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CONTROLE DE ENDEMIAS AULA 1 Prof.ª Raquel Jaqueline Farion 2 CONVERSA INICIAL O controle das endemias depende intensamente da atuação do agente de controle de endemias (ACE) e do agente comunitário de saúde (ACS) nas situações pertinentes a esta função. A relação do agente com a comunidade é imprescindível para a integração das equipes da Atenção Primária à Saúde e a comunidade. Contudo estes profissionais devem ser qualificados para desenvolvimento das suas atividades. Desta forma devem conhecer: quais doenças infecciosas são consideradas endêmicas e as medidas de controle e os vetores relacionados; as atribuições dos agentes, a regulamentação e a instrumentalização da função; as ações de saúde ambiental e os projetos ambientais das áreas públicas e privadas; as ações de vigilância epidemiológica no controle das doenças; as ações de promoção à saúde com o envolvimento da comunidade. Esperamos que este material auxilie no desenvolvimento das suas atividades junto a comunidade, que você possa estar capacitado para o desenvolvimento das ações de controle das doenças que surgirem na sua comunidade. Lembre-se: você é um agente de mudanças, sua ação contribui para a mudança de condições que podem prejudicar a saúde da população. TEMA 1 – O CONTROLE DAS ENDEMIAS E SUA HISTÓRIA Em 1899, a peste bubônica abordava a população portuária brasileira, causando epidemias em Santos e no Rio de Janeiro. Neste momento a peste bubônica, preocupava mais que a febre amarela, o que fez com que o governo implantasse medidas de controle dessa doença (Benchimol, 2001). No final do século XIX, houve um grande avanço nas atividades de controle das doenças endêmicas, como consequência da descoberta da microbiologia. As doenças varíola, febre amarela e cólera foram as que passaram por grandes mudanças com relação ao processo saúde doença (Silva, 2003). As primeiras ações de controle das endemias surgiram com as campanhas realizadas nas décadas de 1930 e 1940 para conter a malária, febre amarela e outras endemias rurais, como a doença de Chagas e a esquistossomose. Contudo com a ocorrência de várias epidemias de febre 3 amarela no Rio de Janeiro desde 1849, foi realizado uma grande campanha para o controle da doença, sendo uma das mais representativas na história do controle de endemias do país. (Silva, 2003). A partir do século XX outras doenças foram descobertas o agente causador e os fatores de transmissão como leishmaniose cutânea, doença de Chagas entre outras representando um marco na história do controle das endemias (Silva, 2003). TEMA 2 – CONCEITOS Segundo a WHO, os termos pandemia, epidemia, endemia e surtos são utilizados para descrever a intensidade da ocorrência de determinada doença em uma dada população. Um surto é o aumento acima do normal do número de casos de determinada doença. Sendo que em casos de doenças raras, algumas vezes um único caso já pode ser considerado um surto. Endemias são aquelas que acontecem de forma restrita a uma determinada região durante um certo período de tempo, permanecendo nesta área com novos casos com certa frequência. A ocorrência pode estar relacionada as variações sazonais: período e estações do ano e condições climáticas das regiões afetadas. O termo endemia vem sendo utilizado no Brasil para descrever a ocorrência de algumas doenças, sendo a maioria delas parasitárias ou transmitidas por vetor, podem ser designadas endemias, grandes endemias ou endemias rurais (Brasil, 2016). O termo epidemia é utilizado quando uma doença atinge uma grande área geográfica. Já o termo pandemia é usado quando a doença se espalha em mais de um continente e com transmissão comunitária, não sendo mais possível o rastreamento das pessoas infectadas. TEMA 3 – DOENÇAS ENDÊMICAS No Brasil, as doenças classificadas como endêmicas são na maior parte parasitárias ou transmitidas por vetor. Essas doenças são: dengue, zika, Chikungunya, malária, febre amarela, esquistossomose, leishmanioses, 4 filarioses, a peste, doença de Chagas, além do tracoma, da bouba, do bócio endêmico e de algumas helmintíases intestinais, principalmente a ancilostomíase (Silva, 2003). Estas doenças são de difícil controle pois dependem principalmente do comportamento das pessoas e tem causado um grande impacto na saúde da população, (Donalisio; Freitas; Von Zuben, 2017). Os autores Amaral; Petreski (2012) afirmam que arboviroses são doenças causadas por vírus que circulam, se multiplicam e são transmitidos para hospedeiros vertebrados por artrópodes vetores de doenças, principalmente, pelo fato de parte de seu ciclo replicativo ocorrer nos insetos. A Dengue é a arbovirose mais prevalente nas Américas, incluindo o Brasil (Figura 1). Figura 1 – Distribuição da taxa de incidência de dengue, chikungunya e zika, por município, Brasil, SE 1 a 7/2022 5 Fonte: Brasil, 2022. 6 No entanto, no mundo outras doenças são consideradas endêmicas. Por exemplo a Sociedade Brasileira de Pediatria (2022) alerta que a poliomielite é considerada endêmica no Paquistão e Afeganistão onde ocorreram 376 casos de poliovírus selvagem entre 2017 a 2021. Este fato traz preocupação a toda sociedade científica e a população pois essa doença ainda não foi considerada como erradicada. Entre as doenças endêmicas vamos citar a seguir as que aparecem com maior frequência distribuídas em localidades brasileiras. TEMA 4 – ARBOVIROSES a) Descrição Arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. b) Sintomas e Sinais Quando o mosquito portador do vírus pica uma pessoa sadia, este vírus entra no sangue dessa pessoa. Depois de algum tempo, que varia de 3 a 15 dias, a doença começa a se manifestar. Se inicia um dia antes da febre até o sexto dia da doença, ela se torna transmissível, mas somente quando o mosquito Aedes aegypti pica o infectado. Quadro 1 – Sinais e sintomas das doenças dengue, chikungunya e zika c) Agente causador Sintomas Dengue Chikungunya Zika Febre Alta 39 a 40o C que começa subitamente Alta 39 a 40o C que começa subitamente Leve ou até mesmo ausente Dores Na cabeça, nos músculos, nas articulações, atrás dos olhos Inchaço nas articulações, dores intensas que impedem as atividades diárias (higiene, alimentação, caminhada etc.) Dores menos intensas nas articulações, nas extremidades e inchaço eventual Manchas vermelhas Sim, às vezes com coceira Sim com coceira intensa Sim, com coceira intensa Outros sintomas Mal-estar Falta de apetite Náusea, vômito, diarreia, dor abdominal Sensibilidade com a luz e olhos vermelhos e coceira nos olhos 7 O ser humano se contamina pela picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas, enquanto o macho apenas se alimenta de seiva de plantas. A fêmea precisa de uma substância do sangue (a albumina) para completar o processo de amadurecimento de seus ovos. O mosquito no seu ciclo de vida, apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adultos (figura 2), vive em média de 30 a 35 dias. A sua fêmea põe ovos de quatro a seis vezes durante sua vida e, em cada vez, cerca de 100 ovos, em locais com água limpa e parada. Um ovo de Aedes aegypti pode sobreviver por até 450 dias (aproximadamente um ano e dois meses), mesmo que o local onde ele foi depositado fique seco. Se esse recipiente receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo (vivo), podendo se transformar em larva e atingir a fase adulta depois de, aproximadamente, dois ou três dias. Quando não encontra recipientes apropriados (criadouros), a fêmea do Aedes aegypti, em casos raros, pode voar até três quilômetros em busca de outros locais para depositar seus ovos. O Aedes aegypti costuma picar as pessoas durante o dia, quando o Aedes aegyptié encontrado nas residências normalmente está em paredes, móveis, peças de roupas penduradas e mosquiteiros. 8 Figura 2 – Mosquito Aedes aegypti Crédito: Fang-Chun Liu/ Shutterstock. d) Como se transmite? O mosquito Aedes aegypti pode transmitir dengue, zika e chikungunya na mesma picada. Pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado (CSU) descobriram que o mosquito Aedes aegypti consegue transmitir ao mesmo tempo, em uma única picada, os vírus da dengue, zika e chikungunya (Amaral; Petreski, 2012). Quando o mosquito pica uma pessoa com dengue, leva consigo o vírus. Após oito a doze dias de incubação no mosquito, o vírus é transmitido para outras pessoas que forem picadas. Vale lembrar que o mosquito permanece o restante da vida infectado, o que dura entre 6 a 8 semanas. 9 TEMA 5 – DOENÇAS VETORIAIS 5.1 Leishmaniose a) Descrição Doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoário, de transmissão vetorial, que acomete pele e mucosas b) Agente causador A Leishmaniose é causada por um protozoário do gênero Leishmania, que se multiplica nas células de defesa do ser humano, chamadas macrófagos. Figura 3 – Mosquito palha (Flebotomíneos) Crédito: James Gathany/DP. c) Sinais e sintomas Classicamente, a doença manifesta-se sob duas formas: 1. Forma cutânea e mucosa. A sua evolução é longa, podendo durar meses e até mais de um ano. Além disso, pode ser letal (Brasil, 2017). 10 • As lesões na pele geralmente são indolores, com formato arredondado ou ovalado podem ser únicas, múltiplas, disseminada ou difusa, • As lesões em mucosa em geral aparecem nas vias aéreas superiores. 2. Forma visceral Os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. d) Modo de transmissão Sua transmissão é feita por meio da picada de fêmeas de flebotomíneos infectadas. Estes mosquitos são conhecidos como mosquito- palha, tatuquira, cangalhinha e birigui, os insetos são pequenos e apresentam coloração amarelada. Não há transmissão de pessoa a pessoa 5.2 Esquissotomose a) Descrição No Brasil, a esquistossomose também é conhecida como xistose, barriga d’água ou doença dos caramujos. No período entre 2007 a 2017 foram confirmados por exames positivos 2080 casos na região norte, 392193 no Nordeste 133601 no Sudeste e 789 na região Sul (Tabnet/Datasus). b) Agente causador É uma doença parasitária causada pelo Schistosoma mansoni 11 Figura 4 – Schistosoma mansoni Crédito: Peddalanka Ramesh Babu/Shutterstock. c) Sinais e sintomas Após contato com água contaminada, começa com uma coceira e aparecimento de pontos vermelhos na pele como se fossem picadas de insetos (em um período de 24 a 72 horas, podendo chegar até 15 dias). Cerca de um a dois meses após, aparecem sintomas como febre, dor de cabeça, falta de apetite, náuseas, tosse, diarreia. O parasita se aloja nos vasos sanguíneos do intestino, no sistema urinário e no fígado e começa a se reproduzir dentro do organismo causando aumento no volume abdominal devido ao crescimento desproporcional do fígado e do baço. d) Modo de transmissão A pessoa infectada contamina os locais ao urinar ou fazer evacuar eliminando com ovos do Schistosoma, estes se abrigam em um tipo de caramujo, onde se desenvolvem. Quando está maduro, o Schistosoma volta para a água e, se entrar em contato com um ser humano, é capaz de acessar seu organismo por meio da pele, mais frequentemente pelos pés e pernas, por serem áreas do corpo que ficam em maior contato com águas contaminadas de rios e lagos. Os https://www.shutterstock.com/pt/g/librarystock https://pt.wikipedia.org/wiki/Ba%C3%A7o 12 fatores de risco estão relacionados a falta de saneamento básico e acesso à água potável, pisar, nadar ou lavar objetos em água contaminada 5.3 Doença de chagas a) Descrição É uma doença transmissível causada por um parasito e transmitida principalmente por meio do inseto conhecido como barbeiro, descoberto por Carlos Chagas, em 1909. Considerada uma doença endêmica, a Doença de Chagas é comum em países subdesenvolvidos e estima-se que haja 12 milhões de portadores nas Américas. No Brasil, atualmente, há registro de pelo menos um milhão de pessoas infectadas pelo protozoário. b) Agente causador O agente causador é um protozoário denominado Trypanosoma cruzi, um grupo de insetos da família do percevejo (Figura 3) Figura 5 – Trypanosoma cruzi Crédito: Casejustin/Shutterstock. 13 c) Sinais e sintomas No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas. Afeta o sistema cardiovascular, porém na fase aguda, que pode ser sintomática ou não, e na fase crônica o infectado pode ter sintomas cardíacos ou digestivos. d) Modo de transmissão A transmissão se dá pelas fezes que o "barbeiro"deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Comumente, a picada ocasiona coceira e o ato de coçar promove a penetração do tripanossomo pelo local da picada. A transmissão pode também ocorrer por transfusão de sangue contaminado e durante a gravidez, da mãe para filho. No Brasil, foram registrados casos da infecção transmitida por via oral nas pessoas que tomaram caldo-de-cana ou comeram açaí moído. 5.4 Malária a) Descrição É uma doença infecciosa, também é conhecida como paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além dos nomes populares: maleita, sezão, tremedeira, batedeira b) Agente causador È causada por protozoário (Plasmodium). É transmitido a seres humanos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. 14 Figura 6 – Mosquito-prego Crédito: James Gathany/DP. c) Sinais e sintomas Mal-estar, dor de cabeça, cansaço, dores musculares, náuseas e vômitos, que acontecem antes da febre da malária, febre alta podendo atingir 41° C. d) Modo de transmissão Por meio da picada da fêmea do mosquito-prego infectada com o Plasmodium. Como o mosquito tem hábito alimentar ao entardecer e ao amanhecer e em algumas regiões da Amazônia tem hábitos noturnos, pica as pessoas durante todas as horas desde o entardecer até o amanhecer. A doença não passa de pessoa para pessoa. 5.5 Febre amarela a) Descrição A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos infectados. b) Agente Causador A febre amarela urbana é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, A febre amarela Silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros haemagogus e sabethes. 15 c) Sinais e sintomas Os sintomas mais comuns são febre, dores musculares com dor lombar proeminente, dor de cabeça, perda de apetite, náusea ou vômito. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem depois de 3 ou 4 dias d) Modo de transmissão (Quadro 2) A febre amarela silvestre é quando há transmissão em área rural ou de floresta. Sendo assim, é transmitida pelos mosquitos dos gêneros haemagogus e sabethes. Os mosquitos se infectam ao picarem primatas com a febre amarela silvestre e acabam transmitindo o vírus para seres humanos moradores destas regiões. Na febre amarela urbana o mosquito Aedes aegypti se infecta quando pica o homem infectado e transmite para o homem sadio. Quadro 2 – Ciclo de transmissão da febre amarela 5.6 Tracoma a) Descrição É uma inflamação nos olhos causada por uma bactéria. É considerada a principal causa de cegueira evitável no mundo. Ciclo Silvestre Macaco infectado Haemagogus Sabethes Homem CicloUrbano Homem infectado Aedes aegypti Homem 16 b) Agente causador É causado por uma bactéria chamada Chlamydia trachomatis, a mosca doméstica ou a lambe-olhos pode atuar na transmissão dela. c) Sinais e Sintomas Os principais sintomas são lacrimejamento, sensação de cisco no olho, sensibilidade à luz, coceira, sinais de secreção com pus em pequena quantidade, olho seco e diminuição da visão. São considerados casos suspeitos pessoas que apresentarem história de conjuntivite duradoura, coceira e sensibilidade à luz. d) Modo de transmissão Por meio do contato dos olhos com objetos contaminados (lenços, toalhas, lençóis, fronhas) ou olho a olho de pessoas doentes que estejam na fase inflamatória da doença. A falta de água, a eliminação inadequada de dejetos, em conjunto com as condições sanitárias deficientes e falta de higiene, facilitam o avanço da doença. NA PRÁTICA 1. Qual é a arbovirose mais frequente nas Américas? R: Dengue 2. Qual é o modo de transmissão da febre amarela? R: mosquito pica o macaco infectado e pica o homem 3. Qual doença está relacionada a presença de água contaminada por urina ou fezes do homem doente? R: Esquistossomose 17 FINALIZANDO Este capítulo foi importante para entender o processo de saúde e doença relacionado as principais doenças endêmicas do nosso país, o que contribui na atuação dos ACS e ACE no controle destas doenças. 18 REFERÊNCIAS AMARAL, R; PETRETSKI, M. Interação Patógeno-Vetor: Dengue. Tópicos Avançados em Entomologia Molecular. CAPÍTULO 14. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular- INCT, 2012 BENCHIMOL, J.L. Febre amarela: a doença e a vacina, uma história inacabada. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz. 2001. BRASIL. Ministério da Saúde. Curso para Instrutores do Curso Introdutório Presencial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Departamento de Gestão da Educação na Saúde. – Brasília: EDUFRN; Ministério da Saúde, 2016 _____. Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias. Vol1. Arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. 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