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GRUPO SER EDUCACIONAL CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO II Sabrina Monteiro RELATÓRIO DO ESTÁGIO ACADÊMICO II ABRIL - RECIFE 2024 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................3 2 ATENÇÃO FARMACÊUTICA..........................................................................................4 3 FITOTERAPIA....................................................................................................................5 4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ......................................................................................... 9 5 PESQUISA DE CAMPO .............................................................................................................. 10 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................... 11 7 REFERÊNCIAS ............................................................................................................................. 13 1 INTRODUÇÃO Muito se discute a importância sobre a atenção Farmacêutica e suas atividades específicas o no âmbito da atenção à saúde. É um modelo que tem como objetivos aumentar a efetividade do tratamento medicamentoso, detectar problemas relacionados a medicamentos, prevenir problemas de saúde, dentre outros. No Brasil, ela está sendo implantada aos poucos, principalmente pelo fato de que a maioria dos profissionais não possuem uma formação voltada para tal, em muitos casos o profissional é forçado a se aperfeiçoar com a prática diária e com as dificuldades encontradas no mercado de trabalho. É prática do farmacêutico, que em suas atribuições deve questionar sobre uso tradicional de plantas medicinais ou de fitoterápicos, 12 pelos usuários, bem como alertá-los sobre a correta posologia, e possibilidade de reações adversas, contraindicações ou interações medicamentosas (BRASIL, 2013). 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 2 ATENÇÃO FARMACÊUTICA O termo Atenção Farmacêutica foi adotado e oficializado no Brasil, a partir de discussões lideradas pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), OMS, Ministério da Saúde (MS), entre outros. Nesse encontro, foi definido o conceito de Atenção Farmacêutica: "um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica. Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e comparticipação na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida. Esta interação também deve envolver as concepções dos seus sujeitos, respeitadas as suas especificidades biopsicossociais, sob a ótica da integralidade das ações de saúde" (Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica, 2002). Sobre a atenção Farmacêutica podemos definir que é um modelo de prática profissional que consiste na provisão responsável da farmacoterapia com o propósito de alcançar resultados concretos em resposta à terapêutica prescrita, que melhorem a qualidade de vida do paciente. Buscando prevenir ou resolver os problemas farmacoterapêuticos de forma sistematizada e documentada. Além disso, envolve o acompanhamento do paciente com dois objetivos principais: responsabilizar-se junto com o paciente para que o medicamento prescrito seja seguro e eficaz, na posologia correta e resulte no efeito terapêutico desejado. Atentar para que, ao longo do tratamento, as reações adversas aos medicamentos sejam as mínimas possíveis e quando surgirem, que possam ser resolvidas imediatamente (Cipolle, Strand, Morley, 2000). A Atenção Farmacêutica beneficia, ainda, os outros profissionais da saúde, ao melhorar o seu acesso à informação sobre medicamentos e ao auxiliar na detecção de PFT em seus pacientes e na detecção de pacientes sem diagnóstico e/ou tratamento (Paulos, 2002). Além disso, a implantação desta prática profissional também contribui para obtenção de resultados clínicos positivos (Nascimento, 2004; Lyra Júnior, 2005). A Política Nacional de Assistência Farmacêutica teve o seu início no Sistema de Saúde com ações de promoção, proteção e recuperação, sendo o medicamento o elemento principal. A Assistência Farmacêutica (AF) tem como objetivo o acesso aos medicamentos e o seu uso racional com o incentivo ao paciente para a utilização adequada desses produtos, tendo uma maior segurança com relação aos efeitos adversos (COSTA et al.,2021). Antes disso, a 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital Assistência Farmacêutica é composta pelo seu ciclo a seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição e dispensação, tendo o medicamento como centro desse processo. A assistência farmacêutica no Brasil está ligada à entrega de medicamentos para comunidade, família, e indivíduo diante da necessidade clínica. Com portaria n°585 de 29 de 2013, foi publicada em 2015 pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) as atribuições clínicas do profissional farmacêutico, sobre as Intervenções Farmacêuticas (IF). Como a reconciliação e acompanhamento farmacoterapêutico, consultas individuais com anamnese, observação de parâmetros fisiológicos e bioquímicos para um melhor monitoramento do paciente. A anamnese realizada pelo farmacêutico visa colher informações sobre o paciente, se possui algum histórico anterior de usos de medicamentos similares sem terem sido acometidos por reações alérgicas, se os sintomas são recorrentes ou estão presentes há muito tempo, histórico de uso de álcool, idade do paciente e demais situações que podem ser relevantes. Em determinadas situações, no processo de anamnese realizado pelo farmacêutico, é preciso observar se a queixa do paciente está relacionada com os sintomas declarados e conseguir o maior número de dados possíveis. É necessário que o profissional esteja adequadamente treinado para conhecer a causa das queixas apresentadas, e quando não puder identificar realizar os exames ou encaminhamentos necessários. Mesmo com os esforços em desenvolver uma assistência farmacêutica de qualidade, diversos estudos mostram que o Brasil é um país que é muito insuficiente na promoção e na qualidade dos serviços farmacêuticos, no atendimento da alta demanda populacional por medicamentos, além da infraestrutura e operacionalidade (OLIVEIRA et al., 2014). A partir do resultado da análise das informações obtidas na anamnese, o profissional precisa realizar uma análise crítica embasado pela Medicina Baseada em Evidências onde determinara uma das três condutas a ser seguida: O paciente deverá ser encaminhado ao médico, a condição pode ser resolvida apenas com tratamento não-farmacológico, o paciente deve fazer uso de um medicamento isento de prescrição. Sempre que dispensar medicamentos ao paciente, precisa explicar de forma clara a administração e a posologia, bem como quanto tempo deverá ser utilizada a medicação, se podem ocorrer reações adversas ao uso, as interações medicamentosas, se existem contraindicações e quaisquer outras dúvidas que o paciente tiver. A determinação terapêutica, entretanto, é realizada em um modelo compartilhado com o usuário, vinculando a PF à automedicação orientada (SCREM IN et al., 2016). 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital Ao indicar um fármaco ao indivíduo, como elemento de um plano de cuidado, o profissional farmacêutico necessita decidir com nitidez a finalidade terapêutica, asalternativas de tratamentos disponíveis e precisa negociar com a pessoa a seleção da medicação mais adequada, além de fornecer todas as informações necessárias para a realização do regime posológico, abrangendo o agendamento do retorno de continuidade. 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 3 FITOTERAPIA A Fitoterapia, que significa tratamento através das plantas, constitui-se de um método aplicado desde as mais remotas civilizações até os tempos atuais. O registro dos primeiros fitoterápicos aconteceu na China em 2838-2698 a.C, feitos pelo então imperador Shen Nung, onde constam 365 plantas medicinais (Cunha, 2012). Na Bíblia, no Antigo e no Novo Testamento, há muitas referências a plantas curativas ou seus derivados, como, por exemplo, o benjoim e a mirra (Cunha, 2012). É uma das mais antigas formas de se tratar e prevenir problemas de saúde e, atualmente, tem se configurado como uma escolha mais natural e menos lesiva à saúde, especialmente se comparada aos malefícios decorrentes do uso indiscriminado de medicamentos alopáticos (LOURES et al., 2010). As plantas são utilizadas pela população através de chás, infusão, sendo vendidas pelos raizeiros, curandeiros e benzedeiras, que muitas vezes indicam a erva sem saber a eficácia de cada planta (DANTAS, 2001). A transmissão do conhecimento sobre plantas medicinais atravessa séculos de nossa sociedade e passa de geração em geração por meio da palavra. Parece que o processo de aculturação, onde as novas gerações buscam os meios modernos de comunicação, causa a perda desta tão valiosa transmissão oral. Segundo pesquisas, as classes sociais mais pobres demonstram maior interesse nos saberes populares, e em um percentual maior de mulheres em relação a homens. Encontram-se também neste meio, voluntários que fazem algum tipo de trabalho filantrópico em comunidades locais, particularmente em áreas carentes. Isto também demonstra que o conhecimento, tanto do paciente como dos profissionais, sobre estas terapias acontece principalmente por meio do senso comum (Arnous, 2005). Os fitoterápicos são medicamentos preparados exclusivamente com matéria-prima ativa vegetal (plantas e suas partes frescas ou secas). Segundo a Resolução N° 216 de 15 de setembro de 2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA de 2010, um medicamento fitoterápico é todo medicamento obtido empregando-se matérias-primas ativas vegetais com conhecido efeito farmacológico validado por estudos etnofarmacológicos, documentações tecnocientíficas ou ensaios clínicos. Estes medicamentos possuem propriedades de cura, prevenção, diagnósticas ou tratamento sintomático de doenças. É inegável, no entanto, que o uso popular e mesmo tradicional não é suficiente para validar as plantas medicinais como medicamentos eficazes e seguros. Nesse sentido, as plantas 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital medicinais não se diferenciam de qualquer outro xenobiótico sintético, e a preconização ou a autorização oficial do seu uso medicamentoso deve ser fundamentada em evidências experimentais comprobatórias de que o risco a que se expões aqueles que a utilizam é suplantados pelos benefícios que possam advir. (BRASIL, 1995). As exigências, na construção de um conhecimento cientificamente aceito sobre plantas medicinais, tanto no contexto de descobertas e validação quanto no contexto de aplicação, tem entrado às vezes em conflito com o saber popular. Para serem comercializados e utilizados de forma segura os produtos à base de plantas, precisa-se provar que possuem padrões aceitáveis de qualidade, segurança e eficácia. Em comparação com as preparações convencionais, os produtos fitoterápicos apresentam alguns problemas singulares relacionados ao aspecto qualidade. Isso ocorre por causa da natureza das plantas, formadas por misturas complexas de compostos químicos que podem variar consideravelmente dependendo dos fatores ambientais e genéticos. Além disso, os princípios ativos responsáveis pelos alegados efeitos terapêuticos, amiúde são desconhecidos ou apenas parcialmente explicados, e isso impede o nível de controle que pode ser feito rotineiramente com substâncias sintetizadas nos medicamentos convencionais. Essa situação é complicada ainda mais pela prática tradicional de usar combinações de plantas, e muitas vezes um único produto contém mais de cinco plantas. (QUALITY OF HERBAL REMEDIES, 1989; QUALITY OF HERBAL REMEDIES, 1992). Portanto, um controle rigoroso da matéria-prima e do produto é essencial para assegurar qualidade de um medicamento fitoterápico. Assim, fatores como identificação de planta, fatores ambientais, época de colheita, parte da planta usada, secagem, armazenamento, teor de cinzas, contaminação microbiana e doseamento dos princípios ativos, devem ser levados em consideração no controle da matéria-prima. (EUROPEAN SCIENTIFIC COOPERATIVE FOR PHYTOTHERARY, 1990; PHILLIPSON JD, 1993; DE SMET, 1993; EVANS, 1989). Dados científicos toxicológicos sobre plantas medicinais são limitados. A premissa de que o uso tradicional de uma planta por centenas de anos estabelece a sua segurança não é verdadeira. Pois as formas sutis e crônicas de toxicidade, como carcinogenicidade, mutagenicidade e hepatotoxicidade, podem ter passado despercebidas pelas gerações anteriores. (NEWALL et al., 2002) Podemos diferenciar as plantas medicinais de acordo com a RDC N°26 da ANVISA, plantas medicinais são qualquer espécie vegetal, cultivada ou não, empregada com propósitos terapêuticos, o uso de plantas medicinais não é regulamentado e não passa por processos de padronização e controle como os fitoterápicos. 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital Os fitoterápicos são produtos obtidos de origem exclusivamente vegetal, possui estudos clínicos em humanos que comprovam sua segurança e eficácia. Entretanto, exclui-se substâncias isoladas/purificadas, com atividade profilática, curativa ou paliativa. Fitoterápicos classificam-se como medicamentos ou produtos tradicionais. Para isso, devem apresentar segurança e eficácia comprovada clinicamente, e são passíveis de registro junto ao órgão competente. Produtos Tradicionais Fitoterápicos possuem sua segurança e efetividade baseada em dados publicados na literatura técnico-científica que comprovem uso seguro pela população por período igual a superior a 30 anos, além de dados adicionais extraídos de estudos sobre uso de produtos naturais, tais como ensaios in vitro ou em animais, não sendo necessários estudos clínicos em humanos para obter registro. Resolução n. 477, de 28 de maio de 2008, que regulariza o farmacêutico para praticar a automedicação responsável dos pacientes de plantas medicinais e fitoterápicos (BRASIL, 2008). A garantia do uso racional das plantas medicinais é de responsabilidade dos profissionais prescritores, além de ser, principalmente, do farmacêutico, que em suas atribuições deve questionar sobre uso tradicional de plantas medicinais ou de fitoterápicos, pelos usuários, bem como alertá-los sobre a correta posologia, e possibilidade de reações adversas, contraindicações ou interações medicamentosas (BRASIL, 2013). Segundo a Resolução nº 546, de 21 de julho de 2011, o farmacêutico pode dispensar a planta medicinal ou fitoterápicos isentos de prescrição através de sua indicação. A indicação deve ser feita de forma clara e registrada em documento próprio em duas vias, sendo uma entregue ao usuário e outra arquivada no estabelecimento (BRASIL, 2011). O ato da indicação farmacêutica de medicamentos fitoterápicos ou plantas medicinais deve ser realizado em ambiente específico e deve ser registrado e documentado. Esta deverá ser realizada com base em conhecimentos técnicos científicos e respeitando as resoluções profissionais,bem como as regulamentações do órgão federal responsável pela vigilância sanitária (BRASIL, 2011). 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Ficha de anamnese farmacêutica: Dados do paciente Nome completo: ___________________________________________ Sexo: Feminino ( ) ou Masculino( ), Data de nascimento:___/___/___ Peso:______ Altura:_______ Idade:______ Doença: ( ) Queixa principal e evolução da doença atual: ______________________________________________________ Está em tratamento clínico/farmacológico atualmente? SIM ( ) NÃO ( ) Antecedentes Familiares: ___________________________________ Possui algum dos seguintes hábitos: Tabagismo ( ) alcoolismo ( ) Narcóticos ( ) Outros:_______________ Pratica atividade física? SIM ( ) NÃO ( ) Possui hábito de tomar chás, suplemento vitamínicos, homeopáticos ou alguma outra substância não prescrita pelo médico? __________________________________________ Possui alergias? _____________________________ 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital Nome botânico Nome popular Parte (s) utilizada (s) Forma de utilização Posologia e modo de usar Via Contraindicações Efeitos adversos Mecanismo de ação Morus nigra (Diabetes) Amoreira preta. Folhas, casca ou raiz. chá das folhas ou capsula. (chá)Pode-se beber até 3 xícaras desse chá por dia. (Capsula) cápsula de 250 mg por dia. Oral Crianças, assim como mulheres grávidas ou que estejam amamentando devem evitar o chá de amora, porque ainda não existem estudos suficientes sobre a segurança do consumo desse chá nessas fases. O principal efeito colateral da amoreira preta inclui diarreia, quando consumida em excesso. Antioxidante, hipoglicemiante, anti-inflamatória e antimicrobiana. Bauhinia forficata (Diabetes) Pata-de-vaca Folhas secas ou frescas picadas de pata-de-vaca chá das folhas Beber 1 a 2 xícaras do chá de pata de vaca por dia. Oral Não deve ser usada por crianças com menos de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação. Diarreia, alteração no funcionamento dos rins. Ação hipoglicemiante Cissus sicyoides L (Diabetes) Insulina vegeta Folhas da planta chá das folhas Tomar 1 xícara, 2 a 3 vezes por dia Oral Crianças, mulheres grávidas, lactantes, por pessoas com a pele muito sensível ou que tenham alergia a essa planta medicinal. Hipoglicemia Ação hipoglicemiante Arctium lappa (Diabetes) Bardana Raiz Chá das folhas É aconselhado beber até 3 xícaras (de chá) desse chá por dia. Oral Bardana não deve ser ingerida por mulheres grávidas ou que estejam amamentando, crianças e pessoas que usam medicamentos diurético. Os possíveis efeitos colaterais da bardana incluem irritação na pele e aumento Ação cicatrizantes, diuréticas, hipoglicemiantes, depurativas, antirreumáticas e antimicrobianas. 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital do volume da urina. Syzygium jambolanum (Diabetes) Jambolão Folhas Chá das folhas 2 vezes ao dia Oral Não deve ser consumido em excesso durante a gravidez ou amamentação e no caso de pessoas diabéticas, deve ser feita uma monitorização frequente dos níveis de açúcar no sangue devido ao risco de ocorrer hipoglicemia. Hipoglicemia Ação hipoglicemiante Nome botânico Nome popular Parte (s) utilizada (s) Forma de utilização Posologia e modo de usar Via Contraindicações Efeitos adversos Mecanismo de ação Camellia sinensis (Obesidade) Chá verde Folhas Chá das folhas Beber cerca de 4 xícaras de chá verde por dia, Oral O chá verde é contraindicado durante a gravidez e a amamentação, assim como para crianças, pessoas com dificuldade para dormir, com alterações na tireoide, problemas nos rins. Quando consumido em altas quantidades, o chá verde pode causar náusea, dor de cabeça, insônia. Ação termogênica Garcinia gummi-gutta (Obesidade) Citrino, malabar tamarindo, goraka e árvore do petróleo Fruto e casca Suplementos em cápsulas Dose recomendada para adultos é de 1 a 2 cápsulas de 500 mg por dia. Oral Não deve ser usada por crianças com menos de 12 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, Náusea, vômito, diarreia, dor de estômago, dor de garganta, boca seca ou tontura. Possui propriedades anti- inflamatórias, antioxidantes, antiulcerosas, antimicrobianas, anti-helmínticas. 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital Ilex paraguariensis (Obesidade) Erva-mate Folhas Chá Pode-se beber até 1 litro de chá mate por dia. Oral Crianças, assim como mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Insônia, dor de cabeça, ansiedade, dor no estômago e diarreia. Efeito termogênico. Paullinia cupana (Obesidade) Guaraná Sementes ou frutos em forma de pó Chá ou suco O chá de guaraná pode-se beber 2 a 3 xícaras por dia. Oral É contraindicado para grávidas, mulheres que estão amamentando, crianças e pessoas com pressão alta, doenças renais, hiperfunção da hipófise, gastrite, distúrbios de coagulação. Não causa efeitos colaterais, no entanto, se consumido em excesso pode causar o aumento dos batimentos cardíacos, levando à sensação de palpitação, agitação e tremores. Efeito termogênico. Cynara scolymus (Obesidade) Alcachofra A parte da alcachofra que consumimos é constituída pelas cabeças que se apanham antes de florescerem. Cápsulas e chá A alcachofra pode ser consumida na sua forma natural, assada, refogada, em pasta ou crua em saladas, sucos, chás, ou como suplemento em cápsulas. Oral A alcachofra não deve ser consumida por pessoas com problemas na vesícula biliar, hepatite ou câncer no fígado sem orientação de um médico. O consumo de suplementos e chás preparados com a alcachofra podem causar dor de barriga, diarreia, gases, náuseas, fraqueza e azia. Antioxidantes 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital Nome botânico Nome popular Parte (s) utilizada (s) Forma de utilização Posologia e modo de usar Via Contraindicações Efeitos adversos Mecanismo de ação Apis mellífera L (sistema imunológico) Própolis Resina da flora (pasto apícola) Extrato Pode ser tomado puro ou diluído em água, sucos ou chás entre 15 a 30 gotas por dia. Oral Pessoas com alergia a abelhas, ao própolis ou a algum dos componentes da fórmula do produto. Durante a gravidez ou lactação, o própolis só deve ser usado somente com orientação médica. O principal efeito colateral que pode ocorrer com o uso do própolis é a reação alérgica Imunomoduladora e antiviral Zingiber officinale Gengibre Raiz Chá É aconselhado tomar o chá de gengibre 3 vezes por dia Oral O chá de gengibre é contraindicado para pessoas com cálculos da vesícula, com irritação no estômago e pressão alta A ingestão excessiva do chá de gengibre pode causar arritmias e, dependendo da dose utilizada. Antioxidantes e anti-inflamatórios. Alium sativum Alho Bolbo Chá Beber 1 xícara do chá por dia. Oral Não deve ser consumido por crianças menores de 2 anos ou por para pessoas que tenham gastrite, úlceras, pressão baixa e hemorragia. Mais comuns do chá de alho são mau hálito, mau odor corporal, gasesintestinais. Antioxidantes e anti-inflamatórias Astragalus membranaceus Astrágalo Raiz Chá Recomendada é de 500 mg, dividida em duas tomas diárias de 250 mg Oral Deve ser evitado por mulheres grávidas ou a amamentar. Os efeitos secundários desta planta medicinal são muito raros. Antioxidante 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital Archangelica Erva-de- espírito- santo e jacinto-da- índia. Raiz Chá Beber até 3 xícaras por dia Oral Mulheres grávidas, pois, a planta pode favorecer a ocorrência de contrações uterinas utilizada em grande quantidade pode ser tóxica. anti-inflamatória, antioxidante 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 5 PESQUISA DE CAMPO De acordo com as PNIPCS (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares), as plantas medicinais e fitoterápicos integram o cuidado ao paciente no ambiente do SUS. Na RENAME, consta 12 fitoterápicos, oriundos de espécies vegetais padronizadas. Desta forma, busque um posto de saúde de sua cidade, e nos informes qual/quais especialidades farmacêuticas estão disponíveis e elabore uma tabela com a ação farmacológica e posologia recomendada. 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A OMS, em seus documentos sobre a função do farmacêutico, também segue essa tendência, ampliando o conceito de Atenção Farmacêutica e estabelecendo que essa é a missão da prática farmacêutica. O farmacêutico é um profissional apto à prescrição e indicação de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos e com a presente revisão podemos evidenciar que a regulamentação na prescrição de medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais pelo profissional farmacêutico não é somente regulamentada pelo seu conselho, como também pela ANVISA. A legislação é bem completa e recomenda dentre outros deveres do profissional os conteúdos mínimos para a qualificação de um profissional farmacêutico, para que ele seja capaz de prescrever. A regulamentação desta atribuição ao profissional farmacêutico publicada pelo CFF, como a Resolução/CFF nº 586 de 29 de agosto de 2013. A análise da legislação comprovou a legalidade perante a prescrição e indicação farmacêutica, mas isso não impede que novas legislações possam ser criadas pela ANVISA ou pelo Conselho da classe como forma de facilitar a compreensão e comprimento da legislação atual. 1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital REFERÊNCIAS ARGENTA, Scheila Crestanello et al. Plantas medicinais: cultura popular versus ciência. Vivências, v. 7, n. 12, p. 51-60, 2011. ANGONESI, Daniela; SEVALHO, Gil. Atenção Farmacêutica: fundamentação conceitual e crítica para um modelo brasileiro. Ciência & saúde coletiva, v. 15, p. 3603-3614, 2010. SANTANA, Danubia Pereira Honório et al. A importância da atenção farmacêutica na prevenção de problemas de saúde. Revista de Iniciação Científica e Extensão, v. 2, n. Esp. 1, p. 59-60, 2019. PEREIRA, Leonardo Régis Leira; FREITAS, Osvaldo de. A evolução da Atenção Farmacêutica e a perspectiva para o Brasil. Revista brasileira de ciências farmacêuticas, v. 44, p. 601-612, 2008. BOVO, Fernanda; WISNIEWSKI, Patricia; MORSKEI, Maria Luiza Martins. Atenção Farmacêutica: papel do farmacêutico na promoção da saúde. Biosaúde, v. 11, n. 1, p. 43-56, 2009. SANTOS, Ravely L. et al. Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no Sistema Único de Saúde. Revista brasileira de plantas medicinais, v. 13, p. 486-491, 2011.