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EAD Trabalhando com música: educação inclusiva e integral 
 
Módulo 2 - Sobre a educação musical 
 
Introdução 
 
https://drive.google.com/file/d/1RLHMKK499JbKZmZUy9oeELUequhjCIwn/view?
usp=sharing 
 
Nesse Módulo iremos aprofundar nosso conhecimento sobre a educação musical. 
Educadores como Émile Jaques-Dalcroze (1869-1950), Zoltán Kodály (1882-1967), 
Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Edgar Willems (1890-1978), Shinichi Suzuki (1898-
1998) e Swanwick (1937 - ) contribuíram de forma crucial para o desenvolvimento da 
educação musical, assim como trouxeram as bases para o trabalho com a música nas 
escolas. 
 
As principais referências (metodologias ativas) para o 
trabalho com a música 
 
1.Willens- foco na percepção e expressão dos sons (consonâncias e dissonâncias, 
intervalos, escalas, acordes, melodias: ouvir e cantar). 
2.Dalcroze- a música no corpo (movimento, canto, percussão corporal, dança) 
3.Orff- improvisação, prática instrumental/ ritmo da palavra e aplicação nos 
instrumentos e no desenvolvimento da leitura musical. 
4.Kodaly (Villa-lobos)- canto, resgate do folclore local (identidade) 
5.Schaffer – “a afinação do mundo” (escuta ativa e criação) 
6.Suzuki- linguagem (alfabetização) e linguagem musical. 
7.Swanwick – TECLA (Técnica (sensório-motor), Execução/prática musical, 
Criação/composição, leitura/literatura (o saber música e o saber sobre música), 
Apreciação/percepção. A espiral piagetiana e o aprendizado musical. 
8.Howard Gardner: a inteligência musical (inteligências musicais múltiplas: percepção 
(escuta ativa), sensório-motor, melódica (facilidade ao cantar ou reconhecer melodias), 
rítmica, criativa, expressiva, etc). 
 
. “...o mais significativo na educação musical é que ela pode ser o espaço de inserção 
da arte na vida do ser humano, dando-lhe possibilidade de atingir outras dimensões de 
si mesmo e de ampliar e aprofundar seus modos de relação consigo próprio, com o 
outro e com o mundo”. (Marisa Trench Fonterrada ) 
 
 
 
https://drive.google.com/file/d/1RLHMKK499JbKZmZUy9oeELUequhjCIwn/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1RLHMKK499JbKZmZUy9oeELUequhjCIwn/view?usp=sharing
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Breve histórico da educação musical no Brasil 
 
A educação musical como a entendemos, começa no Brasil sem uma data precisa, já 
que desde seus primórdios a música esteve sempre presente nas culturas indígenas 
espalhadas por todo território nacional. Para eles, a música era indispensável; faz parte 
dos rituais e do cotidiano e é transmitida oralmente de geração em geração. Com a 
chegada dos jesuítas, a educação musical tomou um outro rumo. Os primeiros 
missionários já se utilizavam dessa poderosa ferramenta para catequizar e “educar” os 
nativos, segundo a tradição europeia cristã. No início do século XIX, um outro fator 
relevante na história da música brasileira, foi a vinda da família real para o Brasil. Com 
ela vieram muitos instrumentos musicais e um fortalecimento da tradição de ensino 
musical voltada para o repertório de tradição europeia. Se dentro dos salões das casas 
grandes ocorriam os grandes “bailes” e festas ao som das valsas, polcas, schottishs e 
mazurcas escritas nas partituras, lá fora o “batuque” corria solto com suas tradições e 
ritmos efervescentes. A relação dos nossos ancestrais Africanos com a música era 
tanto ritualística, quanto a de entretenimento. A dança e o ritmo serviam de base para 
a sublimação e para a catarse das angústias e dores sofridas na época da escravidão, 
sendo seus toques e seus cantos passados através da tradição oral. Contudo, 
encontramos ainda hoje em algumas escolas brasileiras (tanto públicas, quanto 
particulares), um resquício do ensino de tradição europeia, com professores provindos 
dos Conservatórios que focam demasiado o ensino da leitura e da teoria musical; ou 
ainda, quando esse ensino é focado apenas na flauta doce e na reprodução de 
pequenas peças do repertório erudito ou folclórico. Esse tipo de ensino nos remete ao 
ensino musical praticado no século XIX, tanto na Europa quanto no Brasil, em que o 
foco era formar músicos virtuosos, especializados na tradição da música europeia e 
que iniciavam sua prática desde a primeira infância, valorizando aqueles que possuíam 
certo “dom” ou “talento” especial para a música. Essas concepções sobre música e 
sobre educação musical, por incrível que pareça, ainda estão arraigadas em nossa 
cultura, havendo ainda hoje certo mito em torno do “talento musical”, como se o 
caminho de educação musical fosse destinado para “poucos”. Contudo, o século XX 
trouxe profundas inovações e importantes questionamentos a respeito do ensino da 
música. Podemos citar alguns dos principais educadores que romperam com o ensino 
tradicional da música e que trouxeram muitas contribuições para a Educação Musical. 
Em 1903, o suíço Emile Jacques-Dalcroze, sentiu que seus alunos muitas vezes 
desenvolviam uma boa leitura, uma boa técnica, porém muitas vezes lhe davam a 
sensação de que a música “estava fora deles”. – “Se você tirasse a partitura da frente 
 
 
 
desses músicos, a música não acontecia”. Com isso, Dalcroze criou uma série de 
propostas e atividades que desenvolviam a música através do próprio corpo, buscando 
assim formas para que a música estivesse “dentro”, incorporada e internalizada. Depois 
dele surgiram outros grandes nomes da Educação Musical como Edgar Willens que 
trabalhava com a percepção dos sons e a apreciação musical; Carl Orff, que propunha 
a prática com instrumentos e a improvisação como meio para a aquisição da linguagem 
musical; o japonês Suzuki que criou uma metodologia de ensino de instrumento 
baseado no desenvolvimento da linguagem e da alfabetização (a criança aprende a 
falar imitando os sons e depois aprende a escrever); o compositor Murray Schaffer, que 
propunha o desenvolvimento musical através da Escuta, (e que podemos conhecer 
melhor sua proposta em seu importante livro “O Ouvido Pensante”); e, ainda, o húngaro 
Kodály que tinha como base o canto e o resgate do folclore nacional. Foi esse último 
que influenciou diretamente o músico e compositor brasileiro Villa Lobos, que trouxe ao 
Brasil uma metodologia de ensino musical que priorizava o canto, o solfejo e um 
repertório que valorizasse a cultura nacional. Aliado ao governo Getúlio Vargas, o 
chamado “canto orfeônico” de Villa Lobos ocupou lugar de destaque durante décadas 
no ensino musical brasileiro. Contudo, a educação musical foi perdendo sua força nas 
escolas públicas do Brasil, até que em 1971 foi criada a disciplina Educação Artística, 
que englobava música, teatro, dança e artes plásticas, sendo que a música já não tinha 
mais um caráter obrigatório nas escolas brasileiras. Portanto, estamos há mais de 50 
anos sem ensino musical nas escolas públicas do Brasil. Houve um esboço de uma 
volta das aulas de música nas escolas públicas em 2008, porém sem sucesso em sua 
implementação. Aguardemos, sem perder a esperança que tais conteúdos e vivências 
tão essenciais na formação do ser humano voltem a fazer parte da vida da maioria das 
crianças brasileiras. 
Contudo, o objetivo principal da educação musical nas escolas não seria formar 
músicos, mas sim fazer com que a criança entrasse em contato com a diversidade 
musical, tendo como principal objetivo o desenvolvimento humano. Um dos principais 
focos poderia ser, por exemplo, a apropriação da cultura brasileira, não apenas a 
cultura de massa, mas o resgate das brincadeiras tradicionais da infância, assim como 
o contato com os grandes nomes de nossa música, como: Tom Jobim, Noel Rosa, 
Chico Buarque, Edu lobo, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, entre tantos outros. 
Além da aproximação com a própria cultura muitas vezes não conhecida por falta de 
acesso, podemos pensar ainda mais longe, na expansão desse território cultural, 
através do contato com músicas de outras culturas: música norte-americana, música 
erudita europeia, música indiana, africana, árabe, oriental, cubana, dentre tantas outrasespalhadas pelo mundo. Por isso, o repertório indicado para educação musical não 
precisa ser apenas o repertório infantil, muito menos o repertório em voga na mídia, 
mas sim um repertório que inclua a diversidade, tanto dentro da música brasileira em 
toda sua amplitude de territórios, épocas e manifestações (o samba, a bossa, o choro, 
o baião, o maracatu, o frevo, dentre tantos outros), assim como as músicas ao redor 
do mundo, como o jazz, o rock, o funk, a salsa, o reggae, a música clássica, a música 
africana, indiana, árabe e o que mais for possível para a ampliação do repertório da 
criança e, consequentemente, para a ampliação de sua visão de mundo. Como cita o 
 
 
 
educador alemão Koellreuter: “A música é em primeiro lugar, uma contribuição para o 
alargamento da consciência e para a modificação do homem e da sociedade”. No 
contexto escolar, o desafio para nós educadores, é garantir a diversidade musical 
através de atividades em que a criança, ao mesmo tempo, amplie seu olhar e aprofunde 
suas experiências. Torna-se também importante levantarmos a questão do 
planejamento em aulas e a criação de projetos musicais, no qual estejam incluídos, 
além de um repertório musical diverso, uma gama de atividades que abranjam as 
diversas habilidades que são os potenciais a serem desenvolvidos dentro do campo 
dos estudos e vivências em música. 
Podemos citar aqui alguns dos principais pilares para Educação Musical: 
1. A brincadeira como principal meio para a aquisição da linguagem musical; 
2. O desenvolvimento da escuta ativa através da apreciação e da percepção musical, 
3. A música no corpo (expressão corporal); 
4. A prática com instrumentos (brincar, ouvir, tocar, construir, pesquisar, inventar, 
conhecer); 
5. A criação musical (interpretação, improvisação, arranjo e composição); 
6. A cultura musical: os ritmos, gêneros e estilos da música brasileira e da música 
mundial. 
 
 
Para finalizar, podemos citar Howard Gardner, em sua “Teoria das Inteligências 
Múltiplas”, na qual ele considera a Inteligência Musical, como uma das oito principais 
inteligências do ser humano. Poderíamos criar, como forma de repensarmos a 
diversidade de habilidades dentro do universo musical o que chamaríamos “Inteligência 
Musical Múltipla”. Muitas vezes o chamado “talento musical” é relacionado apenas à 
habilidade em se tocar bem um instrumento, porém, a habilidade motora é apenas uma 
das múltiplas habilidades em música. Uma pessoa que pode ter um ouvido muito 
desenvolvido, pode não saber se expressar muito bem corporalmente, ou, uma pessoa 
que tem facilidade com ritmo, pode não ter facilidade em criar novas melodias, por 
exemplo. Portanto, dentro do ambiente escolar, onde o objetivo da educação musical 
não é formar músicos, temos à nossa disposição uma riquíssima diversidade de modos 
de relação com a música. Temos, todavia, o desafio de criar experiências e vivências 
significativas que possam trazer o desenvolvimento para nossos educandos, não 
apenas no que diz respeito à aquisição da linguagem musical, como também na 
formação do caráter e na educação do indivíduo como ser humano. 
 
 
Projetos musicais multiculturais e transdisciplinares 
(contexto escolar) 
 
Entendemos que uma das principais funções da Educação Musical no contexto escolar 
é proporcionar à criança o contato com os mais diversos gêneros e estilos musicais do 
 
 
 
Brasil e do Mundo. Talvez a escola seja uma das poucas oportunidades para a criança 
conhecer e vivenciar manifestações musicais que não sejam apenas aquelas que 
estejam na mídia atual, na moda ou fortemente divulgada pela indústria cultural de 
massa. 
Contudo, para que o trabalho não caia numa visão conteudista e enciclopédica, torna-
se fundamental um planejamento dessas atividades, para que as crianças tenham 
experiências significativas com a música. Nesses projetos musicais, podem ser 
incluídos os vários tipos de atividades dentro dos principais eixos de trabalho 
levantados aqui, dentre eles: a apreciação, a sensibilização, a expressão corporal, a 
prática com instrumentos e a criação musical, construindo assim um saber musical mais 
completo e diversificado. 
Como pilar fundamental para a inserção dos conteúdos musicais na escola, podemos 
propor o desenvolvimento de Projetos Musicais Interdisciplinares, (que podem ser 
bimestrais, semestrais ou até anuais). A prática do Planejamento e da criação de 
Projetos já faz parte do cotidiano do professor, não sendo tarefa em que estes 
encontrarão dificuldade. Muito pelo contrário, essa parte pode ser onde o professor 
poderá criar, dar ideias, trocar, socializar com os colegas e executar à sua maneira, um 
projeto com o qual se identifica e sinta prazer em fazê-lo. 
 
 
 
 
 
 
Esse Projeto Musical poderá ser desenvolvido a partir de um tema, como por 
exemplo: 
 
1. Um compositor (Projeto Caymmi, Vinícius de Moraes ou Adoniran Barbosa), 
2. Um gênero musical (O Maracatu do Pernambuco, A trajetória do Rock no Brasil, A 
História do Samba, as trilhas sonoras de filmes, ou ainda, Música Clássica para 
Crianças), 
3. Uma época (A música na antiguidade: como surgem os primeiros instrumentos, A 
Era do Rádio no Brasil, Os festivais da canção dos anos 60, ou O Rock nacional dos 
anos 80. A música erudita e seus períodos: barroco, clássico, romântico e 
contemporâneo etc ), 
4. Pode ser também pesquisa de instrumentos (O acordeon no Brasil ou, A história do 
Violão, a guitarra elétrica e o rock´n´roll, de onde vem a viola caipira etc), 
5. Pode ser por regiões do Brasil e do mundo (usando mapas), pesquisando 
manifestações, sons, rituais, instrumentos, danças, estilos, grupos, bandas etc. 
6. Ou ainda temas transversais, como Ecologia e música (instrumentos recicláveis), a 
música e os sentidos (a escuta ativa e as sensações), o corpo humano e a música no 
corpo, música e identidade, a ciência musical (ondas sonoras) etc... 
 
Por fim, a proposta principal dos Projetos Musicais é a socialização e a integração 
 
 
 
entre os educadores, alunos, pais e comunidade. Outra finalidade é que o trabalho com 
a música seja transdisciplinar, ou seja, integrado a outras disciplinas, fazendo 
intersecções com as artes, a educação física, a língua portuguesa, a matemática, a 
história, a geografia, ciências, abrindo portas para a um aprendizado mais holístico e 
integral, diminuindo as fronteiras e a segmentação dos conhecimentos das mais 
diversas áreas, sem, é claro, perder de vista o desenvolvimento da criança dentro da 
linguagem musical. 
 
Acesse o Vídeo 
 
Breve história da educação musical 
 
https://www.youtube.com/watch?v=OjNnPjuasLc 
 
Obs.: esse vídeo é de 2012 então o educador ainda usa o termo Índios, que atualmente 
não é mais utilizado sendo substituído Indígenas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo de 15 ideias ou “passos” para o desenvolvimento de seu projeto 
musical transdisciplinar. 
 
Eixo 1 Música e Emoção 
https://www.youtube.com/watch?v=OjNnPjuasLc
 
 
 
Introdução A escuta ativa e as diversas possibilidades de “interação” com a música. 
(ouvir prestando atenção nos diversos elementos da música). Música 
como atividade complexa despertando as diversas áreas do cérebro. 
Contextualização do projeto (contação de histórias e audição das 
músicas a serem trabalhadas). 
Passo 1 Sensibilização musical (ouvir e sentir - foco na emoção). Após a 
contextualização, você poderá mostrar algumas músicas do projeto, 
explicando a letra, os instrumentos, e percebendo os sentimentos, ideias 
e sensações. 
Eixo 2 Música e cultura. 
Passo 2 De onde vem? (geografia). Aqui você pode fazer uma interação com a 
geografia mostrando os lugares no mapa que serão trabalhados em seu 
projeto. 
Passo 3 De quando é? (história). Agora você poderá localizar no tempo, sobre o 
estilo musical que você está falando, pensando sempre como a música 
é reflexo do homem em determinado tempo e espaço. 
Passo 4 Qual o gênero e estilo? (quais são as caraterísticas dentro desse 
gênero/estilo,instrumentos, ritmo, letra, compositores, dança, 
vestimenta, contexto, lugar, etc.) 
Passo 5 Quem são os artistas? Aqui você pode contar a história de vida dos 
artistas que representam seu projeto. 
Eixo 3 Música e linguagem. 
Passo 6 O que diz a letra? Aqui é importante trabalhar a linguagem da canção 
(como a música combina com a letra). 
Passo 7 Vamos cantar? 
 
 
 
Eixo 4 A música no corpo. 
Passo 8 O ritmo no corpo (pulso, body percussion, tocar o ritmo na carteira ou 
nas pernas). 
Passo 9 Vamos dançar? 
Eixo 5 Os instrumentos musicais: percepção e registro musical. 
Passo 10 Os instrumentos musicais. 
Passo 11 Os sons (e as interações): harmonia e arranjo. 
Passo 12 Forma e estruturas da música. Aqui você pode analisar quantas partes 
tem a música, dissecando suas estruturas e trazendo um maior 
entendimento (frases, partes, refrão, solo, etc…). 
Eixo 6 Criação e prática musical 
Passo 13 Prática instrumental (Vamos brincar de tocar?) 
Passo 14 Criação de arranjos e composição. Vamos inventar jeitos de tocar e 
cantar as músicas trabalhadas. 
Passo 15 Apresentação musical. Esse não é o objetivo do projeto, mas sim uma 
etapa como fechamento do ciclo. Entretanto, o foco é no processo e não 
na apresentação final. 
 
Os passos acima são apenas sugestões e ideias do que você pode fazer quando a 
música está inserida em seus projetos escolares. Dentro disso, você irá escolher o que 
você tem mais afinidade e aplicar do seu jeito as atividades musicais aqui propostas. 
 
 
 
Seguem abaixo alguns conteúdos importantes, que servem para que você vá 
ampliando e aprofundando seu vocabulário musical, mas, sobretudo, vá se apropriando 
e aplicando esses conceitos durante sua prática na escola. 
 
 
Alguns desenhos que dão suporte aos projetos: 
 
Sobre o Choro e o samba 
https://www.youtube.com/watch?v=knPc4pf5rms&t=311s 
https://www.youtube.com/watch?v=UIfANko-Bao&t=19s 
https://www.youtube.com/watch?v=hRz-M30PcEU 
 
Projeto Beatles (rock) 
https://www.youtube.com/watch?v=m2uTFF_3MaA 
 
Beat Bugs (Netflix) 
https://www.youtube.com/watch?v=GwfInsr2M8g&list=PLJRLWzec5J14FksGJjz_QtTjl
XkyJE-ll 
 
Projeto Beethoven 
https://www.youtube.com/watch?v=vcBn04IyELc 
https://www.youtube.com/watch?v=xiA6qe5S2wU 
https://www.youtube.com/watch?v=VnT7pT6zCcA 
 
Desenhos sobre orquestra 
https://www.youtube.com/watch?v=dihJ1w48Jh0 (jazz x música clássica) 
https://www.youtube.com/watch?v=7lz9gxsgAJI (Mickey) 
 
Fantasia 2000 
https://www.youtube.com/watch?v=ie-TS-BitnQ 
 
*Pesquise vídeos e desenhos para ajudar na contextualização de seu projeto. 
 
 
Como a música contribui com o processo de inclusão 
 
Conteúdo 2. Conteúdos Musicais 
 
(Continuação do M1) 
 
https://www.youtube.com/watch?v=knPc4pf5rms&t=311s
https://www.youtube.com/watch?v=UIfANko-Bao&t=19s
https://www.youtube.com/watch?v=hRz-M30PcEU
https://www.youtube.com/watch?v=m2uTFF_3MaA
https://www.youtube.com/watch?v=GwfInsr2M8g&list=PLJRLWzec5J14FksGJjz_QtTjlXkyJE-ll
https://www.youtube.com/watch?v=GwfInsr2M8g&list=PLJRLWzec5J14FksGJjz_QtTjlXkyJE-ll
https://www.youtube.com/watch?v=vcBn04IyELc
https://www.youtube.com/watch?v=xiA6qe5S2wU
https://www.youtube.com/watch?v=VnT7pT6zCcA
https://www.youtube.com/watch?v=dihJ1w48Jh0
https://www.youtube.com/watch?v=7lz9gxsgAJI
https://www.youtube.com/watch?v=ie-TS-BitnQ
 
 
 
Os Elementos da Música: Melodia, Harmonia e Ritmo 
Esse outro conteúdo serve para você começar a ouvir a música de uma forma diferente. 
Vamos tomar como exemplo uma banda de Rock: geralmente há um cantor, um 
guitarrista, um tecladista, um baixista e um baterista (entre outros). Vamos, a partir 
desse exemplo, definir os três principais elementos que normalmente encontramos na 
música e depois veremos o que cada elemento citado acima faz dentro da banda: 
• Melodia: é a voz principal, geralmente é o que se canta (ou se assobia). É através da 
melodia que podemos reconhecer qual é a música. Ela é sempre uma sequência de 
notas (uma de cada vez) com alturas e durações definidas e que tem um sentido 
musical (frases). 
 • Harmonia: são as outras notas (ou vozes) que acompanham a melodia. Grosso 
modo, em música popular, podemos dizer que a harmonia são os acordes da música, 
(que são formados por pelo menos três sons ao mesmo tempo). 
• Ritmo: na verdade todos os instrumentos fazem ritmo, mas há instrumentos que são 
especialistas nessa parte. O ritmo é construído sobre o pulso (beat) e é construído pela 
variação das durações das notas em relação a esse pulso (constante). Veja abaixo 
(conteúdo 4) a explicação mais detalhada sobre os elementos do ritmo. 
. Por enquanto vamos tentar adivinhar o que faz cada instrumento, utilizando o exemplo 
da banda de rock citado acima, respondendo as três questões abaixo: 1. Quem 
normalmente faz a melodia principal? 2. Quais são os instrumentos que fazem a 
harmonia? 3. E o ritmo? São questões mais ou menos fáceis de serem respondidas. 
 
RESPOSTA: * Numa banda de rock quem normalmente faz a melodia é o cantor (ou 
quando há um “solo’, é o instrumento solista). A harmonia (acordes) é feita por vários 
instrumentos como a guitarra, o teclado e o baixo. A bateria é o principal instrumento 
rítmico, porém, todos os instrumentos fazem o seu próprio ritmo, o qual é construído 
sobre o pulso (ver explicação abaixo no conteúdo 4). 
 
 * CURIOSIDADE O baixo é um instrumento muito interessante, pois é por definição 
um instrumento melódico, (já que ele normalmente toca uma nota de cada vez); porém 
ele tem uma função harmônica fundamental, pois ele sempre dá a nota mais grave dos 
acordes, definindo inclusive qual é o acorde. Além disso, também tem uma função 
rítmica muito importante que, no caso da nossa banda de rock, ele reforça e apoia o 
ritmo da bateria. Vamos a partir de agora prestar mais atenção neste instrumento tão 
importante para uma banda hein?! Outra curiosidade: a guitarra quando está fazendo 
o acompanhamento ou a “base” (acordes), ela está fazendo harmonia, mas quando ela 
vai fazer um solo, ela passa a fazer melodia, pois passa a tocar uma nota de cada vez, 
entenderam? 
 
 
Conteúdo 3. As Famílias dos Instrumentos Musicais 
 
 
 
 
Você sabia que os instrumentos musicais também têm família? Podemos dizer que eles 
se dividem em basicamente três famílias: sopros, cordas e percussão. 
Sopro: são os instrumentos que têm o estímulo sonoro através do sopro, como por 
exemplo: a flauta, o saxofone, o trombone, o oboé, etc. Dentro dos instrumentos de 
sopro há ainda outra divisão que podemos fazer que é: os metais, como a trompa, o 
trompete, o trombone ou a tuba; e as madeiras, que são a clarinete, a flauta, o fagote 
ou o oboé. Pesquise também, junto com as crianças, alguns instrumentos de sopro que 
você pode construir e aproveite para conhecer os mais variados instrumentos de sopro 
que existem espalhados pelo mundo como o “Didgeridoo Australiano”, a Gaita de Foles 
ou o Corne Inglês. 
Cordas: Podemos dividir os instrumentos de cordas pela maneira como são tocados. 
Os instrumentos de cordas dedilhadas, como o próprio nome diz, podem ser tocados 
com os dedos (como o violão ou a harpa); os de cordas friccionadas são tocados com 
um arco que raspa ou fricciona as cordas (como o violino ou a rabeca). Também 
existem instrumentos de cordas percutidas, como o berimbau que é tocado por uma 
baqueta, ou o piano, que quando você aperta as teclas, elas acionam os martelinhos 
que tocam nas cordas fazendo aquele som maravilhoso que todos nós conhecemos. 
Na música popular encontramos instrumentos de cordas como o cavaquinho, o violão, 
o bandolim, a guitarra, a viola caipira, etc. Já numa orquestra podemos encontrar o 
violino, a viola, o violoncelo, o contrabaixo ou a harpa. Existem muitos instrumentos de 
cordas em todas as culturas do mundo que são muito interessantes e vale a pena você 
pesquisar e conhecer, como a cítara indiana, o dulcimer, o alaúde ou o cravo. Assista 
nossos vídeos e veja alguns instrumentos muito interessantescomo o cavaquinho, o 
contrabaixo acústico e elétrico, entre vários outros. 
Percussão: o universo da percussão é muito rico. Podemos encontrar instrumentos 
dos mais variados tipos, desde um simples triângulo até uma marimba (que tem as 
notas com alturas definidas). Muitas são as possibilidades de classificação dos 
instrumentos de percussão. Podemos separá-los por exemplo pela forma como são 
tocados, podendo ser com um impacto direto (com as mão ou baquetas) como o 
pandeiro ou as congas; ou impacto indireto (por agitação ou fricção) como um ganzá 
ou um reco-reco. Podemos também pensar que existem alguns instrumentos de 
percussão que possuem sons com alturas definidas, isto é, com notas musicais pré-
determinadas (dó, ré, mi...) como o xilofone por exemplo, e outros possuem alturas 
indefinidas como o pandeiro ou a caixa. Com isso podemos também classificá-los pela 
sua função: se ele é melódico (com alturas definidas), como um metalofone ou os 
tímpanos da orquestra por exemplo; se é harmônico, como um vibrafone ou uma 
marimba que são tocados com quatro baquetas (podendo fazer acordes); ou se é 
rítmico (sem alturas definidas), como um pandeiro ou uma bateria. Por último, podemos 
ainda falar um pouco sobre a maneira como o som é produzido, podendo dividir os 
instrumentos de percussão em outros três grupos: os idiofones: são aqueles cujo 
próprio “corpo” produz o som, como os pratos, o triângulo, a clave, os chocalhos, etc. 
Os membranofones: são aqueles que possuem uma membrana que vibra quando é 
percutida, como o pandeiro, o surdo, o tímpano, a conga, o derbak, o djembé, etc. E 
 
 
 
ainda existem os cordofones, que produzem o som pela vibração de uma corda, como 
o berimbau ou o dulcimer. 
 
 
Assista em nosso Site os vídeos da série “Conhecendo os Instrumentos” e aprenda as 
principais características e curiosidades sobre alguns dos principais instrumentos 
musicais. 
 
Acesse o Vídeo 
 
Brincadeira de adivinhar os instrumentos e suas famílias 
https://www.youtube.com/watch?v=T3AoGeR4Kwo&t=268s 
 
Em inglês 
https://www.youtube.com/watch?v=vjJcGlQraek 
https://www.youtube.com/watch?v=WV63aVMnyMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conteúdo 4. O Ritmo 
 
Conteúdos Musicais Relacionados ao Ritmo 
O Pulso: o pulso é a estrutura básica do ritmo; é como se fosse o coração da música. 
Sabe quando balançamos a cabeça num show de rock, ou quando estalamos os dedos 
ou batemos palmas ouvindo uma canção, ou ainda, quando dançamos “dois pra lá, dois 
pra cá”; todos esses movimentos estão relacionados com o pulso (ou pulsação). É 
importante ressaltar que o pulso é sempre constante, como se fosse um relógio: Tic 
Tac Tic Tac, não havendo variações. É uma divisão do tempo (cronológico) em partes 
iguais, sempre com a mesma duração. 
 O Tempo: Quando conseguimos contar esses pulsos passamos a chamá-lo de tempo. 
O tempo é a estrutura métrica da música. Aliado ao tempo, temos o conceito de 
Compasso que veremos logo abaixo. É o tempo quem organiza, quem dá estrutura 
para a música; sem o tempo a música poderia se tornar caos, perdendo o sentido 
https://www.youtube.com/watch?v=T3AoGeR4Kwo&t=268s
https://www.youtube.com/watch?v=vjJcGlQraek
https://www.youtube.com/watch?v=WV63aVMnyMA
 
 
 
melódico, harmônico e rítmico. É por causa do tempo que as pessoas conseguem tocar 
juntas. 
O Tempo forte e o Compasso: os compassos são pequenos ciclos de pulsações (ou 
tempos) que ficam se repetindo e que estruturam a música. Esse ciclo é normalmente 
definido quando sentimos que uma dessas pulsações é mais forte que as outras. Para 
esse pulso mais forte damos o nome de “Tempo Forte”. Quando cantamos algumas 
músicas bem conhecidas como “Marcha Soldado” por exemplo, podemos sentir o 
tempo forte (e os tempos fracos) de forma muito natural, experimente: “MARcha 
solDAdo, caBEça de paPEL,... Perceba que esse ciclo dura dois tempos |1 2| 1 2|... 
Perceba agora o que acontece quando você canta “Parabéns a você” por exemplo: 
paraBÉNS pra voCÊ, nesta DAta queRIda. Tente perceber que agora esses ciclos são 
formados por três tempos: o primeiro mais forte, e os outros dois mais fracos. Então 
podemos dizer que a melodia de Marcha Soldado está estabelecida sobre um 
compasso binário (que tem dois tempos) e o “Parabéns a você” em compasso ternário 
(três tempos). Experimente cantar “Atirei o pau no Gato” em compasso quaternário, 
marcando o tempo com palmas tentando acentuar as sílabas fortes de quatro em quatro 
tempos. O Andamento: esse conceito é mais fácil de entender. Ele diz respeito à 
velocidade em que a música é tocada, que pode ser mais rápida ou mais lenta. Os 
“italianos” davam alguns nomes para essas velocidades como: allegro, presto, andante, 
moderato, etc. 
O Ritmo: sabendo um pouco mais sobre as partes que estruturam a música, podemos 
dizer que Ritmo é tudo o que construímos sobre a pulsação. É como se os compassos 
e os tempos fossem o alicerce onde construímos a música. A diferença básica entre 
ritmo e pulso (ou tempo) é que o pulso é sempre constante e o ritmo pode variar suas 
durações. Vamos agora aplicar esses conceitos de forma prática, fazendo as 
brincadeiras e atividades que trabalham o ritmo. 
 
Conteúdo 5. Qual a diferença entre gênero, estilo e ritmo 
 
Não é só o ritmo que determina um gênero ou estilo musical. Podemos dizer que a 
música tem um caráter complexo, não no sentido de difícil, mas no sentido de ser 
composta por muitos elementos, tais como: o ritmo, a instrumentação, o estilo das 
letras, das melodias, das harmonias, o arranjo, as danças, as vestimentas, o local onde 
é feita, a cultura ou o grupo específico que a fez, entre muitos outros. Podemos dizer 
que o ritmo é apenas um dos inúmeros elementos contidos em um gênero musical. O 
termo gênero pode ser relacionado a “generalização” de determinado tipo de música 
ou cultura. Dentro de cada gênero (como o samba por exemplo) podemos encontrar 
diversos estilos (como o samba-enredo, o samba-rock, o partido alto, o samba canção, 
o samba- choro, entre outros). Portanto, o estilo está contido dentro do gênero, e traz 
uma série de peculiaridades e especificidades que o caracterizam. O que realmente 
importa aqui, é que você propicie um ambiente musical diverso em sua escola ou outra 
área de atendimento, fazendo com que as crianças entrem em contato com o maior 
 
 
 
número possível de ritmos, instrumentos, gêneros e estilos, tanto da música brasileira 
como das músicas do mundo. 
 
Acesse os Vídeos 
 
Desafio: fazer a brincadeira Hit percussivo dos Barbatuques 
 
Barbatuques TUM PÁ 
https://www.youtube.com/watch?v=eVSrfdVf1Jw 
 
Hit percussivo 
https://www.youtube.com/watch?v=ZDQHozHu6i8 
 
Segue abaixo diversas sugestões de atividades, principalmente voltadas à expressão 
corporal. Divirtam-se: 
 
Sugestões de atividades/brincadeiras 
(Continuação do Módulo 1) 
Expressão (artes integradas) 
 
7- Danças e movimentos livres 
Aqui a criança se expressa livremente com o corpo ouvindo músicas de diversos 
gêneros. Você pode colocar três (ou mais) músicas bem diferentes e deixar que as 
crianças façam gestos e movimentos livres acompanhando cada música. Você também 
pode fazer uma roda e brincar de “Siga o Mestre com movimentos”, em que, uma 
criança de cada vez vai ao centro da roda e faz gestos, enquanto os outros imitam seus 
movimentos. 
 
8- Mímica Musical 
Na Mímica musical, a criança expressa com o corpo (e com expressões faciais), os 
sentimentos, cenas e pensamentos que lhe vem à mente com a escuta de cada música. 
As outras crianças tentarão adivinhar o que a criança quer transmitir, ou então, podem 
simplesmente imitar seus gestos, movimentos e expressões. Você também pode criar 
mímicas para as crianças fazerem, tentando expressar algum gênero musical, dança, 
artista ou instrumento (cada criança tira uma carta e tem que fazer a mímica para os 
outros adivinharem, ou tipo “Imagem e Ação” com nomes de músicas). 
 
9a- Teatro com a música 
https://www.youtube.com/watch?v=eVSrfdVf1Jwhttps://www.youtube.com/watch?v=ZDQHozHu6i8
 
 
 
Há várias formas de fazer o Teatro Musical. Uma das formas mais interessantes nesse 
primeiro passo é imaginar cenas a partir da trilha sonora. Então você pode pôr uma 
música e imaginar o que poderia estar acontecendo se aquela música fosse a trilha 
sonora de um filme. Então, a partir das ideias que surgirem, você monta a cena e 
executa com as crianças, unindo o teatro com a música. 
 
9b- Teatro a partir da letra 
Criar cenas a partir da letra da canção. Após ouvir, entender e decodificar o texto da 
canção, você poderá criar diálogos, histórias e cenas a partir dessa letra. 
 Vamos tomar como exemplo a música Maracangalha, de Dorival Caymmi: 
(Eu vou pra Maracangalha, (eu vou). Eu vou de uniforme branco, (eu vou). 
Eu vou de chapéu de palha, (eu vou). Eu vou convidar a Anália, (eu vou). 
Se a Anália não quiser ir eu vou só, eu vou só). 
Então você pode imaginar uma cena em que uma criança interpreta o Dorival Caymmi 
(sentado na rede, com um violãozinho na mão) e outro colega chega e pergunta: - O 
Dorival, que é que tu tá fazendo aí? E ele responde: - Eu estou aqui imaginando um 
lugar maravilhoso. É o lugar dos meus sonhos. Chama-se Maracangalha. E o amigo 
diz: - Mas que nome esquisito! E o que você vai fazer lá nesse lugar dos seus sonhos? 
E ele responde: - Ah, eu vou passear lá, com meu uniforme branco, meu chapéu de 
palha. E o amigo diz: - Mas tu vai sozinho pra esse Maracangalha? E Dorival responde: 
-Não, eu vou convidar a Anália. Então o amigo questiona: -Mas e se ela não quiser ir? 
E Dorival termina: - Se Anália não quiser eu vou sozinho mesmo. (Então as crianças 
podem cantar a canção logo após a cena) Esse é só um exemplo para ilustrar algumas 
cenas simples que podem ser criadas a partir de letra (ou de trechos de letras) de 
canções. Você pode criar toda uma peça de teatro com um repertório pré selecionado 
e poderá usá-lo como apresentação final de seu projeto musical. 
 
10a- Sonorização de histórias 
Essa uma das atividades mais interessantes para se iniciar o trabalho com os 
instrumentos musicais. Você tem dois caminhos: um é criar uma história a partir dos 
instrumentos que você tem à disposição; o outro é utilizar os instrumentos em histórias 
já conhecidas. É muito divertido e incrementa bastante suas histórias! Você vai precisar 
de alguns instrumentos musicais bem simples, como chocalhos, sininhos, reco recos, 
apitos, etc. ou alguns objetos sonoros como folhas de papel celofane, colheres, chaves, 
panelas, etc. Um primeiro modo de fazer essa brincadeira é construir uma história a 
partir dos sons que você tem em mãos. Primeiramente, coloque as crianças sentadas 
em distribua os instrumentos e objetos sonoros colocando-os na frente de cada criança 
dizendo que ainda não é para tocar. Depois, um de cada vez, eles vão poder tocar seu 
instrumento dizendo o que pode ser aquele som, ou, com o que aquele som se parece, 
por exemplo, o reco-reco parece um sapo, o apito parece um pássaro, o chocalho 
parece o vento na árvore, etc. Enquanto isso você vai anotando os elementos de sua 
história. Em seguida, você, junto com as crianças, vão inventar uma historinha, usando 
como trilha sonora os instrumentos tocados por eles. Essa brincadeira estimula a 
criatividade, a individualidade, a imaginação e a socialização (já que é muito importante 
 
 
 
saber sua hora de tocar), assim como faz uma introdução aos instrumentos musicais 
de uma forma bem livre, sem focar na técnica específica do instrumento, apenas 
explorando suas possibilidades e descobrindo seus sons. 
Sugestões de variações: Uma outra maneira de fazer essa atividade é fazendo o 
caminho inverso: começando de uma história já conhecida e ir colocando os 
instrumentos em cada personagem ou em cada paisagem, “clima” ou cena. Como 
atividade relacionada, podemos fazer diversas atividades trabalhando com “Trilhas 
Sonoras”.: Experimente, por exemplo, assistir uma cena de um filme ou desenho sem 
a trilha sonora. Depois você assiste novamente com a música e vai ver a diferença. 
 
10b- Roda de Música 
Nessa brincadeira você simplesmente senta em roda com as crianças, escuta diversos 
tipos de músicas e compartilha as impressões de cada um a partir da escuta de cada 
música. Você pode cantar, tocar, dançar em roda, ou simplesmente ouvir e trocar ideias 
sobre o que cada um achou, É muito gostoso fazer essa atividade, podendo até fazer 
as crianças deitarem no chão para ouvir as músicas. Com as crianças maiores, você 
pode pedir para elas trazerem algum tipo de música (artistas ou bandas) que elas 
gostam e cada uma apresentar e falar um pouco sobre aquela música que vão ouvir. 
Aqui é importante colocar a regra do RESPEITO às diferenças, sem ninguém agredir 
ou falar mal da música do colega. 
 
Expressão corporal 
 
Eixo: A música no corpo 
 
11a- O Ritmo no Corpo 
Primeiro passo: Sentir o pulso 
O pulso é o coração da música. A atividade mais básica possível e uma das mais 
importantes é simplesmente sentir o pulso da música. Isso pode ser feito andando pela 
sala, batendo palmas, estalando os dedos, batucando nas pernas ou balançando o 
corpo. Você pode colocar uma música no aparelho de som ou mesmo (melhor ainda) 
cantar e sentir o pulso (ao mesmo tempo). Essa atividade é fundamental para o 
desenvolvimento do senso rítmico e da expressão musical. 
 
11b- Descobrir o compasso 
A partir da atividade anterior, começaremos a sentir um ciclo de pulsações (que está 
baseada nos tempos fortes desse ciclo) o qual denominamos de compasso (ciclo). 
Sentir o compasso também é natural e deve ser feito a partir da sensação corporal (e 
não da matemática). Experimente cantar uma série de músicas e tentar descobrir a 
partir do corpo, quantos tempos tem em cada compasso. Por exemplo: Mar-cha sol-
dado (ciclo de 2 tempos) 
 1 2 1 2 
 
 
 
O pa-to Pate-ta pin tou o caneco (ciclo de 3 tempos) 
 1 2 3 1 2 3 1 2 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11c- Sentir o ritmo / criar padrões rítmicos 
Ritmo são variações construídas sobre o pulso e o compasso. Enquanto o pulso se 
mantém constante, o ritmo varia em suas durações, subdivisões e dinâmicas. Existem 
alguns” ritmos de base” ou “padrões rítmicos” característicos de alguns gêneros 
musicais, como o samba, o baião, o rock, o funk que também se mantêm constantes, 
e que chamamos usualmente de “batida”, “levada”, ou em inglês “groove”. Entretanto, 
o conceito de ritmo é bem mais amplo do que isso. Na verdade, todos os instrumentos 
e tudo o que você faz em música tem ritmo. A melodia tem ritmo, os acordes têm sua 
cadência, os instrumentos, o canto, enfim, tudo tem seu próprio ritmo. Experimente 
começar sentindo os ritmos que existem na música (batucando no corpo) e, em 
seguida, comece a criar livremente divisões, frases e variações rítmicas (que 
acontecem sobre a estrutura do pulso e do compasso). 
 
11d- Trabalhar o ritmo da melodia 
Chamamos de ritmo da melodia a divisão rítmica do “canto”, com suas durações e 
subdivisões específicas. Essa brincadeira é bem simples: tente cantar uma canção 
infantil, batendo palmas junto com cada sílaba. A grosso modo,esse é o ritmo da 
melodia! Você pode dividir a sala em dois grupos, fazendo com que um dos grupos 
cante marcando a pulsação (constante) com os pés por exemplo, e o outro grupo cante 
fazendo o ritmo da melodia (frases rítmicas) com palmas. Depois você pode também 
fazer esse jogo com os instrumentos, fazendo com que alguns toquem o pulso, ou um 
ritmo de base (constante) e o outro varie fazendo o ritmo da melodia. 
 
11e - Percussão corporal 
Agora que você entendeu o conceito de ritmo, vamos tocar os “ritmos de base” no 
corpo. É como se o corpo fosse uma bateria e você então vai colocar os sons e as 
divisões em seu corpo. Você pode começar por exemplo acompanhando uma música 
batendo: | uma vez o pé (Tum)|, uma vez uma palma (Ta)|. Depois você pode inserir 
um estalo (ti) entre eles, formando uma ritmo assim: 
TumTi Ta Ti | Tum Ti Ta Ti (pé, estalo, palma, estalo). 
 
 
 
Se for uma valsa por exemplo, você pode bater: uma vez o pé | e duas vezes as mãos 
(palmas)|, formando o ritmo: Tum Ta |Tum Ta (pé, palma, palma). E por fim, os ritmos 
brasileiros, como o samba, pode ser adaptado de diversas maneiras. Podemos 
começar com duas batidas no peito e dois estalos 
SAMBA: Tum ti Tum ti…. 
Você também deve criar ritmos à sua maneira, inventando batidas e variações 
livremente, conforme você sentir. 
 
12a- Tocar o ritmo nos instrumentos 
Assim como podemos sentir o ritmo no corpo, podemos fazer o mesmo com objetos 
sonoros ou instrumentos musicais. Sinta-se livre para fazer práticas instrumentais, 
(principalmente com instrumentos de percussão), que trabalhem o senso rítmico das 
crianças, deixando-as sentir o pulso e criar ritmos, cantando melodias conhecidas ou 
acompanhando músicas no aparelho de som. 
 
12b- Qual o ritmo que cada instrumento faz 
Depois de perceber que cada instrumento pode fazer coisas diferentes na mesma 
música, preste atenção em como se comportam os instrumentos nas músicas que você 
ouve. Faça uma atividade de apreciação (percepção) com as crianças, ouvindo 
diversas músicas tentando perceber o que faz cada instrumento. Você pode fazer uma 
brincadeira “Imitando os Instrumentos” com a voz e com gestos, dividindo a sala em 
grupos (ou naipes), por exemplo: você são os guitarristas e vão fazer: “tchã; vocês são 
os bateristas e vão fazer Tum Ta ti; o piano vai fazer plim e o baixo Tom Tom…É uma 
brincadeira muito simples, mas que desenvolve a noção de música em conjunto, em 
que cada “voz” se complementa. 
 
 
Percepção e cultura musical: 
12c - Que ritmo é esse (que faz parte de um gênero)? 
Na música popular costumamos confundir os conceitos de gênero e de ritmo. Como 
dissemos anteriormente, o ritmo é apenas um dos aspectos dentro de um gênero. 
Entretanto, você pode pegar músicas de diversos gêneros e trabalhar o aspecto rítmico, 
dando nomes a eles: por exemplo: que ritmo é esse: tumkitikumtumkitikumtum (samba). 
E esse: Tum Ta – Tum Ta- (rock), e esse outro Tum Tchá Tum Tchá (valsa). 
Depois de falar do ritmo, você pode explicar para criança que isso é só um elemento 
da música, mas que ela é formada por muitas coisas, como: a melodia (o canto), a 
harmonia (os acordes), a letra, o lugar de onde veio, o arranjo, a interpretação (jeito de 
tocar e cantar), entre muitas outras coisas. Depois faça uma prática tentando juntar 
todos esses elementos, para que a criança vivencie a música de maneira “complexa”, 
e não fragmentada. 
 
 Brincadeiras tradicionais com enfoque musical 
 
 
 
 
13a- Estátua/ e Dançando com Forte e Fraco. 
*Variações: Estátua com copos, Dança das cadeiras e Dançando com forte e fraco. 
DESCRIÇÃO DAS BRINCADEIRAS: 
 Vamos ver agora algumas brincadeiras tradicionais da infância que podemos dar um 
enfoque musical. A primeira brincadeira que você pode fazer é a brincadeira da 
“Estátua”, trabalhando o Som e o Silêncio. Você vai precisar de um aparelho de áudio 
e escolher uma ou mais músicas de seu gosto. Você também pode fazer essa 
brincadeira cantando, sem precisar de nenhum equipamento. Coloque as crianças em 
roda e explique que a música é feita de sons, mas também de silêncio e de pausas. 
Então você diz que quando a música começar, vocês irão dançar no ritmo da música 
mas quando ela parar: Estátua! Como dissemos acima, essas são brincadeiras 
tradicionais da infância e que podemos fazê-las com um enfoque musical. Você pode 
utilizar diversos tipos de música para fazer essas brincadeiras, podendo explorar 
também a movimentação corporal e alguns conceitos de ritmo, como andar no pulso, 
trabalhar diversos andamentos (velocidade), além de poder explorar diferentes gêneros 
e estilos musicais, ritmos com a percussão corporal e o que mais você tiver de ideia. 
 
Variações da brincadeira: 
13b- Estátua com Copos: Uma primeira variação da brincadeira pode ser a “Estátua 
com os copos”. Você precisará de alguns copos de plástico e de três instrumentos, de 
preferência um grave, um médio e um agudo. Então, quando o instrumento grave tocar, 
a criança tem que fazer a estátua equilibrando o copo na perna ou no pé (parte baixa 
do corpo); quando o instrumento “médio” tocar, o equilíbrio tem que ser na barriga, nos 
braços ou nos ombros (parte média do corpo); e quando o instrumento for agudo a 
criança tem que equilibrar o copo na cabeça (parte alta do corpo). Essas brincadeiras 
estimulam a concentração, o equilíbrio, o desenvolvimento da escuta, a expressão 
corporal, a ampliação do repertório de movimentos e de estilos musicais. Mais 
sugestões de variações da brincadeira: Uma outra brincadeira tradicional da infância 
que se assemelha à essa e que também trabalha com som e o silêncio e que você 
pode explorar a expressão corporal, os ritmos e estilos, é a conhecida: Dança das 
cadeiras. 
Crie você também algumas formas de fazer essa brincadeira. Por último, uma variação 
muito interessante e que explora o conceito de Intensidade é a brincadeira 
 
13c - “Dançando com forte e fraco”. Também é muito simples: você estipula que 
quanto mais fraco for o som, mais abaixado a criança fica, e quanto mais forte, mais 
esticado ela fica (em pé); mas se o som parar, todo mundo cai no chão e fica em 
silêncio! Uma sugestão é que, depois de algumas vezes dessa brincadeira você 
aproveite que eles já estão deitados no chão e faça um relaxamento com uma música 
bem calma. 
 
14- Morto-vivo/ Imitando os Sons com o Corpo/ De pé (agudo), sentado (médio) e 
deitado (grave) 
*Variação: “Morto-vivo com forte e fraco”, “Imitando os Sons com o corpo” 
 
 
 
 Dando continuidade às brincadeiras tradicionais da infância, vamos brincar agora de 
morto e vivo associando os movimentos a sons. O som grave pode ser o “morto” e o 
som agudo o “vivo”. Você vai precisar de um instrumento que consiga fazer esses dois 
sons, como uma flauta, um teclado, um tambor (batendo no centro e no aro por 
exemplo), um agogô usando os dois diferentes sons, ou um pandeiro batendo com o 
polegar para o grave e com a palma da mão para o agudo. Você pode também fazer 
com dois instrumentos diferentes, por exemplo um caxixi na mão direita e um tambor 
na mão esquerda, ou ainda, dois apitos diferentes. Se você não tiver nenhum 
instrumento você poderá usar o corpo ou a voz para fazer a brincadeira. 
Coloque as crianças em roda (em pé) e primeiro faça um pequeno “treino” para que 
elas relacionem o som ao movimento, então você começa a brincadeira criando 
diferentes sequências entre grave e agudo. Se quiser faça livremente essa atividade 
ou faça um jogo onde quem errar senta. Essa brincadeira estimula a associação do 
som a um gesto corporal, além de trabalhar o conceito de altura (grave e agudo) e o 
desenvolvimento da percepção musical. 
Sugestões de variações: Você pode fazer uma variação dessa brincadeira fazendo 
“Morto e vivo com forte e fraco”, sendo o som fraco: abaixado, e o forte: em pé. Outra 
variação pode ser a brincadeira “Imitando os Sons com o corpo”, na qual a criança tem 
que imitar o som com o corpo de forma livre. Nessa brincadeira você toca sequências 
de sons de diferentes maneiras e as crianças se movimentam de acordo com o som 
emitido. Você pode fazer sons fortes, fracos, longos e curtos, graves e agudos, 
oscilantes, crescendo, diminuindo, rápido, lento, em ondas, tracejado, etc. 
A última variação pode ser feita com três sons: agudo, médio e grave, usando 
primeiramente as palavras: de pé (agudo), sentado (médio), e deitado (grave). Assim 
que eles entenderem cada som e movimento, você apenas faz o som sem a palavra. É 
super divertido! 
 
 
 
 
 
 
 
15- Eco rítmico e improvisação com o corpo 
 * Variação: Improvisação com o corpo 
DESCRIÇÃO A primeira brincadeira sugerida aqui é o Eco Rítmico. Nessa brincadeira 
as crianças irão imitar o movimento que você fizer, como se fosse um eco. Você deverá 
colocar as crianças em roda e explicar a brincadeira.A seguir você começa com 
pequenos movimentos, por exemplo Pé (Tum) e Palma (Ta), depois faz pequenas 
variações tipo Tumtum (pé) Palma. A seguir você vai aumentando o tamanho das 
frases, ficando cada vez mais complexo, tipo Tumtum Tata Tumtum Ta. Essa 
brincadeira estimula a criatividade, o senso rítmico, a coordenação motora, a 
lateralidade, o equilíbrio, a musicalidade, a expressão corporal e musical, 
transformando o corpo num próprio instrumento. 
 
 
 
Sugestões de variações: Improvisação sobre o pulso (andando): 
Uma outra atividade que você pode fazer é a improvisação corporal em conjunto. 
Primeiramente você começa a caminhar pela sala em várias direções, estabelecendo 
um pulso comum entre você e as crianças (com os pés). A seguir você começa a fazer 
pequenos ritmos com as mãos, batendo palmas, estalos, no peito, deixando que as 
crianças fiquem livres para improvisar, explorar e criar frases rítmicas com o corpo sem 
perder a pulsação. Explorar o corpo como o principal instrumento é um dos pilares mais 
importantes desse projeto. 
 
16- As danças do Brasil e do Mundo 
Cada tipo de música, geralmente tem uma dança característica atrelada àquele gênero. 
É muito interessante você conhecer a linguagem corporal das danças típicas dos vários 
gêneros e estilos musicais espalhados pelo Brasil e pelo mundo. 
Esse é outro pilar que usamos no sentido da aquisição da cultura e do desenvolvimento 
do movimento e do gesto musical a partir das danças tradicionais. O Brasil é um país 
que possui um manancial incrível de gêneros e danças tradicionais; podemos citar 
alguns como o côco, o maracatu, o samba, o reisado, a congada, a ciranda, o frevo, as 
danças afro-brasileiras, a catira, a chula, o fandango, o bumba meu boi, o carimbó, 
dentre muitas outras. 
Entretanto, é muito importante que você deixe a criança livre para se expressar 
livremente, fazendo com que ela aumente o repertório de movimentos e de expressões 
através do seu corpo. Em nossa sociedade ocidental muitas vezes somos tolhidos em 
nossos movimentos e ficamos restritos e limitados ao comportamento adquirido ao 
longo dos anos dentro de nossas culturas. Os africanos por exemplo, têm sua 
movimentação mais desenvolvida pois desde crianças eles praticam a dança e a 
improvisação através do corpo, sem tantos bloqueios como os que somos reféns em 
nossa sociedade. Dance à vontade com suas crianças e aproveite para soltar seu 
corpo, inventar e se divertir!! 
 
17a- Coreografia 
As coreografias são ótimas para o desenvolvimento da consciência corporal, da 
concentração e do entendimento da estrutura musical, trabalhando diversas funções 
executivas do cérebro. Com os movimentos estruturados em relação à forma da 
música, a criança aprende suas várias partes, atrelando um movimento com cada 
trecho musical. Outro aspecto importante é a interação com os outros colegas a partir 
do movimento. Isso desenvolve a socialização, a concentração, a lateralidade, a 
coordenação, e a ampliação do repertório de gestos, além da parte emocional em que 
a dança pode trazer a alegria e a leveza para nossas vidas. As coreografias estão 
presentes em diversas culturas do mundo e têm sua função “ritualística”, de 
confraternização e de catarse. Vamos dançar? 
 
 
 
 
 
18a- Brincadeiras de Roda 
Mais uma vez baseado nas brincadeiras da infância, no nosso folclore e nas músicas 
da cultura brasileira, uma das principais brincadeiras no contexto da musicalização 
infantil e que também estão presentes em muitas culturas do mundo são as 
brincadeiras de roda. Essas brincadeiras são muito importantes para a socialização, 
para o fazer musical em grupo e para o desenvolvimento do ritmo, do canto e do gesto 
musical. Também são muito importantes no que diz respeito à apropriação da própria 
cultura, assim como para ampliação do nosso território cultural, conhecendo também 
manifestações musicais e brincadeiras de outros povos e de outras épocas. As 
brincadeiras de roda são muito simples e com um efeito pedagógico muito amplo e 
importante para a formação do indivíduo. Você precisará apenas de um espaço amplo 
e estar munido de algumas canções e brincadeiras, como por exemplo a do Caranguejo 
não é peixe, Ciranda Cirandinha ou Ovo Choco. Existem muitas brincadeiras de roda 
que podemos pesquisar como as Cirandas do Pernambuco ou o Carimbó, típico do 
Pará. Veja esse exemplo: 
“Dona Maria, que dança é essa, que a gente dança só. 
Dona Maria, que dança é essa, é carimbó, é carimbó 
Braço pra cima, braço pra baixo, Agora já sei como é que é. 
 Só falta bater a mão (tá) Batendo também o pé (tum) 
Só falta bater a mão (tá) Batendo também o pé (tum)” 
 
 
Essas brincadeiras estimulam a interação, sociabilização, a criatividade além dos 
aspectos da linguagem musical como o ritmo, o canto e a expressão vocal e corporal. 
Um outro aspecto que você pode trabalhar com essas brincadeiras é a individualidade 
e a auto estima. Por exemplo, você pode fazer com as crianças menores a música “A 
canoa virou” em roda, e a hora que falar o nome da criança ela vai para o centro da 
roda e fica dançando até a música começar outra vez. 
 
Sugestão de atividade de pesquisa: Tente fazer uma pesquisa com as crianças 
pedindo que elas perguntem aos avós ou tios algumas brincadeiras tradicionais da 
infância de roda ou jogos de mãos. Essas atividades são essenciais para o 
desenvolvimento não só dos aspectos musicais, mas principalmente para o 
desenvolvimento humano de nossas crianças. 
 
 “A canoa virou Por deixá-la virar Foi por causa da "......." Que não soube remar 
 Se eu fosse um peixinho E soubesse nadar Tirava a "......." Do fundo do mar”. 
 
19- Siga o Mestre (com o copo e com o corpo) 
 *Variação: Siga o Mestre em roda com percussão corporal 
 
 
 
A prática instrumental não é feita apenas com instrumentos convencionais; podemos 
fazê-la também com objetos sonoros e também com nosso próprio corpo. Vamos fazer 
uma brincadeira com copos plásticos que se chama 
“Siga o Mestre com Copos”! Você vai precisar de um copo de plástico para cada 
criança e de um espaço para que todos façam uma roda. Com as crianças sentadas 
em roda, a brincadeira é simples: você, que é o mestre, vai começar um movimento 
constante com o copo estabelecendo um pulso. Esse movimento pode ser batendo o 
copo, raspando, dando estalos, falando dentro dele, etc. A seguir a criança do seu lado 
esquerdo imita o seu gesto. Assim que ela começar, a outra criança também começa 
e esse movimento vai passando, como se fosse um “telefone sem fio”. Você deve 
orientar a criança para que ela preste muita atenção no seu colega do lado direito e só 
quando este começar o movimento é que ele pode imitar. Assim que você sentir que o 
pulso está firme, mude o movimento, mantendo a mesma pulsação. Quando você 
mudar o gesto, o processo vai se repetir (passando de crianças para criança), porém 
sobrepondo o segundo movimento ao primeiro. Assim que você mudar, as crianças irão 
aos poucos (uma de cada vez) sempre imitar o som da criança ao lado, fazendo uma 
espécie de “Hola” ou onda sonora. Veja como é interessante a sobreposição de 
movimentos e sons que essa brincadeira cria. Essa brincadeira trabalha a 
concentração, a disciplina, a coordenação, e a socialização, além de trabalhar 
elementos próprios da linguagem musical como o ritmo, o pulso, o tocar em conjunto e 
a escuta musical. 
Sugestões de variações: Siga o mestre em roda (com percussão corporal) 
Você poderá fazer também essa atividade com o corpo. Em roda, dançando uma 
música de sua escolha, cada criança entra no meio da roda e propõe algum ritmo ou 
movimento com o corpo para os outros imitarem. Para sair, ela escolhe algum colega 
puxando-o para o centro da roda. Então esse propõe algum outro acompanhamento 
possível, estalando os dedos, batendo os pés, com palmas, peito, coxa, etc. Essa 
brincadeira é muito divertida e desenvolve a criatividade, a expressão corporal e o 
senso rítmico da criança. Divirta-se! 
 
Brincadeirasextra - Links externos 
Alpha four (percussão corporal) https://www.youtube.com/watch?v=Mnt6O8N6eDg 
Flecha de palmas https://www.youtube.com/watch?v=3vc8KWAbzJM 
Pão pão pão https://www.youtube.com/watch?v=utWPg_RHnno 
Contação de história e música 
Sopa supimpa https://www.youtube.com/watch?v=_go-F3LrcxA 
Pedro e o Lobo https://www.youtube.com/watch?v=ggRJRSJvFTA&t=333s 
https://www.youtube.com/watch?v=Mnt6O8N6eDg
https://www.youtube.com/watch?v=3vc8KWAbzJM
https://www.youtube.com/watch?v=utWPg_RHnno
https://www.youtube.com/watch?v=_go-F3LrcxA
https://www.youtube.com/watch?v=ggRJRSJvFTA&t=333s
 
 
 
Músicos de Bremen (Saltimbancos) 
https://www.youtube.com/watch?v=J7Wyc9w1fXY 
Referências Bibliográficas 
 
ALMEIDA, M. B. de; PUCCI, M. D. Outras Terras, Outros Sons. São Paulo: Callis, 2002 
TINHORÃO, José Ramos. Os Sons dos Negros no Brasil: Cantos - Danças - Folguedos: 
Origens. SP, Art Editora, 1988. 
____. História Social da Música Popular Brasileira. Lisboa, Caminho, 1990. 
BRITO, T. A. Koellreutter Educador: O humano como objetivo da educação musical. 
São Paulo: Peirópolis, 2001. 
_____. Música na Educação Infantil: Propostas para a formação integral da criança. 
São Paulo: Peirópolis, 2003. 
_____. Quantas músicas tem a música? Ou algo estranho no museu. São Paulo: 
Peirópolis, 2009. 
BEYER, E. Ideias em Educação musical. Porto Alegre: Mediação, 1999. 
BROUGÈRE, G. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 
FERES, J. Iniciação Musical: Brincando, criando e aprendendo. São Paulo: Ricordi 
Brasileira, s.d. 
FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira. De tramas e fios- Um ensaio sobre música 
e educação. Editora da Unesp. São Paulo, 2005. 
PAZ, Ermelinda. Pedagogia Musical Brasileira no Século XX. Editora MusiMed, 2000. 
SÃO PAULO (SP). SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. COORDENADORIA 
PEDAGÓGICA. CURRÍCULO DA CIDADE : EDUCAÇÃO INFANTIL. – SÃO PAULO : 
SME / COPED, 2019 
SÃO PAULO (SP). SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. COORDENADORIA 
PEDAGÓGICA. CURRÍCULO DA CIDADE : ENSINO FUNDAMENTAL : 
COMPONENTE CURRICULAR : ARTES. – 2.ED. – SÃO PAULO : SME / COPED, 
2019. 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=J7Wyc9w1fXY

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