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Traumatologia Forense

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Unidade Temática 2
Traumatologia Forense 
e 
Laudo de Lesão Corporal 
TRAUMATOLOGIA
Estudo das lesões e estados patológicos, 
imediatos ou tardios, produzidos por violência 
sobre o corpo humano, nos seus aspectos do 
diagnóstico, do prognóstico e das suas 
implicações legais e socioeconômicas.
Trata também do estudo das diversas 
modalidades de energia causadoras desses 
danos.
Causa jurídica
◼ Pode ser criminosa, acidental ou autoinfligida
• Constituem o crime
✓ Lesão corporal – Art. 129
◼ Eventualmente associadas ao crime
• Roubo – Art. 157
• Estupro – Art. 213
◼ Agravantes da pena
• Constrangimento ilegal – Art. 146
• Aborto – Art. 127
As energias potencialmente causadoras de
lesões corporais são:
◼ Mecânica
◼ Física
◼ Química
◼ Físico-química
ENERGIAS DE ORDEM MECÂNICA
Atuam mecanicamente sobre o 
corpo, modificando seu estado de 
repouso ou de movimento. 
ENERGIAS DE ORDEM MECÂNICA
Podem ser ocasionadas por 
instrumentos vulnerantes que produzem 
lesões externas (instrumentos que 
colidem com o corpo produzindo 
alterações anatômicas) e/ou internas 
(instrumentos que colidem com o corpo 
produzindo esforço ou penetração de 
corpos estranhos no interior do corpo 
humano).
ENERGIAS DE ORDEM MECÂNICA
De acordo com as características que
imprimem às lesões, os meios mecânicos
classificam-se em:
◼ Perfurantes;
◼ Cortantes;
◼ Contundentes;
◼ Perfurocortantes;
◼ Perfurocontundentes;
◼ Cortocontundentes.
FERIDA PUNCTÓRIA
É aquela produzida por instrumento
alongado, de pequeno diâmetro, de forma
cilíndrico-cônica (pontiagudos), em ação
perfurante. Atuam por pressão da ponta do
instrumento e afastamento das fibras de tecido.
Exemplo: agulha, estilete, prego, alfinete,
flecha...
CARACTERÍSTICAS
1. Abertura estreita;
2. Pouco sangramento.
FERIDA INCISA
São aquelas produzidas por instrumentos
de gume (afiados), em ação cortante
(deslizamento).
Apresentam solução de continuidade da
pele e bordas regulares.
Exemplos: faca, facão, canivete, navalha,
bisturi, fragmento de vidro, lâmina de
barbear...
CARACTERÍSTICAS
1. Afastamento das bordas da ferida
2. Bordas regulares e geralmente retilíneas
3. Predominância do comprimento sobre a
profundidade
4. Cauda de escoriação no local de afastamento do
instrumento
5. Extremidades menos profundas que a região
mediana
6. Ausência de equimoses e escoriações nas margens
7. Hemorragia abundante com jato pulsátil
FERIDA INCISA
◼ PODEM SER:
◼ cirúrgicas
◼ de defesa
◼ autoproduzidas
◼ TIPOS ESPECIAIS*:
◼ Esgorjamento – nas porções anterior e lateral do pescoço
◼ Degolamento - na face posterior do pescoço
*Também podem ser produzidas em ação cortocontundente
1. Borda ou lábio. 
2. Vertente. 
3. Fundo
FERIDA PERFUROINCISA
São aquelas produzidas por instrumento de 
gume(s) afilado(s), em ação 
perfurocortante, ou seja, atuando de 
forma mista, penetrando (perfurando) 
com a ponta e cortando com a borda 
afiada (pressão e corte). 
Exemplo: faca, facão, canivete, bisturi, 
fragmento de vidro...
FERIDA PERFUROINCISA
- Formas -
- Botoeira: uma fenda regular e quase sempre
linear, com um ângulo agudo (afilado) e
outro arredondado (quando o instrumento
possui gume único);
- Biconvexa ou de dois ângulos agudos:
quando o instrumento possui dois gumes.
FERIDA CONTUSA 
E
LESÃO CONTUSA
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
FERIDA CONTUSA
São aquelas produzidas por objeto rigido, de
superfície, em ação contundente.
É uma “lesão aberta” cuja ação contundente
foi capaz de vencer a resistência e a elasticidade
dos planos moles.
Exemplos: facão (cabo), faca (cabo) pedra,
madeira, jato d'água, cacetete, martelo, coronha
de arma de fogo, barra metálica, mãos, pés,
cabeça...
CARACTERÍSTICAS
1. Bordas irregulares, escoriadas e com equimoses
2. Fundo irregular e vertentes irregulares
3. Presença de pontes de tecido íntegro ligando as
vertentes
4. Retração das bordas da ferida pouco sangrantes
5. Integridade de vasos, nervos e tendões no
fundo da ferida
6. Podem estar associadas a fraturas
LESÃO CONTUSA
- ESCORIAÇÃO -
Lesão em que apenas a epiderme sofre a
ação da violência. Quando a derme é
atingida, não é mais escoriação, e sim uma
ferida contusa.
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
◼ Equimoses são manchas roxas causadas por
extravasamento de sangue no espaço
subcutâneo, com mais de um centímetro de
diâmetro.
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
◼ Hematomas são coleções de sangue fora dos
vasos sanguíneos, que podem ocorrer em
qualquer parte do corpo.
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
◼ Bossa: protusão na pele, quando ocorre em 
região óssea (é o famoso "galo" na testa).
*Bossa sanguínea: quando há sangue abaixo da 
bossa.
*Bossa linfática: quando a bossa é incolor, não 
há coloração sanguínea.
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
◼ Congestão repentina e momentânea de uma 
região do corpo atingida pelo traumatismo, 
evidenciada por uma mancha avermelhada, 
efêmera e fugaz, que desaparece em alguns 
minutos.
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
◼ Fraturas são lesões que causam rompimento
ou trincamento de um osso. Elas podem ser
fechadas, quando o osso não é exposto, ou
abertas, quando há rompimento da pele.
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
◼ Uma entorse é uma ruptura ou estiramento 
doloroso de um dos ligamentos.
LESÃO CONTUSA
- tipos -
◼ ESCORIAÇÃO
◼ EQUIMOSE
◼ BOSSAS 
LINFÁTICAS E 
SANGUÍNEAS
◼ FRATURA
◼ HEMATOMA
◼ EDEMA 
TRAUMÁTICO
◼ RUBEFAÇÃO
◼ ENTORSE
◼ LUXAÇÃO
◼ A luxação se refere à perda da congruência 
articular entre dois ossos.
FERIDA CORTOCONTUSA
São aquelas produzidas por instumentos
que possuem massa para provocar contusão
e gume para cortar os tecidos, em ação
cortocontundente.
Exemplos: machado, foice, facão,
enxada, rodas de trem, dentes humanos...
CARACTERÍSTICAS
1. Equimoses em torno da lesão
2. Bordas irregulares
3. Fundo disforme, tortuoso
4. Margens que não se coaptam (ajustam)
5. Não apresentam pontes de tecido no 
fundo da lesão
6. Não apresentam cauda de escoriação
Decapitação completa de um suicida ocasionada por um trem. 
Fonte: Tsokos et al. Forensic Sci Int. 2004. 139: 95-102
FERIDA PERFUROCONTUSA
São aquelas produzidas por instumentos
em ação perfurocontundente. Podem ser
produzidas por um mecanismo de ação que
perfura e contunde ao mesmo tempo.
Classicamente, nos casos de crime, são
aquelas produzidas por projéteis expelidos
por arma de fogo.
◼ Causam
◼ perfuração e 
◼ ruptura dos tecidos
◼ Características do 
ferimento
◼ bordas irregulares
◼ predomínio da 
profundidade
◼ caráter penetrante ou 
transfixante
FERIDA PERFUROCONTUSA
FERIDA PERFUROCONTUSA
1. Entrada 
2. Saída
3. “(Re)entrada”.
Assim que o disparo é efetuado, além 
do projétil, são expelidos pelaboca do 
cano da arma gases superaquecidos, 
chama, fumaça, grânulos de pólvora 
incombusta e, por vezes, a bucha (no 
caso de armas de alma lisa).
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=Zjw6MeHLs8wPCM&tbnid=mbFKrvBZS1JpFM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.portalternurafm.com.br%2Fnoticias%2F13241%2Fibitinga-disparo-de-arma-de-fogo-em-via-publica&ei=-IA7UrXqHJje4APEvoD4Bg&bvm=bv.52434380,d.dmg&psig=AFQjCNEFuoc_pGpfXxPg4Ah7u8GXObZJ5A&ust=1379717628071118
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=Fwo_W28NTQgLVM&tbnid=XZcMEJmVje1E_M:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.noticiasdematogrosso.com.br%2Finternas.php%3Fpg%3Dnoticia%26intNotID%3D42016&ei=34E7UoabEYXG4AOBkoC4Cg&bvm=bv.52434380,d.dmg&psig=AFQjCNHCm317Jk6f1LNgAdoBxAnlVPwNZg&ust=1379717934133187
1. Orla de escoriação
◼ Arrancamento da epiderme
◼ Pode ser observada na saída
quando a pele é comprimida contra
anteparo
◼ Aumentada quando roupa grossa é
comprimida contra a pele
2. Orla de enxugo
◼ rompimento na pele, formando um
orifício em forma tubular no qual se
enxuga de seus detritos
◼exclusiva da entrada
◼por vezes observada nas vestes
3. Orla equimótica
◼ Pequenos vasos se rompem formando 
equimoses em torno do ferimento 
◼ Mais importante para caracterizar 
reação vital
◼ Infiltração hemorrágica ao longo do 
trajeto
◼ Observada até o orifício de saída
1. Zona de queimadura
- Queima a pele
- Cresta os pelos
- Pode se limitar à roupa
2. Zona de esfumaçamento
- Resíduos da combustão
- Cor cinza ou negra
- Sai com água e sabão
3. Zona de tatuagem
- Grãos de pólvora não queimados ou
ainda em combustão
- Fragmentos de chumbo nos projetis não
encamisados
- Nos tiros oblíquos estará do lado do
orifício
1. Orla de enxugo
2. Orla equimótica 4. Zona de tatuagem
3. Zona de esfumaçamento
1
2
3
42
FERIDA PERFUROCONTUSA 
- ENTRADA -
1. Decorrente de disparo encostado
2. Decorrente de disparo a curta distância
3. Decorrente de disparo a distância
IDENTIFICAÇÃO DOS ORÍFICIOS 
DE ENTRADA DE PAF
DECORRENTE DE DISPARO 
ENCOSTADO
Caso não tenha plano ósseo subjacente
- A pele recua mas não se rompe como no
couro cabeludo
- Caso a pressão da arma contra a pele seja
pequena - esfumaçamento raiado
SINAIS CARACTERÍSTICOS
◼forma irregular (estrelado) pela dilaceração dos
tecidos pelos gases explosivos (mina de Hoffmann)
◼sem zona de tatuagem ou de esfumaçamento
◼diâmetro do ferimento maior que o projétil
(explosão dos gases)
◼halo fuliginoso nos ossos: (sinal de Benassi)
◼impressão (pressão) do cano da arma (sinal de
Werkgaertner)
◼quando transfixante: trajeto com orifício de entrada
e saída
DECORRENTE DE DISPARO 
ENCOSTADO
Caso tenha plano ósseo subjacente
- Câmara de mina de Hofmann, buraco de mina
de ferida estrelada com bordas solapadas
(escavadas) e escurecidas
Avaliação de processos de licenciamento ambiental de jazidas de areia em Santa Maria, Distrito Federal
Sinal de Puppe-Werkgartner
1. Marca do cano, com a massa de mira, em volta do
orifício de entrada.
2. Esquema de marca deixada por arma de cano duplo, na
qual disparou apenas o cano da esquerda.
DECORRENTE DE DISPARO A CURTA DISTÂNCIA
- Arredonda ou ovalar
- Diâmetro geralmente menor do que o do 
projétil 
- Orla de escoriação (Zona de Fisch)
- Halo ou orla de enxugo
- Aréola equimótica
- Bordas voltadas para dentro
DECORRENTE DE DISPARO A CURTA DISTÂNCIA
- Zona de tatuagem
- Zona de esfumaçamento
- Zona de queimadura, zona de chama ou zona 
de chamuscamento 
DECORRENTE DE DISPARO A DISTÂNCIA
- Arredondada ou ovalar
- Diâmetro geralmente menor do que o do 
projétil (devido à elasticidade da pele)
- orla de escoriação (Zona de Fisch)
DECORRENTE DE DISPARO A DISTÂNCIA
- Halo ou orla de enxugo (passagem do projétil
pelos tecidos, atritando e contundindo e
limpando neles suas impurezas, dificilmente
evidenciado a olho nu e muitas vezes não
presente devido ao fato de o projétil ter
passado por outra estrutura – veste, por
exemplo – antes de impactar a pele)
- Aréola equimótica
- Bordas voltadas para dentro (invertidas)
FERIDA PERFUROCONTUSA 
- SAÍDA -
a) forma irregular ou dilacerada
b) maior que orifício de entrada
c) maior sangramento
d) Ausência de zonas e halos (enxugo)
e) bordas voltadas para fora (evertidas)
FERIDA PERFUROCONTUSA 
- (RE)ENTRADA-
a) forma irregular ou dilacerada
b) maior que orifício de entrada
c) maior sangramento
d) ausência de zonas e halos (enxugo)
Entrada Saída
Regular Dilacerado
Invertido Evertido
Normalmente proporcional 
ao diâmetro do projétil 
(exceção aos projéteis de ponta oca, 
principalmente os expansivos)
Desproporcional ao 
diâmetro do projétil
Com orlas e zonas Sem orlas e zonas
Lesões Perfurocontusas
Orifício de Entrada x Orifício de Saída
As energias potencialmente causadoras de
lesões corporais são:
◼ Mecânica
◼ Física
◼ Química
◼ Físico-química
ENERGIA DE ORDEM FÍSICA
ENERGIAS DE ORDEM FÍSICA
Estuda as lesões produzidas por uma modalidade de
ação capaz de modificar o estado físico dos corpos e
de cujo resultado podem surgir ofensa corporal, dano
à saúde ou morte
Genival Veloso de França
Modalidades
◼ Temperatura
◼ Pressão atmosférica
◼ Eletricidade
◼ Radioatividade
◼ Luz e som
Temperatura
◼ Tipos
• Frio
• Calor
• Oscilação de temperatura
Frio
◼ Pode ocorrer no crime, suicídio e como acidente
◼ A ação generalizada do frio não tem lesão típica
◼ A ação localizada do frio produz geladura que é
classificada em graus
Classificação das geladuras
• 1º grau
▫ Palidez ou rubefação local e aspecto anserino da 
pele
• 2º grau
▫ Eritema e formação de flictenas de conteúdo claro 
e hemorrágico
• 3º grau
▫ Necrose dos tecidos moles com formação de 
crostas enegrecidas, aderidas e espessas
• 4º grau
▫ Gangrena e desarticulação
Calor
◼ Pode ocorrer na forma difusa ou direta
◼ Na forma difusa, produzem a insolação e a 
intermação
◼ Na forma local, produzem a queimaduras
Classificação das queimaduras
◼ 1º grau
▫ Eritema simples
◼ 2º grau
▫ Vesicação, surgimento de flictenas com líquido 
claro
◼ 3º grau
▫ Escarificação com coagulação necrótica de 
tecidos moles
◼ 4º grau
▫ Carbonização
Pressão atmosférica
◼ As lesões ocorrem por diminuição ou aumento 
da pressão atmosférica
◼ Mal das montanhas
◼ Patologia de compressão e descompressão
ENERGIAS DE ORDEM FÍSICA
- Eletricidade
a) natural
b) artificial
Eletricidade Natural 
- Raios -
◼Fulminação (êxito letal)
◼Morte por raios.
◼Fulguração (lesão não-letal)
◼Perturbação causada no
organismo vivo por raios, sem
ocorrência de êxito letal (morte).
Sinal de Lichtenberg
◼ Os sinais produzidos pela 
fulguração ou fulminação 
tomam aspecto 
arboriforme, 
denominados sinal de 
Lichtenberg, decorrentes 
de fenômenos 
vasomotores, que podem 
desaparecer com o tempo 
em caso de sobrevivência.
Eletricidade Artificial
- Doméstica ou Industrial -
Eletricidade Artificial
A ELETRICIDADE produz lesões corporais de:
- Forma direta
Pela eletricidade em si, alterando, por
exemplo, o funcionamento cardíaco.
- Forma indireta
Pelo efeito joule, com a produção de calor,
queimaduras elétricas.
Duas formas:
Eletroplessão: natural (morte ou lesões)
Eletrocussão: execução
ELETROPLESSÃO e ELETROCUSSÃO
Eletroplessão (natural) ou eletrocussão
(produzida/execução) é o dano corporal
com ou sem êxito letal, provocado pela ação
de corrente elétrica artificial nos seres vivos.
Geralmente há a presença de uma lesão
eletroespecífica (marca de Jellineck)
verificada no ponto de entrada da corrente
elétrica no corpo. Pode-se evidenciar
queimaduras decorrentes do efeito
eletrotérmico.
ELETROPLESSÃO e ELETROCUSSÃO
Marca (ou sinal) de Jellineck
- Lesão mais simples (cutânea)
- Amarelo-esbranquiçada
- Consistência endurecida, ressecada
- Formacircular, elíptica ou estrelada
- Leito deprimido (depressão central)
- Representa a porta de entrada da corrente 
elétrica
Radioatividade
◼ Incluem-se as lesões produzidas peles raios-x, 
outros elementos radioativos e energia atômica
◼ Radiodermites
◼ Blasts
◼ Sequelas tardias
Luz e Som
◼ A ação intensiva da luz sobre o olho pode
produzir cegueira total
◼ Os danos relacionados ao som estão mais ligados
aos acidentes de trabalho
As energias potencialmente causadoras de
lesões corporais são:
◼ Mecânica
◼ Física
◼ Química
◼ Físico-química
ENERGIAS 
QUÍMICAS
CONCEITO
◼ As energias químicas são aquelas que atuam nos
tecidos vivos através de substâncias que
provocam alterações de natureza corporal,
fisiológica ou psíquica, causando danos à saúde
ou à vida da pessoa.
◼ As energias químicas também podem ser
chamadas de agentes de ordem química.
ATUAÇÃO
◼ Atuam no organismo humano
◼ através da destruição (cáusticos ou corrosivos)
ou
◼ alterações metabólicas (venenos ou tóxicos)
AGENTES QUÍMICOS
◼ CAUSTICOS
◼ VENENOS
◼ DROGAS
Cáusticos
◼ Os cáusticos ou corrosivos são substâncias químicas que
provocam profunda desorganização dos tecidos vivos,
quer por desidratação (coagulantes) quer por dissolução
(liquefacientes).
◼ Os cáusticos destroem os tecidos vivos causando escaras
secas e endurecidas ou lesões úmidas pelo amolecimento
(liquefação) dos tecidos.
◼ São exemplos de cáusticos: a soda, o ácido clorídrico, o
ácido sulfúrico, etc.
◼ O acido sulfúrico também é chamado de vitríolo, de onde
deriva a expressão “vitriolagem” para caracterizar as
lesões cutâneas por agentes cáusticos ou corrosivos.
Venenos
◼ Existem várias definições para venenos ou
tóxicos. São substâncias de qualquer natureza
que, uma vez introduzidas no organismo e por
ele assimiladas e metabolizadas, podem levar a
danos à saúde física e mental.
◼ São exemplos de venenos: inseticidas e raticidas
domésticos, agrotóxicos, substâncias medicinais,
produtos inflamáveis, alguns tipos de
cosméticos, etc.
Classificações de 
envenenamentos
◼ envenenamento por medicamentos 
(psicotrópicos, ansiolíticos ingeridos em larga 
escala);
◼ por produtos químicos (Estricnina; monóxido 
de carbono; cianeto; arsênico; chumbo; etc.);
◼ por plantas tóxicas (cicuta, ricino da mamona 
vermelha, etc.);
◼ por venenos de animais peçonhentos (cobras , 
aranhas, escorpiões, peixes venenosos, etc.
Drogas
◼ As substâncias que atuam no psiquismo são 
chamadas de psicoativas ou psicotrópicas.
ENERGIAS DE ORDEM FÍSICO-QUÍMICA
São aquelas que atuam por ação
mecânica e por alterações bioquímicas.
Podem produzir o fenômeno
conhecido como "asfixia", alterando a
função respiratória e a hematose,
podendo levar o individuo à morte.
ENERGIAS DE ORDEM FÍSICO-QUÍMICA
Na asfixia ocorre o impedimento da
passagem do ar às vias respiratórias. É
caracterizada pelos efeitos da ausência
do oxigênio no ar respirável, por
impedimento mecânico de causa
fortuita, violenta e externa.
Características gerais das asfixias
◼ Manchas de hipóstase precoce e abundante
◼ Congestão facial
◼ Equimoses de pele e mucosas
◼ Cogumelo de espuma
◼ Projeção da língua e exoftalmia
◼ Equimoses viscerais
◼ Congestão visceral
◼ Edema pulmonar
ENFORCAMENTO
É uma modalidade de asfixia
mecânica que se caracteriza pela
interrupção do ar atmosférico até as
vias respiratórias, em decorrência do
processo da constrição do pescoço por
um laço fixo, agindo o peso do próprio
corpo da vitima como força ativa. É
mais comum nos suicídios.
ENFORCAMENTO
O sulco produzido terá orientação
oblíqua, de baixo para cima,
interrompido ao nível do nó e com a
borda superior mais saliente que a
inferior. Ressalte-se que a suspensão
pode ser completa ou incompleta.
ESTRANGULAMENTO
A morte se dá pela constrição do pescoço por
um laço acionado por uma força estranha,
obstruindo a passagem de ar aos pulmões,
interrompendo a circulação do sangue ao
encéfalo e comprimindo os nervos do pescoço.
Nesse tipo de morte, ao contrario do
enforcamento, o corpo da vítima atua
passivamente e a força constritiva do laço age de
forma ativa.
ESTRANGULAMENTO
O acidente e o suicídio nesta modalidade são
raríssimos. Mais comum é o estrangulamento-
homicídio.
O sulco produzido terá orientação horizontal
ou ligeiramente oblíquo, sem interrupção ao nível
do nó e com bordas semelhantes.
ESGANADURA
A morte se dá quando o
instrumento utilizado para comprimir as
vias aéreas é uma parte do corpo do
agressor, geralmente, as mãos. É
invariavelmente homicida! Pode haver
vestígios de equimoses e escoriações
produzidas pela pressão violenta dos
dedos e unhas.
ESGANADURA
◼ Ação da mãos do agente
◼ Não tem sulco
◼ Presença de marcas 
ungueais, diversas 
escoriações, equimoses
Diferencial entre
enforcamento e estrangulamento
Asfixia por confinamento
◼ • Consumo do oxigênio ambiente e eliminação de 
gás carbônico
◼ • Aumento do calor?
◼ • Usualmente acidental
Asfixia por monóxido de carbono
◼ Baseia-se na fixação da hemoglobina com o
monóxido de carbono, formando a
carboxiemoglobina
◼ Comumente suicida
◼ Face rosada, manchas de hipóstases claras,
sangue fluido e róseo
Asfixia por sufocação
◼ Sufocação direta
• Oclusão da boca e das fossas nasais
• Pode ser homicida, acidental e raramente suicida
• Oclusão das vias respiratórias
• Geralmente acidental
◼ Sufocação indireta
• Compressão do tórax e abdome
• Geralmente acidental, mas pode ser criminosa
Asfixia por soterramento
◼ Obstrução das vias áreas por terra ou
substâncias pulverulentas
◼ Achado dessas substâncias nas vias áreas
◼ Quase sempre acidental e em decorrência de
desmoronamento e desabamento
Asfixia por afogamento
◼ Asfixia produzida pela penetração de meio líquido ou
semilíquido nas vias respiratórias
◼ Pode ser acidental, suicida ou homicida
◼ Pode ocorrer o afogamento branco
◼ O afogado branco de Parrot ou afogado Seco, ocorre
quando a vítima ao tocar a água geralmente de baixa
temperatura, morre por inibição do sistema nervoso,
ocorrendo arritmias cardíacas em indivíduos
predispostos.
Asfixia por afogamento
◼ Sinais cadavéricos
▫ Temperatura baixa
▫ Pele anserina, retração de mamilo, escroto e 
pênis
▫ Maceração da epiderme
▫ Tonalidade clara dos livores
▫ Cogumelo de espuma
▫ Erosão dos dedos e presença de corpos estranhos
▫ Equimoses conjuntivais
▫ Mancha verde torácica ou cervical

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