Prévia do material em texto
1 GERENCIAMENTO DE CONTRATOS 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre- sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere- cendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici- pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra- vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 3 Sumário GERENCIAMENTO DE CONTRATOS ........................................................................ 1 NOSSA HISTÓRIA ......................................................................................................... 2 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 4 CONTRATOS .................................................................................................................. 5 GESTÃO DE CONTRATOS ........................................................................................... 7 A IMPORTÂNCIA DE UMA BOA GESTÃO DE CONTRATOS .............................. 10 MODALIDADES DE CONTRATOS EM GERÊNCIA DE PROJETOS ..................... 12 Contrato de Trabalho ............................................................................................ 13 Contrato de Terceirização ............................................................................... 14 Contrato por Empreitada ................................................................................. 14 Contrato de obra por administração ou preço de custo ............................. 19 Contrato com Preço Máximo Garantido (PMG) ............................................. 19 Contrato de Prestação de Serviços .................................................................. 20 FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS ...................................................................... 22 SUGESTÕES DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS ..................................................... 24 REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 26 file:///C:/Users/Marlene/Downloads/GERENCIAMENTO%20DE%20CONTRATOS.docx%23_Toc56463850 4 INTRODUÇÃO Segundo Gómez et al. (2006), a indústria de projeto e da construção civil, espe- cialmente a que se dedica a obras de infra-estrutura, é muito fragmentada. Grandes obras de engenharia eram tradicionalmente empreendidas pelos gover- nos e grandes empresas estatais, que empregavam os seus próprios projetistas e preparavam um conjunto completo de documentos de construção: plantas, es- pecificações técnicas, fluxogramas, cronogramas, listas de materiais, e listas de fornecedores. Os construtores eram contratados pelo menor preço, prática esta estendida às suas subcontratações, ao aluguel de equipamentos e mão-de-obra terceirizada. Segundo Drucker (1968), qualquer trabalhador com conhecimentos é um ge- rente se, em virtude de sua posição e de seu conhecimento, for responsável por uma contribuição que afeta, materialmente, a capacidade da organização de tra- balhar e de obter resultados. Ao desenvolver um projeto, um gerente de empreiteira vai encontrar muitos pro- blemas não considerados no projeto básico, devido a situações não previstas, especificações duvidosas, superposição de normalização e práticas de enge- nharia conflitantes (GÓMEZ et al., 2006). Há diversas modalidades de contrato para a construção civil, como preço fechado, administração e pagamento por homem-hora. Mesmo que o contrato principal da obra tenha sido feito, por admi- nistração ou por preço fechado (turnkey) costuma-se subempreitar tarefas para empresas menores ou mesmo para profissionais autônomos. No período de desenvolvimento de um projeto, a contratante deve garantir que a contratada não se desvie dos requisitos do projeto básico, e que não nivele por baixo os padrões de qualidade especificados. 5 Vargas (2002) assinala que para atender as demandas de maneira eficaz, em um ambiente caracterizado pela velocidade das mudanças, torna-se indispensá- vel um modelo de gerenciamento baseado no foco em prioridades e objetivos, isto é, um processo estruturado e lógico para se lidar com eventos complexos e plenos de novidades e de dinâmicas ambientais. Diante da pressão desse con- texto de mudanças, é preciso que as empresas consigam resultados com menos recursos, menos tempo de cumprimento das atividades e cada vez maior quali- dade. A experiência do autor gerenciando e/ou fazendo parte de equipes gerenciais em diversos projetos de obras civis mostra que erros graves estão sendo siste- maticamente cometidos no desenvolvimento dos empreendimentos. Contrata- ções mal feitas, com prazos e custos inexequíveis, planejamentos mal elabora- dos e/ou elaborados tardiamente, riscos de eventos que prejudicam seriamente o sucesso do projeto sem o devido tratamento e mão de obra não capacitada são os principais erros verificados. CONTRATOS O documento hábil que promove o acerto entre as partes interessadas para a execução das obras chama-se contrato, que pode ser compreendido como “todo acordo de vontades firmado livremente pelas partes, para criar obrigações e di- reitos recíprocos. Todo contrato – privado ou público – é dominado por dois prin- cípios: o da lei entre as partes (lex inter partes) e o da observância do pactuado (pacta sunt servanda); o primeiro impede a alteração do que as partes conven- cionaram, e o segundo as obriga a cumprir fielmente o que avençaram e prome- teram reciprocamente (MEIRELLES, 1996, p.194). 6 O conteúdo de um contrato é a vontade das partes expressas no momento de sua formalização, daí a necessidade de cláusulas fixadas com fidelidade quanto ao objeto, os direitos, obrigações, encargos e responsabilidades dos contratan- tes. Todo contrato possui cláusulas essenciais e cláusulas acessórias: as primei- ras fixam as condições fundamentais para sua execução, as segundas não afe- tam o conteúdo negocial, podendo ser omitidas. Segundo Carvalho Filho (2006), contratos de obras são aqueles em que o objeto pactuado consiste em construção, reforma, fabricação, recuperação ou amplia- ção de determinado bem (art.6º, I). Destaca-se quatro regimes de execução de obras: 1) empreitada por preço global, quando preço ajustado leva em consideração a obra como um todo; como se trata de empreitada, pode o empreiteiro contribuir apenas com seu trabalho ou pode também fornecer os materiais, aplicável aqui o art. 610º do Código Civil – CC; 7 2) empreitada por preço unitário, no qual o preço leva em conta determinadas unidades da obra a ser realizada; 3) empreitada integral (art. 6º, VIII, e), em que se contrata um empreendimento em sua integralidade, compreendendo todas as etapas das obras, serviços e instalações; e 4) tarefa, “quando se ajusta mão-de-obra para pequenos trabalhos, por preço certo, com ou sem fornecimento de materiais (art.6º, VIII, d). O reajustamento contratual de preços e de tarifas é a medida convencionada entre as partes contratantes para evitar que, em razão das elevações do mer- cado, da desvalorização da moeda ou do aumento geral de salários no período da execução do contrato, venha a romper-se o equilíbrio financeiro do ajuste. Essa revisão ou reajustamento de preços ou de tarifas é conduta contratual au- torizada por lei para corrigir os efeitos ruinosos da inflação. Isso não é decorrên- cia da imprevisão das partes, ao contrário é previsão de uma realidade existente, da qual o legislador brasileiro institucionalizou o reajustamento dos valores con- tratuais (art. 55º, III, e 65º, § 8º da Lei 8883, de 08.06.1994). Carvalho Filho (2006) afirma ainda que: Equação econômico-financeira do contrato é a relação de adequação entre o objeto e o preço, que deve estar presente ao momento em que se firma o ajuste. Quando é celebrado qualquer contrato, as partes se colocam diante de uma linha de equilíbrio que liga a atividade contratada ao encargo finan- ceiro correspondente (CARVALHO FILHO, 2006, p.169). GESTÃO DE CONTRATOS A gestão de contratos é o conjunto de técnicas, procedimentos, medidas e con- troles que visam à administração correta e eficaz de todas as variáveis envolvi- das na contratação, desde a proposta negocial, passando pela negociação do 8 contrato, discussão e redação de cláusulas, cautelas na formalização do con- trato, até a execução, acompanhamento e entrega do trabalho – seja ele uma obra, um projeto, um serviço, ou qualquer outra prestação (MOURA - ACWEB). Blak (2000) define a administração contratual como o “complexo formal” da rea- lização física do objeto do contrato. É, simultaneamente, uma atividade burocrá- tica e indispensável. Entretanto, o bom gerenciamento do contrato pode fazer desta burocracia uma oportunidade. O gerenciamento de um contrato deve iniciar pela escolha adequada do tipo de contrato para uma determinada aquisição, pois para cada estratégia de supri- mentos deve ser utilizado um tipo de contrato (PALANEESWARAN ET AL., 2003). Quando não escolhido de forma apropriada, levando em conta as carac- terísticas do empreendimento - tipo de edifício, complexidades e tamanho do empreendimento, alocação de risco, prazos para o projeto e construção, seleção das equipes - pode ter impacto negativo nos resultados como acréscimo de custo e prazo, perda da qualidade, quebra de contrato e disputas judiciais. O ciclo de PDCA - também chamado de Deming ou de Ciclo de Shewhart- pode ser uma ferramenta interessante para o gerenciamento de contratos. Ele é uma ferramenta de gestão que tem como objetivo promover a melhoria contínua dos processos por meio de um circuito de quatro ações: planejar (plan), fazer (do), checar (check) e agir (act). O intuito é ajudar a entender não só como um pro- blema surge, mas também como deve ser solucionado, focando na causa e não nas consequências. Uma vez identificada a oportunidade de melhoria, é hora de colocar em ação atitudes para promover a mudança necessária e, então, atingir os resultados desejados com mais qualidade e eficiência. Com fortes relações com o PDCA, Trinkunienè e Trinkunas (2014) definiram o ciclo de vida de um contrato de construção conforme esquema da figura abaixo: 9 Com base na figura, Oviedo Haito e Moratti (2014) explicam uma forma de en- tender as etapas do ciclo de vida de um contrato através da classificação se- guinte: - Pedido ou ordem, é o ponto produto do planejamento dos suprimentos onde vai ser formalizado o tipo de contrato a ser implementado entre as partes. - Especificação, é o ponto onde as características específicas à contratação são introduzidas e formalizadas, adaptando o conteúdo de contratos padronizados. - Negociação, é a etapa onde se definem as premissas dos objetivos fundamen- tais a serem realizados no contrato. Esta etapa é caracterizada pela participação de todos os interessados, e nela se busca a harmonização entre seus interesses para a produção de um contrato exequível e justo para as partes. 10 - Aprovação, devido à complexidade nos contratos, estes devem ser avaliados pelas diferentes partes interessadas, inclusive dentro da organização de, por exemplo, a contratante. Assim, gestores técnicos, de suprimentos, administrati- vos, entre outros são incumbidos de analisar os acordos para a produção do documento final do contrato a ser assinado. - Assinatura do contrato, representa a etapa de formalização do acordo, conclu- indo as negociações e definindo o escopo, no sentido do seu conteúdo, incorpo- rando os aspectos anteriormente definidos nesta apostila. - Execução, consiste na realização do objeto do contrato, nas condições e sob os marcos anteriormente negociados. - Verificação, a implementação e acompanhamento do contrato deve ser reali- zada de forma estruturada. Alertas, fluxos de processos, avaliação de riscos, controle de finanças e de progressos, métricas de controle, entre outras, devem ser avaliadas constantemente e a sua satisfação deve ser certificada entre as partes, ou terceiros contratados com este fim específico. - Renovação, esta última fase consiste na interpretação da avaliação do anda- mento do contrato. Aqui, a decisão a ser tomada é de se continuar os vínculos construídos num determinado contrato entre as partes, premiando o desempe- nho adequado com a prorrogação do contrato em causa, ou concedendo novos contratos aos fornecedores. A IMPORTÂNCIA DE UMA BOA GESTÃO DE CON- TRATOS A gestão de contratos, segundo a metodologia Contract Lifecycle Management (Gestão do Ciclo de Vida do Contrato), criada pela National Contract Manage- ment Association (NCMA), compreende o acompanhamento e a fiscalização de todas as etapas de um contrato: pré-contratação, negociação, pré-execução, 11 execução e entrega. Assim, a gestão de contratos impacta diretamente os pla- nejamentos orçamentário e estratégico da construtora ou incorporadora. Segundo Blak (2000), com a descentralização das organizações empresariais, característica básica da modernização e informatização do processo produtivo, surgiu a necessidade de sistematizar o fluxo de informações e desenvolver, den- tro de cada projeto, uma boa administração contratual. Mesmo com a preocupa- ção contínua de desenvolver uma delegação planejada e um sistema de comu- nicação interno bastante funcional, muitas vezes, a falta de experiência da equipe, ou mesmo, o próprio dinamismo do projeto, aliado a descentralização física e filosófica da organização ocasionam falhas graves de administração con- tratual que podem gerar resultados insatisfatórios, como cláusulas desvantajo- sas, gastos acima da capacidade financeira da empresa, multas por atrasos de pagamento e “claims” ou pleitos contratuais, muitas vezes até, inconsistentes devido a falhas metodológicas de administração contratual durante o processo produtivo, tais como a ausência de documentação técnica, juridicamente e con- tratualmente validada, que possa sustentar suas alegações. A natureza dinâmica e não repetitiva de um projeto eleva o nível de incerteza, dificultando a determinação prévia com precisão de custos, e frequentemente os riscos não são avaliados corretamente, provocando flutuações nos resultados esperados (CASAROTTO FILHO et al., 1999). Blak (2000) reforça que o desenvolvimento da administração contratual tem iní- cio antes mesmo da efetiva assinatura do contrato. A boa prática desta técnica exige que a equipe responsável pelo projeto tenha conhecimento desta estraté- gia, aplicando os preceitos da administração contratual desde esta fase inicial de preparação de edital e apresentação de propostas. Se houver negligência nesta etapa, quer por parte da equipe proponenteou contratante, as consequên- cias podem acarretar prejuízos, insatisfações e disputas judiciais, nem sempre com o melhor resultado. O contrato é a base de toda a Administração Contratual. 12 Em resumo, empresas que fazem gestão de contratos adequada conseguem agir de forma mais estratégica e garantir maior produtividade e redução de cus- tos, com o poder de negociação. Para a correta formalização e cumprimento dos contratos, é importante que as construtoras tenham uma política de compliance. A redação adequada dos do- cumentos, a clareza de cláusulas jurídicas para resguardar as partes, o controle de prazos e as renovações – tudo isso precisa ser devidamente garantido. Para tanto, é essencial ter uma boa gestão de contratos. Isso porque parte fun- damental dessa atividade é garantir que os documentos estejam alinhados com a legislação, as normas de segurança e demais particularidades do segmento da construção civil. Assim, suas obras se tornam mais seguras, sem atrasos e com maior qualidade. MODALIDADES DE CONTRATOS EM GERÊNCIA DE PROJETOS O objetivo das formas padrão de contrato é facilitar os acordos contratuais entre os diferentes atores de um projeto; as formas-padrão de contrato são termos em condições preestabelecidas, e variam de país para país e de um tipo de empre- endimento para outro. Segundo Gómez et al. (2006), esses contratos-padrão são geralmente usados e aceitos pelas partes, mas é praticamente impossível cobrir todas as eventuali- dades que possam ocorrer durante a evolução do projeto. A principal crítica aos contratos-padrão é o fato de serem soluções compromisso, mas a vantagem de se adotá-lo é que, com o transcorrer do tempo, as pessoas envolvidas ficam familiarizadas com o seu conteúdo geral e seus pontos fortes e fracos. 13 Quando se escolhe a implementação do empreendimento por construtoras, a proprietária pode seguir vários caminhos de contrato, dependendo dos seguintes aspectos: se a responsabilidade pelo projeto, compra dos materiais, construção e comissionamento serão de uma única organização ou será dividida em várias organizações independentes; se o construtor principal vai gerenciar tanto o pro- jeto quanto a construção, ou só será responsável pelo gerenciamento com a construção realizada por terceiros; e qual será o mecanismo de pagamentos. Uma construtora, assim como qualquer outra empresa, precisa ter todos os seus procedimentos formalizados e em conformidade com a lei. Por isso, seja você um gestor, gerente de departamento ou advogado, é fundamental conhecer os contratos de construção civil antes de firmar qualquer relação de negócio. Existem vários tipos de contratações nesse segmento. Desde contratos de tra- balho regidos pela CLT até contratações com base no Código Civil ou em legis- lação específica. Os contratos de construção civil que você pode adotar em uma obra variam con- forme as atividades realizadas, os serviços prestados, os prazos estipulados e demais condições. Veja as principais modalidades e suas características! Contrato de Trabalho Os contratos de trabalho estão previstos na CLT, legislação que determina todas as obrigações nessa modalidade de contratação. E podem ser de diversos tipos, por exemplo: • Por tempo indeterminado (com jornada integral ou parcial); • Por tempo determinado (contrato de experiência, por obra, de trabalho temporário, etc); • Intermitente (sem definição de jornada de trabalho). 14 Contrato de Terceirização Muito comum na construção civil, este tipo de contratação é estabelecido entre a prestadora e a tomadora de serviços. A empresa terceirizada presta serviços para a construtora, sem que os empregados constituam vínculo empregatício com o negócio. É a terceirizada a responsável por remunerar, gerir e garantir os direitos dos funcionários. Ainda assim, durante a execução dos serviços, a tomadora assume responsabilidade subsidiária em relação às obrigações trabalhistas. Contrato por Empreitada Entre os contratos de construção civil, outro formato bastante implementado é aquele que conta com empreiteiras. No qual o dono de uma obra, seja uma cons- trutora ou incorporadora, contrata o serviço do empreiteiro. O empreiteiro pode contratar seus próprios funcionários para realizar parcial ou totalmente o projeto contratado. Neste caso, a relação se estabelece com um contrato de sub empreitada, regido pela CLT. Contudo, na relação entre a empreiteira e a construtora, não há subordinação. De forma que o empreiteiro tem autonomia em relação ao seu trabalho, tendo apenas a obrigação de entregar o que foi previamente acordado. Quanto à remuneração, está vinculada à atividade a ser executada, e não ao tempo de execução do projeto. Nesse sentido, os contratos com empreiteiras podem ser dos seguintes tipos: 15 • Empreitada por preço global ou por preço fechado Segundo Velloso (2014), a empreitada por preço global consiste na contratação da execução da obra ou serviço por preço certo e total, independente das quan- tidades e preços unitários. Se o valor previsto para a execução de um serviço ou obra é ultrapassado, a contratada se responsabiliza pelo custo excedente. Deve ser empregada somente quando for possível definir previamente no projeto, com boa margem de precisão, as quantidades dos serviços a serem executados. Para essa modalidade o escopo dos serviços deve estar especificado de forma objetiva e conter todos os elementos e informações necessários (projetos, dese- nhos, dados, cronogramas e fluxogramas) para que os concorrentes possam elaborar suas propostas de preços com total e completo conhecimento do objeto licitado, visando a minimização dos riscos a serem absorvidos pela contratada durante a execução das obras ou serviços. Seu uso se verifica, geralmente, em contratações de objetos mais comuns, quando os quantitativos de materiais em- pregados são poucos sujeitos a alterações durante a execução da obra ou da prestação de serviços e podem ser aferidos mais facilmente. A construtora paga à empreiteira um preço fixo para a execução da obra com- pleta. Se necessário, deve arcar com os custos extras, como aumento de preço de materiais ou gastos excedentes. Os contratos do tipo turnkey englobam o fornecimento integral do projeto execu- tivo, dos materiais e equipamentos e da construção, montagem e colocação em operação por um único fornecedor, e seu preço é global. O principal benefício é que a contratante age como proprietária, negociando as melhores condições para o empreendimento sem diminuição de desempenho; e a principal desvan- tagem é a grande dificuldade de gerenciamento dos contratos no longo prazo, o custo fixo e a necessidade de qualidade. Nessa modalidade, acerta-se um valor global com o empreiteiro para todos os serviços incluídos, e o pagamento é realizado de uma só vez, ao término dos 16 trabalhos, ou com parcelamentos predefinidos, se o serviço não for de curta du- ração. Ao não liberar pagamentos parciais, o contratante obriga o empreiteiro a terminar o serviço o quanto antes, mesmo se não for possível estipular multas por atraso. Pode-se, também, trabalhar com as chamadas Ordens de Serviço, uma prática que facilita a vida do empreiteiro e do gerente da obra, agiliza os pagamentos e simplifica a gestão de mão-de-obra terceirizada. A proprietária não usa a sua engenharia de forma tradicional, mas limitada a inspecionar, realizar medições e garantir a qualidade e desempenho exigidos; geralmente, este tipo de contrato é chamado de EPC – Engineering, Procure- ment and Construction. Segundo Gómez et al (2006), este método é o preferido pelos financiadores, e para isso a contratada deve obter informações suficientes para realizar uma ofertade preço global, o que geralmente atrasa o processo de oferta e aumenta o custo inicial de engenharia do projeto básico por parte da proprietária. Segundo Casarotto Filho, Fávero e Castro (1999), no contrato de preço global a contratada recebe um valor fixo previamente estabelecido, o que não impede o estabelecimento de cláusulas de correção monetária, e como são frequentes as modificações de escopo, geralmente é incluídas no contrato algumas cláusulas que regulam a prestação de serviços adicionais, bem como sua forma de remu- neração. Suas vantagens indicam a exigência de menores custos de administração; o ofe- recimento de maiores garantias comerciais à contratante, ao mesmo tempo em que permite melhor comparação entre propostas concorrentes. Suas desvantagens envolvem as seguintes situações: obriga a definição prévia do projeto e escopo antes da concorrência; pode implicar preços mais altos para refletir fatores de segurança; os riscos podem reduzir o número de concorrentes qualificados; a elaboração da proposta é mais demorada; não favorece a melhor 17 qualidade; tende a gerar conflitos e disputas entre as partes, a respeito da abran- gência do escopo. Para Choma e Choma (2005), uma vantagem de se trabalhar dessa maneira é que o empreiteiro tem plena consciência do total do serviço a ser executado e do valor que receberá quando de seu final. Outra vantagem aparece quando o construtor vincula o pagamento das parcelas às entregas de etapas do crono- grama geral de execução; se esse procedimento for bem trabalhado, o resultado final pode ser compensador. • Empreitada por preços unitários ou tomada de preços Neste tipo de contrato, são definidos o serviço a ser realizado e os preços unitá- rios (por unidade de medida) do material necessário. O preço final é calculado a partir da multiplicação entre o total do preço dos serviços executados e a quan- tidade de itens utilizados. 18 O empreiteiro é remunerado pelo serviço executado, medido segundo preços unitários definidos previamente. Esse costume é muitas vezes responsável por vários problemas, pois não compromete o empreiteiro no cumprimento dos ser- viços no prazo que o contratante necessita. Uma maneira de melhorar os resul- tados de um tipo de contrato como esse é tomar alguns cuidados, como: verificar previamente as medidas de campo e as de projeto, comparando-as com o orça- mento, para evitar surpresa no momento de realizar as medições; calcular os preços unitários para cada serviço; negociar com o empreiteiro a execução de recortes, arremates e requadros dentro dos preços unitários contratados, evi- tando fazer medições separadas para esses serviços menores; e colocar no con- trato penalidades caso o empreiteiro não cumpra os prazos estipulados, se o fato correr por sua culpa exclusiva (CHOMA; CHOMA, 2005). A contratante deve tomar muito cuidado na contratação de empreiteiros por ho- mem-hora principalmente em contratos longos, pois o resultado mensal se torna vantajoso somente para o contratado. Dependendo dos preços acertados, a pro- dutividade dos funcionários alocados deve ser alta, para compensar os valores pagos por administração, o que raramente acontece. A contratante deve também ficar alerta aos detalhes de acabamento e arremates no momento das medições, pois frequentemente os empreiteiros executam os serviços de produção maior e destinam poucos funcionários para a execução de serviços demorados, como recortes e requadros; para o empreiteiro, isso signi- fica maior faturamento momentâneo, pela alta produção, mas para o contratante o fato de o contratado deixar para trás os arremates dos serviços pode compro- meter as etapas posteriores. As vantagens são a eliminação da necessidade de se ter uma definição completa das quantidades dos serviços a serem realizados e a desvantagem é a exigência de maior rigor nas medições dos diversos serviços. 19 Contrato de obra por administração ou preço de custo Mais um dos contratos de construção civil é aquele no qual, geralmente, o pro- jeto não está pré-definido em sua totalidade – mas é detalhado no decorrer da obra. Então, a construtora realiza a obra e, em contrapartida, recebe uma taxa mensal de administração (de 8% a 25% sobre os custos). A contratada cobra uma taxa de administração, que pode ser cobrada através de um percentual sobre os custos de materiais e mão de obra ou uma remune- ração fixa mensal. Essa modalidade de contratação é comumente usada quando se tem uma ideia “macro” do projeto, mas os detalhes ainda não estão definidos, os preços e as quantidades são variáveis. Significa dizer que há maior flexibili- zação. A contratante saberá exatamente o custo de cada item da obra, porém não será capaz de ter com exatidão o valor final antes de finalizar a obra. Se houver eco- nomia nas quantidades, o contratante é favorecido com isso. Se houver uma possibilidade de negociação e redução do preço unitário, ele também é benefi- ciado. Contrato com Preço Máximo Garantido (PMG) O PMG é uma proposta de orçamento da construtora. Caso a obra ultrapasse esse valor, a construtora arca com o prejuízo. Caso o valor seja menor do que o proposto, as partes contratuais dividem os lucros. Este tipo de contrato é uma espécie de “meio termo” entre o contrato de preço fechado e o contrato de custo. http://guedert.adv.br/principais-tipos-de-contratos-na-construcao-civil/ 20 Com o PMG, a construtora entrega ao cliente um orçamento que já prevê todos os custos com mão de obra, materiais e remuneração. Para poder lidar com pos- síveis imprevistos, as partes acertam duas condições que precisam ser cumpri- das ao fim da obra e do contrato. Contrato de Prestação de Serviços Terceirização na construção civil é a transferência de atividades ligadas à pro- dução, para pessoas físicas ou jurídicas; essas são contratadas para execução de partes, etapas ou sistemas perfeitamente definidos do empreendimento, que são realizados com total autonomia, cujos riscos e garantias são de responsabi- lidade do contratado.(SERRA, 2001). No contrato de prestação de serviços em construção, existe uma prestação con- tinuada do serviço até que se obtenha o resultado pré-estabelecido entre as par- tes. Este contrato pode ser de vários tipos, como freelancer ou trabalho autônomo. Assim, o trabalhador presta seus serviços à construtora, sem que haja vínculo empregatício nem exclusividade. Também pode ser como pessoa jurídica, em que a construtora realiza um con- trato civil com uma empresa ou um microempreendedor individual para a pres- tação de serviços. Ou, ainda, com uma cooperativa, cujos sócios são autôno- mos, sendo o contrato regido pelo Código Civil e pela Lei do Cooperativismo. Segundo Chôma e Chôma (2005), até meados dos anos 90, a maioria das cons- trutoras possuíam seus próprios trabalhadores, com o passar dos anos e desa- quecimento do mercado, o custo desse grande quadro de funcionários tornou- se impraticável e a solução foi contratar empreiteiras especializadas em cada tipo de serviço. A terceirização então foi consolidada como uma técnica de ges- https://www.mobussconstrucao.com.br/blog/contrato-de-prestacao-de-servicos/ 21 tão empresarial, pelo qual se repassam algumas atividades para terceiros, esta- belecendo uma relação de parceria. A empresa passa a concentrar seus esfor- ços nas tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua. Desde então, terceirização tem sido uma estratégia, pois empresas que detém todo o processo construtivo, tornam-se muito rígidas estruturalmente. Segundo dados de 2016, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 63% das empre- sas, nas quais se enquadram as de construção civil, já utilizam serviços terceiri- zados. De acordo com Lordsleem Júniore Barros (2003), esse setor tem empre- gado intensivamente a subcontratação também como uma forma de reduzir ati- vidades sob a responsabilidade direta da empresa, passando a terceiros parte significativa da obra, ficando, porém, com a responsabilidade indireta do serviço executado. Uma terceirização mal conduzida pode resultar em um processo desastroso; seu planejamento deve focar a seleção criteriosa dos parceiros, a negociação ade- quada do escopo e do nível dos serviços a serem prestados e, principalmente, o modo de realizar o acompanhamento permanente do parceiro (RUSSO, 2007). Pode-se destacar como benefícios de uma terceirização a otimização dos servi- ços (com o aumento da especialização do processo, possibilitando para a em- presa contratante a avaliação do seu desempenho), um menor custo operacional fixo e uma melhor administração de seu tempo. Como aspecto negativo, verifica- se a alteração na estrutura de poder e autoridade dos serviços, dificultando a administração da empresa e dos serviços prestados por parte da contratante (FIDELIS; BANOV, 2006). Ao optar pela terceirização de tarefas, operações ou serviços prestados a seus clientes, a empresa substitui a gestão interna dessas atividades pela administra- ção dos contratos que fará com terceiros. Sendo assim, o instrumento de con- trato passa a ser essencial nos aspectos de controle e de relacionamento com o terceirizado (RUSSO, 2007). 22 FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS Segundo Choma e Choma (2005), muitos empreiteiros não leem os contratos antes de assinar, considerando-os uma mera formalidade. Hedley (2002) consi- dera ser possível uma sequência de passos para ajudar o empreiteiro a rever as condições da obra e saber se realmente possui capacidade técnica para realizá- la, antes da assinatura do contrato. São eles: a) Revisar a proposta – rever com a equipe os custos, as necessidades de re- cursos, e confirmar preços com fornecedores; 23 b) Rever todas as plantas e relatórios – muitas vezes, o empreiteiro faz as esti- mativas de preços sem conhecer os projetos completos; c) Rever todas as especificações – além das plantas, o tipo de acabamento, as solicitações e os critérios de medição são de fundamental importância; d) Visitar o local da obra – alguns canteiros possuem limitações sérias de es- paço, obrigando o empreiteiro a utilizar guindastes e gruas para mover o mate- rial; problemas com o acesso também afetam a produção e a logística do can- teiro; e) Revisar a programação da obra – se o empreiteiro fez algum cronograma es- timativo para orçar a obra, deve revisar as estimativas de tempo, para ter certeza de ser possível concluir o contrato no prazo; f) Completar uma lista de checagem do projeto – o empreiteiro deve conferir se o contrato está claro no que diz respeito ao escopo, aos prazos, aos marcos intermediários, às exigências de materiais, ferramentas, equipamentos e à se- gurança do trabalho, entre outros; g) Verificar recursos do projeto – levantar a capacidade financeira do contratante para arcar com a obra e se seu capital de giro é suficiente para mobilizar a sua equipe e mantê-la até (no mínimo) a primeira medição; h) Ler todo o contrato – além de uma leitura acurada, procurar sempre a orien- tação de um advogado; i) Executar o contrato – depois de toda essa revisão, o empreiteiro estará muito mais seguro para executar o contrato. Contratações bem feitas são essenciais para o sucesso de um projeto. No mo- mento da contratação deve-se buscar exaurir todas as dúvidas existentes no processo da mesma. 24 O escopo tem que ser bem definido assim como as obrigações de cada parte. Os parâmetros do produto e/ou serviço a ser entregue devem estar claros para ambas a partes. Os responsáveis pela contratação devem ter maturidade sufici- ente para avaliar a exequibilidade dos prazos e preços. É prática comum no mercado a contratação de serviços de obras civis por preços e prazos inexequíveis. Essa prática é adotada por empreiteiras que buscam de forma irresponsável a renovação de suas carteiras de clientes. Essas empresas adotam uma arriscada estratégia de reverter os prejuízos com a prática de medições maximizadas e reivindicações financeiras ao longo da execução das obras. Muitas vezes se verifica práticas corruptas e/ou pagamento de propinas. Os agentes devem estar preparados para eventuais destratatos, entretanto to- dos devem trabalhar para minimizar a probabilidade de ocorrência do mesmo. Para o empreendedor a mudança de um parceiro no decorrer da obra é muito prejudicial mesmo quando se faz o devido uso das multas indenizatórias. Um destrato só deve ser realizado quando a permanência do contratado for ainda mais prejudicial ao empreendimento do que a sua saída. SUGESTÕES DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS Segundo o Guia Contrate Certo, do CBIC (2017), após escolhido o empreiteiro e todos os documentos e informações pertinentes, recomenda-se a celebração de contrato escrito, no qual deverão constar dados referentes ao escopo do tra- balho, preço e responsabilidades mútuas. O guia ainda sugere um modelo que deve conter: a) Identificação do empreiteiro. 25 b) Objeto do contrato. Nele deve conter o serviço contratado e as especificações que o envolvem, ou seja, o escopo dos trabalhos, com maior detalhamento pos- sível. c) Prazo do contrato, contendo o prazo de duração dos serviços. d) Preço e forma de pagamento. Nessa cláusula deverá conter o valor global dos serviços e disciplina para as medições, quem fará, em qual data, documentos que devem ser apresentados como condicionantes para o pagamento, dados para emissão da nota fiscal e para pagamento. e) Documentos que acompanharão a nota fiscal. Recomenda-se que Contra- tante exija documentos pertinentes ao cumprimento da legislação trabalhista e da segurança do trabalho, como GFIP, GPS, folha de pagamento, comprovante de entrega de EPI´s, entre outros. f) Retenção de tributos na fonte. O Contrato deverá prever uma retenção de tri- butos na fonte, conforme legislação vigente à época. g) Retenção Técnica. O contrato poderá conter cláusula que se prevê que a em- presa contratante retenha um percentual das parcelas devidas ao longo da exe- cução dos serviços, ela tem função de resguardar a empresa Contratante ao fim da execução do serviço. O contrato ainda deve prever que mesmo após a devo- lução dos valores referentes à retenção técnica, caso alguma ação seja proposta contra a empresa Contratante em decorrência de ações do empreiteiro, ela po- derá exigir o ressarcimento dos valores de que eventualmente dispor. h) Medicina e segurança do trabalho. Cláusula contratual deverá prever que o empreiteiro seja obrigado, por si ou por seus prepostos e empregados, a cumprir todas as normas de segurança do trabalho previstas na legislação, bem como aquelas decorrentes de Convenções Coletivas de Trabalho e do regulamento interno da empresa contratante, inclusive com a previsão de liberação dos seus empregados para a participação de eventuais treinamentos por ela ministrados. 26 i) Alojamentos. Se for o caso e precisar de alojamentos, eles devem estar de acordo com a NR18 e 24. j) Obrigações da empresa contratante. Deve conter obrigações específicas, como: efetuar o pagamento, fornecer todas as informações e esclarecimentos para execução de um bom serviço, comunicar o empreiteiro com relação às re- clamações ou falhas, indicar pessoa responsável pelo relacionamento com o empreiteiro. k) Demais obrigações do empreiteiro. Além das obrigações já especificadas, de- verá conter obrigações genéricas com relação às leis trabalhistas, garantia dos serviços, qualificação dos profissionais, possibilidade ou não de subcontratar.l) Multas contratuais. Importante a previsão de multas pecuniárias no caso de inobservância das condições contratuais. m) Encerramento do contrato. Resolução, resilição ou rescisão. O contrato deve trazer as hipóteses em que se poderá ser rescindido. n) Foro e resolução controvérsias. O contrato deve prever o foro para dirimir eventual dúvida. REFERÊNCIAS BLAK, Gisele. Gestão contratual - Desenvolvimento de metodologia de admi- nistração contratual aplicado à engenharia civil. Dissertação (Mestrado em engenharia civil) – Curso de pós-graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2000. BRASIL. Lei n.10.406, de 10 jan. 2002. Institui o Código Civil. Diário Oficial, Brasília, 11 jan. 2002. CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 15. ed. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2006. 27 CASAROTTO FILHO, Nelson; FÁVERO, José Severino; CASTRO, João Ernesto Escosteguy. Gerência de Projetos: engenharia simultânea. São Paulo: Atlas, 1999. CHÔMA, André Augusto; CHÔMA, Adriana Carstens. Como Gerenciar Contra- tos com Empreiteiros. PINI. São Paulo, 2005. DRUCKER, Peter. O Gerente Eficaz. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 1968. FIDELIS, G. J.; BANOV, M. R. Gestão de recursos humanos: tradicional e estratégica. São Paulo: Érica, 2006. GÓMEZ, Luís Alberto; COELHO, Christianne C. S. Reinisch; DUCLÓS FILHO, Elo Ortiz; XAVIER, Sayonara Mariluza Tapparo. Contratos EPC Turnkey. Flori- anópolis, SC: Visual Books, 2006. 112p. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Meto- dologia Científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2001. LORDSLEEM JUNIOR, Alberto C. L.; BARROS, Mércia M. S. B. Empresas Su- bempreiteiras: como organizar os processos comercial, de segurança e de produção. Boletim técnico da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2003. MARCHIORI, Fernanda. Fernandes. Desenvolvimento de um método para ela- boração de redes de composições de custo para orçamentação de obras de edi- ficações. Tese (Doutorado em Engenharia de Construção Civil). –Escola Po- litécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2009. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 21. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 1996. 28 MORATTI, Tathyana ; OVIEDO HAITO, Ricardo Juan José. Gestão de contra- tos. Brasília DF ;2014. (Apostila). MOURA, Cristina. A importância da gestão de contratos no controle de con- tingências. AECweb. Disponível em: https://www.aecweb.com.br/cont/a/a-im- portanciada-gestao-de-contratos-no-controle-de-contingencias_514. Acesso em: 12 de abril de 2017. PALANEESWARAN, E. et al. Curing congenital construction industry disorders through relationally integrated supply chains. Building and Environment, n.38, 2003. RUSSO, G. M. Guia prático de terceirização: como elaborar um projeto de terceirização eficaz. São Paulo: Campus, 2007. SERRA, S. M. B. Diretrizes para gestão dos subempreiteiros. Tese (Douto- rado em Engenharia de Construção Civil) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2001. VARGAS, Ricardo Viana. Gerenciamento de projetos. 4. ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2002. VELLOSO, B. M. N. A. Regimes de contratação no universo da administração pública: empreitada por preço global x empreitada por preço unitário. Revista Especialize online. IPOG. Goiânia, 2014.