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15/08/2023 1 4 1 Prof. Rafaela Von Ancken BIOQUÍMICA Aula 1-2 4 2 MACROMOLÉCULAS Sua massa é constituída quase que totalmente por apenas seis elementos: → carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N), fósforo (P) e enxofre (S); https://1.bp.blogspot.com/-Xm0gNttW5jc/XvDHl5ZXOhI/AAAAAAAACPA/oxm4IkO_8dsJENC1eXkownT9qzD0YUSRQCK4BGAsYHg/s480/macromol%25C3%25A9culas.jpg MACROMOLÉCULAS → são POLÍMEROS (poli = muitos; mers = partes) → moléculas grandes formadas por inúmeras moléculas menores repetidas → MONÔMEROS (mono = um) 1 2 15/08/2023 2 4 3 CARBOIDRATOS • Constituídos de átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio; • Principal e imediata fonte de energia para as atividades celulares; Incluem açúcares e polímeros de açúcar; Os carboidratos mais simples são monossacarídeos, ou açúcares simples; 4 4 CARBOIDRATOS FUNÇÕES: • Energética (principal fonte energética dos seres vivos); • Reserva energética (ex. amido, glicogênio..) • Estruturais (ex. celulose, quitina, glicocálix) .. Os carboidratos podem ser classificados como monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos; 3 4 15/08/2023 3 4 5 MONOSSACARÍDEOS • Fonte de energia; • Parte da estrutura do DNA e do RNA; • Cada molécula contém de três a sete átomos de carbono; • n = 3 (C3H6O3): triose; • n = 4 (C4H8O4): tetrose; • n = 5 (C5H10O5): pentose; • n = 6 (C6H12O6): hexose; • n = 7 (C7H14O7): heptose. https://static.todamateria.com.br/upload/ri/bo/riboseedesoxirribose-cke.jpg?auto_optimize=low 4 6 DISSACARÍDEOS • Os monossacarídeos ligam-se entre si formando DISSACARÍDEOS por síntese por desidratação, • União entre um grupo hidroxila de uma molécula de açúcar e o carbono anomérico (C1) de outra; 5 6 15/08/2023 4 4 7 DISSACARÍDEOS Têm nomes terminados com o sufixo ose. • Maltose (glicose + glicose) → produto da hidrólise do amido; • Sacarose (glicose + frutose) → é o açúcar da cana-de-açúcar; • Lactose (glicose + galactose) → é o açúcar do leite; 4 8 POLISSACARÍDEOS • AMIDO: encontrado nas raízes como batatas, em cereais como milho e o arroz e até mesmo em frutos; Reserva energética das plantas; • GLICOGÊNIO: polissacarídeo de reserva, presente em animais e algumas bactérias; • CELULOSE: elemento estrutural em paredes celulares de plantas e da maioria das algas e é insolúvel em água; • QUITINA: desempenha a função estrutural, fornecendo suporte extracelular para animais, formando exoesqueletos em crustáceos e insetos e constituindo a parede celular da maioria dos fungos; 7 8 15/08/2023 5 4 9 LIPÍDEOS • Conhecidos como gorduras; • Altamente energético → 1g = 9 Kcal • Formados por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio; • São insolúveis em água e apolares; FUNÇÕES: • Estrutura das membranas celulares; → regulação da entrada de substâncias/nutrientes; • Reserva energética; • Função hormonal; • Isolante térmico e físicos; • Etc... 4 10 TIPOS DE LIPÍDEOS • São classificados em diferentes tipos; TIPO CARACTERÍSTICA TRIACILGLICERÓIS Em animais (manteiga, sebo – sólidos em temperatura Ambiente) e óleos vegetais (óleo de soja, de milho – líquidos em Temperatura ambiente); CERÍDEOS Impermeabilizantes (ex. impedindo que as folhas percam água para o ambiente; permitem que aves aquáticas nadem); GLICEROFOSFOLIPÍDEOS, ESFINGOLIPÍDEOS E ESTERÓIS Lipídeos estruturais de membrana; ESFINGOMIELINAS E GLICOESFINGOLIPÍDEOS Funções de revestimento e isolamento em alguns neurônios Por conterem fosfato são considerados fosfolipídeos (moléculas anfipáticas); ESTERÓIS Função regulatória, ação hormonal (colesterol) e estão também presentes nas membranas plasmáticas de plantas (estigmaesterol) e de animais, nos sais biliares; 9 10 15/08/2023 6 4 11 LIPOPROTEÍNAS São responsáveis pelo transporte dos lipídios pela circulação; QUILOMÍCRONS: é a lipoproteína maior e menos densa, apresentando o maior conteúdo de triglicerídeos se comparada com as demais. Transporta lipídios do intestino delgado para a circulação linfática. LDL (LIPOPROTEÍNA DE DENSIDADE BAIXA): é composta especialmente por colesterol. Levam os lipídios para os tecidos do corpo; HDL (LIPOPROTEÍNA DE DENSIDADE ALTA): é composta principalmente por proteína. Responsável por fazer uma varredura dos lipídios, levando-os da circulação de volta ao fígado, conhecido também como transporte reverso do colesterol. 4 12 https://wp.ufpel.edu.br/renataabib/files/2016/04/DISLIPIDEMIAS-1.pdf 11 12 15/08/2023 7 4 13 AMINOÁCIDOS São unidades estruturais que formam as proteínas; • Formados por um grupo carboxila (- COOH), um grupo amino (-NH2), um átomo de hidrogênio e um grupo lateral (grupo R); todos ligados ao mesmo átomo de carbono (carbono alfa); O grupo lateral poderá ser: • Uma cadeia linear • Cadeia ramificada de átomos • Estrutura em anel; 4 14 Existem nove aminoácidos que os seres humanos não conseguem sintetizar, denominados de aminoácidos essenciais: (fenilalanina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, treonina, triptofano e valina) → a ingestão por dieta se torna indispensável; GRUPO R: influenciam: → Influenciam na solubilidade dos aminoácidos em água; → Na sua capacidade de sofrer transformações; 13 14 15/08/2023 8 4 15 FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS 4 16 FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS • Catálise enzimática; • Transporte; • Armazenamento de moléculas e íons; • Estrutura e sustentação celular; • Coordenação e regulação de atividades celulares; • Proteção imunitária; FUNÇÃO EXEMPLO Catalisadores Enzimas Transporte Hemoglobina Contráteis Actina e miosina Hormônios Insulina Proteção Anticorpos Estruturais Colágeno 15 16 15/08/2023 9 4 17 As proteínas podem ser: • Dipeptídeo; (ligação de dois aminoácidos) • Tripeptídeo; (ligação de três aminoácidos) • Tetrapetídeo; (ligação de quatro aminoácidos) • Pentapeptídeo; (ligação de cinco aminoácidos) • Polipetídeo; → quando até cinco aminoácidos se ligam pode ser chamada de oligopeptídeo; As proteínas podem ser SIMPLES (constituídas apenas por aminoácidos), e podem ser CONJUGADAS (glicoproteínas, lipoproteínas), apresentando uma parte proteica e uma não proteica (carboidrato ou lipídio); → grupo prostético. https://static.biologianet.com/2020/05/sintese-de-peptideo.jpg 4 18 EXEMPLOS: GLICOPROTEÍNAS: funções de reconhecimento celular.. LIPOPROTEÍNAS: transportadoras de lipídeos entre células, fígado e sangue: • high density lipoproteins (HDL); • low density lipoproteins (LDL); • very low density lipoproteins (VLDL); https://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/conteudo/images/lipoproteina.jpg 17 18 15/08/2023 10 4 19 FORMA • FIBROSAS → função de estrutura; (colágeno do tecido conjuntivo, queratina dos cabelos, miosina dos músculos etc.) • PROTEÍNAS GLOBULARES; - cadeias polipeptídicas dobradas em forma esférica ou globular; Ex. Hemoglobina; https://static.significados.com.br/foto/proteinas-tipos.jpg 4 20 SOLUBILIDADE INFLUENCIADA POR: • pH; • Temperatura; • Polaridade de seus grupos R; Influenciado pela temperatura, processo de fermentação e alteração de pH (pH reduzindo → precipitam proteínas → consistência mais espessa) 19 20 15/08/2023 11 4 21 NÍVEIS ESTRUTURAIS 4 22 CURIOSIDADE 21 22 15/08/2023 12 4 23 ENZIMAS • São proteínas especializadas em acelerar processos bioquímicos; • Agem como catalisadoras das reações bioquímicas; • Nomenclatura: terminam em “ases” • Sem elas, a velocidade das reações seria muito lenta; IMPORTANTE LEMBRAR: Toda enzima é uma proteína, porém nem toda proteína é uma enzima. ENZIMA FUNÇÃO Amilase/Ptialina Digestão do amido Pepsina Digestão de PTN Isomerases Transferência de grupos dentro da mesma molécula para formar isômeros Lactase Digestão da Lactose Lipases Digestão de Lipídeos Sacarase Digestão da Sacarose Maltase Digestão da Maltose 4 24 EXEMPLO: COMOAS ENZIMAS FUNCIONAM? Complexo enzima substrato 23 24 15/08/2023 13 4 25 CHAVE FECHADURA: a enzima é complementar ao substrato; (conceito anterior) ENCAIXE ENDUZIDO: o substrato induz uma mudança conformacional na enzima; 4 26 INFLUENCIADORES DAS ATIVIDADE DAS ENZIMAS • Temperatura; • pH; • Concentração de substrato; • Presença de inibidores; https://artigos.natusvita.com.br/wp-content/uploads/2018/10/quebra-da-lactose.jpg 25 26 15/08/2023 14 4 27 • pH: Cada enzima possui um pH ótimo de atividade (abaixo ou acima desse valor há menor atividade da enzima); • Altas temperaturas: as enzimas aumentam sua atividade de reação até que seja atingida a velocidade máxima; → As enzimas podem sofrer desnaturação e perder suas propriedades catalíticas; • Baixas temperaturas: a velocidade da reação começa a decrescer → início da inativação das enzimas; 4 28 • [ ] substrato: à medida que a [ ] do substrato aumenta, a atividade enzimática também se eleva até as enzimas ficarem saturadas; • Presença de inibidores: podem levar as células a pararem de funcionar e morrer – algumas drogas (antidepressivos e reguladores de apetite) são formuladas com base nesse fator inibitório enzimático. 27 28 15/08/2023 15 4 29 VITAMINAS Lipossolúveis Hidrossolúveis • prevenção contra doenças; • precursoras de hormônios; • fatores de crescimento ou coenzimas (cofatores orgânicos requeridos por certas enzimas, para seu funcionamento); apresentam moléculas apolares, são absorvidas no intestino; vitaminas A, D, E e K apresentam moléculas polares e função de coenzima; vitaminas do complexo B (tiamina-B1, riboflavina-B2, ácido panteônicoB5, piridoxina-B6, cobalamina- B12), ácido ascórbico (C) e biotina (H) 4 30 METABOLISMO Nome dado aos processos pelos quais os sistemas vivos realizam suas reações bioquímicas; Adquirem e usam energia. https://g3i5r4x7.rocketcdn.me/wp-content/uploads/2020/05/metabolismo-o-que-e-definicao-caracteristicas-funcoes-e-tipos-principais-1-1024x768.png 29 30 15/08/2023 16 4 31 GLICOSE A maioria dos organismos vivos oxida carboidratos como sua fonte primária de energia celular → GLICOSE → fornecedor de energia mais comum; GLICÓLISE ATP A glicólise é o primeiro passo no catabolismo de carboidratos. 4 32 POSSIBILIDADES GLICOSE ARMAZENAMENTO FORMAÇÃO DE PIRUVATO SÍNTESE DE POLÍMEROS ESTRUTURAIS RIBOSE 5 FOSFATO Amido, glicogênio... Oxidação pela glicóliseOxidação pela via pentose fosfato Matrix extracelular e polissacarídeos da parede celular 31 32 15/08/2023 17 4 33 • A glicólise acontece no líquido citoplasmático (citosol); • Não requer oxigênio; • É obtida em uma série de dez reações químicas, cada uma catalisada por uma enzima diferente; • Dividida em duas fases (investimento/pagamento) • Pontos de reações irreversíveis dessa via → regulação da mesma • NAD+ carrega H+ e elétrons para a cadeia transportadora de elétrons. GLICÓLISE 4 34 • Nicotinamida Dinucleotídeo Adenina (NAD) • Dinucleotídeo Adenina Flavina (FAD) • São agentes oxidantes; • Suas formas reduzidas (NADH / FADH2) são oxidados nas cristas mitocondriais → reciclando NAD+ e FAD+; • A fermentação também promove a reciclagem do NAD+ NAD E FAD: ACEPTORES INTERMEDIÁRIOS DE ELÉTRONS FORMA OXIDADA FORMA REDUZIDA NAD+ NADH+H+ NADP+ NADPH+H+ FAD+ FADH2 33 34 15/08/2023 18 4 35 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 36 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 35 36 15/08/2023 19 4 37 COMO FUNCIONA? 4 38 ATENÇÃO AS FASES Preparatório/investimento; Compensatório/pagamento; 37 38 15/08/2023 20 4 39 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA1 4 40 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA2 39 40 15/08/2023 21 4 41 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA3 4 42 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA4 Observe que essa molécula tem 6 carbonos. Observe que após as reações cada uma das moléculas formadas tem 3 carbonos. Apenas o Gliceraldeído-3- fosfato dá continuidade. 41 42 15/08/2023 22 4 43 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA5 Finalizada a fase de investimento/preparação. 4 44 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA6 Início da fase de pagamento/compensatória. Formação de NADH+H+ 43 44 15/08/2023 23 4 45 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA7 4 46 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA8 45 46 15/08/2023 24 4 47 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA9 4 48 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. ETAPA10 47 48 15/08/2023 25 4 49 Saldo da glicólise: IMAGEM: https://cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br/vestibulares/wp-content/uploads/2019/08/respiracao-celular-saldo-energetico-da-gligolise-1024x401.png 4 50 O processo de geração de energia deve continuar. Após a glicólise ... GLICÓLISE PIRUVATO RESPIRAÇÃO CELULAR FERMENTAÇÃO COM O2 SEM O2 49 50 15/08/2023 26 4 51 Fermentação Processo metabólico que não requer O2. Importante para regeneração do NAD+ (oxidado) Espécies de microorganismos produz diferentes tipos de fermentação → alcóolica, acética; No organismo humano: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0a/LDH_reaction.png SEM O2 4 52 Etapa intermediária Oxidação do piruvato à Acetil coA; COM O2 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 51 52 15/08/2023 27 4 53 • Ocorre na matriz mitocondrial; • Tem inicio com a entrada do Acetil coA; • Ocorre produção de agentes redutores NAD e FAD; • Produção de moléculas intermediárias para outra vias metabólicas; CICLO DE KREBS https://registrodemarca.arenamarcas.com.br/wp-content/uploads/2020/05/qual-e%CC%81-a- func%CC%A7a%CC%83o-da-mitoco%CC%82ndria.jpg 4 54 • São agentes oxidantes; • Suas formas reduzidas (NADH / FADH2) são oxidados nas cristas mitocondriais → reciclando NAD+ e FAD+; • A fermentação também promove a reciclagem do NAD+ NAD E FAD: ACEPTORES INTERMEDIÁRIOS DE ELÉTRONS 53 54 15/08/2023 28 4 55 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 56 ETAPA1 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 55 56 15/08/2023 29 4 57 ETAPA2 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 58 ETAPA3 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 57 58 15/08/2023 30 4 59 ETAPA4 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 60 ETAPA5 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 59 60 15/08/2023 31 4 61 ETAPA6 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 62 ETAPA7 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 61 62 15/08/2023 32 4 63 ETAPA8 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica.6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 64 Saldo do ciclo de Krebs: https://cdn.blog.estrategiavestibulares.com.br/vestibulares/wp-content/uploads/2019/08/respira%C3%A7%C3%A3o-celular-ciclo-de-krebs-2.png GTP GTP 2 GTP 63 64 15/08/2023 33 4 65 • Nessa etapa utiliza-se todos os NADH+H+ e FADH2 que foram produzidos na glicólise e no Ciclo de Krebs para transferir a energia carreada para produção de ATP; • Tem como aceptor final de elétrons o O2; CADEIRA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS 4 66 O movimento dos prótons de volta ao interior da matriz mitocondrial é um processo passivo, a favor do gradiente eletroquímico, que libera energia (força próton motriz) capaz de levar à síntese de ATP. H+ H+ H+ H+ H+ H+ NADH+H+ = 3 ATPs FADH2 = 2 ATPS COMPLEXO I: NADH Coenzima Q Redutase Recebe e- do NADH UBIQUINONA: Coenzima Q Recebe e- do complexo I e II COMPLEXO II: Succinato Coenzima Q10 redutase Recebe e- do FADH2 COMPLEXO III: Citocromo C oxi-redutase Recebe e- da coenzima Q COMPLEXO IV: Citocromo C oxidase Doa e- para o O2 , formando H2O CITOCROMO C: Conecta o complexo III ao IV e transportam e- Reduzido Oxidado MATRIZ MITOCONDRIAL A transferência de elétrons pelos quatro complexos, além do CoQ e do citocromo c, é possível pois todos eles são capazes de ser reduzidos e oxidados. As- sim, ao receberem um elétron do componente anterior da cadeia, reduzem-se; transferindo o elétron para o componente seguinte, oxidam-se e estão aptas a receber elétrons novamente. 65 66 15/08/2023 34 4 67 SALDO FINAL: GLICÓLISE PIRUVATO À ACETIL COA CICLO DE KREBS 2 NADH2 x 3 ATP = 6 ATP 2 ATP + 6 ATP = 8 ATPs 2 NADH2 x 3 ATP = 6 ATPs 6 NADH2 x 3 ATP = 18 ATPs 2 FADH2 x 2 ATP = 4 ATPs + 2 GTP (ATP) 38 ATPS1 molécula de glicose: 4 68 “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Carl Jung Obrigada ! Prof. Rafaela Von Ancken 67 68 15/08/2023 35 4 69 Prof. Rafaela Von Ancken BIOQUÍMICA Aula 3 - 4 4 70 ÁCIDOS GRAXOS SATURADOS E INSATURADOS Ácido graxo (está presente na estrutura dos triacilgliceróis, dos cerídeos e dos glicerofosfolipídeos - ausente nos esteróis); Ácidos graxos → cadeias de hidrocarbonetos com tamanhos variando de 4 a 36 carbonos; • Podem ser saturados ou insaturados; 69 70 15/08/2023 36 4 71 Cadeias saturadas: carbonos fazem ligação simples uns com os outros; • Facilita que eles, os ácidos graxos, se agrupem, formando as gorduras que são sólidas em temperatura ambiente. Cadeias insaturadas: possuem uma ou mais ligações duplas entre os átomos de carbono; • Dificulta o agrupamento dos carbonos, apresentando forma líquida em temperatura ambiente. 4 72 ÁCIDO GRAXO 71 72 15/08/2023 37 4 73 ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS IMAGEM: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/23641/3/BreveLevantamentoBibliogr%C3%A1fico.pdf 4 74 GLICÓLISE GLICOGÊNESE LIPOGÊNESE SÍNTESE DE ÁCIDOS GRAXOS ESTADO ALIMENTADO GLICOSE • Influência hormonal (principalmente Insulina); 73 74 15/08/2023 38 4 75 TRIACILGLICERÓIS (TAG): • Maior reserva energética; • Armazenados no TA; • Insolúvel em água; • Mais energético; • Sem prejuízo osmótico; https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/65/Blausen_0012_AdiposeTissue.png/1200p x-Blausen_0012_AdiposeTissue.png 4 76 • Influência hormonal (principalmente Glucagon); ESTADO DE JEJUM GLICOGENÓLISE LIPÓLISE → BETA OXIDAÇÃO GLICONEOGÊNESE 75 76 15/08/2023 39 4 77 LIPÓLISE 4 78 METABOLISMO DE LIPÍDEOS • Em determinados momentos do metabolismo os triacilgliceróis podem ser utilizados como fonte energética; LIPÓLISE Processo pelo qual os TAG são quebrados em ácidos graxos e glicerol; 77 78 15/08/2023 40 4 79 Hormônios (adrenalina, glucagon ...) se comunicam com os receptores do adipócito, sinalizam a necessidade de quebra de TAG → cascata de reações → atuação das lipases; TAG ÁCIDO GRAXO + DIACILGLICEROL ÁCIDO GRAXO + MONOACILGLICEROL ÁCIDO GRAXO + GLICEROL Lipase de TAG Lipase Hormônio Sensível Monoacilglicerol lipase TECIDO ADIPOSO 4 80 Como os ácidos graxos vão circular no sangue? O que acontece com o glicerol? 79 80 15/08/2023 41 4 81 Como os ácidos graxos vão circular no sangue? O que acontece com o glicerol? • Circula ligado a albumina (proteína); GLICEROL GLICEROL 3-FOSFATO DIHIDROXIACETONA FOSFATO glicerol quinase Glicerol 3-fosfato desidrogenase No fígado. 4 82 ADIPÓCITO GLUCAGON ADRENALINA Lipase de TAG Lipase Hormônio Sensível Monoacilglicerol lipase ÁCIDO GRAXO + DIACILGLICEROL ÁCIDO GRAXO + MONOACILGLICEROL ÁCIDO GRAXO + GLICEROL 81 82 15/08/2023 42 4 83 ATIVAÇÃO DO ÁCIDO GRAXO https://slideplayer.com.br/slide/1704270/6/images/25/Convers%C3%A3o+do+%C3%A1cido+graxo+em+acil-CoA+%2C+para+que+entre+ma+mitoc%C3%B4ndria..jpg ENZIMA: ACIL-COA SINTETASE ÁCIDO GRAXO ACIL COA GRAXO 4 84 Entrada do ácido graxo na mitocôndria; Acil coA graxo sofre ação da CARNITINA ACIL TRANSFERASE I = Acyl carnitina graxo Acil carnitina graxo sofre ação da CARNITINA ACIL TRANSFERASE II = Acil coA graxo Acil coA graxo Acil carnitina graxo Acil coA graxo 83 84 15/08/2023 43 4 85 ... continuando Marzzoco, Anita. Bioquímica Básica, 3a edição. Guanabara Koogan. BETA OXIDAÇÃO 4 86 ÁCIDO GRAXO DE CADEIAS INSATURADAS E CADEIA ÍMPAR Ácidos graxos insaturados: 2 enzimas extras: isomerase e redutase; Cadeia ímpar: 3 enzimas extras: propinoil coA carboxilase, metilmalonil coA epimerase, metilmalonil coA mutase; Também são convertidos em acetil-CoA para entrarem no Ciclo de Krebs. 85 86 15/08/2023 44 4 87 RENDIMENTO ENERGÉTICO Exemplo: rendimento energético de um ácido graxo com 16 carbonos, o qual originará 8 moléculas de acetil-CoA e 7 voltas no ciclo; • Oxidação completa do ácido graxo em questão: Beta oxidação Produto de 8 acetil coA no ciclo de Krebs Total (beta oxidação + ciclo de krebs) ATP formados 8 acetil coA 7 NADH 24 NADH 31 NADH 93 7 FADH2 8 FADH2 15 FADH2 30 8 GTP 8 GTP 8 131 – 2 ATP = 129 O custo energético de ativar um ácido graxo é equivalente a 2 ATP. Considerando NADH = 3 ATP e FADH = 2 ATP → 131 ATPs ATENÇÃO - diferentes referências: NADH = 2,5 ATP e FADH = 1,5 ATP; 4 88 INFLUÊNCIA HORMONAL DISPONIBILIDADE DE GLICOSE LIBERAÇÃO DE INSULINA GLICÓLISE E GLICOGÊNESE, LIPOGÊNESE BAIXA DISPONIBLIDADE DE GLICOSE LIPÓLISE, BETA OXIDAÇÃO, GLICONEOGÊNESE... LIBERAÇÃO DE GLUCAGON 87 88 15/08/2023 45 4 89 BIOSSÍNTESE DE ÁCIDOS GRAXOS BALANÇO ENERGÉTICO POSITIVO DIMINUI INTENSIDADE DO CICLO DE KREBS DIMINUI UTILIZAÇÃO DE CITRATO ACÚMULO DE CITRATO DENTRO DA MITOCÔNDRIA 4 90 CITRATO ACETIL COA CITOSOL Citrato liase MALONIL COA Acetil coA carboxilase MALONIL COA + ACETIL COA ÁCIDO GRAXO Ácido graxo sintase NADPreduzido NADPoxidado = Ácido graxo é produto do excesso de glicose; Inibe beta oxidação; Reações de alongamento; Formação de TAG e armazenamento do TA; 89 90 15/08/2023 46 4 91 BIOSSÍNTESE DE TRIACILGLICERÓIS 4 92 METABOLISMO DE PROTEÍNAS 91 92 15/08/2023 47 4 93 grupos amino METABOLISMO DE PROTEÍNAS As proteínas são constantemente recicladas; PTN da dieta PTN endógenas AMINOÁCIDOS esqueleto carbônico síntese de glicose ou glicogênio síntese de ag respiração celular ciclo da ureia 4 94 LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 93 94 15/08/2023 48 4 95 TRANSAMINAÇÃO O que ocorre: A transferência do grupamento amina para o L-Glutamato. Aminoácidos envolvidos: alanina, arginina, aspartato, cisteína, fenilalanina, isoleucina, leucina, tirosina, triptofano e valina; Os grupamentos amino são transferidos para o alfa-cetoglutarato, que é convertido em glutamato. Alfa-cetoácido:pode ser o piruvato ou o oxaloacetato; B6 C I T O S O L D O S H E P A T Ó C I T O S LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 96 TGO (Transaminase Glutâmica Pirúvica) E TGP (Transaminase Glutâmica Oxalacética) Alanina + Alfa cetoglutarato Piruvato + Glutamato Aspartato + Alfa cetoglutarato Oxaloacetato + Glutamato Grupamento amina do aminoácido é transferido para o alfa cetoglutarato = cetoácido + glutamato Bioquímica Ilustrada - 7.ed. Ferrier, Denise R. 95 96 15/08/2023 49 4 97 DESAMINAÇÃO O que ocorre: Retirada do grupamento amina. Obs. O glutamato libera seu grupo amino na forma de amônia no fígado; Bioquímica Ilustrada - 7.ed. Ferrier, Denise R. 4 98 CICLO DA UREIA/ORNITINA LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 97 98 15/08/2023 50 4 99 Cabamoil fosfato perde um P e dá origem a Citrulina pela enzima ORNITINA TRANSCARMILASE A citrulina é convertida a arginina succinato pela ARGININA SUCCINATO SINTASE – faz isso em duas reações A arginina succinato dá origem a arginina através da ação da ARGININA SUCCINATO LIASE A arginina é convertida à ornitina através da ação da ARGINASE (ocorrendo a hidratação e liberação de ureia) Ornitina vai para matriz mitocondrial e recomeça o ciclo; LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 4 100 EIXO ARGININA SUCCINATO/BICICLETA DE KREBS LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de Bioquímica. 6ª Edição, 2014. Ed. Artmed. 99 100 15/08/2023 51 4 101 VAMOS PRATICAR? 4 102 QUESTÕES DE CONTEXTUALIZAÇÃO Lipogênese é o nome do processo que consiste em produzir novas moléculas de lipídeos. Quais são os substratos para este processo? a) Glicogênio hepático b) Acetil-coa produzidos através de glicose apenas; c) Acetil- coa produzido através de glicose e de triglicerídeos; d) Acetil-coa produzidos através do excesso de glicose e de alguns aminoácidos; e) Fosfolipídeos e corpos cetônicos; 101 102 15/08/2023 52 4 103 QUESTÕES DE CONTEXTUALIZAÇÃO Lipogênese é o nome do processo que consiste em produzir novas moléculas de lipídeos. Quais são os substratos para este processo? a) Glicogênio hepático b) Acetil-coa produzidos através de glicose apenas; c) Acetil- coa produzido através de glicose e de triglicerídeos; d) Acetil-coa produzidos através do excesso de glicose e de alguns aminoácidos; e) Fosfolipídeos e corpos cetônicos; 4 104 QUESTÕES DE CONTEXTUALIZAÇÃO Uma pessoa está em jejum há 7 horas. Qual das vias abaixo está mais ativa nesse momento? a) Lipogênese / glicólise b) Lipólise/ glicogenólise c) Lipólise/ glicogênese d) Lipogênese/glicogenólise 103 104 15/08/2023 53 4 105 QUESTÕES DE CONTEXTUALIZAÇÃO Uma pessoa está em jejum há 7 horas. Qual das vias abaixo está mais ativa nesse momento? a) Lipogênese / glicólise b) Lipólise/ glicogenólise c) Lipólise/ glicogênese d) Lipogênese/glicogenólise 4 106 QUESTÕES DE CONTEXTUALIZAÇÃO A presença de insulina faz com que a entrada de glicose na célula aconteça, dessa forma estimulando: a) o processo de glicólise, gliconeogênese, beta oxidação e lipólise b) o processo de glicólise, glicogênese e lipogênese c) o processo de beta oxidação, glicogênese e lipogênese d) o processo de glicogênese, glicólise e gliconeogênese 105 106 15/08/2023 54 4 107 QUESTÕES DE CONTEXTUALIZAÇÃO A presença de insulina faz com que a entrada de glicose na célula aconteça, dessa forma estimulando: a) o processo de glicólise, gliconeogênese, beta oxidação e lipólise b) o processo de glicólise, glicogênese e lipogênese c) o processo de beta oxidação, glicogênese e lipogênese d) o processo de glicogênese, glicólise e gliconeogênese 4 108 “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Carl Jung Obrigada ! Prof. Rafaela Von Ancken 107 108 Slide 1: BIOQUÍMICA Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Carl Jung Slide 69: BIOQUÍMICA Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90 Slide 91 Slide 92 Slide 93 Slide 94 Slide 95 Slide 96 Slide 97 Slide 98 Slide 99 Slide 100 Slide 101 Slide 102 Slide 103 Slide 104 Slide 105 Slide 106 Slide 107 Slide 108: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Carl Jung