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GRUPO SER EDUCACIONAL 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
 
Sabrina Monteiro 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO ACADÊMICO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABRIL - RECIFE 
2024 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................3 
2 ATENÇÃO FARMACÊUTICA..........................................................................................4 
3 FITOTERAPIA....................................................................................................................5 
4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ......................................................................................... 9 
5 PESQUISA DE CAMPO .............................................................................................................. 10 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................... 11 
7 REFERÊNCIAS ............................................................................................................................. 13 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Muito se discute a importância sobre a atenção Farmacêutica e suas atividades 
específicas o no âmbito da atenção à saúde. É um modelo que tem como objetivos aumentar a 
efetividade do tratamento medicamentoso, detectar problemas relacionados a medicamentos, 
prevenir problemas de saúde, dentre outros. 
No Brasil, ela está sendo implantada aos poucos, principalmente pelo fato de que a 
maioria dos profissionais não possuem uma formação voltada para tal, em muitos casos o 
profissional é forçado a se aperfeiçoar com a prática diária e com as dificuldades encontradas 
no mercado de trabalho. 
É prática do farmacêutico, que em suas atribuições deve questionar sobre uso tradicional 
de plantas medicinais ou de fitoterápicos, 12 pelos usuários, bem como alertá-los sobre a correta 
posologia, e possibilidade de reações adversas, contraindicações ou interações medicamentosas 
(BRASIL, 2013).
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
 
2 ATENÇÃO FARMACÊUTICA 
 
O termo Atenção Farmacêutica foi adotado e oficializado no Brasil, a partir de 
discussões lideradas pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), OMS, Ministério da 
Saúde (MS), entre outros. Nesse encontro, foi definido o conceito de Atenção Farmacêutica: 
"um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da Assistência Farmacêutica. 
Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e 
comparticipação na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma 
integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma 
farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados para a 
melhoria da qualidade de vida. Esta interação também deve envolver as concepções dos seus 
sujeitos, respeitadas as suas especificidades biopsicossociais, sob a ótica da integralidade das 
ações de saúde" (Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica, 2002). 
Sobre a atenção Farmacêutica podemos definir que é um modelo de prática profissional 
que consiste na provisão responsável da farmacoterapia com o propósito de alcançar resultados 
concretos em resposta à terapêutica prescrita, que melhorem a qualidade de vida do paciente. 
Buscando prevenir ou resolver os problemas farmacoterapêuticos de forma sistematizada e 
documentada. Além disso, envolve o acompanhamento do paciente com dois objetivos 
principais: responsabilizar-se junto com o paciente para que o medicamento prescrito seja 
seguro e eficaz, na posologia correta e resulte no efeito terapêutico desejado. 
Atentar para que, ao longo do tratamento, as reações adversas aos medicamentos sejam 
as mínimas possíveis e quando surgirem, que possam ser resolvidas imediatamente (Cipolle, 
Strand, Morley, 2000). 
A Atenção Farmacêutica beneficia, ainda, os outros profissionais da saúde, ao melhorar 
o seu acesso à informação sobre medicamentos e ao auxiliar na detecção de PFT em seus 
pacientes e na detecção de pacientes sem diagnóstico e/ou tratamento (Paulos, 2002). Além 
disso, a implantação desta prática profissional também contribui para obtenção de resultados 
clínicos positivos (Nascimento, 2004; Lyra Júnior, 2005). 
A Política Nacional de Assistência Farmacêutica teve o seu início no Sistema de Saúde 
com ações de promoção, proteção e recuperação, sendo o medicamento o elemento principal. 
A Assistência Farmacêutica (AF) tem como objetivo o acesso aos medicamentos e o seu uso 
racional com o incentivo ao paciente para a utilização adequada desses produtos, tendo uma 
maior segurança com relação aos efeitos adversos (COSTA et al.,2021). Antes disso, a 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
Assistência Farmacêutica é composta pelo seu ciclo a seleção, programação, aquisição, 
armazenamento, distribuição e dispensação, tendo o medicamento como centro desse processo. 
A assistência farmacêutica no Brasil está ligada à entrega de medicamentos para 
comunidade, família, e indivíduo diante da necessidade clínica. Com portaria n°585 de 29 de 
2013, foi publicada em 2015 pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) as atribuições clínicas 
do profissional farmacêutico, sobre as Intervenções Farmacêuticas (IF). 
Como a reconciliação e acompanhamento farmacoterapêutico, consultas individuais 
com anamnese, observação de parâmetros fisiológicos e bioquímicos para um melhor 
monitoramento do paciente. 
A anamnese realizada pelo farmacêutico visa colher informações sobre o paciente, se 
possui algum histórico anterior de usos de medicamentos similares sem terem sido acometidos 
por reações alérgicas, se os sintomas são recorrentes ou estão presentes há muito tempo, 
histórico de uso de álcool, idade do paciente e demais situações que podem ser relevantes. 
Em determinadas situações, no processo de anamnese realizado pelo farmacêutico, é 
preciso observar se a queixa do paciente está relacionada com os sintomas declarados e 
conseguir o maior número de dados possíveis. É necessário que o profissional esteja 
adequadamente treinado para conhecer a causa das queixas apresentadas, e quando não puder 
identificar realizar os exames ou encaminhamentos necessários. 
Mesmo com os esforços em desenvolver uma assistência farmacêutica de qualidade, 
diversos estudos mostram que o Brasil é um país que é muito insuficiente na promoção e na 
qualidade dos serviços farmacêuticos, no atendimento da alta demanda populacional por 
medicamentos, além da infraestrutura e operacionalidade (OLIVEIRA et al., 2014). 
A partir do resultado da análise das informações obtidas na anamnese, o profissional 
precisa realizar uma análise crítica embasado pela Medicina Baseada em Evidências onde 
determinara uma das três condutas a ser seguida: O paciente deverá ser encaminhado ao médico, 
a condição pode ser resolvida apenas com tratamento não-farmacológico, o paciente deve fazer 
uso de um medicamento isento de prescrição. 
 Sempre que dispensar medicamentos ao paciente, precisa explicar de forma clara a 
administração e a posologia, bem como quanto tempo deverá ser utilizada a medicação, se 
podem ocorrer reações adversas ao uso, as interações medicamentosas, se existem 
contraindicações e quaisquer outras dúvidas que o paciente tiver. A determinação terapêutica, 
entretanto, é realizada em um modelo compartilhado com o usuário, vinculando a PF à 
automedicação orientada (SCREM 
IN et al., 2016). 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
 Ao indicar um fármaco ao indivíduo, como elemento de um plano de cuidado, o 
profissional farmacêutico necessita decidir com nitidez a finalidade terapêutica, asalternativas 
de tratamentos disponíveis e precisa negociar com a pessoa a seleção da medicação mais 
adequada, além de fornecer todas as informações necessárias para a realização do regime 
posológico, abrangendo o agendamento do retorno de continuidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
3 FITOTERAPIA 
 
A Fitoterapia, que significa tratamento através das plantas, constitui-se de um método 
aplicado desde as mais remotas civilizações até os tempos atuais. O registro dos primeiros 
fitoterápicos aconteceu na China em 2838-2698 a.C, feitos pelo então imperador Shen Nung, 
onde constam 365 plantas medicinais (Cunha, 2012). Na Bíblia, no Antigo e no Novo 
Testamento, há muitas referências a plantas curativas ou seus derivados, como, por exemplo, o 
benjoim e a mirra (Cunha, 2012). É uma das mais antigas formas de se tratar e prevenir 
problemas de saúde e, atualmente, tem se configurado como uma escolha mais natural e menos 
lesiva à saúde, especialmente se comparada aos malefícios decorrentes do uso indiscriminado 
de medicamentos alopáticos (LOURES et al., 2010). 
As plantas são utilizadas pela população através de chás, infusão, sendo vendidas pelos 
raizeiros, curandeiros e benzedeiras, que muitas vezes indicam a erva sem saber a eficácia de 
cada planta (DANTAS, 2001). 
A transmissão do conhecimento sobre plantas medicinais atravessa séculos de nossa 
sociedade e passa de geração em geração por meio da palavra. Parece que o processo de 
aculturação, onde as novas gerações buscam os meios modernos de comunicação, causa a perda 
desta tão valiosa transmissão oral. Segundo pesquisas, as classes sociais mais pobres 
demonstram maior interesse nos saberes populares, e em um percentual maior de mulheres em 
relação a homens. Encontram-se também neste meio, voluntários que fazem algum tipo de 
trabalho filantrópico em comunidades locais, particularmente em áreas carentes. Isto também 
demonstra que o conhecimento, tanto do paciente como dos profissionais, sobre estas terapias 
acontece principalmente por meio do senso comum (Arnous, 2005). 
Os fitoterápicos são medicamentos preparados exclusivamente com matéria-prima ativa 
vegetal (plantas e suas partes frescas ou secas). 
Segundo a Resolução N° 216 de 15 de setembro de 2004 da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária – ANVISA de 2010, um medicamento fitoterápico é todo medicamento 
obtido empregando-se matérias-primas ativas vegetais com conhecido efeito farmacológico 
validado por estudos etnofarmacológicos, documentações tecnocientíficas ou ensaios clínicos. 
Estes medicamentos possuem propriedades de cura, prevenção, diagnósticas ou tratamento 
sintomático de doenças. 
É inegável, no entanto, que o uso popular e mesmo tradicional não é suficiente para 
validar as plantas medicinais como medicamentos eficazes e seguros. Nesse sentido, as plantas 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
medicinais não se diferenciam de qualquer outro xenobiótico sintético, e a preconização ou a 
autorização oficial do seu uso medicamentoso deve ser fundamentada em evidências 
experimentais comprobatórias de que o risco a que se expões aqueles que a utilizam é 
suplantados pelos benefícios que possam advir. (BRASIL, 1995). 
As exigências, na construção de um conhecimento cientificamente aceito sobre plantas 
medicinais, tanto no contexto de descobertas e validação quanto no contexto de aplicação, tem 
entrado às vezes em conflito com o saber popular. 
Para serem comercializados e utilizados de forma segura os produtos à base de plantas, 
precisa-se provar que possuem padrões aceitáveis de qualidade, segurança e eficácia. 
Em comparação com as preparações convencionais, os produtos fitoterápicos 
apresentam alguns problemas singulares relacionados ao aspecto qualidade. Isso ocorre por 
causa da natureza das plantas, formadas por misturas complexas de compostos químicos que 
podem variar consideravelmente dependendo dos fatores ambientais e genéticos. Além disso, 
os princípios ativos responsáveis pelos alegados efeitos terapêuticos, amiúde são desconhecidos 
ou apenas parcialmente explicados, e isso impede o nível de controle que pode ser feito 
rotineiramente com substâncias sintetizadas nos medicamentos convencionais. Essa situação é 
complicada ainda mais pela prática tradicional de usar combinações de plantas, e muitas vezes 
um único produto contém mais de cinco plantas. (QUALITY OF HERBAL REMEDIES, 1989; 
QUALITY OF HERBAL REMEDIES, 1992). Portanto, um controle rigoroso da matéria-prima 
e do produto é essencial para assegurar qualidade de um medicamento fitoterápico. Assim, 
fatores como identificação de planta, fatores ambientais, época de colheita, parte da planta 
usada, secagem, armazenamento, teor de cinzas, contaminação microbiana e doseamento dos 
princípios ativos, devem ser levados em consideração no controle da matéria-prima. 
(EUROPEAN SCIENTIFIC COOPERATIVE FOR PHYTOTHERARY, 1990; PHILLIPSON 
JD, 1993; DE SMET, 1993; EVANS, 1989). 
Dados científicos toxicológicos sobre plantas medicinais são limitados. A premissa de 
que o uso tradicional de uma planta por centenas de anos estabelece a sua segurança não é 
verdadeira. Pois as formas sutis e crônicas de toxicidade, como carcinogenicidade, 
mutagenicidade e hepatotoxicidade, podem ter passado despercebidas pelas gerações 
anteriores. (NEWALL et al., 2002) 
Podemos diferenciar as plantas medicinais de acordo com a RDC N°26 da ANVISA, 
plantas medicinais são qualquer espécie vegetal, cultivada ou não, empregada com propósitos 
terapêuticos, o uso de plantas medicinais não é regulamentado e não passa por processos de 
padronização e controle como os fitoterápicos. 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
Os fitoterápicos são produtos obtidos de origem exclusivamente vegetal, possui estudos 
clínicos em humanos que comprovam sua segurança e eficácia. Entretanto, exclui-se 
substâncias isoladas/purificadas, com atividade profilática, curativa ou paliativa. Fitoterápicos 
classificam-se como medicamentos ou produtos tradicionais. Para isso, devem apresentar 
segurança e eficácia comprovada clinicamente, e são passíveis de registro junto ao órgão 
competente. 
Produtos Tradicionais Fitoterápicos possuem sua segurança e efetividade baseada em 
dados publicados na literatura técnico-científica que comprovem uso seguro pela população por 
período igual a superior a 30 anos, além de dados adicionais extraídos de estudos sobre uso de 
produtos naturais, tais como ensaios in vitro ou em animais, não sendo necessários estudos 
clínicos em humanos para obter registro. 
Resolução n. 477, de 28 de maio de 2008, que regulariza o farmacêutico para praticar a 
automedicação responsável dos pacientes de plantas medicinais e fitoterápicos (BRASIL, 
2008). 
A garantia do uso racional das plantas medicinais é de responsabilidade dos 
profissionais prescritores, além de ser, principalmente, do farmacêutico, que em suas 
atribuições deve questionar sobre uso tradicional de plantas medicinais ou de fitoterápicos, 
pelos usuários, bem como alertá-los sobre a correta posologia, e possibilidade de reações 
adversas, contraindicações ou interações medicamentosas (BRASIL, 2013). 
Segundo a Resolução nº 546, de 21 de julho de 2011, o farmacêutico pode dispensar a 
planta medicinal ou fitoterápicos isentos de prescrição através de sua indicação. A indicação 
deve ser feita de forma clara e registrada em documento próprio em duas vias, sendo uma 
entregue ao usuário e outra arquivada no estabelecimento (BRASIL, 2011). 
O ato da indicação farmacêutica de medicamentos fitoterápicos ou plantas medicinais 
deve ser realizado em ambiente específico e deve ser registrado e documentado. Esta deverá ser 
realizada com base em conhecimentos técnicos científicos e respeitando as resoluções 
profissionais,bem como as regulamentações do órgão federal responsável pela vigilância 
sanitária (BRASIL, 2011). 
 
 
 
 
 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
 
4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 
 
Ficha de anamnese farmacêutica: 
Dados do paciente 
 Nome completo: ___________________________________________ 
Sexo: Feminino ( ) ou Masculino( ), Data de nascimento:___/___/___ 
Peso:______ Altura:_______ Idade:______ 
Doença: ( ) 
Queixa principal e evolução da doença atual: 
______________________________________________________ 
Está em tratamento clínico/farmacológico atualmente? SIM ( ) NÃO ( ) 
Antecedentes Familiares: ___________________________________ 
Possui algum dos seguintes hábitos: 
 Tabagismo ( ) alcoolismo ( ) Narcóticos ( ) Outros:_______________ 
Pratica atividade física? SIM ( ) NÃO ( ) 
Possui hábito de tomar chás, suplemento vitamínicos, homeopáticos ou 
alguma outra substância não prescrita pelo médico? 
__________________________________________ 
Possui alergias? _____________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
 
 
 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
Nome 
botânico 
 
Nome 
popular 
 
Parte (s) 
utilizada (s) 
 
Forma de 
utilização 
 
Posologia e 
modo de usar 
 
Via 
 
Contraindicações 
 
Efeitos 
adversos 
 
Mecanismo de 
ação 
 
Morus nigra 
(Diabetes) 
Amoreira 
preta. 
Folhas, 
casca ou 
raiz. 
chá das 
folhas ou 
capsula. 
 
(chá)Pode-se 
beber até 3 
xícaras desse 
chá por dia. 
(Capsula) 
cápsula de 250 
mg por dia. 
Oral Crianças, assim como 
mulheres grávidas ou 
que estejam 
amamentando devem 
evitar o chá de amora, 
porque ainda não 
existem estudos 
suficientes sobre a 
segurança do consumo 
desse chá nessas fases. 
O principal 
efeito colateral 
da amoreira 
preta inclui 
diarreia, 
quando 
consumida em 
excesso. 
Antioxidante, 
hipoglicemiante, 
anti-inflamatória e 
antimicrobiana. 
Bauhinia 
forficata 
(Diabetes) 
 
Pata-de-vaca Folhas secas 
ou frescas 
picadas de 
pata-de-vaca 
chá das 
folhas 
Beber 1 a 2 
xícaras do chá 
de pata de vaca 
por dia. 
Oral Não deve ser usada por 
crianças com menos de 
12 anos, mulheres 
grávidas ou em 
amamentação. 
Diarreia, 
alteração no 
funcionamento 
dos rins. 
Ação 
hipoglicemiante 
Cissus 
sicyoides L 
(Diabetes) 
 
Insulina 
vegeta 
Folhas da 
planta 
chá das 
folhas 
Tomar 1 xícara, 
2 a 3 vezes por 
dia 
Oral Crianças, mulheres 
grávidas, lactantes, por 
pessoas com a pele 
muito sensível ou que 
tenham alergia a essa 
planta medicinal. 
Hipoglicemia Ação 
hipoglicemiante 
Arctium lappa 
(Diabetes) 
 
Bardana Raiz Chá das 
folhas 
É aconselhado 
beber até 3 
xícaras (de chá) 
desse chá por 
dia. 
Oral Bardana não deve ser 
ingerida por mulheres 
grávidas ou que estejam 
amamentando, crianças 
e pessoas que usam 
medicamentos diurético. 
Os possíveis 
efeitos 
colaterais da 
bardana 
incluem 
irritação na 
pele e aumento 
Ação cicatrizantes, 
diuréticas, 
hipoglicemiantes, 
depurativas, 
antirreumáticas e 
antimicrobianas. 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
do volume da 
urina. 
Syzygium 
jambolanum 
(Diabetes) 
 
Jambolão Folhas Chá das 
folhas 
2 vezes ao dia Oral Não deve ser consumido 
em excesso durante a 
gravidez ou 
amamentação e no caso 
de pessoas diabéticas, 
deve ser feita uma 
monitorização frequente 
dos níveis de açúcar no 
sangue devido ao risco 
de ocorrer hipoglicemia. 
Hipoglicemia 
 
Ação 
hipoglicemiante 
Nome 
botânico 
Nome 
popular 
 
Parte (s) 
utilizada (s) 
 
Forma de 
utilização 
 
Posologia e 
modo de usar 
 
Via 
 
Contraindicações 
 
Efeitos 
adversos 
 
Mecanismo de 
ação 
 
Camellia 
sinensis 
(Obesidade) 
Chá verde Folhas Chá das 
folhas 
 
Beber cerca de 4 
xícaras de chá 
verde por dia, 
Oral O chá verde é 
contraindicado durante a 
gravidez e a 
amamentação, assim 
como para crianças, 
pessoas com dificuldade 
para dormir, com 
alterações na tireoide, 
problemas nos rins. 
Quando 
consumido em 
altas 
quantidades, o 
chá verde pode 
causar náusea, 
dor de cabeça, 
insônia. 
Ação termogênica 
 
Garcinia 
gummi-gutta 
(Obesidade) 
Citrino, 
malabar 
tamarindo, 
goraka e 
árvore do 
petróleo 
Fruto e casca Suplementos 
em cápsulas 
Dose 
recomendada 
para adultos é de 
1 a 2 cápsulas de 
500 mg por dia. 
Oral Não deve ser usada por 
crianças com menos de 
12 anos, mulheres 
grávidas ou em 
amamentação, 
Náusea, 
vômito, 
diarreia, dor de 
estômago, dor 
de garganta, 
boca seca ou 
tontura. 
Possui 
propriedades anti-
inflamatórias, 
antioxidantes, 
antiulcerosas, 
antimicrobianas, 
anti-helmínticas. 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
Ilex 
paraguariensis 
(Obesidade) 
 
Erva-mate Folhas Chá Pode-se beber 
até 1 litro de chá 
mate por dia. 
Oral Crianças, assim como 
mulheres grávidas ou 
que estejam 
amamentando. 
Insônia, dor de 
cabeça, 
ansiedade, dor 
no estômago e 
diarreia. 
Efeito 
termogênico. 
Paullinia 
cupana 
(Obesidade) 
 
Guaraná Sementes ou 
frutos em 
forma de pó 
Chá ou suco O chá de 
guaraná pode-se 
beber 2 a 3 
xícaras por dia. 
Oral É contraindicado para 
grávidas, mulheres que 
estão amamentando, 
crianças e pessoas com 
pressão alta, doenças 
renais, hiperfunção da 
hipófise, gastrite, 
distúrbios de 
coagulação. 
Não causa 
efeitos 
colaterais, no 
entanto, se 
consumido em 
excesso pode 
causar o 
aumento dos 
batimentos 
cardíacos, 
levando à 
sensação de 
palpitação, 
agitação e 
tremores. 
Efeito 
termogênico. 
Cynara 
scolymus 
(Obesidade) 
 
Alcachofra A parte da 
alcachofra 
que 
consumimos 
é constituída 
pelas cabeças 
que se 
apanham 
antes de 
florescerem. 
Cápsulas e 
chá 
 
A alcachofra 
pode ser 
consumida na 
sua forma 
natural, assada, 
refogada, em 
pasta ou crua em 
saladas, sucos, 
chás, ou como 
suplemento em 
cápsulas. 
Oral 
 
A alcachofra não deve 
ser consumida por 
pessoas com problemas 
na vesícula biliar, 
hepatite ou câncer no 
fígado sem orientação de 
um médico. 
O consumo de 
suplementos e 
chás 
preparados 
com a 
alcachofra 
podem causar 
dor de barriga, 
diarreia, gases, 
náuseas, 
fraqueza e 
azia. 
Antioxidantes 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
Nome 
botânico 
Nome 
popular 
 
Parte (s) 
utilizada (s) 
 
Forma de 
utilização 
 
Posologia e 
modo de usar 
 
Via 
 
Contraindicações 
 
Efeitos 
adversos 
 
Mecanismo de 
ação 
 
Apis mellífera 
L 
(sistema 
imunológico) 
Própolis Resina da 
flora (pasto 
apícola) 
Extrato Pode ser tomado 
puro ou diluído 
em água, sucos 
ou chás entre 15 
a 30 gotas por 
dia. 
 
Oral Pessoas com alergia a 
abelhas, ao própolis ou a 
algum dos componentes 
da fórmula do produto. 
Durante a gravidez ou 
lactação, o própolis só 
deve ser usado somente 
com orientação médica. 
O principal 
efeito colateral 
que pode 
ocorrer com o 
uso do 
própolis é a 
reação alérgica 
Imunomoduladora 
e antiviral 
Zingiber 
officinale 
Gengibre Raiz Chá É aconselhado 
tomar o chá de 
gengibre 3 vezes 
por dia 
Oral O chá de gengibre é 
contraindicado para 
pessoas com cálculos da 
vesícula, com irritação 
no estômago e pressão 
alta 
A ingestão 
excessiva do 
chá de 
gengibre pode 
causar 
arritmias e, 
dependendo da 
dose utilizada. 
Antioxidantes e 
anti-inflamatórios. 
Alium sativum Alho Bolbo Chá Beber 1 xícara 
do chá por dia. 
Oral Não deve ser consumido 
por crianças menores de 
2 anos ou por para 
pessoas que tenham 
gastrite, úlceras, pressão 
baixa e hemorragia. 
Mais comuns 
do chá de alho 
são mau hálito, 
mau odor 
corporal, gasesintestinais. 
Antioxidantes e 
anti-inflamatórias 
Astragalus 
membranaceus 
 
Astrágalo 
 
Raiz Chá Recomendada é 
de 500 mg, 
dividida em 
duas tomas 
diárias de 250 
mg 
Oral Deve ser evitado por 
mulheres grávidas ou a 
amamentar. 
Os efeitos 
secundários 
desta planta 
medicinal são 
muito raros. 
Antioxidante 
 
 
1. Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
 
Archangelica Erva-de-
espírito-
santo e 
jacinto-da-
índia. 
Raiz Chá Beber até 3 
xícaras por dia 
Oral Mulheres grávidas, pois, 
a planta pode favorecer a 
ocorrência de contrações 
uterinas 
utilizada em 
grande 
quantidade 
pode ser 
tóxica. 
anti-inflamatória, 
antioxidante 
 
 
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5 PESQUISA DE CAMPO 
 
De acordo com as PNIPCS (Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares), as plantas medicinais e fitoterápicos integram o cuidado ao paciente no 
ambiente do SUS. Na RENAME, consta 12 fitoterápicos, oriundos de espécies vegetais 
padronizadas. Desta forma, busque um posto de saúde de sua cidade, e nos informes qual/quais 
especialidades farmacêuticas estão disponíveis e elabore uma tabela com a ação farmacológica 
e posologia recomendada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A OMS, em seus documentos sobre a função do farmacêutico, também segue essa 
tendência, ampliando o conceito de Atenção Farmacêutica e estabelecendo que essa é a missão 
da prática farmacêutica. 
O farmacêutico é um profissional apto à prescrição e indicação de plantas medicinais e 
medicamentos fitoterápicos e com a presente revisão podemos evidenciar que a regulamentação 
na prescrição de medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais pelo profissional 
farmacêutico não é somente regulamentada pelo seu conselho, como também pela ANVISA. 
A legislação é bem completa e recomenda dentre outros deveres do profissional os 
conteúdos mínimos para a qualificação de um profissional farmacêutico, para que ele seja capaz 
de prescrever. A regulamentação desta atribuição ao profissional farmacêutico publicada pelo 
CFF, como a Resolução/CFF nº 586 de 29 de agosto de 2013. A análise da legislação 
comprovou a legalidade perante a prescrição e indicação farmacêutica, mas isso não impede 
que novas legislações possam ser criadas pela ANVISA ou pelo Conselho da classe como forma 
de facilitar a compreensão e comprimento da legislação atual. 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 ARGENTA, Scheila Crestanello et al. Plantas medicinais: cultura popular versus 
ciência. Vivências, v. 7, n. 12, p. 51-60, 2011. 
 ANGONESI, Daniela; SEVALHO, Gil. Atenção Farmacêutica: fundamentação conceitual 
e crítica para um modelo brasileiro. Ciência & saúde coletiva, v. 15, p. 3603-3614, 2010. 
 SANTANA, Danubia Pereira Honório et al. A importância da atenção farmacêutica na 
prevenção de problemas de saúde. Revista de Iniciação Científica e Extensão, v. 2, n. Esp. 1, p. 
59-60, 2019. 
 PEREIRA, Leonardo Régis Leira; FREITAS, Osvaldo de. A evolução da Atenção 
Farmacêutica e a perspectiva para o Brasil. 
 Revista brasileira de ciências farmacêuticas, v. 44, p. 601-612, 2008. BOVO, Fernanda; 
WISNIEWSKI, Patricia; MORSKEI, Maria Luiza Martins. Atenção Farmacêutica: papel do 
farmacêutico na promoção da saúde. Biosaúde, v. 11, n. 1, p. 43-56, 2009. 
 SANTOS, Ravely L. et al. Análise sobre a fitoterapia como prática integrativa no Sistema 
Único de Saúde. Revista brasileira de plantas medicinais, v. 13, p. 486-491, 2011.

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