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PROTEÍNAS PLASMATICAS
Foram identificadas mais de 300 proteínas no plasma humano. Apesar disso apenas algumas são avaliadas rotineiramente.
As proteínas submetidas à avaliação laboratorial rotineira são encontradas nos seguintes locais: sangue, urina, líquor, líquido amniótico, saliva, fezes, líquidos pleurais e peritoneais. 
*Algumas proteínas encontradas nesses locais são originárias do sangue.
PROTEÍNAS PLASMÁTICAS (P.P)
· São proteínas presentes no sangue. 
· A maioria das proteínas plasmáticas são sintetizadas e metabolizadas no fígado, exceto as imunoglobulinas e os hormônios.
· *As imunoglobulinas são sintetizadas no baço, medula óssea e nódulos linfáticos pelos linfócitos tipo B (plasmócitos). 
· *Os hormônios protéicos são sintetizados em vários órgãos como hipotálamo, hipófise e entre outros.
· A MAIORIA DAS PROTEINAS PLASMÁTICAS NÃO SÃO FILTRADAS PELO GLÓMERULO RENAL EM CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS NORMAIS
Porque dosar P.P?
· Avaliar função hepática;
· Avaliar função renal;
· Casos de desidratação
· Casos de desnutrição;
· Neoplasias;
CLASSIFICAÇÃO DAS PROTEÍNAS PLASMÁTICAS QUANTO À SUA FUNÇÃO
1- PROTEÍNAS REATIVAS DE FASE AGUDA
Glicoproteína ácida α1 ( 50 - 120 mg/dl )
Anti-Tripsina α1 ( 90 - 200 mg/dl )
Ceruloplasmina ( 220 - 600 mg/dl )
Macroglobulina ( 130 - 300 mg/dl )
Haptoglobina ( 30 - 200 mg/dl )
Anti-Trombina III ( 20 - 40 mg/dl )
Fibrinogênio ( 200 - 600 mg/dl )
Plasminogênio ( 10 - 25 mg/dl )
Proteínas C Reativa (PCR) ( 6,8 - 820 ul/dl )
2- PROTEÍNAS TRANSPORTADORAS
Pré-Albumina ( 10 - 40 mg/dl )- transporta tiroxina
Proteína ligante de retinol (3,5 -9 mg/dl) – transporta vitamina A
Albumina ( 3,0 - 5,2 g/dl ) – transporta hormônios e bilirrubina
Transferrina ( 200 - 360 mg/dl ) - transporte de ferro
Hemopexina ( ~ 100 mg/dl ) – transporte do grupamento heme
3 - PROTEÍNAS DO COMPLEMENTO
O Sistema Complemento é composto por proteínas plasmáticas / séricas pertencentes às frações gama, beta e alfa globulinas por causa do seu comportamento de migração na eletroforese de proteínas do soro.
4 - IMUNOGLOBULINAS
PROTEÍNAS PLASMÁTICAS DE FASE AGUDA
Inflamação ou lesão tecidual Variações nas concentrações de algumas proteínas plasmáticas, chamadas de PROTEÍNAS DE FASE AGUDA.
· Proteínas positivas - ↑ [ ] na resposta de fase aguda
· Glicoproteína ácida α1 
· Anti-Tripsina α1 
· Ceruloplasmina 
· Haptoglobina 
· Proteínas C Reativa (PCR) 
· C3 e C4
· Proteínas negativas - ↓ [ ] na resposta de fase aguda 
· Albumina 
· Transferrina 
· As proteínas são inespecíficas no processo e comparáveis clinicamente a febre e aumento de contagem de leucócitos.
· Citocinas liberadas no local inflamatório, estimulam ou inibem a síntese destas proteínas pelo fígado.
· PP. desempenham a função em fase aguda: 
· Inibir proteases (enzimas proteolíticas que fazem destruição tecidual)
· Hidrolisar peróxidos (Haptoglobina ) liberados durante a fagocitose
· Bacteriostático natural para bactérias dependentes de ferro (ex. E. coli) – ex. haptoglobina
· Os níveis plasmáticos das proteínas de fase aguda elevam-se em tempos diferentes em relação ao início do processo inflamatório. Todas atingem seus máximos em cerca de 2-5 dias.
· A proteína C reativa é uma das primeiras a subir.
· As PP migram nas frações eletroforéticas alfa e beta, com exceção da proteína C reativa, que migra na fração gama 
Quando há um processo inflamatório em curso, seja uma infecção, uma doença auto-imune ativa, uma pancreatite aguda, um câncer avançado etc… o fígado produz em grandes quantidades uma proteína chamada de fibrinogênio. 
Este fibrinogênio age como uma espécie de cola, ligando as hemácias umas às outras, formando blocos de glóbulos vermelhos, que obviamente são mais pesados e caem mais rapidamente, aumentando assim a velocidade de hemossedimentação (VHS).
O VHS é, portanto, um indicador indireto de que o fígado está produzindo mais fibrinogênio, que por sua vez, é um indicador indireto de que há um processo inflamatório em curso.
Algumas doenças ou situações que cursam com VHS elevado:
· Qualquer infecção, seja tuberculose, pneumonia, faringites, AIDS  ou uma simples infecção dentária.
· Doenças auto-imunes, como lúpus ou artrite reumatoide.
· Pancreatite aguda.
· Crise de gota.
· Alguns tipos de câncer, como linfoma ou mieloma múltiplo.
· Anemia.
· Vasculites.
· Gravidez.
· Obesidade.
· Idade avançada.
PROTEÍNA PLASMÁTICAS E SUS FRAÇÕES:
PROTEÍNA QUE SE LIGA AO RETINOL (RBP- RETINOL BINDING PROTEIN) e TRANSTIRRETINA (PRÉ-ALBUMINA)
· Sintetizadas pelo fígado
· Pré- abumina meia vida 12 horas. RBP meia vida 48 horas.
· Na eletroforese migram anteriormente a albumina.
· A função da pré-albumina é o transporte de tiroxina (T4) e triiodotironina (T3)
· A RBP complexada a pré-albumina tem a função de transporte da vitamina A
· A pré-albumina é uma molécula pequena. A RBP se complexa a pré-albumina – Evita filtração renal. Alta excreção de RBP na urina é um marcador precoce de disfunção tubular;
· Fornecem avaliação recente do estado nutricional e da disfunção hepática.
· ALBUMINA
· Sintetizada exclusivamente pelo fígado, representa 25% da síntese protéica hepatica.
· Proteína globular, baixo PM, mais abundante no plasma humano (40-60%). 
· Possui meia-vida de aproximadamente 20 dias.
· Todos os tecidos são capazes de catabolizar a albumina
· É proteína de fase aguda negativa: sua síntese é reduzida por citocinas inflamatórias.
· Principal função: Manutenção da pressão coloidosmótica.
· Transporte e armazenamento de ligantes 
- Capacidade de se ligar a diferentes ligantes. Possui grande quantidade de sítios de ligação. 
· Tranporte de compostos apolares: Bilirrubina, ácidos graxos de cadeia longa, hormônios
· Reservatório (forma inativa): T3, T4, cortisol e aldosterona, cálcio plasmático, medicamentos (como salicilatos, penicilina, fenilbutazona).
· Valor diagnóstico. 
Importante no manejo e acompanhemento de muitas doenças.
· Hiperalbuminemia
Desidratação e hemoconcentração
· HIPOALBUMINEMIA SÍNTESE REDUZIDA
· PRIMÁRIA
	- Analbuminemia - ausência congênita de albumina (rara), ( <0.05g/dL)
· SECUNDÁRIA: 
	- Desnutrição
	- Inflamação 
		- Resposta de fase aguda negativa
		- Hepatopatias graves (perda de mais de 95% da função hepatica)
· HIPOALBUMINEMIA PERDA AUMENTADA 
· Inflamação.
· Perda urinária: lesão glomerular ou túbulo renal. 
· Glomerulonefrite e sindrome nefrótica.
· Nefropatia diabética (microalbuminuria 20-300mg/dL).
· Perda gastrointestinal.
Edema e ascite secundaria ao ↑permeabilidade vascular
· A albumina tem carga elétrica negativa. A membrana basal do glomérulo renal, também está carregada negativamente, o que impede a filtração glomerular da albumina para a urina. A pequena parcela da albumina que é filtrada é reabsorvida. Na síndrome nefrótica, esta propriedade é menor, e perde-se grande quantidade de albumina pela urina 
· Melhor marcador de função glomerular;
· Parâmetro para avaliar grau de cirrose;
· Avalia grau de desnutrição pois é a primeira PP a se desnaturar
 AINES, ANTICOAGULANTES, HORMÔNIOS - Alteram a carga da albumina
· GLICOPROTEÍNA ÁCIDA α1 OU OROSOMUCOIDE (AGA )
· Seu real papel fisiológico ainda não foi descoberto
 Importância clínica:
· Marcador inflamatório de escolha na colite ulcerativa
Tratamento com glicocorticóides eleva seus níveis e estrogênio reduz seus níveis
α1 – ANTITRIPSINA (AAT)
· Sintetizada pelo fígado
· Inibidora de protease e elastase 
· PMN e Macrófagos, produzem elastase que é liberada no local da inflamação. A anti- tripsina tem função de inibir a elastase. Quebra a elastina da árvore traqueobrônquica e do endotélio vascular. 
· A deficiência de α 1 antitripsina faz com que a elastase ataque o tecido elástico pulmonar.
· Elastase não inibida = enfisema pulmonar
IMPORTÂNCIA CLÍNICA: NÍVEIS REDUZIDOS 
· Níveis reduzidos associados ao desenvolvimento de enfisema pulmonar.
· Doenças hepáticas – relacionadas com deficiência da alfa1-antitripsina
 IMPORTÂNCIA CLÍNICA: NÍVEIS AUMENTADOS 
· Níveis aumentadosna fase de resposta aguda.
	Aumento de 4X. Início 24horas, Pico 3 a 4 dias. 
· Terapia com estrógenos
· Gravidez
· Neoplasia
· Hepatopatias ativas (alcoolismo, hepatite aguda)
α1 – FETOPROTEÍNA
· α2 – MACROGLOBULINA (AMG)
· Produzida no fígado e sistema retículo endotelial
 (monócitos; macrófagos, etc).
· Função: inibição de proteases. 
· É a mais importante inibidora das vias do complemento, da coagulação e da reação fibrinolítica (enzima plasmina).
· Também modula as reações imunológicas e inflamatórias ao se ligar a citocinas reduzindo a produção hepática mediada por estas na resposta de fase aguda.
· Inibe a liberação de H2O2 (associado ao estresse oxidativo) por leucócitos polimorfonucleares
· A macroglobulina é uma das poucas proteínas que são afetadas pelo sexo e idade. 
· Seus níveis são muito mais elevados em mulheres adultas do que no homem adulto. 
· As crianças possuem valores de 2 a 3 vezes mais elevados do que em adultos.
Importância clínica: 
Diminuição: pancreatite, carcinoma prostático, insuficiência hepática. 
Aumento: Síndrome nefrótica, terapia com estrogênio.
 
CERULOSPLAMINA (Cp)
· Sintetizada pelo fígado.
· Os níveis de ceruloplasmina e cobre são baixos ao nascimento (7 mg/dL), mas aos 6 meses atinge valores do adulto.
· Responsável pelo transporte de 80 a 95% do cobre plasmático. Ajuda a transportar o cobre do fígado para os tecidos periféricos.
· A função fisiológica primária da Cp no plasma envolve a reação redox, atuando como uma ferroxidase, sendo importante na regulação do estado iônico do ferro, em particular, oxidando Fe++ em Fe+++. Este passo permite a incorporação do ferro a transferrina (proteína transportadora do ferro). 
· Sob condições fisiológicas, é também importante no controle da oxidação dos lipídios de membrana, prevenindo a peroxidação lipídica.
· Diminuição: Insuficiência de cobre dietário (má-absorção), inabilidade de liberar cobre do epitélio gastrointestinal para circulação (doença de Menke), incapacidade de incorporar o cobre a Ceruloplasmina (doença de Wilson), Síndrome nefrótica, gastroenteropatias, doenças hepáticas e desnutrição. 
· Aumento: Carcinomas, leucemias, traumas, obstrução biliar, gravidez, intoxicação por cobre e terapia com estrogênios.
HAPTOGLOBINA (Hp)
· Sintetizada pelo fígado.
· Função: É ligar-se à hemoglobina livre, liberada pela destruição intravascular das hemáceas, conservando o ferro corpóreo e prevenindo a possível nefrotoxidade causada pela hemoglobina durante a filtração glomerular.
 Forma complexos estáveis com Hb, o que impede a perda de Hb pelos glomérulos. 
· Possui uma meia-vida de 5 dias, quando livre , e ~ 30 minutos o complexo formado ( Hp-Hb ). 
· Ao fixar-se com a Hp, a hemoglobina é fagocitada com maior facilidade (principalmente pelas células de Kupffer do hepátocito), onde a proteína é degradada e o íon Fe e os aminoácidos são reutilizados. 
· O complexo Hb-Hp e a própria Hp livre inibem a síntese de óxido nítrico e prostaglandinas, controla a função de linfócitos e neutrófilos.
· O complexo atua como uma peroxidase potente, capaz de hidrolisar peróxidos liberados durante a fagocitose e morte por leucócitos polimorfonucleares em sítios de inflamação prevenindo a peroxidação lipídica.
· A Hp é um agente bacteriostático natural, atuando junto com a transferrina em infecções bacterianas que requer Ferro para seu crescimento. 
Diminuição:
Nas situações de aumento da hemoglobina livre pela hemólise aumentada de eritrócitos (hemoglobinopatias; reações transfusionais; anemia megaloblástica; eritropoiese ineficaz associada a destruição medular de células vermelhas), coagulação intravascular disseminada, reabsorção de grandes hematomas.
Hepatopatias graves, 
Queimaduras extensas, 
Síndrome nefrótica (fenótipo HAP1-1), 
Terapia com estrogênios,
Gravidez. 
Aumento: 
Processos inflamatórios agudos, 
Necrose ou malignidade, 
Síndrome nefrótica (dependendo do fenótipo Hp2-1 ou Hp2-2), podem aumentar de forma a compensar a perda de outras proteínas, 
Uso de corticóides (cortisol, dexametasona).
· FRAÇÃO β
 
· Hemopexina:
· Ligação com grupo heme livre e transporte até o fígado.
· **Transferrina 
· Transporta Fe para ser incorporado nos citocromos, Hb, mioglobina e tecidos de reserva como fígado e SRE.
· Útil na avaliação do tratamento de anemias ferroprivas (deficiência de Fe2+ produz elevação)
· C4 complemento:
· Complemento – via clássica (resposta humoral- reagem com o complexo Ag-Ac);
· Principal função é destruir ou remover agentes infecciosos;
· sua deficiência resulta em redução da resposta a infecções.
· Em doenças auto-imunes geralmente está reduzido: Lúpus, , hepatite auto-imune, artrite reumatoide, etc.
· Fibrinogênio:
· Coagulação;
· Inflamação;
· β2 – microglobulina:
· Urina – é filtrada e reabsorvida (1% excretada), se está presente na urina indica problema tubular e não glomerular, pois é 0 túbulo que realiza a reabsorção.
· Altas concentrações plasmáticas ocorrem na IRC, inflamação, neoplasias principalmente de linfócitos B.
· FRAÇÃO γ
 
PROTEÍNA C REATIVA (PCR)
Função: 
Promoção da fagocitose e destruição de microorganismos, complexos imunes e outras estruturas antigênicas por opsonização e tivação do complemento 
Ativação de monócitos para a produção de fator tecidual 
· Nome se dá, pela capacidade que esta proteína tem em se ligar ao polissacarídeo C do pneumococo. 
· Atua na defesa não específica do hospedeiro contra bactérias, parasitas e complexos imunes e a ativação da via clássica do complemento.
· Os níveis sorológicos da PCR geralmente atingem o pico em 2 ou 3 dias após o estímulo agudo. Uma vez alcançado o controle do estímulo da inflamação, seus níveis decrescem pela metade em 24 horas.
· Na prática a PCR tornou-se o mais importante parâmetro para a medição da resposta de fase aguda e, por essa razão, tornou-se um marcador da inflamação.
· Considerado o mais sensível e precoce indicador de processos inflamatórios resultantes de infecções, carcinomas, necrose tecidual e cirurgias. 
· Na febre reumática, a PCR é um bom parâmetro de reagudização, pois persiste em concentrações elevadas (>4 mg/dL) quando a doença está ativa, embora decaindo a níveis normais durante a remissão. 
· Genericamente, lesões mais extensivas causam longos períodos de elevação dos níveis de PCR e os picos atingem maiores concentrações.
· PCR foi proposta como indicador de risco para doença coronariana e acidentes vasculares cerebrais
Proteína C reativa (PCR) de alta sensibilidade 
· Utilizada como um indicador de inflamação em placa ateromatosa, que, por sua vez, se associa a maior probabilidade de ruptura e subseqüente evento oclusivo agudo. 
· Classicamente, a PCR é usada como marcador de processo infeccioso ou inflamatório e tem, como valor de referência para essa finalidade, concentração de até 0,50 mg/dL. 
· Para a determinação de risco cardiovascular, a referência é de até 0,11 mg/dL.
INTERPRETAÇÃO DO TRAÇADO ELETROFORÉTICO
GAMOPATIA POLICLONAL
· Aparece em várias condições que aumentam a produção de anticorpos (banda larga);
· Em casos de infecções ou processos alérgicos também podemos ter elevação dos anticorpos, estes porém, não são todos um único clone, pois são produzidos por diferentes plasmócitos.
· Representa resposta imunológica simultânea de diversos clones plasmocitários a determinado estímulo antigênico, seja inflamatório, imune ou infeccioso, tais como tuberculose, esquistossomose, calazar, sarcoidose, linfogranuloma venéreo, sífilis, artrite reumatóide, lúpus eritomatoso sistêmico e politransfusão de componentes sanguíneos, entre outros. 
· Este padrão aparece como aumento difuso da fração gama, representado pela presença de uma curva de base larga, demonstrando a produção de todas as classes de imunoglobulinas
PROVA: 
A resposta de fase aguda é um mecanismo fisiopatológico de defesa associado a estados inflamatórios que, apesar do nome já consagrado, ocorre tanto na inflamaçãoaguda quanto n a crônica. Caracteriza-se pelo aumento ou diminuição da concentração sérica de determinadas proteínas em decorrência de algum estímulo que ocasione injúria tecidual. Atualmente, opta-se por utilizar o termo biomarcador inflamatório ao se referir às proteínas envolvidas nessa resposta. OBSERVE ográfico abaixo:
a) De acordo com a análise do gráfico,IDENTIFIQUE as proteínas Ae B e EXPLIQUE por que ocorrem comportamentos diferentes dessas duas proteínas frente a um estímulo inflamatório.
B) DESCREVA as funções básicas das proteínas de fase aguda.
A Eletroforese de Proteínas Séricas (EPS) é um método simples, que permite separar proteínas do plasma humano em frações. Sua interpretação traz informações úteis ao médico. Assim, ela é importante para a investigação e diagnóstico de diversas doenças, juntamente com outros exames laboratoriais e sintomatologia clínica do paciente. A eletroforese de proteínas plasmáticas a seguir pertence a um paciente do sexo masculino, 55 anos de idade que apresenta quadros de dores nas costas, hipertensão arterial e está edemaciado. Exames laboratoriais no soro do paciente evidenciam redução da depuração de creatinina, ureia e ácido úrico elevados e colesterol também elevado. No exame de urina é observado proteinúria. Sobre esse caso AVALIE a seguinte asserção-razão e MARQUE a alternativa correta:
I. Os exames laboratoriais eoperfil eletroforético das proteínas plasmáticas do paciente apontam para uma disfunção renal caracterizada como síndrome nefrótica. —
PORQUE
II. A eletroforese de proteínas plasmáticas evidencia aperda de proteínas, principalmente da fração de albumina (responsável pela presença de proteinúria na urina) e a fração gama-globulinas (associadas ao desenvolvimento do quadro de edema apresentado peol paciente).
a) As asserções I e lI são proposições falsas.
b) As asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção II é uma proposição falsa. 
c) A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira. 
d) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
e) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A concentração das proteínas plasmáticas é determinada por três fatores principais: velocidade de síntese, velocidade do catabolismo e volume de líquido plasmático, no qual as proteínas estão distribuídas. Alterações nas concentrações das proteínas plasmáticas podem levar a distúrbios importantes, como hipoproteinemia ou hiperproteinemia que podem estar associadas ao desenvolvimento de inúmeras doenças. AVALIE as seguintes assertivas: (0,3)
I) Uma das técnicas para a determinação de proteínas plasmáticas totais na amostra do paciente é realizada pela determinação do número de ligações peptídicas existentes (interação com íons cobra) através do reagente Verde de Bromocresol.
II) Diminuição plasmática e perdas urinárias de albumina indicam alteração da filtração glomerular e/ou problemas de reabsorção.
III) O garroteamento excessivo da área puncionada para a coleta de sangue pode estar relacionada com resultados falsamente negativos para proteínas plasmáticas.
IV. Enfermidades hepáticas crônicas aumentam a síntese proteica pelos hepatócitos e podem levar a um quadro de hipeproteinemia
V. A a1-glicoproteína ácida pode ser utilizada como mu marcador para processos inflamatórios neoplásicos inclusive de recorrência.
E considerado CORRETO apenas o que se afirmam em:
a) Somente as assertivas lI e Il l estão corretas.
b) Somente as assertivas IV e V estão corretas.
c) Somente as assertivas I e V estão corretas.
d) Somente as assertivas I, I e VI estão corretas. 
e) Somente as assertivas I, VI e V estão corretas.
A eletroforese é um exame que quantifica e identifica substâncias de acordo com a migração dos compostos carregados, onde são submetidos a um campo elétrico, sofrem influência de carga, peso molecular e intensidade do campo elétrico aplicado. E um método muito utilizado para análise das frações proteicas de diversos materiais biológicos (TIETZ, 2008; BARCELOS, AQUINO 2018). A figura a seguir descreve o perfil eletroforético de proteínas de uma paciente saudável e dois perfis diferentes de eletroforese identificados como A e B.
De acordo com a interpretação dos perfis eletroforéticos das figuras Ae B, EXPLIQUE O significado clínico de cada caso baseando-se no aumento ou redução das frações protéicas.
A avaliação dos níveis séricos de proteínas plasmáticas é de grande auxilio no acompanhamento do estado nutricional e da presença de doenças sistêmicas agudas ou crônicas. Dentro das proteínas plasmáticas lemos as proteínas de fase aguda que podem elevar-se ou serem reduzidas em tempos diferentes em relação ao início do processo inflamatório. A resposta de fase aguda é a resposta inespecífica das proteínas séricas que ocorre como resultado de infecção, traumatismo, inflamação aguda e neoplasia.
I) A a1- Antitripsina reduzida está associada a destruição do tecido pulmonar por elastases.
II) A a1-Glicoproteína ácida poderá ser utilizada como marcador inflamatório nos quadros de colite ulcerativa.
III) Proteína C reativa e a albumina estão elevadas na resposta de fase aguda.
VI- A Ceruloplasmina é a responsável pelo transporte do cobre plasmático, sua deficiência está associada ao aparecimento de anéis de Kayser Fleischer em tomo do bordo externo da córnea.
V) As frações do complemento C3 e C4 juntamente com transferrina estão reduzidas na resposta de fase aguda.
 a) Somente a afirmativa I e V são verdadeiras.
b) Somente a afirmativa Il e Il são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas II e V são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, lI e VI são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas II,III e V são verdadeiras.
A eletroforese de proteínas plasmáticas é um método laboratorial simples para separar as proteínas presentes no plasma humano em frações, de acordo com suas respectivas cargas elétricas. Trata-se do leste de triagem mais utilizado para investigação de anormalidades proteicas presentes no sangue. É importante que o médico esteja apto a interpretá-la, uma vez que informações úteis podem ser inferidas com base no seu resultado, trazendo valiosos subsídios para a investigação diagnóstica. Observe os padrões eletroforéticos das figuras A e B e AVALIE as seguintes assertivas
I) Nas figuras A e B é possível notar uma redução da primeira fração proteica identificada, isso ocorre por se tratar de uma proteína de fase aguda negativa. 
II) A figura A representa um pico policlonal da fração gama, está associada a resposta imunológica simultânea de diversos clones plasmocitários a determinado estimulo antigênico, seja inflamatório, imune ou infeccioso. 
III) A figura B representa um pico policlonal da fração gama, está associada a resposta imunológica simultânea de diversos clones plasmocitários a determinado estímulo antigênico, seja inflamatório, imune ou infeccioso.
IV) A figura B representa um pico associado às gamopatias monoclonais que constituem um grupo de desordens caracterizadas pela secreção de imunoglobulina monocional ou fragmento desta, a principal entidade entre as gamopatias monocionais é o mieloma múltiplo.
V) A figura A representa um pico associado as gamopatias monoclonais que constituem um
grupo de desordens caracterizadas pela secreção de imunoglobuina monoclonal ou fragmento desta, o principal exemplo é o mieloma múltiplo.
É considerado CORRETO apenas o que se afirmam em:
a) Somente as assertivas II, VI e V estão corretas.
b) Somente as assertivas I, Il e IIl estão corretas.
c) Somente as assertivas I, IIl e V estão corretas.
d) Somente as assertivas III, VI e V estão corretas.
e) Somente as assertivas I, VI e V estão corretas.
A técnica tradicional de eletroforese de proteínas em membrana de acetato e celulose (pH=8,6), consiste na separação das diferentes proteínas existentes no plasma através de uma diferença de carga elétrica existente entre as mesmas. Neste pH a maioriadas proteínas apresentam carga elétrica negativa em diferentes proporções e migram em direção ao ânodo (carga positiva) ocorrendo, desta forma, a separação das frações proteicas. OBSERVE a imagem a seguir de uma eletroforese de proteínas plasmáticas e RESPONDA as questões a seguir:
A) Através da interpretação dessa eletroforese CITE qual é o número que identifica abanda da albumina e JUSTIFIQUE como você chegou a esta conclusão
B) CITE os números das bandas onde estão localizadas as proteínas plasmáticas responsáveis pelo metabolismo do fero e EXPLIQUE a função de cada uma destas proteinas.
Uma paciente do sexo feminino, 47 anos, estava apresentando, há 60 dias, edema periorbital, seguido de edema de membros inferiores. Ela relatou que sua urina tinha
aspecto espumoso. Há 30 dias, percebeu aumento de volume do abdome e sensação de corpo inchado. Os exames laboratoriais realizados e seus respectivos resultados foram os
seguintes: na urina a presença de proteinúria e hematúria, no sangue foi verificado aumento de creatina, ácido úrico e uréia, diminuição de proteínas totais plasmáticas e de
albumina e aumento de colesterol total. O clínico também solicitou eletroforese de proteínas, sendo o resultado demonstrado a seguir:
A) Através da avaliação do quadro clínico do paciente, dos resultados dos exames de urina e sangue e associado ao perfil eletroforético de proteínas, JUSTIFIQUE o possível diagnóstico dessa paciente que o clínico chegará.
B) EXPLIQUE por que ocorreu aumento da fração a2 das globulinas.
As Sociedades Brasileiras de Cardiologia, Patologia Clínica/Medicina Laboratorial e Análises Clínicas flexibilizaram o tempo de jejum para a realização do perfil lipídico (colesterol, HDL-c, LDL-c e triglicérides). As 12 horas de jejum já não são mais obrigatórias. Os laboratórios poderão realizar a coleta do perfil lipídico independente do tempo de jejum. Desta forma, EXPLIQUE as principais interferências ocasionadas no perfil lipídico associada a falta de jejum de 12 horas.
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