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Parte III – Eletromagnetismo240 21. A figura abaixo mostra um bastão de cobre XYZ inteiramente mergulhado em um campo magnético uniforme (não muda módu- lo, direção e sentido). O bastão, sempre mantido perpendicular- mente ao campo, rota em torno do ponto Y, com velocidade angu- lar constante, no sentido indicado. Quais são os sinais das cargas elétricas adquiridas pelas re- giões X, Y e Z do bastão, respectivamente? X Y Z 22. (UFMG) Observe a figura. P NM Q + – B Uma placa metálica é ligada, nos pontos P e Q, aos polos de uma bateria. Aplicando-se à placa um campo magnético uniforme B, verifica-se que uma diferença de potencial VMN aparece entre as laterais M e N da placa. O aparecimento dessa diferença de potencial deve-se ao fato de que os elétrons livres da placa, ao estabelecer-se nela a corren- te elétrica, movem-se: a) de Q para P e são deslocados pelo campo magnético para a la- teral N. b) de Q para P e são deslocados pelo campo magnético para a lateral M. c) de P para Q e são deslocados pelo campo magnético para a la- teral N. d) de P para Q e são deslocados pelo campo magnético para a lateral M. e) de Q para P e são deslocados pelo campo magnético no sen- tido contrário ao vetor B. 23. (UFRJ) As figuras a seguir representam as linhas de força de dois campos uniformes, A e B, um elétrico e outro magnético (não necessariamente nesta ordem). Duas partículas idênticas, carregadas com a mesma carga q, encontram-se, num dado ins- tante t , na região dos campos, ambas com velocidade v , de mesma direção e de mesmo sentido que as linhas de força. (A) v0 (B) v0 Os gráficos a seguir representam como as velocidades dessas partículas variam em função do tempo. tt 0 v0 v No campo (A) tt0 v0 v No campo (B) Identifique o campo elétrico e o campo magnético, justificando sua resposta, e determine o sinal da carga. 24. Uma partícula eletrizada é lançada com velocidade v, que for- ma um ângulo θ com o vetor indução magnética B. Sendo de 5 ? 6 m/s e B 5 ? –1 T, represente graficamente a intensidade da força magnética atuante nela, em função de θ, para valores de θ Exercícios nível 2 Bloco 3 7. Campo magnético uniforme e constante Em um campo magnético uniforme, o vetor B é igual em todos os pontos. Entretanto esse vetor pode ser variável com o tempo, como ilustra a figura a seguir: R B Campo magnético na região R, no instante t. TF3-225_248_P3T1_5P.indd 240 20/08/12 10:51 Tópico 1 – O campo magnético e sua influência sobre cargas elétricas 241 R B‘ Campo magnético na região R, no instante t’. O campo magnético na região R é uniforme, mas não é constante, pois varia com o tempo. Portanto, um campo magnético é uniforme e constante quando o vetor B, além de ser igual em todos os pontos, não apresenta variações com o passar do tempo. É importante saber que, com grande frequên- cia, encontramos textos classificando um campo simplesmente como uniforme em situações em que também é necessário dizer que ele é constante. 8. Movimento de portadores de carga elétrica lançados em um campo magnético uniforme e constante Vamos estudar, agora, os tipos de movimento que uma partícula dotada de carga elétrica pode realizar em um campo magnético uniforme e constante. Supondo que, após a partícula ser lançada com velocidade v no interior do campo magnético, a única força possível de atuar nela seja devida a esse campo, vamos acompanhar as análises seguintes. Quando a velocidade v tem mesma direção de B Como vimos, se a partícula é lançada na mes- ma direção do campo magnético, o ângulo θ, entre v e B, é igual a 0° ou 180°. Assim, sen θ é igual a zero, e a força magnética também é nula. Conse- quentemente, a partícula realiza um movimento retilíneo e uniforme (MRU): MRU MRU + v θ = 0° – v B MRU MRU + + + v θ = 180° –– –– v B – Quando a velocidade v tem direção perpendicular a B Veja, na figura abaixo, a representação de um campo magnético uniforme e cons tante, perpen- dicular a esta página e apontando para você. Uma partícula de massa m, dotada de carga positiva q, é lançada perpendicularmente ao campo. q m v B Fm ++ Como a força magnética Fm é perpendicular à velocidade v, o movimento da partícula é unifor- me: Fm só pode modificar a direção de v fazendo a partícula descrever uma trajetória curvilínea plana. Sendo Fm uma força centrípeta, e o ângulo θ, en- tre B e v, igual a 90º, podemos escrever: Fm 5 Fcp ⇒ |q| v B sen 90° 5 mv R 2 ⇒ ⇒ |q| B 5 mv R ⇒ R 5 mv q B Como os valores de m, v, q e B são os mesmos em todos os pontos da trajetória da partícula, o raio de curvatura R dessa trajetória também é igual em todos os pontos. Por isso, a curva plana descrita pela partícula é uma circunferência. R ++ v v Fm Fm B ++ TF3-225_248_P3T1_5P.indd 241 20/08/12 10:51 Parte III – Eletromagnetismo242 Concluímos, então, que: Quando um portador de carga elétrica é lan- çado perpendicularmente a um campo magné- tico uniforme e constante, ele realiza um movi- mento circular e uniforme de raio R, dado por: R 5 mv q Bq B Vamos, agora, determinar o período T desse mo- vimento. Para isso, temos que: R 5 mv q B ⇒ v 5 q BR m (I) Sabemos, também, que: v 5 D D s t ⇒ v 5 2 R T p (II) Igualando as expressões (I) e (II), obtemos: 2 R T p 5 q BR m ⇒ T 5 2 m q Bq B p2 m2 m Atenção: observe, na expressão obtida, que o pe- ríodo desse movimento não depende do valor da ve- locidade da partícula nem do raio da circunferência. Isso acontece porque a alteração de v (veja a expres são I) acarreta uma alteração proporcional em R e, consequentemente, no perímetro 2π R da cir- cunferência. Assim, quanto maior for v, maior será o comprimento da circunferência a ser percorrida pela partícula, mas o período será o mesmo. Esse fato tem grande importância nos acele- radores de partículas para bombardeamento de núcleos atômicos. Quando a velocidade v forma com B um ângulo θ, tal que 0° , θ , 90° Como já vimos, a velocidade v com que a partí- cula é lançada admite a componente v // , paralela a B, e a componente v⊥, perpen dicular a B. q v⊥ v v // Bθ ++ A componente v // não se altera, pois o campo magnético não influi em movimentos de mesma di- reção que a sua. Assim, te remos, na direção de B, um movimento retilíneo e uniforme (MRU), com veloci- dade v // de módulo igual a v cos θ: MRU q v // B ++ v// 5 v cos θ B , o movimento é retilíneo e uniforme. A componente v⊥, igual, em módulo, a v sen θ, gera um movimento circular e uniforme (MCU), estando a circunferência contida em um plano perpendicular a B: q MCU R ++ v⊥ B F m B, o movimento é circular e uniforme. v⊥ 5 v sen θ R 5 mv q Bq B 1 5 θm v sen q Bq B O movimento resultante é, então, a composi- ção do MRU com o MCU, que dá origem a um mo- vimento helicoidal e uniforme (MHU). q MCU MHU MRU p v v⊥ v // B++ Ao mesmo tempo em que descreve o MCU, a partícula desloca-se para a direita em MRU. Portanto o movimento resultante é helicoidal e uniforme. A curva descrita pela partícula é denominada hélice cilíndrica, e o comprimento p indicado na figura anterior é o passo da hélice, isto é, a distância que a partícula percorre na direção de B, em MRU, durante um período T do MCU. Para determinar o passo p, devemos lembrar que: T 5 2 m q B p e v// 5 v cos θ Com relação ao MRU, temos: ∆s 5 v// t ⇒ p 5 v// T ⇒ p 5 v cos θ ? 2 m q B p p 5 2 m v cos q Bq B p 2 m2 m θ TF3-225_248_P3T1_5P.indd 242 20/08/12 10:51