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AULA 1 TECNOLOGIAS INOVADORAS Profª Joice Martins Diaz 2 TEMA 1 – TECNOLOGIA: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS A inovação, assunto muito discutido na atualidade, vem se expandido de maneira considerável no Brasil e no mundo. Muitas vezes, a inovação é vista somente como a aplicação de melhores soluções, para atender a novos requisitos ou necessidades de mercado existentes. Para ser considerada inovação, uma ideia deve ser replicável a um custo econômico e satisfazer uma necessidade específica. A inovação envolve a aplicação deliberada de informações, imaginação e iniciativa na obtenção de valores maiores ou diferentes dos recursos, e inclui todos os processos pelos quais novas ideias são geradas e convertidas em produtos úteis. Nesta aula abordaremos sobre tecnologia, seu conceito e características, assim como sobre inovação. Neste contexto, será importante falar sobre a Revolução Industrial e suas fases, que se resumem da seguinte forma: a primeira usou água e vapor para mecanizar a produção, a segunda usou energia elétrica para criar produção em massa e a terceira usou eletrônica e tecnologia da informação para automatizar a produção. Atualmente, uma quarta Revolução Industrial está em andamento e se baseia na terceira Revolução e na Revolução Digital que vem ocorrendo desde meados do século passado. Outro assunto abordado é sobre ciência e Tecnologia e os impactos na sociedade, que influenciam também os interesses sociais, políticos, econômicos, culturais e éticos. Por fim, veremos alguns exemplos de tecnologias inovadoras atuais e previstas para o futuro. A palavra tecnologia, que tem origem comum na palavra grega techné, deve ser compreendida além da concepção etimológica ou do senso comum do termo, sendo necessário entendê-la como prática social, tendo como sentido e significado a questão econômica, política, cultural bem como educacional frente ao atual contexto histórico do capitalismo. A tecnologia é o resultado da aplicação dos conhecimentos, que, por sua vez, são frutos da revolução científica, com início na Idade Moderna, com Newton1 e Galileu2. A tecnologia “envolve um conjunto organizado e sistematizado de 1 Isaac Newton – físico, matemático e astrônomo inglês, um dos cientistas mais importantes da história da Ciência. Suas contribuições abrangeram as áreas da Física, Matemática, Astronomia, entre outras. 2 Físico e astrônomo, considerado um dos fundadores do método experimental e da ciência moderna. Suas principais contribuições à física dizem respeito ao movimento dos corpos e à teoria da cinemática. 3 diferentes conhecimentos, científicos, empíricos e até intuitivos voltados para um processo de aplicação na produção e na comercialização de bens e serviços” (Grinspun, 2009, p. 72). Para Feenberg, a ciência e a tecnologia partem do mesmo tipo de pensamento racional baseado na observação empírica e no conhecimento da causalidade natural, porém a tecnologia não está preocupada com a verdade, mas sim com a utilidade. Onde a ciência busca o saber, a tecnologia busca o controle. Não obstante, há algo mais nessa história do que esse simples contraste. (Feenberg, 2003, p. 1) Para Feenberg, “a Filosofia da Tecnologia pertence à autoconsciência de uma sociedade como a nossa. Nos ensina a refletir sobre o que tomamos como certo, especificamente a modernidade racional. A importância dessa perspectiva não pode ser subestimada” (Feenberg, 2003, p. 2). É comum existirem dúvidas entre a definição de Ciência e de Tecnologia. Apresentamos, no quadro a seguir, um resumo das principais características de cada área. Quadro 1 – Diferenças entre Ciência e Tecnologia CIÊNCIA TECNOLOGIA Entende o fenômeno natural Determina a necessidade Descreve o problema Descreve a necessidade Sugere hipóteses Formula ideias Seleciona hipóteses Seleciona ideias Experimenta Faz o produto Encaixa hipóteses/dados Prova o produto Explica o natural Fabrica o artificial Analítica Sintética Simplifica o fenômeno Aceita a complexidade da necessidade Conhecimento generalizável Objeto particular Fonte: (Gilbert,1995; Veraszto et al. 2003a) A tecnologia faz uso de métodos para fins de investigação de modo muito parecido com os métodos da ciência, assim como os conceitos da ciência também são utilizados na tecnologia, mas somente após a redução do nível de abstração de conceitos individuais. É importante lembrar que a história da tecnologia teve início a partir do momento que o homem descobriu que era possível realizar mudanças na natureza para melhorar suas condições de vida. Sendo assim, não podemos 4 pensar que tecnologia estará presente somente nos produtos mais sofisticados e atuais. Segundo Veraszto: Na medida em que muda padrões, a tecnologia também cria novas rotas de desenvolvimento. Portanto, trabalhar com tecnologia é trabalhar com algo dinâmico. O que hoje é ponta, amanhã é obsoleto, exigindo novos procedimentos, conceitos e atitudes para inovar. A tecnologia faz parte do acervo cultural de um povo, por isso existe na forma de conhecimento acumulado, e por essa mesma razão está em contínua produção. A tecnologia em si constitui-se, portanto, como uma forma de conhecimento e todas as tecnologias são produtos de todas as formas de conhecimento humano produzidas ao longo da história. (Veraszto et al., 2008) Neste contexto, a tecnologia se torna um conjunto de saberes que emerge do desenvolvimento e da concepção dos instrumentos (artefatos, sistemas, processos e ambientes) criados pelo homem por meio da história, com a intenção de satisfazer suas necessidades pessoais e coletivas. TEMA 2 – INOVAÇÃO: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS Inovação é a exploração com sucesso de novas ideias. (Nick Balding) Segundo o Dicionário Michaelis (S.d.), a palavra inovar, innovare, no latim, significa “produzir ou tornar algo novo, renovar, restaurar”. Segundo Conceição, “é a inovação que permeia e modela essa nova constituição, devendo, por isso mesmo, ser entendida como um processo cumulativo e articulado, que interage com a invenção e a difusão” (Conceição, 2000, p. 59). É importante saber que melhoria contínua não tem a ver com inovação, pois não tem a capacidade de criar vantagens consideradas competitivas, de médio a longo prazo. Para ser considerada inovação, é necessário que cause um impacto significativo, agregando valores ao produto, mesmo que por período determinado. Quando se pratica inovação, um dos reflexos é o aumento da concorrência. A empresa que pensa em inovação sempre estará à frente as demais que não investem nesta questão, que demanda tempo e investimento, porém o retorno relacionado à receita, ao espaço no mercado e ao reconhecimento da marca são exemplos das consequências positivas trazidas pela inovação. 5 É importante lembrar que a inovação não está relacionada somente a ambientes empresariais. Os países que pensam em inovação geram mais empregos e aumento de renda para a população. O sistema responsável pela inovação é composto de grandes empresas, que geralmente procuram parcerias com agências de fomento, universidades, investidores, centros de pesquisas, governo e outros parceiros que colaboram com esse processo. A Lei do Bem (Lei n. 11.196/2005) é considerada um grande estímulo para investir em inovação e desenvolvimento. Em seu capítulo III, que trata dos incentivos à inovação tecnológica, art. 17, relata que a pessoa jurídica pode usufruir dos seguintes incentivos fiscais: I. dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica classificáveis como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ oucomo pagamento na forma prevista no § 2º deste artigo; II. redução de 50% (cinquenta por cento) do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI incidente sobre equipamentos, máquinas, aparelhos e instrumentos, bem como os acessórios sobressalentes e ferramentas que acompanhem esses bens, destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico; [...] III. depreciação integral, no próprio ano da aquisição, de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, novos, destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, para efeito de apuração do IRPJ e da CSLL; (Redação dada pela Lei nº 11.774, de 2008) IV. amortização acelerada, mediante dedução como custo ou despesa operacional, no período de apuração em que forem efetuados, dos dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis, vinculados exclusivamente às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis no ativo diferido do beneficiário, para efeito de apuração do IRPJ; (Brasil, 2005) Nesta Lei, em seu parágrafo I, considera-se inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado. § 2º O disposto no inciso I do caput deste artigo aplica-se também aos dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica contratados no País com universidade, instituição de pesquisa ou inventor independente de que trata o inciso IX do art. 2º da Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, desde que a pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique com a responsabilidade, o risco empresarial, a gestão e o controle da utilização dos resultados dos dispêndios (Brasil, 2005). Existem diferentes maneiras de inovar, conforme exposto no quadro a seguir. 6 Quadro 2 – Diferentes maneiras de inovar TIPO DE INOVAÇÃO CARACTERÍSTICA PRINCIPAL EXEMPLO Inovação de produto Alteração na mudança como o consumidor percebe o produto Automóvel com câmbio manual em comparado ao câmbio automático Inovação de processo Consiste na alteração do processo de fabricação/produção do produto, podendo não trazer um grande impacto no produto, mas traz benefícios como aumento de produtividade bem como redução de custos Produção feita por humanos comparada a produção feita por robôs Inovação de modelo de negócio Mudança na forma de como o serviço é levado ao mercado Planos de linha telefônica: quando você adquire um plano pós pago, geralmente as operadoras oferecem benefícios como troca anual do modelo do aparelho com custo reduzido, bônus em minutos, mais gigas, entre outros benefícios, Já o plano pré-pago não oferece todos os esses benefícios Inovação incremental O consumidor percebe poucos avanços, não alterando a forma de consumo do produto Venda do CD duplo, sendo possível gravar um número maior de músicas, comparado a venda do CD comum. Inovação radical Grandes mudanças relacionadas ao consumo do produto, modificando o modelo vigente no mercado Arquivos digitais (MP3) comparado ao CD Fonte: Adaptado de Fontanini; Carvalho, 2005. Com base em Conceição, “o conceito de inovação está ligado à noção de tecnologia, que pode ser sintetizada como conhecimento técnico associado à produção de bens e serviços” (2000, p.60). É importante lembrar que as inovações tecnológicas provocam mudanças estruturais no desenvolvimento econômico. Isso explica por que a maioria das novas tecnologias surge nas economias avançadas. TEMA 3 – REVOLUÇÃO INDUSTRIAL A Revolução Industrial consiste em uma série de mudanças que aconteceram na Europa nos séculos XVIII e XIX. A principal característica dessa revolução foi a manufatura substituída pela maquinofatura, ou seja, a substituição do trabalho manual pelo uso de máquinas. Diversos bens que antes eram produzidos cuidadosamente à mão começaram a ser produzidos por máquinas e 7 em grandes quantidades, tudo isso graças à introdução de novas máquinas e técnicas em têxteis, fabricação de ferro e outras indústrias. Movido pelo uso revolucionário da energia a vapor, esse período foi considerado a primeira Revolução Industrial, que abrange desde o final do século XVIII até o início do século XIX. Cenário do surgimento da mecanização, que significa o processo que substituiu a agricultura pela indústria. A extração em massa do carvão, juntamente da invenção do motor a vapor, criou um tipo de energia que impulsionou todos os processos em decorrência do desenvolvimento das ferrovias e da aceleração das trocas econômicas, humanas e materiais. No final do século XIX, novos avanços tecnológicos dão início ao surgimento de uma nova fonte de energia: eletricidade, gás e petróleo. Este período, segundo historiadores, é chamado de segunda Revolução Industrial. Os motores de combustão passam a usar esses novos recursos em todo o processo. Neste período, houve também crescimento e desenvolvimento exponencial do aço. Síntese química também desenvolvida para nos trazer tecidos sintéticos, corantes e fertilizantes. Esse período também foi marcado pelas mudanças significativas nos métodos de comunicação, com a invenção do telégrafo e do telefone, assim como dos métodos de transporte, com o surgimento do automóvel e do avião no início do século XX. Essas invenções foram possíveis graças à centralização da pesquisa e do capital estruturado em torno de um modelo econômico e industrial baseado em novas “grandes fábricas” e nos modelos organizacionais de produção, como previsto por Taylor e Ford. Surge, então, uma terceira Revolução Industrial, na segunda metade do século XX, com o surgimento de um tipo de energia cujo potencial superava seus antecessores: a energia nuclear. Nesse período, a ascensão da eletrônica, com o transistor e o microprocessador, e das telecomunicações e dos computadores, levou à produção de material miniaturizado que abriria portas, principalmente para pesquisa espacial e biotecnologia. Para a indústria, essa revolução deu origem à era da automação de alto nível na produção graças a duas grandes invenções: autômatos – controladores lógicos programáveis (PLCs) – e robôs. Baseada na terceira Revolução Industrial, chega a quarta Revolução Industrial, mudando toda a produção, gestão e sistemas de governança. Com o surgimento da internet, esta revolução é enraizada em um novo fenômeno tecnológico – o digital –, e não no surgimento de um novo tipo de energia, 8 permitindo construir um novo mundo virtual. A indústria atual tem como objetivo conectar todos os meios de produção para possibilitar sua interação em tempo real. No entanto, a quarta Revolução Industrial pode ser considerada a primeira a se desvincular do uso excessivo da energética – em termos de recursos não renováveis –, pois estamos integrando mais e mais possibilidades para potencializar nossos processos de produção com recursos alternativos. A figura abaixo nos mostra, de maneira resumida, o contexto dos quatro períodos da Revolução Industrial. Figura 1 – As quatro revoluções industriais Fonte: Magalhães; Vendramini, 2018. Podemos concluir então que a primeira Revolução Industrial usou água e vapor para mecanizar a produção, a segunda usou energia elétrica para criar produção em massa e a terceira usou eletrônica e tecnologia da informação para automatizar a produção. Atualmente, uma quarta Revolução Industrial está em andamento, baseada na terceira revolução e na Revolução Digital, que vem ocorrendo desde meados do século passado. Vários avanços consideráveis aconteceram ao longo destes períodos. Para Magalhães e Vendramini: Pouco mais de 200 anos desde a primeira Revolução Industrial,significativos avanços tecnológicos vêm alterando a organização econômica, política e social das sociedades ao redor do globo. A quarta Revolução Industrial – com progressões de tal ordem que impactarão a escala, o escopo e a complexidade dos negócios – soma-se às pressões por sustentabilidade, alterando profundamente os drivers de competitividade dos negócios no século XXI. (Magalhães; Vendramini, 2018, p. 41) Todos esses avanços significativos resultam em diversos benefícios, como: redução de erros e de custos, customização de produtos, otimização de processos e aumento de segurança, transparência em dados entre outros que resultam na 9 então conhecida Indústria 4.0, que provocou um impacto exponencial, caracterizada por tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico. A Figura 2 representa toda essa fusão. Figura 2 – Indústria 4.0 Fonte: Indústria 4.0. Segundo levantamento feito pela ABDI, os impactos da Indústria 4.0 apontam para uma grande transformação nas plantas fabris3. Com base na mudança da indústria para o conceito 4.0, estima-se uma redução de custos industriais no Brasil de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano. TEMA 4 – CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE (CTS) Em meados da década de 1970, as relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade passaram a ser vistas por uma nova óptica, na qual os avanços científicos e tecnológicos foram, de maneira intrínseca, ligados com a sociedade e vice e versa. Sendo assim, da mesma forma que a Ciência e a Tecnologia geram impactos na sociedade, influenciam também os interesses sociais, políticos, econômicos, culturais e éticos. Os estudos sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, identificados pela sigla CTS, têm como objetivo compreender e realizar uma análise crítica interdisciplinar 3 [Economia] Diz-se da indústria que transforma a matéria-prima em produtos manufaturados: indústria fabril. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/fabris/>. Acesso em: 7 nov. 2019. 10 dos aspectos sobre o fenômeno científico-tecnológico, tendo como foco principal a explicação e análise da ciência e da tecnologia como construções sociais complexas com influências societárias decorrentes de questões epistemológicas, políticas e éticas. A CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade) tem como objetivo principal promover a educação tecnológica e científica para auxiliar na construção de conhecimentos, valores e habilidades necessários, que possibilite uma tomada de decisão responsável a respeito das ciências e as tecnologias na sociedade e atuando na resolução de problemas. Nessa perspectiva, o enfoque da CTS segundo Pinheiro é entendido como: um campo de trabalho que se volta tanto para a investigação acadêmica como para as políticas públicas. Baseia-se em novas correntes de investigação em filosofia e sociologia da ciência, podendo aparecer como forma de reivindicação da população para atingir uma participação mais democrática nas decisões que envolvem o contexto científico- tecnológico ao qual pertence. Para tanto, o enfoque CTS busca entender os aspectos sociais do desenvolvimento tecnocientífico, tanto nos benefícios que esse desenvolvimento possa estar trazendo, como também as consequências sociais e ambientais que poderá causar. (Pinheiro, 2009, p. 2) Ainda segundo o autor, o enfoque CTS “visa ressaltar a importância social da ciência e da tecnologia, de forma que se enfatize a necessidade de avaliações críticas e análises reflexivas sobre a relação científico-tecnológica e a sociedade” (Pinheiro, 2007, p. 87). A CTS tem como um dos seus objetivos a resolução de problemas sociais, por meio da análise histórica e do contexto social, portanto carregada de valores, sempre abordados e entendidos cognitivamente. Essa visão não nega as restrições impostas pela natureza sobre a realidade física dos artefatos tecnológicos, mas sustenta que o conhecimento e a compreensão da natureza, da ciência e da tecnologia são processos socialmente mediados. TEMA 5 – TECNOLOGIAS INOVADORAS – INTRODUÇÃO Tecnologia e inovação consistem na implementação bem-sucedida (no comércio, na educação ou na gestão) de uma ideia técnica nova para a instituição que as cria. As inovações são diferenciadas de invenções, tecnologia e pesquisa, mas podem surgir de qualquer uma dessas, sendo úteis no desenvolvimento de políticas públicas para estimular inovações, bem como para gerenciar sua criação. Observe, no Quadro 3, as principais tecnologias atuais. 11 Quadro 3 – Principais tecnologias TECNOLOGIA O QUE FAZ Inteligência artificial (IA) Permite que os sistemas aprendam sem necessidade de programação. É usada na identificação facial e de voz, em veículos autônomos e na automação de processos e serviços. Robótica Produz robôs para automação de atividades a custos decrescentes Biotecnologia Usa organismos vivos na produção de medicamentos, nutrientes químicos, combustíveis e materiais diversos Neurotecnologia Implanta equipamentos eletrônicos nos organismos, com potencial de melhorar o monitoramento de saúde e o tratamento de doenças e de ampliar a capacidade cognitiva Blockchain Registra transações financeiras em um arquivo digital de forma distribuída, imutável, transparente e auditável. Também pode ter outros usos, como monitoramento de cadeias de fornecimento, de registros e de certificações diversas. Internet das coisas (IoT) Conecta máquinas, eletrodomésticos, veículos, produtos ou qualquer coisa, inclusive pessoas a internet. É utilizada em diversos setores, nas gestões das cidades e nas residências. Impressão em 3 dimensões (3D) Permite a produção de qualquer coisa, de protótipos e peças simples a produtos altamente técnicos, em um sistema de pequena escala. Fonte: Adaptado de Magalhães e Vendramini, 2018. Outras tecnologias inovadoras estão previstas para até o ano de 2030 e são: Carros autônomos representarão 10% da frota dos EUA; Até 5% dos produtos serão impressos em impressoras 3D; Estima-se que 50% do tráfego de internet será proveniente de dispositivos automatizados; Órgãos impressos em 3D; Pelo menos 10% das pessoas utilizarão roupas inteligentes. São diversas tecnologias inovadoras que já fazem parte do nosso cotidiano e outras que estão previstas para o nosso futuro. Em breve aprofundaremos e entenderemos melhor as funções de outras tecnologias. 12 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Indústria, Comércio e Serviços. ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Agenda brasileira para a Indústria 4.0: o Brasil preparado para os desafios do futuro. Disponível em: <http://www.industria40.gov.br/>. Acesso em: 6 nov. 2019. CONCEIÇÃO, O. A. C. 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