Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CONTROLE DE ENDEMIAS 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Raquel Jaqueline Farion 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
O controle das endemias depende intensamente da atuação do agente de 
controle de endemias (ACE) e do agente comunitário de saúde (ACS) nas 
situações pertinentes a esta função. A relação do agente com a comunidade é 
imprescindível para a integração das equipes da Atenção Primária à Saúde e a 
comunidade. 
Contudo estes profissionais devem ser qualificados para desenvolvimento 
das suas atividades. Desta forma devem conhecer: quais doenças infecciosas 
são consideradas endêmicas e as medidas de controle e os vetores 
relacionados; as atribuições dos agentes, a regulamentação e a 
instrumentalização da função; as ações de saúde ambiental e os projetos 
ambientais das áreas públicas e privadas; as ações de vigilância epidemiológica 
no controle das doenças; as ações de promoção à saúde com o envolvimento 
da comunidade. 
Esperamos que este material auxilie no desenvolvimento das suas 
atividades junto a comunidade, que você possa estar capacitado para o 
desenvolvimento das ações de controle das doenças que surgirem na sua 
comunidade. Lembre-se: você é um agente de mudanças, sua ação contribui 
para a mudança de condições que podem prejudicar a saúde da população. 
TEMA 1 – O CONTROLE DAS ENDEMIAS E SUA HISTÓRIA 
Em 1899, a peste bubônica abordava a população portuária brasileira, 
causando epidemias em Santos e no Rio de Janeiro. Neste momento a peste 
bubônica, preocupava mais que a febre amarela, o que fez com que o governo 
implantasse medidas de controle dessa doença (Benchimol, 2001). 
No final do século XIX, houve um grande avanço nas atividades de 
controle das doenças endêmicas, como consequência da descoberta da 
microbiologia. As doenças varíola, febre amarela e cólera foram as que 
passaram por grandes mudanças com relação ao processo saúde doença (Silva, 
2003). 
As primeiras ações de controle das endemias surgiram com as 
campanhas realizadas nas décadas de 1930 e 1940 para conter a malária, febre 
amarela e outras endemias rurais, como a doença de Chagas e a 
esquistossomose. Contudo com a ocorrência de várias epidemias de febre 
 
 
3 
amarela no Rio de Janeiro desde 1849, foi realizado uma grande campanha para 
o controle da doença, sendo uma das mais representativas na história do 
controle de endemias do país. (Silva, 2003). 
A partir do século XX outras doenças foram descobertas o agente 
causador e os fatores de transmissão como leishmaniose cutânea, doença de 
Chagas entre outras representando um marco na história do controle das 
endemias (Silva, 2003). 
TEMA 2 – CONCEITOS 
Segundo a WHO, os termos pandemia, epidemia, endemia e surtos são 
utilizados para descrever a intensidade da ocorrência de determinada doença 
em uma dada população. 
Um surto é o aumento acima do normal do número de casos de 
determinada doença. Sendo que em casos de doenças raras, algumas vezes um 
único caso já pode ser considerado um surto. 
Endemias são aquelas que acontecem de forma restrita a uma 
determinada região durante um certo período de tempo, permanecendo nesta 
área com novos casos com certa frequência. A ocorrência pode estar 
relacionada as variações sazonais: período e estações do ano e condições 
climáticas das regiões afetadas. 
O termo endemia vem sendo utilizado no Brasil para descrever a 
ocorrência de algumas doenças, sendo a maioria delas parasitárias ou 
transmitidas por vetor, podem ser designadas endemias, grandes endemias ou 
endemias rurais (Brasil, 2016). 
O termo epidemia é utilizado quando uma doença atinge uma grande área 
geográfica. 
Já o termo pandemia é usado quando a doença se espalha em mais de 
um continente e com transmissão comunitária, não sendo mais possível o 
rastreamento das pessoas infectadas. 
TEMA 3 – DOENÇAS ENDÊMICAS 
No Brasil, as doenças classificadas como endêmicas são na maior parte 
parasitárias ou transmitidas por vetor. Essas doenças são: dengue, zika, 
Chikungunya, malária, febre amarela, esquistossomose, leishmanioses, 
 
 
4 
filarioses, a peste, doença de Chagas, além do tracoma, da bouba, do 
bócio endêmico e de algumas helmintíases intestinais, principalmente a 
ancilostomíase (Silva, 2003). 
Estas doenças são de difícil controle pois dependem principalmente do 
comportamento das pessoas e tem causado um grande impacto na saúde da 
população, (Donalisio; Freitas; Von Zuben, 2017). 
 Os autores Amaral; Petreski (2012) afirmam que arboviroses são 
doenças causadas por vírus que circulam, se multiplicam e são transmitidos para 
hospedeiros vertebrados por artrópodes vetores de doenças, principalmente, 
pelo fato de parte de seu ciclo replicativo ocorrer nos insetos. 
A Dengue é a arbovirose mais prevalente nas Américas, incluindo o Brasil 
(Figura 1). 
Figura 1 – Distribuição da taxa de incidência de dengue, chikungunya e zika, por 
município, Brasil, SE 1 a 7/2022 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
Fonte: Brasil, 2022. 
 
 
6 
No entanto, no mundo outras doenças são consideradas endêmicas. Por 
exemplo a Sociedade Brasileira de Pediatria (2022) alerta que a poliomielite é 
considerada endêmica no Paquistão e Afeganistão onde ocorreram 376 casos 
de poliovírus selvagem entre 2017 a 2021. Este fato traz preocupação a toda 
sociedade científica e a população pois essa doença ainda não foi considerada 
como erradicada. 
Entre as doenças endêmicas vamos citar a seguir as que aparecem com 
maior frequência distribuídas em localidades brasileiras. 
TEMA 4 – ARBOVIROSES 
a) Descrição 
Arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. 
b) Sintomas e Sinais 
Quando o mosquito portador do vírus pica uma pessoa sadia, este vírus 
entra no sangue dessa pessoa. Depois de algum tempo, que varia de 3 a 15 
dias, a doença começa a se manifestar. Se inicia um dia antes da febre até o 
sexto dia da doença, ela se torna transmissível, mas somente quando o mosquito 
Aedes aegypti pica o infectado. 
Quadro 1 – Sinais e sintomas das doenças dengue, chikungunya e zika 
c) Agente causador 
Sintomas Dengue Chikungunya Zika 
Febre 
 
Alta 39 a 40o C que 
começa subitamente 
Alta 39 a 40o C que 
começa subitamente 
Leve ou até mesmo 
ausente 
Dores 
 
 
 
 
Na cabeça, nos 
músculos, nas 
articulações, atrás 
dos olhos 
Inchaço nas 
articulações, dores 
intensas que impedem 
as atividades diárias 
(higiene, alimentação, 
caminhada etc.) 
Dores menos intensas nas 
articulações, nas 
extremidades e inchaço 
eventual 
Manchas 
vermelhas 
 
Sim, às vezes com 
coceira 
Sim com coceira 
intensa 
Sim, com coceira intensa 
Outros sintomas 
 
 
 
 
Mal-estar 
Falta de apetite 
Náusea, vômito, 
diarreia, dor 
abdominal 
 Sensibilidade com a luz e 
olhos vermelhos e coceira 
nos olhos 
 
 
7 
O ser humano se contamina pela picada de fêmeas de Aedes aegypti 
infectadas, enquanto o macho apenas se alimenta de seiva de plantas. A fêmea 
precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo 
de amadurecimento de seus ovos. O mosquito no seu ciclo de vida, apresenta 
quatro fases: ovo, larva, pupa e adultos (figura 2), vive em média de 30 a 35 dias. 
A sua fêmea põe ovos de quatro a seis vezes durante sua vida e, em cada vez, 
cerca de 100 ovos, em locais com água limpa e parada. 
Um ovo de Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias 
(aproximadamente um ano e dois meses), mesmo que o local onde ele foi 
depositado fique seco. Se esse recipiente receber água novamente, o ovo volta 
a ficar ativo (vivo), podendo se transformar em larva e atingir a fase adulta depois 
de, aproximadamente, dois ou três dias. Quando não encontra recipientes 
apropriados (criadouros), a fêmea do Aedes aegypti, em casos raros, pode voar 
até três quilômetros em busca de outros locais para depositar seus ovos. O 
Aedes aegypti costuma picar as pessoas durante o dia, quando o Aedes aegyptié encontrado nas residências normalmente está em paredes, móveis, peças de 
roupas penduradas e mosquiteiros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Figura 2 – Mosquito Aedes aegypti 
 
Crédito: Fang-Chun Liu/ Shutterstock. 
d) Como se transmite? 
O mosquito Aedes aegypti pode transmitir dengue, zika e chikungunya na 
mesma picada. Pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado (CSU) 
descobriram que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir ao mesmo 
tempo, em uma única picada, os vírus da dengue, zika e chikungunya (Amaral; 
Petreski, 2012). 
Quando o mosquito pica uma pessoa com dengue, leva consigo o vírus. 
Após oito a doze dias de incubação no mosquito, o vírus é transmitido para 
outras pessoas que forem picadas. Vale lembrar que o mosquito permanece o 
restante da vida infectado, o que dura entre 6 a 8 semanas. 
 
 
 
 
 
 
9 
TEMA 5 – DOENÇAS VETORIAIS 
5.1 Leishmaniose 
a) Descrição 
Doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoário, de 
transmissão vetorial, que acomete pele e mucosas 
b) Agente causador 
A Leishmaniose é causada por um protozoário do gênero Leishmania, que 
se multiplica nas células de defesa do ser humano, chamadas macrófagos. 
Figura 3 – Mosquito palha (Flebotomíneos) 
 
Crédito: James Gathany/DP. 
c) Sinais e sintomas 
Classicamente, a doença manifesta-se sob duas formas: 
1. Forma cutânea e mucosa. 
A sua evolução é longa, podendo durar meses e até mais de um ano. 
Além disso, pode ser letal (Brasil, 2017). 
 
 
10 
• As lesões na pele geralmente são indolores, com formato arredondado ou 
ovalado podem ser únicas, múltiplas, disseminada ou difusa, 
• As lesões em mucosa em geral aparecem nas vias aéreas superiores. 
2. Forma visceral 
Os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente 
com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, 
palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, 
problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. 
d) Modo de transmissão 
Sua transmissão é feita por meio da picada de fêmeas de 
flebotomíneos infectadas. Estes mosquitos são conhecidos como mosquito-
palha, tatuquira, cangalhinha e birigui, os insetos são pequenos e apresentam 
coloração amarelada. Não há transmissão de pessoa a pessoa 
5.2 Esquissotomose 
a) Descrição 
No Brasil, a esquistossomose também é conhecida como xistose, barriga 
d’água ou doença dos caramujos. No período entre 2007 a 2017 foram 
confirmados por exames positivos 2080 casos na região norte, 392193 no 
Nordeste 133601 no Sudeste e 789 na região Sul (Tabnet/Datasus). 
b) Agente causador 
É uma doença parasitária causada pelo Schistosoma mansoni 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Figura 4 – Schistosoma mansoni 
 
Crédito: Peddalanka Ramesh Babu/Shutterstock. 
c) Sinais e sintomas 
Após contato com água contaminada, começa com uma coceira e 
aparecimento de pontos vermelhos na pele como se fossem picadas de insetos 
(em um período de 24 a 72 horas, podendo chegar até 15 dias). Cerca de um a 
dois meses após, aparecem sintomas como febre, dor de cabeça, falta de 
apetite, náuseas, tosse, diarreia. O parasita se aloja nos vasos sanguíneos do 
intestino, no sistema urinário e no fígado e começa a se reproduzir dentro do 
organismo causando aumento no volume abdominal devido ao crescimento 
desproporcional do fígado e do baço. 
d) Modo de transmissão 
A pessoa infectada contamina os locais ao urinar ou fazer evacuar 
eliminando com ovos do Schistosoma, estes se abrigam em um tipo de caramujo, 
onde se desenvolvem. Quando está maduro, o Schistosoma volta para a água 
e, se entrar em contato com um ser humano, é capaz de acessar seu organismo 
por meio da pele, mais frequentemente pelos pés e pernas, por serem áreas do 
corpo que ficam em maior contato com águas contaminadas de rios e lagos. Os 
https://www.shutterstock.com/pt/g/librarystock
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ba%C3%A7o
 
 
12 
fatores de risco estão relacionados a falta de saneamento básico e acesso à 
água potável, pisar, nadar ou lavar objetos em água contaminada 
5.3 Doença de chagas 
a) Descrição 
É uma doença transmissível causada por um parasito e transmitida 
principalmente por meio do inseto conhecido como barbeiro, descoberto por 
Carlos Chagas, em 1909. Considerada uma doença endêmica, a Doença de 
Chagas é comum em países subdesenvolvidos e estima-se que haja 12 milhões 
de portadores nas Américas. No Brasil, atualmente, há registro de pelo menos 
um milhão de pessoas infectadas pelo protozoário. 
b) Agente causador 
O agente causador é um protozoário denominado Trypanosoma cruzi, um 
grupo de insetos da família do percevejo (Figura 3) 
Figura 5 – Trypanosoma cruzi 
 
Crédito: Casejustin/Shutterstock. 
 
 
13 
c) Sinais e sintomas 
No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras 
musculares, especialmente as cardíacas e digestivas. Afeta o sistema 
cardiovascular, porém na fase aguda, que pode ser sintomática ou não, e na fase 
crônica o infectado pode ter sintomas cardíacos ou digestivos. 
d) Modo de transmissão 
A transmissão se dá pelas fezes que o "barbeiro"deposita sobre a pele da 
pessoa, enquanto suga o sangue. Comumente, a picada ocasiona coceira e o 
ato de coçar promove a penetração do tripanossomo pelo local da picada. A 
transmissão pode também ocorrer por transfusão de sangue contaminado e 
durante a gravidez, da mãe para filho. 
No Brasil, foram registrados casos da infecção transmitida por via oral nas 
pessoas que tomaram caldo-de-cana ou comeram açaí moído. 
5.4 Malária 
a) Descrição 
É uma doença infecciosa, também é conhecida como paludismo, 
impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã 
maligna, além dos nomes populares: maleita, sezão, tremedeira, batedeira 
b) Agente causador 
È causada por protozoário (Plasmodium). É transmitido a seres humanos 
pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, também conhecido 
como mosquito-prego. 
 
 
14 
 Figura 6 – Mosquito-prego 
Crédito: James Gathany/DP. 
c) Sinais e sintomas 
Mal-estar, dor de cabeça, cansaço, dores musculares, náuseas e vômitos, 
que acontecem antes da febre da malária, febre alta podendo atingir 41° C. 
d) Modo de transmissão 
Por meio da picada da fêmea do mosquito-prego infectada com o 
Plasmodium. Como o mosquito tem hábito alimentar ao entardecer e ao 
amanhecer e em algumas regiões da Amazônia tem hábitos noturnos, pica as 
pessoas durante todas as horas desde o entardecer até o amanhecer. A doença 
não passa de pessoa para pessoa. 
5.5 Febre amarela 
a) Descrição 
A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos infectados. 
b) Agente Causador 
A febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, 
A febre amarela Silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros 
haemagogus e sabethes. 
 
 
15 
c) Sinais e sintomas 
Os sintomas mais comuns são febre, dores musculares com dor lombar 
proeminente, dor de cabeça, perda de apetite, náusea ou vômito. Na maioria dos 
casos, os sintomas desaparecem depois de 3 ou 4 dias 
d) Modo de transmissão (Quadro 2) 
A febre amarela silvestre é quando há transmissão em área rural ou de 
floresta. Sendo assim, é transmitida pelos mosquitos dos gêneros haemagogus 
e sabethes. Os mosquitos se infectam ao picarem primatas com a febre amarela 
silvestre e acabam transmitindo o vírus para seres humanos moradores destas 
regiões. 
Na febre amarela urbana o mosquito Aedes aegypti se infecta quando pica 
o homem infectado e transmite para o homem sadio. 
Quadro 2 – Ciclo de transmissão da febre amarela 
5.6 Tracoma 
a) Descrição 
É uma inflamação nos olhos causada por uma bactéria. É considerada a 
principal causa de cegueira evitável no mundo. 
Ciclo Silvestre
Macaco infectado
Haemagogus 
Sabethes
Homem
CicloUrbano
Homem 
infectado
Aedes aegypti
Homem
 
 
16 
b) Agente causador 
É causado por uma bactéria chamada Chlamydia trachomatis, a mosca 
doméstica ou a lambe-olhos pode atuar na transmissão dela. 
c) Sinais e Sintomas 
Os principais sintomas são lacrimejamento, sensação de cisco no olho, 
sensibilidade à luz, coceira, sinais de secreção com pus em pequena quantidade, 
olho seco e diminuição da visão. São considerados casos suspeitos pessoas que 
apresentarem história de conjuntivite duradoura, coceira e sensibilidade à luz. 
d) Modo de transmissão 
Por meio do contato dos olhos com objetos contaminados (lenços, 
toalhas, lençóis, fronhas) ou olho a olho de pessoas doentes que estejam na fase 
inflamatória da doença. 
A falta de água, a eliminação inadequada de dejetos, em conjunto com as 
condições sanitárias deficientes e falta de higiene, facilitam o avanço da doença. 
NA PRÁTICA 
1. Qual é a arbovirose mais frequente nas Américas? 
R: Dengue 
2. Qual é o modo de transmissão da febre amarela? 
R: mosquito pica o macaco infectado e pica o homem 
3. Qual doença está relacionada a presença de água contaminada por urina 
ou fezes do homem doente? 
R: Esquistossomose 
 
 
 
17 
FINALIZANDO 
Este capítulo foi importante para entender o processo de saúde e doença 
relacionado as principais doenças endêmicas do nosso país, o que contribui na 
atuação dos ACS e ACE no controle destas doenças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
REFERÊNCIAS 
AMARAL, R; PETRETSKI, M. Interação Patógeno-Vetor: Dengue. Tópicos 
Avançados em Entomologia Molecular. CAPÍTULO 14. Instituto Nacional de 
Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular- INCT, 2012 
BENCHIMOL, J.L. Febre amarela: a doença e a vacina, uma história inacabada. 
Rio de Janeiro: Editora Fiocruz. 2001. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Curso para Instrutores do Curso Introdutório 
Presencial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Secretaria de 
Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da 
Educação na Saúde. – Brasília: EDUFRN; Ministério da Saúde, 2016 
_____. Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de 
Combate às Endemias. Vol1. Arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. 
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de 
Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde 
Pública. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019 
_____. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. – 
5. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 
DONALISIO, R.; FREITAS, R.; VON ZUBEN, A. Arboviruses emerging in 
Brazil: challenges for clinic and implications for public health. Revista de Saúde 
Pública, São Paulo, v. 51, abr. 2017. 
FERREIRA, O. Os periódicos médicos e a invenção de uma agenda sanitária 
para o Brasil (1827-43). História, Ciências, Saúde (Manguinhos); 6:331-51. 
1999 
PEBMED. Aedes aegypti pode transmitir dengue, zika e chikungunya na 
mesma picada. Disponível em: <https://pebmed.com.br/aedes-aegypti-pode-
transmitir-dengue-zika-e-chikungunya-na-mesma-picada/>. Acesso em: 20 jun. 
2022. 
PESSOA, B. Problemas brasileiros de higiene rural. São Paulo: Renascença. 
1950. 
SILVA, L. O controle das endemias no Brasil e sua história. Ciência & Cultura, 
São Paulo, v. 55, n. 1, p. 44-7, jan./fev. 2003. 
 
 
19 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Nota de Alerta Risco de 
poliomielite e sarampo, em um cenário de baixas coberturas vacinais no 
país. N. 21, 18 de Março de 2022. 
WHO. Director-General’s opening remarks at the media briefing on COVID-
19 – 11 March 2020. Disponível em: 
<https://www.who.int/dg/speeches/detail/who-director-general-s-opening-
remarks-at-the-media-briefing-on-covid-19—26-abril-2022>. Acesso em: 20 jun. 
2022.

Mais conteúdos dessa disciplina