usar álcool; 
• Se o profissional não for vacinado, 
solicitar o exame para o paciente. O 
profissional deve fazer o esquema 
básico retroviral (AZT, 3TC ou 
Lamivudina). 
• A sorologia deve ser repetida por 6 
semanas, 3 meses, 6 meses e 1 ano 
após acidente, sendo a critério do 
médico. 
• Se ocorrer outro acidente, repetir todo 
protocolo. 
Anotações: 
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SUMÁRIO 
35. Crescimento e desenvolvimento craniofacial 
36. Fases da erupção 
37. Cronologia dos dentes decíduos 
38. Mal oclusões dentárias 
39. Dentística em odontopediatria 
40. Técnicas de manejo odontopediátrico 
 
35. CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO 
CRANIOFACIAL 
 
 
 
• CRESCIMENTO: aspecto 
QUANTITATIVO, mudança na forma e 
na proporção, fenômeno anatômico. 
 
• DESENVOLVIMENTO: junção do 
crescimento + diferenciação + 
deslocamento, mudanças 
UNIDIRECIONAIS, fenômeno 
biológico e comportamental. 
 
 
• DIFERENCIAÇÃO: especialização 
celular, mudança em quantidade ou 
espécies. 
 
• DESLOCAMENTO: mudança em 
posição. 
 
• MATURAÇÃO: mudança qualitativa 
(idade), estabilização do estado 
adulto. 
 
• CURVA DE SCAMMON: 
 
Þ TECIDO NERVOSO NEURAL: 
completo aos 6,7 anos. 
 
Þ TECIDOS GERAIS (incluindo 
ossos, músculos e vísceras): 
diminui na infância e acelera na 
puberdade. Forma de S. Ex: 
mandíbula. 
 
Þ TECIDOS LINFOIDES: proliferam 
mais na infância tardia. 
 
Þ TECIDOS GENITAIS: acelera na 
puberdade. 
 
 
 
 
 
• PADRÃO: proporcionalidade 
espacial através do tempo. Com o 
tempo ocorre uma redução progressiva 
do tamanho relativo da cabeça para 
cerca de 12% no adulto. GRADIENTE 
CEFALOCAUDAL (eixo de aumento 
do crescimento da cabeça para os 
pés). Quando o padrão de crescimento 
facial é visto contra a perspectiva do 
gradiente cefalocaudal, não é de se 
surpreender que a mandíbula, que está 
mais distante do cérebro, tenda a 
crescer mais tardiamente que a maxila, 
mais próxima ao cérebro. Por isso, a 
mandíbula é o último osso facial a 
parar de crescer. 
 
• VARIABILIDADE: é um fator 
QUANTITATIVO. 
 
• RITMO: evidente na adolescência. 
Surtos de crescimento variados para 
cada pessoa, principalmente em 
meninas que chegam na mestruação. 
Cada pessoa tem seu ritmo de 
crescimento. 
 
 
 
• HIPERTROFIA: aumento no 
TAMANHO das células individuais. 
 
• HIPERPLASIA: aumento na 
QUANTIDADE de células (mais 
importante). 
 
 
• MATERIAL EXTRACELULAR: 
contribui para o aumento de tamanho e 
posteriormente mineralizado. 
 
• CRESCIMENTO INTERSTICIAL: 
crescimento hiperplásico 
(primariamente) + hipertrófico. 
Característica de todos os tecidos 
moles e cartilagem não calcificada. Por 
isso, quando algum tecido é 
mineralizado pode ocorrer apenas 
superficialmente. 
 
 
• APOSIÇÃO DIRETA OU 
SUPERFICIAL: a formação de novas 
células ocorre no periósteo e o material 
extracelular depositado nele é 
mineralizado e forma osso novo. 
 
 
 
 
• OSSO (primário do próprio 
crescimento); 
• CARTILAGEM (primário do 
crescimento esquelético); 
• MATRIZ DE TECIDO MOLE (primário 
de crescimento, seguido do osso e da 
cartilagem). 
 
 
 
INTRAMEMBRANOSO (osso perióstico) 
• Condensação mesenquimal: 
Osteoblastos – matriz osteoides – 
calcificação e mineralização óssea – 
osso torna-se esponjoso ou compacto 
dependendo da densidade. 
• Crescimento predominante no 
crânio. 
• Osso resulta a partir do: periósteo, 
endósteo, suturas e ligamento 
periodontal. 
• Ocorre em áreas de tensão. 
• Demais ossos da face + corpo e 
ramos da mandíbula. 
 
ENDOCONDRAL 
• O tecido mesenquimal original se 
transforma em cartilagem 
(transformação de cartilagem em 
osso). 
• Ocorre em regiões com altos níveis 
de compressão. 
• Encontrada em articulações móveis e 
em algumas partes da base do crânio. 
• A cartilagem cresce por aposição e 
intersticialmente. 
• O osso aumenta em direção a área de 
força. 
• Côndilo mandibular, base do crânio, 
ossos longos. 
 
• APOSIÇÃO E REABSORÇÃO: 
aposição ocorre na direção do 
crescimento enquanto a reabsorção 
ocorre na direção oposta. Resulta no 
DESLIZAMENTO CORTICAL. 
 
• CAMPOS DE CRESCIMENTO: 
camada irregular de centros de 
crescimento em todas as superfícies. O 
osso cresce devido seu envolvimento 
com os tecidos moles. 
 
• REMODELAÇÃO: processo 
simultâneo de aposição e 
reabsorção resultando no 
crescimento diferencial. Na 
adolescência (osso altamente 
vascularizado), com a maturidade 
(osso com menos vascularidade). 
 
• MOVIMENTOS DE CRESCIMENTO: 
 
Þ DESLIZAMENTO: movimento 
provocado pela aposição e 
reabsorção óssea. 
 
Þ DESLOCAMENTO: movimento do 
osso como um todo. Pode ser 
primário e secundário. 
 
MAXILA (COMPLEXO NASOMAXILAR) 
 
• Desenvolve-se no período pós-natal. 
• Ossificação exclusivamente 
intramembranosa. 
• Crescimento ocorre por aposição e 
remodelação. 
• Crescimento para fora (frente) e por 
baixo do crânio. 
• Cresce para todas as direções em 
partes. 
• Quase toda superfície anterior é por 
reabsorção. 
• A parte posterior sofre mais 
aposição. 
• A remodelação óssea ocorre no 
sentido oposto ao crescimento da 
maxila. 
• As mudanças na superfície da maxila 
são muito mais significativas que as 
mudanças nas suturas. 
 
MANDÍBULA 
 
• Se fecham aos 6 meses de idade 
completamente por uma sincondrose. 
• Sua ossificação é mista: côndilo 
(endocondral), corpo e ramo 
(intramembranosa). 
• Suas áreas aposição direta e 
remodelação. 
• As principais áreasde crescimento 
da mandíbula são as áreas posterior 
do ramo, processo condilar e 
coronoide. 
• Como uma área de crescimento, o 
mento é quase inativo (se move para 
baixo e para frente). 
• Ao contrário do que ocorre na maxila, 
as atividades tanto endocondrais 
quanto do periósteo são 
importantes para o seu crescimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
36. FASES DA ERUPÇÃO 
• Para manter uma relação constante 
com os maxilares, os germes se 
movem para oclusal e vestibular 
(movimentos de corpo), se movem 
por completo. 
 
• Outro movimento é o excêntrico, em 
que uma parte do germe permanece 
estacionário e a outra parte continua a 
crescer. 
 
• Durante essas movimentações ocorre 
a reabsorção óssea na superfície das 
criptas ósseas. 
 
• Observado na fase de coroa. 
 
• Surgem os primeiros movimentos 
propriamente eruptivos principalmente 
quando se inicia o crescimento da raiz 
dentária. 
 
• Deslocamento do germe dentário até 
sua penetração na mucosa oral. 
 
• Processo de reabsorção continua. 
 
 
• Fase de coroa e raiz simultâneos. 
 
ERUPÇÃO INTRAÓSSEA 
- Ocorrem alterações significativas de 
desenvolvimento (via eruptiva): formação 
das raízes (pela bainha de Hertwig), ligamento 
periodontal, epitélio juncional. 
PENETRAÇÃO DA MUCOSA 
- Velocidade da erupção aumenta. 
- Liberação de IgE pode desencadear febre na 
criança. 
- Dente descoberto do epitélio reduzido de 
esmalte. 
- Forma sulco gengival. 
PRÉ-OCLUSAL 
- Desloca-se em direção oclusal até alcançar o 
plano funcional. 
- Fatores intrabucais podem interferir como 
forças musculares e hábitos parafuncionais. 
- Ligamento periodontal desenvolve-se 
somente após o início da formação da raiz. 
- Principal movimento é o excêntrico, de 
acomodação e rotação. 
• Inicia-se quando os dentes 
antagonistas estabelecem o 
primeiro contato entre si. 
 
• Adaptação das faces oclusais e 
amadurecimento. 
 
 
• Raiz com comprimento finalizado, 
PORÉM o ápice radicular continua 
aberto até mesmo após essa fase, se 
fechando em momentos posteriores. 
 
37. CRONOLOGIA DOS DENTES 
DECÍDUOS 
 
 
 
INICIAM O PROCESSO DE ERUPÇÃO: a 
partir do 6º mês de vida. 
 
Þ Criança com 2 anos e meio (cerca 
de 30 meses) já possuem a 
dentição completa, 20 dentes. 
 
Þ No primeiro aninho: incisivos 
centrais e laterais inferiores nascem 
primeiro (6 a 8 meses de vida), 
depois vem os centrais (8 a 10 
meses) e laterais superiores (9 a 11 
meses), isso no primeiro aninho. 
 
Þ No segundo aninho, temos: 
depois vem os primeiros molares 
superiores (15 meses) e primeiros 
molares inferiores (16 meses), 
caninos superiores e inferiores (16 a 
18 meses). E por fim os segundos 
molares inferiores (18 meses) e 
segundos molares superiores (24 a 
29 meses). 
 
 
FASES DE NOLLA 
 
• Estágios de desenvolvimento para 
dentes permanentes. 
• De 0 a 10. 
 
 
 
FATORES QUE INTERFEREM NA 
CRONOLOGIA 
 
1. Fator genético tem maior peso. 
2. Relacionado ao sexo não há diferença. 
3. Na dentição permanente, a erupção 
das meninas é mais precoce. 
4. Crianças que moram em grandes 
centros tem erupção mais precoce. 
5. Crianças nascidas em cidades 
litorâneas ou em países tropicais 
tendem a ter uma erupção mais 
precoce. 
6. Crianças precoces, menor peso ou com 
problemas sistêmicos tendem a ter 
atraso na dentição. 
7. DENTES INCLUSOS: perdem força 
eruptiva. 
8. DENTES IMPACTADOS: barreira 
mecânica em seu caminho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38. MALOCLUSÕES DENTÁRIAS 
 
 
 
ANTEROPOSTERIOR 
 
• BAUME: TIPO I (com diastemas, 
favorável), TIPO II (sem diastemas, 
desfavorável). 
 
 
• APINHAMENTO DENTÁRIO: falta de 
espaço que gera o apinhamento. Arco 
tipo II pode causar. 
 
• CANINOS E MOLARES DECÍDUOS: 
degrau mesial (tende a classe III de 
angle), plano terminal reto, degrau 
distal (tende a classe II de angle). 
 
• ESPAÇOS PRIMATAS: espaços 
FISIÓLOGICOS que existem na 
dentição decídua. Entre os incisivos 
laterais e caninos superiores e entre 
os caninos e primeiros molares 
inferiores. Favorável. 
 
• MORDIDA CRUZADA ANTERIOR: 
arcada inferior em uma posição mais 
anterior em relação a superior. Pode 
ser dentária, funcional ou esquelética. 
 
• SOBRESSALIÊNCIA (OVERJET): 
tende a diminuir com o avanço da 
idade. No sentido HORIZONTAL. 
Pode ser positiva, nula ou negativa. 
 
TRANSVERSAL 
 
• ENTRE OS ARCOS SUPERIOR E 
INFERIOR: relação caixa-tampa. 
Dentes superiores transpassados no 
sentido vestibulolingual os dentes 
inferiores. Essa inversão causa a 
mordida cruzada posterior. 
 
• ENTRE LINHA MÉDIA E OS ARCOS: 
de ser coincidente ou com desvio 
(dentária ou esquelética). 
 
VERTICAL 
 
• SOBREMORDIDA (OVERBITE): 
transpasse de mordida no sentido 
VERTICAL. Tente a diminuir com a 
idade. A normalidade é entre 0 a 3mm. 
 
• SOBREMORDIDA PROFUNDA: 
transpasse excessivo, maior que 
3mm (positivo). 
 
• MORDIDA ABERTA: NÃO HÁ 
transpasse, menor que 0mm. 
 
 
ANTEROPOSTERIOR 
 
• ESPAÇO LIVRE DE NANCE: 
somatório dos diâmetros mésio-
distais dos caninos e molares 
decíduos e seus sucessores 
permanentes que é de 1,8 na maxila e 
3,4 na mandíbula. 
 
 
 
 
 
 
• CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE: 
 
 
 
CLASSE I (cúspide mesiovestibular 
oclui no sulco mesiovestibular). 
 
CLASSE II (sulco mesiovestibular 
oclui distalmente a cúspide 
mesiovestibular, se for: 
 
Þ DIVISÃO 1 – vertibularização 
dos incisivos; 
Þ DIVISÃO 2 – lingualização 
ou verticalização dos 
incisivos. 
Þ SUBDIVISÃO – de um lado 
classe I e do outro classe II) 
 
CLASSE III (sulco mesiovestibular 
oclui mesialmente a cúspide 
mesiovestibular). 
 
• MORDIDA CRUZADA ANTERIOR: é 
uma má oclusão caracterizada por um 
trespasse horizontal negativo, podendo 
envolver um ou mais dentes. 
 
TRANSVERSAL 
 
• MORDIDA CRUZADA POSTERIOR: 
arcada inferior cobre a arcada 
superior. Pode ser apenas um 
elemento dentário, vários ou uni e 
bilateralmente. 
 
VERTICAL 
 
• MORDIDA ABERTA ANTERIOR: falta 
de contato oclusal entre dentes 
superiores e inferiores no sentido 
VERTICAL, menor que 0mm 
(negativo). 
 
• SOBREMORDIDA PROFUNDA: é 
quando os dentes superiores cobrem 
os dentes inferiores quase na sua 
totalidade. 
 
 
 
INTRÍNSECOS OU LOCAIS 
• Próprio da cavidade oral 
• Controlável 
 
EXTRÍNSECOS OU GERAIS 
• Agem a distância. 
• Difícil controlar, com exceção dos 
hábitos. 
• Hereditariedade, deformidades 
congênitas, meio ambiente, hábitos, 
pressões anormais. 
 
OUTROS 
• Traumatismos dentários (MAIS 
FREQUENTE): causando perda 
prematura dos dentes, principalmente 
dentes anteriores e dos segundos 
molares decíduos (aqui é importante a 
utilização de um mantenedor de 
espaço). 
• Lesões de cáries 
 
 
 39. DENTÍSTICA E A ODONTOPEDIATRIA 
 
CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICA DOS 
DECÍDUOS 
 
• Os prismas de esmalte na região 
cervical direcionam-se para oclusal ou 
incisal. 
• A espessura de esmalte e dentina é 
menor 
• Apresenta-se menos calcificado 
• Apresenta menos estrutura dental 
• Cornos pulpares mais proeminentes 
 
CÁRIE 
 
• Para diferenciar cárie de fluorose deve-
se atentar a localidade da mancha 
branca (se a área é propícia a um 
acúmulo de placa) e o aspecto clínico 
da lesão. 
 
• CÁRIE ATIVA: rugosa, opaca, dentina 
pode estar amolecida. 
 
• CÁRIE INATIVA: lisa, brilhante, textura 
da dentina endurecida. 
 
CÁRIE DE MAMADEIRA 
 
 
 
• Também chamada de cárie de 
acometimento precoce. 
• Aspecto cárie rampante: afete grande 
número de superfícies em pouco 
tempo. 
• A prevalência no 1º ano de vida é alta. 
• Inicia-se nos incisivos superiores e 
depois para os primeiros molares. A 
característica mais marcante é a perda 
das coroas dos quatro incisivos 
superiores. 
 
SELANTES DE FOSSAS E FISSURAS 
 
• Os dentes mais indicados para 
selante são: primeiros e segundos 
molares permanentes e segundos 
molares decíduos entre o INÍCIO da 
erupção do dente atésua oclusão 
funcional. 
 
• Selante serve para prevenção e 
controle de lesões não cavitadas 
(terapêutico). 
 
• E quanto ao tipo de dente a ser selado, 
o critério de selamento está 
diretamente relacionado a 
macromorfologia oclusal. 
 
• Isolamento, limpeza prévia, 
condicionamento ácido, lavagem e 
secagem, aplicação do material, 
fotoativação, inspeção e avaliação 
oclusal. 
 
 
 
 
 
 
 
 CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO 
 
• CIV possui grande similaridade com a 
estrutura dental (biocompatibilidade). 
 
• DENTRE AS DIVERSAS 
VANTAGENS, UMA DELAS É SEU 
BAIXO coeficiente de expansão 
térmica linear e adere a alguns 
metais. 
 
• DENTRE AS DESVANTAGENS 
TEMOS: baixa resistência ao 
desgaste, a tração e ao cisalhamento, 
esteticamente é inferior as resinas 
compostas. 
 
CIV 1: CIMENTAÇÃO 
CIV 2: RESTAURAÇÃO 
CIV 3: FORRAMENTO OU BASE, 
SELANTE 
CIV 4: NÚCLEOS E 
RESTAURAÇÕES DEFINITIVAS 
OU FORRAMENTO E PROTEÇÃO 
PULPAR. 
 
• NÃO É RECOMENDADO para 
restaurações de grande destruição 
coronária devido sua baixa resistência 
ao desgaste, cisalhamento e tração. 
 
• A saliva pode promover o 
envelhecimento do CIV, modificando-o. 
Além disso, possui alta sensibilidade a 
umidade. 
 
• Coeficiente de expansão térmica 
mais próximo aos da estrutura 
dentária. Isso faz com que seu 
vedamento marginal seja adequado. 
 
• CONTRAINDICAÇÕES: regiões com 
muito esforço mastigatório, regiões 
estéticas, regiões de cúspides e 
grandes extensões vestibulares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ART 
 
• CIV de alta viscosidade 
• Mínima intervenção 
• Dispensa uso de anestesia, isolamento 
absoluto e instrumentos rotatórios. 
• Usa apenas instrumentos manuais. 
• Usado em lesões cariosas sem 
alteração pulpar irreversível, fístula, 
inflamação gengival não advinda de 
gengivite ou periodontite, mobilidade 
não compatível, necrose pulpar. Ou 
seja, não atende todas as 
necessidades do paciente. 
• Usado muito em comunidades 
MENOS favorecidas e indicado para 
serviço público ou privado. 
• É indicado também para bebês, 
pacientes especiais e geriátricos. 
 
 
RESINA COMPOSTA 
 
• Usada em restaurações diretas e 
indiretas. 
• As tipo FLOW NÃO são indicadas 
para regiões em que recebam cargas 
oclusais, mas podem ser usadas para 
pequenas lesões de cáries ou 
restaurações combinadas. 
• Constituídas por uma matriz orgânica, 
inorgânica e silano (agente de união). 
• Condicionamento ácido 35 a 37%. 
 
 
AMÁLGAMA E COROA DE AÇO 
 
• AMÁLGAMA: fácil manipulação, 
durabilidade, custo baixo e baixa 
sensibilidade. Não é adesivo e pode 
causar toxicidade. Em crianças, caso 
seja usado, o risco de cárie moderada 
ou crianças não cooperativas em que o 
controle da umidade seja difícil. 
Acabamento e polimento após 24 a 48 
horas. 
 
• COROA DE AÇO: 2x mais sucesso 
que o amálgama, são recomendadas 
para dentes tratados 
endodonticamente ou quando os pais 
não são colaboradores, ou em dentes 
muito quebrados, alto risco de cárie 
(muito recomendada), hipoplasia, 
dentes em supra ou infraoclusão para 
dar equilíbrio oclusal. São muito 
duráveis com tempo de sobrevivência 
até 40 meses. São mais caras. É um 
tipo de restauração provisória em 
primeiros molares permanentes com 
extensas lesões de cárie. 
 
 
 
 
 
 40. TÉCNICAS DE MANEJO 
ODONTOPEDIÁTRICO 
 
 
1) COMUNICAÇÃO VERBAL: 
dizer ao paciente o que será 
realizado em seu tratamento. 
 
2) COMUNICAÇÃO NÃO 
VERBAL: o contato, a postura, 
a expressão facial e a linguagem 
corporal para orientar o 
comportamento do paciente. 
 
 
3) DIZER-MOSTRAR-FAZER: 
envolve explicações verbais dos 
procedimentos, sendo feita em 
seguida uma demonstração 
visual e tátil. É indicada para 
todos os pacientes. 
 
4) CONTROLE DE VOZ: o volume 
e o tom de voz deverão ser 
adaptados conforme 
necessidade, de modo a 
influenciarem ou direcionarem o 
comportamento do paciente 
infantil. Contraindicada para 
pacientes com deficiência 
auditiva. 
 
 
5) REFORÇO POSITIVO: 
processo de motivação do 
comportamento positivo da 
criança através de elogios, 
gestos, expressão facial ou 
lembrancinhas. 
 
6) DISTRAÇÃO: tem o objetivo de 
desviar a atenção da criança. 
Podem ser utilizadas estratégias 
de manejo como músicas, 
vídeos e histórias ou conversar 
com a criança sobre outros 
assuntos. 
 
7) MODELO: utiliza vídeos ou 
outra criança para criar ao 
paciente novato a ter um padrão 
de comportamento positivo 
reduzindo prováveis 
sentimentos como medo, 
ansiedade. Mostra-se efetiva em 
crianças menores de 7 anos. 
 
8) MÃO-SOBRE-A-BOCA: técnica 
empregada na hora da birra, de 
choro incontrolável e ataques de 
ira do paciente infantil, quando 
for impossível manter um 
diálogo adequado com a 
criança, devendo ser 
empregada com o controle de 
voz. Não é recomendada. 
 
9) CONTENÇÃO FÍSICA: pode ser 
aplicada parcialmente ou 
totalmente dependendo do tipo 
de paciente infantil. Baseia-se 
em restringir fisicamente os 
movimentos do paciente 
utilizando cintos, mãos, fitas e 
envoltórios de tecido. É uma 
das últimas opções de escolha 
dos odontopediatras. Mais 
eficaz em menores de 3 anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anotações: 
_______________________
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______________________. 
 
SUMÁRIO 
41. Classificação de Black 
42. Princípios gerais do preparo cavitário 
43. Isolamento do campo operatório 
44. Amálgama dental 
45. Resina composta 
46. Flúor 
47. Lesões cervicais não cariosas 
 
41. CLASSIFICAÇÃO DE BLACK 
 
 
ETIOLÓGICA = Baseada em dentes 
susceptíveis à cárie, ou seja, áreas de difícil 
higienização. 
 
• CAVIDADES DE CICATRÍCULAS E 
FISSURAS: Cárie se propaga como 
dois cones unidos pela base. 
• CAVIDADES DE SUPERFÍCIE LISA: 
Cárie se propaga como dois cones 
interpostos. 
 
 
ARTIFICIAL = São cavidades divididas em 
classes que requerem a mesma técnica de 
instrumentalização. 
• CLASSE I: cavidades preparadas em 
regiões de má-coalescência de 
esmalte. 
Þ Oclusal de pré-molares e 
molares; 
Þ 2/3 oclusais da face 
vestibular dos molares 
inferiores; 
Þ 2/3 oclusais da face lingual 
de molares superiores; 
Þ Região de Tubérculo de 
Carabelli no 1º molar superior 
permanente; 
Þ Região de cíngulo, nas faces 
linguais dos dentes 
anteriores superiores. 
• CLASSE II: superfície lisa. 
Þ Cavidades preparadas nas faces 
proximais dos pré-molares e molares. 
 
 
CLASSE III: superfície lisa 
Þ Cavidades preparadas nas faces 
proximais dos incisivos e caninos, 
SEM remoção do ângulo incisal. 
CLASSE IV: superfície lisa. 
• Cavidades preparadas nas faces 
proximais dos incisivos e caninos, COM 
remoção e restauração do ângulo 
incisal. 
CLASSE V: superfície lisa 
• Cavidades preparadas no terço 
gengival, NÃO DE CICATRÍCULAS 
(cíngulos), das faces vestibular e 
lingual de todos os dentes. 
 
• OBJETIVO: visa conservar, ou seja, 
diminuir o desgaste do dente) 
• Dividido em classe 1 e 2 
CLASSE I 
 
TIPO 
PONTO 
TIPO 
RISCO 
TIPO 
OLHO DE 
COBRA 
TIPO SHOT 
GUN 
 
Pré-molares 
e molares 
quando 
apenas UM 
ponto do 
sulco 
principal foi 
atingido 
pela cárie. 
 
 
Pré-molares 
e molares 
quando 
apenas o 
SULCO 
PRINCIPAL 
foi atingido 
pela cárie. 
 
Pré-molares 
inferiores, 
quando a 
lesão NÃO 
atingiu as 
estruturas 
de reforço 
do esmalte 
e cristasmarginais. 
 
 
Tiro de 
espingarda. 
Molares 
inferiores. São 
mini cavidades 
nas superfícies 
oclusais dos 
molares. 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSE II: além do acesso direto, temos: 
 
SLOT 
VERTICAL 
SLOT 
HORIZONTAL 
TÚNEL 
 
Pré-molares 
superiores e 
inferiores, 
quando apenas 
uma face 
proximal cariada 
é incluída na 
preparação, 
SEM nenhum 
envolvimento da 
superfície 
oclusal. 
 
 
Utilizo essa 
técnica quando 
consigo 
enxergar a 
altura da lesão. 
Tem como 
vantagem uma 
melhor 
conservação da 
crista marginal. 
 
Pré-molares e 
molares, quando 
apenas a face 
proximal é 
envolvida, 
PRESERVANDO 
a crista marginal. 
 
Utilizo essa 
técnica se a 
oclusão estiver 
comprometida 
juntamente com a 
interproximal. 
Lesão oclusal 
grande. Indicação 
mais precisa. 
 
 
 
 
 
42. PRINCÍPIOS GERAIS DO PREPARO 
CAVITÁRIO 
 
 
• Toda área incluída no preparo 
cavitário (englobar todo tecido cariado 
e áreas susceptíveis à cárie). 
• Todo esmalte sem suporte dentinário 
deve ser removido ou, quando 
possível, apoiado sobre um material 
adesivo. 
• O ângulo cavo-superficial da cavidade 
deve ser estendido até encontrar uma 
estrutura dental sadia e o preparo 
possibilitar um bom acabamento de 
margem na restauração. 
• A forma de propagação da cárie 
também deve ser incluída. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• As paredes circundantes da caixa 
oclusal devem ser paralelas entre si e 
perpendiculares à parede pulpar 
(BLACK). 
 
• Paredes pulpar e gengival devem ser 
planas, paralelas entre si e 
perpendiculares ao eixo longitudinal do 
dente, pois possibilitam melhor 
distribuição dos esforços mastigatórios 
(BLACK). 
 
 
• Atualmente, o estabelecimento de 
paredes circundantes da caixa oclusal 
paralelas entre si proporciona bordas 
de restauração insuficiente para 
suportar as cargas mastigatórias. 
 
• O ideal seria, no caso de dentes com 
grau de inclinação acentuado das 
vertentes de cúspide, confeccionar 
paredes circundantes convergentes 
para oclusal, para permitir maior 
volume de borda para restauração. 
 
 
• As paredes vestibular e lingual da caixa 
proximal, em cavidades para 
amalgama, também devem ser 
convergentes para oclusal, pois além 
de proporcional uma forma auto 
retentiva à caixa proximal, essa 
convergência preserva maior 
quantidade de tecido da crista marginal 
e expõe em menor grau a restauração 
às forças mastigatórias. 
 
• Vistas por oclusal, as paredes 
vestibular e lingual da caixa proximal 
devem formar um ângulo de 90° com a 
superfície externa do dente a fim de 
acompanham a inclinação dos prismas 
de esmalte, o que é obtido por 
vestibular pela Curva Reversa de 
Hollemback. Do lado lingual, essa 
curva frequentemente é 
desnecessária. 
 
• O material restaurador deve estar 
sempre apoiado em dentina, assim 
também como o esmalte, pois os 
prismas de esmalte sem suporte 
dentinário podem fraturar sob a ação 
dos esforços mastigatórios. Esse 
suporte dentinário pode ser substituído 
por materiais adesivos e depois 
protegida por material restaurador. 
 
• A profundidade da cavidade deve ser 
adequada de modo a permitir uma 
espessura mínima de material, para 
evitar fraturas no corpo da 
restauração. 
 
• O ângulo áxio-pulpar deverá ser 
arredondado, para diminuir a 
concentração de esforços capazes de 
influir na fratura do material 
restaurador. 
 
 
 
 
• Todos os princípios que regem a forma 
de resistência também são válidos para 
a forma de retenção. 
 
• A forma de retenção é conseguida por: 
Retenções adicionais, retenção por 
atrito do material restaurador com as 
paredes do preparo cavitário e adesão 
química proporcionada pelos materiais 
adesivos. 
 
 
• A finalidade da forma de retenção é 
evitar o deslocamento da 
restauração, seja por forças 
mastigatórias, tração por alimento 
pegajoso, seja por diferença de 
coeficiência térmica entre o material 
restaurador e a estrutura dentária. 
 
 
 
• Tem a finalidade de possibilitar a 
instrumentação adequada e a 
inserção do material na cavidade. 
 
• Depende das propriedades do material 
restaurador, dos métodos empregados, 
da localização e extensão da lesão. 
• Para restaurações de dentes 
anteriores: isolamento absoluto, 
separação dos dentes. São formas de 
conveniência para obter controle da 
saliva ou sangramento gengival, serve 
também para melhor visibilidade e 
acesso ao campo operatório. 
 
• O acesso sempre deve ser feito por 
lingual, caso haja necessidade de 
extensão da cavidade, por motivos 
estéticos. 
 
 
• Nos casos de cárie incipiente em 
cavidades de classe ll, o acesso para 
instrumentação da caixa proximal por 
meio das faces oclusal ou vestibular, 
mesmo que não estejam cariadas, é 
considerada uma forma de 
conveniência. 
 
• Pré-molares inferiores, há uma 
exceção na preparação da parede 
pulpar, que ao invés de ser plana, 
deverá sofrer uma inclinação, por conta 
da desproporcionalidade dos cornos 
pulpares. Evita exposição pulpar e 
preserva a estrutura dentária. 
 
 
 
• Quando a cárie é incipiente, a remoção 
da dentina cariada é concomitante com 
as outras fases do preparo cavitário. 
 
• Contudo, se permanecer cárie após as 
fases prévias, somente essa porção 
cariada deve ser removida, o que 
ocasionará uma depressão no 
assoalho cavitário, que deverá ser 
preenchido com uma base protetora 
adequada até atingir o nível da parede 
de fundo, o que possibilita uma 
distribuição uniforme das forças que 
incidem sobre a restauração. 
 
 
• Quando a cárie for muito extensa e 
profunda, a remoção deverá ser feita 
antes da delimitação da forma de 
contorno. 
 
 
 
 
ÁREA DE DENTINA 
AFETADA 
ÁREA DE DENTINA 
INFECTADA 
Dentina 
desmineralizada, mas 
não infectada. 
Dentina invadida por 
microrganismos. 
Pode ser preservada 
no ato operatório. 
Deve ser removida. 
 
 
 
• A finalidade do acabamento das 
paredes de esmalte é promover a 
remoção das irregularidades e 
prismas de esmalte sem suporte 
deixados pela instrumentação inicial. 
 
• As paredes de esmalte são alisadas e 
o ângulo cavo-superficial recebe 
tratamento de acordo com o material 
restaurador empregado. 
 
• Esse acabamento pode ser realizado 
com instrumentos cortantes manuais 
ou com instrumentos rotatórios, como 
brocas multilaminadas, discos, pontas 
diamantadas e pedras montadas para 
acabamento. 
 
 
• Baseado no princípio de que todo 
dente, antes de ser restaurado, deve 
estar devidamente limpo e seco. 
 
• A finalidade é remoção de detritos 
deixados durante o preparo cavitário 
(smear layer). 
 
• O procedimento usual para efetuar 
limpeza da cavidade é o emprego de 
jatos de água e ar (remove apenas 
partículas maiores). 
 
• A solução de hidróxido de cálcio 
satisfaz melhor os requisitos como 
agente de limpeza, principalmente pelo 
aspecto de compatibilidade biológica. 
 
• Ácidos fortes para limpeza são muito 
efetivos, porém deve-se ter cuidados 
quanto ao seu uso. 
 
 
A INTERFERÊNCIA DO SMEAR LAYER NO 
PREPARO CAVITÁRIO 
Obliterar os canalículos dentinários; 
Interferir na adaptação do material restaurador; 
Favorece a infiltração marginal em níveis mais 
acentuados, o que contribui para inflamação 
pulpar (penetração de microrganismos); 
 
 
 
43. ISOLAMENTO DO CAMPO 
OPERATÓRIO 
 
 
 
• Normalmente usa-se algodão nas 
áreas mais susceptíveis a saída de 
saliva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBJETIVO: é o único meio de se conseguir 
um campo operatório totalmente livre de 
umidade. 
 
VANTAGENS 
 
• Retração e proteção dos tecidos 
moles; 
• Melhor acesso e visibilidade; 
• Condições adequadas para inserção 
dos materiais; 
• Auxilia no controle de infecção; 
• Redução do tempo de trabalho; 
• Trabalho em condições assépticas; 
• Proteção para o paciente e 
profissional. 
 
INDICAÇÕES 
 
• Procedimentos restauradores diretos; 
• Fixação de elementos protéticos com 
cimentos adesivos; 
•Acabamento e polimento de 
restaurações. 
 
PERFURADOR DE DIQUE 
 
• ORIFÍCIO 1 (MAIOR) = Molar que irá 
receber o grampo. 
• ORIFÍCIO 2 = Molares. 
• ORIFÍCIO 3 = Caninos e pré-molares 
(superiores e inferiores). 
• ORIFÍCIO 4 = Incisivos superiores 
(centrais e laterais) 
• ORIFÍCIO 5 (MENOR) = Incisivos 
inferiores (centrais e laterais). 
 
GRAMPOS REGULARES: 
 
• 200 a 205 = Molares; 
• 206 a 209 = Pré-molares; 
• 210 a 212 = Anteriores. 
GRAMPOS ESPECIAIS 
 
• W8A e 14A = Molares parcialmente 
erupcionados. 
• 26 e 28 = Molares com pouca 
retenção. 
• 212 = Retração gengival em classe V. 
 
GODIVA 
 
• Material anelástico indicado para 
estabilização adicional dos grampos. 
 
 
PREPARAÇÃO DA BORRACHA: 
 
• Incluir o maior número de dentes 
possíveis. 
 
• DENTES POSTERIORES: Dois dentes 
a distal e os demais para a mesial até o 
canino do lado oposto. 
 
• DENTES ANTERIORES: Pré-molar a 
pré-molar do dente oposto ou se 
possível de canino a canino. 
 
 
 
CONDIÇÕES QUE DETERMINAM O 
ESPAÇO E A RELAÇÃO ENTRE OS 
ORIFÍCIOS: 
 
• O espaço entre os orifícios deve ser 
igual a distância entre os eixos 
longitudinais dos dentes, visando 
sempre o tamanho dos dentes, altura 
da papila gengival, disposição do dente 
no arco, localização da cavidade, 
ausência de dentes, presença de 
diastemas. 
 
 
MÉTODO DE MARCAÇÃO NA BOCA: 
 
• Centro das incisais e das oclusais dos 
dentes anteriores e posteriores. 
 
 
TESTES PRÉVIOS ANTES DE LEVAR O 
DIQUE A BOCA: 
 
• Teste do grampo; 
• Teste de contato proximal com o fio 
dental. 
 
 
 
 
SEQUÊNCIA PARA COLOCAÇÃO DO 
DIQUE DE BORRACHA: 
 
1. Seleção da borracha; 
2. Seleção do grampo; 
3. Marcação dos orifícios na borracha; 
4. Perfuração e lubrificação da borracha; 
5. Colocação do grampo no lençol da 
borracha; 
6. Colocação do grampo no dente; 
7. Liberação da borracha nas asas do 
grampo; 
8. Passagem da borracha pelos espaços 
interproximais; 
9. Inversão da borracha com fio dental. 
 
 
44. AMÁLGAMA DENTAL 
 
 
LIGA METÁLICA é definida como sendo um 
material formado por moléculas de dois ou 
mais metais, miscíveis entre si no estado 
líquido, e que permanecem misturados de 
forma homogenia quando solidificados. 
 
AMÁLGAMA é a denominação dada a 
qualquer liga metálica em que um dos 
componentes seja o mercúrio. 
 
AMALGAMAÇÃO é o ato de produzir a 
mistura de componentes metálicos sólidos 
com o mercúrio. 
 
FÓRMULA DE BLACK 
• PRATA (Ag) – 65% 
• Estanho (Sn) – 30% 
• Cobre (Cu) – 5% 
• Zinco (Zn) – 1% 
• MERCÚRIO (Hg) 
 
1) Mistura dos componentes e fundição 
para obtenção do linguote; 
2) Aquecimento e resfriamento para 
melhoria das propriedades físicas para 
homogeneização; 
3) Corte do linguote em partículas finas para 
pulverização; 
4) Redução das tensões de corte, moagem 
e padronização em 100 graus para 
envelhecimento. 
 
 
PRATA = Confere dureza, retarda a perda do 
brilho, aumenta a resistência mecânica, 
aumenta expansão e reduz a oxidação, 
diminui o escoamento. 
 
ESTANHO = Facilita amalgamação, reduz a 
dureza, reduz a resistência mecânica, diminui 
a expansão, maior tempo de cristalização e 
aumenta o escoamento. 
 
COBRE = Aumenta a dureza, menor 
resistência de corrosão, substituição da prata, 
aumenta a expansão, aumenta a resistência, 
diminui o escoamento e até 6% para Black. 
 
ZINCO = Ponto de fusão mais baixo, 
antioxidante, provoca expansão na presença 
de umidade, oxida e direciona-se para 
periferia formando óxido de zinco na parede. 
 
LIGAS CONVENCIONAIS = São as que 
apresentam no máximo 6% de cobre 
independentemente do percentual dos outros 
componentes. Mais baratas do mercado. 
 
LIGAS COM ALTO TEOR DE COBRE = 
Menor quantidade de prata e maior 
quantidade de cobre. 
 
 
LIMALHA = Ocorre em fase única, muito 
irregular, acabamento ruim; 
 
ESFEROIDAL = Ocorre em fase única, muito 
regular, ótimo polimento, acomoda bem na 
superfície, mas possui pouca resistência. 
 
DISPERSA = É a junção da limalha (70%) 
mais a esferoidal (30%), melhor resistência e 
acabamento. 
 
 
CONVENCIONAIS 
• Corrosão (perda de brilho): os óxidos 
de estanho são insolúveis na cavidade 
bucal. 
• Oxidação (degradação marginal). 
• Acréscimo no percentual de cobre 
de 6% para 13% (alto teor de cobre). 
• Compensa na diminuição da prata. 
ALTO TEOR DE COBRE EUTÉTICA 
• Ligas em que a prata e o cobre, 
eventualmente o estanho, estão na 
mesma partícula de forma esferoidal. 
• Funde em menos tempo porque tenho 
a diminuição da prata. 
 
ALTO TEOR DE COBRE 
• Menor oxidação; 
• Menor corrosão; 
• Menor degradação marginal; 
• Permanência do brilho: os óxidos de 
cobre são solúveis na cavidade bucal. 
 
 
• Quando aumento a quantidade de 
cobre, elimino a fase gama 2; 
• Nas ligas enriquecidas de cobre tenho 
a formação da fase ETA, aumento da 
fase gama 1 e eliminação da gama 2; 
• Posso até 30% de teor de cobre; 
• Quanto mais cobre, menos preciso de 
zinco porque não oxida; 
• A fase gama 2 ocorre em amálgama 
convencional, ela é responsável por 
diminuir a resistência do amálgama. 
• A fase ETA significa que houve total 
eliminação da gama 2 e que tenho 7 
dias para polir o amálgama. 
 
 
• Nas ligas atomizadas, o cobre e o 
estanho recebem um tratamento 
chamado atomização de superfície; 
• Mistura dos metais a vapor e em maior 
velocidade; 
• Selamento marginal; 
• Resistência suficiente a fratura; 
• Sem fase gama 2; 
• Menor custo. 
 
• O excesso de mercúrio reduz a 
resistência à fratura; 
• O excesso de mercúrio implica em 
aumento do índice de escoamento; 
• Ligas convencionais apresentam maior 
expansão de cristalização do que as de 
alto teor de cobre. 
• Resistência ao desgaste; 
• Longevidade clínica; 
• Facilidade técnica; 
• Selamento marginal; 
• Baixo custo. 
 
SEQUÊNCIA DO TRABALHO COM 
AMÁLGAMA 
 
PROPORÇÃO LIGA MERCÚRIO 
AMALGAMAÇÃO / TRITURAÇÃO 
HOMOGENEIZAÇÃO 
REMOÇÃO DE EXCESSO DE MERCÚRIO 
CONDENSAÇÃO 
ESCULTURA 
ACABAMENTO E POLIMENTO 
 
 
CONDENSAÇÃO: As porções devem ser 
colocadas em um tempo nunca superior a 3 
minutos. É necessário condensar porque além 
de preencher, compacta, melhora adaptação 
e diminui o mercúrio. 
 
TEMPO DE CRISTALIZAÇÃO: É durante 
esta fase que devemos condensar e esculpir 
o amálgama. É o tempo que decorre após a 
mistura dos componentes até o enrijecimento 
parcial da massa restauradora. 
 
 
44. RESINA COMPOSTA 
 
CARGAS ORGÂNICAS 
 
• BIS-GMA E UDMA: alto peso 
molecular, menor contração de 
polimerização, limitada, viscoso. 
• BIS-EMA: ajuda a reduzir a contração 
de polimerização. 
• TEGMA: é um diluente que aumenta 
contração de polimerização, fluido. 
• HIDROQUINONA: inibidor de 
polimerização (até 0,1%). 
 
CARGAS INORGÂNICAS 
 
• EXEMPLOS: quartzo, sílica, zircônia, 
outros. 
• CARACTERÍSTICAS: inertes a 
polimerização, reduz a quantidade de 
carga orgânica, diminui a contração de 
polimerização, aumenta resistência 
ao desgaste. 
CLASSIFICAÇÃO 
 
 
 
• MACROPARTÍCULAS (15 a 100 um): 
ruim de polir, boa resistência. 
 
• MICROPARTÍCULADAS (0,04um): 
melhor índice de polimento, dentes 
anteriores, baixa resistência. 
 
• HÍBRIDAS (0,2 a 6um): bom 
polimento, melhor para dentes 
posteriores, mas também atende 
anteriores, radiopacidade. 
 
• NANOPARTÍCULAS (20 a 75nm): uso 
universal, boa resistência, bom 
polimento, translucidez, retém brilho. 
 
• NANOHÍBRIDAS: usada para dentes 
anteriores e posteriores. 
 
• SILORANOS: resinas com baixa 
contração de polimerização, boa 
resistência, dentes posteriores. 
 
PROPRIEDADES 
 
• Baixa resistência a abrasão; 
• Lisura superficial; 
• Infiltração marginal; 
• Expansão higroscópica; 
• Radiopacidade; 
• Estabilidade de cor. 
 
POLIMERIZAÇÃO 
 
 
 
• OCORRE POR: adição. 
• ETAPAS: indução, propagação, 
transferência de cadeia e terminação. 
• FOTOINICIADOR: canforoquinona.• QUÍMICO: oxigênio, converte mais. 
• FOTOATIVADO: amina alifática, 
estabiliza cor. 
 
 
 
OUTRAS CARACTERÍSTICAS 
 
• É necessário um menor fator C 
• Menor módulo de elasticidade 
• Técnica mais sensível e difícil para o 
operador. 
 
44. FLÚOR 
 
• Grupo dos HALOGÊNIOS; 
• Elemento mais eletronegativo, alta 
reatividade e instável; 
• Efeito cumulativo; 
• Ação primária de remineralização; 
• Jovens em fase de crescimento tem 
MAIOR capacidade de RETENÇÃO 
de flúor, por isso excretam menos. 
• A concentração de flúor nos dentes 
permanentes é MAIOR que nos 
decíduos; 
• Níveis adequados de flúor nos 
dentifrícios é de 1000 a 1500ppm, fazer 
uso desde o nascimento do primeiro 
dentinho. 
 
 
AGUDA 
 
• LETAL: 32 a 64 mg 
• TOLERÁVEL: 8 a 16 mg 
• PROVAVELMENTE TÓXICA: 5 mg ou 
em menores de 6 anos 0,5 mg. 
 
CRÔNICA 
 
• RECOMENDAÇÃO NA ÁGUA: 0,7 a 
1,2. 
• BRASIL ADOTA: 0,8. 
• Pode causar fluorose. 
 
 
• Mais frequente em dente 
PERMANENTE; 
• Apresenta hipomineralização e elevada 
porosidade; 
• Mais comum em pré-molares e 2º´s 
molares; 
• Podem se tornar acastanhadas, linhas 
brancas horizontais, opacas, 
irregulares, bilateralidade, simetria. 
 
 
MAIS USADOS: gel acidulado 1,23% (não 
usar em pacientes com muitas restaurações) 
e o gel fluoreto de sódio 2%. 
 
VERNIZ FLUORETADO: alto risco, libera 
etanol, tolera água. 
 
COMPOSTOS NOS DENTIFRÍCIOS: 
monofluorfosfato de sódio + carbonato de 
cálcio ou fluoreto de sódio + sílica. 
 
47. LESÕES CERVICAIS NÃO CARIOSAS 
A erosão dental é um processo em que o 
esmalte dos dentes é desgastado devido à 
ação de ácidos. Esses ácidos podem ser 
provenientes de alimentos ácidos, bebidas 
carbonatadas, sucos cítricos ou mesmo 
ácidos estomacais devido a condições como 
refluxo gastroesofágico. Com o tempo, a 
exposição frequente a esses ácidos pode 
enfraquecer o esmalte, levando à 
sensibilidade, perda de estrutura dental e 
aumento do risco de cáries. 
 
A abrasão dental refere-se ao desgaste do 
esmalte dentário devido ao atrito mecânico 
causado por escovação excessivamente 
agressiva, uso incorreto de palitos dentais ou 
escovas de cerdas duras. Esse desgaste pode 
levar à sensibilidade dentária, à exposição da 
dentina subjacente e à formação de sulcos 
nos dentes. 
 
A atrição dental ocorre quando há desgaste do 
esmalte dentário devido à ação de forças de 
mastigação e oclusão (fechamento da 
mandíbula). Esse desgaste é resultado do 
contato natural entre os dentes superiores e 
inferiores durante a mastigação e pode ser 
acelerado por condições como ranger de 
dentes (bruxismo). Com o tempo, a atrição 
dental pode causar perda de altura dos dentes 
e desgaste irregular. 
 
A abfração dental é um tipo específico de 
desgaste dentário que ocorre na junção entre 
o esmalte e a dentina, na região próxima à 
gengiva. Geralmente é causada por forças de 
flexão que ocorrem durante a mastigação e 
oclusão, levando à formação de pequenas 
trincas ou fraturas nessa região. A abfração 
pode ser exacerbada por hábitos de 
mastigação inadequados e bruxismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anotações: 
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______________________. 
 
SUMÁRIO 
48. Anatomia do periodonto 
49. Classificação antiga da periodontite 
50. Instrumentais na periodontia 
51. Aspectos clínicos periodontais 
52. Nova classificação das doenças gengivais 
 
47. ANATOMIA DO PERIODONTO 
 
 
 
 
ORIGEM ECTODERME: gengiva. 
 
ORIGEM ECTOMESENQUIMAL: cemento, 
ligamento periodontal e osso alveolar (e sua 
parede principal também). 
 
MUCOSA MASTIGATÓRIA: gengiva e palato 
duro. 
 
MUCOSA DE REVESTIMENTO: mucosa 
jugal, mucosa alveolar. 
 
MUCOSA ESPECIALIZADA: língua. 
 
 
 
 
EPITÉLIO ORAL: 0,2 a 0,3mm de espessura, 
escamoso estratificado queratinizado 
(paraqueratinizado – restos de núcleo). 
Epitélio da gengiva inserida. 
 
CAMADAS DO EPITÉLIO ORAL: camada 
córnea (queratina pura), granulosa 
(proteínas prontas dentro das vesículas), 
espinhosa (renovável e produz proteínas), 
basal (quase indiferenciada). Aliás, um 
ceratócito demora cerca de 1 mês para 
alcançar a superfície externa do epitélio, de 
onde é descamado pela camada córnea. 
 
CÉLULAS DO EPITÉLIO ORAL: 
melanócitos, células de Langherans 
(mecanismo de defesa), células de Merkel 
(função sensorial), células inflamatórias. 
 
EPITÉLIO DO SULCO (0,5MM): reveste o 
sulco gengival. Escamoso estratificado não 
queratinizado fino e sem cristas epiteliais. 
 
EPITÉLIO JUNCIONAL (1MM): escamoso 
estratificado não queratinizado em forma de 
colar. Aderido na superfície dental por meio de 
uma lâmina basal interna (possui 
hemidesmossomos) e aderido ao tecido 
conjuntivo por uma lâmina basal externa. É 
originário do epitélio reduzido do esmalte. Fica 
junto ao dente, mas não inserido. 
 
TECIDO CONJUNTIVO: fibras colágenas 
(60%), fibroblastos (5%), vasos e nervos 
(35%) que estão envolvidos em uma 
substância fundamental amorfa. 
 
CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO: 
fibroblastos, mastócitos (produção de 
determinados componentes da matriz), 
macrófagos (fagocitose e síntese de tecido), 
células inflamatórias (neutrófilos, linfócitos, 
plasmócitos). 
 
FIBRAS DO TECIDO CONJUNTIVO: fibras 
colágenas (predomina na gengiva), fibras 
oxitalânicas (escassas na gengiva e 
numerosa no ligamento periodontal), fibras 
reticulares (circunda os vasos sanguíneos), 
fibras elásticas (apenas estão em 
associação com os vasos sanguíneos). 
 
 
 
FIBRAS GENGIVAIS: fibras circulares 
(circundam o pescoço do dente), fibras 
dentogengivais, fibras dentoperiósteas, 
fibras transeptais (vai de um dente para o 
outro). Essas fibras são banhadas pelo ácido 
hialurônico – substância fundamental 
amorfa. 
 
 
 
LIGAMENTO PERIODONTAL: tecido 
conjuntivo frouxo. Forma de ampulheta. 
Fibras de Sharpey são fibras colágenas 
inseridas no osso e no cemento. A camada 
óssea na qual estão inseridos os feixes de 
fibras de Sharpey é chamada de osso 
fasciculado. 
 
FIBRAS DO LIGAMENTO PERIODONTAL: 
fibras da crista alveolar, fibras horizontais, 
fibras oblíquas (predominante, no sentido da 
intrusão dentária, possuem memória elástica), 
fibras apicais. 
 
 
 
 
 
 
CÉLULAS DO LIGAMENTO 
PERIODONTAL: fibroblastos, osteoblastos, 
cementoblastos, osteoclastos, fibras nervosas 
e restos epiteliais de Malassez. 
 
CEMENTO: não sofre remodelação nem 
reabsorção, porém se forma ao longo da vida. 
Formado principalmente de hidroxiapatita. Ele 
insere as fibras do ligamento periodontal na 
raiz e contribui para o processo de reparo 
após danos à superfície radicular. 
 
CEMENTO ACELULAR: fibrasextrínsecas 
(fibroblastos) – porção coronária. 
 
CEMENTO CELULAR: estratificado de fibras 
mistas (fibroblastos e cementoblastos) – terço 
apical e área de furca. 
 
PROCESSO ALVEOLAR: formam os 
alvéolos dos dentes e dão suporte a esses 
alvéolos. Osso esponjoso, osso trabeculado. 
Ocupa a maior parte dos septos interdentais, 
mas em pequena quantidade nas lâminas 
vestibular e palatina. Na maxila tenho mais 
osso trabeculado. 
 
OSSO ALVEOLAR PROPRIAMENTE DITO: 
osso cortical, osso compacto, lâmina dura. 
Reveste as paredes dos alvéolos. É formado 
por lamelas (células que no meio que produz 
osso em volta dela). 
 
CANAIS DE VOLKMANN (HORIZONTAIS): 
são canais microscópicos que perfura o osso 
compacto, são perpendiculares aos canais de 
havers, e são um dos componentes do 
sistema de haversian. Podem transportar 
pequenas artérias em todo o osso. 
 
CANAL DE HARVER (VERTICAIS): canais 
pelos quais passam vasos sanguíneos, 
linfáticos e fibras nervosas. Estão no interior 
das lamelas e se comunica entre os 
osteócitos. 
 
SUPRIMENTO SANGUÍNEO DO 
PERIODONTO: artéria dentária emite a 
artéria intrasseptal antes de penetrar no 
alvéolo. Os ramos terminais da artéria 
intrasseptal penetram no osso alveolar 
propriamente dito pelos canais em todos os 
níveis do alvéolo através dos canais de 
Volkmann. 
 
SUPRIMENTO SANGUÍNEO DA GENGIVA: 
vasos sanguíneos supraperiosteais. 
Anamostose com os vasos sanguíneos do 
osso alveolar e do ligamento periodontal. 
 
 
 
48. CLASSIFICAÇÃO ANTIGA DA 
PERIODONTITE 
 
 
 
• Mais prevalente em adultos e 
síndrome de down (logo após a 
puberdade), mas também pode ser em 
crianças e adolescentes; 
• Causado pelo acúmulo de placa 
bacteriana e cálculo e do mecanismo 
de defesa do indivíduo; 
• Progressão contínua, lenta à 
moderada, em que qualquer fase pode 
sofrer exacerbação aguda localizada 
(hipótese de explosão); 
• Lesões sem tratamento sofrerão 
evolução; 
• Não afeta todos os dentes igualmente; 
• A quantidade de destruição periodontal 
é proporcional à higiene bucal ou ao 
índice de placa. 
• Fatores predisponentes como fumo, 
estresse, diabetes, entre outros, 
também podem favorecer a doença; 
 
PERIODONTITE CRÔNICA 
LOCALIZADA 
(menos que 30%) 
 
PERIODONTITE CRÔNICA 
GENERALIZADA 
(excede 30%). 
 
 
 
 
• Rápida taxa de progressão (aguda); 
• Ausência de grandes acúmulos de 
placa e cálculo; 
• Traço genético; 
• Não há dor; 
• Prevalência maior em jovens, mas 
pode ocorrer em qualquer idade; 
• Destruição severa dos tecidos de 
inserção periodontal numa idade 
jovem. 
 
PERIODONTITE AGRESSIVA 
LOCALIZADA 
 (acometimento circumpuberal, 
envolve os 1º molares ou incisivos) 
 
PERIODONTITE AGRESSIVA 
GENERALIZADA 
 (envolve 1º molares ou incisivos e 
pelo menos outros 2 dentes) 
 
 
 
 
 Papila ulcerada e necrosada 
recoberta por uma pseudomembrana 
branco-amarelada ou acinzentada; 
 Papila em cratera com sangramento 
provocado ou espontâneo, dor, odor 
fétido e gosto metálico na boca; 
 Pode ser acompanhado com febre, 
mal-estar e linfadenopatia; 
 Etiologia bacteriana e fatores 
predisponentes como estresse, 
tabagismo, imunossupressão; 
 A Periodontite Ulcerativa Necrosante 
está associada também ao HIV. 
GENGIVITE ULCERATIVA 
NECROSANTE 
 (sem perda de inserção) 
 
PERIODONTITE ULCERATIVA 
NECROSANTE 
 (com perda de inserção) 
 
 
 
 
49. INSTRUMENTAIS DE PERIODONTIA 
 
 
 
RASPAGEM: é a instrumentação da coroa e 
das superfícies radiculares para remoção de 
biofilme dental, cálculo e manchas destas 
superfícies. 
 
ALISAMENTO RADICULAR: é o 
procedimento que visa remover cemento e/ou 
dentina rugosos, impregnados por biofilme ou 
cálculo ou contaminados por toxinas 
e microrganismos. 
 
OBJETIVOS DA RACR 
• Eliminar o biofilme dental e o cálculo; 
• Remover o cemento contaminado; 
• Promover uma superfície radicular 
limpa, lisa e resistente. 
. 
PASSOS PRELIMINARES 
• Minucioso exame clínico e 
radiográfico; 
• Diagnóstico Planejamento. 
 
 
 
 
• AVERIGUAÇÃO: Espelho clínico, 
Pinça clínica, Sonda periodontal, 
Sonda Nabers, Pinça de Miller, Papel 
Carbono; 
• Raspagem; 
• Cirúrgicos. 
 
FUNÇÕES DAS SONDAS PERIODONTAIS 
 
• Avaliar a profundidade do sulco ou 
bolsa periodontal; 
• Avaliar o sangramento à sondagem; 
• Avaliar a largura de gengiva inserida; 
• Medir recessões gengivais; 
• Detectar e medir lesões de furca. 
. 
TIPOS DE SONDAS PERIODONTAIS 
 
• SONDA PERIODONTAL 
CONVENCIONAL: marcações 
milimetradas, ponta ativa arredondada 
ou achatada, diâmetro fino, diferentes 
marcações; 
 
• SONDA DE NABERS (ÁREAS DE 
FURCA): Ponta ativa curva, ponta 
romba, pode ou não conter marcas 
calibradas. 
 
SONDAGEM 
 
• Empunhadura; 
• Apoio; 
• Pressão. 
 
OUTRAS FUNÇÕES DOS INSTRUMENTOS 
EXPLORADORES 
 
• Detectar cálculos e irregularidades na 
superfície radicular; 
• Avaliar a dimensão das bolsas, 
• Avaliar resultados da instrumentação 
radicular. 
 
INSTRUMENTOS DE RASPAGEM 
 
• Instrumentos manuais; 
• Instrumentos sônicos, 
• Instrumentos ultrassônicos. 
 
 
 
REQUISITOS PARA UMA BOA RACR 
 
• Tipo do instrumental; 
• Afiação do instrumental; 
• Habilidade profissional; 
• Indicação correta do instrumental. 
 
VANTAGENS DOS INSTRUMENTOS 
MANUAIS 
 
• Podem ser utilizados em qualquer 
situação que requeira raspagem. 
• Eficientes na remoção de placa 
bacteriana e cálculo. 
• Melhor sensibilidade tátil. 
• Apresentam várias formas e 
variações. 
 
DESVANTAGENS DOS INSTRUMENTOS 
MANUAIS 
 
• Necessidade de afiação; 
• Maior fadiga ao profissional; 
• Maior desconforto ao paciente; 
• Produz maior hipersensibilidade 
dentinária. 
 
INSTRUMENTOS MANUAIS DE 
RASPAGEM 
 
• Curetas 
• Foices 
• Limas 
• Cinzéis 
• Enxadas 
 
REQUISITOS DOS INSTRUMENTOS 
 
• Delicado 
• Tamanho confortável 
• Forma adequada 
• Leve 
• Número ideal 
• Rígido Fácil de afiar 
• Posição da lâmina 
 
 
INSTRUMENTAL COMPOSTOS DE TRÊS 
PARTES 
 
• CABO: Leve, diâmetro relativamente 
espesso, gravação do número, marca e 
tipo; 
• HASTE: Através de suas angulações, 
determina o local de uso de cada 
instrumento não deve ser muito 
longo não deve ser muito flexível. O 
comprimento varia de acordo com: 
tamanho da coroa do dente 
profundidade da bolsa periodontal 
região a ser instrumentada; 
• LÂMINA: Dá o nome ao instrumento 
deve ser relativamente estreita, 
delicada. 
 
CURETAS DE GRACEY - ÁREAS 
ESPECÍFICAS: 
5-6: todos os dentes, com indicação 
precisa até PM 
7-8: faces livres de PM e M 
9-10: faces livres de molares 
11-12: mesial de posteriores 
13-14: distal de posteriores 
 
CURETAS UNIVERSAIS - MCCALL: 
13-14: anteriores, geralmente 
17-18: posteriores, geralmente 
 
 
 
 
 
 
1) Empunhadura da cureta: Forma de 
caneta modificada; 
 
2) Determinação do ângulo de corte: 
Nas Curetas de Gracey temos a borda 
cortante de maior curvatura e a borda 
cortante inferior; 
 
3) Determinação do ponto de apoio: 
O mais próximo possível da área de 
trabalho. Superfície estável. Estrutura 
sólida; 
 
4) Determinação do ângulo de 
trabalho: Maior que 45 graus e menor 
que 90 graus; 
 
5) Movimentos de raspagem: 
- Sentido: tração; 
-Direção: vertical / horizontal / obliqua; 
- Pressão lateral: firme; 
-Amplitude: movimentos curtos e 
sobrepostos. 
 
6) Movimentos de alisamento: 
- Sentido: tração; 
-Direção: vertical / horizontal / obliqua; 
- Pressão lateral: de leve a moderada; 
- Amplitude: movimentos mais amplos 
e longos. 
 
 
FOICES 
 
• Corte transversal triangular; 
• Dorso agudo e afilado; 
• Apresenta dois ângulos de corte retos; 
• Extremidade ativa pontiaguda; 
 
LIMAS 
 
• Série de bordas cortantes alinhadas 
em uma única base; 
• Raspagem supra e sub gengival; 
• Regiões de furca; 
• Dificuldade de afiação; 
 
 
 
 
ENXADAS 
 
• Instrumento de lâmina única situada 
em um ângulo de 990a 1000 em 
relação a sua haste terminal; 
• Raspagem de todas as faces Jogo de 4 
instrumentais; 
• Pontas simples ou duplas; 
• Raspagem de grandes massas de 
cálculo supra e sub gengival em 
regiões de fácil acesso; 
• Raspagem apenas com movimento de 
tração. 
 
CINZÉIS 
 
• Instrumento com borda cortante única 
e reta, lâmina continua à haste, ponta 
em 45 graus. 
 
TEXTURA DA SUPERFÍCIE RADICULAR 
 
• Curetas e foices produziram maior 
alisamento radicular quando 
comparadas com enxadas e limas; 
• Alisamento com curetas após a 
raspagem com limas reduziu 
significativamente a rugosidade 
superficial. 
 
 
CONSEQUÊNCIAS DE UMA AFIAÇÃO 
INCORRETA: 
 
• Excesso de desgaste do instrumental, 
• Quebra do instrumental; 
• Modificação da forma do instrumental; 
• Ranhuras as superfícies dentárias, 
• Danos aos tecidos moles; 
• Menor sensibilidade tátil; 
• Polimento de cálculos. 
 
OBS: Os instrumentos que se tornaram finos 
demais por terem sido muito afiados ou que 
perderam a forma devem ser descartados. 
Eles podem se quebrar durante a 
instrumentação, causando sérios problemas. 
 
AVALIAÇÃO DA AFIAÇÃO: 
 
• Inspeção visual 
• Avaliação tátil 
 
 
 
APARELHOS SÔNICOS: 
 
• Movidos a ar; 
• Prendem-se diretamente à unidade 
odontológica; 
• Vibrações de 2.300 a 6.300 ciclos por 
segundo; 
• Ex: Sonic Borden (Kavo). 
 
APARELHOS ULTRASSÔNICOS: 
 
• Compostos de um gerador elétrico que 
confere energia em forma de vibrações 
de alta frequência a uma peça de mão; 
• Potência de 24.000 a 42.000 ciclos 
por segundo; 
• O calor liberado pelas vibrações é 
compensado pelo sistema de 
refrigeração; 
• Quando a extremidade ativa entre em 
contato com o cálculo, a energia 
vibratória é transmitida ao mesmo, 
promovendo sua fratura e remoção da 
superfície dental. 
 
APARELHOS ULTRASSÔNICOS 
ESTRITAMENTE MAGNÉTICOS: 
 
• Apresentam um gerador que produz 
uma corrente elétrica alternada dentro 
da peça de mão; 
• A ponta possui um transdutor que se 
encaixa a peça manual; 
• A movimentação do transdutor 
promove a vibração da ponta; 
• Geração excessiva de calor. 
 
VANTAGENS DOS INSTRUMENTOS 
ULTRASSÔNICOS: 
 
• Menor fadiga ao profissional; 
• Maior conforto ao paciente; 
• Menor tempo de trabalho; 
• Melhor acesso em regiões de bi e 
trifurcações. 
 
DESVANTAGENS DOS INSTRUMENTOS 
ULTRASSÔNICOS: 
 
• Menor sensibilidade tátil; 
• Não promove alisamento radicular; 
• A utilização errada pode produzir 
sulcos e ranhuras sobre a superfície 
radicular; 
• Deve ser mantido longe do osso; 
• Impossibilidade de uso em portadores 
de marcapassos cardíacos; 
• Deve ser evitado em crianças; 
• Deve ser evitado em coroas de 
porcelana. 
 
LIMITAÇÃO DO USO DE APARELHOS 
ULTRASSÔNICOS: 
 
• Pontas ativas; 
• Dificuldade em se atingir o fundo da 
bolsa; 
• Visibilidade; 
• Sensibilidade tátil diminuída; 
• Pode provocar alterações na superfície 
da raiz; 
• Não promove alisamento radicular. 
 
50. ASPECTOS CLÍNICOS PERIODONTAIS 
 
NÍVEL DE INSERÇÃO CLÍNICA (NIC): em 
um paciente normal que não teve perda 
óssea o NIC é na junção cemento esmalte. 
Quando há perda óssea o NIC = PS + NG 
(nível gengival - distância da junção 
cemento-esmalte até a margem gengival), 
porém em caso de hiperplasia o NIC = PS 
- NG. 
EXEMPLOS: 
 PS NG NIC 
RECESSÃO 4 
 
+ 3 7 mm 
HIPERPLASIA 5 
 
- 4 1 mm 
HIPERPLASIA 
(NIC = 0 não 
significa 
necessariamente 
que a gengiva 
está saudável, 
sendo NIC = PS). 
 
3 
 
 
- 3 0 mm 
 
PROFUNDIDADE DE SONDAGEM (PS): 
é da margem gengival até onde penetrar a 
sonda. distância entre a margem gengival 
e a parte inferior da bolsa 
RECESSÃO GENGIVAL (RC): é a margem 
gengival deslocada para apical, então, 
medimos da junção cemento esmalte até a 
borda da margem gengival sem ocorrer 
penetração da sonda. 
PSEUDOBOLSA: Formada pelo aumento 
gengival sem destruição dos tecidos 
periodontais de suporte. O sulco está 
profundo por causa do aumento em volume 
da gengiva. 
A SONDA MAIS UTILIZADA É A CAROLINA DO NORTE 
 
 
 
• Presença de lâmina dura intacta. 
• Extensão do espaço do ligamento 
periodontal. 
• Morfologia da crista óssea. 
• Distância da junção cemento-esmalte e 
o nível mais coronário do dente. 
 
 
• Dividir a arcada dentária em 
sextantes. Se no sextante existe 
2 ou mais dentes, sem 
necessidade de extração, o 
sextante pode ser considerado. 
Porém, se houver apenas 1 dente 
no sextante, este pode ser incluído 
no sextante contíguo. 
 
• Fazer a sondagem periodontal 
ao redor de todos os dentes. 
Porém, apenas a medição mais 
severa do sextante será escolhida 
para representá-lo. 
 
 
• Tecido gengival vermelho e 
esponjoso. 
• Sangramento a um estímulo. 
• Alterações no contorno da gengiva. 
• Provável presença de cálculo ou placa 
sem evidências radiográficas de perda 
óssea na crista alveolar. 
 
 
 
 
BOLSA GENGIVAL (PSEUDOBOLSA): 
aumento gengival sem destruição dos 
tecidos periodontais adjacentes. O sulco 
mesmo estando mais aprofundado não está 
realmente. 
 
BOLSA PERIODONTAL: destruição dos 
tecidos periodontais de suporte levando a 
perda da inserção. 
 
• Eritema 
• Gengiva marginal delgada 
• Zona vertical eritematosa da gengiva 
marginal a mucosa alveolar 
• Mobilidade dentária 
• Sangramento gengival 
• Dor localizada ou irradiada 
• Gosto ruim em áreas localizadas 
• Sensação de pressão após 
alimentação 
• Formação de diastemas 
 
PROFUNDIDADE DA BOLSA: é a 
distância entre a base da bolsa e a 
margem gengival. Pode mudar de 
tempos em tempos. 
 
NÍVEL DE INSERÇÃO = distância entre a 
base da bolsa e um ponto fixo na coroa, 
como a junção cemento-esmalte. Pode ser 
ganho ou perda de inserção. 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES: clinicamente, a recessão 
é definida pela exposição da superfície 
radicular causada por um deslocamento 
apical da posição da gengiva. A recessão 
gengival é um achado comum. A prevalência, 
extensão e gravidade da retração gengival 
aumentam com a idade e a patologia é mais 
prevalente em homens. 
 
GRAVIDADE DA RETRAÇÃO: a posição real 
é o nível do término coronário da inserção 
epitelial sobre o dente, enquanto a posição 
aparente é o nível da crista da margem 
gengival. A gravidade da retração é 
determinada pela posição real da gengiva, 
e não por sua posição aparente. A retração 
refere-se à localização da gengiva, e não à 
sua condição. A gengiva retraída pode estar 
inflamada, mas pode estar normal, exceto por 
sua posição. 
 
CAUSAS DA RECESSÃO 
GENGIVAL: 
 
1. Técnica de escovação inadequada (abrasão 
gengival); 
2. Mau posicionamento dos dentes; 
3. Inflamação gengival; 
4. Inserção anormal do freio; 
5. Lesões iatrogênicas. 
 
OBS: O trauma oclusal foi uma etiologia sugerida 
no passado, mas seu mecanismo de ação nunca 
foi demonstrado. 
 
SIGNIFICADO CLÍNICO DA RECESSÃO 
GENGIVAL: a superfície exposta da raiz é 
suscetível a cáries. A abrasão ou erosão do 
cemento exposto pela retração deixa uma 
superfície subjacente de dentina, que pode 
ser sensível. A retração interproximal gera 
problemas de higiene oral, o que resulta em 
acúmulo de placa. 
51. NOVA CLASSIFICAÇÃO DAS 
DOENÇAS PERIODONTAIS 
 
 
ESTÁGIOS 
GENGIVITE 
 
DESCRIÇÃO 
Estágio I 
(inicial) 
 
Pouco perceptível. Em 
alguns pacientes, em cerca de 
2 dias de acúmulo de placa 
bacteriana pode ser 
encontrado sinais de gengivite 
inicial. Se for feito o controle, 
dentro de 7 a 10 dias a 
gengiva retorna ao seu estado 
normal. 
 
Estágio II 
(precoce) 
 
Eritema gengival, maior 
sangramento a sondagem. 
 
Estágio III 
(lesão 
estabelecida) 
 
Uma leve coloração azulada a 
gengiva avermelhada. 
Gengiva moderada a 
gravemente inflamada. 
Estágio IV 
(lesão 
avançada) 
 
Extensão da lesão para o 
osso alveolar ou fase de 
colapso periodontal. 
Microscopicamente há fibrose 
da gengiva e manifestação 
generalizada de danos 
teciduaisinflamatório. 
 
 
 
 
 
ESTÁGIOS 
PERIODONTITE 
 
DESCRIÇÃO 
Estágio I 
(inicial) 
 
Perda de inserção clínica 
de 1 a 2 mm. Não houve 
perda dentária devido a 
periodontite. 
 
Estágio II 
(moderada) 
 
Perda de inserção clínica 
de 3 a 4 mm. Não houve 
perda dentária devido a 
periodontite. 
 
Estágio III 
(severa c/ 
potencial perda 
de dentes) 
 
Perda de inserção clínica 
igual ou maior que 5 mm. 
Perda dentária de até 4 
dentes devido a 
periodontite. 
 
Estágio IV 
(severa) 
Perda de inserção clínica 
igual ou maior que 5 mm. 
Perda dentária de acima 
de 5 dentes devido a 
periodontite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÍVEL DE 
MOBILIDADE 
 
DESCRIÇÃO 
Grau 1 
 
Mobilidade da coroa do dente 
de 0,2 – 1,0 mm no sentido 
horizontal. 
Grau 2 
 
Mobilidade da coroa dentária 
excedendo 1 mm no sentido 
horizontal. 
Grau 3 
 
Mobilidade da coroa nos 
sentidos vertical e 
horizontal. 
 
 
NÍVEL DE 
ENVOLVIMENTO 
DE FURCA 
 
DESCRIÇÃO 
Grau 1 
 
Perda horizontal dos 
tecidos de suporte não 
excedendo um terço da 
largura do dente. 
Grau 2 
 
Perda horizontal dos 
tecidos de suporte 
excedendo um terço da 
largura do dente, mas não 
envolvendo toda a largura 
da área de furca. 
 
Grau 3 
 
Destruição horizontal 
“lado a lado” dos tecidos 
de suporte na área de 
furca. 
 
 
 
 
 
TIPOS 
 
DESCRIÇÃO 
Peri-
implantar 
 
Não há sangramento à 
sondagem e nem perda óssea. 
Mucosite 
peri-
implantar 
 
Há sangramento à sondagem e 
não há perda óssea e pode ou 
não ter aumento na profundidade 
de sondagem. 
 
Peri-
implantite 
Há sangramento à sondagem e 
aumento da profundidade de 
sondagem e perda óssea. 
 
 
CLASSES 
RECESSÃO 
GENGIVAL 
 
DESCRIÇÃO 
Classe I 
 
 
Retração não atinge a linha 
mucogengival, sem perda de 
tecido entre os dentes. 
 
Classe II 
 
 
Retração atinge ou 
ultrapassa a linha 
mucogengival, sem perda de 
tecido entre os dentes. 
 
Classe III 
 
 
Retração atinge ou ultrapassa 
a linha mucogengival, 
presença de perda de tecido 
entre os dentes. 
 
Classe IV 
 
Retração atinge ou 
ultrapassa a linha 
mucogengival, tecidos 
adjacentes no nível da base 
da retração, que atinge mais 
dentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anotações: 
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______________________. 
 
SUMÁRIO 
53. Uso dos fórceps 
54. Manobras cirúrgicas 
55. Exodontia 
56. Dentes impactados 
57. Tipos de retalho 
58. Complicações em exodontia 
59. Reparação de feridas 
60. Instrumentais cirúrgicos 
61. Movimentos dos extratores e fórceps 
62. Manobras fundamentais 
 
52. USO DOS FÓRCEPS 
 
NÚMERO DOS FÓRCEPS 
 
• MAXILARES (SUPERIORES) 
• 1 – INCISIVOS E CANINOS 
• 150 – PRÉ-MOLARES, INCISIVOS E 
CANINOS 
• 18R – MOLARES DIREITO 
• 18L – MOLARES ESQUERDO 
• 65 – RESTOS RADICULARES 
 
Þ MANDIBULARES (INFERIORES) 
• 151 – INCISIVOS, CANINOS E PRÉ-
MOLARES 
• 17 – MOLARES 
• 16 – MOLARES COM COROA 
DESTRUÍDA 
• 69 – RESTOS RADICULARES 
(INFERIOR OU SUPERIOR) 
 
53. MANOBRAS CIRÚRGICAS 
 
MANOBRA DE VALVALSA: verificar 
comunicação bucossinusal obliterando as 
narinas do paciente e solicitando que ele 
expire. 
 
MANOBRA DE CHOMPRET: após exodontia, 
as corticais vestibular e lingual (tábuas 
ósseas) expandidas devem ser 
comprimidos de volta para posição inicial 
(compressão bidigital). 
 
MANOBRA DE HEIMLICH 
Remoção de corpos estranhos das vias 
aéreas. Indicada para acesso na região da 
ATM. 
 
54. EXODONTIA 
 
INDICAÇÕES 
 
• Terapia pré-radiação 
• Pericoronarite (se for severa, deve ser 
tratada primeiro para depois fazer a 
exodontia, pode causar trismo e dor na 
oclusão) 
• Infecção aguda, outros 
 
CONTRAINDICAÇÕES 
 
• Dente envolvido por lesão patológica 
MALÍGNA, outros 
 
 
• SEQUÊNCIA: Maxilares (posteriores, 
anteriores, 1ºmolar e canino); 
Mandibulares (posteriores, anteriores, 
1ºmolar, canino) 
 
 
1ª PRIMEIRA - Fórceps, via alveolar 
2ª SEGUNDA - Elevadores, via alveolar 
3ª TERCEIRA - Exodontia a retalho, via não-
alveolar. 
 
TÉCNICA ABERTA 
• Incisão com retalho. 
• Não deve ser feita apenas em casos 
extremos; 
• COM RELAXANTE: um dente anterior 
e um dente posterior; 
• SEM RELAXANTE: dois dentes 
anteriores e um dente posterior; 
 
TÉCNICA FECHADA 
• Incisão sem retalho. 
• Centro de rotação do dente (fulcro) ao 
fazer a pressão apical com o fórceps é 
da cervical para apical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSORVÍVEL 
 
• CATGUT: decomposição enzimática, 
fios monofilamentados, origem animal; 
• AC. POLIGÓLICO E 
POLIGALACTINA: decomposição por 
hidrólise lenta, menos rígido, VICRYL, 
origem sintética. 
 
NÃO-ABSORVÍVEIS 
 
• SEDA: multifilamentado, MAIS 
REAGENTE, origem orgânica. 
• NYLON: mono e multifilamentado, 
MENOS REAGENTE. 
• POLIÉSTER: multifilamentado. 
• POLIPROPILENO: 
monofilamentado. 
 
IMPORTANTES CUIDADOS NA 
REALIZAÇÃO DA SUTURA 
 
1) A agulha deverá ser apreendida pelo porta-
agulha na metade (3/4 da distância da ponta); 
2) A agulha deverá penetrar 
perpendicularmente ao tecido a ser suturado; 
3) Introduzir a agulha com movimentos que 
acompanhem a sua curvatura, realizando 
movimento de rotação do pulso do cirurgião; 
4) A agulha deverá ser passada nos tecidos 
com auxílio de pinça de dissecção; 
 
 
TIPOS DE SUTURAS MAIS COMUNS 
 
PONTO SIMPLES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 PONTO CONTÍNUO SIMPLES 
 
 
• Essa sutura é a mais fácil e simples, 
pois após a realização do ponto 
cirúrgico inicial, a sutura vai ligando um 
ponto ao outro até o seu término. 
 
 
 PONTO CONTÍNUO FESTONADO 
 
 
 
 
PONTO EM X 
 
 
 
 
 
55. DENTES IMPACTADOS 
 
 
INDICAÇÕES 
 
• PREVENÇÃO (doença periodontal, 
pericoronarite, cárie, reabsorção 
radicular, cistos e tumores). Em casos 
de pericoronarite causada por trauma, 
quando a infecção é branda realizar a 
limpeza do local associada a 
antibioticoterapia. 
• Ortodontia. 
• Cirurgia ortognática 
• Dor de origem desconhecida. 
• Quando está sobre próteses dentárias. 
 
 
CONTRAINDICAÇÕES 
 
• Acima de 40 a 60 anos 
• Comprometimento sistêmico 
• Dano a estruturas adjacentes/vitais. 
 
 
 
 
 
 
• PELL & GREGORY: relação com a 
margem anterior do ramo mandibular. 
 
 
 
 
• WINTER: relação com a angulação e o 
grau de impacção dos dentes. 
 
 
 
 
FATORES QUE TORNAM A IMPACÇÃO 
CIRÚRGICA MAIS FÁCIL (PACIENTES 
MAIS JOVENS) 
 
• Posição mesioangular 
• Classe I de P&G 
• Classe A de P&G 
• Raízes 1/3 ou 2/3 formados 
(momento ideal) 
• Raízes cônicas fusionadas• Lig. Periodontal amplo 
• Folículo grande 
• Osso elástico (menos denso) 
• Separado do segundo molar e do 
nervo alveolar inferior 
• Impactação de tecido mole 
 
 
56. TIPOS DE RETALHO 
 
ENVELOPE 
 
 
 
• É o tipo mais comum; 
• Pode ser utilizado em todas a áreas da 
cavidade oral (vestibular, Lingual e 
Palatina); 
• É feita no sulco gengival até a crista 
óssea e através do periósteo rebate-se 
o retalho mucoperiosteal; 
 
Observação: Em pacientes desdentados a 
incisão é realizada ao longo da crista do 
rebordo. 
 
 
 
 
 RETALHO EM L (NEWMAN) 
 
 
• Observar sempre a direção e o 
posicionamento da relaxante; 
• Dificuldade para incisar e suturar; 
• Pouca elasticidade e possibilidade de 
recessão; 
 
 
 
TRAPEZOIDAL (OCHSENBEIN E LUEBKE) 
 
 
 
 
SEMILUNAR (PARTSCH) 
 
 
• Pouco utilizada; 
• Difícil suturar e incisar; 
• Acesso limitado (o dente não se 
encontra totalmente visível); 
 
 
 
 
 
 
EM Y 
 
 
 
Þ Preconizada para área palatina. 
 
 NEWMAN MODIFICADA 
 
 
 
57. COMPLICAÇÕES EM EXODONTIA 
 
 
• LACERAÇÃO: retalho inadequado, 
é a mais comum. 
 
• FERIDAS PERFURANTES: algum 
instrumento escorrega. 
 
• ESGARÇAMENTO OU ABRASÃO: 
por haste da broca. 
 
 
FRATURA DA RAIZ DO MOLAR SUPERIOR 
 
• Excesso de pressão apical. 
• Deslocamento para o seio maxilar. 
 
FRATURA DA RAIZ DO MOLAR INFERIOR 
 
• Pode ser causada pela pressão 
apical, mesmo que pequena. 
• Deslocamento para o espaço 
submandibular. 
 
 
DENTE PERDIDO NA FARINGE 
 
• Paciente deve ser colocado com a 
boca em direção ao chão 
• NENHUMA TOSSE: deglutição. 
Passa normalmente pelo trato 
gastrointestinal. 
• TOSSE VIOLENTA: aspiração. Sala 
de emergência. Pode usar oxigênio 
suplementar. 
 
 
 
DO PROCESSO ALVEOLAR 
 
• LÂMINAS MAIS PROVÁVEIS DE 
FRATURA ÓSSEA: cortical 
vestibular sobre o canino superior e 
cortical vestibular sobre os molares 
superiores, assoalho do seio maxilar, 
tuberosidade maxilar, osso vestibular 
dos incisivos superiores. 
 
DA TUBEROSIDADE MAXILAR 
 
• CAUSA: extração de um 3ºmolar 
• Se a tuberosidade estiver muito 
móvel e não puder ser dissecada do 
dente deve-se interromper a cirurgia 
e adiar por 6 a 8 semanas, dando 
tempo para cicatrização óssea. 
• Ou seccionar a coroa do dente das 
raízes e esperar a tuberosidade com 
as raízes cicatrizarem. Depois de 6 a 
8 semanas remover as raízes 
normalmente. 
 
• Nervo trigêmeo: mais provável de ser 
atingida. 
• Nervo traumatizado: alteração 
sensorial transitória. 
• Nervo seccionado: alteração 
sensorial permanente. 
• NÃO é recomendado fazer incisão 
relaxante na papila entre canino e o 
segundo pré-molar para evitar lesão 
do nervo mentual. 
 
 
 
 
 
• CONSEQUÊNCIAS: sinusite crônica e 
fístula oroantral crônica. 
 
• CONTRAINDICAÇÃO: quando a 
fístula bucossinusal estiver associada a 
uma sinusite maxilar não tratada. Deve-
se primeiro tratar a sinusite para depois 
realizar o fechamento da cavidade. 
 
58. REPARAÇÃO DE FERIDAS 
 
ETAPAS DA CICATRIZAÇÃO 
 
• INFLAMATÓRIA: vascular e celular. 
 
• FIBROBLÁSTICA OU 
PROLIFERATIVA: quant. excessiva 
de colágeno. 
 
• REMODELAÇÃO OU 
MATURAÇÃO: melhor resistência a 
tensão e contração da ferida. 
 
 
 
 
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO 
 
• 1ª INTENÇÃO: mais rápida, menor 
risco de infecção, menor formação 
de cicatriz, seus eventos ocorrem 
em menor quantidade. 
 
• 2ª INTENÇÃO: mais lenta, bordo 
mais irregular, presença de cicatriz. 
 
 
CICATRIZAÇÃO DE ESTRUTURAS 
NERVOSAS 
 
• NEUROPRAXIA: menos grave, sem 
nenhum rompimento. 
• AXONOTIMESE: manutenção da 
bainha epneural, mas com perda do 
axônio. 
• NEUROTIMESE: mais grave, perda 
completa da continuidade do nervo. 
 
ESPAÇO MORTO 
 
• É preenchido por sangue que é 
responsável pela formação de 
hematoma com potencial de infecção. 
Pode ser eliminado das maneiras: 
Þ Curativos compreensivos 
Þ Sutura por planos 
Þ Inserção de tampão ou uso de 
drenos 
 
TEMPO NORMAL PARA COAGULAÇÃO 
DO SANGUE 
 
• 5 a 10 minutos 
 
 
59. INSTRUMENTAIS CIRURGICOS 
 
CARPULE 
 
CABO DE BISTURI 
 
 
LÂMINA DE BISTURI 
 
DESCOLADOR DE MOLT 
 
 
FORCEPS 
 
150 – Pré-molares superiores 
 
 
151 – Pré-molares inferiores 
 
 
 
 
16-(Chifre de touro) Molares Inferiores 
 
 
 
 18L – Molar Superior Esquerdo 
 
18R – Molar Superior Direito 
 
 
1- Canino Superior e Inferior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17-Molares Inferiores 
 
 
ALVEOLOTOMO 
 
 
 
 
LIMA PARA OSSO 
 
 
 
PINÇA BACKHAUS 
 
PORTA AGULHA DE MAYO 
 
 
PINÇA DE DISSECÇÃO 
 
CURETA DE LUCAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXTRATORES SELDIN 
 
 
 
 
AFASTADOR DE MINNESOTA 
 
 
AFASTADOR DE LÍNGUA 
 
 
 
 
 
 
CINZEL E MARTELO CIRURGICO 
 
 
 
 
 
 
 
PINÇA MOSQUITO RETA E CURVA 
 
 
 
TESOURA METZEMBAUM 
 
PINÇA COLLIN 
 
 
 
SINDESMOTOMO 
 
PINÇA DE TECIDO DE ADSON 
 
PINÇA DE TECIDO DE ALLIS 
 
 CUBA 
 
 
 
 
60. MOVIMENTOS DOS EXTRATORES E 
FÓRCEPS DENTÁRIOS 
 
 
 
 
M. DE ALAVANCA: mecanismo para 
transmitir uma força modesta, para um 
pequeno movimento contra grande 
resistência. 
 
 
M. DE CUNHA: é forçar o dente para fora do 
alvéolo. Permite que a parte ativa adentre o 
espaço periodontal, facilitando na desinserção 
das fibras e na expansão óssea. 
 
 
 
M. DE RODA E EIXO: a cabo funciona como 
eixo e a ponta da alavanca triangular atua 
como uma roda e eleva a raiz para fora do 
alvéolo 
 
 
 
 
PRESSÃO APICAL: inserção das pontas 
ativas para dentro do espaço do ligamento 
periodontal. 
 
 
FORÇA VESTIBULAR: causam expansão da 
cortical vestibular e pressão lingual no ápice 
do dente. 
 
 
 
 
FORÇA PALATINA/LINGUAL: causam 
expansão da cortical lingual e pressão 
vestibular no ápice do dente. 
 
 
 
PRESSÃO ROTACIONAL: causa certa 
expansão interna. Evitar técnica em dentes 
multirradiculares ou com dilaceração nos 
ápices. 
 
 
 
 
TRAÇÃO: remover o dente do alvéolo quando 
já houver devida expansão óssea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61. MANOBRAS FUNDAMENTAIS 
 
 
Þ Trata-se de um conjunto de manobras 
realizadas para a abordagem do 
objetivo cirúrgico. Dividida em 
INCISÃO e DIVULSÃO. 
 
• INCISÃO: é uma manobra que 
consiste no corte cirúrgico do tecido 
para obter melhor acesso ao objetivo 
e possui alguns princípios que 
precisam ser seguidos: 
 
 
 
1) Corte na incisão: entra em 
90° percorre em 45° e termina 
em 90°. 
 
2) Corte firme e contínuo. 
 
3) Apoio em tecido ósseo sadio. 
 
4) Versatilidade na amplitude, 
proporcionando maior 
visibilidade ao campo operatório 
e menor trauma tecidual. 
 
5) Irrigação sanguínea 
 
6) Base do retalho (X) deve ser 
sempre maior que o ápice 
(Y). 
 
 
• DIVULSÃO: trata-se de uma 
manobra cirúrgica na qual há uma 
separação dos tecidos sem cortes. 
 
. 
 
 
• Trata-se de um conjunto de 
manobras que tem por finalidade 
prevenir ou deter sangramentos. 
 
Þ TEMPORARIA: Realizada 
durante o procedimento e pós-
operatório como digital 
(compressão com gaze) ou 
pinçagem (pinça hemostática); 
 
Þ DEFINITIVA: Quase sempre 
cruenta e interrompe 
definitivamente a circulação do 
vaso como ligadura (amarração 
dos vasos com fios cirúrgico) ou 
cauterização (conter a 
hemorragia, através do calor, 
eletricidade ou substância 
química). 
 
 
 
• Trata-se da remoção do objeto 
cirúrgico. 
 
CURETAGEM: É a manobra cirúrgica, que 
tem como objetivo remover corpos estranhos 
presente no campo operatório. 
 
OSTEOTOMIA: Desgaste ósseo e 
reposicionado; 
 
OSTECTOMIA: Remoção de fragmentos 
ósseos; 
 
 
 
 
• Trata-se de um conjunto de manobras 
que visam a aproximação dos tecidos 
que foram separados durante o ato 
cirúrgico na incisão ou divulsão. 
 
 
 
Anotações: 
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______________________. 
 
 
SUMÁRIO 
63. Introdução histórica 
64. Constituintes do Raio-X 
65. Processamento radiográfico 
66. Técnicas radiográficas 
67. Funções de cada radiografia odontológica 
68. Interpretação radiográfica 
 
63. INTRODUÇÃO 
CONTRIBUIÇÕES DE LEONARD 
 
• Possibilitou o estudo do 
comportamento dos Raios Catódicos 
fora do tubo. 
• Impressionam filmes fotográficos; 
• Ionizam o ar; 
• Podem ser desviados por campos 
magnéticos e elétricos; 
• Propagam-se por alguns centímetros 
no ar e vários metros no vácuo; 
• Provocam fluorescência em algumas 
substâncias. 
 
WILHELM CONRAD RÖNTGEN 
 
• Os Raios X atravessam corpos opacos 
à luz; 
• Provocam fluorescências em certos 
materiais; 
• A Radiopacidade dos corpos é 
proporcional à sua densidade, e para 
aqueles da mesma densidade, à 
espessura; 
• Impressionam filmes fotográficos; 
• São invisíveis 
• Não são refratados nem reflexíveis e 
não podem ser focalizados por lentes; 
• Não são defletidos por campos 
magnéticos; 
• Originam-se no ponto de impacto dos 
raios catódicos no vidro do tubo de gás; 
• Os raios X propagam-se em linha reta; 
• Não sofrem polarização. 
 
 
 
 
 
 
TUBOS HITTORF-CROOKES 
 
Limitações: 
• O calor gerado no ponto de impacto 
levava à quebra do tubo; 
• Não havia padronização na produção 
de Raios X; 
• Com o uso o gás se esgotava; 
• O vidro apresentava um “rendimento” 
insatisfatório na produção de Raios X; 
• Exigia potentes (grandes) bobinas de 
indução alimentadas por correntes 
contínuas. 
TUBOS DE GÁS PARA RAIOS X 
 
Características: 
• Possibilitou a aplicação dos Raios X em 
diagnóstico; 
• Mantinha, precariamente, a quantidade 
de gás estável no tubo (câmaras 
reguladoras); 
• Apresentava um cátodo côncavo e 
ânodo metálico inclinado. 
Limitações 
• Padronização precária das exposições; 
• Não permitia ajuste da quantidade de 
Raios X; 
• Exigia potentes bobinas de indução 
alimentadas por correntes contínuas. 
 
TUBO COOLIDGE 
 
• Possuía vácuo perfeito; 
• Utilizava a indução termo-iônica de 
Edson; 
• Permitia ajuste da quantidade de Raios 
X; 
• Permitia a padronização das tomadas 
radiográficas; 
• Possuía ânodo com área focal 
inclinada em 45o; - Utilizava corrente 
contínua em transformadores potentes 
(grandes) – 50 a 90 Kv. 
• Solução de Coolidge foi a Corrente 
Alternada. 
 
 
64. CONSTITUÍNTES DO RAIO X 
 
CARACTERÍSTICAS 
 
• Equipamento responsável pela 
produção dos raios X; 
• Não possui nenhum material 
radioativo; 
• Somente produzirá raios X se estiver 
conectado à rede elétrica; 
 
CONSTITUIÇÃO DOS APARELHOS DE 
RAIO X 
 
1. Base 
2. Corpo 
3. Braço Articular 
4. Cabeçote 
 
CONSTITUINTES DO CORPO 
 
• Autotransformador 
• Estabilizador de Voltagem - Lâmpada 
• Piloto 
• Dispositivo Sonoro 
• Seletor de tempo 
• Deflagrador 
 
ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA 
PRODUÇÃO DE RAIOS X 
 
• Gerador de Elétrons; 
• Acelerador de Elétrons (alvo ou 
reparo); 
• Vácuo 
 
NATUREZA E PRODUÇÃO DE RAIOS X 
COMUNS À LUZ VISÍVEL 
 
• Sempre em linha reta; 
• Mesma velocidade da luz no vácuo; 
• É divergente; 
• Não é desviada por campo elétrico nem 
magnético; 
• Pode sensibilizar chapas fotográficas; 
 
NATUREZA E PRODUÇÃO DE RAIOS X 
PARTICULARES 
 
• É invisível; 
• Pode penetrar corpos opacos; 
• Não sofrem reflexão nem refração; 
• Produz ionização e fluorescência. 
CONSTITUINTES DO CABEÇOTE 
• AMPOLA DE RAIOS X: Cátodo (polo 
negativo) e Ânodo (polo positivo). 
 
• TRANSFORMADOR DE ALTA 
TENSÃO: Tem a finalidade de 
promover o campo elétrico para 
aceleração dos elétrons. Fonte 
ACELERADORA DE ELÉTRONS. 
Quanto maior a quilovoltagem do 
aparelho de Raio X, maior é a 
qualidade dos Raios X produzidos. 
 
• TRANSFORMADOR DE BAIXA 
TENSÃO: Fornece elétrons através do 
aquecimento do filamento de 
Tungstênio no cátodo. Fonte 
GERADORA DE ELÉTRONS. Quanto 
maior a miliamperagem do aparelho de 
Raio X, maior é a quantidade de Raios 
X produzidos. Ou seja, posso regular a 
quantidade de radiação dependendo 
do tamanho do paciente. 
 
• ÓLEO: Serve para resfriar o 
equipamento. É preso a vácuo e não 
pode vazar. 
 
• JANELA: Focaliza e direciona o feixe 
de raio X. 
 
• FILTRO DE ALUMÍNIO: Absorve os 
raios X de alto comprimento de onda e 
baixo poder de penetração. 
 
• DIAFRAGMA DE CHUMBO: Elimina 
os Raios X mais divergentes, evitando 
que a área de incidência no paciente 
ultrapasse o diâmetro de 7 cm. 
 
• COLIMADOR: Direciona o feixe de 
radiação aproveitando os feixes menos 
divergentes. 
 
• CILINDRO LOCALIZADOR: 
Inicialmente eram cones de plástico, 
hoje é proibido. Foi substituído por 
cilindros abertos. Facilitam a 
localização da área de incidência. 
 
OBS: o diafragma de chumbo e o colimador 
possuem em comum a função de 
direcionamento da radiação. 
 
EFEITO BENSON 
 
• Inclinação de 20 graus da área focal em 
relação ao plano vertical. Proporciona 
uma área efetiva quadrangular de uma 
projeção retangular. 
CORES DA RADIAÇÃO 
• PARTE ESCURA: Radiação é mais 
forte; 
• PARTE CLARA: Radiação é barrada. 
No caso do dente, por exemplo, por ser 
mineralizado, a radiação não consegue 
atravessar completamente. 
• FACE LISA: É o local que deve receber 
a radiação. Quando o filme é 
sensibilizado pela radiação, sua cor 
muda. 
 
CONSTITUIÇÃO DO FILME FOTOGRÁFICO 
• EMBALAGEM: Filme 
• PAPEL PROTETOR: É preto com a 
finalidade de não passar luz, ou seja, 
protege contra a luz e não permite 
umidade. 
• CHUMBO: Protege o paciente. Evita a 
radiação secundária no próprio filme, 
fazendo com que a imagem fique mais 
nítida. 
Ordem: Embalagem, Papel protetor, Filme, 
Papel protetor, Chumbo, Embalagem. 
 
EMULSÃO 
 
• É uma gelatina onde encontra-se os 
CRISTAIS DE PRATA (iodeto de prata 
e brometo de prata), pois esses cristais 
conseguem formar uma boa imagem. 
• Os cristais de prata são marcados pela 
radiação. 
 
 
 
QUANTO AOS GRUPOS 
 
• OS MELHORES GRUPOS: D e E. 
Melhora a quantidade de cristais de 
prata; Radiação alcança com mais 
facilidade. 
 
• GRUPO C: mais nítido. 
 
• SENSORES DOS MELHORES 
GRUPOS: Rapidez do grupo F e nitidez 
do grupo C. 
 
• GRUPO F: Muito rápido, porém baixa 
nitidez. Não chegou a ser lançado 
devido aos filmes digitais. 
 
QUANTO A UTILIZAÇÃO 
 
• FILMES INTRABUCAIS: Periapicais, 
Interproximais, Oclusais. 
 
• FILMES EXTRABUCAIS: Chassis ou 
Cassetes, Placas Intensificadoras. 
 
• FILMES DOSIMÉTRICOS: Servem 
para a proteção do operador. São 
capazes de medir a quantidade de 
radiação emitida; 
 
• FILMES PARA DUPLICAÇÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
CONTRASTE RADIOGRÁFICO 
 
• É a graduação de diferenças de 
densidade nas várias áreas de um 
filme. São os matizes de preto, branco 
e cinza. Espessura; Densidade; 
Número Atômico. 
 
65. PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO 
 
PROCESSAMENTO: Transformação da 
imagem latente (imagem que existe, mas não 
conseguimos vê̂-lá) em imagem visível 
permanente (tons de cinza da imagem; 
ativação dos cristais de prata). 
 
TEMPO: O tempo determinado pelo professor 
será́ o tempo que usaremos na faculdade com 
uma temperatura ideal de 20 graus com tempo 
e disposição menor possível de radiação. 
Explicação: A radiação atravessou os tecidos do 
paciente chegou no filme, o filme tem a emulsão 
com os cristais de prata e essa radiação vai atingir 
mais ou menos uma certa quantidade de prata no 
filme. Se for tecido mole, que tem baixa 
densidade, a radiação atinge muita prata. Se for 
tecido mineralizado, a radiação será́ barrada 
chegando pouca radiação nos cristais de prata (a 
prata será́ ativada). 
 
REVELAÇÃO 
REVELADOR: Nosso primeiro químico. 
Composto por Elon e hidroquinona(agentes 
reveladores); Carbonato de sódio 
(ativadores); Brometo de potássio 
(retardador); Sulfito de Sódio (conservante). 
Temos o comum e o concentrado. Se eu tenho 
um químico muito aquecido, esse químico age 
mais rápido, portanto, o tempo deve ser 
menor. Se o químico for mais frio, ele demora 
mais para ativar e eu devo deixar a radiografia 
mais tempo no revelador. 
FUNÇÃO: Converter os cristais halogenados 
de prata expostos em grãos de prata metálica 
negra. 
TEMPO: Se a gente deixa menos tempo no 
revelador, não vai dar tempo de tingir toda 
prata ativada. A radiografia ficará clara. Se 
ficar mais tempo do que deveria no revelador, 
a radiografia ficará muito pigmentado, porque 
atingirá toda prata. O tempo necessário é de 
25 segundo. Se tiver frio cai para 22 
segundos. Depende do clima/temperatura no 
laboratório. 
DEGRADAÇÃO DO REVELADOR: Quando 
faço várias radiografias, o químico fica 
saturado, perde a capacidade de fazer novas 
revelações. Quando fica em ambiente aberto, 
ele evapora. Tem cor amarela, e quando fica 
degradado fica amarelo escuro ou marrom. 
Explicação: Fiz a radiografia do paciente. Teve 
lugares que a radiação chegou com bastante 
intensidade. Essa radiação ativou os cristais de 
prata. Esse cristal de prata que foi ativado pela 
radiação, o revelador vai tingir de preto. O cristal 
de prata que não chegou radiação, o revelador 
não consegue tingir. Ou seja, o revelador vai pegar 
a prata ativada e vai transformá-la em prata 
metálica negra. 
O que sensibiliza o filme? Radiação e luz. 
Por isso a caixinha e sua tampa devem ser da 
cor preta. Pois a luz deve ser totalmente 
vedada. 
 
LAVAGEM INTERMEDIÁRIA 
 
FUNÇÃO = Uso de água. Serve para remover 
o resíduo do revelador, pois não devo deixar 
contaminar posteriormente o fixador. Diluir o 
revelador reduzindo a velocidade do processo 
de revelação. 
 
TEMPO = 10 a 15 segundos. 
 
 
FIXAÇÃO 
 
FIXADOR = Nosso segundo químico. 
Composto por Hipossulfito de sódio (solvente 
de sais de prata); Ácido acético (acidificante); 
Alúmen de potássio (endurecedor da 
gelatina); Sulfito de sódio (conservante). 
 
FUNÇÃO = Sua cor é transparente. Parecido 
com a água. Sua função é dissolver e remover 
da emulsão os cristais halogenados de prata 
não-revelados. 
 
TEMPO = Se eu deixo pouco tempo no 
fixador, não vai dar tempo do fixador retirar 
essa prata não-revelada e a imagem fica sem 
contraste e borrada. Se eu deixar mais, o 
fixador começa a retirar toda prata e a imagem 
vai sumindo até desaparecer. O melhor tempo 
é de 2. 
 
DEGRADAÇÃO: Cor leitosa, esbranquiçada. 
Oxidação, contaminação de resíduos. 
Explicação: Na radiografia observamos lugares 
que chegou radiação e lugares que não chegou a 
radiação. Aonde chegou radiação, o revelador vai 
tingir de preto os cristais ativados e não vai tingir 
de preto o cristal não ativado. O fixador, vai retirar 
do filme os cristais que não foram tingidos de 
preto, ou seja, que não foram revelados. É o 
fixador que promove o tom claro da imagem, 
porque ele vai arrancar do filme a prata não usada. 
Também tem como função endurecer a prata 
revelada fazendo com que o filme ganhe 
resistência. Dá os tons de preto e claro na 
imagem, ou seja, dá o contraste da imagem. Sem 
o fixador, a imagem ficaria escura e borrada. O 
fixador tira a prata e tira a radiografia manchada. 
 
LAVAGEM FINAL 
 
OBSERVAÇÃO: Se eu não lavar direito, a 
imagem fica manchada. 
 
FUNÇÃO: Remover os íons de prata não 
ativadas na superfície do filme, pois se eu não 
fizer a lavagem final, essa prata que está na 
superfície do filme ficará amarelada com o 
tempo. 
 
TEMPO = Mais ou menos 5 minutos. 
 
 
SECAGEM 
 
OBSERVAÇÃO:Realizada preferencialmente 
em secadoras, até que o filme esteja isento de 
gotículas de água. 
 
 
 
 
 
 
• IMAGEM MUITO CLARA (revelação 
insuficiente, temperatura do revelador 
muito baixa, revelador muito antigo ou 
mal misturado, muito tempo no fixador). 
 
• IMAGEM MUITO ESCURA (revelação 
excessiva, temperatura do revelador 
muito alta, muita radiação, falha na 
diluição do revelador). 
 
66. PRINCIPAIS TÉCNICAS 
RADIOGRÁFICAS 
 
• COMO: Paciente segura o filme. Ela foi 
a primeira técnica inventada. 
• FILME PERIAPICAL: 3x4 adulto; 2x3 
infantil. 
• OBJETO: Alvéolo do dente, filme, 
angulação do equipamento de Raio X. 
 
Explicação: Para que tenhamos um imagem no 
filme mais próximo possível do tamanho real do 
dente essa angulação deve ser perpendicular a 
bissetriz formada entre o dente e o filme. Se a 
angulação não estiver correta a imagem fica 
distorcida, alongada. 
 
1. Posicionamento correto da cabeça do 
paciente no plano sagital mediano, 
perpendicular ao solo; 
 
2. Angulação da cabeça do paciente para 
maxila (osso maxilar paralelo ao solo; 
Paciente segura com o polegar). 
 
3. Angulação da cabeça do paciente para 
mandíbula (base da mandíbula 
paralelo ao solo; levanta-se a 
mandíbula; Paciente segura com o 
dedo indicador com a palma da mão 
para fora). 
AS RADIOGRAFIAS SÃO BASEADAS NA 
LOCALIZAÇÃO DOS DENTES E VAI 
ENGLOBAR GRUPOS DE DENTES 
 
• GRUPOS DE DENTES SUPERIORES 
(MAXILA): Os dois incisivos centrais 
(filme na vertical), incisivo lateral e 
canino (filme na vertical), pré-molares 
(filme horizontal), molares (filme na 
horizontal). 
 
• GRUPOS DE DENTES INFERIORES 
(MANDÍBULA): Os quatro incisivos 
filme vertical), somente canino (filme 
vertical), pré-molares (filme horizontal), 
molares (filme horizontal). 
 
OBS: Na hora de colocar o filme, temos uma 
parte ativa (sempre parte lisa, voltada para 
radiação) e o picote (bolinha; sempre voltado 
para incisal e oclusão dos dentes; nos 
inferiores o picote fica para cima e nos 
superiores o picote fica para baixo). 
 
PONTOS DE REFERÊNCIA DAS 
RADIOGRAFIAS 
 
> Incisivos = Ponta do nariz; 
> Caninos = Asa do nariz; 
> Pré-molares = Pupila; 
> Molares = Canto do olho. 
 
 
 
Para cada dente terei uma angulação pré- 
determinada (45 a 55 graus) e o ponto de 
referência (direção da radiação). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• COMO: Uso dos posicionadores. 
• FILME PERIAPICAL: 3x4 adulto; 2x3 
infantil. 
• POSICIONADORES: Já dá a 
angulação automática, correta e pré-
determinada, ao invés de segurarmos o 
filme. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67. FUNÇÕES DE CADA RADIOGRAFIA 
ODONTOLÓGICA 
 
• Mostrar detalhes de um dente 
específico, desde a coroa até a raiz. 
• Identificar cáries, abscessos dentários 
e outras lesões periapicais. 
• Avaliar a saúde do osso que rodeia a 
raiz do dente. 
• Planejar tratamentos endodônticos 
(canal radicular) ou extrações 
dentárias. 
 
 
• Visualizar a região entre os dentes 
adjacentes (área interproximal). 
• Detectar cáries em estágios iniciais 
entre os dentes. 
• Avaliar o ajuste das restaurações 
dentárias e coroas. 
 
 
• Obter uma visão completa de todos os 
dentes, maxilares, ossos da face e 
estruturas circundantes. 
• Identificar problemas na mandíbula, 
maxila, articulação temporomandibular 
(ATM) e seios da face. 
• Avaliar o desenvolvimento dos dentes 
permanentes e a erupção dos dentes 
do siso (terceiros molares). 
• Planejar tratamentos ortodônticos, 
cirúrgicos ou restaurativos 
abrangentes. 
 
• Fornece uma visão panorâmica e 
detalhada da arcada dentária. 
• Identifica a posição e o número de 
dentes impactados ou 
supranumerários. 
• Auxilia no diagnóstico de fraturas 
ósseas e cistos maxilares. 
• É útil para avaliar o desenvolvimento 
dos dentes em pacientes jovens. 
• Permite o planejamento de próteses e 
implantes dentários. 
 
 
 
 
• Utilizada na ortodontia para medir as 
relações esqueléticas e dentárias. 
• Auxiliar no diagnóstico e planejamento 
de tratamentos ortodônticos. 
• Avaliar o crescimento facial e a posição 
dos maxilares. 
 
 
• Proporcionar imagens tridimensionais 
detalhadas das estruturas orais e 
faciais. 
• Planejar tratamentos de implantes 
dentários com alta precisão. 
• Avaliar a posição de dentes inclusose 
cistos. 
• Auxiliar em cirurgias complexas e 
tratamentos de deformidades faciais. 
 
 
 
 
68. INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA 
 
 
• ANÁLISE DA DENSIDADE DAS 
ESTRUTURAS: As radiografias 
odontológicas mostram diferentes 
densidades de estruturas, como 
dentes, ossos e tecidos moles. A 
interpretação começa observando a 
distinção entre essas densidades para 
identificar cáries, fraturas ósseas, 
anomalias e outras patologias. 
 
 
 
• AVALIAÇÃO DA ANATOMIA 
DENTÁRIA: É essencial reconhecer a 
anatomia normal dos dentes, incluindo 
coroas, raízes e câmaras pulpares. A 
presença de cáries, reabsorções, 
dentes impactados ou ausentes devem 
ser verificados. 
 
• VERIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS 
DE SUPORTE: O osso alveolar, que 
suporta os dentes, é fundamental na 
interpretação das radiografias. A perda 
óssea pode indicar doença periodontal 
ou outras complicações. 
 
• IDENTIFICAÇÃO DE PATOLOGIAS 
ÓSSEAS E TECIDUAIS: As 
radiografias odontológicas podem 
revelar cistos, tumores, granulomas e 
outras lesões que afetam o osso ou os 
tecidos moles. 
 
• ACOMPANHAMENTO DO 
DESENVOLVIMENTO: Em pacientes 
jovens, as radiografias são úteis para 
monitorar o desenvolvimento dos 
dentes permanentes e avaliar a 
erupção dos dentes do siso. 
 
 
• SUPERPOSIÇÃO DE ESTRUTURAS: 
A sobreposição de dentes ou 
estruturas ósseas pode obscurecer 
lesões ou dentes impactados. 
 
• ARTEFATOS: Artefatos podem ser 
causados por técnicas inadequadas de 
radiografia ou posicionamento do 
paciente, levando a imagens 
distorcidas ou pouco claras. 
 
• FALTA DE CONHECIMENTO 
ANATÔMICO: A falta de compreensão 
da anatomia dentária e maxilofacial 
pode levar a interpretações 
equivocadas. 
 
• FALTA DE COMPARAÇÃO: A 
ausência de radiografias anteriores ou 
imagens de referência pode dificultar a 
identificação de mudanças ao longo do 
tempo. 
 
• LIMITAÇÕES DA TÉCNICA: Cada tipo 
de radiografia tem suas próprias 
limitações, e é essencial estar ciente 
delas ao interpretar as imagens. 
 
 
• COROAS E RAÍZES DOS DENTES: 
As coroas são a parte visível dos 
dentes, enquanto as raízes estão 
inseridas no osso alveolar. 
 
• OSSO ALVEOLAR: O osso que 
circunda e suporta as raízes dos 
dentes. 
 
• CANAL RADICULAR: O espaço 
dentro da raiz que contém o nervo e os 
vasos sanguíneos. 
 
• CÂMARA PULPAR: A parte central do 
dente, onde estão localizados os 
tecidos moles, como polpa e nervos. 
 
• ATM: A articulação que permite o 
movimento da mandíbula. 
 
• SEIOS DA FACE: Cavidades aéreas 
nos ossos maxilares. 
 
 
• USO DE EQUIPAMENTO 
ADEQUADO: A qualidade das 
radiografias depende do equipamento 
utilizado. Certifique-se de usar 
equipamentos de alta qualidade e 
calibrados corretamente. 
 
• PROTEÇÃO RADIOLÓGICA: Sempre 
utilize aventais e protetores de tireoide 
para pacientes e profissionais 
envolvidos no procedimento. 
 
• REGISTRO DAS INFORMAÇÕES: 
Mantenha um registro completo das 
radiografias, incluindo a técnica 
utilizada, posição do paciente, data e 
informações clínicas relevantes. 
 
• COLABORAÇÃO 
INTERDISCIPLINAR: A interpretação 
das radiografias pode exigir a 
colaboração entre dentistas, 
radiologistas e outros especialistas. 
Anotações: 
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______________________. 
 
SUMÁRIO 
69. Anatomia interna 
70. Testes pulpares 
71. Radiologia endodôntica 
72. Alterações pulpares e perirradiculares 
73. Injúrias por luxação 
74. Tratamento endodôntico 
 
69. ANATOMIA INTERNA 
 
FUNÇÕES DA POLPA 
 
 
 
• FORMAÇÃO DE DENTINA pelos 
odontoblastos; 
• NUTRIÇÃO da dentina através do 
fluido intratubular; 
• DEFESA do tecido através da 
formação de dentina reacionária e 
reparadora; 
• TRANSMISSÃO DE SINAIS a partir de 
estímulos na dentina por meio da 
inervação. 
 
NOME DAS ESTRUTURAS DO COMPLEXO 
DENTINO-PULPAR 
 
 
• DENTINA; 
 
• PRÉ-DENTINA; 
 
• CAMADA ODONTOBLÁSTICA: É a 
camada mais externa. Está 
completamente presente somente em 
polpas que não estão sofrendo 
nenhum tipo de injúria. Nessa camada 
podem ser encontrados capilares 
sanguíneos, fibras nervosas e células 
dendríticas. Irregular.  
 
• ZONA POBRE EM CÉLULAS: É 
possível notar que vasos sanguíneos, 
fibras amielínicas e processos 
citoplasmáticos de fibroblastos a 
atravessam.   
 
• ZONA RICA EM CÉLULAS: 
Quantidade significante de 
fibroblastos, macrófagos e linfócitos.   
 
• POLPA PROPRIAMENTE DITA: 
Coração do tecido. Contém a maioria 
dos vasos sanguíneos e fibras 
nervosas. Contêm células de 
fibroblastos, macrófagos, linfócitos e 
células mesenquimais.   
 
CÉLULAS DE TECIDO PULPAR  
 
• ODONTOBLASTOS: Células 
altamente diferenciadas. Função 
principal relacionada à produção de 
dentina. São células sintetizadoras e 
secretoras, produzem basicamente 
glicoproteínas, colágeno e substância 
fundamental.   
 
• FIBROBLASTOS: São células do tipo 
constitutivo. Estão envolvidos na 
produção de colágeno e substância 
fundamental, bem como na eliminação 
do excesso de colágeno pulpar. São 
mais abundantes na zona rica em 
células. Pode ter relação com o 
processo de reparo pulpar.   
 
• CÉLULAS DE 
DEFESA: Macrófagos e linfócitos. Em 
situações de inflamação podem ser 
encontrados neutrófilos, plasmócitos e 
mastócitos.  
 
NOME DAS RAIZES E DOS CANAIS DOS 
SEGUINTES DENTES (MAIS COBRADOS 
EM PROVA): 
 
• 1º PRÉ-MOLAR SUPERIOR: 
Normalmente 2 raízes e 2 canais 
(vestibular e palatina). 
 
• 1º MOLAR SUPERIOR: Normalmente 
3 raízes e até 4 canais (mesiovestibular 
com 2 canais, distovestibular com 1 
canal e palatino com 1 canal). 
 
• 1º MOLAR INFERIOR: Normalmente 2 
raízes e até 3 canais (mesial com 2 
canais, sendo um mesiovestibular e um 
mesiolingual e distal com 1 canal). 
 
 
 
 
 
• INTERCONDUTO: passa pelo principal 
e colateral; 
 
• RECORRENTE: sai do principal e volta 
para o principal; 
 
• LATERAL ou ADVENTÍCIO: lateral ao 
canal principal na parte cervical; 
 
• SECUNDÁRIO: lateral ao canal 
principal na parte apical, dele partem os 
canais acessórios; 
 
• CAVO INTER-RADICULAR: é um tipo 
de canal acessório próximo ao 
assoalho, mais comum em dentes 
inferiores. 
 
 
 
 
  
 
• Vem da divisão mandibular e maxilar 
do nervo trigeminal.   
• Os sinais recebidos pelos dentes são 
captados por fibras sensoriais 
nervosas mielinizadas e não 
mielinizadas, as quais transmitem 
estímulos para o cérebro e este 
decodifica como sensação de dor.   
• As fibras nervosas pulpares são 
persistentes à necrose, devido à 
resistência à autólise.   
 
  
FIBRA NERVOSA 
TIPO A (delta)  
 
FIBRA NERVOSATIPO C  
Mielinizada, maior 
velocidade. 
NÃO Mielinizada, menor 
velocidade de condução;  
Dor, temperatura, 
toque.  
 
Dor.  
 
 
70. TESTES PULPARES 
  
TESTE ELÉTRICO  TESTE TÉRMICO 
(FRIO OU CALOR) 
  
Visa estimulação das fibras 
tipo A, sendo que as fibras 
do tipo C não 
respondem adequadamente; 
  
Visa estimulação das 
fibras tipo A, com 
pouca participação 
das fibras tipo C;  
Ponto de excitabilidade em 
dentes anteriores é a borda 
incisal.  
Quando as fibras tipo 
C são ativas, 
normalmente causam 
alguma injúria no 
tecido pulpar;  
 
 
• FRIO: passa rápido (normal), demora a 
passar (inflamação), causa alívio 
(inflamação). Mais bem associado ao 
teste elétrico. 
 
• QUENTE: dor tardia (normal), dor 
imediata (inflamação). Pode alterar a 
polpa irreversivelmente, mais indicado 
para idosos. 
 
  
 
 
 
• A cavidade pulpar diminui de tamanho 
e altera sua forma com o avançar da 
idade;  
 
• Embora a dentina secundária seja 
formada durante toda vida, parece 
haver redução na velocidade de 
formação em pacientes idosos. Canal 
do idoso é mais atrésico que de um 
jovem;  
 
• Como consequência do estreitamento 
da câmara pulpar e do forame apical, 
há um comprometimento do 
suprimento vascular, linfático e 
nervoso;  
 
• A densidade e composição das células 
variaram com o envelhecimento, o que 
pode provavelmente conferir 
mudanças no potencial de defesa 
imunológica da polpa contra 
infecções.   
 
 
• Túbulos dentinários; 
• Cavidade aberta em decorrência de 
uma cárie ou trauma); 
• Membrana periodontal; 
• Corrente sanguínea; 
• Extensão (doença vizinha). 
 
71. RADIOGRAFIA ENDODÔNTICA 
 
 
• Radiografia inicial (ortorradial); 
• Odontometria (comprimento de 
trabalho); 
• Prova do cone principal; 
• Prova da obturação; 
• Radiografia final (ortorradial). 
 
 
• MESIORRADIAL: Raiz palatina 
encontra-se a minha esquerda e a raiz 
vestibular encontra-se a minha direita. 
 
• ORTORRADIAL: Raiz palatina e 
vestibular se sobrepõem. 
 
• DISTORRADIAL: Raiz vestibular 
encontra-se a minha esquerda e a raiz 
palatina encontra-se a minha direita. 
 
 
 
 
 
1. DETECÇÃO DE CÁRIES E LESÕES 
PERIAPICAIS: A radiografia 
endodôntica permite identificar cáries e 
outras lesões periapicais, como 
abscessos, que podem não ser visíveis 
a olho nu ou em radiografias mais 
amplas. 
 
2. AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE 
CANAIS RADICULARES: É possível 
analisar o tamanho, a forma e a 
presença de curvaturas no sistema de 
canais radiculares, o que é essencial 
para o planejamento de tratamentos de 
canal. 
 
3. IDENTIFICAÇÃO DE FRATURAS E 
REABSORÇÕES: A radiografia 
endodôntica pode revelar fraturas 
dentárias ou reabsorções radiculares, 
ajudando a determinar a extensão do 
dano e a abordagem adequada para o 
tratamento. 
 
4. VERIFICAÇÃO DO 
PREENCHIMENTO DOS CANAIS 
RADICULARES: Em tratamentos 
endodônticos anteriores, a radiografia 
endodôntica é usada para avaliar a 
qualidade e a eficácia do 
preenchimento dos canais com 
material obturador. 
 
 
5. ACOMPANHAMENTO PÓS-
TRATAMENTO ENDODÔNTICO: 
Após a realização do tratamento de 
canal, as radiografias endodônticas 
são utilizadas para verificar a cura da 
lesão periapical e a integridade do 
selamento. 
 
 
 
 72. ALTERAÇÕES PULPARES E 
PERIRRADICULARES 
 
 
 
PULPITE REVERSÍVEL: Principais 
mediadores químicos no aumento da 
permeabilidade vascular (neuropeptídeos e 
bradicinina). 
PULPITE IRREVERSÍVEL 
• INICIAL: dor ao frio demora a passar 
• AVANÇADA: não resolve com 
analgésicos, alívio ao frio 
NECROSE PULPAR 
 
• LIQUEFAÇÃO: infecção bacteriana. 
• COAGULAÇÃO: trauma. 
• GANGRENOSA: necrose por 
liquefação e coagulação (ambas). 
PERIODONTITE APICAL AGUDA 
• INFECCIOSA: dor intensa, espontânea 
e localizada, sensação de dente 
crescido, dor a percussão vertical 
exacerbada. 
• TRAUMÁTICA: trauma por contato 
prematuro (alívio oclusal), polpa viva. 
ABSCESSO PERIRRADICULAR AGUDO: 
Dor espontânea, pulsátil e intensa, teste de 
percussão e palpação positivos, febre e mal-
estar, exsudato purulento, sem tumefação e 
sem fístula. 
 
PERIODONTITE APICAL CRÔNICA: Sem 
dor e não responde a nenhum teste 
endodôntico. Pode evoluir para um 
granuloma. 
 
ABSCESSO PERRADICULAR CRÔNICO 
OU PERIODONTITE APICAL SUPURATIVA: 
Sem dor e não responde a nenhum teste 
endodôntico. Pode ter presença de fístula. 
GRANULOMA PERIRRADICULAR: É a 
alteração mais comum encontrada. Lesão 
circunscrita radiograficamente. Testes 
endodônticos negativos. Não possui um 
epitélio revestindo 
CISTO PERIRRADICULAR: Sempre se 
origina de um granuloma que se tornou 
epitelizado, epitélio oriundo dos restos 
epiteliais de Malassez. Testes endodônticos 
negativos 
 
OUTROS 
 
• PULPITE ULCERATIVA: lesão 
superficial ulcerativa no tecido pulpar 
exposto a cavidade. Dentes adultos. 
 
• PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA: 
proliferação de tecido granuloso na 
superfície pulpar exposta. Dentes 
jovens com rizogênese incompleta 
(pulpotomia). 
 
EXTERNA 
 
• SUBSTITUIÇÃO: observada em 
reimplantes, transplantes e luxações, 
avulsão e intrusão, extenso prejuízo do 
ligamento periodontal. Pode causar 
ANQUILOSE. Substituição da raiz 
por osso. 
 
• TRANSITÓRIA ou SUPERFÍCIE: uma 
reabsorção que é interrompida sem 
qualquer intervenção. Autolimitante e 
rapidamente reparada. Causada por 
traumas de baixa intensidade. 
• PRESSÃO: causada por tratamento 
ortodôntico, dentes impactados, 
erupções dentais, cistos, outros. É 
interrompida quando se remove a 
causa. 
 
INTERNA 
 
• INFLAMATÓRIA: fator etiológico é o 
trauma e a infecção, resultando em 
uma inflamação crônica da polpa. 
Assintomática. 
 
• SUBSTITUIÇÃO: contorno pulpar 
não é preservado, aumento irregular 
da cavidade pulpar, não ocorrendo a 
superposição da cavidade pulpar sobre 
a área de reabsorção. Trauma de 
baixa intensidade é o fator 
etiológico. 
 
 
 73. INJÚRIAS POR LUXAÇÃO 
 
 
 
SUBLUXAÇÃO: rompimento das fibras do 
ligamento periodontal, mobilidade 
aumentada, observado sangramento pelo 
sulco gengival, sem deslocamento, 
sensibilidade a percussão. 
 
CONCUSSÃO: força interna e súbita NÃO 
SUFICIENTE para fraturar um dente. A força 
se concentra em uma região muito pequena 
lesando-a focalmente. Sem deslocamento, 
sem mobilidade. 
 
LUXAÇÃO LATERAL: dente deslocado para 
qualquer direção, principalmente palatina. 
Dente travado na cortical óssea. 
 
LUXAÇÃO EXTRUSIVA: deslocado em 
direção coronária não totalmente. 
 
LUXAÇÃO INTRUSIVA: deslocado em 
direção apical não totalmente. MAIS DANOS. 
Pode causar anquilose. Alta incidência de 
necrose pulpar. 
 
 
 74. TRATAMENTO ENDODÔNTICO 
 
• ABERTURA CORONÁRIA; 
• EXPLORAÇÃO INICIAL DOS CANAIS 
(USAR A LIMA DE PEQUENO 
CALIBRE); 
• PREPARO DO TERÇO CERVICAL; 
• ODONTOMETRIA; 
• PREPARO DO CANAL RADICULAR. 
 
• INCISIVO CENTRAL SUPERIOR: Sua 
forma de contorno reflete a forma 
externa do dente (triangular com base 
para face incisal) e paredes proximais 
levemente expulsivas. Uso da broca 
esférica diamantada para acesso nº 
10/12 e 10/13 e para forma de contorno 
broca cônica diamantada nº3195 ou nº 
2200. Broca perpendicularmente à face 
palatina, iniciando o desgaste, inclina-
se a broca obliquamente ao longo do 
eixo do dente, procede-se a abertura 
com remoção de todo teto. 
 
• INCISIVO LATERAL SUPERIOR: Sua 
forma de contorno reflete a forma 
externa do dente (triangular com base 
para face incisal) e paredes proximais 
levemente expulsivas. Broca 
perpendicularmente à face palatina, 
iniciando o desgaste, inclina-se a broca 
obliquamente ao longo do eixo do 
dente, procede-se a abertura com 
remoção de todo teto. 
 
• CANINO SUPERIOR: Sua forma de 
contorno reflete a forma externa do 
dente (ovalada) e paredes proximais 
levemente expulsivas. Broca 
perpendicularmente à face palatina, 
iniciando o desgaste, inclina-se a broca 
obliquamente ao longo do eixo do 
dente, procede-se a aberturacom 
remoção de todo teto. 
 
• 1º PRÉ-MOLAR SUPERIOR: Sua 
forma de contorno reflete a forma 
externa do dente (ovalada) e paredes 
proximais levemente expulsivas. Broca 
em sentido do longo eixo do dente até 
chegar na câmara pulpar, inclinando-a 
para face palatina, procede-se a 
abertura com remoção de todo teto. 
 
• 2º PRÉ-MOLAR SUPERIOR: Sua 
forma de contorno reflete a forma 
externa do dente (ovalada) e paredes 
proximais levemente expulsivas. Broca 
em sentido do longo eixo do dente até 
chegar na câmara pulpar, inclinando-a 
para face palatina, procede-se a 
abertura com remoção de todo teto. 
 
• 1º MOLAR SUPERIOR: Sua forma de 
contorno reflete a forma externa do 
dente (trapezoidal) e paredes 
proximais levemente expulsivas 
(mesial). Broca paralela ao longo do 
eixo do dente, inclinada para face 
palatina. 
 
• 2º MOLAR SUPERIOR: Sua forma de 
contorno reflete a forma externa do 
dente (trapezoidal) e paredes 
proximais levemente expulsivas. Broca 
paralela ao longo do eixo do dente, 
inclinada para face palatina. 
 
 
 
HIPOCLORITO DE SÓDIO (apenas em 
forma aquosa) 
 
• Composto halogenado. 
• HIPOCLORITO DE SÓDIO (base forte) 
+ ÁCIDO HIPOCLOROSO (base 
fraca). 
• Hipoclorito + ácido graxo = sais e 
sabão. 
• Hipoclorito + aminoácido = sal e 
água. 
• Não tem estabilidade. 
• Solubiliza matéria orgânica (remove 
pouco smear layer). 
• Eficaz conta E. Faecallis. 
 
SOLUÇÕES DE HIPOCLORITO DE SÓDIO 
 
MILTON 1% 
 
Estabiliza o 
cloreto de 
sódio 
 
10.000 ppm 
DAKIN 0,5%, 
usado 
quando 
não se faz 
isolamento 
absoluto 
 
Neutraliza 
ácido 
bórico 
 
5.000 ppm 
DAUSKENE 0,5% 
 
Neutraliza o 
bicarbonato 
de sódio 
 
5.000 ppm 
LABARRAQUE 2,5% 
 
x 25.000 ppm 
 
 
EDTA 
 
• Ácido etileno D. 
• Quelante de cálcio (remove íons cálcio) 
• Fixa íons metálicos 
• É um sal e ácido fraco. 
• Remoção inorgânica (smear layer) 
• Ação autolimitada 
• Muito usado em canais atrésicos 
• Atividade antimicrobiana 
• Usado mais como irrigação final 
 
ÁCIDO CÍTRICO 
 
• Orgânico sólido cristalino 
• Promove desmineralização 
• Remove smear layer 
• Não é muito bom para tecidos 
perirradiculares (ph baixo) 
 
CLOREXIDINA 
 
• CONCENTRAÇÃO ALTA: 
Bactericida 
• CONCENTRAÇÃO BAIXA: 
Bacteriostático 
 
• Tem maior substantividade 
• Não dissolve matéria orgânica. 
• Eficaz contra E. Faecallis 
• Não é tóxico 
 
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO 
 
• Com pH alcalino 12,8. Alta 
solubilidade. Radiopaco. 
• Não tem ação eficaz contra E. 
Faecallis. 
• Age sobre o lipopolissacarídeo das 
bactérias gram-negativas. 
• Neoformação da dentina. 
 
 FORMOCRESOL 
 
• Germicida potente com ação a 
distância e por contato. 
• Citogênico, mutagênico e 
carcinogênico, caindo em desuso. 
• Carvão de breu, também é chamado. 
 
PARAMONOCLOFENOL (PMC) 
 
• Atividade mais pronunciada contra E. 
Faecallis 
• Pode ser associado a cânfora 
diminuindo sua toxicidade 
• Libera cloro e tem efeito letal 
• Veículo oleoso 
 
OTOSPORIN 
 
• Grande penetração tecidual e rápida 
eliminação. 
• Associação de HIDROCORTICONA 
(corticosteroide) + ANTIBIÓTICOS 
(polimixina B e sulfato de neomicina). 
• Decadron colírio (DEXAMETASONA 
+ ANTIBIÓTICO, sulfato de 
neomicina). 
 
 
 
GUTA PERCHA 
 
• Boa adaptação 
• É tolerável pelos tecidos periapicais 
• Fácil de remover 
• Não é solúvel aos fluidos orgânicos 
• Não macha 
• Não pode extravasar porque não 
reabsorve 
• Estabilidade dimensional 
• Radiopaco 
• Comportamento viscoelástico 
• Pouca adesividade 
• Podem se deslocar pela pressão 
(sobreobturação) 
• São dissolvidos em eucaliptol, xilol, 
clorofórmio e éster. 
 
CIMENTOS 
 
ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL 
 
• Reação ácido-base. 
• Antibacteriano, anestésico e anti-
inflamatório, porém em altas 
concentrações é citotóxico. 
• Redução da atividade nervosa. 
 
RESINOSOS 
 
• AH 26: resina epóxia, pode conter 
prata. 
• AH PLUS: resina epóxi-aminas, bom 
comportamento histológico e 
capacidade seladora. 
• EPIPHANY: composto dual, com 
primer. 
• ENDOREZ: base metacrilato. 
• METASEAL: base metacrilato. 
 
IONÔMERO DE VIDRO 
 
• SEALAPEX: uma das primeiras bases 
de hidróxido de cálcio. 
• SEALER 26: resina epóxia + hidróxido 
de cálcio. 
• APERIXT PLUS: formação de quelato 
salicilato de cálcio. 
• ACROSEAL: libera formaldeído 
durante endurecimento. 
 
SILICONE 
 
• ROLKSEAL AUTOMIX 
• GUTTAFLOW 
 
MTA: pH alcalino de 12,5, após o 
endurecimento o material se expande tendo 
um bom selamento marginal e de perfurações. 
A diferença com o hidróxido de cálcio é 
que o MTA é pouco solúvel e a massa 
obtida não se dilui na presença de líquidos 
teciduais, sendo uma vantagem. Possui 
atividade indutora de calcificação e ação 
semelhante ao hidróxido de cálcio. 
 
 
Anotações: 
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______________________. 
 
SUMÁRIO 
75. Infecções bacterianas, fúngicas e virais 
76. Lesões fundamentais 
77. Biópsia e citologia esfoliativa 
78. Doenças alérgicas e imunológicas 
79. Nomenclaturas das patologias epiteliais 
80. Doenças sistêmicas 
81. Lesões cancerizáveis 
82. Carcinomas espinocelulares 
83. Tumores de tecidos moles 
84. Principais cistos e tumores odontogênicos 
 
75. INFECÇÕES MICROBIANAS 
 
SÍFILIS 
TRANSMISSÃO: sexo, mãe para o feto, 
transfusão sanguínea. 
 
CARACTERÍSTICAS DA LESÃO: úlcera de 
base clara e indolor ou raramente semelhante 
a um granuloma. 
 
• SÍFILIS PRIMÁRIA: cancro duro, 
lábios e língua. 
• SÍFILIS SECUNDÁRIA: linfadenopatia 
indolor, febre, placas mucosas 
(mucosa sensível e esbranquiçada). 
• SÍFILIS TERCIÁRIA: nível língua e 
palato, antibióticos. 
• SÍFILIS CONGÊNITA: tríade de 
Hutchinson. Maxila curta, hipoplasia 
dos incisivos e molares. Massas 
globulares 1ºmolar. 
 
TUBERCULOSE 
 
TRANSMISSÃO: gotículas respiratórias de 
um paciente com a doença ativa. 
 
CARACTERÍSTICAS DA LESÃO: úlcera 
indolor. 
 
• TUBERCULOSE PRIMÁRIA: gengiva 
ou região amigdaliana, úlceras 
indolores e com bordas 
hemorrágicas acompanhadas de 
adenopatia satélite. 
 
• TUBERCULOSE SECUNDÁRIA: 
forma pulmonar da doença. AIDS é um 
dos maiores fatores de risco. 
 
HANSEANÍASE (LEPRA) 
 
• LESÕES BUCAIS: infecção da polpa 
dentária ocasionando reabsorção 
interna e necrose pulpar. 
• SINAIS DERMATONEUROLÓGICOS: 
lesões na pele e nervos periféricos. 
• Formação de lepromas nos tecidos 
moles. 
• Antiga lepra. 
 
ACTINOMICOSE 
 
• Bactérias anaeróbicas gram-positivas. 
• Infecção agudaou crônica. 
• Grânulos sulfúricos (reação 
supurativa amarelada). 
• TRATAMENTO: debridamento 
cirúrgico e antibioticoterapia. 
• LOCAIS: cervicofacial (mais comum, 
exodontias prévias), abdominopélvica, 
pulmonar. 
 
OSTEOMIELITE DE GARRÉ 
 
• Reação periosteal de baixa virulência. 
• Crianças aos 12 anos a partir de um 
dente desvitalizado (1º molar inferior). 
• Várias camadas ósseas 
sobrepostas: CASCA DE CEBOLA. 
 
ENDOCARDITE BACTERIANA 
 
• A maioria ocorre pela bactéria 
ACTINOBACILLUS 
ACTINOMYCETEMCOMITANS (a.a.). 
• Envolve as valvas cardíacas. 
• Bacteremia de 15 minutos. 
 
• PROFILAXIA ANTIBIÓTICA: 2g de 
amoxicilina 1 horas antes. 
 
ESCARLATINA 
 
• Atinge mais crianças de 1 a 3 anos. 
Começa como uma amidalite com 
faringite. Incubação de 1 a 7 dias. 
• Erupções na mucosa e na pele. 
• LINHAS DE PLASTIA E SINAIS DE 
FILATOV (palidez perioral), LÍNGUA 
DE MORANGO BRANCO. 
 
 
PARACOCCIDIOIDOMICOSE 
 
• Afeta principalmente agricultores. 
Pode mimetizar a CEC. 
• Inalação dos poros para o PULMÃO. 
• Lesões muriformes (aspecto de 
AMORA), ulcerações com bordas 
elevadas (estomatite moriformes). 
• Biópsia: aparência de leme de 
marinheiro ou orelhas de Mickey 
Mouse. 
 
CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA 
 
CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA: 
placas brancas, macias e descartáveis por 
raspagem, assintomática (leite coalhado). 
 
CANDIDÍASE ERITEMATOSA: mais comum 
na língua (sensação de ardor). Não 
apresenta manchas brancas e nenhum 
componente branco como aspecto relevante. 
 
GLOSSITE ROMBOIDAL MEDIANA: área 
eritematosa localizada posteriormente á linha 
média da superfície dorsal da língua. 
 
ESTOMATITE PROTÉTICA: áreas de 
eritemas acompanhado por pontos 
hemorrágicos (petéquias) que ocorrem 
sobre próteses totais, principalmente em 
região de palato. Pode estar associado 
também a reação alérgica. 
 
CANDIDOSE ATRÓFICA AGUDA: boca 
ferida por antibióticos. Mucosa edematosa, 
avermelhada e dolorida. 
 
QUEILITE ANGULAR 
 
• Inflamação, fissuração e maceração 
dos ângulos da boca. 
• Acúmulo de material salivar ou ação 
irritante de medicamentos ou 
dentifrícios. 
• Ocorre mais em idosos. 
 
HERPES 
 
 
 
• HERPES TIPO 1: saliva, lesões 
periorais (oral, facial e ocular). 
 
• GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA 
AGUDA: padrão mais comum de 
infecção primária sintomática. 
Ocorre muito em crianças de 6 meses 
a 5 anos. Lesões orais doloridas, febre, 
linfadenopatia cervical anterior. 
 
• VESÍCULAS PUNTIFORMES. Pode 
ocorrer no local da inoculação ou em 
áreas adjacentes, local mais comum 
são os lábios. 
 
• HERPES TIPO 2: excreções genitais 
(contato sexual). 
 
• VARICELA/ ZOSTER: vírus da 
catapora, pode surgir de volta na forma 
de zoster na fase adulta com sistema 
imunológico enfraquecido. Bolhas 
vermelhas na pele, mucosa oral e 
nervo facial. 
 
 
MONONUCLEOSE INFECCIOSA: doença 
do beijo, contato orofecal ou saliva. 
Sintomática. Uso do dique de borracha diminui 
a contaminação. Epstein-bar. 
 
CITOMEGALOVÍRUS: transfusão de sangue 
e transplante de órgãos. Febre baixa 
temporária. Células de OLHO DE CORUJA. 
 
 
 
76. LESÕES FUNDAMENTAIS 
 
 
 
MANCHA OU MÁCULA: modificações da 
coloração normal sem elevação e depressão 
(vitiligo, tatuagens de amálgama, 
pigmentação gengival racial – manchas 
melânicas). Lesão primária, que altera 
tamanho, cor e forma. 
 
PLACA: leucoplasia (placa branca 
assintomática que não cede a raspagem, 
tabagismo ou idiopática, homens mais 
afetados), líquen plano (doença 
mucocutânea, estrias de Wickham, bilaterais, 
pode regredir), carcinomas epidermoides, 
queratose irritativa. 
 
EROSÃO: perda parcial do epitélio sem 
exposição de conjuntivo. Atrofia da mucosa 
bucal, tornando-a mais fina, plana e de 
aparência frágil. 
 
ÚLCERA E ULCERAÇÃO: perda da 
continuidade do epitélio com exposição do 
conjuntivo. Lesões de caráter crônico, de curta 
duração e consequência de doenças 
autolimitantes. Ex: afta, herpes recorrente, 
lesões traumáticas. 
 
VESÍCULA (não ultrapassa 3 mm, várias 
cavidades) E BOLHA (única cavidade): a 
diferença está no tamanho da lesão. 
Elevações do epitélio contendo líquido em seu 
interior, contorno nítido. 
PÁPULAS: pequenas LESÕES SÓLIDAS, 
circunscritas, elevadas, com diâmetro 
menor que 5 mm, origem epitelial, conjuntiva 
ou mista. Pode ser única ou múltipla. Pode ser 
SÉSSIL OU PEDICULADA. 
 
NÓDULOS: lesões sólidas, diâmetro maior 
que 5 mm, circunscritas, de localização 
superficial ou profunda. Pode ser SÉSSIL 
OU PEDICULADA. 
 
PÚRPURA - A púrpura é uma condição 
médica caracterizada pelo aparecimento de 
manchas roxas ou vermelhas na pele. Essas 
manchas ocorrem devido ao extravasamento 
de sangue dos pequenos vasos sanguíneos 
(capilares) para os tecidos próximos à 
superfície da pele. A púrpura pode ser 
causada por várias razões, como distúrbios de 
coagulação, infecções, doenças autoimunes e 
algumas condições subjacentes. 
 
PETÉQUIAS - As petéquias são pequenas 
manchas vermelhas ou roxas na pele que se 
desenvolvem devido ao sangramento 
microscópico sob a pele. Elas são causadas 
pelo rompimento de capilares sanguíneos 
muito pequenos. As petéquias geralmente 
têm menos de 3 milímetros de diâmetro e 
podem ser um sintoma de várias condições 
médicas, incluindo distúrbios de coagulação, 
infecções graves, doenças crônicas e até 
mesmo uso excessivo de medicamentos 
anticoagulantes. 
 
EQUIMOSE - Equimose é o termo médico 
para um "roxão" ou hematoma. Ela ocorre 
quando os vasos sanguíneos sob a pele se 
rompem devido a um impacto ou trauma. O 
sangue vaza dos vasos sanguíneos e se 
acumula nos tecidos adjacentes, resultando 
em uma mancha de cor roxa ou azulada. 
Equimoses geralmente mudam de cor ao 
longo do tempo, passando de azul/roxo para 
verde/amarelo à medida que o corpo 
reabsorve o sangue. 
 
HEMATOMA - Um hematoma é uma coleção 
de sangue que se acumula fora dos vasos 
sanguíneos, geralmente em um espaço entre 
os tecidos ou órgãos. Isso pode ocorrer devido 
a lesões, quedas, cirurgias ou outros tipos de 
trauma. Hematomas são semelhantes às 
equimoses, mas são geralmente maiores e 
podem ser palpáveis como uma massa firme 
sob a pele. A cor do hematoma também muda 
à medida que é absorvido pelo corpo. 
 
77. BIÓPSIA E CITOLOGIA ESFOLIATIVA 
 
 
 
CONCEITO BIÓPSIA 
 
• CONDIÇÕES IDEIAIS: as bordas da 
lesão, ulceração superficial, porção 
mais verrugosa da leucoplasia, zonas 
lesionais livres de áreas necróticas ou 
ulceradas profundas. 
 
• Propósito de diagnóstico definitivo. 
 
TIPOS DE BIÓPSIA 
 
• INCISIONAL (exérese): remoção de 
PARTE da lesão. Lesões com suspeita 
de malignidade, úlceras sem causa 
evidente, lesões inflamatórias que não 
cessam após tratamento, lesões 
extensas. 
 
• EXCISIONAL (exérese): remoção 
COMPLETA da lesão incluindo uma 
margem de segurança. Lesões 
pequenas, com características 
benignas, lesões isoladas, de fácil 
acesso e exofíticas. 
 
• POR ASPIRAÇÃO (PAAF): remoção 
de parte da lesão. Permite exame 
citológico com mais frequência. Lesões 
profundas com suspeita de 
malignidade, dificuldade de acesso, 
neoplasias de glândulas salivares e 
tireoide, suspeita de metástase 
linfonodal. 
 
• CITOLOGIA ESFOLIATIVA: 
Esfregaço de material colhido por 
raspagem superficial. Aferir o grau de 
malignidade. Avalia as células 
individualmente. 
 
78. DOENÇAS ALÉRGICAS E 
IMUNOLÓGICAS 
 
ESTOMATITE AFTOSA RECORRENTE 
 
• Afecção mais comum da mucosa oral. 
• Menor: pequenas ulcerações 
definidas; Maior: maiores que 
demoram 6 semanas ou mais; 
Herpetiforme: múltiplas. 
• Ulceração com centro necrótico 
amarelo-esbranquiçada e borda 
eritematosa com formato ovoide. 
• Distúrbio da imunidade celular 
envolvendo linfócitos T. 
 
SINDROME DE BEHÇET 
 
• É uma TRÍADE que envolve cavidade 
oral, olhos e genital. 
• Desordem sistêmica relacionada a: 
lesões em pele, sistema 
cardiovascular, sistema respiratório e 
articulações. 
• Consequênciade uma vasculite 
causada por uma imunodisfunção. 
• Ulcerações semelhantes a aftas. 
 
SARCOIDOSE 
 
• Desordem granulomatosa não-
caseosa de múltiplos sistemas 
• Causa desconhecida. 
• Resposta imune inapropriada. 
• Pode causar xerostomia e o aumento 
das glândulas salivares. 
 
GRANULOMATOSE OROFACIAL 
 
• Inflamação granulomatosa dos tecidos 
orais e PERIORAIS. 
• Acomete muito os lábios. 
• Aumento de volume persistente nos 
lábios e indolor. 
• O envolvimento único dos lábios é 
chamado de QUEILITE 
GRANULOMATOSA. 
 
GRANULOMATOSE DE WEGENER 
 
• Doença autoimune que ataca 
principalmente pulmões, vasos 
sanguíneos e as vias respiratórias 
(início dos sintomas). 
• Vasculite generalizada. 
 
ANGIODERMA 
 
• Aparecimento súbito e transitório de 
edema do tecido celular da derme. 
• Sensação dolorosa ou de queimadura. 
• Principais mediadores: histamina e 
bradicinina. 
• Pode estar associado a urticária. 
 
*imunodeficiência primária (congênita): 
desde o nascimento. 
*imunodeficiência secundária (adquirida): 
desenvolve-se depois como HIV por 
exemplo. 
 
 79. NOMENCLATURAS DAS 
PATOLOGIAS EPITELIAIS 
 
TUMORES BENÍGNOS 
 
• PAPILOMA: epitélio de revestimento. 
• ADENOMA: epitélio glandular. 
• FIBROMA: tecido fibroso. 
• LIPOMA: tecido adiposo. 
• CONDROMA: tecido cartilaginoso. 
• HEMANGIOMA: vasos sanguíneos. 
 
TUMORES MALÍGNOS 
 
• CARCINOMA: epitélio de 
revestimento. 
• ADENOCARCINOMA: epitélio 
glandular. 
• FIBROSSARCOMA: tecido fibroso. 
• LIPOSSARCOMA: tecido adiposo. 
• CONDROSSARCOMA: tecido 
cartilaginoso. 
• ANGIOSARCOMA: vasos 
sanguíneos. 
80. DOENÇAS SISTÊMICAS 
 
MUCOPOLISSACARIDOSE 
 
• Herdada de modo autossômico 
recessivo. 
• DEFICIÊNCIA de qualquer uma das 
diversas enzimas normais 
necessárias. 
• Macroglossia, hiperplasia gengival, 
numerosos dentes impactados, retardo 
mental, alterações esqueléticas. 
 
RETÍCULOENDOTELIOSE LIPÍDICA 
 
• Não apresenta nenhuma das enzimas 
necessárias para o processamento de 
lipídios. 
• ACÚMULO DE LIPÍDIOS. 
• Doença de armazenamento. 
 
LIDOIODOPROTEINASE (SÍNDROME 
URBACH WIETHE) 
 
• Traço autossômico recessivo. 
• Deposição de matéria frouxa na derme 
e no tecido conjuntivo. 
• Pacientes com ascendência europeia. 
• Afeta inicialmente a mucosa laríngea e 
as cordas vocais. 
• Paciente INCAPAZ DE PROTRUIR A 
LÍNGUA. 
 
ICTERÍCIA 
 
• EXCESSO DE BILIRRUBINA na 
corrente sanguínea, porque o fígado 
está com problema. 
• Hemácias se degradam numa 
velocidade tão rápida que o fígado não 
consegue acompanhar o 
processamento. 
• Se resolve espontaneamente. 
 
DEFICIÊNCIA VITAMÍNICA 
 
• VITAMINA D (calciferol, 
lipossolúvel): causa anomalia no 
esmalte e dentina, retardo na erupção, 
má-posição dos dentes na arcada. 
 
• VITAMINA K (filoquinona, 
lipossólúvel): problemas de 
coagulação no sangue. 
 
• B3 (niacina, hidrossolúvel): pelagra 
(pele áspera), 3D´s (DERMATITE, 
DIARRÉIA e DEMÊNCIA). 
 
• B12 (cianocobalamina, 
hidrossolúvel): importante na 
produção de hemácias. Queilites, 
despapilação da língua e ardência 
bucal. Anemia perniciosa. 
 
• ÁCIDO FÓLICO (hidrossolúvel): 
indicado para todos os tipos de 
anemias. 
 
• VITAMINA C (ácido ascórbico, 
hidrossolúvel): síntese de colágeno. 
Escorbuto, gengivite ulcerativa ou 
crônica, desenvolvimento de bolsa 
periodontal e esfoliação do dente e 
hemorragias, mucosa eritematosa e 
dolorida, alterações no osso alveolar e 
aumento da mobilidade dentária. 
 
ANEMIA FERROPRÍVIA 
 
• Ocorre pela: perda excessiva de 
sangue, aumento pela demanda de 
hemácias, diminuição da ingestão e 
absorção de ferro. 
• Fadiga, queilite angular, glossite 
(atrofia das mucosas e das papilas 
linguais). 
• BAIXOS NÍVEIS DE FERRO. 
 
HIPOTIREIOIDISMO 
 
• Cretinismo 
• Diminuição dos níveis de hormônio da 
tireoide. 
• Lábios espessados, macroglossia, 
pode não haver erupção dos dentes se 
for na infância, hipodesenvolvimento 
da mandíbula, prognatismo maxilar, 
hipoplasia de esmalte e dentina, 
hipoplasia condilar. 
• Taxa de metabolismo diminuída. 
• Hipotermia, pele fria e seca ao toque. 
 
HIPERTIREIOIDISMO 
 
• Excesso dos níveis de hormônio da 
tireoide. 
• Doença de Graves. 
• 30 aos 40 anos mais comum. 
• Perda de peso, aumento do apetite, 
transpiração excessiva, pele quente e 
lisa (intolerância ao calor), 
envolvimento ocular, exfoliação 
prematura ou acelerada dos decíduos 
e permanentes, osteoporose na 
mandíbula e maxila e outros. 
. 
DIABETES MELITO 
. 
• Principais causas: obesidade 
associada ao envelhecimento podem 
ser um dos principais fatores. 
 
• TIPO 1: Insuficiência absoluta. Perda 
de peso. Aumento da sede e 
diurese. Pacientes jovens. Candidíase 
eritematosa, queilite angular, gengivite, 
outros. 
 
• TIPO 2: Defeito na ação ou secreção 
de insulina. Aumento do 
sobrepeso. Redução da lipoproteína 
de alta densidade (HDL) e elevação da 
lipoproteína de baixa densidade 
(LDL). Pessoas assintomáticas, 
diagnóstico tardio. Turvação da visão 
(catarata), desânimo, cetoacidose, 
síndrome nefrótica, candidíase 
pseudomembranosa e eritematosa, 
queilite angular, gengivite, doença 
periodontal, neuropatia e outros. 
 
• GESTACIONAL: O recém-nascido 
pode adquirir a doença. Controle da 
ansiedade é importante. Consultas 
curtas, no início da manhã. 
 
RAQUITISMO 
 
• Resistente a vitamina D. 
• Hipocalcificação dos dentes, exposição 
ou necrose pulpar, múltiplos abcessos. 
 
 
 
DISPLASIA ODONTOMAXILAR 
SEGMENTAR 
 
• Aumento unilateral dos maxilares 
acompanhado da ausência de pré-
molares e hiperplasia gengival. 
 
PENFIGOIDE DAS MEMBRANAS 
MUCOSAS 
 
• Doença bolhosa crônica. 
• Reação autoimune contra. 
• Dermatoses bolhosas na boca. 
• Menores e menos agressivas. 
• Bolhas ou vesículas que se rompem 
formando descamações e 
hemorrágicas. 
• Gengivite descamativa. 
• Adultos e idosos. 
 
81. LESÕES CANCERIZÁVEIS 
 
LEUCOPLASIA 
 
 
 
• Não pode ser removida por raspagem 
• Mais frequente em homens 
• Pré-cancerosa mais comum 
• Radiação ultravioleta e tabaco 
(principal) 
• Etiologia desconhecida 
• Pode apresentar displasias de 
diversos graus 
 
LEUCOPLASIA PILOSA 
 
• Vírus EPTEIN-BARR 
• Não necessita de tratamento 
• Muito associada com o HIV 
• Promove alterações nucleares nos 
ceratinócitos 
 
 
ERITROPLASIA 
 
• Mancha vermelha 
• Apresentam displasia epitelial, 
normalmente severas 
• Afeta adultos e idosos 
• Menos comum 
• Alto grau de recidiva 
• Envolvimento multifocal 
• Soalho de boca, língua e palato mole 
• Mancha bem circunscrita 
• As causas são as mesmas do 
carcinoma de células escamosas. 
 
FIBROSE SUBMUCOSA ORAL 
 
 
 
• Sul da Ásia 
• Folha de betel 
 
ESTOMATITE NICOTÍNICA 
 
• Uso contínuo de tabaco, homens 
• NÃO PARECE TER NATUREZA 
MALÍGNA 
• Calor sobre o palato 
• Presença de pápulas na mucosa 
palatina 
• Cor marrom-escura a negra sobre os 
dentes 
 
QUEILITE ACTÍNICA 
 
 
 
• Alteração pré-maligna epitelial do 
vermelhão do lábio INFERIOR. 
• Radiação solar 
• Mais frequente em trabalhadores 
rurais 
• Placas atróficas eritematosas 
• Desenvolvimento lento 
• Atrofia labial, manchas pálidas, 
apagamento entre a mucosa do lábio e 
a mucosa da pele (metaplasia) 
 
LÍQUEN PLANO 
 
 
 
• Doença inflamatória crônica mediada 
por linfócitos T 
• Maior frequências em mulheres 
• Podem ser múltiplas e bilaterais, 
simétricas 
• Placa esbranquiçada, estriada (estrias 
de Wickham) 
• Recorrer a biópsia 
• Baixo potencial de cancerização 
 
 
82. CARCINOMAS ESPINOCELULARES 
 
 
• LOCAIS MAIS ACOMETIDOS: 
língua, lábio, assoalho bucal, palato 
outros. 
• Úlceras duras, fixas com fundo 
granuloso. 
• Se disseminam por drenagem linfática 
para os linfonodos cervicais. 
• Assintomáticas 
• Principais fatores de risco são o tabaco 
associado ao álcool.• Inicia-se com uma placa branca ou 
úlcera rasa e indolor que não 
cicatriza. 
 
 
• Qualquer M1 é péssimo. 
• T= TAMANHO 
• N= NÓDULO LINFÁTICO 
METASTÁTICO 
• M= METÁSTASE A DISTÂNCIA 
 
T1- até 2cm 
T2- 2 a 4cm 
T3- maior que 4cm 
NX- nenhuma informação 
N0- nenhuma evidência, sem suspeita 
N1- nódulo homolateral móvel 
N2- nódulo bilateral ou contralateral móvel 
N3- nódulo fixo 
MX- nenhuma informação 
M0- metástase ausente 
M1- metástase presente 
 
 
 
• CARCINOMA VERRUGOSO: 
 
 
 
BAIXO GRAU, homens, surgem em pessoas 
que mascam ou inalam cigarro. Baixa 
agressividade e bom prognóstico. Podem ser 
associados ao HPV. 
 
 
 
• CARCINOMA ESCAMOSO 
BASALÓIDE: 
 
 
 
MAIS AGRESSIVA, com metástase 
precoce. Ocorre com maior frequência no 
trato aerodigestivo superior. 
 
• CARCINOMA DO SEIO MAXILAR: 
Fracamente associada ao tabaco. 
Ocorre por EXPOSIÇÃO A POEIRA 
DE MADEIRA. O diagnóstico não será 
feito até que a lesão tenha perfurado o 
osso adjacente, perfurando-o. 
 
• CARCINOMA DE SOALHO: 
normalmente advém de uma leuco ou 
eritroplasia pré-existente. 2ª 
malignidade primária. 
 
• CARCINOMA NASOFARÍNGEO: 
tecidos amigdalianos de Waldeyer de 
Waldeyer. Alguns fatores 
contribuintes: infecção pelo Eptein-
barr, dietas deficientes em vitamina C e 
outros. 
 
• CARCINOMA DE CÉLULAS BASAIS: 
 
 
 
O mais comum câncer de pele. Exposição 
crônica aos raios ultravioletas. 
Queimaduras solares frequentes e tendência 
para formação de sardas na infância possuem 
fator de risco aumentado quanto associado a 
queimaduras de sol na fase adulta. 
 
• CARCINOMA DE CÉLULAS DE 
MERKEL: rara, agressiva, 
característica neuroendócrina. 
Exposição aos raios ultravioletas são o 
principal fator de risco. Pessoas idosas, 
brancos e masculino. 
 
• MELANOMA: transformação 
neoplásica de melanócitos ou células 
névicas. Pouco comum na região 
bucal. Exposição ao sol. Alta 
malignidade e mortalidade. Biópsia e 
cirurgia. 
 
 
 83. TUMORES DE TECIDOS MOLES 
 
CONSIDERAÇÃO SOBRE TUMORES 
 
• CORISTOMA: tecidos ectópicos. 
• HAMARTOMA: tecidos malformados 
na sua topografia correta. 
• BENÍGNO: LENTO e EXPANSIVO, 
não invade tecidos adjacentes, tem 
limite, encapsulado. 
• MALÍGNO: RÁPIDO e 
INFILTRATIVO, invade tecidos e não 
tem limites precisos, sem cápsula, 
produz metástase. 
 
FIBROMA DE IRRITAÇÃO 
 
 
• Não é uma neoplasia verdadeira 
• Lesão reacional do tecido conjuntivo 
fibroso em resposta a uma irritação 
local. 
• Local mais comum é a mucosa jugal 
• Assintomático, crescimento nodular e 
séssil. 
 
FIBROMA DE CÉLULAS GIGANTES 
 
• Não parece estar associado a irritação 
crônica. 
• Crescimento nodular com menos de 1 
cm. 
• Diagnóstico diferencial: papiloma, 
fibroma, granuloma piogênico e lesão 
periférica de células gigantes. 
 
EPÚLIDE FISSURADA (HIPERPLASIA 
FIBROSA INFLAMATÓRIA) 
 
• É uma hiperplasia de tecido fibroso 
que se desenvolve em associação 
com as bordas de uma prótese total ou 
parcial mal adaptada. 
• Lesões mais comuns em face lingual 
do rebordo alveolar inferior. 
 
HIPERPLASIA PAPILAR INFLAMATÓRIA 
 
• Crescimento de tecido reacional. 
• Usualmente se desenvolve abaixo da 
dentadura. 
• Prótese mal adaptada, sem higiene, 
FRICCIONANDO O TECIDO 
PALATINO. 
• Pode ser relacionada a cândida em 
pacientes com HIV. 
• Mucosa eritematosa com superfície 
pedregosa ou papilar. 
• ESTOMATITE POR DENTADURA. 
 
GRANULOMA PIOGÊNICO 
 
 
 
• Lesão proliferativa com inflamação 
variada, secundária a fatores locais 
como trauma e má-higiene. 
• O local mais frequente é a gengiva. 
• Nódulo avermelhado, irregular, 
pediculado, liso, brilhante, ulcerado, 
indolor e sangrante. 
• Incidência aumentada na gravidez 
(granuloma gravídico). 
 
GRANULOMA PERIFÉRICO DE CÉLULAS 
GIGANTES 
 
• Localização: gengiva e rebordo 
alveolar edêntulo. 
• Reabsorção óssea em forma de 
TAÇA. 
 
FIBROMA OSSIFICANTE PERIFÉRICO 
 
• Localização: gengiva (papila 
interdental anterior) ou rebordo 
alveolar. 
• Massa nodular de coloração rósea. 
• Áreas de ossificação. 
• Acomete adultos jovens. 
 
LIPOMA 
• Neoplasia benigna de adipócitos. 
• Adultos e obesos. 
• Aparência amarelado, mole, boia na 
solução fixadora. 
• Também ocorre na parótida. 
• Nódulo flácido, tamanho variado, 
indolor, róseo ou amarelado, não 
ultrapassa 3cm. 
 
NEUROMA TRAUMÁTICO 
 
• Proliferação reacional do tecido 
neural após uma transecção ou outro 
dano ao feixe nervoso. 
 
TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES 
 
• Predileção pela cavidade oral. 
• Língua é mais comum (dorso). 
• Raro em crianças. 
• Solitário. 
• Pacientes negros. 
• Hiperplasia pseudo-epiteliomatosa 
sendo diagnóstico diferencial da 
CEC. 
 
EPÚLIDE CONGÊNITA 
 
 
 
• Ocorre exclusivamente em rebordo 
alveolar de recém-nascidos. 
• Pode ser detectado na vida 
intrauterina. 
• Sexo feminino. 
• Influência hormonal. 
 
HEMANGIOMA 
 
• Malformação vascular 
• Tumores natais ou neonatais 
(hamartomas) 
• Comum na infância 
• Sexo feminino 
• Mancha ou nódulo indolor vermelho ou 
arroxeado. 
 
LINFANGIOMA 
 
• Tumores hamartomatosos 
• Vasos linfáticos 
• Local mais comum é nos dois terços 
anteriores da língua. 
• A superfície se assemelha a ovos de 
rã ou pudim de tapioca. 
• Excisão cirúrgica. 
 
FIBROSSARCOMA 
 
• Tumor maligno de fibroblastos 
• Padrão ESPINHA DE PEIXE. 
• Antes era o mais comum, hoje com as 
mais diversas classificações não são 
mais. 
• Lesões pequenas com evoluções 
rápidas e dolorosas. 
 
LIPOSSACOMA 
 
• Tumores compostos por células 
gordurosas diferenciadas ou não. 
• Mixóide, arredondada, pleomórfica 
associada a uma rede de capilares. 
• Massa mole, mal definida e coloração 
amarelada, crescimento lento, mas 
comum na mucosa jugal. 
• Homens. 
 
SARCOMA DE KAPOSI 
 
 
 
• Apresenta células fusiformes. 
• Muito associado ao HIV e pacientes 
que recebem transplantes. 
• Coloração azulada. 
 
RABDOMIOSSARCOMA (criança) 
 
• Neoplasia maligna em músculo 
esquelético. 
• Mais comum em crianças. 
• Crescimento rápido 
• Homens 
• Terapia multimodal 
• Palato região intraoral mais 
acometida. 
 
 84. PRINCIPAIS CISTOS E TUMORES 
ODONTOGÊNICOS 
 
 
 
CISTO RADICULAR (CISTO PERIAPICAL): 
O cisto radicular se forma a partir de restos 
de tecido da polpa dentária (nervo) que 
podem ficar encapsulados após uma 
inflamação ou infecção. 
 
• Geralmente associado a um dente 
com inflamação ou infecção na 
polpa. 
• Localiza-se na ponta da raiz dentária, 
perto da região apical. 
• Pode ser assintomático por um período 
e, posteriormente, causar dor ou 
desconforto. 
• A imagem radiográfica mostra uma 
área radiolúcida (escura) na ponta da 
raiz. 
 
CISTO DENTÍGERO (FOLICULAR): O cisto 
dentígero se desenvolve a partir do acúmulo 
de fluido entre o esmalte dentário e a coroa 
de um dente não irrompido (geralmente um 
dente do siso). 
 
• Está associado a um dente incluso 
(não irrompido) ou parcialmente 
irrompido. 
• Pode causar expansão do osso 
adjacente à medida que cresce. 
• É comumente encontrado em dentes 
do siso (terceiros molares). 
• A imagem radiográfica mostra uma 
área radiolúcida ao redor da coroa do 
dente incluso. 
 
CISTO ODONTOGÊNICO 
QUERATOCÍSTICO (CISTO DE GORLIN): 
Este cisto tem origem nas células 
remanescentes da lâmina dentária, que é 
um tecido embrionário relacionado ao 
desenvolvimento dentário. 
 
• Possui uma taxa de recorrência 
relativamente alta após o tratamento, 
devido à sua natureza agressiva. 
• Tende a crescer mais rápido e causar 
expansão óssea mais significativa em 
comparação com outros cistos 
odontogênicos. 
• Pode ser associado a síndromes 
genéticas, como a Síndrome de 
Gorlin-Goltz. 
• A imagem radiográfica mostra uma 
área radiolúcida com margens finas e 
bem definidas. 
 
AMELOBLASTOMA: O ameloblastoma é um 
tumor odontogênico benigno, mas 
localmente invasivo, quese origina das 
células do esmalte dental. Ele geralmente 
cresce lentamente e pode se apresentar como 
uma massa indolor e expansiva na mandíbula 
ou maxila. 
 
• Radiografia: Pode aparecer como 
uma lesão multicística "em favo de 
mel" nas radiografias, com margens 
bem definidas. 
 
TUMOR ODONTOGÊNICO 
ADENOMATOIDE: É um tumor odontogênico 
benigno que ocorre mais frequentemente 
em jovens. Geralmente é encontrado na 
região anterior da mandíbula. 
 
• Radiografia: Apresenta-se como uma 
lesão radiolúcida com calcificações em 
"forma de coroa" nas radiografias. 
 
TUMOR ODONTOGÊNICO ESCAMOSO: 
Raro, maioria intraósseo, surgindo em 
consequência da transformação de restos 
da lâmina dentária ou restos epiteliais de 
Malassez. Pode estar associado à superfície 
radicular lateral de um dente erupcionado. 
Encontrado na faixa etária entre 8 e 74 anos 
de idade, sem predileção por sítio ósseo 
específico e gênero. A queixa frequente é 
aumento de volume indolor ou levemente 
sintomático na gengiva ou processo alveolar, 
associado à mobilidade do dente envolvido e 
leve desconforto à percussão. É localmente 
infirmativo e pode se estender para estruturas 
vizinhas. 
 
• Radiografia: consiste em imagem 
radiolúcida triangular entre ou ao longo 
da raiz do dente adjacente, mal definida 
ou com margem corticalizada. 
 
TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL 
CALCIFICANTE (TUMOR DE PINDBORG): 
Incomum, mais encontrado entre os 30 e 50 
anos de idade, sem predileção por gênero, na 
região posterior de mandíbula. Ocorre 
aumento de volume indolor de crescimento 
lento, localmente invasivo. 
 
• Radiografia: exibe imagem radiolúcida 
uni ou multilocular, com margens 
festonadas, associado a dente 
impactado, com estruturas radiopacas. 
 
MIXOMA ODONTOGÊNICO: São tumores 
benignos originados do ectomesênquima 
odontogênico. Embora seja uma neoplasia 
benigna, é agressiva e pode recidivar devido 
à ausência de cápsula e da consistência 
frouxa. As características clínicas podem 
incluir dor, disestesia, ulceração, invasão 
de tecidos moles e mobilidade dentária. 
 
• Radiografia: a lesão é radiolúcida, 
podendo ser uni ou multilocular, sendo 
este último um padrão que pode 
confundir o diagnóstico com o 
ameloblastoma devido às pequenas 
loculações em padrão “favos de mel” 
ou “bolhas de sabão”. Pode 
apresentar-se como uma lesão bem 
delimitada ou difusa. 
 
Anotações: 
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