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EAD Trabalhando com música: educação inclusiva e integral Módulo 2 - Sobre a educação musical Introdução https://drive.google.com/file/d/1RLHMKK499JbKZmZUy9oeELUequhjCIwn/view? usp=sharing Nesse Módulo iremos aprofundar nosso conhecimento sobre a educação musical. Educadores como Émile Jaques-Dalcroze (1869-1950), Zoltán Kodály (1882-1967), Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Edgar Willems (1890-1978), Shinichi Suzuki (1898- 1998) e Swanwick (1937 - ) contribuíram de forma crucial para o desenvolvimento da educação musical, assim como trouxeram as bases para o trabalho com a música nas escolas. As principais referências (metodologias ativas) para o trabalho com a música 1.Willens- foco na percepção e expressão dos sons (consonâncias e dissonâncias, intervalos, escalas, acordes, melodias: ouvir e cantar). 2.Dalcroze- a música no corpo (movimento, canto, percussão corporal, dança) 3.Orff- improvisação, prática instrumental/ ritmo da palavra e aplicação nos instrumentos e no desenvolvimento da leitura musical. 4.Kodaly (Villa-lobos)- canto, resgate do folclore local (identidade) 5.Schaffer – “a afinação do mundo” (escuta ativa e criação) 6.Suzuki- linguagem (alfabetização) e linguagem musical. 7.Swanwick – TECLA (Técnica (sensório-motor), Execução/prática musical, Criação/composição, leitura/literatura (o saber música e o saber sobre música), Apreciação/percepção. A espiral piagetiana e o aprendizado musical. 8.Howard Gardner: a inteligência musical (inteligências musicais múltiplas: percepção (escuta ativa), sensório-motor, melódica (facilidade ao cantar ou reconhecer melodias), rítmica, criativa, expressiva, etc). . “...o mais significativo na educação musical é que ela pode ser o espaço de inserção da arte na vida do ser humano, dando-lhe possibilidade de atingir outras dimensões de si mesmo e de ampliar e aprofundar seus modos de relação consigo próprio, com o outro e com o mundo”. (Marisa Trench Fonterrada ) https://drive.google.com/file/d/1RLHMKK499JbKZmZUy9oeELUequhjCIwn/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1RLHMKK499JbKZmZUy9oeELUequhjCIwn/view?usp=sharing Breve histórico da educação musical no Brasil A educação musical como a entendemos, começa no Brasil sem uma data precisa, já que desde seus primórdios a música esteve sempre presente nas culturas indígenas espalhadas por todo território nacional. Para eles, a música era indispensável; faz parte dos rituais e do cotidiano e é transmitida oralmente de geração em geração. Com a chegada dos jesuítas, a educação musical tomou um outro rumo. Os primeiros missionários já se utilizavam dessa poderosa ferramenta para catequizar e “educar” os nativos, segundo a tradição europeia cristã. No início do século XIX, um outro fator relevante na história da música brasileira, foi a vinda da família real para o Brasil. Com ela vieram muitos instrumentos musicais e um fortalecimento da tradição de ensino musical voltada para o repertório de tradição europeia. Se dentro dos salões das casas grandes ocorriam os grandes “bailes” e festas ao som das valsas, polcas, schottishs e mazurcas escritas nas partituras, lá fora o “batuque” corria solto com suas tradições e ritmos efervescentes. A relação dos nossos ancestrais Africanos com a música era tanto ritualística, quanto a de entretenimento. A dança e o ritmo serviam de base para a sublimação e para a catarse das angústias e dores sofridas na época da escravidão, sendo seus toques e seus cantos passados através da tradição oral. Contudo, encontramos ainda hoje em algumas escolas brasileiras (tanto públicas, quanto particulares), um resquício do ensino de tradição europeia, com professores provindos dos Conservatórios que focam demasiado o ensino da leitura e da teoria musical; ou ainda, quando esse ensino é focado apenas na flauta doce e na reprodução de pequenas peças do repertório erudito ou folclórico. Esse tipo de ensino nos remete ao ensino musical praticado no século XIX, tanto na Europa quanto no Brasil, em que o foco era formar músicos virtuosos, especializados na tradição da música europeia e que iniciavam sua prática desde a primeira infância, valorizando aqueles que possuíam certo “dom” ou “talento” especial para a música. Essas concepções sobre música e sobre educação musical, por incrível que pareça, ainda estão arraigadas em nossa cultura, havendo ainda hoje certo mito em torno do “talento musical”, como se o caminho de educação musical fosse destinado para “poucos”. Contudo, o século XX trouxe profundas inovações e importantes questionamentos a respeito do ensino da música. Podemos citar alguns dos principais educadores que romperam com o ensino tradicional da música e que trouxeram muitas contribuições para a Educação Musical. Em 1903, o suíço Emile Jacques-Dalcroze, sentiu que seus alunos muitas vezes desenvolviam uma boa leitura, uma boa técnica, porém muitas vezes lhe davam a sensação de que a música “estava fora deles”. – “Se você tirasse a partitura da frente desses músicos, a música não acontecia”. Com isso, Dalcroze criou uma série de propostas e atividades que desenvolviam a música através do próprio corpo, buscando assim formas para que a música estivesse “dentro”, incorporada e internalizada. Depois dele surgiram outros grandes nomes da Educação Musical como Edgar Willens que trabalhava com a percepção dos sons e a apreciação musical; Carl Orff, que propunha a prática com instrumentos e a improvisação como meio para a aquisição da linguagem musical; o japonês Suzuki que criou uma metodologia de ensino de instrumento baseado no desenvolvimento da linguagem e da alfabetização (a criança aprende a falar imitando os sons e depois aprende a escrever); o compositor Murray Schaffer, que propunha o desenvolvimento musical através da Escuta, (e que podemos conhecer melhor sua proposta em seu importante livro “O Ouvido Pensante”); e, ainda, o húngaro Kodály que tinha como base o canto e o resgate do folclore nacional. Foi esse último que influenciou diretamente o músico e compositor brasileiro Villa Lobos, que trouxe ao Brasil uma metodologia de ensino musical que priorizava o canto, o solfejo e um repertório que valorizasse a cultura nacional. Aliado ao governo Getúlio Vargas, o chamado “canto orfeônico” de Villa Lobos ocupou lugar de destaque durante décadas no ensino musical brasileiro. Contudo, a educação musical foi perdendo sua força nas escolas públicas do Brasil, até que em 1971 foi criada a disciplina Educação Artística, que englobava música, teatro, dança e artes plásticas, sendo que a música já não tinha mais um caráter obrigatório nas escolas brasileiras. Portanto, estamos há mais de 50 anos sem ensino musical nas escolas públicas do Brasil. Houve um esboço de uma volta das aulas de música nas escolas públicas em 2008, porém sem sucesso em sua implementação. Aguardemos, sem perder a esperança que tais conteúdos e vivências tão essenciais na formação do ser humano voltem a fazer parte da vida da maioria das crianças brasileiras. Contudo, o objetivo principal da educação musical nas escolas não seria formar músicos, mas sim fazer com que a criança entrasse em contato com a diversidade musical, tendo como principal objetivo o desenvolvimento humano. Um dos principais focos poderia ser, por exemplo, a apropriação da cultura brasileira, não apenas a cultura de massa, mas o resgate das brincadeiras tradicionais da infância, assim como o contato com os grandes nomes de nossa música, como: Tom Jobim, Noel Rosa, Chico Buarque, Edu lobo, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento, entre tantos outros. Além da aproximação com a própria cultura muitas vezes não conhecida por falta de acesso, podemos pensar ainda mais longe, na expansão desse território cultural, através do contato com músicas de outras culturas: música norte-americana, música erudita europeia, música indiana, africana, árabe, oriental, cubana, dentre tantas outrasespalhadas pelo mundo. Por isso, o repertório indicado para educação musical não precisa ser apenas o repertório infantil, muito menos o repertório em voga na mídia, mas sim um repertório que inclua a diversidade, tanto dentro da música brasileira em toda sua amplitude de territórios, épocas e manifestações (o samba, a bossa, o choro, o baião, o maracatu, o frevo, dentre tantos outros), assim como as músicas ao redor do mundo, como o jazz, o rock, o funk, a salsa, o reggae, a música clássica, a música africana, indiana, árabe e o que mais for possível para a ampliação do repertório da criança e, consequentemente, para a ampliação de sua visão de mundo. Como cita o educador alemão Koellreuter: “A música é em primeiro lugar, uma contribuição para o alargamento da consciência e para a modificação do homem e da sociedade”. No contexto escolar, o desafio para nós educadores, é garantir a diversidade musical através de atividades em que a criança, ao mesmo tempo, amplie seu olhar e aprofunde suas experiências. Torna-se também importante levantarmos a questão do planejamento em aulas e a criação de projetos musicais, no qual estejam incluídos, além de um repertório musical diverso, uma gama de atividades que abranjam as diversas habilidades que são os potenciais a serem desenvolvidos dentro do campo dos estudos e vivências em música. Podemos citar aqui alguns dos principais pilares para Educação Musical: 1. A brincadeira como principal meio para a aquisição da linguagem musical; 2. O desenvolvimento da escuta ativa através da apreciação e da percepção musical, 3. A música no corpo (expressão corporal); 4. A prática com instrumentos (brincar, ouvir, tocar, construir, pesquisar, inventar, conhecer); 5. A criação musical (interpretação, improvisação, arranjo e composição); 6. A cultura musical: os ritmos, gêneros e estilos da música brasileira e da música mundial. Para finalizar, podemos citar Howard Gardner, em sua “Teoria das Inteligências Múltiplas”, na qual ele considera a Inteligência Musical, como uma das oito principais inteligências do ser humano. Poderíamos criar, como forma de repensarmos a diversidade de habilidades dentro do universo musical o que chamaríamos “Inteligência Musical Múltipla”. Muitas vezes o chamado “talento musical” é relacionado apenas à habilidade em se tocar bem um instrumento, porém, a habilidade motora é apenas uma das múltiplas habilidades em música. Uma pessoa que pode ter um ouvido muito desenvolvido, pode não saber se expressar muito bem corporalmente, ou, uma pessoa que tem facilidade com ritmo, pode não ter facilidade em criar novas melodias, por exemplo. Portanto, dentro do ambiente escolar, onde o objetivo da educação musical não é formar músicos, temos à nossa disposição uma riquíssima diversidade de modos de relação com a música. Temos, todavia, o desafio de criar experiências e vivências significativas que possam trazer o desenvolvimento para nossos educandos, não apenas no que diz respeito à aquisição da linguagem musical, como também na formação do caráter e na educação do indivíduo como ser humano. Projetos musicais multiculturais e transdisciplinares (contexto escolar) Entendemos que uma das principais funções da Educação Musical no contexto escolar é proporcionar à criança o contato com os mais diversos gêneros e estilos musicais do Brasil e do Mundo. Talvez a escola seja uma das poucas oportunidades para a criança conhecer e vivenciar manifestações musicais que não sejam apenas aquelas que estejam na mídia atual, na moda ou fortemente divulgada pela indústria cultural de massa. Contudo, para que o trabalho não caia numa visão conteudista e enciclopédica, torna- se fundamental um planejamento dessas atividades, para que as crianças tenham experiências significativas com a música. Nesses projetos musicais, podem ser incluídos os vários tipos de atividades dentro dos principais eixos de trabalho levantados aqui, dentre eles: a apreciação, a sensibilização, a expressão corporal, a prática com instrumentos e a criação musical, construindo assim um saber musical mais completo e diversificado. Como pilar fundamental para a inserção dos conteúdos musicais na escola, podemos propor o desenvolvimento de Projetos Musicais Interdisciplinares, (que podem ser bimestrais, semestrais ou até anuais). A prática do Planejamento e da criação de Projetos já faz parte do cotidiano do professor, não sendo tarefa em que estes encontrarão dificuldade. Muito pelo contrário, essa parte pode ser onde o professor poderá criar, dar ideias, trocar, socializar com os colegas e executar à sua maneira, um projeto com o qual se identifica e sinta prazer em fazê-lo. Esse Projeto Musical poderá ser desenvolvido a partir de um tema, como por exemplo: 1. Um compositor (Projeto Caymmi, Vinícius de Moraes ou Adoniran Barbosa), 2. Um gênero musical (O Maracatu do Pernambuco, A trajetória do Rock no Brasil, A História do Samba, as trilhas sonoras de filmes, ou ainda, Música Clássica para Crianças), 3. Uma época (A música na antiguidade: como surgem os primeiros instrumentos, A Era do Rádio no Brasil, Os festivais da canção dos anos 60, ou O Rock nacional dos anos 80. A música erudita e seus períodos: barroco, clássico, romântico e contemporâneo etc ), 4. Pode ser também pesquisa de instrumentos (O acordeon no Brasil ou, A história do Violão, a guitarra elétrica e o rock´n´roll, de onde vem a viola caipira etc), 5. Pode ser por regiões do Brasil e do mundo (usando mapas), pesquisando manifestações, sons, rituais, instrumentos, danças, estilos, grupos, bandas etc. 6. Ou ainda temas transversais, como Ecologia e música (instrumentos recicláveis), a música e os sentidos (a escuta ativa e as sensações), o corpo humano e a música no corpo, música e identidade, a ciência musical (ondas sonoras) etc... Por fim, a proposta principal dos Projetos Musicais é a socialização e a integração entre os educadores, alunos, pais e comunidade. Outra finalidade é que o trabalho com a música seja transdisciplinar, ou seja, integrado a outras disciplinas, fazendo intersecções com as artes, a educação física, a língua portuguesa, a matemática, a história, a geografia, ciências, abrindo portas para a um aprendizado mais holístico e integral, diminuindo as fronteiras e a segmentação dos conhecimentos das mais diversas áreas, sem, é claro, perder de vista o desenvolvimento da criança dentro da linguagem musical. Acesse o Vídeo Breve história da educação musical https://www.youtube.com/watch?v=OjNnPjuasLc Obs.: esse vídeo é de 2012 então o educador ainda usa o termo Índios, que atualmente não é mais utilizado sendo substituído Indígenas. Exemplo de 15 ideias ou “passos” para o desenvolvimento de seu projeto musical transdisciplinar. Eixo 1 Música e Emoção https://www.youtube.com/watch?v=OjNnPjuasLc Introdução A escuta ativa e as diversas possibilidades de “interação” com a música. (ouvir prestando atenção nos diversos elementos da música). Música como atividade complexa despertando as diversas áreas do cérebro. Contextualização do projeto (contação de histórias e audição das músicas a serem trabalhadas). Passo 1 Sensibilização musical (ouvir e sentir - foco na emoção). Após a contextualização, você poderá mostrar algumas músicas do projeto, explicando a letra, os instrumentos, e percebendo os sentimentos, ideias e sensações. Eixo 2 Música e cultura. Passo 2 De onde vem? (geografia). Aqui você pode fazer uma interação com a geografia mostrando os lugares no mapa que serão trabalhados em seu projeto. Passo 3 De quando é? (história). Agora você poderá localizar no tempo, sobre o estilo musical que você está falando, pensando sempre como a música é reflexo do homem em determinado tempo e espaço. Passo 4 Qual o gênero e estilo? (quais são as caraterísticas dentro desse gênero/estilo,instrumentos, ritmo, letra, compositores, dança, vestimenta, contexto, lugar, etc.) Passo 5 Quem são os artistas? Aqui você pode contar a história de vida dos artistas que representam seu projeto. Eixo 3 Música e linguagem. Passo 6 O que diz a letra? Aqui é importante trabalhar a linguagem da canção (como a música combina com a letra). Passo 7 Vamos cantar? Eixo 4 A música no corpo. Passo 8 O ritmo no corpo (pulso, body percussion, tocar o ritmo na carteira ou nas pernas). Passo 9 Vamos dançar? Eixo 5 Os instrumentos musicais: percepção e registro musical. Passo 10 Os instrumentos musicais. Passo 11 Os sons (e as interações): harmonia e arranjo. Passo 12 Forma e estruturas da música. Aqui você pode analisar quantas partes tem a música, dissecando suas estruturas e trazendo um maior entendimento (frases, partes, refrão, solo, etc…). Eixo 6 Criação e prática musical Passo 13 Prática instrumental (Vamos brincar de tocar?) Passo 14 Criação de arranjos e composição. Vamos inventar jeitos de tocar e cantar as músicas trabalhadas. Passo 15 Apresentação musical. Esse não é o objetivo do projeto, mas sim uma etapa como fechamento do ciclo. Entretanto, o foco é no processo e não na apresentação final. Os passos acima são apenas sugestões e ideias do que você pode fazer quando a música está inserida em seus projetos escolares. Dentro disso, você irá escolher o que você tem mais afinidade e aplicar do seu jeito as atividades musicais aqui propostas. Seguem abaixo alguns conteúdos importantes, que servem para que você vá ampliando e aprofundando seu vocabulário musical, mas, sobretudo, vá se apropriando e aplicando esses conceitos durante sua prática na escola. Alguns desenhos que dão suporte aos projetos: Sobre o Choro e o samba https://www.youtube.com/watch?v=knPc4pf5rms&t=311s https://www.youtube.com/watch?v=UIfANko-Bao&t=19s https://www.youtube.com/watch?v=hRz-M30PcEU Projeto Beatles (rock) https://www.youtube.com/watch?v=m2uTFF_3MaA Beat Bugs (Netflix) https://www.youtube.com/watch?v=GwfInsr2M8g&list=PLJRLWzec5J14FksGJjz_QtTjl XkyJE-ll Projeto Beethoven https://www.youtube.com/watch?v=vcBn04IyELc https://www.youtube.com/watch?v=xiA6qe5S2wU https://www.youtube.com/watch?v=VnT7pT6zCcA Desenhos sobre orquestra https://www.youtube.com/watch?v=dihJ1w48Jh0 (jazz x música clássica) https://www.youtube.com/watch?v=7lz9gxsgAJI (Mickey) Fantasia 2000 https://www.youtube.com/watch?v=ie-TS-BitnQ *Pesquise vídeos e desenhos para ajudar na contextualização de seu projeto. Como a música contribui com o processo de inclusão Conteúdo 2. Conteúdos Musicais (Continuação do M1) https://www.youtube.com/watch?v=knPc4pf5rms&t=311s https://www.youtube.com/watch?v=UIfANko-Bao&t=19s https://www.youtube.com/watch?v=hRz-M30PcEU https://www.youtube.com/watch?v=m2uTFF_3MaA https://www.youtube.com/watch?v=GwfInsr2M8g&list=PLJRLWzec5J14FksGJjz_QtTjlXkyJE-ll https://www.youtube.com/watch?v=GwfInsr2M8g&list=PLJRLWzec5J14FksGJjz_QtTjlXkyJE-ll https://www.youtube.com/watch?v=vcBn04IyELc https://www.youtube.com/watch?v=xiA6qe5S2wU https://www.youtube.com/watch?v=VnT7pT6zCcA https://www.youtube.com/watch?v=dihJ1w48Jh0 https://www.youtube.com/watch?v=7lz9gxsgAJI https://www.youtube.com/watch?v=ie-TS-BitnQ Os Elementos da Música: Melodia, Harmonia e Ritmo Esse outro conteúdo serve para você começar a ouvir a música de uma forma diferente. Vamos tomar como exemplo uma banda de Rock: geralmente há um cantor, um guitarrista, um tecladista, um baixista e um baterista (entre outros). Vamos, a partir desse exemplo, definir os três principais elementos que normalmente encontramos na música e depois veremos o que cada elemento citado acima faz dentro da banda: • Melodia: é a voz principal, geralmente é o que se canta (ou se assobia). É através da melodia que podemos reconhecer qual é a música. Ela é sempre uma sequência de notas (uma de cada vez) com alturas e durações definidas e que tem um sentido musical (frases). • Harmonia: são as outras notas (ou vozes) que acompanham a melodia. Grosso modo, em música popular, podemos dizer que a harmonia são os acordes da música, (que são formados por pelo menos três sons ao mesmo tempo). • Ritmo: na verdade todos os instrumentos fazem ritmo, mas há instrumentos que são especialistas nessa parte. O ritmo é construído sobre o pulso (beat) e é construído pela variação das durações das notas em relação a esse pulso (constante). Veja abaixo (conteúdo 4) a explicação mais detalhada sobre os elementos do ritmo. . Por enquanto vamos tentar adivinhar o que faz cada instrumento, utilizando o exemplo da banda de rock citado acima, respondendo as três questões abaixo: 1. Quem normalmente faz a melodia principal? 2. Quais são os instrumentos que fazem a harmonia? 3. E o ritmo? São questões mais ou menos fáceis de serem respondidas. RESPOSTA: * Numa banda de rock quem normalmente faz a melodia é o cantor (ou quando há um “solo’, é o instrumento solista). A harmonia (acordes) é feita por vários instrumentos como a guitarra, o teclado e o baixo. A bateria é o principal instrumento rítmico, porém, todos os instrumentos fazem o seu próprio ritmo, o qual é construído sobre o pulso (ver explicação abaixo no conteúdo 4). * CURIOSIDADE O baixo é um instrumento muito interessante, pois é por definição um instrumento melódico, (já que ele normalmente toca uma nota de cada vez); porém ele tem uma função harmônica fundamental, pois ele sempre dá a nota mais grave dos acordes, definindo inclusive qual é o acorde. Além disso, também tem uma função rítmica muito importante que, no caso da nossa banda de rock, ele reforça e apoia o ritmo da bateria. Vamos a partir de agora prestar mais atenção neste instrumento tão importante para uma banda hein?! Outra curiosidade: a guitarra quando está fazendo o acompanhamento ou a “base” (acordes), ela está fazendo harmonia, mas quando ela vai fazer um solo, ela passa a fazer melodia, pois passa a tocar uma nota de cada vez, entenderam? Conteúdo 3. As Famílias dos Instrumentos Musicais Você sabia que os instrumentos musicais também têm família? Podemos dizer que eles se dividem em basicamente três famílias: sopros, cordas e percussão. Sopro: são os instrumentos que têm o estímulo sonoro através do sopro, como por exemplo: a flauta, o saxofone, o trombone, o oboé, etc. Dentro dos instrumentos de sopro há ainda outra divisão que podemos fazer que é: os metais, como a trompa, o trompete, o trombone ou a tuba; e as madeiras, que são a clarinete, a flauta, o fagote ou o oboé. Pesquise também, junto com as crianças, alguns instrumentos de sopro que você pode construir e aproveite para conhecer os mais variados instrumentos de sopro que existem espalhados pelo mundo como o “Didgeridoo Australiano”, a Gaita de Foles ou o Corne Inglês. Cordas: Podemos dividir os instrumentos de cordas pela maneira como são tocados. Os instrumentos de cordas dedilhadas, como o próprio nome diz, podem ser tocados com os dedos (como o violão ou a harpa); os de cordas friccionadas são tocados com um arco que raspa ou fricciona as cordas (como o violino ou a rabeca). Também existem instrumentos de cordas percutidas, como o berimbau que é tocado por uma baqueta, ou o piano, que quando você aperta as teclas, elas acionam os martelinhos que tocam nas cordas fazendo aquele som maravilhoso que todos nós conhecemos. Na música popular encontramos instrumentos de cordas como o cavaquinho, o violão, o bandolim, a guitarra, a viola caipira, etc. Já numa orquestra podemos encontrar o violino, a viola, o violoncelo, o contrabaixo ou a harpa. Existem muitos instrumentos de cordas em todas as culturas do mundo que são muito interessantes e vale a pena você pesquisar e conhecer, como a cítara indiana, o dulcimer, o alaúde ou o cravo. Assista nossos vídeos e veja alguns instrumentos muito interessantescomo o cavaquinho, o contrabaixo acústico e elétrico, entre vários outros. Percussão: o universo da percussão é muito rico. Podemos encontrar instrumentos dos mais variados tipos, desde um simples triângulo até uma marimba (que tem as notas com alturas definidas). Muitas são as possibilidades de classificação dos instrumentos de percussão. Podemos separá-los por exemplo pela forma como são tocados, podendo ser com um impacto direto (com as mão ou baquetas) como o pandeiro ou as congas; ou impacto indireto (por agitação ou fricção) como um ganzá ou um reco-reco. Podemos também pensar que existem alguns instrumentos de percussão que possuem sons com alturas definidas, isto é, com notas musicais pré- determinadas (dó, ré, mi...) como o xilofone por exemplo, e outros possuem alturas indefinidas como o pandeiro ou a caixa. Com isso podemos também classificá-los pela sua função: se ele é melódico (com alturas definidas), como um metalofone ou os tímpanos da orquestra por exemplo; se é harmônico, como um vibrafone ou uma marimba que são tocados com quatro baquetas (podendo fazer acordes); ou se é rítmico (sem alturas definidas), como um pandeiro ou uma bateria. Por último, podemos ainda falar um pouco sobre a maneira como o som é produzido, podendo dividir os instrumentos de percussão em outros três grupos: os idiofones: são aqueles cujo próprio “corpo” produz o som, como os pratos, o triângulo, a clave, os chocalhos, etc. Os membranofones: são aqueles que possuem uma membrana que vibra quando é percutida, como o pandeiro, o surdo, o tímpano, a conga, o derbak, o djembé, etc. E ainda existem os cordofones, que produzem o som pela vibração de uma corda, como o berimbau ou o dulcimer. Assista em nosso Site os vídeos da série “Conhecendo os Instrumentos” e aprenda as principais características e curiosidades sobre alguns dos principais instrumentos musicais. Acesse o Vídeo Brincadeira de adivinhar os instrumentos e suas famílias https://www.youtube.com/watch?v=T3AoGeR4Kwo&t=268s Em inglês https://www.youtube.com/watch?v=vjJcGlQraek https://www.youtube.com/watch?v=WV63aVMnyMA Conteúdo 4. O Ritmo Conteúdos Musicais Relacionados ao Ritmo O Pulso: o pulso é a estrutura básica do ritmo; é como se fosse o coração da música. Sabe quando balançamos a cabeça num show de rock, ou quando estalamos os dedos ou batemos palmas ouvindo uma canção, ou ainda, quando dançamos “dois pra lá, dois pra cá”; todos esses movimentos estão relacionados com o pulso (ou pulsação). É importante ressaltar que o pulso é sempre constante, como se fosse um relógio: Tic Tac Tic Tac, não havendo variações. É uma divisão do tempo (cronológico) em partes iguais, sempre com a mesma duração. O Tempo: Quando conseguimos contar esses pulsos passamos a chamá-lo de tempo. O tempo é a estrutura métrica da música. Aliado ao tempo, temos o conceito de Compasso que veremos logo abaixo. É o tempo quem organiza, quem dá estrutura para a música; sem o tempo a música poderia se tornar caos, perdendo o sentido https://www.youtube.com/watch?v=T3AoGeR4Kwo&t=268s https://www.youtube.com/watch?v=vjJcGlQraek https://www.youtube.com/watch?v=WV63aVMnyMA melódico, harmônico e rítmico. É por causa do tempo que as pessoas conseguem tocar juntas. O Tempo forte e o Compasso: os compassos são pequenos ciclos de pulsações (ou tempos) que ficam se repetindo e que estruturam a música. Esse ciclo é normalmente definido quando sentimos que uma dessas pulsações é mais forte que as outras. Para esse pulso mais forte damos o nome de “Tempo Forte”. Quando cantamos algumas músicas bem conhecidas como “Marcha Soldado” por exemplo, podemos sentir o tempo forte (e os tempos fracos) de forma muito natural, experimente: “MARcha solDAdo, caBEça de paPEL,... Perceba que esse ciclo dura dois tempos |1 2| 1 2|... Perceba agora o que acontece quando você canta “Parabéns a você” por exemplo: paraBÉNS pra voCÊ, nesta DAta queRIda. Tente perceber que agora esses ciclos são formados por três tempos: o primeiro mais forte, e os outros dois mais fracos. Então podemos dizer que a melodia de Marcha Soldado está estabelecida sobre um compasso binário (que tem dois tempos) e o “Parabéns a você” em compasso ternário (três tempos). Experimente cantar “Atirei o pau no Gato” em compasso quaternário, marcando o tempo com palmas tentando acentuar as sílabas fortes de quatro em quatro tempos. O Andamento: esse conceito é mais fácil de entender. Ele diz respeito à velocidade em que a música é tocada, que pode ser mais rápida ou mais lenta. Os “italianos” davam alguns nomes para essas velocidades como: allegro, presto, andante, moderato, etc. O Ritmo: sabendo um pouco mais sobre as partes que estruturam a música, podemos dizer que Ritmo é tudo o que construímos sobre a pulsação. É como se os compassos e os tempos fossem o alicerce onde construímos a música. A diferença básica entre ritmo e pulso (ou tempo) é que o pulso é sempre constante e o ritmo pode variar suas durações. Vamos agora aplicar esses conceitos de forma prática, fazendo as brincadeiras e atividades que trabalham o ritmo. Conteúdo 5. Qual a diferença entre gênero, estilo e ritmo Não é só o ritmo que determina um gênero ou estilo musical. Podemos dizer que a música tem um caráter complexo, não no sentido de difícil, mas no sentido de ser composta por muitos elementos, tais como: o ritmo, a instrumentação, o estilo das letras, das melodias, das harmonias, o arranjo, as danças, as vestimentas, o local onde é feita, a cultura ou o grupo específico que a fez, entre muitos outros. Podemos dizer que o ritmo é apenas um dos inúmeros elementos contidos em um gênero musical. O termo gênero pode ser relacionado a “generalização” de determinado tipo de música ou cultura. Dentro de cada gênero (como o samba por exemplo) podemos encontrar diversos estilos (como o samba-enredo, o samba-rock, o partido alto, o samba canção, o samba- choro, entre outros). Portanto, o estilo está contido dentro do gênero, e traz uma série de peculiaridades e especificidades que o caracterizam. O que realmente importa aqui, é que você propicie um ambiente musical diverso em sua escola ou outra área de atendimento, fazendo com que as crianças entrem em contato com o maior número possível de ritmos, instrumentos, gêneros e estilos, tanto da música brasileira como das músicas do mundo. Acesse os Vídeos Desafio: fazer a brincadeira Hit percussivo dos Barbatuques Barbatuques TUM PÁ https://www.youtube.com/watch?v=eVSrfdVf1Jw Hit percussivo https://www.youtube.com/watch?v=ZDQHozHu6i8 Segue abaixo diversas sugestões de atividades, principalmente voltadas à expressão corporal. Divirtam-se: Sugestões de atividades/brincadeiras (Continuação do Módulo 1) Expressão (artes integradas) 7- Danças e movimentos livres Aqui a criança se expressa livremente com o corpo ouvindo músicas de diversos gêneros. Você pode colocar três (ou mais) músicas bem diferentes e deixar que as crianças façam gestos e movimentos livres acompanhando cada música. Você também pode fazer uma roda e brincar de “Siga o Mestre com movimentos”, em que, uma criança de cada vez vai ao centro da roda e faz gestos, enquanto os outros imitam seus movimentos. 8- Mímica Musical Na Mímica musical, a criança expressa com o corpo (e com expressões faciais), os sentimentos, cenas e pensamentos que lhe vem à mente com a escuta de cada música. As outras crianças tentarão adivinhar o que a criança quer transmitir, ou então, podem simplesmente imitar seus gestos, movimentos e expressões. Você também pode criar mímicas para as crianças fazerem, tentando expressar algum gênero musical, dança, artista ou instrumento (cada criança tira uma carta e tem que fazer a mímica para os outros adivinharem, ou tipo “Imagem e Ação” com nomes de músicas). 9a- Teatro com a música https://www.youtube.com/watch?v=eVSrfdVf1Jwhttps://www.youtube.com/watch?v=ZDQHozHu6i8 Há várias formas de fazer o Teatro Musical. Uma das formas mais interessantes nesse primeiro passo é imaginar cenas a partir da trilha sonora. Então você pode pôr uma música e imaginar o que poderia estar acontecendo se aquela música fosse a trilha sonora de um filme. Então, a partir das ideias que surgirem, você monta a cena e executa com as crianças, unindo o teatro com a música. 9b- Teatro a partir da letra Criar cenas a partir da letra da canção. Após ouvir, entender e decodificar o texto da canção, você poderá criar diálogos, histórias e cenas a partir dessa letra. Vamos tomar como exemplo a música Maracangalha, de Dorival Caymmi: (Eu vou pra Maracangalha, (eu vou). Eu vou de uniforme branco, (eu vou). Eu vou de chapéu de palha, (eu vou). Eu vou convidar a Anália, (eu vou). Se a Anália não quiser ir eu vou só, eu vou só). Então você pode imaginar uma cena em que uma criança interpreta o Dorival Caymmi (sentado na rede, com um violãozinho na mão) e outro colega chega e pergunta: - O Dorival, que é que tu tá fazendo aí? E ele responde: - Eu estou aqui imaginando um lugar maravilhoso. É o lugar dos meus sonhos. Chama-se Maracangalha. E o amigo diz: - Mas que nome esquisito! E o que você vai fazer lá nesse lugar dos seus sonhos? E ele responde: - Ah, eu vou passear lá, com meu uniforme branco, meu chapéu de palha. E o amigo diz: - Mas tu vai sozinho pra esse Maracangalha? E Dorival responde: -Não, eu vou convidar a Anália. Então o amigo questiona: -Mas e se ela não quiser ir? E Dorival termina: - Se Anália não quiser eu vou sozinho mesmo. (Então as crianças podem cantar a canção logo após a cena) Esse é só um exemplo para ilustrar algumas cenas simples que podem ser criadas a partir de letra (ou de trechos de letras) de canções. Você pode criar toda uma peça de teatro com um repertório pré selecionado e poderá usá-lo como apresentação final de seu projeto musical. 10a- Sonorização de histórias Essa uma das atividades mais interessantes para se iniciar o trabalho com os instrumentos musicais. Você tem dois caminhos: um é criar uma história a partir dos instrumentos que você tem à disposição; o outro é utilizar os instrumentos em histórias já conhecidas. É muito divertido e incrementa bastante suas histórias! Você vai precisar de alguns instrumentos musicais bem simples, como chocalhos, sininhos, reco recos, apitos, etc. ou alguns objetos sonoros como folhas de papel celofane, colheres, chaves, panelas, etc. Um primeiro modo de fazer essa brincadeira é construir uma história a partir dos sons que você tem em mãos. Primeiramente, coloque as crianças sentadas em distribua os instrumentos e objetos sonoros colocando-os na frente de cada criança dizendo que ainda não é para tocar. Depois, um de cada vez, eles vão poder tocar seu instrumento dizendo o que pode ser aquele som, ou, com o que aquele som se parece, por exemplo, o reco-reco parece um sapo, o apito parece um pássaro, o chocalho parece o vento na árvore, etc. Enquanto isso você vai anotando os elementos de sua história. Em seguida, você, junto com as crianças, vão inventar uma historinha, usando como trilha sonora os instrumentos tocados por eles. Essa brincadeira estimula a criatividade, a individualidade, a imaginação e a socialização (já que é muito importante saber sua hora de tocar), assim como faz uma introdução aos instrumentos musicais de uma forma bem livre, sem focar na técnica específica do instrumento, apenas explorando suas possibilidades e descobrindo seus sons. Sugestões de variações: Uma outra maneira de fazer essa atividade é fazendo o caminho inverso: começando de uma história já conhecida e ir colocando os instrumentos em cada personagem ou em cada paisagem, “clima” ou cena. Como atividade relacionada, podemos fazer diversas atividades trabalhando com “Trilhas Sonoras”.: Experimente, por exemplo, assistir uma cena de um filme ou desenho sem a trilha sonora. Depois você assiste novamente com a música e vai ver a diferença. 10b- Roda de Música Nessa brincadeira você simplesmente senta em roda com as crianças, escuta diversos tipos de músicas e compartilha as impressões de cada um a partir da escuta de cada música. Você pode cantar, tocar, dançar em roda, ou simplesmente ouvir e trocar ideias sobre o que cada um achou, É muito gostoso fazer essa atividade, podendo até fazer as crianças deitarem no chão para ouvir as músicas. Com as crianças maiores, você pode pedir para elas trazerem algum tipo de música (artistas ou bandas) que elas gostam e cada uma apresentar e falar um pouco sobre aquela música que vão ouvir. Aqui é importante colocar a regra do RESPEITO às diferenças, sem ninguém agredir ou falar mal da música do colega. Expressão corporal Eixo: A música no corpo 11a- O Ritmo no Corpo Primeiro passo: Sentir o pulso O pulso é o coração da música. A atividade mais básica possível e uma das mais importantes é simplesmente sentir o pulso da música. Isso pode ser feito andando pela sala, batendo palmas, estalando os dedos, batucando nas pernas ou balançando o corpo. Você pode colocar uma música no aparelho de som ou mesmo (melhor ainda) cantar e sentir o pulso (ao mesmo tempo). Essa atividade é fundamental para o desenvolvimento do senso rítmico e da expressão musical. 11b- Descobrir o compasso A partir da atividade anterior, começaremos a sentir um ciclo de pulsações (que está baseada nos tempos fortes desse ciclo) o qual denominamos de compasso (ciclo). Sentir o compasso também é natural e deve ser feito a partir da sensação corporal (e não da matemática). Experimente cantar uma série de músicas e tentar descobrir a partir do corpo, quantos tempos tem em cada compasso. Por exemplo: Mar-cha sol- dado (ciclo de 2 tempos) 1 2 1 2 O pa-to Pate-ta pin tou o caneco (ciclo de 3 tempos) 1 2 3 1 2 3 1 2 3 11c- Sentir o ritmo / criar padrões rítmicos Ritmo são variações construídas sobre o pulso e o compasso. Enquanto o pulso se mantém constante, o ritmo varia em suas durações, subdivisões e dinâmicas. Existem alguns” ritmos de base” ou “padrões rítmicos” característicos de alguns gêneros musicais, como o samba, o baião, o rock, o funk que também se mantêm constantes, e que chamamos usualmente de “batida”, “levada”, ou em inglês “groove”. Entretanto, o conceito de ritmo é bem mais amplo do que isso. Na verdade, todos os instrumentos e tudo o que você faz em música tem ritmo. A melodia tem ritmo, os acordes têm sua cadência, os instrumentos, o canto, enfim, tudo tem seu próprio ritmo. Experimente começar sentindo os ritmos que existem na música (batucando no corpo) e, em seguida, comece a criar livremente divisões, frases e variações rítmicas (que acontecem sobre a estrutura do pulso e do compasso). 11d- Trabalhar o ritmo da melodia Chamamos de ritmo da melodia a divisão rítmica do “canto”, com suas durações e subdivisões específicas. Essa brincadeira é bem simples: tente cantar uma canção infantil, batendo palmas junto com cada sílaba. A grosso modo,esse é o ritmo da melodia! Você pode dividir a sala em dois grupos, fazendo com que um dos grupos cante marcando a pulsação (constante) com os pés por exemplo, e o outro grupo cante fazendo o ritmo da melodia (frases rítmicas) com palmas. Depois você pode também fazer esse jogo com os instrumentos, fazendo com que alguns toquem o pulso, ou um ritmo de base (constante) e o outro varie fazendo o ritmo da melodia. 11e - Percussão corporal Agora que você entendeu o conceito de ritmo, vamos tocar os “ritmos de base” no corpo. É como se o corpo fosse uma bateria e você então vai colocar os sons e as divisões em seu corpo. Você pode começar por exemplo acompanhando uma música batendo: | uma vez o pé (Tum)|, uma vez uma palma (Ta)|. Depois você pode inserir um estalo (ti) entre eles, formando uma ritmo assim: TumTi Ta Ti | Tum Ti Ta Ti (pé, estalo, palma, estalo). Se for uma valsa por exemplo, você pode bater: uma vez o pé | e duas vezes as mãos (palmas)|, formando o ritmo: Tum Ta |Tum Ta (pé, palma, palma). E por fim, os ritmos brasileiros, como o samba, pode ser adaptado de diversas maneiras. Podemos começar com duas batidas no peito e dois estalos SAMBA: Tum ti Tum ti…. Você também deve criar ritmos à sua maneira, inventando batidas e variações livremente, conforme você sentir. 12a- Tocar o ritmo nos instrumentos Assim como podemos sentir o ritmo no corpo, podemos fazer o mesmo com objetos sonoros ou instrumentos musicais. Sinta-se livre para fazer práticas instrumentais, (principalmente com instrumentos de percussão), que trabalhem o senso rítmico das crianças, deixando-as sentir o pulso e criar ritmos, cantando melodias conhecidas ou acompanhando músicas no aparelho de som. 12b- Qual o ritmo que cada instrumento faz Depois de perceber que cada instrumento pode fazer coisas diferentes na mesma música, preste atenção em como se comportam os instrumentos nas músicas que você ouve. Faça uma atividade de apreciação (percepção) com as crianças, ouvindo diversas músicas tentando perceber o que faz cada instrumento. Você pode fazer uma brincadeira “Imitando os Instrumentos” com a voz e com gestos, dividindo a sala em grupos (ou naipes), por exemplo: você são os guitarristas e vão fazer: “tchã; vocês são os bateristas e vão fazer Tum Ta ti; o piano vai fazer plim e o baixo Tom Tom…É uma brincadeira muito simples, mas que desenvolve a noção de música em conjunto, em que cada “voz” se complementa. Percepção e cultura musical: 12c - Que ritmo é esse (que faz parte de um gênero)? Na música popular costumamos confundir os conceitos de gênero e de ritmo. Como dissemos anteriormente, o ritmo é apenas um dos aspectos dentro de um gênero. Entretanto, você pode pegar músicas de diversos gêneros e trabalhar o aspecto rítmico, dando nomes a eles: por exemplo: que ritmo é esse: tumkitikumtumkitikumtum (samba). E esse: Tum Ta – Tum Ta- (rock), e esse outro Tum Tchá Tum Tchá (valsa). Depois de falar do ritmo, você pode explicar para criança que isso é só um elemento da música, mas que ela é formada por muitas coisas, como: a melodia (o canto), a harmonia (os acordes), a letra, o lugar de onde veio, o arranjo, a interpretação (jeito de tocar e cantar), entre muitas outras coisas. Depois faça uma prática tentando juntar todos esses elementos, para que a criança vivencie a música de maneira “complexa”, e não fragmentada. Brincadeiras tradicionais com enfoque musical 13a- Estátua/ e Dançando com Forte e Fraco. *Variações: Estátua com copos, Dança das cadeiras e Dançando com forte e fraco. DESCRIÇÃO DAS BRINCADEIRAS: Vamos ver agora algumas brincadeiras tradicionais da infância que podemos dar um enfoque musical. A primeira brincadeira que você pode fazer é a brincadeira da “Estátua”, trabalhando o Som e o Silêncio. Você vai precisar de um aparelho de áudio e escolher uma ou mais músicas de seu gosto. Você também pode fazer essa brincadeira cantando, sem precisar de nenhum equipamento. Coloque as crianças em roda e explique que a música é feita de sons, mas também de silêncio e de pausas. Então você diz que quando a música começar, vocês irão dançar no ritmo da música mas quando ela parar: Estátua! Como dissemos acima, essas são brincadeiras tradicionais da infância e que podemos fazê-las com um enfoque musical. Você pode utilizar diversos tipos de música para fazer essas brincadeiras, podendo explorar também a movimentação corporal e alguns conceitos de ritmo, como andar no pulso, trabalhar diversos andamentos (velocidade), além de poder explorar diferentes gêneros e estilos musicais, ritmos com a percussão corporal e o que mais você tiver de ideia. Variações da brincadeira: 13b- Estátua com Copos: Uma primeira variação da brincadeira pode ser a “Estátua com os copos”. Você precisará de alguns copos de plástico e de três instrumentos, de preferência um grave, um médio e um agudo. Então, quando o instrumento grave tocar, a criança tem que fazer a estátua equilibrando o copo na perna ou no pé (parte baixa do corpo); quando o instrumento “médio” tocar, o equilíbrio tem que ser na barriga, nos braços ou nos ombros (parte média do corpo); e quando o instrumento for agudo a criança tem que equilibrar o copo na cabeça (parte alta do corpo). Essas brincadeiras estimulam a concentração, o equilíbrio, o desenvolvimento da escuta, a expressão corporal, a ampliação do repertório de movimentos e de estilos musicais. Mais sugestões de variações da brincadeira: Uma outra brincadeira tradicional da infância que se assemelha à essa e que também trabalha com som e o silêncio e que você pode explorar a expressão corporal, os ritmos e estilos, é a conhecida: Dança das cadeiras. Crie você também algumas formas de fazer essa brincadeira. Por último, uma variação muito interessante e que explora o conceito de Intensidade é a brincadeira 13c - “Dançando com forte e fraco”. Também é muito simples: você estipula que quanto mais fraco for o som, mais abaixado a criança fica, e quanto mais forte, mais esticado ela fica (em pé); mas se o som parar, todo mundo cai no chão e fica em silêncio! Uma sugestão é que, depois de algumas vezes dessa brincadeira você aproveite que eles já estão deitados no chão e faça um relaxamento com uma música bem calma. 14- Morto-vivo/ Imitando os Sons com o Corpo/ De pé (agudo), sentado (médio) e deitado (grave) *Variação: “Morto-vivo com forte e fraco”, “Imitando os Sons com o corpo” Dando continuidade às brincadeiras tradicionais da infância, vamos brincar agora de morto e vivo associando os movimentos a sons. O som grave pode ser o “morto” e o som agudo o “vivo”. Você vai precisar de um instrumento que consiga fazer esses dois sons, como uma flauta, um teclado, um tambor (batendo no centro e no aro por exemplo), um agogô usando os dois diferentes sons, ou um pandeiro batendo com o polegar para o grave e com a palma da mão para o agudo. Você pode também fazer com dois instrumentos diferentes, por exemplo um caxixi na mão direita e um tambor na mão esquerda, ou ainda, dois apitos diferentes. Se você não tiver nenhum instrumento você poderá usar o corpo ou a voz para fazer a brincadeira. Coloque as crianças em roda (em pé) e primeiro faça um pequeno “treino” para que elas relacionem o som ao movimento, então você começa a brincadeira criando diferentes sequências entre grave e agudo. Se quiser faça livremente essa atividade ou faça um jogo onde quem errar senta. Essa brincadeira estimula a associação do som a um gesto corporal, além de trabalhar o conceito de altura (grave e agudo) e o desenvolvimento da percepção musical. Sugestões de variações: Você pode fazer uma variação dessa brincadeira fazendo “Morto e vivo com forte e fraco”, sendo o som fraco: abaixado, e o forte: em pé. Outra variação pode ser a brincadeira “Imitando os Sons com o corpo”, na qual a criança tem que imitar o som com o corpo de forma livre. Nessa brincadeira você toca sequências de sons de diferentes maneiras e as crianças se movimentam de acordo com o som emitido. Você pode fazer sons fortes, fracos, longos e curtos, graves e agudos, oscilantes, crescendo, diminuindo, rápido, lento, em ondas, tracejado, etc. A última variação pode ser feita com três sons: agudo, médio e grave, usando primeiramente as palavras: de pé (agudo), sentado (médio), e deitado (grave). Assim que eles entenderem cada som e movimento, você apenas faz o som sem a palavra. É super divertido! 15- Eco rítmico e improvisação com o corpo * Variação: Improvisação com o corpo DESCRIÇÃO A primeira brincadeira sugerida aqui é o Eco Rítmico. Nessa brincadeira as crianças irão imitar o movimento que você fizer, como se fosse um eco. Você deverá colocar as crianças em roda e explicar a brincadeira.A seguir você começa com pequenos movimentos, por exemplo Pé (Tum) e Palma (Ta), depois faz pequenas variações tipo Tumtum (pé) Palma. A seguir você vai aumentando o tamanho das frases, ficando cada vez mais complexo, tipo Tumtum Tata Tumtum Ta. Essa brincadeira estimula a criatividade, o senso rítmico, a coordenação motora, a lateralidade, o equilíbrio, a musicalidade, a expressão corporal e musical, transformando o corpo num próprio instrumento. Sugestões de variações: Improvisação sobre o pulso (andando): Uma outra atividade que você pode fazer é a improvisação corporal em conjunto. Primeiramente você começa a caminhar pela sala em várias direções, estabelecendo um pulso comum entre você e as crianças (com os pés). A seguir você começa a fazer pequenos ritmos com as mãos, batendo palmas, estalos, no peito, deixando que as crianças fiquem livres para improvisar, explorar e criar frases rítmicas com o corpo sem perder a pulsação. Explorar o corpo como o principal instrumento é um dos pilares mais importantes desse projeto. 16- As danças do Brasil e do Mundo Cada tipo de música, geralmente tem uma dança característica atrelada àquele gênero. É muito interessante você conhecer a linguagem corporal das danças típicas dos vários gêneros e estilos musicais espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Esse é outro pilar que usamos no sentido da aquisição da cultura e do desenvolvimento do movimento e do gesto musical a partir das danças tradicionais. O Brasil é um país que possui um manancial incrível de gêneros e danças tradicionais; podemos citar alguns como o côco, o maracatu, o samba, o reisado, a congada, a ciranda, o frevo, as danças afro-brasileiras, a catira, a chula, o fandango, o bumba meu boi, o carimbó, dentre muitas outras. Entretanto, é muito importante que você deixe a criança livre para se expressar livremente, fazendo com que ela aumente o repertório de movimentos e de expressões através do seu corpo. Em nossa sociedade ocidental muitas vezes somos tolhidos em nossos movimentos e ficamos restritos e limitados ao comportamento adquirido ao longo dos anos dentro de nossas culturas. Os africanos por exemplo, têm sua movimentação mais desenvolvida pois desde crianças eles praticam a dança e a improvisação através do corpo, sem tantos bloqueios como os que somos reféns em nossa sociedade. Dance à vontade com suas crianças e aproveite para soltar seu corpo, inventar e se divertir!! 17a- Coreografia As coreografias são ótimas para o desenvolvimento da consciência corporal, da concentração e do entendimento da estrutura musical, trabalhando diversas funções executivas do cérebro. Com os movimentos estruturados em relação à forma da música, a criança aprende suas várias partes, atrelando um movimento com cada trecho musical. Outro aspecto importante é a interação com os outros colegas a partir do movimento. Isso desenvolve a socialização, a concentração, a lateralidade, a coordenação, e a ampliação do repertório de gestos, além da parte emocional em que a dança pode trazer a alegria e a leveza para nossas vidas. As coreografias estão presentes em diversas culturas do mundo e têm sua função “ritualística”, de confraternização e de catarse. Vamos dançar? 18a- Brincadeiras de Roda Mais uma vez baseado nas brincadeiras da infância, no nosso folclore e nas músicas da cultura brasileira, uma das principais brincadeiras no contexto da musicalização infantil e que também estão presentes em muitas culturas do mundo são as brincadeiras de roda. Essas brincadeiras são muito importantes para a socialização, para o fazer musical em grupo e para o desenvolvimento do ritmo, do canto e do gesto musical. Também são muito importantes no que diz respeito à apropriação da própria cultura, assim como para ampliação do nosso território cultural, conhecendo também manifestações musicais e brincadeiras de outros povos e de outras épocas. As brincadeiras de roda são muito simples e com um efeito pedagógico muito amplo e importante para a formação do indivíduo. Você precisará apenas de um espaço amplo e estar munido de algumas canções e brincadeiras, como por exemplo a do Caranguejo não é peixe, Ciranda Cirandinha ou Ovo Choco. Existem muitas brincadeiras de roda que podemos pesquisar como as Cirandas do Pernambuco ou o Carimbó, típico do Pará. Veja esse exemplo: “Dona Maria, que dança é essa, que a gente dança só. Dona Maria, que dança é essa, é carimbó, é carimbó Braço pra cima, braço pra baixo, Agora já sei como é que é. Só falta bater a mão (tá) Batendo também o pé (tum) Só falta bater a mão (tá) Batendo também o pé (tum)” Essas brincadeiras estimulam a interação, sociabilização, a criatividade além dos aspectos da linguagem musical como o ritmo, o canto e a expressão vocal e corporal. Um outro aspecto que você pode trabalhar com essas brincadeiras é a individualidade e a auto estima. Por exemplo, você pode fazer com as crianças menores a música “A canoa virou” em roda, e a hora que falar o nome da criança ela vai para o centro da roda e fica dançando até a música começar outra vez. Sugestão de atividade de pesquisa: Tente fazer uma pesquisa com as crianças pedindo que elas perguntem aos avós ou tios algumas brincadeiras tradicionais da infância de roda ou jogos de mãos. Essas atividades são essenciais para o desenvolvimento não só dos aspectos musicais, mas principalmente para o desenvolvimento humano de nossas crianças. “A canoa virou Por deixá-la virar Foi por causa da "......." Que não soube remar Se eu fosse um peixinho E soubesse nadar Tirava a "......." Do fundo do mar”. 19- Siga o Mestre (com o copo e com o corpo) *Variação: Siga o Mestre em roda com percussão corporal A prática instrumental não é feita apenas com instrumentos convencionais; podemos fazê-la também com objetos sonoros e também com nosso próprio corpo. Vamos fazer uma brincadeira com copos plásticos que se chama “Siga o Mestre com Copos”! Você vai precisar de um copo de plástico para cada criança e de um espaço para que todos façam uma roda. Com as crianças sentadas em roda, a brincadeira é simples: você, que é o mestre, vai começar um movimento constante com o copo estabelecendo um pulso. Esse movimento pode ser batendo o copo, raspando, dando estalos, falando dentro dele, etc. A seguir a criança do seu lado esquerdo imita o seu gesto. Assim que ela começar, a outra criança também começa e esse movimento vai passando, como se fosse um “telefone sem fio”. Você deve orientar a criança para que ela preste muita atenção no seu colega do lado direito e só quando este começar o movimento é que ele pode imitar. Assim que você sentir que o pulso está firme, mude o movimento, mantendo a mesma pulsação. Quando você mudar o gesto, o processo vai se repetir (passando de crianças para criança), porém sobrepondo o segundo movimento ao primeiro. Assim que você mudar, as crianças irão aos poucos (uma de cada vez) sempre imitar o som da criança ao lado, fazendo uma espécie de “Hola” ou onda sonora. Veja como é interessante a sobreposição de movimentos e sons que essa brincadeira cria. Essa brincadeira trabalha a concentração, a disciplina, a coordenação, e a socialização, além de trabalhar elementos próprios da linguagem musical como o ritmo, o pulso, o tocar em conjunto e a escuta musical. Sugestões de variações: Siga o mestre em roda (com percussão corporal) Você poderá fazer também essa atividade com o corpo. Em roda, dançando uma música de sua escolha, cada criança entra no meio da roda e propõe algum ritmo ou movimento com o corpo para os outros imitarem. Para sair, ela escolhe algum colega puxando-o para o centro da roda. Então esse propõe algum outro acompanhamento possível, estalando os dedos, batendo os pés, com palmas, peito, coxa, etc. Essa brincadeira é muito divertida e desenvolve a criatividade, a expressão corporal e o senso rítmico da criança. Divirta-se! Brincadeirasextra - Links externos Alpha four (percussão corporal) https://www.youtube.com/watch?v=Mnt6O8N6eDg Flecha de palmas https://www.youtube.com/watch?v=3vc8KWAbzJM Pão pão pão https://www.youtube.com/watch?v=utWPg_RHnno Contação de história e música Sopa supimpa https://www.youtube.com/watch?v=_go-F3LrcxA Pedro e o Lobo https://www.youtube.com/watch?v=ggRJRSJvFTA&t=333s https://www.youtube.com/watch?v=Mnt6O8N6eDg https://www.youtube.com/watch?v=3vc8KWAbzJM https://www.youtube.com/watch?v=utWPg_RHnno https://www.youtube.com/watch?v=_go-F3LrcxA https://www.youtube.com/watch?v=ggRJRSJvFTA&t=333s Músicos de Bremen (Saltimbancos) https://www.youtube.com/watch?v=J7Wyc9w1fXY Referências Bibliográficas ALMEIDA, M. B. de; PUCCI, M. D. Outras Terras, Outros Sons. São Paulo: Callis, 2002 TINHORÃO, José Ramos. Os Sons dos Negros no Brasil: Cantos - Danças - Folguedos: Origens. SP, Art Editora, 1988. ____. História Social da Música Popular Brasileira. Lisboa, Caminho, 1990. BRITO, T. A. 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CURRÍCULO DA CIDADE : ENSINO FUNDAMENTAL : COMPONENTE CURRICULAR : ARTES. – 2.ED. – SÃO PAULO : SME / COPED, 2019. https://www.youtube.com/watch?v=J7Wyc9w1fXY