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Questões resolvidas

2. (Enem 2019) Dizem que Humboldt, naturalista do século XIX, maravilhado pela geografia, flora e fauna da região sul-americana, via seus habitantes como se fossem mendigos sentados sobre um saco de ouro, referindo-se a suas incomensuráveis riquezas naturais não exploradas. De alguma maneira, o cientista ratificou nosso papel de exportadores de natureza no que seria o mundo depois da colonização ibérica: enxergou-nos como territórios condenados a aproveitar os recursos naturais existentes. A relação entre ser humano e natureza ressaltada no texto refletia a permanência da seguinte corrente filosófica:
a) Relativismo cognitivo.
b) Materialismo dialético.
c) Racionalismo cartesiano.
d) Pluralismo epistemológico.
e) Existencialismo fenomenológico.

4. (Uel 2019) Leia o texto a seguir. E se escrevo em francês, que é a língua de meu país, e não em latim, que é a de meus preceptores, é porque espero que aqueles que se servem apenas de sua razão natural inteiramente pura julgarão melhor minhas opiniões do que aqueles que não acreditam senão nos livros dos antigos. E quanto aos que unem o bom senso ao estudo, os únicos que desejo para meus juízes, não serão de modo algum, tenho certeza, tão parciais a favor do latim que recusem ouvir minhas razões, porque as explico em língua vulgar. DESCARTES, R. Discurso do Método. Com base nos conhecimentos sobre Descartes e o surgimento da filosofia moderna, assinale a alternativa correta.
a) A língua vulgar, o francês, expressa de modo mais adequado o espírito da modernidade por estar livre dos preconceitos da língua dos doutos, o latim.
b) Redigir o Discurso do Método em francês teve propósito similar à tradução da bíblia para o alemão feita por Lutero: facilitar o acesso à sacralidade do texto em língua vulgar.
c) O desencantamento do mundo, resultante da radical crítica cartesiana à tradição, teve como oportunidade de sacrificar-me por meu amor. Sentia em mim uma superabundância de energia que não encontrava escoadouro em nossa vida. TOLSTÓI, L. Felicidade familiar. Apud KRAKAUER, J. Na natureza selvagem. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. TEXTO II Meu lema me obrigava, mais que a qualquer outro homem, a um enunciado mais exato da verdade; não sendo suficiente que eu lhe sacrificasse em tudo o meu interesse e as minhas simpatias, era preciso sacrificar-lhe também minha fraqueza e minha natureza tímida. Era preciso ter a coragem e a força de ser sempre verdadeiro em todas as ocasiões. ROUSSEAU, J.-J. Os devaneios do caminhante solitário. Porto Alegre: L&PM, 2009. Os textos de Tolstói e Rousseau retratam ideais da existência humana e defendem uma experiência
d) lógico-racional, focada na objetividade, clareza e imparcialidade.
e) místico-religiosa, ligada à sacralidade, elevação e espiritualidade.

7. (Unesp 2019) A maior violação do dever de um ser humano consigo mesmo, considerado meramente como um ser moral (a humanidade em sua própria pessoa), é o contrário da veracidade, a mentira [...]. A mentira pode ser externa [...] ou, inclusive, interna. Através de uma mentira externa, um ser humano faz de si mesmo um objeto de desprezo aos olhos dos outros; através de uma mentira interna, ele realiza o que é ainda pior: torna a si mesmo desprezível aos seus próprios olhos e viola a dignidade da humanidade em sua própria pessoa [...]. Pela mentira um ser humano descarta e, por assim dizer, aniquila sua dignidade como ser humano. [...] É possível que [a mentira] seja praticada meramente por frivolidade ou mesmo por bondade; aquele que fala pode, até mesmo, pretender atingir um fim realmente benéfico por meio dela. Mas esta maneira de perseguir este fim é, por sua simples forma, um crime de um ser humano contra sua própria pessoa e uma indignidade que deve torná-lo desprezível aos seus próprios olhos. (Immanuel Kant. A metafísica dos costumes, 2010.) Em sua sentença dirigida à mentira, Kant
a) considera a condenação relativa e sujeita a justificativas, de acordo com o contexto.
b) assume que cada ser humano particular representa toda a humanidade.
c) apresenta um pensamento desvinculado de pretensões racionais universalistas.
d) demonstra um juízo condenatório, com justificação em motivações religiosas.
e) assume o pressuposto de que a razão sempre é governada pelas paixões.

Quais são as questões centrais do pensamento kantiano?
a) Possibilidade da liberdade e obrigação da ação.
b) A prioridade do juízo e importância da natureza.
c) Necessidade da boa vontade e crítica da metafísica.
d) Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão.
e) Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.

O conceito de pessoa na expressão 'dignidade da pessoa humana' se refere ao conceito
a) jurídico de persona, no sentido hobbesiano, como indivíduo em sua existência legal como membro do Estado.
b) religioso, no sentido agostiniano, da pessoa individual como imago dei, ou seja, criado à imagem e semelhança de Deus.
c) estético-teatral, como dramatis personae, lista dos personagens principais de uma obra teatral.
d) ético-moral, no sentido kantiano, em que o homem, como ser racional, é fim em si mesmo e nunca meio.

No ambiente cultural do Antigo Regime, a discussão filosófica mencionada no texto tinha como uma de suas características a
a) aproximação entre inovação e saberes antigos.
b) conciliação entre revelação e metafísica platônica.
c) vinculação entre escolástica e práticas de pesquisa.
d) separação entre teologia e fundamentalismo religioso.
e) contraposição entre clericalismo e liberdade de pensamento.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o problema do método de investigação da natureza em Bacon, assinale a alternativa correta.
a) O preceito metodológico do 'trato direto das coisas' supõe que cada um já possui em si as condições para realizar a investigação da natureza.
b) A investigação da natureza consiste em aplicar um conjunto de pressupostos metafísicos, cuja função é orientar a investigação.
c) As 'séries e ordens' referentes aos fatos particulares resultam da aplicação dos pressupostos do método de investigação.
d) A renúncia às noções que cada um possui é o princípio do método de investigação, que levará a ida aos fatos particulares.
e) O método de interpretação da natureza propõe uma nova atitude com relação às coisas e uma nova compreensão dos poderes do intelecto.

Na obra Discurso do método, o filósofo francês Renê Descartes descreve as quatro regras que, segundo ele, podem levar ao conhecimento de todas as coisas de que o espírito é capaz de conhecer. Quanto a uma dessas regras, ele diz que se trata de 'dividir cada dificuldade que examinasse em tantas partes quantas possíveis e necessárias para melhor resolvê-las'. Essa regra, transcrita acima, é denominada
a) regra da análise.
b) regra da síntese.
c) regra da evidência.
d) regra da verificação.

Sobre a consciência crítica e a filosofia, analise o texto a seguir: Como relata Descartes no Discurso sobre o método, depois de ter lançado tudo à dúvida, somente depois, tive de constatar que, embora eu quisesse pensar que tudo era falso, era preciso necessariamente que eu, que assim pensava, fosse alguma coisa. E, observando que essa verdade – 'penso, logo sou' – era tão firme e sólida que nenhuma das mais extravagantes hipóteses dos céticos seria capaz de abalá-la. O autor do texto retrata alguns apontamentos sobre o pensamento cartesiano. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa CORRETA.
a) As ideias de Descartes enfatizam que a dúvida tem valor secundário sobre como conduzir bem sua razão.
b) O pensamento cartesiano afirma que não devemos rejeitar como falso tudo aquilo do qual não podemos duvidar.
c) O cartesianismo é um empirismo, ou seja, prioriza o valor dos sentidos no âmbito do conhecimento.
d) O pensamento de Descartes influenciou, efetivamente, o mundo cultural francês e retratou a significância do espírito crítico na investigação do conhecimento.
e) O método racionalista prioriza a verdade da fé como critério da cientificidade.

Com base nisso, indique a alternativa CORRETA.

a) Para Kant, o conhecimento humano é diretamente dado pela experiência das coisas, acessíveis pelos sentidos (visão, audição, etc.).
b) Juízos sintéticos a priori são afirmacoes de conhecimento cuja natureza é particular e que se altera caso a caso.
c) Se a Metafísica é o conhecimento da essência das coisas elas mesmas, Kant é, na Crítica da Razão Pura, um defensor da Metafísica, e não um defensor da finitude do conhecimento.
d) Para Kant, Espaço e Tempo são categorias do entendimento mediante as quais conhecemos os fenômenos.
e) Juízos sintéticos a priori permitem organizar o conhecimento, dando a ele validade universal e unicidade.

Assinale a alternativa que define corretamente as noções de juízo analítico e juízo sintético.

a) O juízo analítico é uma proposição que não pode ser pensada sem ser simultaneamente acompanhada de sua necessidade, já o juízo sintético não é uma proposição necessária.
b) No juízo analítico, o sujeito está contido no conceito do predicado, mas, no juízo sintético, o predicado advém da experiência.
c) No juízo analítico, o predicado pertence ao sujeito como algo que está contido nele, já no juízo sintético, o predicado está totalmente fora do conceito do sujeito.
d) O juízo analítico é uma proposição necessária, já no juízo sintético, o predicado vai além do conceito do sujeito, acrescentando algo a esse.

Sobre o racionalismo cartesiano, é correto afirmar que
a) sua concepção sobre a existência de Deus exerceu grande influência na renovação religiosa da época.
b) sua valorização da clareza e distinção do conhecimento científico baseou-se no irracionalismo.
c) desenvolveu as bases racionais para a crítica do mecanicismo como método de conhecimento.
d) formulou conceitos filosóficos fortemente contrários ao heliocentrismo defendido por Galileu.
e) se tratou de um pensamento responsável pela fundamentação do método científico moderno.

No trecho, Espinosa critica a herança filosófica no que diz respeito à idealização de uma
a) estrutura da interpretação fenomenológica.
b) natureza do comportamento humano.
c) dicotomia do conhecimento prático.
d) manifestação do caráter religioso.
e) reprodução do saber tradicional.

Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, representada pelo(a)
a) verdade da fantasia, que é superior à certeza racional.
b) crença, que ocupa o lugar da certeza racional.
c) sentido visual, que é mais verídico que a certeza sensível.
d) ideia inata, que atua como o a priori da razão humana.

Com base no texto e nos conhecimentos acerca das noções de causa e efeito em David Hume, assinale a alternativa correta.
a) As noções de causa e efeito fazem parte da realidade e por isso os fenômenos do mundo são explicados através da indicação da causa.
b) A presença do efeito revela a causa nele envolvida, o que garante a explicação de determinado acontecimento.
c) A causa e o efeito são noções que se baseiam na experiência e, por meio dela, são apreendidas.
d) A causa e o efeito são conhecidos objetivamente pela mente e não por hábitos formados pela percepção do mundo.
e) A causa e o efeito proporcionam, necessariamente, explicações válidas sobre determinados fatos e acontecimentos.

Na abertura do “Discurso sobre a Origem e os fundamentos da Desigualdade entre os Homens”, Rousseau, dirigindo-se aos soberanos, senhores de Genebra, diz considerar-se um felizardo. Por quê?
a) Por haver nascido entre vós e poder meditar sobre a igualdade que a natureza instalou entre os homens e sobre a desigualdade de que eles instituíram.
b) Por haver nascido na floresta e haver vivido como um animal selvagem.
c) Por perceber que na República de Genebra reinava uma igualdade natural e política entre os homens.
d) Por crer que Deus é o autor da desigualdade entre os homens.
e) Por acreditar que só os animais irracionais conseguem viver plenamente a igualdade entre eles.

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Questões resolvidas

2. (Enem 2019) Dizem que Humboldt, naturalista do século XIX, maravilhado pela geografia, flora e fauna da região sul-americana, via seus habitantes como se fossem mendigos sentados sobre um saco de ouro, referindo-se a suas incomensuráveis riquezas naturais não exploradas. De alguma maneira, o cientista ratificou nosso papel de exportadores de natureza no que seria o mundo depois da colonização ibérica: enxergou-nos como territórios condenados a aproveitar os recursos naturais existentes. A relação entre ser humano e natureza ressaltada no texto refletia a permanência da seguinte corrente filosófica:
a) Relativismo cognitivo.
b) Materialismo dialético.
c) Racionalismo cartesiano.
d) Pluralismo epistemológico.
e) Existencialismo fenomenológico.

4. (Uel 2019) Leia o texto a seguir. E se escrevo em francês, que é a língua de meu país, e não em latim, que é a de meus preceptores, é porque espero que aqueles que se servem apenas de sua razão natural inteiramente pura julgarão melhor minhas opiniões do que aqueles que não acreditam senão nos livros dos antigos. E quanto aos que unem o bom senso ao estudo, os únicos que desejo para meus juízes, não serão de modo algum, tenho certeza, tão parciais a favor do latim que recusem ouvir minhas razões, porque as explico em língua vulgar. DESCARTES, R. Discurso do Método. Com base nos conhecimentos sobre Descartes e o surgimento da filosofia moderna, assinale a alternativa correta.
a) A língua vulgar, o francês, expressa de modo mais adequado o espírito da modernidade por estar livre dos preconceitos da língua dos doutos, o latim.
b) Redigir o Discurso do Método em francês teve propósito similar à tradução da bíblia para o alemão feita por Lutero: facilitar o acesso à sacralidade do texto em língua vulgar.
c) O desencantamento do mundo, resultante da radical crítica cartesiana à tradição, teve como oportunidade de sacrificar-me por meu amor. Sentia em mim uma superabundância de energia que não encontrava escoadouro em nossa vida. TOLSTÓI, L. Felicidade familiar. Apud KRAKAUER, J. Na natureza selvagem. São Paulo: Cia. das Letras, 1998. TEXTO II Meu lema me obrigava, mais que a qualquer outro homem, a um enunciado mais exato da verdade; não sendo suficiente que eu lhe sacrificasse em tudo o meu interesse e as minhas simpatias, era preciso sacrificar-lhe também minha fraqueza e minha natureza tímida. Era preciso ter a coragem e a força de ser sempre verdadeiro em todas as ocasiões. ROUSSEAU, J.-J. Os devaneios do caminhante solitário. Porto Alegre: L&PM, 2009. Os textos de Tolstói e Rousseau retratam ideais da existência humana e defendem uma experiência
d) lógico-racional, focada na objetividade, clareza e imparcialidade.
e) místico-religiosa, ligada à sacralidade, elevação e espiritualidade.

7. (Unesp 2019) A maior violação do dever de um ser humano consigo mesmo, considerado meramente como um ser moral (a humanidade em sua própria pessoa), é o contrário da veracidade, a mentira [...]. A mentira pode ser externa [...] ou, inclusive, interna. Através de uma mentira externa, um ser humano faz de si mesmo um objeto de desprezo aos olhos dos outros; através de uma mentira interna, ele realiza o que é ainda pior: torna a si mesmo desprezível aos seus próprios olhos e viola a dignidade da humanidade em sua própria pessoa [...]. Pela mentira um ser humano descarta e, por assim dizer, aniquila sua dignidade como ser humano. [...] É possível que [a mentira] seja praticada meramente por frivolidade ou mesmo por bondade; aquele que fala pode, até mesmo, pretender atingir um fim realmente benéfico por meio dela. Mas esta maneira de perseguir este fim é, por sua simples forma, um crime de um ser humano contra sua própria pessoa e uma indignidade que deve torná-lo desprezível aos seus próprios olhos. (Immanuel Kant. A metafísica dos costumes, 2010.) Em sua sentença dirigida à mentira, Kant
a) considera a condenação relativa e sujeita a justificativas, de acordo com o contexto.
b) assume que cada ser humano particular representa toda a humanidade.
c) apresenta um pensamento desvinculado de pretensões racionais universalistas.
d) demonstra um juízo condenatório, com justificação em motivações religiosas.
e) assume o pressuposto de que a razão sempre é governada pelas paixões.

Quais são as questões centrais do pensamento kantiano?
a) Possibilidade da liberdade e obrigação da ação.
b) A prioridade do juízo e importância da natureza.
c) Necessidade da boa vontade e crítica da metafísica.
d) Prescindibilidade do empírico e autoridade da razão.
e) Interioridade da norma e fenomenalidade do mundo.

O conceito de pessoa na expressão 'dignidade da pessoa humana' se refere ao conceito
a) jurídico de persona, no sentido hobbesiano, como indivíduo em sua existência legal como membro do Estado.
b) religioso, no sentido agostiniano, da pessoa individual como imago dei, ou seja, criado à imagem e semelhança de Deus.
c) estético-teatral, como dramatis personae, lista dos personagens principais de uma obra teatral.
d) ético-moral, no sentido kantiano, em que o homem, como ser racional, é fim em si mesmo e nunca meio.

No ambiente cultural do Antigo Regime, a discussão filosófica mencionada no texto tinha como uma de suas características a
a) aproximação entre inovação e saberes antigos.
b) conciliação entre revelação e metafísica platônica.
c) vinculação entre escolástica e práticas de pesquisa.
d) separação entre teologia e fundamentalismo religioso.
e) contraposição entre clericalismo e liberdade de pensamento.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o problema do método de investigação da natureza em Bacon, assinale a alternativa correta.
a) O preceito metodológico do 'trato direto das coisas' supõe que cada um já possui em si as condições para realizar a investigação da natureza.
b) A investigação da natureza consiste em aplicar um conjunto de pressupostos metafísicos, cuja função é orientar a investigação.
c) As 'séries e ordens' referentes aos fatos particulares resultam da aplicação dos pressupostos do método de investigação.
d) A renúncia às noções que cada um possui é o princípio do método de investigação, que levará a ida aos fatos particulares.
e) O método de interpretação da natureza propõe uma nova atitude com relação às coisas e uma nova compreensão dos poderes do intelecto.

Na obra Discurso do método, o filósofo francês Renê Descartes descreve as quatro regras que, segundo ele, podem levar ao conhecimento de todas as coisas de que o espírito é capaz de conhecer. Quanto a uma dessas regras, ele diz que se trata de 'dividir cada dificuldade que examinasse em tantas partes quantas possíveis e necessárias para melhor resolvê-las'. Essa regra, transcrita acima, é denominada
a) regra da análise.
b) regra da síntese.
c) regra da evidência.
d) regra da verificação.

Sobre a consciência crítica e a filosofia, analise o texto a seguir: Como relata Descartes no Discurso sobre o método, depois de ter lançado tudo à dúvida, somente depois, tive de constatar que, embora eu quisesse pensar que tudo era falso, era preciso necessariamente que eu, que assim pensava, fosse alguma coisa. E, observando que essa verdade – 'penso, logo sou' – era tão firme e sólida que nenhuma das mais extravagantes hipóteses dos céticos seria capaz de abalá-la. O autor do texto retrata alguns apontamentos sobre o pensamento cartesiano. Com relação a esse assunto, assinale a alternativa CORRETA.
a) As ideias de Descartes enfatizam que a dúvida tem valor secundário sobre como conduzir bem sua razão.
b) O pensamento cartesiano afirma que não devemos rejeitar como falso tudo aquilo do qual não podemos duvidar.
c) O cartesianismo é um empirismo, ou seja, prioriza o valor dos sentidos no âmbito do conhecimento.
d) O pensamento de Descartes influenciou, efetivamente, o mundo cultural francês e retratou a significância do espírito crítico na investigação do conhecimento.
e) O método racionalista prioriza a verdade da fé como critério da cientificidade.

Com base nisso, indique a alternativa CORRETA.

a) Para Kant, o conhecimento humano é diretamente dado pela experiência das coisas, acessíveis pelos sentidos (visão, audição, etc.).
b) Juízos sintéticos a priori são afirmacoes de conhecimento cuja natureza é particular e que se altera caso a caso.
c) Se a Metafísica é o conhecimento da essência das coisas elas mesmas, Kant é, na Crítica da Razão Pura, um defensor da Metafísica, e não um defensor da finitude do conhecimento.
d) Para Kant, Espaço e Tempo são categorias do entendimento mediante as quais conhecemos os fenômenos.
e) Juízos sintéticos a priori permitem organizar o conhecimento, dando a ele validade universal e unicidade.

Assinale a alternativa que define corretamente as noções de juízo analítico e juízo sintético.

a) O juízo analítico é uma proposição que não pode ser pensada sem ser simultaneamente acompanhada de sua necessidade, já o juízo sintético não é uma proposição necessária.
b) No juízo analítico, o sujeito está contido no conceito do predicado, mas, no juízo sintético, o predicado advém da experiência.
c) No juízo analítico, o predicado pertence ao sujeito como algo que está contido nele, já no juízo sintético, o predicado está totalmente fora do conceito do sujeito.
d) O juízo analítico é uma proposição necessária, já no juízo sintético, o predicado vai além do conceito do sujeito, acrescentando algo a esse.

Sobre o racionalismo cartesiano, é correto afirmar que
a) sua concepção sobre a existência de Deus exerceu grande influência na renovação religiosa da época.
b) sua valorização da clareza e distinção do conhecimento científico baseou-se no irracionalismo.
c) desenvolveu as bases racionais para a crítica do mecanicismo como método de conhecimento.
d) formulou conceitos filosóficos fortemente contrários ao heliocentrismo defendido por Galileu.
e) se tratou de um pensamento responsável pela fundamentação do método científico moderno.

No trecho, Espinosa critica a herança filosófica no que diz respeito à idealização de uma
a) estrutura da interpretação fenomenológica.
b) natureza do comportamento humano.
c) dicotomia do conhecimento prático.
d) manifestação do caráter religioso.
e) reprodução do saber tradicional.

Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, representada pelo(a)
a) verdade da fantasia, que é superior à certeza racional.
b) crença, que ocupa o lugar da certeza racional.
c) sentido visual, que é mais verídico que a certeza sensível.
d) ideia inata, que atua como o a priori da razão humana.

Com base no texto e nos conhecimentos acerca das noções de causa e efeito em David Hume, assinale a alternativa correta.
a) As noções de causa e efeito fazem parte da realidade e por isso os fenômenos do mundo são explicados através da indicação da causa.
b) A presença do efeito revela a causa nele envolvida, o que garante a explicação de determinado acontecimento.
c) A causa e o efeito são noções que se baseiam na experiência e, por meio dela, são apreendidas.
d) A causa e o efeito são conhecidos objetivamente pela mente e não por hábitos formados pela percepção do mundo.
e) A causa e o efeito proporcionam, necessariamente, explicações válidas sobre determinados fatos e acontecimentos.

Na abertura do “Discurso sobre a Origem e os fundamentos da Desigualdade entre os Homens”, Rousseau, dirigindo-se aos soberanos, senhores de Genebra, diz considerar-se um felizardo. Por quê?
a) Por haver nascido entre vós e poder meditar sobre a igualdade que a natureza instalou entre os homens e sobre a desigualdade de que eles instituíram.
b) Por haver nascido na floresta e haver vivido como um animal selvagem.
c) Por perceber que na República de Genebra reinava uma igualdade natural e política entre os homens.
d) Por crer que Deus é o autor da desigualdade entre os homens.
e) Por acreditar que só os animais irracionais conseguem viver plenamente a igualdade entre eles.

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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
1. (Unesp 2019) Galileu tornou-se o criador da 
física moderna quando anunciou as leis fundamentais
do movimento. Formulando tais princípios, ele 
estruturou todo o conhecimento científico da natureza
e abalou os alicerces que fundamentavam a 
concepção medieval do mundo. Destruiu a ideia de 
que o mundo possui uma estrutura finita, 
hierarquicamente ordenada e substituiu-a pela visão 
de um universo aberto, infinito. Pôs de lado o 
finalismo aristotélico e escolástico, segundo o qual 
tudo aquilo que ocorre na natureza ocorre para 
cumprir desígnios superiores; e mostrou que a 
natureza é fundamentalmente um conjunto de 
fenômenos mecânicos.
(José Américo M. Pessanha. Galileu Galilei,
2000. Adaptado.)
A importância da obra de Galileu para o 
surgimento da ciência moderna justifica-se porque 
seu pensamento 
a) resgatou uma concepção medieval de mundo. 
b) baseou-se em uma visão teológica sobre a 
natureza. 
c) fundamentou-se em conceitos metafísicos. 
d) fundou as bases para o desenvolvimento da 
alquimia. 
e) atribuiu regularidade matemática aos fenômenos 
naturais. 
 
2. (Enem 2019) Dizem que Humboldt, 
naturalista do século XIX, maravilhado pela geografia, 
flora e fauna da região sul-americana, via seus 
habitantes como se fossem mendigos sentados 
sobre um saco de ouro, referindo-se a suas 
incomensuráveis riquezas naturais não exploradas. 
De alguma maneira, o cientista ratificou nosso papel 
de exportadores de natureza no que seria o mundo 
depois da colonização ibérica: enxergou-nos como 
territórios condenados a aproveitar os recursos 
naturais existentes.
ACOSTA, A. Bem viver: uma oportunidade para
imaginar outros mundos. São Paulo: Elefante, 2016
(adaptado).
A relação entre ser humano e natureza 
ressaltada no texto refletia a permanência da seguinte
corrente filosófica: 
a) Relativismo cognitivo. 
b) Materialismo dialético. 
c) Racionalismo cartesiano. 
d) Pluralismo epistemológico. 
e) Existencialismo fenomenológico. 
 
3. (Uece 2019) “[É] uma coisa bem notável que 
não haja homens [...] que não sejam capazes de 
arranjar em conjunto diversas palavras e de compô-
las num discurso pelo qual façam entender seus 
pensamentos; [...] os homens que, tendo nascido 
surdos e mudos, são desprovidos dos órgãos que 
servem aos outros para falar, [...] costumam inventar 
eles próprios alguns sinais, pelos quais se fazem 
entender por quem, estando comumente com eles, 
disponha de lazer para aprender a sua língua.”
DESCARTES, R. Discurso do método, V.
A passagem acima informa sobre a relação 
entre pensamento e linguagem no racionalismo 
moderno.
Sobre essa relação, pode-se afirmar 
corretamente que 
a) a linguagem, quer seja sonora quer seja em sinais, 
tem a função de fazer o pensamento ser entendido 
pelos outros. 
b) a capacidade de produzir discursos, isto é, a 
linguagem, é o que permite aos homens ter 
pensamentos. 
c) o entendimento entre homens se dá através da 
linguagem, que, todavia, é anterior ao pensamento. 
d) o pensamento existe independentemente do 
discurso e, como ocorre entre surdos e mudos, não
precisa ser entendido. 
 
4. (Uel 2019) Leia o texto a seguir.
E se escrevo em francês, que é a língua de meu 
país, e não em latim, que é a de meus preceptores, é 
porque espero que aqueles que se servem apenas de 
sua razão natural inteiramente pura julgarão melhor 
minhas opiniões do que aqueles que não acreditam 
senão nos livros dos antigos. E quanto aos que unem 
o bom senso ao estudo, os únicos que desejo para 
meus juízes, não serão de modo algum, tenho certeza,
tão parciais a favor do latim que recusem ouvir 
minhas razões, porque as explico em língua vulgar.
DESCARTES, R. Discurso do Método. Trad. J.
Guinsburg e Bento Prado Jr. São Paulo: Abril Cultural,
1973. Coleção “Os pensadores”. p. 79.
Com base nos conhecimentos sobre Descartes 
e o surgimento da filosofia moderna, assinale a 
alternativa correta. 
a) A língua vulgar, o francês, expressa de modo mais 
adequado o espírito da modernidade por estar livre 
dos preconceitos da língua dos doutos, o latim. 
b) Redigir o Discurso do Método em francês teve 
propósito similar à tradução da bíblia para o 
alemão feita por Lutero: facilitar o acesso à 
sacralidade do texto em língua vulgar. 
c) O desencantamento do mundo, resultante da 
radical crítica cartesiana à tradição, teve como 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
consequência o abandono da referência à 
divindade. 
d) As ideias expressas por Descartes em seu Discurso
do Método refletem a postura tipicamente moderna
de ruptura total com o passado. 
e) A razão natural inteiramente pura é um atributo 
inerente à natureza humana, independentemente 
da tradição ou da cultura à qual o humano se 
vincula. 
 
5. (Uel 2019) Leia o texto a seguir.
Por que só o homem é suscetível de tornar-se 
imbecil? [...] O verdadeiro fundador da sociedade civil 
foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, 
lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas 
suficientemente simples para acreditá-lo.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a
origem e os fundamentos da desigualdade entre os
homens. Trad. Lourdes Santos Machado, 3. ed. São
Paulo: Abril Cultural, 1983. pp. 243; 259.
Com base nos conhecimentos sobre sociedade
civil, propriedade e natureza humana no pensamento 
de Rousseau, assinale a alternativa correta. 
a) A instauração da propriedade decorre de um ato 
legítimo da sociedade civil, na medida em que 
busca atender às necessidades do homem em 
estado de natureza. 
b) A instauração da propriedade e da sociedade civil 
cria uma ruptura radical do homem consigo 
mesmo e de distanciamento da natureza. 
c) A fundação da sociedade civil é legitimada pela 
racionalidade e pela universalidade do ato de 
instauração da propriedade privada. 
d) O sentimento mais primitivo do homem, que o leva 
a instituir a propriedade, é o reconhecimento da 
necessidade da propriedade para garantir a 
subsistência. 
e) A sociedade civil e a propriedade são expressões 
da perfectibilidade humana, ou seja, da sua 
capacidade de aperfeiçoamento. 
 
6. (Enem PPL 2019) TEXTO I
Eu queria movimento e não um curso calmo da 
existência. Queria excitação e perigo e a oportunidade
de sacrificar-me por meu amor. Sentia em mim uma 
superabundância de energia que não encontrava 
escoadouro em nossa vida.
TOLSTÓI, L. Felicidade familiar. Apud
KRAKAUER, J. Na natureza selvagem. São Paulo: Cia.
das Letras, 1998.
TEXTO II
Meu lema me obrigava, mais que a qualquer 
outro homem, a um enunciado mais exato da verdade;
não sendo suficiente que eu lhe sacrificasse em tudo 
o meu interesse e as minhas simpatias, era preciso 
sacrificar-lhe também minha fraqueza e minha 
natureza tímida. Era preciso ter a coragem e a força 
de ser sempre verdadeiro em todas as ocasiões.
ROUSSEAU, J.-J. Os devaneios do caminhante
solitário. Porto Alegre: L&PM, 2009.
Os textos de Tolstói e Rousseau retratam ideais
da existência humana e defendem uma experiência 
a) lógico-racional, focada na objetividade, clareza e 
imparcialidade. 
b) místico-religiosa, ligada à sacralidade, elevação e 
espiritualidade. 
c) sociopolítica, constituída por integração, 
solidariedade e organização. 
d) naturalista-científica, marcada pela 
experimentação, análise e explicação. 
e) estético-romântica, caracterizada por sinceridade, 
vitalidade e impulsividade. 
 
7. (Unesp 2019) A maior violação do dever de 
um ser humano consigo mesmo, considerado 
meramente como um ser moral (a humanidade em 
sua própria pessoa), é o contrário da veracidade, a 
mentira [...]. A mentira pode ser externa [...] ou, 
inclusive, interna. Através de uma mentira externa, um
ser humano faz de si mesmo um objeto de desprezo 
aos olhos dos outros; através de uma mentirainterna, 
ele realiza o que é ainda pior: torna a si mesmo 
desprezível aos seus próprios olhos e viola a 
dignidade da humanidade em sua própria pessoa [...]. 
Pela mentira um ser humano descarta e, por assim 
dizer, aniquila sua dignidade como ser humano. [...] É 
possível que [a mentira] seja praticada meramente 
por frivolidade ou mesmo por bondade; aquele que 
fala pode, até mesmo, pretender atingir um fim 
realmente benéfico por meio dela. Mas esta maneira 
de perseguir este fim é, por sua simples forma, um 
crime de um ser humano contra sua própria pessoa e 
uma indignidade que deve torná-lo desprezível aos 
seus próprios olhos.
(Immanuel Kant. A metafísica dos costumes,
2010.)
Em sua sentença dirigida à mentira, Kant 
a) considera a condenação relativa e sujeita a 
justificativas, de acordo com o contexto. 
b) assume que cada ser humano particular representa
toda a humanidade. 
c) apresenta um pensamento desvinculado de 
pretensões racionais universalistas. 
d) demonstra um juízo condenatório, com justificação
em motivações religiosas. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
e) assume o pressuposto de que a razão sempre é 
governada pelas paixões. 
 
8. (Enem 2019) TEXTO I
Duas coisas enchem o ânimo de admiração e 
veneração sempre crescentes: o céu estrelado sobre 
mim e a lei moral em mim.
KANT, I. Crítica da razão prática. Lisboa:
Edições 70, s/d (adaptado).
TEXTO II
Duas coisas admiro: a dura lei cobrindo-me e o 
estrelado céu dentro de mim.
FONTELA, O. Kant (relido). In: Poesia completa.
São Paulo: Hedra, 2015.
A releitura realizada pela poeta inverte as 
seguintes ideias centrais do pensamento kantiano: 
a) Possibilidade da liberdade e obrigação da ação. 
b) A prioridade do juízo e importância da natureza. 
c) Necessidade da boa vontade e crítica da 
metafísica. 
d) Prescindibilidade do empírico e autoridade da 
razão. 
e) Interioridade da norma e fenomenalidade do 
mundo. 
 
9. (Uece 2019) “No Brasil, a tortura ganhou 
destaque durante o período da ditadura militar, 
quando foram cometidos diversos atos de tortura 
contra pessoas consideradas pelo governo como 
uma ‘ameaça’ à ordem e à paz. Após esse período 
turbulento, a Assembleia Constituinte se reuniu para 
elaborar a nova Constituição, aquela que mais tarde 
seria considerada como a Constituição Cidadã, pois 
ressalta o respeito à dignidade da pessoa humana e a
garantia dos direitos essenciais”.
TEIXEIRA, Adriano Mendes. Os crimes de
tortura e o princípio constitucional da dignidade da
pessoa humana. Disponível em:
https://adrianomendes2016.jusbrasil.com.br/artigos/
385521311/os-crimes-de-tortura-e-o-principio-
constitucionalda-dignidade-da-pessoa-humana
O conceito de pessoa na expressão “dignidade 
da pessoa humana” se refere ao conceito 
a) jurídico de persona, no sentido hobbesiano, como 
indivíduo em sua existência legal como membro do
Estado. 
b) religioso, no sentido agostiniano, da pessoa 
individual como imago dei, ou seja, criado à 
imagem e semelhança de Deus. 
c) estético-teatral, como dramatis personae, lista dos 
personagens principais de uma obra teatral. 
d) ético-moral, no sentido kantiano, em que o homem, 
como ser racional, é fim em si mesmo e nunca 
meio. 
 
10. (Enem 2018) O século XVIII é, por diversas 
razões, um século diferenciado. Razão e 
experimentação se aliavam no que se acreditava ser o
verdadeiro caminho para o estabelecimento do 
conhecimento científico, por tanto tempo almejado. O 
fato, a análise e a indução passavam a ser parceiros 
fundamentais da razão. É ainda no século XVIII que o 
homem começa a tomar consciência de sua situação 
na história.
ODALIA, N. In: PINSKY, J.; PINSKY. C. B. História
da cidadania. São Paulo: Contexto. 2003.
No ambiente cultural do Antigo Regime, a 
discussão filosófica mencionada no texto tinha como 
uma de suas características a 
a) aproximação entre inovação e saberes antigos. 
b) conciliação entre revelação e metafísica platônica. 
c) vinculação entre escolástica e práticas de 
pesquisa. 
d) separação entre teologia e fundamentalismo 
religioso. 
e) contraposição entre clericalismo e liberdade de 
pensamento. 
 
11. (Uel 2018) Leia o texto a seguir.
Resta-nos um único e simples método, para 
alcançar os nossos intentos: levar os homens aos 
próprios fatos particulares e às suas séries e ordens, 
a fim de que eles, por si mesmos, se sintam obrigados
a renunciar às suas noções e comecem a habituar-se 
ao trato direto das coisas.
(BACON, F. Novum Organum Trad. José Aluysio
Reis de Andrade. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p.
26.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o problema do método de investigação da natureza 
em Bacon, assinale a alternativa correta. 
a) O preceito metodológico do “trato direto das 
coisas” supõe que cada um já possui em si as 
condições para realizar a investigação da natureza.
b) A investigação da natureza consiste em aplicar um 
conjunto de pressupostos metafísicos, cuja função 
é orientar a investigação. 
c) As “séries e ordens” referentes aos fatos 
particulares resultam da aplicação dos 
pressupostos do método de investigação. 
d) A renúncia às noções que cada um possui é o 
princípio do método de investigação, que levará a 
ida aos fatos particulares. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
e) O método de interpretação da natureza propõe uma
nova atitude com relação às coisas e uma nova 
compreensão dos poderes do intelecto. 
 
12. (Ufu 2018) Na obra Discurso do método, o 
filósofo francês Renê Descartes descreve as quatro 
regras que, segundo ele, podem levar ao 
conhecimento de todas as coisas de que o espírito é 
capaz de conhecer.
Quanto a uma dessas regras, ele diz que se 
trata de "dividir cada dificuldade que examinasse em 
tantas partes quantas possíveis e necessárias para 
melhor resolvê-las".
Descartes. Discurso do método,I-II, citado por:
MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução de
Marcus Penchel.
Essa regra, transcrita acima, é denominada 
a) regra da análise. 
b) regra da síntese. 
c) regra da evidência. 
d) regra da verificação. 
 
13. (Upe-ssa 2 2018) Sobre a consciência 
crítica e a filosofia, analise o texto a seguir:
Como relata Descartes no Discurso sobre o 
método, depois de ter lançado tudo à dúvida, somente
depois, tive de constatar que, embora eu quisesse 
pensar que tudo era falso, era preciso 
necessariamente que eu, que assim pensava, fosse 
alguma coisa. E, observando que essa verdade – 
‘penso, logo sou’ – era tão firme e sólida que 
nenhuma das mais extravagantes hipóteses dos 
céticos seria capaz de abalá-la.”
(REALE, Giovanni. História da Filosofia: Do
Humanismo a Kant. São Paulo: Paulinas, 1990, p.
366).
O autor do texto retrata alguns apontamentos 
sobre o pensamento cartesiano. Com relação a esse 
assunto, assinale a alternativa CORRETA. 
a) As ideias de Descartes enfatizam que a dúvida tem 
valor secundário sobre como conduzir bem sua 
razão. 
b) O pensamento cartesiano afirma que não devemos 
rejeitar como falso tudo aquilo do qual não 
podemos duvidar. 
c) O cartesianismo é um empirismo, ou seja, prioriza o
valor dos sentidos no âmbito do conhecimento. 
d) O pensamento de Descartes influenciou, 
efetivamente, o mundo cultural francês e retratou a 
significância do espírito crítico na investigação do 
conhecimento. 
e) O método racionalista prioriza a verdade da fé 
como critério da cientificidade. 
 
14. (Uel 2018) Leia o texto a seguir.
Vimos, assim, que a Alma pode sofrer grandes 
transformações e passar ora a uma maior perfeição, 
ora a uma menor, paixões estas que nos explicam as 
afecções de alegria e detristeza. Assim, por alegria, 
entenderei, no que vai seguir-se, a paixão pela qual a 
Alma passa a uma perfeição maior; por tristeza, ao 
contrário, a paixão pela qual a Alma passa a uma 
perfeição menor.
(ESPINOSA, B. Ética. Trad. Antonio Simões.
Lisboa: Relógio D’Água, 1992. p. 279).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o problema da paixão e da afecção em Espinosa, 
assinale a alternativa correta. 
a) A tristeza é uma ação da alma, consistente na 
afecção causada por uma paixão, por meio da qual 
a alma visa a própria destruição. 
b) As transformações da alma, seja o aumento ou a 
diminuição de intensidade, fazem coexistir paixões 
contrárias. 
c) O aumento de perfeição, característico de afecção 
da alegria, vincula-se ao esforço da alma em 
perceber-se com mais clareza e distinção. 
d) Tristeza e alegria são denominadas paixões porque
resultam da ação de distintas dimensões da alma, 
responsáveis pela produção dessas afecções. 
e) Se uma coisa aumenta a potência de agir do corpo, 
a ideia dessa mesma coisa diminuirá a potência de 
pensar da nossa alma. 
 
15. (Unioeste 2018) O filósofo alemão 
Immanuel Kant formulou, na Crítica da Razão Pura, 
uma divisão do conhecimento e acesso da razão aos 
fenômenos. Fenômenos não são coisas; eles 
nomeiam aquilo que podemos conhecer das coisas, 
através das formas da sensibilidade (Espaço e 
Tempo) e das categorias do entendimento (tais como
Substância, Relação, Necessidade etc.). Assim, Kant 
afirma que o conhecimento humano é finito (limitado 
por suas formas e categorias). Como poderia haver, 
então, algum conhecimento universalmente válido? 
Ele afirma que tal conhecimento se formula num 
“juízo sintético a priori”. Juízos são afirmações; o 
adjetivo “sintéticos” significa que essas afirmações 
reúnem conceitos diferentes; “a priori”, por sua vez, 
indica aquilo que é obtido sem acesso à experiência 
dos fenômenos, antes deles e para que os fenômenos
possam ser reunidos em um conhecimento que tenha
unidade e sentido.
Com base nisso, indique a alternativa 
CORRETA. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
a) Para Kant, o conhecimento humano é diretamente 
dado pela experiência das coisas, acessíveis pelos 
sentidos (visão, audição, etc.). 
b) Juízos sintéticos a priori são afirmações de 
conhecimento cuja natureza é particular e que se 
altera caso a caso. 
c) Se a Metafísica é o conhecimento da essência das 
coisas elas mesmas, Kant é, na Crítica da Razão 
Pura, um defensor da Metafísica, e não um 
defensor da finitude do conhecimento. 
d) Para Kant, Espaço e Tempo são categorias do 
entendimento mediante as quais conhecemos os 
fenômenos. 
e) Juízos sintéticos a priori permitem organizar o 
conhecimento, dando a ele validade universal e 
unicidade. 
 
16. (Ufu 2018) De acordo com o pensamento 
do filósofo Immanuel Kant (1724-1804), os juízos a 
priori são todos analíticos e os juízos a posteriori são 
todos sintéticos.
Assinale a alternativa que define corretamente 
as noções de juízo analítico e juízo sintético. 
a) O juízo analítico é uma proposição que não pode 
ser pensada sem ser simultaneamente 
acompanhada de sua necessidade, já o juízo 
sintético não é uma proposição necessária. 
b) No juízo analítico, o sujeito está contido no 
conceito do predicado, mas, no juízo sintético, o 
predicado advém da experiência. 
c) No juízo analítico, o predicado pertence ao sujeito 
como algo que está contido nele, já no juízo 
sintético, o predicado está totalmente fora do 
conceito do sujeito. 
d) O juízo analítico é uma proposição necessária, já 
no juízo sintético, o predicado vai além do conceito 
do sujeito, acrescentando algo a esse. 
 
17. (Uel 2018) Leia o texto a seguir.
Rochedos audazes sobressaindo-se por assim 
dizer ameaçadores, nuvens carregadas acumulando-
se no céu, avançando com relâmpagos e estampidos, 
vulcões em sua inteira força destruidora, furacões 
com a devastação deixada para trás, o ilimitado 
oceano revolto, uma alta queda d’água de um rio 
poderoso etc. tornam nossa capacidade de 
resistência de uma pequenez insignificante em 
comparação com o seu poder. Mas o seu espetáculo 
só se torna tanto mais atraente quanto mais terrível 
ele é, contanto que, somente, nos encontremos em 
segurança; e de bom grado denominamos estes 
objetos sublimes, porque eles elevam a fortaleza da 
alma acima de seu nível médio e permitem descobrir 
em nós uma faculdade de resistência de espécie 
totalmente diversa, a qual encoraja a medir-nos com a
aparente onipotência da natureza.
(KANT, I. Crítica da Faculdade do Juízo. Trad.
Antonio Marques e Valério Rohden. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 1995. p. 107.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o juízo de gosto e o sublime na estética moderna, 
particularmente em Kant, assinale a alternativa 
correta. 
a) O conceito de beleza, resultante da atividade do 
entendimento, permite apreender o sentido dos 
eventos ameaçadores, protegendo o sujeito da 
destruição. 
b) Os elementos da natureza compõem o núcleo da teoria 
kantiana do juízo de gosto, constituindo, também, parte 
importante da sua concepção de gênio. 
c) Os eventos naturais de proporções ameaçadoras 
provocam nosso interesse quando nos situam na 
possibilidade iminente de sermos por eles 
destruídos. 
d) O sublime não está contido em nenhuma coisa da 
natureza, e sim em nosso ânimo, quando nos 
tornamos conscientes de nossa superioridade à 
natureza. 
e) A faculdade de resistência à dimensão 
ameaçadora e destruidora dos eventos naturais de 
grande magnitude é a faculdade produtora do belo. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Para responder à(s) questão(ões), considere o 
texto abaixo.
O que singulariza o pessimismo de Machado de 
Assis é a sua posição antagônica em relação ao 
evolucionismo oitocentista, ao culto do progresso e da 
ciência. Frente às ingenuidades do cientificismo, o 
sarcasmo de Brás Cubas reabre a interrogação 
metafísica, a perplexidade radical ante a variedade do 
ser humano. Um artista como Machado levou mais a 
sério do que os arautos do evolucionismo cientificista 
o golpe que Darwin tinha desfechado contra as ilusões 
antropocêntricas da humanidade.
MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a
Euclides.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1977, p. 171-172.
 
18. (Puccamp 2018) A interrogação metafísica 
fez parte das preocupações de diversos pensadores e
artistas durante o Renascimento.
Nesse período, observa-se a contestação de 
ideias como 
a) o antropocentrismo, que concebia o homem como 
o centro do universo, uma vez que os 
renascentistas passam a valorizar a ciência e a 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
natureza como os temas e eixos centrais do 
conhecimento humano. 
b) a beleza clássica, que postulava serem os padrões 
estéticos do classicismo aqueles a serem seguidos
nas artes plásticas, uma vez que os renascentistas 
passam a defender uma arte livre de regras e 
modelos. 
c) o universalismo, que afirmava a existência de leis 
universais que atuavam sobre a existência humana,
uma vez que os renascentistas eram avessos a 
dogmas e a admissão de regras dessa amplitude. 
d) o dogma eclesiástico, que determinava algumas 
verdades absolutas que não poderiam ser 
contestadas, uma vez que os renascentistas 
defendiam o racionalismo como meio de se 
produzir e aperfeiçoar o conhecimento. 
e) a escolástica, corrente do pensamento católico 
cultivada nas universidades, uma vez que os 
renascentistas questionavam a validade da fé, a 
existência de Deus e defendiam que a ciência era a 
única fonte de conhecimento real. 
 
19. (Upe-ssa 2 2017) O bom senso é a coisa do
mundo melhor partilhada, pois cada qual pensa estar 
tãobem provido dele que mesmo os que são mais 
difíceis de contentar em qualquer outra coisa, não 
costumam desejar tê-lo mais do que o têm. E não é 
verossímil que todos se enganem a tal respeito; mas 
isso antes testemunha que o poder de bem julgar e 
distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o 
que se denomina o bom senso ou a razão, é 
naturalmente igual em todos os homens.
DESCARTES, René. Discurso do Método, 1973,
p. 37.
Na perspectiva de René Descartes, 
a) o conhecimento filosófico prioriza a sensação, 
deixando à margem o valor da razão, isto é, o que 
vale é ter bom senso. 
b) o conhecimento filosófico é natural em todos os 
homens, mesmo sem fazerem uso do bom senso. 
c) o conhecimento filosófico salienta a importância 
capital de bem conduzir a própria razão para a 
aquisição da ciência. 
d) o conhecimento filosófico delimita a faculdade de 
julgar o absoluto, desprezando o valor do 
conhecimento. 
e) o conhecimento filosófico enfatiza que a essência 
do homem consiste nos sentidos, uma vez que o 
bom senso acentua o caráter relativo e particular 
da razão. 
 
20. (Unesp 2017) Todas as vezes que 
mantenho minha vontade dentro dos limites do meu 
conhecimento, de tal maneira que ela não formule 
juízo algum a não ser a respeito das coisas que lhe 
são claras e distintamente representadas pelo 
entendimento, não pode acontecer que eu me 
equivoque; pois toda concepção clara e distinta é, 
com certeza, alguma coisa de real e de positivo, e, 
assim, não pode se originar do nada, mas deve ter 
obrigatoriamente Deus como seu autor; Deus que, 
sendo perfeito, não pode ser causa de equívoco 
algum; e, por conseguinte, é necessário concluir que 
uma tal concepção ou um tal juízo é verdadeiro.
René Descartes. Vida e Obra. Os pensadores,
2000.
Sobre o racionalismo cartesiano, é correto 
afirmar que 
a) sua concepção sobre a existência de Deus exerceu 
grande influência na renovação religiosa da época. 
b) sua valorização da clareza e distinção do 
conhecimento científico baseou-se no 
irracionalismo. 
c) desenvolveu as bases racionais para a crítica do 
mecanicismo como método de conhecimento. 
d) formulou conceitos filosóficos fortemente 
contrários ao heliocentrismo defendido por Galileu. 
e) se tratou de um pensamento responsável pela 
fundamentação do método científico moderno. 
 
21. (Enem (Libras) 2017) Os filósofos 
concebem as emoções que se combatem entre si, em
nós, como vícios em que os homens caem por erro 
próprio; é por isso que se habituaram a ridicularizá-
los, deplorá-los, reprová-los ou, quando querem 
parecer mais morais, detestá-los. Concebem os 
homens, efetivamente, não tais como são, mas como 
eles próprios gostariam que fossem.
ESPINOSA, B. Tratado político. São Paulo: Abril
Cultural, 1973.
No trecho, Espinosa critica a herança filosófica 
no que diz respeito à idealização de uma 
a) estrutura da interpretação fenomenológica. 
b) natureza do comportamento humano. 
c) dicotomia do conhecimento prático. 
d) manifestação do caráter religioso. 
e) reprodução do saber tradicional. 
 
22. (Ufu 2017) Hume descreveu a confiança 
que o entendimento humano deposita na 
probabilidade dos resultados dos eventos observados
na natureza. Ele comparou essa convicção ao 
lançamento de dados, cujas faces são previamente 
conhecidas, porém, nas palavras do filósofo:
[...] verificando que maior número de faces 
aparece mais em um evento do que no outro, o 
espírito [o entendimento humano] converge com mais
frequência para ele e o encontra muitas vezes ao 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
considerar as várias possibilidades das quais 
depende o resultado definitivo.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento
humano. Tradução de Anoar Aiex.
São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 93. Coleção
“Os Pensadores”.
Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, 
conduz o entendimento humano a uma situação 
distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, 
representada pelo(a) 
a) verdade da fantasia, que é superior à certeza 
racional. 
b) crença, que ocupa o lugar da certeza racional. 
c) sentido visual, que é mais verídico que a certeza 
sensível. 
d) ideia inata, que atua como o a priori da razão 
humana. 
 
23. (Uel 2017) Leia o texto a seguir.
Podemos definir uma causa como um objeto, 
seguido de outro, tal que todos os objetos 
semelhantes ao primeiro são seguidos por objetos 
semelhantes ao segundo. Ou, em outras palavras, tal 
que, se o primeiro objeto não existisse, o segundo 
jamais teria existido. O aparecimento de uma causa 
sempre conduz a mente, por uma transição habitual, à
ideia do efeito; disso também temos experiência.
Em conformidade com essa experiência, 
podemos, portanto, formular uma outra definição de 
causa e chamá-la um objeto seguido de outro, e cujo 
aparecimento sempre conduz o pensamento àquele 
outro. Mas, não temos ideia dessa conexão, nem 
sequer uma noção distinta do que é que desejamos 
saber quando tentamos concebê-las.
Adaptado de: HUME, D. Investigação sobre o
entendimento humano e sobre os princípios da moral.
Seção VII, 29. Trad. José Oscar de Almeida Marques.
São Paulo: UNESP, 2004. p. 115.
Com base no texto e nos conhecimentos 
acerca das noções de causa e efeito em David Hume, 
assinale a alternativa correta. 
a) As noções de causa e efeito fazem parte da 
realidade e por isso os fenômenos do mundo são 
explicados através da indicação da causa. 
b) A presença do efeito revela a causa nele envolvida, 
o que garante a explicação de determinado 
acontecimento. 
c) A causa e o efeito são noções que se baseiam na 
experiência e, por meio dela, são apreendidas. 
d) A causa e o efeito são conhecidos objetivamente 
pela mente e não por hábitos formados pela 
percepção do mundo. 
e) A causa e o efeito proporcionam, necessariamente,
explicações válidas sobre determinados fatos e 
acontecimentos. 
 
24. (Pucpr 2017) Na abertura do “Discurso 
sobre a Origem e os fundamentos da Desigualdade 
entre os Homens”, Rousseau, dirigindo-se aos 
soberanos, senhores de Genebra, diz considerar-se 
um felizardo. Por quê?
Assinale a alternativa CORRETA. 
a) Por haver nascido entre vós e poder meditar sobre 
a igualdade que a natureza instalou entre os 
homens e sobre a desigualdade de que eles 
instituíram. 
b) Por haver nascido na floresta e haver vivido como 
um animal selvagem. 
c) Por perceber que na República de Genebra reinava 
uma igualdade natural e política entre os homens. 
d) Por crer que Deus é o autor da desigualdade entre 
os homens. 
e) Por acreditar que só os animais irracionais 
conseguem viver plenamente a igualdade entre 
eles. 
 
25. (Uel 2017) Leia os textos a seguir.
Exercita-te primeiro, caro amigo, e aprende o 
que é preciso conhecer para te iniciares na política; 
antes, não. Então, primeiro precisarás adquirir virtude, 
tu ou quem quer que se disponha a governar ou a 
administrar não só a sua pessoa e seus interesses 
particulares, como a cidade e as coisas a ela 
pertinentes. Assim, o que precisas alcançar não é o 
poder absoluto para fazeres o que bem entenderes 
contigo ou com a cidade, porém justiça e sabedoria.
PLATÃO, O primeiro Alcebíades. Trad. Carlos
Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2004. p. 281-285.
Esclarecimento é a saída do homem de sua 
menoridade, da qual ele próprio é culpado. A 
menoridade é a incapacidade de fazer uso do seu 
entendimento sem a direção de outro indivíduo... 
Sapere Aude! Tem coragem de fazer uso de teu 
próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento.
KANT, I. Resposta à pergunta: que é
‘Esclarecimento’ (‘Aufklärung’). Trad. Floriano de
Souza Fernandes, 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985. p.
100-117.
Tendo em vista a compreensão kantiana do 
Esclarecimento (Aufklärung) para a constituição de 
uma compreensão tipicamente moderna do humano, 
assinalea alternativa correta. 
a) Fazer uso do próprio entendimento implica a 
destruição da tradição, na medida em que o poder 
da tradição impede a liberdade do pensamento. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
b) A superação da condição de menoridade resulta do
uso privado da razão, em que o indivíduo faz uso 
restrito do próprio entendimento. 
c) A saída da menoridade instaura uma situação 
duradoura, pois as verdadeiras conquistas do 
Esclarecimento se afiguram como irreversíveis. 
d) A menoridade é uma tendência decorrente da 
natureza humana, sendo, por esse motivo, 
superada no Esclarecimento, com muito esforço. 
e) A condição fundamental para o Esclarecimento é a 
liberdade, concebida como a possibilidade de se 
fazer uso público da razão. 
 
26. (Unioeste 2017) Na obra Fundamentação 
da Metafísica dos Costumes, Kant apresenta uma 
formulação do imperativo categórico: “Age apenas 
segundo uma máxima tal que possas ao mesmo 
tempo querer que ela se torne lei universal”.
KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica
dos costumes. 
São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 129
Em relação ao pensamento de Kant, é 
CORRETO afirmar. 
a) O propósito do imperativo categórico é o de 
permitir que o indivíduo decida suas ações sem 
que tenha que se preocupar com os demais. 
b) O imperativo categórico tem por objetivo desfazer 
o conflito entre a providência divina, relacionada à 
cidade de Deus, e o espaço terreno. 
c) O imperativo categórico vincula a conduta moral a 
uma norma universal. 
d) Para Kant, não é possível que o indivíduo constitua 
um fim em si mesmo. Por isso mesmo, ele precisa 
espelhar-se na ação dos demais para a sua ação. 
e) O imperativo categórico corresponde à condição do
estado de natureza, que é anterior à instituição do 
Estado civil. 
 
27. (Ufu 2017) Leia a citação a seguir. 
A preguiça e a covardia são as causas pelas 
quais uma grande parte dos homens, depois que a 
natureza de há muito os libertou de uma direção 
estranha, continuem no entanto de bom grado 
menores durante toda a vida. São também as causas 
que explicam porque é tão fácil que os outros se 
constituam em tutores deles. 
KANT, I. Resposta à pergunta: que é
“Esclarecimento”? (Aufklarung). In: ______. Textos
seletos. Tradução de Raimundo Vier. 3. ed. Petrópolis:
Vozes, 2005, p. 64. 
A menoridade de que fala Kant é a condição 
daqueles que não fazem o uso da razão. Essa 
condição evidencia a ausência 
a) do idealismo necessário para a ampliação dos 
horizontes existenciais. 
b) da autonomia para fazer uso próprio da razão sem 
a tutela de outrem. 
c) da religião encarregada de fazer feliz o homem 
indigente de pensamento. 
d) da ignorância, pois quem se deixa guiar pelos 
outros acerta sempre. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o texto a seguir e responda à(s) 
questão(ões).
O tempo nada mais é que a forma da nossa 
intuição interna. Se a condição particular da nossa 
sensibilidade lhe for suprimida, desaparece também o
conceito de tempo, que não adere aos próprios 
objetos, mas apenas ao sujeito que os intui.
KANT, I. Crítica da razão pura. Trad. Valério
Rohden e Udo Baldur Moosburguer.
São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 47. Coleção
Os Pensadores. 
28. (Uel 2017) Com base nos conhecimentos 
sobre a concepção kantiana de tempo, assinale a 
alternativa correta. 
a) O tempo é uma condição a priori de todos os 
fenômenos em geral. 
b) O tempo é uma representação relativa subjacente 
às intuições. 
c) O tempo é um conceito discursivo, ou seja, um 
conceito universal. 
d) O tempo é um conceito empírico que pode ser 
abstraído de qualquer experiência. 
e) O tempo, concebido a partir da soma dos instantes,
é infinito. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
José de Alencar retratou o seu herói goitacá 
em prosa, a exemplo do que o escocês Walter Scott 
havia feito com os cavaleiros medievais na célebre 
novela Ivanhoé. Para evocar um mítico passado 
nacional, na falta dos briosos cavaleiros medievais de
Scott, o índio seria o modelo de que Alencar lançaria 
mão. (...) O índio entrara como tema na literatura 
universal por influência das ideias dos filósofos 
iluministas e especialmente, da obra de Jean-Jacques
Rousseau (...). As teses de Rousseau sobre o “bom 
selvagem”, por sua vez, bebiam na fonte das 
narrativas de viajantes do século XVI, os primeiros 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
europeus que haviam colocado os pés no chão 
americano. Foram esses viajantes os responsáveis 
pela propagação do juízo de que, do outro lado do 
oceano, existia um povo feliz, vivendo sem lei nem rei 
(...).
(NETO, Lira. O inimigo do Rei. Uma biografia de
José de Alencar. São Paulo: Globo, 2006. p. 166-167) 
29. (Puccamp 2017) Para o filósofo iluminista 
francês a que o texto de Lira Neto se refere, 
a) o governo democrático deveria sempre representar 
a maioria dos cidadãos, a qual opinaria sobre as 
questões sociais, enquanto os governantes 
deveriam consultar o povo sempre que necessário. 
b) o universo é governado por leis físicas e não 
submetido a interferências de cunho divino, sendo 
a universalidade da razão o único caminho que 
levaria ao conhecimento do mundo de forma 
coerente. 
c) os homens possuem a vida, a liberdade e a 
propriedade como direitos naturais e os governos 
teriam que respeitar esses direitos e, caso não o 
fizessem, caberia à sociedade civil o direito de 
rebelião. 
d) o espírito humano é uma ‘tábua rasa’ e todo 
conhecimento se faz com a própria capacidade 
intelectual do homem de se desenvolver mediante 
sua atividade e de exercício do pensamento. 
e) o Estado deveria garantir aos cidadãos a liberdade, 
por meio de uma divisão equilibrada dos poderes, 
quais sejam: o de fazer as leis, o de executar as 
resoluções públicas e o de julgar os crimes. 
 
30. (Unesp 2016) Os ídolos e noções falsas 
que ora ocupam o intelecto humano e nele se acham 
implantados não somente o obstruem a ponto de ser 
difícil o acesso da verdade, como, mesmo depois de 
superados, poderão ressurgir como obstáculo à 
própria instauração das ciências, a não ser que os 
homens, já precavidos contra eles, se cuidem o mais 
que possam. O homem se inclina a ter por verdade o 
que prefere. Em vista disso, rejeita as dificuldades, 
levado pela impaciência da investigação; rejeita os 
princípios da natureza, em favor da superstição; 
rejeita a luz da experiência, em favor da arrogância e 
do orgulho, evitando parecer se ocupar de coisas vis e
efêmeras; rejeita paradoxos, por respeito a opiniões 
vulgares. Enfim, inúmeras são as fórmulas pelas 
quais o sentimento, quase sempre 
imperceptivelmente, se insinua e afeta o intelecto.
(Francis Bacon. Novum Organum [publicado
originalmente em 1620],
1999. Adaptado.)
Na história da filosofia ocidental, o texto de 
Bacon preconiza 
a) um pensamento científico racional afastado de 
paixões e preconceitos. 
b) uma crítica à hegemonia do paradigma cartesiano 
no âmbito científico. 
c) a defesa do inatismo das ideias contra os 
pressupostos da filosofia empirista. 
d) a valorização romântica de aspectos sentimentais 
e intuitivos do pensamento. 
e) uma crítica de caráter ético voltada contra a frieza 
do trabalho científico. 
 
31. (Enem 2ª aplicação 2016) Pode-se admitir 
que a experiência passada dá somente uma 
informação direta e segura sobre determinados 
objetos em determinados períodos do tempo, dos 
quais ela teve conhecimento. Todavia, é esta a 
principal questão sobre a qual gostaria de insistir: por 
que esta experiência tem de ser estendida a tempos 
futuros e a outros objetos que, pelo que sabemos, 
unicamente são similares em aparência. O pão que 
outrora comi alimentou-me,isto é, um corpo dotado 
de tais qualidades sensíveis estava, a este tempo, 
dotado de tais poderes desconhecidos. Mas, segue-
se daí que este outro pão deve também alimentar-me 
como ocorreu na outra vez, e que qualidades 
sensíveis semelhantes devem sempre ser 
acompanhadas de poderes ocultos semelhantes? A 
consequência não parece de nenhum modo 
necessária.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento
humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.
O problema descrito no texto tem como 
consequência a 
a) universabilidade do conjunto das proposições de 
observação. 
b) normatividade das teorias científicas que se valem 
da experiência. 
c) Dificuldade de se fundamentar as leis científicas 
em bases empíricas. 
d) inviabilidade de se considerar a experiência na 
construção da ciência. 
e) correspondência entre afirmações singulares e 
afirmações universais. 
 
32. (Enem PPL 2015) Após ter examinado 
cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim 
concluir e ter por constante que esta proposição, eu 
sou, eu existo, é necessariamente verdadeira todas as
vezes que a enuncio ou que a concebo em meu 
espírito.
DESCARTES, R. Meditações. Pensadores. São
Paulo: Abril Cultural, 1979.
A proposição “eu sou, eu existo” corresponde a 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
um dos momentos mais importantes na ruptura da 
filosofia do século XVII com os padrões da reflexão 
medieval, por 
a) estabelecer o ceticismo como opção legítima. 
b) utilizar silogismos linguísticos como prova 
ontológica. 
c) inaugurar a posição teórica conhecida como 
empirismo. 
d) estabelecer um princípio indubitável para o 
conhecimento. 
e) Questionar a relação entre a filosofia e o tema da 
existência de Deus. 
 
33. (Enem PPL 2015) A pura lealdade na 
amizade, embora até o presente não tenha existido 
nenhum amigo leal, é imposta a todo homem, 
essencialmente, pelo fato de tal dever estar implicado
como dever em geral, anteriormente a toda 
experiência, na ideia de uma razão que determina a 
vontade segundo princípios a priori.
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos
costumes. São Paulo: Barcarolla, 2009.
A passagem citada expõe um pensamento 
caracterizado pela 
a) eficácia prática da razão empírica. 
b) transvaloração dos valores judaico-cristãos. 
c) recusa em fundamentar a moral pela experiência. 
d) comparação da ética a uma ciência de rigor 
matemático. 
e) importância dos valores democráticos nas relações
de amizade. 
 
34. (Uema 2015) Fraqueza e covardia são as 
causas pelas quais a maioria das pessoas permanece
infantil mesmo tendo condição de libertar-se da tutela
mental alheia. Por isso, fica fácil para alguns exercer 
o papel de tutores, pois muitas pessoas, por 
comodismo, não desejam se tornar adultas. Se tenho 
um livro que pensa por mim; um sacerdote que dirige 
minha consciência moral; um médico que me 
prescreve receitas e, assim por diante, não necessito 
preocupar-me com minha vida. Se posso adquirir 
orientações, não necessito pensar pela minha cabeça:
transfiro ao outro esta penosa tarefa de pensar. 
Fonte: I. Kant, O que é a ilustração. In: F.
Weffort (org). Os clássicos da política, v. 2, 6 ed. São
Paulo: Saraiva, 2006. 
Esse fragmento compõe o livro de Kant que 
trata da importância da(o) 
a) juízo. 
b) razão. 
c) cultura. 
d) costume. 
e) experiência. 
 
35. (Enem 2014) A filosofia encontra-se escrita
neste grande livro que continuamente se abre perante
nossos olhos (isto é, o universo), que não se pode 
compreender antes de entender a língua e conhecer 
os caracteres com os quais está escrito. Ele está 
escrito em língua matemática, os caracteres são 
triângulos, circunferências e outras figuras 
geométricas, sem cujos meios é impossível entender 
humanamente as palavras; sem eles, vagamos 
perdidos dentro de um obscuro labirinto.
GALILEI, G. “O ensaiador”. Os pensadores. São
Paulo: Abril Cultural, 1978.
No contexto da Revolução Científica do século 
XVII, assumir a posição de Galileu significava 
defender a 
a) continuidade do vínculo entre ciência e fé 
dominante na Idade Média. 
b) necessidade de o estudo linguístico ser 
acompanhado do exame matemático. 
c) oposição da nova física quantitativa aos 
pressupostos da filosofia escolástica. 
d) importância da independência da investigação 
científica pretendida pela Igreja. 
e) inadequação da matemática para elaborar uma 
explicação racional da natureza. 
 
36. (Enem PPL 2013) O contrário de um fato 
qualquer é sempre possível, pois, além de jamais 
implicar uma contradição, o espírito o concebe com a 
mesma facilidade e distinção como se ele estivesse 
em completo acordo com a realidade. Que o Sol não 
nascerá amanhã é tão inteligível e não implica mais 
contradição do que a afirmação de que ele nascerá. 
Podemos em vão, todavia, tentar demonstrar sua 
falsidade de maneira absolutamente precisa. Se ela 
fosse demonstrativamente falsa, implicaria uma 
contradição e o espírito nunca poderia concebê-la 
distintamente, assim como não pode conceber que
 seja diferente de 
HUME, D. Investigação acerca do entendimento
humano. São Paulo: Nova Cultural, 1999 (adaptado).
O filósofo escocês David Hume refere-se a 
fatos, ou seja, a eventos espaço-temporais, que 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
acontecem no mundo. Com relação ao conhecimento 
referente a tais eventos, Hume considera que os 
fenômenos 
a) acontecem de forma inquestionável, ao serem 
apreensíveis pela razão humana. 
b) ocorrem de maneira necessária, permitindo um 
saber próximo ao de estilo matemático. 
c) propiciam segurança ao observador, por se 
basearem em dados que os tornam incontestáveis.
d) devem ter seus resultados previstos por duas 
modalidades de provas, com conclusões idênticas. 
e) exigem previsões obtidas por raciocínio, distinto do
conhecimento baseado em cálculo abstrato. 
 
37. (Unioeste 2013) “A necessidade prática de 
agir segundo este princípio, isto é, o dever, não 
assenta em sentimentos, impulsos e inclinações, 
mas, sim, somente na relação dos seres racionais 
entre si, relação essa em que a vontade de um ser 
racional tem de ser considerada sempre e 
simultaneamente como legisladora, porque de outra 
forma não podia pensar-se como fim em si mesmo. A 
razão relaciona, pois, cada máxima da vontade 
concebida como legisladora universal com todas as 
outras vontades e com todas as ações para conosco 
mesmos, e isto não em virtude de qualquer outro 
móbil prático ou de qualquer vantagem futura, mas 
em virtude da ideia da dignidade de um ser racional 
que não obedece à outra lei senão àquela que ele 
mesmo simultaneamente dá a si mesmo. [...] O que se
relaciona com as inclinações e necessidades gerais 
do homem tem um preço venal [...], aquilo, porém, que 
constitui a condição só graças a qual qualquer coisa 
pode ser um fim em si mesma, não tem somente um 
valor relativo, isto é, um preço, mas um valor íntimo, 
isto é, dignidade”.
Kant.
Considerando o texto citado e o pensamento 
ético de Kant, seguem as afirmativas abaixo:
I. Para Kant, existe moral porque o ser humano e, em 
geral, todo o ser racional, fim em si mesmo e valor 
absoluto, não deve ser tomado simplesmente como
meio ou instrumento para o uso arbitrário de 
qualquer vontade.
II. Fim em si mesmo e valor absoluto, o ser humano é 
pessoa e tem dignidade, mas uma dignidade que é, 
apenas, relativamente valiosa, por se encontrar em 
dependência das condições psicossociais e 
político-econômicas nas quais vive.
III. A moralidade, única condição que pode fazer de 
um ser racional fim em si mesmo e valor absoluto, 
pelo princípio da autonomia da vontade, e a 
humanidade, enquanto capaz de moralidade, são 
as únicascoisas que têm dignidade.
IV. As pessoas têm dignidade porque são seres livres 
e autônomos, isto é, seres que se submetem às 
leis que se dão a si mesmos, atendendo 
imediatamente aos apelos de suas inclinações, 
sentimentos, impulsos e necessidades.
V. A autonomia da vontade é o fundamento da 
dignidade da natureza humana e de toda natureza 
racional e, por esta razão, a vontade não está 
simplesmente submetida à lei, mas submetida à lei 
por ser concebida como vontade legisladora 
universal, ou seja, se submete à lei na exata medida
em que ela é a autora da lei (moral).
Das afirmativas feitas acima 
a) somente a afirmação I está incorreta. 
b) somente a afirmação III está incorreta. 
c) as afirmações II e IV estão incorretas. 
d) as afirmações II e III estão incorretas. 
e) as afirmações II, III e V estão incorretas. 
 
38. (Uff 2012) Galileu Galilei é considerado um 
dos grandes nomes da história da ciência graças às 
suas revolucionárias observações astronômicas por 
meio do telescópio e aos seus estudos sobre 
a) a economia política. 
b) a composição da luz. 
c) a anatomia humana. 
d) o movimento dos corpos. 
e) a circulação do sangue. 
 
39. (Ufsj 2012) Sobre os ídolos preconizados 
por Francis Bacon, é CORRETO afirmar que: 
a) “A consequência imediata da ação dos ídolos é a 
inscrição do Homem num universo de massacre e 
sofrimento racional-indutivo, onde o conhecimento 
científico se distancia da filosofia, se deteriora e se 
amesquinha”. 
b) “Toda idolatria é forjada no hábito e na 
subjetividade humanos”. 
c) “Os ídolos invadem a mente humana e para 
derrogá-los, é necessário um esforço racional-
dedutivo de análise, como bem advertiu 
Aristóteles”. 
d) “Os ídolos da caverna são os homens enquanto 
indivíduos, pois cada um [...] tem uma caverna ou 
uma cova que intercepta e corrompe a luz da 
natureza”. 
 
40. (Uema 2012) Das alternativas abaixo, 
marque aquela que apresenta o sentido de cultura 
elaborado pelos humanistas no Renascimento do 
século XVI. 
a) Cultura é a valorização do trabalho, pois se acredita
que pelo trabalho o homem não só aprimora suas 
habilidades como também ganha dignidade. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
b) Cultura é o cultivo do espírito no sentido de seguir 
firmemente os ordenamentos de Deus aqui na terra
como necessário para a salvação da alma. 
c) Cultura é o cultivo do espírito, exprimindo a ação de
desenvolver a capacidade intelectual e de 
aprimorar as qualidades naturais dos homens. 
d) Cultura seria associada à prática do lazer, do 
cultivo às artes, à ciência e às letras. 
e) Cultura seria o fazer humano por meio do qual o 
homem produz bens materiais e se autoproduz. 
 
41. (Ufsj 2012) David Hume afirma que “a 
razão, em sentido estrito e filosófico, só pode 
influenciar nossa conduta de duas maneiras”, a saber:
a) “a razão por si só funda a moral humana e como tal
nela encontra respaldo para instaurar influências, 
além disso, reduz o campo de influência dogmática
sobre a conduta humana”. 
b) “ao reconhecer o estatuto racional que fundamenta
e legitima a paixão, a moral se estabelece como 
consequência dessa razão em si mesma, além de 
determinar o sujeito que age”. 
c) “despertando uma paixão ao nos informar sobre a 
existência de alguma coisa que é um objeto próprio
dessa paixão ou descobrindo a conexão de causas 
e efeitos de modo a nos dar meios de exercer uma 
paixão qualquer”. 
d) “razão e ação prática são princípios ativos 
fundamentais que conferem poderes aos corpos 
externos ou às ações racionais ou se fundam, 
exclusivamente, na intenção que é peculiar ao 
indivíduo”. 
 
42. (Ufsj 2012) “Algumas criaturas vivas, como
as abelhas e as formigas, que vivem socialmente 
umas com as outras [...] tendem para o benefício 
comum”. 
Para Thomas Hobbes, essa tendência não ocorre 
entre os homens porque 
a) esses insetos, dentro da sua irracionalidade 
natural, dão lições de conduta aos seres humanos; 
seja na tarefa diária, seja na politização paradoxal 
do modelo comunista difundido por Joseph Stalin e
Karl Marx. 
b) as abelhas e as formigas têm a peculiaridade de 
construir suas sociedades dentro de uma unidade 
dinâmica e circular, que poderia ser bem definida 
como um contrato social se elas fossem humanas.
Os seres humanos não atingiram tal estágio ainda. 
c) estes estão constantemente envolvidos numa 
competição pela honra e pela dignidade e se 
julgam uns mais sábios que outros para exercer o 
poder público, reformam e inovam, o que muitas 
vezes leva o país à desordem e à guerra civil. 
d) o motivo maior que guia a vida de tais criaturas é a 
engrenagem da soberania da vontade de criar, da 
vontade de poder, retomada por Nietzsche e pelo 
existencialismo. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Texto I
O desenvolvimento não é um mecanismo cego 
que age por si. O padrão de progresso dominante 
descreve a trajetória da sociedade contemporânea 
em busca dos fins tidos como desejáveis, fins que os 
modelos de produção e de consumo expressam. É 
preciso, portanto, rediscutir os sentidos. Nos marcos 
do que se entende predominantemente por 
desenvolvimento, aceita-se rever as quantidades 
(menos energia, menos água, mais eficiência, mais 
tecnologia), mas pouco as qualidades: que 
desenvolvimento, para que e para quem?
(LEROY, Jean Pierre. Encruzilhadas do
Desenvolvimento. O Impacto sobre o meio ambiente.
Le Monde Diplomatique Brasil. jul. 2008, p.9.) 
43. (Uel 2012) Tendo como referência a 
relação entre desenvolvimento e progresso presente 
no texto, é correto afirmar que, em Kant, tal relação, 
contida no conceito de Aufklärung (Esclarecimento), 
expressa: 
a) A tematização do desenvolvimento sob a égide da 
lógica de produção capitalista. 
b) A segmentação do desenvolvimento 
tecnocientífico nas diversas especialidades. 
c) A ampliação do uso público da razão para que se 
desenvolvam sujeitos autônomos. 
d) O desenvolvimento que se alcança no âmbito 
técnico e material das sociedades. 
e) O desenvolvimento dos pressupostos científicos na
resolução dos problemas da filosofia prática. 
 
44. (Uel 2011) Leia o texto a seguir.
O pensamento moderno caracteriza-se pelo 
crescente abandono da ciência aristotélica. Um dos 
pensadores modernos desconfortáveis com a lógica 
dedutiva de Aristóteles – considerando que esta não 
permitia explicar o progresso do conhecimento 
científico – foi Francis Bacon. No livro Novum 
Organum, Bacon formulou o método indutivo como 
alternativa ao método lógico-dedutivo aristotélico.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o pensamento de Bacon, é correto afirmar que o 
método indutivo consiste 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
a) na derivação de consequências lógicas com base 
no corpo de conhecimento de um dado período 
histórico. 
b) no estabelecimento de leis universais e 
necessárias com base nas formas válidas do 
silogismo tal como preservado pelos medievais. 
c) na postulação de leis universais com base em 
casos observados na experiência, os quais 
apresentam regularidade. 
d) na inferência de leis naturais baseadas no 
testemunho de autoridades científicas aceitas 
universalmente. 
e) na observação de casos particulares revelados pela
experiência, os quais impedem a necessidade e a 
universalidade no estabelecimento das leis 
naturais. 
 
45. (Ufu 2011) Na obra Discurso sobre o 
método, René Descartes propôs um novo método de 
investigação baseado em quatro regras 
fundamentais, inspiradas na geometria: evidência, 
análise, síntese, controle.
Assinale a alternativa que contenha 
corretamente a descrição das regras de análise e 
síntese. 
a) A regra da análise orienta aenumerar todos os 
elementos analisados; a regra da síntese orienta 
decompor o problema em seus elementos últimos, 
ou mais simples. 
b) A regra da análise orienta a decompor cada 
problema em seus elementos últimos ou mais 
simples; a regra da síntese orienta ir dos objetos 
mais simples aos mais complexos. 
c) A regra da análise orienta a remontar dos objetos 
mais simples até os mais complexos; a regra da 
síntese orienta prosseguir dos objetos mais 
complexos aos mais simples. 
d) A regra da síntese orienta a acolher como 
verdadeiro apenas aquilo que é evidente; a regra da
análise orienta descartar o que é evidente e só 
orientar-se, firmemente, pela opinião. 
 
46. (Uel 2011) O principal problema de 
Descartes pode ser formulado do seguinte modo: 
“Como poderemos garantir que o nosso 
conhecimento é absolutamente seguro?” Como o 
cético, ele parte da dúvida; mas, ao contrário do 
cético, não permanece nela. Na Meditação Terceira, 
Descartes afirma: “[...] engane-me quem puder, ainda 
assim jamais poderá fazer que eu nada seja enquanto
eu pensar que sou algo; ou que algum dia seja 
verdade eu não tenha jamais existido, sendo verdade 
agora que eu existo [...]”
(DESCARTES. René. “Meditações Metafísicas”.
Meditação Terceira, São Paulo: Nova Cultural, 1991. p.
182. Coleção Os Pensadores.)
Com base no enunciado e considerando o 
itinerário seguido por Descartes para fundamentar o 
conhecimento, é correto afirmar: 
a) Todas as coisas se equivalem, não podendo ser 
discerníveis pelos sentidos nem pela razão, já que 
ambos são falhos e limitados, portanto o 
conhecimento seguro detém-se nas opiniões que 
se apresentam certas e indubitáveis. 
b) O conhecimento seguro que resiste à dúvida 
apresenta-se como algo relativo, tanto ao sujeito 
como às próprias coisas que são percebidas de 
acordo com as circunstâncias em que ocorrem os 
fenômenos observados. 
c) Pela dúvida metódica, reconhece-se a contingência
do conhecimento, uma vez que somente as coisas 
percebidas por meio da experiência sensível 
possuem existência real. 
d) A dúvida manifesta a infinita confusão de opiniões 
que se pode observar no debate perpétuo e 
universal sobre o conhecimento das coisas, sendo 
a existência de Deus a única certeza que se pode 
alcançar. 
e) A condição necessária para alcançar o 
conhecimento seguro consiste em submetê-lo 
sistematicamente a todas as possibilidades de 
erro, de modo que ele resista à dúvida mais 
obstinada. 
 
47. (Unioeste 2011) Considerando-se as 
primeiras linhas das Meditações sobre a filosofia 
primeira de René Descartes:
“Há já algum tempo dei-me conta de que, desde
meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões
por verdadeiras e de que aquilo que depois eu fundei 
sobre princípios tão mal assegurados devia ser 
apenas muito duvidoso e incerto; de modo que era 
preciso tentar seriamente, uma vez em minha vida, 
desfazer-me de todas as opiniões que recebera até 
então em minha crença e começar tudo novamente 
desde os fundamentos, se eu quisesse estabelecer 
alguma coisa de firme e de constante nas ciências. 
(...) Agora, pois, que meu espírito está livre de todas 
as preocupações e que obtive um repouso seguro 
numa solidão tranquila, aplicar-me-ei seriamente e 
com liberdade a destruir em geral todas as minhas 
antigas opiniões”
É correto afirmar sobre a teoria do 
conhecimento cartesiana que 
a) Descartes não utiliza um método ou uma estratégia
para estabelecer algo de firme e certo no 
conhecimento, já que suas opiniões antigas eram 
incertas. 
b) Descartes considera que não é possível encontrar 
algo de firme e certo nas ciências, pois até então 
esse objetivo não foi atingido. 
c) Descartes, ao rejeitar o que a tradição filosófica 
considerou como conhecimento, busca 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
fundamentar nos sentidos uma base segura para 
as ciências. 
d) ao investigar uma base firme e indestrutível para o 
conhecimento, Descartes inicia rejeitando suas 
antigas opiniões e utiliza o método da dúvida até 
encontrar algo de firme e certo. 
e) Descartes necessitou de solidão para investigar as 
suas antigas opiniões e encontrar entre elas aquela
que seria o verdadeiro fundamento do 
conhecimento. 
 
48. (Ufsj 2011) John Locke é apontado como 
pioneiro do materialismo moderno. Sobre o 
“materialismo moderno”, é CORRETO afirmar que: 
a) “Deriva as ‘ideias’ de que se constitui o 
conhecimento diretamente das sensações que se 
marcaram na mente [...] não cabendo assim ao 
pensamento nada mais, [...] que combinar, 
comparar e analisar essas mesmas ideias”. 
b) “Todo o princípio do conhecimento material é 
sensorial, transponível, relativo e infinito”. 
c) “O valor da experiência sensível, como fator 
primário da elaboração cognitiva, está na 
possibilidade de conhecer a essência da natureza”. 
d) “O conhecimento deve ser introjetado a partir da 
experiência extrassensorial, peculiar a todo ser 
pensante”. 
 
49. (Ufsj 2011) A razão, para Hume, é: 
a) “a descoberta da verdade ou da falsidade. A 
verdade e a falsidade consistem no acordo e 
desacordo seja quanto à relação real de ideias, seja
quanto à existência e aos fatos reais”. 
b) “nossas propensões naturais e distinções morais 
implicam, necessariamente, uma razão inata”. 
c) “os concomitantes da ação induzem a uma 
concepção notória daquilo que se pode determinar 
como universo da razão”. 
d) “em sentido estrito e filosófico, a razão nos informa
sobre os critérios e conexões entre as paixões e 
desafetos humanos”. 
 
50. (Ufsj 2011) Sobre a origem da justiça, 
Hume afirma que: 
a) “O senso de justiça é derivado da virtude, que por 
sua vez move toda e qualquer mudança na esfera 
do comportamento humano”. 
b) “A justiça tira sua origem exclusivamente do 
egoísmo e da generosidade restrita aos Homens 
em conjunto com a escassez das provisões que a 
natureza ofereceu para suas necessidades”. 
c) “As impressões dão origem ao senso de justiça e 
são naturais à mente humana”. 
d) “A justiça tem sua origem nas regas naturais e 
buscam seu fim em interesses gerados pelas 
paixões mais profundas dos homens”. 
 
51. (Unioeste 2011) “A natureza fez os homens
tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do 
espírito que, embora por vezes se encontre um 
homem manifestamente mais forte de corpo, ou de 
espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, 
quando se considera tudo isto em conjunto, a 
diferença entre um e outro não é suficientemente 
considerável para que qualquer um possa com base 
nela reclamar qualquer benefício a que outro não 
possa também aspirar, tal como ele. (...) Desta 
igualdade quanto à capacidade deriva a igualdade 
quanto à esperança de atingirmos nossos fins. 
Portanto, se dois homens desejam a mesma coisa, ao
mesmo tempo (...) esforçam-se por se destruir ou 
subjugar um ao outro. (...) Com isto se torna 
manifesto que, durante o tempo em que os homens 
vivem sem um poder comum capaz de manter a 
todos em respeito, eles se encontram naquela 
condição a que se chama de guerra; e uma guerra que
é de todos os homens contra todos os homens”.
Hobbes.
Com base no texto citado, seguem as seguintes
afirmativas:
I. Os homens, por natureza, são absolutamente iguais,
tanto no exercício de suas capacidades físicas, 
quanto no exercício de suas faculdades espirituais.
II. Sendo os homens, por natureza, “tão iguais, quanto 
às faculdades do corpo e do espírito” é razoável 
que cada um ataque o outro, quer seja para destruí-
lo, quer seja para proteger-se de um possível 
ataque.
III. Na inexistência de um “poder comum” que 
“mantenha a todos em respeito”, a atitude mais 
racional é a de manter a paz e a concórdia na 
“esperança” de que todos e cada um atinjam seus 
fins.
IV. A condição dos homens que vivem sem um poder 
comum é de guerra generalizada, de todos contra 
todos.V. O homem, por natureza, vive em sociedade e nela 
desenvolve suas potencialidades, mantendo 
relações sociais harmônicas e pacíficas.
Assinale a alternativa correta. 
a) Apenas I está correta. 
b) Apenas II e III estão corretas. 
c) Apenas I e V estão corretas. 
d) Apenas II e IV estão corretas. 
e) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
52. (Uenp 2011) “Porque as leis de natureza 
(como a justiça, a equidade, a modéstia, a piedade, 
ou, em resumo, fazer aos outros o que queremos que 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
nos façam) por si mesmas, na ausência do temor de 
algum poder capaz de levá-las a ser respeitadas, são 
contrárias a nossas paixões naturais, as quais nos 
fazem tender para a parcialidade, o orgulho, a 
vingança e coisas semelhantes. E os pactos sem a 
espada não passam de palavras, sem força para dar 
qualquer segurança a ninguém. Portanto, apesar das 
leis de natureza (que cada um respeita quando tem 
vontade de respeitá-las e quando pode fazê-lo com 
segurança), se não for instituído um poder 
suficientemente grande para nossa segurança, cada 
um confiará, e poderá legitimamente confiar, apenas 
em sua própria força e capacidade, como proteção 
contra todos os outros.” 
MALMESBURY, Thomas Hobbes de. Leviatã ou
matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e
civil. 
Sobre o pensamento de Hobbes, assinale a 
alternativa incorreta: 
a) O contrato social que dá origem ao Estado só é 
obedecido pela força e pelo temor. 
b) Os homens, na sua condição natural, observam 
apenas as suas paixões naturais. 
c) O contrato social que dá origem ao Estado pode 
ser desfeito quando o soberano desrespeita os 
direitos dos súditos e age de forma parcial, visando
a seus próprios interesses. 
d) A concepção de homem natural de Hobbes é 
marcada por um profundo pessimismo 
antropológico. 
e) A filosofia política hobbesiana é atomista. 
 
53. (Uenp 2011) “O homem nasce livre, e por 
toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor
dos demais, não deixa de ser mais escravo do que 
eles (...). A ordem social é um direito sagrado que 
serve de base a todos os outros. Tal direito [ordem 
social], no entanto, não se origina da natureza: funda-
se, portanto, em convenções.” 
ROUSSEAU, J.J. Contrato Social. Coleção Os
pensadores. São Paulo: Abril Cultural. 
Analise as afirmativas sobre o pensamento de 
Rousseau
I. O homem natural é bom, o isolamento propiciado 
pelo estado de natureza favorece o 
desenvolvimento e o exercício de qualidades 
positivas, como o amor de si mesmo e a piedade.
II. A ordem social é natural e deriva da natureza
gregária do ser humano.
III. O estado se origina com o objetivo de impedir que 
os homens retornem ao estado de guerra 
generalizado.
A(s) afirmativa(s) verdadeira(s) é(são): 
a) apenas a I. 
b) apenas a II. 
c) apenas a III. 
d) apenas a IV. 
e) todas. 
 
54. (Uff 2011) José Bonifácio de Andrada e 
Silva, homem público e cientista respeitado na 
Europa, desempenhou papel decisivo no processo de 
emancipação do Brasil. De ideias avançadas, 
defendeu a extinção do escravismo, a valorização da 
pequena e da média propriedade, o uso racional dos 
recursos naturais e a tese pioneira da preservação do 
meio ambiente. Ele achava que a finalidade última da 
ciência é contribuir para o bem da humanidade de 
modo racional e eficiente.
As ideias que influenciaram diretamente a 
formação intelectual e política de José Bonifácio 
estão contidas no 
a) Naturalismo. 
b) Iluminismo. 
c) Renascimento. 
d) Socialismo. 
e) Jacobinismo. 
 
55. (Uema 2011) No texto Que é 
“Esclarecimento”? (1783), o que significa, conforme 
Kant, a saída do homem da menoridade da qual ele 
mesmo é culpado? 
a) O uso da razão crítica, exceto quando se tratar de 
doutrinas religiosas. 
b) A capacidade de aceitar passivamente a 
autoridade científica ou política. 
c) A liberdade para executar desejos e impulsos 
conforme a natureza instintiva do homem. 
d) A coragem de ser autônomo, rejeitando, portanto, 
qualquer condição tutelar. 
e) O alcance da idade apropriada para uso da 
racionalidade subjetiva. 
 
56. (Uema 2011) Kant, no texto Que é 
“Esclarecimento”? (1783), aborda os conceitos de uso
público e privado da razão. Entre as alternativas 
abaixo, a única que contém informação correta sobre 
o uso público da razão é: 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
a) Livre uso da razão desde que avalizada pela 
autoridade competente eclesiástica e política. 
b) Liberdade ilimitada do sábio usar a razão e 
autonomia para publicizar suas ideias com as 
melhores intenções. 
c) Uso que o professor faz de sua razão diante de sua
comunidade acadêmica ou outra qualquer. 
d) Discurso aberto sobre temáticas monitoradas por 
uma instituição que forma pessoas para o serviço 
militar. 
e) Abordagem de uma teoria determinada por um 
paradigma vigente, seja ele religioso, político ou 
científico. 
 
57. (Uema 2011) Na perspectiva do 
conhecimento, Immanuel Kant pretende superar a 
dicotomia racionalismo-empirismo. Entre as 
alternativas abaixo, a única que contém informações 
corretas sobre o criticismo kantiano é: 
a) A razão estabelece as condições de possibilidade 
do conhecimento; por isso independe da matéria 
do conhecimento. 
b) O conhecimento é constituído de matéria e forma. 
Para termos conhecimento das coisas, temos de 
organizá-las a partir da forma a priori do espaço e 
do tempo. 
c) O conhecimento é constituído de matéria, forma e 
pensamento. Para termos conhecimento das 
coisas temos de pensá-las a partir do tempo 
cronológico. 
d) A razão enquanto determinante nos 
conhecimentos fenomênicos e noumênicos 
(transcendentais) atesta a capacidade do ser 
humano. 
e) O homem conhece pela razão a realidade 
fenomênica porque Deus é quem afinal determina 
este processo. 
 
58. (Uel 2010) A obra de Galileu Galilei está 
indissoluvelmente ligada à revolução científica do 
século XVII, a qual implicou uma “mutação” 
intelectual radical, cujo produto e expressão mais 
genuína foi o desenvolvimento da ciência moderna no
pensamento ocidental. Neste sentido, destacam-se 
dois traços entrelaçados que caracterizam esta 
revolução inauguradora da modernidade científica: a 
dissolução da ideia greco-medieval do Cosmos e a 
geometrização do espaço e do movimento.
(KOYRÉ, A. Estudos Galilaicos. Lisboa: Dom
Quixote, 1986. pp. 13-20; KOYRÉ, A. Estudos de
História do Pensamento Científico. Brasília, Editora
UnB, 1982. pp. 152-154.).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
as características que marcam revolução científica no
pensamento de Galileu Galilei, assinale a alternativa 
correta. 
a) A dissolução do Cosmos representa a ruptura com 
a ideia do Universo como sistema imutável, 
heterogêneo, hierarquicamente ordenado, da física 
aristotélica. 
b) A crença na existência do Cosmos, na física 
aristotélica, se situa na concepção de um Universo 
aberto, indefinido e até infinito, unificado e 
governado pelas mesmas leis universais. 
c) Contrária à concepção tradicional de ciência de 
orientação aristotélica, a física galilaica distingue e 
opõe os dois mundos do Céu e da Terra e suas 
respectivas leis. 
d) A geometrização do espaço e do movimento, na 
física galilaica, aprimora a concepção matemática 
do Universo cósmico qualitativamente diferenciado
e concreto da física aristotélica. 
e) A física galilaica identifica o movimento a partir da 
concepção de uma totalidade cósmica, em cuja 
ordem cada coisa possui um lugar próprio 
conforme sua natureza. 
 
59. (Uel 2010) A ONU declarou 2009 o Ano 
Internacional da Astronomia pelos 400 anos do uso 
do telescópio nas investigaçõesastronômicas por 
Galileu Galilei. Essas investigações desencadearam 
descobertas e, por sua vez, uma nova maneira de 
compreender os fenômenos naturais. Além de suas 
descobertas, Galileu também contribuiu para a 
posteridade ao desenvolver o método experimental e 
a concepção de uma nova ciência física.
Com base nas contribuições metodológicas de 
Galileu Galilei, é correto afirmar: 
a) A experiência espontânea e imediata da percepção 
dos sentidos desempenha, a partir de Galileu, um 
papel metodológico, preponderante na nova 
ciência. 
b) A observação, a experimentação e a explicação 
dos fenômenos físicos da natureza desenvolvidos 
por Galileu aprimoram o método lógico-dedutivo da
filosofia aristotélica. 
c) A observação controlada dos fenômenos na forma 
de experimentação, segundo o método galileano, 
consiste em interrogar metodicamente a natureza 
na linguagem matemática. 
d) A verificação metodológica da verdade das leis 
científicas pelos experimentos aleatórios, 
defendida por Galileu, fundamenta-se na 
concepção finalista do Universo. 
e) O método galileano reafirma o princípio de 
autoridade das interpretações teológico-bíblicas na
definição do método para alcançar a verdade física.
 
60. (Ufpa 2010) Galileu, ao conceber a ciência, 
valoriza a experiência e se preocupa com a descrição 
quantificada dos fenômenos. Tal descrição torna-se 
possível, porque ele faz a distinção entre qualidades 
primárias e secundárias 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
(ARANHA, M. L.; MARTINS, M. H. P.
Filosofando. p. 179). 
De acordo com o exposto acima, é correto 
afirmar que 
a) somente as qualidades primárias devem ser 
levadas em consideração pelos cientistas. 
b) somente as qualidades secundárias são relevantes
para o conhecimento científico. 
c) as qualidades primárias não são suscetíveis de 
receberem tratamento matemático. 
d) somente as qualidades secundárias devem ser 
tratadas cientificamente por serem consideradas 
matematizáveis. 
e) nenhuma das qualidades dos corpos pode ser 
tratada quantitativamente. 
 
61. (Uff 2010) Segundo o filósofo inglês 
Francis Bacon (1561-1626), o ser humano tem o 
direito de dominar a natureza e as técnicas; as 
ciências são os meios para exercer esse poder.
Que processo histórico pode ser diretamente 
associado a essas ideias? 
a) Os ideais de retorno à vida natural. 
b) O bloqueio continental imposto à Europa por 
Napoleão Bonaparte. 
c) A Contrarreforma promovida pela Igreja Católica. 
d) O surgimento do estilo barroco nas artes. 
e) A Revolução Industrial. 
 
62. (Ufpa 2010) Segundo a tradição 
racionalista, a verdade não reside nas próprias coisas,
mas somente no juízo. De acordo com essa 
concepção de verdade, é lícito afirmar: 
a) As ideias são verdadeiras por coincidirem 
naturalmente com as coisas. 
b) A verdade reside na atribuição do predicado 
inerente ao sujeito do juízo. 
c) A verdade reside no ato de julgar, porque é isento 
de qualquer valor cognitivo. 
d) A apreensão do objeto é produto de um julgamento
exclusivamente ético. 
e) O sujeito do juízo não deve pertencer ao predicado, 
para se evitar um julgamento preconceituoso. 
 
63. (Uenp 2010) Uma preocupação comum 
dos filósofos modernos era com o método. Eles 
partiam de um senso comum teórico amplamente 
difundido na filosofia, o de que os homens só erravam
porque tomavam o caminho errado. Qualquer um que 
se utilizasse do método adequado teria condições de 
chegar ao conhecimento da verdade. Sobre o tema do
método é correto dizer que: 
a) Descartes era indutivista tendo em vista que seu 
método consistia em partir das informações 
obtidas pela experiência para a construção de 
verdades mais gerais, a partir de um processo de 
abstração. 
b) Bacon era racionalista e considerava que as 
verdades eram eternas e imutáveis, sendo que o 
seu conhecimento independe da experiência ou 
dos sentidos. Sua proposta metodológica se 
aproximava muito do platonismo tardio do final do 
renascimento. 
c) Spinoza era empirista, e seu método prescindia de 
qualquer interferência da razão, sendo que a 
verdade pode ser encontrada nos próprios objetos 
a partir da intervenção percuriente da experiência. 
d) Descartes no Discurso do Método desenvolve uma 
metodologia analítica. De acordo com o filósofo, 
era preciso que a partir de um critério de verdade, 
se partisse para a análise (decomposição) dos 
problemas, para poder solucioná-los, havendo 
necessidade de uma síntese (recomposição) e uma
revisão final do processo. 
e) J. Locke, como Descartes, era racionalista, e 
desvalorizava o papel da experiência na busca do 
conhecimento verdadeiro das causas e das 
essências das coisas. 
 
64. (Unioeste 2010) “Há já algum tempo dei-
me conta de que, desde meus primeiros anos, 
recebera muitas falsas opiniões por verdadeiras e de 
que aquilo que depois eu fundei sobre princípios tão 
mal assegurados devia ser apenas muito duvidoso e 
incerto; de modo que era preciso tentar seriamente, 
uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as 
opiniões que recebera até então em minha crença e 
começar tudo novamente desde os fundamentos, se 
eu quisesse estabelecer alguma coisa de firme e de 
constante nas ciências. […] Agora, pois, que meu 
espírito está livre de todas as preocupações e que 
obtive um repouso seguro numa solidão tranquila, 
aplicar-me-ei seriamente e com liberdade a destruir 
em geral todas as minhas antigas opiniões. Ora, não 
será necessário, para atingir esse propósito, provar 
que elas todas são falsas, o que talvez jamais 
realizasse até o fim; mas, visto que a razão já me 
persuade de que não devo menos cuidadosamente 
impedir-me de acreditar nas coisas que não são 
inteiramente certas e indubitáveis do que nas que nos
parecem ser manifestamente falsas, a menor razão 
de duvidar que eu nelas encontrar será suficiente para
me fazer rejeitá-las todas.” (Descartes)
A partir da filosofia cartesiana, seguem as 
seguintes afirmações:
I. A dúvida cartesiana é uma dúvida sobre os 
fundamentos do conhecimento, e seu objetivo é 
avaliar a possibilidade da conquista de algo 
evidente e verdadeiro.
II. A primeira certeza que conquistamos é a de que, 
embora nossos sentidos nos enganam às vezes, 
não é possível duvidar da existência das coisas que
nos rodeiam.
III. A dúvida, quando generalizada ao máximo, será 
autodestrutiva, uma vez que ela é um ato de 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
pensar e, portanto, requer como certa a existência 
de uma entidade que é sujeito desse ato
IV. Generalizar ao máximo a dúvida é uma atitude 
irracional e meramente negativa.
V. A dúvida cartesiana traz como resultado um fato 
determinante para toda a filosofia moderna: só 
temos acesso imediato às nossas percepções 
mentais, ao passo que o conhecimento de tudo o 
mais (o mundo, Deus, etc.) deve ser provado como 
possível, dada a distância que há entre nossos 
pensamentos e as demais coisas.
Das afirmações feitas acima 
a) apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
b) apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
c) apenas as afirmativas I, III e V estão corretas. 
d) apenas a afirmativa IV está incorreta. 
e) todas as afirmativas estão corretas. 
 
65. (Uel 2010) Observe a tira e leia o texto a 
seguir:
Mas há um enganador, não sei quem, 
sumamente poderoso, sumamente astucioso que, por
indústria, sempre me engana. Não há dúvida, 
portanto, de que eu, eu sou, também, se me engana: 
que me engane o quanto possa, nunca poderá fazer, 
porém, que eu nada seja, enquanto eu pensar que sou
algo. De sorte que, depois de ponderar e examinar 
cuidadosamente todas as coisas é preciso 
estabelecer, finalmente, que este enunciadoeu, eu 
sou, eu, eu existo é necessariamente verdadeiro, 
todas as vezes que é por mim proferido ou concebido 
na mente.
(DESCARTES, R. Meditações sobre Filosofia
Primeira. Tradução, nota prévia e revisão de Fausto
Castilho. Campinas: Unicamp, 2008, p. 25.)
Com base na tira e no texto, sobre o cogito 
cartesiano, é correto afirmar: 
a) A existência decorre do ato de aparecer e se 
apresenta independente da essência constitutiva 
do ser. 
b) A existência é manifesta pelo ato de pensar que, ao
trazer à mente a imagem da coisa pensada, 
assegura a sua realidade. 
c) A existência é concebida pelo ato originário e 
imaginativo do pensamento, o qual impede que a 
realidade seja mera ficção. 
d) a existência é a plenitude do ato de exteriorização 
dos objetos, cuja integridade é dada pela 
manifestação da sua aparência. 
e) A existência é a evidência revelada ao ser humano 
pelo ato próprio de pensar. 
 
66. (Ufu 2010) Em O Discurso sobre o método, 
Descartes afirma:
Não se deve acatar nunca como verdadeiro 
aquilo que não se reconhece ser tal pela evidência, ou
seja, evitar acuradamente a precipitação e a 
prevenção, assim como nunca se deve abranger entre
nossos juízos aquilo que não se apresente tão clara e 
distintamente à nossa inteligência a ponto de excluir 
qualquer possibilidade de dúvida.
(REALE, G.; ANTISERI, D. História da filosofia: Do
humanismo a Descartes.
Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus,
2004. p. 289.)
Após a leitura do texto acima, assinale a 
alternativa correta. 
a) A evidência, apesar de apreciada por Descartes, 
permanece uma noção indefinível. 
b) A evidência é a primeira regra do método 
cartesiano, mas não é o princípio metódico 
fundamental. 
c) Ideias claras e distintas são o mesmo que ideias 
evidentes. 
d) A evidência não é um princípio do método 
cartesiano. 
 
67. (Unioeste 2010) “A física de Aristóteles […] 
é uma 'física', isto é, uma ciência altamente elaborada,
embora não o seja matematicamente. […] A distinção 
entre movimentos 'naturais' e movimentos 'violentos' 
se situa numa concepção de conjunto da realidade 
física, concepção cujos traços principais parecem ser:
(a) a crença na existência de 'naturezas' 
qualitativamente definidas; e (b) a crença na 
existência de um Cosmo […] Assim, mover-se é 
mudar, mudar em si mesmo e em relação aos outros. 
Por outro lado, isso implica um termo de referência 
em relação ao qual a coisa movida muda seu ser ou 
sua relação; o que implica – se examinarmos o 
movimento local – a existência de um ponto fixo em 
relação ao qual a coisa movida se move, um ponto 
fixo imutável que, evidentemente, só pode ser o 
centro do Universo”. (Koyré)
Dentre as proposições dadas abaixo, todas 
elas, exceto uma, indicam características da 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
Revolução Científica do Século XVII, que ocasionou a 
derrocada da física e da cosmologia aristotélica. 
Assinalar qual constitui a exceção (ou seja, qual das 
alternativas é a incorreta). 
a) O rompimento com a física qualitativa e a 
homogeneização do espaço, com a consequente 
substituição da noção de lugares naturais das 
coisas pela de espaço homogêneo da geometria, 
considerado como real. 
b) A consideração da lei da inércia como princípio 
fundamental da natureza, ela que afirma que um 
corpo abandonado a si mesmo permanece em seu 
estado de repouso ou de movimento tanto tempo 
quanto esse estado não for submetido à ação de 
uma força exterior qualquer. 
c) O combate ao princípio de inalterabilidade do céu e 
a todo o arcabouço teórico que sustentava a 
dicotomia entre céu e Terra. 
d) A destruição do Cosmo, isto é, a substituição da 
visão de mundo finito e hierarquicamente ordenado
por uma concepção de universo homogêneo, ligado
por elementos de mesma natureza e regido por leis
necessárias e universais. 
e) A compreensão do movimento como um tipo de 
mudança que depende da constituição interna do 
corpo, de modo que o movimento contrário à 
natureza do corpo que se move, como quando 
arremessamos uma pedra para o alto, é 
considerado violento e, como tal, tende à sua 
própria destruição. 
 
68. (Uff 2010) O italiano Picco della Mirandola 
foi um importante filósofo humanista do 
Renascimento dos séculos XV e XVI. Seu livro Sobre a
Dignidade do Homem enaltece a importância do ser 
humano e narra um mito da criação do homem. 
Segundo o autor, quando decidiu criar o ser humano, 
o criador já havia utilizado na criação dos outros 
seres todos os modelos e qualidades de que 
dispunha. Então, o criador falou assim a Adão:
“Se não te conferi um lugar fixo, uma forma que
te fosse própria e um dom especial, Adão, foi para 
que tu mesmo, escolhendo segundo teu desejo e tua 
determinação o lugar, a forma e o dom que quiseres, 
possas fazê-los teus. Todos os outros seres 
receberam uma natureza rigidamente definida e 
ficaram sob o meu poder, segundo leis previamente 
estabelecidas. Somente a ti não te prendem laços, 
exceto tu mesmo, segundo a vontade que te 
concedo”.
Marque a sentença que expressa ideais do 
Humanismo Renascentista e que é mais adequada ao
pensamento de Picco della Mirandola. 
a) O ser humano é inacabado e livre e por isso pode 
se aperfeiçoar. 
b) A imperfeição impede o aperfeiçoamento do ser 
humano. 
c) A imperfeição humana o impede de ser livre. 
d) A liberdade impede o aperfeiçoamento humano. 
e) Somente se fosse perfeito é que o ser humano 
seria livre. 
 
69. (Uenp 2010) A cidade inteira se divide em 
quatro quarteirões iguais. No centro de cada 
quarteirão, encontra-se o mercado das coisas 
necessárias à vida. São depositados aí os diferentes 
produtos do trabalho de todas as famílias. Esses 
produtos, depositados primeiramente nos 
entrepostos, são em seguida classificados nas lojas 
de acordo com sua espécie. Cada pai de família vai 
procurar no mercado aquilo de que tem necessidade 
para si e os seus. Tira o que precisa sem que seja 
exigido dele nem dinheiro nem troca. Jamais se 
recusa alguma coisa aos pais de família. A 
abundância sendo extrema, em todas as coisas, não 
se teme que alguém tire além de sua necessidade. De
fato, aquele que tem a certeza de que nada faltará 
jamais, não procurará possuir mais do que é preciso. 
O que torna, em geral, os animais cúpidos e rapaces, é
o temor das privações no futuro. No homem, em 
particular, existe uma outra causa de avareza - o 
orgulho, que o excita a ultrapassar em opulência os 
seus iguais e a deslumbrá-los pelo aparato de um 
luxo supérfluo. Mas as instituições utopianas tornam 
este vício impossível.
Thomas Morus.Utopia. Disponível em:
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/c
v000070.pdf.
Sobre, de Thomas Morus, é incorreto afirmar: 
a) Thomas Morus se inspira na República de Platão 
para escrever a Utopia. De um modo geral, o 
movimento filosófico ao qual pertencia Morus, o 
humanismo, é caracterizado pela retomada dos 
temas da filosófica grega antiga. 
b) O texto de Thomas Morus é de caráter 
contraideológico. Isso significa que a Utopia, além 
de significar “o não lugar, o lugar que não existe”, 
era uma profunda crítica ao contexto histórico e 
social em que vivia o autor. 
c) Não é possível afirmar que no texto da Utopia 
exista qualquer crítica à propriedade privada, que 
teria início apenas na contemporaneidade com o 
marxismo. 
d) A Utopia, na medida em que descreve uma 
sociedade justa, indica que ela deveria ter leis 
pouco numerosas e as riquezas repartidas. 
e) Na Utopia de Morus existe condenação explícita ao 
luxo e às vaidades, pois estes levam a um falso 
prazer, incitando a desigualdade e a falsa 
superioridade. 
 
70. (Uenp 2010) O Renascimento é um período
que compreende o fim da Idade Média e o Início da 
Idade Moderna, entre os séculos XIV e XVI, e tem 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
e da arte. Por causa disso é classificado por muitos 
estudiosos como um período de transição, não mais 
medieval, mas ainda não moderno. Autores recentes 
como Michel Foucault, no entanto, ampliaram o valor 
do Renascimento sustentando que ele constitui um 
sistema completo. Sobre o período é incorreto afirmar
que: 
a) Os humanistas resgataram o conceito romano de 
studia humanitatis. Entre suas preocupações 
estava o ensino do latim, da retórica e da filosofia 
moral. Resgataram em seus textos o valor do 
homem, o colocando no centro da cultura como 
valor maior, em contraposição a Deus, que o era 
durante a Idade Média. 
b) Maquiavel tem como uma de suas propostas 
teóricas a demarcação do objeto de estudo da 
política, bem como a sua separação da ética, da 
moral e da religião. Maquiavel é considerado por 
isso como o fundador da ciência política, ou da 
filosofia política moderna. 
c) A propriedade privada, recém ressurgida na época, 
é vista como um empecilho à pratica da virtude 
humana, por alguns humanistas. Para Tomas More,
o homem deveria viver de acordo com a natureza, 
dai seu esforço de defender uma nova civilização. 
Muitas vezes, a critica social de A Utopia parece 
estar endereçada à Inglaterra, lugar onde More 
nasceu. 
d) Uma das preocupações recorrentes dos que 
escrevem sobre Utopia é delinear a educação dos 
jovens, e isso é um tema central da Cidade do Sol 
de Campanella, onde os jovens receberiam todo 
tipo de instrução e até os muros da cidade seriam 
decorados com todo o saber conhecido. Essa 
preocupação já estava presente na filosofia grega 
antiga, por exemplo, em Platão. 
e) Os humanistas de um modo geral criticaram o 
movimento de reforma religiosa, tendo em vista 
que eram em sua maioria católicos e percebiam 
que, se o projeto da reforma fosse levado a cabo, a 
Igreja Católica perderia sua hegemonia cultural e 
religiosa, fortalecendo o paganismo clássico que 
renascia. 
 
71. (Uel 2010) Leia o seguinte texto de Locke:
Aquele que se alimentou com bolotas que 
colheu sob um carvalho, ou das maçãs que retirou 
das árvores na floresta, certamente se apropriou 
deles para si. Ninguém pode negar que a alimentação 
é sua. Pergunto então: Quando começaram a lhe 
pertencer? Quando os digeriu? Quando os comeu? 
Quando os cozinhou?
Quando os levou para casa? Ou quando os 
apanhou?
(LOCKE, J. Segundo Tratado Sobre o Governo
Civil. 3 ed. Petrópolis: Vozes, 2001, p. 98)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o pensamento de John Locke, é correto afirmar que a 
propriedade:
I. Tem no trabalho a sua origem e fundamento, uma 
vez que ao acrescentar algo que é seu aos objetos 
da natureza o homem os transforma em sua 
propriedade.
II. A possibilidade que o homem tem de colher os 
frutos da terra, a exemplo das maçãs, confere a ele 
um direito sobre eles que gera a possibilidade de 
acúmulo ilimitado.
III. Animais e frutos, quando disponíveis na natureza e
sem a intervenção humana, pertencem a um 
direito comum de todos.
IV. Nasce da sociedade como consequência da ação 
coletiva e solidária das comunidades organizadas 
com o propósito de formar e dar sustentação ao 
Estado.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e III são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e IV são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
72. (Uel 2010) Leia o texto a seguir:
Ao empreender a análise da estrutura e dos 
limites do conhecimento, Kant tomou a física e a 
mecânica celeste elaboradas por Newton como 
sendo a própria ciência. Entretanto, era preciso salvá-
la do ceticismo de Hume quanto à impossibilidade de 
fundamentar as inferências indutivas e de alcançar 
um conhecimento necessário da natureza.
Com base no pensamento de David Hume 
acerca do entendimento humano, é correto afirmar: 
a) Dentre os objetos da razão humana, as relações de 
ideias se originam das impressões associadas aos 
conceitos inatos dos quais se obtém 
dedutivamente o entendimento dos fatos. 
b) As conclusões acerca dos fatos obtidas pelo 
sujeito do conhecimento realizam-se sem auxílio 
da experiência, recorrendo apenas aos raciocínios 
abstratos a priori. 
c) O postulado que afirma a inexistência de 
conhecimento para além daquele que possa vir a 
resultar do hábito funda-se na ideia metafísica de 
relação causal como conexão necessária entre os 
fatos. 
d) O sujeito do conhecimento opera associações de 
suas percepções, sensações e impressões 
semelhantes ou sucessivas recebidas pelos órgãos
dos sentidos e retidas na memória. 
e) Pelo raciocínio o sujeito é induzido a inferir as 
relações de causa e efeito entre percepções e 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
impressões acerca da regularidade de fenômenos 
semelhantes que se repetem na sucessão do 
tempo. 
 
73. (Unicentro 2010) Assinale a alternativa 
correta. Para David Hume (1711-1776), 
a) a alma é como uma tábula rasa (uma tábua onde 
não há inscrições), ou seja, o conhecimento só 
começa depois da experiência sensível. 
b) o que nos faz ultrapassar o dado e afirmar mais do 
que pode ser alcançado pela experiência é o hábito 
criado através da observação de casos 
semelhantes. 
c) “saber é poder”, ou seja, o conhecimento não é 
contemplativo e desinteressado, mas sim um saber
instrumental, direcionado para a utilidade da 
ciência para a vida. 
d) as ideias claras e distintas são ideias inatas, não 
derivam do particular, mas já se encontram no 
espírito. Por isso, não estão sujeitas ao erro, pois 
vêm da razão, isto é, são independentes das ideias 
que vêm “de fora”, formadas pela ação dos 
sentidos. 
e) o positivismo corresponde à maturidade do espírito
humano. O reino da ciência é o reino da 
necessidade. No mundo da necessidade, não há 
lugar para a liberdade. 
 
74. (Uel 2010) Leia o texto a seguir:
O principal argumento humeano contra a 
explicação da inferência causal pela razão era que 
este tipo de inferência dependia da repetição, e que a 
faculdade chamada “razão” padecia daquilo que se 
pode chamar uma certa “insensibilidade à repetição”, 
ou seja, uma certa indiferença perante a experiência 
repetida. Em completo contraste com isso, o princípio
defendido por nosso filósofo, um princípio para 
designar o qual propôs os nomes de “costume ou 
hábito”, foi concebido como uma disposição humana 
caracterizada pela sensibilidade à repetição, podendo 
assim ser considerado um princípio adequado à 
explicação dos raciocínios derivados de experiências 
repetidas.
(MONTEIRO, J. P. Novos Estudos Humeanos.
São Paulo: Discurso Editorial, 2003, p. 41)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o empirismo, é correto afirmar que Hume 
a) atribui importância à experiência como fundamento
do conhecimento dedutivo obtido a partir da 
inferência das relações causais na natureza. 
b) corrobora a afirmação de que a experiência é 
insuficiente sem o uso e a intervenção da razão na 
demonstração do nexo causal existente entre os 
fenômenos naturais. 
c) confere exclusividade à matemática como 
condição de fundamentação do conhecimento 
acerca dos fenômenos naturais, pois, 
empiricamente, constata que a natureza está 
escrita em caracteres matemáticos. 
d) demonstra que as relações causais obtidas pela 
experiência representam um conhecimento guiado 
por hábitos e costumes e, sobretudo, pela crença 
de que tais relações serão igualmente mantidas no 
futuro. 
e) evidencia a importância do racionalismo, sobretudo
as ideias inatas que atestam o nexo causal dos 
fenômenos naturais descobertos pela experiência.75. (Uff 2010) O escritor e filósofo francês 
Voltaire, que viveu no século XVIII, é considerado um 
dos grandes pensadores do Iluminismo ou Século das
Luzes. Ele afirma o seguinte sobre a importância de 
manter acesa a chama da razão:
 “Vejo que hoje, neste século que é a aurora da 
razão, ainda renascem algumas cabeças da hidra do 
fanatismo. Parece que seu veneno é menos mortífero 
e que suas goelas são menos devoradoras. Mas o 
monstro ainda subsiste e todo aquele que buscar a 
verdade arriscar-se-á a ser perseguido. Deve-se 
permanecer ocioso nas trevas? Ou deve-se acender 
um archote onde a inveja e a calúnia reacenderão 
suas tochas? No que me tange, acredito que a 
verdade não deve mais se esconder diante dos 
monstros e que não devemos abster-nos do alimento 
com medo de sermos envenenados”.
Identifique a opção que melhor expressa esse 
pensamento de Voltaire. 
a) Aquele que se pauta pela razão e pela verdade não 
é um sábio, pois corre um risco desnecessário. 
b) A razão é impotente diante do fanatismo, pois esse
sempre se impõe sobre os seres humanos. 
c) Aquele que se orienta pela razão e pela verdade 
deve munir-se da coragem para enfrentar o 
obscurantismo e o fanatismo. 
d) O fanatismo e o obscurantismo são coisas do 
passado e por isso a razão não precisa mais estar 
alerta. 
e) A razão envenena o espírito humano com o 
fanatismo. 
 
76. (Uema 2010) Rousseau, para explicar 
como e onde crescem as desigualdades, aponta 
estágios. A humanidade ao se desenvolver os 
transpõe. Os estágios rousseaunianos são os 
seguintes:
( ) O estado de natureza e seus primeiros 
progressos.
( ) A idade do ouro.
( ) O primeiro progresso da desigualdade: a 
propriedade.
( ) O segundo progresso da desigualdade: os 
magistrados.
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
( ) O terceiro progresso da desigualdade: o 
despotismo.
Coloque V para verdadeiro ou F para falso nas 
afirmações acima e, em seguida, marque a alternativa
correta. 
a) V, V, F, F, V. 
b) V, V, V, V, V. 
c) F, F, V, V, V. 
d) V, V, V, F, V. 
e) F, F, F, F, F. 
 
77. (Pucpr 2010) Segundo Rousseau, em seu 
hipotético “estado de natureza”, o homem é portador 
de duas faculdades naturais: a primeira delas é a 
liberdade e a segunda é a perfectibilidade, uma 
faculdade que, “com o auxílio das circunstâncias, 
desenvolve sucessivamente todas as outras e se 
encontra, entre nós, tanto na espécie quanto no 
indivíduo” (Discurso sobre a origem e os fundamentos 
da desigualdade entre os homens, Primeira parte).
Sobre essa segunda faculdade, leia as 
assertivas que seguem:
I. Trata-se da capacidade do homem se 
aperfeiçoar física e espiritualmente.
II. No caso do aperfeiçoamento físico, o homem se 
aproximaria da realização de sua natureza; no caso
do espiritual, ao contrário, ele se distanciaria cada 
vez mais do seu “estado natural”.
III. Como desdobramento da perfectibilidade, o 
homem acabaria por entrar num estado de 
infelicidade.
IV. Ao mesmo tempo em que a perfectibilidade ajuda 
o homem a vencer os obstáculos da natureza, 
empurra-o a uma situação de degradação.
Está(ão) correta(s): 
a) Apenas as assertivas I e II. 
b) Apenas as assertivas I, II e III. 
c) Apenas a assertiva III. 
d) Apenas a assertiva IV. 
e) Todas as assertivas. 
 
78. (Unicentro 2010) “[...] Todos correram ao 
encontro de seus grilhões, crendo assegurar sua 
liberdade [...] Tal foi ou deveu ser a origem da 
sociedade e das leis, que deram novos entraves ao 
fraco e novas forças ao rico, destruíram 
irremediavelmente a vontade natural, fixaram para 
sempre a lei da propriedade e da desigualdade, 
fizeram de uma usurpação sagaz, um direito 
irrevogável e, para proveito de alguns ambiciosos, 
sujeitaram doravante todo o gênero humano, à 
servidão e à miséria”. 
(ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem da
desigualdade. In: WEFFORT, F. C. Os Clássicos da
Política. São Paulo: Editora Ática: 1989-pg. 195).
Todas as alternativas abaixo caracterizam o 
pensamento de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778),
exceto uma. Assinale-a. 
a) Rousseau parece demonstrar extrema nostalgia do 
estado feliz em que vive o bom selvagem, quando é
introduzida a desigualdade entre os homens, a 
diferenciação entre rico e pobre, o poderoso e o 
fraco e a predominância da lei do mais forte. 
b) O soberano é, para Rousseau, um representante 
eleito pelo povo que expressa a vontade geral. A 
democracia rousseauísta considera que é esse 
representante do povo que ratifica as leis, sendo a 
obediência às leis que caracteriza a liberdade. 
c) Para Rousseau, o contrato social, para ser legítimo, 
deve se originar do consentimento 
necessariamente unânime. Pelo pacto, o homem 
abdica de sua liberdade, mas sendo ele próprio 
parte integrante e ativa do todo social, ao obedecer 
à lei obedece a si mesmo e, portanto, é livre. 
d) Para Rousseau, a soberania do povo, manifesta 
pelo legislativo é inalienável, ou seja, não pode ser 
representada. A democracia rousseauísta 
considera que toda lei não ratificada pelo povo em 
pessoa é nula. 
e) Rousseau preconiza a democracia direta e 
participativa, mantida por meio de assembleias 
frequentes de todos os cidadãos. O mesmo 
homem enquanto faz a lei é um cidadão e, 
enquanto a obedece e se submete, é um súdito. 
 
79. (Uel 2010) Nos Princípios Matemáticos de 
Filosofia Natural, Newton afirmara que as leis do 
movimento, assim como a própria lei da gravitação 
universal, tomadas por ele como proposições 
particulares, haviam sido “inferidas dos fenômenos, e 
depois tornadas gerais pela indução”. Kant atribui a 
estas proposições particulares, enquanto juízos 
sintéticos, o caráter de leis a priori da natureza. 
Entretanto, ele recusa esta dedução exclusiva das leis
da natureza e consequente generalização a partir dos 
fenômenos. Destarte, para enfrentar o problema 
sobre a impossibilidade de derivar da experiência 
juízos necessários e universais, um dos esforços 
mais significativos de Kant dirige-se ao 
esclarecimento das condições de possibilidade dos 
juízos sintéticos a priori. Com base no enunciado e 
nos conhecimentos acerca da teoria do 
conhecimento de Kant, é correto afirmar: 
a) A validade objetiva dos juízos sintéticos a priori 
depende da estrutura universal e necessária da 
razão e não da variabilidade individual das 
experiências. 
b) Os juízos sintéticos a priori enunciam as conexões 
universais e necessárias entre causas e efeitos dos
fenômenos por meio de hábitos psíquicos 
associativos. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
c) O sujeito do conhecimento é capaz de enunciar 
objetivamente a realidade em si das coisas por 
meio dos juízos sintéticos a priori. 
d) Nos juízos sintéticos a priori, de natureza empírica, 
o predicado nada mais é do que a explicitação do 
que já esteja pensado realmente no conceito do 
sujeito. 
e) A possibilidade dos juízos sintéticos a priori nas 
proposições empíricas fundamenta-se na 
determinação da percepção imediata e espontânea
do objeto sobre a razão. 
 
80. (Uenp 2010) “Ora, propondo-me publicar, 
um dia, uma Metafísica dos costumes, faço-a 
preceder deste opúsculo que lhe serve de 
fundamentação. Decerto não há, um rigor, outro 
fundamento em que da possa assentar, de não seja a 
Crítica de uma razão pura prática, do mesmo modo 
que, para fundamentar a Metafísica, se requer a 
Crítica da razão pura especulativa por mim já 
publicada.
Mas, em parte, a primeira destas Críticas não é 
de tão extrema necessidade como a segunda, porque 
em matéria moral a razão humana, mesmo entre o 
comum dos mortais, pode ser facilmente levada a alto
grau de exatidão e de perfeição, ao passo que no seu 
uso teorético, mas puro, daé totalmente dialética; e, 
em parte, no que concerne à Crítica de uma razão 
pura prática, para que ela seja completa, reputo 
imprescindível que se mostre ao mesmo tempo a 
unidade da razão prática e da razão especulativa num
princípio comum; pois que, em última instância, só 
pode haver uma e a mesma razão, e só na aplicação 
desta há lugar para distinções. Ora, não me seria 
possível aqui realizar um trabalho tão esmiuçado e 
completo, sem introduzir considerações de ordem 
inteiramente diferente e sem lançar a confusão no 
ânimo do leitor. Por isso, em vez de dar a este livrinho
o título de Crítica da razão pura prática, denominei-o 
Fundamentação da Metafísica dos costumes.” 
(Kant, Fundamentação da metafísica dos
costumes, 1785)
Sobre a filosofia moral de Kant, é correto afirmar que: 
a) Kant pretende construir uma filosofia moral 
particularista que parte da conduta e da ação 
individual. 
b) A proposta kantiana de ética passa pelo conceito 
de imperativo categórico que pode ser reduzido na 
seguinte assertiva: age de tal forma, que a máxima 
de sua ação possa ser universal. 
c) Kant usava suas concepções éticas para justificar 
as dominações políticas dos povos não europeus. 
d) A ética kantiana é relativista, como a dos sofistas 
combatidos por Sócrates na antiguidade clássica. 
e) O que constitui o bem de uma vontade boa e aquilo
que ela efetivamente alcança. 
 
81. (Uel 2010) Leia o texto a seguir:
Como determinamos as regras do que é certo
ou errado? Immanuel Kant (1724-1804) responde a 
essa pergunta da seguinte forma: é moralmente 
correta a ação que está de acordo com determinadas 
regras do que é certo, independente da felicidade 
resultante a um ou a todos. Kant não propõe uma lista
de regras com conteúdo previamente determinado - 
como é o caso dos mandamentos religiosos, por 
exemplo -, mas formula uma regra para averiguar a 
correção da máxima que orienta nossa ação. Essa 
regra de averiguação é chamada imperativo 
categórico [...]
(BORGES, M. de L.; DALL’AGNOL, D.; DUTRA, D.
V. O que você precisa saber sobre... Ética. Rio de
Janeiro: DP&A, 2002, p.15.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o Imperativo Categórico kantiano, é correto afirmar:
I. Constitui um princípio formal dado pela razão que 
visa à discriminação das máximas de ação, com a 
pretensão de verificar quais podem, efetivamente, 
enquadrar-se numa legislação universal.
II. Representa a capacidade de a razão prática, do 
ponto de vista a priori, fornecer à vontade humana 
um dever incondicional com pretensão de 
universalidade e de necessidade.
III. Compreende um princípio teleológico construído a 
partir da concepção valorativa do “bem viver” e 
que se impõe, como condição absoluta, na 
realização de ações e comportamentos das 
pessoas em geral.
IV. Abrange a sabedoria prática, como condição inata 
de o ser humano deliberar e proceder, sempre de 
forma semelhante em relação às demais pessoas, 
no quesito das ações que envolvem virtude e 
prudência.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas I, III e IV são corretas. 
 
82. (Uenp 2009) “Eu, Galileu, filho do falecido 
Vincenzo Galilei, florentino, de setenta anos de idade, 
intimado pessoalmente à presença deste tribunal e 
ajoelhado diante de vós, Eminentíssimos e 
Reverendíssimos Senhores Cardeais Inquisidores-
Gerais contra a gravidade herética em toda a 
comunidade cristã, tendo diante dos olhos e tocando 
com as mãos os Santos Evangelhos, juro que sempre 
acreditei, que acredito, e, mercê de Deus, acreditarei 
no futuro, em tudo quanto é defendido, pregado e 
ensinado pela Santa Igreja Católica e Apostólica. Mas,
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
considerando que [....] escrevi e imprimi um livro no 
qual discuto a nova doutrina (o heliocentrismo) já 
condenada e aduzo argumentos de grande força em 
seu favor, sem apresentar nenhuma solução para 
eles, fui, pelo Santo Oficio, acusado de 
veementemente suspeito de heresia, isto é, de haver 
sustentado e acreditado que o Sol está no centro do 
mundo e imóvel, e que a Terra não está no centro, 
mas se move; desejando eliminar do espírito de 
Vossas Eminências e de todos os cristãos fiéis essa 
veemente suspeita concebida mui justamente contra 
mim, com sinceridade e fé verdadeira, abjuro, 
amaldiçoo e detesto os citados erros e heresias, e em
geral qualquer outro erro, heresia e seita contrários à 
Santa Igreja, e juro que no futuro nunca mais direi 
nem afirmarei, verbalmente nem por escrito, nada que
proporcione motivo para tal suspeita a meu respeito.”
Analisando o texto, o momento e as 
circunstâncias em que foi escrito, julgue as 
proposições:
I. As ideias racionalistas, que decorrem da teologia 
racional do final da Idade Média, tiveram amplo 
apoio da aristocracia rural, que as usou como 
argumentação para combater o poder do clero.
II. As ideias de Galileu, segundo o ofício, foram 
aceitas pela Igreja, mas condenadas pelo Tribunal 
do Santo Ofício; Galileu, por essa razão, teve de 
retratar-se.
III. Bacon, Spinoza, Newton, assim como Galileu, entre
outros, enfrentaram as ideias tradicionais então 
vigentes, criando as bases do racionalismo e do 
pensamento científico, que deram a tônica do 
pensamento moderno.
IV. Trata-se da retratação de Galileu Galilei, que em 
seus estudos de astronomia negou a concepção 
geocentrista aceita, até então, por grande parte 
dos astrônomos e defendeu que o Sol, e não a 
Terra, seria o centro do Universo. O geocentrismo 
era fundamentado basicamente em passagens 
bíblicas e na cosmologia aristotélica.
V. Galileu é um dos vultos do Renascimento. O 
Renascimento vai marcar uma mudança de 
mentalidade e a afirmação de novos valores, entre 
outros, o individualismo, o humanismo e o 
antropocentrismo.
Assinale a alternativa correta: 
a) são falsas apenas I e II. 
b) são verdadeiras apenas I, II e III. 
c) todas são falsas. 
d) todas são verdadeiras. 
e) são verdadeiras apenas III e V. 
 
83. (Pucpr 2009) “Ciência e poder do homem 
coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, 
frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, se 
não quando se lhe obedece. E o que à contemplação 
apresenta-se como causa é regra na prática”. Em 
relação a esse aforismo III do Livro I do Novum 
Organum de Francis Bacon, considere a alternativa 
que apresenta a interpretação correta: 
a) O saber, para Bacon, é uma forma de alterarmos as
leis da natureza e, com isso, seus fenômenos 
podem ser controlados tendo em vista um 
benefício humano. 
b) O autor menciona que o conhecimento, o saber, 
está ligado ao poder, ou seja, mediante o 
conhecimento é possível, de maneira segura e 
rigorosa, conquistar o poder sobre a natureza. 
c) Para Bacon, é inerente ao saber uma forma de 
controle sobre a natureza, mas principalmente 
sobre as pessoas, possibilitando um poder 
incondicional ao detentor do saber. 
d) O saber já possui um valor em si mesmo, o que 
conduz, consequentemente, de acordo com Bacon, 
a um poder. 
e) O que Bacon pretende dizer é que o saber nem 
sempre tem uma relação com a prática e que é a 
conveniência individual desse saber que determina 
seu valor. 
 
84. (Uel 2009) [...] chamamos esses lugares de 
regiões superiores. [...] Tais torres, conforme sua altura
e posição, servem para experimentos de isolamento, 
refrigeração e conservação, e para as observações 
atmosféricas, como o estudo dos ventos, da chuva, da 
neve, granizo e de alguns meteoros ígneos.
(BACON, F. Nova Atlântida. São Paulo: Nova
Cultural. 1997. P; 246.)
De acordo com o texto e os conhecimentos 
sobre os subtemas, pode-se afirmar que o 
pensamento de Francis Bacon:a) Reconhece e valoriza o distanciamento da 
realidade preconizado pelos autores da 
escolástica. 
b) Rejeita a máxima “saber é poder” e compreende a 
ciência como meio de controle sobre os seres 
humanos. 
c) Está voltado para o problema do método e para a 
defesa da experimentação. 
d) Considera o acesso à verdade como um processo 
que resulta do método dialético e que parte dos 
dados gerais para chegar ao particular. 
e) Estrutura, assim como de Platão, sua “utopia 
política”, tendo como base a sociedade organizada 
em trabalhadores, soldados e governantes. 
 
85. (Ufla 2009) “A razão é uma estrutura vazia, 
uma forma pura sem conteúdos. Essa estrutura é que
é universal, a mesma para todos os seres humanos, 
em todos os tempos e lugares. Essa estrutura é inata, 
isto é, não é adquirida pela experiência. Por ser inata e
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
não depender da experiência para existir, a razão é, do
ponto de vista do conhecimento, anterior à 
experiência e independente da experiência.
Os conteúdos que a razão conhece e nos quais 
ela pensa, dependem da experiência. Sem ela (a 
experiência) a razão seria sempre vazia, inoperante, 
nada conheceria. A experiência fornece a matéria (os 
conteúdos) do conhecimento para a razão e essa 
fornece a forma do conhecimento”.
De acordo com o texto, assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) O conteúdo, a matéria do conhecimento, é inato. 
b) A estrutura da razão é inata. 
c) A estrutura da razão é adquirida por experiência. 
d) A experiência fornece a forma do conhecimento 
para a razão. 
 
86. (Uel 2009) De há muito observara que, 
quanto aos costumes, é necessário às vezes seguir 
opiniões, que sabemos serem muito incertas, tal 
como se fossem indubitáveis [...]; mas, por desejar 
então ocupar-me somente com a pesquisa da 
verdade, pensei que era necessário agir exatamente 
ao contrário, e rejeitar como absolutamente falso 
tudo aquilo em que pudesse imaginar a menor dúvida,
a fim de ver se, após isso, não restaria algo em meu 
crédito, que fosse inteiramente indubitável [...] E, 
tendo notado que nada há no eu penso, logo existo, 
que me assegure de que digo a verdade, exceto que 
vejo muito claramente que, para pensar, é preciso 
existir, julguei poder tomar como regra geral que as 
coisas que concebemos mui clara e mui 
distintamente são todas verdadeiras [...].
 
(DESCARTES, R. Discurso do Método. Quinta Parte.
Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991. p. 46-
47.) 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o 
pensamento de Descartes, é correto afirmar. 
a) A dúvida metódica permitiu a Descartes 
compreender que todas as ideias verdadeiras 
procedem, mediata ou imediatamente, das 
impressões de nossos sentidos e pela experiência. 
b) A clareza e a distinção das ideias verdadeiras 
representam apenas uma certeza subjetiva, além 
da qual, apesar da radicalização da dúvida 
metódica, não se consegue fundamentar a 
objetividade da certeza científica. 
c) Somente com o cogito, a concepção cartesiana das
ideias claras e distintas, inatas ao espírito humano, 
garante definitivamente que o objeto pensado pelo 
sujeito é determinado pela realidade fora do 
pensamento. 
d) Do exercício da dúvida metódica, no itinerário 
cartesiano, a certeza subjetiva do cogito constitui a
primeira verdade inabalável e, portanto, modelo das
ideias claras e distintas. 
e) A dúvida cartesiana, convertida em método, rende-
se ao ceticismo e demonstra a impossibilidade de 
qualquer certeza consistente e definitiva quanto à 
capacidade do intelecto de atingir a verdade. 
 
87. (Ufla 2009) “Conhecimento racional é a 
síntese que a razão realiza entre uma forma universal 
inata e um conteúdo particular oferecido pela 
experiência. O que existe como estrutura da razão é 
anterior à experiência. Assim, forma é aquilo sem o 
que não haveria percepção ou captação da 
experiência. A razão tem a percepção de todas as 
coisas como realidades espaciais e temporais. Assim,
o espaço e o tempo existem em nossa razão antes e 
sem a experiência. O conhecimento da realidade 
como ela é em si, não é possível, mas pode ser 
conhecida a forma como ela (a realidade) se 
apresenta (fenômeno)”.
De acordo com o texto, assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) Espaço e tempo são formas inatas existentes na 
razão. 
b) A forma universal inata é percebida na experiência. 
c) A razão pode conhecer a realidade em si. 
d) A realidade em si é a forma como ela se apresenta.
 
88. (Uel 2009) Fui nutrido nas letras desde a 
infância, e por me haver persuadido de que, por meio 
delas, se podia adquirir um conhecimento claro e 
seguro de tudo o que é útil à vida, sentia 
extraordinário desejo de aprendê-las. Mas, logo que 
terminei todo esse curso de estudos, ao cabo do qual 
se costuma ser recebido na classe dos doutos, mudei 
inteiramente de opinião. Pois me achava enleado em 
tantas dúvidas e erros, que me parecia não haver 
obtido outro proveito, procurando instruir-me, senão o
de ter descoberto cada vez mais a minha ignorância. 
E, no entanto, estivera numa das mais célebres 
escolas da Europa, onde pensava que deviam existir 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
homens sapientes, se é que existiam em algum lugar 
da Terra. 
(DESCARTES, R. Discurso do Método. 3ª ed. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, I994. p. 43.) 
O texto aponta a insatisfação que assola 
Descartes ao término dos seus estudos. 
Dentre os motivos que conduziram Descartes a essa 
avaliação, pode-se citar: 
I. A situação da filosofia, envolta em multas dúvidas. 
II. A ausência de um método adequado, inspirado na 
matemática, capaz de conduzir com segurança ao 
conhecimento do verdadeiro. 
III. A crítica à educação, cuja base epistemológica se 
mantém construída sobre pressupostos empíricos.
IV. A separação, existente desde o século XV, entre 
ciências do espírito e ciências da natureza. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas II e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, lI e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas I, lII e IV são corretas. 
 
89. (Ufma 2009) “Os utopianos admiram-se de 
que seres razoáveis possam se deleitar com a luz 
incerta e duvidosa de uma pedra ou de uma pérola, 
quando tem os astros e o sol com que encher os 
olhos. Encaram como louco aquele que se acredita 
mais nobre e mais estimável só porque está coberto 
com uma lã mais fina, lã tirada das costas de 
carneiro, e que foi usada primeiro por esse animal. 
Admiram-se que o ouro, inútil por sua própria 
natureza, tenha adquirido um valor fictício tão 
considerável que seja mais estimado do que o 
homem; ainda que somente o homem lhe tenha dado 
esse valor e dele se utilize, conforme seus caprichos.”
(MORE, Thomas. A utopia. Trad. Luis de
Andrade, São Paulo: Nova Cultural, 1988. Col. Os
Pensadores)
A Utopia, de Thomas More, procura pensar 
sobre a condição humana e social da Europa 
renascentista do sec. XVI. Dentro dessa condição 
humana e social está a problemática do modelo de 
beleza. Qual a visão do autor sobre esse tema? 
a) Afirma a existência de um padrão universal de 
beleza. 
b) Aponta um ideal de beleza universal, fundado na 
estética mercantilista. 
c) Defende a beleza para fins utilitários, visando, 
essencialmente, ao prazer corpóreo. 
d) Elogia o culto a beleza como desnecessária para a 
felicidade. 
e) Denuncia a estética consumista e utilitarista do 
mercantilismo. 
 
90. (Uel 2009) O princípio de toda ação está na
vontade de um ser livre, não poderíamos remontar 
além disso. [...] não há verdadeiravontade sem 
liberdade. O homem, portanto, é livre em suas ações 
[..]. Se o homem é ativo e livre, ele age por si mesmo. 
Tudo o que faz livremente não entra no sistema 
ordenado da Providência e não lhe pode ser 
imputado. 
[...]
A consciência é a voz da alma, as paixões são 
a voz do corpo. [...] [A consciência] é o verdadeiro guia
do homem; ela está para a alma assim como o 
instinto está para o corpo: quem a segue obedece à 
natureza e não tem medo de se perder [...] Existe, 
pois, no fundo das almas um princípio inato de justiça
e de virtude a partir do qual, apesar de nossas 
próprias máximas, julgamos nossas ações e as de 
outrem como boas ou más, e é a esse princípio que 
dou o nome de consciência. 
(ROUSSEAU, J. J. Emilio ou da Educação. São Paulo.
Martins Fontes, 2004. p. 396; 405; 409V) 
Com base no texto e nos conhecimentos sobre 
o pensamento moral de Jean-Jacques Rousseau, é 
correto afirmar. 
a) Rousseau reafirma que o fundamento objetivo dos 
juízos morais está em Deus, que ilumina a 
consciência humana e nela inspira o “princípio 
inato de justiça e de virtude”. 
b) Herdeiro do pensamento de Platão, Rousseau 
defende que a prática do bem coincide com a 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
busca interminável do conhecimento da verdade e 
da justiça. 
c) Rousseau reafirma que, por meio da consciência, o 
ser humano é movido pela busca da felicidade, 
alcançada pela reflexão e pelo desprezo dos 
desejos e das paixões. 
d) Rousseau rejeita que o fundamento da moral seja a
conformidade com a lei divina, afirmando a crença 
na objetividade de uma lei natural, anterior a 
qualquer lei positiva. 
e) Rousseau recusa aceitar a existência de noções 
morais anteriores à experiência humana e defende 
que o ser humano é naturalmente movido pela 
busca do prazer. 
 
91. (Uel 2009) Oswald de Andrade, no 
Manifesto Antropofágico, procurou transformar o 
“bom selvagem” de Rousseau num aguerrido 
selvagem devorador, que digere e transforma a 
cultura europeia do colonizador, tornando-a parte de 
sua própria cultura. Considerando a questão do “bom 
selvagem” no pensamento de Rousseau, é correto 
afirmar. 
a) A idealização do bom selvagem, no estado de 
natureza, representa a exaltação da animalidade do
homem primitivo que, no estado civil, adquire 
forma agressiva. 
b) A felicidade original do bom selvagem se realiza no
suor de seu trabalho em sua propriedade, de onde 
retira o necessário para a sua sobrevivência. 
c) O homem, degenerado pela civilização, só poderá 
recuperar a felicidade no estado de natureza com o
retorno à vida isolada no meio das florestas. 
d) No estado de natureza, o bom selvagem busca 
satisfazer sua necessidade inata de 
reconhecimento de si e de admiração pelo outro. 
e) No estado de natureza, o bom selvagem é 
autossuficiente e vive isolado, sobrevivendo com o 
que a natureza lhe provê e de acordo com suas 
necessidades inatas. 
 
92. (Pucpr 2009) De acordo com as intenções 
de Rousseau em Discurso sobre a Origem e os 
Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, 
considere as seguintes afirmações:
I. Nessa obra, Rousseau analisa a degeneração da 
moralidade da natureza humana e atribui 
responsabilidade à própria civilização pela queda 
moral do homem.
II. A sociedade, ao ver de Rousseau, impôs aos seus 
indivíduos uma uniformidade artificial de 
comportamento, levando-os a ignorar os deveres e 
as necessidades fundamentais da natureza 
humana.
III. O desenvolvimento da sociedade, para Rousseau, 
trouxe a possibilidade de o homem fazer uso de 
seu livre-arbítrio, tornando-se autossuficiente.
Assinale a alternativa verdadeira: 
a) As três afirmações estão incorretas. 
b) As afirmações I e III estão corretas. 
c) Apenas a afirmação I está correta. 
d) Apenas a afirmação III está correta. 
e) As afirmações I e II estão corretas. 
 
93. (Ufu 2009) No texto que se segue, Marilena
Chauí comenta a estrutura da sensibilidade em Kant.
“A forma da sensibilidade é o que nos permite
ter percepções, isto é, a forma é aquilo sem o que não
pode haver percepção, sem o que a percepção seria 
impossível.”
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo:
Ática, 1995. p. 78.
Marque a alternativa que explicita corretamente
a forma da sensibilidade para Kant. 
a) A forma da sensibilidade é constituída por 
impressões e sensações, a partir das quais 
captamos todos os conteúdos da experiência 
possível. 
b) A forma da sensibilidade é retirada da experiência, 
com a qual aprendemos as noções fundamentais 
de número e extensão. 
c) A forma da sensibilidade é constituída pelos cinco 
sentidos, que produzem todas as imagens 
possíveis da experiência. 
d) A forma da sensibilidade não é dada pela 
experiência, mas possibilita a experiência, sendo 
constituída pelo espaço e pelo tempo. 
 
94. (Ueg 2009) Leia a citação abaixo:
“(...) Pois segundo essa lei, não poderia haver 
propriamente promessa alguma, já que seria inútil 
afirmar a minha vontade quanto às minhas futuras 
ações, pois as pessoas não acreditariam em meu 
fingimento, ou, se precipitadamente o fizessem, 
pagar-me-iam na mesma moeda. Portanto, a minha 
máxima, uma vez arvorada em lei universal, destruir-
se-ia a si mesma necessariamente”.
KANT, Immanuel. Fundamentos da metafísica
dos costumes e outros escritos. São Paulo: Martin
Claret, 2004. p. 13.
No texto citado acima o autor se refere 
a) à crítica da razão pura. 
b) ao conhecimento a posteriori. 
c) ao conhecimento a priori. 
d) ao imperativo categórico. 
 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
Gabarito: 
Resposta da questão 1: [E]
A produção científica de Galileu Galilei se 
caracterizou pela adoção do método científico – que 
se baseia na experimentação prática sistematizada – 
para fundamentar formulações teóricas. Assim, a 
importância de Galilei para a ciência moderna está no 
fato de que sua prática científica consistia na 
descrição dos fenômenos aliada à observações 
experimental, para chegar à leis gerais expressas 
matematicamente. Para ele, “A filosofia encontra-se 
escrita neste grande livro que continuamente se abre 
perante nossos olhos (isto é, o universo), que não se 
pode compreender antes de entender a língua e 
conhecer os caracteres com os quais está escrito. Ele
está escrito em língua matemática, os caracteres são 
triângulos, circunferências e outras figuras 
geométricas, sem cujos meios é impossível entender 
humanamente as palavras; sem eles, vagamos 
perdidos dentro de um obscuro labirinto”. Nesse 
sentido, Galilei se contrapõe à tradição aristotélica, 
lançando as bases da ciência moderna. 
Resposta da questão 2: [C]
De acordo com uma visão cartesiana, a 
natureza deve ser compreendida pela razão, podendo 
servir às necessidades humanas. Essa concepção é, 
em certo sentido, próxima àquela descrita no texto da 
questão. 
Resposta da questão 3: [A]
A partir da leitura do texto e, principalmente, do 
trecho “[É] uma coisa bem notável que não haja 
homens [...] que não sejam capazes de arranjar em 
conjunto diversas palavras e de compô-las num 
discurso pelo qual façam entender seus 
pensamentos”, infere-se que, para Descartes, a 
linguagem constitui um instrumento para a expressão
e comunicação dos pensamentos humanos. Assim, o 
pensamento precede a linguagem, sendo esta última 
o elemento que permite ao primeiro ser entendido. 
Assim, a alternativa [A] é a única que deve ser 
identificada como correta. 
Resposta da questão 4: [E]
[A] Incorreta. Não é a língua por si só que abriga o 
preconceito, mas sim a adesão irrefletida à 
autoridade motivada pela fé cega. Por essa razão, 
a criticidade não é garantida pelo mero abandono 
do latim em favor do francês.[B] Incorreta. Redigir o Discurso do Método em 
francês não teve por objetivo dar acesso à 
sacralidade de um texto. Ao contrário, deslocou a 
suposta legitimidade de um texto simplesmente 
por ter sido escrito em latim. Além disso, instaurou
um gesto crítico com relação à autoridade das 
explicações da natureza e do humano, vinculadas 
à supremacia explicativa dos autores antigos, 
principalmente de Aristóteles e dos aristotélicos 
medievais. Além disso, o gesto cartesiano, na 
medida em que apela para uma “razão natural 
inteiramente pura”, possui um espírito 
completamente distinto do gesto de Lutero, pois, 
diferentemente deste, não há a sacralidade do 
texto. Existe, sim, a apresentação do método por 
meio do qual é possível chegar à verdade, baseado
não na fé, mas na razão.
[C] Incorreta. Descartes, além de não abandonar a 
ideia de Deus, apreende-a como uma ideia perfeita 
que surge ao pensamento, por meio da qual 
garante a objetividade do mundo exterior ao 
pensamento.
[D] Incorreta. Embora haja uma crítica à tradição, ou 
mais precisamente, às práticas históricas que 
sustentam determinados pressupostos, muito 
mais por hábito e crença do que por razões 
sustentadas em argumentos, no Discurso do 
Método, Descartes apresenta uma “moral 
provisória”, que valeria enquanto não se chegasse 
a estabelecer novos fundamentos para o 
conhecimento. A primeira máxima dessa moral 
consistia em “obedecer às leis e aos costumes do 
meu país”.
[E] Correta. A novidade do pensamento de 
Descartes, que faz com que ele seja definido na 
posteridade como o filósofo que inaugurou a 
modernidade filosófica, consiste em submeter a 
validação e legitimação de qualquer teoria, não mais à
fé ou à crença religiosa, e sim, aos poderes da “razão 
natural inteiramente pura”. O famoso “Eu, eu penso, 
eu, eu existo”, ou “penso, logo existo”, é a primeira 
verdade que inaugura a série de verdades posteriores,
sendo algo a que se chega pelo pensamento, não 
mais por meio da revelação. 
Resposta da questão 5: [B]
[A] Incorreta. A propriedade não resulta de um ato 
tardio da sociedade civil, sendo antes o ato de 
inauguração da própria sociedade civil. Além 
disso, a instauração da propriedade não busca 
satisfazer necessidades naturais, e sim busca 
satisfazer o excesso, tudo aquilo que no humano 
excede o natural. Além disso, estado de natureza e
sociedade civil são conceitos antagônicos.
[B] Correta. Para Rousseau, a condição biológica e 
espiritual natural, na qual o homem existiria antes 
do surgimento da sociedade civil, caracteriza o seu
estado de natureza, no qual as ações humanas 
estariam baseadas nos seus instintos de 
sobrevivência, de modo que elas não seriam nem 
boas nem más, ou seja, não seriam guiadas a 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
partir de uma moral. A passagem da condição 
natural para a condição social, segundo Rousseau,
teria ocasionado a corrupção da pureza humana 
característica da primeira condição, levando ao 
surgimento de novas necessidades para a 
manutenção da vida coletiva, como a adequação 
das ações humanas a um padrão de 
comportamento social, vinculado à uma moral, 
criando uma ruptura radical do indivíduo com o 
seu estado natural, afastando-o do mesmo.
[C] Incorreta. Se para Rousseau a sociedade civil foi 
primitivamente fundada na propriedade e se a 
fundação da propriedade é ilegítima, resultando de
astúcia, coerção ou força, o ato de instauração da 
propriedade privada não é legitimado 
racionalmente. Não há legitimação racional 
possível de algo fundado em arbítrio privado, razão
pela qual também não é possível sustentar sua 
suposta universalidade, tendo em vista que as 
motivações são particulares.
[D] Incorreta. Para Rousseau, “O primeiro sentimento 
do homem foi o de sua existência, sua primeira 
preocupação a de sua conservação” (ROUSSEAU, 
Discurso sobre a origem e os fundamentos... p. 
260). Assim, a defesa incondicional e irrestrita da 
propriedade como um fato inerente à própria 
natureza humana já expressa uma perversão da 
própria compreensão da natureza humana. Antes 
de pensar: “isso é meu”, o homem sente: “eu 
existo”. Além disso, uma parte significativa disso 
que chamamos “necessidades” resulta, não de 
uma disposição natural, e sim do arbítrio, do 
supérfluo, instaurado justamente pelo excesso 
produzido pela propriedade privada.
[E] Incorreta. A perfectibilidade, a “faculdade 
humana de aperfeiçoar-se” (ROUSSEAU, Discurso 
sobre a origem e os fundamentos..., p. 243), restringe-
se a operações muito elementares, tais como “[...] 
querer e não querer, desejar e temer” (ROUSSEAU, 
Discurso sobre a origem e os fundamentos..., p. 244), 
as quais “serão as primeiras e quase que as únicas 
operações de sua alma” (ROUSSEAU, Discurso sobre a
origem e os fundamentos..., p. 244) em estado de 
natureza, e é precisamente isso que a instauração da 
propriedade e da sociedade civil subverterão, 
irremediavelmente. Portanto, a instauração da 
sociedade civil e da propriedade civil não expressa a 
perfectibilidade humana, mas um modo avançado de 
decadência. 
Resposta da questão 6: [E]
A forma de vida defendida tanto por Rousseau 
quanto por Tolstói está vinculada a uma experiência 
estético-romântica, na medida em que valoriza 
atributos como a sinceridade, a impulsividade e a 
coragem. 
Resposta da questão 7: [B]
Para Kant, pensador iluminista, a filosofia moral
estaria fundamentada em princípios racionais, sendo 
a razão o único fundamento que daria validade à 
moral humana. Com efeito, a ação moral estaria 
condicionada ao sujeito epistemológico, ou seja, à 
estrutura cognitiva que é universal e necessária, e não
ao sujeito subjetivo, individual. Por ser racional, 
portanto, o indivíduo deveria agir segundo uma razão 
pura prática de validade universal, ideia expressa na 
conhecida frase de Kant: “age só segundo máxima tal 
que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne 
lei universal”. A partir do exemplo da mentira, Kant 
aponta que a mesma não poderia ser usada sem cair 
em uma autocontradição moral, pois o indivíduo 
particular representaria uma moral geral, de toda a 
humanidade, como aponta a alternativa [B]. 
Resposta da questão 8: [E]
Essa famosa formulação de Kant diz respeito 
tanto ao imperativo categórico (lei moral em mim) e 
ao seu conceito de fenômeno (o céu estralado sobre 
mim). 
Resposta da questão 9: [D]
A partir do conhecimento acerca da filosofia 
kantiana e do texto, que indica o aspecto da 
constituição cidadã que destaca a dignidade e os 
direitos como elementos da condição de pessoa 
humana, o aluno deve identificar que o texto 
constitucional apresenta o indivíduo como um fim em 
si mesmo. Ou seja, o reconhecimento da dignidade e 
dos direitos que devem ser respeitados e garantidos 
pressupõe o caráter não-pragmático, pois não se 
fundamenta em um valor ou preço, da condição de 
pessoa, de modo que a autonomia enquanto ser 
racional constitui, ela mesma, a fundamentação para 
esse reconhecimento. Para Kant, a dignidade não é 
concebida enquanto preço, mas como uma qualidade 
própria de indivíduos racionais que, no uso da sua 
autonomia, exercem a sua razão prática. 
Resposta da questão 10: [E]
O contexto apontado pela questão se 
caracteriza pela ruptura com o paradigma que 
fundamentava o processo para a obtenção do 
conhecimento dito científico dominante até então. A 
mudança cultural que se processa lança novas bases 
para a atividade intelectual, valorizando o 
pensamento crítico e racional, o que implica o livre 
pensar, em contraposição à aceitação dos dogmas 
religiosos e da autoridade clerical como “verdades 
reveladas”. 
Resposta da questão 11: [E]
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
De acordo com o pensamentode Francis 
Bacon, filósofo empirista, o método de interpretação 
da natureza mais adequado é o método científico 
indutivo, baseado na observação metódica dos 
fenômenos da natureza. Assim, a proposta desse 
filósofo rompe com o pensamento predominante da 
época, ao apontar a necessidade de uma nova atitude
intelectual para se chegar à verdade. 
Resposta da questão 12: [A]
Ao lançar as bases para as ciências modernas, 
Descartes cria um método científico baseado na 
razão para a obtenção do conhecimento. Para chegar 
a verdades ordenadas racionalmente, o método 
científico estabelece regras de investigação dedutiva. 
A regra apresentada pelo texto abordado envolve o 
processo de dividir os problemas no maior número de
partes possível, a fim de melhor resolvê-los, regra que 
ficou conhecida como regra da análise, apresentada 
na alternativa [A]. 
Resposta da questão 13: [D]
O pensamento cartesiano, que introduz as 
bases para as ciências modernas, apresenta como 
fundamentação do conhecimento a dúvida metódica, 
a partir da qual todo conhecimento seria posto em 
dúvida, eliminando, dessa forma, as falsas 
percepções tomadas erradamente como certezas, 
condição a partir da qual seria possível chegar a um 
conhecimento indubitável. A partir disso, Descartes 
cria um método científico baseado na razão para a 
obtenção do conhecimento, o que influenciou o 
pensamento cultural francês, como corretamente 
indicado pela alternativa [D]. 
Resposta da questão 14: [C]
A filosofia de Espinosa envolve propõe o 
entendimento dos afetos para que se possa utilizar-se
deles para atingir uma maior perfeição. Para ele, um 
afeto de alegria eleva a alma para uma potência 
maior de pensar e existir, aproximando o indivíduo da 
realidade do mundo e de si mesmo, o que leva a uma 
maior perfeição. Por sua vez, um afeto de tristeza é 
uma afecção leva a alma à uma condição menor de 
potência, diminuindo a capacidade de existir e agir, 
passando a uma perfeição menor. 
Resposta da questão 15: [E]
Para Kant, os juízos são estruturas que 
formulam o processo do conhecimento, sendo alguns
juízos necessários e universais e, portanto, puros e a 
priori. Esses juízos, para ele, possibilitam o 
conhecimento denominado puro, ou seja, o 
conhecimento que está relacionado à estrutura 
cognitiva humana a priori, independentemente da 
experiência empírica. 
Resposta da questão 16:
 ANULADA
Questăo anulada no gabarito oficial.
O enunciado da questăo afirma que “os juízos a
posteriori săo todos sintéticos”, no entanto, Kant 
classifica esses juízos em juízos sintéticos a priori e 
juízos sintéticos a posteriori, de modo que também os
juízos sintéticos podem ser a priori. Ademais, a 
questăo apresenta duas alternativas corretas, no 
caso, as alternativas [C] e [D]. 
Justificativa:
[C]
De acordo com a proposta epistemológica 
kantiana e com a alternativa [C], o juízo analítico, por 
ser a priori, é universal e necessário. Esse tipo de 
juízo se caracteriza, ainda, pela relaçăo direta que o 
predicado possui com o sujeito, de modo que o 
predicado está contido no sujeito, enquanto nos 
juízos sintéticos o predicado está fora do sujeito, ou 
seja, o predicado năo está contido no sujeito, estando 
“fora” dele, sendo a relaçăo entre eles uma relaçăo de 
ampliaçăo.
[D]
A alternativa [D], por sua vez, também está 
correta pois, segundo Kant, săo universais e 
necessários tanto os juízos analíticos quanto os 
juízos sintéticos a priori, sendo que nos do segundo 
tipo o predicado năo está contido no sujeito, ou seja, 
o predicado năo está diretamente relacionado com o 
sujeito, estando além do sujeito, como indicado pela 
alternativa. Tendo em vista estas consideraçőes, a 
anulaçăo da questăo é justificada. 
Resposta da questão 17: [D]
Para Kant, a sublimidade das coisas da 
natureza não está contida na própria natureza, mas 
sim no indivíduo, uma vez que ele possui consciência 
da sua superioridade em relação à natureza. Para ele, 
não existe faculdade que provoca a sublimidade, 
sendo esse sentimento provocado quando a 
faculdade responsável pela imaginação, diante da 
contemplação de eventos naturais de grande 
magnitude, reconhece o domínio próprio da natureza 
humana, a partir do reconhecimento que eventos 
naturais provocam. Não seria, assim, o 
reconhecimento do medo, uma vez que não se estaria
em uma situação de real ameaça, mas o 
reconhecimento da força humana enquanto seres 
racionais. 
Resposta da questão 18: [D]
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
As reflexões metafísicas que marcam o período
renascentista são caracterizadas pela mudança em 
relação ao modo como se percebiam essas questões 
até então, uma vez que houve uma valorização do 
pensamento racionalista em detrimento da 
perspectiva dogmática defendida, sobretudo, pelos 
representantes eclesiásticos da Igreja, caracterizando
a adoção de uma postura crítica frente ás ideias 
apresentadas como verdades absolutas. 
Resposta da questão 19: [C]
Para Descartes, o conhecimento filosófico não 
se limita à abstração teórica, mas se aplica ao 
conhecimento prático científico, fundamentando o 
uso correto da razão humana de forma a possibilitar a
obtenção do conhecimento. 
Resposta da questão 20: [E]
Descartes, ao defender a dúvida metódica 
como base do pensamento filosófico, inaugura um 
novo princípio para fundamentar as ciências. Assim, o
racionalismo cartesiano, baseado na dúvida 
sistemática e na certeza da existência de um sujeito 
pensante, rompe com o pensamento científico 
clássico e fornece as bases das ciências modernas. 
Resposta da questão 21: [B]
Espinosa, no texto, critica a tradição filosófica 
que trata a natureza dos modos de agir humanos a 
partir de uma concepção idealizada, afastando-se, 
dessa forma, da realidade que condiciona o 
comportamento dos indivíduos, ideia presente na 
alternativa [B]. 
Resposta da questão 22: [B]
Para Hume, a noção de causalidade se forma a 
partir da imaginação humana que cria a relação de 
necessidade a partir da identificação reiterada das 
mesmas “cenas da natureza”. Ou seja, relaciona-se 
causa e efeito através da inferência de que um objeto 
existe pela existência de um outro antecedente, 
afirmando-se o efeito pela causa. No entanto, esse 
raciocínio conduziria ao erro, pois não haveria 
fundamento lógico que garantisse o mesmo efeito, 
ainda que a causa se repetisse. Por exemplo: não há 
relação necessária entre fumaça e fogo, mas, devido 
a percepção, em vários momentos, da existência de 
fogo quando se tem fumaça nos céus, passou-se a 
relacionar, quase que imediatamente, a existência de 
fogo quando se tem fumaça nos céus. Essa ideia não 
teria lugar diante da inconstância da natureza pois a 
repetição é fundamental na criação de relações entre 
os elementos que compõem as cenas naturais, os 
fenômenos. 
Resposta da questão 23: [C]
David Hume tem como uma das questões 
centrais em sua teoria filosófica a relação entre causa
e efeito. Para ele, essa relação fornece a base para 
todos os raciocínios, e consiste na inferência de que 
um objeto existe pela existência de um outro 
antecedente, ou seja, afirma-se o efeito pela causa. 
Para Hume, essa relação causal entre objetos é 
baseada na experiência, sendo, portanto, a posteriori, 
pois inferir o efeito pela causa só é possível porque 
existe uma ligação entre os objetos que é percebida 
empiricamente. 
Resposta da questão 24: [A]
No pensamento de Rousseau, em seu estado 
natural, os homens existiam em condições de 
igualdade em relação uns aos outros, sendo livres. O 
surgimento da propriedade privada, no entanto, teria 
instituído um estado de desigualdade entre os 
homens, uma vez que aqueles que não a detém 
estariam subordinados aos que a possuem. Partindo-
se dessa consideração, a única alternativa que 
apresenta uma proposição convergente com as ideias
de Rousseau é a alternativa[A]. 
Resposta da questão 25: [E]
Para Kant, o esclarecimento pressupõe a 
capacidade do indivíduo de fazer uso da sua própria 
razão de forma autônoma, ou seja, a partir do uso de 
seu próprio entendimento de maneira independente 
do entendimento alheio. A autonomia de pensamento 
característica do esclarecimento implica, por sua vez, 
a liberdade, o que inclui a possibilidade do indivíduo 
de se expressar livremente, realizando o uso público 
da sua razão, como constatado na alternativa [E]. 
Resposta da questão 26: [C]
A filosofia moral formulada por Kant se 
fundamenta na razão humana e no imperativo 
categórico, segundo o qual a ação moral tem fim e 
valor em si mesma e é uma norma universal. A partir 
dessas considerações e do trecho “Age apenas 
segundo uma máxima tal que possas ao mesmo 
tempo querer que ela se torne lei universal”, o aluno 
deve identificar a alternativa [C] como correta. 
Resposta da questão 27: [B]
A concepção de menoridade kantiana, como 
indicado pelo texto, se caracteriza pelo não uso da 
razão de forma autônoma pelo indivíduo, de modo 
que ele adota a razão de outrem, estando, portanto, 
em um estado de menoridade. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
Resposta da questão 28: [A]
Para Kant, os indivíduos possuem estruturas ou
faculdades cognitivas que possibilitam a experiência 
e o entendimento, sendo essas estruturas existentes 
a priori, ou seja, estariam presentes nos indivíduos 
desde o nascimento, não dependendo de nenhuma 
condição empírica de aquisição. Entre essas 
estruturas, estaria a noção de tempo, de modo que o 
tempo seria uma forma a priori da sensibilidade, 
condicionante da apreensão dos fenômenos 
empíricos, como apontado pela alternativa [A]. 
Resposta da questão 29: [A]
Para Rousseau, pensador representante do 
movimento filosófico iluminista, o poder do Estado 
deveria existir enquanto representante dos interesses 
dos cidadãos, tendo sua autoridade legitimada pela 
escolha popular e pelo atendimento das demandas 
coletivas da sociedade civil, ideia que está presente 
na alternativa [A]. 
Resposta da questão 30: [A]
Para Bacon, filósofo representante do método 
de investigação científico empirista, os ídolos levam 
os homens a adotar falsas noções que dificultam o 
acesso da mente humana à verdade, dificultando, 
assim, o avanço científico. Nessa perspectiva, esse 
pensador defende um pensamento científico baseado
no afastamento do homem das paixões e dos 
preconceitos. 
Resposta da questão 31: [C]
A filosofia empirista de David Hume estabelece 
uma crítica ao raciocínio indutivo que pode ser 
observada no texto, no qual Hume argumenta que o 
pensamento indutivo não possui fundamentação 
lógica, uma vez que partiria de uma crença de que 
percepções repetidas irão sempre se repetir, quando 
nada poderia garantir essa certeza. Para Hume, 
apenas o raciocínio dedutivo fundamentado na 
matemática faz uso da lógica, o que justifica a 
alternativa [C]. A classificação de Hume como filósofo
empirista pode gerar dúvida em relação à alternativa 
[B], no entanto, apesar da teoria do conhecimento 
desse filósofo se basear na rejeição da existência de 
ideias inatas que independam das impressões 
empíricas, a crítica ao raciocínio indutivo formulada 
por ele invalida essa alternativa. 
Resposta da questão 32: [D]
Segundo a filosofia cartesiana, o processo de 
conhecimento só é possível a partir da aplicação do 
método da dúvida metódica, que implicaria um 
questionamento radical de toda ideia anteriormente 
existente. Descartes estabelece, no entanto, o 
princípio “eu sou, eu existo” como indubitavelmente 
necessário para o conhecimento. 
Resposta da questão 33: [C]
Para Kant, o modo como a razão humana opera
caracteriza o ser racional como ser de condição 
moral, ou seja, a moral kantiana se fundamenta no 
exercício da razão. Ademais, para o filósofo, na mente
humana existem estruturas a priori que determinam a 
forma como a razão apreende os objetos de 
conhecimento, independentemente de qualquer 
experiência empírica. Dessa forma, como a razão se 
articula à moral, a mesma não se fundamenta pela 
experiência. 
Resposta da questão 34: [B]
No livro “O que é Ilustração”, Kant estabelece 
que este conceito refere-se à saída da menoridade, 
em outras palavras, fazer com que o homem não 
delegue sua capacidade de entendimento (razão) a 
outro. Segundo Kant, os motivos que levam o homem 
a não querer sair da menoridade são a covardia e o 
medo. Os motivos que conduzem o ser humano a 
sentir medo e covardia podem ser expressos pelo 
receio de utilizar o próprio entendimento. Uma vez 
que o ser humano faz uso do entendimento, ele se 
torna responsável por si, por seu próprio 
autodesenvolvimento, sem que exista a necessidade 
de recorrer a outros como forma de validar suas 
próprias convicções. A liberdade é o pressuposto que 
faz com que seja possível o homem libertar-se da 
menoridade (ilustração) e caminhar por si, pensar por 
si e guiar suas ações pelo uso da razão. O juízo 
representa neste sentido a faculdade da razão em 
atribuir significado. A cultura e o costume são 
elementos que fazem parte da existência, sendo 
percebidos pela experiência pessoal. Estes não agem 
por si, são reflexos do estar no mundo, somente a 
razão possibilita o entendimento da realidade que 
envolve o ser humano. 
Resposta da questão 35: [C]
A Revolução Científica do século XVII é 
caracterizada por questionar certos pressupostos da 
filosofia que a antecedia, sobretudo a escolástica. 
Galileu foi um dos principais pensadores do período e 
uma de suas ideias era de que a Terra não é o centro 
do Universo. Isso significava questionar verdades 
religiosas, procurando abrir espaço para a 
constituição da ciência moderna, ancorada na 
linguagem matemática. 
Resposta da questão 36: [E]
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
Na filosofia empirista de David Hume, a ideia de
relação entre fenômenos que se repetem, ou seja, a 
ideia de que um fenômeno que ocorre de determinada
maneira ocorrerá sempre da mesma forma, não parte 
de nenhum pressuposto sensível, não tendo, portanto,
fundamentação para ser aceita como fato. 
Resposta da questão 37: [C]
Devemos entender inicialmente que a reflexão 
kantiana a respeito da liberdade está organizada em 
torno da noção de autonomia. Isso significa que o 
homem livre será, para Kant, o homem capaz de guiar 
moralmente sua vida servindo-se do seu próprio 
intelecto, das suas próprias faculdades, dos seus 
próprios esforços. Ou seja, livre será o homem capaz 
de viver sem a tutela do outro, de usar publicamente 
sua razão, e de se responsabilizar por suas palavras 
sem propaga-las através do uso da autoridade de 
outrem.
Se livre é o homem que vive uma vida regrada 
pelas suas próprias faculdades, isso significa que 
livre será o homem capaz de definir para si mesmo 
uma Moral universalizável. Quer dizer, a vontade do 
homem livre precisa ser a boa vontade. Em 
terminologia kantiana, a boa vontade é aquela 
vontade cujas decisões são totalmente determinadas 
por demandas morais ou, como ele normalmente se 
refere a isso, pela Lei Moral. Os seres humanos veem 
essa Lei como restrição dos seus desejos, por 
conseguinte uma vontade decidida por seguir a Lei 
Moral só pode ser motivada pela ideia de Dever. E 
Kant distingue dois tipos de lei produzidos pela razão.
Dado certo fim que nós gostaríamos de alcançar a 
razão pode proporcionar um imperativo hipotético – 
uma regra contingente para a ação alcançar este fim. 
Um imperativo hipotético diz, por exemplo: se alguém 
deseja comprar um carro novo, então se deve 
previamente considerar quais tipos de carros estão 
disponíveis para compra. Mas Kant objeta que a 
concepçãode uma Lei Moral não pode ser 
meramente hipotética, pois uma ação moral não pode
ser fundada sobre um propósito circunstancial. A 
moralidade exige uma afirmação incondicional do 
Dever de um indivíduo, a moralidade exige uma regra 
para ação que seja necessária, a moralidade exige um
imperativo categórico. 
Resposta da questão 38: [D]
Galileu Galilei é também famoso pelos seus 
estudos sobre o movimento dos corpos. Foram 
justamente esses estudos que o fizeram formular a lei
das quedas dos corpos e a esboçar o princípio da 
inércia, aprofundado posteriormente por Isaac 
Newton. 
Resposta da questão 39: [D] 
Na sua busca pelo conhecimento verdadeiro, 
Francis Bacon desenvolveu a crítica dos ídolos. Esses
ídolos correspondem a imagens que impedem o 
conhecimento da verdade, podendo ser de quatro 
tipos: os ídolos da caverna, ídolos do fórum, ídolos do
teatro e ídolos da tribo. Nessa perspectiva, somente a
alternativa [D] está correta, pois corresponde a uma 
justa citação da forma como Bacon, em seu texto 
Novum Organum, explica o que são os ídolos da 
caverna. 
Resposta da questão 40: [C]
O período renascentista foi caracterizado pela 
valorização da arte e da cultura clássica, tendo como 
referência o humanismo. Assim, o sentido que a 
cultura adquire nesse tempo é justamente o culto às 
artes e às faculdades humanas que mais podem 
elevar o espírito. 
Resposta da questão 41: [C] 
A alternativa [C] é a única correta, e 
corresponde a uma afirmação de David Hume em seu 
texto Tratado sobre a natureza humana. Essa 
passagem se insere numa argumentação a respeito 
da moral, que leva Hume a considerar que a distinção 
entre o bem o mal não pode ser feita por princípios da
razão. 
Resposta da questão 42: [C] 
A passagem do enunciado, retirada do Leviatã, 
compara as formas de agregação do homem com a 
de algumas outras criaturas vivas, como as abelhas e 
as formigas. Hobbes reconhece que a sociedade 
dessas criaturas é diferente da sociedade humana e, 
então, procura as razões dessa diferença. Dentre as 
razões que ele enumera, está aquela afirmada na 
alternativa [C]. 
Resposta da questão 43: [C]
Segundo Kant, o esclarecimento é a saída do 
estado de menoridade e corresponde à 
autonomização do sujeito mediante o uso público da 
razão. Sendo assim, somente a alternativa [C] está 
correta. 
Resposta da questão 44: [C]
Francis Bacon elaborou a teoria “Crítica os 
Ídolos” que tinham por objetivo desconstruir as 
imagens que formam nos seres humanos opiniões 
cristalizadas e cheias de preconceito deste modo, 
será possível aplicar na razão a experiência, neste 
caso, o método indutivo infere de dados universais 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
argumentações a partir de dados singulares como 
uma porção de água que ferve a cem graus, e outra, e 
mais aquela, logo, a água ferve a cem graus. 
Resposta da questão 45: [B]
Descartes está convencido de que é possível 
vencer os defeitos no conhecimento por meio de uma
reforma no entendimento e das ciências. Tal reforma 
deve ser feita pelo sujeito do conhecimento quando 
este compreende a necessidade de encontrar 
fundamentos seguros para o saber e, para tanto, 
instituiu um método que possa guiar o pensamento 
em direção aos conhecimentos verdadeiros e 
distingui-los dos falsos. Eis por que Descartes 
escreve o “Discurso do método e Regras para a 
direção do espírito”.
Além da regra da análise e da síntese, ainda há 
a evidência que somente admite verdadeiro um 
conhecimento evidente, isto é, sobre o qual não cabe 
nenhuma dúvida e para isso o próprio Descartes criou
um procedimento, a dúvida metódica e o controle que
permite ajudar no conhecimento das realidades 
complexas a necessidade de dividir as dificuldades e 
os problemas em suas parcelas mais simples, 
examinando cada uma delas em conformidade com a
regra da evidência. 
Resposta da questão 46: [E]
Descartes tem como ponto de partida a busca 
de uma verdade que não pode ser colocada em 
dúvida, por isso, começa duvidando de tudo, 
começando pelas afirmações do senso comum, 
passando pelas autoridades, do testemunho dos 
sentidos, até do mundo exterior, inclusive da realidade
do seu corpo, no entanto, só interrompe essa cadeia 
de dúvidas diante do seu próprio ser, do seu próprio 
intelecto que duvida, pois não pode duvidar de que 
está duvidando, daí, a célebre máxima cartesiana: 
“penso, logo, existo”. 
Resposta da questão 47: [D]
A alternativa [D] é a única correta. Descartes 
busca um fundamento sólido para o conhecimento 
nas ciências. Para tanto, utiliza-se do método da 
dúvida para destruir todas as falsas opiniões. 
Resposta da questão 48: [A]
O mais comum é considerar John Locke um 
empirista e não um materialista. De qualquer forma, a 
alternativa [A] é a que está mais adequada ao seu 
pensamento. Segundo ele, todo conhecimento 
provém da experiência, sendo que as ideias são 
derivadas das sensações e o pensamento 
corresponde à combinação, comparação e análise 
dessas ideias. 
Resposta da questão 49: [A]
A razão, segundo Hume, corresponde à relação 
entre verdade e falsidade a partir do hábito de 
associação de ideias. Ela não é inata e não está 
relacionada às decisões morais. Sendo assim, 
podemos identificar que somente a alternativa [A] 
está correta. 
Resposta da questão 50: [B]
A justiça, segundo Hume, tem como princípio 
acabar com conflitos derivados de fatores naturais e 
de ordem passional. Na formulação de Hume em 
Tratado da Natureza Humana, a justiça nasce a partir 
de convenções humanas, que remediam 
inconvenientes decorrentes de certas qualidades da 
mente (como o egoísmo e a generosidade restrita aos
homens) relacionadas à situação de objetos externos 
(ou seja, à escassez desses objetos em relação à 
necessidade dos homens). 
Resposta da questão 51: [D]
Segundo Hobbes, os homens, no estado de 
natureza, vivem em guerra de todos contra todos. 
Uma vez que não há um poder que mantenha a todos 
em respeito, o mais racional é atacar o outro, seja 
para destruí-lo ou para preservar-se do seu ataque. 
Vale ressaltar que apesar de serem “tão iguais, 
quanto às faculdades do corpo e do espírito”, os 
homens não são absolutamente iguais uns em 
relação aos outros. 
Resposta da questão 52: [C]
A função do soberano é assegurar que todos 
respeitem o contrato social e, dessa forma, garantir a 
vontade de todos que é a paz e a segurança 
individual. Para desempenhar bem esta função, o 
soberano deve exercer um poder absoluto, sem estar 
subordinado a ninguém; e nem mesmo a uma Carta 
Magna. Se o poder soberano não conseguir realizar o 
interesse de todos, isto é, a obediência de todos ao 
contrato social, pode vir a ser deposto por uma 
rebelião. Concluir-se-á, nesse caso, que o soberano 
não era legítimo. 
Resposta da questão 53: [A]
No Discurso sobre a origem da desigualdade 
dos homens Rousseau cria a hipótese dos homens 
em estado de natureza, vivendo sadios, bons e felizes 
enquanto cuidam de sua própria sobrevivência, até o 
momento em que é criada a propriedade e uns 
passam a trabalhar para outros, gerando escravidão e
miséria. 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
Resposta da questão 54: [B]
Antes de atuar no processo de Independência, 
José Bonifácio estudou por cerca de 30 anos na 
Europa, do fim do século XVII ao início do século 
XVIII. Ali, assistiu ao processo da Revolução Francesa
e assim, assimilou muitos dos ideais iluministas do 
período. 
Resposta da questão 55: [D]
O homem, em seu estado de menoridade, vive 
no comodismo, preguiça e covardia e não ousa fazer 
uso do seu entendimento. Para sair desse estado, ele 
deve arriscar ou, mais especificamente, deve “ousar 
saber”, deve cultivar seu autocontrole e a sualiberdade. O homem que sai do estado de menoridade
é o homem que se torna autônomo, rejeitando as 
crenças e tradições que o enganam, não sendo 
direcionado por outro indivíduo. 
Resposta da questão 56: [B] 
O uso público da razão, segundo Kant, 
corresponde à forma que qualquer homem, enquanto 
sábio, faz uso da razão e fala em seu próprio nome 
diante do grande público. Nesse sentido, somente a 
alternativa [B] está correta. 
Resposta da questão 57: [B]
Segundo Kant, o conhecimento é formado por 
matéria e forma. A matéria corresponde aos 
conteúdos e a forma a um elemento a priori, que 
permite conhecimento. Para tanto é necessário o 
espaço e o tempo, duas formas a priori do 
conhecimento sensível. 
Resposta da questão 58: [A]
Em Galileu a ciência é autônoma em relação à 
fé, mas é algo bem diferente daquele saber 
dogmático representado pela tradição aristotélica. 
Isso, porém, não significa para Galileu que a tradição 
é danosa enquanto tradição. Ela é danosa quando se 
erige um dogma incontrolável que pretende ser 
intocável. É contra do dogmatismo (imutável, 
heterogêneo e hierarquicamente ordenado) que 
Galileu se bate contra. 
Resposta da questão 59: [C]
Além do conhecimento demonstrativo, a 
ciência é um conhecimento eficaz, isto é, capaz de 
permitir ao homem não só conhecer o mundo, mas 
também dominá-lo e transformá-lo. O método 
galileano é o da concepção racionalista da ciência 
cujo modelo de objetividade – que se estende dos 
gregos até o final do século XVII - é matemático, pois 
afirma que a ciência é um conhecimento racional 
dedutivo e demonstrativo como a matemática, 
portanto, capaz de provar a verdade necessária e 
universal de seus enunciados e resultados, sem 
deixar nenhuma dúvida. Uma ciência é a unidade 
sistemática de axiomas, postulados e definições, que 
determinam a natureza e as propriedades de seu 
objeto, e de demonstrações que provam as relações 
de causalidade que regem o objeto investigado. 
Resposta da questão 60: [A]
Galileu faz distinção entre qualidades 
secundárias (odor, sabor, cor) e qualidades primárias 
(figura, movimento, forma e número). Consideram-se 
as qualidades primárias porque são objetivas e 
passíveis de tratamento matemático, o que permitiu 
Galileu assimilar o espaço físico ao espaço 
geométrico de Euclides. 
Resposta da questão 61: [E]
Francis Bacon segue a tradição empirista 
inglesa que remonta Roger Bacon (século XIII) 
realçando a significação histórica da ciência e do 
papel que ela poderia desempenhar na vida da 
humanidade. Seu lema, muito conhecido, “saber é 
poder” mostra como ele procura, bem no espírito da 
nova ciência, não um saber contemplativo, 
desinteressado, que não tenham um fim em si, mas 
um saber instrumental, que possibilite a dominação 
da natureza como fez a Revolução Industrial que 
superou a manufatura pelas maquinofatura 
(chamadas hoje de indústria) substituindo o trabalho 
manual pelas máquinas. 
Resposta da questão 62: [B]
As ideias verdadeiras são ideias inatas, são 
claras e distintas que não residem nas coisas, mas no
próprio sujeito, no próprio espírito como instrumento 
para a apreensão de outras verdades. 
Resposta da questão 63: [D]
O Discurso do Método revela-se como um guia 
do pensamento em direção aos conhecimentos 
verdadeiros para assim, distingui-los dos falsos, 
portanto, define o método como um conjunto de 
regras que começa pela certas que dá segurança ao 
pensamento, depois pelas fáceis que evita 
complicações e esforços inúteis e por fim, pelas 
amplas que permite alcançar todos os 
conhecimentos possíveis para o entendimento 
humano. 
Resposta da questão 64: [C]
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
A respeito do racionalismo cartesiano, as 
afirmações I, III e V estão corretas. No sentido de 
rejeitar todas as verdades incertas, Descartes utiliza-
se da dúvida metódica e universal, chegando à 
conclusão de que não pode duvidar que pensa. 
Assim, a sua conclusão de que é uma coisa pensante 
se constitui na sua primeira certeza, e é em base a ela
que Descartes irá desenvolver sua filosofia 
racionalista. 
Resposta da questão 65: [E]
A palavra evidência contida na afirmação [E] é 
a primeira das quatro grandes regras elaboradas por 
Descartes e significa que só demos admitir como 
verdadeiro um conhecimento evidente, ou seja, no 
qual e sobre o qual não caiba qualquer dúvida. A 
segunda, a regra da divisão diz que para 
conhecermos realidades complexas precisamos 
dividir as dificuldades e os problemas em suas 
parcelas mais simples. A terceira, a regra da ordem 
diz que os pensamentos devem ser ordenados em 
séries que vão dos mais simples aos mais complexos,
dos mais fáceis aos mais difíceis, pois a ordem 
consiste em distribuir conhecimentos de tal maneira 
que possamos passar do conhecido ao desconhecido
e por fim, a quarta, a regra da enumeração diz que 
cada conhecimento novo obtido, deve-se fazer a 
revisão dos passos dados, dos resultados parciais e 
os encadeamentos que permitiram chegar ao novo 
conhecimento.
A existência do ser humano é revelada a ele 
mesmo através do ato de pensar e este é o princípio 
fundamental de toda a certeza racionalista. Para 
chegar ao 'penso, logo existo', Descartes utilizou-se da
dúvida radical ou hiperbólica. Ele duvidou inicialmente
de suas sensações como forma de conhecer o 
mundo, pois as sensações enganam sempre, duvidou 
posteriormente da realidade externa e da realidade do
seu corpo como forma de comprovar que o 
conhecimento certo, através do argumento do sonho, 
duvidou da certeza advinda das entidades 
matemáticas, através do argumento do gênio 
maligno, mas não teve como duvidar que estava 
duvidando. Eis aí a primeira certeza: duvido, logo 
existo, mas duvidar é um modo de pensar, então: 
'Penso, logo existo', que significa: penso, logo tenho 
consciência de mim mesmo, ou penso, logo sei, ou 
penso, logo tenho consciência, ou penso, logo sei algo
certo. 
Resposta da questão 66: [C]
A evidência é juntamente com a regra da 
divisão, da ordem e da enumeração uma das grandes 
regras do método cartesiano, assim, entende-se por 
evidência a admissão apenas do que é verdadeiro 
como um conhecimento evidente, ou seja, no qual e 
sobre o qual não caiba a menor dúvida a parir de 
ideias claras e distintas. 
Resposta da questão 67: [E]
Somente a alternativa [E] é incorreta a respeito 
da Revolução Científica do Século XVII. A Lei da 
Inércia substitui a Lei dos Movimentos aristotélica, 
contrariando a ideia de que existem movimentos 
naturais, movimentos violentos e que há uma relação 
do movimento com a constituição interna de cada 
corpo. 
Resposta da questão 68: [A]
Enquanto o pensamento medieval é 
predominantemente teocêntrico (centrado na figura 
de Deus), o homem renascentista coloca a si próprio 
no centro dos interesses e decisões. O saber, a moral 
e a política são laicizados além de ser estimulados 
pela livre capacidade de exame. Na consciência de 
ser inacabado e livre, o homem renascentista 
descobre também sua subjetividade preocupando-se 
com a “consciência da consciência”. O problema 
central é o sujeito que conhece e que indaga se nós 
podemos eventualmente conhecer qualquer coisa. 
Resposta da questão 69: [C]
Ao contrário do que parece, a questão da 
propriedade privada não teve início na 
contemporaneidade com Marx por ser esta uma 
preocupação muito anterior a ele com os utopistas e 
nesta questão, com a figura de Thomas Morus que 
pensou no processo violento de desapropriação de 
terras ao qual foram submetidos imensos 
contingentes da população inglesa, que exerciam 
sobre estas terras diversas formas de propriedade, 
que não a privada. A causa da miséria decorrente 
desses processos de cercamento, processos 
exercidos a fim de viabilizar a criação de ovelhas, com
o objetivo de abastecer as nascentes indústrias 
têxteis com matéria-prima,era identificada 
claramente com a apropriação privada das terras. O 
mérito da reflexão de Marx em relação ao tema, no 
escrito em questão, é que, em vez de afirmar que a 
propriedade privada é a causa da alienação, como 
faziam os socialistas utópicos, afirma o contrário: que
o trabalho alienado é a causa (condição de 
possibilidade) da propriedade privada. 
Resposta da questão 70: [E]
A Reforma Religiosa foi um movimento iniciado
por Martinho Lutero quando este fixou suas 95 teses 
em 1517, portanto, não há nada em que atribuir a 
mesma um movimento iniciado por católicos quando 
na verdade, a Reforma é o protesto sobre a Doutrina 
da Igreja Católica tendo apoio não só de muitos 
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Lista de Exercícios : Filosofia | Filosofia Moderna
humanistas como também de vários religiosos e 
governantes da época. 
Resposta da questão 71: [B]
Propriedade na visão de Locke argumenta que, 
quando os homens se multiplicaram a terra se tornou 
escassa, fizeram-se necessárias leis além da lei moral
ou lei da natureza. Isto o leva a querer unir-se em 
sociedade com outros que tanto quanto ele tenha a 
intenção de preservar suas vidas, sua liberdade e 
suas posses, e a tudo isso Locke chama de 
"propriedade". Mas não é esta a causa imediata da 
constituição do governo. O direito à propriedade seria 
natural e anterior à sociedade civil, mas não inato. 
Sua origem residiria na relação concreta entre o 
homem e as coisas, através do processo do trabalho. 
O trabalho é a origem e justificação da 
propriedade. Se, graças a este o homem transforma 
as coisas, pensa Locke, o homem adquire o direito de 
propriedade. Locke considera que, no seu estado 
natural, o homem é senhor de sua própria pessoa, e 
de suas coisas, e não está subordinado a ninguém. 
O resultado que está sujeito constantemente à 
incerteza e à ameaça dos demais, pois no estado 
natural um é rei tanto quanto os demais, e como a 
maior parte dos homens não observa estritamente a 
equidade e a justiça, o desfrute da propriedade que 
um homem tem em uma situação dessas é 
sumamente inseguro. 
Resposta da questão 72: [D]
Na seção IV da Investigação acerca do 
Entendimento Humano, David Hume encaminha 
claramente o ataque à razão e à metafísica. Uma das 
questões cruciais da existência envolve o suceder dos
acontecimentos. Hume afirma que a inferência e as 
analogias que fazemos em relação aos efeitos de 
causas semelhantes nas questões de fato não podem
ser baseadas em nenhuma espécie de raciocínio 
formal. Em sua crítica aos pressupostos metafísicos 
da ideia de causalidade, ele defende que o sujeito do 
conhecimento opera inferências associando 
sensações, percepções e impressões recebidas pelos
órgãos dos sentidos e retidas na memória. Deste 
modo, as ideias se reduzem a hábitos mentais de 
associação de impressões semelhantes ou 
sucessivas. A ideia de causalidade, portanto, 
apresenta-se como o mero hábito que nossa mente 
adquire ao estabelecer relações de causa e efeito 
entre percepções que se sucedem no tempo, 
chamando as anteriores de causas e as posteriores 
de efeitos. (cf. CHAUI, M. Convite à Filosofia. São 
Paulo: Ática, 1994. p. 231.) 
Resposta da questão 73: [B]
Duas alternativas são muito parecidas entre si. 
A alternativa [A] e a alternativa [B]. Ambas fazem 
referência a concepções empiristas do pensamento. 
Entretanto, a [A] faz referência ao pensamento de 
John Locke, e somente a [B] faz referência a David 
Hume. A noção de hábito como modelo explicativo 
das conexões daquilo que é observado é uma das 
marcas mais conhecidas de sua filosofia. 
Resposta da questão 74: [D]
Hume pergunta sobre qual a natureza de todos 
os raciocínios humanos sobre os fatos e qual o 
fundamento de todas as conclusões derivadas da 
experiência. O filósofo conclui que todos os fatos são 
exteriores entre si. Neles, não há nada de interior e 
intrínseco que os relacione necessariamente uns aos 
outros. A relação de causalidade é uma crença 
baseada no hábito. Hume indica que os homens 
associam ideias e acreditam nessa associação por 
força do hábito ou costume. E este não é a repetição 
de experiências semelhantes por parte de um único 
indivíduo, mas de muitos. Há um aspecto coletivo do 
costume. Por isso, mesmo quando se tem um prazer 
individual, mas que os outros reprovam porque 
contraria o costume, o sujeito passa a duvidar desse 
prazer íntimo e exclusivo.  
Resposta da questão 75: [C]
Voltaire acreditava que as pessoas comuns estavam 
curvadas ao fanatismo e à superstição. Para ele, a sociedade
deveria ser reformada mediante o progresso da razão e o 
incentivo à ciência e tecnologia. Assim, Voltaire 
transformou-se num perseguidor ácido dos dogmas, 
sobretudo os da Igreja Católica, que afirmava contradizer a 
ciência. Nas palavras do próprio Voltaire, a título de 
exemplo: “A superstição (fanatismo e obscurantismo) põe o
mundo em chamas, a filosofia (razão) apaga-as”. 
Resposta da questão 76: [B]
Todas as afirmações são verdadeiras e 
correspondem a uma leitura da obra Discurso sobre a 
origem e os fundamentos da desigualdade entre os 
homens. Do seu estado de natureza, o homem 
caminha para o estado de homem civilizado, 
degenerando o seu estado naturalmente bom. 
Resposta da questão 77: [E]
Todas as assertivas estão corretas. A assertiva
I se mostra correta por estar totalmente de acordo 
com a citação no enunciado da questão. Já as outras 
se relacionam com o pensamento mais amplo de 
Rousseau. Sendo um jusnaturalista, ele pensava na 
existência de um “estado de natureza” humano. Este 
seria, em sua filosofia, o estado em que os homens 
viveriam em plena harmonia, tendo como princípio a 
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bondade natural de todos os seres humanos. 
Entretanto, graças à faculdade da perfectibilidade, os 
homens se associaram para poder desenvolver suas 
potencialidades, afastando-se, assim, do estado de 
natureza. Assim, ao inventarem novas coisas para 
melhorar seu bem-estar e vencer obstáculos da 
natureza em uma vida social, os seres humanos 
acabaram por enfraquecer seu espírito. Portanto, 
aquele que seria o bom selvagem deixou o estado de 
natureza, degradou-se e se tornou infeliz na vida civil. 
Resposta da questão 78: [B]
A alternativa [B] é a única incorreta. Rousseau é
muitas vezes tido como um dos teóricos da 
democracia participativa. Isso porque, segundo ele, a 
soberania corresponde ao exercício da vontade geral 
do povo, não podendo ser transferida para a mão de 
um único homem. 
Resposta da questão 79: [A]
Os juízos sintéticos são derivados da 
experiência de modo a expandir o conceito uma vez 
que o predicado não está implícito no sujeito e a 
experiência funcionaria como um fornecedor da 
extensão dos mesmos.
A título de exemplo, para melhor compreensão, 
Kant explicita esse caso com a afirmação “todos os 
corpos são pesados”. Diferentemente do conceito 
“todos os corpos são extensos”, no qual o predicado já
estava incorporado no conceito inicial e só estava 
omisso. Esta afirmação agrega um conhecimento 
empírico, a saber, o de peso, sendo pela experiência o 
único meio de se obter tal predicado. 
É na “Crítica da Razão Pura” que Kant elabora 
categorias que denomina de transcendentais, que são
estruturas “a priori” da sensibilidade e do intelecto ao 
mesmo tempo em que possibilitam a experiência do 
objeto. Ele distingue três tipos de juízo:
- Juízo Analítico a priori (universal e necessário) – 
esta forma de juízo não amplia o conhecimento, só 
explica e é baseado no princípio da identidade, ou 
seja, o predicado não é nada mais que a explicitação 
do conteúdo do sujeito. Ex: um triângulo tem três 
lados.
- Juízo Sintético a posteriori (não é universal, nem 
necessário) – esta forma de julgamento ampliao 
conhecimento, pois realiza uma síntese, 
fundamentada na experiência.
- Juízo Sintético a priori (universal e necessário) – 
esta forma de julgamento amplia o conhecimento e é 
formulado independentemente da experiência 
empírica.  
Resposta da questão 80: [B]
O imperativo categórico é assim chamado por 
ser incondicional, absoluto, voltado para a realização 
da ação tendo em vista o dever. Para melhor 
entender, não se faz necessário agir bem para evitar a
dor ou ser feliz, ou ainda para alcançar o céu ou livrar-
se da condenação eterna, porque o agir moral funda-
se exclusivamente na razão, pois é ela quem preserva
a dignidade dos homens. 
Resposta da questão 81: [A]
O autêntico valor moral estaria, então, nas 
ações em que a vontade é guiada pelo imperativo 
categórico, que são também definidas por Kant como 
ações por dever. Nestas, não pode haver 
considerações sobre os efeitos da ação, ela tem de 
ser incondicionada e desinteressada, ou seja, 
devemos agir de forma correta porque é a forma 
correta de agir. Nesse caso, a vontade deve estar 
subordinada a uma lei posta pela razão, por isso nas 
palavras do filósofo: “Devo proceder de modo que eu 
possa querer que a minha máxima, aquilo que 
determina minha vontade a agir, seja uma lei 
universal”. A título de exemplo para melhor ser 
entendido, em outras palavras, devo não me 
corromper ainda que tenha a certeza da minha 
impunidade. Devo não cobiçar a riqueza do próximo 
ainda que não tema o julgamento de Deus a esse 
respeito. 
Resposta da questão 82: [A]
Somente as afirmativas I e II são falsas. A 
primeira é absurda, enquanto que a segunda 
contradiz o texto do enunciado, onde Galileu afirma 
que suas ideias eram contrárias ao que a Igreja 
pregava. Por isso é que ele foi denunciado ao Tribunal
do Santo Ofício. Todas as outras afirmativas 
correspondem a contextualizações a respeito do 
ambiente intelectual no qual Galileu se insere e, por 
isso, estão corretas. 
Resposta da questão 83: [B]
“Ciência e poder do homem coincidem”. Isso é 
o mesmo que está expresso na alternativa [B], a 
respeito da relação entre o conhecimento e o poder. 
Bacon, nesta concepção, define o saber como algo 
prático, como um domínio do homem sobre as 
coisas. 
Resposta da questão 84: [C]
Francis Bacon foi um dos fundadores do 
método científico moderno. Sua máxima “saber é 
poder” revela a visão de que o conhecimento da 
natureza é também uma forma de poder sobre ela. A 
necessária passagem do particular para o geral, no 
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método científico, se daria por meio da 
experimentação. 
Resposta da questão 85: [B]
A razão inata é exclusiva da capacidade 
humana de pensar. Não estão sujeitas ao erro. São 
ideias verdadeiras que somente advém da razão. 
Resposta da questão 86: [D]
No trecho extraído do Discurso do Método, 
Descartes afirma que a única ideia verdadeira que 
pode ser extraída do fato de pensar é a ideia de que 
“eu existo”. É justamente esse modelo de verdade 
clara e distinta que o pensador vai utilizar para chegar
às outras verdades inatas através de seu método 
científico. 
Resposta da questão 87: [A]
O dualismo psicofísico de Descartes, ou seja, a 
dicotomia entre corpo e consciência, refere-se ao 
corpo como uma realidade física e como tal possui 
massa e extensão no espaço e por outro lado, os 
fenômenos mentais não tem extensão no espaço 
nem localização porque as principais atividades da 
mente, das ideias inatas, são: recordar, raciocinar, 
esquecer e querer. 
Resposta da questão 88: [A]
No livro Discurso do Método, René Descartes 
procurou encontrar fundamentos seguros para o 
desenvolvimento do conhecimento verdadeiro. Dado 
que havia muitas dúvidas filosóficas e científicas, 
estas seriam solucionadas mediante um método 
rigoroso. Descartes, nisso, utilizou-se do modelo 
matemático, considerado o conhecimento intelectual 
por excelência. 
Resposta da questão 89: [E]
Frases como “Menosprezar o zelo pela beleza 
natural é dar prova de uma preguiça ignóbil” e “Muitos 
se deixam seduzir. pela beleza; mas nem um só é 
constante e fiel se não encontra com a beleza, a 
bondade e a virtude” demonstram como Thomas 
More não criticava a beleza, tampouco a considerava 
como desnecessária ou relacionada somente a fins 
utilitários. A crítica feita na citação do enunciado 
refere-se, de forma indireta, à estética mercantilista 
do período histórico do autor. É contra eles que 
Thomas More faz o elogio da beleza. 
Resposta da questão 90: [D]
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