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Sedimentação (Movimento de Partículas em Fluidos) OPERAÇÕES UNITÁRIAS I Sedimentação (decantação) • Separação sólido-líquido (sólidos insolúveis) • Ocorre devido à diferença de densidade SEDIMENTAÇÃO: separa sólidos insolúveis em líquidos ⇒ 𝐚 𝐬𝐨𝐥𝐮𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐟𝐥𝐮𝐢 𝐧𝐚 𝐞𝐟𝐢𝐜𝐢ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐬𝐞𝐩𝐚𝐫𝐚çã𝐨 Principais fatores: - Temperatura - pH 1) Temperatura: a maioria das solubilizações é endotérmica ⇒ T ↓ 2) pH: varia (depende do caráter do sólido) MOVIMENTO DE PARTÍCULAS EM FLUIDO (Fenômenos I): v = velocidade relativa entre a partícula e o fluido CD = coeficiente de arraste (depende de Re) Sp = área projetada CD 𝑅𝑒 = 𝐷𝑝 . 𝑣. 𝜌 𝜇 CD: aerodinâmica (túnel de vento) automóveis Balanço de forças para uma partícula imersa em um fluido: P – E – FD = Fres (𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 𝑔 − 𝐶𝐷 𝑆𝑝 𝜌𝑓 𝑣2 2 𝑣𝑝 = 𝜌𝑝 𝑑𝑣 𝑑𝑡 Até v = constante ⇒ velocidade terminal vt = Dp 2 ρp − ρf g 18μ Exemplo: partícula esférica na região de Stokes (regime viscoso): 𝐶𝐷 = 24 𝑅𝑒 𝑣𝑝 = volume da partícula TAREFA PARA O LAR: (conferir esse balanço) (só é válida na região de Stokes)!!! EMPÍRICA: só vale p/ Re < 1 𝑣𝑡 = 𝑓 𝐶𝐷 𝐶𝐷 = 𝑓 𝑅𝑒 𝑅𝑒 = 𝑓 𝑣𝑡 ; ➢ a) Re < 1 (Regime Viscoso - Stokes): 𝑣𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 18𝜇 ➢ b) 1 < Re < 500 (Regime Intermediário - Allen): 𝑣𝑡 = 0,153 𝜌𝑝−𝜌𝑓 0,71 𝑔0,71𝐷𝑝 1,14 𝜌𝑓 0,29𝜇0,43 ➢ c) 500 < Re < 2x105 (Regime Hidráulico - Newton): 𝑣𝑡 = 3,03𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 ➢ d) Re > 2x105 (Regime Turbulento ou Bravo): 𝑣𝑡 = 6,67𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 Velocidade terminal para sedimentação livre de partículas esféricas: Expressões empíricas para cada região Resultados: páginas 94 e 95 da apostila de sala 𝑣𝑟𝑒𝑡 = 𝑣𝑡 . 𝜀. 𝛾 𝑛 2−𝑛 SEDIMENTAÇÃO RETARDADA: leva em conta a presença das outras partículas (até agora era sedimentação livre: uma única partícula sedimentando) Na verdade, sempre há uma concentração de sólidos. vret = velocidade retardada vt = velocidade terminal na sedimentação livre 𝜀 = porosidade 𝛾 = fator de correção n = coeficiente correspondente ao regime de escoamento Correlação de Steinour: 𝑣𝑟𝑒𝑡 = 4 𝜌𝑝 − 𝜌𝑚 𝜌𝑚 𝑛−1 𝜀 2−𝑛 𝑔 𝐷𝑝 𝑛+1 𝛾𝑛 3 𝛽 𝜇𝑚 𝑛 1 2−𝑛 𝜌𝑚 = densidade da lama 𝛽 = coeficiente correspondente ao regime de escoamento 𝜇𝑚 = viscosidade da lama Influência do formato da partícula no coeficiente de arraste 𝑣𝑟𝑒𝑡 = 𝑣𝑡 . 𝜀. 𝛾 𝑛 2−𝑛 SEDIMENTAÇÃO RETARDADA: leva em conta a presença das outras partículas (até agora era sedimentação livre: uma única partícula sedimentando) Na verdade, sempre há uma concentração de sólidos. vret = velocidade retardada vt = velocidade terminal na sedimentação livre 𝜀 = porosidade 𝛾 = fator de correção n = coeficiente correspondente ao regime de escoamento EXERCÍCIOS SOBRE SEDIMENTAÇÃO (apostila de sala – pág. 105) 1) Calcular a velocidade terminal de uma esfera (diâmetro de 381 μm e densidade relativa de 7,87) caindo em um fluido (densidade de 0,82 e viscosidade de 10 cP). Chute: região “a” (vale para Re < 1) (Regime Viscoso - Stokes): 𝑣𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 18𝜇 𝑣𝑡 = 5,6.10-2 m/s Re = 1,74 Outro chute: região “b” (vale para 1<Re <500) (Regime Intermediário - Allen): 𝑣𝑡 = 0,153 𝜌𝑝−𝜌𝑓 0,71 𝑔0,71𝐷𝑝 1,14 𝜌𝑓 0,29𝜇0,43 𝑣𝑡 = 5,5.10-2 m/s Re = 1,70 2) Idem para: a) diâmetro de 10 μm. b) diâmetro de 15 μm. c) diâmetro de 10.000 μm. (no exercício 1 o diâmetro valia 381 μm. a) Região “a”: 𝑣𝑡 = 3,8.10-5 m/s b) Região “a”: 𝑣𝑡 = 1,6 m/s c) Chute: Região “c”: 𝑣𝑡 = 8,6.10-5 m/s 500 < Re < 2x105 (Regime Hidráulico - Newton): Re = 1312 CHUTAR A REGIÃO → CALCULAR A VELOCIDADE → CALCULAR O NÚMERO DE REYNOLDS → CONFERIR O CHUTE Esferas: • 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 (sem dependência de 𝜈𝑡): 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ 𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 𝜌𝑓 𝜇2 • 𝐶𝑑/𝑅𝑒 (sem dependência de 𝐷𝑝): 𝐶𝑑 𝑅𝑒 = 4 3 ∙ 𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓)𝜇 𝑣𝑡 3𝜌𝑓 2 Partículas anesféricas: • 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 (sem dependência de 𝜈𝑡): 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 8𝜓𝑉𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓)𝜌𝑓 𝜋𝜇2 • 𝐶𝑑/𝑅𝑒 (sem dependência de 𝐷𝑝): 𝐶𝑑 𝑅𝑒 = 8𝜓𝑉𝑔 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 𝜇 𝜋𝑣𝑡 3𝜌𝑓 2 ATALHOS!!!!!! Fig. 10-3 da apostila de sala 4) Calcular a velocidade terminal das gotas de chuva de 0,25 mm de diâmetro que caem através do ar a 20ºC (para comparação: gotas com 1 mm apresentam v0 = 3,15 m/s). 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ 𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 𝜌𝑓 𝜇2 1 < R e < 5 0 0 → R E G I M E I N T E R M E D I Á R I O Ar a 20°C e supondo 1 atm: μ = 1,8.10-5 Pa.s 𝜌𝑓 = 𝜌𝑎𝑟 = 𝑃𝑀 𝑅𝑇 = 1 𝑎𝑡𝑚 .28,9 𝑔 𝑚𝑜𝑙−1 293 𝐾 82,06 𝑐𝑚3𝑎𝑡𝑚 𝑚𝑜𝑙−1𝐾−1 = 1,2 kg/m3 (supondo gota esférica): 𝑣𝑡 = 0,153 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 0,71 𝑔0,71𝐷𝑝 1,14 𝜌𝑓 0,29𝜇0,43 1 mm → 3 , 15 m/s 0,25 mm → 0 ,85 m/s Equipamentos • A sedimentação ocorre em tanques chamados de sedimentadores ou decantadores. Exemplos de aplicação • Tratamento de água e esgoto • Indústrias de bebidas • Indústrias têxteis • Indústrias farmacêuticas • Processamento de alimentos • Beneficiamento de minérios Tratamento de água Sedimentador contínuo Separações Sólido-Fluido: Sedimentadores 26 Sedimentador contínuo Classificação de acordo com a função Espessadores Clarificadores Produto de interesse Produto de interesse Sólido Líquido Fatores que influenciam a velocidade de sedimentação • Diferença entre a densidade do sólido e do líquido • Diâmetro e forma das partículas • Viscosidade do fluido Dimensionamento de sedimentador gravitacional convencional – LABENGE MÉTODOS: - Coe e Clevenger - Kynch - Roberts - Talmadge e Fitch (apostila de casa, livros de Operações Unitárias...) Floculação Sedimentador descontínuo (laboratório) Balanço de forças para uma partícula imersa em um fluido: P – E – FD = Fres (𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 𝑔 − 𝐶𝐷 𝑆𝑝 𝜌𝑓 𝑣2 2 𝑣𝑝 = 𝜌𝑝 𝑑𝑣 𝑑𝑡 Até v = constante ⇒ velocidade terminal vt = Dp 2 ρp − ρf g 18μ Exemplo: partícula esférica na região de Stokes (regime viscoso): 𝐶𝐷 = 24 𝑅𝑒 𝑣𝑝 = volume da partícula TAREFA PARA O LAR: (conferir esse balanço) (só é válida na região de Stokes)!!! EMPÍRICA: só vale p/ Re < 1 𝑣𝑡 = 𝑓 𝐶𝐷 𝐶𝐷 = 𝑓 𝑅𝑒 𝑅𝑒 = 𝑓 𝑣𝑡 ; ➢ a) Re < 1 (Regime Viscoso - Stokes): 𝑣𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 18𝜇 ➢ b) 1 < Re < 500 (Regime Intermediário - Allen): 𝑣𝑡 = 0,153 𝜌𝑝−𝜌𝑓 0,71 𝑔0,71𝐷𝑝 1,14 𝜌𝑓 0,29𝜇0,43 ➢ c) 500 < Re < 2x105 (Regime Hidráulico - Newton): 𝑣𝑡 = 3,03𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 ➢ d) Re > 2x105 (Regime Turbulento ou Bravo): 𝑣𝑡 = 6,67𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 Velocidade terminal para sedimentação livre de partículas esféricas: Expressões empíricas para cada região Resultados: páginas 94 e 95 da apostila de sala Principais fatores que influem no processo de elutriação: - tamanho das partículas (Dp): varia - densidade das partículas (ρp) - qual o produto de interesse (deve ser obtido o mais puro possível) Grandeza determinante: velocidade ascendente do fluido Mistura de dois sólidos: A e B ELUTRIAÇÃO: separação S/S baseada na diferença das velocidades terminais Dificuldade: sólidos com a mesma vt (partícula pesada e pequena com a partícula leve e grande) ELUTRIAÇÃO ELUTRIADORES EM SÉRIE: variação do diâmetro da coluna Centrifugação OPERAÇÕES UNITÁRIAS I SEDIMENTAÇÃO: separa sólidos insolúveis em líquidos 𝑅𝑒 = 𝐷𝑝 . 𝑣. 𝜌 𝜇 v = velocidade relativa entre a partícula e o fluido CD = coeficiente de arraste (depende de Re) ➢ a) Re < 1 (Regime Viscoso - Stokes): 𝑣𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 18𝜇 ➢ b) 1 < Re < 500 (Regime Intermediário - Allen): 𝑣𝑡 = 0,153 𝜌𝑝−𝜌𝑓 0,71 𝑔0,71𝐷𝑝 1,14 𝜌𝑓 0,29𝜇0,43 ➢ c) 500 < Re < 2x105 (Regime Hidráulico - Newton): 𝑣𝑡 = 3,03𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 ➢ d) Re > 2x105 (Regime Turbulento ou Bravo): 𝑣𝑡 = 6,67𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 Velocidade terminal para sedimentação livre de partículas esféricas:Esferas: • 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 (sem dependência de 𝜈𝑡): 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ 𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 𝜌𝑓 𝜇2 • 𝐶𝑑/𝑅𝑒 (sem dependência de 𝐷𝑝): 𝐶𝑑 𝑅𝑒 = 4 3 ∙ 𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓)𝜇 𝑣𝑡 3𝜌𝑓 2 Partículas anesféricas: • 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 (sem dependência de 𝜈𝑡): 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 8𝜓𝑉𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓)𝜌𝑓 𝜋𝜇2 • 𝐶𝑑/𝑅𝑒 (sem dependência de 𝐷𝑝): 𝐶𝑑 𝑅𝑒 = 8𝜓𝑉𝑔 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 𝜇 𝜋𝑣𝑡 3𝜌𝑓 2 ATALHOS!!!!!! Fig. 10-3 da apostila de sala Equacionamento 05. Força peso pode ser desconsiderada! R ↑ acf ↑ Considerando regime de Stokes e partículas esféricas Equacionamento depende do raio Integrando: tempo de centrifugação 06. 𝑑𝑟 𝑑𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 𝜔2𝑟 18 𝜇 Obs.: Velocidade terminal de sedimentação na região de Stokes: 𝑣𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 𝑔 18𝜇 07. Se a centrífuga for contínua: Equacionamento 𝑄 = 𝑉 𝑡 Centrifugação (centrífuga de cesto): Para o sólido ficar retido na centrífuga: r = r2 antes que y = L Volume = V = π (r2 2 – r1 2) L Diâmetro de corte (Dpc) : Dp que é coletada com eficiência de 50 % 08. Diâmetro de corte e vazão de corte Equacionamento A partícula com Dp igual ao Dpc percorre metade da espessura. QC = vazão de corte Dpc = diâmetro de corte 𝑄𝑐 = 𝑉 ∙ 𝐷𝑝𝑐 2 ∙ 𝜔2 ∙ (𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 18 ∙ µ ∙ ln 2 ∙ 𝑟2 𝑟1 + 𝑟2 Se a espessura de suspensão (r2- r1) for pequena (chuncho): (multiplicando e dividindo a expressão da vazão de corte por “g”):: 09. Fator Sigma Equacionamento 𝑉 𝜔2 𝑟2 𝑔 (𝑟2 − 𝑟1) 𝑄𝑐 = 2 𝐷𝑝𝑐 2 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 𝑔 18 𝜇 Σ = 𝑉 𝜔2 𝑟2 𝑔 (𝑟2− 𝑟1) vt (Stokes) unidade: m2 (área) Aplicações do fator sigma: - comparação com sedimentador gravitacional - scale-up D centrífuga (cm) N (rpm) Σ (m2) D sed gravit (m) Disco 25 6500 20000 160 Fator Σ (comparação com sedimentador gravitacional) D centrífuga (cm) N (rpm) Σ (m2) D sed gravit (m) Disco 25 6500 20000 160 Disco 35 4600 37000 217 Fator Σ (comparação com sedimentador gravitacional) Área do sedimentador circular de 37000 m2 : diâmetro de 217 m ! ! D centrífuga (cm) N (rpm) Σ (m2) D sed gravit (m) Disco 25 6500 20000 160 Disco 35 4600 37000 217 Tubular 11 15000 2500 56 Fator Σ (comparação com sedimentador gravitacional) D centrífuga (cm) N (rpm) Σ (m2) D sed gravit (m) Disco 25 6500 20000 160 Disco 35 4600 37000 217 Tubular 11 15000 2500 56 (McCabe – Tab. 30-5) Fator Σ (comparação com sedimentador gravitacional) Fatores a serem considerados: - área ocupada pelo sedimentador - CAPEX e OPEX da centrífuga Comparação das eficiências: sedimentador ou centrífuga x filtro Sedimentação: ➢ CAPEX e OPEX aumentam ➢ Produtos de alto valor agregado (ex.: Biotecnologia) ➢ Capacidades relativamente pequenas ➢ Intensificação de processos Campo gravitacional Campo centrífugo g 𝜔2𝑟 Centrifugação: CURIOSIDADE: Intensificação de Processos (“High Gee”) CENTRÍFUGA TUBULAR CENTRÍFUGA DE DISCOS CENTRÍFUGA DECANTADOR HELICOIDAL Exercícios: Sedimentação e Centrifugação OPERAÇÕES UNITÁRIAS I ➢ a) Re < 1 (Regime Viscoso - Stokes): 𝑣𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 18𝜇 ➢ b) 1 < Re < 500 (Regime Intermediário - Allen): 𝑣𝑡 = 0,153 𝜌𝑝−𝜌𝑓 0,71 𝑔0,71𝐷𝑝 1,14 𝜌𝑓 0,29𝜇0,43 ➢ c) 500 < Re < 2x105 (Regime Hidráulico - Newton): 𝑣𝑡 = 3,03𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 ➢ d) Re > 2x105 (Regime Turbulento ou Bravo): 𝑣𝑡 = 6,67𝐷𝑝 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 𝜌𝑓 0,5 Velocidade terminal para sedimentação livre de partículas esféricas: Esferas: • 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 (sem dependência de 𝜈𝑡): 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ 𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 𝜌𝑓 𝜇2 • 𝐶𝑑/𝑅𝑒 (sem dependência de 𝐷𝑝): 𝐶𝑑 𝑅𝑒 = 4 3 ∙ 𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓)𝜇 𝑣𝑡 3𝜌𝑓 2 Partículas anesféricas: • 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 (sem dependência de 𝜈𝑡): 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 8𝜓𝑉𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓)𝜌𝑓 𝜋𝜇2 • 𝐶𝑑/𝑅𝑒 (sem dependência de 𝐷𝑝): 𝐶𝑑 𝑅𝑒 = 8𝜓𝑉𝑔 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 𝜇 𝜋𝑣𝑡 3𝜌𝑓 2 ATALHOS!!!!!! Fig. 10-3 da apostila de sala 5) Gotas de óleo com 15 μm de diâmetro vão ser separadas de uma mistura com ar por sedimentação. Sabendo que o peso específico relativo do óleo é 0,9, que o ar está a 21ºC (viscosidade = 1,8x10-5 kg/m.s) e que se dispõe de 1 minuto para a sedimentação, calcular a altura da câmara para sedimentar todo o óleo. EXERCÍCIOS SOBRE SEDIMENTAÇÃO (apostila de sala – pág. 105) Ar sujo Ar limpo óleo 𝜌𝑎𝑟 = 𝑃. 𝑀 𝑅. 𝑇 = 1.28,8 0,082.294 = 1,2 𝑔 𝐿 = 1,2 𝑘𝑔/𝑚3 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ 𝐷𝑝3𝑔 𝜌𝑝 − 𝜌𝑓 𝜌𝑓 𝜇2 = 0,15 fora do gráfico → Re < 0,01 → região “a” (Stokes) 𝑣𝑡 = 𝐷𝑝 2 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝑔 18𝜇 = 6,1.10−3 m/s h h = vt . t = 6,1.10−3 . 60 h = 0,37 m Caixa de poeira 6) Deseja-se remover partículas de poeira com 50 μm de diâmetro de uma corrente com 3,78 m3/s de ar, utilizando uma câmara de sedimentação. O ar contém cerca de 1,12 g de poeira por m3, sua temperatura é de 21ºC e está na pressão atmosférica. Sabendo-se que a densidade da poeira é de 2,4 kg/L, quais seriam as mínimas dimensões da câmara recomendáveis para o processo? Adotar que a velocidade máxima da corrente na horizontal é de 3 m/s. De tabelas com propriedades do ar (a 21 °C e supondo P = 1 bar): μ = 0,018 cP Calculando: 𝜌𝑎𝑟 = 𝑃. 𝑀 𝑅. 𝑇 = 𝟏, 𝟐 𝐤𝐠/𝐦𝟑 Ar sujo y x z Q = vx.A = vx.y.z y z = Q vx = 3,78 3 = 1,26 y z = 1,26 m2 Vy = velocidade terminal Cd ∙ Re2 = 4 3 ∙ Dp3g(ρp−ρf) ρf μ2 = 14,5 Gráfico: Re ≈ 0,6 Região “a” (regime viscoso) Stokes vt = Dp 2 ρp−ρf g 18μ = 0,18 m/s = vy Movimento uniforme na horizontal e na vertical: x = vx . t y = vy . t x = 3 . t y = 0,18 . t dividindo: x y = 16,7 y z = 1,26 m2anteriormente: Duas equações e 3 incógnitas: chuta uma delas e calcula as outras duas (levar em consideração os aspectos práticos e o espaço físico: lay out) Melhorias: Exercício (centrifugação x sedimentação) 1) Partículas esféricas (diâmetro de 2 mm e densidade relativa de 2,95) devem ser separadas de um líquido (densidade de 0,95 e viscosidade de 0,9 mPa.s). a) Calcule a velocidade terminal de sedimentação desta partícula. b) Suponha agora que esta mesma separação vai ser feita em uma centrífuga com raio médio de 0,6 m e com pequeníssima espessura de líquido. Calcule qual deve ser a rotação da centrífuga em rpm para que a velocidade das partículas na centrífuga (suposta constante) seja 60 vezes maior que a velocidade terminal no sedimentador. Resolução: exercício 1 • a) VELOCIDADE TERMINAL (sedimentador gravitacional) • 𝐶𝐷 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ 𝐷𝑝 3∙𝑔∙ 𝜌𝑝−𝜌𝑓 𝜌𝑓 µ2 • 𝐶𝐷 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ (0,002)3∙9,81∙ 2950−950 950 0,00092 • 𝐶𝐷 ∙ 𝑅𝑒2 ≈ 2,5 ∙ 105 • 𝐹𝑖𝑔𝑢𝑟𝑎 10.3 → 𝑅𝑒 ≈ 700 𝑣𝑡 = 0, 34 𝑚/𝑠 500 < Re < 2.105 ⇒ região c (regime hidráulico) vt = 3,03Dp ρp − ρf g ρf ൗ1 2 Resolução: exercício 1 b) ROTAÇÃO DA CENTRÍFUGA 𝑣𝑐𝑓 𝑣𝑡 = 60 𝑣𝑐𝑓 𝑣𝑡 = 𝑎𝑐𝑓 𝑔 0,5 = ω2 ∙ 𝑅 𝑔 0,5 = 60 ω = 242 𝑟𝑎𝑑/𝑠 Como ω = 2 ∙ π ∙ 𝑁 𝑁 = ω 2 ∙ π ∴ 𝑵 ≈ 𝟐𝟑𝟎𝟎 𝒓𝒑𝒎 𝑣𝑐𝑓 = 20,4 𝑚/𝑠 acf = 3600 g vt = 3,03Dp ρp − ρf g ρf ൗ1 2 Re ≈ 42000 ⇒ região c g ⇒ 𝝎𝟐 . R CUIDADO: velocidade radial é diferente de velocidade tangencial!! Exercício 7 da pág. 105 2) Deseja-se clarificar uma solução de detergente líquido, com viscosidade de 100 cP e densidade de 0,8, centrifugando-se os finos cristais de sulfato de sódio (densidade = 1,46) que nela estão suspensos. Ensaios preliminares numa centrífuga de laboratório, operando a 23.000 rpm (Σ=120 m²), mostram que se consegue uma clarificação satisfatória com uma alimentação de 0,63 g/s. O vaso desta centrífuga tem 19,7 cm de comprimento interno, com r²=2,22.10-² m e (r2-r1) = 1,51.10-² m. Calcular: a) O diâmetro de corte das partículas nesta separação. b) A taxa de produção (vazão volumétrica) que se pode esperar se a separação for feita em uma centrífuga industrial contínua com Σ= 6.745 m². a) DIÂMETRO DE CORTE r1 = 0,71 . 10-2 m 𝜔 = 2 ∙ 𝜋 ∙ 𝑁 = 2410 rd/sN = 23000 rpm = 383 rps V = π (r22 – r1 2) L = 2,7 . 10-4 m3 𝑄 = 𝑊 𝝆𝒇 = 6,3 . 10−4 800 = 7,9 . 10−7 𝑚3/𝑠 𝑄𝑐 = 𝑉 ∙ 𝐷𝑝𝑐 2 ∙ 𝜔2 ∙ (𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 18 ∙ µ ∙ ln 2 ∙ 𝑟2 𝑟1 + 𝑟2 𝐷𝑝𝑐 = 7,9 ∙ 10−7 ∙ 18 ∙ 100 ∙ 10−3 ∙ ln 2 ∙ 2,22 ∙ 10−2 7,1 ∙ 10−3 + 2,22 ∙ 10−2 2,7 ∙ 10−4 ∙ 24102 ∙ (1460 − 800) 1/2 𝐷𝑝𝑐 = 0,75 µ𝑚 Re ≈ 1,3 . 10−7 ⇒ válido (Stokes) (Stokes) • b) TAXA DE PRODUÇÃO • 𝑄𝑙𝑎𝑏 𝛴𝑙𝑎𝑏 = 𝑄𝑖𝑛𝑑 𝛴𝑖𝑛𝑑 • 𝑄𝑖𝑛𝑑 = 7,9∙10−7 120 ∙ 6745 • 𝑄𝑖𝑛𝑑 = 4,44 ∙ 10−5 𝑚3/𝑠 • 𝑄𝑖𝑛𝑑 = 0,16 𝑚3/ℎ Exercício: SEDIMENTAÇÃORETARDADA Um minério, com densidade igual a 4, formado por partículas esféricas, irá sedimentar gravitacionalmente em uma lama formada por 20% (em volume) de quartzo (densidade 2,7) e 80% de água. O diâmetro do minério é de 150 µm, a viscosidade da lama é 1,3 cP e a sedimentação é retardada. a) Calcule a velocidade de sedimentação deste minério. b) Refaça o exercício, só que considerando a fração de quartzo igual a 30 %. c) Refaça o exercício, só que considerando a fração de quartzo igual a 40 %. d) Compare e justifique os resultados anteriores. 𝑣𝑟𝑒𝑡 = 𝑣𝑡 . 𝜀. 𝛾 𝑛 2−𝑛 𝐶𝑑 ∙ 𝑅𝑒2 = 4 3 ∙ 𝐷𝑝3𝑔(𝜌𝑝 − 𝜌𝑓) 𝜌𝑓 𝜇2 DÚVIDAS ? PERGUNTAS ? Referências • CREMASCO, M. A. Operações Unitárias em Sistemas Particulados e Fluidomecânicos. 2a ed. São Paulo: Blucher, 2014. • GEANKOPLIS, Christi J. Transport process and unit operations. 3rd ed New Jersey: Prentice HalI, 1993. • GOMIDE, Reynaldo. Operações unitárias: 3° volume (Separações mecânicas). São Paulo: Gomide, 1980. • McCABE, Warren L; SMITH, Julian C.; HARRIOT, Peter. Unit operations of Chemical Engineering. 5th ed. New York: McGraw-Hill, 1993. • PERRY, CHILTON. Manual de engenharia química. Rio de Janeiro. Guanabara 2. • TERRON, L. R.; Operações Unitárias para Químicos, Farmacêuticos e Engenheiros. LTC, 2012. • https://www.youtube.com/watch?v=p8bWpRF2WDY https://www.youtube.com/watch?v=p8bWpRF2WDY Slide 1: Sedimentação (Movimento de Partículas em Fluidos) Slide 2 Slide 3: Sedimentação (decantação) Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21: Equipamentos Slide 22: Exemplos de aplicação Slide 23: Tratamento de água Slide 24 Slide 25: Sedimentador contínuo Slide 26: Separações Sólido-Fluido: Sedimentadores Slide 27 Slide 28 Slide 29: Sedimentador contínuo Slide 30: Classificação de acordo com a função Slide 31: Fatores que influenciam a velocidade de sedimentação Slide 32 Slide 33: Floculação Slide 34: Sedimentador descontínuo (laboratório) Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43: Centrifugação Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61: CENTRÍFUGA TUBULAR Slide 62 Slide 63: CENTRÍFUGA DE DISCOS Slide 64: CENTRÍFUGA DECANTADOR HELICOIDAL Slide 65 Slide 66: Exercícios: Sedimentação e Centrifugação Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79: Exercício (centrifugação x sedimentação) Slide 80: Resolução: exercício 1 Slide 81: Resolução: exercício 1 Slide 82: Exercício 7 da pág. 105 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87: Referências