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Cuidados com Bezerros Neonatos
Pré-parto
▸ Cuidados aplicados com a fêmea tem o objetivo da produção de imunoglobulinas para que durante a fase de colostro o bezerro possa ter contato com imunidade de qualidade
▸ “Vacas no final da gestação devem ficar próximas das instalações para serem constantemente observadas”
Densidade animal
➞ Não deve se ter uma grande quantidade de animais naquele espaço
➞ Média de 56m2/animal (de sombra)
➞ Pode-se ter somente fêmeas na mesma fase de gestação (período seco)
➞ Período seco é o período que as fêmeas são conduzidas ao piquete maternidade
Condições inadequadas
➞ Vacas recém paridas, bezerros neonatos, ambiente sujo, vacas com escore corporal baixo
➞ O produto acaba por ser prejudicado pois a vaca não produzirá colostro de qualidade, estando desta forma mais predisposto a adoecer (está desafiado com uma carga de antígenos de forma muito acentuada)
➞ Em áreas muito grandes, é difícil manter as condições de sanidade
É necessário que o tempo de 60 dias seja respeitado pois é a janela necessária para que a vaca gestante possa produzir as imunoglobulinas necessárias e transferi-las para o colostro
➞ Para certificar-se que o neonato mamou a quantidade de colostro necessário é necessário quantificar (4l de leite nas 6 primeiras horas)
Manejo Alimentar
➞ De extrema importância pois está relacionado à:
○ Própria manutenção
○ Adequado desenvolvimento feta
○ Colostro com qualidade e volume
➞ Requerimento de energia aumenta de 30 a 50%
➞ Diminuição da ingesta de alimentos 3 semanas antes do parto
Atenção:
○ Ganho de peso excessivo
○ Início fornecimento de concentrado para vacas em lactação (0,5 a 1% do PV do animal)
↳ Quanto menor a partícula alimentar, mais fácil e rápido o seu transporte (gasta menos energia)
↳ Também é necessário dar volumoso, e a mudança do alimento tem que ser realizada de forma gradativa (mínimo 21 dias), pois caso contrario se altera o pH do rúmen 
○ Teor de Ca da dieta
↳ É necessário que seja aumentado de forma gradativa, pois uma grande percentagem desse cálcio ira para o colostro
↳ Os mecanismos de compensação podem vir a funcionar, porem o maior índice de hipocalcemia ocorre 24h apos o parto, enquanto os mecanismos só começarão a funcionar 48h apos 
 Acompanhamento do parto
➞ Produção de colostro
➞ Relaxamento dos ligamentos da pelve
➞ Edema no úbere (principalmente fêmeas primíparas) 
➞ É necessário se observar de perto as fases do parto, para que assim possa intervir caso necessário 
➞ 3 horas de observação desde o rompimento da bolsa até a expulsão do feto
↳ Se intervirem muito cedo, o períneo não estará devidamente lubrificado e dilatado, podendo causar um rompimento
Se a intervenção for tardia, pode haver distocia e o produto estar em sofrimento
Fases:
○ Preparatória (isolamento)
○ Dilatação (relaxamento, lubrificação e relaxamento das vias fetais moles)
○ Expulsão 
Parto
▸ Fêmea por si só precisa levantar e lamber sua cria, a fim de estimular o seu feto (limpar a boca e fossas nasais, de forma a estimular a respiração) 
▸ Iniciam-se os movimentos respiratórios dentro de 30seg
Como realizar o estímulo respiratório adicional?
○ Retirada de muco da boca e narinas
○ Forte fricção sobre o dorso
○ Elevação da cria pelos membros pélvicos e fazer uma movimentação pendular (retirada das secreções por gravidade)
↳ Com essa manobra <90seg logo após o corte do umbigo há um impacto favorável sobre a eficiência das trocas gasosas
○ Choque térmico (água fria) na região das costelas
○ Caso nada disso funcione, parte-se para a respiração artificial (oxigenação ou analépticos)
		◌ Niquetamida
◌ Leptazol
◌ Doxapram
◌ Etamivan
Escala APGAR para avaliação de vitalidade neonatal bezerros:
· Sem asfixia → 9 a 10
· Asfixia leve → 5.a 7
· Asfixia moderada → 3 a 4
· Asfixia grave → 0 a 2
Freq. Respiratória: 18 a 24 rpm
 
Pós-parto
▸ Fornecimento imediato do colostro 
↳ Até 6 horas para absorção de imunoglobulinas
↳ Imunoglobulinas são moléculas grandes e conforme o tempo passa (após 6h) as microvilosidades intestinais se fecham, incapacitando o bezerro de absorver 
↳ O pH do abomaso do neonato é neutro, não tem digestão acida ate as primeiras 36h
	Sem alimentação
	500ml/hora
	Feno
	800ml/hora
	Ração (1.5kg)
	1.100 ml/hora
	Ração (6.8 kg)
	2.200 ml/hora
*quanto mais ração, maior a produção de gás
Atenção: cautela com higiene, furo do bico, altura do balde e temperatura do colostro/leite (37 g)
↳ Falsa via 
Fase de adaptação → 15 dias (bicos cores diferentes)
○ 05 dias na mamadeira com bico amarelo (suave)
○ 05 dias na mamadeira com bico preto (firme)
○ 05 dias no milk bar (individual ou coletivo)
Colostro
1ª administração → até 2h após nascimento
2ª administração → em até 8h após o nascimento
* fêmea produz colostro por cerca de 3 dias
Importância
▸ Imunidade
▸ Fonte de nutrientes para o recém-nascido
▸ Auxilia na manutenção da temperatura corporal
↳ A temperatura corporal do neonato diminui rapidamente em relação a da mãe 
↳ Motivos: 
○ Grande área de superfície corpórea-massa
○ Evaporação do líquido amniótico
 	○ Limitadas reservas calóricas
○ É necessário fornecimento de alimentação, ambiente aquecido, cobertores ou imersão de água a 38
↳ Bezerros hipotérmicos apresentam redução significativa na taxa de absorção dos anticorpos colostrais
▸ Possui fatores de crescimento/hormônios (desenvolvimento)
▸ Proteção local contra bactérias/outros microrganismos do trato digestório
▸ Efeito laxativo – produto elimina mecônio
Imunidade passiva
Qualidade colostro		Absorção das Ig
 Quantidade de Igs 	 Máximas primeiras 6h PP
Especificidade das Igs	 Pinocitose no ID
Fatores que interferem na transmissão da imunidade passiva:
Fatores ligados a fêmea: (qualidade do colostro)
○ Período seco
○ Saúde da glândula mamária
○ Quantidade colostro
○ Variação individual
○ Estado nutricional da vaca
○ Estímulos antigênicos
○ Idade da vaca (1ª parição <Ig)
Avaliação colostro:
○ Colostrômetro:
	Qualidade
	Densidade
	Baixa
	<1,030 (até 20mg/ml IgG)
	Média
	1,030 – 1,050 (21 a 50 mg/ml IgG)
	Alta
	>1,050 (+51mg/ml IgG)
○ Colostro balls;
○ Refratômetro de Brix (dosagem de proteína total – 23 a 25% desejável).
Fatores ligados ao bezerro: (absorção Ig do colostro)
 ○ Intervalo nascimento – ingestão do colostro
 ○ Instalação da flora intestinal antes da ingestão colostro
 ○ Estresse térmico e distocias
Fatores ligados ao manejo:
○ Contaminação bacteriana do colostro
○ Volume e concentração de Igs
○ Método de fornecimento do colostro
O colostro é a única fonte natural de anticorpos para o bezerro recém-nascido!
Corte e cura do umbigo
▸ Única estrutura exposta é a bainha amniótica 
▸ Cortar 2 a 3cm abaixo
▸ Imergir a bainha em solução de iodo de 7 a 10%
↳ O iodo desidrata essa estrutura, fazendo com que elas colabem e fechem 
 Alojamento
▸ Limpos, secos e arejados
▸ Alojamento individualizado ou coletivo
▸ Manejar por faixa etária:
Fase 01 – fase maternidade: 0 a 15 dias
Fase 02 - 15 a 60 dias
Fase 03 - fase coletiva: 60 a 90 dias
Controle sanitário
▸ Desverminação após os 15 a 20 dias de vida
▸ Corte e cura do umbigo
▸ Desmame acima de 6 meses/marcado a fogo
▸ Desverminação: do desmame aos 30 meses de idade
Medidas Adicionais
▸ Isolar os animais doentes
▸ Usar substitutos do leite de boa qualidade
▸ Realização de tosa higiênica da cauda da bezerra (evitar acúmulo de fezes, queimaduras/assaduras na região e moscas)
Enfermidades mais frequentes em bezerros até 60 dias
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