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Terapia do Esquema: Personalidade

Apresentação sobre Introdução à Terapia do Esquema que define personalidade e temperamento, aborda influência genética e ambiental (estudos com gêmeos, percentuais de herdabilidade), descreve vínculos afetivos, formação de esquemas e exemplos de problemas de vinculação.

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Introdução à Terapia do 
Esquema: 
Personalidade
Mestrando Leonardo Naves Maia
CRP 15/2994
Personalidade
Conjunto de características ou qualidades especificas 
de uma pessoa que são relativamente estáveis ao longo 
do tempo e que determinam os pensamentos, 
sentimentos e ações em diferentes contextos. 
(Pervin & Jonh, 2004)
Introdução à Terapia do Esquema
Introdução à Terapia do Esquema
Genética e Personalidade
• Gêmeos monozigóticos são muito mais semelhantes do que os
dizigóticos;
• Em gêmeos monozigóticos a influencia genética é responsável
por 40% dos traços de personalidade;
• Gêmeos criados separados são tão semelhantes ou mais do que
gêmeos criados juntos
• Irmãos adotados (não biológicos) e criados na mesma família
não são mais semelhantes em personalidade do que dois
desconhecidos escolhidos aleatoriamente na rua;
• As personalidades de crianças adotadas não se relacionam com
as dos pais adotivos.
Gazzaniga & Heatherton, 2005 
Introdução à Terapia do Esquema
Temperamento
O Temperamento é visto como a base que determinará as 
tendências de funcionamento do indivíduo e, assim, tem vital 
efeito sobre o resultado final na identidade pessoal.
Temperamento fácil
Mais fácil de lidar
Adapta-se a ritmos de sono e 
alimentação
Temperamento dificil
Reage de maneira 
negativa
a estímulos 
desconhecidos e 
apresenta dificuldade 
diante de frustrações
Introdução à Terapia do Esquema
Dimensões do Temperamento
• O temperamento emocional interage com eventos dolorosos da
infância na formação de esquemas. Diferentes temperamentos
expõem, de forma seletiva, as crianças a diferentes circunstancias
de vida. Por exemplo, uma criança agressiva pode ter mais
probabilidade de evocar abuso físico de pai ou mãe violento do
que uma criança passiva, aplacada.
(Young, Klosko & Weishaar, 2003)
Lábil
Distímico
Ansioso
Obsessivo
Passivo
Tímido
Não-reativo
Otimista
Calmo
Distraído
Agressivo
Sociável
Introdução à Terapia do Esquema
Ambiente e Personalidade
• O comportamento dos pais influencia as características de recém-nascidos
a ponto de modificar seus padrões iniciais de comportamento;
• Embora bebes difíceis (choros, resistência ao acalanto etc.) sejam mais
propensos a futuros distúrbios de comportamentos, as correlações são
fracas, segundo estudos;
• Padrões parentais saudáveis, valores e influencias culturais e experiências
das crianças com os pares podem inibir ou favorecer problemas de
comportamento no futuro;
• As características de uma criança (difícil X calma) podem evocar diferentes
respostas nos seus cuidadores;
• Padrão materno consistente de comportamento caloroso e paciente provê
mudanças positivas na resposta emocional da criança, a qual, por sua vez,
pode reforçar o comportamento materno;
• Respostas ambivalentes da mãe podem exacerbar comportamentos difíceis
na criança e vice-versa;
Feshbach & Weiner (1991) 
Hereditariedade x Ambiente
Introdução à Terapia do Esquema
PERSONALIDADE
HEREDITARIEDADE
40%
AMBIENTE
40%
NÃO COMPARTILHADO
35%
COMPARTILHADO
5%
FATOR DE ERRO 
20%
Vínculos Afetivos e Esquemas
• Interações com os primeiros cuidadores geram
expectativas na criança sobre a
disponibilidade de seus cuidadores.
• Expectativas de que os cuidadores serão
amáveis e responsivos levam à criação de um
modelo interno de ser amada e valorizada e
um modelo do outro como caloroso e amoroso.
• Expectativas de que os cuidadores serão
rejeitadores, não confiáveis ou indisponíveis
geram um modelo interno de ser não amada e
rejeitada e um modelo do outro como não
afetuoso e rejeitador
Introdução à Terapia do Esquema
Introdução à Terapia do Esquema
Vínculos Afetivos e Esquemas
A construção de um modelo internalizado de relação com 
os outros:
• E ́ normal e adaptativa (aquisição de informações importantes 
sobre si e sobre os outros; desenvolvimento de capacidades de 
regulação de emoções e comportamentos para manter a 
proximidade com os outros) 
• É mutável, a partir de experiências posteriores;
• Pode modelar a percepção de novos eventos e 
relacionamentos, persistindo na vida adulta, mesmo diante de 
experiências corretivas.
Critchfield, Levy & Kenberg, 2008.
Introdução à Terapia do Esquema
Problemas na vinculação decorrentes de ausência 
de oportunidade para o estabelecimento de vínculos 
previamente estabelecidos constituem a origem de 
perturbações emocionais, as quais podem perdurar 
por toda a vida. Estudos empíricos tem relacionado 
uma elevada incidência de vínculos afetivos 
desfeitos a transtornos de personalidade, 
comportamento suicida e depressão. 
Bowlby, 1984, 2001 
Problemas de Vinculação
1. Não atendimento às necessidades de
cuidado da criança;
2. Depreciação ou rejeição marcantes;
3. Tentativas de controle através de ameaças
de amar ou de abandonar a criança;
4. Descontinuidade da parentalidade (ex.,
períodos em hospital, instituição etc.);
5. Ameaça de abandono do lar por um dos
cônjuges;
6. Ameaças de agressão física;
7. Ameaças de tentativa de suicídio.
(Bowlby, 2001) 
Introdução à Terapia do Esquema
Introdução à Terapia do Esquema
Referências
• Falcone, E.M.O. (2014). Terapia do Esquema. Em W.V.Melo(Org.). Estratégias psicoterápicas e a terceira onda 
em terapia cognitiva. Porto Alegre: Sinopsys.
• Falcone, E.M.O., Krièger, S., Plácido, M.G. (2016). Aplicação da TCC de Esquemas com idosos. In E.R.Freitas, 
A.J.G.Barbosa, & C.B.Neufeld (Orgs.). Terapia cognitivo-comportamental com idosos. Porto Alegre: Sinopsys. 
(No prelo).
• Lobbestael, J.; Arntz, A. & Sieswerda, S. (2005). Schema modes and childhood abuse in borderline and
antisocial personality disorders. Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry, 36, 240-253. 
Disponível em: www.elsevier.com/locate/jbtep 
• Lockwood, G. & Perris, P. (2012). A new look at core emotional need. In M.V.Vreeswijk; J.Broersen & M. Nadort
(Org.). The Wiley-Blackwell handbook of Schema Therapy. Theory, research, and practice. Oxford: Wiley-
Blackwell
• Lopes, R.F.F. (2016). Terapia do esquema para crianças. In C.B.Neufeld, E.M.O.Falcone, & B. Rangé
(Orgs.).Procognitiva. Programa de atualização em terapia cognitivo-comportamental. SECAD. V.4, ciclo.2. 
Porto Alegre: Artmed Panamericana 
• Safran, J.D. (2002). Ampliando os limites da terapia cognitiva. Porto Alegre: Artmed. 
• Wainer, R. (2015). Terapia do Esquema . In C.B.Neufeld, E.M.O.Falcone, & B. Rangé (Orgs.).Procognitiva. 
Programa de atualização em terapia cognitivo-comportamental. SECAD. V.3, ciclo 2. Porto Alegre: Artmed 
Panamericana.
• Young, J.E. (2003). Terapia cognitiva para transtornos da personalidade: Uma abordagem focada no esquema. 
Porto Alegre: Artmed. 
• Young, J.; Klosko, J.S. & Weishaar, M.E. (2008). Terapia do Esquema: Guia de técnicas cognitivo-
comportamentais inovadoras. Porto Alegre: Artmed.

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