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Profª Ana Paula 8.1 Hipóteses e procedimentos de teste Um parâmetro pode ser estimado a partir dos dados da amostra tanto por um único número (uma estimativa pontual) como por um intervalo inteiro de valores plausíveis (um intervalo de confiança). Porém, frequentemente o objetivo de uma investigação é decidir qual de duas alegações contraditórias sobre o parâmetro está correta. Os métodos de decisão compreendem a parte da inferência estatística chamada teste de hipóteses O processo de tomada de decisão começa identificando uma questão de interesse e, em seguida, formulando duas hipóteses sobre ela. Uma hipótese é uma afirmação de que algo é verdadeiro. O processo pelo qual é tomada uma decisão entre duas hipóteses opostas é chamado teste de hipótese estatística. As duas hipóteses opostas são formuladas de modo que cada uma seja a negação da outra. Dessa forma, uma delas será sempre verdadeira, e a outra será sempre falsa. Exemplos Em qualquer problema de teste de hipóteses, existem duas suposições contraditórias em consideração. Uma hipótese pode ser a alegação de que e a outra ou as duas afirmações contraditórias podem ser O objetivo é decidir, com base na informação amostral, quais das duas hipóteses está correta. $ $$$ “O poder de ‘gostosura’ do Pachá é igual.” H0: o poder de ‘gostosura’ do Pachá é igual a do Toddy. H1: o poder de ‘gostosura’ do Pachá é diferente do Toddy. Sua decisão: acredita na propaganda do Pachá, e compra mais barato. Chega em casa e o gosto é muito diferente [é muito ruim, né!]. Não rejeitou a H0, pagou mais barato, mas os produtos são diferentes. Perdeu dinheiro! As duas hipóteses envolvidas na tomada de decisão são conhecidas como hipótese nula (Ho ou H0) e hipótese alternativa (Ha ou H1) A hipótese nula é a hipótese que testaremos. Geralmente, essa é uma declaração de que um parâmetro populacional possui um valor específico. Manter o ‘status quo’, ou seja, a expressão “não há diferença” é frequentemente usada em sua interpretação. (fica ‘igual’) A hipótese alternativa é uma declaração sobre o mesmo parâmetro populacional da hipótese nula. É uma declaração que especifica que o parâmetro da população tem um valor que é de alguma forma diferente do valor fornecido na hipótese nula. A rejeição da hipótese nula implicará que a hipótese alternativa é provavelmente verdadeira. A conclusão de um teste de hipóteses é sempre: rejeitar ou não rejeitar a hipótese NULA. A ideia básica do teste de hipótese é que a evidência amostral tenha uma chance de “refutar” a hipótese nula. A decisão será sempre certa? Resultados possíveis de um teste de hipótese A decisão será sempre certa? Resultados possíveis de um teste de hipótese Probabilidade com a qual ocorrem as decisões Ao tomar uma decisão, seria bom tomar sempre a decisão correta. Isso, entretanto, não é possível em estatística, pois tomamos as decisões com base em informações amostrais. O melhor que podemos esperar é controlar a probabilidade com a qual um erro ocorre. P(erro tipo I) : nível de significância do TH É probabilidade de uma decisão correta quando a hipótese nula é falsa (poder do teste) E a probabilidade de uma decisão correta quando a hipótese nula é verdadeira Outro exemplo: culpados e inocentes Há uma analogia a isso em um processo criminal. Uma alegação é a afirmação de que o acusado é inocente (benefício da dúvida). Essa alegação é a considerada inicialmente verdadeira. Somente com a presença de forte evidência do contrário é que o júri deve desprezar tal alegação em favor da afirmação alternativa de que o acusado é culpado. No cenário jurídico, considerando a hipótese nula em que o indivíduo acusado de cometer um crime é de fato inocente. Ao fornecer um veredicto, o júri deve considerar a possibilidade de cometer um dos dois tipos diferentes de erros. Um deles envolve a condenação de uma pessoa inocente e o outro envolve inocentar um culpado. O nível de significância do teste de hipótese O nível de significância do teste de hipótese As consequências de selecionar um menor nível de significância em vez de um maior: note que, quanto menor for o nível de significância, mais proteção será dada à hipótese nula e mais difícil é que essa hipótese seja rejeitada. Qual é o valor da média de zinco que separa os 0,01% maiores? … e se fossemos pensar em termos de erro tipo II? 8.2 Teste Z para a Hipótese sobre a média populacional Estatística de teste 1/2 1/2 8.3 O teste t-student para a média populacional Quando n é pequeno, o Teorema Central do Limite (TCL) não pode mais ser utilizado para justificar o uso de um teste com uma amostra grande. Enfrentamos esta mesma dificuldade em obter um intervalo de confiança (IC) de uma amostra pequena para m no Capítulo 7. Nossa abordagem aqui será a mesma utilizada anteriormente: assumimos que a distribuição populacional é pelo menos aproximadamente normal e descreveremos procedimentos de teste cuja validade se baseia nesta suposição. 8.3 O teste t-student para a média populacional O estresse tem distribuição normal, ou aproximadamente normal? Exemplo EPA – Environmental Protection Agency Suponha que a EPA – Environmental Protection Agency – estava processando a cidade de Rochester pelo descumprimento das normas sobre monóxido de carbono. Especificamente, a EPA queria mostrar que o nível médio de monóxido de carbono no ar no centro de Rochester está perigosamente alto, superior a 4,9 partes por milhão. Teste ao nível de 5% de significância. Parâmetro populacional em questão: “nível médio de monóxido de carbono em Rochester”. O parâmetro μ está sendo comparado ao valor 4,9 partes por milhão, o valor específico de interesse. 1 Exemplo EPA – Environmental Protection Agency As estatísticas amostrais calculadas são: 3 Uma amostra de 22 leituras foi coletada. A engenheira fez um histograma e constatou que a amostra é aproximadamente normal. Nível de significância: 5%. 2 Atenção: este desvio padrão amostral é uma estimativa obtida da amostra (n=22) coletada. Decisão: 2 maneiras [você escolhe UMA] p-valor Calcula a probabilidade de encontrar o valor amostral dada H0 e compara com o nível de significância. Se for menor rejeita H0 Região crítica Verifica se a estatística de teste t0 está na Região crítica, se estiver rejeita H0 p-valor = 0,21582 3 4 Como p-valor > α = 0,05 então NÃO rejeitamos Ho e portanto não há evidências amostrais, ao nível de 5% de significância, para afirmar que a emissão de monóxido de carbono seja maior do que 4,9 ppm. 1ª maneira: p-valor 2ª maneira: região crítica Como t0 < tcrítico portanto não está na região crítica. NÃO rejeitamos Ho e não há evidências amostrais, ao nível de 5% de significância, para afirmar que a emissão de monóxido de carbono seja maior do que 4,9 ppm. Exercício Será que os técnicos estão se exercitando menos do que 60 min? Teste a hipótese ao nível de 5% de significância. Exercício Exercício para casa O diretor do EMS de Dakota assegura que o tempo de atendimento do serviço sob sua responsabilidade atende às especificações do departamento de Administração de Segurança do tráfego rodoviário nacional, e os acidentes fatais não foram por demora de atendimento Ele tem razão? Teste a hipótese ao nível de 5% de significância. Em muitas situações, onde nós nos preocupamos se alguma coisa “está” ou “não está acontecendo”, existem apenas dois resultados possíveis que interessam, e essa é a propriedade fundamental de um experimento binomial. Ou ainda: Assuma que p denota a proporção de indivíduos ou objetos em uma população que possui uma propriedade específica, se um indivíduo ou objeto com a referida propriedade é identificado como um sucesso(S), então p é a proporção populacional de sucessos. Testes relativos a p terão como base uma amostra aleatória de tamanho n a partir da população. 8.4 Testes referentes à proporção populacional Quando o parâmetro binomial p tiver de ser testado usando um procedimento de teste de hipóteses, utilizaremos a estatística de teste Pressupõe-se que essa estatística de teste tenha uma distribuição normal quando a hipótese nula é verdadeira, os pressupostos para o teste são satisfeitos Exercícios sugeridos Leia e estude o item 8.1 p. 304 exercícios 2, 4, 8, 9 item 8.2 p. 313 ex 15, 21 (letra c é opcional) item 8.3 p. 323 ex 29, 31, 37, 38 e 41. item 8.4 p. 329 ex 42, 44 (letra c é opcional), 48.