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QUESTÕES- PRODUÇÃO E OBTENÇÃO DE DROGAS VEGETAIS- COLETA, SECAGEM,
ESTABILIZAÇÃO E ARMAZENAMENTO DE DROGAS VEGETAIS
1- Como o(s) órgão(s) ou a parte da planta é selecionada para droga-vegetal?
Deve coletar as partes das plantas adultas e com aspecto saudável e durante seu pleno
desenvolvimento vegetativo, pode ser a planta inteira durante a floração, sementes antes de
cair , folhas antes do florescimento, flores no início da floração, frutos durante o
amadurecimento, raízes e tubérculos, casca e entrecasca.
2- Quais os parâmetros devem ser cuidados durante a coleta/colheita?
Antes de fazer a coleta da matéria vegetal de interesse, é necessário que se tenha alguns
parâmetros imprescindíveis, bem como uma boa consulta bibliográfica na literatura científica
e popular sobre o material que se deseja utilizar, para assim saber suas propriedades
físico-químicas e farmacológicas, é necessário uma identificação botânica correta, época do
ano adequada, determinar critérios de qualidade das técnicas de plantio e manejo da
espécie vegetal horário mais indicado para a coleta, clima seco e não coletar após a chuva.
3- Descreva as principais operações de pós coleta/colheita.
Realização da identificação correta botânica: pode ser feita por uma análise macroscópica e
microscópica sendo de suma importância para saber qual é o princípio ativo desejado.
Limpeza: retirada de corpos estranhos ou contaminantes que estejam no material vegetal
nesse caso deve lavar o material com água ou etanol ( imersão ou aspersão) com cuidado
para não alterar alguma substância química de interesse terapêutico, também pode se
necessário fazer por desinfecção ou esterilização o material poderá ser exposto a vapores
de etanol ( acima de 60% ) ou água sob pressão.
Seleção: retirar partes ou algum componente que não seja de interesse, ou seja partes da
planta que não tenham a substância química que se deseja.
Estabilização: É recomendado para todo o material que possa sofrer decomposição vegetal,
animal e microrganismos após ser coletado. A estabilização busca inativar as possíveis
enzimas ou reduzir ao máximo a unidade, pois a água favorece a proliferação microbiana e
as reações enzimáticas.
Trituração: Tem a função de reduzir o material vegetal em fragmentos menores ou até
mesmo em pó. Para assim, deixar o material pronto para as próximas etapas de tratamento
como secagem, extração ou mistura. Assim neste procedimento utiliza-se moinhos.
Seleção granulométrica: Nesse processo a granulometria da matéria-prima de origem
vegetal é muito importante para o desenvolvimento de um medicamento fitoterápico
Prensagem: Nesse processo, ocorre a aplicação da pressão hidráulica à frio, em
temperatura ambiente ou mais elevada, para extrair a substância líquida ou oleosa da
matéria-prima vegetal de interesse.
Extração: Nesse processo, consiste na dissolução do material vegetal em solvente orgânico
ou em uma mistura de solventes como etanol, acetona para a retirada de alguns
constituintes químicos de interesse terapêutico.
Purificação: Esse processo é realizado sempre e quando as soluções extrativas, obtidas
por meio dos processos já mencionados, apresentam assim alguns elementos ou artefatos
indesejáveis. Assim essa purificação pode ser obtida por meio da sedimentação,
decantação, centrifugação ou filtração.
Concentração: Nesse processo, muita das vezes a concentração de uma solução extrativa
não é suficiente para se obter um efeito terapêutico que se deseja. Assim é necessário
remover parcialmente ou totalmente o solvente extrator , para assim conseguir uma
concentração adequada dos seus constituintes químicos ou apenas remover o solvente
tóxico.
Secagem: Após a colheita do material vegetal se tem o processo de degradação enzimática
que causa degradação em alguns constituintes químicos de interesse terapêutico. Esse
processo consiste na eliminação da fase líquida até valores mínimos. A secagem do
material pode ser de forma natural ou artificial.
Acondicionamento e embalagem: Etapa final que consiste em adicionar o material vegetal
pronto para uso em recipientes e embalagens com o objetivo de manter as suas
características e propriedades terapêuticas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
OLIVEIRA, L. F. et al. Farmacognosia Pura. SAGAH, Porto Alegre, 2018.
FMACOGNOSIA PURA - Letícia Freire De Oliveira
FARMACOGNOSIA PURA - Letícia Freire De Oliveira

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