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Técnico em Administração Fundamentos de Administração Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas - Visconde da Graça Antônio Oliveira 2012 Pelotas - RS Presidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância Equipe de Elaboração Campus Pelotas - Agrotécnico Visconde da Graça - CAVG Coordenação Institucional Cinara Ourique do Nascimento/CAVG Professor-autor Antônio Oliveira/CAVG Projeto Gráfico Eduardo Meneses Fábio Brumana Equipe Técnica Maria Isabel Giusti Moreira/CAVG Pablo Brauner Viegas/CAVG Rodrigo da Cruz Casalinho/CAVG Diagramação Maria Isabel Giusti Moreira/CAVG Revisão Marchiori Quevedo/CAVG Ficha catalográfica © Campus Pelotas - Visconde da Graça Este Caderno foi elaborado em parceria entre o Campus Pelotas - Agrotécnico Vis- conde da Graça (CAVG) e o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – e-Tec Brasil. Amigo(a) estudante! O Ministério da Educação vem desenvolvendo Políticas e Programas para expansãoda Educação Básica e do Ensino Superior no País. Um dos caminhos encontrados para que essa expansão se efetive com maior rapidez e eficiên- cia é a modalidade a distância. No mundo inteiro são milhões os estudantes que frequentam cursos a distância. Aqui no Brasil, são mais de 300 mil os matriculados em cursos regulares de Ensino Médio e Superior a distância, oferecidos por instituições públicas e privadas de ensino. Em 2005, o MEC implantou o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), hoje, consolidado como o maior programa nacional de formação de profes- sores, em nível superior. Para expansão e melhoria da educação profissional e fortalecimento do Ensi- no Médio, o MEC está implementando o Programa Escola Técnica Aberta do Brasil (e-TecBrasil). Espera, assim, oferecer aos jovens das periferias dos gran- des centros urbano se dos municípios do interior do País oportunidades para maior escolaridade, melhores condições de inserção no mundo do trabalho e, dessa forma, com elevado potencial para o desenvolvimento produtivo regional. O e-Tec é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Educação Pro- fissionale Tecnológica (SETEC), a Secretaria de Educação a Distância (SED) do Ministério daEducação, as universidades e escolas técnicas estaduais e federais. O Programa apóia a oferta de cursos técnicos de nível médio por parte das escolas públicas de educação profissional federais, estaduais, municipais e, por outro lado,a adequação da infra-estrutura de escolas públicas estaduais e municipais. Do primeiro Edital do e-Tec Brasil participaram 430 proponentes de ade- quaçãode escolas e 74 instituições de ensino técnico, as quais propuseram 147 cursos técnicos de nível médio, abrangendo 14 áreas profissionais. Apresentação e-Tec Brasil O resultado desse Edital contemplou 193 escolas em 20 unidades fede- rativas. A perspectiva do Programa é que sejam ofertadas10.000 vagas, em 250 polos, até 2010. Assim, a modalidade de Educação a Distância oferece nova interface para amais expressiva expansão da rede federal de educação tecnológica dos úl- timos anos: aconstrução dos novos centros federais (CEFETs), a organização dos Institutos Federaisde Educação Tecnológica (IFETs) e de seus campi. O Programa e-Tec Brasil vai sendo desenhado na construção coletiva e par- ticipaçãoativa nas ações de democratização e expansão da educação profis- sional no País, valendo-se dos pilares da educação a distância, sustentados pela formação continuadade professores e pela utilização dos recursos tec- nológicos disponíveis. A equipe que coordena o Programa e-Tec Brasil lhe deseja sucesso na sua formação profissional e na sua caminhada no curso a distância em que está matriculado(a). Brasília, Ministério da Educação – setembro de 2008. Sumário Apresentação e-Tec Brasil 3 Sumário 5 Indicação de Ícones 7 Palavra do professor-autor 9 Outros - instituição validadora 11 Apresentação da Disciplina 13 Projeto instrucional 15 4 Processos Administrativos 17 4.1 Conceito de Organizações 17 4.2 As empresas 18 4.3 O Administrador 24 Atividades de aprendizagem 29 Referências 36 Currículo do Professor 37 Indicação de Ícones Os ícones funcionam como elementos gráficos utilizados para facilitar a or- ganização e a leitura do texto. Veja a função de cada um deles: Atenção: Mostra pontos relevantes encontrados no texto. Saiba mais: Oferece novas informações que enriquecem o as- sunto como “curiosidades” ou notícias recentes relacionadas ao tema estudado. Glossário: Utilizado para definir um termo, palavra ou expres- são utlizada no texto Midias integradas: Indica livros, filmes, músicas sites, progra- mas de TV, ou qualquer outra fonte de informação relacionada ao conteúdo apresentado. Pratique: Indica exercícios e/ou Atividades Complementares que você deve realizar. Resumo: Traz uma síntese das idéias mais importantes apresen- ta das no texto/aula. Avaliação: Indica Atividades de Avaliação de Aprendizagem da aula. É extremamente gratificante estar iniciando o trabalho da disciplina de Fundamentos da Administração. Os conceitos que iremos trabalhar du- rante o desenvolvimento do conteúdo, irão contribuir com a compreensão inicial do que realmente significa o trabalho do técnico em administração. Iremos abordar o surgimento da administração, evidenciar suas prin- cipais teorias e procurar caracterizar e conceituar vários aspectos que contri- buem para o efetivo desempenho do profissional de administração. É relevante salientar que devemos observar os prazos a serem cum- pridos. Para isso, é importante que seja desenvolvido individualmente um planejamento sumário do tempo que temos disponível para leitura e estudo do material didático, bem como para resolução dos estudos de caso e dos exercícios de fixação. Lembro também, que junto com os tutores e toda a equipe NETTAD, estou à disposição para contribuir com as dúvidas e consequentemente com o bom desenvolvimento da disciplina. Bom trabalho. Palavra do professor-autor e-Tec BrasilFundamentos de Administração 9 Outros - instituição validadora e-Tec BrasilFundamentos de Administração 11 Apresentação da Disciplina A disciplina de Fundamentos da Administração ocorrerá no prazo de quatro semanas. Na primeira semana iremos trabalhar os conceitos introdu- tórios da administração. Na segunda e terceira semana serão apresentadas as principais teorias e suas contribuições. E finalizando, estudaremos aspec- tos relevantes que fazem parte dos diversos processos de trabalho do técnico em administração. Fique atento para todas as orientações apresentadas neste guia, pois elas serão fundamentais para a conclusão eficaz dos trabalhos. e-Tec BrasilFundamentos de Administração 13 Instituição: Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas - Visconde da Graça Nome do Curso: Técnico em Administração Professor-autor: Antônio Oliveira Disciplina: Fundamentos de Administração PROJETO INSTRUCIONAL Ementa básica da disciplina: Conceitos e importância da Administra- ção. Teorias administrativas e principais enfoques. Influências e contribuições da Administração. Fundamentos da Administração: funções básicas, mode- los de gestão e noções de planejamento. Organização. Projeto instrucional Semana Aula Objetivos e aprendizagem Recursos Carga Horária (Horas) 1ª 1. Introdução à Administração. Apresentar e trabalhar os conceitos in- trodutórios do campo da Administração, suas características básicas, seus ante- cedentes históricos e suas perspectivas. Unidade Curricular 1; Texto do Estudo de Caso (Atividade 1). 11 Atividade 1 – Estudo de Caso 2 Atividade 2 – Questionário. 2 2ª 2. Teorias da Administração. Apresentar e estudar duas das principais teorias do campo da Administração. Unidade Curricular 2; Texto do Estudo de Caso (Atividade 3). 11 Atividade 3 – Estudo de Caso 2 Atividade 4 – Questionário 2 3ª 3. Teoriasda Administração II Apresentar e estudar as teorias do campo da Administração. Unidade Curricular 3; Texto do Estudo de Caso (Atividade 5). 11 Atividade 5 – Estudo de Caso 2 Atividade 6 – Questionário. 2 4ª 4. Processos Administrativos. Apresentar e estudar os diversos conceitos do campo da Administração. Unidade Curricular 4; Texto do Estudo de Caso (Atividade 7). 11 Atividade 7 – Estudo de Caso 2 Atividade 8 – Questionário. 2 e-Tec BrasilFundamentos de Administração 15 Objetivos da aula Apresentar e estudar os diversos conceitos do campo da Administra- ção. 4 Processos Administrativos Nesta última unidade estudaremos diversos aspectos que fazem par- te do dia a dia das empresas, ou seja, aspectos compõem os chamados pro- cessos administrativos. Abordaremos o conceito e os tipos de organização, as diversas características das empresas e o papel, competências e habilida- des do administrador. 4.1 Conceito de Organizações Dentro de uma abordagem mais ampla, as organizações são unida- des sociais (ou agrupamentos humanos), intencionalmente construídas e re- construídas com o fim de atingir objetivos. Isso significa que as organizações são propositada e planejadamente construídas e elaboradas para atingir de- terminados objetivos, e também são reconstruídas e reelaboradas, ou seja, reestruturadas e redefinidas, conforme se descobrem meios melhores para atingi-los com menor custo e menor esforço e menor tempo. Uma organi- zação nunca constitui uma unidade pronta e acabada, mas um organismo social vivo e sujeito continuamente a mudanças (Chiavenato, 2007, p.04). 4.1.1 Organizações lucrativas e não-lucrativas As organizações podem perseguir objetivos lucrativos e não-lucra- tivos. Entre as organizações existem as que foram moldadas explicitamente para atingir objetivos do lucro, como forma de se autossustentarem atra- e-Tec BrasilFundamentos de Administração 17 vés do excedente de resultados financeiros e de proporcionarem retorno de investimentos ou de capital aos proprietários ou acionistas. As empresas normalmente constituem exemplos típicos de organizações lucrativas. No entanto, existem organizações que não incluem obrigatoriamente o lucro como objetivo. São organizações voltadas para o bem-social, para comuni- dade, para interesses profissionais, para filantropia, esportes, cultura, entre outros. As empresas públicas, repartições públicas, clubes esportivos, asso- ciações filantrópicas, organizações não-governamentais (ONGs) são exem- plos de organizações voltadas para o social (Chiavenato, 2007, p.04). 4.2 As empresas As empresas representam um tipo de organização: a organização focada no lucro. As empresas constituem uma das complexas e admiráveis instituições sociais que a criatividade e engenhosidade humana construíram. As empresas de hoje são diferentes das de ontem e, provavelmente, ama- nhã e no futuro distante serão ainda mais diferentes. Não há duas empresas semelhantes, pois a principal característica das empresas é a sua enorme diversidade: as empresas podem assumir diferentes tamanhos e estruturas organizacionais. Existem empresas dos mais diversos ramos de atividade que utilizam diferentes tecnologias para produzir bens ou serviços dos mais va- riados tipos, vendidos e distribuídos de muitas formas para os mais diversos tipos de mercados, a fim de serem utilizados pelos mais diversos consumi- dores. Ademais, as empresas operam em diferentes ambientes, e sofrem as mais variadas coações e contingências, que se modificam no tempo e no espaço, às quais reagem dentro de estratégias e comportamentos diferen- tes, alcançando resultados extremamente diferentes. Tudo isso faz com que as empresas – além da sua enorme diversidade – apresentem uma incrível complexidade, pois, como se não bastasse serem diferentes entre si, elas enfrentam uma variedade de impactos e influências em seu contexto de atuação (Chiavenato, 2007, p.02). 4.2.1 Os níveis das empresas As empresas constituem sistemas complexos destinados a atingir ob- jetivos também diferenciados e complexos. Para tanto, ocorre a divisão do trabalho e a especialização de atividades dos órgãos e dos participantes. Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 18 É possível definir diversos níveis de atuação dentro da empresa, cada qual desenvolvendo diferentes enfoques quanto aos objetivos empresariais. As empresas podem ser analisadas sob o prisma de três diferentes partes ou níveis hierárquicos: o nível institucional, o nível mediador ou gerencial e o ní- vel técnico. Preferimos chamá-los, respectivamente, de nível institucional, nível intermediário e nível operacional (Chiavenato, 2007, p.15). a) Nível institucional: é o nível estratégico, corresponde ao mais elevado nível da empresa, composto dos diretores, dos proprietários ou acionistas e dos altos executivos. Nele estão o presidente e os diretores responsáveis pelos assuntos globais da empresa, incluindo também todos os que pro- porcionam suporte direto para pessoal do topo (como, por exemplo, as secretárias e os assistentes). Em algumas empresas, o nível institucional envolve também o conselho administrativo, como é a maioria dos casos de sociedades anônimas. O nível institucional constitui o nível mais elevado e envolve tanto as pessoas e os órgãos que definem os objetivos empresariais quanto as estratégias globais necessárias para atingi-los adequadamente. Ao visu- alizar o cenário ambiental e suas condições, traça ou procura traçar as manobras empresariais necessárias para neutralizar as ameaças e coa- ções no ambiente que trazem inseguranças, para tratar as contingências ambientais que trazem incerteza e aproveitar as situações favoráveis de oportunidades no ambiente. Este nível é responsável pela definição dos objetivos e das estratégias da empresa e pelas principais decisões empre- sariais. É o nível que se defronta com o ambiente externo, extremamente vasto e mutável em torno da empresa. Além de estar voltado para os ob- jetivos do negócio e para os interesses do grupo dominante, o nível ins- titucional é predominantemente extroversivo, isto é, voltado para a reali- dade ambiental externa. Em outros termos, é constituído pelas camadas da empresa expostas ao ambiente e situadas na periferia organizacional e na interface com a realidade externa que a empresa precisa atender. É o nível que mantém contato e interação com as forças ambientais. Lida com a incerteza, exatamente pelo fato de não ter poder ou controle al- gum sobre os eventos ambientais presentes e muito menos capacidade de prever com razoável precisão os eventos ambientais futuros. b) Nível intermediário: é também chamado mediador gerencial, ou tático, esta colocado entre o institucional e o operacional. Cuida da articulação interna entre os dois níveis respectivamente colocados no topo e na base e-Tec BrasilFundamentos de Administração 19 da organização empresarial. Cuida também da escolha e da captação dos recursos necessários, bem como da distribuição e da colocação do que foi produzido pela empresa nos diversos segmentos do mercado. É o nível que lida com os problemas de adequação das decisões tomadas no nível institucional com as operações realizadas no nível operacional. O nível intermediário geralmente é composto da média administração da empresa, isto é, as pessoas ou os órgãos que transformam as estratégias elaboradas para atingir os objetivos empresariais em programas de ação, pois o nível institucional costuma estar ligado ao nível operacional por uma cadeia de administradores de linha média com autoridade formal. Essa cadeia de autoridade é escalar, pois liga, por uma linha simples, o topo à base da organização, fazendo com que cada subordinado tenha apenas um superior. Cabe ao nível intermediário administrar o nível ope- racional e cuidar das decisões nos níveos departamentais relacionadas com o dimensionamentoe a alocação dos recursos necessários às ativi- dades da empresa. c) Nível operacional: é também denominado nível técnico e está localiza- do nas áreas inferiores da empresa. Relaciona-se com os problemas liga- dos à execução cotidiana e eficiente das tarefas e operações da empresa e orientado quase que exclusivamente para as exigências impostas pela natureza da tarefa técnica a ser executada, com os materiais a serem processados e com a cooperação de numerosos especialistas necessários ao andamento dos trabalhos. É o nível no qual as tarefas são executa- das e as operações, realizadas: envolve o trabalho básico relacionado diretamente com a produção dos produtos ou serviços da empresa. O nível operacional não se encontra exclusivamente na área de produção de bens e serviços, mas está situado em todas as demais áreas empresa- riais, como finanças, mercadológica, recursos humanos, etc. (Chiavena- to, 2007, p.16). Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 20 4.2.2 O alinhamento organizacional Não bastam somente os níveis organizacionais em termos de estru- tura. As empresas requerem uma conjunção de crenças, ideias, princípios e valores que lhes dão consistência e identidade própria. Todo o negócio deve ter uma missão a cumprir, deve ter uma visão do futuro que o norteie e deve definir os valores que pretende consagrar. Tudo isso precisa ser muito claro para todos os parceiros saberem exatamente o que fazer, como, quando e onde. Conceitos como missão, visão, valores e objetivos globais são fun- damentais para nortear os rumos do negócio. Quando todos esses conceitos são bem definidos e estabelecidos, o negócio se torna mais racional uma vez que todas as decisões e ações são regidas e orientadas para o alcance de determinados fins almejados. A racionalidade decorre da escolha dos meios certos para atingir certos fins (Chiavenato, 2007, p.20). A ideia de estabelecer missão, visão, princípios e objetivos organiza- cionais é criar um caminho a ser percorrido pela empresa de forma planeja- da. É realmente escolher como a organização pretende buscar o desenvolvi- mento de sua estrutura e quais são os objetivos que deverão ser alcançados. Fonte: espacodaadm inistracao.blogspot.com A cesso em 19 de no- vem bro de 2010 Figura 4.1: Níveis Organizacionais e-Tec BrasilFundamentos de Administração 21 4.2.2.1 Missão organizacional A missão significa a razão de ser do próprio negócio. Por que ele foi criado e para que ele existe. O empreendedor pode abrir um negócio por muitas razões, como prestar um novo e diferente serviço à sociedade, satis- fazer novas expectativas dos consumidores, aproveitar e incrementar novas tecnologias, ajudar a comunidade em determinados setores mais carentes ou expressar criatividade e inovação (Chiavenato, 2007, p.21). A missão geralmente define os produtos/serviços, os clientes/merca- do e os principais valores e princípios da empresa. Abaixo estão exemplos de missão de algumas empresas: • McDonald’s: servir alimentos de qualidade com rapidez e simpatia, em um ambiente limpo e agradável; • Danone: assegurar que as pessoas possam crescer, viver melhor e ser providas diariamente com alimentos melhores, uma grande variedade de sabores, para uma saúde melhor; • Caixa Econômica Federal – CEF: promover a melhoria contínua da qua- lidade de vida da sociedade com a intermediação de recursos financeiros; • Revista Exame: transformar a informação em conhecimento; dar senti- do a coisas aparentemente desconexas; antecipar ideias e conceitos. 4.2.2.2 Visão organizacional Enquanto a missão trata da filosofia básica da organização, a visão serve para vislumbrar o futuro que se deseja alcançar. A visão é a imagem definida pela organização a respeito do seu futuro, ou seja, do que ela pre- tende vir a ser. Muitas organizações colocam a visão como projeto de futuro do que elas gostariam de ser em um determinado período de tempo, algo em torno de cinco anos. O conceito de visão remete necessariamente ao conceito de objetivos organizacionais (Chiavenato, 2007, p.25). A visão é extremamente relevante, pois evidencia onde e como a empresa quer estar em um determinado período, ela serve de embasamento A missão não é estática, mas sim ativa e dinâmica A IBM surgiu no início do século passado como um negócio de relógios de ponto, depois migrou para máquinas de escritório, após para computadores de grande porte, entrou com relativo atraso nos PCs e agora está migrando para a informática e Internet. Hoje, a missão da IBM não é exatamente produzir computadores ou máquinas, mas oferecer soluções rápidas e criativas para problemas de gerenciamento da informação para os seus clientes. Os computadores e máquinas são apenas os meios e ferramentas para que ela atenda à sua missão. A missão não é definitiva nem estática, pois sofre mudanças ao longo da existência da empresa. Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 22 para a elaboração dos objetivos organizacionais e para o restante de todo planejamento estratégico da empresa. Quanto mais disseminada for a visão organizacional para os colaboradores da empresa, mais estes saberão quais são suas metas e objetivos e o que dever ser feito para serem alcançados tais elementos. 4.2.2.3 Princípios e valores organizacionais Valores são crenças e atitudes básicas que ajudam a definir o com- portamento individual. Os valores variam entre as pessoas e empresas. Mui- tas organizações procuram manter elevados padrões éticos nas suas ativida- des cotidianas com a introdução de códigos formais de ética, cursos internos sobre ética profissional, desenvolvimento de uma cultura ética e apoio total da alta direção. O Código de ética é um documento escrito que estabelece os valores e padrões éticos para servirem de guia para o comportamento dos funcionários (Chiavenato, 2007, p.24). Os códigos de conduta ética costumam identificar os comporta- mentos esperados em termos de cidadania, boas relações com os clientes, atendimento estrito à legislação vigente, prevenção de atos ilegais e clareza absoluta nos negócios (Chiavenato, 2007, p.24). Na realidade os princípios e os valores da empresa enfatizam o que a esta entende como comportamento correto de atuação no mercado. Apre- senta o que deve e o que não deve ser feito pelos colaboradores e parceiros da organização. Estes valores e princípios são responsáveis pela formação da cultura da organização e esta é determinante para o desenvolvimento da empresa. 4.2.2.4 Objetivos organizacionais Do conceito de visão organizacional decorrem os objetivos globais O que somos Hoje O que queremos ser no próxi- mo ano O que queremos ser daqui a dois anos Somos uma empresa que publica revistas de moda feminina. Queremos ser uma das melhores revistas de moda feminina do país. Queremos ser a melhor revista de moda feminina do país. Fonte: Chiavenatto (2007p.27) e-Tec BrasilFundamentos de Administração 23 da empresa. Objetivos são estados desejáveis que se pretende alcançar e re- alizar. Quando o objetivo é alcançado, ele deixa de ser algo desejável para se tornar realidade e aí deve-se definir um outro objetivo, provavelmente mais desafiador e complexo do que o anterior (Chiavenato, 2007, p.27). Para colocar as coisas em ordem, muitas empresas definem hierar- quias de objetivos de acordo com suas prioridades e importâncias relativas. Normalmente, as empresas definem três tipos de objetivos: a) Objetivos globais ou estratégicos: são os objetivos mais importantes da empresa. Chamam-se globais porque envolvem a empresa como um todo e se estendem no longo prazo. Em geral, os objetivos globais envol- vem um período de três a cinco anos. Exemplo: ter até 24 meses cerca de 1 milhão de clientes ou produzir 1 milhão de garrafas por mês em cerca de três anos ou ainda aumentar o faturamento da empresa. b) Objetivos táticos ou departamentais: são osobjetivos de cada divisão ou departamento da empresa. Podem ser objetivos financeiros (lucro, despesa anual), mercadológicos (vendas, participação de mercado), ad- ministrativos (aumento da eficiência, produtividade) de produção (produ- ção mensal, custos industriais mensais), entre outros. São na maioria das vezes objetivos de médio prazo. Esse médio prazo costuma ser o período contábil de um ano. c) Objetivos operacionais: são os objetivos de cada tarefa ou atividade da empresa. Refere-se aos objetivos cotidianos de cada atividade ou pro- duto da empresa, como produção diária, vendas diárias, estoque diário, tempo médio de atendimento ao cliente etc .(Chiavenato, 2007, p.28). 4.3 O Administrador Na verdade, o papel do administrador é extremamente multivariado e contingencial. Se ele é um supervisor de primeira linha situado no nível operacional da empresa, precisa estar mais voltado para rotinas, normas e procedimentos responsáveis por regular a atividade dos seus subordinados que executam tarefas ou então lidam com as tecnologias utilizadas pela em- presa. Se ele é um gerente situado no nível intermediário da empresa, pre- cisa estar mais voltado para a elaboração de planos táticos, organização de Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 24 diferentes atividades, direção de determinados departamentos ou unidades da organização e para o controle dos resultados departamentais. Todavia, se é um diretor localizado no nível institucional da empresa, então precisa estar voltado para as demandas do ambiente externo e para a adequação da em- presa como um todo às oportunidades que ele deve entrever e às ameaças e contingências que ele precisa pressentir nesse ambiente, tendo em vista as forças e limitações de sua empresa (Chiavenato, 2007, p.38). 4.3.1 As competências do administrador Como a administração significa atingir resultados com os recursos disponíveis, o administrador precisa reunir e desenvolver certas competên- cias fundamentais: 1. Conhecimento: é o saber acumulado pela aprendizagem. Representa hoje a maior riqueza do mundo moderno. Para tanto, o administrador deve ter capacidade de aprender cada vez mais e mais rapidamente. Além disso, aprender continuamente, fazendo com que toda experiência pessoal seja convertida em conhecimento. Em suas atividades, o admi- nistrador deve ampliar sempre mais o seu conhecimento e, dentro do possível, transmitir e compartilhar com seus subordinados o conheci- mento que adquiriu. Contudo, o conhecimento só tem valor quando pode ser aplicado por meio das habilidades. Este é o aspecto pragmático do conhecimento: ser útil para ter valor. 2. Habilidades: é o saber fazer. Em outras palavras, é a capacidade de aplicar o conhecimento adquirido seja na solução de problemas, na me- lhoria da situação ou em inovação para fazer algo completamente dife- rente. Significa colocar em prática o conhecimento e torná-lo rentável e agregar valor por ele. 3. Julgamento: é o saber analisar cada situação. Obter dados e informa- ção a respeito e ter espírito crítico suficiente para poder ponderar com equilíbrio, definir prioridades e tomar decisões a respeito. Com o julga- mento, o administrador define exatamente o que, como, quando e por que fazer algo. 4. Atitude: é o saber fazer acontecer. Envolve uma atitude empreendedora no sentido de sair da zona de conforto, assumir riscos e lutar para atingir e-Tec BrasilFundamentos de Administração 25 um determinado objetivo ou resultado. É o que faz um administrador defender seus pontos de vista, argumentar e fazer a cabeça dos outros e impor seu estilo pessoal. Por ela, o administrador torna-se um formador de opinião e um agente de mudança na organização (Chiavenato, 2007, p.39). 4.3.2 As habilidades do administrador. Falamos das competências do administrador. Elas envolvem habilida- des. E quais são as habilidades necessárias para o administrador? Basicamen- te, são: • Habilidades Técnicas: consistem em usar conhecimentos, métodos, téc- nicas e equipamentos para realização de tarefas por meio da experiência profissional. É a habilidade de fazer as coisas concretas e práticas, como Fonte: brunocam peloo.blogspot.com A cesso em 25 de novem bro de 2010 Figura 4.2: As competências do administrador Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 26 desenhar um projeto, compor um cronograma, elaborar um programa de produção, entre outras. • Habilidades Humanas: consistem na capacidade e discernimento para trabalhar com pessoas em equipe. Estão relacionados com a interação com pessoas e envolvem a capacidade de comunicar, motivar, coordenar, liderar e resolver conflitos pessoais ou grupais para obter cooperação na equipe, participação e envolvimento das pessoas; • Habilidades Conceituais: consistem com a capacidade para lidar com ideias e conceitos abstratos e estão relacionadas com o pensar, raciocinar, diagnosticar situações e formular alternativas de soluções dos problemas. Representam as capacidades cognitivas que permitem planejar o futuro, interpretar a missão, desenvolver a visão e perceber oportunidades onde ninguém enxerga coisa alguma. A combinação dessas habilidades varia na proporção em que o ad- ministrador sobe na escala hierárquica, e vão de posições de supervisão a posições de alta direção. Conforme se sobe para os níveis mais elevados da organização, diminui a necessidade de habilidades técnicas e aumenta a ne- cessidade de habilidade conceitual. Nos níveis inferiores, os chefes e super- visores precisam de habilidades técnicas para lidar com as tarefas concretas do dia a dia. Nos níveis mais altos, os executivos precisam gradativamente de habilidades conceituais para decidir sobre os destinos e estratégias de sua organização (Chiavenato, 2007, p.40). Fonte: w w w .hcrhaga.sites.uol.com .br A cesso em 25 de no- vem bro de 2010 Figura 4.3: As habilidades do administrador e-Tec BrasilFundamentos de Administração 27 4.3.3 Os papéis do administrador Para Mintzberg (1973), o administrador desempenha vários papéis em cada organização. Um papel é um conjunto de expectativas de cada organização a respeito do comportamento de uma pessoa. Cada papel re- presenta atividades que as pessoas realizam para cumprir seu trabalho. Mint- zberg identifica dez papéis específicos em três categorias, como apresentado na Figura 4 (Chiavenato, 2007, p.43). 1. Papéis interpessoais: representam as relações com outras pessoas e estão relacionados com as habilidades humanas. Mostram como o admi- nistrador interage com as pessoas e influencia seus subordinados. 2. Papéis informacionais: descrevem as atividades usadas para manter e desenvolver uma rede de informações. Mostram como o administrador intercambia e processa suas informações. 3. Papéis decisórios: envolvem todos os eventos e situações em que o administrador deve fazer uma escolha ou opção e tomar uma decisão. Mostram como o administrador utiliza a informação como base para tomar decisões (Chiavenato, 2007, p.43). Tabela 4.1: Os papéis do administrador Papéis Papel do Administrador Atividades Interpessoal Representação Assume deveres cerimoniais e simbólicos, representando a organização, assinan- do documentos legais. Liderança Dirige e motiva pessoas, treina, aconselha, orienta e se comunica com seu su- bordinados. Ligação Matém redes de comunicação dentro e fora da organização, usa malotes, telefo- nemas e reuniões Informacional Monitoração Manda e recebe informações, lê revistas e relatórios, mantém contatos pessoais. Disseminação Envia informações para os menbros de outras organizações (memorandos e rela- tórios), telefonemas e contatos. Porta-voz Transmite informações para pessoas de fora através de conversas, relatórios e memorandos. Decisional Empreende Inicia projeto, identifica ideias e oportunidades, assume risco, delega. Resolve Conflitos Toma ações corretivas em dispustas ou crises, resolveconflitos entre subordina- dos, adapta o grupo a crises e a mudanças Alocações de Recursos Decide a quem atribuir recursos. Programa, orça e estabelece prioridades. Negociações Representa os interesses da organização em negociações com sindicatos, em vendas, compras ou financiamentos. Fonte: Chiavenato (1999, p.24) Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 28 Leia o texto abaixo e realize as questões do Estudo de Caso. Como um profissional pode gerenciar seus pontos fortes Exagerar nos pontos fortes pode se tornar uma armadilha para o profissional. Saiba como se manter em equilíbrio Valorize seus pontos fortes. Provavelmente, você já recebeu essa orientação algumas vezes em sua carreira. É um ótimo conselho e faz todo o sentido. Afinal, se você já tem uma aptidão natural, investir nessa habilidade parece ser o caminho mais eficaz para obter bons resultados. Pelo mesmo raciocínio, tentar aprimorar pontos fracos soa como perda de tempo, já que você dificilmente se tornará excelente naquilo em que tem pouca ou ne- nhuma vocação. Esse é o senso comum que baseia escolhas de carreira e decisões diárias da maioria dos profissionais. Esse modo de pensar e agir não está errado, mas tem limites — e pouca gente percebe isso. Se você se apoia demais em uma competência, corre o risco de pecar pelo excesso. E aí o que era qualidade vira defeito. “Ao se concentrar em um determinado comportamento que julgam positivo, os profissionais são incapazes de perceber o próprio exagero”, diz em entrevista a VOCÊ S/A o consultor americano Robert E. Kaplan (não confundir com o guru quase homônimo Robert S. Kaplan, criador do método Balanced Scorecard), que publicou um artigo recente sobre o assunto na edição americana da revista Harvard Business Review. Dono de uma ferramenta de avaliação de desem- penho 360o, Kaplan fez uma pesquisa com 1 200 gerentes e diretores e constatou que 55% deles são acusados por pares e subordinados de exage- rar na dose em pelo menos um comportamento. As pessoas tendem a se focar em um determinado comportamento, algo que pode ter sido reconhecido como qualidade em alguma empresa ou que favoreceu o profissional em uma determinada situação. “O que funcio- nou no passado serve como um reforço de imagem para o profissional”, diz Marcelo Cuellar, gerente da divisão de RH da Michael Page. Como exemplo, basta pensar em um executivo de vendas que tem como característica o Atividades de aprendizagem e-Tec BrasilFundamentos de Administração 29 espírito empreendedor, no qual coloca suas fichas. Ao se concentrar apenas na execução, ele deixa de pensar nos assuntos estratégicos — e aí seu de- sempenho cai. A culpa não é apenas do profissional. Segundo Robert Kaplan, os processos de desenvolvimento de liderança e de avaliação de desempenho, na maioria das vezes, dividem as qualidades entre fortes e fracas e ignoram quando o pêndulo da balança pende exageradamente para o extremo mais favorável ao profissional. “Os instrumentos de avaliação não consideram uma lição fundamental de décadas de investigação sobre falhas compor- tamentais: mais não é sempre melhor, e executivos perdem seus empregos quando seus pontos fortes viram fracos com o uso exagerado”, diz o espe- cialista. Kaplan diz que é possível detectar e corrigir os excessos, as que este exercício exige atenção diária e leva tempo. Trata-se de uma escolha com- plexa: como abandonar um hábito que até agora era visto como positivo. Kaplan sugere perguntar aos colegas: “O que mais preciso fazer?”, “O que devo parar de fazer?” e “O que devo continuar fazendo?”. Como descobrir se você exagera na dose 1. INCENTIVE O FEEDBACK Incentive os colegas a lhe darem feedback. “As pessoas é que vão dar o sinal amarelo”, diz David Lingerfelt, diretor da consultoria Mariaca, de São Paulo. Robert Kaplan sugere perguntar aos colegas: “O que mais preciso fazer?”, “O que devo parar de fazer?” e “O que devo continuar fazendo?”. 2. QUESTIONE-SE Quais as características que você gostaria de ter como líder? Faça uma lista e cheque se você está utilizando-as em excesso. Segundo Robert Ka- plan, o exercício força a pensar em um novo caminho, em desafiar alguns de seus paradigmas sobre liderança. Depois de diagnosticar o problema e tomar consciência da necessidade de mudança, é preciso exercer o novo compor- tamento. “Desfaça o gatilho antes de agir de determinada maneira, sempre com muita disciplina e determinação”, diz Fernanda Pomin, sócia-diretora da Korn/Ferry. Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 30 3. BUSQUE O EQUILÍBRIO Quanto maior a sua preferência por um estilo de liderança, maior a falta de afinidade com o seu oposto. “Aprender outro comportamento é um exercício para se criar um novo repertório”, diz a diretora de desen- volvimento da Right Management, Marisabel Ribeiro. Assim, você terá dois repertórios e será hábil para escolher o mais apropriado diante de uma nova situação. Exageros mais comuns Politiqueiro Tem talento para o jogo corporativo. Mas, de tanto fazer política, começa a soar falso. Fala muito e entrega pouco. As ações são diferentes do discurso. COMO CORRIGIR: As pessoas esperam opinião, decisão e assertividade desde que na medida certa. Não se comprometa com tarefas que não você não é capaz de concluir. Autoconfiante A confiança é um componente do sucesso. Mas o excesso dela leva o profissional a ignorar ou a menosprezar opiniões divergentes, prejudican- do o próprio trabalho. COMO CORRIGIR: “Valorizar-se demais é uma defesa às próprias fraquezas”, diz Fernanda Pomin, sócia-diretora da consultoria Korn/Ferry, de São Paulo. Procure enxergar as qualidades de cada integrante da equipe e imaginar como eles podem colaborar com o seu desenvolvimento. e-Tec BrasilFundamentos de Administração 31 Bicão Ser comunicativo é bom. Abusar dessa qualidade, não. Você pode parecer intrometido e carreirista. COMO CORRIGIR: Comunicar-se bem é saber falar e, principalmente, ou- vir. Você precisa perceber como o seu comportamento está sendo assimilado pelas pessoas a sua volta. Centralizador O sujeito sabe que é competente, mas centraliza porque só confia em si mesmo na hora de decidir. COMO CORRIGIR: A responsabilidade é sua, mas aprenda a delegar. “É preciso praticar a confiança”, diz Laura Castelhano, diretora- geral da BPI, consultoria de outplacement, de São Paulo. Proativo Mesmo com a intenção de ajudar e ser resoluto, exagerar na iniciativa pode causar a impressão de que se está passando por cima de um colega ou da equipe. COMO CORRIGIR: Observe o impacto de suas atitudes. Quando alguém disser “Calma!” ou “Deixa comigo!”, pode estar querendo dizer para você não ir além daquele ponto. Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 32 Condescendente A compreensão é uma qualidade. O exagero, nesse caso, é ser bonzinho demais. Como a centralização, a falta de direção também prejudica a equipe. COMO CORRIGIR: Sem virar um tirano, organize a equipe em torno do re- sultado. Se a pessoa pede para sair mais cedo, deixe, mas pergunte quando ela poderá repor se for necessário. Rígido Organização, pensamento lógico e rotina são importantes para o gestor. Mas o excesso de rigidez prejudicará o desempenho quando ocorrer algo fora do script. COMO CORRIGIR: Procure entender que é impossível prever tudo. Quem é organizado já está bem preparado para os imprevistos, falta apenas aceitar que eles acontecem. Fonte: Joana Porto (redacao.vocesa@abril.com.br) 12/08/2009. e-Tec BrasilFundamentos de Administração 33 RESPONDA: 1. Qual a relevância para o profissional de administração da avaliação de seus pontos fortes e fracos? 2. A utilização demasiada dos pontos fortes pode atrapalhar o bom desem- penho do gestor organizacional? Justifique sua resposta. Responda as seguintes questões relativas ao conteúdo abordado nes- ta unidade: 1.Caracterize os três níveis organizacionais. 2. Qual a importância dos elementos que compõe o alinhamento organiza- cional para o desenvolvimento das empresas? Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 34 3. Para atingir os objetivos propostos no alinhamento organizacional, o ad- ministrador necessita adquirir algumas competências essenciais. Cite e após explique as competências do administrador. 4. Relacione as habilidades do administrador com os níveis organizacionais de acordo com o maior grau de necessidade e aplicação de cada habili- dade nos níveis existentes. 5. Selecione três dos dez papéis do administrador apresentados por Mintz- berg(1973) e justifique a sua escolha. e-Tec BrasilFundamentos de Administração 35 Referências CASTELLS, M. A sociedade em rede. V. 1. 2 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002. CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação à Administração Geral. 3. ed, São Paulo: Makron Books, 2002. CHIAVENATO, Idalberto. Princípios da Administração: o essencial em teoria geral da administração, Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. 4. ed, Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. OLIVEIRA, Djalma de Pinto R. de. Sistemas de Informações Gerenciais: estratégias, táticas e operacionais. 2. ed, São Paulo: Atlas, 1993. LAUDON, Kenneth C. & LAUDON, Jane Price. Sistemas de Informação: com internet. 4. Ed. Rio de Janeiro: ETC, 1999. MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Fundamentos da Administração. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2007. MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Administração para Empreendedores. 1.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. SILVA, Adelphino Teixeira da. Administração Básica. 5. ed, São Paulo: Atlas, 2009. Técnico em Administraçãoe-Tec Brasil 36 Currículo do Professor Antônio Cardoso Oliveira possui graduação em Administração e Espe- cialização em Gestão de Pessoas pela Faculdade Anhanguera Atlântico Sul Pelotas. É professor da carreira de ensino básico, técnico e tecnológico do Campus Pelotas – Visconde da Graça do Instituto Federal Sul-Rio-Granden- se. Atualmente é Coordenador do Curso de Técnico em Administração do programa e-Tec Brasil. e-Tec BrasilFundamentos de Administração 37