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Inovação e Empreendedorismo

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Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Aula 1
Inovação e seus principais tipos de aplicação
Introdução
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Olá, estudante! Na Unidade 3 introduziremos o conceito e principais aspectos da inovação, palavra
que ganhou protagonismo na agenda das organizações de todos os tamanhos e segmentos e que é
extremamente importante de ser compreendida no âmbito do empreendedorismo, por ser a alavanca
de diferenciação da empresa no mercado. Com o ritmo intenso de surgimento de produtos e
serviços, é necessário que as empresas sejam capazes de implementar uma cultura adequada para
que os colaboradores se adaptem a essas inovações e consigam, inclusive, se antecipar ao que virá
de novidade.  
Nesta aula você verá que a prática da inovação está atrelada não apenas à capacidade dos
colaboradores e lideranças executarem essa agenda, mas também da capacidade de conseguirem
conectar stakeholders externos, como clientes e parceiros, para colaborarem junto com as
capacidades internas. Além disso, aprenderá que inovar vai além de criar produtos, existindo 10 tipos
possíveis de inovação. 
Bom estudo! 
Mapeando os tipos de inovação
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Quando falamos de inovação, normalmente relacionamos a palavra com o surgimento de produtos e
serviços que revolucionaram a sociedade, como o avião, o computador e as vacinas, entre outros.
Mas a palavra inovação, que tem origem no latim innovare, signi�ca "renovação", "invenção" ou
"criação de algo novo" e pode ser utilizada para qualquer mudança que gere uma nova percepção de
valor. O termo era frequentemente usado na Idade Média para referir-se a mudanças signi�cativas
nas leis, costumes ou cultura em geral. Com o passar dos anos, o signi�cado de inovação foi
ampliado para incluir a criação de novos produtos, serviços ou processos dentro de uma empresa.
Atualmente, a inovação é vista como uma peça-chave para o sucesso no mundo empresarial. 
Essa concepção de que a inovação é parte essencial da atividade econômica foi criada por Joseph
Schumpeter, economista e cientista político austríaco. Na visão dele, a atitude inovadora é o grande
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
motor do crescimento econômico e a empresa é o centro em que essa inovação acontece, e pode
ser de�nida como (Costa et al., 2022): 
Introdução de um novo bem ou nova qualidade a esse bem; 
Introdução de um novo método de produção ou nova forma de manejar comercialmente uma
mercadoria; 
Abertura de mercado; 
Adoção de uma nova matéria-prima; 
Estabelecimento de uma nova empresa no segmento, quebrando um monopólio. 
Repare que as possibilidades descritas cobrem não apenas o produto novo em si, mas também
novas formas e meios de se fazer algo (Costa et al., 2022). Além de de�nir o espectro da inovação,
Schumpeter foi o primeiro estudioso a falar do empreendedorismo, traduzindo a palavra como a ideia
de alocar recursos escassos da economia de forma e�ciente, a partir de um empreendimento novo
(Costa et al., 2022). Com isso, a habilidade de inovar para a diferenciação de mercado se tornou
essencial para empreendedores. 
Com o avanço dos estudos sobre a inovação, o conceito passou a explorar os atores que fazem
parte da sua execução e criou-se a diferenciação entre inovação fechada e aberta que traz,
basicamente, a expansão dos limites da empresa, incorporando ideias, recursos e feedbacks do
ambiente externo à organização. A maior diferença da inovação fechada para a aberta é que na
primeira, todo o processo de ideias, elaboração e desenvolvimento do produto ou serviço é feito
exclusivamente com colaboradores e recursos internos (Liga Ventures, 2022).  
O modelo de inovação aberta foi proposto por Henry Chesbrough, considerado o pai do termo, no seu
livro Inovação Aberta: Como criar e lucrar com a tecnologia. A partir dos estudos de Chesbrough,
de�niu-se três modalidades de aplicação da inovação aberta, explicadas no Quadro 1 (Alves, 2023): 
Quadro 1 | Modalidades de inovação aberta 
  
 
  
 
Modalidade 
 
 
  
 
Signi�cado 
  
  
 
Inbound 
 
  
 
A empresa busca 
conhecimento ou 
tecnologia em uma 
fonte externa 
especializada. 
  
  
 
Outbound 
 
  
 
A empresa desenvolve 
uma solução 
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Fonte: adaptado de Alves (2023). 
Vimos que desde os primórdios dos estudos acerca da inovação, na literatura de Schumpeter, inovar
signi�ca ir muito além de novas soluções apenas, certo? Pois bem, já nos tempos atuais, Larry
Keeley, CEO e cofundador de uma das empresas mais reconhecidas em estratégia de inovação e
incorporada na Deloitte, desenvolveu o método 10 TI (10 tipos de inovação), para tangibilizar o que
Schumpeter mencionou anteriormente: é possível inovar para além de criar produtos e serviços. O
Quadro 2 apresenta os 10 TI (Keeley, 2015): 
Quadro 2 | 10 Tipos de Inovação 
inovadora e a transfere 
para outra empresa 
por meio de parceria. 
  
  
 
Coupled 
 
  
 
Combinação dos 
modelos anteriores, 
quando uma empresa 
consegue fornecer 
informações para o 
desenvolvimento de 
uma solução e se 
bene�cia de novas 
ideias e informações 
externas. 
  
 
  
 
Con�guração 
 
 
  
 
Oferta 
 
 
  
 
Experiência 
  
  
 
Modelo de 
lucratividade 
 
  
 
Desempenho do 
produto 
 
  
 
Serviço 
  
  
 
Rede 
 
  
 
Sistema de produto 
 
  
 
Canal 
    
 
 
 
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Fonte: adaptada de Keeley (2015) 
Um ponto importante é que cada empresa de�ne sua estratégia de inovação com base nas
competências, mercado de atuação e objetivos a serem atingidos, não existindo uma hierarquia entre
os tipos ou uma ordem especí�ca a ser seguida.
Características de cada tipo de inovação
  
 
Estrutura 
 
 
- 
 
 
Marca 
  
  
 
Processo 
 
  
 
- 
 
  
 
Envolvimento do 
cliente 
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
É normal imaginar que inovação aberta seja o oposto da inovação fechada, mas os dois tipos são
complementares. Empresas podem praticar a inovação fechada no processo produtivo para garantir
o segredo industrial ou registrar patentes, enquanto praticam a inovação aberta para compartilhar
conhecimento de mercado e desenvolvimento de tecnologias com outras organizações.  
Para facilitar o entendimento das diferenças de cada tipo de inovação, veja o Quadro 3 (Liga
Ventures, 2022): 
Quadro 3 | Diferenças entre inovação aberta e inovação fechada 
  
 
  
 
 
 
  
 
Inovação fechada 
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Fonte: adaptado de Liga Ventures (2022). 
Com a inovação aberta, há mais agilidade e e�ciência na incorporação de tecnologias e ideias além
de aumentar a possibilidade de utilizar recursos que a empresa, por vezes, não tem internamente
(Liga Ventures, 2022). 
Um exemplo da inovação aberta praticada de fora para dentro ou inbound é o da LEGO, líder mundial
em brinquedos, que incentiva seus consumidores a darem ideias para possíveis novas coleções e os
premia a partir de uma votação aberta que elege as mais desejadas. Essa aposta no
desenvolvimento de novas coleções a partir das ideias dadas pelos próprios usuários torna mais
provável o sucesso das vendas dos futuros lançamentos. 
Já na inovação de dentro para fora ou outbound, podemos citar o exemplo da 3M, que tem um
consultor que avalia desa�os e cenários do cliente para desenvolver a melhor embalagem para o
produto e com o melhor custo-benefício para a ambos (Sydle, 2022). 
A mistura entre outbound e inbound, ou inovação coupled, ocorre quando duas empresas que têm a
mesma di�culdade resolvem, por exemplo, criar ou investir juntas em uma terceira marca que vende
o produto ou serviço para as duas, mas também para as outras empresas da cadeia. A Vector é um
bom exemplo: criada pela Bunge e Target, buscou resolver o problema de digitalização do processo
de contratação de frete rodoviárioe outros serviços (Bunge, [s. d.]).  
Os três casos citados também se relacionam com o método de Keeley: o caso da LEGO exempli�ca
um tipo de inovação a partir do envolvimento do cliente. No caso da 3M, a melhor embalagem
possível vai diferenciar o produto vendido, o que con�gura uma inovação de desempenho do
Inovação aberta   
  
 
Integração com os 
recursos internos e 
externos. 
 
  
 
Falta de integração 
com os recursos 
externos. 
  
  
 
O custo para o 
desenvolvimento é 
reduzido, por não 
precisar criar o 
sistema todo 
internamente. 
 
  
 
Necessidade de 
criação de várias 
equipes, aumentando 
o custo de 
desenvolvimento. 
  
  
 
Processo muito mais 
ágil, por envolver 
recursos externos. 
 
  
 
Lentidão no processo 
de inovação. 
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produto. Já a Vector pode ser considerada um novo canal de integração entre caminhoneiros e
embarcadores.  
Vamos nos aprofundar nas características de cada um dos 10 tipos de inovação propostos por
Keeley? (FIUZA, 2023) 
1. Modelo de lucratividade: forma como a empresa lucra a partir das inovações. 
2. Rede: como uma empresa pode criar parcerias que geram valor.  
3. Estrutura: ações que podem gerar valor relacionadas aos ativos (pessoas e infraestrutura
física) da empresa, como a descentralização da hierarquia para fomentar um ambiente propício
à criação de ideias.  
4. Processo: como aperfeiçoar os processos internos para entregar o produto ou serviço �nal da
melhor forma. 
5. Desempenho do produto: inovações que vão impactar o valor ou qualidades do produto
ofertado e que o diferenciarão da concorrência. 
�. Sistema de produto: forma de criar uma complementaridade em seus produtos com serviços.  
7. Serviço: inovações direcionadas a garantia, aumento da utilidade ou desempenho do produto
ou serviço. 
�. Canal: forma como o produto ou serviço será entregue ao consumidor.  
9. Marca: forma como o cliente percebe a empresa.  
10. Envolvimento do cliente: inovações relacionadas à forma como a empresa interage com os
consumidores assertivamente no seu processo de implementação da inovação. 
Percebeu como a inovação pode ser implementada a partir de diversas classi�cações? Ao conhecer
os tipos de inovação, a empresa pode de�nir o seu próprio �uxo de inovação, e quanto mais
variedade houver nos tipos, mais forte será sua vantagem competitiva.
Casos reais de inovação aberta
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Agora você já sabe que a inovação aberta é uma maneira das empresas criarem e capturem valor por
meio da cocriação entre os colaboradores internos e parceiros externos, como clientes e startups.
Existem diversos casos de sucesso de empresas de segmentos distintos que adotam a inovação
aberta de maneira estratégica e revolucionam o mercado que atuam.  
Vamos agora conhecer dois desses casos: FirstBuild, um dos projetos de inovação aberta da GE e
que pode ser considerado um caso de inovação inbound, e SmartThings, uma das empresas
adquiridas pela Samsung e que pode ser considerado um caso de inovação coupled (Martins, 2020): 
A GE, empresa global de tecnologia e inovação que desenvolve soluções para as áreas de saúde,
energia e aviação, investe em um ecossistema de parceiros para resolver grandes problemas e
garantir que as ideias geradas por terceiros sejam implementadas e se transformem em produtos
para a GE.  
Uma das iniciativas mais bem-sucedidas na unidade de negócio de saúde da GE foi a comunidade de
cocriação FirstBuild, que permite que engenheiros e designers tomem decisões para o
desenvolvimento de produtos, desde o início de seu ciclo de vida. A empresa investiu em uma
plataforma aberta para facilitar a colaboração entre pesquisadores independentes e seus times de
P&D (inovação aberta em sua essência!), que desenvolvem novas aplicações de diagnóstico e
tratamento por ultrassom. O setor de energia também é alvo da GE, que usa uma plataforma de
coleta de ideias para realizar a colaboração em projetos de produção de energia limpa e acessível
usando nanotecnologia (Martins, 2020). Ambos os casos protagonizados pela GE também podem
ser classi�cados como inovações de rede, considerando o modelo de Keeley, pois demonstram
como uma empresa pode gerar mais valor valendo-se de parcerias. 
Já a Samsung, multinacional sul-coreana de eletrônicos, criou a iniciativa Next em 1994 para
desenvolver um ecossistema de inovação que provocasse grandes transformações nos setores de
softwares e serviços. Preste atenção no ano: era 1994 e os conceitos da inovação já eram colocados
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
em prática! O grande objetivo da iniciativa é colocar os colaboradores da empresa para trabalhar lado
a lado com startups que ajudam a escalar novos produtos digitais e transformar ideias em negócios
prósperos, solucionando grandes problemas globais. O projeto atua em países por todo o globo e a
relação com as startups pode se dar por aportes �nanceiros de venture capital, parcerias, aceleração
e/ou aquisição (Martins, 2020). 
Um case de sucesso da Next é a compra da empresa SmartThings, de soluções com internet das
coisas (IoT). Com a aquisição, a Samsung pôde integrar a tecnologia em seus produtos sem ter que
gastar tempo e dinheiro em P&D para chegar no mesmo nível de maturidade (Martins, 2020). O
exemplo da Samsung também poderia ser classi�cado utilizando o modelo de Keeley, mas agora
como inovação do tipo sistemas de produto, pois a nova tecnologia complementa produtos que já
são produzidos pela multinacional sul-coreana. Vemos na prática uma das vantagens da inovação
aberta: velocidade de desenvolvimento das ideias e custo reduzido para colocá-las em prática, já que
estruturas externas já desenvolvidas são integradas ao projeto inicial. 
Muitas vezes a inovação é encarada como algo muito disruptivo e exclusivo para as empresas
modernas ou que têm muito dinheiro para investir na sua implementação, mas vimos dois casos de
empresas centenárias que souberam aplicar bem o conceito de inovação aberta, aproveitando-se da
colaboração com parceiros externos para inovar de forma mais rápida e e�ciente.  
Videoaula: Inovação e seus principais tipos de aplicação
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Neste vídeo você aprenderá os principais tipos de inovação que uma empresa pode adotar, além de
conferir exemplos reais de cada um, implementados em negócios com características diversas, mas
que souberam traduzir bem os conceitos em implementação com resultados positivos para a
empresa. Além disso, verá as vantagens de incentivar a cultura de inovação aberta, mas também
perceberá que a inovação fechada não é vilã e tem sua aplicabilidade garantida em contextos
especí�cos. 
Saiba mais
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Você pode compreender melhor a proposta do livro Dez tipos de inovação: a disciplina de criação de
avanços de ruptura, escrito por Larry Keeley, por meio deste artigo publicado pela DVS, editora da
obra: https://blog.dvseditora.com.br/dez-tipos-de-inovacao-modelo-simples-e-pratico-para-um-
resultado-vencedor/. 
Referências
https://blog.dvseditora.com.br/dez-tipos-de-inovacao-modelo-simples-e-pratico-para-um-resultado-vencedor/
https://blog.dvseditora.com.br/dez-tipos-de-inovacao-modelo-simples-e-pratico-para-um-resultado-vencedor/
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
ALVES, S. O que é inovação aberta e quais seus benefícios e desa�os para as empresas. 2023. Época
Negócios, 6 mar. 2023. Disponível em:
https://epocanegocios.globo.com/empresas/noticia/2023/03/o-que-e-inovacao-aberta-e-quais-seus-
bene�cios-e-desa�os-para-as-empresas.ghtml. Acesso em: 1 maio 2023.  
BUNGE. Bunge e Target criam a empresa de logística Vector. Bunge [s. d.]. Disponível em:
https://www.bunge.com.br/Imprensa/Noticia.aspx?id=1323. Acesso em: 1 maio 2023.  
COSTA, A. et al. Administração: Conceitos,Teoria e Prática Aplicados à Realidade Brasileira. São
Paulo: Atlas, 2022.  
FIUZA, T. Os 10 tipos de inovação, de Larry Keeley. Vinder Estratégias para Inovação, 3 abr. 2023.
Disponível em: https://gestaodainovacao.blog.br/os-10-tipos-de-inovacao-de-larry-keeley/. Acesso
em: 1 maio 2023.   
KEELEY, L. et al. Dez tipos de inovação: a disciplina de criação de avanços de ruptura. São Paulo:
DVS, 2015.  
LIGA VENTURES. Inovação aberta: o que é e como ela pode melhorar os processos da sua empresa.
Liga Ventures, 12 set. 2022. Disponível em: https://insights.liga.ventures/inovacao/inovacao-aberta/.
Acesso em: 1 maio 2023.  
MARTINS, W. Con�ra dez cases de sucesso de inovação aberta. Senno, 17 nov. 2020. Disponível em:
https://senno.ai/cases-inovacao-aberta/. Acesso em: 1 maio 2023.  
SYDLE. Inovação aberta: qual o conceito? Entenda os tipos e benefícios. Sydle, 15 fev. 2022.
Disponível em: https://www.sydle.com/br/blog/inovacao-aberta-612e3442f797755bfcc90dbb.
Acesso em: 1 maio 2023. 
Aula 2
Gestão da inovação: benefícios e impactos na estratégia organizacional
Introdução
https://epocanegocios.globo.com/empresas/noticia/2023/03/o-que-e-inovacao-aberta-e-quais-seus-beneficios-e-desafios-para-as-empresas.ghtml
https://epocanegocios.globo.com/empresas/noticia/2023/03/o-que-e-inovacao-aberta-e-quais-seus-beneficios-e-desafios-para-as-empresas.ghtml
https://gestaodainovacao.blog.br/os-10-tipos-de-inovacao-de-larry-keeley/
https://insights.liga.ventures/inovacao/inovacao-aberta/
https://senno.ai/cases-inovacao-aberta/
https://www.sydle.com/br/blog/inovacao-aberta-612e3442f797755bfcc90dbb
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Olá, estudante! Como já vimos, inovar vai muito além de criar produtos e serviços, e envolve
desenvolver novos modelos de negócios, novos processos organizacionais e até mesmo novas
formas de falar com o consumidor. Com isso, os riscos de erros e perdas ao longo do processo de
inovação existem e precisam ser considerados pelas corporações para que ações preventivas e
corretivas sejam mapeadas e executadas no tempo certo.  
É neste cenário que entra o conteúdo desta aula: você verá a importância de sistematizar a inovação
por meio de um �uxo de administração das iniciativas e de um modelo de gestão que vai garantir a
conexão da agenda de inovação com a estratégia da corporação, além de trazer visibilidade a tudo
que está acontecendo e uma cultura de monitoramento de resultados importante para que essa
agenda obtenha os recursos e incentivos necessários para garantir a perpetuidade do negócio. 
Bons estudos! 
Sistematizando a inovação nas empresas
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
O investimento em iniciativas que promovem a inovação nas empresas vem sendo cada vez mais
discutido devido às diversas transformações que os setores da economia sofreram nos últimos
anos. Não só startups, mas grandes empresas tradicionais também estão percebendo a importância
de incorporar a inovação no negócio por meio de mudanças estruturais, relacionamento com
clientes, fornecedores e dos próprios colaboradores (Donato, 2023).  
Para atingir os resultados esperados, é fundamental que as empresas criem uma cultura de
inovação, estimulando a criatividade e o trabalho colaborativo. Além disso, é importante investir em
ferramentas e recursos que possam facilitar o processo de geração, seleção e desenvolvimento de
inovações. Por isso, a inovação precisa ser vista como um processo contínuo e dinâmico. 
Esse processo é dividido em quatro etapas: 
1. Geração de ideias: é a fase inicial do processo, em que são geradas e coletadas ideias que
podem ser aplicadas em um determinado produto, serviço ou processo. Essas ideias podem
surgir de várias fontes, como funcionários, clientes, concorrentes, fornecedores etc. 
2. Desenvolvimento: as ideias são analisadas e selecionadas para serem desenvolvidas em
protótipos. É importante que essa fase conte com equipes interdisciplinares, que possam
avaliar a viabilidade técnica, �nanceira e comercial da ideia. 
3. Implementação: após a validação dos protótipos, a ideia é implementada em um produto,
serviço ou processo real. Esse processo exige um planejamento cuidadoso e
acompanhamento constante para garantir que a inovação esteja alinhada com as expectativas
do mercado e dos clientes. 
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
4. Avaliação: após a implementação, é importante avaliar os resultados da inovação e fazer
correções, se necessário. Essa etapa é fundamental para garantir que a inovação continue a
gerar valor para a organização e seus clientes. 
Vale destacar que o processo de inovação não é linear, pode envolver várias interações entre as
etapas e envolvimento de diferentes áreas da empresa. O que vai permitir que todas essas ideias e
processos inovadores sejam aplicáveis em uma organização é a gestão da inovação, uma prática
voltada para o estímulo e a implementação de um incentivo ao desenvolvimento de novas ideias
(Ferreira, 2019). 
Outro aspecto crucial na gestão da inovação é a capacidade de identi�car e analisar as tendências
do mercado e as necessidades dos clientes, para que as ideias e soluções desenvolvidas estejam
alinhadas com as demandas do mercado e possam gerar impactos positivos. 
Por �m, a gestão da inovação também exige uma abordagem estratégica, com um planejamento
cuidadoso dos recursos necessários, como investimentos em pesquisas, tecnologia, pessoal e
capacitação, e a de�nição de métricas para medir os resultados e o impacto da inovação. Assim, é
possível se destacar em um mercado competitivo e conquistar a �delidade dos clientes, garantindo o
sucesso a longo prazo.  
Com o objetivo de fornecer orientações para a gestão de inovação em uma organização,
independentemente de seu tamanho, setor ou localização, foi criada a ISO 56002. Vale primeiro
aprender o que a sigla signi�ca: fundada em 1947, a ISO – Organização Internacional de
Padronização, é uma instituição sem �ns lucrativos sediada na Suíça. Ancorada nos princípios da
isonomia, a organização tem mais de 22 mil normas técnicas, sendo mais de 180 normas de sistema
de gestão que visam ao estabelecimento de padrões mundiais para a gestão de negócios (Cardoso,
[s. d.]). 
No caso da ISO 56002, ela trata das diretrizes para implementar o sistema de gestão da inovação e é
a única certi�cável via atestado de conformidade, por propor a estruturação dos processos para
inovar com foco na geração de resultados. 
Como implementar um bom processo de gestão da inovação
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Como vimos, o processo de inovação é formado por quatro etapas sequenciais: geração de ideias,
desenvolvimento, implementação e avaliação, que vão assegurar que o time de inovação tenha
ideias e as implemente de forma bem-sucedida (Distrito, 2020).  
Para implementar o processo de inovação corretamente, é preciso ter um bom sistema para
organizar este processo, e o mais indicado é a gestão ágil, abordada anteriormente, por conseguir
identi�car os riscos e falhas que são inerentes a todo processo de inovação e que, quando não
corrigidos rapidamente, provocam um alto custo para a empresa (Pimenta, 2022). 
Mas apenas a sistematização do processo de inovação não é su�ciente para que de fato a inovação
aconteça, a�nal, é na criatividade humana que ela tem sua origem. Ao longo dos anos, similaridades
nos contextos culturais e processuais das empresas que implementaram com sucesso o processo
de inovação foram estudadas. Vamos conhecer oito características dessas empresas (Frankenthal,
2017): 
1. Iniciativas de inovação alinhadas com os objetivos estratégicos: é preciso entender os
objetivos estratégicos do negócio e de�nir os processos que precisam ser inovados. 
2. Focar a inovação: a gestão da inovação precisa direcionar esforços para a convergência entre
tecnologias, comportamentos e os objetivos do negócio, para gerar bons resultados. 
3. Ambiente favorável para a inovação: a liderança precisa incentivar a agenda de inovação,
compreendendo profundamente os seus fundamentos, destinandoverba su�ciente para
investir e garantindo que a cultura de inovação esteja incorporada no DNA da empresa.  
4. Pessoas treinadas para a inovação: treinamentos, workshops e encontros criativos,
preferencialmente fora do ambiente organizacional, são essenciais para que as pessoas se
sintam seguras para inovar. 
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
5. Realizar parcerias inovadoras: para inovar, é fundamental fazer parcerias com instituições que
já dominam as metodologias e conhecem os mecanismos de �nanciamento de inovação
disponíveis no Brasil, como as universidades federais, as incubadoras de startups e as
consultorias. 
�. Processos estruturados: o processo precisa ser bem estruturado, bem gerenciado e produtivo
para toda a organização. Os recursos humanos, �nanceiros e tecnológicos devem ser
combinados para resultar em uma relação ganha-ganha para todos os envolvidos. 
7. Reconhecimento dos esforços de inovação: mecanismos de reconhecimento dos esforços de
inovação dos colaboradores (desde uma matéria em newsletter da empresa, destacando os
feitos do colaborador, até remunerações proporcionais aos ganhos gerados pela sua
participação no processo de inovação). 
�. Análise dos resultados da inovação: medir os resultados e veri�car se realmente os processos
envolvidos se tornaram mais e�cientes. Quando a inovação é no produto ou serviço, pesquisas
de satisfação mostram se ele está agradando os clientes e trazendo lucro para a empresa. 
Mesmo com muita informação disponível acerca da importância da gestão da inovação nas
empresas, é muito comum vê-las gerarem ótimas ideias, mas que nunca saem do papel. Daí entra a
importância da certi�cação ISO 56002, que a partir do apoio de uma consultoria experiente, apoia as
empresas na execução correta dos processos de inovação. Depois de implementar todos os itens
normativos, a empresa passa por uma auditoria de certi�cação por meio de um organismo
certi�cador e, se aprovada, recebe o atestado de conformidade (Cardoso, [s. d.]). 
A ISO 56002 se baseia em oito pilares, demonstrados no Quadro 1 junto com os benefícios dessa
certi�cação: 
 
Quadro 1 | Pilares e Benefícios da ISO 56002 
Pilares Signi�cado Benefícios
Direção estratégica
Implementação de uma política de
inovação e criação de indicadores de
acompanhamento de resultados.
 
Maior capacidade de gerenciar
incertezas;
Abordagem por
processos
De�nição de cada processo interno e
as responsabilidades de todos os
colaboradores envolvidos.
Aumento do crescimento,
receita, rentabilidade e
competitividade;
Realização de valor
Resultados mensuráveis, seja no
aumento dos lucros ou na redução de
gastos.
Redução de custos e
desperdícios e aumento da
produtividade e e�ciência de
recursos;
Liderança futurista
Líderes que promovem o
engajamento dos colaboradores e
tornam os resultados possíveis.
Maior sustentabilidade e
resiliência;
Cultura colaborativa Organização preparada para
mudanças, superando as
Maior satisfação de usuários,
clientes, cidadãos e outras
partes interessadas;
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
adversidades e aproveitando as
oportunidades.
Adaptabilidade e
resiliência
Persistência apesar das di�culdades
e capacidade de enxergar os
problemas como oportunidades de
inovação.
Renovação sustentada do
portfólio de ofertas;
Gestão de incertezas
As empresas devem utilizar as
incertezas para criar um plano de
contenção de ameaças.
Pessoas engajadas e
capacitadas na organização;
Gestão de insights
Funil com cinco fases: identi�cação
da hipótese, criação de conceitos,
validação, desenvolvimento e
implementação.
Maior capacidade de atrair
parceiros, colaboradores e
�nanciamento.
Fonte: adaptada de Grandes Obras (2022). 
 
Já sabemos que a inovação depende totalmente da atuação humana, a�nal, apenas metodologia
não é su�ciente para aplicá-la. Estabelecer um ambiente favorável é necessário, e a ISO 56002 ajuda
a organizá-lo nas empresas. 
Passo a passo para obter a certi�cação da ISO 56002
A certi�cação da ISO 56002 demanda que as empresas passem por algumas etapas que compõem
o processo de implementação dessa metodologia. As principais etapas são (ISO de Inovação,
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2023):  
1. Assessment: tem como propósito identi�car o nível de preparo em questão de estrutura e
cultura da companhia em termos de inovação, com o objetivo de se ter uma melhor clareza do
que é preciso adotar para atingir os objetivos traçados. Em poucas palavras, consiste no
diagnóstico da maturidade inovadora do negócio. 
2. Criação de um comitê de inovação: conjunto de pro�ssionais que serão responsáveis por
conduzir a implementação da ISO 56002. O comitê deverá garantir a criação e o funcionamento
do sistema de inovação de forma permanente. Não existe uma recomendação acerca da
quantidade máxima ou mínima de membros, apenas a de�nição clara de quem irá compô-lo e
as responsabilidades que cada membro terá ao fazer parte dele. 
3. Estabelecimento de uma metodologia de implementação: quando as duas etapas anteriores
estão bem de�nidas e comunicadas para a liderança da organização, chega a hora de
estabelecer um plano de ação a implementação. A metodologia deve ser elaborada com base
na criação de uma governança de inovação, priorizando estratégias disruptivas que atendam às
demandas do público-alvo e gerem resultados reais ao negócio; caso contrário, iniciar esse
processo de forma desordenada e sem planejamento prejudicará o impulsionamento do
negócio e sua reputação no mercado. 
4. Realização de uma auditoria interna: com a implementação da metodologia 100% realizada, um
terceiro avaliará todos os esforços e planos colocados em prática, identi�cando as falhas que
ainda possam existir e pontos de melhoria a serem corrigidos. Essa fase deve ser encarada
como um momento de oportunidade para aperfeiçoar ainda mais os serviços e produtos para
atingir conquistas ainda maiores para o crescimento da empresa. 
5. Auditoria de certi�cação: é nessa etapa que a empresa pode conquistar a certi�cação da ISO
56002. A avaliação é feita por um órgão certi�cador, que veri�ca todos os itens normativos e
a�rma se a empresa está em conformidade com a metodologia. 
Tanto no momento de obter a certi�cação da ISO 56002 como para implementar um simples projeto
de inovação, é importante contar com o apoio de consultores experientes no ramo. Assim, eles
conseguirão ser mais assertivos ao identi�car os melhores caminhos a serem seguidos, assim como
darão o apoio necessário para enfrentar qualquer imprevisto que surja ao longo do caminho da
implementação (ISO da Inovação, 2023). 
É possível encontrar empresas brasileiras já foram certi�cadas na ISO 56002. A primeira a obter a
certi�cação foi a MZF4, indústria de transformação do ramo de nylon. Na mesma época, a CSI
Locações, empresa de locação de equipamentos também conquistou o atestado de conformidade e,
em seguida, a PALAS implementou esse modelo de gestão em seus processos (Cardoso, [s. d.]). A
Atento, do ramo de call center, a Stefanini, uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil, e a
Messes Gases também obtiveram a certi�cação posteriormente (Cardoso, [s. d.]). 
Videoaula: Gestão da inovação: benefícios e impactos na estratégia
organizacional
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Olá, estudante! Neste vídeo, você entenderá como funciona a gestão da inovação nas corporações e
quais benefícios ela pode trazer para minimizar erros e perdas ao longo do processo.
Apresentaremos também os modelos de sistemas de gestão para inovação mais aderentes ao
contexto atual de centralidade nas demandas do cliente e que levaram à criação da ISO 56002, que
tem o objetivo de facilitar as diretrizes para implementação de um sistema de gestão que traz
padrões mundiais adotados por mais de 100 empresas. 
Saiba maisExistem diversas ferramentas com a função de auxiliar uma empresa na governança do processo de
gestão da inovação, criando �uxos automáticos de aprovação de ideias, baseados em critérios
prede�nidos e todo um aparato de metodologias para transformar as ideias em inovação. Para
conhecer uma dessas ferramentas, acesse: https://aevo.com.br/produtos/.  
Referências
https://aevo.com.br/produtos/
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CARDOSO, M. ISO 56002: o que é a ISO de inovação? Templum, [s. d.] . Disponível em:
https://certi�cacaoiso.com.br/iso-56002-o-que-e-a-iso-de-inovacao/. Acesso em: 5 maio 2023.  
DISTRITO. Como construir um processo de inovação na sua empresa. Distrito, 25 ago. 020.
Disponível em: https://distrito.me/blog/como-construir-um-processo-de-inovacao-na-sua-empresa/.
Acesso em: 9 maio 2023.  
DONATO, L. Inovação organizacional. Aevo, 30 jun. 2023. Disponível em:
https://blog.aevo.com.br/inovacao-organizacional/#por-que-investir-na-inovao-organizacional.
Acesso em: 4 maio 2023.  
FERREIRA, K. Gestão da Inovação: o que é, quais os benefícios e como aplicar na empresa. Rock
Content, 26 fev. 2019. Disponível em: https://rockcontent.com/br/blog/gestao-da-inovacao/. Acesso
em: 5 maio 2023.  
FRANKENTHAL, R. Con�ra 8 dicas práticas para a gestão da inovação nas organizações.
MindMiners, 24 fev. 2017. Disponível em: https://mindminers.com/blog/gestao-inovacao-
organizacoes/. Acesso em: 9 maio 2023.  
GRANDES OBRAS. 8 pilares para implantar a ISO 56002 na construção civil. Grandes Obras, 4 abril
2022. Disponível em: https://grandesobras.com.br/8-pilares-para-implantar-a-iso-56002-na-
construcao-civil. Acesso em: 10 maio 2023.  
ISO DE INOVAÇÃO. ISO 56002: como obter essa certi�cação? ISO de inovação, 2023. Disponível em:
https://isodeinovacao.com.br/2023/03/28/iso-56002-como-obter-certi�cacao/#3. Acesso em: 14
maio 2023.   
PIMENTA, M. Como fazer o processo de gestão da inovação? 2022. Disponível em:
https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/. Acesso em: 9 maio
2023. 
https://certificacaoiso.com.br/iso-56002-o-que-e-a-iso-de-inovacao/
https://distrito.me/blog/como-construir-um-processo-de-inovacao-na-sua-empresa/
https://blog.aevo.com.br/inovacao-organizacional/#por-que-investir-na-inovao-organizacional
https://rockcontent.com/br/blog/gestao-da-inovacao/
https://mindminers.com/blog/gestao-inovacao-organizacoes/
https://mindminers.com/blog/gestao-inovacao-organizacoes/
https://grandesobras.com.br/8-pilares-para-implantar-a-iso-56002-na-construcao-civil
https://grandesobras.com.br/8-pilares-para-implantar-a-iso-56002-na-construcao-civil
https://isodeinovacao.com.br/2023/03/28/iso-56002-como-obter-certificacao/#3
https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/
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Aula 3
Da invenção à inovação: criando produtos e serviços
Introdução
Olá, estudante! Nesta aula você vai compreender os fundamentos do design thinking e a sua relação
com a resolução de problemas complexos.  
Você verá que sempre que falamos em design thinking, nos referimos a uma abordagem ou um
modelo mental e não a uma metodologia, pois apesar de existirem etapas formais a serem seguidas,
nunca sabemos qual o resultado exato do �nal do projeto, podendo começá-lo e refazê-lo quantas
vezes for preciso.  
Por �m, você estudará o modelo mais comum utilizado para a implementação do design thinking – o
duplo diamante – e quais são os indicadores acompanhados para medir o sucesso da
implementação de um projeto de inovação a partir dessa abordagem. 
Vamos começar? 
Design thinking: da implementação à veri�cação dos resultados
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O termo design thinking foi criado por David Kelley, fundador da empresa IDEO, em 2008. No entanto,
as raízes do design thinking remontam ao trabalho do designer e �lósofo alemão Herbert Simon na
década de 1960, que explorou a ideia de solução de problemas por design e a aplicou em empresas
e governos. 
O design é a capacidade de equilibrar um projeto mediante três pilares, garantindo as melhores
soluções: viabilidade, praticabilidade e desejabilidade (Sebrae, 2022).  
A viabilidade tem a ver com uma solução capaz de gerar um modelo de negócio sustentável
�nanceiramente. Praticabilidade considera a viabilidade técnica do projeto em curto prazo. Porém, o
diferencial do pensamento de design está na desejabilidade, que signi�ca que todo o trabalho é
orientado pelos desejos das pessoas envolvidas, considerando clientes, colaboradores e usuários
(Sebrae, 2022). Quando se colocam esses três pilares em perspectiva, é possível enxergar de onde
sai a inovação, conforme demonstra a Figura 1:
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Figura 1 | Pilares do design. Fonte: adaptada de Sebrae (2022).
Com isso, o design thinking, ou pensamento de design, pode ser de�nido como uma abstração do
modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida a ideias (Brown, 2017). É um
processo iterativo e empático que envolve quatro fases: imersão, ideação, prototipação e teste. Com
a aplicação do design thinking, é possível identi�car oportunidades de melhoria, gerar ideias
inovadoras e validar soluções que atendam às demandas do público-alvo. Por isso, é uma
abordagem humanizada que pode ser aplicada em diversos contextos, desde a criação de produtos e
serviços até a descoberta de desa�os complexos em áreas como saúde, educação e meio
ambiente.  
Depois, quando esses desa�os se tornam bem conhecidos, o design thinking possibilita a sequência
do processo de desenvolvimento de uma solução adequada ao contexto e ao público que vive o
desa�o (Echos, 2020). Esse processo de descoberta do desa�o e desenvolvimento da solução é
chamado de duplo diamante, uma metodologia derivada do design thinking e que tem fases muito
parecidas entre si, tanto que em geral é considerada uma metodologia só.
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Figura 2 | Duplo diamante. Fonte: adaptada de Lugão (2022).
Como você pôde perceber na �gura, cada diamante inicia-se com um pensamento divergente,
gerando muitas ideias e possibilidades, para depois aplicar o pensamento convergente, reduzindo a
quantidade de ideias na mesa e re�nando as remanescentes (Lugão, 2022).  
E como podemos medir os resultados do design thinking? 
Um grupo de pesquisadores do Instituto Hasso Plattner de design thinking entrevistou mais de 400
pro�ssionais de design thinking em grandes empresas com �ns lucrativos (Piovan, 2022). Primeiro,
foram identi�cados os três principais impulsionadores que levam as empresas a buscar o design
thinking: 
Para entender melhor os clientes ou usuários �nais; 
Para proteger o negócio contra concorrência; 
Para desenvolver equipes mais inovadores. 
A partir daí, as métricas foram classi�cadas em: 
Métricas orientadas para execução; 
Métricas orientadas para a criatividade. 
É importante ressaltar que as organizações devem analisar e testar uma combinação de métricas
que façam sentido para seu objetivo estratégico e contexto especí�cos (Piovan, 2022). Embora haja
muitas maneiras de projetar o ROI (retorno do investimento) da implementação do design thinking, o
importante é começar e não esquecer da premissa de centralidade nas pessoas. 
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Principais etapas e métricas de avaliação de resultados
Como já sabemos, as quatro etapas do design thinking são imersão, ideação, prototipação e teste. 
A imersão é o processo de compreender as necessidades e pontos de vista dos usuários, assim
como suas emoções e experiências. Essa etapa é importante para desenvolver soluções mais
humanas e e�cazes, garantindo o princípio de centralidade nas pessoas que o design thinking
propõe. É nela também que se identi�ca o problema corretamente para que o processo seja mais
e�ciente. 
A ideação é a etapa em que as ideias são geradas, sem restrição alguma. O objetivo é propor o maior
número de soluções possíveis e selecionar as mais promissoras. 
A prototipação é a fase de construirmodelos para testar as ideias. É importante que sejam criados
modelos simples e econômicos, com o objetivo principal de avaliar o funcionamento da solução. 
Finalmente, o teste é a fase de avaliar o protótipo em busca de feedback dos usuários. Com base nas
informações coletadas, são feitas adaptações e, se necessário, iniciado o ciclo novamente. 
É importante que cada etapa seja feita de forma iterativa, garantindo que a solução seja aprimorada
continuamente até atender às necessidades dos usuários. 
Já para o duplo diamante podemos explicar as suas quatro etapas de forma resumida a partir dos
dois diamantes. 
O primeiro diamante traz as fases de entendimento e observação. É a hora da investigação e coleta
de informações do problema que precisa ser resolvido ou oportunidade a ser aproveitada e, por isso,
a equipe de design deve entender o contexto do usuário, identi�car suas necessidades e
expectativas e gerar insights. Ainda no primeiro diamante, a equipe do projeto delimita o escopo do
projeto e estabelece um brie�ng que deve orientar todo o processo de design. 
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O segundo diamante traz as fases de desenvolvimento e teste, em que a equipe busca possibilidades
e respostas para o desa�o de�nido no primeiro diamante e, por �m, testa e valida com o público-alvo
da solução.  
Percebe a semelhança com a descrição das etapas do design thinking? 
Dada a semelhança entre os dois �uxos, podemos considerar as métricas, ou KPIs (do inglês, Key
Performance Indicator, ou indicadores-chave de desempenho em português) de análise, que vão
variar de acordo com a fase do processo que está sendo avaliada. Alguns possíveis KPIs que
constam no Instituto Hasso Plattner de design thinking incluem (Piovan, 2022): 
Métricas orientadas para execução: 
Resultados do treinamento: número de pessoas treinadas dentro da organização, número de
projetos nos quais o design thinking é aplicado; 
Resultados do projeto: número de ideias geradas, conceitos testados, novos produtos
lançados, ROI por projeto, aumento de vendas ou custo reduzido; 
Índice de satisfação do cliente: NPS, resposta a projetos e campanhas especí�cos, métricas de
usabilidade. 
Métricas voltadas para a criatividade: 
Empatia: número de dias sem interagir com um cliente; 
Capacidade de inovação: novidade de ideias, valor de novas ideias e número de iterações de
protótipo. 
Ferramentas úteis no design thinking
Como uma metodologia inovadora e prática, o design thinking utiliza várias ferramentas que podem
ser aplicadas para simpli�car ou enriquecer os resultados obtidos (Totvs, 2022).  
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Vamos conhecer algumas delas a seguir. 
Mapa de empatia 
O mapa de empatia é uma ferramenta usada para entender a mentalidade e as emoções do público-
alvo de um produto ou serviço. Ele consiste em um diagrama em que são representados os
pensamentos, sentimentos, desejos e necessidades dos clientes, sendo essencial para desenvolver
uma estratégia de marketing mais e�caz e relevante. 
A Figura 3 traz um bom exemplo para o mapa de empatia: 
Figura 3 | Mapa de empatia. Fonte: adaptada de Custódio (2021).
Brainstorming 
É uma técnica criativa de grupo que visa gerar ideias e soluções para um determinado problema ou
objetivo, e consiste em um processo colaborativo, sem julgamentos, que incentiva a livre expressão
de pensamentos, ideias e experiências. É considerado uma metodologia e�ciente para estimular a
inovação e a criatividade, resultando em ideias mais diversas e originais. 
Gami�cação 
É concebida como o uso de mecânicas de jogos digitais (videogames, daí seu nome) em contextos
do mundo real, ou seja, que não envolvem um jogo (Deterding et al. 2011). A gami�cação pode ser
uma ferramenta incrível para trazer uma abordagem mais criativa por encorajar a resolução criativa
de problemas e fornecer feedbacks para inspirar uma maior exploração. Desa�os frequentemente
surgem durante o processo, e serão enfrentados com foco em alcançar o objetivo para receber uma
recompensa, permitindo aos participantes persistirem mesmo quando confrontados com problemas
difíceis (Totvs, 2022). 
Desk research 
Em português, pesquisa documental, também chamada de pesquisa secundária ou revisão da
literatura, refere-se ao processo de coleta e análise de dados e informações existentes de várias
fontes, como livros, relatórios, trabalhos acadêmicos, bancos de dados on-line e outros materiais
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publicados. Esse tipo de pesquisa é normalmente conduzido para obter uma melhor compreensão
do assunto e para identi�car as principais tendências, padrões e insights que podem informar a
tomada de decisões e o desenvolvimento da estratégia. Portanto, é um componente crítico da
maioria dos projetos de pesquisa e é frequentemente usada para complementar os métodos de
pesquisa primária, como pesquisas, entrevistas e grupos focais. 
Em sua essência, o desk research permite que os designers ganhem rapidamente uma melhor noção
de seus usuários ou clientes-alvo para determinar suas necessidades com antecedência (Totvs,
2022). 
MVP 
Já abordado anteriormente, MVP é a versão de um novo produto que permite à equipe coletar a
quantidade máxima de aprendizagem validada a respeito de clientes com o mínimo esforço (Ries,
2019). A criação de um produto mínimo viável é essencial no design thinking e pode fornecer
insights cruciais de como melhorar um produto ou serviço (Totvs, 2022). 
Cocriação 
A cocriação é um processo colaborativo em que diferentes pessoas ou grupos trabalham juntos para
criar soluções inovadoras e personalizadas. Envolve, portanto, o compartilhamento de ideias entre os
participantes, com o objetivo de alcançar resultados melhores e mais e�cazes para todos, e é a
melhor forma de envolver os clientes, permitindo que eles se sintam parte do processo de
desenvolvimento e de criação de produtos ou serviços.
Videoaula: Da invenção à inovação: criando produtos e serviços
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Neste vídeo você verá os conceitos, etapas e valores que dão forma ao design thinking, uma
abordagem atemporal que coloca o ser humano no centro e considera cenários complexos.  
Você re�etirá a respeito de casos reais de inovações que surgiram a partir do uso correto do design
thinking e que foram bem-sucedidos por colocar os interesses do cliente no centro, ajudando a
resolver problemas complexos do seu dia a dia e no trabalho.  
Saiba mais
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Para complementar os seus estudos sobre design thinking, indicamos um dos principais livros desta
área – “Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias” escrito
por Tim Brown. 
BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2020. 
Referências
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BROWN, T. Design thinking. São Paulo: Alta Books, 2017.  
ECHOS SCHOOL. Conheça o Duplo Diamante e aprofunde seu conhecimento em DT. Escola de
Design thinking, 30 out. 2020. Disponível em:
https://escoladesignthinking.echos.cc/blog/2020/10/duplo-diamante/. Acesso em: 22 jun. 2023.  
DETERDING, S.; DIXON, D.; KHALED, R.; NACKE, L. From Game Design Elements to Gamefulness:
De�ning “Gami�cation”. MindTrek’11, September 28-30, 2011, Tampere, Finland. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/230854710_From_Game_Design_Elements_to_Gamefulne
ss_De�ning_Gami�cation. Acesso em: 26 jul. 2023.  
LUGÃO, P. Double Diamond: o que é e como usar na prática. PM3, 13 ago. 2022. Disponível em:
https://www.cursospm3.com.br/blog/ferramentas-para-usar-em-cada-fase-do-double-diamond/.
Acesso em: 18 maio 2023.  
PIOVAN, P. Como mensurar o ROI do Design thinking em três passos. 2022. Disponível em:
https://www.ensaio.cc/post/roi-do-design-thinking.Acesso em: 18 maio 2023.  
RIES, E. A startup enxuta: Como usar a inovação contínua para criar negócios radicalmente bem-
sucedidos. Rio de Janeiro: Sextante, 2019.  
SEBRAE. Entenda o conceito de design thinking e como aplicá-lo aos negócios. Sebrae, 7 fev. 2022.
Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/design-thinking-inovacao-
pela-criacao-de-valor-para-o-cliente,c06e9889ce11a410VgnVCM1000003b74010aRCRD. Acesso em:
18 maio 2023.   
TOTVS. Design thinking: guia de�nitivo. Totvs, 30 dez. 2022. Disponível em:
https://www.totvs.com/blog/inovacoes/design-thinking/. Acesso em: 18 maio 2023. 
Aula 4
Inovação na Prática e a Gestão do Conhecimento
https://escoladesignthinking.echos.cc/blog/2020/10/duplo-diamante/
https://www.researchgate.net/publication/230854710_From_Game_Design_Elements_to_Gamefulness_Defining_Gamification
https://www.researchgate.net/publication/230854710_From_Game_Design_Elements_to_Gamefulness_Defining_Gamification
https://www.cursospm3.com.br/blog/ferramentas-para-usar-em-cada-fase-do-double-diamond/
https://www.ensaio.cc/post/roi-do-design-thinking
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/design-thinking-inovacao-pela-criacao-de-valor-para-o-cliente,c06e9889ce11a410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/design-thinking-inovacao-pela-criacao-de-valor-para-o-cliente,c06e9889ce11a410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.totvs.com/blog/inovacoes/design-thinking/
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Introdução
Olá, estudante!  
Nesta aula você verá a importância de um sistema de gestão do conhecimento da inovação no
ambiente empresarial e sua conexão com a gestão do conhecimento.  
Gestão do conhecimento é a formalização e acesso à experiência, conhecimento e expertise (Silva,
2019). Ela só existe quando a inovação de fato é colocada em prática. Nesse sentido, também
daremos algumas dicas de como implementá-la com base em casos de sucesso conhecidos, e
veremos quais são as melhores estratégias para analisar se o mercado está preparado para essas
inovações.  
Bom estudo! 
Gestão do conhecimento e sua in�uência na correta execução da inovação
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A melhor forma de explicarmos a de�nição de gestão de conhecimento é re�etindo acerca da rotina
de uma empresa. Imagine que dia após dia muitas informações passam por todas as áreas e
pessoas. Essas informações são produzidas por quem participa das atividades dentro e fora da
empresa, incluindo os clientes. Portanto, quando organizadas e analisadas corretamente, pode-se
aprender bastante a respeito do andamento dos negócios e obter respostas para o crescimento
deles (Humantech, 2016).  
O grande desa�o está em conseguir manejar todas essas informações ou, em outras palavras, todos
esses dados, a �m de extrair insights e trazer um diferencial competitivo para o negócio. É aí que a
gestão do conhecimento entra, para administrar e direcionar o conhecimento na organização, para
que as pessoas certas tenham contato com esses dados e �uxo de tarefas na hora certa. 
Portanto, a gestão do conhecimento é o conjunto de práticas e processos organizacionais que visam
otimizar a gestão e compartilhamento do conhecimento propriamente dito dentro de uma empresa.
Ela envolve desde a identi�cação e criação do conhecimento até a sua organização, armazenamento,
disseminação e utilização pelos colaboradores.  
Quando correlacionamos a importância da gestão do conhecimento para a exitosa execução das
inovações, o seu principal papel é permitir que as empresas criem, gerenciem e compartilhem o
conhecimento de forma e�caz e e�ciente, contribuindo para a geração de novas ideias e soluções,
bem como para a melhoria contínua dos processos e produtos da empresa. Assim, �ca mais fácil
inovar com uma gestão do conhecimento estruturada, pois, por meio dessa estrutura a empresa
torna-se mais ágil, �exível, adaptável às mudanças do mercado, e consequentemente aumenta sua
capacidade de inovação e competitividade. 
Já falamos em aulas anteriores dessas constantes mudanças do mercado como consequência da
evolução do comportamento do consumidor, que está cada vez mais conectado com as tendências e
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transformações na experiência com as marcas. Por isso, ainda não basta ter um bom sistema de
gestão de conhecimento e uma agenda de inovação priorizada sem o correto entendimento acerca
do preparo do mercado para receber as inovações e, mais do que isso, sustentá-las por um longo
prazo.  
Temos que levar em conta que investir em um novo produto é uma decisão difícil para qualquer
empresa ou empreendedor, não é mesmo? Para oferecer algo de valor real para os consumidores é
preciso muita segurança – e claro, informação (D’Angelo, 2019). Assim, a gestão do conhecimento
assume o seu lugar de protagonista na nossa aula. A�nal, como ter a informação correta para
auxiliar a tomada de decisão a respeito do lançamento de um novo produto ou serviço, ou ainda
acerca da mudança de um modelo de negócio? 
A seguir veremos dicas de como usar a gestão do conhecimento em prol da inovação e quais são as
etapas necessárias para lançar uma inovação e sustentá-la no mercado. 
O melhor caminho para inovar com sucesso
Processos, pessoas e tecnologia são os três pilares em que a gestão do conhecimento se baseia. 
Podemos entender processos como as ferramentas de processamento, auditorias, mapas, avaliação
de conhecimento e planos de melhoria que ajudam no processo de gestão e permitem que as
pessoas acessem as informações que precisam em qualquer momento (Kiane, 2018). As pessoas
são as responsáveis por executar os processos para que a gestão do conhecimento se torne um
atributo cultural da empresa. Por �m, a tecnologia surge como meio para conectar as pessoas e os
dados para geração de oportunidades. 
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Com esses três pilares bem compreendidos na empresa, tem-se o cenário ideal para que a inovação
seja executada. Algumas recomendações são (Endeavor, 2017): 
1. Escuta ativa – do bate papo no almoço às reuniões formais, os colaboradores sempre têm
algum conhecimento signi�cativo para a gestão e podem sugerir ideias de negócio, e novos
produtos, por exemplo. Por isso, escutar ativamente para capturar essas oportunidades de
inovação é essencial. 
2. Priorização de temas para aprendizado em prol da inovação – quando se trata de uma startup,
é preciso acionar as antenas para tudo o que disser respeito a desenvolvimento de produto e
entendimento do mercado de atuação, por exemplo. Se a empresa já é consolidada, pode
procurar o conhecimento crítico em questões de transformação digital, e assim por diante. 
3. Engajamento de colaboradores e parceiros – o estímulo para a troca entre as pessoas, um
ambiente culturalmente aberto às contribuições de todos torna mais fácil o engajamento das
equipes no sentido de praticar a inovação e compartilhar o conhecimento, além de gerenciá-lo. 
4. Distância de modismos – alinhamento da prática da inovação com os objetivos de negócio é
mandatório. Portanto, a implementação de práticas de gestão do conhecimento que
documentem as inovações de sucesso garante que aquilo que funcionou para a organização
sirva de aprendizado no futuro. 
5. Reconhecimento das equipes – di�cilmente toda a organização adotará práticas de gestão do
conhecimento ao mesmo tempo. A demonstração de reconhecimento àqueles que se
anteciparem estimula naqueles que ainda não adquiriram estes hábitos a embarcarem nessa
jornada. 
Precisamos lembrar que essas recomendações são importantes para orientar a cultura e o
comportamento dos colaboradores da organização. Porém, elas não são su�cientes. Para a
inovação ser bem-sucedida é preciso que o mercado a aceite. Uma organização pode executar
perfeitamente as cinco recomendações, mas pode falhar se não souber preparar o mercado para o
lançamento e sustentação de um novo produto ou serviço.  
É preciso entender o público-alvo e o que ele espera do produtoou serviço, quais são as suas
necessidades e desejos, bem como as tendências do mercado. Além disso, uma estratégia de
marketing sólida é fundamental para preparar o mercado para esse lançamento.  
O pré-lançamento, antes do lançamento o�cial, gera uma curiosidade em torno do produto ou
serviço, e pode ser feito por meio de campanhas de marketing nas redes sociais, vídeos teaser,
eventos privados para clientes selecionados, entre outras estratégias, nunca deixando de lado uma
comunicação clara e e�caz para sustentar o sucesso após o lançamento.  
Por �m, monitore os resultados constantemente para avaliar o sucesso do produto ou serviço no
mercado com métricas relevantes e a possibilidade de fazer ajustes na estratégia de marketing
sempre que necessário para garantir sua sustentação. 
Casos de sucesso: gestão do conhecimento bem implementada
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Agora que já sabemos que a gestão do conhecimento auxilia no aprimoramento das organizações,
tornando-as mais competitivas e aumentando as chances de o mercado aceitar as inovações
propostas por elas, vamos conhecer exemplos práticos que deram certo em per�s bem diferentes de
organizações. 
O primeiro caso de sucesso é o do Banco do Brasil. Em um evento de capacitação de colaboradores,
a liderança, por meio da prática da escuta ativa, descobriu que os funcionários consideravam a hora
do café a mais importante para disseminação de conhecimento nas agências. Com isso, foi criado
um evento de treinamento em que se reproduziu uma cópia desse ambiente para troca de
experiências e conhecimentos gerados pelos funcionários da empresa. Com o tempo, a ação se
tornou uma ferramenta de comunicação interna e compartilhamento de informações e, assim,
passou a ser utilizada a nível nacional. Como resultado, foi possível implementar, em uma agência do
Norte, por exemplo, práticas inovadoras que renderam bons frutos em uma agência da região Sul
(Doyle, 2019). 
A Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) também é um caso de sucesso no
compartilhamento de problemas e temas em discussão no cotidiano organizacional. As conhecidas
“Comunidades de Prática” são usadas para reunir, guardar, disponibilizar e incentivar o
compartilhamento de conhecimento pelos colaboradores, e atendem desde entusiastas do
agronegócio até pesquisadores da própria empresa que produzem conteúdo dos mais variados
temas, colocando em prática a dica de envolver parceiros externos no engajamento com
colaboradores para a troca de experiências e geração de ideias (Doyle, 2019). 
Se pararmos para analisar a expansão do mercado de atuação da Amazon, que começou vendendo
livros e atualmente vende diversos produtos, podemos dizer que é um caso de gestão do
conhecimento aplicada com sucesso, na medida em que a empresa soube utilizar o que funcionou
na venda de livros para expandir seu mercado de atuação (Qualitor, 2023). 
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
A implantação do modelo de gestão de conhecimento não só deu certo na Petrobras, como a fez ser
classi�cada como empresa referência em gestão de conhecimento na administração pública federal.
A estatal passou a trabalhar para gerar valor para os seus negócios e vem aplicando a dica de
aprender a gerenciar os erros e utilizar os aprendizados em situações futuras, o que promove o
aprimoramento constante dos processos. Além disso, o programa “Mentor Petrobras” incentiva o
compartilhamento de conhecimento pelos funcionários mais antigos com os mais novos e, com
isso, foi possível identi�car os conhecimentos que a equipe dominava, capturá-los, avaliá-los e
compartilhá-los, transformando-os em processos e ampliando a gama de mercadorias lançadas com
sucesso para o mercado (Qualitor, 2023). 
Os resultados da aplicação de um modelo de gestão de conhecimento não vêm em curto prazo, mas
quando surgem, impactam positivamente o ambiente organizacional, principalmente as relações
interpessoais, quali�cação de pessoal e satisfação pro�ssional, além de preservar a memória da
empresa (Doyle, 2019).  
Videoaula: Inovação na Prática e a Gestão do Conhecimento
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Neste vídeo você entenderá a relação da gestão do conhecimento com o sucesso da execução da
inovação em qualquer organização, seja uma startup ou uma empresa consolidada. Além disso, você
aprenderá como estruturar a gestão do conhecimento com base nos seus três pilares: processos,
pessoas e tecnologia, e verá qual o melhor caminho para garantir que o mercado vai aceitar as
inovações propostas pela sua empresa. 
Saiba mais
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Para ter acesso a uma leitura completa para promover a gestão do conhecimento dentro da sua
organização você pode acessar o artigo Gestão do Conhecimento nas Organizações escrito por
Faimara do Rocio Strauhs. 
STRAHUS, Faimara do Rocio. Gestão do Conhecimento nas Organizações / Faimara do Rocio Strauhs
... [et al.]. — Curitiba: Aymará Educação, 2012. — (Série UTFinova). Disponível em:
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/2064/1/gestaoconhecimentoorganizacoes.pdf.
Acesso em: 22 ago. 2023. 
Referências
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/2064/1/gestaoconhecimentoorganizacoes.pdf
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
D’ANGELO, P. Lançamento de produto: checklist para lançar um produto no mercado. Opinion Box, 20
abr. 2019. Disponível em: https://blog.opinionbox.com/lancamento-de-produto-passo-a-passo-
completo/. Acesso em: 19 maio 2023.   
DOYLE, D. Exemplos de gestão do conhecimento: 5 cases de sucesso para se inspirar. Site Ware, 12
set. 2019. Disponível em: https://www.siteware.com.br/comunicacao/exemplo-gestao-
conhecimento/. Acesso em: 19 maio 2023.   
ENDEAVOR. Transforme informação em diferencial com a gestão do conhecimento. Endeavor Brasil,
25 ago. 2017. Disponível em: https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/gestao-do-conhecimento/.
Acesso em: 19 maio 2023.  
HUMANTECH. Entenda a relação entre gestão do conhecimento e inovação. Humantech, 28 out.
2016. Disponível em: https://www.oconhecimento.com.br/entenda-a-relacao-entre-gestao-do-
conhecimento-e-inovacao/. Acesso em: 19 maio 2023.   
KIANE, R. Gestão do conhecimento: conceito e objetivo. Via, 12 nov. 2018. Disponível em:
https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-conceito-e-objetivo/?lang=en. Acesso em: 19 maio
2023.  
QUALITOR. 3 exemplos de gestão do conhecimento aplicados nas empresas. Qualitor, 7 fev. 2023.
Disponível em: https://blog.qualitor.com.br/3-exemplos-de-gestao-do-conhecimento-aplicados-nas-
empresas/. Acesso em: 19 maio 2023.  
SILVA, L. Gestão do conhecimento e inovação. Via, 25 mar. 2019. Disponível em:
https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-na-inovacao/. Acesso em: 19 maio 2023. 
Aula 5
Revisão da Unidade
https://blog.opinionbox.com/lancamento-de-produto-passo-a-passo-completo/
https://blog.opinionbox.com/lancamento-de-produto-passo-a-passo-completo/
https://www.siteware.com.br/comunicacao/exemplo-gestao-conhecimento/
https://www.siteware.com.br/comunicacao/exemplo-gestao-conhecimento/
https://endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/gestao-do-conhecimento/
https://www.oconhecimento.com.br/entenda-a-relacao-entre-gestao-do-conhecimento-e-inovacao/
https://www.oconhecimento.com.br/entenda-a-relacao-entre-gestao-do-conhecimento-e-inovacao/
https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-conceito-e-objetivo/?lang=en
https://blog.qualitor.com.br/3-exemplos-de-gestao-do-conhecimento-aplicados-nas-empresas/
https://blog.qualitor.com.br/3-exemplos-de-gestao-do-conhecimento-aplicados-nas-empresas/
https://via.ufsc.br/gestao-do-conhecimento-na-inovacao/
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
A inovação no contexto organizacional contemporâneo
Durante os estudos, você aprendeu que a inovação pode ser de�nida como a aplicação de novas
ideias, processos ou tecnologias para a criaçãode valor para os clientes, empresas ou sociedade em
geral, e tem se tornado uma palavra cada vez mais presente nas discussões que tratam de
desenvolvimento e competitividade nos negócios.  
Além de entender o que é inovação no contexto corporativo, é crucial reconhecer suas múltiplas
facetas e usos possíveis. 
Primeiramente, você aprendeu que o conceito de inovação teve a sua primeira evolução quando se
criou a diferenciação entre inovação fechada e aberta. Segundo Henry Chesbrough, pai do termo, a
inovação aberta se baseia na ideia de que o processo de inovação não se limita à empresa, mas que
ela pode e deve usar ideias e apoio de especialistas de fora do negócio (Sebrae, 2023). Além disso,
Chesbrough também classi�cou três tipos de inovação aberta: inbound, outbound e coupled, que
basicamente de�nem como a empresa adquire inovações de fora para dentro ou transfere essas
inovações de dentro para fora. 
Os estudos acerca da inovação não pararam por aí. Larry Keeley apresentou ao mundo os 10 tipos de
inovação para comprovar a hipótese de que é possível inovar para além de criar produtos ou serviços
(Carvalho, 2023). 
Diante de todas essas possibilidades de inovação, imediatamente entramos na discussão a respeito
de como fazer a gestão do �uxo de iniciativas a �m de acompanhar o andamento delas, prever riscos
e corrigir rotas.  
Segundo a Gartner, uma empresa de pesquisa e consultoria de TI, a gestão da inovação é uma
disciplina de negócios com o objetivo de acelerar um processo ou cultura de inovação sustentável
dentro de uma organização e se traduz em quatro etapas: geração de ideias, desenvolvimento,
implementação e avaliação (Pimenta, 2022).  
Para ajudar nas duas primeiras etapas desse processo, você aprendeu na Aula 11 que existe uma
abordagem oriunda do design que cria as condições necessárias para maximizar a geração de
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insights e a aplicação prática deles, chamada de design thinking (Woebcken, 2019).  
No �nal dos estudos, você também viu que de nada adianta ter um processo de gestão da inovação
aprovado e executado por toda a organização se os resultados não forem medidos e, por isso,
existem as métricas orientadas para execução, que especi�cam o volume de atividades de inovação
e o impacto no resultado da organização e as métricas orientadas para a criatividade, que impactam
diretamente o desenvolvimento pro�ssional dos colaboradores. Além disso, você viu que é preciso
garantir o registro das informações das iniciativas a �m de orientar equipes futuras e garantir a
retenção do conhecimento na organização.  
Videoaula: Revisão da Unidade
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Neste vídeo você verá como a prática da inovação no contexto organizacional tem assumido papel
de protagonista nas agendas de lideranças de empresas de todos os tamanhos e segmentos. Você
verá que, ao longo de anos, estudiosos conseguiram classi�car os diversos tipos de inovação e
como implementá-los com metodologias e ferramentas que garantirão a transparência de
informações e a possibilidade de identi�car erros no processo e corrigi-los em tempo, sempre
medindo os resultados. 
Estudo de caso
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Olá, estudante! Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha em uma empresa
tradicional com mais de 50 anos de existência no ramo alimentício. Nos últimos tempos, a empresa
enfrentou uma série de desa�os no mercado, com a chegada de novos concorrentes que têm uma
abordagem mais inovadora e moderna, conquistando uma fatia signi�cativa do mercado. 
Um dos seus principais desa�os é a resistência à mudança de funcionários antigos, acostumados
com a maneira tradicional de fazer as coisas. Muitos funcionários resistem a novas ideias e se
sentem confortáveis com o status quo. A liderança também hesita em investir em novas tecnologias
e processos devido aos altos custos e riscos potenciais. 
Outro desa�o da empresa é a falta de uma cultura de inovação, pois sempre focou e�ciência e
produtividade, e há pouca ênfase em criatividade e experimentação. Os funcionários não são
incentivados a compartilhar ideias ou assumir riscos, e existe o medo do fracasso.  
Na apresentação de resultados do ano passado, observou-se que as vendas caíram muito e, com
isso, houve prejuízo �nanceiro pela primeira vez na história da empresa. 
A CEO entendeu que a empresa precisa urgentemente inovar para permanecer competitiva no setor
e, diante desse cenário, se fez a seguinte pergunta: O que pode ser feito para que a nossa empresa
possa inovar e trazer melhores resultados? 
Então, ela decidiu escolher o diretor de recursos humanos da empresa para ser o embaixador do
tema e responsável por propor um mapa de ações de como introduzir a prática de inovação no dia a
dia dos times. Com três meses de trabalho ele apresentou uma proposta baseada em duas ações
principais. 
Uma ação seria investir em capacitação e treinamento dos funcionários, promovendo cursos e
palestras para que possam entender a importância da inovação e como aplicá-la em seu trabalho. 
Outra ação é a contratação de pessoas com experiência em inovação para que compartilhem suas
ideias e mostrem novas ferramentas e metodologias para a equipe, ajudando a desenvolver novos
produtos e estratégias de negócio. 
Porém, a CEO se sentiu incomodada em tomar essa decisão com base na análise de apenas uma
pessoa e, inclusive, na ideia de que essas duas ações seriam su�cientes, e sugeriu uma agenda de
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
discussão com outras lideranças e colabores em geral.  
Com isso, o diretor de recursos humanos pede a sua ajuda para atender ao pedido da CEO, pois ele
não sabe como fazer para envolver todas essas pessoas e incentivá-las a gerar ideias. 
______
Re�ita
O incômodo da CEO é legítimo, a�nal se a inovação pode ser utilizada como vantagem competitiva
pelas empresas, a diversidade no ambiente de trabalho será a mola propulsora da geração de ideias
mais inovadoras – a�nal, pessoas diferentes trazem perspectivas diversas baseadas na sua história
e contexto de vida.  
De acordo com o estudo “Getting to Equal 2019: Creating a Culture that Drives Innovation” publicado
pela consultoria Accenture, colaboradores de companhias que priorizam o pilar de diversidade e
inclusão enxergam menos barreiras para inovar e, com isso, são seis vezes mais criativos do que os
concorrentes (Ferreira, 2020). 
Conhecendo e analisando o contexto citado e o conteúdo que estudamos durante esta unidade,
como você, no papel de colaborador da empresa responsável por executar a demanda da CEO e do
diretor de recursos humanos, poderia fazer para endereçar esse problema de negócio e ajudar a
empresa a permanecer competitiva, continuando a crescer e prosperar no mercado? Descreva em
detalhes o seu plano para deixar claro de que forma ele atenderá ao desa�o proposto. 
Videoaula: Estudo de caso
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Olá, estudante! Um dos caminhos para endereçar o desa�o que você tem nas mãos é aplicar o
design thinking, a�nal, essa metodologia é baseada em ideias coletivas e busca entender melhor as
necessidades dos usuários para gerar soluções mais criativas e inovadoras.  
Vale ressaltar que a ação proposta pelo diretor de recursos humanos é válida, pois será preciso
investir em capacitação e treinamento dos funcionários, promovendo cursos e palestras para que
entendam a importância da inovação e como aplicá-la em seu trabalho, até para que tenham
condições de participar da dinâmica que será proposta. 
Portanto, em paralelo, você pode propor um plano de trabalho da seguinte forma: 
1. De�nição do objetivo: o primeiro passo é de�niro problema que se pretende resolver ou
oportunidade que se deseja aproveitar. Uma vez de�nido, é preciso comunicá-lo para toda a
equipe envolvida. 
2. Coletar feedbacks dos clientes: em seguida, será preciso reunir insights dos clientes para
entender suas necessidades e preferências, e a empresa pode realizar pesquisas, grupos focais
e entrevistas com clientes para reunir essas percepções. Essa etapa corresponde à primeira
metade do Diamante 1, que prioriza a compreensão do problema ou oportunidade existente,
para então seguir com a etapa de ideação. 
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INOVAÇÃO
3. Ideação: com os insights priorizados, você reunirá uma equipe multifuncional de pro�ssionais
de diversas hierarquias e áreas da organização para debater ideias. Você pode propor técnicas
como brainstorming e mapeamento mental para gerar ideias, sem se preocupar com o
julgamento ou validação neste momento.  
4. Prototipação: a quarta etapa envolve transformar as ideias em protótipos tangíveis. Isso
envolve a criação de versões simpli�cadas do produto ou serviço, que possam ser testados e
aprimorados a partir do feedback dos usuários. 
5. Teste de protótipos: depois de desenvolver vários protótipos, você pode propor a fase de testes
dos protótipos com os clientes para obter feedback e re�nar os produtos. Para isso, será
preciso também desenvolver uma estratégia de marketing para promover os novos produtos e
atrair novos clientes. Será importante também manter uma mentalidade aberta e �exível para
fazer ajustes e melhorias ao longo do processo. Note que aqui já estamos no Diamante 2,
desenvolvendo e testando soluções para o problema inicialmente delimitado. 
Implementar um plano de design thinking para a geração de ideias de novos produtos e serviços
requer comprometimento, trabalho em equipe e disposição para experimentar.  
Ao seguir os passos descritos, certamente os resultados serão uma série de ideias mais criativas,
e�cazes e inovadoras, que atendam às necessidades e desejos do público-alvo e enderecem o
desa�o proposto pela CEO e pelo diretor de recursos humanos da empresa. 
Resumo Visual
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Referências
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
CARVALHO, L. F. Tipos de inovação: conceitos, características e aplicações. Aevo, 10 maio 2023.
Disponível em: https://blog.aevo.com.br/tipos-de-inovacao/. Acesso em: 13 maio 2023.  
FERREIRA, L. A importância da diversidade para a inovação. Troposlab, 16 mar. 2020. Disponível em:
https://troposlab.com/a-importancia-da-diversidade-para-a-inovacao/. Acesso em: 13 maio 2023.  
PIMENTA, M. Como fazer o processo de gestão da inovação? 2022. Disponível em:
https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/. Acesso em: 9 maio
2023.  
SEBRAE. Inovação aberta ou fechada? Sebrae, 6 abr. 2023. Disponível em:
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-aberta-ou-
fechada,3c3138a26b657810VgnVCM1000001b00320aRCRD. Acesso em: 13 maio 2023.  
WOEBCKEN, C. Design Thinking: uma forma inovadora de pensar e resolver problemas. Rock Content,
25 abr. 2019. Disponível em: https://rockcontent.com/br/blog/design-thinking/. Acesso em: 13 maio
2023.  
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Unidade 4
Tópicos avançados em inovação e estratégia
Aula 1
Geração de Valor
https://blog.aevo.com.br/tipos-de-inovacao/
https://troposlab.com/a-importancia-da-diversidade-para-a-inovacao/
https://marcelo.pimenta.com.br/como-fazer-o-processo-de-gestao-da-inovacao/
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-aberta-ou-fechada,3c3138a26b657810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/inovacao-aberta-ou-fechada,3c3138a26b657810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://rockcontent.com/br/blog/design-thinking/
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Introdução
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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo
para assistir mesmo sem conexão à internet.
Olá, estudante! A essa altura do nosso curso, você já sabe que na economia moderna, a inovação é
um elemento-chave para o sucesso empresarial. Portanto, para que uma empresa possa inovar e
criar produtos ou serviços de maior valor agregado, é necessário entender tanto a dinâmica da
cadeia de valor quanto as características das redes de inovação do mercado de atuação.  
A cadeia de valor da inovação é um modelo que visa analisar todas as etapas do processo de
inovação e seus impactos para a empresa. Nesta aula, você verá em detalhes todos os componentes
da cadeia de valor da inovação e como eles se correlacionam para formar um ciclo e�ciente e
lucrativo. Além disso, vamos analisar como as redes de inovação funcionam, quais são seus
principais benefícios e desa�os, e como as empresas podem se inserir e se bene�ciar desse
ecossistema de inovação. 
Bom estudo! 
Potencializando a geração de valor da inovação
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
A inovação é um processo fundamental para a sobrevivência de qualquer negócio, e a cadeia de
valor é uma forma de identi�car e gerenciar todos os elos que fazem parte deste processo, como
pesquisa e desenvolvimento, design, produção, marketing e distribuição. 
A de�nição de cadeia de valor foi publicada pelos autores Hansen e Birkinshaw em um artigo da
Harvard Business Review (HBR) em 2007, e diz que é uma metodologia que busca transformar ideias
em projetos sólidos e resultados visíveis, levando em conta as especi�cidades de cada negócio onde
vier a ser aplicada (Nonato, 2023). Explicando melhor, a cadeia de valor da inovação permite que as
empresas identi�quem oportunidades de melhoria e crescimento, além de possibilitar a criação de
produtos e serviços que atendam às necessidades dos clientes e gerações de valor para a empresa. 
Segundo Ferreira (2020), Hansen e Birkinshaw de�niram um framework para as empresas poderem
identi�car os seus obstáculos e direcionar esforços na resolução dos problemas, e foi então que o
chamaram de cadeia de valor da inovação. Cinco longos projetos de pesquisa foram feitos na última
década com mais de 130 executivos de 30 multinacionais entrevistados junto a 4 mil colaboradores
em cargos não executivos em 15 multinacionais e, com isso, a cadeia de valor da inovação foi
de�nida em três fases de forma sequencial: geração, conversão e difusão das ideias. Dentro dessas
fases, existem seis tarefas críticas, que são: 
1. Busca interna; 
2. Busca entre unidades; 
3. Busca externa; 
4. Seleção; 
5. Desenvolvimento; 
�. Propagação da ideia para toda a empresa. 
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EMPREENDEDORISMO E
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Perceba como as duas primeiras tarefas críticas priorizam a geração de ideias com quem está
dentro da empresa, por considerar que essas pessoas conhecem a realidade mais de perto, mas as
propostas vindas da busca externa não devem ser ignoradas, pois partem de um olhar diferenciado e
podem oferecer um signi�cado valioso à cadeia de valor da inovação. 
Essa busca externa é feita com a cooperação das redes de inovação e tem se mostrado uma
importante ferramenta para o desenvolvimento de novos produtos, processos e tecnologias em
diversos setores da economia. Por meio da colaboração entre empresas, universidades, instituições
de pesquisa, startups, governo e outros atores, essas redes promovem a troca de conhecimentos e
experiências, o acesso a recursos e informações, e a realização de projetos conjuntos. 
Outras motivações para a formação das redes de inovação estão relacionadas com a redução da
incerteza e da complexidade inerentes ao processo de inovação. As redes podem apresentar uma
resposta para reduzir a incerteza e grau de irreversibilidade do processo de inovação, reduzindo os
investimentos individuais e os riscos da empresa no desenvolvimento de um novo produto, processo
ou tecnologia, aumentando a �exibilidade e reversibilidade dos comprometimentos e reduzindo a
assimetria de informações sobre o mercado (Caulliraux et al., 2007). 
Ao tomar proveito da cadeiade valor da inovação, as empresas conseguem investir em novas ideias
e tecnologias para se manterem relevantes no mercado, criando um ambiente propício ao
desenvolvimento de projetos inovadores que visam resolver problemas e atender às necessidades
dos clientes de maneira e�ciente e e�caz. Além disso, valorizam a colaboração entre suas equipes,
estimulando a criatividade e a troca de conhecimentos para que os projetos alcancem resultados
excepcionais. 
Detalhamento a cadeia de valor da inovação e suas implicações
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A correta aplicação da cadeia de valor da inovação é crucial para o sucesso das empresas por ajudá-
las a identi�car e avaliar os elementos críticos envolvidos em cada etapa do processo de criação de
valor, desde a identi�cação de oportunidades até o lançamento de um produto ou serviço.  
As três principais etapas da cadeia de valor da inovação, de�nidas por Hansen e Birkinshaw em seu
artigo, são (Ferreira, 2020): 
1. Geração de Ideias: esta é a etapa inicial da cadeia de valor da inovação, em que ocorre a
pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos, tecnologias ou serviços. Esta fase é
caracterizada pelo alto risco e alto investimento, pois envolve a exploração de novas ideias e
tecnologias que podem não ter um mercado estabelecido ou serem viáveis. Nesta fase, é
importante investir em recursos humanos e tecnológicos, pesquisa de mercado, prototipagem
e testes. 
2. Conversão de ideias: após a fase de pesquisa e desenvolvimento, a etapa de produção e
conversa começa. Nesta fase, é importante que as empresas otimizem seus processos de
produção e reduzam custos para garantir a e�ciência da cadeia de valor. É necessário também
investir em canais de distribuição e�cazes para alcançar o público-alvo e comercializar o
produto ou serviço inovador. 
3. Difusão de ideias: na fase �nal da cadeia de valor da inovação, ocorre o marketing e a venda do
produto ou serviço inovador. É importante investir em estratégias de marketing e�cazes que
ajudem a construir uma imagem de marca forte e se destaquem no mercado. A venda também
deve ser realizada de forma e�ciente, focando canais de venda que atendem aos requisitos do
público-alvo e capazes de converter as vendas em receita.

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