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Movimentos Literários

Material sobre Movimentos Literários, centrado no Trovadorismo: definição, contexto histórico (teocentrismo, Igreja), novelas de cavalaria e cantigas (língua galego‑português, oralidade, tipos: amor, amigo, escárnio/maldizer), instrumentos, papéis sociais (trovador, jogral) e exemplos.

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MOVIMENTOS LITERÁRIOS
Representam o conjunto de procedimentos estéticos que caracterizam a produção literária de determinado período histórico, também são chamados de Estilos de Época ou Escolas Literárias.
Ocorrem a partir da produção de obras literárias com características semelhantes em um determinado período no tempo. São assinalados de acordo com seus valores estéticos e ideológicos, criando assim, uma geração de escritores.
Trovadorismo – 1198/1418
Ocorreu durante a IDADE MÉDIA e a 1ª fase da história de Portugal. Está intimamente ligado à formação do país como reino independente e à origem da Língua Portuguesa.
O conjunto de suas manifestações literárias reúne os poemas feitos por compositores nobres ou plebeus para serem cantados em feiras, festas e castelos e os textos em prosa que narravam as aventuras dos cavaleiros.
Contexto Histórico
Teocentrismo;
Poder espiritual	e cultural da Igreja;
Cristianismo;
Cruzadas rumo ao Oriente;
Monopólio clerical.
Aspectos sociais influentes
 A produção artística estava impregnada pelo espírito teocêntrico;
Cenas da vida de santos ou episódios bíblicos;
Irracionalismo;
Manifestações literárias desse período:
Cantiga da
Ribeirinha
(1189	ou	1198)	de
Paio	Soares	de
Taveirós é o marco inicial da Literatura Portuguesa.
TROVADORISMO
NOVELAS DE CAVALARIA
(prosa)
CANTIGAS
(poesia)
Novelas de Cavalaria
PROSA:
Longas narrativas em versos;
Apresentar aventuras: Cavaleiros;
Divulgar os valores: Honra e Lealdade;
Ideais cristãos.
Novelas de Cavalaria
Rei Arthur e Cavaleiros da Távola Redonda;
A demanda do Santo Graal;
Amadis de Gaula;
Tristão e Isolda.
Cantigas - Características
Língua galego-português;
Tradição oral;
Cantada e acompanhada por instrumentos musicais;
Amor cortês (mesura, “coita”, vasalagem amorosa).
Cantigas - Instrumentos
Violas de arcos / Cítaras 
Flautas / Alaúdes 
Pandeiros / Saltérios
Gaitas / Soalhas
Cantigas - Artistas
Trovador: alta nobreza, músico Segrel: nobre, poeta, cantor Jogral: compositor e cantor Menestrel: cantor
Soldadeira: acompanha o jogral
Cantigas
Líricas
Amor
Amigo
Satíricas
Escárnio
Maldizer
As cantigas podem ser classificadas em:
Cantiga de amor
Estes meus olhos nunca perderan,
senhor, gran coyta, mentr’ eu vivo fôr;
e direy-vos, fremosa mia senhor,
d’estes meus olhos a coyta que an:
choran e cegan, quand’alguen non veen,
e ora cegan por alguen que veen.
Guisado teen de nunca perder
meus olhos coyta e meu coraçon,
e estas coytas, senhor, mias son:
mays los meus olhos, por alguen veer,
choran e cegan, quand’alguen non veen,
e ora cegan por alguen que veen.
E nunca ja poderey aver ben,
poys que amor já non quer nen quer Deus;
mays os cativos d’estes olhos meus
morrerán sempre por veer alguen:
choran e cegan, quand’alguen non veen,
e ora cegan por alguen que veen.
D. Dinis (1261–1325)
Los Hermanos - Anna Júlia
Quem te vê passar assim por mim
Não sabe o que é sofrer
Ter que ver você, assim, sempre tão linda
Contemplar sol do teu olhar, perder você no ar
Na certeza de um amor
Me achar um nada
Pois sem ter teu carinho
Eu me sinto sozinho
Eu me afogo em solidão
Oh, Anna Júlia
Nunca acreditei na ilusão de ter você pra mim
Me atormenta a previsão do nosso destino
Eu passando o dia a te esperar
Você sem me notar
Quando tudo tiver fim, você vai estar com um cara
Um alguém sem carinho
Será sempre um espinho
Dentro do meu coração
Sei que você já não quer o meu amor
Sei que você já não gosta de mim
Eu sei que eu não sou quem você sempre sonhou
Mas vou reconquistar o seu amor todo pra mim
Oh, Anna Júlia
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Cantiga de amigo
Ai flores, ai, flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
ai, Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
ai, Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pos comigo?
ai, Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi a jurado?
ai, Deus, e u é?
Vós me perguntades polo voss’amigo?
E eu ben vos digo que é viv’ e sano
ai, Deus, e u é?
Vós me perguntades polo voss’amado?
E eu ben vos digo que é viv’e sano
ai, Deus, e u é?
Esse Cara - Caetano Veloso
Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
Cantigas de escárnio e maldizer
De um certo cavaleiro sei eu, por caridade,
que nos ajudaria a matar tal saudade.
Deixai-me que vos diga em nome da verdade:
Não é rei nem é conde mas outra potestade,
que não direi, que direi, que não direi…”
Pero da Ponte
Trovas não fazeis como provençal
mas como Bernaldo o de Bonaval.
O vosso trovar não é natural.
Ai de vós, como ele e o demo aprendestes.
Em trovardes mal vejo eu o sinal
das loucas ideias em que empreendestes.
Dom Afonso X, o Sábio
Cantigas de escárnio e maldizer
Deu mole pra caramba, tremendo vacilão
Tá todo arrependido, vai comer na minha mão,
Pensou que era o cara, mas não é bem assim,
Agora baba, bobo
Vai correr atrás de mim
Vacilão - Perla
Renata ingrata, trocou o meu amor por uma ilusão
Renata ingrata, quem planta sacanagem, colhe solidão
Renata - Latino
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