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LILIANNE DO REGO DA SILVA FÉLIX ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Cuiabá 2018 LILIANNE DO REGO DA SILVA FÉLIX ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁDIO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade de Cuiabá, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Enfermagem. Cuiabá 2018 LILIANNE DO REGO DA SILVA FÉLIX ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade de Cuiabá, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Enfermagem. BANCA EXAMINADORA Prof.(a) Christianne de Moraes Casoni Cardoso Prof. Davi Lucio de Almeida Cuiabá, 30 de Maio de 2018 Com muita alegria e satisfação... Dedico este trabalho primeiramente a Deus que proporcionou a realização de mais um sonho e aos meus familiares que foram meu incentivo e alicerce nessa jornada. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pois Ele que me sustentou deu e dar força a todo momento da minha vida exclusive no período acadêmico e sempre estará em primeiro lugar na minha vida. Meu pai Amilton e minha mãe Ivanice que me concedeu o direito à vida e sempre lutaram para me proporcionar o melhor e acreditaram no meu potencial. Meu esposo Carlos Roberto que sempre esteve ao meu lado apoiando e dando incentivo a cada dia. A minhas irmãs Geizianne e Daiane que de alguma forma participaram e ajudaram na minha formação. A meus filhos Sóstenes e Júlia que foram meu incentivo e são meu alicerce. A todos professores que inapelavelmente foram corresponsáveis pelo meu crescimento profissional. A nossa orientadora Silvana que dedicou parte do seu tempo nos orientando da melhor forma possível. A todos aqueles que de alguma forma direta ou indiretamente me apoiaram e contribuíram para que meu sonho se tornasse realidade. FÉLIX, Lilianne Rego Silva. Assistência de Enfermagem ao paciente com infarto agudo do miocárdio. 2018. 29.f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade de Cuiabá - UNIC, Cuiabá, 2018. RESUMO O infarto agudo do miocárdio é uma doença cardiovascular resultante da aterosclerose coronariana que mais afeta a população em todo mundo, necessita de intervenção imediata para diminuir os risco de danos maiores ou irreversíveis ao musculo cardíaco, para que esses danos seja mínimos os profissionais de saúde necessita de conhecimentos sobre essa patologia e saber os principais cuidados que devem ser aplicado perante esses pacientes. Com o passar dos anos teve surgimento das unidades de tratamento coronariano e após esse progresso certificaram que seria possível sobreviver ao infarto e com intuito de aliviar e curar esses pacientes a taxa de mortalidade reduziu e muito mundialmente. Com isso o presente trabalho tem como objetivo geral compreender a assistência de enfermagem frente ao paciente com infarto agudo do miocárdio na unidade hospitalar. Utilizou nesse trabalho método de revisão de literatura de artigos científicos sobre infarto e analise de conteúdos presentes em livros. Os resultados obtidos foram que uma assistência prestada com qualidade e conhecimento técnico-cientifico reduz e muito os danos irreversíveis ao paciente vítima de infarto e garante uma qualidade de vida sem possíveis sequelas pós IAM. A enfermagem é o primeiro profissional a recepcionar esse paciente na unidade hospitalar, com isso eles devem atuar agilmente prestando cuidados viáveis e que são necessários e imprescindíveis perante o infarto agudo do miocárdio, conhecer os principais sinais e sintomas dessa patologia ajuda fechar um diagnóstico preciso de IAM e afastar qualquer outra tipo de suspeita. Com todos os cuidados prestado e estabilização do paciente devemos direcionar também o cuidado aos familiares do paciente, pois o emocional deles estarão abalados e cabe aos profissionais de enfermagem prestar um cuidado humanizado que atende todas as necessidades do paciente e seus familiares, desenvolver um diálogo equipe e família favorece troca de informações importantes e detalhes que ajuda de alguma forma no fechamento do diagnóstico, coopera ainda no direcionamento dos cuidados que serão prestados após alta do paciente e incentiva acompanhamento médico e a mudança no estilo de vida para eliminar os fatores que podem oportunizar um novo infarto agudo do miocárdio. Conscientizar a população sobre os principais fatores de risco para um infarto e desenvolver palestras educativas nas unidades básicas de saúde favorece na redução dos casos de infarto e mantem a população atenta para procurar assistência precocemente ao perceber qualquer indicio do infarto. Palavras-chave: Infarto agudo do miocárdio; Cardiologia. Assistência de enfermagem; Equipe de saúde e familiares; Vida pós infarto. FÉLIX, Lilianne Rego Silva. Assistência de Enfermagem ao paciente com infarto agudo do miocárdio. 2018. 29.f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade de Cuiabá - UNIC, Cuiabá, 2018. ABSTRACT Acute myocardial infarction is a cardiovascular disease resulting from coronary atherosclerosis that most affects the population in the world, needs immediate intervention to lessen the risk of larger or irreversible damage to the heart muscle, so that These damages are minimal health professionals need knowledge about this pathology and know the main care that must be applied to these patients. Over the years the coronary treatment units emerged and after that progress they made sure that it was possible to survive the infarction and in order to alleviate and cure these patients the mortality rate reduced and very worldwide. With this the present work has as general objective to understand the nursing assistance in front of the patient with acute myocardial infarction in the hospital unit. It used in this work method of revision of literature of scientific articles on infarction and analysis of contents present in books. The results obtained were that a service provided with quality and technical-scientific knowledge reduces and greatly the irreversible damage to the patient victim of infarction and guarantees a quality of life without possible post-IAM sequels. The nursing is the first professional to receive this patient in the hospital unit, with this they must act nimbly providing viable care and that are necessary and indispensable in the acute myocardial infarction, know the main signs and Symptoms of this pathology help close a precise diagnosis of IAM and remove any other kind of suspicion. With all the care and stabilization of the patient we must also direct care to the patient's families, because their emotional will be shaken and it is up to the nursing professionals to provide a humanized care that meets all the Needs of the patient and their families, develop a dialogue team and family favors the exchange of important information and details that helps in some way in the closing of the diagnosis, cooperates still in the direction of the care that will be rendered after Patient's high and encourages medical accompaniment and change in lifestyle to eliminate factors that can opportunities a new acute myocardial infarction. Educating the population about the main risk factors for a heart attack and developing educational lectures in the basic health units favors the reduction of the cases of infarction and keeps the population attentive to seek assistance early in realizing Any indication of the heart attack. Key-words: Acute myocardial infarction; Cardiology; Nursingcare; Health and family staff; Life Post Infarction. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS DM Diabetes Mellitus HAS Hipertensão Arterial Sistêmica IAM Infarto Agudo do Miocárdio UBS Unidade Básica de Saúde UTI Unidade de Terapia Intensiva SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................10 2. PRIORIDADES DE ATENDIMENTO AO PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO........................................................................................................13 2.1. HOSPITALIZAÇÃO POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO.........................14 2.2. PREVENÇÃO E FATORES DE RISCO PARA O INFARTO..............................16 3. ACOLHIMENTO NA UTI E CONSOLAÇÃO FAMILIAR .....................................18 3.1. RELACIONAMENTO ENFERMEIRO PACIENTE E FAMÍLIA............................19 4. PRIORIDADES DO ENFERMEIRO APÓS SAÍDA DO PACIENTE DA UTI........21 4.1. VIDA APÓS INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO..............................................23 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................25 REFERÊNCIAS..........................................................................................................27 10 1. INTRODUÇÃO O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma patologia com alto índices de óbito na população, cerca de 50% das vítimas morrem antes de chegar aos hospitais, quanto mais cedo as vítimas chegar a unidade hospitalar mais chance ela terá de sobrevida e menor dano ao músculo cardíaco. Atuar dentro de um pronto atendimento ou unidade hospitalar que está de porta aberta para receber e atender a população requer muitos conhecimentos de diversas patologias, seus cuidados, a forma que irá agir diante de cada uma e saber qual será a primeira conduta à ser tomada dependerá do saber, que implicará no saber dos sinais e sintomas das patologias e saber diferenciar e afastar falsas suspeitas. A enfermagem deve estar atenta e conhecer e diferenciar aos sinais e sintomas do IAM para que possa estabelecer uma conduta eficaz e eficiente a esses pacientes na unidade hospitalar, demonstrando o seu conhecimento técnico-cientifico e agilidade pra diminuir o tempo de internação dos pacientes com IAM e reduzir maiores danos ao musculo cardíaco, proporcionando uma rápida recuperação. A importância da enfermagem no atendimento à esses pacientes se dá por serem os primeiros profissionais a entrarem em contato com eles, as condutas a serem tomadas nos primeiros indicio do infarto irá garantir e prevenir as complicações no decorrer da sua hospitalização. Compreender e está atento as manifestações do IAM através das capacitações e competências técnica da equipe garante um atendimento de qualidade e de confiança a todos envolvidos. O papel do enfermeiro está além de realizar os primeiros passos do atendimento ao paciente infartado, como também realizar e organizar capacitações da sua equipe dispondo assim um atendimento seguro e qualificado sabendo lhe dar com cada necessidades do paciente infarto, além de acolher o paciente de forma humanística criando um vínculo entre família e paciente, não só estabelecendo cuidado a doença, mas a toda a família que estará abalada e pávido diante da hospitalização do seu ente querido por causa de uma patologia que assusta à muitos. O adoecer muitas vezes ou na maioria das vezes deixa o paciente e familiares com suas emoções alteradas, imaginado e gerando grande instabilidade no seu cotidiano, saber lidar com essas situações amparando e acolhendo de forma humanizada ajuda e diminuir tal tensão e garanti uma convivência harmoniosa e mais calorosa entre familiares, paciente e a equipe de enfermagem. 11 Compreendemos também que manter a população ciente sobre os sinais e sintomas do IAM é de grande valia para preservar seu bem-estar, elaborar ações educativas com intuito de esclarecer as dúvidas sobre tal patologia poderá reduzir de forma quantitativa os números de vítimas do infarto agudo do miocárdio, cabe ao enfermeiro planejar tal ação diante da população, relatando os principais fatores de riscos e as medidas educativas para reduzir e diminuir as internações devido ao infarto e reduzindo a chance de um novo acometimento com a mesma patologia. As doenças cardiovasculares são as patologias que mais afetam a população brasileira, o infarto agudo do miocárdio é o que mais acomete essa população, e muitas vezes o alto índice dessa patologia se dá devido à falta de assistência adequada a esses pacientes quando procura uma unidade de saúde ou até mesmo por negligenciar a procura aos serviços hospitalares Com base nessas informações notamos que agilidade e conhecimento são imprescindíveis diante de uma emergência pois o tempo contribui em uma melhor recuperação, nesse estudo aponta quais as principais condutas de enfermagem à serem tomadas diante do paciente com infarto agudo do miocárdio? O objetivo geral desse estudo busca compreender a assistência de enfermagem frente ao paciente com infarto agudo do miocárdio na unidade hospitalar. Nesse contexto, objetivou-se levantar as prioridades à serem tomadas diante do paciente com infarto agudo do miocárdio na unidade hospitalar, identificar os conhecimentos sobre como acolher o paciente infartado na unidade de terapia intensiva e como amparar seus familiares perante a hospitalização e apontar as condutas de enfermagem a ser prestada ao paciente após infarto agudo do miocárdio. A pesquisa realizada nesse estudo aborda de forma secundaria revisões literaturas de artigos sobre infarto, com analise de conteúdos presentes em livros e artigos científicos. Foram selecionados livros periódicos e artigos publicados entre 2000 e 2017 somando um total de 89 artigos sendo excluídos os que não contribuíram com o objetivo desta pesquisa, desta forma foram elegidos 27 artigos, incluindo apenas artigos em português que abordaram o tema do trabalho. Para contempla essa busca forma utilizados consulta em bancos de dados da Scientific Electronic Library (SCIELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS BRASIL), Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (LILACS) e Google, utilizados as palavras-chave: infarto agudo do miocárdio, enfermagem 12 frente ao paciente infartado, paciente e família no acolhimento ao paciente infartado, cuidados de enfermagem com infarto, unidade de terapia intensiva e a recepção ao paciente-família e principais condutas de enfermagem frente ao IAM. 13 2. PRIORIDADES DE ATENDIMENTO AO PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma doença que afeta milhares entre a população, muitas vezes seu alto índice de mortalidade se dá devido à falta de informações e conhecimentos sobre essa patologia, até mesmo pela demora em procurar socorro por pensar que é apenas um incomodo que logo irá passar, negligenciando cuidado para si. O sistema de dados mantido pelo Ministério da saúde, informa que: Morrem anualmente no Brasil cerca de 66.000 pessoas vítimas de ataque cardíaco, relata ainda que o tempo ideal para atendimento a vítima de IAM é aproximadamente de 90 minutos para não ficar sequelas agravantes ou irreversíveis. (DATASUS, 2014). Recepcionar ou prestar atendimento à clientes vítimas de IAM em uma unidade hospitalar é necessário e imprescindível o conhecimento dos sinais e sintomas de um infarto, diante disso poderá oferecer um atendimento mais rápido e eficaz junto com o treinamento e capacitação da equipe. Muitas unidades hospitalares tem protocolo de atendimento ao paciente com dor torácica, que visa proporcionar agilidade no atendimento ao paciente com relato de dor no torácica. Segundo Silva et al (2017) o IAM é a morte do tecido cardíaco necessitando de atendimento imediato,uma dor com sensação de morte iminente, que irradia para o ombro ou braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, podendo apresentar sudorese, náuseas ou dispneia e desconforto no estomago, paciente comparecendo na unidade com esses sintomas ou até mesmo aqueles que estão internados e de alguma forma relatar algum dos sintomas citados acima necessita de intervenção o mais breve possível, ressalta ainda que alteração no eletrocardiograma e em exames como a taxa de enzimas cardíacas ajuda a fechar o diagnóstico de IAM. Para um bom andamento dos atendimentos nas unidades de emergência é essencial que o enfermeiro frente a recepção dos pacientes seja apto e tenha habilidades cruciais para intervir e proporcionar assistência adequada. Em uma situação de emergência o enfermeiro deve adotar alguns estilos que irá proporcionar agilidade no atendimento, portanto, para (TEIXEIRA et al., 2015, p. 5): O profissional de enfermagem diante de situações de emergência deve constituir uma conduta que haja habilidades, comunicação entre as equipes, tomada de decisões, conhecimento teórico e manter um relacionamento 14 interpessoal tornando o atendimento de qualidade e intercedendo qualquer agravo para minimizar os danos. Após a identificação ou confirmação de um IAM cabe aos profissionais intervir para reduzir os efeitos e desconforto causado pela patologia implementando um tratamento adequado consistindo em medicamentos que minimize as dores e estabelecem o fluxo sanguíneo na área afetada. Os trombolíticos tem a função de dissolver o trombo em uma artéria coronária, permitindo o fluxo sanguíneo novamente na artéria, minimizando o tamanho do infarto e preservar a função ventricular. Já o sulfato de morfina que é um narcótico potente para alivio de dor aguda e crônica, atua para reduzir a dor, ansiedade e ajuda a reduzir a pré-carga do coração e relaxa os bronquíolos para estimular a oxigenação. A nitroglicerina agente vasoativo usa para reduzir o consumo do oxigênio, dilata as veias e aumenta o fluxo sanguíneo. (ROCHA et al.,2012). Além de realizar todos os cuidados medicamentoso e exames complementares um dos cuidados imprescindíveis com o infartado é mantê-lo em repouso absoluto e monitorado atento para qualquer alteração, estando disponível e próximo o leito equipamentos para agir durante uma emergência, com intuito de minimizar a exposição a qualquer risco prolongado, pois o tempo em uma isquemia é precioso, agir rápido e com eficiência é fundamental para diminuir danos. (CARDIOL, 2013). Diante do século XXI encontra-se diversas tecnologias para melhorar a qualidade e assistência à saúde, desde de equipamentos para diagnósticos de doenças como também medicamentos para trata-las, e com esses avanços devemos nos aprimorar para saber atuar diante das novas tecnologias, pois o conhecimento deve estar sempre atualizado, principalmente na área da saúde que sempre tem mudanças de protocolos e de tratamentos. (SANTOS; FROTA; MARTINS, 2016). 2.1 HOSPITALIZAÇÃO POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO Com a confirmação de um IAM a hospitalização é necessária para um acompanhamento e tratamento especifico, com avaliações de especialistas para determinar qual o tipo de tratamento mais adequado para cada paciente, podendo ser medicamentosa ou de reperfusão da artéria, para isso a internação na unidade de terapia intensiva é o mais apropriado pois o paciente estará sendo assistido 24 horas, monitorado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. (BENTO et al., 2013). 15 A hospitalização sempre causa um transtorno ou até mesmo uma angustia, ansiedade, pois o paciente irá ficar sem realizar suas atividades do dia-a-dia, por mais que tenha um parente próximo para ir agilizando ou organizando as coisas na residência, isso aumenta a ansiedade por pensar que a pessoa não deu conta de fazer a tarefa que era para o doente faze-la. Toda essa ansiedade ou preocupação gera alterações ainda mais no estada de saúde do paciente, podendo ter elevação da pressão arterial, insônia, taquicardia desenvolvimento depressivo manifestando a falta de desejo para se cuidar ou até mesmo alimentar-se. (PEDROLO, 2006). A enfermagem que está mais próximo do contato com o paciente hospitalizado proporcionará ações para minimizar esse quadro de ansiedade, que é fundamental para a recuperação de um IAM, que necessita de repouso e um ambiente calmo, tranquilizar esse paciente muitas vezes é dificultoso devido ao ambiente não ser favorável justamente por ser uma hospitalização por IAM que requer internação na unidade de terapia intensiva. A confirmação do IAM gera uma comoção familiar e com o paciente que recepciona-lo de uma forma harmoniosa e humanizada garante uma estabilidade das sensações e sentimentos de angustia e solidão. Esclarecer as dúvidas e informar claramente o diagnóstico para a família e o hospitalizado contribui para reduzir o stress, manter os dados atualizados do paciente na ficha de internação para eventual necessidades de informações aos familiares é imprescindível, informar a rotina do hospital também e necessário para evitar transtornos, visando sempre o conforto, tranquilidade e esclarecimento do quadro de saúde do infartado, pois a falta de informação gera ansiedade, stress e confronto entre familiares e a equipe de saúde, a comunicação é indispensável nesse momento. (GARCIA et al., 2013). Assim que o cliente é hospitalizado uma bateria de exames será solicitado para averiguar qual a conduta melhor para ser prestada, a enfermagem estará ali intervindo na marcação desses exames e auxiliando no transporte do infartado até a unidade que será realizado os exames e até mesmo a cirurgia se solicitado, ainda estará atenta para apurar se o exame necessita está em jejum e o familiar do doente junto para que o procedimento seja realizado, informar a equipe de enfermagem sobre os exames e os cuidados a serem prestados até a sua realização. (SEVERINO et al., 2006). 16 2.2 PREVENÇÃO E FATORES DE RISCO PARA O INFARTO As doenças cardiovasculares muitas vezes é ocasionada por fatores que podem ser eliminados ou diminuídos e para isso é essencial manter um hábito saudável garantindo um bem-estar a si próprio. Os fatores que podem alterar a saúde cardiovascular de um indivíduo vai desde o antecedência familiar com histórico de diabetes mellitus (DM), hipertensão arterial sistêmica (HAS), acidente vascular encefálico, tabagismo, obesidade, sedentarismo, alta densidade de colesterol são os fatores que podem elevar o risco para desenvolver um infarto agudo do miocárdio. (BRUNORI et al., 2014, p. 3). São fatores que muitas vezes necessita da boa vontade do indivíduo para elimina-los e manter uma vida saudável sem correr risco de uma parada cardiorrespiratória por falta de cuidados a própria saúde. Segundo Pesaro, Serrano e Nicolau (2004), a pratica de exercício físico, uma dieta balanceada, pobre em carboidrato para aqueles que tem o triglicerídeo elevado, evitar o fumo e álcool, controlar a pressão arterial e DM, manter um acompanhamento médico periodicamente a cada ano é essencial para prevenir um IAM ou qualquer outro tipo de doença, a pratica de exercício físico é essencial para um corpo saudável. Atuar na prevenção do IAM inclui uma atuação que vai desde o serviço da unidade básica de saúde (UBS) à hospitalização em unidade de alta complexidade, cabe o enfermeiro de cada unidade ou setor expor as medidas de prevenção do IAM, efetuar a capacitação da equipe para perceber e diferenciar os sinais de um infarto, realizar palestras em UBS ou até mesmo em pequenas comunidades sobre o infarto expondo sua definição, surgimento dos sinais e sintomas dessa patologia, os fatores de riscos, esclarecendo dúvidas e orientando a população a procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível caso tenha as manifestações do infarto,pois quanto mais diligente procurar um serviço de saúde maior será a chance de não ter complicações por um IAM. Orientar a população que tenha maior probabilidade de desenvolver um IAM que são os hipertensos, diabéticos, obesos, sedentários, e os que tem o alto índice da taxa do colesterol elevada a manter em uma taxa equilibrada, sempre submeter a exames anualmente ou semestralmente para fiscalizar sempre e atualizar o tratamento para melhor controle dessas doenças, apesar que o sedentarismo e outros fatores necessita da pratica da atividade física mantendo o foco na vida saudável 17 afastando um possível infarto do miocárdio como também outras doenças.(TEIXEIRA et al., 2015). Sabe-se que muitos pacientes que possui algum dos fatores de risco citados acima não gostam de tomar os remédios para controlar a doença no caso da HAS, DM e controle do colesterol, isso gera uma discussão familiar que acaba fazendo truques para que seu ente querido seja medicado, sabendo disso a enfermagem poderá auxiliar na melhor conduta para que esse utensílio acabe, informar ao cliente que encaixe nesse quadro de fatores para um IAM sobre os risco que ele estará correndo caso não tome seus medicamentos corretamente informando sobre a grande probabilidade de ter um infarto fulminante ou outros risco que podem ser gerado pela falta do próprio descuido de si.(BRUNORI et al., 2014). Prevenir ajuda muito a manter uma saúde saudável pois se um IAM acontece de repente e se a assistência demorar para ser prestada poderá deixar sequelas irreversível ou até mesmo a morte, então fazer acompanhamento médico, praticar atividade física, manter uma dieta balanceada e tomar as medicações receitadas por um profissional de saúde minimiza os risco de um infarto agudo do miocárdio, garantindo uma longevidade. (YAZBEK; MASTROCOLLA; NEGRÃO, 2008). 18 3. ACOLHIMENTO NA UTI E CONSOLAÇÃO FAMILIAR Ser admitido em uma unidade hospitalar devido ao infarto agudo do miocárdio causa muita aflição aos familiares e ao paciente, quando é necessário a internação na unidade de terapia intensiva essa aflição se multiplica pois muitos temem que UTI já é um local à beira da morte impondo pra si coisas que não convém a unidade. (SCHNEIDER et al., 2008). Nesse momento é necessário que a equipe de enfermagem esteja atento e disposta a esclarecer dúvidas aos familiares e ao paciente, informando como são as condutas dentro da unidade de terapia intensiva e suas rotinas. Unidade de terapia intensiva é um setor destinado a cuidados complexos junto com uma equipe multidisciplinar compostas por enfermeiros, técnicos em enfermagem, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicóloga, cada um exercendo suas funções com assistência adequada prevendo a recuperação o mais rápido possível do paciente minimizando possíveis sequelas, nesse ambiente o cliente é assistido 24 horas por toda equipe, com equipamentos modernizados e medicamentos de alta complexidade que muitas vezes só podem ser utilizado dentro de uma unidade intensiva, ainda é compostas por materiais para qualquer emergência que possa ocorrer durante sua internação. (EVANGELISTA et al., 2016). Esse conjunto de profissionais e materiais contribui para que a assistência seja rápida, adequada e eficiente minimizando o alto índice de sequelas caso o atendimento seja tardio. Esclarecer tudo isso aos envolvidos proporciona uma segurança aos familiares/paciente e até mesmo uma tranquilidade aos mesmo, a falta de informação prejudica a recuperação, a comunicação entre familiares e a equipe de saúde pois surge o nervosismo e a falta de compreensão dificultando na qualidade de assistência e na comunicação familiares e equipe. (SAMPAIO; MUSSI, 2008). Após a entrada do paciente dentro da UTI os familiares ficam ansiosos a espera de informações sobre qualquer conduta que irá ser tomada diante do paciente e o seu estado de saúde, nesse momento a enfermagem estarão recepcionando o infartado da melhor maneira possível para intervir em agravos eu sequelas a sua saúde, após a recepção do paciente deve-se informar ao familiares as condutas que serão realizadas, exames e quadro clinico do cliente em uma linguagem formal para que possam compreender o estado de saúde do paciente. (MARTINS, 2001). 19 Lopes (2012) observou que, nos primeiros dias de internação do infartado, os familiares destes pacientes mostraram níveis de estresse elevado, demonstrando sintomas compatíveis com estresse agudo, demonstrando por consequência que a internação repentina de um parente, de fato, é um evento traumático para todos. Afirma também que a ansiedade dos parentes deriva da própria internação do paciente na UTI, deste, as notícias fornecidas pelos os servidores da unidade aos parentes, por mais dolorosas que sejam, não abalam seus níveis de ansiedade. Além disso, as idas à UTI consome a maior parte do tempo do dia dos parentes, e por consequência, a rotina doméstica e diária é barrada por constante viagens ao hospital. Os integrantes saudáveis da família podem acabar perdendo parte de sua expressão no meio social, pode abafar suas metas e necessidades pessoais e demonstrar sinais de estresse. A canalização de todo tempo e energia disponível ao membro doente da família, pode acarretar no prejudicamento do trabalho formal e na relação com outras pessoas da família. Adoecer do coração, na maioria da vezes, desencadeia sofrimento emocional vinculado ao medo da morte, da invalidez, do desconhecido, da solidão como, também, depressão e angústia. (SCHNEIDER et al.,2008. 3.1 RELACIONAMENTO ENFERMEIRO PACIENTE E FAMÍLIA Na UTI a comunicação está ligada entre a equipe de saúde e os familiares, pois o doente muitas vezes está impossibilitado de transmitir informações. O enfermeiro é responsável pela sua equipe técnica com também em estabelecer vínculo entre os profissionais de saúde e os familiares, na UTI os familiares tendem a lidar muito de perto com a existência da morte do internado, o que gera grande sofrimento. Mesmo algumas pequenas mudanças no estado do internado podem fazer que os sentimentos dos seus familiares corram entre a esperança e a desesperança. (ALMEIDA et al., 2009). Os pacientes em estado grave não são tão capazes de tomar decisões e de falar por si mesmo, precisando de algum familiar para responder por ele. Ocorre um choque inverso entre a condição do paciente e a carga de responsabilidade que ele tem para responder sobre si mesmo, ele é solicitado a participar de um diálogo numa situação em que está mais incapacitado de responder, pois são poucos os familiares 20 que estão preparados para a função de acompanhantes ou representantes informados da situação (MARTINS, 2001). As informações muitas vezes são realizadas durante o horário de visita da unidade, por isso é importante no ato da hospitalização do paciente informar a rotina da unidade, como horário de visitas e boletins, cabe também informar e orientar que qualquer imprevisto a unidade entra em contato solicitando a presença deles na unidade hospitalar, é relevante também compor os dados do paciente na sua ficha de internação atualizados pois será dali que a equipe tentara entrar em contato com os familiares. De tal modo, o trabalho do enfermeiro é dependente não só da qualidade técnica, mas de suas qualidade enquanto indivíduo social (MARTINS, 2001, p. 53). A preocupação com a qualidade técnica está integrada nos conhecimentos e habilidades que dizem respeito à área técnica, enquanto que a qualidade do indivíduo social se refere à capacidade que o enfermeiro tem de assimilar e lidar com o lado emocional da tarefa assistencial (BARBOSA; RODRIGUES, 2002, p. 82). Para Santos e Guimarães (2011) a tarefa de explicitar a diferença entre o cuidado exclusivamente técnico ao corpo físico e o cuidado que transcende este objetivo está sumamenteintegrada na tarefa do enfermeiro, tratando o paciente como um ser que, além da dimensão propriamente física, também possui a dimensão social, psicológica e espiritual. As perguntas e solicitações que a equipe de saúde executa para que a família tome parte na tomada de decisão sobre o paciente, de certa forma, intensifica a tensão emocional da família, aumentando por consequência sua necessidade de ajuda e cuidados. As informações sobre o quadro clinico do paciente deve ser dada pelo diretor da unidade para que não ocorra informações desencontradas, instruindo aos parentes que mais informações serão dadas perante o boletim (BETTINELLI; ROSA; ERDMANN, 2007). Ao admitir um paciente infartado na unidade de terapia intensiva o enfermeiro deve acolhê-lo de forma humanística criando um vínculo entre família e paciente, não só estabelecendo cuidados a doença, mas à toda família que estará abalada e pávido diante da hospitalização do seu familiar acometido por uma doença cardiovascular que atinge milhares da população. (GARCIA et al., 2013). 21 4. PRIORIDADES DO ENFERMEIRO APÓS SAÍDA DO PACIENTE DA UTI A alta do paciente após um IAM requer muitas orientações para minimizar qualquer risco que posso acometer durante sua alta ou sua volta ao convívio social. A reabilitação na fase aguda do infarto objetiva reduzir os efeitos deletérios de prolongado repouso no leito, controlar as alterações psicológicas e reduzir a permanência hospitalar (BETTINELLI, ROSA e ERDMANN, 2007). A atenção de alta complexidade requerida pelos clientes com IAM, demanda um alto grau de especialização do trabalho da equipe de enfermagem, o que tem levado uma transformação consciente do processo cuidar. Sendo assim, o profissional de enfermagem tem o importante papel de educador no processo saúde-doença para que o cliente retorne às atividades da vida diária e autocuidado de maneira mais precoce e independente possível. (PEDROLO, 2006). As orientações cabe não só apenas ao paciente que irá receber alta hospitalar mas aqueles que receberão alta da unidade de terapia intensiva para uma enfermaria ou apartamento devem receber as recomendações necessárias independente do seu destino de alta, fortalecendo ainda mais as orientações a serem dada. (MARTINO et al., 1994). A atividade física pode não só aumentar a capacidade da operação cardiovascular, como também pode diminuir a quantidade de consumo de oxigênio miocárdico demandado para certos níveis de atividades físicas (YASBEK; MASTROCOLLA; NEGRÃO, 2008). O paciente e, eventualmente, membros de sua família, recebe informações sobre a fisiopatologia da doença cardíaca, os mecanismos de ação das drogas em uso, a relação da doença com a atividade física diária e as possíveis implicações na sua vida sexual e profissional. Quando necessário, os hábitos alimentares e aspectos nocivos do estilo de vida são reformulados, com especial ênfase na cessação do tabagismo. As intervenções psicológicas também devem ser consideradas, visando ao controle do estresse, o que pode ser obtido por meio de técnicas de relaxamento, terapia de grupo e tratamento da depressão (CARDIOL, 2005). A decisão sobre a atividade desportiva pós-IAM é tomada com base em avaliações clinicas e nos resultados de exames complementares, principalmente em resultados como o teste ergométrico. 22 Segundo Yazbek; Mastrocolla e Negrão (2008), pacientes de risco baixo podem praticar alguns esportes competitivos de baixo consumo físico tanto aeróbico como anaeróbico. Também podem ser permitidos alguns esportes de maior consumo aeróbico depois de uma segunda avaliação mais individualizada, como a marcha atlética, corridas de distância moderada e tênis em dupla. Os pacientes de médio e alto risco devem evitar esportes competitivos. Esportes coletivos são recomendados apenas como recreação. Esporte de alta intensidade física como futebol e basquete não são recomendados. Esportes individuais como tênis e squash não são recomendados logo de início. Mesmo os pacientes de baixo risco devem ser avisados a não praticar atividades intensamente competitivas seis meses após o IAM. Depois desse período, não existem evidencias que apoiam a contra indicação. Em pacientes com infarto do miocárdio anterior extenso, um estudo recente mostrou um aumento no ventrículo esquerdo quando submetidos precocemente a um programa de exercício três dias, provavelmente por interferência no processo de remodelamento ventricular. Para esse grupo específico de pacientes, parece ser mais seguro aguardar, pelo menos, oito semanas após o evento agudo para iniciar o treinamento físico (CARDIOL, 2005). A confirmação da alta ao paciente após IAM desencadeia uma serie de orientações e recomendações ao paciente, antes de libera-lo é necessário passar essas orientações evitando que o mesmo pratique esforço que possibilita a sua retomada a unidade hospitalar devido falta de recomendações. Orientar sobre o acompanhamento médico sobre seu estado de saúde possibilita identificar qualquer alteração ou complicação pós-IAM. Nas unidade básica de saúde cabe ao enfermeiro ofertar ações ou programas educativos com intuito de reduzir a alta taxa de índice de IAM e nova hospitalização após um IAM. (CAETANO; SOARES, 2007). No Brasil, não obstante a possibilidade de prevenção das doenças cardiovasculares, poucos programas têm sido implementados. Essa situação pode estar relacionada à escassez de recursos humanos capacitados na área de saúde, à falta de priorização desta capacitação e das autoridades governamentais para a criação e manutenção de programas preventivos (SAMPAIO; MUSSI, 2009). Não são apenas o retorno as atividades físicas que devem ser orientadas, pois os fatores de risco que desencadeia as doenças cardiovasculares devem ser 23 reduzidos ou eliminados, certo que a pratica de atividade física ajudara na eliminação do sedentarismo, redução de peso no caso da obesidade, melhora no bem-estar e compactua no controle da HAS, atividade física é fundamental para um qualidade de vida agregado com uma dieta balanceada. Em relação ao retorno as atividades sexuais que muitos paciente ficam constrangidos em perguntar é recomendado retornar a essas atividades por volta 30 dias após o IAM. Na vigência de dor anginosa (dor no peito) durante a ato sexual, fazer uso de vasodilatador coronariano conforme orientação médica (MARTINO et al., 1994). 4.1 VIDA APÓS INFARTO AGUDO DO MIOCÁDIO Após um IAM são recomendados diversas orientações para garantir que o paciente não retorne brevemente a unidade hospitalar. Como já citado a atividade física é fundamental para a qualidade de vida com isso deve-se manter uma certas condutas primordiais para estabelecer esse bem estar. (GONZALES, 2016). Os fatores que desencadeia um IAM são sedentarismo, obesidade, HAS, tabagismo, nível de colesterol alto, diabetes mellitus, alcoolismo e histórico familiar de doença cardiovasculares, esses fatores podem ser eliminados ou reduzidos cabe a vontade de cada paciente em obter os resultados recomendados. (GONZALES, 2016). O tabagismo é um dos fatores que mais acomete a um IAM, diante da hospitalização cabe a enfermagem realizar orientações para que o doente evite ou elimine o tabaco de uma só vez, com o período de internação que muitas vez ultrapassa dez dias o incentivo de manter longe do fumo vem desde a sua hospitalização. A eliminação do álcool também é fundamental para reduzir a chance de um IAM, pois o alcoolismo potencializa o efeito do fumo aumentando ainda mais a probabilidade de uma doença cardiovascular. (POLANCZYK, 2005). Uma dieta balanceada agregada a atividade física ajuda a reduzir a pressão arterial sistêmica (HAS), obesidade, diabetes mellitus (DM) e diminuir o alto índice de colesterol, essas recomendações deve ser aplicada ao pacientejunto com os familiares para quem os mesmo possam ajudar na manutenção e incentivar o paciente 24 a buscar manter uma vida socialmente ativa livres de risco e uma nova hospitalização. (COELHO; BURINI, 2009). Manter o controle da pressão arterial também são de grande importância após um IAM, o uso de meios farmacológicos para o controle muitas vezes são necessário garantindo um pressão de <140/90 e um média de <130/80 em coexistência de diabetes mellitus ou insuficiência renal (CARDIOL, 2005). O uso farmacológico (medicações) utilizado pode ser reduzido ou até mesmo suspenso se o paciente seguir as orientações dadas durante sua alta, isso implica em evitar sal em excesso, realizar exercícios físicos regulamente, evitar excesso de peso, evitar estresse e nervosismo, visitar regulamente o médico e manter pressão arterial sobre controle, além de evitar alimentos ricos em gorduras saturadas que aumenta o desenvolvimento de arterosclerose (MARTINO et al., 1994). 25 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Em vista dos argumentos apresentados entende-se que a assistência de enfermagem frente ao paciente com infarto agudo do miocárdio se torna eminente ao recepcionar esses pacientes nas unidades de pronto atendimento ou em situações que indica um infarto, pois são os primeiros profissionais à recepciona-los nas unidades hospitalares, com isso o conhecimento, agilidade e atitude perante essa patologia é primordial para reduzir maiores danos evitando sequelas proporcionando uma recuperação precocemente ao paciente vítima de infarto e garantindo uma qualidade de vida pós IAM, alerta-lo sobre os fatores de risco que eleva a chance de uma nova doença cardiovascular e as medidas de prevenção para reduzir essas possibilidades também é primordial transmitir ao paciente para que o mesmo possa mudar seu habito de vida. Admitir um infartado nas unidades hospitalares requer também atitudes que promove acolhimento humanizado tratando o paciente como um todo estando atendo também as necessidades dos familiares, pois a hospitalização devido um IAM requer cuidados intensivos necessitando de uma UTI, com isso os familiares ficam pávido ao receber essa notícia, após prestar assistência e estabilizar o quadro clinico do paciente será necessário a formação de um diálogo entres os familiares para explicar sobre o estado de saúde do paciente e as condutas que foram tomadas assim tranquilizando os familiares, o enfermeiro é crucial nesse momento pois ele saberá das necessidades indispensável do paciente, compartilhando essas necessidades aos familiares para proporcionar a assistência de qualidade. Com a recuperação e até mesmo alta da unidade de terapia intensiva o profissional de enfermagem estará ali novamente atuando nos cuidados pós-infarto desse paciente, orientando-o sobre as medidas e os cuidados que deverão ser tomados após sua alta, a mudança de vida que ele terá que se habituar, corrigindo primeiramente sua alimentação para eliminar diversos fatores que ocasiona um IAM, além de manter uma atividade física diária com moderação ajudando no controle do peso, eliminar álcool e tabagismo são as recomendações imprescindíveis à esses pacientes junto com seus familiares que irá contribuir nos cuidados ao seu ente, caberá também ao profissional de enfermagem o esclarecimento de dúvidas quanto ao uso das medicações prescrita para sua alta, assim seus cuidados serão prestados continuadamente pós alta. 26 Sabemos então que o profissional de enfermagem está há todo momento presente nos cuidados ao paciente com infarto agudo do miocárdio, desde a sua recepção até sua alta hospitalar, então está atualizado sobre as medidas e condutas frente a essa patologia é primordial para garantir uma assistência de qualidade e resultados positivos ao paciente tendo em vista a satisfação da equipe e dos familiares. O infarto é uma patologia que afeta ainda milhões da população, porém as tecnologias e modernizações que surgem a cada momento promove novas condutas com o intuito de proporcionar qualidade de vida sem sequelas ao paciente vítima de infarto, cabe aos profissionais está sempre pesquisando e atualizando a respeito das novas condutas que são desenvolvidas para aplicar ao paciente infartado pois as inovações estão sempre progredindo e assim garante uma assistência renovadora para os pacientes além de transmitir seus novos conhecimento a sua equipe tornando uma assistência avançada e com qualidade que visa a recuperação do paciente se possíveis sequelas. 27 REFERÊNCIAS ALMEIDA, S. A et al., Sentimentos dos familiares em relação ao paciente internado na unidade de terapia intensiva. Revista Brasileira de Enfermagem, Aracaju, p 844-849. Nov/dez 2009. BARBOSA, E. C. V. e RODRIGUES, B. M. R. D. Humanização nas relações com a família: um desafio para a enfermagem em UTI pediátrica. 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