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Sumário MODULO 1 .................................................................................................................................. 3 1.1 LOGÍSTICA EMPRESARIAL ......................................................................................... 3 1.2 A LOGÍSTICA EMPRESARIAL VISTA COMO ESTRATÉGIA COMPETITIVA ..... 4 1.3 FUNDAMENTOS DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL ................................................... 8 1.4 IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO ............................................................................... 11 MODULO 2 ................................................................................................................................ 14 2.1 GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS ........................................................................ 14 2.2 CONCEITUANDO LOGÍSTICA ................................................................................... 15 2.3 O NOVO PAPEL DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL .................................................. 16 2.4 GERENCIAMENTO DE AQUISIÇÕES ...................................................................... 19 MODULO 3 ................................................................................................................................ 24 3.1 GERENCIAMENTO DE CUSTOS .............................................................................. 24 3.2 LOGÍSTICA TRIBUTÁRIA ............................................................................................ 25 3.3 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT ............................................................................... 27 MODULO 1 1.1 LOGÍSTICA EMPRESARIAL A logística empresarial é um setor de grande importância para o negócio. Ela é responsável pelos suprimentos, pela distribuição e pela gestão de processos ligados à compra de matéria-prima, à formação e gerenciamento de estoque, ao deslocamento de insumos do fornecedor até a empresa e dos produtos prontos até o cliente etc. Muitos de seus processos perpassam outros setores, necessitando da cooperação deles. Além disso, a área envolve planejamento, organização de fluxos de trabalho e coordenação sistêmica dos processos mencionados. O setor de produção, por exemplo, requer uma boa sinergia com a logística, para que os insumos para fabricação de produtos cheguem adequadamente na organização e sejam processados e transformados em produtos prontos. Também é importante que eles sejam armazenados de maneira eficiente e depois enviados aos clientes com agilidade. Caso a logística seja deficitária, a operação do negócio tende a ser prejudicada. Por exemplo, compras inadequadas ou atrasadas podem prejudicar a produção, levando à perda de produtividade. Um sistema de distribuição, transporte e entrega de produtos mal planejado pode gerar custos evitáveis ou problemas envolvendo atrasos. Isso, por sua vez, tende a gerar insatisfação por parte dos consumidores, que cada vez mais se acostumam a entregas mais rápidas. Se você já comprou online, provavelmente deve ter ficado ansioso por receber o produto, não é? Para lidar com esse tipo de demanda por parte do público, é fundamental contar com profissionais de logística capacitados, que desenvolvam e apliquem processos que tornem as entregas ágeis. Em suma, a boa gestão da parte logística da empresa é fundamental não só para que seus processos produtivos funcionem bem, mas também para garantir sua própria imagem e sobrevivência no mercado. A logística empresarial é um conceito amplo, o qual comporta uma série de outras atividades estratégicas e extremamente relevantes para o atendimento das necessidades do consumidor. A exemplo, podemos citar: • transporte; • manutenção de inventários; • processamento de pedidos; • aquisição de materiais; • gestão da informação. Em um cenário de alta competitividade como o atual, a logística empresarial desponta como um dos elos mais sensíveis e, ao mesmo tempo, mais importantes para se alcançar o sucesso. Afinal, nos referimos a um grupo de atividades capaz de gerar valor para os produtos e serviços da empresa. Valor esse que é expresso pela capacidade de o negócio atender às demandas do cliente a tempo. Sendo assim, a logística empresarial é o que garante o fluxo correto na cadeia de suprimentos, possibilitando o fornecimento de matérias-primas, a produção contínua e ajustada da indústria e a distribuição para os varejistas sem atrasos. 1.2 A LOGÍSTICA EMPRESARIAL VISTA COMO ESTRATÉGIA COMPETITIVA A logística tem por finalidade atender as exigências cada vez maiores dos clientes ao menor custo possível, administrando o fluxo de materiais e informações em cada atividade que compõe o sistema logístico, desde o fornecedor até o consumidor final. Em decorrência da sua finalidade, a logística pode colocar a empresa à frente de seus concorrentes de duas formas: 1. Proporcionando vantagem de valor, através da oferta de serviços tais como entregam mais rápidas ou agendadas, montagem de produtos, etc..., gerando valor ao cliente. 2. Proporcionando vantagem de custo, firmando parcerias com fornecedores e clientes empresariais, tornando atividades e processos mais eficientes, realizando compensações para a redução do custo logístico total, etc..., colocando no mercado produtos com preço menor que os da concorrência. Uma empresa pode ter vantagem de valor, por exemplo, ao oferecer ao pequeno varejista um serviço diferenciado, como pronta-entrega de uma grande variedade de mercadorias que podem ser compradas em quantidades pequenas e com financiamento assegurado pela própria empresa, que também pode incluir assistência técnica. Uma estratégia possível de ser utilizada pela empresa é a seguinte: Todos os produtos colocados em um único centro de distribuição para mantê-los disponíveis e reduzir custos de transporte e prazos de entrega. • Veículos próprios para controlar e assegurar a qualidade do serviço. • Uso de transit-points, que são galpões utilizados apenas para passar um grande volume de cargas que lá chega para veículos menores que realizam a entrega para o cliente final, tornando o transporte mais barato e reduzindo o tempo de entrega. • Telemarketing passivo e consultas on-line ao site da empresa para diminuir o tempo do ciclo do pedido. • Telemarketing ativo para aumentar as vendas e, consequentemente, aumentar em menos tempo o volume de cargas nos veículos que chegam e saem dos transit–points, otimizando o uso da frota. • Tecnologia da informação para dar maior desempenho na colocação dos pedidos, na operação e gestão da armazenagem e no transporte, através de roteirização e rastreamento do veículo. Já uma empresa pode ter vantagem de custo colocando à disposição de seus consumidores uma grande variedade de produtos com preços menores que os da concorrência. Essa empresa pode conseguir seu objetivo através de uma estratégia, como: • Posicionar várias lojas em locais relativamente próximos, uns dos outros, e com intensa movimentação de pessoas, para economizar através de compras em grande quantidade, reduzindo seus custos em propaganda e no reabastecimento. • Possuir centro de distribuição e veículos próprios para receber os produtos dos fornecedores e encaminhá-los para o reabastecimento das lojas, o que possibilita a reposição diária dos estoques com menos gastos. • Manter preços baixos diariamente para economizar em campanhas de promoções e tornar a demanda mais fácil de prever. • Firmar contratos de grandes quantidades e de longos períodos com os fornecedores mais importantes e compartilhar informações, para diminuir os custos com a logística. • Utilizar constantemente tecnologia da informação para conectar lojas e fornecedores e determinar a quantidade necessária no estoque para atender asvendas. Pelo fato de o mercado estar cada vez mais exigente e repleto de incertezas, existe a necessidade de adaptação por parte das empresas. A implementação do conceito de Cadeia de Suprimentos pode trazer benefícios tanto para empresa quanto para seus parceiros de negócio, no que se refere ao alcance de vantagem competitiva. O conceito de Cadeia de Suprimentos consiste na integração entre processos logísticos e os processos de outros departamentos (de fornecedores, da empresa principal e de seus clientes empresariais), para ter eficiência (menor custo) ou diferenciação nas atividades realizadas (geração de valor para o cliente). Para alcançar seu objetivo, a cadeia de suprimento deve ser gerenciada de modo a atender a demanda com menos estoque e menor capacidade de oferta de produto não estocado, e isso é possível com o uso de tecnologia da informação. Através do uso de TI, quando um pedido é feito para uma empresa, o seu fornecedor recebe tal informação quase em tempo real e consegue prever as vendas com mais exatidão, fazer o abastecimento, reduzir custos e ter mais agilidade no processo da cadeia como um todo. Também há casos de empresas que tem seu estoque gerenciado pelo fornecedor, o que também é vantajoso para todos os membros da cadeia. Além dos exemplos já citados, o uso de TI, juntamente com um bom planejamento executado com rigor pode tornar sincronizada toda a cadeia de suprimento e dar rapidez no atendimento da demanda, na identificação e na solução de problemas. Tão importante quanto uma estratégia logística é a identificação dos custos e do desempenho das operações e do departamento de modo geral. Dentro desse aspecto podemos citar, ainda que resumidamente, duas ferramentas importantes: o Custeio Baseados em Atividades na Logística (ABC) e o Balanced Scorecard (BSC). O ABC na Logística mede qual é o gasto para que se realize cada atividade ou processo logístico envolvido na produção de um bem ou serviço, o que possibilita saber quais atividades ou quais processos tem maior custo para a cadeia e quais são esses custos. Além disso, serve para avaliar a eficiência das atividades e processos e mostrar quais são os clientes, as regiões ou os canais de distribuição que dão maior margem de lucro para a cadeia e de que forma a Logística colabora para o aumento dessa margem. Com tais informações, pode-se diminuir os gastos das operações ou tornar os serviços mais eficientes. O BSC é um “medidor de eficiência que determina metas e indicadores que cada departamento da empresa ou cada membro da cadeia de suprimentos deve atingir para cumprir a estratégia de negócios traçada, favorecendo a resolução da causa dos problemas e o constante aperfeiçoamento das atividades e dos processos logísticos. A logística pode dar vantagem competitiva reduzindo custos e gerando valor para o cliente final através da oferta de serviços diferenciados, utilizando o conceito de cadeia de suprimentos, tecnologia da informação e ferramentas de gestão como o Custeio Baseado em Atividades Logísticas e o Balanced Scorecard, para que haja um constante aperfeiçoamento do desempenho de cada membro e de toda a cadeia de suprimento. 1.3 FUNDAMENTOS DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL Nas últimas quatro décadas, a logística avançou do transporte/depósito/armazenagem para o nível estratégico da empresa. Na base do moderno conceito de Logística integrada está o entendimento de que a Logística deve ser vista como um instrumento de marketing, uma ferramenta gerencial, capaz de agregar valor por meio dos serviços prestados, além de constituir-se em oportunidade de redução de custos. A logística empresarial inclui todas as atividades de movimentação de produtos e a transferência de informações, porém para a que seja gerenciada de forma integrada, a logística deve ser trabalhada como um sistema, ou seja, um conjunto de componentes interligados, trabalhando de forma coordenada, com o objetivo de atingir um objetivo comum. A tentativa de otimização de cada um dos componentes, isoladamente, não leva a otimização de todo o sistema. Ao contrário, leva a sub-otimização. Tal princípio é normalmente conhecido como trade-off, ou seja, o princípio das compensações, ou perdas e ganhos. Desta forma, pretende-se apresentar as principais implicações da logística, citações das práticas logísticas existentes, bem como a descrição de formas e meios de aplicar princípios logísticos, proporcionando uma base conceitual para integração da logística como competência central na estratégia empresarial. A logística teve sua interpretação inicial ligada a estratégia militar, quase equivalente a filosofia de guerra, quando estava relacionada a movimentação e coordenação de tropas, armamentos e munições para os locais necessários. Desta forma, o sistema logístico foi desenvolvido com o intuito de abastecer, transportar e alojar tropas – propiciando que os recursos certos estivessem no local certo e na hora certa. Este sistema operacional permitia que as campanhas militares fossem realizadas e contribuía para a vitória das tropas nos combates. Atualmente temos o conceito expandido, aplicado a gestão empresarial. A Logística empresarial nasceu da importância da redução de custos nas empresas e na maior importância que se dá hoje em atendimento das necessidades dos clientes. Quando todos os produtos se tornam iguais, a empresa mais competitiva será aquela que conseguir ser mais eficiente e eficaz, se antecipando a prováveis problemas que possa vir a enfrentar. Some-se a isso, que o mundo está se tornando cada vez mais um mercado global, as fronteiras geográficas estão desaparecendo e a expectativa é que as empresas estejam preparadas para enfrentar as realidades desse novo desafio. É de competência da logística a coordenação de áreas funcionais da empresa, desde a avaliação de um projeto de rede, englobando localização das instalações (inclusive estrutura interna, quantidade), sistema de informação, transporte, estoque, armazenagem, manuseio de materiais até se atingir um processo de criação de valor para o cliente. A partir da definição dos objetivos é definido como serão gerenciadas as ações de planejamento, organização e controle. Um planejamento bem feito, terá como resultado organização e controles mais eficazes. O planejamento logístico leva em conta decisões de localização das instalações, decisões de transportes, decisões de estoques. Esta trilogia está intimamente ligada entre si e qualquer alteração em uma delas influi fortemente na outra. As instalações devem ser localizadas onde possam maximizar o lucro da empresa, atendendo seus clientes eficazmente. Em uma economia globalizada, não existe limite para onde as instalações podem estar localizadas. Existem técnicas que podem ser utilizadas para melhor determinar a localização das instalações. A decisão de transporte, sem dúvida é uma das principais funções logísticas, além de representar a maior parte dos custos logísticos na maioria das organizações, desempenhando também importante serviço ao cliente. A sua definição está basicamente ligada às dimensões de tempo e utilidade do lugar. Desde os primórdios, o transporte de mercadorias tem sido utilizado para disponibilizar produtos onde existe demanda potencial, dentro do prazo ideal. Mesmo com o avanço atual da tecnologia, da troca de informações em tempo real, o transporte continua sendo fundamental para que seja atingido o objetivo logístico, que é o produto certo, na hora, no lugar certo, ao menor custo possível. Poderão ser adotadas diversas estratégias de transporte: entrega direta, milk run, consolidação, cross-docking, OTM (operação de transporte multimodal), intermodal, janela de entrega, observando ainda a melhor matriz de transporte (rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário, aeroviário,dutos), e sua adequação aos objetivos propostos em cada etapa do processo de transporte. Sobre a decisão do modelo de gestão de estoques mais adequado, dependerá da identificação das principais características das operações de produto e/ou distribuição. De maneira geral, as decisões de estoque devem estabelecer os reabastecimentos, constituindo-se sempre em decisões de alto risco, pois itens mantidos em estoque podem deteriorar, tornar-se obsoletos e até se perderem na produção, além de ocuparem espaço que poderia estar sendo utilizado para outros fins, sem contar o custo do capital investido. Em contrapartida, a manutenção de estoque proporciona segurança em ambiente incerto e complexo. Desta forma, haverá sempre o trade-off: custo versus disponibilidade, que definirá quanto pedir, quando pedir e como controlar o sistema (tecnologias adotadas). 1.4 IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO Quem entra na área de Comércio Exterior precisa conhecer os conceitos básicos da profissão. Existem dois termos que são de muita importância e que fazem toda a diferença. Que são: Importação e Exportação. Eles possuem papéis fundamentais na área e representam muito sobre a competitividade do país frente à várias negociações, pois os processos de Importação e Exportação representam muito sobre a economia do seu país também. O que é importação? O ato da importação de um bem ou produto, acontece quando um país compra mercadorias ou produtos originados de outro país. Ou seja, os produtos são fabricados em outros países e comprados pelo Brasil ou qualquer outro país, por exemplo. Um dos principais motivos que a importação de produtos é realizada, é a necessidade de suprir a falta de matéria prima ou mão de obra interna que existe no brasil que pode não dar conta da demanda necessária. Esses cenários podem acontecer quando os recursos são obsoletos ou caros, ou ainda, quando não existe uma mão de obra desqualificada ou despreparada para tal necessidade. É importante ressaltar que se a moeda local for forte, ou seja, se ela tem uma boa cotação em frente às demais, você conseguirá maior margem para negociações, como a compra de mais moedas estrangeiras e, consequentemente, mais bens estrangeiros, então a facilidade de importação e negociação, tendem a aumentar. Se a sua moeda local for fraca, o nível de importação tende a diminuir, pois você não estará consumindo tanto quanto o mercado deseja. Como você conseguiu compreender até aqui, a Importação refere-se à atividade de compra de produtos, bens ou serviços vindos do exterior para outros países. Como por exemplo, produtos comprados na China para serem comercializados aqui. Muito ao contrário que muitas pessoas acreditam, nenhum país consegue produzir tudo que é necessário para a sua população consumir, fazendo assim, com que toda e qualquer economia precisa importar os seus produtos. O processo de importação divide-se, basicamente, em três fases: Administrativa: fase de autorização para importação aplicada segundo a operação ou o tipo de mercadoria que será importado. É responsável por gerar a licença para importação. Cambial: fase de pagamento ao exportador, na qual a moeda estrangeira é transferida para o exterior. Fiscal: fase de desembaraço alfandegário, que corresponde ao despacho aduaneiro por meio do recolhimento de tributos. O que é a Exportação? Ao contrário da Importação, que é quando o país compra um produto ou bem de outro país para uso interno, a exportação acontece quando as empresas de dentro do país, ou seja, empresas nacionais, vendem seus produtos ou serviços no exterior. Existem diversificadas razões pela qual uma empresa decide exportar os seus produtos, ou seja, vender para fora do país. Uma e talvez uma das mais fortes razões para esse novo formato de venda, elas podem querer entrar em mercados novos, e assim, expandir e internacionalizar. Ou ainda, algumas empresas também decidem exportar para atender uma demanda que existe no exterior, mas que não existe internamente, o que é muito comum e a exportação também é uma ótima maneira de diminuir o excedente da oferta e tornar a produção mais eficiente. Como na importação que muitas operações dependem do valor da moeda, na exportação não é diferente e ela está ligada ao valor da sua moeda. Quando falamos em exportação, nos referimos à atividade de venda ou envio de bens e serviços de um determinado país para outro. Portanto, basicamente, representa a saída de um item ou serviço nacional com destino a outro país. Dentro da exportação, existem dois tipos de modalidades que fazem parte do processo. São eles: Direta: exportação realizada pelo próprio produtor, que fatura diretamente em relação ao importador. Para que essa atividade seja possível, é necessário que o fornecedor conheça todo o processo de exportação, como a documentação necessária, o mercado, embalagens, transações, etc. Indireta: exportação na qual a venda de produtos e serviços é realizada por empresas que os adquirem para exportá-los. Nesse tipo de atividade comercial, o produtor não é responsável pela comercialização externa do produto. Para compreendermos de forma clara a diferença entre Importação X Exportação, podemos dizer que Importação é quando um país compra produtos ou mercadorias de outro, trazendo para ser vendido já pronto dentro do seu país. Já a Exportação, é quando o país compra um produto ou bem de outro país para uso interno, a exportação acontece quando as empresas de dentro do país, ou seja, empresas nacionais, vendem seus produtos ou serviços no exterior. MODULO 2 2.1 GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS Garantir uma boa gestão de custos logísticos é fundamental para manter os processos eficientes, além de garantir bons resultados — como uma lucratividade satisfatória que permita manter a empresa competitiva no mercado. Essa realidade é ainda mais visível no setor de e-commerce, que depende de uma operação logística eficiente para viabilizar o seu sucesso. Para isso, é preciso conhecer as categorias de custos que existem na operação. Esse aspecto possibilita organizá-los e monitorá-los constantemente, evitando que ultrapassem o limite do ideal. Em geral, as empresas que atuam com o comércio eletrônico tendem a terceirizar a atividade de distribuição de mercadorias para operadores logísticos especializados. Essa prática busca ampliar o alcance das entregas e torna esse processo mais eficaz. Antes, porém, é preciso conhecer como essa operação impacta o desempenho financeiro. Sob o ponto de vista de transportes, os custos logísticos são todos os gastos relacionados às atividades de movimentação de matérias- primas e mercadorias de um negócio. Entre eles, podemos destacar: • a manutenção da frota; • a armazenagem dos produtos; • os gastos para viabilizar o transporte; e • a folha de pagamento referente à contratação de motoristas. Muitas empresas optam por repassar parte dos custos de entrega para os clientes e cobram uma taxa de frete que é acrescentada ao valor final das compras. Contudo, essa é uma decisão que tem grande influência sobre o volume de vendas e deve ser estudada com cuidado. A apuração dos custos é uma parte fundamental da gestão de qualquer negócio, seja uma startup, seja uma grande corporação. O que muda de acordo com o ramo de atuação é a distribuição dos custos dependendo do tipo de produto. Nas empresas que atuam no setor de e-commerce, um dos gastos principais é representado pela logística. Portanto, fazer a gestão de custos logísticos é importante para que os gestores tenham conhecimento sobre os custos envolvidos nas operações. 2.2 CONCEITUANDO LOGÍSTICA Logística é uma operação integrada para cuidar de suprimentos e distribuição de produtos de forma racionalizada, o que proporcionará à empresa o planejamento, coordenação,e a execução de um processo de controle de todas as atividades ligadas à aquisição de materiais para a formação de estoques, desde o momento de sua concepção até seu consumo final. É de vital importância à redução de custos e ao aumento da competitividade. A Logística empresarial nasceu da importância da redução de custos nas empresas e na maior importância que se dá hoje em atendimento das necessidades dos clientes. Quando todos os produtos se tornam iguais, a empresa mais competitiva será aquela que conseguir ser mais eficiente e eficaz, se antecipando a prováveis problemas que possa vir a enfrentar. Some-se a isso, que o mundo está se tornando cada vez mais um mercado global, as fronteiras geográficas estão desaparecendo e a expectativa é que as empresas estejam preparadas para enfrentar as realidades desse novo desafio. Em termos atuais, pode-se dizer que a Logística é a arte da preparação da produção que cuida do planejamento dos materiais, da obtenção de materiais, do planejamento da linha de produção, da alimentação da linha de produção e da distribuição dos produtos finais. A logística moderna passa a ser a maior preocupação dentro das empresas. Ela deve abranger toda a movimentação de materiais, interna e externa à empresa, incluindo chegada de matéria-prima, estoques, produção e distribuição até o momento em que o produto é colocado nas prateleiras a disposição do consumidor final. 2.3 O NOVO PAPEL DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL O ambiente altamente competitivo aliado ao fenômeno da globalização vem exigindo das organizações maior agilidade, melhores performances e a constante procura pela redução de seus custos. E, nesse universo de enormes exigências em termos de produtividade e de qualidade no atendimento, a Logística passou a assumir um papel de fundamental importância entre as diversas atividades das organizações. Até meados de 1950 a Logística permaneceu em estado latente, não havendo uma filosofia que pudesse conduzi-la com eficácia. E, nessa época, as organizações dividiam as atividades logísticas em diferentes áreas, o que causava certos conflitos: • Os transportes ficavam à cargo da "gerência de produção". • Os estoques eram responsabilidade do "marketing", "finanças" ou "produção". • O processamento dos pedidos era controlado por finanças ou produção. Mas, entre 1950 e 1970 houve certo avanço na teoria e na prática da Logística Empresarial, uma vez que alguns professores de Administração e de Marketing passaram a alertar que as organizações estavam muito mais interessadas na compra e na venda do que na distribuição física de seus produtos. No campo acadêmico, somente algum tempo depois é que a Logística Empresarial se transformou em uma disciplina a ser estudada em Administração. E, o fato que tornou isso possível, foi quando se verificou que o alto custo do transporte aéreo não impedia o uso desse serviço, mas que o ponto forte para a sua aprovação seria seu menor "custo total" – proporcionado pela soma das taxas do frete aéreo e pelo menor custo em razão da diminuição dos estoques, derivado – por sua vez – da maior velocidade da movimentação via aérea. A partir da década de 70, a Logística Empresarial ficou mais madura, uma vez que já proporcionava determinados benefícios às empresas. Mesmo assim, as organizações ainda se preocupavam mais com a geração de lucros do que com o controle de custos. Contudo, alguns eventos contribuíram para a referida maturidade da Logística tais como a competição mundial, a falta de matérias-primas, a súbita elevação dos preços do petróleo e o aumento da inflação. Dessa forma, houve certa "mudança de filosofia", a qual passou de estímulo da demanda para uma melhor gestão de suprimentos. A partir da década de 80, o desenvolvimento da Logística foi mais marcante em virtude de fatores como a explosão da tecnologia da informação, das alterações estruturais nos negócios – e na economia – dos países emergentes, na formação dos blocos econômicos e no fenômeno da globalização. Atualmente, embora o foco da Logística ainda esteja centrado nas operações manufatureiras e comerciais, é certo que as empresas que produzem e distribuem produtos (e serviços), se beneficiem dos atuais conceitos – e princípios – logísticos, procurando adaptá-los as suas novas necessidades. Nas modernas organizações, a Logística exerce a função de responder por toda a movimentação de materiais, desde a chegada da matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente e, sendo assim, suas atividades podem ser divididas da seguinte forma: 1) Atividades Primárias: são essenciais para o cumprimento da função logística, contribuindo com o maior montante do seu "custo total": • Transportes: referem-se aos métodos de movimentar produtos. Via rodoviário, ferroviário e marítimo. De grande importância devido ao peso deste custo, em relação ao total do custo da Logística. • Gestão de Estoques: dependendo do setor em que a empresa atua é necessário um nível mínimo de estoque, o qual atue como amortecedor entre a oferta e a demanda. • Processamento de Pedidos: determina o tempo necessário para a entrega de bens aos clientes. 2) Atividades Secundárias: exercem a função de apoio às atividades primárias na obtenção dos níveis de bens requisitados pelos clientes. • Armazenagem: envolvem as questões relativas ao espaço para estocar produtos. • Manuseio de Materiais: refere-se à movimentação dos produtos no local de armazenagem. • Embalagem de Proteção: sua finalidade é proteger o produto. • Programação de Produtos: programação de necessidades de produção e seus respectivos itens da lista de materiais. • Manutenção de Informação: ter uma base de dados para o planejamento e o controle da Logística. Portanto, pode-se deduzir que atualmente a Logística Empresarial vem estudando como a Administração pode melhorar o nível de rentabilidade nos serviços de distribuição, por meio de planejamento, da organização e dos controles efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem, os quais visam facilitar o fluxo de produtos. E, sendo assim, a Logística é um assunto vital para a competitividade das empresas nos dias atuais, podendo transformar-se num fator determinante do sucesso ou do fracasso das modernas organizações. 2.4 GERENCIAMENTO DE AQUISIÇÕES O gerenciamento de aquisições, em gestão de projetos, é um conjunto de processos que tem por objetivo obter um produto ou serviço de um fornecedor externo à equipe do projeto. Esse fornecedor pode ser tanto uma área da organização como outra empresa. A decisão de comprar ou não um produto ou serviço para o projeto é o primeiro passo a ser executado no gerenciamento de aquisições. Normalmente, o gerente de projetos escolhe adquirir aquilo que está fora do alcance da equipe interna do projeto para que as entregas previstas na EAP (Estrutura Analítica do Projeto) sejam cumpridas. Nessa conta inclui-se desde o conhecimento técnico até a disponibilidade para execução no momento adequado do projeto. As aquisições podem ser feitas por um departamento especializado em compras (gerenciamento de aquisições centralizado) ou pela própria equipe do projeto (gerenciamento de aquisições descentralizado). Gerenciamento de aquisições centralizado Quando o departamento de compras é responsável cuidar das aquisições de todos os projetos, há mais controle sobre os esforços de contratação. Por conta da especialização na aquisição de produtos e serviços e da padronização dos processos de gerenciamento de aquisições, é natural que os custos sejam otimizados. Por outro lado, quando as compras para um projeto são executadas pelo departamento de compras, há alguns efeitos que devem ser considerados, pois podem afetar fortemente os resultados dos projetos. Por exemplo: o departamentode compras pode se tornar um gargalo para a condução do projeto e, por não entender dos requisitos do projeto, pode acabar dando menos atenção para algumas necessidades do cliente. Além disso, o departamento de compras pode focar exclusivamente no critério de preço e desconsiderar outros pontos essenciais ao projeto. Essas questões podem ser minimizadas com o estabelecimento de um vínculo mais próximo entre o departamento de compras e a equipe do projeto, que deverão participar de encontros colaborativos para troca de ideias. É importante destacar que, mesmo com a existência de um setor especializado em aquisições, o gerente de projetos precisa ter um conhecimento básico sobre contratos, leis e normas de gerenciamento de aquisições. Alguns contratos, mais complexos, não podem ser assinados pelo gerente de projetos, frequentemente exigindo a aprovação da diretoria. Em alguns casos, o gerenciamento das aquisições pode envolver, ainda, o departamento jurídico da empresa. Isso se aplica, por exemplo, a contratos internacionais. Gerenciamento de aquisições descentralizado Existem empresas em que a própria equipe do projeto é responsável pela aquisição dos produtos ou serviços necessários ao andamento do projeto. Isso é vantajoso, pois possibilita que o gerente de projetos tenha mais controle e autoridade sobre o processo de compra. Além disso, como a equipe de contratação está mais familiarizada com os requisitos do projeto, consegue escolher as soluções que são mais adequadas ao escopo do projeto. As únicas desvantagens são a falta de padronização dos processos de contratação, o que aumenta os riscos de uma nova aquisição dar errado, e a dificuldade de se manter o nível de especialização na equipe, no que diz respeito às aquisições. Esse cenário pode ser minimizado por meio de políticas e diretrizes de compras que devem ser seguidas pela equipe do projeto. Independentemente da forma como a sua organização gerencia as aquisições, é importante que você saiba que existe um conjunto de processos de gerenciamento de aquisições comum à maioria das empresas. Vamos descobrir quais são esses processos? Como fazer gerenciamento de aquisições em 3 passos 1. Planeje o gerenciamento de aquisições Esta é a etapa de documentar as decisões de compra do projeto, especificar a abordagem que será utilizada para fazer essas aquisições e identificar os vendedores em potencial que atendem às demandas existentes. Em outras palavras, o planejamento do gerenciamento de aquisições consiste em dizer o que será adquirido e como será adquirido. Para conseguir responder a essas questões, é preciso: • Detalhar as características que a solução a ser contratada deverá ter; • Preparar uma estimativa de custos geral para determinar o orçamento; • Divulgar a oportunidade de contratação; • Identificar a lista de vendedores qualificados; • Receber e avaliar propostas. Importante: ao detalhar as características que a solução a ser contratada deverá ter é preciso fazer descrições claras, fornecendo informações suficientes para o vendedor criar e precificar uma proposta aderente às necessidades do projeto. É fundamental deixar claro quais os requisitos de qualidade e seus respectivos critérios de aceitação. Tudo isso deve estar contido no plano de gerenciamento de aquisições, um documento que contém orientações sobre como as aquisições dos projetos devem ser coordenadas. Esse documento pode ser formal ou informal, geral ou específico. 2. Conduza as aquisições Após avaliar as propostas recebidas é preciso escolher o fornecedor que melhor atenda às necessidades e estabelecer uma parceria. De acordo com as características do projeto, é possível ter mais que um fornecedor, conforme a estratégia do projeto. Algumas vezes essa quebra precisa ser feita por questões técnicas ou de segurança. Nesta etapa, o foco é fechar um acordo, que será formalizado em um contrato. Um contrato é composto de cláusulas que ajudam a conduzir a relação cliente-fornecedor durante um determinado período, aplicando métodos com foco em garantir o bom desempenho do contratado em termos de prazo, custo ou qualidade das entregas e proporcionando uma relação ganha-ganha. Um documento de acordo pode incluir: • Especificação do trabalho das aquisições ou principais entregas; • Cronograma, marcos ou data até a qual um cronograma é requerido; • Relatórios de desempenho; • Preços e condições de pagamento; • Critérios de inspeção, qualidade e aceitação; • Garantia e suporte futuro ao produto; • Incentivos e penalidades; • Seguros e obrigações de realização; • Aprovações de subcontratados subordinados; • Termos e condições gerais; • Tratamento de solicitações de mudança; • Cláusula de rescisão e mecanismos para resolução alternativa de disputas. 3. Controle as aquisições Uma vez que você já tenha definido as características da solução que precisa ser entregue e contratado os fornecedores, o seu próximo passo é controlar o desempenho de cada um dos fornecedores com relação ao que foi estabelecido no contrato. Conforme o trabalho vai sendo desenvolvido, é natural que seja preciso fazer alterações e correções, que também serão gerenciadas nesta etapa de controlar as aquisições. Com as entregas feitas e aprovadas, ou mediante a quebra de acordo, o contrato será encerrado e arquivado. O encerramento do contrato só pode ser feito após a aprovação de todas as entregas e a resolução de todas as pendências existentes, como o pagamento de faturas e a atualização dos documentos do projeto, por exemplo. Na hora de verificar se os requisitos especificados no contrato estão sendo atendidos podem ser realizadas auditorias de aquisições, por meio da qual um auditor analisa rigorosamente a correspondência entre os pagamentos feitos e o trabalho efetivamente realizado. Uma dica que funciona bem é controlar os pagamentos por entregas, em vez de controlá-los por horas, como é o habitual. Em resumo, o controle de aquisições inclui basicamente as atividades de coletar dados, monitorar indicadores, registrar o desempenho das aquisições, pagar faturas e elaborar relatórios. MODULO 3 3.1 GERENCIAMENTO DE CUSTOS Gerenciamento de custos compreende os processos de estimar, distribuir e monitorar os gastos de um projeto. Com ele é possível projetar quais são as despesas futuras com o objetivo de minimizar as chances de que o orçamento sofra acréscimos desnecessários. Por isso, o gerenciamento de custos deve ter início logo na fase de planejamento dos projetos — contudo, é preciso que os trabalhos sejam mantidos ao longo de todas as fases do empreendimento. Ou seja, depois que se elabora o plano e que o mesmo é colocado em execução, todos os custos devem ser documentados e rastreados para que tudo fique dentro do orçamento inicial. Com isso, após a conclusão do projeto, os custos projetados devem ser contrastados com os custos reais, servindo também como referência para projetos futuros e estimativas. Quando são iniciados os esforços de gerenciamento de projetos, é natural que gestor e equipe se preocupem muito com a logística e com os aspectos práticos e operacionais do empreendimento. Porém, se não houver o cuidado necessário para gerenciar bem os custos, todo o negócio pode fracassar — mesmo com o correto gerenciamento de tempo e do escopo do projeto. De nada vale realizar um minucioso estudo de viabilidade se os custos na prática ultrapassam aquilo que foi orçado. Por isso exercer um correto gerenciamento de custos é tão importante para o sucesso do empreendimento. Ao gerenciar bem os investimentos é possível desenvolver os trabalhos com qualidade e utilizar recursos sem comprometer as finanças da empresa — além disso, pode-se ofertar serviços e disponibilizar produtos com preços melhores no mercado.3.2 LOGÍSTICA TRIBUTÁRIA A logística tributária é um processo estratégico que aproveita a própria legislação para promover uma gestão dos impostos mais vantajosa. Com ela, é possível reduzir a carga de obrigações e até recuperar créditos, já que muitas empresas pagam valores a mais. Diversas organizações faturam bem, mas a lucratividade não alcança os patamares desejados por causa do excesso de impostos. É verdade que o Brasil tem uma das mais elevadas cobranças de tributos do mundo. Por outro lado, com a logística tributária, dá para aproveitar muitos incentivos e isenções que o próprio poder público proporciona. O problema é que muitos líderes não têm ideia do quanto a empresa gasta desnecessariamente com taxas, tarifas e afins. Isso é compreensível, já que há uma diversidade enorme de tributos federais, estaduais e municipais, que sofrem mudanças constantes. Por isso, é fundamental criar táticas de otimização da gestão de impostos, que precisa ser planejada, assim como qualquer outra operação do negócio. A logística tributária é um conjunto de procedimentos para reduzir os gastos com impostos por meio de um minucioso planejamento tributário. Assim, sua empresa passa por uma detalhada avaliação. Com base nesse parecer, a gestão de tributos será redesenhada, colocando a organização em contextos mais favoráveis. Esse trabalho é exclusivamente administrativo, e não jurídico. A logística tributária indica maneiras mais inteligentes para a empresa pagar seus impostos. Como a seguir: • barrar a incidência de impostos: um exemplo é quando uma companhia transfere a sua sede para obter isenções tributárias de prefeituras ou de governos estaduais; • diminuir o valor cobrado: a empresa pode fazer um estudo para descobrir outro regime tributário que gere uma carga de impostos mais suave; • prorrogar o pagamento: é viável impedir a execução de pagamentos de impostos antes da apuração do lucro. No regime de caixa, por exemplo, a cobrança tributária vem no dia que a empresa receber. Já no de competência, ela paga o tributo na data do fato gerador; • revisar os tributos federais: identifica valores pagos a mais e os recupera por meio da própria legislação. • Gestão financeira empresarial Gestão financeira empresarial é todo controle, administração, acompanhamento e planejamento das finanças de um negócio. Possui como principal objetivo a maximização dos resultados, ou seja, dos lucros. Para isso, utiliza de processos, métodos, ferramentas e padronização para alcançar melhores resultados financeiros. Mas perceba que não existe uma definição exata, muito menos quais processos ou ferramentas deverão ser utilizados. Isso porque cada empresa é única e processos existem aos montes. Dessa forma, é comum que a gestão financeira, mesmo entre empresas do mesmo tamanho e segmento, seja diferente. E tudo graças a maleabilidade do mundo empresarial. Até mesmo entre áreas como marketing e vendas, os processos e ferramentas (como toda a dinâmica de funcionamento) mudam entre empresas. E justamente por conta dessa gama de possibilidades que a gestão financeira empresarial se torna relevante. A gestão financeira empresarial se torna importante no momento que une todas essas pontas soltas. Além de organizar processos, é responsável por: • coletar dados; • planejar as finanças; • definir metas; e • acompanhar os resultados. • Gestão de materiais, compras e controle de estoques • Sistemas de armazenagem, transporte e distribuição 3.3 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT O Supply Chain Management (Gestão da Cadeia de Suprimentos) é um processo que consiste em gerenciar os fluxos, de bens, serviços, finanças, informações de forma estratégica entre empresas e consumidores finais, visando alcançar vantagens competitivas e criação de valor para os clientes. O Supply Chain Management é a interação de diferentes processos e atividades que visam à criação de valor dos produtos e serviços para o cliente final, assim planejando e controlando o fluxo de mercadorias, informações e recursos, visando à alimentação de todo Lead Time, incluindo estratégias para focalizar a satisfação do cliente, retenção dos atuais e obtenção de novos clientes. Supply Chain Management tem representado uma nova e promissora estratégia organizacional para obtenção de vantagens competitivas, assim trazendo para as empresas uma nova mudança no desenvolvimento da visão de competição no mercado, cujo objetivo final é maximizar os potencias relacionamentos da cadeia produtiva, de forma a encantar o consumidor final. O que antes era apenas vender e entregar, hoje são otimização e integração de todas as áreas funcionais da empresa, incluindo marketing, vendas, produção, finanças, recursos humanos e tecnologia da informação, o qual se denomina Logística Integrada, reportada ao sistema Intraorganizacional ou departamentos internos de uma organização, já Integração Logística vem da visão Inter organizacional o qual aborda a necessidade de Integração entre processos diferentes, ou seja, parceiros externos, como fornecedores e clientes. Assim sendo necessário envolver toda a organização na criação de um plano estratégico de logística. O sucesso da Integração Logística consiste em um bom gerenciamento integrado dos diversos sistemas internos, eliminando retrabalhos, e externos, através de parcerias e relacionamento empresarial com todos os envolvidos na cadeia de suprimentos, baseados na confiança, competência técnica e troca de informações, com objetivo de reduzir custos e acelerar o aprendizado. Assim a nova visão empresarial recomenda a avaliação de forma integrada. No ambiente dinâmico e com concorrentes oferecendo produtos similares com preços equivalentes, o fator agilidade e o custo logístico são determinantes para o sucesso ou fracasso. Assim, quanto mais próximas de uma parceria forem às relações com fornecedores e clientes, maiores as chances de envolvimento e comprometimento no processo de oferecer o melhor produto ao mercado. Como pudemos observar existe uma grande diferença entre os conceitos de Logística e Supply Chain Management. Enquanto a primeira está atrelada com uma série de processos ou atividades conhecidas como primárias (atividades fins) e secundárias (atividades de apoio), que possibilita o fluxo de materiais e informações do ponto de origem ao ponto de consumo, o segundo trata da integração, de maneira estratégica, desde o fornecedor inicial até o consumidor final, com o objetivo de agregar valor aos participantes da cadeia, com destaque para o consumidor final, assumindo desta forma, um caráter mais estratégico.