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Sumário 
MODULO 1 .................................................................................................................................. 3 
1.1 LOGÍSTICA EMPRESARIAL ......................................................................................... 3 
1.2 A LOGÍSTICA EMPRESARIAL VISTA COMO ESTRATÉGIA COMPETITIVA ..... 4 
1.3 FUNDAMENTOS DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL ................................................... 8 
1.4 IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO ............................................................................... 11 
MODULO 2 ................................................................................................................................ 14 
2.1 GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS ........................................................................ 14 
2.2 CONCEITUANDO LOGÍSTICA ................................................................................... 15 
2.3 O NOVO PAPEL DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL .................................................. 16 
2.4 GERENCIAMENTO DE AQUISIÇÕES ...................................................................... 19 
MODULO 3 ................................................................................................................................ 24 
3.1 GERENCIAMENTO DE CUSTOS .............................................................................. 24 
3.2 LOGÍSTICA TRIBUTÁRIA ............................................................................................ 25 
3.3 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT ............................................................................... 27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODULO 1 
 
 
1.1 LOGÍSTICA EMPRESARIAL 
 
A logística empresarial é um setor de grande importância para o negócio. 
Ela é responsável pelos suprimentos, pela distribuição e pela gestão de 
processos ligados à compra de matéria-prima, à formação e gerenciamento de 
estoque, ao deslocamento de insumos do fornecedor até a empresa e dos 
produtos prontos até o cliente etc. 
Muitos de seus processos perpassam outros setores, necessitando da 
cooperação deles. Além disso, a área envolve planejamento, organização de 
fluxos de trabalho e coordenação sistêmica dos processos mencionados. 
O setor de produção, por exemplo, requer uma boa sinergia com a 
logística, para que os insumos para fabricação de produtos cheguem 
adequadamente na organização e sejam processados e transformados em 
produtos prontos. Também é importante que eles sejam armazenados de 
maneira eficiente e depois enviados aos clientes com agilidade. 
Caso a logística seja deficitária, a operação do negócio tende a ser 
prejudicada. Por exemplo, compras inadequadas ou atrasadas podem prejudicar 
a produção, levando à perda de produtividade. 
Um sistema de distribuição, transporte e entrega de produtos mal 
planejado pode gerar custos evitáveis ou problemas envolvendo atrasos. Isso, 
por sua vez, tende a gerar insatisfação por parte dos consumidores, que cada 
vez mais se acostumam a entregas mais rápidas. 
Se você já comprou online, provavelmente deve ter ficado ansioso por 
receber o produto, não é? Para lidar com esse tipo de demanda por parte do 
 
 
público, é fundamental contar com profissionais de logística capacitados, que 
desenvolvam e apliquem processos que tornem as entregas ágeis. 
Em suma, a boa gestão da parte logística da empresa é fundamental não 
só para que seus processos produtivos funcionem bem, mas também para 
garantir sua própria imagem e sobrevivência no mercado. 
A logística empresarial é um conceito amplo, o qual comporta uma série de 
outras atividades estratégicas e extremamente relevantes para o atendimento 
das necessidades do consumidor. A exemplo, podemos citar: 
• transporte; 
• manutenção de inventários; 
• processamento de pedidos; 
• aquisição de materiais; 
• gestão da informação. 
Em um cenário de alta competitividade como o atual, a logística 
empresarial desponta como um dos elos mais sensíveis e, ao mesmo tempo, 
mais importantes para se alcançar o sucesso. Afinal, nos referimos a um grupo 
de atividades capaz de gerar valor para os produtos e serviços da empresa. Valor 
esse que é expresso pela capacidade de o negócio atender às demandas do 
cliente a tempo. 
Sendo assim, a logística empresarial é o que garante o fluxo correto na 
cadeia de suprimentos, possibilitando o fornecimento de matérias-primas, a 
produção contínua e ajustada da indústria e a distribuição para os varejistas sem 
atrasos. 
 
1.2 A LOGÍSTICA EMPRESARIAL VISTA COMO ESTRATÉGIA 
COMPETITIVA 
 
 
 
A logística tem por finalidade atender as exigências cada vez maiores dos 
clientes ao menor custo possível, administrando o fluxo de materiais e 
informações em cada atividade que compõe o sistema logístico, desde o 
fornecedor até o consumidor final. 
Em decorrência da sua finalidade, a logística pode colocar a empresa à 
frente de seus concorrentes de duas formas: 
1. Proporcionando vantagem de valor, através da oferta de serviços tais como 
entregam mais rápidas ou agendadas, montagem de produtos, etc..., gerando 
valor ao cliente. 
2. Proporcionando vantagem de custo, firmando parcerias com fornecedores e 
clientes empresariais, tornando atividades e processos mais eficientes, 
realizando compensações para a redução do custo logístico total, etc..., 
colocando no mercado produtos com preço menor que os da concorrência. 
Uma empresa pode ter vantagem de valor, por exemplo, ao oferecer ao 
pequeno varejista um serviço diferenciado, como pronta-entrega de uma grande 
variedade de mercadorias que podem ser compradas em quantidades pequenas 
e com financiamento assegurado pela própria empresa, que também pode incluir 
assistência técnica. 
Uma estratégia possível de ser utilizada pela empresa é a seguinte: 
Todos os produtos colocados em um único centro de distribuição para 
mantê-los disponíveis e reduzir custos de transporte e prazos de entrega. 
• Veículos próprios para controlar e assegurar a qualidade do serviço. 
 
• Uso de transit-points, que são galpões utilizados apenas para passar um 
grande volume de cargas que lá chega para veículos menores que 
realizam a entrega para o cliente final, tornando o transporte mais barato 
e reduzindo o tempo de entrega. 
 
 
 
• Telemarketing passivo e consultas on-line ao site da empresa para 
diminuir o tempo do ciclo do pedido. 
 
• Telemarketing ativo para aumentar as vendas e, consequentemente, 
aumentar em menos tempo o volume de cargas nos veículos que chegam 
e saem dos transit–points, otimizando o uso da frota. 
 
• Tecnologia da informação para dar maior desempenho na colocação dos 
pedidos, na operação e gestão da armazenagem e no transporte, através 
de roteirização e rastreamento do veículo. 
Já uma empresa pode ter vantagem de custo colocando à disposição de 
seus consumidores uma grande variedade de produtos com preços menores que 
os da concorrência. 
Essa empresa pode conseguir seu objetivo através de uma estratégia, 
como: 
• Posicionar várias lojas em locais relativamente próximos, uns dos outros, 
e com intensa movimentação de pessoas, para economizar através de 
compras em grande quantidade, reduzindo seus custos em propaganda 
e no reabastecimento. 
 
• Possuir centro de distribuição e veículos próprios para receber os 
produtos dos fornecedores e encaminhá-los para o reabastecimento das 
lojas, o que possibilita a reposição diária dos estoques com menos gastos. 
 
• Manter preços baixos diariamente para economizar em campanhas de 
promoções e tornar a demanda mais fácil de prever. 
 
• Firmar contratos de grandes quantidades e de longos períodos com os 
fornecedores mais importantes e compartilhar informações, para diminuir 
os custos com a logística. 
 
 
 
• Utilizar constantemente tecnologia da informação para conectar lojas e 
fornecedores e determinar a quantidade necessária no estoque para 
atender asvendas. 
Pelo fato de o mercado estar cada vez mais exigente e repleto de 
incertezas, existe a necessidade de adaptação por parte das empresas. A 
implementação do conceito de Cadeia de Suprimentos pode trazer benefícios 
tanto para empresa quanto para seus parceiros de negócio, no que se refere ao 
alcance de vantagem competitiva. 
O conceito de Cadeia de Suprimentos consiste na integração entre 
processos logísticos e os processos de outros departamentos (de fornecedores, 
da empresa principal e de seus clientes empresariais), para ter eficiência (menor 
custo) ou diferenciação nas atividades realizadas (geração de valor para o 
cliente). 
Para alcançar seu objetivo, a cadeia de suprimento deve ser gerenciada 
de modo a atender a demanda com menos estoque e menor capacidade de 
oferta de produto não estocado, e isso é possível com o uso de tecnologia da 
informação. 
Através do uso de TI, quando um pedido é feito para uma empresa, o seu 
fornecedor recebe tal informação quase em tempo real e consegue prever as 
vendas com mais exatidão, fazer o abastecimento, reduzir custos e ter mais 
agilidade no processo da cadeia como um todo. Também há casos de empresas 
que tem seu estoque gerenciado pelo fornecedor, o que também é vantajoso 
para todos os membros da cadeia. 
Além dos exemplos já citados, o uso de TI, juntamente com um bom 
planejamento executado com rigor pode tornar sincronizada toda a cadeia de 
suprimento e dar rapidez no atendimento da demanda, na identificação e na 
solução de problemas. 
Tão importante quanto uma estratégia logística é a identificação dos 
custos e do desempenho das operações e do departamento de modo geral. 
 
 
Dentro desse aspecto podemos citar, ainda que resumidamente, duas 
ferramentas importantes: o Custeio Baseados em Atividades na Logística (ABC) 
e o Balanced Scorecard (BSC). 
O ABC na Logística mede qual é o gasto para que se realize cada 
atividade ou processo logístico envolvido na produção de um bem ou serviço, o 
que possibilita saber quais atividades ou quais processos tem maior custo para 
a cadeia e quais são esses custos. Além disso, serve para avaliar a eficiência 
das atividades e processos e mostrar quais são os clientes, as regiões ou os 
canais de distribuição que dão maior margem de lucro para a cadeia e de que 
forma a Logística colabora para o aumento dessa margem. Com tais 
informações, pode-se diminuir os gastos das operações ou tornar os serviços 
mais eficientes. 
O BSC é um “medidor de eficiência que determina metas e indicadores 
que cada departamento da empresa ou cada membro da cadeia de suprimentos 
deve atingir para cumprir a estratégia de negócios traçada, favorecendo a 
resolução da causa dos problemas e o constante aperfeiçoamento das 
atividades e dos processos logísticos. 
A logística pode dar vantagem competitiva reduzindo custos e gerando 
valor para o cliente final através da oferta de serviços diferenciados, utilizando o 
conceito de cadeia de suprimentos, tecnologia da informação e ferramentas de 
gestão como o Custeio Baseado em Atividades Logísticas e o Balanced 
Scorecard, para que haja um constante aperfeiçoamento do desempenho de 
cada membro e de toda a cadeia de suprimento. 
 
1.3 FUNDAMENTOS DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL 
 
Nas últimas quatro décadas, a logística avançou do 
transporte/depósito/armazenagem para o nível estratégico da empresa. Na base 
do moderno conceito de Logística integrada está o entendimento de que a 
 
 
Logística deve ser vista como um instrumento de marketing, uma ferramenta 
gerencial, capaz de agregar valor por meio dos serviços prestados, além de 
constituir-se em oportunidade de redução de custos. 
A logística empresarial inclui todas as atividades de movimentação de 
produtos e a transferência de informações, porém para a que seja gerenciada de 
forma integrada, a logística deve ser trabalhada como um sistema, ou seja, um 
conjunto de componentes interligados, trabalhando de forma coordenada, com 
o objetivo de atingir um objetivo comum. A tentativa de otimização de cada um 
dos componentes, isoladamente, não leva a otimização de todo o sistema. Ao 
contrário, leva a sub-otimização. Tal princípio é normalmente conhecido como 
trade-off, ou seja, o princípio das compensações, ou perdas e ganhos. 
Desta forma, pretende-se apresentar as principais implicações da 
logística, citações das práticas logísticas existentes, bem como a descrição de 
formas e meios de aplicar princípios logísticos, proporcionando uma base 
conceitual para integração da logística como competência central na estratégia 
empresarial. 
A logística teve sua interpretação inicial ligada a estratégia militar, quase 
equivalente a filosofia de guerra, quando estava relacionada a movimentação e 
coordenação de tropas, armamentos e munições para os locais necessários. 
Desta forma, o sistema logístico foi desenvolvido com o intuito de 
abastecer, transportar e alojar tropas – propiciando que os recursos certos 
estivessem no local certo e na hora certa. 
Este sistema operacional permitia que as campanhas militares fossem 
realizadas e contribuía para a vitória das tropas nos combates. Atualmente temos 
o conceito expandido, aplicado a gestão empresarial. 
A Logística empresarial nasceu da importância da redução de custos nas 
empresas e na maior importância que se dá hoje em atendimento das 
necessidades dos clientes. Quando todos os produtos se tornam iguais, a 
empresa mais competitiva será aquela que conseguir ser mais eficiente e eficaz, 
se antecipando a prováveis problemas que possa vir a enfrentar. 
 
 
Some-se a isso, que o mundo está se tornando cada vez mais um 
mercado global, as fronteiras geográficas estão desaparecendo e a expectativa 
é que as empresas estejam preparadas para enfrentar as realidades desse novo 
desafio. 
É de competência da logística a coordenação de áreas funcionais da 
empresa, desde a avaliação de um projeto de rede, englobando localização das 
instalações (inclusive estrutura interna, quantidade), sistema de informação, 
transporte, estoque, armazenagem, manuseio de materiais até se atingir um 
processo de criação de valor para o cliente. 
A partir da definição dos objetivos é definido como serão gerenciadas as 
ações de planejamento, organização e controle. Um planejamento bem feito, terá 
como resultado organização e controles mais eficazes. O planejamento logístico 
leva em conta decisões de localização das instalações, decisões de transportes, 
decisões de estoques. Esta trilogia está intimamente ligada entre si e qualquer 
alteração em uma delas influi fortemente na outra. 
As instalações devem ser localizadas onde possam maximizar o lucro da 
empresa, atendendo seus clientes eficazmente. Em uma economia globalizada, 
não existe limite para onde as instalações podem estar localizadas. Existem 
técnicas que podem ser utilizadas para melhor determinar a localização das 
instalações. 
A decisão de transporte, sem dúvida é uma das principais funções 
logísticas, além de representar a maior parte dos custos logísticos na maioria 
das organizações, desempenhando também importante serviço ao cliente. A sua 
definição está basicamente ligada às dimensões de tempo e utilidade do lugar. 
Desde os primórdios, o transporte de mercadorias tem sido utilizado para 
disponibilizar produtos onde existe demanda potencial, dentro do prazo ideal. 
Mesmo com o avanço atual da tecnologia, da troca de informações em 
tempo real, o transporte continua sendo fundamental para que seja atingido o 
objetivo logístico, que é o produto certo, na hora, no lugar certo, ao menor custo 
possível. Poderão ser adotadas diversas estratégias de transporte: entrega 
 
 
direta, milk run, consolidação, cross-docking, OTM (operação de transporte 
multimodal), intermodal, janela de entrega, observando ainda a melhor matriz de 
transporte (rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário, aeroviário,dutos), e sua 
adequação aos objetivos propostos em cada etapa do processo de transporte. 
Sobre a decisão do modelo de gestão de estoques mais adequado, 
dependerá da identificação das principais características das operações de 
produto e/ou distribuição. De maneira geral, as decisões de estoque devem 
estabelecer os reabastecimentos, constituindo-se sempre em decisões de alto 
risco, pois itens mantidos em estoque podem deteriorar, tornar-se obsoletos e 
até se perderem na produção, além de ocuparem espaço que poderia estar 
sendo utilizado para outros fins, sem contar o custo do capital investido. 
Em contrapartida, a manutenção de estoque proporciona segurança em 
ambiente incerto e complexo. Desta forma, haverá sempre o trade-off: custo 
versus disponibilidade, que definirá quanto pedir, quando pedir e como controlar 
o sistema (tecnologias adotadas). 
 
1.4 IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO 
Quem entra na área de Comércio Exterior precisa conhecer os conceitos 
básicos da profissão. Existem dois termos que são de muita importância e que 
fazem toda a diferença. Que são: Importação e Exportação. 
Eles possuem papéis fundamentais na área e representam muito sobre a 
competitividade do país frente à várias negociações, pois os processos de 
Importação e Exportação representam muito sobre a economia do seu 
país também. 
O que é importação? 
O ato da importação de um bem ou produto, acontece quando um país 
compra mercadorias ou produtos originados de outro país. Ou seja, os produtos 
são fabricados em outros países e comprados pelo Brasil ou qualquer outro país, 
por exemplo. 
 
 
Um dos principais motivos que a importação de produtos é realizada, é a 
necessidade de suprir a falta de matéria prima ou mão de obra interna que existe 
no brasil que pode não dar conta da demanda necessária. Esses cenários 
podem acontecer quando os recursos são obsoletos ou caros, ou ainda, quando 
não existe uma mão de obra desqualificada ou despreparada para tal 
necessidade. 
É importante ressaltar que se a moeda local for forte, ou seja, se ela tem 
uma boa cotação em frente às demais, você conseguirá maior margem para 
negociações, como a compra de mais moedas estrangeiras e, 
consequentemente, mais bens estrangeiros, então a facilidade de importação e 
negociação, tendem a aumentar. 
Se a sua moeda local for fraca, o nível de importação tende a diminuir, 
pois você não estará consumindo tanto quanto o mercado deseja. 
Como você conseguiu compreender até aqui, a Importação refere-se à 
atividade de compra de produtos, bens ou serviços vindos do exterior para outros 
países. Como por exemplo, produtos comprados na China para serem 
comercializados aqui. 
Muito ao contrário que muitas pessoas acreditam, nenhum país consegue 
produzir tudo que é necessário para a sua população consumir, fazendo assim, 
com que toda e qualquer economia precisa importar os seus produtos. 
O processo de importação divide-se, basicamente, em três fases: 
Administrativa: fase de autorização para importação aplicada segundo a 
operação ou o tipo de mercadoria que será importado. É responsável por gerar 
a licença para importação. 
Cambial: fase de pagamento ao exportador, na qual a moeda estrangeira é 
transferida para o exterior. 
Fiscal: fase de desembaraço alfandegário, que corresponde ao despacho 
aduaneiro por meio do recolhimento de tributos. 
 
 
 
O que é a Exportação? 
Ao contrário da Importação, que é quando o país compra um produto ou 
bem de outro país para uso interno, a exportação acontece quando as empresas 
de dentro do país, ou seja, empresas nacionais, vendem seus produtos ou 
serviços no exterior. 
Existem diversificadas razões pela qual uma empresa decide exportar os 
seus produtos, ou seja, vender para fora do país. Uma e talvez uma das mais 
fortes razões para esse novo formato de venda, elas podem querer entrar em 
mercados novos, e assim, expandir e internacionalizar. Ou ainda, algumas 
empresas também decidem exportar para atender uma demanda que existe no 
exterior, mas que não existe internamente, o que é muito comum e a exportação 
também é uma ótima maneira de diminuir o excedente da oferta e tornar a 
produção mais eficiente. 
Como na importação que muitas operações dependem do valor da 
moeda, na exportação não é diferente e ela está ligada ao valor da sua moeda. 
Quando falamos em exportação, nos referimos à atividade de venda ou envio de 
bens e serviços de um determinado país para outro. Portanto, basicamente, 
representa a saída de um item ou serviço nacional com destino a outro país. 
Dentro da exportação, existem dois tipos de modalidades que fazem parte 
do processo. São eles: 
Direta: exportação realizada pelo próprio produtor, que fatura diretamente em 
relação ao importador. Para que essa atividade seja possível, é necessário que 
o fornecedor conheça todo o processo de exportação, como a documentação 
necessária, o mercado, embalagens, transações, etc. 
Indireta: exportação na qual a venda de produtos e serviços é realizada por 
empresas que os adquirem para exportá-los. Nesse tipo de atividade comercial, 
o produtor não é responsável pela comercialização externa do produto. 
 
 
Para compreendermos de forma clara a diferença entre Importação X 
Exportação, podemos dizer que Importação é quando um país compra produtos 
ou mercadorias de outro, trazendo para ser vendido já pronto dentro do seu país. 
Já a Exportação, é quando o país compra um produto ou bem de outro país para 
uso interno, a exportação acontece quando as empresas de dentro do país, ou 
seja, empresas nacionais, vendem seus produtos ou serviços no exterior. 
 
 
 
MODULO 2 
 
2.1 GESTÃO DE CUSTOS LOGÍSTICOS 
 
Garantir uma boa gestão de custos logísticos é fundamental para manter 
os processos eficientes, além de garantir bons resultados — como uma 
lucratividade satisfatória que permita manter a empresa competitiva no mercado. 
Essa realidade é ainda mais visível no setor de e-commerce, que depende 
de uma operação logística eficiente para viabilizar o seu sucesso. Para isso, é 
preciso conhecer as categorias de custos que existem na operação. Esse 
aspecto possibilita organizá-los e monitorá-los constantemente, evitando que 
ultrapassem o limite do ideal. 
Em geral, as empresas que atuam com o comércio eletrônico tendem a 
terceirizar a atividade de distribuição de mercadorias para operadores logísticos 
especializados. Essa prática busca ampliar o alcance das entregas e torna esse 
processo mais eficaz. 
 
 
Antes, porém, é preciso conhecer como essa operação impacta o 
desempenho financeiro. Sob o ponto de vista de transportes, os custos logísticos 
são todos os gastos relacionados às atividades de movimentação de matérias-
primas e mercadorias de um negócio. 
Entre eles, podemos destacar: 
• a manutenção da frota; 
• a armazenagem dos produtos; 
• os gastos para viabilizar o transporte; e 
• a folha de pagamento referente à contratação de motoristas. 
Muitas empresas optam por repassar parte dos custos de entrega para os 
clientes e cobram uma taxa de frete que é acrescentada ao valor final das 
compras. Contudo, essa é uma decisão que tem grande influência sobre o 
volume de vendas e deve ser estudada com cuidado. 
A apuração dos custos é uma parte fundamental da gestão de qualquer 
negócio, seja uma startup, seja uma grande corporação. O que muda de acordo 
com o ramo de atuação é a distribuição dos custos dependendo do tipo de 
produto. 
Nas empresas que atuam no setor de e-commerce, um dos gastos 
principais é representado pela logística. Portanto, fazer a gestão de custos 
logísticos é importante para que os gestores tenham conhecimento sobre os 
custos envolvidos nas operações. 
 
2.2 CONCEITUANDO LOGÍSTICA 
Logística é uma operação integrada para cuidar de suprimentos e 
distribuição de produtos de forma racionalizada, o que proporcionará à empresa 
o planejamento, coordenação,e a execução de um processo de controle de 
todas as atividades ligadas à aquisição de materiais para a formação de 
estoques, desde o momento de sua concepção até seu consumo final. 
 
 
É de vital importância à redução de custos e ao aumento da 
competitividade. A Logística empresarial nasceu da importância da redução de 
custos nas empresas e na maior importância que se dá hoje em atendimento das 
necessidades dos clientes. 
Quando todos os produtos se tornam iguais, a empresa mais competitiva 
será aquela que conseguir ser mais eficiente e eficaz, se antecipando a 
prováveis problemas que possa vir a enfrentar. Some-se a isso, que o mundo 
está se tornando cada vez mais um mercado global, as fronteiras geográficas 
estão desaparecendo e a expectativa é que as empresas estejam preparadas 
para enfrentar as realidades desse novo desafio. 
Em termos atuais, pode-se dizer que a Logística é a arte da preparação 
da produção que cuida do planejamento dos materiais, da obtenção de materiais, 
do planejamento da linha de produção, da alimentação da linha de produção e 
da distribuição dos produtos finais. A logística moderna passa a ser a maior 
preocupação dentro das empresas. 
Ela deve abranger toda a movimentação de materiais, interna e externa à 
empresa, incluindo chegada de matéria-prima, estoques, produção e distribuição 
até o momento em que o produto é colocado nas prateleiras a disposição do 
consumidor final. 
 
2.3 O NOVO PAPEL DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL 
 
O ambiente altamente competitivo aliado ao fenômeno da globalização 
vem exigindo das organizações maior agilidade, melhores performances e a 
constante procura pela redução de seus custos. E, nesse universo de enormes 
exigências em termos de produtividade e de qualidade no atendimento, a 
Logística passou a assumir um papel de fundamental importância entre as 
diversas atividades das organizações. 
 
 
Até meados de 1950 a Logística permaneceu em estado latente, não 
havendo uma filosofia que pudesse conduzi-la com eficácia. E, nessa época, as 
organizações dividiam as atividades logísticas em diferentes áreas, o que 
causava certos conflitos: 
• Os transportes ficavam à cargo da "gerência de produção". 
• Os estoques eram responsabilidade do "marketing", "finanças" ou 
"produção". 
• O processamento dos pedidos era controlado por finanças ou produção. 
Mas, entre 1950 e 1970 houve certo avanço na teoria e na prática da 
Logística Empresarial, uma vez que alguns professores de Administração e de 
Marketing passaram a alertar que as organizações estavam muito mais 
interessadas na compra e na venda do que na distribuição física de seus 
produtos. 
No campo acadêmico, somente algum tempo depois é que a Logística 
Empresarial se transformou em uma disciplina a ser estudada em Administração. 
E, o fato que tornou isso possível, foi quando se verificou que o alto custo do 
transporte aéreo não impedia o uso desse serviço, mas que o ponto forte para a 
sua aprovação seria seu menor "custo total" – proporcionado pela soma das 
taxas do frete aéreo e pelo menor custo em razão da diminuição dos estoques, 
derivado – por sua vez – da maior velocidade da movimentação via aérea. 
A partir da década de 70, a Logística Empresarial ficou mais madura, uma 
vez que já proporcionava determinados benefícios às empresas. Mesmo assim, 
as organizações ainda se preocupavam mais com a geração de lucros do que 
com o controle de custos. 
Contudo, alguns eventos contribuíram para a referida maturidade da 
Logística tais como a competição mundial, a falta de matérias-primas, a súbita 
elevação dos preços do petróleo e o aumento da inflação. 
Dessa forma, houve certa "mudança de filosofia", a qual passou de 
estímulo da demanda para uma melhor gestão de suprimentos. 
 
 
A partir da década de 80, o desenvolvimento da Logística foi mais 
marcante em virtude de fatores como a explosão da tecnologia da informação, 
das alterações estruturais nos negócios – e na economia – dos países 
emergentes, na formação dos blocos econômicos e no fenômeno da 
globalização. 
Atualmente, embora o foco da Logística ainda esteja centrado nas 
operações manufatureiras e comerciais, é certo que as empresas que produzem 
e distribuem produtos (e serviços), se beneficiem dos atuais conceitos – e 
princípios – logísticos, procurando adaptá-los as suas novas necessidades. 
Nas modernas organizações, a Logística exerce a função de responder 
por toda a movimentação de materiais, desde a chegada da matéria-prima até a 
entrega do produto final ao cliente e, sendo assim, suas atividades podem ser 
divididas da seguinte forma: 
1) Atividades Primárias: são essenciais para o cumprimento da função 
logística, contribuindo com o maior montante do seu "custo total": 
• Transportes: referem-se aos métodos de movimentar produtos. Via 
rodoviário, ferroviário e marítimo. De grande importância devido ao peso 
deste custo, em relação ao total do custo da Logística. 
 
• Gestão de Estoques: dependendo do setor em que a empresa atua é 
necessário um nível mínimo de estoque, o qual atue como amortecedor 
entre a oferta e a demanda. 
 
• Processamento de Pedidos: determina o tempo necessário para a entrega 
de bens aos clientes. 
2) Atividades Secundárias: exercem a função de apoio às atividades 
primárias na obtenção dos níveis de bens requisitados pelos clientes. 
• Armazenagem: envolvem as questões relativas ao espaço para estocar 
produtos. 
 
 
 
• Manuseio de Materiais: refere-se à movimentação dos produtos no local 
de armazenagem. 
 
• Embalagem de Proteção: sua finalidade é proteger o produto. 
 
• Programação de Produtos: programação de necessidades de produção e 
seus respectivos itens da lista de materiais. 
 
• Manutenção de Informação: ter uma base de dados para o planejamento 
e o controle da Logística. 
Portanto, pode-se deduzir que atualmente a Logística Empresarial vem 
estudando como a Administração pode melhorar o nível de rentabilidade nos 
serviços de distribuição, por meio de planejamento, da organização e dos 
controles efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem, os 
quais visam facilitar o fluxo de produtos. E, sendo assim, a Logística é um 
assunto vital para a competitividade das empresas nos dias atuais, podendo 
transformar-se num fator determinante do sucesso ou do fracasso das modernas 
organizações. 
 
2.4 GERENCIAMENTO DE AQUISIÇÕES 
 
O gerenciamento de aquisições, em gestão de projetos, é um conjunto de 
processos que tem por objetivo obter um produto ou serviço de um fornecedor 
externo à equipe do projeto. Esse fornecedor pode ser tanto uma área da 
organização como outra empresa. 
A decisão de comprar ou não um produto ou serviço para o projeto é o 
primeiro passo a ser executado no gerenciamento de aquisições. Normalmente, 
o gerente de projetos escolhe adquirir aquilo que está fora do alcance da equipe 
 
 
interna do projeto para que as entregas previstas na EAP (Estrutura Analítica do 
Projeto) sejam cumpridas. Nessa conta inclui-se desde o conhecimento técnico 
até a disponibilidade para execução no momento adequado do projeto. 
As aquisições podem ser feitas por um departamento especializado em 
compras (gerenciamento de aquisições centralizado) ou pela própria equipe do 
projeto (gerenciamento de aquisições descentralizado). 
Gerenciamento de aquisições centralizado 
Quando o departamento de compras é responsável cuidar das aquisições 
de todos os projetos, há mais controle sobre os esforços de contratação. Por 
conta da especialização na aquisição de produtos e serviços e da padronização 
dos processos de gerenciamento de aquisições, é natural que os custos sejam 
otimizados. 
Por outro lado, quando as compras para um projeto são executadas pelo 
departamento de compras, há alguns efeitos que devem ser considerados, pois 
podem afetar fortemente os resultados dos projetos. 
Por exemplo: o departamentode compras pode se tornar um gargalo para 
a condução do projeto e, por não entender dos requisitos do projeto, pode acabar 
dando menos atenção para algumas necessidades do cliente. Além disso, o 
departamento de compras pode focar exclusivamente no critério de preço e 
desconsiderar outros pontos essenciais ao projeto. 
Essas questões podem ser minimizadas com o estabelecimento de um 
vínculo mais próximo entre o departamento de compras e a equipe do projeto, 
que deverão participar de encontros colaborativos para troca de ideias. 
É importante destacar que, mesmo com a existência de um setor 
especializado em aquisições, o gerente de projetos precisa ter um conhecimento 
básico sobre contratos, leis e normas de gerenciamento de aquisições. 
Alguns contratos, mais complexos, não podem ser assinados pelo gerente 
de projetos, frequentemente exigindo a aprovação da diretoria. Em alguns casos, 
 
 
o gerenciamento das aquisições pode envolver, ainda, o departamento jurídico 
da empresa. Isso se aplica, por exemplo, a contratos internacionais. 
Gerenciamento de aquisições descentralizado 
Existem empresas em que a própria equipe do projeto é responsável pela 
aquisição dos produtos ou serviços necessários ao andamento do projeto. Isso 
é vantajoso, pois possibilita que o gerente de projetos tenha mais controle e 
autoridade sobre o processo de compra. Além disso, como a equipe de 
contratação está mais familiarizada com os requisitos do projeto, consegue 
escolher as soluções que são mais adequadas ao escopo do projeto. 
As únicas desvantagens são a falta de padronização dos processos de 
contratação, o que aumenta os riscos de uma nova aquisição dar errado, e a 
dificuldade de se manter o nível de especialização na equipe, no que diz respeito 
às aquisições. Esse cenário pode ser minimizado por meio de políticas e 
diretrizes de compras que devem ser seguidas pela equipe do projeto. 
Independentemente da forma como a sua organização gerencia as 
aquisições, é importante que você saiba que existe um conjunto de processos 
de gerenciamento de aquisições comum à maioria das empresas. Vamos 
descobrir quais são esses processos? 
Como fazer gerenciamento de aquisições em 3 passos 
1. Planeje o gerenciamento de aquisições 
Esta é a etapa de documentar as decisões de compra do projeto, 
especificar a abordagem que será utilizada para fazer essas aquisições e 
identificar os vendedores em potencial que atendem às demandas existentes. 
Em outras palavras, o planejamento do gerenciamento de aquisições consiste 
em dizer o que será adquirido e como será adquirido. 
Para conseguir responder a essas questões, é preciso: 
• Detalhar as características que a solução a ser contratada deverá ter; 
 
 
• Preparar uma estimativa de custos geral para determinar o orçamento; 
• Divulgar a oportunidade de contratação; 
• Identificar a lista de vendedores qualificados; 
• Receber e avaliar propostas. 
Importante: ao detalhar as características que a solução a ser contratada 
deverá ter é preciso fazer descrições claras, fornecendo informações suficientes 
para o vendedor criar e precificar uma proposta aderente às necessidades do 
projeto. É fundamental deixar claro quais os requisitos de qualidade e seus 
respectivos critérios de aceitação. 
Tudo isso deve estar contido no plano de gerenciamento de aquisições, 
um documento que contém orientações sobre como as aquisições dos projetos 
devem ser coordenadas. Esse documento pode ser formal ou informal, geral ou 
específico. 
2. Conduza as aquisições 
Após avaliar as propostas recebidas é preciso escolher o fornecedor que 
melhor atenda às necessidades e estabelecer uma parceria. De acordo com as 
características do projeto, é possível ter mais que um fornecedor, conforme a 
estratégia do projeto. Algumas vezes essa quebra precisa ser feita por questões 
técnicas ou de segurança. Nesta etapa, o foco é fechar um acordo, que será 
formalizado em um contrato. 
Um contrato é composto de cláusulas que ajudam a conduzir a relação 
cliente-fornecedor durante um determinado período, aplicando métodos com 
foco em garantir o bom desempenho do contratado em termos de prazo, custo 
ou qualidade das entregas e proporcionando uma relação ganha-ganha. 
Um documento de acordo pode incluir: 
• Especificação do trabalho das aquisições ou principais entregas; 
• Cronograma, marcos ou data até a qual um cronograma é requerido; 
• Relatórios de desempenho; 
• Preços e condições de pagamento; 
 
 
• Critérios de inspeção, qualidade e aceitação; 
• Garantia e suporte futuro ao produto; 
• Incentivos e penalidades; 
• Seguros e obrigações de realização; 
• Aprovações de subcontratados subordinados; 
• Termos e condições gerais; 
• Tratamento de solicitações de mudança; 
• Cláusula de rescisão e mecanismos para resolução alternativa de 
disputas. 
3. Controle as aquisições 
Uma vez que você já tenha definido as características da solução que 
precisa ser entregue e contratado os fornecedores, o seu próximo passo é 
controlar o desempenho de cada um dos fornecedores com relação ao que foi 
estabelecido no contrato. Conforme o trabalho vai sendo desenvolvido, é natural 
que seja preciso fazer alterações e correções, que também serão gerenciadas 
nesta etapa de controlar as aquisições. 
Com as entregas feitas e aprovadas, ou mediante a quebra de acordo, o 
contrato será encerrado e arquivado. O encerramento do contrato só pode ser 
feito após a aprovação de todas as entregas e a resolução de todas as 
pendências existentes, como o pagamento de faturas e a atualização dos 
documentos do projeto, por exemplo. 
Na hora de verificar se os requisitos especificados no contrato estão 
sendo atendidos podem ser realizadas auditorias de aquisições, por meio da qual 
um auditor analisa rigorosamente a correspondência entre os pagamentos feitos 
e o trabalho efetivamente realizado. Uma dica que funciona bem é controlar os 
pagamentos por entregas, em vez de controlá-los por horas, como é o habitual. 
Em resumo, o controle de aquisições inclui basicamente as atividades de 
coletar dados, monitorar indicadores, registrar o desempenho das aquisições, 
pagar faturas e elaborar relatórios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MODULO 3 
 
3.1 GERENCIAMENTO DE CUSTOS 
 
Gerenciamento de custos compreende os processos de estimar, distribuir 
e monitorar os gastos de um projeto. Com ele é possível projetar quais são as 
despesas futuras com o objetivo de minimizar as chances de que o orçamento 
sofra acréscimos desnecessários. 
Por isso, o gerenciamento de custos deve ter início logo na fase de 
planejamento dos projetos — contudo, é preciso que os trabalhos sejam 
mantidos ao longo de todas as fases do empreendimento. 
Ou seja, depois que se elabora o plano e que o mesmo é colocado em 
execução, todos os custos devem ser documentados e rastreados para que tudo 
fique dentro do orçamento inicial. Com isso, após a conclusão do projeto, os 
custos projetados devem ser contrastados com os custos reais, servindo também 
como referência para projetos futuros e estimativas. 
Quando são iniciados os esforços de gerenciamento de projetos, é natural 
que gestor e equipe se preocupem muito com a logística e com os aspectos 
práticos e operacionais do empreendimento. 
 
 
Porém, se não houver o cuidado necessário para gerenciar bem os 
custos, todo o negócio pode fracassar — mesmo com o correto gerenciamento 
de tempo e do escopo do projeto. De nada vale realizar um minucioso estudo de 
viabilidade se os custos na prática ultrapassam aquilo que foi orçado. 
Por isso exercer um correto gerenciamento de custos é tão importante 
para o sucesso do empreendimento. Ao gerenciar bem os investimentos é 
possível desenvolver os trabalhos com qualidade e utilizar recursos sem 
comprometer as finanças da empresa — além disso, pode-se ofertar serviços e 
disponibilizar produtos com preços melhores no mercado.3.2 LOGÍSTICA TRIBUTÁRIA 
A logística tributária é um processo estratégico que aproveita a própria 
legislação para promover uma gestão dos impostos mais vantajosa. Com ela, é 
possível reduzir a carga de obrigações e até recuperar créditos, já que muitas 
empresas pagam valores a mais. 
Diversas organizações faturam bem, mas a lucratividade não alcança os 
patamares desejados por causa do excesso de impostos. É verdade que o Brasil 
tem uma das mais elevadas cobranças de tributos do mundo. Por outro lado, 
com a logística tributária, dá para aproveitar muitos incentivos e isenções que o 
próprio poder público proporciona. 
O problema é que muitos líderes não têm ideia do quanto a empresa gasta 
desnecessariamente com taxas, tarifas e afins. Isso é compreensível, já que há 
uma diversidade enorme de tributos federais, estaduais e municipais, que sofrem 
mudanças constantes. 
Por isso, é fundamental criar táticas de otimização da gestão de impostos, 
que precisa ser planejada, assim como qualquer outra operação do negócio. 
 
 
A logística tributária é um conjunto de procedimentos para reduzir os 
gastos com impostos por meio de um minucioso planejamento tributário. Assim, 
sua empresa passa por uma detalhada avaliação. 
Com base nesse parecer, a gestão de tributos será redesenhada, 
colocando a organização em contextos mais favoráveis. Esse trabalho é 
exclusivamente administrativo, e não jurídico. 
A logística tributária indica maneiras mais inteligentes para a empresa 
pagar seus impostos. Como a seguir: 
• barrar a incidência de impostos: um exemplo é quando uma companhia 
transfere a sua sede para obter isenções tributárias de prefeituras ou de 
governos estaduais; 
 
• diminuir o valor cobrado: a empresa pode fazer um estudo para descobrir 
outro regime tributário que gere uma carga de impostos mais suave; 
 
• prorrogar o pagamento: é viável impedir a execução de pagamentos de 
impostos antes da apuração do lucro. No regime de caixa, por exemplo, 
a cobrança tributária vem no dia que a empresa receber. Já no de 
competência, ela paga o tributo na data do fato gerador; 
 
• revisar os tributos federais: identifica valores pagos a mais e os recupera 
por meio da própria legislação. 
 
• Gestão financeira empresarial 
 
Gestão financeira empresarial é todo controle, administração, 
acompanhamento e planejamento das finanças de um negócio. Possui como 
principal objetivo a maximização dos resultados, ou seja, dos lucros. Para isso, 
 
 
utiliza de processos, métodos, ferramentas e padronização para alcançar 
melhores resultados financeiros. 
Mas perceba que não existe uma definição exata, muito menos quais 
processos ou ferramentas deverão ser utilizados. Isso porque cada empresa é 
única e processos existem aos montes. Dessa forma, é comum que a gestão 
financeira, mesmo entre empresas do mesmo tamanho e segmento, seja 
diferente. 
E tudo graças a maleabilidade do mundo empresarial. Até mesmo entre 
áreas como marketing e vendas, os processos e ferramentas (como toda a 
dinâmica de funcionamento) mudam entre empresas. E justamente por conta 
dessa gama de possibilidades que a gestão financeira empresarial se torna 
relevante. 
A gestão financeira empresarial se torna importante no momento que une 
todas essas pontas soltas. Além de organizar processos, é responsável por: 
• coletar dados; 
• planejar as finanças; 
• definir metas; e 
• acompanhar os resultados. 
• Gestão de materiais, compras e controle de estoques 
• Sistemas de armazenagem, transporte e distribuição 
 
3.3 SUPPLY CHAIN MANAGEMENT 
 
O Supply Chain Management (Gestão da Cadeia de Suprimentos) é um 
processo que consiste em gerenciar os fluxos, de bens, serviços, finanças, 
informações de forma estratégica entre empresas e consumidores finais, visando 
alcançar vantagens competitivas e criação de valor para os clientes. 
 
O Supply Chain Management é a interação de diferentes processos e 
atividades que visam à criação de valor dos produtos e serviços para o cliente 
 
 
final, assim planejando e controlando o fluxo de mercadorias, informações e 
recursos, visando à alimentação de todo Lead Time, incluindo estratégias para 
focalizar a satisfação do cliente, retenção dos atuais e obtenção de novos 
clientes. 
Supply Chain Management tem representado uma nova e promissora 
estratégia organizacional para obtenção de vantagens competitivas, assim 
trazendo para as empresas uma nova mudança no desenvolvimento da visão de 
competição no mercado, cujo objetivo final é maximizar os potencias 
relacionamentos da cadeia produtiva, de forma a encantar o consumidor final. 
 
O que antes era apenas vender e entregar, hoje são otimização e 
integração de todas as áreas funcionais da empresa, incluindo marketing, 
vendas, produção, finanças, recursos humanos e tecnologia da informação, o 
qual se denomina Logística Integrada, reportada ao sistema Intraorganizacional 
ou departamentos internos de uma organização, já Integração Logística vem da 
visão Inter organizacional o qual aborda a necessidade de Integração entre 
processos diferentes, ou seja, parceiros externos, como fornecedores e clientes. 
Assim sendo necessário envolver toda a organização na criação de um plano 
estratégico de logística. 
 
O sucesso da Integração Logística consiste em um bom gerenciamento 
integrado dos diversos sistemas internos, eliminando retrabalhos, e externos, 
através de parcerias e relacionamento empresarial com todos os envolvidos na 
cadeia de suprimentos, baseados na confiança, competência técnica e troca de 
informações, com objetivo de reduzir custos e acelerar o aprendizado. Assim a 
nova visão empresarial recomenda a avaliação de forma integrada. 
 
No ambiente dinâmico e com concorrentes oferecendo produtos similares 
com preços equivalentes, o fator agilidade e o custo logístico são determinantes 
para o sucesso ou fracasso. Assim, quanto mais próximas de uma parceria forem 
às relações com fornecedores e clientes, maiores as chances de envolvimento 
e comprometimento no processo de oferecer o melhor produto ao mercado. 
 
 
 
Como pudemos observar existe uma grande diferença entre os conceitos 
de Logística e Supply Chain Management. Enquanto a primeira está atrelada 
com uma série de processos ou atividades conhecidas como primárias 
(atividades fins) e secundárias (atividades de apoio), que possibilita o fluxo de 
materiais e informações do ponto de origem ao ponto de consumo, o segundo 
trata da integração, de maneira estratégica, desde o fornecedor inicial até o 
consumidor final, com o objetivo de agregar valor aos participantes da cadeia, 
com destaque para o consumidor final, assumindo desta forma, um caráter mais 
estratégico.

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