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SUMÁRIO 1. Ossos da face e do crânio 2. Músculos faciais 3. Anatomia bucal 4. Artérias faciais 5. Nervos faciais 1. OSSOS DA FACE E DO CRÂNIO - Lâmina externa: tecido ósseo compacto. - Díploe: tecido ósseo esponjoso entre os tecidos ósseos compactos. - Lâmina interna: tecido ósseo compacto. • VISTA INTERNA - Fossa anterior do crânio - Fossa média do crânio - Fossa posterior do crânio • VISTA EXTERNA - Forame jugular: a) Anterior - passagem dos nervos cranianos glossofaríngeo, vago e acessório b) Posterior - passagem da vela jugular interna, principal via de drenagem sanguínea do cérebro. - Forame lacerado: serve de passagem para artéria carótida interna. Próximo ao forame oval e espinhoso. - Canal carótico: serve de passagem para a artéria carótida interna, plexos venosos e plexos simpáticos, anterior ao forame jugular na parte basilar do crânio. - Margem supra-orbital - Margem infraorbital - Margem lateral - Margem medial - Sulco lacrimal - Osso lacrimal - Canal óptico: passagem do nervo óptico. - Fissura orbital superior: passa os nervos oculomotor (1), troclear (IV) abducente (VI) e ramo frontal do trigêmeo (V). - Fissura orbital inferior: passa o nervo maxilar (V). - Abertura piriforme: é a abertura óssea anterior do nariz no esqueleto facial. - Conchas nasais: superior, média e inferior - Meatos nasais: superior, médio e inferior. Passagem estreita entre as conchas nasais. - Septo nasal ósseo: lâmina perpendicular do etmoide, osso vômer. - Espinha nasal: anterior e posterior - Coanas: abertura entre o septo nasal - Vômer: é parte do septo nasal, que se forma a partir da linha média do viscerocrânio e cria a divisão entre os dois lados simétricos da cavidade nasal. - Ossos nasais. - Incisura nasal. - Linha temporal: superior, inferior. - Tuber parietal: eminência do parietal. Sulcos da artéria meníngea média. - Tuber frontal. - Arco superciliar. - Glabela: entre os arcos superciliares. - Forame ou incisura supra-orbital. - Processo zigomático do osso frontal. - Fossa da glândula lacrimal. - Fóvea troclear: depressão da margem medial da orbita. - Forame magno: é o maior dos forames do crânio e comunica a cavidade craniana com o canal vertebral - Parte basilar do occipital: entre os côndilos occipitais, posterior ao corpo do esfenoide. - Côndilo occipital: Elevação ao lado do forame magno. - Protuberância occipital: Interna e externa. - Linha nucal: superior e inferior - Sulco do selo transverso: sulco ao lado da protuberância interna do occipital. - Sulco do selo sigmoide: continuação do sulco transverso. - Sela turca: onde está alojada a hipófise também chamada de "corpo pituitário". - Tubérculo da sela: entre os processos clinóides posteriores. - Fossa hipofisial - Dorso da sela: entre os processos clinóides anteriores. - Processos clinóides: anterior e posterior Fissura orbital superior - Forame redondo: serve de passagem para o nervo maxilar (ramo do trigêmeo). - Forame oval: serve de passagem para nervo mandibular (ramo do trigêmeo) e uma artéria meníngea acessória. - Forame espinhoso: serve de passagem para artéria meníngea mediana. - Lâmina lateral. - Lâmina medial: próximo as coanas na parte basilar do crânio. - Incisura pterigoidea: depressão ao lado do hâmulo do pterigoidea. - Hâmulo do pterigoideo: ponta da lâmina medial. - Fossa escafóidea: depressão posterior entre a lâmina medial e lateral do pterigoideo. - Fossa pterigoidea: buraco do processo pterigoideo. • PARTE PETROSA: - Processo mastoide. - Incisura mastoidea: entre o processo mastoideo e o processo estiloide. - Impressão trigeminal: depressão da parte da fossa média do esfenoide. - Poro e meato acústico interno. - Forame estilomastoideo: buraco entre o processo mastoideo e o estiloide. Próximo do forame jugular. Vista basilar. • PARTE ESCAMOSA: - Processo zigomático temporal - Fossa mandibular: onde se encaixa o côndilo da mandíbula. • PARTE TIMPÂNICA: - Poro ou meato acústico externo. - Lâmina cribriforme. - Crista etmoidal. - Lâmina perpendicular. - Corpo da maxila - Forame Infraorbital: passa o nervo maxilar, artéria e veia infraorbital. - Fossa canina: depressão debaixo do forame Infraorbital. - Face infratemporal. - Tuberosidade da maxila: limite posterior do processo alveolar. - Crista zigomático alveolar: depressão da maxila próximo ao zigomático. - Processo zigomático da maxila. - Processo maxilar do zigomático. - Lâmina perpendicular. - Lâmina horizontal: entre a sutura palatina transversa e a espinha nasal posterior. - Forame palatino maior: abaixo do forame palatino menor e da lâmina horizontal onde passa nervos e vasos homônimos (Artéria, Vela e Nervo Palatino Maior) destinados ao tecido mole e ao tecido ósseo da região palatina entre o primeiro e o terceiro pré- molar superior ao lado correspondente. - Forame palatino menor: próximo ao hâmulo do pterigoideo e da lâmina horizontal onde passa nervos e vasos homónimos (Artéria, Veia e Nervo Palatino Maior) destinados ao palato mole. - Forame incisivo: localiza-se na fossa incisiva e onde passa o nervo nasopalatino e artéria esfenopalatina. - Processo palatino: as duas partes dividas pela sutura palatina mediana. - Fossa incisiva: maior forame próximo ao dente incisivo central na parte posterior. - Sutura palatina mediana: linha que divide ao meio o palato. - Processo temporal do zigomático. - Processo frontal do zigomático. - Processo maxilar do zigomático. - Forame zigomaticofacial: passa o nervo zigomaticofacial, relacionado com a inervação sensitiva de parte da pele do terço médio da face, especificamente da porção lateral. - Corpo da mandíbula. - Base da mandíbula. - Ramo da mandíbula. - Ângulo da mandíbula. - Processo coronoide. - Forame da mandíbula: fica na parte posterior do ramo da mandíbula onde passa nervo alveolar inferior. - Protuberância mentual. - Língula da mandíbula: próximo ao forame mandibular. - Incisura da mandíbula. - Processo condilar: côndilo da mandíbula, colo da mandíbula e fóvea pterigoidea. - Forame mentual: nervo incisivo e nervo mentual. - Linha obliqua: linha que segue da ponta do processo coronoide e desce para parte anterior da mandíbula. - Fossa digástrica: próximo a base da mandíbula na parte posterior. - Crista temporal: linha posterior ao ramo da mandíbula e próximo ao processo coronoide. - Sulco milo-hioideo: linha subsequente do forame mandibular. - Linha milo-hioidea: linha acima do sulco milo-hioideo. - Fóvea submandibular: entre o sulco milo- hioideo e a linha milo-hioidea. - Tuberosidade pterigoidea: impressões do ângulo da mandíbula. - Tuberosidade massetérica. - Fóvea sublingual: abaixo dos processos alveolares na parte posterior. - Espinhas genianas: superiores e inferiores. - Processo alveolar com eminências alveolares: acima da protuberância mentual e abaixo dos dentes. - Alvéolos dentais: buraco onde estão os dentes. - Septos interalveolares: separação entre os dentes. - Septos inter-radiculares: septos entre os alvéolos dentais. - Trígono retromolar: posterior ao 3º molar. - Fossa retromolar: posterior ao trígono retromolar. - Corpo - Cornos: maior e menor. - Sutura Coronal. - Sutura Sagital. - Sutura Lambdoide. 2. MÚSCULOS DA FACE DA ÓRBITA ORBICULAR DO OLHO Origem = Quase todo cutâneo. Ligamentos palpebrais, lacrimais e maxilar. Inserção = Pálpebras e pele periorbital. CORRUGADOR SUPERCILIAR Origem = Osso nasal. Inserção = Pele da extremidade lateral do supercílio. DO NARIZ PRÓCERO Origem = Gálea aponeurótica. Inserção = Pele da Glabela. NASAL Origem = Margem supra orbital do frontal. Inserção = Dorso do nariz. DA BOCA ORBICULAR DA BOCA Origem= Fóveas incisivas (maxilae mandíbula). Inserção= Pele, mucosa dos lábios, septo nasal. RISÓRIO Origem = Pele da bochecha e fáscia massetérica. Inserção = Ângulo da Boca. MENTUAL Origem = Fossa mentual. Inserção = Pele do mento. ZIGOMÁTICO MAIOR Origem = Osso zigomático. Inserção = Ângulo da boca. ZIGOMÁTICO MENOR Origem = Osso zigomático. Inserção = Lábio Superior. BUCINADOR Origem = Processos alveolares da região molar da mandíbula e maxila. Inserção = Ângulo da boca. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR E ASA DO NARIZ Origem = Processo frontal da maxila. Inserção = Asa do nariz e lábio superior. LEVANTADOR DO LÁBIO SUPERIOR Origem = Margem Infraorbital. Inserção = Lábio superior. LEVANTADOR DO ÂNGULO DA BOCA Origem = Fossa canina da maxila. Inserção = Ângulo da boca. DEPRESSOR DO LÁBIO INFERIOR Origem = Base da mandíbula. Inserção = Lábio inferior. DEPRESSOR DO ÂNGULO DA BOCA Origem = Base da mandíbula. Inserção = Ângulo da boca. MÚSCULOS SUPRA-HIÓIDEO (digástrico, estilo-hioideo, milo-hioideo, gênio-hioideo), AGONISTAS. MÚSCULOS INFRA-HIOIDEO (esterno- hioideo, esternotireioideo, tireo-hioideo, omo- hioideo), SINERGISTAS. DO PESCOÇO PLATISMA Origem = Base da mandíbula. Inserção = Pele do pescoço. TEMPORAL 3 FEIXES MUSCULARES = ANTERIOR, MÉDIO, POSTERIOR. - ORIGEM = Fossa temporal. - INSERÇÃO = Processo coronoide e ramo da mandíbula. INERVAÇÃO = N. TEMPORAL. MASSETER 2 FEIXES MUSCULARES = SUPERFICIAL E PROFUNDO. SUPERFICIAL - ORIGEM = Margem inferior do osso zigomático e 1/3 anterior do arco do zigomático. - INSERÇÃO = Ângulo da mandíbula e tuberosidades massetérica. PROFUNDO - ORIGEM = 2/3 posteriores do arco do zigomático. - INSERÇÃO = Face externa do ramo da mandíbula. INERVAÇÃO = N. MASSETÉRICO. PTERIGOIDEO LATERAL 2 FEIXES MUSCULARES = SUPERIOR E INFERIOR. SUPERIOR - ORIGEM = Superfície infratemporal da asa maior do esfenoide. - INSERÇÃO = Fóvea pterigoidea e margem anterior da cápsula e disco articular da ATM. INFERIOR - ORIGEM = Face lateral da lâmina lateral do processo pterigoideo. - INSERÇÃO = Fóvea pterigoidea e margem anterior da cápsula e disco articular da ATM. INERVAÇÃO = N. PTERIGOIDEO LATERAL. PTERIGOIDEO MEDIAL 2 FEIXES MUSCULARES = SUPERFICIAL E PROFUNDO. SUPERFICIAL - ORIGEM = Túber da maxila. - INSERÇÃO = Tuberosidades pterigoideas. PROFUNDO - ORIGEM = Face interna da lâmina lateral do processo pterigoideo (fossa pterigoidea). - INSERÇÃO = Tuberosidades pterigoideas. INERVAÇÃO = N. PTERIGOIDEO MEDIAL. 3. ANATOMIA BUCAL É a região compreendida entre lábios, bochechas e dentes. É uma dobra da mucosa contínua com a mucosa alveolar. É chamado popularmente como “fundo do sulco”. Parte anterior fixa o músculo orbicular da boca e a parte posterior fixa o músculo bucinador na maxila e na mandíbula. • PALATO DURO: Formado por osso revestido por mucosa palatina. Essa mucosa é espessa e firmemente aderida ao periósteo do palato formando uma lâmina única (mucoperiósteo). Epitélio similar ao da gengiva. São 3 estratos: ósseo, glandular e mucoso. • PALATO MOLE: Formado por mucosa, tecido conjuntivo fibroso e músculos. Os músculos do palato mole são inervados pelo nervo vago e pelo nervo glossofaríngeo, com exceção do músculo tensor do véu palatino que é inervado pelo nervo trigêmeo. • PALATO ÓSSEO: Processos palatinos maxilares e ossos palatinos (suas lâminas horizontais); • TONSILA PALATINA: Constituídas por tecido linfoide, ricas em glóbulos brancos. Localizam-se na para oral da faringe. • M. LEVANTADOR DO VÉU PALATINO = Eleva o palato mole durante deglutição. • M. TENSOR DO VÉU PALATINO = Tensiona e enrijece o palato mole. Origem na fossa escafóidea. Envolvido na deglutição. • M. PALATOGLOSSO = A contração desse músculo abaixa o palato mole e eleva a raiz da língua, diminuindo a abertura do istmo das fauces. Envolvido na deglutição. Arco Palatoglosso. • M. PALATOFARÍNGEO = Estreitar o istmo das fauces. Envolvido na respiração. Arco Palatofaríngeo. • M. DA ÚVULA = Encurta a úvula levantando-a. Envolvido na deglutição. • DIVIDIDA EM 3 PARTES: orofaringe, nasofaringe e laringofaringe. • OROFARINGE ENGLOBA: úvula, arco palatoglosso, fossa tonsilar, tonsilas palatinas (amígdalas). • ANEL LINFÁTICO DE WALDEYER: primeira linha de defesa imunológica do sistema aerodigestivo. Engloba: tonsila lingual, tonsila palatina (amígdala) e tonsila faríngea (adenoide). • LOCALIZAÇÃO: compreendido entre a superfície inferior da língua e a face superior do músculo milo-hioideo. • FRÊNULO LINGUAL: é uma estrutura anatômica cujo papel é muito importante para a sucção, fala e alimentação. • CARÚNCULA SUBLINGUAL: carúncula de cada lado do freio da língua, onde se abre o canal da glândula sublingual. - Glândula ou ducto submandibular. - Glândula ou ducto sublingual. GLÂNDULA PARÓTIDA Definição e função: a maior glândula salivar, produz secreção serosa contendo alfa-amilase, que inicia a digestão do amido. Localização: região pré-auricular. Inervação: nervo glossofaríngeo (NC XI), por meio do nervo auriculotemporal. Vascularização: artéria temporal superficial, artéria maxilar, artéria facial transversa. GLÂNDULA SUBMANDIBULAR Definição e função: produção de saliva, umidificação e lubrificação do alimento. Localização: situada superior e inferior à mandíbula e no triângulo submandibular do pescoço. Parte do assoalho bucal. Inervação: Fibras parassimpáticas pré- ganglionares do nervo facial (corda do tímpano), parassimpáticas pós-ganglionares de células do gânglio submandibular e fibras simpáticas vasoconstritoras do gânglio cervical superior. Vascularização: Artérias submentuais (ramos da artéria facial) e sublinguais (ramos da artéria lingual). GLÂNDULA SUBLINGUAL Definição e função: glândulas tubuloacinares ramificadas, com predomínio de células mucosas tubulares secretórias. Produz saliva em menor quantidade que as demais, mas apresenta importante função no início do processo digestivo. Localização: parte do assoalho lingual. Inervação: cordão timpânico (nervo facial - NC VII). Vascularização: artéria lingual (artéria sublingual); artéria facial (artéria submentoniana). • FIXADA NO: assoalho da boca, mandíbula, osso hioide, processo estiloide e ao palato mole. • PAPILAS LINGUAIS: Filiformes (são mais numerosas, aparência de veludo, são as únicas que não apresentam receptores gustativos), Fungiformes (aparência de cogumelo, dispostas entre as filiformes), Circunvaladas (são as maiores e estão dispostas paralelamente entre si formando um V, varia entre 7 e 14), Folhadas (pregas da mucosa com disposição paralela). • GENIOHIOIDEO = é o mais volumoso. Protusor e abaixador da língua. • HIOGLOSSO = retrusão e abaixamento da língua. • ESTILOGLOSSO = retrusão e elevação da língua. • PALATOGLOSSO = age estreitando o istmo orofaríngeo durante a digestão e elevando a língua. • M. LONGITUDINAL SUPERIOR = Único músculo ímpar da boca. • M. TRANSVERSO = Possui direção laterolateral. • M. VERTICAL DA LÍNGUA = É inferior ao m. longitudinal e juntamente com o transverso. • M. LONGITUDINAL INFERIOR = Raiz ao ápice da língua. NERVO RAMO TIPO DE INERVAÇÃO N. LINGUAL TRIGÊMEO SENSITIVA GERAL DO CORPO. N. CORDA DO TIMPANO FACIAL SENSITIVA ESPECIAL DA GUSTAÇÃO DO CORPO DA LÍNGUA. N. GLOSSOFARÍNGEO IX PAR SENSITIVA GERAL DA RAIZ DA LÍNGUA. N. VAGO X PAR SENSITIVA GERAL DA RAIZ DA LÍNGUA. N. HIPOGLOSSO XII MOTORA. 4. ARTÉRIAS FACIAIS • ARTERÍOLAS = Menores ramificações. Até 5 camadas de tecido muscular liso. Ajudam a regular a pressão sanguínea e levar sangue aos capilares. Sem limitante elástica externa. • ARTÉRIAS DE MÉDIO CALIBRE = 5 ou mais camadas de tecido muscular liso. Possuemlimitante elástica externa. • ARTÉRIAS DE GRANDE CALIBRE = Não possui músculo liso. Ex: Artéria Aorta. OBS: O suprimento da cabeça e do pescoço é feita pelas ramificações do arco da Artéria Aorta (artérias carótidas comuns e artérias vertebrais). • Protege os ramos que emergem do arco da artéria aorta = Músculos e bainha carótida. • Acompanha o trajeto desses ramos = Nervo vago e veia jugular interna. • Ao nível da cartilagem tireóidea ou margem inferior da mandíbula, qual artéria sofre bifurcação = Artéria Carótida Comum. • A Artéria Carótida Comum se bifurca em quais outras artérias = Artéria Carótida Interna e Artéria Carótida Externa. - Não emite ramos cervicais nem faciais; - Penetra diretamente no crânio; - Penetra no crânio pelo CANAL CARÓTICO; - Responsável pela vascularização intracraniana (encéfalo e as fossas anterior e média do crânio). - São ramos das Artérias Subclávias; - As artérias vertebrais penetram no crânio pelo FORAME MAGNO; - Responsável pela vascularização da parte posterior do encéfalo. A o rt a a s c e n d e n te Arco da aorta A o rta d e s c e n d e n te Artéria coronária direita Artéria coronária esquerda Artéria subclávia esquerda Artéria carótida comum esquerda Tronco braquiocefálico Artéria carótida comum direita Artéria subclávia direita - Responsável pela irrigação superficial e profunda de toda FACE; - Ramos terminais são a ARTÉRIA TEMPORAL SUPERFICIAL e ARTÉRIA MAXILAR. RAMOS DA ARTÉRIA CARÓTIDA EXTERNA • A. Tireóidea Superior = Glândula tireoide e laringe; • A. Lingual = Músculos da língua, assoalho de boca e glândula sublingual; • A. Facial = Músculos faciais, músculos supra-hióideos, lábios inferior e superior; • A. Occipital = Região occipital, ventre posterior do digástrico, região do couro cabeludo; • A. Auricular Superior = Orelha externa, glândula parótida; • A. Faríngea Ascendente = Faringe; • A. Temporal Superficial = Glândula parótida, ducto parotídeo, região temporal, região frontal. • A. Maxilar = Dura-máter, músculos da mastigação, dentes, palato; • A. Meníngeas = Suprem as meninges cranianas. - Coberta por PELE e M. PLASTISMA; - Acompanha a VEIA FACIAL; - Cruza a margem inferior da mandíbula; - Faz o suprimento sanguíneo SUPERFICIAL da face e podem ser facilmente lesadas. RAMOS DA ARTÉRIA FACIAL • A. Submentual = Irriga músculos da região; • A. Palatina Ascendente = Palato mole; • A. Labial Inferior = Lábio inferior; • A. Labial Superior = Lábio superior; • A. Angular = Ramo da artéria facial que anastomosa-se com a artéria oftálmica. - Faz o suprimento sanguíneo PROFUNDO da face e dos dentes superiores e inferiores. RAMOS DA ARTÉRIA MAXILAR • A. Meníngea Média = Região parietal, região occipital e região temporal, ATM; • A. Alveolar inferior = Irrigam além do osso alveolar, o periodonto e parte da gengiva; • A. Mentual = Vasculariza os tecidos moles do mento; • A. Temporal profunda anterior = Vasculariza o músculo temporal; • A. Temporal profunda posterior = Vasculariza o músculo temporal; • A. Massetérica = Irriga o músculo masseter e músculos da mastigação; • A. Bucal = Irriga o músculo bucinador e a bochecha; • A. Alveolar Superior Posterior = Irrigam os molares e os pré-molares superiores e o periodonto; • A. Infraorbital = Região infraorbital; • A. Esfenopalatina = Relação com a cavidade nasal e a *Artéria Nasopalatina que irriga a região anterior do palato duro; • A. Palatina maior, menor e descendente = Irrigação da parte posterior do palato duro e do palato mole. - Menor dos ramos da Carótida Externa; - Percorre a substância da glândula parótida, atrás do pescoço e da mandíbula. RAMOS DA ARTÉRIA TEMPORAL SUPERFICIAL • A. Transversa da face = Irriga a glândula parótida, músculo masseter e pele da região zigomática; • Ramo Frontal = Irriga o couro cabeludo da região frontal; 5. NERVOS FACIAIS NERVO TRIGÊMIO (OFTÁLMICO, MAXILAR, MANDIBULAR). N. MAXILAR: Sai do crânio pelo FORAME REDONDO e atravessa a FISSURA ORBITAL INFERIOR, penetrando na cavidade orbital, momento em que é chamado de Nervo Infraorbital. • N. ZIGOMÁTICO: Passa pela fissura orbital inferior até penetrar no forame zigomático orbital. Após o nervo zigomático penetrar no forame, então dará origem aos nervos: - Zigomático Facial: Inerva a pele da região zigomática; - Zigomático Temporal: Inerva o couro cabeludo da região temporal. • N. INFRAORBITAL: Os ramos terminais são Nervo Palpebral Inferior, Nervo Nasal e Nervo Labial Superior. Também emite os ramos: - Nervo Alveolar Superior Anterior: Inerva os dentes incisivos e caninos superiores, mucosa alveolar vestibular, ligamento periodontal desses dentes e mucosa do seio maxilar. - Nervo Alveolar Superior Médio: Inerva os dentes pré-molares superiores, mucosa alveolar, ligamento periodontal desses dentes e mucosa do seio maxilar. • NERVO ALVEOLAR SUPERIOR POSTERIOR: Penetra os forames alveolares chegando a região dos dentes molares superiores. Inerva os dentes molares superiores, mucosa alveolar vestibular, ligamento periodontal desses dentes e mucosa do seio maxilar. • NERVO PTERIGOPALATINO: Emite o Nervo Nasopalatino, responsável pela inervação da mucosa palatina da região dos dentes incisivos e caninos. Também emite os ramos: - Nervo Palatino Menor: Inervação do palato mole e da tonsila palatina. - Nervo Palatino Maior: Inervação da mucosa palatina da região dos dentes molares e pré- molares. N. MANDIBULAR: Atravessa o crânio pelo FORAME OVAL. Constituído por fibras sensitivas e motoras. • NERVO AURÍCULO TEMPORAL: Inerva a capsula da ATM, pavilhão da orelha, membrana timpânica, glândula parótida e couro cabeludo. • RAMOS MOTORES PARA OS MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO: Inervação dos músculos mastigatórios, sendo os nervos responsáveis: - Nervo Massetérico: Músculo Masseter. - Nervo Temporal: Músculo Temporal. - Nervo Pterigoideo Medial: Músculo Pterigoideo Medial. - Nervo Pterigoideo Lateral: Músculo Pterigoideo Lateral. • NERVO BUCAL: Percorre o ramo da mandíbula, cruza o Trígono molar, percorre também o corpo da mandíbula até chegar na região jugal. Inervação da mucosa vestibular da região dos molares inferiores e da região jugal. • NERVO LINGUAL: Percorre o ramo e corpo da mandíbula. Inerva 2/3 anteriores da língua, mucosa alveolar lingual de todos os dentes, glândulas submandibular e sublingual e assoalho da cavidade oral. Inervação sensitiva geral, não especial. • NERVO ALVEOLAR INFERIOR: Penetra no forame da mandíbula, percorre todo canal da mandíbula. Inerva os dentes molares e pré- molares inferiores e os ligamentos periodontais desses dentes. Emite também dois ramos: - Nervo Mentual: Forame mentual. Inerva mucosa alveolar vestibular dos dentes pré- molares, caninos e incisivos inferiores, lábio inferior e região mentual. - Nervo Incisivo: Inervação dos dentes incisivos e caninos inferiores e do ligamento periodontal desses dentes. • NERVO MILO-HIÓIDEO: Chega ao assoalho da boca. Inerva o músculo milo-hioideo e o ventre anterior do músculo digástrico. NERVO FACIAL: O nervo facial penetra no meato acústico interno, em seu interior o nervo intermédio se junta com o facial propriamente dito formando um tronco nervoso único. As raízes se separam e o nervo facial emerge do crânio pelo forame estilomastoideo. A raiz sensitiva envia fibras gustativas por meio do N. CORDA DO TÍMPANO, para os dois terços anteriores da língua e para o palato mole. É responsável pela gustação. Também fornece inervação parassimpática (estimulando a secreção) para as glândulas submandibular, sublingual, lacrimal, nasal, palatinae glândulas da mucosa, exceto a glândula parótida, que é inervada pelo nervo glossofaríngeo. • N. FACIAL: É constituído por uma raiz motora (nervo facial propriamente dito) e uma raiz sensitiva (nervo intermédio). Misto. - N. Temporal - N. Zigomático - N. Bucal - N. Mandibular - N. Cervical NERVO GLOSSOFARÍNGEO: É um nervo misto. Deixa o crânio pelo FORAME JUGULAR. Possui sensibilidade especial e geral. Estimula a secreção de saliva da glândula parótida e é também responsável pela gustação do terço posterior da língua. Emite também fibras para a faringe e tonsilas palatinas. Junto com os nervos facial e vago, o nervo glossofaríngeo está relacionada com a sensibilidade gustativa e das vísceras, além de inervar glândulas, musculatura lisa e esquelética. - RAMO TIMPÂNICO - RAMO CAROTÍDEO - RAMO FARÍNGEO - RAMO TONSILAR - RAMO LINGUAL NERVO HIPOGLOSSO: É um nervo motor. Emerge do crânio através do canal do hipoglosso e junta-se as fibras de C1 (vértebra cervical). No trajeto final, passa pela parte posterior do músculo digástrico e se dirige para língua. Ele inerva toda musculatura da língua, exceto o músculo palatoglosso, que é inervado pelo nervo vago. - RAMOS MENÍNGEOS - RAMOS TIREOIDEOS - RAMOS MUSCULARES Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 6. Nomenclatura dentárias 7. Anatomia dental básica (externa e interna) – caso queira se aprofundar mais, visite os resumos de periodontia e endodontia. 8. Incisivos 9. Caninos 10. Pré-molares 11. Molares 6. NOMENCLATURAS DENTÁRIAS • CLASSE: incisivos, caninos, pré- molares e molares. • TIPO: incisivos (central e lateral), pré- molares (primeiro e segundo), molares (primeiro, segundo e terceiro). • CONJUNTO: permanente ou decíduo. • ARCADA: superior ou inferior. • POSIÇÃO: esquerda e direita PERMANENTE: 11 ao 18, 21 ao 28, 31 ao 38, 41 ao 48. DECÍDUO: 51 ao 55, 61 ao 65, 71, ao 75 e 81 ao 85. • COROA ANATÔMICA: parte dos dentes recobertos por esmalte. • COROA CLÍNICA: parte da coroa dental que fica visível a partir da margem gengival, independentemente da posição da JEC (junção esmalte cementário). • LINHA DE COLO OU CERVICAL: limite entre a coroa e a raiz. • FACES: a face dos dentes tem o nome da região para qual ele está voltado. As faces são: vestibular, lingual ou palatina, oclusal ou incisal, mesial e distal. • BORDAS: as bordas ou margens têm como função limitar as faces da coroa dental. Por exemplo: a face vestibular está limitada das faces circunvizinhas através das bordas: mesial, distal, cervical, incisal ou oclusal. Nos dentes anteriores o encontro da face lingual com a face vestibular forma um ângulo/aresta especial denominado borda incisal. • ARESTAS, ÂNGULOS OU BORDA: o encontro entre duas faces de um dente forma uma aresta ou ângulo. As arestas longitudinais estão paralelas ao sentido mesiodistal dos dentes e as arestas transversais estão perpendiculares a esse longo eixo. • BOSSAS: são a maior saliência de uma face axial. Existe as bossas proximais (mesial e distal) e as bossas das faces livres (vestibular e lingual). • LINHA DE MAIOR CONTORNO OU EQUATORIAL: a união de todas as bossas determina a linha de maior contorno de uma coroa dental. • CRISTAS: estruturas de esmalte em forma aproximada de um prisma, presente em dentes anteriores e posteriores. Nos incisivos, pré-molares e molares há duas cristas denominadas cristas marginais. Nos molares e pré- molares são denominadas cristas marginais transversais. Nos caninos há as cristas mesial e distal e uma terceira chamada crista mediana. Há dois dentes posteriores que possuem cristas especiais (pontes de esmalte): os primeiros molares e os primeiros pré-molares inferiores. • CÚSPIDES: são formadas por vertentes. As que se encontram na face oclusal denominam-se internas ou triturantes. As das faces axiais (vestibular e lingual) denominam-se lisas ou externas. • SULCOS E FÓSSULAS: o encontro de duas vertentes de cúspides formam um sulco. Já o encontro de mais de duas vertentes de cúspides diferentes forma uma fóssula. sulcos (principal e secundários) fóssulas • FOSSAS: a região da face lingual dos dentes anteriores contida entre as cristas marginais denomina-se fossa incisiva. • FORAME CEGO: nos dentes anteriores, o encontro das vertentes internas das cristas marginais pode formar um sulco ou uma fóssula, ou ainda os dois, denominada forame cego. Mais comum nos incisivos laterais superiores e menos raros nos incisivos centrais e laterais inferiores. • TUBÉRCULO DE CARABELLI: exclusivo dos primeiros molares superiores. Está presente na face lingual abaixo da cúspide mesiolingual. Não estão presentes em todos os primeiros molares superiores. • CÍNGULO: é uma saliência presente nos dentes anteriores, na fossa incisiva logo acima, no sentido cervicolingual, do encontro com as cristas marginais. Não está presente em todos os dentes. Mais comum nos caninos, incisivos laterais superiores e com pouca incidência nos incisivos inferiores, tanto laterais quanto centrais. • LÓBULOS DE DESENVOLVIMENTO: são projeções do esmalte, localizados na face vestibular e lingual, definidos pelos sulcos verticais de desenvolvimento. 7. ANATOMIA DENTAL BÁSICA • ESMALTE: é a camada externa do dente. Ele tem a função de cobrir e proteger a dentina. É o tecido mais mineralizado do corpo humano, já que cerca de 97% da sua estrutura é composta por minerais, principalmente a hidroxiapatita, uma forma cristalizada de fosfato de cálcio. • DENTINA: tecido mineralizado de natureza conjuntiva, avascular e acelular que constitui a maior parte do elemento dental, dando à este sua forma. Principal responsável pela cor amarelada dos dentes. É constituída por uma estrutura tubular, o que lhe garante certa resiliência e elasticidade; absorvendo assim as forças mastigatórias impedindo que o esmalte (friável) se frature. É produzido pelos odontoblastos que se encontram na polpa. Se dispõem ao redor da polpa coronária e radicular protegendo-a de danos. • POLPA DENTÁRIA: tecido conjuntivo frouxo, não mineralizado, vascular e povoado por diversos tipos celulares como: odontoblastos, células indiferenciadas, fibroblastos, células endoteliais, neurônios, células da glia, hemácias e outros. Tantoa dentina quanto a polpa são formados a partir da diferenciação das células ectomesenquimais da papila dentária. • RAIZ DENTÁRIA: é composta pela polpa sensorial e a dentina, que são cobertas por uma substância chamada cemento. Quando as raízes dos dentes perdem a proteção da gengiva, ficam expostas ao conteúdo bucal, como bactérias, placa, ácidos e a temperaturas extremas, provocando sensibilidade dentinária. • LIGAMENTO PERIODONTAL: é um tecido conjuntivo frouxo interposto entre os dois constituintes mineralizados do periodonto de sustentação (cemento e osso alveolar), estabelecendo, desta maneira, a articulação entre o dente e seu respectivo alvéolo (gonfose). • CEMENTO: é um tecido mineralizado, avascular que cobre toda a superfície radicular unindo o dente ao osso alveolar através das fibras do ligamento periodontal e ao contrário do tecido ósseo não possui inervação e nem potencial de remodelagem. • OSSO ALVEOLAR: o osso alveolar propriamente dito (lâmina dura) é uma modificação do osso compacto, uma vez que contém fibras perfurantes provenientes do ligamento periodontal. O osso alveolar parece ser mais denso que o osso do processo alveolar, principalmente nas radiografias. • OSSO DO PROCESSO ALVEOLAR: Já o osso do processo alveolar (ou osso de suporte), que é a continuação do osso alveolar a partir da crista óssea alveolar e reveste o processo alveolar externamente. Histologicamente, há dois tipos de ossos: o osso trabeculado (esponjoso) e o osso compacto. • CAVIDADE PULPAR: compartimento de tecido conjuntivo vascularizado e inervado localizado no centro do dente envolvido pela dentina. Apresenta a mesma forma do dente. Está dividida em duas partes: câmara pulpar e canal radicular. • CÂMARA PULPAR: é a região viva do dente, que abriga sua camada mais interna e macia, chamada polpa dentária, composta pelos nervos, vasos sanguíneos e tecido conjuntivo. • CANAL RADICULAR: é um tecido que sustenta a passagem dos vasos sanguíneos, fibras e nervos na boca. É o que dá a funcionalidade do dente. • DENTES ANTERIORES: 1 RAIZ. • PRÉ-MOLARES: 1 RAIZ (segundo pré-molar superior, primeiro e segundo pré-molar inferior), 2 RAÍZES (primeiro pré-molar superior). • MOLARES SUPERIORES: 3 RAÍZES. • MOLARES INFERIORES: 2 RAÍZES. 8. INCISIVOS Þ FORMATO: trapezoidal tendendo para quadrilátero; Þ DIÂMETRO: cervico-incisal proporcional ao mesiodistal; Þ BORDO INCISAL: retilíneo levemente inclinado para distal. O ângulo mésio- incisal é mais agudo do que o ângulo disto-incisal, que é mais obtuso ou arredondado. Se o mésio-incisal for um pouco arredondado, o disto-incisal será mais ainda. O desgaste excessivo faz desaparecer o arredondamento dos ângulos. Þ VISTO PELA FACE VESTIBULAR: a coroa é estreita no terço cervical e larga no terço incisal. Isso significa que as bordas mesial e distal convergem na direção cervical. Mas a borda mesial é mais retilínea e continua em linha com a superfície mesial da raiz. A borda distai é mais convexa, mais inclinada, e ao encontrar a superfície distai da raiz o faz em ângulo. Þ VISTO PELA FACE LINGUAL: é mais estreita virtude da convergência das faces mesial e distal para a lingual. Seu terço cervical mostra uma saliência arredondada bem desenvolvida chamada cíngulo. Em seus terços médio e incisal observa-se uma depressão – a fossa lingual – de profundidade variável, dependendo das elevações que a circundam. Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: As vistas mesial e distal deste dente ilustram o seu aspecto de cunha. As faces vestibular e lingual convergem acentuadamente na direção incisal. Ambas as faces têm uma inclinação lingual, de modo que a borda incisal e o ápice da raiz ficam centrados no eixo longitudinal do dente. Como em todos os incisivos, sua face vestibular é convexa, porém, os terços médio e incisal são planos. Þ RAIZ: Comprimento proporcional ao da coroa e tendência a conformação reta e cônica. Þ FORMATO: trapezoidal tendendo para triangular; Þ DIÂMETRO: cervico-incisal bem maior que mesiodistal. Þ VISTO PELA FACE VESTIBULAR: por ser mais estreita que a do incisivo central, a coroa do incisivo lateral tem convexidade mais acentuada no sentido mesiodistal. As bordas mesial e distal são mais convergentes e os ângulos mésio e disto-incisal, mais arredondados, principalmente este último. Isto torna a borda incisal bem inclinada para a distal. Þ VISTO PELA FACE LINGUAL: tem os mesmos elementos arquitetônicos do incisivo central, porém, com cristas marginais geralmente mais salientes e fossa lingual mais profunda. O cíngulo, apesar de alto e bem formado, é mais estreito. Entre o cíngulo e a fossa lingual surge frequentemente uma depressão em forma de fosseta, o forame cego. Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: São muito parecidas com as do incisivo central, mas a menor dimensão vestíbulo-lingual ao nível do terço cervical faz com que a linha cervical seja de curva mais fechada. A borda incisal coincide com o longo eixo do dente. Þ RAIZ: é proporcionalmente mais longa que a do central, mais afilada, mais achatada no sentido mesiodistal e seu terço apical é mais desviado para distal. Þ FORMATO: trapezoidal tendendo a forma retangular; Þ BORDAS: bordas mesial e distal tendem ao paralelismo. Ângulos incisais nítidos. Þ VISTO PELA FACE VESTIBULAR: A largura da face vestibular corresponde a dois terços da largura da mesma face do incisivo central superior. É convexa no terço cervical, mas torna-se plana nos terços médio e incisal. Þ VISTO PELA FACE LINGUAL: já a face lingual, levemente côncava, é menor que a vestibular em razão da convergência das faces de contato para a lingual e para a cervical. Isto lhe dá um contorno tendendo para triangular. O cíngulo é baixo e as cristas marginais são dificilmente perceptíveis. Isto faz com que a fossa lingual seja apenas uma leve depressão. Þ VISTO PELA FACE MESIAL E DISTAL: as bordas mesial e distal convergem para o colo, mas não muito acentuadamente; elas tendem ao paralelismo mais do que em qualquer outro incisivo. Þ RAIZ: é retilínea, sem inclinação para qualquer lado, e muito achatada mésio- distalmente, com uma dimensão vestibular maior que a lingual. Þ FORMATO: Aspecto trapezoidal nítido. Þ BORDAS: Borda mesial mais convergente para o colo. Ângulo disto- incisal arredondado. Inclinação da borda incisal para distal. Þ VISTO PELA VESTIBULAR: a coroa do incisivo lateral difere do central por apresentar as bordas mesial e distal mais inclinadas (mais convergentes), o que lhe dá um aspecto tendente a triangular. Þ VISTO PELA LINGUAL: são observados os mesmos aspectos citados na vista vestibular. Cíngulo para distal. Þ VISTO PELA FACE MESIAL E DISTAL: a borda mesial é ligeiramente mais alta que a distal; o desgaste acentua essa diferença, provocando grande inclinação no sentido cervical, de mesial para distal. O ângulo disto- incisal é mais arredondado e obtuso. Todos esses detalhes fazem com que a área de contato distal esteja um pouco mais deslocada para a cervical em relação à área de contato mesial. Þ RAIZ: comparando-se com a raiz do central, ela é mais longa, mais robusta, com sulcos mais profundos, principalmente o distal, e é geralmente desviada para a distal. 9. CANINOS Þ VISTO PELA VESTIBULAR: difere dos incisivos por ter uma coroa de contorno pentagonal e não quadrangular. Isto se deve à presença de uma cúspide na borda incisal, que a divide em duas inclinações. A face vestibular tem no centro uma elevação longitudinal em forma de crista que termina na ponta da cúspide. É acompanhada de cada lado por sulcos rasos, que dão um aspecto trilobado à face, sendo que o lobo central é o mais proeminente. Face vestibular composta por 3 lobos.Þ VISTO PELA LINGUAL: a lingual tem a mesma silhueta da face vestibular, mas é mais estreita, principalmente no terço cervical, devido à convergência pronunciada das faces de contato para a lingual e para a cervical. As cristas marginais e o cíngulo são bem desenvolvidos no canino superior. O cíngulo é especialmente robusto, lembrando uma pequena cúspide. Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: Contorno MESIAL amplamente convexo no terço médio, achatando – se no terço cervical. Lado DISTAL forma um “S” raso, convexo no terço médio e ligeiramente côncavo no cervical. Declive mesial mais curto que declive distal; Þ RAIZ: Vestibular – Comprida, cônica; Terço apical estreito, frequentemente para distal; Face vestibular mais convexa; Lingual – Mais estreita que no lado vestibular; Proximais – Face mesial mais larga; Depressão longitudinal mais pronunciada na distal. Þ VISTO PELA VESTIBULAR: por ser um dente mais estreito que o canino superior, sua face vestibular é mais convexa, mas não tem a crista cérvico- incisal tão marcada. Lisa e convexa. Þ VISTO PELA LINGUAL: em contraste com o canino superior, nem o cíngulo nem as cristas marginais são bem marcados. Também não há crista que una o cíngulo à cúspide. Sua forma acompanha, assim, a dos incisivos inferiores, com uma fossa lingual pouco escavada. Þ VISTO PELA MESIAL E DISTAL: a borda mesial é mais alta que a distal, mais retilínea, e continua alinhada com a superfície mesial da raiz. A borda distal, mais inclinada e curva, forma um ângulo com a superfície distal da raiz. Como o dente é mais estreito, a convergência dessas bordas para a cervical é menor em relação ao canino superior. Þ RAIZ: Vestibular – Convexo, reto (curvatura não deve ser decisiva na identificação do lado do dente); Lingual – Mais estreita que no lado vestibular; Proximal – Depressão longitudinal mais profunda na distal. 10. PRÉ-MOLARES Þ Na vista oclusal, os superiores são mais alongados no sentido V-P; enquanto os inferiores são mais quadrados; Þ Crista vestibular é mais proeminente nos superiores; Þ Coroa dos inferiores aparentem estar inclinadas para distal; Þ Declive lingual das coroas nos inferiores; Þ O 1º é mais longo e mais largo que o 2º; Þ A convergência dos lados proximais é mais acentuada no 1º.PS, conferindo à região cervical do 2º. PS um aspecto mais largo; Þ O 1º.PS é o único a apresentar a ponta da cúspide vestibular deslocada para dista do longo eixo, tornando o declive mesial maior que o distal; Þ Formato da cúspide vestibular do 1º. PS é mais “afiado” ou pontiagudo; Þ 60% dos 1º possuem duas raízes, enquanto a maioria dos 2º são monorradiculares; Þ Cúspide palatina é mais curta, especialmente no 1º PMS; Þ A concavidade mesial aparece em 100% dos 1º.PS, envolvendo o terço cervical da coroa, continuando na raiz; Vestibular: Þ 1º. PI tem coroa mais longa e cúspide vestibular mais pontiaguda; Þ O 2º. PI geralmente é mais largo no colo cervical; Þ O 1º. PI apresenta a crista bucal mais proeminente; Þ O 1º. PI tem raiz mais curta, com ápice pontiagudo enquanto o 2º PI tem raiz mais longa e ápice obtuso; Lingual: Þ 1º. PI tem coroa mais estreita na lingual, enquanto o 2º. PI tem lingual bastante larga; Þ Cúspide lingual muito curta e estreita no 1º. PI (não funcional); Þ 2º. PI com uma ou duas cúspides linguais (mesiolingual é mais larga); Oclusal Þ 1º. PI com contorno assimétrico; enquanto o 2º. PI tem aspecto quadrado; Þ Face oclusal do 2º. PI é maior (funcional); Þ Enquanto o 1º. PI tem grande convergência para lingual (principalmente na mesial) o 2º. PI pode apresentar a lingual mais larga que a vestibular; Þ Diferença no número de fossas oclusais; Þ Crista transversa bem definida no 1º. PI; 11. MOLARES Þ Superiores possuem três raízes, duas vestibulares e uma palatina; Þ Inferiores possuem duas raízes, uma mesial e uma distal; Þ Declive lingual das coroas dos molares inferiores acentuada; Þ Bordas mesial e distal convergente para cervical nos superiores e tendem ao paralelismo nos inferiores; Þ Faces oclusais com formato quadrangular tendendo a losango nos superiores e mais retangulares nos inferiores; Þ Primeiro molar possui 4 cúspides, enquanto o segundo possui 3; Þ Ponte de esmalte interliga as cúspides mesiolingual e disto-vestibular no primeiro molar; Þ Segundo molar possui forma semelhante a um coração, com duas cúspides vestibulares e uma palatina; Þ Discreta convergência das bordas vestibular e lingual para distal nos primeiros molares, mais acentuada nos segundos molares; Þ Face lingual é maior que a vestibular no sentido mesiodistal, nos primeiros molares; Þ Presença do tubérculo de Carabelli no terço médio-mesial da face palatina, nos primeiros molares. Þ Pode ser semelhante ao primeiro ou ao segundo molar; Þ Diferenciam-se dos primeiros e dos segundos molares por apresentarem raízes mais curtas e frequentemente fusionadas; Þ A face oclusal é comumente acometida de sulcos e cúspides suplementares; Þ Forma tricuspídea bastante frequente; Þ Variam muito em sua morfologia; Þ Primeiro molar apresenta cinco cúspides, sendo três vestibulares e duas linguais. Cúspide mesio- vestibular é a maior delas; Þ Segundo molar apresenta quatro cúspides, com sulco principal em forma de X; Þ Contorno pentagonal nos primeiro (vista pela oclusal) e retangular nos segundos molares; Þ Sulco principal em forma de W com vértices para vestibular nos primeiros molares; Þ Menores que os primeiros e segundos molares inferiores; Þ Podem se assemelhar ao primeiro ou ao segundo molar inferior; Þ Diferenciam-se dos primeiros e segundos molares por apresentarem raízes mais curtas e frequentemente fusionadas; Þ A face oclusal é comumente acometida de sulcos e cúspides complementares. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ SUMÁRIO 12. Semanas gestacionais 13. Origens das estruturas faciais e orais 14. Fases da odontogênese 15. Explicação de alguns casos clínicos 12. SEMANAS GESTACIONAIS • FECUNDAÇÃO (zigoto) = ÓVULO + ESPERMATOZÓIDE. • FORMAÇÃO DOS FOLHETOS EMBRIONÁRIOS DIDÉRMICOS: ECTODERMA e ENDODERMA. • O embrião nesse período é chamado de EMBRIOBLASTO (semelhante a um disco oval). • Formação do terceiro folheto embrionário: MESODERMA. • Células do ectoderma migram para o meio dos discos (entre o ectoderma e endoderma) constituindo então o mesoderma. • Espessamento do endoderma, o qual se adere firmemente ao ectoderma formando uma PLACA PRECORDAL, que dá origem a MEMBRANA BUCOFARÍNGEA (boca) e a mesma coisa ocorre na região caudal, dando origem a MEMBRANA CLOACAL (ânus). Ambas as membranas formadas formam as extremidades do tubo digestivo. • Início da formação do PROCESSO NOTOCORDAL (intestino primitivo ou arquêntero). • Formação do SISTEMA NERVOSO CENTRAL, face e pescoço. • O SNC SE PROLIFERA FORMANDO 3 ESTRUTURAS: telencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Além das dobras ou pregas neurais. • CÉLULAS DA CRISTANEURAL: são células das pregas neurais que migram para várias regiões do embrião, participando da formação da face, pescoço, gânglio nervosos, medula da glândula adrenal etc. • As células da Crista Neural quando migram, expressam o gene HOMEOBOX. • Ocorre o dobramento do embrião. • Quando eu tenho do dobramento do embrião, ocorre o rompimento da Membrana Bucofaríngea. • O rompimento da Membrana Bucofaríngea permite uma comunicação mais direta entre a cavidade oral primitiva e o intestino. • A CAVIDADE ORAL PRIMITIVA é originada a partir da invaginação do ectoderma. • Divisão do TUBO DIGESTÓRIO: cefálico, médio e caudal. • Formação do APARELHO BRANQUIAL. • O aparelho branquial é responsável pela formação da maior parte dos componentes da face e do pescoço. • O aparelho branquial é formado por 3 estruturas: arcos branquiais, bolsas faríngeas e os sulcos branquiais. • O 1º ARCO BRANQUIAL é dividido em dois processos: MANDIBULAR e MAXILAR. • O 2º ARCO BRANQUIAL é responsável pela formação: OSSO HIÓIDE e estruturas adjacentes do PESCOÇO. • Cada arco das etapas iniciais contém pouco/escasso mesênquima que acaba sendo invadido por células da crista neural (origem ectodérmica) formando o tecido ECTOMESENQUIMAL, responsável pela formação de estruturas odontológicas, com exceção do esmalte. • MESÊNQUIMA (tecido conjuntivo primitivo): é um tecido embrionário derivado da mesoderme. • DESENVOLVIMENTO LABIAL: o processo de formação do lábio superior é mais complexo que o lábio inferior. • O lábio superior é formado pela fusão dos PROCESSOS MAXILARES + PROCESSOS NASAIS MEDIAIS. • O lábio inferior é formado pela fusão dos dois PROCESSOS MANDIBULARES. • Há comunicação entre a cavidade oral e nasal até a formação do PALATO SECUNDÁRIO, no qual eles se separam e o espaço entre eles é ocupado pela LÍNGUA em desenvolvimento. • DESENVOLVIMENTO PALATINO: após a formação do palato secundário, as cavidades oral e nasal se separam. • O palato secundário é formado a partir de uma fusão medial das CRISTAS PALATINAS, as quais são formadas pelos processos maxilares. • As cristas palatinas ficam voltadas para baixo em cada lado da língua e o seu crescimento favorece a movimentação (por meio de uma força intrínseca) fazendo com que haja o ABAIXAMENTO DA LÍNGUA e ocorra a ELEVAÇÃO DAS CRISTAS PALATINAS, as quais se fundem ao palato primário. • DESENVOLVIMENTO DA MAXILA: ocorre por meio do centro de ossificação. • DESENVOLVIMENTO DA MANDÍBULA: ocorre também pelo centro de ossificação intramembranosa. • A formação do osso da mandíbula ocorre em torno do aspecto lateral da CARTILAGEM DE MECKEL. 13. ORIGEM DAS ESTRUTURAS FACIAIS E ORAIS 1. PROCESSO NASAL MEDIANO DÁ ORIGEM AO: • Centro do nariz • Septo nasal • Processo globular 2. PROCESSO GLOBULAR DÁ ORIGEM AO: • Filtro do lábio. • Área pré-maxilar do palato. 3. OS PROCESSOS NASAIS LATERAIS FORMAM: • Lados do nariz. • Áreas infraorbitárias. 4. PROCESSO MADIBULAR DÁ ORIGEM AO: • Mandíbula. • Regiões inferiores da face. • Lábio inferior. • Porção anterior da língua. 5. PROCESSOS MAXILARES DÃO ORIGEM AOS: • Processos palatinos laterais (exceto a área pré-maxilar). • Porção superior das bochechas. • Lados do lábio superior. • Porção da região posterior da língua. 14. ODONTOGÊNESE • Os dentes se originam dos tecidos epitelial e conjuntivo (ectomesenquima). • Células da crista neural, de origem ectoderma, migram lateralmente para o primeiro arco braquial (responsáveis pela formação da mandíbula e maxila). • Uma vez nos locais, esse tecido de origem neural, e, portanto, ectodérmico, passa a se comportar como mesênquima, originando estruturas de natureza conjuntiva (ectomesenquima). • O fator indutor inicial encontra-se no epitélio oral primitivo, que após algumas semanas, começa a se proliferar, invadindo o ectomesênquima subjacente e produzindo uma banda epitelial contínua em forma de ferradura na região onde irão se formar os arcos dentários, mandibular e maxilar (Banda Epitelial Primária). • Essa BANDA EPITELIAL PRIMÁRIA subdivide-se nas lâminas vestibular (fundo de saco do sulco vestibular, localizada entre a bochecha, lábios e os futuros arcos dentários) e lâmina dentaria (formação dos dentes). A lâmina vestibular sofre uma degeneração, estabelecendo rapidamente o sulco vestibular. • Representa o verdadeiro início da formação de cada dente. - A lâmina dentária passa a apresentar, em alguns locais, atividades mitóticas diferenciadas. • Na 8a semana de vida intrauterina, em cada arco originam-se 10 pequenas esférulas (botões) que invadem o ectomesênquima, representando o início da formação dos germes dos dentes decíduos. • Esses pequenos botões continuam a crescer e mergulhar no mesênquima vizinho. Cada uma dessas estruturas em forma de botão é chamada de Órgão do Esmalte (composto por células epiteliais que originaram da camada ectodérmica germinativa) e é o início de um germe dentário de um dente primário (decíduo). • Condensação do ectomesênquima em torno do botão. • Essa fase caracteriza-se por intensa proliferação das células epiteliais fazendo com que o botão não continue a crescer uniformemente, apresentando, portanto, um crescimento desigual que se assemelha a um boné ou capuz. • No centro de sua parte mais profunda, o capuz epitelial apresenta uma concavidade, sob qual é observada maior concentração de células ectomesenquimais. • A razão pelo aumento da condensação do ectomesênquima ocorre em razão da relação célula-matriz extracelular, na qual a Tenascina e a Sindican-1 desempenham papel importante na interação com os fatores de crescimento (em especial, os fibroblastos) e com as próprias células ectomesenquimais, sendo responsável pela concavidade inferior do capuz. • O GERME DENTÁRIO é constituído pelo órgão do esmalte e pela papila dentária. • As células localizadas na concavidade adjacente à condensação ectomesenquimal constituem o epitélio interno. Já as células localizadas na convexidade externa do capuz constituem o epitélio externo. • As células que ficam na região central do órgão do esmalte, entre epitélio interno e externo, vão se separando umas das outras. Assim, essas células adotam uma forma estrelada com vários prolongamentos. Logo, essa porção central do órgão do esmalte é chamada de retículo estrelado. • O ectomesênquima que rodeia tanto o germe dentário sofre condensação, formando uma cápsula que o separa do restante do ectomesênquima da maxila e mandíbula. Esse folículo dentário, é responsável pela formação do periodonto de sustentação (cemento, ligamento periodontal e osso alveolar). • Capilares penetram o folículo dentário. Assim, a nutrição da porção epitelial do germe dentário provém da vascularidade do folículo. • Após a fase de capuz, a proliferação de células epiteliais, e, portanto, o crescimento do órgão do esmalte vai diminuindo. • Todavia, quando há diminuição da divisão celular tanto do órgão do esmalte quanto nas células mesenquimais, ocorre a diferenciação das diversas células do germe dentário. • Há modificações nas diversas estruturas do órgão do esmalte, aparecendo nessa fase, entre o epitélio interno e o retículo estrelado, duas ou três camadas de células pavimentosas que constituem o estrato intermediário (que pode fazer parte da formação do esmalte). • Os epitélios externo e interno, com suas margens mais aprofundadas se encontram ao nível da borda do sino, formando a alça cervical. • Essa região de alça cervical, no final da fase de coroa, irá se proliferar para constituir a Bainha de Hertwig,que induz a formação da raiz do dente. • Na papila dentária as células ectomesenquimais apresentam-se ainda indiferenciadas na sua região central. Além disso, os capilares inicialmente encontrados no folículo dentário começam também a penetrar, durante essa fase, a papila dentária, aparecendo em grande número entre as células. • O folículo dentário torna-se mais evidente, pois passa a envolver o germe dentário por completo. • Nessa fase, a porção da lâmina dentária, entre o órgão do esmalte e o epitélio bucal, desintegra-se. • A formação das dobras do epitélio interno, definirá a forma da cora do dente. • A dentinogênese inicia-se antes da amelogênese. • Após esses eventos, as células do epitélio interno sofrem um fenômeno chamado de Inversão de Polaridade, fazendo com que essas células se transformem em pré-ameloblastos. • As células ectomesenquimais da papila dentária adjacente param de se dividir por influência dos pré-ameloblastos, aumentam de tamanho e começam sua diferenciação em odontoblastos, passando a secretar a primeira camada de matriz de dentina, a dentina do manto. • O contato em odontoblastos e pré- ameloblastos desencadeiam a diferenciação destes em ameloblastos, os quais sintetizam e secretam a matriz orgânica do esmalte, que é basicamente proteica, porém de natureza não colágena. • A indução recíproca (fatores de crescimentos, integrinas e matriz extracelular) resulta na diferenciação de odontoblastos e ameloblastos. • Corresponde a deposição de dentina e de esmalte da coroa do futuro dente. • A formação da dentina é centrípeta (dentro para fora), enquanto a do esmalte é centrifuga (fora para dentro). • Com a diferenciação e a polarização, os odontoblastos se tornam típicas células secretoras de proteínas. • Os componentes da matriz orgânica da dentina são produzidos pelos odontoblastos. • Fibrilas colágenas e vesículas da matriz são elementos mais conspícuos da matriz inicial da dentina. • Os odontoblastos em diferenciação desenvolve vários processos curtos inicialmente e um prolongamento único posteriormente. • A mineralização da dentina inicia-se nas vesículas da matriz. • A dentina do manto é produzida pelos odontoblastos em diferenciação. • Uma vez terminada a formação da dentina do manto, os odontoblastos completamente diferenciados produzem a dentina circumpulpar. A mineralização da dentina circumpulpar segue basicamente um padrão globular. • Durante a formação da dentina por aposição centrípeta, sempre permanece uma camada não mineralizada de pré-dentina. • Os túbulos resultam da permanência dos prolongamentos odontoblásticos durante a dentinogênese. • O início da dentinogênese radicular marca o início da fase de raiz da odontogênese. • Na porção radicular são as células epiteliais que induzem a diferenciação dos odontoblastos, porém essas células epiteliais advêm da Bainha Radicular de Hertwig. • Como não se forma esmalte sobre a dentina radicular, as células epiteliais não se diferenciam em ameloblastos como ocorre na coroa. • Pouco tempo depois, ocorre a fragmentação da bainha, constituindo- se os restos epiteliais de Malassez. • O epitélio interno do órgão do esmalte determina a forma da coroa, correspondendo a fase morfogenética. • Com a inversão da polaridade, as células do epitélio interno do órgão do esmalte tornam-se pré-ameloblastos. • A diferenciação dos pré-ameloblastos ocorre gradualmente, até tornarem-se ameloblastos secretores, correspondendo a fase de diferenciação. • A mineralização do esmalte começa imediatamente após o início de secreção da matriz orgânica, correspondendo a fase secretora. • Após a deposição de uma delgada camada aprismática, os ameloblastos desenvolvem o processo de Tomes. • Ao finalizar a fase secretora, o ameloblastos não mais apresenta o processo de Tomes. • A degradação e a remoção da matriz orgânica possibilitam o crescimento dos cristais de mineral, correspondendo a fase de maturação. • O epitélio reduzido do esmalte recobre o esmalte maduro até a erupção do dente, correspondendo a fase de proteção. Esse epitélio reduzido contribui para formação do epitélio juncional da gengiva. • O esmalte tem estrutura prismática. A fase mineral do esmalte é constituída por grandes cristais de hidroxiapatita. - A formação do esmalte segue um padrão incremental. • Os fusos de esmalte são continuações dos túbulos dentinários. • Microscopicamente, a superfície do esmalte é irregular. • Esmalte e dentina relacionam-se por uma superfície muito ondulada. • Processo da odontogênese propriamente dito. A fase de raiz ocorre enquanto o dente erupcionar. • Proliferação celular na alça cervical origina o diafragma epitelial e a bainha de Hertwig. • Os restos epiteliais de Malassez originam-se da fragmentação da bainha de Hertwig. • O periodonto de inserção é formado durante a fase de raiz. • Cemento, ligamento periodontal e osso alveolar são formados simultaneamente. • A fragmentação da bainha radicular epitelial torna possível o contato do folículo dentário com a dentina radicular em formação. Assim, após entrar em contato com a dentina, as células do ectomesênquima do folículo se diferenciam em cementoblastos, secretando a matriz orgânica do cemento. • Simultaneamente, as células do lato externo do folículo diferenciam-se em osteoblastos, formando o osso alveolar, enquanto as da região central tornam-se principalmente fibroblastos e formam o ligamento periodontal. • As fibras colágenas principais do ligamento são formadas ao mesmo tempo em que o colágeno que constitui a matriz do cemento e do osso alveolar, possibilitando que as extremidades das fibras do ligamento (fibras de Sharpey) fiquem inseridas quando o cemento e o osso se mineralizam. 15. CASOS CLÍNICOS – PROBLEMAS DE FORMAÇÃO EMBRIONÁRIA PRIMEIRO CASO - O aparecimento de fendas ocorre devido uma falha no processo de formação embrionária durante o início da 4ª SVIU. Dessa forma, observamos na cavidade oral da criança uma fenda do lado esquerdo da face, ou seja, não houve, durante a formação embrionária, a adesão do palato secundário esquerdo com o palato primário e em consequência, não houve também a fusão dos dois palatos secundários, o que provocou o aparecimento de uma fenda labial e palatina unilateral. SEGUNDO CASO - O aparecimento de fendas ocorre devido uma falha no processo de formação embrionária durante o início da 4SVIU. Dessa forma, observamos na cavidade oral da criança uma fenda dos dois lados da face, ou seja, não houve, durante a formação embrionária, a fusão entre os dois palatos secundários e a adesão deles com o palato primário, e a falha nasal ocorreu devido a não adesão dos processos maxilares com o processo nasal medial, o que desencadeou também a má- formação completa do lábio superior. TERCEIRO CASO - Pacientes com a síndrome das Fendas Labiais e Palatinas geralmente possuem a forma da arcaria dentaria afetada. Assim, durante a 4a SVIU, a fase de broto, responsável pelo início da formação dental, acaba sendo dividida ao meio pelo aparecimento de uma fenda, fazendo com que, ao nascer, o paciente apresente dentes com tamanho inferior do que o normal e com dentes a mais na boca. QUARTO CASO - Nesse caso, não houve um estímulo de proliferação celular na fase de broto durante a formação dos dentes permanentes, ocasionando, portanto, o não aparecimento de alguns dentes na criança. Isso acarreta o pouco desenvolvimento da base óssea do paciente. QUINTO CASO - Nesse caso, há uma má-formação nos tecidos originários do Ectoderma. Nos dentes, teremos uma falha nas estruturas de formação do esmalte dentário, em especial no epitélio interno, o qual é responsável por dar a forma aos dentes. Quando o pacienteapresenta essa displasia, é comum o aparecimento de dentes conoides, ou seja, em forma de cones. SEXTO CASO - Invaginação da porção coronária para dentro do dente. Falha no epitélio interno fazendo com que ocorra essa invaginação para papila dentaria, ocasionando a deformidade coronária. Ocorre mais em dentes permanentes. Falha na fase de campânula. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 16. Introdução 17. Sistema sensorial e fisiologia da dor 18. Gustação 19. Secreção salivar 20. Sucção e deglutição 21. Disfunção temporomandibular (DTM) 16. INTRODUÇÃO DEFINIÇÃO: Conjunto de estruturas localizadas na região maxilofacial que desenvolvem funções comuns. COMPOSIÇÃO: Mandíbula, maxila, ATM, ossos, músculos, nervos, dentes, língua, glândulas. FUNÇÕES: Mastigação (aprendido), deglutição (inato), sucção (inato), fonação (aprendido), respiração (inato). PARAFUNÇÃO: Transtorno ou hábito nocivo (apertamento dentário, bruxismo). NERVOS DO S. ESTOMATOGNÁTICO: • NERVO FACIAL: 7o par; Nervo misto; Ramos terminais temporal, zigomático, bucal, mandibular e cervical. • NERVO TRIGÊMEO: 5o par; Nervo misto; Ramos terminais são oftálmico, maxilar e mandibular. DIVISÃO ANATÔMICA • SNC: encéfalo e medula espinhal. • SNP: nervos e gânglios. CORTEX CEREBRAL • MOTOR: movimentos voluntários dos músculos estriados. • SENSORIAL: sensibilidade profunda e cutânea. NEUROFISIOLOGIA • PERCEPÇÃO DO ESTÍMULO SENSORIA: recepção do estímulo por meio dos receptores nervosos e condução do estímulo até o SNC por meio das vias condutoras aferentes. • INTERAÇÃO AO SNC: após o estímulo ser levado aos nervos sensoriais aferentes, ele é identificado provocando uma reação motora. • REAÇÃO MOTORA: se inicia após a interação de um estímulo ao córtex sensorial do cérebro, dando origem a uma contração muscular ou função glandular por meio dos nervos motores eferentes. RECEPTORES: • EXTEROCEPTORES: dor, temperatura, audição, tato, visão. • INTEROCEPTORES: fome, sede, pressão, dor visceral. 17. SISTEMA SENSORIAL E FISIOLOGIA DA DOR GERAL • SENSORES: detectar diferentes tipos de informações. • VIAS: eferentes e aferentes (tráfego de informações). • CIRCUITOS NEURAIS: processamento das informações. SENSAÇÃO: Informação detectada. Ocorre na periferia. Capta o estímulo. PERCEPÇÃO: interpretação consciente das informações. TIPOS DE RECEPTORES SENSORIAIS • Mecanorreceptores (mecânicos); • Termorreceptores (térmicos); • Quimiorreceptores (químicos); • Fotorreceptores (luz); • Proprioceptores (propriocepção); • Nociceptores (dores). REGIÃO COM MAIOR NÚMERO DE RECEPTORES SENSORIAIS: mãos, ponta dos dedos e orofacial. AÇÃO DO SISTEMA SENSORIAL • ESTÍMULO: interno ou externo. • RECEPTORES: transdução e potencial de ação. • CÓRTEX SENSORIAL: processamento da informação. TRANSDUÇÃO: Transformação da energia do estímulo em um potencial elétrico, que poderá́ gerar um potencial de ação. ATRIBUTOS • Modalidade: tátil, térmica. • Duração: longa, curta. • Intensidade: forte, fraco. • Localização: qualquer região do corpo. TIPOS PRINCIPAIS DE MECANORRECEPTORES: • Corpúsculo de Pacini: derme. • Terminações de Ruffini: derme. • Corpúsculo de Meissner: derme e epiderme. • Disco de Merkel: derme e epiderme. REGIÃO DE MAIOR DENSIDADE DE MECANORRECEPTORES: região periodontal e ponta da língua. NOCICEPTORES DETECTAM: estímulos mecânicos, térmicos e químicos. CONCEITO DE DOR: caráter protetor, sinal de alerta. A ausência desse sinal pode levar um agravamento da enfermidade. COMPONENTES DA DOR • SENSORIAL: nos permite discriminar a qualidade, localização, duração e intensidade do estímulo; • COGNITIVO: capacidade de compreender e avaliar a dor e seu significado. • MOTIVACIONAL: refere-se a vontade de se livrar ou até mesmo de aumentar a dor. • AFETIVO: refere-se a emoções ou sentimentos desagradáveis associados à dor. TIPOS DE DOR • AGUDA: se resolve facilmente e é facilmente tratada. • CRÔNICA: diagnóstico difícil e tratamento difícil; pode perdurar por pelo menos 6 meses. TIPOS DE FIBRAS • A DELTA: com mielina, dor rápida. • FIBRAS C: sem mielina, dor lenta. FASES PARA A DOR CHEGAR NO CÓRTEX CEREBRAL: 1. Transdução (ocorre na membrana do receptor e o estímulo nocivo é convertido em impulso elétrico); 2. Condução (nervos aferentes conduzem o impulso elétrico até a medula espinhal); 3. Transmissão (ocorre na medula espinhal, onde o impulso elétrico libera neurotransmissores); 4. Percepção (interpretação consciente do estímulo no córtex cerebral e nesse momento podemos sentir dor); 5. Modulação (decide se a dor é perigosa para o organismo). LOCALIZAÇÃO DA DOR • LOCALIZADA: manifesta-se no próprio local. • IRRADIADA: manifesta-se ao longo do trajeto nervoso onde está ocorrendo o estímulo. • REFERIDA: manifesta-se distante do local onde está ocorrendo o estímulo. • FANTASMA: manifesta-se na região onde ocorreu amputação do membro. 17. GUSTAÇÃO SUBMODALIDADES DA GUSTAÇÃO: azedo, doce, salgado, umami, amargo. LIMIAR: MENOR LIMIAR (maior sensibilidade); MAIOR LIMIAR (menor sensibilidade). MECANISMOS NEURAIS DA GUSTAÇÃO • MECANORRECEPTORES: detectam pressão. • TERMORRECEPTORES: detectam temperatura. • NOCICEPTORES: detectam estímulos nocivos. TIPOS DE PAPILAS GUSTATIVAS: circunvaladas, filiformes, folhadas e fungiformes. PAPEL DA SALIVA: dissolve os alimentos e substâncias químicas que os compõe. BOTÕES GUSTATIVOS: captam estímulos químicos. São quimiorreceptores responsáveis pela transformação do estímulo químico em sinais elétricos que serão transmitidos para o cérebro por meio das fibras nervosas aferentes. VIAS: Por meio das vias aferentes a informação é conduzida até o SNC. CÓRTEX CEREBRAL: a informação sensorial passa pelo bulbo, tálamo e chega ao córtex cerebral, onde é interpretada. SISTEMA DIGESTIVO: sentimos o sabor e o sistema digestório é estimulado para começar a digestão. XEROSTOMIA: pode distorcer a percepção gustativa. TIPOS DE DISTURBIOS DO PALADAR • AGEUSIA: perda da percepção paladar. • HIPOGEUSIA: redução na percepção do paladar. • FANTOGEUSIA: presença de uma sensação gustativa desagradável e persistente. • DISGEUSIA: distorções da qualidade gustativa.CAUSAS DOS DISTURBIOS DO PALADAR • IDIOPÁTICAS: desconhecida. • SISTÊMICOS: baixa concentração de zinco, distúrbios hormonais. • LOCAIS: baixo fluxo salivar, ardência bucal. • PSICOLÓGICOS: depressão, stress. 18. SECREÇÃO SALIVAR CONCEITO SALIVA: fluido complexo que influencia a saúde bucal por meio de propriedades físicas e químicas, produzido pelas glândulas salivares. FUNÇÕES: ação antibacteriana, digestão, limpeza mecânica, gustação, efeito tampão, lubrificação. EFEITO TAMPÃO: capacidade que a saliva tem de neutralização da acidez bucal. Os ácidos bucais, que são formados a partir do processo de fermentação dos restos alimentares pelas bactérias cariogênicas do meio bucal, são os responsáveis pela desmineralização do esmalte dentário, dando início à cárie. COMPOSIÇÃO: 99% água e 1% macromoléculas e eletrólitos (sódio, cloro, bicarbonato e potássio, cálcio, magnésio, fosfato, proteínas como mucina/lactoferrina, enzimas como amilase, lipase, peroxidase, lisozima e imunoglobulinas como IgA, IgG). GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES (90%): Parótidas, Sublinguais, Submandibulares. GLÂNDULAS SALIVARES MENORES (10%): Labiais, Palatais, Linguais, Bucais. TIPOS DE GLÂNDULAS SALIVARES • PARÓTIDA: Localiza-se na frente dos ouvidos, abaixo do processo zigomático e atrás dos ramos da mandíbula. Ducto único (Stensen – 5mm de comprimento, região 2o molar). Secreção SEROSA – mais aquosa. • SUBLÍNGUAL: Localiza- se no assoalho da boca. Vários ductos (Bartholin - principal, Rivinus – vários), Secreção MUCOSA. • SUBMANDIBULAR: Localiza-se entre o corpo da mandíbula e o m. milo- hioideo, no assoalho da boca. Ducto único (Wharton – lateralmente ao freio lingual). Secreção MISTA. ÁCINOS: partes da glândula onde é produzida uma secreção primária. • ÁCINO SEROSO: Liberação de íons e glicoproteínas. Pequeno espaço no lúmen. • ÁCINO MUCOSO: Rico em mucina. • ÁCINO MISTO: Seromucoso/ Mucosseroso. Células mucosas cercadas por serosas. DUCTOS: partes da glândula que conduzem e modificam a secreção primária, que se torna a saliva. • INTERCALADOS: Epitélio cuboidal. Pequeno espaço no lúmen. • ESTRIADO: Células ricas em mitocôndrias. • EXCRETOR: Comunicação com o meio bucal. SALIVA NA DEGLUTIÇÃO: Salivação atua ativamente na FORMAÇÃO DO BOLO ALIMENTAR. A mastigação deve não só́ triturar, mas LUBRIFICAR o alimento para deglutição. A água umedece o alimento, a mucina une as partículas e então ocorre a digestão inicial dos carboidratos. FORMAÇÃO DA SALIVA: Fase 1 e Fase 2. • FASE 1: Envolve os ácinos, que produzem uma secreção primária contendo ptialina e mucina. • FASE 2: Secreção primária flui através dos ductos, onde ocorrem processos de transporte ativo, que modificam a composição iônica salivar. Nos ductos ocorrem alterações iônicas, formando a secreção secundária “células reabsorvem sódio e cloreto e secretam bicarbonato e potássio”. REGULAÇÃO DA SECREÇÃO SALIVAR 1) Produção de um estímulo no SNP; 2) Córtex sensorial (via aferente); 3) Estímulo é identificado; 4) Córtex motor (via eferente); 5) Salivação. 19. SUCÇÃO E DEGLUTIÇÃO CONCEITO DE SUCÇÃO: Ato de sugar. Sucção e deglutição são funções reflexas inatas que se estabelecem na vida intrauterina e estão ligadas à sobrevivência do recém- nascido. TIPOS DE SUCÇÃO: • SUCÇÃO NUTRITIVA: tem como principal objetivo a obtenção de nutrientes para crescimento e desenvolvimento apropriado como a amamentação. Se inicia com o reflexo de procura. Pega adequada da aréola e do mamilo. A partir do momento em que ocorre a compressão do mamilo da mãe ou do bico da mamadeira, o reflexo da sucção é iniciado. Após a contração muscular, é gerada uma pressão positiva sobre o mamilo ou o bico da mamadeira que resulta no fluxo inicial de leite na boca. Amamentação (meio natural) e a mamadeira (meio artificial). • SUCÇÃO NÃO NUTRITIVA: tem como principal objetivo o prazer, e não envolve a captação de líquido. É considerada normal nos estágios iniciais de desenvolvimento até aproximadamente 2 anos de idade. Chupeta, sucção digital (mecanismos de suprimento emocional). IMPORTANCIA DA AMAMENTAÇÃO: A amamentação é importante porque promove para a criança nutrientes, segurança, satisfação emocional e bem-estar. Quando não é possível, os cuidados tomados devem ser o BICO ORTODÔNTICO, que se assemelham à anatomia das mamas da mulher e possui melhor contato da língua com o palato. MAMADEIRA que possui uma demanda fisiológica atendida, mas necessidade fisiológica de chupar não (apenas por poucos minutos). TRIADE DE GRABER: um hábito oral deletério nem sempre resulta em má́ oclusão. Isso depende: • Duração; • Intensidade; • Frequência; • Tipo facial (extra). CONCEITO DE DEGLUTIÇÃO: Ato de engolir. Atividade motora fundamental! Propulsão do alimento da cavidade oral para o estômago, via faringe e esôfago. Proteção do trato respiratório superior, limpando a naso e orofaringe, fechando a nasofaringe e laringe prevenindo aspiração de partículas. TIPOS DE DEGLUTIÇÃO • DEGLUTIÇÃO INFANTIL: Sem dentes. Contração ativa dos lábios. Língua entre os rebordos. • DEGLUTIÇÃO MADURA: Presença de dentes. Lábios passivos. Língua em contato com papila incisiva. Por volta dos 4 anos. FASES DA DEGLUTIÇÃO DO ADULTO • FASE PRÉ-ORAL OU ANTECIPATÓRIA: Está relacionada à cognição, à fome e às informações exteroceptivas provenientes do olfato e da visão, que excitam a salivação, assim como outros mecanismos importantes para a preparação, o transporte e a digestão do bolo alimentar. • FASE ORAL PREPARATÓRIA: Consiste em eventos voluntários e involuntários relacionados ao preparo do bolo alimentar para a deglutição, integrados à mastigação. Participação ativa da saliva. • FASE LINGUAL: Nesta fase, a língua faz a ejeção do bolo alimentar da cavidade oral para a faringe, correspondendo à força propulsiva mais importante do processo. • FASE FARÍNGEA: Fase involuntária na qual as vias aéreas são protegidas pelo fechamento velofaríngeo, fechamento da laringe e pausa respiratória - apneia da deglutição - de 1s (epiglote) e abertura do esfíncter esofágico superior. • FASE ESOFÁGICA: Fase involuntária que se inicia após a abertura do esfíncter esofágico superior, permitindo que o alimento passe pelo esôfago e após a abertura do esfíncter esofágico inferior, o alimento chega ao estômago. 20. DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES A ATM é uma articulação sinovial do tipo gínglimo, sendo considerada uma articulação singular no corpo humano. A ATM de um lado não funciona sem a outra e todos os movimentos mandibulares envolvem ambas. AS FACES ARTICULARES ENVOLVIDAS SÃO: • Côndilo da mandíbula; • Tubérculo articular do temporal; • Fossa da mandíbula do osso temporal. LIGAMENTOS DA ATM: • Cápsula ou Ligamento Capsular: a ATM é recoberta em toda a sua extensão por uma cápsula fibrosa. recobre o côndilo, a eminência articular e o disco articular. O líquido sinovial confere viscosidade, elasticidade e plasticidade à articulação. • Ligamento Temporomandibular: resistente e serve como um reforço ligamentar da cápsula articular. • Ligamento Estilomandibular: alguns autores indicam que esta estrutura limita a protrusão da mandíbula, enquanto outros afirmam que o ligamento não tem função. • Ligamento Esfenomandibular: é o suporte primário passivo da mandíbula. MEMBRANA SINOVIAL: a articulação possui duas membranas sinoviais: • A membrana sinovial superior reveste a cápsula fibrosa acima do disco articular. • A membrana sinovial inferior reveste a cápsula abaixo do disco DISCO ARTICULAR: é uma lâmina ovulada e fina situada entre o côndilo da mandíbula e a fossa mandibular. Tem como funções: • Permite a articulação das superfícies ósseas; • Divisão da ATM emdois compartimentos; • Separa os movimentos de rotação e translação; • Absorção de forças; • Facilita a lubrificação da ATM. 1. DESLOCAMENTO DE DISCO COM REDUÇÃO: é caracterizado por uma relação anormal ou mau alinhamento do disco articular e do côndilo, que vai levar a um travamento da mandíbula. Neste processo pode ocorrer o click articular ou estalo, durante a abertura da boca, mostrando que o disco foi reduzido. 2. DESLOCAMENTO DE DISCO SEM REDUÇÃO: é acompanhado de hipomobilidade mandibular e dor articular ao realizar os movimentos de abrir e fechar a boca. O tratamento conservador nesses casos tem obtido bons resultados na melhora da função mastigatória e na redução da dor, evitando assim o uso de procedimentos cirúrgicos. 3. SINOVITE: principal causa de dor na ATM. Ocorre quando os tecidos sinoviais que revestem a ATM se encontram inflamados causada por uma condição irritativa, podendo resultar em função anormal ou trauma caracterizado por dor articular constante, que se exacerba durante o movimento. 4. CAPSULITE: quando os ligamentos capsulares se encontram inflamados se apresentam com dor a palpação de polo lateral. Se apresentar com dor até em repouso é uma resposta inflamatória a mudança estrutural abrupta. 5. RETRODISCITE: quando a cabeça da mandíbula toca a região retrodiscal. Dor constante, surda, geralmente aumentada pelo apertamento dentário causa uma má oclusão aguda (desoclusão posterior e um contato forte dos caninos). 6. OSTEOARTRITE: doença degenerativa focal, crônica, não- inflamatória e multifatorial que afeta primariamente a cartilagem de articulações sinoviais, é a forma mais comum de artrite que afeta o esqueleto humano. Acredita-se que a etiologia esteja relacionada a uma falta de adaptação do organismo à demanda funcional (sobrecargas, macrotraumas ou microtraumas). Tem-se presença de dor e limitação de movimentos, ruídos (crepitação). Observa-se um som de menor amplitude e maior frequência, referência à presença de “areia” dentro do ouvido. 7. ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL: inflamação crônica, com duração de pelo menos 6 semanas, tem início antes dos 16 anos de idade. Ocorre no mundo inteiro e afeta todos os grupos étnicos e raciais, porém, a falta de uma classificação universal torna difícil determinar suas taxas de incidência e prevalência, produzindo dados conflituosos. • OLIGOARTRITE: afetando um ou pelo menos quatro das articulações nos 6 primeiros meses da doença. • POLIARTRITE: afeta mais de quatro das articulações envolvidas durante os 6 primeiros meses. 8. ARTRITE PSORÍDICA: doença crônica caracterizada por placas eritematosas cobertas por escamas acinzentadas presentes na pele. Ocorre por fatores ambientais (trauma), agentes infecciosos ou estresse. Podem levar a uma desregulação imunitária com redução de células T reguladoras e uma produção excessiva de imunoglobulina contra tecido epitelial ou sinovial. Compromete a ATM e costuma ser unilateral. Dor em função, rigidez matinal, sensibilidade muscular e barulhos articulares (crepitação). 9. ARTRITE GOTOSA: aumento sérico da concentração dos níveis de ácido úrico pode resultar na precipitação de cristais de urato (urato monossódico monoidratado) nas articulações na ATM. Esta condição caracteriza-se pela inflamação nos tecidos articulares causado pela deposição desses micro cristais na membrana sinovial. Um fator genético parece estar envolvido nesta desordem. Manifestações clínicas súbitas monoarticulares, dor e inchaço. Nesta apresentação aguda da condição, o paciente pode-se sentir doente e febril e ter a capacidade de abrir a boca e mastigar diminuída. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 22. Microbiota bucal e formação do biofilme 23. Cariologia 24. Periodontia básica 22. MICROBIOTA BUCAL RESIDENTE: É dada por fatores endógenos. Todas as espécies da microbiota oral. • INDÍGENA: existe em alta proporção. • SUPLEMENTAR: existe em baixa proporção. São microrganismos anfibiontes. Pode sugerir patogenicidade, caso a microbiota não esteja em equilíbrio. TRANSITÓRIA: É dada por fatores exógenos. São eliminadas rapidamente. Mas se a microbiota estiver em pleno desequilíbrio, pode sugerir patogenicidade. LISOZIMA: enzima que age diretamente na bactéria, quando associada a alguns ânions pode desestabilizar a membrana celular bacteriana por meio da ativação de autolisinas. LACTOFERRINA: enzima que age diretamente na bactéria, compete com as bactérias que necessitam de ferro para seu metabolismo, privando-as desse elemento essencial. LACTOPEROXIDASE: enzima que age diretamente na bactéria, atua no metabolismo bacteriana interferindo na produção de ácidos. Se tratando do S. mutans, o efeito da lactoperoxidase é muito aumentado pela IgA secretora. DIRETA: Bactéria que se adere diretamente na superfície dental. INDIRETA: Bactéria se adere a outra bactéria já inserida. CO-AGREGAÇÃO HOMOTÍPICA: Mesma espécie. Aumento numérico. CO-AGREGAÇÃO HETEROTÍPICA: Espécies diferentes. Aumento de volume. ACIDOGÊNICOS: Produzem ácidos a partir da glicose. ACIDÚRICOS: Sobrevivem em meio ácido. PROTEOLÍTICOS: Utilizam proteína em seu metabolismo. GRAM POSITIVAS: Alto teor de peptídeoglicano. GRAM NEGATIVAS: Baixo teor de peptídeoglicano. • O esmalte em contato com a saliva consegue absorver diversas glicoproteínas ácidas (MUCINAS) formando uma membrana proteica amorfa que quando depositada sobre a hidroxiapatita do esmalte forma, então, a película adquirida. • Após a instalação dessa película, que se torna insolúvel com o tempo, há o desenvolvimento do biofilme. CONCEITOS: biomassa densa, não calcificada e bem estruturada. Constituída exclusivamente por bactérias aglutinadas por uma Matriz Intercelular. VANTAGENS DE UMA BACTÉRIA SE ADERIR AO BIOFILME DENTAL: • Cadeia Alimentar: Maior. Depende menos do meio externo. • Canais de Comunicação: Eliminação de bactérias mortas e catabólicos tóxicos. Lenta difusão de água e macromoléculas nutriente. • Sensores de Quórum: Incorporação e seleção de novas espécies ao biofilme. Alterações fenotípicas importantes que envolvem a produção de fatores de virulência. • Aumento da Resistencia: Fármacos, anticorpos e fagócitos, agentes estressantes ou letais do ambiente externo. FATORES PREDISPONENTES PARA O ACÚMULO DE BIOFILME DENTAL: - Falta de higiene. - Dentes não alinhados. - Restaurações desadaptadas (prótese total). PROCESSO DE FORMAÇÃO DO BIOFILME: 1. Aderência (1) 2. Colonização (2) 3. Acumulação (3) 4. Formação da comunidade clímax (4) 5. Dispersão total ou parcial (5) BIOFILME COMPATÍVEL COM A SAÚDE: População microbiana convivendo em harmonia com o hospedeiro (comensalismo). Perfeito equilíbrio biológico. MATÉRIA ALBA: É formada por bactérias não-aderidas. Restos alimentares. Frouxamente ligada ao dente, podendo ser retirada facilmente, o que não ocorre com o biofilme. CÁLCULO SALIVAR: Mineralização do biofilme dental (tártaro). 23. CARIOLOGIA • Decomposição lenta dos dentes; • Dissolução químicada estrutura dentária causada pelos eventos metabólicos que ocorrem no biofilme. MANCHA BRANCA • Estágio inicial da lesão de cárie; • Desmineralização subsuperficial intensa do dente devido a produção de Ácido Lático; FATORES PRIMÁRIOS E VIRULENTOS DA DOENÇA CÁRIE • Condições favoráveis no tecido; • Aderência da bactéria; • Produção acidogênica intensa; • Produção de Polissacarídeos (PEC; PIC); • Aciduricidade. BIOFILME CARIOGÊNICO • Carboidratos fermentáveis; • A cárie dentária é considerada atualmente uma doença complexa, não transmissível, polimicrobiana e multifatorial. CARACTERÍSTICAS DAS BACTÉRIAS CARIOGÊNICAS • São Gram-positivos • Anaeróbios Facultativos • Os produtos de sua fermentação são ácidos e etanol. DESMINERALIZAÇÃO: • Diminuição considerável dos níveis de PH da boca. Essa acidez favorece a saída de íons cálcio e fósforo do dente para saliva. REMINERALIZAÇÃO: • Devido a função tamponante da saliva, o PH da placa vai gradativamente deixando a faixa de acidez e retornando ao nível basal. • Nesse ambiente, a saliva e a placa se tornam novamente saturadas de íons cálcio e fosfato. PEC: são os polissacarídeos extracelulares. Representado pelos glicanos e frutanos que são formados a partir dos carboidratos de glicose ou frutose e que juntamente com as enzimas glicosiltransferases participam de forma marcante na adesão principalmente do S. mutans. Existem dois tipos: • INSOLÚVEIS: Usado para colonizar a superfície dental. Consolida a aderência/adesão e acúmulo bacteriano nos biofilmes. Reduz a concentração do Cálcio fosfato inorgânico e flúor na matriz. • SOLÚVEIS: Utilizado como reserva energética para garantir a manutenção do metabolismo das bactérias durante a falta de nutrientes da dieta. PIC: são os polissacarídeos intracelulares. • Reserva de carboidrato armazenadas intracelularmente por algumas bactérias. Possui semelhante função em relação a PEC solúvel. • Prolongam a duração dos ácidos na superfície dentária. • Produzidas pelo S. mutans e são importantes para manterem a colonização dessa bactéria inibindo o crescimento de outras espécies. • Na ausência de sacarose é produzida uma proteína de superfície através da secreção de três enzimas chamadas glicosiltransferases B, C e D. • Essas enzimas hidrolisam a sacarose da dieta em moléculas de frutose e glicose. Transformam a glicose em glucanos que variam sua solubilidade. • Superfície lisa ou cicatrículas e fissuras; • Ativas ou inativas; • Cavitadas ou não-cavitadas; • Oculta; • Residual; • Rampante. AGUDA / ATIVA • ESMALTE: manchas brancas rugosas e opacas. • DENTINA: amolecida e cor marrom claro. CRÔNICA / INATIVA • ESMALTE: manchas brancas brilhantes ou pigmentadas e lisas. • DENTINA: cavidade escurecida e dura. 24. PERIODONTIA BÁSICA CONCEITO DE DOENÇA PERIODONTAL É o endurecimento da placa dentária na superfície dos dentes. Inflamação da gengiva provocada pelo acúmulo da placa bacteriana, que pode causar inchaço, vermelhidão, dor e até sangramento do tecido gengival. FATORES PREDISPONENTES Cálculo dentário; Restaurações defeituosas; Compleições associadas a terapia ortodôntica; Lesões autoinduzidas; Medicamentos; Tabagismo; Problemas hormonais. ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA PLACA BACTERIANA 1g da placa corresponde a dez elevado a décima primeira potência de bactérias; Mais de 500 espécies microbianas diferentes são encontradas na placa; Pode-se encontrar também microrganismos não bacterianos como: Mycoplasma, leveduras, protozoários e vírus. TIPOS DE PLACA BACTERIANA PLACA SUPRAGENGIVAL: cocos e bastonetes curtos gram-positivos na superfície dentária, filamentos gram- negativos e espiroquetas na superfície da placa madura. PLACA SUBGENGIVAL: ambiente anaeróbico. A porção apical tem maior predominância de espiroquetas, cocos e bastonetes, enquanto a porção coronal são observados mais filamentosos. HIPÓTESES DA PLACA BACTERIANA • PLACA ESPECÍFICA: propunha que locais diferentes da placa bacteriana apresentavam potenciais patogênicos diferentes. Este potencial estava dependente da presença ou ausência de espécies bacterianas específicas cujo metabolismo levava a acumulação de metabolitos tóxicos e destruição tecidual. • PLACA INESPECÍFICA: propunha que a acumulação bacteriana na margem gengival conduzia a inflamação e destruição periodontal por acumulação de produtos tóxicos. Toda a placa apresentava um igual potencial patogênico, sendo este proporcional à quantidade de placa presente. • PLACA ECOLÓGICA (ATUAL): surgiu por volta de 1990. Enquadra-se na noção de que o ambiente subgengival dita a composição microbiana. A acumulação de placa bacteriana subgengival inespecífica induz resposta inflamatória exacerbada, que se traduz numa eventual perda de inserção nos tecidos. • São doenças inflamatórias em resposta ao biofilme dental que podem ser modificadas por fatores inerentes ao hospedeiro ou a medicamentos. • Inflamação da gengiva e sangramento, podendo evoluir para aprofundamento do sulco gengival devido ao edema. • Destruição dos tecidos de suporte do dente, do ligamento periodontal e do osso alveolar por ação direta ou resposta ao biofilme. • Possuem sinais de inflamação, perda de inserção periodontal e reabsorção do osso alveolar, podendo evoluir para o aparecimento da bolsa alveolar. • A evolução depende de fatores sistêmicos e distúrbios genéticos. ANTIGA CLASSIFICAÇÃO P. CRÔNICA P. AGRESSIVA Progressão lenta e associada ao grande acúmulo de biofilme e cálculo. Grande perda de inserção periodontal em curto período, podendo não ser associada a uma grande quantidade de biofilme dental. • OBS 1: O fluido inflamatório favorece organismos proteolíticos. As bactérias da periodontite são em maioria gram. negativas. • OBS 2: A transição de uma gengivite para uma periodontite é a resposta do acúmulo do biofilme mais os fatores do hospedeiro (fumo, genes, estresses). • Bactérias anaeróbias estritas e proteolíticas; • P. gengivalis e P. intermedia são as mais frequentes. PORPHYROMONAS GENGIVALIS - Capsuladas - Ativação de Citocinas - Substâncias tóxicas para células - Colagenase - Fímbrias - Invasinas FATORES DE VIRULÊNCIA • Colonização: utilização das fímbrias para adesão ao epitélio. • Agressão direta ou indireta: produção de enzimas histolíticas que degradam o colágeno e outras proteínas. • Invasão das defesas do hospedeiro: Cápsula, toxinas. *A nova classificação das doenças periodontais e o aprofundamento da matéria está no capítulo de PERIODONTIA. • Os complexos microbiológicos descritos variam em cor e potencial patogênico. • Complexos amarelo (espécies de Streptococcus) e roxo (Veillonella parvula e Actinomyces odontolyticus) são tradicionalmente associados a um microbioma consistente com o estado de saúde periodontal. • Por outro lado, os complexos vermelho (Porphyromonas gingivalis, Treponema denticola, Tannerella forsythia) e laranja (Fusobacterium, Prevotella, e espécies de Campylobacter) foram associados a estados de doença periodontal. SUMÁRIO 25. Neurofisiologia 26. Anestésicos locais 27. Técnicas anestésicas da maxila e mandíbula 25. NEUROFISIOLOGIA • Não ser irritante ao tecido; • Não provocar alteração permanente na estrutura do nervo (reversibilidade); • Ser eficaz independentemente do local de aplicação: difusibilidade e ligação; • Menor período de latência; • Duração / potência clinicamente eficaz; • Não causar danos sistêmicos; • Baixa toxidade; • Ser estéril ou esterilizável; • Perda da sensação; • Inibição do processo de condução nos nervos periféricos; • Sem indução da perda de consciência; • Impedem a geração e a condução de um impulsonervoso; • A exposição do nervo a um anestésico, eleva seu potencial limiar. BAINHA DE MIELINA: acelera a velocidade do impulso nervoso. Possui propriedades isolantes. NÓDULOS DE RANVIER: em neurônios mielinizados, o impulso salta por meio desses nódulos que ficam entre as bainhas de mielina. IMPULSO NERVOSO: o impulso quando estimulado permanece constante sem alterações na qualidade do estímulo ou de sua força. POTENCIAL DE REPOUSO: 70 mV. O interior do nervo é negativo em relação ao exterior. POTENCIAL DE LIMIAR: 55 mV. Quando a célula recebe o estímulo suficiente para desencadear um potencial de ação. DESPOLARIZAÇÃO: 40 mV. Influxo rápido de íons sódio para dentro da célula de forma passiva. O interior do nervo torna-se positivo. REPOLARIZAÇÃO: o potencial de ação se encerra quando a membrana se repolariza. Isso é causado pela inativação do aumento da permeabilidade do sódio. Aumento da permeabilidade do potássio para fora da célula passivamente, ou seja, o sódio entra passivo e o potássio sai passivo. BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO: quando há excesso de sódio dentro da célula. Ocorre uma transferência ativa de íons sódio para fora da célula, ou seja, o sódio sai ativamente e o potássio entra ativamente. PERÍODO REFRATÁRIO: quando não ocorre mais despolarização em certas regiões da célula. • Cocaína - Niemann (1860); • Benzocaina - Salkowski (1895); • Procaína - Einhorn (1904); • Dibucaína - Meischer (1925); • Tetracaína - Eisler (1928); • Lidocaína - Lofgren (1943); • Cloroprocaina - Marks, Rubin (1949); • Mepivacaina - Ekenstam (1956); • Bupivacaina - Ekenstam (1957); • Ropivacaina - Sandberg (1989). 1) Alterando o potencial de repouso; 2) Alterando o potencial limiar; 3) Diminuindo a taxa de despolarização; 4) Prolongando a taxa de repolarização. TEORIA DO RECEPTOR ESPECÍFICO: anestésicos locais agem ligando-se a receptores específicos nos canais de sódio. A ação da droga é direta. Assim que o anestésico local tem acesso aos receptores, a permeabilidade aos íons sódio é diminuída ou eliminada e a condução nervosa é interrompida. É a teoria mais aceita atualmente. AÇÃO NOS NERVOS MIELINIZADOS: • O único local em que as moléculas do anestésico local têm acesso à membrana nervosa é nos nódulos de Ranvier, onde os canais de sódio são encontrados em abundância. • Os anestésicos locais mais úteis clinicamente são de classe D (agentes que atuam por uma combinação de mecanismos do receptor e independentes do receptor). • Ação primária dos anestésicos locais é diminuir a permeabilidade dos canais iônicos aos íons sódio, consequentemente diminui também a taxa de elevação do potencial de ação e sua velocidade de condução. Quando esse fator de segurança cai abaixo da unidade, a condução falha e ocorre o bloqueio nervoso. • Aos íons cálcio é atribuído um papel regulador dos movimentos de íons sódio, pois há a liberação dos íons cálcio ao sítio receptor do canal iônico, o que acaba auxiliando a permeabilidade da membrana nervosa ao sódio. Então os anestésicos locais fazem o deslocamento desses íons cálcio permitindo que a molécula de anestésico local se ligue ao sítio receptor bloqueando os canais de sódio. • O bloqueio nervoso produzido pelos anestésicos locais é denominado Bloqueio Nervoso Não Despolarizante. • pKa (quanto menor, mais rápido é o tempo de ação); • Lipossolubilidade (quanto mais lipossolúvel, mais eficaz o bloqueio de condução); • Ligação com a proteína (responsável pela duração da atividade do anestésico); • Difusibilidade no tecido não- nervoso (quanto mais difusão, menor é o tempo do início de ação); • Atividade vasodilatadora (quanto maior, menor a potência e a duração do anestésico). • Em sua maioria, os anestésicos locais injetáveis são aminas terciárias; • Temos uma parte lipofílica (maior porção) e hidrofílica, o que torna o anestésico local anfipático; • Anestésicos locais sem a parte hidrófila não são adequados para injeção, mas são bons anestésicos tópicos. • Os anestésicos locais ligados a amidas são relativamente resistentes à hidrólise. • A diminuição do ph nos anestésicos locais acaba dificultando sua eficácia e início de ação da anestesia mais lento. • A elevação do ph nos anestésicos aceleram o início de ação, aumenta sua eficácia e torna a infiltração mais confortável. Porém são instáveis e rapidamente oxida. A vida útil efetiva do anestésico local diminui a medida que o ph da droga aumenta. • Anestésicos locais tamponados estão sendo mais bem recebidos na área de saúde. • A capacidade de um anestésico local de bloquear impulsos nervosos é profundamente alterada por alterações no ph extracelular. • Resposta individual à droga; • Precisão na deposição do anestésico; • Condição dos tecidos (vascularização/ pH); • Variação anatômica; • Tipo de bloqueio; • O pKa é uma medida da afinidade de uma molécula pelos íons hidrogênio. • Quando o ph tecidual tem o mesmo valor que pKa do anestésico local, significa que exatamente 50% da droga está na forma catiônica e 50% está na forma livre. • Só a forma livre entra dentro da célula e essa forma livre pode se ligar ao hidrogênio por exemplo. • Quanto menor meu pKa, mais forma livre eu tenho, ou seja, mais rápida é a ação da droga. • Droga com pKa ácido em meio com pH ácido encontra-se geralmente não ionizada. • Droga com pKa básico em meio com pH ácido encontra-se geralmente ionizada. • Quanto mais espesso o perineuro, mais lenta a taxa de difusão do anestésico local através dele. • A camada mais interna do perineuro chama-se perilema, que constitui a principal barreira à difusão para dentro de um nervo. • Os anestésicos locais são prontamente capazes de se difundir através do epineuro por causa de sua consistência frouxa. • Os vasos sanguíneos e canais linfáticos nutrientes atravessam o epineuro. Esses vasos absorvem as moléculas de anestésico local, removendo-as do local de infiltração. • A bainha epineural não constitui uma barreira de difusão do anestésico local para dentro de um nervo. • O perineuro é a maior barreira de penetração dos anestésicos locais. • Quanto maior a concentração inicial do anestésico local, mais rápida é a difusão de suas moléculas e mais rápido é seu início de ação. 26. ANESTÉSICOS LOCAIS LIDOCAÍNA: • pKa de 7,9 • Primeiro anestésico do grupo amina a ser sintetizado. • É o mais conhecido e utilizado. • É referência para comparações com outros anestésicos locais (PADRÃO OURO). • Tem seu início de ação por volta de 2 minutos. • É encontrada em soluções de 1% e 2% para soluções injetáveis e 5% para aplicações tópicas. • Dose máxima recomendada é de 7mg/kg. MEPIVACAÍNA: • pKa de 7,6 • Semelhante a lidocaína. • Início de ação entre 1 e 2 minutos. • Sua potência anestésica é 2x maior, da mesma forma que sua toxidade. • É encontrada em concentrações de 2% a 3%. • Baixa atividade vasodilatadora. • Dose máxima recomendada é 7mg/kg. PRILOCAÍNA: • pKa de 7,9 • Tem tempo de duração mais curta que os demais anestésicos. • Início de ação mais lento. • Não deve ser utilizada em gestantes por ter um menor grau de ligação às proteínas plasmáticas, ultrapassa mais rapidamente e em maior quantidade a barreira placentária. • É encontrada em concentrações de 3% a 4%. • Metabolismo mais rápido e menor toxidade. • Dose máxima recomendada é de 6mg/kg. BUPIVACAÍNA: • pKa de 8,1 • Anestésico local de longa duração. • É 4x mais potente que a lidocaína e 4x menos tóxica. • Tem um início de ação mais lento que os outros anestésicos. • É amplamente utilizada em ambientes hospitalares. • Dose máxima recomendada é de 1,3mg/kg. ARTICAÍNA: • pKa de 7,8 • Efeito de média a longa duração. • Início de ação mais curto que aBupivacaina. • Possui a presença de um grupo éster em sua composição, apesar de ser considerada uma amida. • Tem baixa toxidade. • É encontrada em concentrações de 4%. • Difunde-se bem nos tecidos moles e duros. • Sua principal desvantagem é seu alto custo. • Dose máxima recomendada é de 7mg/kg. 27. TÉCNICAS ANESTÉSICAS SUPRAPERIOSTEAL OU INFILTRATIVA DENTES ANESTESIADOS: • Procedimento que anestesia 1 ou 2 dentes vizinhos; • Bloqueio de polpa, área da raiz do dente, periósteo vestibular, tecido conjuntivo adjacente e membrana da mucosa. INDICAÇÃO: • Ótimo para bloqueio de único dente; • Área limitada. CONTRAINDICAÇÃO: • Bloqueio de grande áreas; • Áreas infeccionadas ou com inflamação aguda. PONTOS DE REFERÊNCIA: • Prega muco-vestibular; • Coroa do dente alvo; • Contorno radicular. TÉCNICA: • Levantar o lábio e tencionar o tecido; • Seringa paralela ao longo eixo do dente; • Introduzir a agulha até que fique na altura do ápice alvo; • Aspirar (para evitar acidentes) – solta- se o êmbolo; • Injetar lentamente 1 terço a meio anestésico; • Retirar agulha lentamente; • Aguardar de 3-5 minutos para iniciar o procedimento operatório; • Bisel voltado para o osso. DIFICULDADE EM: • Área de osso denso; • 1º molar superior permanente em crianças; • Incisivo central superior em adultos. NERVO ALVEOLAR SUPERIOR POSTERIOR DENTES ANESTESIADOS: • Polpas do 1º, 2º e 3º molar com exceção da raiz mesiovestibular do 1º molar; • Tecido periodontal e mucosa vestibular; • Osso subjacente dos dentes; • Bloqueio da tuberosidade; • Bloqueio zigomático. INDICAÇÃO: • Pode ser usado na presença de inflamação periapical ou quando a supraperiosteal for ineficaz. CONTRAINDICAÇÃO: • Pacientes hemofílicos. PONTOS DE REFERÊNCIA: • Tuberosidade e processo zigomático da maxila ângulo de 45º com o plano oclusal; • Na altura da prega mucovestibular acima do 2º molar superior; TÉCNICA: • Retrair a bochecha do paciente com seu dedo; • Tencionar os tecidos no local da injeção; • Avançar a agulha lentamente para dentro em um só movimento para dentro, para trás e para cima em um ângulo de 45º com o plano oclusal; • Bisel voltado para o osso. DIFICULDADE EM: • Pode aparecer hematomas. NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO DENTES ANESTESIADOS: • 1º e 2º pré-molar e a raiz mesiovestibular do 1º molar superior; • Mucosa do periodonto e osso subjacente. PONTOS DE REFERÊNCIA: • Altura da prega mucovestibular acima do 2º pré-molar superior. TÉCNICA: • Retrair a bochecha do paciente com seu dedo; • Tencionar os tecidos no local da injeção; • Avançar a agulha lentamente para dentro em um só movimento para dentro, para trás e para cima em um ângulo de 45º com o plano oclusal; • Bisel voltado para o osso. DIFICULDADE EM: • Presente em 28% dos pacientes. NERVO ALVEOLAR SUPERIOR ANTERIOR OU INFRAORBITÁRIO DENTES ANESTESIADOS: • Desde incisivo central superior até pré-molares; • Pálpebra inferior, asa do nariz, lábio superior. INDICAÇÃO: • Procedimentos em mais de um dente na região anterior; • Quando há inflamação no dente envolvido. CONTRAINDICAÇÃO: • Se houver necessidade de hemostasia. PONTOS DE REFERÊNCIA: • Altura da prega mucovestibular sobre o 1º pré-molar superior (menor trajeto). • Ou entre o 2 pré-molares do lado correspondente. • Pupila do olho. TÉCNICA: • Anestesia loco terminal superficial (tópico); • Posicionar dedo sobre o forame infraorbitário (logo abaixo da chanfradura orbital); • Levantar o lábio superior; • Inserir a agulha, da maneira já descrita, no fundo do saco gengivolabial, entre o 2 pré-molares do lado correspondente NERVO PALATINO MAIOR DENTES ANESTESIADOS: • Não proporciona anestesia pulpar, como nenhuma outra técnica no palato; • Palato duro; • Tecidos moles sobrejacentes posteriormente até o 1º pré-molar e medialmente até a linha média. CONTRAINDICAÇÃO: • Áreas inflamadas. PONTOS DE REFERÊNCIA: • Forame incisivo sob a papila incisiva; • Bisel voltado para os tecidos moles palatinos. TÉCNICA: • Tecidos moles levemente anteriores ao forame palatino maior; • Aproximadamente na distal do 2º molar superior. DIFICULDADE EM: • Hematoma, mas é menos comum; • Pode ser traumática. NERVO NASOPALATINO DENTES ANESTESIADOS: • Porção anterior do palato duro desde a face mesial do 1º pré-molar direito a face mesial do 1º pré-molar esquerdo (tecido mole e tecido duro). PONTOS DE REFERÊNCIA: • Mucosa palatina imediatamente lateral a papila incisiva (Localizada na linha média atrás dos incisivos centrais); • Forame incisivo sob a papila incisiva. TÉCNICA: • INJEÇÃO ÚNICA NO PALATO; • Freio labial médio entre os incisivos centrais; • Se necessário, tecidos moles palatinos laterais à papila incisiva. • Bisel voltado para os tecidos moles palatinos. DIFICULDADE EM: • Mais traumático que o do nervo palatino maior; • Emerge pelo forame incisivo. NERVO MAXILAR DENTES ANESTESIADOS: • HEMIMAXILA INDICAÇÃO: • Procedimentos extensos, que envolve quadrantes. CONTRAINDICAÇÃO: • Profissional inexperiente, crianças, áreas inflamadas, risco de hemorragia. PONTOS DE REFERÊNCIA: • Abordagem pelo canal palatino maior; • Altura da prega mucovestibular, acima da face distal do 2°molar superior; TÉCNICA: • Tecidos moles palatinos diretamente sobre o forame palatino maior; DIFICULDADE EM: • Pode aparecer hematoma. GOW-GATES NERVOS ANESTESIADOS • Alveolar inferior • Mentual • Incisivo • Lingual • Milo-hióideo • Auriculotemporal • Bucal (em 75% dos pacientes) ÁREAS ANESTESIADAS • Dentes mandibulares até a linha média • Mucoperiósteo e membranas mucosas bucais do lado da injeção. • Dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral. • Tecidos moles e periósteo da língua. • Corpo da mandíbula, parte inferior do ramo da mandíbula. • Pele sobre o zigoma, parte posterior da bochecha e regiões temporais. INDICAÇÕES • Múltiplos procedimentos nos dentes mandibulares. • Casos em que é necessária a anestesia dos tecidos moles bucais, do terceiro molar até a linha média. • Casos em que é necessária a anestesia dos tecidos moles linguais. • Casos em que um bloqueio do nervo alveolar inferior convencional não é bem-sucedido. AKINOSI-VASIRANI NERVOS ANESTESIADOS • Alveolar inferior • Incisivo • Mentual • Lingual • Milo-hióideo ÁREAS ANESTESIADAS • Dentes mandibulares até a linha média. • Corpo da mandíbula e parte inferior do ramo mandibular. • Mucoperiósteo e membrana mucosa bucais anteriores ao forame mentual. • Dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral (nervo lingual). • Tecidos moles e periósteo linguais (nervo lingual) INDICAÇÕES • Abertura mandibular limitada. • Múltiplos procedimentos em dentes mandibulares. • Incapacidade de se visualizar marcos para o BNAI (p. ex., devido a uma língua grande). NERVO BUCAL NERVO ANESTESIADO • Bucal (um ramo da divisão anterior de V3). ÁREA ANESTESIADA • Tecidos moles e periósteo bucal dos dentes molares mandibulares INDICAÇÃO • Casos em que a anestesia dos tecidos moles bucais é necessária para procedimentos dentários na região molar mandibular. NERVO ALVEOLAR INFERIOR NERVOS ANESTESIADOS • Alveolar inferior, um ramo da divisão posterior da divisão mandibular do nervo trigêmeo (V3) • Incisivo • Mentual • Lingual (comumente) ÁREAS ANESTESIADAS • Dentes mandibulares até a linha média. • Corpo da mandíbula, parte inferior do ramo da mandíbula. • Mucoperiósteo bucal, membrana mucosa anteriormente ao forame mentual (nervo mentual). • Doisterços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral (nervo lingual). • Periósteo e tecidos moles linguais (nervo lingual). INDICAÇÕES • Procedimentos em múltiplos dentes mandibulares num quadrante. • Casos em que é necessária a anestesia dos tecidos moles bucais. • Casos em que é necessária a anestesia dos tecidos moles linguais. NERVO MENTUAL NERVO ANESTESIADO • Mentual, um ramo terminal do alveolar inferior. ÁREAS ANESTESIADAS • Membrana mucosa bucal, anteriormente ao forame mentual (em torno do segundo pré-molar) até a linha média e a pele do lábio inferior e do queixo. INDICAÇÃO • Casos em que a anestesia dos tecidos moles bucais é necessária para procedimentos na mandíbula anteriormente ao forame mentual. NERVO INCISIVO NERVOS ANESTESIADOS • Mentual e incisivo. ÁREAS ANESTESIADAS • Membrana mucosa bucal anterior ao forame mentual, geralmente do segundo pré-molar até a linha média. • Lábio inferior e pele do queixo. • Fibras nervosas pulpares aos pré- molares, ao canino e aos incisivos. INDICAÇÕES: • Procedimentos dentários envolvendo a anestesia pulpar em dentes mandibulares anteriores ao forame mentual. ANESTESIA TÓPICA • Uso de anestésicos tópicos não injetáveis; • Anestésico absorvido pela mucosa; • Efeito bastante superficial e de curta duração. ANESTESIA INTRALIGAMENTAR OU INJEÇÃO NO LIGAMENTO PERIODONTAL • Anestesia de apenas um dente; • Injetar anestésico sob pressão no ligamento periodontal; • É uma técnica complementar, principalmente na mandíbula; • Duas a três gotas no ligamento; • Agulha Curta ou extra curta. ANESTESIA INTRASSEPTAL • Variante da anestesia intraligamentar; • Anestesia óssea e de tecidos moles; • Introdução da agulha na papila interdentária; • Atinge crista óssea; • Indicação para técnicas cirúrgicas periodontais; • Pode ser usada como técnica complementar principalmente na mandíbula; • Agulha curta. ANESTESIA INTRAÓSSEA • Indicada para dentes isolados, principalmente molares inferiores; • Eficaz em caso de falhas de outras técnicas; • Orifício no osso; • Injeção de anestésico no trabéculo ósseo; • Mucosa deve estar bem anestesiada; • Técnica complementar, principalmente na mandíbula; • Agulha curta. ANESTESIA INTRAPULPAR • Injeção de anestésico diretamente na polpa dental; • Eficaz em qualquer dente vital; • Indicação de pulpectomia de molares inferiores; • Técnica complementar, principalmente na mandíbula; • Agulha curta; • Indicação endodôntica. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 28. Conceitos em biossegurança 29. Classificação dos instrumentais 30. Classificação dos procedimentos 31. Monitoramento da esterilização 32. Métodos químicos e físicos de esterilização 33. Gerenciamento de resíduos 34. Imunização profissional 28. CONCEITOS EM BIOSSEGURANÇA ASSEPSIA: impedir a PENETRAÇÃO. Superfícies. ANTISSEPSIA: inibir o CRESCIMENTO. Tecido vivo. DEGERMAÇÃO: tipo de antissepsia, diminuição do número microrganismos patógenos, após escovação com água e sabão. MANILÚVIO: higienização das mãos. DESCONTAMINAÇÃO: eliminação total ou parcial nas superfícies. DESINFECÇÃO: eliminação parcial (completamente ou não) dos patógenos. Porém, NÃO ATINGE ESPOROS. • D. ALTA: destrói todos os microrganismos exceto esporos. • D. MÉDIA: elimina todas as bactérias vegetativas e maioria dos vírus e fungos. • D. BAIXA: elimina a maioria das bactérias vegetativas e alguns vírus. LIMPEZA: remoção da sujidade. ESTERILIZAÇÃO: eliminação total de todos os microrganismos inclusive os esporos (mais resistentes ao calor). Pode ser físico ou químico. Não existem níveis de esterilização. 29. CLASSIFICAÇÃO DOS INSTRUMENTAIS CRÍTICO: alto risco de infecção. Penetram na pele. Instrumentais de cirurgia, periodontia e endodontia. SEMI-CRÍTICO: entram em contato com a mucosa integra e pele não-integra. Instrumentais para amálgama e resina. NÃO-CRÍTICO: entram em contato apenas com a pele íntegra. Equipo odontológico, arco de Young, outros. 30. CLASSIFICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS CRÍTICO: cirurgia, raspagens subgengivais, endo, com sangue. SEMI-CRÍTICO: contato com saliva, sem sangue. NÃO-CRÍTICO: não há contato com secreções como exame físico. 31. MONITORAMENTO DA ESTERILIZAÇÃO QUÍMICO • Não assegura qualidade; • CLASSE I- tinta termocrômica; • CLASSE II DE BOWIE-DICK- detectar ar residual. BIOLÓGICA • Tira com esporos bacterianos (stearothermophillus). 32. MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO MÉTODOS FÍSICOS • CALOR SECO OU ESTUFA: oxida as proteínas celulares após a desidratação do núcleo. 180° - 30 MIN 121° - 6 H • CALOR ÚMIDO OU AUTOCLAVE: vapor saturado sob pressão. Avalia uma ação combinada entre tempo, pressão e temperatura (termocoagulação e desnaturalização das proteínas). 132° a 134° - 2 ATM – 4 a 7 min 121° a 127° - 1 ATM – 15 a 30 min MÉTODOS QUÍMICOS NÍVEL ALTO: glutaraldeído, formaldeído, ácido peracético, óxido etileno. NÍVEL MÉDIO: álcool, hipoclorito de sódio, clorexidina, fenólicos, iodósforos. NÍVEL BAIXO: amônia quaternária. GLUTARALDEÍDO 2%: esterilização em 10 horas. Desinfecção por 30 min. Alquilação. Não é corrosivo. Bom para materiais termolábeis como moldes odontológicos. Irritante para pele e mucosa. Altera DNA, RNA e síntese proteica. Só pode ser usado para imersão de artigos. Alta toxicidade. FORMALDEÍDO 37 a 40%: esterilização em 18 horas. Desinfecção em 30 minutos. Carcinogênico potencial. ÁCIDO PERACÉTIDO 0,2%: é corrosivo em metais. Atua bem em baixas temperaturas. Desinfecção em 10 min. Não forma resíduos tóxicos. ÓXIDO ETILENO: gás incolor extremamente tóxico. Alto custo. Ambientes terceirizados. Materiais termolábeis. ÁLCOOL 70%: não imergir, deve ser friccionado, não é esporicida, porém é tuberculicida, bactericida (gram-positiva e negativa), virucida e fungicida. HIPOCLORITO DE SÓDIO 1 a 2,5%: inativo na matéria orgânica. É corrosivo. Desinfecção por 30 min. Esporicida em altas concentrações. Não misturar c/ formaldeído CLOREXIDINA: bisguanidina. eficaz contra bactérias gram-positiva e negativa. Não é tóxica nem corrosiva. Não é absorvida no organismo. Também pode ser algicida. SUBSTANTIVIDADE (retentividade), sendo liberada lentamente por difusão. Molécula altamente estável, baixa toxicidade, Poder de adsorção. EFEITOS COLATERAIS: alteração do paladar, estímulo a formação de cálculo supragengival, irritabilidade da mucosa, manchamento, tumefação da parótida. Não dissolve matéria orgânica. 33. GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS GRUPO A – INFECTANTES, BIOLÓGICOS (saco branco leitoso, não precisa de tratamento prévio, preencher até 2/3 do lixo). • A1: cultura, vacina, bolsa de sangue. • A2: animais. • A3: humanos. • A4: filtros de ar, fezes, urina, sem sangue. • A5: restos de alimentos hospitalares. GRUPO B – QUÍMICOS (fixadores e reveladores não devem ser descartados no esgoto mesmo neutralizados). É vedado mandar para aterros. GRUPO C – RADIOATIVOS (não são produzidos na odonto). GRUPO D – DOMICILIAR (não apresentam risco biológico, químico ou radiológico). • AZUL: papel • VERDE: vidro • VERMELHO: plástico • AMARELO: metal GRUPO E – PERFUROCORTANTE ou ESCARIFICANTE (evitar reencapar a agulha,deve-se usar um instrumento intermediário para isso como um porta-agulhas). 33. IMUNIZAÇÃO PROFISSIONAL VACINAS OBRIGATÓRIAS (não existe para hepatite C) • Caxumba • Sarampo • Hepatite B • Tétano • Rubéola • Difteria • Poliomielite HEPATITE B • Sangue, sexual, congênita; • 90 a 95% das pessoas se curam; • Morbidade alta; • Incubação por 30 a 180 dias; • Pode sobreviver em até 1 semana no seco; • Pode evoluir para uma cirrose ou carcinoma; • Risco de contaminação maior que o HIV. • Urina escura, fezes claras. DOSES • HEPATITE B: 3 doses (0, 1 mês, 6 meses). O teste antiHBsAg deve ser maior que 10. Verificar 2 meses após o esquema vacinal completo a soroconversão. • TRÍPLICE VIRAL (SARAMPO, RUBÉOLA, CAXUMBA): Dose única. • TUBERCULOSE (BCG): Dose única. • DUPLA (DIFTERIA, TÉTANO): 3 doses no esquema básico. Reforço a cada 10 anos. ACIDENTE COM PERFUROCORTANTE • Lavar exaustivamente com água e sabão; • Não provocar sangramento; • Pode usar álcool; • Se o profissional não for vacinado, solicitar o exame para o paciente. O profissional deve fazer o esquema básico retroviral (AZT, 3TC ou Lamivudina). • A sorologia deve ser repetida por 6 semanas, 3 meses, 6 meses e 1 ano após acidente, sendo a critério do médico. • Se ocorrer outro acidente, repetir todo protocolo. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 35. Crescimento e desenvolvimento craniofacial 36. Fases da erupção 37. Cronologia dos dentes decíduos 38. Mal oclusões dentárias 39. Dentística em odontopediatria 40. Técnicas de manejo odontopediátrico 35. CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL • CRESCIMENTO: aspecto QUANTITATIVO, mudança na forma e na proporção, fenômeno anatômico. • DESENVOLVIMENTO: junção do crescimento + diferenciação + deslocamento, mudanças UNIDIRECIONAIS, fenômeno biológico e comportamental. • DIFERENCIAÇÃO: especialização celular, mudança em quantidade ou espécies. • DESLOCAMENTO: mudança em posição. • MATURAÇÃO: mudança qualitativa (idade), estabilização do estado adulto. • CURVA DE SCAMMON: Þ TECIDO NERVOSO NEURAL: completo aos 6,7 anos. Þ TECIDOS GERAIS (incluindo ossos, músculos e vísceras): diminui na infância e acelera na puberdade. Forma de S. Ex: mandíbula. Þ TECIDOS LINFOIDES: proliferam mais na infância tardia. Þ TECIDOS GENITAIS: acelera na puberdade. • PADRÃO: proporcionalidade espacial através do tempo. Com o tempo ocorre uma redução progressiva do tamanho relativo da cabeça para cerca de 12% no adulto. GRADIENTE CEFALOCAUDAL (eixo de aumento do crescimento da cabeça para os pés). Quando o padrão de crescimento facial é visto contra a perspectiva do gradiente cefalocaudal, não é de se surpreender que a mandíbula, que está mais distante do cérebro, tenda a crescer mais tardiamente que a maxila, mais próxima ao cérebro. Por isso, a mandíbula é o último osso facial a parar de crescer. • VARIABILIDADE: é um fator QUANTITATIVO. • RITMO: evidente na adolescência. Surtos de crescimento variados para cada pessoa, principalmente em meninas que chegam na mestruação. Cada pessoa tem seu ritmo de crescimento. • HIPERTROFIA: aumento no TAMANHO das células individuais. • HIPERPLASIA: aumento na QUANTIDADE de células (mais importante). • MATERIAL EXTRACELULAR: contribui para o aumento de tamanho e posteriormente mineralizado. • CRESCIMENTO INTERSTICIAL: crescimento hiperplásico (primariamente) + hipertrófico. Característica de todos os tecidos moles e cartilagem não calcificada. Por isso, quando algum tecido é mineralizado pode ocorrer apenas superficialmente. • APOSIÇÃO DIRETA OU SUPERFICIAL: a formação de novas células ocorre no periósteo e o material extracelular depositado nele é mineralizado e forma osso novo. • OSSO (primário do próprio crescimento); • CARTILAGEM (primário do crescimento esquelético); • MATRIZ DE TECIDO MOLE (primário de crescimento, seguido do osso e da cartilagem). INTRAMEMBRANOSO (osso perióstico) • Condensação mesenquimal: Osteoblastos – matriz osteoides – calcificação e mineralização óssea – osso torna-se esponjoso ou compacto dependendo da densidade. • Crescimento predominante no crânio. • Osso resulta a partir do: periósteo, endósteo, suturas e ligamento periodontal. • Ocorre em áreas de tensão. • Demais ossos da face + corpo e ramos da mandíbula. ENDOCONDRAL • O tecido mesenquimal original se transforma em cartilagem (transformação de cartilagem em osso). • Ocorre em regiões com altos níveis de compressão. • Encontrada em articulações móveis e em algumas partes da base do crânio. • A cartilagem cresce por aposição e intersticialmente. • O osso aumenta em direção a área de força. • Côndilo mandibular, base do crânio, ossos longos. • APOSIÇÃO E REABSORÇÃO: aposição ocorre na direção do crescimento enquanto a reabsorção ocorre na direção oposta. Resulta no DESLIZAMENTO CORTICAL. • CAMPOS DE CRESCIMENTO: camada irregular de centros de crescimento em todas as superfícies. O osso cresce devido seu envolvimento com os tecidos moles. • REMODELAÇÃO: processo simultâneo de aposição e reabsorção resultando no crescimento diferencial. Na adolescência (osso altamente vascularizado), com a maturidade (osso com menos vascularidade). • MOVIMENTOS DE CRESCIMENTO: Þ DESLIZAMENTO: movimento provocado pela aposição e reabsorção óssea. Þ DESLOCAMENTO: movimento do osso como um todo. Pode ser primário e secundário. MAXILA (COMPLEXO NASOMAXILAR) • Desenvolve-se no período pós-natal. • Ossificação exclusivamente intramembranosa. • Crescimento ocorre por aposição e remodelação. • Crescimento para fora (frente) e por baixo do crânio. • Cresce para todas as direções em partes. • Quase toda superfície anterior é por reabsorção. • A parte posterior sofre mais aposição. • A remodelação óssea ocorre no sentido oposto ao crescimento da maxila. • As mudanças na superfície da maxila são muito mais significativas que as mudanças nas suturas. MANDÍBULA • Se fecham aos 6 meses de idade completamente por uma sincondrose. • Sua ossificação é mista: côndilo (endocondral), corpo e ramo (intramembranosa). • Suas áreas aposição direta e remodelação. • As principais áreasde crescimento da mandíbula são as áreas posterior do ramo, processo condilar e coronoide. • Como uma área de crescimento, o mento é quase inativo (se move para baixo e para frente). • Ao contrário do que ocorre na maxila, as atividades tanto endocondrais quanto do periósteo são importantes para o seu crescimento. 36. FASES DA ERUPÇÃO • Para manter uma relação constante com os maxilares, os germes se movem para oclusal e vestibular (movimentos de corpo), se movem por completo. • Outro movimento é o excêntrico, em que uma parte do germe permanece estacionário e a outra parte continua a crescer. • Durante essas movimentações ocorre a reabsorção óssea na superfície das criptas ósseas. • Observado na fase de coroa. • Surgem os primeiros movimentos propriamente eruptivos principalmente quando se inicia o crescimento da raiz dentária. • Deslocamento do germe dentário até sua penetração na mucosa oral. • Processo de reabsorção continua. • Fase de coroa e raiz simultâneos. ERUPÇÃO INTRAÓSSEA - Ocorrem alterações significativas de desenvolvimento (via eruptiva): formação das raízes (pela bainha de Hertwig), ligamento periodontal, epitélio juncional. PENETRAÇÃO DA MUCOSA - Velocidade da erupção aumenta. - Liberação de IgE pode desencadear febre na criança. - Dente descoberto do epitélio reduzido de esmalte. - Forma sulco gengival. PRÉ-OCLUSAL - Desloca-se em direção oclusal até alcançar o plano funcional. - Fatores intrabucais podem interferir como forças musculares e hábitos parafuncionais. - Ligamento periodontal desenvolve-se somente após o início da formação da raiz. - Principal movimento é o excêntrico, de acomodação e rotação. • Inicia-se quando os dentes antagonistas estabelecem o primeiro contato entre si. • Adaptação das faces oclusais e amadurecimento. • Raiz com comprimento finalizado, PORÉM o ápice radicular continua aberto até mesmo após essa fase, se fechando em momentos posteriores. 37. CRONOLOGIA DOS DENTES DECÍDUOS INICIAM O PROCESSO DE ERUPÇÃO: a partir do 6º mês de vida. Þ Criança com 2 anos e meio (cerca de 30 meses) já possuem a dentição completa, 20 dentes. Þ No primeiro aninho: incisivos centrais e laterais inferiores nascem primeiro (6 a 8 meses de vida), depois vem os centrais (8 a 10 meses) e laterais superiores (9 a 11 meses), isso no primeiro aninho. Þ No segundo aninho, temos: depois vem os primeiros molares superiores (15 meses) e primeiros molares inferiores (16 meses), caninos superiores e inferiores (16 a 18 meses). E por fim os segundos molares inferiores (18 meses) e segundos molares superiores (24 a 29 meses). FASES DE NOLLA • Estágios de desenvolvimento para dentes permanentes. • De 0 a 10. FATORES QUE INTERFEREM NA CRONOLOGIA 1. Fator genético tem maior peso. 2. Relacionado ao sexo não há diferença. 3. Na dentição permanente, a erupção das meninas é mais precoce. 4. Crianças que moram em grandes centros tem erupção mais precoce. 5. Crianças nascidas em cidades litorâneas ou em países tropicais tendem a ter uma erupção mais precoce. 6. Crianças precoces, menor peso ou com problemas sistêmicos tendem a ter atraso na dentição. 7. DENTES INCLUSOS: perdem força eruptiva. 8. DENTES IMPACTADOS: barreira mecânica em seu caminho. 38. MALOCLUSÕES DENTÁRIAS ANTEROPOSTERIOR • BAUME: TIPO I (com diastemas, favorável), TIPO II (sem diastemas, desfavorável). • APINHAMENTO DENTÁRIO: falta de espaço que gera o apinhamento. Arco tipo II pode causar. • CANINOS E MOLARES DECÍDUOS: degrau mesial (tende a classe III de angle), plano terminal reto, degrau distal (tende a classe II de angle). • ESPAÇOS PRIMATAS: espaços FISIÓLOGICOS que existem na dentição decídua. Entre os incisivos laterais e caninos superiores e entre os caninos e primeiros molares inferiores. Favorável. • MORDIDA CRUZADA ANTERIOR: arcada inferior em uma posição mais anterior em relação a superior. Pode ser dentária, funcional ou esquelética. • SOBRESSALIÊNCIA (OVERJET): tende a diminuir com o avanço da idade. No sentido HORIZONTAL. Pode ser positiva, nula ou negativa. TRANSVERSAL • ENTRE OS ARCOS SUPERIOR E INFERIOR: relação caixa-tampa. Dentes superiores transpassados no sentido vestibulolingual os dentes inferiores. Essa inversão causa a mordida cruzada posterior. • ENTRE LINHA MÉDIA E OS ARCOS: de ser coincidente ou com desvio (dentária ou esquelética). VERTICAL • SOBREMORDIDA (OVERBITE): transpasse de mordida no sentido VERTICAL. Tente a diminuir com a idade. A normalidade é entre 0 a 3mm. • SOBREMORDIDA PROFUNDA: transpasse excessivo, maior que 3mm (positivo). • MORDIDA ABERTA: NÃO HÁ transpasse, menor que 0mm. ANTEROPOSTERIOR • ESPAÇO LIVRE DE NANCE: somatório dos diâmetros mésio- distais dos caninos e molares decíduos e seus sucessores permanentes que é de 1,8 na maxila e 3,4 na mandíbula. • CLASSIFICAÇÃO DE ANGLE: CLASSE I (cúspide mesiovestibular oclui no sulco mesiovestibular). CLASSE II (sulco mesiovestibular oclui distalmente a cúspide mesiovestibular, se for: Þ DIVISÃO 1 – vertibularização dos incisivos; Þ DIVISÃO 2 – lingualização ou verticalização dos incisivos. Þ SUBDIVISÃO – de um lado classe I e do outro classe II) CLASSE III (sulco mesiovestibular oclui mesialmente a cúspide mesiovestibular). • MORDIDA CRUZADA ANTERIOR: é uma má oclusão caracterizada por um trespasse horizontal negativo, podendo envolver um ou mais dentes. TRANSVERSAL • MORDIDA CRUZADA POSTERIOR: arcada inferior cobre a arcada superior. Pode ser apenas um elemento dentário, vários ou uni e bilateralmente. VERTICAL • MORDIDA ABERTA ANTERIOR: falta de contato oclusal entre dentes superiores e inferiores no sentido VERTICAL, menor que 0mm (negativo). • SOBREMORDIDA PROFUNDA: é quando os dentes superiores cobrem os dentes inferiores quase na sua totalidade. INTRÍNSECOS OU LOCAIS • Próprio da cavidade oral • Controlável EXTRÍNSECOS OU GERAIS • Agem a distância. • Difícil controlar, com exceção dos hábitos. • Hereditariedade, deformidades congênitas, meio ambiente, hábitos, pressões anormais. OUTROS • Traumatismos dentários (MAIS FREQUENTE): causando perda prematura dos dentes, principalmente dentes anteriores e dos segundos molares decíduos (aqui é importante a utilização de um mantenedor de espaço). • Lesões de cáries 39. DENTÍSTICA E A ODONTOPEDIATRIA CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICA DOS DECÍDUOS • Os prismas de esmalte na região cervical direcionam-se para oclusal ou incisal. • A espessura de esmalte e dentina é menor • Apresenta-se menos calcificado • Apresenta menos estrutura dental • Cornos pulpares mais proeminentes CÁRIE • Para diferenciar cárie de fluorose deve- se atentar a localidade da mancha branca (se a área é propícia a um acúmulo de placa) e o aspecto clínico da lesão. • CÁRIE ATIVA: rugosa, opaca, dentina pode estar amolecida. • CÁRIE INATIVA: lisa, brilhante, textura da dentina endurecida. CÁRIE DE MAMADEIRA • Também chamada de cárie de acometimento precoce. • Aspecto cárie rampante: afete grande número de superfícies em pouco tempo. • A prevalência no 1º ano de vida é alta. • Inicia-se nos incisivos superiores e depois para os primeiros molares. A característica mais marcante é a perda das coroas dos quatro incisivos superiores. SELANTES DE FOSSAS E FISSURAS • Os dentes mais indicados para selante são: primeiros e segundos molares permanentes e segundos molares decíduos entre o INÍCIO da erupção do dente atésua oclusão funcional. • Selante serve para prevenção e controle de lesões não cavitadas (terapêutico). • E quanto ao tipo de dente a ser selado, o critério de selamento está diretamente relacionado a macromorfologia oclusal. • Isolamento, limpeza prévia, condicionamento ácido, lavagem e secagem, aplicação do material, fotoativação, inspeção e avaliação oclusal. CIMENTO DE IONÔMERO DE VIDRO • CIV possui grande similaridade com a estrutura dental (biocompatibilidade). • DENTRE AS DIVERSAS VANTAGENS, UMA DELAS É SEU BAIXO coeficiente de expansão térmica linear e adere a alguns metais. • DENTRE AS DESVANTAGENS TEMOS: baixa resistência ao desgaste, a tração e ao cisalhamento, esteticamente é inferior as resinas compostas. CIV 1: CIMENTAÇÃO CIV 2: RESTAURAÇÃO CIV 3: FORRAMENTO OU BASE, SELANTE CIV 4: NÚCLEOS E RESTAURAÇÕES DEFINITIVAS OU FORRAMENTO E PROTEÇÃO PULPAR. • NÃO É RECOMENDADO para restaurações de grande destruição coronária devido sua baixa resistência ao desgaste, cisalhamento e tração. • A saliva pode promover o envelhecimento do CIV, modificando-o. Além disso, possui alta sensibilidade a umidade. • Coeficiente de expansão térmica mais próximo aos da estrutura dentária. Isso faz com que seu vedamento marginal seja adequado. • CONTRAINDICAÇÕES: regiões com muito esforço mastigatório, regiões estéticas, regiões de cúspides e grandes extensões vestibulares. ART • CIV de alta viscosidade • Mínima intervenção • Dispensa uso de anestesia, isolamento absoluto e instrumentos rotatórios. • Usa apenas instrumentos manuais. • Usado em lesões cariosas sem alteração pulpar irreversível, fístula, inflamação gengival não advinda de gengivite ou periodontite, mobilidade não compatível, necrose pulpar. Ou seja, não atende todas as necessidades do paciente. • Usado muito em comunidades MENOS favorecidas e indicado para serviço público ou privado. • É indicado também para bebês, pacientes especiais e geriátricos. RESINA COMPOSTA • Usada em restaurações diretas e indiretas. • As tipo FLOW NÃO são indicadas para regiões em que recebam cargas oclusais, mas podem ser usadas para pequenas lesões de cáries ou restaurações combinadas. • Constituídas por uma matriz orgânica, inorgânica e silano (agente de união). • Condicionamento ácido 35 a 37%. AMÁLGAMA E COROA DE AÇO • AMÁLGAMA: fácil manipulação, durabilidade, custo baixo e baixa sensibilidade. Não é adesivo e pode causar toxicidade. Em crianças, caso seja usado, o risco de cárie moderada ou crianças não cooperativas em que o controle da umidade seja difícil. Acabamento e polimento após 24 a 48 horas. • COROA DE AÇO: 2x mais sucesso que o amálgama, são recomendadas para dentes tratados endodonticamente ou quando os pais não são colaboradores, ou em dentes muito quebrados, alto risco de cárie (muito recomendada), hipoplasia, dentes em supra ou infraoclusão para dar equilíbrio oclusal. São muito duráveis com tempo de sobrevivência até 40 meses. São mais caras. É um tipo de restauração provisória em primeiros molares permanentes com extensas lesões de cárie. 40. TÉCNICAS DE MANEJO ODONTOPEDIÁTRICO 1) COMUNICAÇÃO VERBAL: dizer ao paciente o que será realizado em seu tratamento. 2) COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL: o contato, a postura, a expressão facial e a linguagem corporal para orientar o comportamento do paciente. 3) DIZER-MOSTRAR-FAZER: envolve explicações verbais dos procedimentos, sendo feita em seguida uma demonstração visual e tátil. É indicada para todos os pacientes. 4) CONTROLE DE VOZ: o volume e o tom de voz deverão ser adaptados conforme necessidade, de modo a influenciarem ou direcionarem o comportamento do paciente infantil. Contraindicada para pacientes com deficiência auditiva. 5) REFORÇO POSITIVO: processo de motivação do comportamento positivo da criança através de elogios, gestos, expressão facial ou lembrancinhas. 6) DISTRAÇÃO: tem o objetivo de desviar a atenção da criança. Podem ser utilizadas estratégias de manejo como músicas, vídeos e histórias ou conversar com a criança sobre outros assuntos. 7) MODELO: utiliza vídeos ou outra criança para criar ao paciente novato a ter um padrão de comportamento positivo reduzindo prováveis sentimentos como medo, ansiedade. Mostra-se efetiva em crianças menores de 7 anos. 8) MÃO-SOBRE-A-BOCA: técnica empregada na hora da birra, de choro incontrolável e ataques de ira do paciente infantil, quando for impossível manter um diálogo adequado com a criança, devendo ser empregada com o controle de voz. Não é recomendada. 9) CONTENÇÃO FÍSICA: pode ser aplicada parcialmente ou totalmente dependendo do tipo de paciente infantil. Baseia-se em restringir fisicamente os movimentos do paciente utilizando cintos, mãos, fitas e envoltórios de tecido. É uma das últimas opções de escolha dos odontopediatras. Mais eficaz em menores de 3 anos. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 41. Classificação de Black 42. Princípios gerais do preparo cavitário 43. Isolamento do campo operatório 44. Amálgama dental 45. Resina composta 46. Flúor 47. Lesões cervicais não cariosas 41. CLASSIFICAÇÃO DE BLACK ETIOLÓGICA = Baseada em dentes susceptíveis à cárie, ou seja, áreas de difícil higienização. • CAVIDADES DE CICATRÍCULAS E FISSURAS: Cárie se propaga como dois cones unidos pela base. • CAVIDADES DE SUPERFÍCIE LISA: Cárie se propaga como dois cones interpostos. ARTIFICIAL = São cavidades divididas em classes que requerem a mesma técnica de instrumentalização. • CLASSE I: cavidades preparadas em regiões de má-coalescência de esmalte. Þ Oclusal de pré-molares e molares; Þ 2/3 oclusais da face vestibular dos molares inferiores; Þ 2/3 oclusais da face lingual de molares superiores; Þ Região de Tubérculo de Carabelli no 1º molar superior permanente; Þ Região de cíngulo, nas faces linguais dos dentes anteriores superiores. • CLASSE II: superfície lisa. Þ Cavidades preparadas nas faces proximais dos pré-molares e molares. CLASSE III: superfície lisa Þ Cavidades preparadas nas faces proximais dos incisivos e caninos, SEM remoção do ângulo incisal. CLASSE IV: superfície lisa. • Cavidades preparadas nas faces proximais dos incisivos e caninos, COM remoção e restauração do ângulo incisal. CLASSE V: superfície lisa • Cavidades preparadas no terço gengival, NÃO DE CICATRÍCULAS (cíngulos), das faces vestibular e lingual de todos os dentes. • OBJETIVO: visa conservar, ou seja, diminuir o desgaste do dente) • Dividido em classe 1 e 2 CLASSE I TIPO PONTO TIPO RISCO TIPO OLHO DE COBRA TIPO SHOT GUN Pré-molares e molares quando apenas UM ponto do sulco principal foi atingido pela cárie. Pré-molares e molares quando apenas o SULCO PRINCIPAL foi atingido pela cárie. Pré-molares inferiores, quando a lesão NÃO atingiu as estruturas de reforço do esmalte e cristasmarginais. Tiro de espingarda. Molares inferiores. São mini cavidades nas superfícies oclusais dos molares. CLASSE II: além do acesso direto, temos: SLOT VERTICAL SLOT HORIZONTAL TÚNEL Pré-molares superiores e inferiores, quando apenas uma face proximal cariada é incluída na preparação, SEM nenhum envolvimento da superfície oclusal. Utilizo essa técnica quando consigo enxergar a altura da lesão. Tem como vantagem uma melhor conservação da crista marginal. Pré-molares e molares, quando apenas a face proximal é envolvida, PRESERVANDO a crista marginal. Utilizo essa técnica se a oclusão estiver comprometida juntamente com a interproximal. Lesão oclusal grande. Indicação mais precisa. 42. PRINCÍPIOS GERAIS DO PREPARO CAVITÁRIO • Toda área incluída no preparo cavitário (englobar todo tecido cariado e áreas susceptíveis à cárie). • Todo esmalte sem suporte dentinário deve ser removido ou, quando possível, apoiado sobre um material adesivo. • O ângulo cavo-superficial da cavidade deve ser estendido até encontrar uma estrutura dental sadia e o preparo possibilitar um bom acabamento de margem na restauração. • A forma de propagação da cárie também deve ser incluída. • As paredes circundantes da caixa oclusal devem ser paralelas entre si e perpendiculares à parede pulpar (BLACK). • Paredes pulpar e gengival devem ser planas, paralelas entre si e perpendiculares ao eixo longitudinal do dente, pois possibilitam melhor distribuição dos esforços mastigatórios (BLACK). • Atualmente, o estabelecimento de paredes circundantes da caixa oclusal paralelas entre si proporciona bordas de restauração insuficiente para suportar as cargas mastigatórias. • O ideal seria, no caso de dentes com grau de inclinação acentuado das vertentes de cúspide, confeccionar paredes circundantes convergentes para oclusal, para permitir maior volume de borda para restauração. • As paredes vestibular e lingual da caixa proximal, em cavidades para amalgama, também devem ser convergentes para oclusal, pois além de proporcional uma forma auto retentiva à caixa proximal, essa convergência preserva maior quantidade de tecido da crista marginal e expõe em menor grau a restauração às forças mastigatórias. • Vistas por oclusal, as paredes vestibular e lingual da caixa proximal devem formar um ângulo de 90° com a superfície externa do dente a fim de acompanham a inclinação dos prismas de esmalte, o que é obtido por vestibular pela Curva Reversa de Hollemback. Do lado lingual, essa curva frequentemente é desnecessária. • O material restaurador deve estar sempre apoiado em dentina, assim também como o esmalte, pois os prismas de esmalte sem suporte dentinário podem fraturar sob a ação dos esforços mastigatórios. Esse suporte dentinário pode ser substituído por materiais adesivos e depois protegida por material restaurador. • A profundidade da cavidade deve ser adequada de modo a permitir uma espessura mínima de material, para evitar fraturas no corpo da restauração. • O ângulo áxio-pulpar deverá ser arredondado, para diminuir a concentração de esforços capazes de influir na fratura do material restaurador. • Todos os princípios que regem a forma de resistência também são válidos para a forma de retenção. • A forma de retenção é conseguida por: Retenções adicionais, retenção por atrito do material restaurador com as paredes do preparo cavitário e adesão química proporcionada pelos materiais adesivos. • A finalidade da forma de retenção é evitar o deslocamento da restauração, seja por forças mastigatórias, tração por alimento pegajoso, seja por diferença de coeficiência térmica entre o material restaurador e a estrutura dentária. • Tem a finalidade de possibilitar a instrumentação adequada e a inserção do material na cavidade. • Depende das propriedades do material restaurador, dos métodos empregados, da localização e extensão da lesão. • Para restaurações de dentes anteriores: isolamento absoluto, separação dos dentes. São formas de conveniência para obter controle da saliva ou sangramento gengival, serve também para melhor visibilidade e acesso ao campo operatório. • O acesso sempre deve ser feito por lingual, caso haja necessidade de extensão da cavidade, por motivos estéticos. • Nos casos de cárie incipiente em cavidades de classe ll, o acesso para instrumentação da caixa proximal por meio das faces oclusal ou vestibular, mesmo que não estejam cariadas, é considerada uma forma de conveniência. • Pré-molares inferiores, há uma exceção na preparação da parede pulpar, que ao invés de ser plana, deverá sofrer uma inclinação, por conta da desproporcionalidade dos cornos pulpares. Evita exposição pulpar e preserva a estrutura dentária. • Quando a cárie é incipiente, a remoção da dentina cariada é concomitante com as outras fases do preparo cavitário. • Contudo, se permanecer cárie após as fases prévias, somente essa porção cariada deve ser removida, o que ocasionará uma depressão no assoalho cavitário, que deverá ser preenchido com uma base protetora adequada até atingir o nível da parede de fundo, o que possibilita uma distribuição uniforme das forças que incidem sobre a restauração. • Quando a cárie for muito extensa e profunda, a remoção deverá ser feita antes da delimitação da forma de contorno. ÁREA DE DENTINA AFETADA ÁREA DE DENTINA INFECTADA Dentina desmineralizada, mas não infectada. Dentina invadida por microrganismos. Pode ser preservada no ato operatório. Deve ser removida. • A finalidade do acabamento das paredes de esmalte é promover a remoção das irregularidades e prismas de esmalte sem suporte deixados pela instrumentação inicial. • As paredes de esmalte são alisadas e o ângulo cavo-superficial recebe tratamento de acordo com o material restaurador empregado. • Esse acabamento pode ser realizado com instrumentos cortantes manuais ou com instrumentos rotatórios, como brocas multilaminadas, discos, pontas diamantadas e pedras montadas para acabamento. • Baseado no princípio de que todo dente, antes de ser restaurado, deve estar devidamente limpo e seco. • A finalidade é remoção de detritos deixados durante o preparo cavitário (smear layer). • O procedimento usual para efetuar limpeza da cavidade é o emprego de jatos de água e ar (remove apenas partículas maiores). • A solução de hidróxido de cálcio satisfaz melhor os requisitos como agente de limpeza, principalmente pelo aspecto de compatibilidade biológica. • Ácidos fortes para limpeza são muito efetivos, porém deve-se ter cuidados quanto ao seu uso. A INTERFERÊNCIA DO SMEAR LAYER NO PREPARO CAVITÁRIO Obliterar os canalículos dentinários; Interferir na adaptação do material restaurador; Favorece a infiltração marginal em níveis mais acentuados, o que contribui para inflamação pulpar (penetração de microrganismos); 43. ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO • Normalmente usa-se algodão nas áreas mais susceptíveis a saída de saliva. OBJETIVO: é o único meio de se conseguir um campo operatório totalmente livre de umidade. VANTAGENS • Retração e proteção dos tecidos moles; • Melhor acesso e visibilidade; • Condições adequadas para inserção dos materiais; • Auxilia no controle de infecção; • Redução do tempo de trabalho; • Trabalho em condições assépticas; • Proteção para o paciente e profissional. INDICAÇÕES • Procedimentos restauradores diretos; • Fixação de elementos protéticos com cimentos adesivos; •Acabamento e polimento de restaurações. PERFURADOR DE DIQUE • ORIFÍCIO 1 (MAIOR) = Molar que irá receber o grampo. • ORIFÍCIO 2 = Molares. • ORIFÍCIO 3 = Caninos e pré-molares (superiores e inferiores). • ORIFÍCIO 4 = Incisivos superiores (centrais e laterais) • ORIFÍCIO 5 (MENOR) = Incisivos inferiores (centrais e laterais). GRAMPOS REGULARES: • 200 a 205 = Molares; • 206 a 209 = Pré-molares; • 210 a 212 = Anteriores. GRAMPOS ESPECIAIS • W8A e 14A = Molares parcialmente erupcionados. • 26 e 28 = Molares com pouca retenção. • 212 = Retração gengival em classe V. GODIVA • Material anelástico indicado para estabilização adicional dos grampos. PREPARAÇÃO DA BORRACHA: • Incluir o maior número de dentes possíveis. • DENTES POSTERIORES: Dois dentes a distal e os demais para a mesial até o canino do lado oposto. • DENTES ANTERIORES: Pré-molar a pré-molar do dente oposto ou se possível de canino a canino. CONDIÇÕES QUE DETERMINAM O ESPAÇO E A RELAÇÃO ENTRE OS ORIFÍCIOS: • O espaço entre os orifícios deve ser igual a distância entre os eixos longitudinais dos dentes, visando sempre o tamanho dos dentes, altura da papila gengival, disposição do dente no arco, localização da cavidade, ausência de dentes, presença de diastemas. MÉTODO DE MARCAÇÃO NA BOCA: • Centro das incisais e das oclusais dos dentes anteriores e posteriores. TESTES PRÉVIOS ANTES DE LEVAR O DIQUE A BOCA: • Teste do grampo; • Teste de contato proximal com o fio dental. SEQUÊNCIA PARA COLOCAÇÃO DO DIQUE DE BORRACHA: 1. Seleção da borracha; 2. Seleção do grampo; 3. Marcação dos orifícios na borracha; 4. Perfuração e lubrificação da borracha; 5. Colocação do grampo no lençol da borracha; 6. Colocação do grampo no dente; 7. Liberação da borracha nas asas do grampo; 8. Passagem da borracha pelos espaços interproximais; 9. Inversão da borracha com fio dental. 44. AMÁLGAMA DENTAL LIGA METÁLICA é definida como sendo um material formado por moléculas de dois ou mais metais, miscíveis entre si no estado líquido, e que permanecem misturados de forma homogenia quando solidificados. AMÁLGAMA é a denominação dada a qualquer liga metálica em que um dos componentes seja o mercúrio. AMALGAMAÇÃO é o ato de produzir a mistura de componentes metálicos sólidos com o mercúrio. FÓRMULA DE BLACK • PRATA (Ag) – 65% • Estanho (Sn) – 30% • Cobre (Cu) – 5% • Zinco (Zn) – 1% • MERCÚRIO (Hg) 1) Mistura dos componentes e fundição para obtenção do linguote; 2) Aquecimento e resfriamento para melhoria das propriedades físicas para homogeneização; 3) Corte do linguote em partículas finas para pulverização; 4) Redução das tensões de corte, moagem e padronização em 100 graus para envelhecimento. PRATA = Confere dureza, retarda a perda do brilho, aumenta a resistência mecânica, aumenta expansão e reduz a oxidação, diminui o escoamento. ESTANHO = Facilita amalgamação, reduz a dureza, reduz a resistência mecânica, diminui a expansão, maior tempo de cristalização e aumenta o escoamento. COBRE = Aumenta a dureza, menor resistência de corrosão, substituição da prata, aumenta a expansão, aumenta a resistência, diminui o escoamento e até 6% para Black. ZINCO = Ponto de fusão mais baixo, antioxidante, provoca expansão na presença de umidade, oxida e direciona-se para periferia formando óxido de zinco na parede. LIGAS CONVENCIONAIS = São as que apresentam no máximo 6% de cobre independentemente do percentual dos outros componentes. Mais baratas do mercado. LIGAS COM ALTO TEOR DE COBRE = Menor quantidade de prata e maior quantidade de cobre. LIMALHA = Ocorre em fase única, muito irregular, acabamento ruim; ESFEROIDAL = Ocorre em fase única, muito regular, ótimo polimento, acomoda bem na superfície, mas possui pouca resistência. DISPERSA = É a junção da limalha (70%) mais a esferoidal (30%), melhor resistência e acabamento. CONVENCIONAIS • Corrosão (perda de brilho): os óxidos de estanho são insolúveis na cavidade bucal. • Oxidação (degradação marginal). • Acréscimo no percentual de cobre de 6% para 13% (alto teor de cobre). • Compensa na diminuição da prata. ALTO TEOR DE COBRE EUTÉTICA • Ligas em que a prata e o cobre, eventualmente o estanho, estão na mesma partícula de forma esferoidal. • Funde em menos tempo porque tenho a diminuição da prata. ALTO TEOR DE COBRE • Menor oxidação; • Menor corrosão; • Menor degradação marginal; • Permanência do brilho: os óxidos de cobre são solúveis na cavidade bucal. • Quando aumento a quantidade de cobre, elimino a fase gama 2; • Nas ligas enriquecidas de cobre tenho a formação da fase ETA, aumento da fase gama 1 e eliminação da gama 2; • Posso até 30% de teor de cobre; • Quanto mais cobre, menos preciso de zinco porque não oxida; • A fase gama 2 ocorre em amálgama convencional, ela é responsável por diminuir a resistência do amálgama. • A fase ETA significa que houve total eliminação da gama 2 e que tenho 7 dias para polir o amálgama. • Nas ligas atomizadas, o cobre e o estanho recebem um tratamento chamado atomização de superfície; • Mistura dos metais a vapor e em maior velocidade; • Selamento marginal; • Resistência suficiente a fratura; • Sem fase gama 2; • Menor custo. • O excesso de mercúrio reduz a resistência à fratura; • O excesso de mercúrio implica em aumento do índice de escoamento; • Ligas convencionais apresentam maior expansão de cristalização do que as de alto teor de cobre. • Resistência ao desgaste; • Longevidade clínica; • Facilidade técnica; • Selamento marginal; • Baixo custo. SEQUÊNCIA DO TRABALHO COM AMÁLGAMA PROPORÇÃO LIGA MERCÚRIO AMALGAMAÇÃO / TRITURAÇÃO HOMOGENEIZAÇÃO REMOÇÃO DE EXCESSO DE MERCÚRIO CONDENSAÇÃO ESCULTURA ACABAMENTO E POLIMENTO CONDENSAÇÃO: As porções devem ser colocadas em um tempo nunca superior a 3 minutos. É necessário condensar porque além de preencher, compacta, melhora adaptação e diminui o mercúrio. TEMPO DE CRISTALIZAÇÃO: É durante esta fase que devemos condensar e esculpir o amálgama. É o tempo que decorre após a mistura dos componentes até o enrijecimento parcial da massa restauradora. 44. RESINA COMPOSTA CARGAS ORGÂNICAS • BIS-GMA E UDMA: alto peso molecular, menor contração de polimerização, limitada, viscoso. • BIS-EMA: ajuda a reduzir a contração de polimerização. • TEGMA: é um diluente que aumenta contração de polimerização, fluido. • HIDROQUINONA: inibidor de polimerização (até 0,1%). CARGAS INORGÂNICAS • EXEMPLOS: quartzo, sílica, zircônia, outros. • CARACTERÍSTICAS: inertes a polimerização, reduz a quantidade de carga orgânica, diminui a contração de polimerização, aumenta resistência ao desgaste. CLASSIFICAÇÃO • MACROPARTÍCULAS (15 a 100 um): ruim de polir, boa resistência. • MICROPARTÍCULADAS (0,04um): melhor índice de polimento, dentes anteriores, baixa resistência. • HÍBRIDAS (0,2 a 6um): bom polimento, melhor para dentes posteriores, mas também atende anteriores, radiopacidade. • NANOPARTÍCULAS (20 a 75nm): uso universal, boa resistência, bom polimento, translucidez, retém brilho. • NANOHÍBRIDAS: usada para dentes anteriores e posteriores. • SILORANOS: resinas com baixa contração de polimerização, boa resistência, dentes posteriores. PROPRIEDADES • Baixa resistência a abrasão; • Lisura superficial; • Infiltração marginal; • Expansão higroscópica; • Radiopacidade; • Estabilidade de cor. POLIMERIZAÇÃO • OCORRE POR: adição. • ETAPAS: indução, propagação, transferência de cadeia e terminação. • FOTOINICIADOR: canforoquinona.• QUÍMICO: oxigênio, converte mais. • FOTOATIVADO: amina alifática, estabiliza cor. OUTRAS CARACTERÍSTICAS • É necessário um menor fator C • Menor módulo de elasticidade • Técnica mais sensível e difícil para o operador. 44. FLÚOR • Grupo dos HALOGÊNIOS; • Elemento mais eletronegativo, alta reatividade e instável; • Efeito cumulativo; • Ação primária de remineralização; • Jovens em fase de crescimento tem MAIOR capacidade de RETENÇÃO de flúor, por isso excretam menos. • A concentração de flúor nos dentes permanentes é MAIOR que nos decíduos; • Níveis adequados de flúor nos dentifrícios é de 1000 a 1500ppm, fazer uso desde o nascimento do primeiro dentinho. AGUDA • LETAL: 32 a 64 mg • TOLERÁVEL: 8 a 16 mg • PROVAVELMENTE TÓXICA: 5 mg ou em menores de 6 anos 0,5 mg. CRÔNICA • RECOMENDAÇÃO NA ÁGUA: 0,7 a 1,2. • BRASIL ADOTA: 0,8. • Pode causar fluorose. • Mais frequente em dente PERMANENTE; • Apresenta hipomineralização e elevada porosidade; • Mais comum em pré-molares e 2º´s molares; • Podem se tornar acastanhadas, linhas brancas horizontais, opacas, irregulares, bilateralidade, simetria. MAIS USADOS: gel acidulado 1,23% (não usar em pacientes com muitas restaurações) e o gel fluoreto de sódio 2%. VERNIZ FLUORETADO: alto risco, libera etanol, tolera água. COMPOSTOS NOS DENTIFRÍCIOS: monofluorfosfato de sódio + carbonato de cálcio ou fluoreto de sódio + sílica. 47. LESÕES CERVICAIS NÃO CARIOSAS A erosão dental é um processo em que o esmalte dos dentes é desgastado devido à ação de ácidos. Esses ácidos podem ser provenientes de alimentos ácidos, bebidas carbonatadas, sucos cítricos ou mesmo ácidos estomacais devido a condições como refluxo gastroesofágico. Com o tempo, a exposição frequente a esses ácidos pode enfraquecer o esmalte, levando à sensibilidade, perda de estrutura dental e aumento do risco de cáries. A abrasão dental refere-se ao desgaste do esmalte dentário devido ao atrito mecânico causado por escovação excessivamente agressiva, uso incorreto de palitos dentais ou escovas de cerdas duras. Esse desgaste pode levar à sensibilidade dentária, à exposição da dentina subjacente e à formação de sulcos nos dentes. A atrição dental ocorre quando há desgaste do esmalte dentário devido à ação de forças de mastigação e oclusão (fechamento da mandíbula). Esse desgaste é resultado do contato natural entre os dentes superiores e inferiores durante a mastigação e pode ser acelerado por condições como ranger de dentes (bruxismo). Com o tempo, a atrição dental pode causar perda de altura dos dentes e desgaste irregular. A abfração dental é um tipo específico de desgaste dentário que ocorre na junção entre o esmalte e a dentina, na região próxima à gengiva. Geralmente é causada por forças de flexão que ocorrem durante a mastigação e oclusão, levando à formação de pequenas trincas ou fraturas nessa região. A abfração pode ser exacerbada por hábitos de mastigação inadequados e bruxismo. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 48. Anatomia do periodonto 49. Classificação antiga da periodontite 50. Instrumentais na periodontia 51. Aspectos clínicos periodontais 52. Nova classificação das doenças gengivais 47. ANATOMIA DO PERIODONTO ORIGEM ECTODERME: gengiva. ORIGEM ECTOMESENQUIMAL: cemento, ligamento periodontal e osso alveolar (e sua parede principal também). MUCOSA MASTIGATÓRIA: gengiva e palato duro. MUCOSA DE REVESTIMENTO: mucosa jugal, mucosa alveolar. MUCOSA ESPECIALIZADA: língua. EPITÉLIO ORAL: 0,2 a 0,3mm de espessura, escamoso estratificado queratinizado (paraqueratinizado – restos de núcleo). Epitélio da gengiva inserida. CAMADAS DO EPITÉLIO ORAL: camada córnea (queratina pura), granulosa (proteínas prontas dentro das vesículas), espinhosa (renovável e produz proteínas), basal (quase indiferenciada). Aliás, um ceratócito demora cerca de 1 mês para alcançar a superfície externa do epitélio, de onde é descamado pela camada córnea. CÉLULAS DO EPITÉLIO ORAL: melanócitos, células de Langherans (mecanismo de defesa), células de Merkel (função sensorial), células inflamatórias. EPITÉLIO DO SULCO (0,5MM): reveste o sulco gengival. Escamoso estratificado não queratinizado fino e sem cristas epiteliais. EPITÉLIO JUNCIONAL (1MM): escamoso estratificado não queratinizado em forma de colar. Aderido na superfície dental por meio de uma lâmina basal interna (possui hemidesmossomos) e aderido ao tecido conjuntivo por uma lâmina basal externa. É originário do epitélio reduzido do esmalte. Fica junto ao dente, mas não inserido. TECIDO CONJUNTIVO: fibras colágenas (60%), fibroblastos (5%), vasos e nervos (35%) que estão envolvidos em uma substância fundamental amorfa. CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO: fibroblastos, mastócitos (produção de determinados componentes da matriz), macrófagos (fagocitose e síntese de tecido), células inflamatórias (neutrófilos, linfócitos, plasmócitos). FIBRAS DO TECIDO CONJUNTIVO: fibras colágenas (predomina na gengiva), fibras oxitalânicas (escassas na gengiva e numerosa no ligamento periodontal), fibras reticulares (circunda os vasos sanguíneos), fibras elásticas (apenas estão em associação com os vasos sanguíneos). FIBRAS GENGIVAIS: fibras circulares (circundam o pescoço do dente), fibras dentogengivais, fibras dentoperiósteas, fibras transeptais (vai de um dente para o outro). Essas fibras são banhadas pelo ácido hialurônico – substância fundamental amorfa. LIGAMENTO PERIODONTAL: tecido conjuntivo frouxo. Forma de ampulheta. Fibras de Sharpey são fibras colágenas inseridas no osso e no cemento. A camada óssea na qual estão inseridos os feixes de fibras de Sharpey é chamada de osso fasciculado. FIBRAS DO LIGAMENTO PERIODONTAL: fibras da crista alveolar, fibras horizontais, fibras oblíquas (predominante, no sentido da intrusão dentária, possuem memória elástica), fibras apicais. CÉLULAS DO LIGAMENTO PERIODONTAL: fibroblastos, osteoblastos, cementoblastos, osteoclastos, fibras nervosas e restos epiteliais de Malassez. CEMENTO: não sofre remodelação nem reabsorção, porém se forma ao longo da vida. Formado principalmente de hidroxiapatita. Ele insere as fibras do ligamento periodontal na raiz e contribui para o processo de reparo após danos à superfície radicular. CEMENTO ACELULAR: fibrasextrínsecas (fibroblastos) – porção coronária. CEMENTO CELULAR: estratificado de fibras mistas (fibroblastos e cementoblastos) – terço apical e área de furca. PROCESSO ALVEOLAR: formam os alvéolos dos dentes e dão suporte a esses alvéolos. Osso esponjoso, osso trabeculado. Ocupa a maior parte dos septos interdentais, mas em pequena quantidade nas lâminas vestibular e palatina. Na maxila tenho mais osso trabeculado. OSSO ALVEOLAR PROPRIAMENTE DITO: osso cortical, osso compacto, lâmina dura. Reveste as paredes dos alvéolos. É formado por lamelas (células que no meio que produz osso em volta dela). CANAIS DE VOLKMANN (HORIZONTAIS): são canais microscópicos que perfura o osso compacto, são perpendiculares aos canais de havers, e são um dos componentes do sistema de haversian. Podem transportar pequenas artérias em todo o osso. CANAL DE HARVER (VERTICAIS): canais pelos quais passam vasos sanguíneos, linfáticos e fibras nervosas. Estão no interior das lamelas e se comunica entre os osteócitos. SUPRIMENTO SANGUÍNEO DO PERIODONTO: artéria dentária emite a artéria intrasseptal antes de penetrar no alvéolo. Os ramos terminais da artéria intrasseptal penetram no osso alveolar propriamente dito pelos canais em todos os níveis do alvéolo através dos canais de Volkmann. SUPRIMENTO SANGUÍNEO DA GENGIVA: vasos sanguíneos supraperiosteais. Anamostose com os vasos sanguíneos do osso alveolar e do ligamento periodontal. 48. CLASSIFICAÇÃO ANTIGA DA PERIODONTITE • Mais prevalente em adultos e síndrome de down (logo após a puberdade), mas também pode ser em crianças e adolescentes; • Causado pelo acúmulo de placa bacteriana e cálculo e do mecanismo de defesa do indivíduo; • Progressão contínua, lenta à moderada, em que qualquer fase pode sofrer exacerbação aguda localizada (hipótese de explosão); • Lesões sem tratamento sofrerão evolução; • Não afeta todos os dentes igualmente; • A quantidade de destruição periodontal é proporcional à higiene bucal ou ao índice de placa. • Fatores predisponentes como fumo, estresse, diabetes, entre outros, também podem favorecer a doença; PERIODONTITE CRÔNICA LOCALIZADA (menos que 30%) PERIODONTITE CRÔNICA GENERALIZADA (excede 30%). • Rápida taxa de progressão (aguda); • Ausência de grandes acúmulos de placa e cálculo; • Traço genético; • Não há dor; • Prevalência maior em jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade; • Destruição severa dos tecidos de inserção periodontal numa idade jovem. PERIODONTITE AGRESSIVA LOCALIZADA (acometimento circumpuberal, envolve os 1º molares ou incisivos) PERIODONTITE AGRESSIVA GENERALIZADA (envolve 1º molares ou incisivos e pelo menos outros 2 dentes) Papila ulcerada e necrosada recoberta por uma pseudomembrana branco-amarelada ou acinzentada; Papila em cratera com sangramento provocado ou espontâneo, dor, odor fétido e gosto metálico na boca; Pode ser acompanhado com febre, mal-estar e linfadenopatia; Etiologia bacteriana e fatores predisponentes como estresse, tabagismo, imunossupressão; A Periodontite Ulcerativa Necrosante está associada também ao HIV. GENGIVITE ULCERATIVA NECROSANTE (sem perda de inserção) PERIODONTITE ULCERATIVA NECROSANTE (com perda de inserção) 49. INSTRUMENTAIS DE PERIODONTIA RASPAGEM: é a instrumentação da coroa e das superfícies radiculares para remoção de biofilme dental, cálculo e manchas destas superfícies. ALISAMENTO RADICULAR: é o procedimento que visa remover cemento e/ou dentina rugosos, impregnados por biofilme ou cálculo ou contaminados por toxinas e microrganismos. OBJETIVOS DA RACR • Eliminar o biofilme dental e o cálculo; • Remover o cemento contaminado; • Promover uma superfície radicular limpa, lisa e resistente. . PASSOS PRELIMINARES • Minucioso exame clínico e radiográfico; • Diagnóstico Planejamento. • AVERIGUAÇÃO: Espelho clínico, Pinça clínica, Sonda periodontal, Sonda Nabers, Pinça de Miller, Papel Carbono; • Raspagem; • Cirúrgicos. FUNÇÕES DAS SONDAS PERIODONTAIS • Avaliar a profundidade do sulco ou bolsa periodontal; • Avaliar o sangramento à sondagem; • Avaliar a largura de gengiva inserida; • Medir recessões gengivais; • Detectar e medir lesões de furca. . TIPOS DE SONDAS PERIODONTAIS • SONDA PERIODONTAL CONVENCIONAL: marcações milimetradas, ponta ativa arredondada ou achatada, diâmetro fino, diferentes marcações; • SONDA DE NABERS (ÁREAS DE FURCA): Ponta ativa curva, ponta romba, pode ou não conter marcas calibradas. SONDAGEM • Empunhadura; • Apoio; • Pressão. OUTRAS FUNÇÕES DOS INSTRUMENTOS EXPLORADORES • Detectar cálculos e irregularidades na superfície radicular; • Avaliar a dimensão das bolsas, • Avaliar resultados da instrumentação radicular. INSTRUMENTOS DE RASPAGEM • Instrumentos manuais; • Instrumentos sônicos, • Instrumentos ultrassônicos. REQUISITOS PARA UMA BOA RACR • Tipo do instrumental; • Afiação do instrumental; • Habilidade profissional; • Indicação correta do instrumental. VANTAGENS DOS INSTRUMENTOS MANUAIS • Podem ser utilizados em qualquer situação que requeira raspagem. • Eficientes na remoção de placa bacteriana e cálculo. • Melhor sensibilidade tátil. • Apresentam várias formas e variações. DESVANTAGENS DOS INSTRUMENTOS MANUAIS • Necessidade de afiação; • Maior fadiga ao profissional; • Maior desconforto ao paciente; • Produz maior hipersensibilidade dentinária. INSTRUMENTOS MANUAIS DE RASPAGEM • Curetas • Foices • Limas • Cinzéis • Enxadas REQUISITOS DOS INSTRUMENTOS • Delicado • Tamanho confortável • Forma adequada • Leve • Número ideal • Rígido Fácil de afiar • Posição da lâmina INSTRUMENTAL COMPOSTOS DE TRÊS PARTES • CABO: Leve, diâmetro relativamente espesso, gravação do número, marca e tipo; • HASTE: Através de suas angulações, determina o local de uso de cada instrumento não deve ser muito longo não deve ser muito flexível. O comprimento varia de acordo com: tamanho da coroa do dente profundidade da bolsa periodontal região a ser instrumentada; • LÂMINA: Dá o nome ao instrumento deve ser relativamente estreita, delicada. CURETAS DE GRACEY - ÁREAS ESPECÍFICAS: 5-6: todos os dentes, com indicação precisa até PM 7-8: faces livres de PM e M 9-10: faces livres de molares 11-12: mesial de posteriores 13-14: distal de posteriores CURETAS UNIVERSAIS - MCCALL: 13-14: anteriores, geralmente 17-18: posteriores, geralmente 1) Empunhadura da cureta: Forma de caneta modificada; 2) Determinação do ângulo de corte: Nas Curetas de Gracey temos a borda cortante de maior curvatura e a borda cortante inferior; 3) Determinação do ponto de apoio: O mais próximo possível da área de trabalho. Superfície estável. Estrutura sólida; 4) Determinação do ângulo de trabalho: Maior que 45 graus e menor que 90 graus; 5) Movimentos de raspagem: - Sentido: tração; -Direção: vertical / horizontal / obliqua; - Pressão lateral: firme; -Amplitude: movimentos curtos e sobrepostos. 6) Movimentos de alisamento: - Sentido: tração; -Direção: vertical / horizontal / obliqua; - Pressão lateral: de leve a moderada; - Amplitude: movimentos mais amplos e longos. FOICES • Corte transversal triangular; • Dorso agudo e afilado; • Apresenta dois ângulos de corte retos; • Extremidade ativa pontiaguda; LIMAS • Série de bordas cortantes alinhadas em uma única base; • Raspagem supra e sub gengival; • Regiões de furca; • Dificuldade de afiação; ENXADAS • Instrumento de lâmina única situada em um ângulo de 990a 1000 em relação a sua haste terminal; • Raspagem de todas as faces Jogo de 4 instrumentais; • Pontas simples ou duplas; • Raspagem de grandes massas de cálculo supra e sub gengival em regiões de fácil acesso; • Raspagem apenas com movimento de tração. CINZÉIS • Instrumento com borda cortante única e reta, lâmina continua à haste, ponta em 45 graus. TEXTURA DA SUPERFÍCIE RADICULAR • Curetas e foices produziram maior alisamento radicular quando comparadas com enxadas e limas; • Alisamento com curetas após a raspagem com limas reduziu significativamente a rugosidade superficial. CONSEQUÊNCIAS DE UMA AFIAÇÃO INCORRETA: • Excesso de desgaste do instrumental, • Quebra do instrumental; • Modificação da forma do instrumental; • Ranhuras as superfícies dentárias, • Danos aos tecidos moles; • Menor sensibilidade tátil; • Polimento de cálculos. OBS: Os instrumentos que se tornaram finos demais por terem sido muito afiados ou que perderam a forma devem ser descartados. Eles podem se quebrar durante a instrumentação, causando sérios problemas. AVALIAÇÃO DA AFIAÇÃO: • Inspeção visual • Avaliação tátil APARELHOS SÔNICOS: • Movidos a ar; • Prendem-se diretamente à unidade odontológica; • Vibrações de 2.300 a 6.300 ciclos por segundo; • Ex: Sonic Borden (Kavo). APARELHOS ULTRASSÔNICOS: • Compostos de um gerador elétrico que confere energia em forma de vibrações de alta frequência a uma peça de mão; • Potência de 24.000 a 42.000 ciclos por segundo; • O calor liberado pelas vibrações é compensado pelo sistema de refrigeração; • Quando a extremidade ativa entre em contato com o cálculo, a energia vibratória é transmitida ao mesmo, promovendo sua fratura e remoção da superfície dental. APARELHOS ULTRASSÔNICOS ESTRITAMENTE MAGNÉTICOS: • Apresentam um gerador que produz uma corrente elétrica alternada dentro da peça de mão; • A ponta possui um transdutor que se encaixa a peça manual; • A movimentação do transdutor promove a vibração da ponta; • Geração excessiva de calor. VANTAGENS DOS INSTRUMENTOS ULTRASSÔNICOS: • Menor fadiga ao profissional; • Maior conforto ao paciente; • Menor tempo de trabalho; • Melhor acesso em regiões de bi e trifurcações. DESVANTAGENS DOS INSTRUMENTOS ULTRASSÔNICOS: • Menor sensibilidade tátil; • Não promove alisamento radicular; • A utilização errada pode produzir sulcos e ranhuras sobre a superfície radicular; • Deve ser mantido longe do osso; • Impossibilidade de uso em portadores de marcapassos cardíacos; • Deve ser evitado em crianças; • Deve ser evitado em coroas de porcelana. LIMITAÇÃO DO USO DE APARELHOS ULTRASSÔNICOS: • Pontas ativas; • Dificuldade em se atingir o fundo da bolsa; • Visibilidade; • Sensibilidade tátil diminuída; • Pode provocar alterações na superfície da raiz; • Não promove alisamento radicular. 50. ASPECTOS CLÍNICOS PERIODONTAIS NÍVEL DE INSERÇÃO CLÍNICA (NIC): em um paciente normal que não teve perda óssea o NIC é na junção cemento esmalte. Quando há perda óssea o NIC = PS + NG (nível gengival - distância da junção cemento-esmalte até a margem gengival), porém em caso de hiperplasia o NIC = PS - NG. EXEMPLOS: PS NG NIC RECESSÃO 4 + 3 7 mm HIPERPLASIA 5 - 4 1 mm HIPERPLASIA (NIC = 0 não significa necessariamente que a gengiva está saudável, sendo NIC = PS). 3 - 3 0 mm PROFUNDIDADE DE SONDAGEM (PS): é da margem gengival até onde penetrar a sonda. distância entre a margem gengival e a parte inferior da bolsa RECESSÃO GENGIVAL (RC): é a margem gengival deslocada para apical, então, medimos da junção cemento esmalte até a borda da margem gengival sem ocorrer penetração da sonda. PSEUDOBOLSA: Formada pelo aumento gengival sem destruição dos tecidos periodontais de suporte. O sulco está profundo por causa do aumento em volume da gengiva. A SONDA MAIS UTILIZADA É A CAROLINA DO NORTE • Presença de lâmina dura intacta. • Extensão do espaço do ligamento periodontal. • Morfologia da crista óssea. • Distância da junção cemento-esmalte e o nível mais coronário do dente. • Dividir a arcada dentária em sextantes. Se no sextante existe 2 ou mais dentes, sem necessidade de extração, o sextante pode ser considerado. Porém, se houver apenas 1 dente no sextante, este pode ser incluído no sextante contíguo. • Fazer a sondagem periodontal ao redor de todos os dentes. Porém, apenas a medição mais severa do sextante será escolhida para representá-lo. • Tecido gengival vermelho e esponjoso. • Sangramento a um estímulo. • Alterações no contorno da gengiva. • Provável presença de cálculo ou placa sem evidências radiográficas de perda óssea na crista alveolar. BOLSA GENGIVAL (PSEUDOBOLSA): aumento gengival sem destruição dos tecidos periodontais adjacentes. O sulco mesmo estando mais aprofundado não está realmente. BOLSA PERIODONTAL: destruição dos tecidos periodontais de suporte levando a perda da inserção. • Eritema • Gengiva marginal delgada • Zona vertical eritematosa da gengiva marginal a mucosa alveolar • Mobilidade dentária • Sangramento gengival • Dor localizada ou irradiada • Gosto ruim em áreas localizadas • Sensação de pressão após alimentação • Formação de diastemas PROFUNDIDADE DA BOLSA: é a distância entre a base da bolsa e a margem gengival. Pode mudar de tempos em tempos. NÍVEL DE INSERÇÃO = distância entre a base da bolsa e um ponto fixo na coroa, como a junção cemento-esmalte. Pode ser ganho ou perda de inserção. CONSIDERAÇÕES: clinicamente, a recessão é definida pela exposição da superfície radicular causada por um deslocamento apical da posição da gengiva. A recessão gengival é um achado comum. A prevalência, extensão e gravidade da retração gengival aumentam com a idade e a patologia é mais prevalente em homens. GRAVIDADE DA RETRAÇÃO: a posição real é o nível do término coronário da inserção epitelial sobre o dente, enquanto a posição aparente é o nível da crista da margem gengival. A gravidade da retração é determinada pela posição real da gengiva, e não por sua posição aparente. A retração refere-se à localização da gengiva, e não à sua condição. A gengiva retraída pode estar inflamada, mas pode estar normal, exceto por sua posição. CAUSAS DA RECESSÃO GENGIVAL: 1. Técnica de escovação inadequada (abrasão gengival); 2. Mau posicionamento dos dentes; 3. Inflamação gengival; 4. Inserção anormal do freio; 5. Lesões iatrogênicas. OBS: O trauma oclusal foi uma etiologia sugerida no passado, mas seu mecanismo de ação nunca foi demonstrado. SIGNIFICADO CLÍNICO DA RECESSÃO GENGIVAL: a superfície exposta da raiz é suscetível a cáries. A abrasão ou erosão do cemento exposto pela retração deixa uma superfície subjacente de dentina, que pode ser sensível. A retração interproximal gera problemas de higiene oral, o que resulta em acúmulo de placa. 51. NOVA CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAIS ESTÁGIOS GENGIVITE DESCRIÇÃO Estágio I (inicial) Pouco perceptível. Em alguns pacientes, em cerca de 2 dias de acúmulo de placa bacteriana pode ser encontrado sinais de gengivite inicial. Se for feito o controle, dentro de 7 a 10 dias a gengiva retorna ao seu estado normal. Estágio II (precoce) Eritema gengival, maior sangramento a sondagem. Estágio III (lesão estabelecida) Uma leve coloração azulada a gengiva avermelhada. Gengiva moderada a gravemente inflamada. Estágio IV (lesão avançada) Extensão da lesão para o osso alveolar ou fase de colapso periodontal. Microscopicamente há fibrose da gengiva e manifestação generalizada de danos teciduaisinflamatório. ESTÁGIOS PERIODONTITE DESCRIÇÃO Estágio I (inicial) Perda de inserção clínica de 1 a 2 mm. Não houve perda dentária devido a periodontite. Estágio II (moderada) Perda de inserção clínica de 3 a 4 mm. Não houve perda dentária devido a periodontite. Estágio III (severa c/ potencial perda de dentes) Perda de inserção clínica igual ou maior que 5 mm. Perda dentária de até 4 dentes devido a periodontite. Estágio IV (severa) Perda de inserção clínica igual ou maior que 5 mm. Perda dentária de acima de 5 dentes devido a periodontite. NÍVEL DE MOBILIDADE DESCRIÇÃO Grau 1 Mobilidade da coroa do dente de 0,2 – 1,0 mm no sentido horizontal. Grau 2 Mobilidade da coroa dentária excedendo 1 mm no sentido horizontal. Grau 3 Mobilidade da coroa nos sentidos vertical e horizontal. NÍVEL DE ENVOLVIMENTO DE FURCA DESCRIÇÃO Grau 1 Perda horizontal dos tecidos de suporte não excedendo um terço da largura do dente. Grau 2 Perda horizontal dos tecidos de suporte excedendo um terço da largura do dente, mas não envolvendo toda a largura da área de furca. Grau 3 Destruição horizontal “lado a lado” dos tecidos de suporte na área de furca. TIPOS DESCRIÇÃO Peri- implantar Não há sangramento à sondagem e nem perda óssea. Mucosite peri- implantar Há sangramento à sondagem e não há perda óssea e pode ou não ter aumento na profundidade de sondagem. Peri- implantite Há sangramento à sondagem e aumento da profundidade de sondagem e perda óssea. CLASSES RECESSÃO GENGIVAL DESCRIÇÃO Classe I Retração não atinge a linha mucogengival, sem perda de tecido entre os dentes. Classe II Retração atinge ou ultrapassa a linha mucogengival, sem perda de tecido entre os dentes. Classe III Retração atinge ou ultrapassa a linha mucogengival, presença de perda de tecido entre os dentes. Classe IV Retração atinge ou ultrapassa a linha mucogengival, tecidos adjacentes no nível da base da retração, que atinge mais dentes. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 53. Uso dos fórceps 54. Manobras cirúrgicas 55. Exodontia 56. Dentes impactados 57. Tipos de retalho 58. Complicações em exodontia 59. Reparação de feridas 60. Instrumentais cirúrgicos 61. Movimentos dos extratores e fórceps 62. Manobras fundamentais 52. USO DOS FÓRCEPS NÚMERO DOS FÓRCEPS • MAXILARES (SUPERIORES) • 1 – INCISIVOS E CANINOS • 150 – PRÉ-MOLARES, INCISIVOS E CANINOS • 18R – MOLARES DIREITO • 18L – MOLARES ESQUERDO • 65 – RESTOS RADICULARES Þ MANDIBULARES (INFERIORES) • 151 – INCISIVOS, CANINOS E PRÉ- MOLARES • 17 – MOLARES • 16 – MOLARES COM COROA DESTRUÍDA • 69 – RESTOS RADICULARES (INFERIOR OU SUPERIOR) 53. MANOBRAS CIRÚRGICAS MANOBRA DE VALVALSA: verificar comunicação bucossinusal obliterando as narinas do paciente e solicitando que ele expire. MANOBRA DE CHOMPRET: após exodontia, as corticais vestibular e lingual (tábuas ósseas) expandidas devem ser comprimidos de volta para posição inicial (compressão bidigital). MANOBRA DE HEIMLICH Remoção de corpos estranhos das vias aéreas. Indicada para acesso na região da ATM. 54. EXODONTIA INDICAÇÕES • Terapia pré-radiação • Pericoronarite (se for severa, deve ser tratada primeiro para depois fazer a exodontia, pode causar trismo e dor na oclusão) • Infecção aguda, outros CONTRAINDICAÇÕES • Dente envolvido por lesão patológica MALÍGNA, outros • SEQUÊNCIA: Maxilares (posteriores, anteriores, 1ºmolar e canino); Mandibulares (posteriores, anteriores, 1ºmolar, canino) 1ª PRIMEIRA - Fórceps, via alveolar 2ª SEGUNDA - Elevadores, via alveolar 3ª TERCEIRA - Exodontia a retalho, via não- alveolar. TÉCNICA ABERTA • Incisão com retalho. • Não deve ser feita apenas em casos extremos; • COM RELAXANTE: um dente anterior e um dente posterior; • SEM RELAXANTE: dois dentes anteriores e um dente posterior; TÉCNICA FECHADA • Incisão sem retalho. • Centro de rotação do dente (fulcro) ao fazer a pressão apical com o fórceps é da cervical para apical. ABSORVÍVEL • CATGUT: decomposição enzimática, fios monofilamentados, origem animal; • AC. POLIGÓLICO E POLIGALACTINA: decomposição por hidrólise lenta, menos rígido, VICRYL, origem sintética. NÃO-ABSORVÍVEIS • SEDA: multifilamentado, MAIS REAGENTE, origem orgânica. • NYLON: mono e multifilamentado, MENOS REAGENTE. • POLIÉSTER: multifilamentado. • POLIPROPILENO: monofilamentado. IMPORTANTES CUIDADOS NA REALIZAÇÃO DA SUTURA 1) A agulha deverá ser apreendida pelo porta- agulha na metade (3/4 da distância da ponta); 2) A agulha deverá penetrar perpendicularmente ao tecido a ser suturado; 3) Introduzir a agulha com movimentos que acompanhem a sua curvatura, realizando movimento de rotação do pulso do cirurgião; 4) A agulha deverá ser passada nos tecidos com auxílio de pinça de dissecção; TIPOS DE SUTURAS MAIS COMUNS PONTO SIMPLES PONTO CONTÍNUO SIMPLES • Essa sutura é a mais fácil e simples, pois após a realização do ponto cirúrgico inicial, a sutura vai ligando um ponto ao outro até o seu término. PONTO CONTÍNUO FESTONADO PONTO EM X 55. DENTES IMPACTADOS INDICAÇÕES • PREVENÇÃO (doença periodontal, pericoronarite, cárie, reabsorção radicular, cistos e tumores). Em casos de pericoronarite causada por trauma, quando a infecção é branda realizar a limpeza do local associada a antibioticoterapia. • Ortodontia. • Cirurgia ortognática • Dor de origem desconhecida. • Quando está sobre próteses dentárias. CONTRAINDICAÇÕES • Acima de 40 a 60 anos • Comprometimento sistêmico • Dano a estruturas adjacentes/vitais. • PELL & GREGORY: relação com a margem anterior do ramo mandibular. • WINTER: relação com a angulação e o grau de impacção dos dentes. FATORES QUE TORNAM A IMPACÇÃO CIRÚRGICA MAIS FÁCIL (PACIENTES MAIS JOVENS) • Posição mesioangular • Classe I de P&G • Classe A de P&G • Raízes 1/3 ou 2/3 formados (momento ideal) • Raízes cônicas fusionadas• Lig. Periodontal amplo • Folículo grande • Osso elástico (menos denso) • Separado do segundo molar e do nervo alveolar inferior • Impactação de tecido mole 56. TIPOS DE RETALHO ENVELOPE • É o tipo mais comum; • Pode ser utilizado em todas a áreas da cavidade oral (vestibular, Lingual e Palatina); • É feita no sulco gengival até a crista óssea e através do periósteo rebate-se o retalho mucoperiosteal; Observação: Em pacientes desdentados a incisão é realizada ao longo da crista do rebordo. RETALHO EM L (NEWMAN) • Observar sempre a direção e o posicionamento da relaxante; • Dificuldade para incisar e suturar; • Pouca elasticidade e possibilidade de recessão; TRAPEZOIDAL (OCHSENBEIN E LUEBKE) SEMILUNAR (PARTSCH) • Pouco utilizada; • Difícil suturar e incisar; • Acesso limitado (o dente não se encontra totalmente visível); EM Y Þ Preconizada para área palatina. NEWMAN MODIFICADA 57. COMPLICAÇÕES EM EXODONTIA • LACERAÇÃO: retalho inadequado, é a mais comum. • FERIDAS PERFURANTES: algum instrumento escorrega. • ESGARÇAMENTO OU ABRASÃO: por haste da broca. FRATURA DA RAIZ DO MOLAR SUPERIOR • Excesso de pressão apical. • Deslocamento para o seio maxilar. FRATURA DA RAIZ DO MOLAR INFERIOR • Pode ser causada pela pressão apical, mesmo que pequena. • Deslocamento para o espaço submandibular. DENTE PERDIDO NA FARINGE • Paciente deve ser colocado com a boca em direção ao chão • NENHUMA TOSSE: deglutição. Passa normalmente pelo trato gastrointestinal. • TOSSE VIOLENTA: aspiração. Sala de emergência. Pode usar oxigênio suplementar. DO PROCESSO ALVEOLAR • LÂMINAS MAIS PROVÁVEIS DE FRATURA ÓSSEA: cortical vestibular sobre o canino superior e cortical vestibular sobre os molares superiores, assoalho do seio maxilar, tuberosidade maxilar, osso vestibular dos incisivos superiores. DA TUBEROSIDADE MAXILAR • CAUSA: extração de um 3ºmolar • Se a tuberosidade estiver muito móvel e não puder ser dissecada do dente deve-se interromper a cirurgia e adiar por 6 a 8 semanas, dando tempo para cicatrização óssea. • Ou seccionar a coroa do dente das raízes e esperar a tuberosidade com as raízes cicatrizarem. Depois de 6 a 8 semanas remover as raízes normalmente. • Nervo trigêmeo: mais provável de ser atingida. • Nervo traumatizado: alteração sensorial transitória. • Nervo seccionado: alteração sensorial permanente. • NÃO é recomendado fazer incisão relaxante na papila entre canino e o segundo pré-molar para evitar lesão do nervo mentual. • CONSEQUÊNCIAS: sinusite crônica e fístula oroantral crônica. • CONTRAINDICAÇÃO: quando a fístula bucossinusal estiver associada a uma sinusite maxilar não tratada. Deve- se primeiro tratar a sinusite para depois realizar o fechamento da cavidade. 58. REPARAÇÃO DE FERIDAS ETAPAS DA CICATRIZAÇÃO • INFLAMATÓRIA: vascular e celular. • FIBROBLÁSTICA OU PROLIFERATIVA: quant. excessiva de colágeno. • REMODELAÇÃO OU MATURAÇÃO: melhor resistência a tensão e contração da ferida. TIPOS DE CICATRIZAÇÃO • 1ª INTENÇÃO: mais rápida, menor risco de infecção, menor formação de cicatriz, seus eventos ocorrem em menor quantidade. • 2ª INTENÇÃO: mais lenta, bordo mais irregular, presença de cicatriz. CICATRIZAÇÃO DE ESTRUTURAS NERVOSAS • NEUROPRAXIA: menos grave, sem nenhum rompimento. • AXONOTIMESE: manutenção da bainha epneural, mas com perda do axônio. • NEUROTIMESE: mais grave, perda completa da continuidade do nervo. ESPAÇO MORTO • É preenchido por sangue que é responsável pela formação de hematoma com potencial de infecção. Pode ser eliminado das maneiras: Þ Curativos compreensivos Þ Sutura por planos Þ Inserção de tampão ou uso de drenos TEMPO NORMAL PARA COAGULAÇÃO DO SANGUE • 5 a 10 minutos 59. INSTRUMENTAIS CIRURGICOS CARPULE CABO DE BISTURI LÂMINA DE BISTURI DESCOLADOR DE MOLT FORCEPS 150 – Pré-molares superiores 151 – Pré-molares inferiores 16-(Chifre de touro) Molares Inferiores 18L – Molar Superior Esquerdo 18R – Molar Superior Direito 1- Canino Superior e Inferior 17-Molares Inferiores ALVEOLOTOMO LIMA PARA OSSO PINÇA BACKHAUS PORTA AGULHA DE MAYO PINÇA DE DISSECÇÃO CURETA DE LUCAS EXTRATORES SELDIN AFASTADOR DE MINNESOTA AFASTADOR DE LÍNGUA CINZEL E MARTELO CIRURGICO PINÇA MOSQUITO RETA E CURVA TESOURA METZEMBAUM PINÇA COLLIN SINDESMOTOMO PINÇA DE TECIDO DE ADSON PINÇA DE TECIDO DE ALLIS CUBA 60. MOVIMENTOS DOS EXTRATORES E FÓRCEPS DENTÁRIOS M. DE ALAVANCA: mecanismo para transmitir uma força modesta, para um pequeno movimento contra grande resistência. M. DE CUNHA: é forçar o dente para fora do alvéolo. Permite que a parte ativa adentre o espaço periodontal, facilitando na desinserção das fibras e na expansão óssea. M. DE RODA E EIXO: a cabo funciona como eixo e a ponta da alavanca triangular atua como uma roda e eleva a raiz para fora do alvéolo PRESSÃO APICAL: inserção das pontas ativas para dentro do espaço do ligamento periodontal. FORÇA VESTIBULAR: causam expansão da cortical vestibular e pressão lingual no ápice do dente. FORÇA PALATINA/LINGUAL: causam expansão da cortical lingual e pressão vestibular no ápice do dente. PRESSÃO ROTACIONAL: causa certa expansão interna. Evitar técnica em dentes multirradiculares ou com dilaceração nos ápices. TRAÇÃO: remover o dente do alvéolo quando já houver devida expansão óssea. 61. MANOBRAS FUNDAMENTAIS Þ Trata-se de um conjunto de manobras realizadas para a abordagem do objetivo cirúrgico. Dividida em INCISÃO e DIVULSÃO. • INCISÃO: é uma manobra que consiste no corte cirúrgico do tecido para obter melhor acesso ao objetivo e possui alguns princípios que precisam ser seguidos: 1) Corte na incisão: entra em 90° percorre em 45° e termina em 90°. 2) Corte firme e contínuo. 3) Apoio em tecido ósseo sadio. 4) Versatilidade na amplitude, proporcionando maior visibilidade ao campo operatório e menor trauma tecidual. 5) Irrigação sanguínea 6) Base do retalho (X) deve ser sempre maior que o ápice (Y). • DIVULSÃO: trata-se de uma manobra cirúrgica na qual há uma separação dos tecidos sem cortes. . • Trata-se de um conjunto de manobras que tem por finalidade prevenir ou deter sangramentos. Þ TEMPORARIA: Realizada durante o procedimento e pós- operatório como digital (compressão com gaze) ou pinçagem (pinça hemostática); Þ DEFINITIVA: Quase sempre cruenta e interrompe definitivamente a circulação do vaso como ligadura (amarração dos vasos com fios cirúrgico) ou cauterização (conter a hemorragia, através do calor, eletricidade ou substância química). • Trata-se da remoção do objeto cirúrgico. CURETAGEM: É a manobra cirúrgica, que tem como objetivo remover corpos estranhos presente no campo operatório. OSTEOTOMIA: Desgaste ósseo e reposicionado; OSTECTOMIA: Remoção de fragmentos ósseos; • Trata-se de um conjunto de manobras que visam a aproximação dos tecidos que foram separados durante o ato cirúrgico na incisão ou divulsão. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________________________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 63. Introdução histórica 64. Constituintes do Raio-X 65. Processamento radiográfico 66. Técnicas radiográficas 67. Funções de cada radiografia odontológica 68. Interpretação radiográfica 63. INTRODUÇÃO CONTRIBUIÇÕES DE LEONARD • Possibilitou o estudo do comportamento dos Raios Catódicos fora do tubo. • Impressionam filmes fotográficos; • Ionizam o ar; • Podem ser desviados por campos magnéticos e elétricos; • Propagam-se por alguns centímetros no ar e vários metros no vácuo; • Provocam fluorescência em algumas substâncias. WILHELM CONRAD RÖNTGEN • Os Raios X atravessam corpos opacos à luz; • Provocam fluorescências em certos materiais; • A Radiopacidade dos corpos é proporcional à sua densidade, e para aqueles da mesma densidade, à espessura; • Impressionam filmes fotográficos; • São invisíveis • Não são refratados nem reflexíveis e não podem ser focalizados por lentes; • Não são defletidos por campos magnéticos; • Originam-se no ponto de impacto dos raios catódicos no vidro do tubo de gás; • Os raios X propagam-se em linha reta; • Não sofrem polarização. TUBOS HITTORF-CROOKES Limitações: • O calor gerado no ponto de impacto levava à quebra do tubo; • Não havia padronização na produção de Raios X; • Com o uso o gás se esgotava; • O vidro apresentava um “rendimento” insatisfatório na produção de Raios X; • Exigia potentes (grandes) bobinas de indução alimentadas por correntes contínuas. TUBOS DE GÁS PARA RAIOS X Características: • Possibilitou a aplicação dos Raios X em diagnóstico; • Mantinha, precariamente, a quantidade de gás estável no tubo (câmaras reguladoras); • Apresentava um cátodo côncavo e ânodo metálico inclinado. Limitações • Padronização precária das exposições; • Não permitia ajuste da quantidade de Raios X; • Exigia potentes bobinas de indução alimentadas por correntes contínuas. TUBO COOLIDGE • Possuía vácuo perfeito; • Utilizava a indução termo-iônica de Edson; • Permitia ajuste da quantidade de Raios X; • Permitia a padronização das tomadas radiográficas; • Possuía ânodo com área focal inclinada em 45o; - Utilizava corrente contínua em transformadores potentes (grandes) – 50 a 90 Kv. • Solução de Coolidge foi a Corrente Alternada. 64. CONSTITUÍNTES DO RAIO X CARACTERÍSTICAS • Equipamento responsável pela produção dos raios X; • Não possui nenhum material radioativo; • Somente produzirá raios X se estiver conectado à rede elétrica; CONSTITUIÇÃO DOS APARELHOS DE RAIO X 1. Base 2. Corpo 3. Braço Articular 4. Cabeçote CONSTITUINTES DO CORPO • Autotransformador • Estabilizador de Voltagem - Lâmpada • Piloto • Dispositivo Sonoro • Seletor de tempo • Deflagrador ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA PRODUÇÃO DE RAIOS X • Gerador de Elétrons; • Acelerador de Elétrons (alvo ou reparo); • Vácuo NATUREZA E PRODUÇÃO DE RAIOS X COMUNS À LUZ VISÍVEL • Sempre em linha reta; • Mesma velocidade da luz no vácuo; • É divergente; • Não é desviada por campo elétrico nem magnético; • Pode sensibilizar chapas fotográficas; NATUREZA E PRODUÇÃO DE RAIOS X PARTICULARES • É invisível; • Pode penetrar corpos opacos; • Não sofrem reflexão nem refração; • Produz ionização e fluorescência. CONSTITUINTES DO CABEÇOTE • AMPOLA DE RAIOS X: Cátodo (polo negativo) e Ânodo (polo positivo). • TRANSFORMADOR DE ALTA TENSÃO: Tem a finalidade de promover o campo elétrico para aceleração dos elétrons. Fonte ACELERADORA DE ELÉTRONS. Quanto maior a quilovoltagem do aparelho de Raio X, maior é a qualidade dos Raios X produzidos. • TRANSFORMADOR DE BAIXA TENSÃO: Fornece elétrons através do aquecimento do filamento de Tungstênio no cátodo. Fonte GERADORA DE ELÉTRONS. Quanto maior a miliamperagem do aparelho de Raio X, maior é a quantidade de Raios X produzidos. Ou seja, posso regular a quantidade de radiação dependendo do tamanho do paciente. • ÓLEO: Serve para resfriar o equipamento. É preso a vácuo e não pode vazar. • JANELA: Focaliza e direciona o feixe de raio X. • FILTRO DE ALUMÍNIO: Absorve os raios X de alto comprimento de onda e baixo poder de penetração. • DIAFRAGMA DE CHUMBO: Elimina os Raios X mais divergentes, evitando que a área de incidência no paciente ultrapasse o diâmetro de 7 cm. • COLIMADOR: Direciona o feixe de radiação aproveitando os feixes menos divergentes. • CILINDRO LOCALIZADOR: Inicialmente eram cones de plástico, hoje é proibido. Foi substituído por cilindros abertos. Facilitam a localização da área de incidência. OBS: o diafragma de chumbo e o colimador possuem em comum a função de direcionamento da radiação. EFEITO BENSON • Inclinação de 20 graus da área focal em relação ao plano vertical. Proporciona uma área efetiva quadrangular de uma projeção retangular. CORES DA RADIAÇÃO • PARTE ESCURA: Radiação é mais forte; • PARTE CLARA: Radiação é barrada. No caso do dente, por exemplo, por ser mineralizado, a radiação não consegue atravessar completamente. • FACE LISA: É o local que deve receber a radiação. Quando o filme é sensibilizado pela radiação, sua cor muda. CONSTITUIÇÃO DO FILME FOTOGRÁFICO • EMBALAGEM: Filme • PAPEL PROTETOR: É preto com a finalidade de não passar luz, ou seja, protege contra a luz e não permite umidade. • CHUMBO: Protege o paciente. Evita a radiação secundária no próprio filme, fazendo com que a imagem fique mais nítida. Ordem: Embalagem, Papel protetor, Filme, Papel protetor, Chumbo, Embalagem. EMULSÃO • É uma gelatina onde encontra-se os CRISTAIS DE PRATA (iodeto de prata e brometo de prata), pois esses cristais conseguem formar uma boa imagem. • Os cristais de prata são marcados pela radiação. QUANTO AOS GRUPOS • OS MELHORES GRUPOS: D e E. Melhora a quantidade de cristais de prata; Radiação alcança com mais facilidade. • GRUPO C: mais nítido. • SENSORES DOS MELHORES GRUPOS: Rapidez do grupo F e nitidez do grupo C. • GRUPO F: Muito rápido, porém baixa nitidez. Não chegou a ser lançado devido aos filmes digitais. QUANTO A UTILIZAÇÃO • FILMES INTRABUCAIS: Periapicais, Interproximais, Oclusais. • FILMES EXTRABUCAIS: Chassis ou Cassetes, Placas Intensificadoras. • FILMES DOSIMÉTRICOS: Servem para a proteção do operador. São capazes de medir a quantidade de radiação emitida; • FILMES PARA DUPLICAÇÃO. CONTRASTE RADIOGRÁFICO • É a graduação de diferenças de densidade nas várias áreas de um filme. São os matizes de preto, branco e cinza. Espessura; Densidade; Número Atômico. 65. PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO PROCESSAMENTO: Transformação da imagem latente (imagem que existe, mas não conseguimos vê̂-lá) em imagem visível permanente (tons de cinza da imagem; ativação dos cristais de prata). TEMPO: O tempo determinado pelo professor será́ o tempo que usaremos na faculdade com uma temperatura ideal de 20 graus com tempo e disposição menor possível de radiação. Explicação: A radiação atravessou os tecidos do paciente chegou no filme, o filme tem a emulsão com os cristais de prata e essa radiação vai atingir mais ou menos uma certa quantidade de prata no filme. Se for tecido mole, que tem baixa densidade, a radiação atinge muita prata. Se for tecido mineralizado, a radiação será́ barrada chegando pouca radiação nos cristais de prata (a prata será́ ativada). REVELAÇÃO REVELADOR: Nosso primeiro químico. Composto por Elon e hidroquinona(agentes reveladores); Carbonato de sódio (ativadores); Brometo de potássio (retardador); Sulfito de Sódio (conservante). Temos o comum e o concentrado. Se eu tenho um químico muito aquecido, esse químico age mais rápido, portanto, o tempo deve ser menor. Se o químico for mais frio, ele demora mais para ativar e eu devo deixar a radiografia mais tempo no revelador. FUNÇÃO: Converter os cristais halogenados de prata expostos em grãos de prata metálica negra. TEMPO: Se a gente deixa menos tempo no revelador, não vai dar tempo de tingir toda prata ativada. A radiografia ficará clara. Se ficar mais tempo do que deveria no revelador, a radiografia ficará muito pigmentado, porque atingirá toda prata. O tempo necessário é de 25 segundo. Se tiver frio cai para 22 segundos. Depende do clima/temperatura no laboratório. DEGRADAÇÃO DO REVELADOR: Quando faço várias radiografias, o químico fica saturado, perde a capacidade de fazer novas revelações. Quando fica em ambiente aberto, ele evapora. Tem cor amarela, e quando fica degradado fica amarelo escuro ou marrom. Explicação: Fiz a radiografia do paciente. Teve lugares que a radiação chegou com bastante intensidade. Essa radiação ativou os cristais de prata. Esse cristal de prata que foi ativado pela radiação, o revelador vai tingir de preto. O cristal de prata que não chegou radiação, o revelador não consegue tingir. Ou seja, o revelador vai pegar a prata ativada e vai transformá-la em prata metálica negra. O que sensibiliza o filme? Radiação e luz. Por isso a caixinha e sua tampa devem ser da cor preta. Pois a luz deve ser totalmente vedada. LAVAGEM INTERMEDIÁRIA FUNÇÃO = Uso de água. Serve para remover o resíduo do revelador, pois não devo deixar contaminar posteriormente o fixador. Diluir o revelador reduzindo a velocidade do processo de revelação. TEMPO = 10 a 15 segundos. FIXAÇÃO FIXADOR = Nosso segundo químico. Composto por Hipossulfito de sódio (solvente de sais de prata); Ácido acético (acidificante); Alúmen de potássio (endurecedor da gelatina); Sulfito de sódio (conservante). FUNÇÃO = Sua cor é transparente. Parecido com a água. Sua função é dissolver e remover da emulsão os cristais halogenados de prata não-revelados. TEMPO = Se eu deixo pouco tempo no fixador, não vai dar tempo do fixador retirar essa prata não-revelada e a imagem fica sem contraste e borrada. Se eu deixar mais, o fixador começa a retirar toda prata e a imagem vai sumindo até desaparecer. O melhor tempo é de 2. DEGRADAÇÃO: Cor leitosa, esbranquiçada. Oxidação, contaminação de resíduos. Explicação: Na radiografia observamos lugares que chegou radiação e lugares que não chegou a radiação. Aonde chegou radiação, o revelador vai tingir de preto os cristais ativados e não vai tingir de preto o cristal não ativado. O fixador, vai retirar do filme os cristais que não foram tingidos de preto, ou seja, que não foram revelados. É o fixador que promove o tom claro da imagem, porque ele vai arrancar do filme a prata não usada. Também tem como função endurecer a prata revelada fazendo com que o filme ganhe resistência. Dá os tons de preto e claro na imagem, ou seja, dá o contraste da imagem. Sem o fixador, a imagem ficaria escura e borrada. O fixador tira a prata e tira a radiografia manchada. LAVAGEM FINAL OBSERVAÇÃO: Se eu não lavar direito, a imagem fica manchada. FUNÇÃO: Remover os íons de prata não ativadas na superfície do filme, pois se eu não fizer a lavagem final, essa prata que está na superfície do filme ficará amarelada com o tempo. TEMPO = Mais ou menos 5 minutos. SECAGEM OBSERVAÇÃO:Realizada preferencialmente em secadoras, até que o filme esteja isento de gotículas de água. • IMAGEM MUITO CLARA (revelação insuficiente, temperatura do revelador muito baixa, revelador muito antigo ou mal misturado, muito tempo no fixador). • IMAGEM MUITO ESCURA (revelação excessiva, temperatura do revelador muito alta, muita radiação, falha na diluição do revelador). 66. PRINCIPAIS TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS • COMO: Paciente segura o filme. Ela foi a primeira técnica inventada. • FILME PERIAPICAL: 3x4 adulto; 2x3 infantil. • OBJETO: Alvéolo do dente, filme, angulação do equipamento de Raio X. Explicação: Para que tenhamos um imagem no filme mais próximo possível do tamanho real do dente essa angulação deve ser perpendicular a bissetriz formada entre o dente e o filme. Se a angulação não estiver correta a imagem fica distorcida, alongada. 1. Posicionamento correto da cabeça do paciente no plano sagital mediano, perpendicular ao solo; 2. Angulação da cabeça do paciente para maxila (osso maxilar paralelo ao solo; Paciente segura com o polegar). 3. Angulação da cabeça do paciente para mandíbula (base da mandíbula paralelo ao solo; levanta-se a mandíbula; Paciente segura com o dedo indicador com a palma da mão para fora). AS RADIOGRAFIAS SÃO BASEADAS NA LOCALIZAÇÃO DOS DENTES E VAI ENGLOBAR GRUPOS DE DENTES • GRUPOS DE DENTES SUPERIORES (MAXILA): Os dois incisivos centrais (filme na vertical), incisivo lateral e canino (filme na vertical), pré-molares (filme horizontal), molares (filme na horizontal). • GRUPOS DE DENTES INFERIORES (MANDÍBULA): Os quatro incisivos filme vertical), somente canino (filme vertical), pré-molares (filme horizontal), molares (filme horizontal). OBS: Na hora de colocar o filme, temos uma parte ativa (sempre parte lisa, voltada para radiação) e o picote (bolinha; sempre voltado para incisal e oclusão dos dentes; nos inferiores o picote fica para cima e nos superiores o picote fica para baixo). PONTOS DE REFERÊNCIA DAS RADIOGRAFIAS > Incisivos = Ponta do nariz; > Caninos = Asa do nariz; > Pré-molares = Pupila; > Molares = Canto do olho. Para cada dente terei uma angulação pré- determinada (45 a 55 graus) e o ponto de referência (direção da radiação). • COMO: Uso dos posicionadores. • FILME PERIAPICAL: 3x4 adulto; 2x3 infantil. • POSICIONADORES: Já dá a angulação automática, correta e pré- determinada, ao invés de segurarmos o filme. 67. FUNÇÕES DE CADA RADIOGRAFIA ODONTOLÓGICA • Mostrar detalhes de um dente específico, desde a coroa até a raiz. • Identificar cáries, abscessos dentários e outras lesões periapicais. • Avaliar a saúde do osso que rodeia a raiz do dente. • Planejar tratamentos endodônticos (canal radicular) ou extrações dentárias. • Visualizar a região entre os dentes adjacentes (área interproximal). • Detectar cáries em estágios iniciais entre os dentes. • Avaliar o ajuste das restaurações dentárias e coroas. • Obter uma visão completa de todos os dentes, maxilares, ossos da face e estruturas circundantes. • Identificar problemas na mandíbula, maxila, articulação temporomandibular (ATM) e seios da face. • Avaliar o desenvolvimento dos dentes permanentes e a erupção dos dentes do siso (terceiros molares). • Planejar tratamentos ortodônticos, cirúrgicos ou restaurativos abrangentes. • Fornece uma visão panorâmica e detalhada da arcada dentária. • Identifica a posição e o número de dentes impactados ou supranumerários. • Auxilia no diagnóstico de fraturas ósseas e cistos maxilares. • É útil para avaliar o desenvolvimento dos dentes em pacientes jovens. • Permite o planejamento de próteses e implantes dentários. • Utilizada na ortodontia para medir as relações esqueléticas e dentárias. • Auxiliar no diagnóstico e planejamento de tratamentos ortodônticos. • Avaliar o crescimento facial e a posição dos maxilares. • Proporcionar imagens tridimensionais detalhadas das estruturas orais e faciais. • Planejar tratamentos de implantes dentários com alta precisão. • Avaliar a posição de dentes inclusose cistos. • Auxiliar em cirurgias complexas e tratamentos de deformidades faciais. 68. INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA • ANÁLISE DA DENSIDADE DAS ESTRUTURAS: As radiografias odontológicas mostram diferentes densidades de estruturas, como dentes, ossos e tecidos moles. A interpretação começa observando a distinção entre essas densidades para identificar cáries, fraturas ósseas, anomalias e outras patologias. • AVALIAÇÃO DA ANATOMIA DENTÁRIA: É essencial reconhecer a anatomia normal dos dentes, incluindo coroas, raízes e câmaras pulpares. A presença de cáries, reabsorções, dentes impactados ou ausentes devem ser verificados. • VERIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS DE SUPORTE: O osso alveolar, que suporta os dentes, é fundamental na interpretação das radiografias. A perda óssea pode indicar doença periodontal ou outras complicações. • IDENTIFICAÇÃO DE PATOLOGIAS ÓSSEAS E TECIDUAIS: As radiografias odontológicas podem revelar cistos, tumores, granulomas e outras lesões que afetam o osso ou os tecidos moles. • ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO: Em pacientes jovens, as radiografias são úteis para monitorar o desenvolvimento dos dentes permanentes e avaliar a erupção dos dentes do siso. • SUPERPOSIÇÃO DE ESTRUTURAS: A sobreposição de dentes ou estruturas ósseas pode obscurecer lesões ou dentes impactados. • ARTEFATOS: Artefatos podem ser causados por técnicas inadequadas de radiografia ou posicionamento do paciente, levando a imagens distorcidas ou pouco claras. • FALTA DE CONHECIMENTO ANATÔMICO: A falta de compreensão da anatomia dentária e maxilofacial pode levar a interpretações equivocadas. • FALTA DE COMPARAÇÃO: A ausência de radiografias anteriores ou imagens de referência pode dificultar a identificação de mudanças ao longo do tempo. • LIMITAÇÕES DA TÉCNICA: Cada tipo de radiografia tem suas próprias limitações, e é essencial estar ciente delas ao interpretar as imagens. • COROAS E RAÍZES DOS DENTES: As coroas são a parte visível dos dentes, enquanto as raízes estão inseridas no osso alveolar. • OSSO ALVEOLAR: O osso que circunda e suporta as raízes dos dentes. • CANAL RADICULAR: O espaço dentro da raiz que contém o nervo e os vasos sanguíneos. • CÂMARA PULPAR: A parte central do dente, onde estão localizados os tecidos moles, como polpa e nervos. • ATM: A articulação que permite o movimento da mandíbula. • SEIOS DA FACE: Cavidades aéreas nos ossos maxilares. • USO DE EQUIPAMENTO ADEQUADO: A qualidade das radiografias depende do equipamento utilizado. Certifique-se de usar equipamentos de alta qualidade e calibrados corretamente. • PROTEÇÃO RADIOLÓGICA: Sempre utilize aventais e protetores de tireoide para pacientes e profissionais envolvidos no procedimento. • REGISTRO DAS INFORMAÇÕES: Mantenha um registro completo das radiografias, incluindo a técnica utilizada, posição do paciente, data e informações clínicas relevantes. • COLABORAÇÃO INTERDISCIPLINAR: A interpretação das radiografias pode exigir a colaboração entre dentistas, radiologistas e outros especialistas. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 69. Anatomia interna 70. Testes pulpares 71. Radiologia endodôntica 72. Alterações pulpares e perirradiculares 73. Injúrias por luxação 74. Tratamento endodôntico 69. ANATOMIA INTERNA FUNÇÕES DA POLPA • FORMAÇÃO DE DENTINA pelos odontoblastos; • NUTRIÇÃO da dentina através do fluido intratubular; • DEFESA do tecido através da formação de dentina reacionária e reparadora; • TRANSMISSÃO DE SINAIS a partir de estímulos na dentina por meio da inervação. NOME DAS ESTRUTURAS DO COMPLEXO DENTINO-PULPAR • DENTINA; • PRÉ-DENTINA; • CAMADA ODONTOBLÁSTICA: É a camada mais externa. Está completamente presente somente em polpas que não estão sofrendo nenhum tipo de injúria. Nessa camada podem ser encontrados capilares sanguíneos, fibras nervosas e células dendríticas. Irregular. • ZONA POBRE EM CÉLULAS: É possível notar que vasos sanguíneos, fibras amielínicas e processos citoplasmáticos de fibroblastos a atravessam. • ZONA RICA EM CÉLULAS: Quantidade significante de fibroblastos, macrófagos e linfócitos. • POLPA PROPRIAMENTE DITA: Coração do tecido. Contém a maioria dos vasos sanguíneos e fibras nervosas. Contêm células de fibroblastos, macrófagos, linfócitos e células mesenquimais. CÉLULAS DE TECIDO PULPAR • ODONTOBLASTOS: Células altamente diferenciadas. Função principal relacionada à produção de dentina. São células sintetizadoras e secretoras, produzem basicamente glicoproteínas, colágeno e substância fundamental. • FIBROBLASTOS: São células do tipo constitutivo. Estão envolvidos na produção de colágeno e substância fundamental, bem como na eliminação do excesso de colágeno pulpar. São mais abundantes na zona rica em células. Pode ter relação com o processo de reparo pulpar. • CÉLULAS DE DEFESA: Macrófagos e linfócitos. Em situações de inflamação podem ser encontrados neutrófilos, plasmócitos e mastócitos. NOME DAS RAIZES E DOS CANAIS DOS SEGUINTES DENTES (MAIS COBRADOS EM PROVA): • 1º PRÉ-MOLAR SUPERIOR: Normalmente 2 raízes e 2 canais (vestibular e palatina). • 1º MOLAR SUPERIOR: Normalmente 3 raízes e até 4 canais (mesiovestibular com 2 canais, distovestibular com 1 canal e palatino com 1 canal). • 1º MOLAR INFERIOR: Normalmente 2 raízes e até 3 canais (mesial com 2 canais, sendo um mesiovestibular e um mesiolingual e distal com 1 canal). • INTERCONDUTO: passa pelo principal e colateral; • RECORRENTE: sai do principal e volta para o principal; • LATERAL ou ADVENTÍCIO: lateral ao canal principal na parte cervical; • SECUNDÁRIO: lateral ao canal principal na parte apical, dele partem os canais acessórios; • CAVO INTER-RADICULAR: é um tipo de canal acessório próximo ao assoalho, mais comum em dentes inferiores. • Vem da divisão mandibular e maxilar do nervo trigeminal. • Os sinais recebidos pelos dentes são captados por fibras sensoriais nervosas mielinizadas e não mielinizadas, as quais transmitem estímulos para o cérebro e este decodifica como sensação de dor. • As fibras nervosas pulpares são persistentes à necrose, devido à resistência à autólise. FIBRA NERVOSA TIPO A (delta) FIBRA NERVOSATIPO C Mielinizada, maior velocidade. NÃO Mielinizada, menor velocidade de condução; Dor, temperatura, toque. Dor. 70. TESTES PULPARES TESTE ELÉTRICO TESTE TÉRMICO (FRIO OU CALOR) Visa estimulação das fibras tipo A, sendo que as fibras do tipo C não respondem adequadamente; Visa estimulação das fibras tipo A, com pouca participação das fibras tipo C; Ponto de excitabilidade em dentes anteriores é a borda incisal. Quando as fibras tipo C são ativas, normalmente causam alguma injúria no tecido pulpar; • FRIO: passa rápido (normal), demora a passar (inflamação), causa alívio (inflamação). Mais bem associado ao teste elétrico. • QUENTE: dor tardia (normal), dor imediata (inflamação). Pode alterar a polpa irreversivelmente, mais indicado para idosos. • A cavidade pulpar diminui de tamanho e altera sua forma com o avançar da idade; • Embora a dentina secundária seja formada durante toda vida, parece haver redução na velocidade de formação em pacientes idosos. Canal do idoso é mais atrésico que de um jovem; • Como consequência do estreitamento da câmara pulpar e do forame apical, há um comprometimento do suprimento vascular, linfático e nervoso; • A densidade e composição das células variaram com o envelhecimento, o que pode provavelmente conferir mudanças no potencial de defesa imunológica da polpa contra infecções. • Túbulos dentinários; • Cavidade aberta em decorrência de uma cárie ou trauma); • Membrana periodontal; • Corrente sanguínea; • Extensão (doença vizinha). 71. RADIOGRAFIA ENDODÔNTICA • Radiografia inicial (ortorradial); • Odontometria (comprimento de trabalho); • Prova do cone principal; • Prova da obturação; • Radiografia final (ortorradial). • MESIORRADIAL: Raiz palatina encontra-se a minha esquerda e a raiz vestibular encontra-se a minha direita. • ORTORRADIAL: Raiz palatina e vestibular se sobrepõem. • DISTORRADIAL: Raiz vestibular encontra-se a minha esquerda e a raiz palatina encontra-se a minha direita. 1. DETECÇÃO DE CÁRIES E LESÕES PERIAPICAIS: A radiografia endodôntica permite identificar cáries e outras lesões periapicais, como abscessos, que podem não ser visíveis a olho nu ou em radiografias mais amplas. 2. AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE CANAIS RADICULARES: É possível analisar o tamanho, a forma e a presença de curvaturas no sistema de canais radiculares, o que é essencial para o planejamento de tratamentos de canal. 3. IDENTIFICAÇÃO DE FRATURAS E REABSORÇÕES: A radiografia endodôntica pode revelar fraturas dentárias ou reabsorções radiculares, ajudando a determinar a extensão do dano e a abordagem adequada para o tratamento. 4. VERIFICAÇÃO DO PREENCHIMENTO DOS CANAIS RADICULARES: Em tratamentos endodônticos anteriores, a radiografia endodôntica é usada para avaliar a qualidade e a eficácia do preenchimento dos canais com material obturador. 5. ACOMPANHAMENTO PÓS- TRATAMENTO ENDODÔNTICO: Após a realização do tratamento de canal, as radiografias endodônticas são utilizadas para verificar a cura da lesão periapical e a integridade do selamento. 72. ALTERAÇÕES PULPARES E PERIRRADICULARES PULPITE REVERSÍVEL: Principais mediadores químicos no aumento da permeabilidade vascular (neuropeptídeos e bradicinina). PULPITE IRREVERSÍVEL • INICIAL: dor ao frio demora a passar • AVANÇADA: não resolve com analgésicos, alívio ao frio NECROSE PULPAR • LIQUEFAÇÃO: infecção bacteriana. • COAGULAÇÃO: trauma. • GANGRENOSA: necrose por liquefação e coagulação (ambas). PERIODONTITE APICAL AGUDA • INFECCIOSA: dor intensa, espontânea e localizada, sensação de dente crescido, dor a percussão vertical exacerbada. • TRAUMÁTICA: trauma por contato prematuro (alívio oclusal), polpa viva. ABSCESSO PERIRRADICULAR AGUDO: Dor espontânea, pulsátil e intensa, teste de percussão e palpação positivos, febre e mal- estar, exsudato purulento, sem tumefação e sem fístula. PERIODONTITE APICAL CRÔNICA: Sem dor e não responde a nenhum teste endodôntico. Pode evoluir para um granuloma. ABSCESSO PERRADICULAR CRÔNICO OU PERIODONTITE APICAL SUPURATIVA: Sem dor e não responde a nenhum teste endodôntico. Pode ter presença de fístula. GRANULOMA PERIRRADICULAR: É a alteração mais comum encontrada. Lesão circunscrita radiograficamente. Testes endodônticos negativos. Não possui um epitélio revestindo CISTO PERIRRADICULAR: Sempre se origina de um granuloma que se tornou epitelizado, epitélio oriundo dos restos epiteliais de Malassez. Testes endodônticos negativos OUTROS • PULPITE ULCERATIVA: lesão superficial ulcerativa no tecido pulpar exposto a cavidade. Dentes adultos. • PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA: proliferação de tecido granuloso na superfície pulpar exposta. Dentes jovens com rizogênese incompleta (pulpotomia). EXTERNA • SUBSTITUIÇÃO: observada em reimplantes, transplantes e luxações, avulsão e intrusão, extenso prejuízo do ligamento periodontal. Pode causar ANQUILOSE. Substituição da raiz por osso. • TRANSITÓRIA ou SUPERFÍCIE: uma reabsorção que é interrompida sem qualquer intervenção. Autolimitante e rapidamente reparada. Causada por traumas de baixa intensidade. • PRESSÃO: causada por tratamento ortodôntico, dentes impactados, erupções dentais, cistos, outros. É interrompida quando se remove a causa. INTERNA • INFLAMATÓRIA: fator etiológico é o trauma e a infecção, resultando em uma inflamação crônica da polpa. Assintomática. • SUBSTITUIÇÃO: contorno pulpar não é preservado, aumento irregular da cavidade pulpar, não ocorrendo a superposição da cavidade pulpar sobre a área de reabsorção. Trauma de baixa intensidade é o fator etiológico. 73. INJÚRIAS POR LUXAÇÃO SUBLUXAÇÃO: rompimento das fibras do ligamento periodontal, mobilidade aumentada, observado sangramento pelo sulco gengival, sem deslocamento, sensibilidade a percussão. CONCUSSÃO: força interna e súbita NÃO SUFICIENTE para fraturar um dente. A força se concentra em uma região muito pequena lesando-a focalmente. Sem deslocamento, sem mobilidade. LUXAÇÃO LATERAL: dente deslocado para qualquer direção, principalmente palatina. Dente travado na cortical óssea. LUXAÇÃO EXTRUSIVA: deslocado em direção coronária não totalmente. LUXAÇÃO INTRUSIVA: deslocado em direção apical não totalmente. MAIS DANOS. Pode causar anquilose. Alta incidência de necrose pulpar. 74. TRATAMENTO ENDODÔNTICO • ABERTURA CORONÁRIA; • EXPLORAÇÃO INICIAL DOS CANAIS (USAR A LIMA DE PEQUENO CALIBRE); • PREPARO DO TERÇO CERVICAL; • ODONTOMETRIA; • PREPARO DO CANAL RADICULAR. • INCISIVO CENTRAL SUPERIOR: Sua forma de contorno reflete a forma externa do dente (triangular com base para face incisal) e paredes proximais levemente expulsivas. Uso da broca esférica diamantada para acesso nº 10/12 e 10/13 e para forma de contorno broca cônica diamantada nº3195 ou nº 2200. Broca perpendicularmente à face palatina, iniciando o desgaste, inclina- se a broca obliquamente ao longo do eixo do dente, procede-se a abertura com remoção de todo teto. • INCISIVO LATERAL SUPERIOR: Sua forma de contorno reflete a forma externa do dente (triangular com base para face incisal) e paredes proximais levemente expulsivas. Broca perpendicularmente à face palatina, iniciando o desgaste, inclina-se a broca obliquamente ao longo do eixo do dente, procede-se a abertura com remoção de todo teto. • CANINO SUPERIOR: Sua forma de contorno reflete a forma externa do dente (ovalada) e paredes proximais levemente expulsivas. Broca perpendicularmente à face palatina, iniciando o desgaste, inclina-se a broca obliquamente ao longo do eixo do dente, procede-se a aberturacom remoção de todo teto. • 1º PRÉ-MOLAR SUPERIOR: Sua forma de contorno reflete a forma externa do dente (ovalada) e paredes proximais levemente expulsivas. Broca em sentido do longo eixo do dente até chegar na câmara pulpar, inclinando-a para face palatina, procede-se a abertura com remoção de todo teto. • 2º PRÉ-MOLAR SUPERIOR: Sua forma de contorno reflete a forma externa do dente (ovalada) e paredes proximais levemente expulsivas. Broca em sentido do longo eixo do dente até chegar na câmara pulpar, inclinando-a para face palatina, procede-se a abertura com remoção de todo teto. • 1º MOLAR SUPERIOR: Sua forma de contorno reflete a forma externa do dente (trapezoidal) e paredes proximais levemente expulsivas (mesial). Broca paralela ao longo do eixo do dente, inclinada para face palatina. • 2º MOLAR SUPERIOR: Sua forma de contorno reflete a forma externa do dente (trapezoidal) e paredes proximais levemente expulsivas. Broca paralela ao longo do eixo do dente, inclinada para face palatina. HIPOCLORITO DE SÓDIO (apenas em forma aquosa) • Composto halogenado. • HIPOCLORITO DE SÓDIO (base forte) + ÁCIDO HIPOCLOROSO (base fraca). • Hipoclorito + ácido graxo = sais e sabão. • Hipoclorito + aminoácido = sal e água. • Não tem estabilidade. • Solubiliza matéria orgânica (remove pouco smear layer). • Eficaz conta E. Faecallis. SOLUÇÕES DE HIPOCLORITO DE SÓDIO MILTON 1% Estabiliza o cloreto de sódio 10.000 ppm DAKIN 0,5%, usado quando não se faz isolamento absoluto Neutraliza ácido bórico 5.000 ppm DAUSKENE 0,5% Neutraliza o bicarbonato de sódio 5.000 ppm LABARRAQUE 2,5% x 25.000 ppm EDTA • Ácido etileno D. • Quelante de cálcio (remove íons cálcio) • Fixa íons metálicos • É um sal e ácido fraco. • Remoção inorgânica (smear layer) • Ação autolimitada • Muito usado em canais atrésicos • Atividade antimicrobiana • Usado mais como irrigação final ÁCIDO CÍTRICO • Orgânico sólido cristalino • Promove desmineralização • Remove smear layer • Não é muito bom para tecidos perirradiculares (ph baixo) CLOREXIDINA • CONCENTRAÇÃO ALTA: Bactericida • CONCENTRAÇÃO BAIXA: Bacteriostático • Tem maior substantividade • Não dissolve matéria orgânica. • Eficaz contra E. Faecallis • Não é tóxico HIDRÓXIDO DE CÁLCIO • Com pH alcalino 12,8. Alta solubilidade. Radiopaco. • Não tem ação eficaz contra E. Faecallis. • Age sobre o lipopolissacarídeo das bactérias gram-negativas. • Neoformação da dentina. FORMOCRESOL • Germicida potente com ação a distância e por contato. • Citogênico, mutagênico e carcinogênico, caindo em desuso. • Carvão de breu, também é chamado. PARAMONOCLOFENOL (PMC) • Atividade mais pronunciada contra E. Faecallis • Pode ser associado a cânfora diminuindo sua toxicidade • Libera cloro e tem efeito letal • Veículo oleoso OTOSPORIN • Grande penetração tecidual e rápida eliminação. • Associação de HIDROCORTICONA (corticosteroide) + ANTIBIÓTICOS (polimixina B e sulfato de neomicina). • Decadron colírio (DEXAMETASONA + ANTIBIÓTICO, sulfato de neomicina). GUTA PERCHA • Boa adaptação • É tolerável pelos tecidos periapicais • Fácil de remover • Não é solúvel aos fluidos orgânicos • Não macha • Não pode extravasar porque não reabsorve • Estabilidade dimensional • Radiopaco • Comportamento viscoelástico • Pouca adesividade • Podem se deslocar pela pressão (sobreobturação) • São dissolvidos em eucaliptol, xilol, clorofórmio e éster. CIMENTOS ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL • Reação ácido-base. • Antibacteriano, anestésico e anti- inflamatório, porém em altas concentrações é citotóxico. • Redução da atividade nervosa. RESINOSOS • AH 26: resina epóxia, pode conter prata. • AH PLUS: resina epóxi-aminas, bom comportamento histológico e capacidade seladora. • EPIPHANY: composto dual, com primer. • ENDOREZ: base metacrilato. • METASEAL: base metacrilato. IONÔMERO DE VIDRO • SEALAPEX: uma das primeiras bases de hidróxido de cálcio. • SEALER 26: resina epóxia + hidróxido de cálcio. • APERIXT PLUS: formação de quelato salicilato de cálcio. • ACROSEAL: libera formaldeído durante endurecimento. SILICONE • ROLKSEAL AUTOMIX • GUTTAFLOW MTA: pH alcalino de 12,5, após o endurecimento o material se expande tendo um bom selamento marginal e de perfurações. A diferença com o hidróxido de cálcio é que o MTA é pouco solúvel e a massa obtida não se dilui na presença de líquidos teciduais, sendo uma vantagem. Possui atividade indutora de calcificação e ação semelhante ao hidróxido de cálcio. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________. SUMÁRIO 75. Infecções bacterianas, fúngicas e virais 76. Lesões fundamentais 77. Biópsia e citologia esfoliativa 78. Doenças alérgicas e imunológicas 79. Nomenclaturas das patologias epiteliais 80. Doenças sistêmicas 81. Lesões cancerizáveis 82. Carcinomas espinocelulares 83. Tumores de tecidos moles 84. Principais cistos e tumores odontogênicos 75. INFECÇÕES MICROBIANAS SÍFILIS TRANSMISSÃO: sexo, mãe para o feto, transfusão sanguínea. CARACTERÍSTICAS DA LESÃO: úlcera de base clara e indolor ou raramente semelhante a um granuloma. • SÍFILIS PRIMÁRIA: cancro duro, lábios e língua. • SÍFILIS SECUNDÁRIA: linfadenopatia indolor, febre, placas mucosas (mucosa sensível e esbranquiçada). • SÍFILIS TERCIÁRIA: nível língua e palato, antibióticos. • SÍFILIS CONGÊNITA: tríade de Hutchinson. Maxila curta, hipoplasia dos incisivos e molares. Massas globulares 1ºmolar. TUBERCULOSE TRANSMISSÃO: gotículas respiratórias de um paciente com a doença ativa. CARACTERÍSTICAS DA LESÃO: úlcera indolor. • TUBERCULOSE PRIMÁRIA: gengiva ou região amigdaliana, úlceras indolores e com bordas hemorrágicas acompanhadas de adenopatia satélite. • TUBERCULOSE SECUNDÁRIA: forma pulmonar da doença. AIDS é um dos maiores fatores de risco. HANSEANÍASE (LEPRA) • LESÕES BUCAIS: infecção da polpa dentária ocasionando reabsorção interna e necrose pulpar. • SINAIS DERMATONEUROLÓGICOS: lesões na pele e nervos periféricos. • Formação de lepromas nos tecidos moles. • Antiga lepra. ACTINOMICOSE • Bactérias anaeróbicas gram-positivas. • Infecção agudaou crônica. • Grânulos sulfúricos (reação supurativa amarelada). • TRATAMENTO: debridamento cirúrgico e antibioticoterapia. • LOCAIS: cervicofacial (mais comum, exodontias prévias), abdominopélvica, pulmonar. OSTEOMIELITE DE GARRÉ • Reação periosteal de baixa virulência. • Crianças aos 12 anos a partir de um dente desvitalizado (1º molar inferior). • Várias camadas ósseas sobrepostas: CASCA DE CEBOLA. ENDOCARDITE BACTERIANA • A maioria ocorre pela bactéria ACTINOBACILLUS ACTINOMYCETEMCOMITANS (a.a.). • Envolve as valvas cardíacas. • Bacteremia de 15 minutos. • PROFILAXIA ANTIBIÓTICA: 2g de amoxicilina 1 horas antes. ESCARLATINA • Atinge mais crianças de 1 a 3 anos. Começa como uma amidalite com faringite. Incubação de 1 a 7 dias. • Erupções na mucosa e na pele. • LINHAS DE PLASTIA E SINAIS DE FILATOV (palidez perioral), LÍNGUA DE MORANGO BRANCO. PARACOCCIDIOIDOMICOSE • Afeta principalmente agricultores. Pode mimetizar a CEC. • Inalação dos poros para o PULMÃO. • Lesões muriformes (aspecto de AMORA), ulcerações com bordas elevadas (estomatite moriformes). • Biópsia: aparência de leme de marinheiro ou orelhas de Mickey Mouse. CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA CANDIDÍASE PSEUDOMEMBRANOSA: placas brancas, macias e descartáveis por raspagem, assintomática (leite coalhado). CANDIDÍASE ERITEMATOSA: mais comum na língua (sensação de ardor). Não apresenta manchas brancas e nenhum componente branco como aspecto relevante. GLOSSITE ROMBOIDAL MEDIANA: área eritematosa localizada posteriormente á linha média da superfície dorsal da língua. ESTOMATITE PROTÉTICA: áreas de eritemas acompanhado por pontos hemorrágicos (petéquias) que ocorrem sobre próteses totais, principalmente em região de palato. Pode estar associado também a reação alérgica. CANDIDOSE ATRÓFICA AGUDA: boca ferida por antibióticos. Mucosa edematosa, avermelhada e dolorida. QUEILITE ANGULAR • Inflamação, fissuração e maceração dos ângulos da boca. • Acúmulo de material salivar ou ação irritante de medicamentos ou dentifrícios. • Ocorre mais em idosos. HERPES • HERPES TIPO 1: saliva, lesões periorais (oral, facial e ocular). • GENGIVOESTOMATITE HERPÉTICA AGUDA: padrão mais comum de infecção primária sintomática. Ocorre muito em crianças de 6 meses a 5 anos. Lesões orais doloridas, febre, linfadenopatia cervical anterior. • VESÍCULAS PUNTIFORMES. Pode ocorrer no local da inoculação ou em áreas adjacentes, local mais comum são os lábios. • HERPES TIPO 2: excreções genitais (contato sexual). • VARICELA/ ZOSTER: vírus da catapora, pode surgir de volta na forma de zoster na fase adulta com sistema imunológico enfraquecido. Bolhas vermelhas na pele, mucosa oral e nervo facial. MONONUCLEOSE INFECCIOSA: doença do beijo, contato orofecal ou saliva. Sintomática. Uso do dique de borracha diminui a contaminação. Epstein-bar. CITOMEGALOVÍRUS: transfusão de sangue e transplante de órgãos. Febre baixa temporária. Células de OLHO DE CORUJA. 76. LESÕES FUNDAMENTAIS MANCHA OU MÁCULA: modificações da coloração normal sem elevação e depressão (vitiligo, tatuagens de amálgama, pigmentação gengival racial – manchas melânicas). Lesão primária, que altera tamanho, cor e forma. PLACA: leucoplasia (placa branca assintomática que não cede a raspagem, tabagismo ou idiopática, homens mais afetados), líquen plano (doença mucocutânea, estrias de Wickham, bilaterais, pode regredir), carcinomas epidermoides, queratose irritativa. EROSÃO: perda parcial do epitélio sem exposição de conjuntivo. Atrofia da mucosa bucal, tornando-a mais fina, plana e de aparência frágil. ÚLCERA E ULCERAÇÃO: perda da continuidade do epitélio com exposição do conjuntivo. Lesões de caráter crônico, de curta duração e consequência de doenças autolimitantes. Ex: afta, herpes recorrente, lesões traumáticas. VESÍCULA (não ultrapassa 3 mm, várias cavidades) E BOLHA (única cavidade): a diferença está no tamanho da lesão. Elevações do epitélio contendo líquido em seu interior, contorno nítido. PÁPULAS: pequenas LESÕES SÓLIDAS, circunscritas, elevadas, com diâmetro menor que 5 mm, origem epitelial, conjuntiva ou mista. Pode ser única ou múltipla. Pode ser SÉSSIL OU PEDICULADA. NÓDULOS: lesões sólidas, diâmetro maior que 5 mm, circunscritas, de localização superficial ou profunda. Pode ser SÉSSIL OU PEDICULADA. PÚRPURA - A púrpura é uma condição médica caracterizada pelo aparecimento de manchas roxas ou vermelhas na pele. Essas manchas ocorrem devido ao extravasamento de sangue dos pequenos vasos sanguíneos (capilares) para os tecidos próximos à superfície da pele. A púrpura pode ser causada por várias razões, como distúrbios de coagulação, infecções, doenças autoimunes e algumas condições subjacentes. PETÉQUIAS - As petéquias são pequenas manchas vermelhas ou roxas na pele que se desenvolvem devido ao sangramento microscópico sob a pele. Elas são causadas pelo rompimento de capilares sanguíneos muito pequenos. As petéquias geralmente têm menos de 3 milímetros de diâmetro e podem ser um sintoma de várias condições médicas, incluindo distúrbios de coagulação, infecções graves, doenças crônicas e até mesmo uso excessivo de medicamentos anticoagulantes. EQUIMOSE - Equimose é o termo médico para um "roxão" ou hematoma. Ela ocorre quando os vasos sanguíneos sob a pele se rompem devido a um impacto ou trauma. O sangue vaza dos vasos sanguíneos e se acumula nos tecidos adjacentes, resultando em uma mancha de cor roxa ou azulada. Equimoses geralmente mudam de cor ao longo do tempo, passando de azul/roxo para verde/amarelo à medida que o corpo reabsorve o sangue. HEMATOMA - Um hematoma é uma coleção de sangue que se acumula fora dos vasos sanguíneos, geralmente em um espaço entre os tecidos ou órgãos. Isso pode ocorrer devido a lesões, quedas, cirurgias ou outros tipos de trauma. Hematomas são semelhantes às equimoses, mas são geralmente maiores e podem ser palpáveis como uma massa firme sob a pele. A cor do hematoma também muda à medida que é absorvido pelo corpo. 77. BIÓPSIA E CITOLOGIA ESFOLIATIVA CONCEITO BIÓPSIA • CONDIÇÕES IDEIAIS: as bordas da lesão, ulceração superficial, porção mais verrugosa da leucoplasia, zonas lesionais livres de áreas necróticas ou ulceradas profundas. • Propósito de diagnóstico definitivo. TIPOS DE BIÓPSIA • INCISIONAL (exérese): remoção de PARTE da lesão. Lesões com suspeita de malignidade, úlceras sem causa evidente, lesões inflamatórias que não cessam após tratamento, lesões extensas. • EXCISIONAL (exérese): remoção COMPLETA da lesão incluindo uma margem de segurança. Lesões pequenas, com características benignas, lesões isoladas, de fácil acesso e exofíticas. • POR ASPIRAÇÃO (PAAF): remoção de parte da lesão. Permite exame citológico com mais frequência. Lesões profundas com suspeita de malignidade, dificuldade de acesso, neoplasias de glândulas salivares e tireoide, suspeita de metástase linfonodal. • CITOLOGIA ESFOLIATIVA: Esfregaço de material colhido por raspagem superficial. Aferir o grau de malignidade. Avalia as células individualmente. 78. DOENÇAS ALÉRGICAS E IMUNOLÓGICAS ESTOMATITE AFTOSA RECORRENTE • Afecção mais comum da mucosa oral. • Menor: pequenas ulcerações definidas; Maior: maiores que demoram 6 semanas ou mais; Herpetiforme: múltiplas. • Ulceração com centro necrótico amarelo-esbranquiçada e borda eritematosa com formato ovoide. • Distúrbio da imunidade celular envolvendo linfócitos T. SINDROME DE BEHÇET • É uma TRÍADE que envolve cavidade oral, olhos e genital. • Desordem sistêmica relacionada a: lesões em pele, sistema cardiovascular, sistema respiratório e articulações. • Consequênciade uma vasculite causada por uma imunodisfunção. • Ulcerações semelhantes a aftas. SARCOIDOSE • Desordem granulomatosa não- caseosa de múltiplos sistemas • Causa desconhecida. • Resposta imune inapropriada. • Pode causar xerostomia e o aumento das glândulas salivares. GRANULOMATOSE OROFACIAL • Inflamação granulomatosa dos tecidos orais e PERIORAIS. • Acomete muito os lábios. • Aumento de volume persistente nos lábios e indolor. • O envolvimento único dos lábios é chamado de QUEILITE GRANULOMATOSA. GRANULOMATOSE DE WEGENER • Doença autoimune que ataca principalmente pulmões, vasos sanguíneos e as vias respiratórias (início dos sintomas). • Vasculite generalizada. ANGIODERMA • Aparecimento súbito e transitório de edema do tecido celular da derme. • Sensação dolorosa ou de queimadura. • Principais mediadores: histamina e bradicinina. • Pode estar associado a urticária. *imunodeficiência primária (congênita): desde o nascimento. *imunodeficiência secundária (adquirida): desenvolve-se depois como HIV por exemplo. 79. NOMENCLATURAS DAS PATOLOGIAS EPITELIAIS TUMORES BENÍGNOS • PAPILOMA: epitélio de revestimento. • ADENOMA: epitélio glandular. • FIBROMA: tecido fibroso. • LIPOMA: tecido adiposo. • CONDROMA: tecido cartilaginoso. • HEMANGIOMA: vasos sanguíneos. TUMORES MALÍGNOS • CARCINOMA: epitélio de revestimento. • ADENOCARCINOMA: epitélio glandular. • FIBROSSARCOMA: tecido fibroso. • LIPOSSARCOMA: tecido adiposo. • CONDROSSARCOMA: tecido cartilaginoso. • ANGIOSARCOMA: vasos sanguíneos. 80. DOENÇAS SISTÊMICAS MUCOPOLISSACARIDOSE • Herdada de modo autossômico recessivo. • DEFICIÊNCIA de qualquer uma das diversas enzimas normais necessárias. • Macroglossia, hiperplasia gengival, numerosos dentes impactados, retardo mental, alterações esqueléticas. RETÍCULOENDOTELIOSE LIPÍDICA • Não apresenta nenhuma das enzimas necessárias para o processamento de lipídios. • ACÚMULO DE LIPÍDIOS. • Doença de armazenamento. LIDOIODOPROTEINASE (SÍNDROME URBACH WIETHE) • Traço autossômico recessivo. • Deposição de matéria frouxa na derme e no tecido conjuntivo. • Pacientes com ascendência europeia. • Afeta inicialmente a mucosa laríngea e as cordas vocais. • Paciente INCAPAZ DE PROTRUIR A LÍNGUA. ICTERÍCIA • EXCESSO DE BILIRRUBINA na corrente sanguínea, porque o fígado está com problema. • Hemácias se degradam numa velocidade tão rápida que o fígado não consegue acompanhar o processamento. • Se resolve espontaneamente. DEFICIÊNCIA VITAMÍNICA • VITAMINA D (calciferol, lipossolúvel): causa anomalia no esmalte e dentina, retardo na erupção, má-posição dos dentes na arcada. • VITAMINA K (filoquinona, lipossólúvel): problemas de coagulação no sangue. • B3 (niacina, hidrossolúvel): pelagra (pele áspera), 3D´s (DERMATITE, DIARRÉIA e DEMÊNCIA). • B12 (cianocobalamina, hidrossolúvel): importante na produção de hemácias. Queilites, despapilação da língua e ardência bucal. Anemia perniciosa. • ÁCIDO FÓLICO (hidrossolúvel): indicado para todos os tipos de anemias. • VITAMINA C (ácido ascórbico, hidrossolúvel): síntese de colágeno. Escorbuto, gengivite ulcerativa ou crônica, desenvolvimento de bolsa periodontal e esfoliação do dente e hemorragias, mucosa eritematosa e dolorida, alterações no osso alveolar e aumento da mobilidade dentária. ANEMIA FERROPRÍVIA • Ocorre pela: perda excessiva de sangue, aumento pela demanda de hemácias, diminuição da ingestão e absorção de ferro. • Fadiga, queilite angular, glossite (atrofia das mucosas e das papilas linguais). • BAIXOS NÍVEIS DE FERRO. HIPOTIREIOIDISMO • Cretinismo • Diminuição dos níveis de hormônio da tireoide. • Lábios espessados, macroglossia, pode não haver erupção dos dentes se for na infância, hipodesenvolvimento da mandíbula, prognatismo maxilar, hipoplasia de esmalte e dentina, hipoplasia condilar. • Taxa de metabolismo diminuída. • Hipotermia, pele fria e seca ao toque. HIPERTIREIOIDISMO • Excesso dos níveis de hormônio da tireoide. • Doença de Graves. • 30 aos 40 anos mais comum. • Perda de peso, aumento do apetite, transpiração excessiva, pele quente e lisa (intolerância ao calor), envolvimento ocular, exfoliação prematura ou acelerada dos decíduos e permanentes, osteoporose na mandíbula e maxila e outros. . DIABETES MELITO . • Principais causas: obesidade associada ao envelhecimento podem ser um dos principais fatores. • TIPO 1: Insuficiência absoluta. Perda de peso. Aumento da sede e diurese. Pacientes jovens. Candidíase eritematosa, queilite angular, gengivite, outros. • TIPO 2: Defeito na ação ou secreção de insulina. Aumento do sobrepeso. Redução da lipoproteína de alta densidade (HDL) e elevação da lipoproteína de baixa densidade (LDL). Pessoas assintomáticas, diagnóstico tardio. Turvação da visão (catarata), desânimo, cetoacidose, síndrome nefrótica, candidíase pseudomembranosa e eritematosa, queilite angular, gengivite, doença periodontal, neuropatia e outros. • GESTACIONAL: O recém-nascido pode adquirir a doença. Controle da ansiedade é importante. Consultas curtas, no início da manhã. RAQUITISMO • Resistente a vitamina D. • Hipocalcificação dos dentes, exposição ou necrose pulpar, múltiplos abcessos. DISPLASIA ODONTOMAXILAR SEGMENTAR • Aumento unilateral dos maxilares acompanhado da ausência de pré- molares e hiperplasia gengival. PENFIGOIDE DAS MEMBRANAS MUCOSAS • Doença bolhosa crônica. • Reação autoimune contra. • Dermatoses bolhosas na boca. • Menores e menos agressivas. • Bolhas ou vesículas que se rompem formando descamações e hemorrágicas. • Gengivite descamativa. • Adultos e idosos. 81. LESÕES CANCERIZÁVEIS LEUCOPLASIA • Não pode ser removida por raspagem • Mais frequente em homens • Pré-cancerosa mais comum • Radiação ultravioleta e tabaco (principal) • Etiologia desconhecida • Pode apresentar displasias de diversos graus LEUCOPLASIA PILOSA • Vírus EPTEIN-BARR • Não necessita de tratamento • Muito associada com o HIV • Promove alterações nucleares nos ceratinócitos ERITROPLASIA • Mancha vermelha • Apresentam displasia epitelial, normalmente severas • Afeta adultos e idosos • Menos comum • Alto grau de recidiva • Envolvimento multifocal • Soalho de boca, língua e palato mole • Mancha bem circunscrita • As causas são as mesmas do carcinoma de células escamosas. FIBROSE SUBMUCOSA ORAL • Sul da Ásia • Folha de betel ESTOMATITE NICOTÍNICA • Uso contínuo de tabaco, homens • NÃO PARECE TER NATUREZA MALÍGNA • Calor sobre o palato • Presença de pápulas na mucosa palatina • Cor marrom-escura a negra sobre os dentes QUEILITE ACTÍNICA • Alteração pré-maligna epitelial do vermelhão do lábio INFERIOR. • Radiação solar • Mais frequente em trabalhadores rurais • Placas atróficas eritematosas • Desenvolvimento lento • Atrofia labial, manchas pálidas, apagamento entre a mucosa do lábio e a mucosa da pele (metaplasia) LÍQUEN PLANO • Doença inflamatória crônica mediada por linfócitos T • Maior frequências em mulheres • Podem ser múltiplas e bilaterais, simétricas • Placa esbranquiçada, estriada (estrias de Wickham) • Recorrer a biópsia • Baixo potencial de cancerização 82. CARCINOMAS ESPINOCELULARES • LOCAIS MAIS ACOMETIDOS: língua, lábio, assoalho bucal, palato outros. • Úlceras duras, fixas com fundo granuloso. • Se disseminam por drenagem linfática para os linfonodos cervicais. • Assintomáticas • Principais fatores de risco são o tabaco associado ao álcool.• Inicia-se com uma placa branca ou úlcera rasa e indolor que não cicatriza. • Qualquer M1 é péssimo. • T= TAMANHO • N= NÓDULO LINFÁTICO METASTÁTICO • M= METÁSTASE A DISTÂNCIA T1- até 2cm T2- 2 a 4cm T3- maior que 4cm NX- nenhuma informação N0- nenhuma evidência, sem suspeita N1- nódulo homolateral móvel N2- nódulo bilateral ou contralateral móvel N3- nódulo fixo MX- nenhuma informação M0- metástase ausente M1- metástase presente • CARCINOMA VERRUGOSO: BAIXO GRAU, homens, surgem em pessoas que mascam ou inalam cigarro. Baixa agressividade e bom prognóstico. Podem ser associados ao HPV. • CARCINOMA ESCAMOSO BASALÓIDE: MAIS AGRESSIVA, com metástase precoce. Ocorre com maior frequência no trato aerodigestivo superior. • CARCINOMA DO SEIO MAXILAR: Fracamente associada ao tabaco. Ocorre por EXPOSIÇÃO A POEIRA DE MADEIRA. O diagnóstico não será feito até que a lesão tenha perfurado o osso adjacente, perfurando-o. • CARCINOMA DE SOALHO: normalmente advém de uma leuco ou eritroplasia pré-existente. 2ª malignidade primária. • CARCINOMA NASOFARÍNGEO: tecidos amigdalianos de Waldeyer de Waldeyer. Alguns fatores contribuintes: infecção pelo Eptein- barr, dietas deficientes em vitamina C e outros. • CARCINOMA DE CÉLULAS BASAIS: O mais comum câncer de pele. Exposição crônica aos raios ultravioletas. Queimaduras solares frequentes e tendência para formação de sardas na infância possuem fator de risco aumentado quanto associado a queimaduras de sol na fase adulta. • CARCINOMA DE CÉLULAS DE MERKEL: rara, agressiva, característica neuroendócrina. Exposição aos raios ultravioletas são o principal fator de risco. Pessoas idosas, brancos e masculino. • MELANOMA: transformação neoplásica de melanócitos ou células névicas. Pouco comum na região bucal. Exposição ao sol. Alta malignidade e mortalidade. Biópsia e cirurgia. 83. TUMORES DE TECIDOS MOLES CONSIDERAÇÃO SOBRE TUMORES • CORISTOMA: tecidos ectópicos. • HAMARTOMA: tecidos malformados na sua topografia correta. • BENÍGNO: LENTO e EXPANSIVO, não invade tecidos adjacentes, tem limite, encapsulado. • MALÍGNO: RÁPIDO e INFILTRATIVO, invade tecidos e não tem limites precisos, sem cápsula, produz metástase. FIBROMA DE IRRITAÇÃO • Não é uma neoplasia verdadeira • Lesão reacional do tecido conjuntivo fibroso em resposta a uma irritação local. • Local mais comum é a mucosa jugal • Assintomático, crescimento nodular e séssil. FIBROMA DE CÉLULAS GIGANTES • Não parece estar associado a irritação crônica. • Crescimento nodular com menos de 1 cm. • Diagnóstico diferencial: papiloma, fibroma, granuloma piogênico e lesão periférica de células gigantes. EPÚLIDE FISSURADA (HIPERPLASIA FIBROSA INFLAMATÓRIA) • É uma hiperplasia de tecido fibroso que se desenvolve em associação com as bordas de uma prótese total ou parcial mal adaptada. • Lesões mais comuns em face lingual do rebordo alveolar inferior. HIPERPLASIA PAPILAR INFLAMATÓRIA • Crescimento de tecido reacional. • Usualmente se desenvolve abaixo da dentadura. • Prótese mal adaptada, sem higiene, FRICCIONANDO O TECIDO PALATINO. • Pode ser relacionada a cândida em pacientes com HIV. • Mucosa eritematosa com superfície pedregosa ou papilar. • ESTOMATITE POR DENTADURA. GRANULOMA PIOGÊNICO • Lesão proliferativa com inflamação variada, secundária a fatores locais como trauma e má-higiene. • O local mais frequente é a gengiva. • Nódulo avermelhado, irregular, pediculado, liso, brilhante, ulcerado, indolor e sangrante. • Incidência aumentada na gravidez (granuloma gravídico). GRANULOMA PERIFÉRICO DE CÉLULAS GIGANTES • Localização: gengiva e rebordo alveolar edêntulo. • Reabsorção óssea em forma de TAÇA. FIBROMA OSSIFICANTE PERIFÉRICO • Localização: gengiva (papila interdental anterior) ou rebordo alveolar. • Massa nodular de coloração rósea. • Áreas de ossificação. • Acomete adultos jovens. LIPOMA • Neoplasia benigna de adipócitos. • Adultos e obesos. • Aparência amarelado, mole, boia na solução fixadora. • Também ocorre na parótida. • Nódulo flácido, tamanho variado, indolor, róseo ou amarelado, não ultrapassa 3cm. NEUROMA TRAUMÁTICO • Proliferação reacional do tecido neural após uma transecção ou outro dano ao feixe nervoso. TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES • Predileção pela cavidade oral. • Língua é mais comum (dorso). • Raro em crianças. • Solitário. • Pacientes negros. • Hiperplasia pseudo-epiteliomatosa sendo diagnóstico diferencial da CEC. EPÚLIDE CONGÊNITA • Ocorre exclusivamente em rebordo alveolar de recém-nascidos. • Pode ser detectado na vida intrauterina. • Sexo feminino. • Influência hormonal. HEMANGIOMA • Malformação vascular • Tumores natais ou neonatais (hamartomas) • Comum na infância • Sexo feminino • Mancha ou nódulo indolor vermelho ou arroxeado. LINFANGIOMA • Tumores hamartomatosos • Vasos linfáticos • Local mais comum é nos dois terços anteriores da língua. • A superfície se assemelha a ovos de rã ou pudim de tapioca. • Excisão cirúrgica. FIBROSSARCOMA • Tumor maligno de fibroblastos • Padrão ESPINHA DE PEIXE. • Antes era o mais comum, hoje com as mais diversas classificações não são mais. • Lesões pequenas com evoluções rápidas e dolorosas. LIPOSSACOMA • Tumores compostos por células gordurosas diferenciadas ou não. • Mixóide, arredondada, pleomórfica associada a uma rede de capilares. • Massa mole, mal definida e coloração amarelada, crescimento lento, mas comum na mucosa jugal. • Homens. SARCOMA DE KAPOSI • Apresenta células fusiformes. • Muito associado ao HIV e pacientes que recebem transplantes. • Coloração azulada. RABDOMIOSSARCOMA (criança) • Neoplasia maligna em músculo esquelético. • Mais comum em crianças. • Crescimento rápido • Homens • Terapia multimodal • Palato região intraoral mais acometida. 84. PRINCIPAIS CISTOS E TUMORES ODONTOGÊNICOS CISTO RADICULAR (CISTO PERIAPICAL): O cisto radicular se forma a partir de restos de tecido da polpa dentária (nervo) que podem ficar encapsulados após uma inflamação ou infecção. • Geralmente associado a um dente com inflamação ou infecção na polpa. • Localiza-se na ponta da raiz dentária, perto da região apical. • Pode ser assintomático por um período e, posteriormente, causar dor ou desconforto. • A imagem radiográfica mostra uma área radiolúcida (escura) na ponta da raiz. CISTO DENTÍGERO (FOLICULAR): O cisto dentígero se desenvolve a partir do acúmulo de fluido entre o esmalte dentário e a coroa de um dente não irrompido (geralmente um dente do siso). • Está associado a um dente incluso (não irrompido) ou parcialmente irrompido. • Pode causar expansão do osso adjacente à medida que cresce. • É comumente encontrado em dentes do siso (terceiros molares). • A imagem radiográfica mostra uma área radiolúcida ao redor da coroa do dente incluso. CISTO ODONTOGÊNICO QUERATOCÍSTICO (CISTO DE GORLIN): Este cisto tem origem nas células remanescentes da lâmina dentária, que é um tecido embrionário relacionado ao desenvolvimento dentário. • Possui uma taxa de recorrência relativamente alta após o tratamento, devido à sua natureza agressiva. • Tende a crescer mais rápido e causar expansão óssea mais significativa em comparação com outros cistos odontogênicos. • Pode ser associado a síndromes genéticas, como a Síndrome de Gorlin-Goltz. • A imagem radiográfica mostra uma área radiolúcida com margens finas e bem definidas. AMELOBLASTOMA: O ameloblastoma é um tumor odontogênico benigno, mas localmente invasivo, quese origina das células do esmalte dental. Ele geralmente cresce lentamente e pode se apresentar como uma massa indolor e expansiva na mandíbula ou maxila. • Radiografia: Pode aparecer como uma lesão multicística "em favo de mel" nas radiografias, com margens bem definidas. TUMOR ODONTOGÊNICO ADENOMATOIDE: É um tumor odontogênico benigno que ocorre mais frequentemente em jovens. Geralmente é encontrado na região anterior da mandíbula. • Radiografia: Apresenta-se como uma lesão radiolúcida com calcificações em "forma de coroa" nas radiografias. TUMOR ODONTOGÊNICO ESCAMOSO: Raro, maioria intraósseo, surgindo em consequência da transformação de restos da lâmina dentária ou restos epiteliais de Malassez. Pode estar associado à superfície radicular lateral de um dente erupcionado. Encontrado na faixa etária entre 8 e 74 anos de idade, sem predileção por sítio ósseo específico e gênero. A queixa frequente é aumento de volume indolor ou levemente sintomático na gengiva ou processo alveolar, associado à mobilidade do dente envolvido e leve desconforto à percussão. É localmente infirmativo e pode se estender para estruturas vizinhas. • Radiografia: consiste em imagem radiolúcida triangular entre ou ao longo da raiz do dente adjacente, mal definida ou com margem corticalizada. TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL CALCIFICANTE (TUMOR DE PINDBORG): Incomum, mais encontrado entre os 30 e 50 anos de idade, sem predileção por gênero, na região posterior de mandíbula. Ocorre aumento de volume indolor de crescimento lento, localmente invasivo. • Radiografia: exibe imagem radiolúcida uni ou multilocular, com margens festonadas, associado a dente impactado, com estruturas radiopacas. MIXOMA ODONTOGÊNICO: São tumores benignos originados do ectomesênquima odontogênico. Embora seja uma neoplasia benigna, é agressiva e pode recidivar devido à ausência de cápsula e da consistência frouxa. As características clínicas podem incluir dor, disestesia, ulceração, invasão de tecidos moles e mobilidade dentária. • Radiografia: a lesão é radiolúcida, podendo ser uni ou multilocular, sendo este último um padrão que pode confundir o diagnóstico com o ameloblastoma devido às pequenas loculações em padrão “favos de mel” ou “bolhas de sabão”. Pode apresentar-se como uma lesão bem delimitada ou difusa. Anotações: _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ _______________________ ______________________.