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Oficina de Compreensão e Expressão Oral em Língua Inglesa #CURRÍCULO LATTES# Professora Mestre Sâmia Leticia Cardoso dos Santos ● Mestre em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). ● Especialista em Neuropedagogia pelo Instituto Faculdade de Tecnologia do Vale do Ivaí. ● Especialista em Tecnologias Aplicadas ao Ensino a Distância pelo Centro Universitário Cidade Verde (UniFCV). ● Graduada em Letras Português-Inglês pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). ● Professora do Ensino Básico. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/3482945991061023 Possui ampla experiência na área educacional, desde o Ensino Fundamental até o Superior. Atualmente, é professora da rede pública e privada de ensino. Professor Fabio Henrique Cardoso da Silva ● Graduado em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). ● Pós-graduado em Especialização em Ensino e Aprendizagem de Línguas – UEM – Turma 2017 – 2019 ● Professor do Ensino Básico Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/1689935044122952 Possui vasta experiência na área educacional, incluindo educação infantil e anos do ensino fundamental e médio. Atua há vários anos como professor nos sistemas de ensino da Oxford University Press e International School. http://lattes.cnpq.br/3482945991061023 http://lattes.cnpq.br/1689935044122952 Seja muito bem-vindo(a)! Prezado(a) aluno(a), é uma alegria tê-lo na disciplina de Oficina e Compreensão Oral em Língua Inglesa e convido-os a juntos irmos em busca de compreender os conceitos fundamentais da habilidade oral da língua inglesa. Além de conhecer seus principais conceitos e definições, vamos explorar as principais correntes de estudos e pesquisas que demonstram as particularidades da modalidade oral em relação à modalidade escrita. Na unidade I, começaremos a nossa jornada pelas quatro habilidades presente no ensino da linguagem, tais como: a leitura, a escrita, a audição e a conversação. Em seguida, abordaremos, especificamente a oralidade no ensino de LI. Posteriormente, como recurso didático, apresentamos a importância dos gêneros textuais, bem como alguns exemplos de gêneros os quais podem contribuir para as aulas de LI. Já na unidade II vamos ampliar nossos conhecimentos sobre os conceitos básicos estruturais da língua inglesa; passaremos pela análise de atividades práticas de domínio de língua inglesa; pela leitura de texto como aliada para a expansão da compreensão oral; e, por fim, apresentamos a análise de estratégias para a produção de textos orais e escritos. Depois, nas unidades III e IV vamos tratar especificamente da marca, sua concepção (criação), o desenvolvimento do posicionamento e a gestão da marca, também conhecida como branding. Ao longo da unidade III, vamos destacar porque as marcas são tão importantes para o sucesso das empresas e também vamos conhecer as características para a criação de uma marca forte. Na unidade IV, vamos entender o papel da criação de valor para a satisfação do consumidor e sua fidelização. Aproveito para reforçar o convite a você, para junto conosco percorrer esta jornada de conhecimento e multiplicar os conhecimentos sobre tantos assuntos abordados em nosso material. Esperamos contribuir para seu crescimento pessoal e profissional. Muito obrigado e bom estudo! UNIDADE I A ORALIDADE EM LÍNGUA INGLESA Professora Mestre Sâmia Cardoso. Professor Especialista Fabio Cardoso. Plano de Estudo: ● As 4 habilidades de ensino da Língua Inglesa. ● A oralidade como ferramenta para o ensino de LI. ● A importância dos gêneros textuais para o ensino de LI. ● Tipos de gêneros textuais como caminho para o estudo de LI. Objetivos de Aprendizagem: • Conceituar e contextualizar as possíveis diferenças entre as habilidades oral e escrita da LI; • Compreender os gêneros para o estudo de LI; • Estabelecer a importância da modalidade oral no ensino de Língua Inglesa. INTRODUÇÃO A Língua Inglesa é considerada essencial atualmente, uma vez que a globalização faz com que estejamos cada dia mais conectados. O inglês é a língua universal, a língua das viagens, da comunicação mundial, dos negócios e essa influência é notada de forma abundante. Estamos cercados por palavras, expressões, termos em inglês e isso envolve mesmo aqueles que não dominam o idioma com fluência. Ainda assim, ser fluente em inglês é um diferencial importante para o mercado de trabalho, por exemplo. Atualmente, com as diversas movimentações no sentido de tornar os negócios cada vez mais globais, o mercado tem exigido uma qualificação ainda melhor no que diz respeito ao idioma estrangeiro. Sendo assim, é importante compreender que, quando falamos de conhecimento, obviamente qualquer nível em que ele seja alcançado, estamos falando em algo produtivo. Entretanto, é importante ressaltar que, ao falarmos de conhecimentos sobre a língua estrangeira, é necessário atingirmos habilidades que são capazes de nos oferecer uma performance plena naquela língua. É muito comum conhecermos pessoas que entendem muito bem a língua inglesa na forma escrita, outros compreendem bem quando ouvem inglês, alguns entendem ao assistir um filme ou série, muitas vezes, sem nem precisar de legenda, porém possuem grandes dificuldades na hora de se expressar verbalmente quando necessário. É esse tipo de compreensão e produção que buscaremos no decorrer desta unidade. Em um primeiro momento, portanto, conceituaremos e contextualizaremos as possíveis diferenças entre as habilidades oral e escrita da LI e, ainda, o uso dos gêneros textuais como um caminho para compreender a importância da modalidade oral no ensino de LI. Dessa forma, espero contribuir para que o início dessa disciplina seja prazerosa e fascinante. Bons estudos! 1 AS 4 HABILIDADES DE ENSINO DA LÍNGUA INGLESA Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/design-concept-word- english-website-banner-1043962963 Aprender a falar uma língua, seja ela estrangeira ou materna, está intimamente ligado à utilização da mesma, tendo em vista se comunicar com essa. Neste sentido, “o ensino comunicativo da língua é aquele baseado na comunicação” (RIBEIRO; MARIANO, 2011, p. 84), esta é utilizada para se comunicar de qualquer maneira oral ou escrita, além de gestos e costumes. Logo, se o aprendiz consegue se comunicar, não precisamos apenas dar ênfase à gramática e sim, fazer o aluno refletir sobre a língua estrangeira. O ensino de língua estrangeira há anos deixou de ser um momento de aulas tradicionais e conservadoras, focadas especialmente para a tradução ou análise gramatical visando uma ideia de transferência automática entre as linguagens materna e estrangeira dadas apenas pelo entendimento de suas regras gramaticais. A partir das abordagens comunicativas e acionais e do entendimento de que os alunos são protagonistas do processo de ensino-aprendizagem, passa-se a entender que a língua deve ser estudada por meio de seu uso em situações reais ou em materializações de textos verbais ou não-verbais. Nesse viés, uma série de questionamentos suscitam e trazem à tona o inquietamento em relação à proficiência do professor de língua estrangeira - aqui o inglês - em contrapartida ao ato de ensinar. Por exemplo, o fato de alguém “saber falar a língua” seria o único fator para ser professor dessa língua? Malatér (2007, p. 643) traz a seguinte reflexão, O que significaria ‘saber falar a língua’ (e.g. saber vocabulário, adequar o uso da língua ao contexto, considerar questões de poder envolvidas nas interações)? seria ‘saber expressar-se oralmente’ sinônimo imediato de saber ensinar essa habilidade? teria o professor com boa fluência oral condições de promover aprendizagem? Como seria o falante não-nativo visto enquanto professor de língua? A partir desses questionamentos surgem os estudosvoltados para a formação de profissionais cada vez mais capacitados para o ensino de língua estrangeira. Estudos estes que nos levam a compreensão de que o professor de uma língua estrangeira (doravante LE) necessita como requisito primordial uma competência linguística na http://www.shutterstock.com/pt/image-vector/design-concept-word- língua em que leciona. Consolo (2002) diz que “a competência lingüístico-comunicativa na língua-alvo constitui um dos requisitos na definição do perfil profissional do professor de língua estrangeira” Sendo assim, tendo o profissional habilidade linguística e comunicativa na língua alvo, torna-se primordial a compreensão de que ensinar inglês não é apenas ensinar uma das habilidades comunicativas possíveis, como a escrita por exemplo, mas sim um trabalho conjunto a fim de aprimorar todas as demais habilidades para que o aluno se torne proficiente de todas as formas sociointerativas. E é nesse sentido que, em relação ao ensino de Língua Inglesa, Lima et al. (2014, p. 89) afirma que, [...] o ensino desse idioma na sala de aula é um processo complexo, que envolve quatro habilidades: Reading (ler), Writing (escrever), Listening (ouvir) e Speaking (falar). Tais processos de aprendizagem devem ser desenvolvidos de maneira equilibrada, pois, para uma aprendizagem efetiva da língua, é essencial que o educando compreenda todas essas habilidades. Portanto, é importante que o profissional compreenda que o processo de aprendizagem precisa incluir as diversas habilidades que uma língua oferece, então, não é possível que aulas tradicionais como aquelas que conhecemos há alguns anos continuem sendo a forma de nortear o ensino de LI. Não basta apenas exigir que os alunos leiam muito, mas é preciso criar caminhos para que eles passem a ler mais por meio de atividades, tarefas, etc. O ensino de Reading (leitura) precisa desenvolver a capacidade de leitura e compreensão daquilo que foi escrito, levando em consideração os diversos tipos de textos e contextos para que o aluno se adapte às diversas formas de uso da linguagem. O ensino de Writing (escrita) se concentra na capacidade de escrever textos expondo suas ideias na modalidade de maneira hábil. É aqui que o aluno precisa perceber elementos coesivos e de coerência para estabelecer as estruturas adequadas aos tipos textuais aos quais desenvolve. É importante que neste nível o educando possa refletir sobre sua própria produção e questionar se aquilo que ele escreveu é realmente aquilo que ele buscava no início do planejamento da escrita, trabalho este importante para aumentar o domínio nesta habilidade. Já o ensino de Listening (compreensão auditiva) pode-se dizer que estamos diante de um dos maiores desafios do ensino de LI porque é neste momento em que o aluno deve compreender o que ouve, ainda que sua exposição à língua seja tão superficial, muitas vezes acontecendo somente durante as próprias aulas de língua estrangeira nas salas de aula. Esta habilidade é importante porque, ao expormos alunos às diversas pronúncias, sotaques e vozes na língua alvo, eles compreendem o quão múltipla é a língua inglesa já que hoje pode ser considerada uma língua global. É importante também incentivar os alunos no sentido de estenderem o contato com a prática de ouvirem a língua com mais frequência no dia-a-dia. Atualmente, devido aos recursos tecnológicos aos quais estamos expostos, já temos uma gama de possibilidades grandiosa para aprimorarmos o processo de escuta em inglês. Músicas, filmes, séries, novelas, podcasts, vídeos etc são ferramentas importantes para que a habilidade de listening seja aprimorada além da sala de aula. É evidente que esta habilidade não se dá de uma hora para outra, por se tratar de uma das formas de produção oral da comunicação, ela demanda ainda mais contato. Por isso, acredita-se que, quanto mais exposto o aluno é à língua, mais capaz de desenvolver esta competência. Outra competência que possui as mesmas características que a anterior é o Speaking (fala), sendo esta a habilidade de consolidação oral das competências até então estudadas. No entanto, ela não acontece à margem, mas sim durante o trabalho com todas as demais competências. O speaking é a habilidade essencial para a comunicação entre falantes, porém, muitas vezes, é a que menos ocorre. Ensinar o aluno a falar em inglês é tão importante quanto ensinar a ouvir, escrever e ler, aliás é nesta categoria na qual o estudante irá confrontar as principais formas concretas da materialização linguística e do processo de comunicação. O desafio aqui é como abandonar práticas até então tradicionais e formais e ir para o trabalho com aquelas em que o estudante realmente se depara em seu cotidiano, como quando assiste algo nos serviços de streaming ou ouve uma música com seus headphones. Logo, para alcançar esse nível de proficiência em LI, o estudante deve ser exposto a maior quantidade de tempo possível na língua alvo, o que é equivalente a dizer que é importante que o professor utilize a língua alvo a maior parte do tempo possível quando em contato com o estudante, pois dessa forma, o professor consegue estabelecer uma relação de uso cotidiano da língua, o que é justamente o mais importante para a percepção da importância da comunicação. 2 A ORALIDADE COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DE LI Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ambitious-smart-african-black-female-employee- 1276205137 Como vimos anteriormente no tópico 1, o ensino da língua inglesa é dividido em 4 habilidades principais: escrita e leitura, compreensão auditiva e fala, sendo as duas últimas formas orais da língua. A partir disso, podemos discutir o questionamento: a oralidade pode ser ensinada? O que é ensinar oralidade? Qual a importância da oralidade para o desenvolvimento da língua inglesa? Vamos começar essa reflexão a partir da compreensão de que a oralidade é uma prática interativa-social, com a finalidade comunicativa e que se apresenta por meio de diversos gêneros textuais realizados de maneira audiovisual. Dessa forma, é preciso refletir sobre os gêneros textuais orais para tratarmos essa oralidade como objeto ensinável, ou ainda, gêneros textuais aos quais, para que essa materialidade seja alcançada, é necessário mesclar tanto tipos textuais orais quanto os escritos. Por mais que aparentemente os gêneros textuais orais são instintivamente realizáveis, é necessário o trabalho sobre as particularidades das realizações orais, por exemplo, é evidente que todos os falantes de uma determinada língua são capazes de apresentar suas informações pessoais, no entanto, quando pensamos na realização do gênero textual entrevista, temos de levar em consideração todas as particularidades do contexto, da enunciação, da forma de falar etc. E isso sem nem mesmo pensarmos especificamente em língua estrangeira. Quando colocamos mais este desafio à mesa, temos ainda mais este caminho a percorrer. É por isso que é importante recorrermos os Parâmetros Curriculares Nacional (PCN), que foram desenvolvidos no sentido de trazer unidade para o currículo educacional em todo país, e ao assim fazer, percebemos uma priorização no que diz respeito à língua estrangeira para a escrita e leitura, no entanto, o documento também sugere que o aluno tenha uma competência linguística de qualidade e isso só é possível caso todas as habilidades sejam trabalhadas e não apenas uma ou duas delas. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ambitious-smart-african-black-female-employee-1276205137 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ambitious-smart-african-black-female-employee-1276205137 Os PCNs trazem uma reflexão em relação à habilidade de leitura em LE, enfatizando a necessidade do trabalho com esta habilidade para que o estudante atenda às exigências dos exames formais. [..] os únicosexames formais em Língua Estrangeira (vestibular e admissão a cursos de pós-graduação) requerem o domínio da habilidade de leitura. Portanto, a leitura atende, por um lado, às necessidades da educação formal, e, por outro, é a habilidade que o aluno pode usar em seu contexto social imediato. Além disso, a aprendizagem de leitura em Língua Estrangeira pode ajudar o desenvolvimento integral do letramento do aluno. A leitura tem função primordial na escola e aprender a ler em outra língua pode colaborar no desempenho do aluno como leitor em sua língua materna (BRASIL, 1998, p. 20). Porém, pouco se fala a respeito das demais habilidades, como se os parâmetros já justificassem um eventual fracasso no ensino de língua estrangeira em sala de aula no Brasil. Além de ela parecer regularmente apenas como um apoio para o ensino de língua portuguesa, o que não é necessariamente a função principal do ensino de LE no país. Apesar disso, os estudos mais recentes continuam no sentido de que o ensino de oralidade e gêneros textuais orais é muito importante para o desenvolvimento de indivíduos que possam se orientar e estabelecer um comportamento linguístico eficaz e preciso. Por isso, não pode ser abandonado os esforços no sentido de praticar as habilidades orais da comunicação em sala de aula. A oralidade é essencial para a formação de cidadãos reflexivos, participativos e autônomos e que sejam capazes de enfrentar os desafios do mundo atual conhecendo seus deveres e direitos. Schneuwly e Dolz (2004) consideram a oralidade uma realidade multiforme que engloba além dos aspectos fônicos, fonológicos, os lugares mais amplos do oral, como a própria materialidade do texto oral, seu enunciador, seu lugar de enunciação social. Eis que surgem as maiores dificuldades após compreendermos a importância do ensino de oralidade: qual a forma de fazer isso, se levarmos em consideração o lugar em que vivemos (país cuja língua não é germânica), as salas de aulas muitas vezes superlotadas, etc? Temos de considerar sempre a natureza sociointeracional da linguagem. Ao estabelecerem qualquer tipo de contato, seja oral ou escrito, as pessoas assim fazem para criar um tipo de comunicação e agir no mundo social, em um determinado tempo e espaço em que estão inseridos. Dessa forma, mesmo com as mais complexas adversidades, podemos dizer que é possível trabalharmos pensando principalmente no caráter interativo e social do ensino de língua, uma vez que ela não é estática e nem fala de um lugar pré determinado. Muitas vezes, conseguir estabelecer uma atividade interacional com uma turma usando a língua estrangeira alvo será de mais valia do que preencher espaços em uma atividade de gramática tradicional que pouco leva o aluno à reflexão sobre aquilo que faz. É também importante pontuar que quando aqui falamos sobre oralidade não estamos necessariamente descartando os gêneros textuais escritos e diminuindo sua importância para a aquisição de linguagem. É óbvio que, assim como visto anteriormente, todas as habilidades são necessárias para a formação de um indivíduo fluente em LE, no entanto, este tópico tem por objetivo tratar principalmente sobre o ensino da oralidade e, por ora, passa a tratar mais profundamente a respeito das habilidades de listening e speaking. O listening é a capacidade de compreensão da língua falada. Nós nos deparamos com situações em que temos nossa compreensão auditiva testada diariamente, por exemplo, em vídeos na internet, no aeroporto, com uma música no rádio, com instruções dadas em nossos aparelhos de celular, etc. Ouvir é também um fenômeno social o qual se desenvolve interativamente entre as pessoas e os locais em que se encontram. Em relação ao ensino de língua inglesa, o processo de compreensão auditiva é dado no intuito de fornecer ao aluno formas de desenvolver a habilidade de entender as diversas possibilidades em que a língua pode acontecer. Por exemplo: Quantas vezes conseguimos entender uma parte de um diálogo em LE apenas por sons que estão em volta daquele som principal? Já o speaking é a capacidade de falar uma LE. De acordo com especialistas, esta pode ser considerada uma das mais complexas habilidades linguísticas a se conquistar durante o processo de aquisição de uma LE. Quantos de nós nos queixamos por sabermos ler, escrever, até mesmo ouvir, mas pouco falar na língua alvo? É importante reconhecer durante este processo, principalmente em salas diversas, com alunos de diferentes níveis de aprendizagem em LI, que é possível encontrar alunos com diferentes conhecimentos em inglês. Como professores, precisamos entender que, para cada um desses, teremos diferentes níveis de interação e produção, as quais estes estarão hábeis a desenvolver, ou seja, não é possível esperar a mesma proficiência de alunos que estejam muito díspares. Neste sentido, há o Common European Framework of Reference for Languages (2001), que consiste em ser uma escala de nivelamento capaz de verificar as habilidades de compreensão escrita e de leitura, além de auditiva ou comunicativa de um indivíduo em busca de dominar uma LE. Quadro 1: Common Reference Levels: global scale Fonte: Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas | Direção-Geral da Educação, 2011, p. 24 Com tudo o que foi exposto até então, fica evidente que o uso da oralidade é recurso importante para o ensino de LE, já que coloca o aluno no meio do processo de ensino-aprendizagem exatamente onde ele deve estar: ocupando o espaço central e de protagonista dentro deste processo. 3 A IMPORTÂNCIA DOS GÊNEROS TEXTUAIS PARA O ENSINO DE LI https://www.dge.mec.pt/quadro-europeu-comum-de-referencia-para-linguas Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/woman-screaming-giving-voice-other-women- 1803280903 Os gêneros textuais são tipos relativamente estáveis de enunciados com estruturas semelhantes e que também são produzidos em contextos semelhantes. O que isso significa? De acordo com Marcuschi (2005), a relação entre gêneros textuais e práticas sociais se dá a partir de que os gêneros são: 1) formas verbais de ação social relativamente estáveis realizadas em textos e 2) modelos comunicativos que servem para criar uma expectativa no interlocutor e prepará-lo para uma determinada reação. Os gêneros textuais são textos materializados presentes em nossa sociedade os quais “apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilo concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas” (MARCUSCHI, 2008, p. 155) Dito isso, é possível entendermos que nos comunicamos por meio dos gêneros textuais uma vez que eles são convenções socialmente aceitas e socialmente maturadas em práticas comunicativas, assim estabelecendo uma situação sócio-discursiva para agir e dizer sobre o mundo. Uma vez que os gêneros textuais agem no mundo, justifica-se então o fato de eles serem considerados relativamente estáveis, já que as situações comunicativas e as adaptações que os interlocutores envolvidos no processo de comunicação estabelecem podem alterar ou adaptar de certas formas os tipos de texto. Portanto, é possível dizer que há uma forma a ser seguida, mas as situações comunicativas extrapolam qualquer tipo de engessamento e acabam por dar singularidade ainda que as produções sejam dentro do mesmo gênero. Por isso, por haver uma certa forma, os tipos textuais relativamente estáveis acabam por ser escolhidos para contextualizar o ensino de língua inglesa, já que os gêneros textuais buscam no mundo sua razão de existir. No entanto, o trabalho com os gêneros textuais devem acontecer com o propósito de saírem das salas de aulas para encontrarem materialidade em contextos sociais reais, http://www.shutterstock.com/pt/image-vector/woman-screaming-giving-voice-other-women-fora dos contextos escolares. É por isso que eles são considerados ideais para o trabalho com linguagem, porque possui essa função de extrapolar os limites textuais e escolares, encontrando espaço no mundo real. No ensino de Língua Estrangeira, sabe-se que, como em todo processo de aquisição de linguagem, mesmo a materna, tanto o processo de exposição à língua alvo quanto inserção em situações às quais elas ocorrem são extremamente importantes, fato este exposto no tópico anterior. Por isso, para trabalhar com a Língua Inglesa, o uso dos gêneros textuais verbais e não-verbais se torna essencial para dar suporte à prática do inglês em sala de aula. Nas próximas unidades, discutiremos sobre as formas eficazes para o uso de gêneros textuais em sala de aula, analisando os materiais disponíveis em sequências didáticas propostas para alunos do ensino fundamental. Já no tópico seguinte, a partir de um levantamento feito com o material didático escolhido para análise, vamos elencar os gêneros textuais mais sugeridos para serem trabalhados nos anos finais do ensino fundamental. 4 TIPOS DE GÊNEROS TEXTUAIS COMO CAMINHO PARA O ESTUDO DE LI NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/teacher-studying-school-books-class-high- 735903967 Como já discutimos nos tópicos anteriores, o uso da oralidade e dos gêneros textuais é essencial para o ensino da língua inglesa. Além disso, vimos no tópico anterior que os gêneros são importantes porque têm o intuito de extrapolar o âmbito escolar e agir na sociedade. Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de LI ressaltam a importância de que as interações da sala de aula sejam próximas àquelas que o aluno teria em uma situação real de comunicação, ou seja, fora dos limites escolares. [...] o que se faz em sala de aula não é muito diferente das interações de engajamento fora da sala de aula. Contudo, esse encontro ocorre em um contexto institucional, construído em cima das identidades sociais dos que ali atuam para aprender e ensinar alunos e professores , o que impõe ao evento restrições específicas. É por isso que a aprendizagem é de natureza sócio- interacional e situada na história, na cultura e na instituição (BRASIL, 1998, p. 61). Devido ao interesse de que as atividades em sala sejam pedagogicamente pensadas levando em consideração a idade, a capacidade cognitiva e interacional dos alunos, alguns materiais didáticos costumam trabalhar com tipos de textos orais e escritos levando esses fatores em consideração. Por exemplo, é mais provável que um aluno do 5º ano já consiga realizar uma entrevista simples com mais facilidade do que desenvolver um artigo de opinião apresentando opiniões distintas sobre o mesmo assunto. Para fazer o levantamento dos tipos de textos orais e escritos mais sugeridos, analisamos as primeiras unidades dos livros Project Explore da editora Oxford University Press indicados para os anos finais do Ensino Fundamental, divididos em níveis Starter, 1, 2, 3 e 4. http://www.shutterstock.com/pt/image-photo/teacher-studying-school-books-class-high- Quadro 2 Livro Gêneros textuais escritos Gêneros textuais orais Starter Family report, Family Tree, Feeling Wheel, Instruction text, Floor Plans, Collection Description. A survey, Feeling Wheel, Instruction Guess, Acting a Dialogue, Floor Plans Presentation, Collection Presentation. Livro 1 Introduction, An interview, A family tree, People’s Description, Home’s Description, Website Post, The Cycle of an Animal’s Life, A Chart. An Interview, Family Introduction, Acting a Dialogue, Describing People, Making Plans, A Chart’s Presentation. Livro 2 People’s Description, Text messages, A Forum, A diary, A News Report, Magazine Article, Report, A Journal Entry. Describing People, Guessing Game, an Audio Diary, Permission Questions, Telling a Story, Interview, Presenting a Journal Entry. Livro 3 Short Stories, Website Post, A Forum, Advices, Social Media Profiles, Invitations, Questionnaire, Bullet Diary. Radio Interview, A monologue, Jokes, Giving and Respond to News, Conversation: hobbies, things I’ve done recently, Invitations. Livro 4 Film Poster, A Forum, An Article, An Online Article, A Team Project, Social Circle, A Diagram, Day Trip, Online Chat, A Website, A Blog. Welcoming new people, Activity Talking, Storytelling, A Podcast, Social Circle Presentation, A Monologue, Project Plans, An Advertisement. Fonte: os autores Ao analisarmos a variedade dos gêneros oferecidos apenas nas primeiras unidades do material, conseguimos perceber a preocupação em oferecer aos estudantes diversos recursos de situações reais para que reflitam sobre os textos orais ou escritos aos quais são expostos, mas que depois possam pôr em prática de maneira também oral ou escrita sua própria produção. SAIBA MAIS O USO DO GÊNERO TEXTUAL NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA Diante do que foi abordado na Unidade I, podemos verificar que os gêneros textuais devem ser trabalhados durante as aulas de LI, entretanto, o que o professor precisa considerar? A seguir, há alguns questionamentos que devem ser analisados para que, por meio de um determinado gênero textual, o professor alcance seus objetivos ao ensinar a LI em sala de aula. ● Quais as razões para selecionar determinado gênero? ● Quais características o configuram? ● Quais as funções específicas do gênero selecionado? ● Quais objetivos de aprendizagem (específicos à área) o gênero selecionado propicia atingir junto a seu grupo de alunos? ● Quais saberes prévios e estratégias de leitura ativa o gênero selecionado mobiliza? Fonte: FOLEIROS, R. J. O conceito de gênero textual e seu uso em sala de aula. Revista Nova Escola. 01 de março de 2013. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/194/o-que-e-um-genero-textual. Acesso em: 03 de março de 2021. #SAIBA MAIS# https://novaescola.org.br/conteudo/194/o-que-e-um-genero-textual REFLITA One language sets you in a corridor for life. Two languages open every door along the way. Conhecer um idioma te põe no corredor da vida. Conhecer dois idiomas abre todas as portas pelo caminho. – Frank Smith. #REFLITA# CONSIDERAÇÕES FINAIS Caros estudantes, chegamos ao fim da Unidade 1 e algumas reflexões podemos tomar a partir da leitura dos tópicos aqui apresentados. Espero que a leitura desta primeira unidade tenha sido um despertar prazeroso para iniciarmos as discussões em relação ao ensino de Língua Inglesa no Brasil. No Tópico 1, discutimos sobre as quatro habilidades de ensino de inglês e pudemos perceber que, apesar de que haja uma certa propensão para priorizar uma habilidade em detrimento a outra, é possível verificar que o ensino deve incluir todas as competências até porque temos diferentes alunos com diferentes aptidões e capacidades. Ainda no tópico 1, é importante reconhecermos a importância da exposição dos alunos à língua alvo o mais tempo possível, já que o trabalho com a materialidade da língua é que pode garantir uma possível aquisição dos estudantes. No tópico 2, vimos a importância do uso da oralidade como ferramenta para o ensino de inglês. Neste tópico, tivemos como ponto central demonstrarmos a importância de o professor expor os alunos a situações em que ele possa ter contato com a linguagem em sua realização, seja por meio de filmes, diálogos, músicas etc. Aqui ficou evidente que o aluno deve ser treinado a ouvir mais a LI, tanto quanto é treinado a escrever ou ler. Além disso, as capacidades interacionais/comunicativas são trabalhadas com o auxílio dos tipos textuais que nos levam aos próximos tópicos. No tópico 3, há a apresentação da importância dos gêneros textuais para o ensino de LI. Ora, se devemos trabalhar situações comunicativas, interativase sociais, nada mais eficaz que o uso dos textos que agem sobre o mundo e que refletem justamente a ação social sobre os textos exatamente num movimento interacional. Já no tópico 4, apresentamos alguns gêneros solicitados em um livro didático escolhido para análise, a fim de evidenciar a variedade de gêneros textuais possíveis em uma única coletânea de livros e o quanto o trabalho com a língua inglesa tende a ser respeitando as diferentes possibilidades e capacidades dos alunos correspondentes à determinada faixa de aprendizagem. Nas próximas unidades, teremos como objetivo a identificação prática das possibilidades, justamente utilizando materiais didáticos para que possamos juntos identificar as práticas e discutir o ensino de LI. Aguardamos por vocês, Até lá! LEITURA COMPLEMENTAR GÊNEROS TEXTUAIS COMO INOVAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA Paula Gaida Winch[pgwinch@yahoo.com.br Universidade Federal de Santa Maria Resumo: Neste trabalho, busco compartilhar minha experiência de estágio em Língua Inglesa em uma escola de Educação Básica de Santa Maria/RS. Considerando a importância que tem sido atribuída para a implementação de inovações nos sistemas educativos, seja na organização escolar como na prática em sala de aula, bem como a relevância de contextualizar os conteúdos para tornar a aprendizagem mais significativa e, assim, os conteúdos mais próximos à realidade dos alunos, tive como objetivo, em meu exercício da docência, fazer com que os alunos compreendessem melhor a constituição e as funções de diferentes gêneros textuais, como bulas de remédio, receitas, etc. Esta experiência de Estágio foi muito produtiva, acredito que tanto para mim quanto para os alunos segundo relatos desses. Posso destacar o maior envolvimento dos alunos em aprender tópicos gramaticais a partir de sua aparição em diferentes gêneros, a resistência dos alunos em relação a atividades de compreensão auditiva e também a dificuldade, inicialmente, em fazer com que os alunos se apropriarem de estratégias de leitura a fim de facilitar a interação entre eles e textos em uma língua estrangeira. Desse modo, entendo que a prática em sala de aula desenvolvida mediante a abordagem de gêneros textuais é um dos possíveis percursos para inovar no ensino de Língua Inglesa. Palavras-chave: gêneros textuais, inovação educacional, ensino de língua inglesa Fonte: WINCH, Paula Gaida. Gêneros textuais como inovação no ensino de língua inglesa. Disponível em: http://alb.org.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem06pdf/sm06ss01_01.pdf . Acesso em: 05 de março de 2021. mailto:pgwinch@yahoo.com.br http://alb.org.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem06pdf/sm06ss01_01.pdf LIVRO • Título: Leitura em Língua Inglesa. Uma abordagem instrumental. • Autores: Adriana Grade Fiori Souza, Conceição A. Absy, Gisele Cilly da Costa, Leonilde Favoretto de Mello. • Editora: Disal • Sinopse: Esta obra está voltada para a leitura, visando a formação de leitores mais eficientes e autônomos. Além disso, ela poderá auxiliar os estudos de pesquisadores e profissionais os quais precisam adquirir um nível avançado de leitura. Este livro também pode ser usado por professores para fins didáticos, bem como para os alunos que desejam ampliar seus estudos. FILME/VÍDEO • Título: Space Sweepers - (Nova Ordem Espacial). • Ano: 2021 •Sinopse: Space Sweepers é um filme original da Netflix, dirigido pelo coreano Sung-Hee Jo , responsável por outros títulos como Detetive Hong Gil Dong, A Werewolf Boy ou Nice Shorts, cujo roteiro ele co-escreveu com Seung-min Yoon e Yookan Seo-ae. Esta comédia de ação e ficção científica se passa no ano de 2092 e conta a história de um grupo de garimpeiros do espaço sideral que, durante uma expedição pelo espaço, acidentalmente se deparam com uma arma altamente destrutiva que ameaça a Terra por baixo. A Terra não é mais um lugar habitável depois dos humanos, bem, você sabe o que estamos fazendo com o planeta. Bilhões de pessoas ainda vivem na superfície, mas os mais privilegiados podem se dar ao luxo de viver em órbita, onde uma corporação estabeleceu estações paradisíacas que emulam o melhor da Terra. Vale muito a pena também para imaginarmos as soluções dadas para os possíveis problemas em relação à barreira das diferentes línguas faladas pelos personagens. O elenco de Space Sweepers é formado pelos atores Daniel Joey Albright, Jin Seon-kyu , Kim Tae-ri, John D. Michaels (Península ), Song Joong-ki , Yoo Hae-jin e Richard Armitage. • https://www.youtube.com/watch?v=H1WYnJF1Pwo&ab_channel=Netflix http://www.youtube.com/watch?v=H1WYnJF1Pwo&ab_channel=Netflix http://www.youtube.com/watch?v=H1WYnJF1Pwo&ab_channel=Netflix REFERÊNCIAS BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília : MEC/SEF, 1998. 120 p. Council of Europe. Common European framework of reference for languages: Learning, teaching, assessment. Cambridge, U.K: Press Syndicate of the University of Cambridge, 2001. CONSOLO, Douglas Altamiro. Competência linguístico-comunicativa: (re)definindo o perfil do professor de Língua Estrangeira. In: VI CBLA Anais, ALAB/UFMG, CD-ROM, 2002. LIMA, Laís Teixeira et al . O ensino da habilidade oral da língua inglesa nas escolas públicas. In: Cadernos do CNLF, Vol. XVIII, Nº 10 - Línguas Clássicas, Textos Clássico. Disponível em: http://www.filologia.org.br/xviii_cnlf/cnlf/10/007.pdf. 2014. MALÁTER, L. S. O. A competência oral em inglês sob o olhar de futuros professores. In: ABRAHÃO, M. H. V.; GIL, G.; RAUBER, A. S. (Orgs.). Anais do I Congresso Latino Americano sobre Formação de Professores de Línguas. Florianópolis, UFSC, p. 642-656, 2007. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais no ensino de línguas. In: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 145-225. RIBEIRO, Maria D’Ajuda Alomba; MARIANO, Ana Julia Souza. O interculturalismo no ensino de PLE: Um estudo sobre expressões idiomáticas brasileiras a partir do filme “Ó paí ó”. Revista Fronteira Digital, ano II, nº4. Ago-Dez, 2011. Disponível em http://www.unemat.br/revistas/fronteiradigital/docs/artigos/n4_2011/fronteira_digital_n4_ 2011_art_6.pdf. SCHENEUWLY, Bernard.; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Trad. e Org.: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2004. http://www.filologia.org.br/xviii_cnlf/cnlf/10/007.pdf http://www.unemat.br/revistas/fronteiradigital/docs/artigos/n4_2011/fronteira_digital_n4_ UNIDADE II ASPECTOS LINGUÍSTICOS DA LÍNGUA INGLESA Professora Mestre Sâmia Cardoso. Professor Especialista Fabio Cardoso. Plano de Estudo: ● Conceitos básicos estruturais da língua inglesa; ● Análise de atividades práticas de domínio de língua inglesa; ● A leitura de texto como aliada para a expansão da compreensão oral; ● Análise de estratégias para a produção de textos orais e escritos; Objetivos de Aprendizagem: • Estabelecer a compreensão de que o conhecimento da língua é essencial para ensiná- la; • Analisar e refletir do ponto de vista didático como determinada atividade pode levar o aluno à compreensão de dado conteúdo; • Compreender o uso de textos orais e escritos para a comunicação. INTRODUÇÃO Olá, caro estudante, vamos à Unidade 2? Após refletirmos sobre todas as questões levantadas na Unidade 1 em relação ao ensino de Língua Inglesa no Brasil, queremos agora, nesta unidade, propor um trabalho com mais movimento entre nós. Deixaremos um pouco as conceituações e os estudos teóricos e partiremos para a prática do desenvolvimento de ações, a fim de melhorar a nossa compreensão do idioma e como proporcionar essa melhora ao nosso aluno.No primeiro tópico desta unidade, teremos uma recapitulação de conceitos básicos de inglês. E, o que consideramos como conceitos básicos? Aquelas estruturas semânticas, sintáticas e lexicais que provavelmente você já tenha tido contato em algum momento de sua vida. Não é possível, evidentemente, trabalharmos com todas elas, mas conseguimos no tópico estabelecermos aquelas essenciais para o conhecimento básico da estrutura da língua alvo. Algumas atividades de compreensão serão trabalhadas já neste tópico e o gabarito estará ao fim do tópico, porém, recomendamos a tentativa de que você faça sem consultar o gabarito no primeiro momento. Já no segundo tópico, buscaremos nos encontrar nas análises das atividades práticas que trabalharão justamente os conhecimentos estudados no primeiro tópico, focalizando os conhecimentos estruturais para o ensino de LI e o quanto é importante conhecermos a língua-alvo para ensiná-la. No tópico 3, estudaremos a relação da compreensão textual e a formação de sujeitos capazes de ler textos e deduzir, inferir, compreender o processo de formação dialógica. Este tópico, leva-nos ao quarto e último, no qual também veremos estratégias para criar textos coesos e coerentes sejam eles escritos ou orais. Espero que esta unidade possa oferecer uma jornada reflexiva e autoanalítica para que enxerguemos nossos alunos através de um processo de autoconhecimento. Vamos conosco?! 1 CONCEITOS BÁSICOS ESTRUTURAIS DA LÍNGUA INGLESA Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/rear-view-puzzled-student-front-huge-1100039633 Ao estudarmos uma língua, precisamos compreender algumas estruturas básicas que permitem que a comunicação seja estabelecida de maneira eficiente. Por exemplo, um falante de inglês, ao aprender a falar português, precisa compreender minimamente a forma organizacional da língua portuguesa para formar enunciados simples como “ela fala dois idiomas” para que não saiam formas agramaticais como “dois fala ela idiomas”. O mesmo acontece com a língua inglesa. É necessária a compreensão de conceitos básicos como formas verbais mais comuns, artigos, substantivos e suas formas plurais - regulares e irregulares - entre outros para que os objetivos interacionais sejam ainda mais efetivos. Buscaremos, neste tópico, apresentar e fazermos atividades práticas para o reconhecimento dessas formas e, assim, nos tópicos adiante, para que saibamos como trabalhar com elas de maneira didática-pedagógica com os alunos. Verbs Os verbos são muito importantes para que possamos nos comunicar com fluência e clareza em qualquer língua. Na língua inglesa não é diferente. Aqui, apresentaremos uma breve reflexão sobre os tempos verbais em inglês, suas regras e particularidades para, em seguida, faremos atividades práticas de identificação e compreensão dessas formas. I. Simple Present Os verbos no tempo presente têm por função principal demonstrar uma atividade que seja feita ou não com regularidade, que seja habitual ou rotineiro. Nós utilizamos o presente simples geralmente acompanhado com os advérbios de frequência. http://www.shutterstock.com/pt/image-photo/rear-view-puzzled-student-front-huge-1100039633 Como formamos os verbos no Simple Present? Em frases afirmativas, o verbo na terceira pessoa do singular (he, she, it) ganhará uma desinência verbal (-s/-es/-ies), nas outras pessoas do verbo (I, you, we, they) o verbo permanece na forma básica. I love you / She loves you / They love you / He loves you Já para as formas negativas, utiliza-se a partícula do not (don’t) entre o sujeito e o verbo e, na terceira pessoa do singular, utiliza-se a partícula does not (doesn’t) e o verbo também retorna para a forma básica, abandonando o final (-s/-es/-ies), uma vez que esta já está representado no auxiliar de negação. I don’t love you / She doesn’t love you / They don’t love you / He doesn’t love you Agora, para as formas interrogativas, ocorre a inserção do auxiliar (do) e (does) no início das frases e o verbo ficará também na forma básica. Do you love me?/ Does she love you?/ Do they love you?/ Does he love you? Já os advérbios de frequência funcionam para demonstrar essas ações habituais. Na estrutura das fases, eles costumam vir ao fim da frase quando definidos e após o sujeito quando indefinidos. Everyday Todos os dias Some days Alguns dias Once a week Uma vez por semana Twice a week Duas vezes por semana Thrice a week / three times a week Três vezes por semana Advérbios definidos de frequência II. Present Continuous Utilizamos o Present Continuous quando nos referimos a ações que estão ocorrendo no momento da enunciação. Esta é a principal diferença entre o presente simples e o presente contínuo ou progressivo, porque enquanto um demonstra uma ação habitual, o outro revela algo que está acontecendo. Ele também pode ser usado para expressar o futuro próximo. Para formar o Present Continuous é importante conhecer o verb to be, porque ele é responsável pela estrutura da sentença, seguida pelo verbo com -ING no fim. Os advérbios utilizados com esse tempo verbal são aqueles que indicam um presente momento ou uma continuidade da ação: now, at the moment, right now, while etc. She is working at the college now. I am playing video games at the moment The boys are going to the park right now ACTIVITIES 01 1. Complete the bank spaces with the right conjugation of the Simple Present Tense. Follow the example: Example: Anne loves the Jane Austin's work. (love) a) Cayo to the College tonight. (go) b) My parents Italian and French classes on Thurdays every week. (have) c) Louise at the Brad's Office. (work) d) I bread with nuts jelly every morning. (eat) e) The plain at 08:00 in the city. (arrive) 2. Identify if the verbs are in the SP (Simple Present) or in the PC (Present Continuous) Johnathan is cooking dinner now while his friend Melanie is setting the table. They always do these kinds of activities because they live alone. In fact, they are thinking about moving to a bigger apartment so that they can live with more people and share the activities. a) SP - PC - PC - SP - PC b) SP - PC - PC - PC - PC c) SP - SP - PC - SP - PC d) PC - PC - SP - SP - PC Fonte: (Adaptado) BRASIL ESCOLA. Disponível em https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios- ingles/exercicios-sobre-simple-present.htm. Acesso em 08 de mar. de 2021. III. Simple Past O Simple Past é utilizado para demonstrar ações que ocorreram no passado e não tem uma continuidade no tempo presente, nem possuem uma progressão evidenciada no momento da ação. Como formamos os verbos no Simple Past? Em frases afirmativas não ocorre diferenciação entre os sujeitos, como é no caso do Simple Present. Agora, a forma afirmativa dos verbos no passado são as mesmas independentemente de quantas pessoas estão envolvidas na enunciação. I loved you / She loved you / They loved you / He loved you I bought/ She bought / They bought/ He bought No entanto, os verbos no passado são divididos entre verbos regulares (aqueles que possuem terminação -d, -ed, -ied acrescentada à sua forma base) ou irregulares (aqueles que podem se modificar ou não de sua forma base. Verbos regulares Base form Past work worked play played *study studied *cry cried dance danced want wanted start started **stop stopped Ainda que falemos sobre os verbos regulares, há exceções e duas regras quanto a sua formação no passado. *Verbos terminados em consoante + y, há a substituição do y por ied: Try - tried Fry - fried ** verbos terminados em consoante + vogal + consoante (nos quais a sílaba tônica seja a última), há a duplicação da última consoante Stop - Stopped Chop - Chopped Verbos IrregularesBase form Past go went cut cut put put spend spent buy bought forget forgot get got think thought Com os verbos no passado simples, podem ser utilizados advérbios de tempo que remetem ao passado como: yesterday, last week, last year, mas sempre pensando que este tempo verbal é utilizado para ações já completas no passado. IV. Past Continuous Vimos no ponto II que o present continuous tem por função demonstrar uma ação que estavam em ação no momento de sua enunciação. Aqui, temos uma situação parecida, porém no passado. Trata-se, portanto, de uma ação que estava em ocorrência em um determinado momento do passado. Também é importante utilizarmos o verbo to be, porém aqui no passado. Present Past am was is was are were I was cleaning my room yesterday She was taking a shower at 3 o’clock They were playing a game at the court As formas negativas e interrogativas são representadas pelas formas wasn’t/ weren’t e was/were tendo sua ordem alterada para o início da frase no caso da pergunta. Was she taking a shower at 3 o’clock? Yes, she was. Were they playing a game at the court? No, they weren’t. ACTIVITIES 02 1. Write the correct form of the verb in the simple past to complete the sentences below: a) She (go) to school by bus b) We (start) this game at 7 o’clock. c) My family (buy) a new house to spend our vacations d) I (stop) to see that beautiful view in the mountains e) My friends (cry) a river when they saw me. 2. Complete the sentences putting the verb in the parentheses in the past continuous. a) I a very pleasant book last night. (to read) b) He TV when his mother arrived. (not watch) c) My father and my little brother soccer yesterday. (not play) d) My mother lunch with her friends last week. (to have) e) They hard in their College project. (to work) Adaptado de: https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-ingles/exercicios- sobre-past-continuous.htm V. Present Perfect O Present Perfect é um tempo verbal que não possuímos na língua portuguesa. Trata-se de uma ideia que, de alguma forma, refere-se ao passado e ao presente ao mesmo tempo, ou seja, ainda acontece ou tem alguma consequência direta no presente, ou ainda, não menciona quando o fato ocorreu transformando essa informação em secundária. Trata-se também do tempo verbal ligado às experiências já realizadas ou não, além daquelas que podem se realizar novamente. Por se tratar de um tempo verbal tão amplo de possibilidades, ele é também um dos mais utilizados da língua inglesa, ainda mais se considerarmos situações conversacionais da língua. E como formamos então o Present Perfect? Para formarmos o Present Perfect precisamos entender o uso do auxiliar “HAVE”/“HAS” como essencial para sua formação e em seguida o verbo principal conjugado em sua forma no particípio passado. As formas do particípio passado do verbo são as mesmas do passado simples quando os verbos são regulares. Porém, nos casos dos verbos irregulares, as formas podem se repetir ou se modificar. Como saberemos quando isso ocorre? Apenas estudando as formas verbais. Não há outra maneira eficiente para isso. Abaixo, apresentamos uma pequena lista com verbos irregulares e suas formas no particípio, porém a lista de verbos não é composta apenas por estes. Base form Past Past Participle Know Knew Known Have Had Had Go Went Gone Be Was/Were Been Begin Began Begun Put Put Put Buy Bought Bought Forget Forgot Forgotten Get Got Gotten Eat Ate Eaten Dessa forma, as frases afirmativas do Present Perfect são formadas com Sujeito + HAVE/HAS + Verbo (Past Participle) + Complementos. A forma contraída do verbo auxiliar será ‘ve ou ‘s I have bought a great car with my fortune. I’ve had the time of my life and I never felt this way before. She has been to Uruguay for many years. He’s known his best friend since he was a kid. Já as frases negativas serão formadas pela forma negativa do auxiliar: HAVE + NOT e HAS + NOT = Haven’t e Hasn’t I haven’t bought a great car with my fortune. I haven’t had the time of my life and I never felt this way before. She hasn’t been to Uruguay for many years. He hasn’t known his best friend since he was a kid. As perguntas serão formadas através da inversão do auxiliar para o início da frase: Have you bought a great car with your fortune? Have you had the time of my life and you never felt this way before? Has she been to Uruguay for many years? Has he known his best friend since he was a kid? ACTIVITIES 03 1. Supply the present perfect tense of the verbs given: Example: I have written the book. (write) a) He here for three months. (work) b) They to Australia many times. (go) c) you ever to Paris? (be) d) My family me recently. (not visit) e) My parents yet. (not arrive) 2. Make sentences in the present perfect with the words below: a) (They / study / English) b) (He / eat / French fries) c) (Their family / go / to Italy) d) (I / read / that book) e) (They / live / here for five weeks) Fonte: Adaptado de Brasil Escola. VI. Simple Future Utilizamos o Simple Future quando queremos expressar uma ação que é possível no futuro. Utilizamos esta forma principalmente para expressar decisões rápidas e previsões. E como se forma? Nas frases afirmativas, usamos a partícula WILL após o sujeito e o verbo principal na forma básica. I will study English She will be my partner They will take a bus at 11 A forma negativa será formada pela partícula Will + Not (Won’t) e o verbo na forma basica: I won’t study English She won’t be my partner They won’t take a bus at 11 E as perguntas serão feitas com a inversão da particula Will e sujeito: Will you study English? Will she be my partner? Will they take the bus at 11? Outra forma verbal para representar o tempo futuro é o Be Going To, que é mais utilizado para o futuro planejado, aquele que parece mais certo de ocorrer. Formamos as frases usando este tempo verbal conjugando o verbo to be + going to + verbo principal e complementos, caso a frase seja afirmativa. I am going to travel tonight She is going to have a meal at the restaurant A forma negativa será a partir da forma negativa do verbo to be e a interrogativa por meio da inversão do verbo: I am not going to travel tonight She is not going to have a meal at the restaurant Are you going to travel tonight? Is she going to have a meal at that restaurant? ACTIVITIES 04 1. Pass the sentences to the simple future: a) A: “I think there's someone at the door.” B: “I (get) it.” b) My father thinks schools ( not be) extinct. c) A: “They are moving to a new apartment tomorrow.” B: “I (come) and help them.” d) If he passes the exam, he (be) incredibly happy. e) I (be) here at eight o'clock, I promise. 2. Fill in the blanks using be going to. a) My father (not buy) a car. He doesn’t have enough money. b) Our classmates (enjoy) their afternoon watching movies. c) I'm so sad! My best friend May (move) to another city. d) My neighbours (build) a new garage. e) My friends and I (learn) Italian. 3. The sentences “I’m not going to talk about anything!” and “I’m going to be a scientist” refers to. a) Something that happens in the future. b) Something that happened in the past. c) Something that has happened two minutes ago. d) Something that will never happen. e) Something that has happened one day ago. Fonte: (Adaptado) BRASIL ESCOLA. Disponível em https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios- ingles/exercicios-sobre-simple-present.htm. Acesso em 08 de mar. de 2021. VII. Nouns (substantivos) Os substantivos são essenciais para qualquer língua,pois eles são responsáveis por nomear as coisas, os objetos, os seres. Os substantivos são importantes porque são eles que ocupam a posição principal de sujeito das frases, aqueles que agem ou recebem a ação de determinada forma. Em inglês, os substantivos são classificados entre regulares e irregulares quando estão no plural. Vejamos as regras gerais abaixo: Substantivos Regulares 1) De maneira geral, adiciona-se o ‘s’ Boy - Boys Girl - Girls Mother - Mothers 2) Para palavras terminadas em ‘s’, ‘ss’, ‘sh’, ‘ch’, ‘x’, ‘o’ e ‘z’, adiciona-se ‘es’ Box - Boxes Bench - Benches Fox - Foxes Dress - Dresses Potato - Potatoes 3) Palavras terminadas em ‘f’ ou ‘fe’, troca-se por ‘ves’ Shelf - Shelves Life - Lives Wolf - Wolves 4) Palavras terminadas em consoante + ‘y’, troca-se o ‘y’ por ‘ies’ Butterfly - Butterflies Dummy - Dummies Lorry - Lorries Substantivos Irregulares As palavras que são irregulares quando pluralizadas podem apresentar uma forma diferente daquela no singular, ou ainda, a mesma forma apresentada, sendo palavras que já estão no plural mesmo que façam referência a um objeto só: Tooth Teeth Foot Feet Child Children Mouse Mice Person People Sheep Sheep Man Men Woman Women Palavras já no plural: Scissors; trousers; pants; Statistics Palavras que não tem plural: News; Information; Advice; Bread; Luggage; Water; Coffee; Tea; Cheese VIII. Adjectives Os adjetivos são utilizados quando queremos expressar uma qualidade, opinião ou caracterizar algo. Os adjetivos em inglês podem vir antes ou depois de um substantivo. 1) Precede um substantivo: Paris is a beautiful city Lady Gaga is a famous singer 2) Podem vir depois do substantivo, após o verbo to be This car is amazing That object is white 3) Adjetivos não têm forma plural That tall boy is my son Those tall boys are my sons ACTIVITIES 05 1. Choose the correct form of plural nouns: a) Wolves - lifes - cards - faxes b) Faxes - apples - orangies - ships c) Sheep - foxes - children - lorries d) Bookes - computers - patatos - boys 2. Choose the correct sentence with the best adjective form: a) David and Joanne are really intelligents. b) I have a book new. c) My car is a Lamborghini red. d) I don’t like old books. IX. Articles Os artigos são utilizados para classificar os substantivos de forma definida ou indefinida. Os artigos definidos são aqueles que apontam para algo específico ou conhecido, enquanto os artigos indefinidos expressam algo generalizado. Os artigos indefinidos expressam um substantivo no singular. Artigos Definidos Usamos o artigo “The” + algum substantivo em algumas ocasiões como: 1) O substantivo é único: The moon; The sun; The Bible; 2) Algo específico: The girl who I saw at the mall 3) Lugares específicos (únicos) e ao definir o tipo de governo The Earth The United States of America The 4) Nomes de famílias The Davis The Gibsons - Não é preciso utilizar the antes de Possessive Case John’s car Linda’s house Artigos Indefinidos Usamos os artigos A/AN + Substantivo no singular. Os artigos são utilizados com substantivos que podem ser generalizados. Por exemplo: An apple (Não importa qual maçã) A car (Não importa qual carro) Utilizamos A precedendo substantivos com som de consoante A party A book A university Utilizamos AN precedendo substantivos com o som de vogal An orange An article An hour Omitimos os artigos quando temos substantivos no plural e que são gerais: Schools are very important to children Cars are important because they provide a common means of transportation X. Interrogative Pronouns. Utilizamos os Pronomes Interrogativos para fazer perguntas mais elaboradas sobre algo ou alguém. Perguntas cujas respostas serão mais específicas, em busca de mais informações além de apenas uma afirmação ou negação. 1) What - Utilizamos para expandir informações: What is your name? What kind of music do you like? 2) Which - Quando enfatizamos a ideia de opções para escolha: Which country in Asia would you like to go? Which restaurant is your favorite? 3) When - Quando queremos saber o tempo em que uma situação ocorre, ocorreu ou ocorrerá: When did you watch that movie? When will you go there? 4) Where - Quando nos referimos ao lugar onde uma ação ocorre: Where do you live? Where are you going tonight? 5) Who - Quando queremos saber quem pratica ou recebe a ação: Who was that girl? Who do you live with? 6) Whose - Quando nos referimos a posse, de quem: Whose backpack is this? Whose car is hers? 7) Why - Quando perguntamos o motivo ou a razão de algo, o porquê: Why are you going out? Why did you get that train? 8) How - Utilizamos para perguntar como algo foi realizado: How do you go to school? How did she feel? ACTIVITIES 06 1. Complete the sentence with the correct alternative: There are twelve chairs is dining-room and excellent Portuguese red wine on table close to door. a) A, an, the, the b) The, an, the, the c) The, an, a, a d) …, an, …, the 2. Complete the questions below with one of the interrogative pronouns and choose the correct pattern: is your name? car is that? do you need to go? a) What - who - whose b) What - whose - which c) What - whose - where d) Why - what - how Gabarito I. Simple Present and Present Continuous 1. a) goes 2. d) b) have c) works d) eat e) arrives II. Simple Past and Past Continuous 1. 1.a) went 2. a) was reading b) started b) wasn’t watching c) bought c) weren’t playing d) stopped d) was having e) cried e) were working III. Present Perfect 1. a) He has worked 2. a) They have studied English b) They have gone b) He has eaten French Fries c) Have you ever been c) Their family has gone to Italy d) hasn’t visited d) I have read that book e) haven’t arrived e) They have lived here for five weeks IV. Simple Future 1. a) will get 2. a) isn’t going to buy 3. a) b) won’t be b) are going to enjoy c) will come c) is going to move d) will be d) are going to build e) will be e) are going to learn V. Nouns and adjectives 1. c) 2. d) VI. Articles and Interrogative Pronouns 1. b) 2. c) 2 ANÁLISE DE ATIVIDADES PRÁTICAS DE DOMÍNIO DE LÍNGUA INGLESA Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/english-open-book- language-hand-drawn-1191427996 Este tópico tem como principal objetivo analisar as atividades do tópico inicial, discutindo suas possibilidades e as razões de uma atividade ser correta em relação à outra. Quando pensamos em falar inglês ou ensinar inglês temos que ter em mente o quanto é importante buscarmos modelos próximos ao ideal em relação às regras de uso da língua. É evidente que podemos em situações reais de uso utilizarmos formas diferentes dessas, as quais não estão alinhadas essencialmente com as formas gramaticais tradicionais, porém não é possível que se depreenda qualquer língua estrangeira sem que tenha conhecimento estrutural dela, ainda que este seja inconsciente. Neste tópico, procuraremos demonstrar as possíveis respostas das atividades, mas com a intenção principal de refletir sobre como levar nossas reflexões aos nossos alunos e, além disso, como enfatizar em nossas práticas orais essas regras. As atividades sobre Simple Present e Present Continuous busca praticar a importância de enfatizar o uso da terceira pessoa no singular e suas particularidades, ou seja, o uso de -s, -es ou -ies na terminação do verbo. Ao explicarmos essa característica ao nosso aluno é importante que busquemos demonstrar paralelos com nossa própria língua, para que ele compreenda que estamos falando de uma característica importante na comunicação. Dessa forma, enfatizar o uso da forma she speakscomo ideal é o mesmo que dizer que o correto em português é o ela fala e não ela falam por exemplo. Para o uso de Present Continuous, o mais importante é compreender a diferença entre este tempo verbal e o Simple Present, uma vez que aquele está ligado ao uso da língua no momento em que se fala. Compreender esta definição evidentemente é muito mais importante para os aspectos orais do que compreender como classificá-lo, porém é uma maneira pragmática para alcançar os objetivos. http://www.shutterstock.com/pt/image-vector/english-open-book- No grupo de atividades 2, voltados à reflexão dos tempos verbais no passado e no passado contínuo, temos uma compreensão mais extensa desse tipo de atividade ao nosso aluno. Ao mostrarmos verbos bases e pedirmos que nossos alunos transformem-os em verbos conjugados no passado, temos que ter consciência de que muitos de nossos alunos podem não saber como fazê-lo. Por isso a importância de elucidar os verbos regulares e irregulares. É necessário que os alunos saibam com domínio sobre a existência dos dois tipos de verbos e, principalmente, compreendam os regulares como os mais comuns e recorrentes, para que o processo de entendimento dos verbos no passado não seja tão árduo. Entretanto, ao depararmos com os verbos irregulares, o desafio se torna mais amplo porque alguns deles possuem mudanças complexas como demonstradas nas atividades e no tópico anterior. Por isso, é importante incentivar nossos alunos à busca pela autonomia dos estudos dos verbos irregulares, uma vez que não há uma regra capaz de norteá-los como ocorre com os verbos regulares. Além disso, é importante ensinarmos as formas negativas e interrogativas ao nosso aluno, tentando da forma mais simples possível alcançar a compreensão de suas regras. Ainda temos o uso do Past Simple Continuous que é uma ação no passado em progresso, ou seja, já acontecida no passado e encerrada, mas cuja intenção seja demonstrar sua progressão. É importante que o aluno entenda essa diferença para que possa produzir e utilizar este tempo verbal essencial na construção de textos escritos e orais narrativos. O terceiro grupo de atividades compreende o tempo verbal do Present Perfect. Este tempo verbal e suas ramificações - não tratadas nesta apostila - talvez sejam do nosso ponto de vista um dos mais desafiadores para os nossos alunos, pois, trata-se de um tempo verbal sem equivalência total com a língua portuguesa e ainda implica no conhecimento de mais uma forma verbal que pode variar nos verbos irregulares. Assim, devido a todas essas singularidades do present perfect, devemos exemplificar ao nosso aluno por meio de atividades práticas que este tempo verbal tem uma ligação com o passado e o presente conforme explicitado na definição do tópico. Além disso, é importante evidenciar as formas dos verbos no particípio, principalmente os irregulares, porque podem variar de diversas maneiras. Mais uma vez, cabe aos professores estimular os alunos a buscar atividades práticas auditivas, de leitura, de gramática etc, para que as formas verbais sejam internalizadas. O quarto grupo de atividades está na área dos verbos do tempo futuro. Nessas atividades é importante enfatizar as diferenças entre ‘will’ e ‘be going to’ de forma acentuada, pois é um diferencial compreendido entre os falantes de inglês, mas podemos dizer que poucos realmente conhecem os motivos de usarmos uma forma em detrimento à outra. Viabilizar esse conhecimento ao nosso aluno não é apenas ensinar linguagem, mas também cultura. Por fim, temos o quinto e sexto grupos de atividades, já saindo da área dos verbos e entrando no grupo das palavras. Resolvemos tratar aqui dos substantivos, adjetivos, artigos e pronomes interrogativos porque compreendemos essas classes nominais como muito importantes para o conhecimento básico estrutural da LI. É evidente que ainda há outros importantes fatores a serem considerados, porém, como discutido inicialmente, o intuito é o de levarmos à reflexão os nossos conhecimentos prévios e assim discutirmos como ensinarmos nossos alunos. É preciso entendermos que saber um determinado conteúdo é completamente diferente de ensiná-lo, porque esta segunda ação exige estratégia, domínio de fatores extralinguísticos, planejamento, didática, etc. 3 A LEITURA DE TEXTO COMO ALIADA PARA EXPANSÃO DA COMPREENSÃO ORAL Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-classroom-happy- diverse-boy-reading-741262948 Quando pensamos na materialidade oral da língua costumamos pensar automaticamente nas habilidades ligadas às práticas auditivas e de fala já que estão diretamente conectadas ao ato de dizer. Entretanto, conhecer uma nova língua não está apenas ligada à exposição aos estímulos auditivos ou orais, é preciso propiciar ao aluno contato direto também com a expansão de vocabulário, conhecimento de estruturas, reflexão sobre a língua estrangeira muitas vezes baseadas em seus próprios conhecimentos sobre sua língua materna. O ensino de leitura deve buscar se situar também dentro da realidade social e cultural dos alunos, ou seja, encontrar na idade dos alunos assuntos comuns para que a leitura seja de fato um caminho para a aquisição de vocabulário e reflexão sobre a língua. É claro que não basta apenas a leitura ser esse caminho para expandir a compreensão oral em LI, porém, é muito claro que quanto mais exposto à leitura, mais independente o aluno de LE fica. Atualmente, e veremos a seguir no tópico, os materiais didáticos alinham as atividades de leitura e de fala fazendo pontes diretas entre as habilidades. É interessante pontuar sobre os livros didáticos atuais porque aproximar as habilidades de leitura e de fala nos mostra justamente essa mudança de perspectiva em relação ao ensino de língua estrangeira e suas habilidades. Até poucos anos, acreditava- se que o ensino deveria ser sequenciado, respeitando as etapas de aprendizagem quase que como um rito religioso, hoje percebemos que o ideal é justamente essa mescla, algo que também debateremos nos próximos tópicos. Dessa forma, buscando compreender as particularidades dos alunos, o ensino de leitura em LI deve entender que os alunos são indivíduos únicos e seres em busca da construção de sua identidade social. É por isso que, segundo Moita Lopes (2002), aprendemos a ser quem somos por meio dos diversos discursos diferentes aos quais nos inserimos. A partir disso, os professores de LI devem estar preparados para encontrar e lidar com essas particularidades e diversidades em sala de aula, assim apresentando textos http://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-classroom-happy- diversos, com linguagens e temas diversos, a fim de abraçar e atingir a todos em sala e aumentar o conhecimento de todos em relação à língua. Ao ensinarmos uma língua estrangeira, nós professores temos que ter em mente o papel social e cultural de nossa disciplina. Ensinar uma língua diferente daquela de sua comunidade implica na ampliação da percepção de mundo, na compreensão do pensamento crítico em relação a si e ao outro e, principalmente, na consciência de sua própria cultura e na do outro. (JORDÃO, 2007) Por isso, ao ensinarmos toda essa ideia global que envolve a leitura de textos e o ensino de língua inglesa, passamos para a prática de ensino de leitura como peça fundamental para a busca da expressão oral. É necessário que se compreenda todas as palavras que estão escritas em um texto para entendê-lo? É necessário o conhecimento de todo o assunto previamente discutido no texto para que se entenda? Nós, professores, estamos aqui pra isso: levar aos nossos alunos ao entendimento de que é possível depreender de um texto suas ideias gerais mesmo que nem todos os vocábulos sejam conhecidos e, principalmente, a partir disso entender que em textos orais também podemoscompreender sem necessariamente entendermos todas as palavras. Para representarmos o trabalho atual de leitura aliado à fala e não apenas à decodificação ou ensinamento de pronúncia, passamos para a análise de uma sequência didática retirada do livro Project Explore! 4 indicado para alunos adolescentes, que já possuem um certo tempo de contato prévio com a língua devido aos anos anteriores. Ao iniciarmos a análise, verificamos que há a preocupação em se questionar o conhecimento prévio do aluno em relação aos filmes e livros que eles tenham assistido anteriormente. É importante o movimento de aproximar o aluno à sua própria realidade daquilo que será trabalhado em sala para que ele encontre razão em estudar e conhecer tal tema. Devemos sempre compreender que nossos alunos buscam nos estudos lógicas práticas de sua própria vida e, por isso, que os assuntos devem fazer sentido para suas vidas. Figura 1 - Fonte: Após a discussão oral sobre possíveis filmes ou livros que os alunos tenham assistido, essa sequência didática tem como objetivo de vocabulário expandir o conhecimento sobre gêneros literários, por isso, a atividade 1 busca associar os gêneros textuais aos filmes. Um ponto positivo deste material pode ser destacado já na atividade 1 ao trazer a informação de que alguns filmes podem ser marcados por mais de um gênero, isso pressupõe uma discussão com os alunos sobre as possibilidades dos filmes dispostos. É importante compreendermos que ao darmos muitas respostas para nossos alunos temos que nos prepararmos para possíveis divergências e essa possibilidade é uma das mais importantes características no ensino de linguagem, porque permite a expansão da criticidade e a defesa do ponto de vista. Por exemplo, no exercício 1, quase todos os filmes podem se enquadrar em mais de um gênero e trazer essa discussão à tona é importante justamente para avançar no conhecimento e entendimento de cultura e pensamento crítico-social. Após a primeira atividade, temos a continuação dessa busca por vocabulário já no texto, porém ainda sem a necessidade de que os alunos leiam os textos integralmente. A atividade também busca somente a aquisição vocabular e a aproximação dos alunos aos gêneros, pois devem buscar as palavras sublinhadas no texto e indicar filmes ou livros conhecidos por eles que pertençam a esses gêneros. Nesse viés, seguindo a sequência didática, teremos então a leitura de três textos e a primeira estratégia para levarmos esse momento de reading para também um momento de produção oral/fala. Figura 2 - Fonte: Figura 3 - Fonte: Trata-se portanto da atividade 2 (acima), na qual a proposta é a de dividir a turma em 3 grupos e os alunos nos grupos ficam responsáveis por lerem apenas um dos textos, porque as informações depreendidas serão justamente repassadas por meio da expressão oral, fazendo assim com que o diálogo seja a fonte do conhecimento do texto do outro e não a leitura somente. Após os alunos lerem o texto de seu grupo, o professor solicita que alunos de cada grupo se juntem para terem o momento de troca e que cada um fica responsável por contar sobre o seu personagem lido. É interessante a escolha dos personagens porque são conhecidos de filmes que provavelmente muitos alunos já viram e acaba despertando a curiosidade deles para discutir sobre as características descritas na atividade. Essa prática oral não precisa ser documentada, não precisa ser escrita embora possa ser, porque a parte descritiva também pode ser aliada ao ensino de oralidade, no entanto, percebemos que não é impossível aliarmos uma atividade de leitura à prática oral, o que até pouco era considerado atividades distintas. Trabalhava-se escrita de maneira dissociada à fala e isso prova-se inadequado em uma sequência didática como a apresentada. No próximo tópico, continuaremos a análise desta sequência didática, pois a oralidade ainda não deixa de ser o foco principal nesta aula, ainda que tenha por intuito o uso de leitura e escrita. 3 ANÁLISE DE ESTRATÉGIAS PARA A PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/close-girl-hand-refillable- pencil-writing-621611894 Nos tópicos anteriores discutimos justamente a proximidade de práticas consideradas pragmáticas para levarmos à produção de textos orais. Durante anos, as práticas de ensino foram pensadas no intuito de compartimentar as possibilidades das habilidades ensinando-as de forma fragmentada, deixando ao aluno a dificuldade maior que era a de unir todos os pedaços. Por isso, é tão comum ouvirmos de pessoas que passaram anos expostas ao ensino de língua inglesa depoimentos de serem incapazes de compreender produções orais ou de produzir seus próprios discursos porque tiveram contato maciço apenas com a língua escrita. Na sequência didática analisada no tópico anterior já foi possível perceber o uso do texto inicial para a produção de uma atividade oral, a qual coloca o aluno como ator principal no domínio da ação, tendo ele a responsabilidade de passar a comunicação adiante. É importante compreendermos que o aluno precisa se ver dessa forma: como protagonista do processo de aprendizagem e agente principal de comunicação, na qual a expressão final da linguagem precisa de sua participação ativa. É nesse ponto que o professor deve atuar como mediador para levar ao aluno a tranquilidade de que o processo de comunicação depende principalmente dos objetivos dialógicos serem alcançados, ou seja, não importa se o aluno responde toda a pergunta falando todas as palavras corretamente, com a pronúncia idealizada e/ou gramática tradicional à risca, mas sim que o objetivo comunicacional tenha sido alcançado. O uso da escrita de textos, no entanto, pode ajudar os alunos a aumentar o seu conhecimento vocabular, fazendo com que assim estes estejam mais aptos e seguros a falarem quando solicitado. Continuando a análise da sequência didática iniciada no tópico anterior, percebemos que após o aproveitamento das possibilidades orais-discursivas, por meio da troca de informação interacional entre os alunos, o material traz a análise de conteúdo http://www.shutterstock.com/pt/image-photo/close-girl-hand-refillable- gramatical. É importante pontuar que esta unidade do livro se refere a uma parte introdutória do material que busca revisar conteúdos trabalhados em livros anteriores. Mesmo com o trabalho de análise gramatical é importante que este seja feito de maneira oral e reflexiva com o aluno, explorando com ele as possibilidades, os motivos de escolhermos um termo invés de outro, assim como já demonstrado no tópico 2. Em seguida, passamos para a produção escrita e, mais uma vez, teremos um foco dialógico como principal norteador desse processo. Trata-se aqui de uma atividade em dupla, na qual os alunos devem escrever sobre um personagem de filme, livro ou seriado de tv que gostem. Não é uma novidade no ensino de Língua Inglesa solicitar que os alunos produzam textos após serem expostos a eles, como foi o caso do início da sequência didática, no entanto, é interessante aqui que o início da atividade seja feito por meio de uma atividade oral, na qual em pares os alunos encontram seus personagens em comum, descrevem o que eles fazem, como eles são e o porquê de gostarem deles. O foco da atividade, embora seja o de produzir um texto escrito, também é o de promover produção oral. Após escrever o texto a partir dessas reflexões, os alunos passam para a atividade “Extra” que também tem como foco a oralidade, mas pode ser trabalhada de maneira descritiva. O aluno deve descrever algum tipo de filme ou livro sem citar o nome de personagens ou algo que os identifiquem de maneira instantânea, fazendo com que os demais tentem adivinhar sobre qual produção eles sereferem. Dessa forma, vemos de maneira explícita e prática como podemos trabalhar com o texto escrito e oral integrado sem que essas formas sejam vistas como conflitantes ou opostas. SAIBA MAIS Fonte: MARDEGAN, Denise. Mapa Mental Verbos Modais. 2016. Disponível em https://inglesdenisemardegan.blogspot.com/2016/06/mapa-mental-verbos-modais.html. Acesso em 08 de mar. de 2021. Fonte: MARDEGAN, Denise. Mapa Mental Verbos Modais. 2014. Disponível em https://inglesdenisemardegan.blogspot.com/2014/12/verbos-irregulares-em-ingles.htmlAcesso em 08 de mar. de 2021. #SAIBA MAIS# REFLITA “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” Paulo Freire “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Cora Coralina #REFLITA# CONSIDERAÇÕES FINAIS Caros estudantes, chegamos ao fim da Unidade 2 e podemos refletir alguns importantes aspectos para continuarmos os estudos de nossa disciplina. Inicialmente, discutimos no primeiro tópico os conceitos básicos estruturais da língua inglesa, porque compreendemos que, como professores, devemos conhecer a língua alvo de maneira eficiente para ensiná-la. Não defendemos que o conhecimento da língua necessariamente tenha que ser total, porém sua base comum não há de ser desconsiderada. No segundo tópico, partimos para analisar as atividades propostas no primeiro tópico com o intuito de promover ao nosso aluno a melhor experiência sobre cada ponto debatido. Mesmo em uma visão oral e interacional da língua, compreendemos que o ensino de estruturas comuns são importantes, mas elas não precisam se dar de maneira tradicional ou pragmática. É essa a grande diferença de uma análise interacional para uma abordagem mais conservadora de ensino de língua estrangeira. Já o terceiro tópico tem como objetivo traçar o paralelo importante entre a leitura de texto e a aquisição de linguagem e o uso de estratégias de leitura como forma para incentivar o uso de oralidade em sala de aula. Por meio de análise de sequência didática, pudemos refletir sobre este viés interativo e dialógico entre o texto escrito e o texto oral, fazendo com que o aluno utilize da leitura um fator importante para se expressar oralmente. Por fim, também utilizando de estratégias orais, refletimos sobre o uso da escrita como aliada para a produção verbal em inglês, fazendo com que os alunos não produzam textos escritos apenas, mas que aprendam a esboçá-los inicialmente por meio da troca de diálogos e atividades conversacionais. Nas unidades seguintes, temos como intuito o trabalho direto com o material didático e com a forma de trabalhar com essa importante ferramenta aliada à figura do professor como mediador do processo de aprendizagem. Aguardamos vocês, Até lá! LIVRO • Título: Fale Tudo Em Inglês!: Livro De Atividades • Autor: José Roberto A. Igreja • Editora: Disal • Sinopse: Com inúmeras e variadas atividades práticas de aspectos linguísticos: Vocabulário. Expressões idiomáticas e Phrasal Verbs. O livro aborda todas as questões da comunicação cotidiana. Portanto, trata-se de uma obra de estudo a qual poderá auxiliar o aprimoramento da língua inglesa. FILME/VÍDEO • Título: Babel • Ano: 2016 • Sinopse: Conforme o título, este drama é uma salada de línguas. Os atores trabalham com diferentes línguas tais como - inglês, espanhol, francês, língua japonesa dos sinais, japonês, berbere e árabe. Com tantos idiomas, os personagens acabam passando por situações tensas, como quando uma mulher americana é ferida no Marrocos, obrigando seu marido a lidar com os nativos que não falam sua língua e sem ter um professor de inglês particular para ajudar. REFERÊNCIAS FREIRE, P. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003. JORDÃO, C. M.. As lentes do discurso: letramento e criticidade no mundo digital. Campinas, SP: 2007. Moita L;, Luiz P. da. Identidades fragmentadas: a construção discursiva de raça. Gênero e sexualidade em sala de aula / Luiz Paulo da Moita Lopes – Campinas, SP : Mercado de Letras, 2002. – (Coleção Letramento, Educação e Sociedade) Phillips S; Wheeldon S; Kelly P. Project Explore! Starter - 4. Oxford University Press. United Kingdom, 2019. UNIDADE III O LIVRO DIDÁTICO COMO ALIADO PARA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA Professor Mestre Sâmia Cardoso Professor Especialista Fabio Cardoso Plano de Estudo: ● Compreensão das abordagens de ensino de língua estrangeira: podemos transitar entre as abordagens?; ● Análise de material didático e suas possibilidades; ● O preparo de sequências didáticas: estabelecer metas e objetivos; ● Quando não utilizar o material didático? Estratégias de adaptação do material. Objetivos de Aprendizagem: • Conceituar e contextualizar o uso das abordagens de ensino para língua estrangeira; • Compreender os tipos de objetivos e metas para as aulas: compreender metas bem definidas são garantia de sucesso para suas aulas; • Estabelecer a importância de ter liberdade para adaptar o material didático. INTRODUÇÃO Olá, caro estudante, Chegamos à Unidade 3 de nosso curso, após já termos discutido importantes aspectos para nossa formação como professores de Língua Inglesa. Esta unidade irá priorizar a formação do professor para ensinar a partir do uso de material didático, refletindo sobre a importância de conhecer os objetivos de suas aulas para assim alcançá-los. Além disso, buscamos também discutir estratégias para adaptar ou até mesmo não usar o material a partir de estratégias que visem a melhor experiência para os alunos. Nesta unidade, temos no tópico 1 o objetivo de refletir sobre as abordagens de ensino em LI. Provavelmente, caro aluno, ao longo de seus estudos você já deve ter refletido sobre as abordagens de ensino que perpetuaram o ensino de inglês nas escolas em diferentes momentos da história, mas, neste momento, gostaríamos de propor uma reflexão sobre como podemos usar as principais qualidades dessas abordagens, sem necessariamente descartá-las. Já o tópico 2 procura, a partir das discussões das abordagens de ensino realizadas no tópico anterior, analisar os materiais didáticos e como nós profissionais de ensino em LI podemos utilizá-lo de maneira eficaz buscando proporcionar maior contato com a oralidade para nossos alunos. No tópico 3, propomos algumas dicas de como preparar sequências didáticas no intuito de estabelecer metas e objetivos e perceberemos o quanto é importante esta ação para que os alunos possam se desenvolver ainda mais nos estudos de língua inglesa. Por fim, no tópico 4, temos como finalidade propor algumas formas de adaptar o material didático em situações em que percebemos que o material disponível oferece possibilidades de difícil acesso ou realização ou, ainda, aqueles casos em que percebemos que a realidade da turma não está ainda dentro do esperado pelo material. Portanto, buscamos na unidade 3 observar as possibilidades dos livros didáticos e também como utilizá-los sem que o livro seja a única forma de balizar o trabalho em sala de aula, usando os materiais como acessório importante para as aulas, mas não a base delas. Desejo que esta unidade seja uma forma prática de trabalho e que te leve à reflexão de como utilizar os materiais pelos quais temos disponíveis. Vamos a ela! 1 COMPREENSÃO DAS ABORDAGENS DE ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: PODEMOS TRANSITAR ENTRE AS ABORDAGENS? Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/teaching-techniques-showing-give-lessons- systems-304476947 1.1. As abordagens de ensino Quando pensamos em abordagens de ensino de língua estrangeira, relacionamos os conceitos de estratégias, métodos e técnicas capazes de levar o nosso alunoao conhecimento máximo em LE, especificamente aqui nesta etapa na modalidade oral. No entanto, há de se perguntar sempre: a metodologia de ensino influencia o processo de ensino-aprendizagem? O ensino de LI já atravessou diversas ondas metodológicas, ora inspiradas pelo ensino de outras línguas, como latim, ora pelo ensino da própria língua materna predominante no Brasil: o português. Essas abordagens são chamadas de abordagem tradicional, direta, audiolingual e sociointeracionista. Neste tópico, faremos uma breve apresentação dessas abordagens, visando compreender onde elas se distinguem ou complementam-se, buscando também identificar que as técnicas mais antigas de aprendizagem não necessariamente deixaram de existir. A abordagem tradicional é o método mais antigo no ensino de língua estrangeira, sendo a principal forma do ensino de línguas como o grego e o latim. Neste método, o ensino da gramática normativa é reforçado constantemente, além de induzir à tradução. Assim, o método tradicional trabalha constantemente com a tradução de palavras de um texto, incentivando a memorização delas, além de buscar também a memorização das regras gramaticais. De acordo com Lima (2018, s/p), ao citar Prator e Celce-Murcia (1979), as principais características do Método Tradicional são http://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/teaching-techniques-showing-give-lessons- as aulas que acontecem na língua materna e não na língua alvo, presença de muito vocabulário, porém em listas de palavras isoladas de contexto, longas e elaboradas explicações de regras gramaticais, leitura de textos clássicos, exercícios de tradução de frases descontextualizadas e pouca ou nenhuma atenção à pronúncia das palavras. Por isso, ao pensarmos no professor que ensina com foco nesta abordagem, temos a figura do detentor do saber, aquele que domina todo e completamente o assunto, sendo o aluno mero coadjuvante no processo de ensino-aprendizagem. Com o passar dos anos e com os estudos referentes às novas abordagens, a metodologia seguinte passou a ser chamada de direta. Neste período, acredita-se que o contato direto com a língua alvo é capaz de trazer benefícios para a aquisição de linguagem, porém excluindo a língua materna como ponto de apoio ou comparação. Na abordagem direta, o uso de imagens, simulações, movimentos etc são importantes para estabelecer a compreensão do aluno. O aluno tem um papel mais ativo na própria aprendizagem do que na abordagem tradicional. Assim, professores e alunos são parceiros no processo de ensino-aprendizagem. Em seguida, surgiu o método audiolingual, visando principalmente a necessidade de se aprender rapidamente idiomas para fins de comunicação. O principal episódio histórico que contribuiu para o desenvolvimento desse método foi a segunda guerra mundial, pois os soldados precisavam aprender diversas línguas europeias em curto prazo. Em um contexto de sala de aula, esta metodologia prioriza inicialmente as habilidades de compreensão auditiva e oral, para depois atingir os objetivos de leitura e escrita, já que nesta abordagem a língua é considerada um hábito adquirido através da fala, em um processo pragmático, em que quanto mais contato se tem, mais estruturas e regras são internalizadas. O contato com as regras é feito por meio de modelos que passam a ser seguidos, com o intuito de reforçar essas normas sem necessariamente trabalhar com a apresentação tradicional delas. A aquisição da LI é dada através da repetição e memorização, ou seja, os modelos são apresentados e repetido oralmente diversas vezes, com o intuito de que sejam completamente memorizados. Embora possua mais participação prática do aluno no sentido de falar e ouvir, agindo mais diretamente sobre o processo de aprendizagem, neste método, o professor permanece sendo o personagem central, pois é o mediador do procedimento, tendo peso primordial para definir se o aprendizado foi concluído. O método audiolingual serve mais uma vez para efeito de exemplificação. No que se refere à visão de língua, o método citado baseia-se no estruturalismo (a língua enquanto forma/estrutura). A visão de aprendizagem que sustenta o método é o Behaviorismo (Comportamentalismo), segundo o qual a aprendizagem ocorre por meio de formação de hábitos, por meio da famosa abordagem tríplice: estímulo, resposta e reforço. (VILAÇA, 2008, p. 78). Por fim, chega-se ao método sociointeracionista, podendo também ser chamada de comunicativa ou sociocultural. Esta abordagem busca desenvolver a competência linguística por meio da comunicação, da relação social e cultural entre os envolvidos e por meio da troca de experiência. Este método vai encontrar referência em temas e assuntos que possam ser considerados presentes nas vidas dos alunos e dos professores, levando-os à reflexão sobre o uso da língua como um processo importante para o desenvolvimento pessoal, social e cultural. Dessa forma, o método sociointeracionista enfatiza situações e problemas reais em que o uso da segunda língua é primordial para sua resolução. Nesta abordagem, o aluno compreende o processo de aquisição como uma forma natural de desenvolvimento, principalmente, partindo do ponto de vista do contexto e da utilização de gêneros textuais, como já discutimos na unidade anterior. O professor nesta metodologia passa a ser um condutor do aprendizado, não mais como detentor e transmissor de conhecimento, mas como mediador e estimulador da aprendizagem. Por esse fator, faz-se a formação dos docentes condição suficiente para atingir objetivos ainda mais eficazes na aquisição da linguagem. Entretanto, após as análises dos métodos, encontramos atualmente teóricos que defendem que não há mais essa estipulação de métodos e abordagens que são definidas por nomes e formas que norteiam o ensino de língua estrangeira. Acredita-se que estamos passando pela era do pós-método. Vilaça (2008) afirma que essa mudança implica inclusive nas formas como os professores são vistos pelas instituições em que ensinam, Na era dos métodos os professores eram treinados para a aplicação de um método. Na era pós-método, o professor deve ser formado para compreender melhor o processo de ensino aprendizagem de uma língua estrangeira. Estas mudanças podem ser sentidas em termos como: ensino crítico, formação reflexiva, postura autônoma, entre outros. (VILAÇA, 2008, p. 84). Após percebermos as diferenças entre as metodologias e abordagens existentes para o ensino de LE, passamos a questão principal deste tópico: é possível transitar entre as abordagens? A resposta para a questão é sim. Na realidade, não existe um abandono de uma abordagem para o estabelecimento de outra, abolindo todas as qualidades de uma para estabelecer a outra. Por isso, atualmente, dizemos que estamos vivendo a era do pós- método. Ou seja, não é mais uma forma que será predominante durante as aulas de inglês. Para verificarmos essa possibilidade, passaremos ao segundo tópico, o qual discute justamente a mescla entre as técnicas por meio da análise do material didático da Oxford University Press “Project Explore! 3”, indicado para alunos em fase final do ensino fundamental. 2 ANÁLISE DE MATERIAL DIDÁTICO E SUAS POSSIBILIDADES Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/english-open-book- language-hand-drawn-1191427996 Como vimos acima, em relação às metodologias de ensino em língua estrangeira, as abordagens nem sempre se opõem, mas sim se complementam e apresentam novas técnicas e ideias. Por isso, o que encontramos claramente nas práticas profissionais é uma mescla dessas metodologias anteriores em diversos momentos. É muito comum encontrarmos ainda hoje em materiais didáticos atividades de tradução, porém o enfoque já não é mais o de decorar ou memorizar as palavras. Vejamos na atividade abaixo:Figura 1 - Atividade de diálogo http://www.shutterstock.com/pt/image-vector/english-open-book- Fonte: Oxford University Press “Project Explore! 3. Inicialmente, os alunos devem responder de forma oral sobre o ato de fofocar de acordo com suas experiências, já claramente em um sinal de adoção ao método sociointeracionista. O aluno sendo visto como principal personagem no processo de ensino-aprendizagem, trazendo para sua realidade o tema proposto pelo livro. E, logo após, ouvir o diálogo entre os personagens. Após este momento, vejamos as atividades seguintes: Figura 2 - Atividade de diálogo Fonte: Oxford University Press “Project Explore! 3. Na atividade 2, os alunos tem como objetivo pensar em como as expressões podem ser usadas em sua língua materna. Percebemos aqui o uso do método tradicional, porém não mais com a tradução de palavras diretas, mas sim de expressões, as quais fazem com que o aluno reflita sobre a situação conversacional, dialógica, até mesmo ritmo e entonação. O professor, neste momento, pode auxiliar o aluno a buscar até mesmo outras expressões idiomáticas que possam encaixar mais apropriadamente o sentido no diálogo. Dessa forma, vimos que o método tradicional não foi abandonado, mas sim aprimorado para excluir técnicas anacrônicas, além de explorar o uso dessa tradução para o desenvolver principalmente das habilidades orais e auditivas, o que nos remete à abordagem audio-lingual. Atualmente, tem-se exigido do professor de inglês proficiência suficiente para dar aulas de inglês no idioma alvo. Percebemos essa exigência inclusive por conta dos manuais de professores que raramente são escritos em português, exatamente já como iniciativa para estimular o trabalho na língua estrangeira. O método direto, como vimos anteriormente, visa excluir a língua materna do processo de aprendizagem, o que não é mais completamente aceito nos métodos mais atuais. A língua materna não é mais abolida do processo, porém, espera-se que o professor crie possibilidades para que o uso de inglês durante a aula seja constante. Nas próximas imagens, veremos a continuação da aula e analisaremos as demais abordagens incluídas. Vejamos no exercício 5 e 6: Figura 2 - Atividade de diálogo Fonte: Oxford University Press “Project Explore! 3. Figura 3 - Atividade de diálogo Fonte: Oxford University Press “Project Explore! 3 Após o diálogo, os alunos devem repetir as frases que estão presentes no diálogo. O exercício se preocupa em enfatizar para os alunos copiarem a entonação, além de indicar com setas o movimento sonoro para realizar a produção oral de maneira mais próxima ao ideal. Qual estratégia tinha esses aspectos por objetivo? A abordagem audiolingual. Na sequência de atividades, no exercício 7, temos o estímulo oral e auditivo, inicialmente esperando que o aluno tenha a compreensão auditiva para reconhecer quais informações o áudio fornecido pelo material apresenta. Essa primeira atividade é importante para o prosseguimento das demais e, principalmente, levar à metodologia sociointeracional em que o aluno possui uma informação pré-definida, mas contribui da maneira como quer para estabelecer comunicação. O exercício 8 tem como objetivo trabalhar com a criatividade dos alunos no sentido de criar novas histórias, acrescentando informações para passar para a atividade de prática oral. É interessante também, percebermos que há a solicitação para o aluno escrever as informações, o que nos indica sempre a ideia de usar as habilidades para o interesse conversacional. Em seguida, os alunos devem em duplas fazerem uma atividade de “role-play” que consiste em representar os diálogos agindo sobre eles após os esboços escritos. Dessa forma, em uma atividade, temos o uso de diversas práticas e técnicas que podem ser consideradas presentes nas metodologias de ensino. Não há, como pudemos ver no material, apenas o uso de uma estratégia. Em relação a essa mescla das abordagens e metodologias, Medeiros (2015, p. 6) afirmam que, [...] a educação sempre conecta-se a um projeto, desafiando o professor a detectar seu papel numa escola onde sua autoridade não é mais construída pela certeza de métodos e técnicas. Ou seja, o desafio do professor é diariamente desenvolver uma didática voltada ao conhecimento previamente adquirido pelo educando tendo como agravantes, na maioria das vezes, diferenças sociais e econômicas. Isto é, o professor precisa ter a liberdade para agir conforme as necessidades de seus alunos, utilizando a técnica e método considerado mais apropriado para aquele grupo. Entretanto, essa liberdade não significa fugir de todos os mecanismos já conhecidos, porque mesclar as abordagens pode ser muito interessante, mas os objetivos precisam estar definidos. Vilaça (2008) apresenta em seu artigo “Métodos de Ensino de Línguas Estrangeiras: fundamentos, críticas e ecletismo” um exemplo de plano de aula que visa aglutinar as metodologias, porém ele alerta que O exemplo pretende demonstrar que o ecletismo não deve conduzir à ausência metodológica. Possivelmente os alunos achariam as aulas acima interessantes por serem diversificadas e fazerem uso de diversos recursos e técnicas de ensino. Entretanto, a diversidade ilustrada pode não resultar em qualidade de ensino. Para que estas aulas fossem realmente produtivas, haveria a necessidade de algo que estabelecesse um elo entre elas. O simples uso de diferentes recursos não garante sucesso (VILAÇA, 2008, p. 83). Portanto, conhecer os métodos e as abordagens são formas importantes para planejar sua própria ação em sala de aula. 3 O PREPARO DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS: ESTABELECER METAS E OBJETIVOS Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/goal-without-plan-just-wish- motivational-280658234 Quando somos professores, somos condicionados a pensar no desenvolvimento de nossas atividades práticas com bastante atenção, pensando sempre no processo de ensino-aprendizagem de nossos alunos. Outra característica comum a nós, educadores, é a espera por alcançar os objetivos após nossas aulas, por isso mesmo temos como uma das funções primordiais de nosso trabalho os momentos avaliativos e de autorreflexão, nos quais os alunos podem observar em si mesmos os avanços na aquisição de linguagem e os professores compreender o que ainda devem e podem aprimorar. Assim, trataremos sobre o preparo dessas sequências didáticas, lembrando que o material didático não necessariamente trará todas as possibilidades indispensáveis para o desenvolvimento do trabalho com excelência. Como não existe material didático perfeito, isto é, que se encaixa completamente à realidade de sua turma, o estabelecimento de objetivos pode ser a solução para que as aulas sejam mais assertivas. O ecletismo metodológico acarreta na maior responsabilidade do professor por suas escolhas e práticas. Esta responsabilidade exige do professor uma formação mais ampla, crítica e autônoma. Há, portanto, novos papéis que devem ser desempenhados pelo professor. Se antes, este era o executor de um método, agora cabe a ele tomar decisões, avaliar o processo de ensino/aprendizagem, desenvolver materiais instrucionais, entre outras novas funções. Isto requer do professor uma formação mais completa. (VILAÇA, 2008, p. 83). Dessa forma, ao estabelecermos um conjunto de aulas, devemos considerar os objetivos a serem alcançados ao término deste bloco de lições, bem como os objetivos que já devem ter sido alcançados anteriormente para assim progredir em relação ao conteúdo programático do ano ao qual está responsável. http://www.shutterstock.com/pt/image-photo/goal-without-plan-just-wish- Os objetivos para cada ano letivo são disponibilizados pelo Ministério da Educação através da Base Nacional Comum Curricular que determinaas competências básicas para os alunos daquele determinado nível em todas as disciplinas. Entretanto, sabemos que a realidade escolar muitas vezes extrapola os compêndios e não se assemelha àquilo que se espera, então, a figura do professor para tomar as decisões necessárias para atingir os objetivos deve ser ainda mais valorizada mesmo que esses não sejam exatamente os mesmo dos determinados pela BNCC. Dito isso, é importante ao iniciar uma sequência didática, isto é, um agrupamento de aulas que podem ser de algumas semanas ou até meses (bimestral, trimestral, semestral), que o professor estabeleça de onde parte para onde pretende chegar com os estudantes. Por exemplo: Ao trabalhar com uma turma dos anos finais do ensino fundamental, um professor determina que deve ser trabalhado os componentes gramaticais de “Present Perfect” e suas características, para alcançar esse objetivo gramatical, o professor utilizará como base vocabular phrasal verbs e adjetivos que descrevem sentimentos, assim, escolherá textos os quais se utilizem tanto dos elementos vocabulares quanto gramaticais, além de propor atividades de áudio e de fala que envolvam essas características e promovam a interação dos alunos entre os textos e suas experiências. Após estabelecer os elementos a serem trabalhados, o professor deve definir o período necessário para trabalhar com esses elementos e criar as metas para uma avaliação de seus objetivos ao término das atividades, ainda que essa avaliação não seja tradicionalmente feita por meio de provas ou testes tradicionais. Portanto, em uma atividade como no exemplo acima, o professor deve buscar atingir alguns objetivos como: - Os alunos são capazes de utilizar ao menos alguns dos phrasal verbs em suas produções orais ou escritas com eficiência? - Os alunos conseguem utilizar os adjetivos para sentimentos quando perguntados sobre si ou sobre os outros? - Os alunos compreendem as diferenças básicas no uso de present perfect e simple past para falar sobre suas experiências no passado? - Os alunos utilizam modalizadores capazes de alterar o entendimento das frases ou acrescentar informações importantes em seus relatos? - Os alunos conseguem elaborar respostas às perguntas propostas utilizando os tempos verbais ensinados? - Os alunos são capazes de se expressar tanto oralmente quanto de forma escrita, ainda que considerando suas particularidades? Essas metas podem ser respondidas pelos próprios alunos em um processo de autorreflexão sobre o que viram no decorrer da sequência didática, fazendo com que o momento de avaliação seja colaborativo. Ao estabelecer em cada processo didático esses objetivos, o professor estará mais preparado para determinar o avanço de sua disciplina de maneira orgânica, a fim de considerar as possíveis diferenças entre os estudantes. É importante compreendermos que não falamos para um público uniforme embora por anos a escola tenha considerado os alunos dessa forma. Assim, ao analisar atentamente as necessidades de seus alunos, chegamos ao que nos leva para o tópico seguinte: quando não utilizar material didático em sala de aula? Quando devemos adaptar os materiais para as nossas realidades? 4 QUANDO NÃO UTILIZAR O MATERIAL DIDÁTICO? ESTRATÉGIAS DE ADAPTAÇÃO DO MATERIAL Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/personalize-customize- unique-puzzle-pieces-words-1291580437 Assim como discutido nos tópicos anteriores, o professor autônomo e reflexivo consegue avaliar com sagacidade as necessidades dos alunos e o quanto os materiais disponíveis e pré-estabelecidos para determinada turma atendem os objetivos para cada grupo. Assim como Vilaça (2008 p. 85) defende que “mesmo em contextos nos quais um método específico seja privilegiado ou adotado, este e os materiais didáticos não conseguirão atender plenamente aos objetivos, às características e às necessidades do contexto de ensino” É nesta conjuntura que o professor deve estar preparado para atuar no sentido de adaptar, alterar, agir sobre os materiais disponibilizados e, obviamente, espera-se que as instituições também estejam preparadas para aceitar as interferências primordiais dos professores acreditando em suas capacidades de avaliar e determinar quais atividades devem ser priorizadas, adaptadas ou até mesmo descartadas. Devido a isso, apresentamos agora alguns exemplos práticos e estratégicos dessas adaptações, exemplificando de maneira real como pode acontecer a necessidade de optar pela não utilização de um material. Imaginemos uma turma de ensino fundamental nos anos iniciais, os quais já possuem contato com a língua por outros anos, ainda que com poucas aulas semanais. Ao adentrar neste contexto, o professor provavelmente verá conteúdos como ensino de numeral, dias da semana, uso de estruturas básicas gramaticais, dispostos nos materiais didáticos de quase todas as turmas dos anos iniciais. Entretanto, ao depender da quantidade de alunos, quantidade de aulas às quais os alunos foram expostos anteriormente, até mesmo disposição das crianças durante as aulas, podem influenciar em como um grupo está avançado ou não naquele dado conteúdo. Assim sendo, imaginemos que os alunos já conheçam os numerais de 0-10 por exemplo com eficiência. Cabe ao professor decidir se é relevante trabalhar com os http://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/personalize-customize- numerais novamente de maneira principal com os alunos, ou utilizá-lo como pano de fundo para o trabalho já com outro conteúdo ou até mesmo a prática de oralidade. Essa autonomia garante que o professor decida como trabalhar com determinado conteúdo já considerando as singularidades de suas turmas. Outro exemplo dessas adaptações necessárias aos materiais podem ser encontrados em atividades áudio-orais, e isso nos leva a um exemplo prático ocorrido em uma de nossas experiências anteriores em sala de aula. Um dos materiais utilizados pela instituição foi desenvolvido para o ensino de inglês com o enfoque em países latinos, trazendo textos, áudios e vídeos que pudessem ser familiares aos povos de língua espanhola, já que esta é a língua predominantemente falada por nativos de países latinos. No entanto, no Brasil falamos abundantemente a língua portuguesa e, por isso, uma atividade de pronúncia proposta pelo livro não fazia sentido para os alunos falantes de portugues. Tratava-se da diferença entre os sons /y/ e /j/. Para os falante de língua portuguesa, os sons de palavras como ‘you’, ‘young’, ‘your’, dificilmente são compreendidas como /ʤu/, /ʤuŋ/, /ʤɔr/ ao contrário do que acontece com falantes da língua espanhola. Por isso, o livro didático trazia uma atividade em que os alunos tinham de diferenciar palavras como: ‘youth’ de ‘jam’ ao agrupá-las no símbolo fonético correto. Para os nossos alunos, uma atividade como essa não representava o menor desafio, porque a diferença entre os sons era claríssima. Por isso, resta ao professor, ao se deparar com situações assim, determinar se a atividade se aplica às necessidades de seus alunos, pois em um exemplo como este, evidentemente, não se faz necessário um trabalho minucioso. Para não abandonarmos o material naquela atividade, decidimos então compartilhar com os alunos essa diferença entre as línguas, e até mesmo cultural entre os materiais, e assim o ensino saiu do campo do livro didático e partiu para as diferenças entre as línguas, atendendo a um dos mais sólidos objetivos de ensino de inglês, que é o ensino de cultura. Assim, o uso do material didático é, desde sua escolha, parte importante no processo de ensino-aprendizagem, por isso é considerável que, se possível, os professores que lecionam nas turmas participem da escolha dos livros os quais os pautarão durante todo o ano letivo. Entretanto, é de fundamental garantir a autonomia do educadorpara que ele possa gerir de forma mais apropriada os conteúdos, sempre pensando em como transformar a sala de aula em um ambiente sociocomunicativo. SAIBA MAIS O SOCIOINTERACIONISMO: UM DESAFIO PARA O PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA Sâmia Magaly Lima de Medeiros Soares Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sa_magaly@hotmail RESUMO: O presente artigo teve como foco principal compreender como o princípio sociointeracionista torna-se elemento desafiador na prática pedagógica da educação básica. Foi desenvolvido adotando-se a metodologia de pesquisa descritiva, em que se buscou direcionar o olhar investigativo sobre os desafios enfrentados pelo professor, no intuito de desenvolver plenamente o educando através de sua prática. A presente pesquisa importante para a área educacional, tendo em vista o importante papel do educador e a responsabilidade que assume no processo de ensino aprendizagem. Nesse sentido, os resultados apontam para a qualidade do ensino relacionada estreitamente à formação, condições de trabalho e remuneração dos professores, componentes esses indispensáveis à profissionalização do educador. Palavras-Chave: Sociointeracionismo, Professor, Educação. Fonte: SOARES, Samia Magaly Lima De Medeiros. O sociointeracionismo: um desafio para o professor da educação básica. Anais V ENID & III ENFOPROF / UEPB... Campina Grande: Realize Editora, 2015. Disponível em: < http://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/11776 >. Acesso em: 1o de mar. de 2021. 10 DICAS INOVADORAS PARA ENGAJAR ALUNOS NA AULA DE INGLÊS Postado por Siddhartha Costa 1- APOSTE NA TECNOLOGIA. 2- ACREDITE NO PODER DA INTERAÇÃO. 3- INVISTA EM COMPLEMENTOS VISUAIS E SONOROS. 4- ENSINE ALÉM DA LÍNGUA. 5- CRIE MOMENTOS DE SURPRESA. 6 - ESTIMULE O CONHECIMENTO. 7- ESTABELEÇA METAS. 8 - CULTIVE RELAÇÕES AMIGÁVEIS. 9 ADMINISTRE ADEQUADAMENTE OS HORÁRIOS DAS AULAS. http://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/11776 https://blog.academiawashington.com.br/author/sidd/ 10 - ACREDITE NA IMPORTÂNCIA DO FEEDBACK. Leia o material na íntegra: Fonte: COSTA, Siddhartha 10 DICAS INOVADORAS PARA ENGAJAR ALUNOS NA AULA DE INGLÊS Disponível em: https://blog.academiawashington.com.br/10-dicas-inovadoras-para-engajar-alunos-na- aula-de-ingles/ Acesso em: 30 de mar. de 2021. #SAIBA MAIS# REFLITA A capacidade para refletir emerge quando nos deparamos com um problema e a necessidade de refletir para buscar uma solução. Sendo assim, a solução de um problema pode envolver a transformação de todos os atores no processo de aprendizagem. (A reflexão em Dewey e Schön - T.C. Dorigon & J.P. Romanowski). “O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas.” Jean Piaget #REFLITA# https://blog.academiawashington.com.br/author/sidd/ https://www.pensador.com/autor/jean_piaget/ CONSIDERAÇÕES FINAIS Caros estudantes, chegamos ao fim da Unidade III e aqui tivemos como principal foco compreender o uso das apostilas e materiais didáticos como aliado importante para o nosso trabalho como professores de língua estrangeira. Nesta unidade, no tópico 1 conseguimos compreender as principais diferenças entre as abordagens e metodologias de ensino de língua inglesa e percebemos que, muitas vezes, elas não são excludentes, mas sim aglutinantes, pois uma prática não necessariamente elimina a outra. Também vimos que o professor deve compreender os objetivos principais dessas abordagens porque assim ele pode agir de forma incisiva sobre os rumos que suas aulas podem e devem tomar levando em consideração todos os elementos pedagógicos, educacionais, institucionais de onde está o processo de ensino-aprendizagem. Já o tópico 2, trouxe a reflexão de que a partir das discussões das abordagens de ensino, o professor deve ser autônomo para analisar os materiais didáticos e definir como melhor utilizá-los. Percebemos que atualmente, a busca dos materiais é pelo trabalho com as abordagens de maneira integrada e que, até mesmo, fala-se em uma era de pós- método na qual o ideal já não é compreender em que técnica ou metodologia o professor é inserido, mas sim todos os recursos pelos quais o profissional se sente preparado para propor em suas práticas. Cada vez mais os alunos de línguas estrangeiras precisam acumular capacidades e conhecimentos. Isto faz com que o professor tenha a sua responsabilidade em destaque. Se por um lado o domínio de uma língua estrangeira deve ser cada vez melhor e abrangente, por outro as necessidades dos tempos atuais exigem que o ensino seja cada vez mais rápido e produtivo. Trocando em miúdos: o aluno atual, em muitas situações, precisa aprender mais e melhor em cada vez menos tempo. Consequentemente, o professor precisa estar cada vez mais preparado para não só lecionar, mas também administrar o processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira. Para isto, a formação do professor requer atenção especial. Embora estejamos numa era que permite e, em muitas situações, exige o ecletismo, um dos fundamentos necessários a esta formação é conhecimento e estudo crítico dos métodos e das abordagens de ensino, para que a sua participação no ensino seja fundamentada em princípios teórico-metodológicos, competências e conhecimentos sólidos e compatíveis com a sociedade e o tempo em que vivemos. Mesmo em contextos nos quais um método específico seja privilegiado ou adotado, este e os materiais didáticos não conseguirão atender plenamente aos objetivos, às características e às necessidades do contexto de ensino. Cabe, portanto, ao professor, em menor ou maior nível, fazer escolhas e adotar estratégias e procedimentos adequados, sensatos e produtivos. (VILAÇA, 2008, p; 85). No tópico 3, pudemos refletir por meio de atividades práticas como é importante objetivar as metas e buscar atingi-las respeitando as necessidades e realidades dos alunos, principalmente buscando a prática oral e a habilidade auditiva de compreensão de LI E então, no tópico 4, discutimos e exemplificamos em materiais didáticos inclusive já utilizados em nossas práticas de como devemos agir no intuito de levar a melhor experiência para nossos alunos. Agora, seguimos para a última unidade de nossa apostila tem por intenção trabalhar com vocês uma das mais importantes discussões de nossa profissão: o trabalho além do material didático. Vamos refletir sobre práticas e atividades que podem ser desenvolvidas explorando principalmente o lúdico e as necessidades do aluno do século XXI. Aguardamos vocês, Até lá! LEITURA COMPLEMENTAR COMPETÊNCIAS REQUERIDAS DOS DOCENTES: ANÁLISE CRÍTICA NA PERSPECTIVA DISCENTE Regis Garcia; André Vinícius dos Santos; Danilo Lanckievicz Vasconcellos; Diógines Andrade Evaristo; Vânia de Almeida Silva Machado. UNOPAR, Paraná, Brasil Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil RESUMO O tema competências requeridas dos docentes demanda reflexões e discussões contínuas no ambiente acadêmico. Uma de suas abordagens envolve os discentes, cuja percepção sobre a atividade docente, dentre outros aspectos, permeia as relações de ensino e aprendizagem. O presente artigo objetivou compreender a percepção dos discentes sobre as competências mais relevantes dos docentes, identificando a congruência no ambiente. Aplicou-se um questionário, no qual foram apresentadas doze competências segregadas em três grupos: pedagógico (didática, visão sistêmica, planejamento e conhecimento teórico); pessoal (relacionamento, exigência, comunicação e criatividade) e profissional (experiência de mercado, comprometimento, ética e qualificação acadêmica). Participaram 114 alunos do terceiro e quarto ano de Ciências Contábeis das instituições públicas e privadas de Londrina. As análises demonstraram que as competências didáticas,comunicação e experiência de mercado foram indicadas como as principais dentro dos respectivos grupos. No quesito congruência, entre as competências, destaca-se maior desequilíbrio no que tange às competências: didática e comunicação. Os respondentes indicaram, ainda, que as competências requeridas para o exercício da docência são as mesmas para a maior parcela dos discentes, todavia quando a questão se volta para a percepção sobre o exercício dessas competências, parte relevante dos docentes não as exercem, em nível suficiente, para chamar a atenção dos alunos. Existe a necessidade incentivar a reflexão e a discussão do tema, principalmente, entre os docentes. Palavras-chave: Competências Docentes. Ensino Aprendizagem. Atividade Docente. Fonte: https: www.researchgate.net/publication/324742271_Competencias_Requeridas_dos_Docentes_Analise_Critic a_na_Perspectiva_Discent GARCIA Regis; SANTOS André Vinícius dos; VASCONCELLOS, Danilo Lanckievicz; Diógines Andrade Evaristo; MACHADO, Vânia de Almeida Silva. COMPETÊNCIAS REQUERIDAS DOS DOCENTES: ANÁLISE CRÍTICA NA PERSPECTIVA DISCENTE. Revista Ensino, Educação e Ciências Humanas. v. 17 n. 5 (2016): Selitec 2015/2016. Disponível em https://revista.pgsskroton.com/index.php/ensino/article/view/4535 . Acesso dia 03 de mar. de 2021. http://www.researchgate.net/publication/324742271_Competencias_Requeridas_dos_Docentes_Analise_Critica_na_Perspectiva_Discente http://www.researchgate.net/publication/324742271_Competencias_Requeridas_dos_Docentes_Analise_Critica_na_Perspectiva_Discente https://revistaensinoeeducacao.pgsskroton.com.br/issue/view/318 https://revistaensinoeeducacao.pgsskroton.com.br/issue/view/318 https://revista.pgsskroton.com/index.php/ensino/article/view/4535 LIVRO • Título: Atividades com jogos. • Autor: Ligia Lederman e Louise Emma Potter • Editora: Disal • Sinopse: O livro tem o objetivo de orientar professores de Inglês a preparar e utilizar jogos em suas aulas a fim de obter resultados motivacionais e também pedagógicos. Há uma seleção de diversos jogos para todas as idades e é dividido em quatro partes: Introdução-parte teórica, Jogos com tabuleiros, Jogos com cartas e Jogos com dados. FILME/VÍDEO • Título: O melhor professor da minha vida • Ano: 2017 • Sinopse: O filme narra a história de François Foucault (Denis Podalydès, de “Chocolate”), professor de literatura no renomado Henri IV, em Paris. Por circunstâncias inesperadas, Foucault aceita uma transferência para uma escola do interior, onde sabe que a situação é mais complicada, com alunos ainda mais desinteressados pelo estudo. Assim, inicia-se o grande desafio desse professor... • Link do vídeo: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-254730/ https://www.adorocinema.com/filmes/filme-254730/ REFERÊNCIAS ALVES, N.; GARCIA, R. (Orgs.). O sentido da escola. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. LIMA, T. R. O ensino de língua estrangeira: métodos e pós-método. Faculdade Campos Elíseos. 2018. Disponível em: https://fce.edu.br/blog/o-ensino-de-lingua- estrangeira-metodos-e-pos-metodo/. Acesso em: 10 de mar. de 2021. SOARES, Samia Magaly Lima De Medeiros. O sociointeracionismo: um desafio para o professor da educação básica. Anais V ENID & III ENFOPROF / UEPB... Campina Grande: Realize Editora, 2015. Disponível em: http://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/11776. Acesso em: 1o de mar. de 2021. SEGURA ALONSO, Rocío. The importance of teaching listening and speaking skills. Dpto. Didáctica de la Lengua y la Literatura Facultad de Educación. Universitas Complutensis Matritensis. 2012. PHILLIPS S; WHEELDON S; KELLY P. Project Explore! Starter - 4. Oxford University Press. United Kingdom, 2019. VILAÇA, M. L. C. Métodos de Ensino de Línguas Estrangeiras: fundamentos, críticas e ecletismo. In: REVISTA DE LETRAS do Instituto de Humanidades da UNIGRANRIO 1. Duque de Caxias: Unigranrio Editora, 2008. http://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/11776 UNIDADE IV TÍTULO DA UNIDADE Professora Mestre Sâmia Cardoso. Professor Especialista Fabio Cardoso. Plano de Estudo: ● As aulas CLIL e suas possibilidades. O aluno do século XXI e a importância da adaptação das aulas às suas necessidades; ● A aula de inglês como ambiente de imersão à LE; ● O uso da Língua Portuguesa durante as aulas de LI. Objetivos de Aprendizagem: • Conceituar e contextualizar a importância das aulas CLIL para a compreensão de Inglês como língua franca; • Compreender as necessidades pedagógicas dos alunos atuais, considerados alunos do século XXI; • Estabelecer a importância de criar um ambiente de imersão para favorecer o ensino de LI; • O uso da língua materna como recurso favorável para o ensino de inglês. INTRODUÇÃO Olá, caro estudante Estamos adentrando à última unidade de nossos estudos e pudemos perceber que o ensino de Língua Inglesa é um campo diverso e dinâmico porque está sempre preocupado em se modernizar para chegar com mais efetividade aos nossos alunos. Por isso, esta unidade foi preparada exatamente para que possamos discutir o quanto nossas práticas devem estar em consonância com os tempos atuais para que nossas aulas sejam efetivas, uma vez que nossa disciplina é essencial para que os estudantes possam se expressar e agir ainda mais em seus espaços no mundo. No primeiro tópico buscamos discutir um conceito atual de ensino de inglês que é o de conteúdo integrado. Por que aprendermos uma língua apenas por ela quando podemos compreendê-la exatamente a partir do uso com outras disciplinas? Para o segundo tópico, temos como intuito a discussão da importância em adaptarmos nossas aulas para as necessidades dos alunos atuais, alunos que são ligados às redes sociais, que nasceram na era da internet e por isso não veem nem a necessidade e nem possuem a paciência para longas horas de explicações tradicionais, por exemplo. É importante compreendermos o estilo de aluno que estamos recebendo para que possamos oferecer o melhor resultado possível de nossas aulas. E, neste tópico, iremos tratar justamente dessas necessidades. Já o terceiro tópico visa discutir o ambiente de imersão, ou seja, de vivência em língua inglesa como um aliado importante para o ensino. O aluno perceber a necessidade de utilizar o idioma como recurso para se comunicar pode ser uma importante forma de melhorar o ensino de LE. Por fim, temos como objetivo discutir o uso da língua portuguesa nas aulas de LI. Por muitos anos, o português foi abominado em aulas de inglês, mas ele pode ser utilizado para auxiliar os alunos e melhorar o ensino? Espero que esta unidade seja mais um momento de aprendizado e reflexão e que possamos construir juntos mais um momento de estudo. Vamos lá! 1 AS AULAS CLIL E SUAS POSSIBILIDADES Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/social-platform-internet- content-graphic-638205439 Content Language Integrated Learning (CLIL) trata-se do ensino de idiomas integrado, ou seja, ensinar uma língua agregando diversas disciplinas, como por exemplo biologia, física, matemática, história etc. Por meio dessa estratégia, os alunos estão em contato constante com a língua estrangeira, o que faz com que esta seja mais naturalizada pelos alunos. Atualmente, é comum encontrarmos em livros didáticos a inclusão de aulas que buscam em outras disciplinas seus objetivos de ensino. Entretanto, é possível criar aulas de conteúdo integrado mesmo sem algo já definido pelo material pedagógico, basta compor o trabalho do professor de inglês com os conteúdos das demais disciplinas e assim desenvolver atividades que possuam disciplinas diversas, porém incorporadas. O trabalho pode ser ainda melhor caso essa integração seja feita entre os professores das disciplinas e o de língua estrangeira. Para as aulas CLIL ocorrerem de maneira ainda mais eficiente,o ideal é que elas ocorram em momentos diversos e não somente na aula de inglês. Por que não transformar uma das aulas de biologia em um momento para estudar determinado conteúdo em inglês? O foco das aulas CLIL está no conteúdo e em como este pode ser compreendido para os alunos mesmo que seja em uma segunda língua. Outro fator importante é o de aumentar a motivação e o estudo natural da linguagem de forma contextualizada, pois, quando os alunos se veem expostos a situações como essas, eles se sentem motivados a alcançar ainda mais a habilidade na língua estrangeira. As aulas CLIL portanto estão mais próximas à aquisição de linguagem do que ao ensino de língua de maneira forçada, uma vez que a língua é usada em uma situação real e até mesmo fora do momento ao qual os alunos esperam ser expostos ao idioma. É preciso compreender também que esse programa de aulas, aglutinando atividades de ensino a partir da união de disciplinas e também das próprias atividades http://www.shutterstock.com/pt/image-photo/social-platform-internet- referentes à disciplina de inglês, é de longo termo, ou seja, o estudante deve ser exposto por diversos anos para atingir a proficiência em LI de maneira satisfatória. As aulas CLIL colaboram a apresentar um vasto contexto cultural e assim preparar os alunos para a internalização na língua inglesa, ainda preparam os estudantes para atividades futuras em que eles serão expostos ao uso real da língua em diversos conteúdos. Além disso, colaboram com o desenvolvimento dos interesses e das atitudes multilinguais e exigem maior motivação de aprendizagem. Para os professores, é uma excelente ferramenta de diversificação de métodos de ensino-aprendizagem. Além de que a aprendizagem através da língua e não aprender ela por ela mesma é considerada a forma mais eficaz de atingir as habilidades em LI. 2 O ALUNO DO SÉCULO XXI E A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÃO DAS AULAS ÀS SUAS NECESSIDADES Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/concept-choosing-future- profession-icons-education-185152685 http://www.shutterstock.com/pt/image-vector/concept-choosing-future- A educação, ao longo dos séculos, sempre passou por transformações importantes, adaptações levando em consideração os alunos, os objetivos sociais aos quais a sociedade perpassa no momento, além do contexto histórico e econômico do país. Evidentemente que nos dias atuais essa característica permanece latente e exigindo dos profissionais da educação um complexo desafio, pois é o de pensar o ensino de forma muitas vezes diferente da própria maneira a qual estes foram ensinados. Por exemplo, no século 19, com o crescimento da agricultura como atividade econômica importante para o país, as escolas passam a ensinar princípios que colaboram com o desenvolvimento das habilidades da agricultura vocacional. Posteriormente, com o advento da tecnologia, os computadores e a internet, as escolas aprimoraram seus programas de ciências, matemática e sistemas de informação. Hoje, com o mundo cada dia mais globalizado e interligado, as linguagens modernas assumiram um papel de destaque e importância fundamental compondo o currículo escolar. Dessa forma, é necessário analisar quem são os nossos alunos para podermos atingi-los de maneira eficaz e acessar seus conhecimentos prévios passa a ser um desafio para nós professores. Ensiná-los com a cartilha do século passado ou conforme nós fomos ensinados nas gerações anteriores é insustentável. Como estão rodeados por tecnologia desde sempre, o novo perfil de aluno tem acesso à informação o tempo todo, vindo de diferentes formas e lugares, inclusive, a educação formal tem sido questionada justamente por conta desse perfil do aluno atual. Dessa forma, como adaptar nossas aulas à demanda dos alunos atuais? Cabe a nós, professores, estarmos preparados para desafiar esses alunos, uma vez que eles acreditam mais no coletivo, portanto, atividades de oralidade e propostas de discussões são essenciais para o despertar e o posicionamento crítico. Propostas que os desafiem a buscar informações por meio da internet e utilizar também a rede como ferramenta para propagar esse material pode ser uma forma de incluir esses estudantes e incentivá-los. Os novos alunos são capazes de fazer diversas atividades ao mesmo tempo, portanto, é preciso um olhar integrado como vimos no tópico anterior, unindo conceitos de diversas áreas e assim demonstrando a importância da língua inglesa de maneira prática e imediata. Os estudantes do século 21 desejam ser ouvidos e terem suas opiniões respeitadas, além de executar tarefas que tenham impacto na vida das pessoas, por isso, durante nossas aulas de inglês e, principalmente nas discussões orais, é o momento de deixá-los livres para usar a língua inglesa como recurso essencial para se expressarem no mundo globalizado. Assim, buscamos durante nossas aulas o desenvolvimento dos 4 c’s para a formação das competências essenciais e engajar nossos alunos nas aulas. São eles o desenvolvimento da “Comunicação”, “Colaboração”, “Criatividade” e “Criticidade”. Isto é, os alunos devem estar expostos a esse processo durante nossas aulas para que assim se tornem mais independentes e proficientes em LI. Mais uma vez, seremos aqui mediadores de um processo importante de ensino- aprendizagem, não mais protagonistas e nem donos do conhecimento total. É importante que reconheçamos este papel também e, assim, em parceria com os alunos, desenvolvermos um ambiente de ensino eficiente e moderno. 3 A AULA DE INGLÊS COMO AMBIENTE DE IMERSÃO À LE Imagem do Tópico: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-african-female-vr- headset-laughing-1653464656 A imersão é o ato ou efeito de se inserir, incluir-se e experienciar. Pensando nessa definição, as aulas de inglês devem estar cada vez mais próximas a uma experiência http://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-african-female-vr- total dos alunos em um momento em língua inglesa. Ou seja, nossas aulas precisam ser momentos em que nossos alunos sintam a necessidade de utilizarem a língua para se comunicarem e assim atingir os objetivos na busca da proficiência em LI. Como fazer esse ambiente de maneira efetiva? Inicialmente o professor deve construir essa necessidade com o aluno, incentivando os estudantes a falar inglês mesmo que nas atividades mais corriqueiras como em solicitações ao pedir que abram ou fechem os livros, comandos de que falem ou silenciem para determinada atividade entre outros. Além disso, é importante variar com o aluno a disposição das aulas, alternando as formas como os alunos vão participar destas. Ou seja, se ficarão sentados de forma tradicional, em círculo, no chão, em pé, etc. essa variação consegue tirar os alunos de sua zona de conforto e os desafia a compreender que o ambiente para a aula já não é mais o mesmo com o qual está acostumado nas aulas em que ele essencialmente usa a língua materna. É importante também o papel das ‘role-plays’ neste processo, que consiste em criar momentos em que os estudantes se imaginam em situações reais e se imaginam nelas, interpretando suas ações e reações quando precisam obrigatoriamente se expressar na língua alvo. Para criarmos aulas que levam os alunos à imersão em língua inglesa, devemos incluir as mais diversas formas de comunicação possíveis como assistir a um filme, ouvir, discutir e analisar músicas, assistir a vídeos de youtubers, explorar ambientes, na própria escola ou fora dela, com o intuito de praticar a língua e, se possível, cozinhar utilizando a língua como recurso para aprender inglês. Essas aulas de imersão entram como importante aliado para aumentar a segurança do aluno ao ser desafiado em contextos reais ao falar inglês, além de que proporcionam amplamente o ensinode cultura. 4 O USO DA LÍNGUA PORTUGUESA DURANTE AS AULAS DE LI O uso de Língua Materna em confluência com o ensino de Língua Estrangeira é objeto de estudo e discussões há muitos anos nos âmbitos acadêmicos e literários, uma vez que se acredita na junção das duas áreas com o objetivo de levar o aluno à compreensão de sua língua e da língua alvo por meio de diversos recursos linguísticos, tais como tradução, inferência, interpretação entre outros. O ensino de língua estrangeira em conjunto com o ensino de língua portuguesa – no caso do Brasil, a língua materna da maioria das pessoas – é objeto de estudo e discussões quanto a necessidade de se utilizá-las de maneira distintas, ou seja, para cenários diferentes, mas também de maneira similar, em relação às habilidades comunicativas. A partir das abordagens e metodologias desenvolvidas para o Ensino de Língua Estrangeira é possível perceber um movimento de negação ou de dependência à medida que as abordagens são desenvolvidas e colocadas em prática em sala de aula. Dessa forma, a partir das análises dessas abordagens de ensino, percebe-se que ora a língua materna como base para o ensino de língua estrangeira é considerada essencial, ora é acessório ou ainda deve ser evitada de maneira incisiva nos ambientes de ensino de L.E. Em relação às abordagens mais recentes – comunicativa e interacional – o ensino de L.E. parte do pressuposto de imaginar a língua em situações reais de uso, ou seja, com todos os aspectos sociais que a linguagem carrega. Por isso, faz-se necessária, para uma compreensão total dos discursos ao qual os alunos podem ser expostos, a exposição à língua materna, evitando que algum problema de comunicação possa acontecer. É evidente que devemos levar em consideração todos os recursos não-verbais que podem contribuir para a compreensão de uma materialidade verbal em língua estrangeira. Fazer uso de recursos visuais como imagens, mímicas, músicas etc não é nenhuma novidade para os professores de L.E. Ao longo dos anos e dos estudos linguísticos sobre o uso de L.M. no ensino de L.E., as diversas abordagens historicamente desenvolvidas sempre discutiram a relação e o lugar que elas devem ocupar durante o ensino de L.E. Em Ribas (2006), fica evidente que essas abordagens sempre demonstraram que a L.M., mesmo naquelas práticas que tentaram abolir o uso, tem um valor essencial no ensino de Língua Estrangeira. É claro que o professor faz uso de maneira mais ampla da língua que se pretende ensinar durante o processo de ensino-aprendizagem, aumentando a capacidade de compreensão e as habilidades dos alunos. No entanto, os alunos que passam a estudar uma L.E. precisam ter a Língua Materna como um suporte para compreender as estruturas e até mesmo o sentido daquilo que é correspondente em L.E. Para a aquisição inicial, o uso da L.M. pode até mesmo ser considerado fundamental para atender os objetivos de fluência. Aprender a falar uma língua, seja ela estrangeira ou materna, está intimamente ligado à utilização da mesma, tendo em vista se comunicar com essa, como demonstrado em todas as nossas unidades. Neste sentido, “O ensino comunicativo da língua é aquele baseado na comunicação” (RIBEIRO; MARIANO, 2011, p. 84), esta é utilizada para se comunicar de qualquer maneira oral ou escrita, além de gestos e costumes. Logo, se o aprendiz consegue se comunicar, não precisamos apenas dar ênfase à gramática e sim, fazer o aluno refletir sobre a língua estrangeira. Ao fazer comparações entre as expressões existentes em sua língua materna e a língua estrangeira também busca-se levar o aluno à reflexão sobre os sentidos implícitos e formações históricas que o permite comparar e analisar de determinada forma e não de outra. Para que o aluno compreenda a palavra do outro, é preciso que se reconstrua o contexto sócio-histórico e os valores estilísticos e ideológicos que geraram o texto. O maior objetivo da leitura é trazer um conhecimento de mundo que permita ao leitor elaborar um novo modo de ver a realidade. Para que uma leitura em Língua Estrangeira se transforme realmente em uma situação de interação, é fundamental que o aluno seja subsidiado com conhecimentos linguísticos, sociopragmáticos, culturais e discursivos. (PARANÁ, 2011). Ademais, a integralidade das disciplinas previstas nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o ensino de Língua Estrangeira Moderna deve ser na busca de fazer o aluno perceber que conteúdos de diferentes disciplinas podem ser relacionados com a língua estrangeira, inclusive a de Língua Portuguesa, uma vez que frequentemente são vistas como disciplinas distintas. Além disso, o uso de textos em aulas de língua estrangeira é primordial para atender os Parâmetros Curriculares Educacionais para o ensino na educação básica, já que os textos são formas de expressar sua posição no mundo. Os textos literários, por sua vez, são expressões artísticas ainda mais bem elaboradas e que buscam uma posição mais crítica de seus interlocutores. Assim, como afirma Bozza: a aula de Língua Estrangeira também deve possibilitar ao aluno o reconhecimento e a compreensão da diversidade lingüística e cultural, engajando – o discursivamente a fim de que, criticamente, possa construir significados em relação ao mundo em que vive e o texto literário pode ser um excelente recurso para que isso ocorra, considerando que, por meio da Literatura é possível promover reflexões sobre questões de poder e as ideologias dominantes presentes na sociedade, auxiliando para a formação de um indivíduo crítico capaz de construir significados, respeitar e reconhecer diferentes culturas. (BOZZA, 2007, p. 4). Por isso, ao refletir sobre sua língua materna em um texto, os alunos devem ser levados a pensar sobre o caráter comunicativo e intencional da linguagem, não somente à análise gramatical como outrora. Ainda, para compreender o sentido das palavras e expressões em sua língua e na língua estrangeira, os alunos devem buscar por elementos culturais e sociais. É o que se pode definir como competência linguística separada em dois outros segmentos: a organizacional e a pragmática. [...] a competência linguística compreende dois tipos de competência, a organizacional e a pragmática. A competência organizacional inclui o conhecimento empregado na criação ou reconhecimento de enunciados gramaticalmente corretos, na compreensão de seu conteúdo proposicional e na organização desses componentes a fim de formar textos orais e escritos. A competência pragmática inclui os tipos de conhecimento que, somando-se à competência organizacional, são empregados no desempenho contextualizado e na interpretação de atos ilocucionários socialmente adequados, em situação discursiva. Essas competências incluem o conhecimento de funções da linguagem, de regras sociolinguísticas de adequação e de referências culturais e linguagem figurativa. (BACHMAN, 2003, p. 107). SAIBA MAIS Fonte: MOURA. Selma. Ensino-Aprendizagem de Língua e Conteúdos Integrados: CLIL. Disponível em https://educacaobilingue.com/2010/01/17/clil/ . Acesso em 22 de mai. De 2021. #SAIBA MAIS# https://educacaobilingue.com/2010/01/17/clil/ O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO BRASIL THE ENGLISH TEACHING IN BRAZIL Valdomiro Polidório RESUMO: Neste artigo, abordaremos o ensino de língua inglesa no Brasil. Começaremos falando sobre algumas fases do ensino de língua inglesa no Brasil. Trataremos, também, de questões como: o surgimento do ensino de língua inglesa no Brasil; alguns métodos usados durante a história do ensino de língua inglesa no Brasil; os problemas enfrentados pelos professores no ensino de língua inglesa no Brasil. Outra questão abordada será o fato de existir ou não um método ideal para ensinar língua inglesa. PALAVRAS-CHAVE: ensino; inglês; problemas; história; métodos. ABSTRACT: Inthis paper we are going to approach the teaching of English in Brazil. We are going to begin writing about the phases of the English teaching in Brazil. We are also going to deal with questions as: the appearing of the English teaching in Brazil; some methods used during the history of the English teaching in Brazil; the problems faced by teachers in the English teaching in Brazil. Other issue that we are going to deal with is if there is an ideal method to teach the English language. KEY-WORDS: teaching; English; problems; history; methods. Fonte: POLIDÓRIO, VALDOMIRO. O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO BRASIL. Travessias (UNIOESTE, Online), v. 08, p. 340-346, 2014. REFLITA “Ser professor é um desafio, mas acrescento: “É um desafio apaixonante”. Ricardo de Moura Borges. O professor disserta sobre ponto difícil do programa. Um aluno dorme, cansado das canseiras desta vida. O professor vai sacudi-lo? Vai repreendê-lo? Não. O professor baixa a voz, Com medo de acordá-lo. Carlos Drummond de Andrade. #REFLITA# CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade tivemos como intuito discutir a importância de utilizarmos a língua inglesa como importante ferramenta de transformação do mundo. No tópico inicial, pudemos compreender a importância de incluir as diversas disciplinas às quais nossos alunos são expostos durante sua formação também integrando à língua inglesa. Não é mais possível tratarmos os conteúdos como ilhas, mas sim como conjuntos unificados que se comunicam entre si e que são interdisciplinares. As aulas CLIL buscam propor esse desafio. Já no segundo tópico, vimos como o perfil de nossos alunos mudaram e como nós educadores precisamos estar preparados para nos adaptarmos aos novos perfis que encontraremos em sala de aula. Alunos que não são mais ensinados como nós fomos e que precisam encontrar em nossas aulas esta mudança. Ainda neste viés, vimos a importância da criação de um ambiente de imersão em LI, incentivando os alunos a praticar o inglês como recurso essencial para sua posição no mundo. Em um local em que os alunos não sintam necessidade de usar a língua, dificilmente se sentirão desafiados para tal. Por isso, criar um ambiente ao qual se sintam confortáveis porém impelidos a usar o inglês para seus objetivos, pode ser uma excelente forma de simular situações em que futuramente este aluno certamente terá que utilizar a língua alvo. Como última forma de discussão, buscamos discutir a importância da língua materna na aquisição da língua estrangeira. E, por mais que temos a certeza de que quanto maior a exposição dos alunos à língua inglesa, maior será a eficácia da aprendizagem, não devemos abolir o uso de LM em nossas aulas. Vimos que em determinados momentos, a língua materna pode ser essencial para a compreensão de palavras, expressões, que levam os alunos à reflexão geral. Assim, nesta unidade final, vimos que nossas aulas devem sempre buscar atingir os desafios de incentivar os nossos alunos a falarem inglês, além disso, nossa disciplina será sempre atenta às mudanças do mundo e se atualizará para oferecer aos alunos o que há de mais novo, moderno e eficiente para o ensino de língua inglesa no Brasil. LIVRO • Título: As competências para ensinar no século XXI. A formação dos professores e o desafio da avaliação. •Autor: Philippe Perrenoud , Monica Gather Thurler , Lino de Macedo , Nílson José Machado , Cristina Dias Allessandrini • Editora: Grupo A • Sinopse: Os assuntos abordados são de alta relevância e possibilitam tomadas de decisão importantes, se quisermos que nossa escola fundamental trabalhe de um modo diferenciado e construtivo, apresentando, segundo o modo de pensar de cada autor, uma importante contribuição para o aprimoramento do ensino. FILME/VÍDEO • Título: Bacurau • Ano: 2019 • Sinopse: Bacurau é um filme de aventura, ação e ficção científica dos cineastas pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Lançado em 2019, a história conta sobre uma comunidade ameaçada no interior do sertão nordestino e que sofre com falta de água e de políticas públicas. Curiosamente, um dia essa cidade desaparece do mapa e seus habitantes ficam sem sinal de internet. Para nós, professores de língua inglesa, é interessante o uso de atores estadunidenses e os diálogos em LI entre atores brasileiros e norteamericanos. Além disso, podemos também analisar a interação entre os falantes e não-falantes de LI. • https://www.youtube.com/watch?v=1DPdE1MBcQc https://www.youtube.com/watch?v=1DPdE1MBcQc WEB Quer saber mais sobre as aulas CLIL (Content Language Integrated Learning)? Neste site temos uma importante apresentação sobre o ensino de idiomas com conteúdos integrados, sua importância em sala de aula e como trabalhar com essa proposta. • https://www.teachingenglish.org.uk/article/content-language-integrated-learning https://www.teachingenglish.org.uk/article/content-language-integrated-learning REFERÊNCIAS BACHMAN, L F. A habilidade comunicativa de linguagem (Communicative language ability). The University of California at Los Angeles Traduzido por Niura Maria FONTANA Universidade de Caxias do Sul. Linguagem & Ensino, Vol. 6, No. 1, 2003 (77-128). BOZZA, M. C.; CALIXTO, B. A importância do texto literário nas aulas de língua inglesa no Ensino Médio. 2007 Disponível em: www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/809-4.pdf. Acesso em: 29 abr 2021. Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica Língua Estrangeira Moderna, 2008. Curitiba: SEED/PR., 2011. V.1. /(Cadernos PDE). Disponível em: https://www.ebah.com.br/content/ABAAAfM48AF/diretrizes-curriculares-lingua- estrangeira-moderna-estado-parana. RIBAS, A. T. M. Relação língua materna/língua estrangeira : historicidade e conceitualização de alternância de códigos linguísticos e interlíngua / Aglaé Teresinha Moro Ribas ; Margarida da Silveira Corsi, org., Edson José Gomes, org. Maringá: Eduem, 2006. RIBEIRO, M. D’A. A.; MARIANO, A. J. S. O interculturalismo no ensino de PLE: Um estudo sobre expressões idiomáticas brasileiras a partir do filme “Ó pai ó”. Revista Fronteira Digital, ano II, nº4. Ago-Dez, 2011. Disponível em http://www.unemat.br/revistas/fronteiradigital/docs/artigos/n4_2011/fronteira_digital_n4_ 2011_art_6.pdf. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/809-4.pdf http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfM48AF/diretrizes-curriculares-lingua- http://www.unemat.br/revistas/fronteiradigital/docs/artigos/n4_2011/fronteira_digital_n4_ CONCLUSÃO GERAL Prezado(a) aluno(a), Neste material, buscamos trazer para você os principais conceitos a respeito da oralidade em língua inglesa. Para tanto, trabalhamos com as habilidades de ensino e a oralidade como ferramenta para o ensino de uma língua estrangeira. Além disso, discutimos a importância dos gêneros textuais e dos seus tipos para atingir um ensino efetivo na disciplina. Destacamos também os aspectos linguísticos da língua alvo como as bases estruturais e a análise de atividades práticas de domínio da língua. Ainda, buscamos englobar como fator importante a leitura do texto como aliado para a expansão dos conhecimentos em uma LE, bem como uma análise das estratégias para a produção dos textos orais e escritos na língua. Levantamos também a importância da compreensão das abordagens de ensino de inglês e como podemos agir no sentido de aproveitar bons aspectos de uma metodologia para desenvolvermos o trabalho. Neste viés, propomos uma análise mais minuciosa dos materiais didáticos enfatizando a autonomia do professor para definir o que deve ser trabalhado de forma acurada e aquilo que se pode ponderar dado a realidade de sua própria realidade em sala. Ademais, discutimos também as mais recentes discussões em relação às característicasdos alunos atuais e como entender esse novo perfil de aluno é importante para melhorar a qualidade de nossas aulas. Dessa forma, proporcionamos uma reflexão em relação ao uso de língua materna no ensino de segunda língua como uma forma de entendê-la como aliada e não empecilho para a aprendizagem. A partir de agora acreditamos que você já está preparado para seguir em frente proporcionando ao seu aluno as mais genuínas oportunidades para a aquisição de linguagem e, principalmente, oferecendo recursos para que ele seja cada dia mais reflexivo e autônomo no sentido de utilizar a língua estrangeira como seres globais e atuantes no mundo. Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado! #CURRÍCULO LATTES# Professor Fabio Henrique Cardoso da Silva Muito obrigado e bom estudo! A ORALIDADE EM LÍNGUA INGLESA Plano de Estudo: Objetivos de Aprendizagem: INTRODUÇÃO 1 AS 4 HABILIDADES DE ENSINO DA LÍNGUA INGLESA 2 A ORALIDADE COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DE LI 3 A IMPORTÂNCIA DOS GÊNEROS TEXTUAIS PARA O ENSINO DE LI 4 TIPOS DE GÊNEROS TEXTUAIS COMO CAMINHO PARA O ESTUDO DE LI NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL SAIBA MAIS #SAIBA MAIS# #REFLITA# LEITURA COMPLEMENTAR LIVRO FILME/VÍDEO REFERÊNCIAS UNIDADE II Plano de Estudo: (1) Objetivos de Aprendizagem: (1) INTRODUÇÃO (1) 1 CONCEITOS BÁSICOS ESTRUTURAIS DA LÍNGUA INGLESA Verbs Example: Anne loves the Jane Austin's work. (love) 1. Supply the present perfect tense of the verbs given: 2. Make sentences in the present perfect with the words below: 1. Pass the sentences to the simple future: 2. Fill in the blanks using be going to. Substantivos Regulares Substantivos Irregulares Palavras já no plural: Palavras que não tem plural: Artigos Definidos Artigos Indefinidos Gabarito II. Simple Past and Past Continuous III. Present Perfect IV. Simple Future V. Nouns and adjectives VI. Articles and Interrogative Pronouns 2 ANÁLISE DE ATIVIDADES PRÁTICAS DE DOMÍNIO DE LÍNGUA INGLESA 3 A LEITURA DE TEXTO COMO ALIADA PARA EXPANSÃO DA COMPREENSÃO ORAL 3 ANÁLISE DE ESTRATÉGIAS PARA A PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS SAIBA MAIS (1) #SAIBA MAIS# REFLITA #REFLITA# (1) LIVRO (1) FILME/VÍDEO (1) REFERÊNCIAS (1) UNIDADE III Plano de Estudo: (2) Objetivos de Aprendizagem: (2) INTRODUÇÃO (2) 1 COMPREENSÃO DAS ABORDAGENS DE ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: PODEMOS TRANSITAR ENTRE AS ABORDAGENS? 1.1. As abordagens de ensino 2 ANÁLISE DE MATERIAL DIDÁTICO E SUAS POSSIBILIDADES 3 O PREPARO DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS: ESTABELECER METAS E OBJETIVOS 4 QUANDO NÃO UTILIZAR O MATERIAL DIDÁTICO? ESTRATÉGIAS DE ADAPTAÇÃO DO MATERIAL SAIBA MAIS (2) 10 DICAS INOVADORAS PARA ENGAJAR ALUNOS NA AULA DE INGLÊS Leia o material na íntegra: #SAIBA MAIS# (1) #REFLITA# (2) LEITURA COMPLEMENTAR (1) RESUMO LIVRO (2) FILME/VÍDEO (2) REFERÊNCIAS (2) UNIDADE IV Plano de Estudo: (3) Objetivos de Aprendizagem: (3) INTRODUÇÃO (3) 1 AS AULAS CLIL E SUAS POSSIBILIDADES 2 O ALUNO DO SÉCULO XXI E A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÃO DAS AULAS ÀS SUAS NECESSIDADES 3 A AULA DE INGLÊS COMO AMBIENTE DE IMERSÃO À LE 4 O USO DA LÍNGUA PORTUGUESA DURANTE AS AULAS DE LI SAIBA MAIS (3) #SAIBA MAIS# (2) REFLITA #REFLITA# (3) LIVRO (3) FILME/VÍDEO (3) WEB REFERÊNCIAS (3) CONCLUSÃO GERAL Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!