Prévia do material em texto
INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS Durante toda nossa vivência profissional, iremos nos deparar com diversas situações e condições clínicas diversas, muitas delas não necessariamente a queixa principal. Compreender a fisiopatologia das principais doenças e conhecer os cuidados de enfermagem, poder oportunizar uma assistência com mais qualidades e bons resultados. Essa disciplina irá apresentar as principais intercorrências clínicas comuns na prática profissional e explicar os conceitos e cuidados de enfermagem relacionados. Doenças do sistema respiratório O sistema respiratório é responsável pela absorção do O² para a manutenção da vida. Nos alvéolos se realiza a Hematose, ou seja, a troca de CO² por O², ato vital para o ser humano. Assim as doenças desse sistema devem ser tratadas o quanto antes. ALGUMAS PATOLOGIAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO D.P.O. C’s (Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas) A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. Nestes casos, chamamos a doença de DPOC. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado. O fumo é o principal responsável pelo desenvolvimento da bronquite crônica. Poluição e a emissão de gases tóxicos no meio ambiente ou no ambiente de trabalho também estão entre as prováveis causas. Fatores alérgicos, como os desencadeados pela asma, também pode causar bronquite crônica. Fatores de risco: -Fumo: o hábito de fumar pode elevar os riscos de uma pessoa desenvolver tanto a bronquite aguda quanto a crônica. -Imunidade baixa: este fator de risco costuma ser uma consequência de outra doença aguda, como a gripe, ou ainda de uma condição crônica, como AIDS, -Idade: idosos, crianças pequenas e bebês têm mais riscos de contrair a infecção. -Exposição a agentes irritantes: as chances de contrair a doença são maiores se o paciente trabalha com gases ou outros agentes que possam causar irritação nos pulmões. Diagnóstico de Bronquite: Sinais Clínicos: Tosse com secreção, dispneia, sibilo (chiado de gato), falta de ar e desconforto no peito. Radiografia do tórax para concluir se a doença se agravou para pneumonia. Exame do escarro para a identificação do germe envolvido. Análise do sangue poderá identificar que sinalizem infecção viral ou bacteriana. Espirometria, que mede a capacidade e função pulmonar. Tratamento • Para começar o tratamento, é importante eliminar o cigarro (caso o doente seja tabagista), e repousar para evitar respirar em ambientes de gás tóxico e poluição. Para quem já tem a doença há um tempo considerável, deixar o fumo não vai fazer com que a doença regrida, mas desacelerará o seu avanço. • Agentes Mucolíticos e Fluidificantes diminuem a viscosidade do catarro e assim evitam que com a secagem da secreção forme obstruções nos brônquios. Com a diminuição da viscosidade da secreção, as vias respiratórias ficam menos congestionadas, e assim há uma melhora significante da respiração. • Exercícios da terapia de reabilitação. • A oxigenoterapia, quando necessária, também pode melhorar os sintomas. • Corticoides (medicamentos utilizados para controlar a inflamação) minimizam os sintomas. • Antibioticoterapia, quando resultam de uma infecção bacteriana nos brônquios. • Broncodilatadores melhoram o fluxo de ar nesta doença, aliviando a falta de ar e a sibilância. Cuidados de enfermagem 1. Estimular a tosse 2. Anotar o conteúdo expelido 3. Estimular exercícios de respiração profunda 4. Estimular deambulação 5. Manter decúbito elevado 30-45º 6. Estimular ingesta hídrica, anotar a aceitação, registrar volume ingerido e registrar qualquer ocorrência. Ex: engasgo. 7. Observar desconforto respiratório e saturação de O² , atenção para valores < 86%, anotar e avisar ao Enfermeiro imediatamente. 8. Manter ambiente arejado 9. Administrar medicamentos prescritos. O Enfisema pulmonar É caracterizada por danos aos alvéolos pulmonares, causando oxigenação insuficiente e acúmulo de gás carbônico no sangue (hipercapnia que é o aumento de gás carbônico no sangue arterial que pode ser provocada por uma hipoventilação alveolar). Ela geralmente é causada pela inalação de produtos químicos tóxicos, como fumaça de tabaco, queimadas e poluição do ar. As principais causas: • Tabagismo (cerca de 80 a 90% dos pacientes com enfisema foram ou são fumantes) • Exposição a gases tóxicos no local de trabalho (cerca de 10 a 20% dos casos) • Genética (responsável por 1 a 5% dos casos) Sintomas: • Falta de ar (por hipoventilação); • Chiado ao respirar; • Tórax inchado; • Hipertensão arterial; • Letargia (um estado de fraqueza generalizada e indisposição para realização das atividades do dia a dia) • Tosse prolongada e persistente. O enfisema pode ser tratado auxiliando a respiração com diversos medicamentos como https://pt.wikipedia.org/wiki/Alv%C3%A9olo https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipercapnia https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%B3xicos https://pt.wikipedia.org/wiki/Tabaco https://pt.wikipedia.org/wiki/Queimada https://pt.wikipedia.org/wiki/Polui%C3%A7%C3%A3o_do_ar https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipoventila%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Chiado https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipertens%C3%A3o_arterial https://pt.wikipedia.org/wiki/Letargia • Broncodilatadores (como anticolinérgicos, metilxantina, aminofilina ou efedrina) • Corticosteroide inalado ou oral (atuam como anti-inflamatórios) • Mucolíticos em caso de muito catarro; • Antibioticoterapia (como penicilina, ampicilina, tetraciclinas) em caso de infecção bacteriana; Também é importante: • Fisioterapia; • Oxigenoterapia; • Boa higiene bucal; • Ambiente bem ventilado e sem mofo; • Exercícios regulares; • Boa nutrição e muita água. Em casos graves pode ser necessária ventilação mecânica, como CPAP ou BIPAP: A asma é uma doença pulmonar crônica caracterizada por tosse, chiado no peito e falta de ar. Em geral, as crises de asmas são desencadeadas por alguns fatores que são particulares para cada pessoa. A asma exige um tratamento contínuo e principalmente a prevenção das crises. A asma se diferencia da bronquite na forma que tem crises mais curtas, desde que se isole o agente que a desencadeia. A bronquiectasia pulmonar é uma doença caracterizada pela dilatação permanente dos brônquios, que pode ser causada por infecções bacterianas recorrentes ou devido à obstrução dos brônquios. Essa doença não tem cura e normalmente está associada a outras condições, como fibrose cística, enfisema pulmonar por exemplo. O tratamento para a bronquiectasia é feito com o objetivo de melhorar os sintomas e impedir a progressão da doença, já que essa condição não tem cura. Assim, pode ser recomendado pelo médico o uso de antibióticos, com o objetivo de tratar infecções, mucolíticos, para facilitar a liberação de muco, ou broncodilatadores, para facilitar a respiração. https://pt.wikipedia.org/wiki/Broncodilatador https://pt.wikipedia.org/wiki/Anticolin%C3%A9rgico https://pt.wikipedia.org/wiki/Corticosteroide https://pt.wikipedia.org/wiki/Anti-inflamat%C3%B3rio https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mucol%C3%ADtico&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Antibioticoterapia https://pt.wikipedia.org/wiki/OxigenoterapiaAlém disso, a fisioterapia respiratória é muito importante para melhora da pessoa, pois através da fisioterapia é possível retirar o muco dos pulmões e aumentar a troca gasosa, facilitando a respiração. Sintomas: • Falta de ar; • Perda do apetite; • Mal estar geral; • Pode haver tosse com sangue; • Dor no peito; • Dificuldade para respirar; • Fadiga. Principais causas Infecções pulmonares graves ou de repetição; Pneumonia; Problemas no sistema imunológico; Enfisema pulmonar - Asma brônquica; Artrite reumatoide. Possíveis complicações: Caso a causa não seja identificada e o tratamento iniciado, a bronquiectasia pode causar várias complicações, como por exemplo, insuficiência respiratória e colapso (ou atelectasia) pulmonar, por exemplo, que é uma complicação respiratória caracterizada pelo colapso dos alvéolos pulmonares que impede a passagem suficiente de ar. INDICAÇAO DE ENFERMAGEM PARA PACIENTES COM DPOC’s Aconselhar o paciente a anualmente tomar vacina contra gripe e pneumococo para evitar que a concomitância de processos infecciosos agrave o quadro respiratório. PNEUMONIA É uma infecção que se instala nos pulmões (órgão duplo localizado um de cada lado da caixa torácica). Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro). Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Sintomas • Febre alta (Acima de 37,5° C); • Tosse seca ou com catarro de cor amarelada ou esverdeada; • Falta de ar e dificuldade de respirar; • Dor no peito ou tórax; • Mal-estar generalizado; • Prostração (fraqueza); • Suores intensos, principalmente à noite; • Náuseas e vômitos. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/febre http://www.minhavida.com.br/saude/materias/2734-reconheca-os-sinais-de-que-sua-tosse-nao-e-normal http://www.minhavida.com.br/temas/Falta-de-ar http://www.minhavida.com.br/temas/dificuldade-de-respirar http://www.minhavida.com.br/saude/temas/dor-no-peito http://www.minhavida.com.br/temas/fraqueza http://www.minhavida.com.br/temas/N%C3%A1useas-e-v%C3%B4mito Tipos Existem diversos tipos de pneumonia. Entre eles estão: • Pneumonia provocada por vírus • Pneumonia provocada por fungos • Pneumonia provocada por bactérias • Pneumonia química. Fatores de risco • Tabagismo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos; • Uso excessivo e abusivo de álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; • Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias; • Resfriados mal cuidados; • Mudanças bruscas de temperatura. Recomendações de enfermagem Além do tratamento medicamentoso é necessário que o paciente não fume e não beba exageradamente. Observe as instruções do fabricante para a manutenção do ar-condicionado em condições adequadas. Não se exponha a mudanças bruscas de temperatura. Broncopneumonia Febre, dificuldade para respirar, cansaço, fraqueza muscular, calafrios e tosse com catarro são alguns dos sintomas provocados pela broncopneumonia. A broncopneumonia é um tipo de pneumonia que afeta diferentes e pequenas regiões do pulmão, enquanto que na pneumonia, a infecção pode estar concentrada numa só região do pulmão. A broncopneumonia provoca o acúmulo de pus nos alvéolos e bronquíolos do pulmão. Principais sintomas • Febre superior a 38 º C; • Dificuldade para respirar e sensação de falta de ar; • Cansaço e fraqueza muscular; • Calafrios; • Tosse com catarro; • Aumento dos batimentos cardíacos; • Lábios e pontas dos dedos arroxeados. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/pneumonia-quimica https://www.tuasaude.com/sintomas-de-pneumonia/ Causas A principal causa da broncopneumonia é a infecção por bactérias. Pode também ser decorrente de infecções virais ou, mais raramente, por complicações de outras doenças infecciosas como o sarampo. Idosos, bebês e pessoas com baixa imunidade são mais suscetíveis ao desenvolvimento de broncopneumonias. Pessoas que apresentam engasgos frequentes ao comer ou ingerir líquidos também têm maior risco, devido à aspiração do alimento para os brônquios facilitando desenvolvimento de bactérias. Atelectasia Atelectasia é um colapso total ou parcial do pulmão ou do lóbulo pulmonar, que acontece quando os alvéolos (pequenos sacos pulmonares) se esvaziam. Esta é uma das complicações respiratórias mais comuns após cirurgias. Ela também pode surgir em decorrência a outros problemas na respiração, tais como, inalação de objetos estranhos, tumores pulmonares, água no pulmão, asma severa e ferimentos no peito. A quantidade de tecido pulmonar envolvido na atelectasia é variável dependendo de cada causa. Da mesma forma, os sintomas da doença também variam. Atelectasia pode ser grave, uma vez que reduz a quantidade de oxigênio disponível no corpo. Causas A principal causa de atelectasia é a obstrução de um dos brônquios (ramificações da traqueia que conduzem diretamente aos pulmões). Mas, além desta, as vias aéreas inferiores também podem ser obstruídas causando atelectasia. Essa obstrução pode ser devida ao muco, tumor, objeto aspirado até o brônquio, coágulos de sangue, estreitamento das principais vias respiratórias devido a infecções crônicas, fungicas, tuberculose, pneumonia, pneumotórax, ou por pressão externa. http://www.minhavida.com.br/temas/tumores-pulmonares http://www.minhavida.com.br/temas/tumores-pulmonares http://www.minhavida.com.br/temas/%C3%A1gua-no-pulm%C3%A3o http://www.minhavida.com.br/temas/asma http://www.minhavida.com.br/temas/tumor http://www.minhavida.com.br/saude/temas/tuberculose http://www.minhavida.com.br/saude/temas/pneumonia http://www.minhavida.com.br/saude/temas/pneumotorax Muitas cirurgias, principalmente a de colocação do marca-passo, podem causar atelectasia. Isso porque a anestesia altera a dinâmica de entrada e saída de ar dos pulmões, a absorção de gases e a pressão, o que combinado pode levar a algum grau de colapso nos alvéolos. Fatores que aumentam o risco de atelectasia incluem: • Nascimento prematuro, quando os pulmões ainda não foram completamente desenvolvidos; • Qualquer condição que interfira na tosse espontânea; • Doenças pulmonares como bronquite, asma e fibrose cística ( é uma doença que causa o acúmulo de muco nos pulmões e em outras áreas do corpo, por exemplo: pâncreas, fígado, rins e intestinos) • Confinamento em uma cama com pouca movimentação • Cirurgias abdominais ou torácicas recentes • Uso recente de anestesia geral • Fraqueza dos músculos respiratórios • Obesidade • Ter entre um e três anos de idade • Problemas para engolir, principalmente em adultos mais velhos. • Respiração superficial. Sintomas • Dificuldade para respirar • Respiração rápida e superficial • Febre baixa • Tosse Recomendações de enfermagem • Não deixar objetos pequenos com crianças, elas podem coloca-los na boca, engoli-los ou eles acabarem presos nas vias respiratórias. • Parar de fumar. • Respirar corretamente e fazer exercícios para uma respiração profunda, especialmente após cirurgias. • Se estiver de cama, o paciente deve mudar de posição frequentemente. DERRAME PLEURAL É o acúmulo anormal de líquido na cavidade pleural, que é o espaço virtual entre as pleuras visceral e parietal, as quais deslizam uma sobre a outra, separadas por uma fina película de líquido. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/bronquite http://www.minhavida.com.br/saude/temas/asma http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibrose-cistica http://www.minhavida.com.br/saude/temas/obesidade http://www.minhavida.com.br/saude/temas/febreCausas: • Insuficiência cardíaca congestiva • Embolia pulmonar • Atelectasias • Diálise peritoneal • Cirrose hepática • Neoplasias Sintomas Os principais sintomas decorrentes diretamente do envolvimento pleural são dor torácica, tosse e dispneia. Tratamento No geral, o tratamento não é voltado para o derrame pleural em si, mas para a doença que o causou. O que pode ser feito é puncionar o líquido acumulado na pleura. PNEUMOTÓRAX É a presença de ar fora dos pulmões, que causa dificuldade em respirar, deslocando o coração, alterando seus batimentos e pode levar à morte. O pneumotórax ocorre no espaço pleural que é o espaço que existe entre dois tecidos que envolvem os pulmões e pode ser causado por alguma ferida aberta no tórax como, por exemplo, uma facada ou tiro, ou por agravamento de alguma doença como a pneumonia, por exemplo. Tratamento O tratamento para o pneumotórax é a aspiração do ar fora dos pulmões com uma agulha especial e a colocação de um dreno torácico nos casos mais graves. Uma última hipótese é a realização de uma cirurgia corretiva. O dreno torácico consiste num tubo que é inserido no tórax para drenagem de gases ou secreções (derrame pleural, empiema pleural, etc.). Pode ser colocado no pós-operatório de uma cirurgia torácica ou cardíaca, ou para resolver complicações de um traumatismo ou enfisema. A cavidade torácica, em particular o espaço pleural, tem pressão negativa em relação à pressão atmosférica. Ao ser introduzido um dreno torácico, este deve ser conectado a um sistema coletor de drenagem pleural ou mediastinal de modo a garantir a hermeticidade (Qualidade daquilo que está fechado ou que se fecha hermeticamente; que não permite a entrada de ar) na cavidade torácica. Sintomas Dor no peito a direita ou esquerda Falta de ar de rápida instalação. https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%B3rax https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Drenagem_tor%C3%A1cica&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Derrame_pleural https://pt.wikipedia.org/wiki/Empiema_pleural https://pt.wikipedia.org/wiki/Cirurgia_tor%C3%A1cica https://pt.wikipedia.org/wiki/Cirurgia_card%C3%ADaca https://pt.wikipedia.org/wiki/Traumatismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Enfisema https://pt.wikipedia.org/wiki/Pleura https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_coletor_de_drenagem_pleural_ou_mediastinal https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_coletor_de_drenagem_pleural_ou_mediastinal Empiema Acúmulo de pus na cavidade pleural Causas Infecções pulmonares pré-existentes Sintomas Dor torácica, dispneia e tosse. Tratamento Uso de antibióticoterapia e nos casos mais graves colocação de dreno. Riscos Quando a pneumonia se complica com empiema o risco de morte é significantemente maior. Quilotórax É o acúmulo de linfa no espaço pleural, o termo quilo refere-se a aparência leitosa da linfa, devido ao seu conteúdo rico em gordura. Sintomas Dispneia, fadiga e desconforto torácico. As causas mais comuns são neoplasias, trauma, causas congênitas, infecções e trombose venosa do sistema da veia cava superior. Hemotórax O hemotórax se apresenta como presença de sangue na cavidade pleural. Este pode ser proveniente de lesões pulmonares, parede torácica, grandes vasos como cava, aorta e seus ramos, lesões cardíacas ou de órgãos abdominais. Mais comumente, o hemotórax está associado ao trauma torácico, que pode ser de origem contusa (impactos, fraturas), penetrante (arma de fogo, arma branca). O tratamento do hemotórax baseia-se na drenagem torácica com controle do sangramento e reposição volêmica. A abordagem cirúrgica está indicada em alguns casos. O sucesso terapêutico relaciona-se com a abordagem rápida e precisa da causa do hemotórax. Sintomas A presença de dispneia depende da dimensão do derrame e volume pulmonar acometido, sinais de choque hipovolêmico se relacionam com perda de grande volume sanguíneo. O Hemotórax de pequeno volume pode apresentar-se assintomático. EDEMA AGUDO DO PULMÃO (EAP) É o acúmulo de fluido nos pulmões diminuindo a eficiência das trocas gasosas (O2 e CO2) podendo resultar em insuficiência respiratória. É uma das emergências médicas mais frequentes e pode ser fatal em poucas horas. É uma consequência comum de problemas cardíacos, vasculares ou por distúrbios da pressão pulmonar. Causas O edema pulmonar geralmente é causado por insuficiência cardíaca, que leva ao aumento da pressão nas veias pulmonares. À medida que a pressão nesses vasos sanguíneos aumenta, o líquido é empurrado para dentro dos espaços aéreos dos pulmões, chamados alvéolos. Esse líquido acumulado interrompe o fluxo normal de oxigênio nos pulmões, resultando em falta de ar. -Doença da artéria coronária -Hipertensão -Edema pulmonar também pode ser causado por outros motivos. - Lesões pulmonares causadas por gases venenosos ou infecções graves; -Alguns medicamentos; -Lesões graves; -Insuficiência renal; -Exercícios em altitudes extremas. Fatores de risco O principal fator que leva uma pessoa a ter mais facilidade para apresentar edema pulmonar é a idade. Pessoas mais velhas, acima dos 60 anos, são mais propensas a ter insuficiência cardíaca e, assim, com risco aumentado de edema pulmonar também. O mesmo vale para obesidade. Excesso de peso contribui para a insuficiência cardíaca e, consequentemente, para um eventual edema pulmonar também. Sintomas Falta de ar extrema ou dificuldade de respirar (dispneia), que piora quando deitado; Sensação de sufocamento ou afogamento; Ansiedade e inquietação; Tosse que produz escarro que pode vir acompanhado de sangue; Dor no peito, se o edema for causado por doença cardíaca; Arritmia cardíaca. EXAMES QUE AUXILIAM NO DIAGNÓSTICO DE PATOLOGIAS DO SIST.RESPIRTÓRIO: Raios X , tomografia computadorizada; laparoscopia; Espirometria: Avalia quanto de ar entra e sai dos pulmões, também mede a expansão e contração dos pulmões. Difusão: Avaliação da respiração através da passagem dos gases entre o sangue e o pulmão. Gasometria arterial: Mostra quanto oxigênio tem no sangue. Oximetria de pulso: Mede como o oxigênio passa dos pulmões para o sangue. http://www.minhavida.com.br/temas/dispneia http://www.minhavida.com.br/saude/temas/ansiedade http://www.minhavida.com.br/saude/temas/dor-no-peito http://www.minhavida.com.br/saude/temas/arritmia-cardiaca