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www.chamaofisico.com.br 1Chama o Físico Sumário Fundamentos Da Óptica Geométrica 2 Reflexão Da Luz E Espelhos Planos 13 Espelhos Esféricos 23 Refração Da Luz 32 Lentes Esféricas 46 Instrumentos Ópticos 58 Gabarito 66 Óptica Geométrica 2 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br MÓDULO 01: FUNDAMENTOS DA ÓPTICA GEOMÉTRICA A óptica geométrica é a parte da física que está associada ao estudo da luz. Como estamos no início do curso, não devemos nos preocupar com a natureza da luz (por enquanto!). É importante que você saiba apenas que a luz é uma radiação capaz de sensibilizar os nossos olhos. Como o próprio nome sugere, aqui faremos uma abordagem geométrica da luz. Costumo dizer que essa é a parte mais “artística” da física! Como esse é um módulo introdutório, recomento que você o vença o mais rápido possível para gastarmos tempo em coisas mais legais! CONCEITOS BÁSICOS Antes de iniciarmos o estudo da óptica geométrica, eu preciso garantir que você possui um conhecimento básico nesse assunto. Fique tranquilo! Por enquanto iremos apenas definir alguns termos que serão comuns no nosso estudo da óptica geométrica. Vamos lá! Raio de luz: nos exercícios de óptica geométrica precisaremos representar a luz. Por enquanto, representaremos por um segmento de reta orientado (traduzindo: uma seta!). Se a lâmpada abaixo estiver acesa, as infinitas setas que saem do filamento simbolizam os raios de luz emitidos. Feixe de luz: um conjunto de raios de luz compõem um feixe de luz. Existem três possibilidades para os feixes de luz: • Divergente: todos os feixes saem de um ponto. Esse feixe é o mais comum. Exemplos: vela, lâmpada, farol alto. • Convergente: todos raios concentram-se em um ponto. Exemplo: raios solares que passam por uma lupa. • Paralelo: os raios estão orientados paralelamente uns aos outros. Exemplo: raios solares que chegam na Terra, laser, farol baixo, lanterna. UAI MAI Thales, eu sempre desenhei o Sol desse jeito! E não há nada de paralelo aí... Eu sei! A grande questão são os raios que chegam na Terra. Como a Terra é um “pontinho” distante do Sol, a porção dos raios solares que chegam na Terra chegam praticamente paralela. Fontes de luz: • Primária: são fontes que são capazes de emitir luz própria. Exemplos: vela, lâmpada, Sol, estrelas. • Secundária: são fontes que não emitem luz própria, mas são capazes de refletir a luz de uma fonte primária. Exemplos: você, Terra, Lua, objetos. • Pontual: são fontes cujas dimensões são desprezíveis no problema. Logo, não devemos questionar “qual é o tamanho da fonte?”. Exemplos: vela, lâmpada incandescente. • Extensa: são fontes cujas dimensões são relevantes no problema. Exemplos: lâmpada tubular fluorescente, Sol na formação de eclipse. www.chamaofisico.com.br 3Chama o Físico • Monocromática: fontes capazes de emitir luz de apenas uma cor, ou seja, uma única frequência. Exemplo: laser. • Policromática: fontes capazes de emitir mais de uma cor, ou seja, várias frequências. Exemplos: luz branca, luz solar. Meios de Propagação: • Transparente: meio em que a luz é transmitida de forma regular. Nesse caso, é possível enxergar através desse meio de forma nítida. Exemplos: ar, água limpa, vidro limpo, vácuo. • Translúcido: meio em que a luz é transmitida de forma irregular. Nesse caso, não somos capazes de enxergar através desse meio de forma nítida. Exemplos: neblina, vidro embaçado, papel manteiga, nuvens. • Opaco: meio em que a luz não é transmitida, podendo ser apenas refletida ou absorvida. Nesse caso, não somos capazes de enxergar através desse meio. Exemplos: parede, você. PRINCÍPIOS DA ÓPTICA GEOMÉTRICA Agora que você já domina os conceitos básicos da óptica geométrica, estamos prontos para discutirmos os princípios da óptica geométrica. Serão três princípios: Reversibilidade dos Raios Luminosos: Esse princípio é poderosíssimo! Ele garante que o caminho de ida de um raio de luz será o mesmo se você inverter o sentido de propagação dele. Por exemplo: imagine a trajetória de um raio de luz após a reflexão em dois espelhos. Se o raio de luz fosse emitido no sentido contrário, o caminho de volta seria o mesmo! Esse princípio não é válido apenas para a reflexão da luz. Futuramente utilizaremos ele em diversas situações, inclusive na refração da luz. A partir desse princípio podemos garantir que, se Alberto é capaz de ver os olhos de Isaac estando em ambientes igualmente iluminados, Isaac também enxergará os olhos de Alberto. Por que isso acontece? Porque se um raio de luz refletido por Isaac chegou aos olhos de Alberto, existe também um raio de luz que, saindo de Alberto, chegue aos olhos de Isaac. UAI MAI Independência dos Raios Luminosos Em diversas situações da óptica geométrica veremos que, inevitavelmente, dois ou mais raios se cruzarão no problema. Fique tranquilo! O princípio garante que a trajetória dos raios não será alterada nesse cruzamento! Propagação Retilínea dos Raios Luminosos O princípio garante que em meios homogêneos a luz se propaga em linha reta. A “picuinha” com “meios homogêneos” é para que você não sofra quando um raio de luz apresentar um desvio ao mudar de meio (veremos no módulo 04). APLICAÇÕES DA PROPAGAÇÃO RETILÍNEA O fato da luz se propagar em linha reta explica diversas situações. Bora discutir todas essas situações? Formação de Sombra Considere uma fonte de luz pontual. Dos infinitos raios que emitidos pela fonte, considere dois raios que passam tangenciando o objeto opaco. Dessa forma, uma região escura (sombra) será formada no anteparo. O restante será plenamente iluminado. Thales, eu já vi em filmes situações em que uma pessoa está sendo interrogada em uma sala e ela não consegue ver os policiais que estão atrás do vidro, enquanto os policias enxergam a pessoa que está sendo observada! Não faz sentido! Na verdade, faz sim! Nesse caso, os policiais e a pessoa interrogada não estão em ambientes igualmente iluminados. Observe que a sala que está acontecendo o interrogatório está bem iluminada, de tal forma que muitos raios que saem dali conseguem chegar aos olhos dos policiais. Entretanto, os policiais, atrás do vidro, estão em um ambiente escuro, de tal forma que não há muitos raios que saem dali e cheguem aos olhos do interrogado! Além disso, o vidro é refletivo (ou semi-espelhado), aumentando a reflexão dos raios vindos daquele ambiente mais iluminado! Esse efeito também é utilizado em fachadas de prédios e no Big Brother Brasil. Legal né? Óptica Geométrica 4 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br Exercício Resolvido (PUC-RJ) A uma certa hora da manhã, a inclinação dos raios solares é tal que um muro de 4,0 m de altura projeta, no chão horizontal, uma sombra de comprimento 6,0 m. Uma senhora de 1,6 m de altura, caminhando na direção do muro, é totalmente coberta pela sombra quando se encontra a quantos metros do muro? A) 2,0 B) 2,4 C) 1,5 D) 3,6 E) 1,1 Resolução: Observe que os triângulos sombreados são semelhantes Portanto: 4 1,6 24 4x 9,6 4x 14,4 x 3,6 m 6 6 z = → − = → = → = − Gabarito: Letra D Formação de Penumbra Considere agora uma fonte de luz extensa. Podemos imaginar essa fonte como um conjunto de várias fontes pontuais. Vamos analisar dois raios que, partindo das fontes dos extremos, tangenciem o objeto opaco. Agora, será formada no anteparo uma região escura (sombra), uma região parcialmente escura (penumbra) e uma região plenamente iluminada. Nem sempre a sombra existirá quando a fonte for extensa! Dependendo do tamanho e das distâncias, a região de sombra pode acabar antes de chegar no anteparo! Exercício Resolvido (Unesp) Os gatos 1 e 2 encontram-se parados em um ambiente iluminado apenas por duas lâmpadas puntiformes penduradas no teto. O único obstáculo existente nesse ambiente é uma mesa opaca de tampo horizontal, apoiada no solo, também horizontal e opaco.Os gatos estão em um mesmo plano vertical (o plano da figura), que contém as lâmpadas e que passa pelo centro da mesa. Desconsiderando a reflexão da luz em qualquer superfície e efeitos de difração nas bordas da mesa, pode-se afirmar que os gatos 1 e 2 encontram-se, respectivamente, em regiões de A) sombra e de penumbra. B) sombra e de sombra. C) sombra e iluminada pelas duas lâmpadas. D) penumbra e iluminada pelas duas lâmpadas. E) penumbra e de penumbra. A dica de hoje é... www.chamaofisico.com.br 5Chama o Físico Resolução: Para identificar as regiões, vamos traçar dois raios que, saindo de cada lâmpada, tangenciem a mesa. Concluímos que o gato 1 está numa região que não é atingida por nenhum raio de luz (sombra) e o gato 2 está em uma região de penumbra pois é iluminado apenas pela fonte da direita. Gabarito: Letra A Formação de Eclipses Antes de discutirmos o eclipse solar e lunar é preciso que você saiba o básico de fases da lua. Basicamente, o que será cobrado de você é saber identificar no desenho abaixo as posições das quatro fases da lua: nova, crescente, cheia e minguante. Um ciclo completo dura aproximadamente 29 dias. Observe a figura abaixo. A lua na posição 1 está na fase NOVA. Essa lua não será observada por uma pessoa localizada na Terra pois sua face não iluminada está voltada para a Terra. Possui horários diurnos: nasce às 6h, ao meio-dia está no ponto mais alto do céu e se põe às 18h. A lua na posição 2 está na fase CRESCENTE. Essa lua é observada no céu em horários intermediários: nasce ao meio- dia, às 18h está no ponto mais alto do céu e se põe meia-noite. Na posição indicada apenas um quarto da lua é visível por um observador na Terra. A lua na posição 3 está na fase CHEIA. Agora a metade da lua iluminada pode ser observada por uma pessoa na Terra. Possui horários noturnos: nasce às 18h, meia-noite está no ponto mais alto do céu e se põe às 6h. A lua na posição 4 está na fase MINGUANTE. Essa lua é observada no céu em horários intermediários: nasce meia-noite, às 6h está no ponto mais alto do céu e se põe meio-dia. Assim como na crescente, na posição indicada apenas um quarto da lua é visível por um observador na Terra. Eclipse Solar Agora que sabemos identificar as fases da lua, podemos discutir os eclipses. Para ter um eclipse solar é preciso um alinhamento Sol, Lua e Terra. Logo, o eclipse ocorrerá apenas em LUA NOVA. Observe a figura. Um observador na região de sombra não consegue ver o Sol. Logo, ele observará um eclipse total (T). Um observador na região de penumbra conseguirá observar apenas uma parte do Sol. Assim, ele vê um eclipse parcial (P). Por outro lado, outros observadores, em regiões plenamente iluminadas, não observam o eclipse e vê o Sol como todos os dias. Portanto, concluímos que o o eclipse solar não acontece para todos! A dica de hoje é... Como as órbitas são elípticas (veremos nas Leis de Kepler), as distâncias entre o Sol, Terra e Lua podem sofrer variações entre um eclipse e outro. Assim, o eclipse poderia acontecer com a região de sombra (cone de sombra) acabando antes de chegar na Terra! Nesse caso, um observador em A conseguiria ver as bordas do Sol e não veria a parte central. Esse eclipse é chamado de ECLIPSE ANULAR. 2 1 4 3 Óptica Geométrica 6 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br Eclipse Lunar Agora o alinhamento é Sol, Terra e Lua. Nesse caso, a Lua passa pela região de sombra da Terra. Devido ao fenômeno de espalhamento (não se preocupe com isso!) a Lua acaba aparecendo no céu com um tom avermelhado. Por isso o eclipse lunar também é chamado de LUA DE SANGUE ou LUA SANGRENTA. Você já deve ter percebido que esse eclipse acontece em época de lua CHEIA. Câmara Escura com Orifício Imagine um caixa de sapato, fechada em todos os lados. Em uma dessas faces, se faz um pequeno furo (pequeno mesmo!). Na face oposta ao furo, coloca-se papel manteiga. Os raios de luz que saem do objeto e atravessam o furo iluminam o fundo da caixa construindo uma imagem do objeto. Observe a figura. h X H Y = A partir desse resultado, duas considerações são feitas: • Quanto mais distante o objeto estiver da câmara, menor será a imagem formada. • Quanto maior for o furo, maior será a intensidade luminosa, porém a nitidez da imagem é reduzida. A dica de hoje é... A câmara permite que a parede onde é projetada a imagem seja movida, aproximando-se ou afastando-se do orifício. Se o mesmo objeto for colocado a 50 cm do orifício, para que a imagem obtida no fundo da câmara tenha o mesmo tamanho da anterior, 4 cm, a distância que deve ser deslocado o fundo da câmara, relativamente à sua posição original, em cm, é de A) 50. B) 40. C) 20. D) 10. E) 5. Resolução: Observe a figura abaixo onde se mostra a formação da imagem. Os triângulos sombreados são semelhantes, portanto: H h D d = Na primeira situação: 20 4 d 20 cm 100 d = → = Na segunda situação: 20 4 d' 10 cm 50 d' = → = O fundo da câmera deve ser deslocado 10 cm para a esquerda. Gabarito: Letra D AS CORES DA LUZ Nesse momento começaremos a falar das cores da luz. É comum o aluno questionar se o que eu estou ensinando está correto! Por isso, já vou antecipar uma confusão que você pode fazer! Aqui conversaremos sobre as cores da luz. Os resultados são diferentes se estivéssemos falando de cores de pigmentos, ok? Então confie em mim! Por que vemos a luz? A luz é uma onda eletromagnética que cuja faixa de frequência vai de 4,3 x 1014 Hz (vermelho) a 7,5 x 1014 Hz (violeta). No fundo dos nossos olhos, na retina, nós temos células fotossensíveis (cones) que são capazes de perceber radiações nessa faixa de frequência. Uma pessoa normal possui três tipos de cones: um que é sensível à região do vermelho; outro na região do verde; outro na região do azul. Dessa forma, conseguimos perceber todo o espectro da luz visível. Essas três cores (vermelho, verde e azul) são chamadas de CORES PRIMÁRIAS para a luz. Essa sequência também é conhecida com RGB (do inglês, red, green, blue). Na câmara escura, além da imagem ser invertida (de cabeça para baixo), ela também troca o lado (direito-esquerdo). Exercício Resolvido (UFSCar) A 1 metro da parte frontal de uma câmara escura de orifício, uma vela de comprimento 20 cm projeta na parede oposta da câmara uma imagem de 4 cm de altura. www.chamaofisico.com.br 7Chama o Físico Quando duas cores primárias chegam ao nossos olhos, dois tipos de cones são ativados, e o cérebro interpreta esse resultado como sendo uma COR SECUNDÁRIA. Essas cores são: • Vermelho + azul = magenta • Vermelho + verde = amarelo • Verde + azul = Ciano Se uma luz que contenha todas a faixa da luz visível ou apenas as três primárias em igual intensidade, todos os cones são ativados e o cérebro interpreta como sendo LUZ BRANCA. Por isso dizemos que a luz branca é policromática. Não existe uma única frequência capaz de sensibilizar todos os cones. Por isso, não existe a frequência do branco. UAI MAI Você sabia? Thales, quando eu misturo todas as cores do meu Faber Castell não dá branco, mas sim um marrom diarréico. Não faz sentido! Na verdade, faz! Não confunda luz com pigmento. O que eu estou falando aqui é de mistura de luzes. Ao misturar as cores de vários lápis você está fazendo mistura de pigmento! Veremos que essas combinações são diferentes! E o preto? Preto não é luz. Na verdade, preto é a ausência dela. Quando não chega luz aos nossos olhos teremos a percepção do preto. Quando você está num quarto escuro, sem luz, qual é a cor que você percebe? Preto. Você sabia? O daltonismo recebeu esse nome em homenagem ao químico John Dalton, que foi o primeiro cientista a estudar a anomalia da qual ele mesmo era portador (aquele do modelo atômico de Dalton). A causa mais comum do daltonismo é a falha no desenvolvimento de um ou mais dos três conjuntos de cones que reconhecem cores. Uma vez que esse problema está geneticamente ligado ao cromossomoX, ele ocorre com maior frequência entre os homens, que possuem apenas um desses cromossomos. Como as mulheres têm dois cromossomos X, existe a possibilidade da anomalia em um deles ser compensada pelo outro, o que explica a baixa incidência desse distúrbio no sexo feminino. Não há cura para o daltonismo. REFLEXÃO SELETIVA (COR DOS OBJETOS) A cor natural de um objeto é a cor que ele é capaz de refletir quando iluminado com luz branca. Uma cadeira verde é capaz de refletir luz verde. As outras cores são absorvidas por elas. Dessa forma, observe as situações a seguir: Infinitas cores existem. Newton dividiu essas cores em sete grupos: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Construiu um disco dividido-o nas sete cores (Disco de Newton). Ao girar o disco, as cores se superpunham sobre a retina do olho do observador, dando a sensação do branco. TRANSMISSÃO SELETIVA (COR DOS FILTROS) A cor natural de um filtro é a cor que ele transmite quando iluminado com luz branca. Um plástico verde é um filtro verde. Quando iluminado com luz branca, ele absorve todas as cores deixando passar apenas o verde. Atenção! Muitos alunos pensam que em um filtro verde, a luz verde não passa, quando na verdade, o que acontece é o contrário! Lembre-se: em um filtro de ar, passa ar. Em um filtro de água, passa água. Em um filtro verde, passa verde. Óptica Geométrica 8 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01 (UNITAU) Um observador A, olhando num espelho, vê um outro observador B. Se B olhar no mesmo espelho, ele verá o observador A. Este fato é explicado pelo: A) princípio da propagação retilínea da luz. B) princípio da independência dos raios luminosos. C) princípio de reversibilidade dos raios luminosos. D) princípio da reflexão. E) princípio da refração. 02 (FGV) O vendedor de churros havia escolhido um local muito próximo a um poste de iluminação. Pendurado no interior do carrinho, um lampião aceso melhorava as condições de iluminação. Admitindo que o centro de todos os elementos da figura, exceto as finas colunas que suportam o telhado do carrinho, estão no mesmo plano vertical, considerando apenas as luzes emitidas diretamente do poste e do lampião e, tratando-os como os extremos de uma única fonte extensa de luz, a base do poste, a lixeira e o banquinho, nessa ordem, estariam inseridos em regiões classificáveis como A) luz, sombra e sombra. B) luz, penumbra e sombra. C) luz, penumbra e penumbra. D) penumbra, sombra e sombra. E) penumbra, penumbra e penumbra. 03 (FGV) Com a finalidade de produzir iluminação indireta, uma luminária de parede possui, diante da lâmpada, uma capa opaca em forma de meio cano. Na figura está representada a posição da lâmpada, escondida pela capa opaca da luminária. No teto, a partir da parede onde está montada a luminária, sabendo que esta é a única fonte luminosa do ambiente e que a parede sobre a qual está afixada essa luminária foi pintada com uma tinta pouco refletora, o padrão de iluminação projetado sobre esse teto é semelhante ao desenhado em A) B) C) D) E) 04 (FCMMG) A lâmpada de mercúrio de um poste de iluminação pública projeta no chão plano a sombra de uma esfera de 1,0 cm de diâmetro bem nítida, se ela estiver a 10 cm do chão. Entretanto, se a esfera estiver a 200 cm do chão, sua sombra é muito pouco nítida. Pode-se afirmar que a principal causa do efeito observado é: A) A luz é um fenômeno ondulatório. B) A difusão da luz no ar “borra” a sombra. C) A lâmpada de mercúrio é uma fonte extensa de luz. D) O índice de refração do ar depende da temperatura. www.chamaofisico.com.br 9Chama o Físico 05 (UEMA) O edifício Monumental, localizado em um shopping de São Luís-MA, iluminado pelos raios solares, projeta uma sombra de comprimento 80 m. Simultaneamente, um homem de 1,80 m de altura, que está próximo ao edifício, projeta uma sombra de 3,20 m O valor correspondente, em metros, à altura do prédio é igual a A) 50,0 B) 47,5 C) 45,0 D) 42,5 E) 40,0 06 (UFC) Um grupo de escoteiros deseja construir um acampamento em torno de uma árvore. Por segurança, eles devem colocar as barracas a uma distância tal da árvore que, se esta cair, não venha a atingi-los. Aproveitando o dia ensolarado, eles mediram, ao mesmo tempo, os comprimentos das sombras da árvore e de um deles, que tem 1,5 m de altura; os valores encontrados foram 6,0 m e 1,8 m respectivamente. A distância mínima de cada barraca à árvore deve ser de: A) 6,0 m B) 5,0 m C) 4,0 m D) 3,0 m E) 2,0 m 07 (FCMMG) Filomena está curiosa para saber a altura de um rapaz que está em pé, esperando o ônibus. Observa que o Sol das 10 h da manhã forma uma sombra do rapaz, a qual ocupa 5 lajotas quadradas de 20 cm de lado. Ela sabe que, nesse dia, o Sol nascer às 6 h e ao meio-dia estará a pino. Filomena determinou que a altura do rapaz é de A) 1,5 m B) 1,6 m C) 1,7 m D) 1,8 m 08 (Unesp) Quando o Sol está a pino, uma menina coloca um lápis de 7,0 × 10-3 m de diâmetro, paralelamente ao solo, e observa a sombra por ele formada pela luz do Sol. Ela nota que a sombra do lápis é bem nítida quando ele está próximo ao solo mas, à medida que vai levantando o lápis, a sombra perde a nitidez até desaparecer, restando apenas a penumbra. Sabendo-se que o diâmetro do Sol é de 14 × 108 m e a distância do Sol à Terra é de 15 × 1010 m, pode-se afirmar que a sombra desaparece quando a altura do lápis em relação ao solo é de: A) 1,5 m. B) 1,4 m. C) 0,75 m. D) 0,30 m. E) 0,15 m. 09 (Fuvest) Admita que o Sol subitamente “morresse”, ou seja, sua luz deixasse de ser emitida. Vinte e quatro horas após esse evento, um eventual sobrevivente, olhando para o céu, sem nuvens, veria: A) a Lua e estrelas; B) somente a Lua; C) somente estrelas; D) uma completa escuridão; E) somente os planetas do sistema solar. 10 (UEMG) Em uma aula sobre Gravitação, o professor de Física resolveu esrever um poema e mostrá-lo a seus alunos: “O Sol e a Lua num balé em torno da Terra. Ora a Lua está entre o Sol e a Terra. Ora a Terra está entre o Sol e a Lua. ” Os dois últimos versos desse poema referem-se, respectivamente, A) à lua crescente e à lua minguante B) à lua cheia e à lua nova. C) à lua nova e à lua cheia. D) A uma situação irreal. 11 (UNIFOR) O esquema representa o alinhamento do Sol, da Terra e da Lua no momento de um eclipse. TERRA LUA SOL A Neste instante, uma pessoa situada no ponto A observará um eclipse: A) parcial da Lua B) total da Lua C) anular do Sol D) parcial do Sol E) total do Sol Óptica Geométrica 10 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 12 (PUC-SP) Em 15 de abril de 2014 ocorreu um eclipse lunar total que foi visível na parte oeste da África, na parte oeste da Europa, na parte leste da Ásia, nas Américas e na Austrália. Os eclipses totais da Lua, quando o satélite cruza o cone de sombra da Terra, são pouco frequentes. O último ocorreu no dia 10 de dezembro de 2011. Há ocorrência de tal eclipse. http://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2014/04/ veja-imagens-doeclipse-lunar-feitas-de-santarem-pa.html A) independentemente da fase da Lua, bastando, para isso, o alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra, nessa ordem. B) na lua nova. C) na lua cheia. D) no quarto crescente. E) no quarto minguante. 13 (Mackenzie) A altura da imagem de um objeto fornecida por uma câmara escura de orifício é diminuída quando: A) Aumentamos o diâmetro do orifício; B) Diminuímos o diâmetro do orifício; C) Afastamos a câmara do objeto; D) Aproximamos a câmara do objeto; E) Aumentamos o comprimento da câmara. 14 (FCMMG) Um “container” de metal usado para transporte de cargas em navios encontra-se fechado e o seu interior é completamente escuro. Ele possui um pequeno orifício que está voltado para uma casa, como mostrado na figura 1. Uma pessoa dentro do “container” verá,projetada na parede oposta ao orifício, uma imagem da casa, como na figura A) 1. B) 2. C) 3. D) 4. 15 (UFRS) A imagem focada de uma câmara escura dista 50 mm do orifício e tem uma altura de 20 mm. A árvore está a uma distância de 15 m do orifício. Qual a altura da árvore? A) 2,0m B) 4,0m C) 6,0m D) 8,0m E) 10m 16 (FAMINAS) Uma pessoa posicionada em frente a uma câmera escura começa a se aproximar da mesma até que a distância entre elas seja de 2 m. Se a imagem, durante a caminhada, passa de 5 cm para 8 cm, então a distância percorrida pela pessoa foi de A) 0,8 m. B) 1,0 m. C) 1,2 m. D) 1,4 m. 17 (FASEH) O prêmio Nobel da física de 2014 foi para três cientistas japoneses: Isama Akasaki e Hiroshi Amano, da Universidade de Nagóia, no Japão, e Shuji Nakamura, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, nos EUA. Esses cientistas ganharam o prêmio Nobel pela invenção do LED azul. Essa invenção foi de grande importância para a comunidade cientifica uma vez que os LEDs vermelho e verde já haviam sido inventados. Essas três cores de luz formam o famoso padrão RGB (red, green, blue). A soma de todas as cores do padrão RGB de luz forma a cor: A) preta. B) magenta. C) ciano. D) branca. 18 (UNIFEI) Sobre a cor de um corpo, pode-se afirmar que um pano verde, quando iluminado: A) pela luz solar, reflete todas as cores. B) com luz amarela monocromática, parecerá preto. C) pela luz solar, absorve a luz verde e reflete as outras. D) com luz vermelha monocromática, parecerá verde. 19 (Unicamp) O Teatro de Luz Negra, típico da República Tcheca, é um tipo de representação cênica caracterizada pelo uso do cenário escuro com uma iluminação estratégica dos objetos exibidos. No entanto, o termo Luz Negra é fisicamente incoerente, pois a coloração negra é justamente a ausência de luz. A luz branca é a composição de luz com vários comprimentos de onda e a cor de um corpo é dada pelo comprimento de onda da luz que ele predominantemente reflete. Assim, um quadro que apresente as cores azul e branca quando iluminado pela luz solar, ao ser iluminado por uma luz monocromática de comprimento de onda correspondente à cor amarela, apresentará, respectivamente, uma coloração A) amarela e branca. B) negra e amarela. C) azul e negra. D) totalmente negra. www.chamaofisico.com.br 11Chama o Físico 20 (FAMINAS) Dois carros de cores diferentes encontram-se em uma garagem iluminada com luz monocromática. Se ambos são visualizados na cor verde, então a luz é: A) Amarela e um dos carros é azul. B) Azul e um dos carros é amarelo. C) Branca e um dos carros é verde. D) Verde e um dos carros é branco. 21 (UNIRIO RJ) Durante a final da Copa do Mundo, um cinegrafista, desejando alguns efeitos especiais, gravou cena em um estúdio completamente escuro, onde existia uma bandeira da “Azurra” (azul e branca) que foi iluminada por um feixe de luz amarela monocromática. Quando a cena foi exibida ao público, a bandeira apareceu: A) verde e branca. B) verde e amarela. C) preta e branca. D) preta e amarela. E) azul e branca. 22 (UNIMONTES) Um objeto é iluminado com luz branca, dentro de uma vitrine, cujo vidro é um filtro que só deixa passar a luz vermelha. Para que esse objeto seja visível através da vitrine, sua cor pode ser A) apenas branca. B) apenas vermelha. C) qualquer uma, menos vermelha ou branca. D) Vermelha ou branca. 23 (ENEM PPL) Devido à sua resistência mecânica, baixa condutividade térmica e transparência à luz, o vidro tem sido cada vez mais utilizado na construção civil, aplicando em portas, janelas e telhados. Sua transparência é importante porque resulta em uma grande economia da energia elétrica usada na iluminação interna do ambiente. Microscopicamente, a transparência ocorre devido à forma com que a luz incidente interage com os elétrons dos átomos que compõem o material vítreo. A transparência pode ser explicada, considerando-se que a luz A) É absorvida pelos elétrons e transformada em calor. B) É absorvida pelos elétrons e reemitida em todas as direções. C) Não é absorvida pelos elétrons e é espalhada em diversas direções. D) Não é absorvida pelos elétrons e continua seu caminho em trajetória regulares. E) É absorvida pelos elétrons e reemitida de volta pela mesma trajetória de onde veio. 24 (ENEM PPL) Os quadrinhos mostram, por meio de projeção de sombra da árvore e do menino. A sequência de períodos do dia: matutino, meio-dia e vespertino, que é determinada A) pela posição vertical da árvore e do menino. B) pela posição do menino em relação à árvore. C) pelo movimento aparente do Sol em torno da Terra. D) pelo fuso horário especifico de cada ponto da superfície da Terra. E) pela estação do ano, sendo que no inverno os dias são mais curtos que no verão. 25 (ENEM) Sabe-se que o olho humano não consegue diferencias componentes de cores e vê apenas a cor resultante, diferentemente do ouvido, que consegue distinguir, por exemplo, dois instrumentos diferentes tocados simultaneamente. Os raios luminosos do espectro visível, que têm comprimento de onda entre 380 mm e 780 nm, incidem na cómea, passam pelo cristalino e são projetados na retina. Na retina, encontra-se dois tipos de fotorreceptores, os cones e os bastonetes, que convertem a cor e a intensidade da luz recebida em impulsos nervosos. Os cones distinguem as cores primárias: vermelho, verde e azul, e os bastonetes diferenciam apenas níveis de intensidade, sem separar comprimento de onda. Os impulsos nervosos produzidos são enviados ao cérebro por meio de nervo óptico, para que se dê a percepção da imagem. Um individuo que, por alguma deficiência, não consegue captar as informações transmitidas pelos cones, perceberá um objeto branco, iluminado apenas por luz vermelha, como A) Um objeto indefinido, pois as células que captam a luz estão inativas. B) Um objeto rosa, pois haverá mistura de luz vermelha com o branco do objeto. C) Um objeto verde, pois o olho não consegue diferenciar componentes de cores. D) Um objeto cinza, pois os bastonetes captam luminosidade, porem não diferenciam cor. E) Um objeto vermelho, pois a retina capta a luz refletida pelo objeto, transformando-a em vermelho. Óptica Geométrica 12 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 26 (ENEM) Para que uma substância seja colorida ela deve absorver luz na região do visível. Quando uma amostra absorve luz visível, a cor que percebemos é a soma das cores restantes que são refletidas ou transmitidas pelo objeto. A Figura 1 mostra o espectro de absorção para uma substância e é possível observar que há um comprimento de onda em que a intensidade de absorção é máxima. Um observador pode prever a cor dessa substância pelo uso da roda de cores (Figura 2): o comprimento de onda correspondente à cor do objeto é encontrado no lado oposto ao comprimento de onda da absorção máxima. Brow, T. Wímica e Ciência Central. 2005 (adaptada). Qual a cor da substância que deu origem ao espectro da Figura 1? A) Azul. B) Verde. C) Violeta. D) Laranja. E) Vermelho. 27 (ENEM) É comum aos fotógrafos tirar fotos coloridas em ambientes iluminados por lâmpadas fluorescente, que contêm uma forte composição de luz verde. A consequência desse fato na fotografia é que todos os objetos claros, principalmente os brancos, aparecerão esverdeados. Para equilibrar as cores, deve-se usar um filtro adequado para diminuir a intensidade da luz verde que chega aos sensores da câmera fotográfica. Na escolha desse filtro, utiliza-se o conhecimento da composição das cores-luz primárias: vermelho, verde e azul; e das cores-luz secundária: amarelo = vermelho + verde, ciano = verde + azul e magenta = vermelho + azul. Disponível em: http://nautillus.fis.uc.pt. Acesso em: 20 meio 2014 (adaptado). Na situação descrita, qual deve ser o filtro utilizado para que a fotografia apresente as cores naturais dos objetos? A) Ciano.B) Verde. C) Amarelo. D) Magenta. E) Vermelho. 28 (ENEM) Muitos primatas, incluindo nós humanos, possuem visão tricromática: têm três pigmentos visuais na retina sensíveis à luz de uma determinada faixa de comprimentos de onda. Informalmente, embora os pigmentos em si não possuam cor, estes são conhecidos como pigmentos “azul”, “verde” e “vermelho” e estão associados à cor que causa grande excitação (ativação). A sensação que temos ao observar um objeto colorido decorre da ativação relativa dos três pigmentos. Ou seja, se estimulássemos a retina com uma luz na faixa de 530 nm (retângulo I no gráfico), não excitaríamos o pigmento “azul”, o pigmento “verde” seria ativado ao máximo e o “vermelho” seria ativado em aproximadamente 75% e isso nos daria a sensação de ver uma cor amarelada. Já uma luz na faixa de comprimento de onda de 600 nm (retângulo II) estimularia o pigmento “verde” um pouco e o “vermelho” em cerca de 75% e isso nos daria a sensação de ver laranja-avermelhado. No entanto, há características genéticas presentes em alguns indivíduos, conhecidas coletivamente como Daltonismo, em que um ou mais pigmentos não funcionam perfeitamente. Disponível em: www.comprehensivephysiology.com. Acesso em: 3 ago. 2012 (adaptado) Caso estimulássemos a retina de um indivíduo com essa característica, que não possuísse o pigmento conhecido como “verde”, com as luzes de 530 nm e 600 nm na mesma intensidade luminosa, esse indivíduo seria incapaz de A) identificar o comprimento de onda do amarelo, uma vez que não possui o pigmento “verde”. B) ver o estímulo de comprimento de onda laranja, pois não haveria estimulação de um pigmento visual. C) detectar ambos os comprimentos de onda, uma vez que a estimulação dos pigmentos estaria prejudicada. D) visualizar o estímulo do comprimento de onda roxo, já que este se encontra na outra ponta do espectro. E) distinguir os dois comprimentos de onda, pois ambos estimulam o pigmento “vermelho” na mesma intensidade. www.chamaofisico.com.br 13Chama o Físico MÓDULO 02: REFLEXÃO DA LUZ E ESPELHOS PLANOS Eba! Você finalizou o módulo de fundamentos da óptica geométrica! Agora podemos dar mais um passo. Um de cada vez, sempre! Nesse módulo estudaremos a reflexão da luz e depois partiremos para a aplicação nos espelhos planos! Preciso te contar que esse assunto aparece muito pouco no ENEM! Por isso, não gaste muito tempo com ele! LEIS DA REFLEXÃO A reflexão da luz consiste em um “bate e volta”. Duas leis regem a reflexão: • 1ª Lei: O raio incidente (RI), a reta normal (N) e o raio refletido (RR) são coplanares, ou seja, estão no mesmo plano. • 2ª Lei: O ângulo de incidência (θi) é sempre igual ao ângulo de reflexão (θr). Mas o que é essa tal de “normal”? A reta normal é uma reta imaginária perpendicular à superfície. Ela sempre será perpendicular à superfície. No caso de uma superfície esférica, a normal apontará para o centro da esfera. TIPOS DE REFLEXÃO Considere um feixe de luz paralelo. Dependendo da superfície a reflexão pode ser de dois tipos: • Reflexão especular: ocorre quando a superfície é bem polida (regular) e a luz é refletida de forma organizada. Nesse caso, é possível a formação de imagens (veremos em breve). • Reflexão difusa: ocorre quando a superfície é irregular e a luz é refletida de forma desorganizada. Nesse caso, não é possível observar uma imagem da fonte na superfície. Você sabia? A luz emitida pelo farol do carro é “espalhada” para todas as direções ao ser refletida de forma difusa no asfalto. Dessa forma, é possível observar o asfalto iluminado. Quando chove, o asfalto se torna menos irregular e a reflexão se torna menos difusa. Assim, a quantidade de luz que retorna aos olhos do motorista é menor e ele enxerga menos. Por isso dirigir durante uma noite com chuva é mais desafiador! FORMAÇÃO DE IMAGEM NO ESPELHO PLANO Objeto Pontual Considere uma fonte de luz O (primária ou secundária) com tamanho desprezível, colocada à frente do espelho. Alguns raios que saem do objeto são refletidos no espelho e chegam aos olhos do observador. E aí a mágica acontece! O nosso cérebro acha que a luz sempre se propaga em linha reta. Dessa forma, o observador acha que a luz veio de algum lugar atrás do espelho, visualizando a imagem I do objeto. Óptica Geométrica 14 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br A partir de agora precisamos fazer um combinado. Todas as vezes que uma imagem for formada pelo prolongamento dos raios refletidos falaremos que essa imagem é VIRTUAL. Por esse motivo, essa imagem é formada atrás do espelho e não pode ser projetada. É importante lembrar também que a posição da imagem independe do observador. Observe a figura. Todos os observadores perceberão a imagem no ponto A’. A dica de hoje é... A imagem formada é virtual, direta (ou direita) e do mesmo tamanho do objeto. Além disso, imagem e objeto são simétricos em relação ao plano do espelho. Falar que a imagem é direta significa dizer que a imagem não fica de cabeça para baixo. Associação de espelhos Considere dois espelhos planos (E1 e E2) perpendiculares entre si. A imagem I1 é formada a partir da reflexão no espelho E1. A imagem I2 é formada a partir da reflexão no espelho E2. Entretanto a brincadeira não acaba por aqui! Podemos pensar que I2 será objeto para o espelho E1 ou que a imagem I1 será objeto para o espelho E2. De qualquer forma, a imagem I3 será formada. Dizemos que essa imagem é “imagem da imagem”. Legal né? De uma forma geral, podemos dizer que o número de imagens formada por objeto (N) em uma associação de dois espelhos planos que formam um ângulo α é dado por: 360N 1= − a E se tivéssemos dois espelhos paralelos? Aí infinitas imagens seriam formadas! Observe a figura abaixo. Para encontrar a imagem do objeto no espelho plano não é preciso traçar os raios. Eu fiz isso apenas para te explicar como que a situação acontece. Agora posso te ensinar um truque! Para localizar a imagem siga esses passos: - Trace uma linha que liga o objeto até o espelho e faça 90° com o espelho. A imagem estará nessa linha. - A distância da imagem até o espelho é igual à distância do objeto até o espelho. Objeto Extenso Como um corpo extenso é um conjunto de pontinhos, podemos construir a imagem de um objeto extenso analisando a imagem de cada ponto. Observe: www.chamaofisico.com.br 15Chama o Físico Exercício Resolvido (CMMG) Dois espelhos perpendiculares entre si estão posicionados em paredes verticais de um shopping. Mônica move-se entre eles na direção de Pedro, que está sentado num banco, também entre os espelhos, como mostrado na figura, vista do alto. Pedro observa três imagens da Mônica, através dos espelhos, nas regiões R1, R2 e R3. O sentido do movimento de Mônica observado por Pedro na região R2 é representado pela seta: A) B) C) D) Resolução: Fazendo o desenho do movimento da Mônica e rebatendo-o nos espelhos, temos: Assim, a imagem em R2 sofre dois rebatimentos totalizando uma rotação de 180°, conforme a figura acima. Gabarito: Letra C CAMPO VISUAL A partir de agora vamos envolver o observador nos problemas. Afinal de contas, você sabe que a posição da imagem INDEPENDE do observador. Porém, o campo visual DEPENDE do observador. Campo visual é a região que um objeto deve estar para ser visto por um determinado observador. Considere o observador O e o espelho plano na figura abaixo. Para determinar o campo visual existem duas possibilidades: • 1º Caso: Encontre a imagem do observador (I) e trace duas retas que, partindo da imagem I, tangenciem o espelho. A região delimitada é a região que os OBJETOS devem estar para serem vistos pelo observador O. • 2º Caso: A partir do observador O trace duas retas que tangenciem o espelho. A região delimitada é a região que as IMAGENS dos objetos devem estar para serem vistos pelo observador O. VELOCIDADE NO ESPELHO PLANO Considere um rapazote aproximandode um espelho plano que está parado em relação ao solo. Devido à simetria, a velocidade v = 10 m/s com que o rapazote aproxima do espelho é igual à velocidade v = 10 m/s com que sua imagem também se aproxima do espelho (em relação à terra). Essa simetria só acontece quando o espelho está parado em relação ao solo. Concluímos então que a velocidade da imagem aproxima do objeto com uma velocidade e de v’ = v + v = 20 m/s. terra VV Mas...e se o espelho também estivesse se movimentando em relação à terra? Veja a próxima situação. terra V6 m/s 2 m/s Nesse caso, a situação não é mais simétrica. Mas podemos torna-la simétrica se analisarmos a situação no referencial do espelho. Ou seja, que tal pararmos o movimento do espelho? Para isso, basta adicionar para todos os móveis da figura uma velocidade igual e contrária à velocidade do espelho. Óptica Geométrica 16 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br terra espelho V6 m/s 2 m/s 2 m/s 2 m/s 2 m/s Para finalizar, vamos determinar a velocidade resultante de cada móvel da figura utilizando a “soma vetorial”. No referencial do espelho, a situação é a seguinte: espelho parado V – 28 m/s Pronto! Fizemos a mudança de referencial! Como existe simetria entre a velocidade do objeto e da imagem podemos concluir que a velocidade da imagem em relação ao espelho é igual a 8 m/s. Logo, a velocidade v, em relação à terra é 8 = v – 2 V = 10m / s Exercício Resolvido (UEMG) Um espelho reflete raios de luz que nele incidem. Se usássemos os espelhos para refletir, quantas reflexões interessantes poderíamos fazer. Enquanto a filosofia se incumbe de reflexões internas, que incidem e voltam para dentro da pessoa, um espelho trata de reflexões externas. Você está diante de um espelho plano, vendo-se totalmente. Num certo instante, e é disso que é feita a vida, de instantes, você se aproxima do espelho a 1,5 m/s e está a 2,0 m de distância do espelho. Nesse instante, a sua imagem, fornecida pelo espelho, estará A) a 2,0 m de distância do espelho, com uma velocidade de 3,0 m/s em relação a você. B) a 2,0 m de distância do espelho, com uma velocidade de 1,5 m/s em relação a você. C) a uma distância maior que 2,0 m do espelho, com uma velocidade de 3,0 m/s em relação ao espelho. D) a uma distância menor que 2,0 m do espelho, com uma velocidade de 1,5 m/s em relação ao espelho. Resposta: Num espelho plano, objeto e respectiva imagem são simétricos em relação ao plano do espelho. Portanto, quando você está a 2 m do espelho sua imagem também está a 2 m dele. Devido a essa mesma propriedade (simetria) a velocidade da imagem em relação ao espelho é, em módulo, igual à do objeto, porém em sentido oposto. Assim, se você se aproxima do espelho com velocidade de módulo 1,5 m/s, sua imagem também se aproxima com 1,5 m/s. Então, relativamente a você, a velocidade de sua imagem tem módulo 3,0 m/s. Gabarito: Letra A EXERCÍCIOS PROPOSTOS 29 (UNIFESO) A figura apresenta dois espelhos planos dispostos em ângulo diedro de 45° em D. Um raio luminoso origina-se em P e, após duas reflexões, emerge em Q. Determine o ângulo a. A) 90° B) 80° C) 70° D) 60° E) 50° 30 (UEL) A figura representa um espelho plano E vertical e dois segmentos de reta AB e CD perpendiculares ao espelho. Supondo que um raio de luz parta de A e atinja C por reflexão no espelho, o ponto de incidência do raio de luz no espelho dista de D, em centímetros, A) 48 B) 40 C) 32 D) 24 E) 16 www.chamaofisico.com.br 17Chama o Físico 31 (UEL) Um observador O observa a imagem de um objeto P refletida num espelho plano horizontal. A figura mostra um feixe de raios luminosos que partem de P. O raio que atinge o observador O é A) PEO B) PDO C) PCO D) PBO E) PAO 32 (Fuvest) Um espelho plano, em posição inclinada, forma um ângulo de 45° com o chão. Uma pessoa observa-se no espelho, conforme a figura. A flecha que melhor representa a direção para a qual ela deve dirigir seu olhar, a fim de ver os sapatos que está calçando, é: A) A B) B C) C D) D E) E 33 (FCMMG) Uma pessoa está de pé, encostada numa parede que fica em frente a uma janela. Ela vê a borda superior dessa janela projetada no chão através do azulejo quase espelhado. A pessoa sabe que tem uma altura de 1,70 m, que a imagem da borda superior da janela está a 6 azulejos de seus pés e que a parede onde se encontra a janela está a 18 azulejos de seus pés. Com esses dados, calculou, com base nas leis da reflexão da luz, a distância da borda superior da janela até o chão. Tal distância é, aproximadamente: A) 1,7 m B) 2,8 m C) 3,4 m D) 5,1 m 34 (UNIFESO) Um torcedor uniformizado olha-se em um espelho, que permite ver sua imagem de corpo inteiro, antes de ir para o estádio. No peito de sua camisa estão bordadas as letras a seguir. O que ele vê bordado em sua camisa olhando para o espelho é A) B) C) D) E) 35 (PUC MG) Num relógio de ponteiros, cada número foi substituído por um ponto. Uma pessoa, ao observar a imagem desse relógio refletida em um espelho plano, lê 8 horas. Se fizermos a leitura diretamente no relógio, verificaremos que ele está marcando: A) 6 h B) 2 h C) 9 h D) 4 h E) 10 h 36 (UFMG) Oscar está na frente de um espelho plano, observando um lápis, como representado na figura: Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que Oscar verá a imagem desse lápis na posição indicada pela letra. A) K. B) L. C) M. D) N. Óptica Geométrica 18 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 37 (UFC) Na figura a seguir, um observador está inicialmente na posição A, em frente a um espelho plano. Entre A e o espelho está situado o objeto O. O observador em A vê a imagem virtual de O, localizada no ponto I. Onde estará a imagem de O, caso o observador se desloque até a posição B? A) I4 B) I3 C) I2 D) I1 E) I 38 (UFMG) Uma vela está sobre uma mesa, na frente de um espelho plano, inclinado, como representado nesta figura: Assinale a alternativa cujo diagrama representa corretamente a formação da imagem do objeto, nessa situação. A) B) C) D) 39 (Unifesp) A figura representa um objeto e cinco espelhos planos, E1, E2, E3, E4 e E5. Assinale a seqüência que representa corretamente as imagens do objeto conjugadas nesses espelhos. A) ↑←↓→↑ :E :E :E :E :E 54321 B) :E :E 21 ↑ :E :E 43 ↓ ↑:E5 C) :E :E 21 ↑ :E :E 43 ↑ ↑:E5 D) :E :E 21 ↑ :E :E 43 ↓ ↑:E5 E) ↓→↑→↓ :E :E :E :E :E 54321 40 (UNIFENAS) O armário do banheiro de minha casa, possui duas portas espelhadas as quais têm as dobradiças no mesmo lugar. Como uma gira em sentido horário e a outra, em sentido anti-horário, abri as duas e coloquei a cabeça entre elas, para tentar observar a minha orelha. Percebi, então, que 5 imagens de meu rosto foram formadas. Nesta situação, o ângulo entre as duas portas é igual a A) 300. B) 450. C) 600. D) 720. E) 900. 41 (IFPE) Um coreógrafo está ensaiando um número de frevo e deseja obter uma filmagem com dezesseis imagens de passistas, porém, ele dispõe de apenas 4 dançarinos. Com dois grandes espelhos planos e os quatro dançarinos entre os espelhos, o coreógrafo consegue a filmagem da forma desejada. Qual foi o ângulo de associação entre os dois espelhos planos para que o público, ao assistir à gravação, veja 16 passistas em cena? A) 45° B) 60° C) 90° D) 30° E) 120° www.chamaofisico.com.br 19Chama o Físico 42 (UERJ) Uma garota, para observar seu penteado, coloca-se em frente a um espelho plano de parede, situado a 40 cm de uma flor presa na parte de trás dos seus cabelos. Buscando uma visão melhor do arranjo da flor no cabelo, ela segura, com uma das mãos, um pequeno espelho plano atrás da cabeça, a 15 cm da flor. A menor distância entre a flor e sua imagem, vista pela garota no espelho de parede,está próxima de: A) 55 cm B) 70 cm C) 95 cm D) 110 cm 43 (FCMMG) Um sistema óptico é constituído por dois espelhos planos paralelos, como na figura. Uma pequena lâmpada L, colocada entre os dois espelhos, é vista pelo observador O, através dos dois espelhos. A imagem da lâmpada será formada no ponto: A) A B) B C) C D) D 44 (Ufscar) Uma criança observa um passarinho com um periscópio composto de dois espelhos planos E, paralelos e inclinados de 45°, como está representado na figura. O ponto O representa o olho da criança e P o passarinho. Pode-se afirmar que a imagem do passarinho vista pela criança, por meio desse periscópio, está localizada no ponto A) P. B) Q. C) R. D) S. E) T. 45 (FCMMG) Dois espelhos planos estão posicionados perpendicularmente entre si, como na figura abaixo. Um carrinho de brinquedo passa na frente dos espelhos, movendo-se para a direita. O observador verá, através dos espelhos, a imagem do carrinho movendo-se, como na figura: A) B) C) D) Óptica Geométrica 20 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 46 (Fuvest) Em uma exposição, organizada em dois andares, foi feita uma montagem com dois espelhos planos E1 e E2, dispostos a 45° entre os andares, como na figura 1. Uma visitante, quando no andar superior, no ponto A, fotografa um quadro (Q), obtendo a foto 1, tal como vista no visor (fig. 1). Essa visitante, ao descer as escadas, fotografa, no ponto B, o mesmo quadro através dos espelhos. A nova foto, tal como vista no visor, é A) B) C) D) E) 47 (UFRRJ) Dois sistemas ópticos, representados abaixo, usam espelhos planos, ocorrendo as reflexões indicadas. Após as reflexões, suas imagens finais são: Sistema A Sistema B A) B) C) D) E) 48 (Unicamp) A figura abaixo mostra um espelho retrovisor plano na lateral esquerda de um carro. O espelho está disposto verticalmente e a altura do seu centro coincide com a altura dos olhos do motorista. Os pontos da figura pertencem a um plano horizontal que passa pelo centro do espelho. Nesse caso, os pontos que podem ser vistos pelo motorista são: A) 1, 4, 5 e 9. B) 4, 7, 8 e 9. C) 1, 2, 5 e 9. D) 2, 5, 6 e 9. www.chamaofisico.com.br 21Chama o Físico 49 (UNIFOR) O esquema representa a planta baixa de uma loja de instrumentos ópticos que tem 4,0 m de frente por 6,0 m da frente aos fundos. Nessa loja, três atendentes trabalham sentadas nas posições A1, A2 e A3 e o gerente permanece em pé junto ao caixa na posição C. Como se observa no esquema, em frente às atendentes está um enorme espelho plano vertical E, fixado na parede e com 2,0 m de largura, que vai do chão até o teto. Quando a loja não tem clientes, o gerente, de seu posto no ponto C, pode ver no espelho a imagem SOMENTE A) da atendente em A1. B) da atendente em A2. C) da atendente em A3. D) das atendentes em A2 e em A3. E) das atendentes em A1 e em A2. 50 (Udesc) Um estudante pretende observar inteiramente uma árvore de 10,80 m de altura, usando um espelho plano de 80,0 cm. O estudante consegue seu objetivo quando o espelho está colocado a 5,0 m de distância da árvore. A distância mínima entre o espelho e o estudante é: A) 0,40 m B) 0,50 m C) 0,20 m D) 0,60 m E) 0,80 m 51 (FCMMG) Um médico, atendendo um paciente, tem um espelho plano situado no meio da parede vertical em frente de seus olhos. Ele deseja ver, através do espelho, toda a parede, de cima a baixo, que fica atrás dele, contendo dois cartazes, como mostra a figura. Considere as medidas fornecidas na figura acima. Para que a situação descrita acima seja vista, o menor valor para a dimensão vertical (d) do espelho será de, aproximadamente: A) 0,50 m. B) 0,75 m. C) 1,0 m. D) 1,5 m. 52 (PUC-MG) Uma pessoa deseja usar um espelho plano vertical, a partir do chão, para ver-se de corpo inteiro, desde a cabeça até os pés. A altura do espelho: A) deve ser pelo menos igual à altura da pessoa. B) deve ser pelo menos igual à metade da altura da pessoa. C) depende da distância da pessoa ao espelho. D) depende da altura da pessoa e da sua distância ao espelho. 53 (Fuvest) Uma jovem está parada em A, diante de uma vitrine, cujo vidro, de 3 m de largura, age como uma superfície refletora plana vertical. Ela observa a vitrine e não repara que um amigo, que no instante t0 está em B, se aproxima, com velocidade constante de 1 m/s, como indicado na figura, vista de cima. Se continuar observando a vitrine, a jovem poderá começar a ver a imagem do amigo, refletida no vidro, após um intervalo de tempo, aproximadamente, de A) 2 s B) 3 s C) 4 s D) 5 s E) 6 s Óptica Geométrica 22 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 54 (UNIFENAS) A respeito dos espelhos planos, considere as proposições: I. A imagem de um objeto real é sempre virtual. II. Quando o objeto se afasta de uma distância d do espelho, a imagem também se afasta d do objeto. III. Quando uma pessoa se aproxima de um espelho, o ta- manho da sua imagem não se altera. A(s) proposição(ões) correta(s) é(são): A) somente I. B) somente II. C) somente III. D) somente I e II. E) somente I e III. 55 (FASEH) João está viajando a 80 km/h quando olha pelo espelho retrovisor, plano, e vê outro carro se aproximando. A velocidade do outro carro é de 100 km/h. Para João, a velocidade da imagem desse carro no espelho é de A) 10 km/h B) 20 km/h C) 30 km/h D) 40 km/h 56 (UFPE) Uma criança corre em direção a um espelho vertical plano, com uma velocidade constante de 4,0 m/s. Qual a velocidade da criança, em m/s, em relação à sua imagem? A) 1,0 B) 2,0 C) 4,0 D) 6,0 E) 8,0 57 (UFMS) Um grande espelho plano serve como pano de fundo em um palco de teatro, durante a apresentação de uma dança. A bailarina se coloca entre o espelho e o público, que assiste à dança. Um observador do público está em uma posição da qual, num dado momento, vê a imagem refletida da bailarina no espelho e vê também a bailarina na mesma linha de seus olhos (veja a figura). Nesse momento, a bailarina se aproxima do espelho com velocidade V com relação ao palco. Se a bailarina vê sua própria imagem e também a do observador refletida no espelho, é correto afirmar que A) o observador percebe que a imagem da bailarina, refletida no espelho, aproxima-se dele com velocidade 2V. B) a bailarina percebe que a imagem do observador, refletida no espelho, aproxima-se dela com velocidade 2V. C) a bailarina percebe que sua própria imagem, refletida no espelho, aproxima-se dela com velocidade 2V. D) a imagem refletida da bailarina no espelho é uma imagem real. E) a distância da bailarina até o espelho é o dobro da distância da bailarina até sua imagem refletida. 58 (UNIMONTES) Um homem caminha, com velocidade de módulo vH = 3 m/s em relação ao solo, em direção a um espelho plano vertical E, o qual também se move com velocidade de módulo vE = 4 m/s em relação ao solo (veja a figura). O módulo da velocidade da imagem, em relação ao homem, é: A) 1 m/s. B) 3 m/s. C) 2 m/s. D) 4 m/s. www.chamaofisico.com.br 23Chama o Físico MÓDULO 03: ESPELHOS ESFÉRICOS Agora que você já domina os espelhos planos, partiremos para os espelhos esféricos! Nosso objetivo aqui é identificar as imagens formadas e fazer o estudo quantitativo dessa formação. Esse módulo é um pouco mais desafiador que o anterior. E aqui vai uma dica: se você dominar o conteúdo desse módulo você terá uma facilidade maior para vencer o módulo 05 – Lentes esféricas. ELEMENTOS PRINCIPAIS Obviamente, um espelho esférico veio de uma esfera (ah vá!). Na verdade, ele representa a superfície de um pedaço de uma esfera oca, chamado na matemática de “calota esférica”. Temos duas possibilidades: Os elementos principais de um espelho esférico são: • Centro de Curvatura (C): é o centro da esfera que deu origem ao espelho.• Vértice (V): é o “fundo” do espelho. • Foco (F): está localizado entre o centro de curvatura e o vértice. Todos os elementos principais estão localizados sobre o eixo principal, uma linha imaginária que corta o espelho ao meio. A distância focal (do foco ao vértice) é metade do raio de curvatura. Rf 2 = Rodapé de Página Os espelhos esféricos apresentam imagens distorcidas (aberração esférica). Para diminuir essas distorções devem-se verificar as condições de Gauss, que são: • O espelho deve ter um ângulo de abertura pequeno (a < 10°). • Os raios incidentes devem estar próximos do eixo principal. RAIOS NOTÁVEIS Continuam valendo as leis da reflexão. Você lembra delas, né? Porém, existem quatro raios que você irá DECORAR como que a reflexão acontece, pois utilizaremos bastante ao longo desse módulo. São eles: • Um raio incidente na direção do centro de curvatura reflete- se sobre si mesmo. • Um raio incidente no vértice do espelho reflete-se simetricamente em relação ao eixo principal. • Um raio incidente paralelamente ao eixo principal reflete-se na direção do foco. • Um raio incidente na direção do foco reflete-se paralelamente ao eixo principal. Óptica Geométrica 24 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br Exercício Resolvido (UFJF) Por motivos de segurança, a eficiência dos faróis tem sido objeto de pesquisa da indústria automobilística. Em alguns automóveis, são adotados faróis cujo sistema óptico é formado por dois espelhos esféricos E1 e E2 como mostra a figura. Com base na figura, é correto afirmar que a localização da lâmpada está: A) nos focos de E1 e de E2. B) no centro de curvatura de E1 e no foco de E2. C) nos centros de curvatura de E1 e de E2. D) no foco de E1 e no centro de curvatura de E2. E) em qualquer ponto entre E1 e E2. Resolução: Analisando a figura dada, percebemos que os raios emergentes da lâmpada que atingem E2 retornam pela mesma trajetória. Isso significa que a lâmpada está localizada no centro de curvatura desse espelho. Já os raios que atingem E1 saem paralelos ao eixo principal, indicando que a lâmpada está sobre o foco principal desse espelho. Gabarito: Letra D FORMAÇÃO DE IMAGEM NOS ESPELHOS ESFÉRICOS Para se determinar geometricamente a imagem de um objeto basta seguir a seguinte regra: 1º) Traçar dois raios, preferencialmente notáveis, que saem do objeto e incidem sobre o espelho. 2º) Verificar se existe o cruzamento dos raios refletidos. Caso exista, a imagem será REAL. 3º) Caso não exista o cruzamento dos raios refletidos, verificar o cruzamento dos prolongamentos dos raios refletidos. Caso exista, a imagem será VIRTUAL. 4º) Caso não exista o cruzamento dos raios ou dos prolongamentos, a imagem não será formada (ou está no infinito) e será IMPRÓPRIA. Começaremos pelo espelho côncavo. Esse espelho é o mais problemático pois, dependendo da posição do objeto, ele apresentará 5 tipos de imagens. É importantíssimo que você conheça todos esses casos de formação de imagem. Vamos lá! 1º Caso) Objeto distante do centro de curvatura. • Características da imagem: real, invertida e menor que o objeto. Esse caso pode ser verificado quando você se vê refletido na parte interna de uma colher. Você está distante do centro de curvatura do espelho e formará uma imagem invertida e menor. 2º Caso) Objeto no centro de curvatura. • Características da imagem: real, invertida e do mesmo tamanho do objeto. 3º Caso) Objeto entre o centro de curvatura e o foco. • Características da imagem: real, invertida e maior que o objeto. www.chamaofisico.com.br 25Chama o Físico 4º Caso) Objeto no foco. • Características da imagem: não forma imagem ou forma no infinito (imagem imprópria). 5º Caso) Objeto entre o foco e o vértice. • Características da imagem: virtual, direta e maior que o objeto. Esse caso pode ser verificado em um espelho de maquiagem ou no espelho de dentista. Devido às aplicações, esse caso é o mais frequente nos vestibulares. Agora vamos partir para o espelho convexo. Bem mais simples que o espelho côncavo, o espelho convexo apresenta um único caso de formação de imagem. Observe: Único Caso) Objeto em qualquer posição na frente do espelho. • Características da imagem: virtual, direta e menor que o objeto. Por apresentar imagens virtuais e menores, dizemos que o espelho convexo amplia o campo visual. Assim, é possível enxergar mais objetos nesse espelho do que em um espelho plano. Por esse motivo, esse espelho é utilizado em retrovisores laterais, garagens, fundo do ônibus, lojas e farmácias. ESTUDO QUANTITAIVO Agora que finalizamos a parte “artística” desse módulo, que tal iniciarmos o estudo matemático? Consigo imaginar a sua expressão facial nesse momento. #forçabest No estudo quantitativo teremos duas opções de contas para resolver os exercícios. Equação de Gauss Essa é uma equação que envolve distâncias – distância do objeto (do), distância da imagem (di) e distância focal (f). Todas essas distâncias são medidas até o vértice do espelho. A equação de Gauss é dada como: i o 1 1 1 f d d = + Porém, não basta saber a fórmula! A equação de Gauss envolve uma regra de sinais. Existe um formalismo maior para definir os sinais (chamado de referencial de Gauss). Vou simplificar para você. Tudo que estiver à frente do espelho será POSITIVO. Tudo que estiver atrás do espelho será NEGATIVO. Dessa forma, temos: do sempre positivo. positivo para imagens reais. di negativo para imagens virtuais. positivo no espelho côncavo. f negativo no espelho convexo. Mas atenção! Ao montar a equação de Gauss, não substitua a regra de sinal na incógnita. Aplique a regra de sinal apenas nas variáveis que você substituir na equação. O sinal correto da sua incógnita aparecerá na resposta do problema. Equação de Aumento Essa equação fornece a relação entre o tamanho da imagem o e tamanho do objeto. Por definição, temos: i i o o h dA h d = = − Mas o que devo entender do valor do aumento (A)? O valor do aumento nos diz que: |A| > 1 imagem maior que o objeto. |A| = 1 imagem igual ao objeto. |A| < 1 imagem menor que o objeto. O aumento, também chamado de aumento linear transversal, também possui regra de sinal. Quando o aumento for POSITIVO a imagem será DIRETA. Quando o aumento for NEGATIVO a imagem será INVERTIDA. Concluímos aqui que toda imagem virtual será direta e toda imagem real será invertida. Óptica Geométrica 26 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br Exemplos de regra de sinal: f = + 20 cm : espelho côncavo de 50 cm de distância focal f = - 10 cm: espelho convexo de 10 cm de distância focal. di = + 40 cm : imagem real a 40 cm do vértice. di = - 30 cm : imagem virtual a 30 cm do vértice. A = + 4 : imagem virtual, direta e quatro vezes maior que o objeto. A = - 1/3 : imagem real, invertida e três vezes menor que o objeto. A dica de hoje é... 60 (UNIVAÇO) Um feixe de luz de um laser incide sobre um espelho esférico côncavo como representado na figura: Nessa figura, além do eixo principal, estão indicados o centro de curvatura C, o foco F e o vértice V do espelho. Após ser refletido pelo espelho, o feixe de luz A) atravessa o eixo principal entre o foco e o vértice. B) atravesso o eixo principal entre o centro e o foco. C) atravesso o eixo principal em um ponto além do centro. D) não atravessa o eixo principal. 61 (Unifesp) Os elevados custos da energia, aliados à conscientização da necessidade de reduzir o aquecimento global, fazem ressurgir antigos projetos, como é o caso do fogão solar. Utilizando as propriedades reflexivas de um espelho esférico côncavo, devidamente orientado para o Sol, é possível produzir aquecimento suficiente para cozinhar ou fritar alimentos. Suponha que um desses fogões seja constituído de um espelho esférico côncavo ideal e que, num dado momento, tenha seu eixo principal alinhado com o Sol. Na figura, P1 a P5 representam cinco posições igualmente espaçadassobre o eixo principal do espelho, nas quais uma pequena frigideira pode ser colocada. P2 coincide com o centro de curvatura do espelho e P4, com o foco. Considerando que o aquecimento em cada posição dependa exclusivamente da quantidade de raios de luz refletidos pelo espelho que atinja a frigideira, a ordem decrescente de temperatura que a frigideira pode atingir em cada posição é: A) P4 > P1 = P3 = P5 > P2. B) P4 > P3 = P5 > P2 > P1. C) P2 > P1 = P3 = P5 > P4. D) P5 = P4 > P3 = P2 > P1. E) P5 > P4 > P3 > P2 > P1. Você pode matematicamente colocar a equação de aumento dentro da equação de Gauss. Não farei a demonstração (preguiça!), mas o resultado é valioso. o fA f d = − Essa equação é útil quando você for calcular o aumento sem conhecer a distância da imagem. Caso não queira decorá-la, tudo bem! Você chegaria na resposta a partir do uso da equação de aumento e da equação de Gauss. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 59 (FCMMG) O oftalmoscópio é um aparelho destinado ao exame do fundo do olho. O médico observa o olho do paciente através de um orifício situado no centro de um espelho côncavo, enquanto uma pequena lanterna ilumina o olho através da luz refletida no espelho, como mostra a figura abaixo. O espelho côncavo possui uma distância focal f e um raio de curvatura R. Para que a luz da lanterna ilumine melhor o olho do paciente, este deve estar a uma distância d tal que: A) R > d > f. B) d = R. C) d < f. D) d = f. www.chamaofisico.com.br 27Chama o Físico 62 (UFMG) O farol de um automóvel é constituído de um espelho côncavo e de uma lâmpada com dois filamentos I e II. Nas figuras 1 e 2, V, F e C são, respectivamente, o vértice, o foco e o centro de curvatura do espelho. Quando o farol está em “luz baixa”, apenas o filamento I está ligado, e a luz é refletida no espelho paralelamente ao seu eixo óptico, como na figura 1. Quando o farol está em luz alta, apenas o filamento II está ligado, e o feixe de luz refletido é um pouco divergente, como na figura 2. Para que o farol funcione de acordo com essas descrições, a posição dos filamentos deve ser A) o filamento I em C e o filamento II à direita de C. B) o filamento I em C e o filamento II entre C e F. C) o filamento I em F e o filamento II entre F e C. D) o filamento I em F e o filamento II entre F e V. E) o filamento I em V e o filamento II entre V e F. 63 (PUC-MG) Se um espelho forma uma imagem real e ampliada de um objeto, então o espelho é: A) convexo e o objeto está além do foco. B) convexo e o objeto está entre o foco e o espelho. C) côncavo e o objeto está entre o foco e o centro do espelho. D) côncavo e o objeto está além do foco. E) côncavo ou convexo e com o objeto entre o foco e o centro do espelho. 64 (PUC MG) Enquanto aguarda o seu almoço, um estudante observa sua imagem através da superfície côncava de uma colher, próxima ao prato sobre a mesa. Considerando-se a colher como um espelho esférico, é correto afirmar que a imagem vista pelo estudante é: A) real, maior e direita. B) real, menor e invertida. C) virtual, menor e direita. D) virtual, maior e direita. 65 (UFF) A figura mostra um objeto e sua imagem produzida por um espelho esférico. Escolha a opção que identifica corretamente o tipo do espelho que produziu a imagem e a posição do objeto em relação a esse espelho. A) O espelho é convexo e o objeto está a uma distância maior que o raio do espelho. B) O espelho é côncavo e o objeto está posicionado entre o foco e o vértice do espelho. C) O espelho é côncavo e o objeto está posicionado a uma distância maior que o raio do espelho. D) O espelho é côncavo e o objeto está posicionado entre o centro e o foco do espelho. E) O espelho é convexo e o objeto está posicionado a uma distância menor que o raio do espelho. 66 (UNIFENAS) Um dentista, para visualizar melhor o dentro, utiliza qual tipo de espelho? E qual a posição do dente em relação ao espelho? A) Plano, com o dente próximo ao espelho. B) Convexo, com o dente entre o foco e o vértice. C) Convexo, com o dente entre o centro e o foco. D) Côncavo, com o dente entre o centro e o foco. E) Côncavo, com o dente entre o foco e o vértice. Óptica Geométrica 28 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 67 (Unicamp) Em uma animação do Tom e Jerry, o camundongo Jerry se assusta ao ver sua imagem em uma bola de Natal cuja superfície é refletora, como mostra a reprodução abaixo. É correto afirmar que o efeito mostrado na ilustração não ocorre na realidade, pois a bola de Natal formaria uma imagem A) virtual ampliada. B) virtual reduzida. C) real ampliada. D) real reduzida. 68 (Unicamp) Espelhos esféricos côncavos são comumente utilizados por dentistas porque, dependendo da posição relativa entre objeto e imagem, eles permitem visualizar detalhes precisos dos dentes do paciente. Na figura abaixo, pode-se observar esquematicamente a imagem formada por um espelho côncavo. Fazendo uso de raios notáveis, podemos dizer que a flecha que representa o objeto A) se encontra entre F e V e aponta na direção da imagem. B) se encontra entre F e C e aponta na direção da imagem. C) se encontra entre F e V e aponta na direção oposta à imagem. D) se encontra entre F e C e aponta na direção oposta à imagem. 69 (Unesp) Um estudante compra um espelho retrovisor esférico convexo para sua bicicleta. Se ele observar a imagem de seu rosto conjugada com esse espelho, vai notar que ela é sempre A) direita, menor que o seu rosto e situada na superfície do espelho. B) invertida, menor que o seu rosto e situada atrás da superfície do espelho. C) direita, menor que o seu rosto e situada atrás da superfície do espelho. D) invertida, maior que o seu rosto e situada atrás na superfície do espelho. E) direita, maior que o seu rosto e situada atrás da superfície do espelho. 70 (FASEH) Dentistas usam um pequeno espelho preso a uma haste longa para examinas os dentes. Também são usados espelhos para vigiar as lojas. Sobre o formato desses espelhos é correto afirmar que A) O do dentista é côncavo e os usados nas lojas é convexo. B) O do dentista é convexo e os usados nas lojas é côncavo. C) Os dois são côncavos. D) Os dois são convexos. 71 (UFRN) Deodora, aluna da 4a série do ensino fundamental, ficou confusa na feira de ciências de sua escola, ao observar a imagem de um boneco em dois espelhos esféricos. Ela notou que, com o boneco colocado a uma mesma distância do vértice dos espelhos, suas imagens produzidas por esses espelhos apresentavam tamanhos diferentes, conforme mostrado nas figuras 1 e 2, reproduzidas abaixo. Observando-se as duas imagens, é correto afirmar: A) o espelho da figura 1 é côncavo, o da figura 2 é convexo e o boneco está entre o foco e o vértice deste espelho. B) o espelho da figura 1 é convexo, o da figura 2 é côncavo e o boneco está entre o centro de curvatura e o foco deste espelho. C) o espelho da figura 1 é convexo, o da figura 2 é côncavo e o boneco está entre o foco e o vértice deste espelho. D) o espelho da figura 1 é côncavo, o da figura 2 é convexo e o boneco está entre o centro de curvatura e o foco deste espelho. www.chamaofisico.com.br 29Chama o Físico 72 (UNIVAÇO) Uma pessoa se aproxima e se afasta de um espelho convexo. Com relação à imagem da pessoa no espelho, podemos afirmar que: A) Será sempre real, direita e menor que a pessoa. B) Serpa sempre virtual, direita e maior que a pessoa. C) Será sempre virtual, direita e menor que a pessoa. D) Será sempre real, invertida e maior que a pessoa. 73 (UNIVAÇO) Miguel move um objeto ao longo do eixo de um espelho até observar que uma imagem c mesmo tamanho, porém invertido, se forma na mesma posição que o objeto, como representado na figura. Em seguida, Miguel afasta o objeto do espelho. Assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem corretamentea frase. Com isso a imagem ___________de tamanho e se ___________do espelho. A) aumenta / afasta. B) aumenta / aproxima. C) diminui / afasta. D) diminui / aproxima. 74 (UFV) Um espelho esférico, cujo raio de curvatura é igual a 0,30 m, tem sua face côncava voltada na direção do Sol. Uma imagem do Sol é formada pelo espelho. A distância dessa imagem até o espelho é: A) 0,30 m. B) 0,15 m. C) 0,45 m. D) 0,60 m. E) infinita. 75 (Unifesp) Suponha que você é estagiário de uma estação de televisão e deve providenciar um espelho que amplie a imagem do rosto dos artistas para que eles próprios possam retocar a maquilagem. O toucador limita a aproximação do rosto do artista ao espelho a, no máximo, 15 cm. Dos espelhos a seguir, o único indicado para essa finalidade seria um espelho esférico A) côncavo, de raio de curvatura 5,0 cm. B) convexo, de raio de curvatura 10 cm. C) convexo, de raio de curvatura 15 cm. D) convexo, de raio de curvatura 20 cm. E) côncavo, de raio de curvatura 40 cm. 76 (PUC-MG) Uma pessoa, a 1,0 m de distância de um espelho, vê a sua imagem direita menor e distante 1,2 m dela. Assinale a opção que apresenta corretamente o tipo de espelho e a sua distância focal: A) côncavo; f = 15 cm B) côncavo; f = 17 cm C) convexo; f = 25 cm D) convexo; f = 54 cm E) convexo; f = 20 cm 77 (UNIFENAS) Considere um objeto de 20 cm de altura, diante 2 m de um espelho convexo, que obedece às condições de Gauss, cujo raio de curvatura é 1 m. Obtenha a distância entre a imagem e o objeto. A) 2/3 m; B) 0,4 m; C) 1,4 m; D) 2,4 m; E) 3/2 m. 78 (PUC-MG) Um objeto situado a 20 cm de um espelho côncavo forma uma imagem real de tamanho igual ao do objeto. Se o objeto for deslocado para 10 cm do espelho, a nova imagem aparecerá a uma distância: A) 10 cm B) 15 cm C) 20 cm D) 30 cm E) infinita Óptica Geométrica 30 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 79 (FCMMG) Dois espelhos esféricos côncavos de 40 cm de raio são colocados a um metro de distância, um de frente para o outro. Uma vela acesa é posicionada a 60 cm de um dos espelhos. A distância entre as duas primeiras imagens formadas da vela é de: A) 10 cm. B) 20 cm. C) 30 cm. D) 40 cm. 80 (UNIFESO) Um espelho côncavo e um pequeno espelho plano estão frente a frente. O espelho plano encontra-se a 20 cm do vértice V do espelho côncavo e é perpendicular a seu eixo principal. Um raio luminoso incide no espelho côncavo paralelamente a seu eixo principal e, depois de nele se refletir, reflete-se no espelho plano. Após essas duas reflexões sucessivas, esse raio luminoso cruza o eixo principal em um ponto entre os espelhos, distante 5 cm do espelho plano, como ilustra a figura a seguir. O raio de curvatura do espelho côncavo é A) 50 cm B) 40 m C) 30 cm D) 25 cm E) 15 cm 81 (Famerp) Um objeto luminoso encontra-se a 40 cm de uma parede e a 20 cm de um espelho côncavo, que projeta na parede uma imagem nítida do objeto, como mostra a figura. Considerando que o espelho obedece às condições de nitidez de Gauss, a sua distância focal é A) 15 cm. B) 20 cm. C) 30 cm. D) 25 cm. E) 35 cm. 82 (UFF) Um rapaz utiliza um espelho côncavo, de raio de curvatura igual a 40 cm, para barbear-se. Quando o rosto do rapaz está a 10 cm do espelho, a ampliação da imagem produzida é: A) 1,3 B) 1,5 C) 2,0 D) 4,0 E) 40 83 (UFJF) Na entrada de um shopping, é colocado um grande espelho convexo de distância focal 40 cm. Uma criança se assusta quando vê sua imagem refletida no espelho. Considerando-se que, nesse momento, a criança se encontra a 1,2 m do vértice do espelho, podemos afirmar que ela vê sua imagem neste espelho: A) três vezes maior. B) duas vezes menor. C) quatro vezes maior. D) quatro vezes menor. E) três vezes menor. 84 (UNIFENAS) Um espelho esférico possui imagem invertida e cinco vezes maior do que o objeto. Esse último está 40 centímetros do vértice do espelho. Qual é a distância focal do referido espelho? A) 100/3 cm. B) 30 cm. C) 60/7 cm. D) 82 cm. E) 21 cm. www.chamaofisico.com.br 31Chama o Físico 85 (UNIVAÇO) Um fabricante de espelhos deseja saber que tipo de espelho, o seu raio de curvatura e a distância focal, de forma que a imagem virtual de um objeto linear colocado frontalmente ao espelho, perpendicular ao seu eixo principal e a 12 cm de vértice do espelho se reduza à quarta parte. Assinale o item que corresponde, respectivamente, ao tipo de espelho, ao módulo do raio de curvatura e ao módulo da distância focal. A) Côncavo, 8,0 cm e 4,0 cm. B) Côncavo, 6,0 cm e 3,0 cm. C) Convexo, 8,0 cm e 4,0 cm. D) Convexo, 6,0 cm e 3,0 cm. 86 (UFAL) Um palito de fósforo, de 8 cm de comprimento, é colocado a 80 cm de distância de um espelho esférico convexo. A imagem do palito possui comprimento de 1,6 cm e a mesma orientação deste. Pode-se concluir que o valor absoluto da distância focal do espelho vale: A) 10 cm B) 20 cm C) 30 cm D) 40 cm E) 50 cm 87 (UNIMONTES) A figura abaixo representa um espelho esférico côncavo em que a imagem tem uma altura três vezes maior que a do objeto. As posições do objeto e da imagem são, respectivamente, A) 10 cm e 20 cm. B) 10 cm e 30 cm. C) 20 cm e 30 cm. D) 30 cm e 40 cm. 88 (ENEM PPL) A figura mostra uma superfície refletora de formato parabólico, que tem sido utilizado como um fogão solar. Esse dispositivo é montado de tal forma que a superfície fique posicionada sempre voltada para o Sol. Neste, a panela deve ser colocada em um ponto determinado para maior eficiência do fogão. Considerando que a panela esteja posicionada no ponto citado, a maior eficiência ocorre porque os raios solares A) Refletidos passam por esse ponto, definido como ponto de reflexão. B) Incidentes passam por esse ponto, definido como vértice da parábola. C) Refletidos se concentram nesse ponto, definido como foco da parábola. D) Incidentes se concentram nesse ponto, definido como ponto de incidência. E) Incidentes e refletidos se interceptam nesse ponto, definido como centro de curvatura. 89 (ENEM PPL) Os espelhos retrovisores, que deviam auxiliar os motoristas na hora de estacionar ou mudar de pista, muitas vezes causam problemas. É que o espelho retrovisor do lado direito, em alguns modelos, distorce a imagem, dando a impressão que o veiculo esta a uma distancia maior que a real. Este tipo de espelho, chamado de convexo, é utilizado com o objetivo de ampliar o campo visual do motorista, já que no Brasil se adota a direção do lado esquerdo e, assim, o espelho da direita fica muito distante dos olhos do condutor. Disponível em: HTTP://noticias.vrum.com.br. Acesso em: 3 nov. 2010 (adaptado). Sabe-se que, em um espelho convexo, a imagem formada está mais próxima do espelho do que este está do objeto, o que parece entrar em conflito com a informação apresentada na reportagem. Essa aparente contradição é explicada pelo fato de A) A imagem projetada na retina do motorista ser menor do que o objeto. B) A velocidade do automóvel interpretar como distante uma imagem pequena. C) O cérebro humano interpretar como distante uma imagem pequena. D) O espelho convexo ser capaz de aumentar o campo visual do motorista. E) O motorista perceber a luz vinda do espelho com a parte lateral do olho. Óptica Geométrica 32 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br MÓDULO 04: REFRAÇÃO DA LUZ Agora que finalizamos o estudo da reflexão da luz, iniciaremos o estudo da refração da luz! Lembra que eu te disse que a reflexão era um “bate e volta”? A refração será um “bate e passa”. Todas as vezes que a luz muda o meio de propagação (meio óptico) a sua velocidade é alterada. Quando isso ocorrer, falaremos que a luz sofreu “refração”. VELOCIDADE DA LUZ Abaixo coloquei alguns valores para a velocidade da luz. É importante que você decore apenas o valor da velocidadeda luz no vácuo/ar. Os outros valores são curiosidades. Vvácuo = Var = c = 3,0 x 108 m/s Vágua = 2,25 = 108 m/s Vvidro = 2,0 = 108 m/s A velocidade da luz no vácuo é máxima. Em qualquer outro meio, a velocidade da luz vai ser menor que a velocidade no vácuo. Inclusive no ar. Porém, no ar, a velocidade é um pouquinho menor e pode ser considerada praticamente igual à do vácuo. Anota aí! 1º Caso) Quando o raio de luz incide obliquamente do meio menos refringente para o meio mais refringente, a sua velocidade diminui e ele APROXIMA-SE da normal. 2º Caso) Quando o raio de luz incide obliquamente do meio mais refringente para o meio menos refringente, a sua velocidade aumenta e ele AFASTA-SE da normal. 3º Caso) Quando o raio de luz incide perpendicularmente à superfície (na normal), independente se a velocidade aumenta ou diminui, ele não sofre desvio na sua trajetória. Mas atenção! Continua existindo refração pois houve mudança de velocidade, mudança do meio óptico. 4º Caso) Quando o raio de luz incide obliquamente numa separação de dois meios com mesmo índice de refração (vidro e glicerina, por exemplo) não há desvio pois não ocorreu refração. Ano-luz é uma unidade de distância equivalente à distância que a luz percorre no vácuo em um ano! Mas, quantos metros representam um ano-luz? Sabendo que o ano possui aproximadamente 107 segundos, temos: 1 ano – luz ≅ 3,0 x 108 . 107 = 3,0 x 1015 m ÍNDICE DE REFRAÇÃO Para não ter que trabalhar com esses valores grandes de velocidade da luz (108), definiremos uma grandeza chamada de índice de refração. O índice de refração de um meio é definido como a razão entre a velocidade da luz no vácuo (c) e a velocidade da luz naquele meio (v). Logo: = cn v Por ser razões entre velocidades, o índice de refração não possui unidade e é sempre maior (ou igual) a 1. A tabela abaixo apresenta o índice de refração de alguns meios. = = = = = = vácuo ar água vidro glicerina diamante n n 1,0 n 1,33 n 1,5 n 1,5 n 2,4 Quanto mais refringente for o meio, ou seja, quanto maior for o seu índice de refração, menor será a velocidade de propagação da luz nesse meio. Exemplo: o vidro é mais refringente que o ar, pois o seu índice de refração é maior. Logo, a velocidade de propagação da luz no vidro é menor que no ar. COMPORTAMENTO ÓPTICO Qual é o comportamento da luz quando ela muda de meio? Em alguns casos, a refração pode gerar inclusive desvio na trajetória dos raios. Observe: www.chamaofisico.com.br 33Chama o Físico LEI DE SNELL Um raio de luz incide em uma superfície com um ângulo θ1 e é refratado formando um ângulo θ2, ambos em relação à normal. Para relacionar o ângulo de incidência (θ1) e o ângulo de refração (θ2) faremos uso da Lei de Snell. n1 . senθ1 = n2 . senθ2 É preciso destacar que a refração é um fenômeno que nunca acontece sozinho. Quando a luz é refratada, uma parte dela é refletida. Como se trata de uma parte, chamaremos essa reflexão de REFLEXÃO PARCIAL. Observando matematicamente a equação da lei de Snell, podemos tirar duas conclusões muito importantes: 1º) Quanto maior for a diferença entre os índices de refração, maior será o desvio da luz. 2º) Quanto maior for o ângulo de incidência, maior será o desvio da luz. Exercício Resolvido (Fuvest) Em uma aula de laboratório de física, utilizando- se o arranjo experimental esquematizado na figura, foi medido o índice de refração de um material sintético chamado poliestireno. Nessa experiência, radiação eletromagnética, proveniente de um gerador de micro-ondas, propaga-se no ar e incide perpendicularmente em um dos lados de um bloco de poliestireno, cuja seção reta é um triângulo retângulo, que tem um dos ângulos medindo 25°, conforme a figura. Um detetor de micro-ondas indica que a radiação eletromagnética sai do bloco propagando-se no ar em uma direção que forma um ângulo de 15° com a de incidência. A partir desse resultado, conclui-se que o índice de refração do poliestireno em relação ao ar para essa micro-onda é, aproximadamente, Note e adote: - índice de refração do ar: 1,0 - sen15° = 0,3 - sen25° = 0,4 - sen40° = 0,6 A) 1,3 B) 1,5 C) 1,7 D) 2,0 E) 2,2 Resolução: A figura mostra os ângulos de incidência (i) e de emergência (r) Aplicando a lei de Snell: npseni = narsenr ⇒ npsen25° = 1 . sen40° ⇒ np . 0,4 = 0,6 ⇒ np = 1,5 Gabarito: Letra B DIOPTRO PLANO (POSIÇÃO APARENTE) Um dioptro plano é uma superfície plana de separação entre dois meios transparentes distintos. Um observador perceberá a imagem do objeto deslocada em relação ao objeto devido às refrações. Observe: 1º Caso) Quando o observador estiver no meio menos refringente, a imagem do objeto será deslocada no sentido de aproximar-se da superfície de separação. Óptica Geométrica 34 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 2º Caso) Quando o observador estiver no meio mais refringente, a imagem do objeto será deslocada no sentido de afastar-se da superfície de separação. Rodapé de Página Identifique, em cada caso, em qual dos pontos mostrados, o caçador deve fazer pontaria para maximizar suas chances de acertar a presa. A) Homem em A; peixe arqueiro em 1 B) Homem em A; peixe arqueiro em 3 C) Homem em B; peixe arqueiro em 2 D) Homem em C; peixe arqueiro em 1 E) Homem em C; peixe arqueiro em 3 Resolução: A luz sempre vai do objeto para o observador. No primeiro caso, o peixe é objeto e o homem é o observador. A luz está passando da água (meio mais refringente) para o ar (meio menos refringente), afastando-se da normal, de acordo com a lei de Snell. Por isso o homem deve fazer pontaria em C. No segundo caso, o inseto é objeto e o peixe arqueiro é o observador. A luz está passando do ar (meio menos refringente) para a água (meio mais refringente), aproximando-se da normal, de acordo com a lei de Snell. Por isso o peixe arqueiro deve fazer pontaria em 3. Gabarito: Letra E DISPERSÃO DA LUZ BRANCA No ano de 1669, Isaac Newton observou um feixe de luz branca atravessar um prisma de vidro. O que o deixou bastante curioso foi o fato de que após atravessar o vidro, o feixe se tornava colorido. Ele então propôs pela primeira vez que a luz branca fosse uma mistura de vários tipos diferentes de cores. Observe um feixe de luz branca penetrando em um prisma de vidro. Ao entrar no prisma, as diversas cores que compõe a luz branca se separam, mostrando o que chamamos de espectro da luz branca. As cores que formam a luz branca viajam no ar com a mesma velocidade (3,0 x 108 m/s). No entanto, ao entrar no vidro as cores possuem velocidades diferentes. Quando o observador estiver localizado praticamente em cima do objeto, ou seja, quando os raios que saem do objeto formarem um ângulo menor que 10° em relação à normal, as distâncias da imagem e do objeto até o dioptro plano se relacionam da seguinte forma: =imagem observador objeto objeto h n h n Exercício Resolvido (UFPA) Os índios amazônicos comumente pescam com arco e flecha. Já na Ásia e na Austrália, o peixe arqueiro captura insetos, os quais ele derruba sobre a água, acertando-os com jatos disparados de sua boca. Em ambos os casos a presa e o caçador encontram-se em meios diferentes. As figuras abaixo mostram qual é a posição da imagem da presa, conforme vista pelo caçador, em cada situação. www.chamaofisico.com.br 35Chama o Físico Dessa forma, o índice de refração do vidro apresenta pequenas variações dependendo da cor que se propaga no vidro. Observe a tabela: Luz Índice de refração Vermelho 1,513 Verde 1,519 Violeta 1,532 Essa pequena diferença entre os índices faz com que o violeta sofra um desvio maior em relação ao vermelho, pois o índice do vermelho é mais próximo do ar do que o violeta. Ou seja, quanto maior a frequência da cor da luz incidente, maior será o índice de refração do meio para aquela cor, menor será a velocidade e maior será o desvio dessa cor ao mudar de meio. A dispersãoda luz branca não é um fenômeno exclusivo do vidro, podendo acontecer em qualquer meio transparente, desde que seja líquido ou sólido. Pode acontecer no acrílico, diamante, água, glicerina, etc. Inclusive o arco-íris é formado exatamente devido a esse fenômeno. A luz solar, que é branca, tem as suas cores separadas quando penetra nas gotas de água dispersas na atmosfera. A dica de hoje é... O quarto raio apresenta uma situação curiosa, pois o seu ângulo de incidência é o maior de todos e, portanto, o seu ângulo de refração também deveria ser. No entanto, o ângulo de refração do terceiro raio já é o maior possível. Assim, como o quarto raio deve afastar-se ainda mais, ele será devolvido para a água. E é exatamente isso que acontece! Quando o ângulo de refração de um raio de luz tender para valores maiores do que 90°, o raio não consegue sofrer refração e acaba sofrendo reflexão. Enquanto os três primeiros raios sofreram reflexão parcial, o quarto raio sofreu reflexão total. Para um raio de luz sofrer reflexão total deve-se satisfazer às seguintes condições: 1º) O raio de luz deve ir do meio menos para o meio mais refringente, ou seja, é preciso afastar-se da normal (aumento de velocidade). 2º) O ângulo de incidência deve ser maior que o ângulo limite (θL). Mas qual é o valor do ângulo limite? Para encontrar o valor do ângulo limite aplicaremos a lei de Snell no terceiro raio. maior L menor menor L maior n sen n sen90 nsen n ⋅ θ = ⋅ ° θ = maior L menor menor L maior n sen n sen90 nsen n ⋅ θ = ⋅ ° θ = A reflexão total explica o brilho de diamantes, fenômeno de miragens, funcionamento de fibras ópticas. Exercício Resolvido (Unesp) Dentro de uma piscina, um tubo retilíneo luminescente, com 1 m de comprimento, pende, verticalmente, a partir do centro de uma boia circular opaca, de 20 cm de raio. A boia flutua, em equilíbrio, na superfície da água da piscina, como representa a figura. Sabendo que o índice de refração absoluto do ar é 1,0 e que o índice de refração absoluto da água da piscina é 1,25 a parte visível desse tubo, para as pessoas que estiverem fora da piscina, terá comprimento máximo igual a A) 45 cm B) 85 cm C) 15 cm D) 35 cm E) 65 cm O violeta sofre uma refração mais VIOLENTA. REFLEXÃO TOTAL Em algumas situações, um raio de luz pode sofrer uma refração tão acentuada que o desvio acaba por mandar o raio de volta para o meio de onde ele veio. Esse fenômeno é conhecido como reflexão total. Para compreender a reflexão total, vamos imaginar uma fonte pontual de luz monocromática dentro de um recipiente com água. Dessa fonte partem quatro raios em direção ao ar. O primeiro raio incide obliquamente, porém o ângulo de incidência é pequeno. Esse raio é em parte refratado e em parte refletido. Como a velocidade da luz no ar é maior do que na água, o raio refratado afasta-se da normal. Para o segundo raio teremos os mesmos efeitos do raio anterior. No entanto, como o ângulo de incidência agora é um pouco maior, o seu ângulo de refração também será maior. Para o terceiro raio a ideia é a mesma. Como o raio deve afastar mais, existe a possibilidade dele sair paralelo à superfície, ou seja, formando um ângulo de refração igual a 90°. Nesse caso, chamaremos o ângulo de incidência de ângulo limite (θL). Óptica Geométrica 36 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br Resolução: Na figura, o ângulo θ é o ângulo limite e h é o comprimento máximo da parte visível da haste. Aplicando a lei de Snell: aráguan sen n sen90 1,25 sen 1 1sen sen 0,8. 1,25 θ = ° ⇒ θ = ⇒ θ = ⇒ θ = Na figura, o comprimento do raio de luz (hipotenusa) é 0,2 0,2sen x x 0,25 m x 0,8 θ = → = → = Observe que o triângulo formado é o triângulo de Pitágoras (3, 4, 5) multiplicado por 5! Logo, os lados são 15, 16 e 25 cm! 1 – h = 15 h = 85 cm Gabarito: Letra B EXERCÍCIOS PROPOSTOS 90 (PUC-RJ) Sabendo que a velocidade de uma onda eletromagnética em um meio é dada por 1,2 x 108 m/s qual é o índice de refração desse meio? Considere: velocidade da luz no vácuo = 3,0 x 108 m/s A) 2,5 B) 1,2 C) 1,8 D) 2,0 E) 0,4 91 (FGV) Em um laboratório de ótica, é realizada uma experiência de determinação dos índices de refração absolutos de diversos materiais. Dois blocos de mesmas dimensões e em forma de finos paralelepípedos são feitos de cristal e de certo polímero, ambos transparentes. Suas faces de maior área são, então, sobrepostas e um estreito feixe de luz monocromática incide vindo do ar e no ar emergindo após atravessar os dois blocos, como ilustra a figura. Chamando de nar , npo e ncr aos índices de refração absolutos do ar, do polímero e do cristal, respectivamente, a correta relação de ordem entre esses índices, de acordo com a figura, é: A) nar > npo > ncr B) ncr > npo > nar C) ncr > nar > npo D) nar > ncr > npo E) npo > ncr > nar 92 (UFMG) Um estreito feixe de luz monocromático passa de um meio I para um meio II cujos índices de refração são diferentes. O feixe atravessa o meio II, penetra em um meio idêntico a I e é refletido em um espelho plano. Estas figuras mostram opções de trajetórias para esse feixe de luz. As figuras que representam trajetórias possíveis são A) 1 e 2. B) 1 e 3. C) 2 e 5. D) 3 e 4. E) 4 e 6. www.chamaofisico.com.br 37Chama o Físico 93 (FASEH) Um feixe de um laser incide horizontalmente sobre um objeto de vidro que tem o formato de um trapézio isósceles. Assinale a alternativa que apresenta a trajetória descrita por esse feixe ao atravessar esse objeto. A) B) C) D) 94 (FAMINAS) As figuras a seguir representam feixes de luz que atravessam a superfície de separação entre dois meios. Analisando as figuras, é correto afirmar que A) Nos três casos, os raios sofrem refração. B) Os meios E e F apresentam o mesmo índice de refração. C) A velocidade do feixe de luz no meio B é maior que no meio A. D) Ao passar do meio E para o meio F, o feixe de Liz sofre uma redução em sua velocidade. E) Não é possível que a velocidade do feixe de luz no meio C seja maior que no meio D. 95 (UFMS) Um raio de luz monocromática passa de um meio 1 para um meio 2 e desse para um meio 3, conforme indicado na figura. Com relação à velocidade de propagação da luz nesses três meios, assinale a alternativa correta. A) v1 > v2 > v3 B) v3 > v1 > v2 C) v2 > v3 > v1 D) v1 > v3 > v2 E) v3 > v2 > v1 Óptica Geométrica 38 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 96 (Unesp) Considere um raio de luz monocromático de comprimento de onda λ, que incide com ângulo èi em uma das faces de um prisma de vidro que está imerso no ar, atravessando-o como indica a figura. Sabendo que o índice de refração do vidro em relação ao ar diminui com o aumento do comprimento de onda do raio de luz que atravessa o prisma, assinale a alternativa que melhor representa a trajetória de outro raio de luz de comprimento 1,5λ, que incide sobre esse mesmo prisma de vidro. A) B) C) D) 97 (PUC-MG) Em um certo experimento de laboratório, um feixe de laser atinge um objeto de vidro perpendicularmente à sua face plana, como indicado nos diagramas a seguir. A direção do feixe, ao passar pelo vidro, é corretamente indicada no diagrama: A) B) C) D) 98 (Cesgranrio) Sobre uma lente semiesférica de vidro incide um raio de luz, cuja direção é paralela ao eixo óptico da lente. Qual dos raios (I, II, III, IV ou V) indicados na figura a seguir que melhor representa a trajetória, no interior da lente, do raio refratado que corresponde a este raio incidente? A) I B) II C) III D) IV E) V 99 (UFRGS) Na figura abaixo, um raio luminoso, propagando-se no ar, incide radialmente sobe placa semicircular de vidro. Assinale a alternativa que melhor representa a trajetória dos raios refratados no vidro e no ar. A) B) C) D) E)www.chamaofisico.com.br 39Chama o Físico 100 (Unesp) Analise a tabela e responda. Substância Índice de refração em relação ao ar água 1,33 álcool etílico 1,63 glicerina 1,47 quartzo cristalino 1,54 vidro comum 1,50 Para um mesmo ângulo de incidência diferente de zero, o maior desvio na direção de um raio de luz que se propaga no ar ocorrerá quando penetrar A) na água. B) no álcool etílico. C) na glicerina. D) no quartzo cristalino. E) no vidro comum. 101 (Fatec) Na figura adiante, um raio de luz monocromático se propaga pelo meio A , de índice de refração 2,0. Dados: sen 37° = 0,60 sen 53° = 0,80 Devemos concluir que o índice de refração do meio B é: A) 0,5 B) 1,0 C) 1,2 D) 1,5 E) 2,0 102 (FMP) A figura acima ilustra um raio monocromático que se propaga no ar e incide sobre uma lâmina de faces paralelas, delgada e de espessura d com ângulo de incidência igual a 60°. O raio sofre refração, se propaga no interior da lâmina e, em seguida,volta a se propagar no ar. Se o índice de refração do ar é 1, então o índice de refração do material da lamina é A) 6 3 B) 6 2 C) 2 2 D) 6 E) 3 103 (PUC-MG) O fundo de uma piscina, para quem olha do lado de fora dela, parece mais próximo da superfície da água, devido à: A) dispersão B) difração C) refração D) interferência 104 (PUC-MG) Um bastão de vidro parece quebrado, quando colocado inclinado dentro de um recipiente com água conforme o diagrama a seguir. A melhor explicação para esse fenômeno é: A) a luz viaja mais rápido na água que no ar. B) a luz é refletida na fronteira ar-água. C) a luz é refratada na fronteira ar-água. D) a luz é difratada na fronteira ar-água. Óptica Geométrica 40 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 105 (PUC-MG) Suponha que não houvesse atmosfera na Terra. Nesse caso, é correto afirmar que veríamos: A) o Sol nascer mais cedo no horizonte. B) o Sol se pôr mais cedo no horizonte. C) o nascer e o pôr-do-sol mais tarde. D) o nascer e o pôr-do-sol no mesmo horário como se houvesse atmosfera. 106 (Fuvest) Um pássaro sobrevoa em linha reta e a baixa altitude uma piscina em cujo fundo se encontra uma pedra. Podemos afirmar que A) com a piscina cheia o pássaro poderá ver a pedra durante um intervalo de tempo maior do que se a piscina estivesse vazia. B) com a piscina cheia ou vazia o pássaro poderá ver a pedra durante o mesmo intervalo de tempo. C) o pássaro somente poderá ver a pedra enquanto estiver voando sobre a superfície da água. D) o pássaro, ao passar sobre a piscina, verá a pedra numa posição mais profunda do que aquela em que ela realmente se encontra. E) o pássaro nunca poderá ver a pedra. 107 (Fuvest) Certa máquina fotográfica é fixada a uma distância D0 da superfície de uma mesa, montada de tal forma a fotografar, com nitidez, um desenho em uma folha de papel que está sobre a mesa. Desejando manter a folha esticada, é colocada uma placa de vidro, com 5 cm de espessura, sobre a mesma. Nesta nova situação, pode-se fazer com que a fotografia continue igualmente nítida. A) aumentando D0 de menos de 5 cm. B) aumentando D0 de mais de 5 cm. C) reduzindo D0 de menos de 5 cm. D) reduzindo D0 de 5 cm. E) reduzindo D0 de mais de 5 cm. 108 (Unesp) Um feixe de luz composto pelas cores vermelha (V) e azul (A), propagando-se no ar, incide num prisma de vidro perpendicularmente a uma de suas faces. Após atravessar o prisma, o feixe impressiona um filme colorido, orientado conforme a figura. A direção inicial do feixe incidente é identificada pela posição O no filme. Sabendo-se que o índice de refração do vidro é maior para a luz azul do que para a vermelha, a figura que melhor representa o filme depois de revelado é: A) 1. B) 2. C) 3. D) 4. E) 5. www.chamaofisico.com.br 41Chama o Físico 109 (UFMG) Um arco-íris forma-se devido à dispersão da luz do Sol em gotas de água na atmosfera. Após incidir sobre gotas de água na atmosfera, raios de luz são refratados; em seguida, eles são totalmente refletidos e novamente refratados. Sabe-se que o índice de refração da água para a luz azul é maior que para a luz vermelha. Considerando essas informações, assinale a alternativa em que estão mais bem representados os fenômenos que ocorrem em uma gota de água e dão origem a um arco-íris. A) B) C) D) 110 (FAME) Imagine que em outra parte do universo exista um planeta semelhante ao nosso. Com a diferença de que a luz visível que o ilumina é monocromática. Um fenômeno óptico causado por essa luz, que não seria observado neste planeta, seria o(a) A) arco-íris. B) Sombra. C) Difração. D) Refração. 111 (UFMG) A figura mostra a trajetória de um feixe de luz que vem de um meio I, atravessa um meio II, é totalmente refletido na interface dos meios II e III e retorna ao meio I. Sabe-se que o índice de refração do ar é menor que o da água e que o da água é menor que o do vidro. Nesse caso, é correto afirmar que os meios I, II e III podem ser, respectivamente, A) ar, água e vidro. B) vidro, água e ar. C) água, ar e vidro. D) ar, vidro e água. 112 (UFG) Deseja-se realizar uma experiência de reflexão total na interface entre dois líquidos imiscíveis, usando um feixe de luz monocromática que incide de cima para baixo, como ilustrado na figura 1. Dispõe-se dos seguintes líquidos, conforme figura 2: Com base nesses dados, pode-se concluir que os líquidos A e B são, respectivamente, A) 1 e 2 B) 1 e 3 C) 2 e 3 D) 2 e 4 E) 3 e 4 Óptica Geométrica 42 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 113 (PUC-MG) O gráfico a seguir representa a variação do índice de refração (eixo vertical) de diversos materiais (nome das curvas) em função do comprimento de onda (eixo horizontal). Leia atentamente os valores representados e escolha a opção que corretamente representa a combinação que permite o MENOR valor para o ângulo limite, em relação ao ar. A) Vidro flint de silicato e luz violeta. B) Vidro crown de silicato e luz vermelha. C) Quatzo e luz violeta D) Vidro flint de silicato e luz vermelha. E) Vidro crown de silicato e luz violeta. 114 (Unifesp) Dois raios de luz, um vermelho (v) e outro azul (a), incidem perpendicularmente em pontos diferentes da face AB de um prisma transparente imerso no ar. No interior do prisma, o ângulo limite de incidência na face AC é 44° para o raio azul e 46° para o vermelho. A figura que mostra corretamente as trajetórias desses dois raios é: A) B) C) D) E) 115 (Unesp) Na figura, estão representados um prisma retangular, cujos ângulos da base são iguais a 45°, um objeto AB e o olho de um observador. Devido ao fenômeno da reflexão total, os raios de luz provenientes do objeto são refletidos na base do prisma, que funciona como um espelho plano. Assinale a alternativa que melhor representa a imagem A’B’, vista pelo observador. A) B) C) D) E) 116 (Unesp) Uma haste luminosa de 2,5 m de comprimento está presa verticalmente a uma boia opaca circular de 2,26 m de raio, que flutua nas águas paradas e transparentes de uma piscina, como mostra a figura. Devido à presença da boia e ao fenômeno da reflexão total da luz, apenas uma parte da haste pode ser vista por observadores que estejam fora da água. Considere que o índice de refração do ar seja 1,0, o da água da piscina 4 3 sen 48,6° = 0,75 e tg 48,6° = 1,13. Um observador que esteja fora da água poderá ver, no máximo, uma porcentagem do comprimento da haste igual a A) 70%. B) 60%. C) 50%. D) 20%. E) 40%. www.chamaofisico.com.br 43Chama o Físico 117 (UFMG) O princípio básico de funcionamento de uma fibra óptica consiste em colocar um material X, com índice de refração nx, no interior de outro material Y, com índice de refração ny. Um feixe de luz que incide em uma extremidadede X atravessa para a outra extremidade, sem penetrar no material Y, devido a múltiplas reflexões totais. Essa situação está ilustrada na figura. Para que isto aconteça, é necessário que A) nx < ny . B) nx = 0 . C) nx = ny . D) nx > ny . 118 (FASEH) Fibras óticas são utilizadas para transmitir luz ao longo de seu comprimento. Uma fibra ótica consiste basicamente de um núcleo de vidro ou plástico revestido por outro material, como representado nesta figura. O índice de refração material do revestimento é menor que o do material do núcleo. Nesse caso, um feixe de luz que entra na extremidade da fibra pode ser totalmente refletido na interface do núcleo com o revestimento. Múltiplas reflexões ocorrem e, dessa forma, a luz é transmitida ate a outra extremidade da fibra. Considerando essas informações, são feitos dois comentários: I. Fibras óticas são úteis para comunicação e para trans- missão de dados, pois nelas a luz se propaga mais rapi- damente que o ar. II. Se o núcleo de fibra ótica for removido e ela for preen- chida com ar, não ocorrera reflexão interna total da luz. Analisando essas informações, é correto afirmar que A) Apenas o comentário I está certo. B) Apenas o comentário II está certo. C) Ambos os comentários estão certos. D) Nenhum dos dois comentários está certo. 119 (Fuvest) Uma fibra ótica é um guia de luz, flexível e transparente, cilíndrico, feito de sílica ou polímero, de diâmetro não muito maior que o de um fio de cabelo, usado para transmitir sinais luminosos a grandes distâncias, com baixas perdas de intensidade. A fibra ótica é constituída de um núcleo, por onde a luz se propaga e de um revestimento, como esquematizado na figura acima (corte longitudinal). Sendo o índice de refração do núcleo 1,60 e o do revestimento, 1,45, o menor valor do ângulo de incidência θ do feixe luminoso, para que toda a luz incidente permaneça no núcleo, é, aproximadamente, Note e adote θ (graus) sen θ cos θ 25 0,42 0,91 30 0,50 0,87 45 0,71 0,71 50 0,77 0,64 55 0,82 0,57 60 0,87 0,50 65 0,91 0,42 n1 sen θ1 = n2 sen θ2 A) 45° B) 50° C) 55° D) 60° E) 65° 120 (FIPMoc) Uma das riquezas naturais da África do Sul são os diamantes. Na figura a seguir está representada a trajetória de um raio de luz monocromática que incide na superfície de um diamante lapidado. O brilho extraordinário por ele apresentado está associado ao fenômeno da reflexão total. Dentre as propriedades físicas do diamante relacionadas a seguir, aquela cuja contribuição determina o excepcional brilho apresentado por ele está corretamente indicada na alternativa: A) Elevado grau de dureza: 10 na escala de Moh. B) Densidade não muito elevada, aproximadamente igual a 3,5 g/cm3. C) Elevado índice de refração: 2,4. D) Elevadíssimo ponto de fusão, cerca de 3500 °C. Óptica Geométrica 44 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 121 (FIPMoc) As miragens ocorrem quando os raios luminosos atravessam camadas de ar com temperaturas diferentes, fazendo com que sua trajetória se torne curva. Curva. Ao longo de uma estrada em um dia quente observam-se imagens que dão a impressão de ser objetos presentes em poças de água ou simplesmente água que esta se aproximando – mas, na verdade, não há uma poça onde precisa estar. Considerando as informações acima, pode=se afirmar que miragens dependem da ocorrência de A) refração dos raios de luz ao atravessar camadas de ar com temperaturas diferentes. B) interferência destrutiva dos raios de luz que atravessam camadas com diferentes temperaturas. C) interferência construtiva dos raios de luz que atravessam camadas com diferentes temperaturas. D) difração dos raios de luz ao encontrar uma interface de separação entre duas camadas de ar. 122 (ENEM) Uma proposta de dispositivo capaz de indicar a qualidade da gasolina vendida em postos e, consequentemente, evitar fraudes, poderia utilizar o conceito de refração luminosa. Nesse sentido, a gasolina não adulterada, na temperatura ambiente, apresenta razão entre os senos dos raios incidente e refratado igual a 1,4. Desse modo, fazendo incidir o feixe de luz proveniente do ar com um ângulo fico e maior que zero, qualquer modificação do ângulo do feixe refratado indicara adulteração no combustível. Em uma fiscalização rotineira, o teste apresentou o valor de 1,9. Qual foi o comportamento do raio refratado? A) Mudou de sentido. B) Sofreu reflexão total. C) Atingiu o valor do ângulo limite. D) Direcionou-se para a superfície de separação. E) Aproximou-se da normal a superfície de separação. 123 (ENEM PPL) A fotografia feita sob luz polarizada é usada por dermatologistas para diagnósticos. Isso permite ver detalhes da superfície da pele que não são visíveis com o reflexo da luz branca comum. Para se obter luz polarizada, pode-se utilizar a luz transmitida por um polaróide ou a luz refletida por uma superfície na condição de Brewster, como mostra a figura. Nessa situação, o feixe de luz refratada forma um ângulo de 90° com feixe de Liz refletida, fenômeno conhecido com Lei de Brewster.nesse caso, o ângulo de incidência θp, tambpems chamado de ângulo de polarização, e o ângulo de refração θr, estão em conformidade com a Lei de Snell. Dado : 1sen 30 cos 60 2 3sen 60 cos 30 2 ° = ° = ° = ° = Considere um feixe de luz não polarizado proveniente de um meio com índice de refração igual a 1, que incide sobre uma lamina e faz um ângulo de refração θr de 30. Nessa situação, qual deve ser o índice de refração da lamina para que o feixe refletido seja polarizado? A) 3 B) 3 3 C) 2 D) 1 2 E) 3 2 124 (ENEM) Alguns povos indígenas ainda preservam suas tradições realizando a pesca com lanças, demonstrando uma notável habilidade. Para fisgar um peixe em um lago com águas tranquilas o índio deve mirar abaixo da posição em que enxerga o peixe. Ele deve proceder dessa forma porque os raios de luz A) refletidos pelo peixe não descrevem uma trajetória retilínea no interior da água. B) emitidos pelos olhos do índio desviam sua trajetória quando passam do ar para a água. C) espalhados pelo peixe são refletidos pela superfície da água. D) emitidos pelos olhos do índio são espalhados pela superfície da água. E) e refletidos pelo peixe desviam sua trajetória quando passam da água para o ar. www.chamaofisico.com.br 45Chama o Físico 125 (ENEM) A figura representa um prisma óptico, constituído de um material transparente, cujo índice de refração é crescente com a frequência da luz que sobre ele incide. Um feixe luminoso, composto por luzes vermelha, azul e verde, incide na face A, emerge na face B e, após ser refletido por um espelho, incide num filme para fotografia colorida, revelando três pontos. Observando os pontos luminosos revelados no filme, de baixo para cima, constatam-se as seguintes cores: A) Vermelha, verde, azul. B) Verde, vermelha, azul. C) Azul, verde, vermelha. D) Verde, azul, vermelha. E) Azul, vermelha, verde. 126 (ENEM PPL) As miragens existem e podem induzir à percepção de que há água onde não existe. Elas são a manifestação de um fenômeno óptico que ocorre na atmosfera Disponível em: www.invivo.fiocruz.br. Acesso em: 29 fev. 2012 Esse fenômeno óptico é consequência da A) refração da luz nas camadas de ar próximas do chão quente. B) reflexão da luz ao incidir no solo quente. C) reflexão difusa da luz na superfície rugosa. D) dispersão da luz nas camadas de ar próximas do chão quente. E) difração da luz nas camadas de ar próximas do chão quente. 127 (ENEM) Será que uma miragem ajudou a afundar o Titanic? O fenômeno ótico conhecido como Fata Morgana pode fazer com que uma falsa parede de água apareça sobre o horizonte molhado. Quando as condições são favoráveis, a luz refletida pela água fria pode ser desviada por uma camada incomum de ar quente acima, chegando até o observador, vinda demuitos ângulos diferentes. De acordo com estudos de pesquisadores da Universidade de San Diego, uma Fata Morgana pode ter obscurecido os icebergs da visão da tripulação que estava a bordo do Titanic. Dessa forma, a certa distancia, o horizonte verdadeiro fica encoberto por uma névoa escurecida, que se parece muito com águas calmas no escuro. Disponível em: http://apod.nasa.gov. Acesso em: 6 set. 2012 (adaptado). O fenômeno ótico que, segundo os pesquisadores, provoca a Fata Morgana é a A) ressonância. B) refração. C) difração. D) reflexão. E) difusão. 128 (ENEM PPL) A banda larga brasileira é lenta. No Japão já existem redes de fibras ópticas, que permitem acessos à internet com velocidade de 1 gigabit por segundo (Gbps), o suficiente para baixar em um minuto, por exemplo, 80 filmes. No Brasil a maioria das conexões ainda é de 1 megabit por segundo (Mbps), ou seja, menos de ummilésimo dos acessos mais rápidos do Japão. A fibra óptica é composta basicamente de um material dielétrico (sílica ou plástico), segundo uma estrutura cilíndrica, transparente e flexível. Ela é formada de uma região central envolta por uma camada, também de material dielétrico, com índice de refração diferente ao do núcleo. A transmissão em uma fibra óptica acontecerá de forma correta se o índice de refração do núcleo, em relação ao revestimento, for A) superior e ocorrer difração. B) superior e ocorrer reflexão interna total. C) inferior e ocorrer reflexão interna parcial. D) inferior e ocorrer interferência destrutiva. E) inferior e ocorrer interferência construtiva. 129 (ENEM) No Hemisfério Sul, o solstício de verão (momento em que os raios solares incidem verticalmente sobre quem se encontra sobre o Trópico de Capricórnio) ocorre no dia 21 ou 23 de dezembro. Nessa data, o dia tem o maior período de presença de luz solar. A figura mostra a trajetórias da luz solar nas proximidades do planeta Terra quando ocorre o fenômeno ótico que possibilita que o Sol seja visto por mais tempo pelo observador. Qual é o fenômeno ótico mostrado na figura? A) A refração da luz solar ao atravessar camadas de ar com diferentes densidades. B) A polarização da luz solar ao incidir sobre a superfície dos oceanos. C) A reflexão da luz solar nas camadas mais altas da ionosfera. D) A difração da luz solar ao contornar a superfície da Terra. E) O espalhamento da luz solar ao atravessa a atmosfera. Óptica Geométrica 46 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br MÓDULO 05: LENTES ESFÉRICAS No início do nosso curso estudamos a reflexão da luz e depois aplicamos nos espelhos. Agora, finalizado o estudo da refração da luz, veremos as aplicações em lentes esféricas. Lentes são peças feitas de materiais transparentes capazes de formar imagens a partir da refração. CLASSIFICAÇÃO DAS LENTES Vamos dividir as lentes esféricas em dois grupos: lentes convexas e lentes côncavas. • Lentes Convexas (bordas finas) são lentes que apresentam pelo menos uma face convexa (estufada). Caracterizam-se por terem as extremidades mais finas que a região central. • Lentes Côncavas (bordas grossas) são lentes que apresentam pelo menos uma face côncava (para dentro). Caracterizam-se por terem as extremidades mais grossas que a região central. Nos exercícios, para representar as lentes, utilizaremos símbolos. COMPORTAMENTO ÓPTICO Ao se incidir um feixe de luz paralelamente ao eixo principal numa das faces de uma lente, verifica-se que o feixe, ao emergia da outra face, dependendo dos índices de refração da lente e do meio pode apresentar um comportamento convergente ou divergente. Observe as situações abaixo aplicadas em lentes plano-convexas e plano-côncavas. • Para nlente > nmeio: • Para nlente < nmeio: Atenção! Bordas finas Bordas grossas O comportamento óptico identificado é válido para qualquer lente do mesmo grupo. www.chamaofisico.com.br 47Chama o Físico ELEMENTOS PRINCIPAIS Os elementos principais de uma lente esférica são: f 2f 2f 2f 2f A F F’O A’ A F F’O A’ f f f • Foco (f): é o ponto que converge os raios de luz parelelos ao passar por uma lente convergente ou é o ponto que os raios de luz divergem ao passar por uma lente divergente. • Antiprincipal (A): está localizado a uma distância que corresponde ao dobro da distância focal. • Centro Óptico (O): representa o “meio” da lente. UAI MAI • Um raio incidente na direção do foco emerge paralelamente ao eixo principal. • Um raio incidente na direção do centro de centro óptico emerge sem sofrer desvio. • Um raio incidente na direção do antiprincipal emerge na direção do outro antiprincipal. FORMAÇÃO DE IMAGEM NAS LENTES ESFÉRICAS Para se determinar geometricamente a imagem de um objeto utilizaremos das mesmas regras que usamos nos espelhos esféricos: 1º) Traçar dois raios, preferencialmente notáveis, que saem do objeto e incidem passam pela lente. 2º) Verificar se existe o cruzamento dos raios refratados. Caso exista, a imagem será REAL. 3º) Caso não exista o cruzamento dos raios refratados, verificar o cruzamento dos prolongamentos dos raios refratados. Caso exista, a imagem será VIRTUAL. 4º) Caso não exista o cruzamento dos raios ou dos prolongamentos, a imagem não será formada (ou está no infinito) e será IMPRÓPRIA. Começaremos com a lente convergente. Essa lente é a mais problemática pois, assim como no espelho côncavo, dependendo da posição do objeto, ela apresentará 05 tipos de imagens. É importantíssimo que você conheça todos esses casos de formação de imagem. Vamos lá! Thales, existem dois focos em uma única lente? Sim! Como o raio de luz pode vir tanto de uma lado quanto pelo outro lado (e o comportamento é o mesmo), os elementos foco e antiprincipal são dobrados! Isso não acontecia nos espelhos pois nos espelhos a luz só poderia vir de um lado, afinal de contas o outro lado do espelho é fosco. RAIOS NOTÁVEIS Lembra que eu te disse que se você dedicasse no estudo dos espelhos esféricos você teria maior chance de sucesso em lentes? Pois é. Aqui também existem quatro raios que você irá DECORAR como que a refração (e não reflexão) acontece, pois utilizaremos bastante ao longo desse módulo. Você vai perceber que, apesar de lembrar muito, são diferentes! Observe: • Um raio incidente paralelamente ao eixo principal emerge na direção do foco. Óptica Geométrica 48 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 1º Caso) Objeto distante do antiprincipal. • Características da imagem: real, invertida e menor que o objeto. Esse caso pode ser verificado em uma câmera fotográfica ou no olho humano. Na câmera a imagem formada é real, pois precisa ser projetada para “queimar” o filme, e menor, pois o filme é pequeno. No olho a lógica é a mesma, porém ao invés do filme teremos a retina. 2º Caso) Objeto no antiprincipal. • Características da imagem: real, invertida e do mesmo tamanho do objeto. 3º Caso) Objeto entre o antiprincipal e o foco. • Características da imagem: real, invertida e maior que o objeto. Esse caso pode ser verificado em um projetor. Ele é capaz de formar uma imagem real, pois precisa ser projetada na parede, e maior, pois a ideia é ampliar a imagem. Thales, no projetor a imagem não é invertida! Na verdade, ela é sim! Toda imagem real é invertida, lembra? Você foi enganado pelo fato do objeto, que é um slide que passa o que está na tela do computador, dentro do projetor está de cabeça para baixo! Ao inverter a imagem, ela aparece para nós de cabeça para cima! 4º Caso) Objeto no foco. • Características da imagem: não forma imagem ou forma no infinito (imagem imprópria). 5º Caso) Objeto entre o foco e o centro óptico. • Características da imagem: virtual, direta e maior que o objeto. Esse é o caso em que geralmente as lupas são utilizadas. Imagens virtuais não podem ser projetada e, portanto, devem ser visualizadas através da lente. Vale lembrar que toda imagem virtual é direta. Agora vamos partir para a lente divergente.Bem mais simples que o lente convergente, a lente divergente, assim como o espelho convexo, apresenta um único caso de formação de imagem. Observe: UAI MAI www.chamaofisico.com.br 49Chama o Físico Único Caso) Objeto em qualquer posição. • Características da imagem: virtual, direta e menor que o objeto. Por apresentar imagens virtuais e menores, dizemos que a lente divergente amplia o campo visual. Por esse motivo, essa lente é utilizada no olho mágico das portas. ESTUDO QUANTITAIVO Agora que finalizamos a parte “artística” desse módulo, que tal iniciarmos o estudo matemático? Novamente, consigo imaginar a sua expressão facial nesse momento. #forçabest No estudo quantitativo teremos agora quatro opções de contas para resolver os exercícios. Equação de Gauss Assim como nos espelhos esféricos, essa é uma equação que envolve distâncias – distância do objeto (do), distância da imagem (di) e distância focal (f). Todas essas distâncias são medidas até o centro óptico da lente. A equação de Gauss é dada como: i o 1 1 1 f d d = + Porém, não basta saber a fórmula! A equação de Gauss envolve uma regra de sinais. Mas felizmente essa regra de sinal já foi estudada nos espelhos esféricos! Você se lembra? do sempre positivo. positivo para imagens reais. di negativo para imagens virtuais. positivo lente convergente (ou espelhos côncavos). f negativo lentes divergentes (ou espelhos convexos). Mas atenção! Ao montar a equação de Gauss, não substitua a regra de sinal na incógnita. Você já sabe que o sinal correto da sua incógnita aparecerá na resposta do problema. Vergência (V) Essa é uma novidade aqui em lentes! A vergência, também chamada de convergência em algumas questões, é uma grandeza que mede o “poder” de uma lente. Quanto maior for a vergência de uma lente, mais convergente ou divergente ela será! Observe a figura: Concluímos então que, quanto menor for a distância focal de uma lente, maior será a sua vergência. Matematicamente podemos defini-la como: 1V f = A unidade da vergência no sistema internacional será [V] = 1/m = di (dioptria ou “grau”). Assim como a distância focal, a vergência também possui regra de sinal: positiva lente convergente. V negativa lente divergente. Equação de Aumento Essa equação fornece a relação entre o tamanho da imagem o e tamanho do objeto. Por definição, temos: i i o o h dA h d = = − Mas o que devo entender do valor do aumento (A)? O valor do aumento nos diz que: |A| > 1 Imagem maior que o objeto. |A| = 1 imagem igual ao objeto. |A| < 1 imagem menor que o objeto. O aumento, também chamado de aumento linear transversal, também possui regra de sinal. Quando o aumento for POSITIVO a imagem será DIRETA. Quando o aumento for NEGATIVO a imagem será INVERTIDA. Exemplos de regra de sinal: f = + 20 cm : lente convergente de 50 cm de distância focal f = - 10 cm: lente divergente de 10 cm de distância focal. di = + 40 cm : imagem real a 40 cm do vértice. di = - 30 cm : imagem virtual a 30 cm do vértice. V = + 2 di : lente convergente com distância focal igual a 50 cm. V = - 4 di : lente divergente com distância focal igual a 25 cm. A = + 4 : imagem virtual, direta e quatro vezes maior que o objeto. A = - 1/3 : imagem real, invertida e três vezes menor que o objeto. Óptica Geométrica 50 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br Exercício Resolvido (Unicamp) Um objeto é disposto em frente a uma lente convergente, conforme a figura abaixo. Os focos principais da lente são indicados com a letra F. Pode-se afirmar que a imagem formada pela lente A) é real, invertida e mede 4 cm. B) é virtual, direta e fica a 6 cm da lente. C) é real, direta e mede 2 cm. D) é real, invertida e fica a 3 cm da lente. Resolução: Utilizando a equação de Gauss temos: i o 1 1 1 f d d = + Observando a ilustração temos: do = 3 cm e f = 2cm i i i i 1 1 1 1 1 1 3 2 2 3 d d 2 3 6 1 1 d 6 cm d 6 − = + → = − = = → = Sabendo que di é positivo, concluímos que a imagem é REAL. Vejamos agora se a imagem é direta ou invertida. i o d 6 cmA d 3 cm A 2 = − = − = − Logo, a imagem é duas vezes maior que o tamanho do objeto, porém é invertida (sinal negativo). Observando a imagem apresentada, podemos observar que o objeto tem 2 cm de altura, logo sua imagem será invertida e de tamanho igual a 4 cm. Assim concluímos que a imagem será é REAL, INVERTIDA e de tamanho igual a 4 cm. Gabarito: Letra A Exercício Resolvido (Unesp) Para observar uma pequena folha em detalhes, um estudante utiliza uma lente esférica convergente funcionando como lupa. Mantendo a lente na posição vertical e parada a 3 cm da folha, ele vê uma imagem virtual ampliada 2,5 vezes. Considerando válidas as condições de nitidez de Gauss, a distância focal, em cm, da lente utilizada pelo estudante é igual a A) 5. B) 2. C) 6. D) 4. E) 3. Resolução: o f fA 2,5 2,5f 7,5 f 1,5f 7,5 f 5cm f d f 3 = → = → − = → = → = − − Gabarito: Letra A Equação dos Fabricantes de Lentes Felizmente essa equação quase não aparece nos vestibulares. Ela determina a vergência de uma lente a partir do índice de refração da lente e do meio e dos raios de curvaturas das faces da lente. Apesar de ser incomum questões envolvendo contas com essa equação, não pule essa parte! Você precisa entender as discussões qualitativas que faremos na sequência! www.chamaofisico.com.br 51Chama o Físico lente meio 1 2 n 1 1v 1 . n R R = − + Para os raios de curvatura deve-se fazer uso de uma regra de sinal: • Face convexa: raio de curvatura POSITIVO. • Face côncava: raio de curvatura NEGATIVO. • Face plana: raio de curvatura INFINITO. Novamente, você não precisa sofrer com essa fórmula! Existem conteúdos e fórmulas bem mais importantes para você se preocupar. Entretanto, é importantíssimo que você saiba essas duas conclusões que a fórmula nos leva: 1º) Quanto mais refringente for a lente, maior será a sua vergência. Ou seja, mais poderosa é a lente e menor será a sua distância focal. 2º) Quanto maior for a curvatura da lente, ou seja, quanto menor for o raio de curvatura, maior será a sua vergência. Logo, lentes mais “acentuadas” são mais poderosas e possuem distância focal menor. Exercícios Proposto 130 (FASEH) Utilizando dois lasers, Breno observa a propagação dos feixes sobre uma determinada lente de borda fina. Nesse meio I, consegue o que esta representado pela figura I. Em seguida, mergulha essa mesma lente em um dado liquido (meio II) e observa, ao incidir os lasers sobre ela, o que esta representado na figura II. Com base nesse experimento, é correto afirmar que: A) Breno obrigatoriamente enganou-se, pois a figura II trata- se necessariamente de uma lente de bordas grossas. B) O índice de refração da lente é maior que os do meio I e II. C) O índice de refração do meio I é maior que o do meio II. D) O índice de refração do meio II é maior que o da lente. 131 (UFMG) Nesta figura, está representado o perfil de três lentes de vidro: Rafael quer usar essas lentes para queimar uma folha de papel com a luz do Sol. Para isso, ele pode usar apenas A) a lente I. B) a lente II. C) as lentes I e III. D) as lentes II e III. 132 (Fuvest) Um objeto decorativo consiste de um bloco de vidro transparente, de índice de refração igual a 1,4, com a forma de um paralelepípedo, que tem, em seu interior, uma bolha, aproximadamente esférica, preenchida com um líquido, também transparente, de índice de refração n. A figura ao lado mostra um perfil do objeto. Nessas condições, quando a luz visível incide perpendicularmente em uma das faces do bloco e atravessa a bolha, o objeto se comporta, aproximadamente, como A) uma lente divergente, somente se n > 1,4. B) uma lente convergente, somente se n > 1,4. C) uma lente convergente, para qualquer valor de n. D) uma lente divergente, para qualquer valor de n. E) se a bolha não existisse,para qualquer valor de n. Óptica Geométrica 52 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 133 (UNIFESO) A figura mostra um raio luminoso incidente numa lente esférica e delgada, divergente, cujos focos principais, F e F’, estão indicados. Observe que a direção do raio incidente contém o foco principal F. O raio emergente que representa melhor a trajetória desse raio incidente, depois de refratado pela lente, é A) I B) II C) III D) IV E) V 134 (UERJ) Um estudante possui uma lente convergente de 20 cm de distância focal e quer queimar uma folha de papel usando essa lente e a luz do sol. luz do sol Para conseguir seu intento de modo mais rápido, a folha deve estar a uma distância da lente igual a: A) 10 cm B) 20 cm C) 40 cm D) 60 cm E) 80 cm 135 (UERJ) Observe a figura abaixo: 15cm 5cm x x x x////// ////// Um espalho plano é colocado perpendicularmente ao eixo principal de uma lente convergente e 15 cm de seu centro ótico. Um feixe de raios luminosos paralelos ao eixo principal atravessa a lente, reflete-se no espelho e converge para um ponto do eixo principal distante 5 cm do espelho. A distância focal da lente é igual a: A) 25 cm B) 20 cm C) 15 cm D) 10 cm E) 5 cm 136 (PUC-MG) Uma lente formará uma imagem real quando um objeto for colocado entre: A) o foco e a lente, quando a lente for divergente. B) o foco e o infinito, quando a lente for divergente. C) o foco e a lente, quando a lente for convergente. D) o foco e o infinito, quando a lente for convergente. E) a lente e o infinito, quando a lente for convergente. 137 (PUC-MG) Um objeto, colocado entre o centro óptico e o foco de uma lente convergente, produzirá uma imagem: A) virtual, reduzida e direita B) real, ampliada e invertida C) real, reduzida e invertida D) virtual, ampliada e direita 138 (UFMG) Tânia observa um lápis com o auxílio de uma lente, como representado nesta figura: Essa lente é mais fina nas bordas que no meio e a posição de cada um de seus focos está indicada na figura. Considerando-se essas informações, é correto afirmar que o ponto que melhor representa a posição da imagem vista por Tânia é o A) P . B) Q . C) R . D) S . www.chamaofisico.com.br 53Chama o Físico 139 (PUC-MG) Marque a alternativa CORRETA. A) Pode-se projetar uma imagem virtual num anteparo. B) É possível formar uma imagem real de um objeto real com uma lente divergente. C) Imagens reais e virtuais aparentam o mesmo aspecto. D) Apenas imagens reais podem ser projetadas num anteparo. 140 (UERJ) Uma pessoa utiliza uma lente convergente para a leitura da página de uma revis ta, como mostra a figura: A natureza e a posição da imagem formada pela lente são, respectivamente: A) virtual / entre a lente e a revista B) real / entre a lente e a revista C) virtual / à direita da revista D) real / à direita da revista 141 (UEMG) Usando uma lupa (lente de aumento), uma pessoa projetou, numa folha de papel, a imagem vista de uma janela, conforma a ilustração, a seguir: Nessas condições, e considerando a projeção desta imagem, só é correto afirmar que A) A imagem formada é virtual. B) A imagem não é formada por luz, pois foi projetada no papel. C) A imagem formada é invertida. D) A imagem formada é real, mas não é invertida 142 (PUC-PR) A figura representa um objeto A, posicionado entre o foco e o centro ótico de uma lente convergente. É correto afirmar que a imagem será: A) virtual, direita e menor. B) virtual, invertida e maior. C) real, direita e maior. D) real, direita e menor. E) real, invertida e maior. 143 (CEFET-MG) Na figura, O representa um objeto no ar e l, a sua imagem produzida por um elemento ótico simples, que pode ser um espelho ou uma lente colocada sobre a linha tracejada vertical. A altura dessa imagem é o triplo da altura do objeto. Esse elemento ótico é um(a) A) espelho plano. B) espelho convexo. C) lente convergente. D) lente divergente. E) espelho côncavo. Óptica Geométrica 54 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 144 (Unesp) Considere as cinco posições de uma lente convergente, apresentadas na figura. A única posição em que essa lente, se tiver a distância focal adequada, poderia formar a imagem real I do objeto O, indicados na figura, é a identificada pelo número A) 1. B) 2. C) 3. D) 4. E) 5. 145 (Mackenzie) Uma Lupa, também conhecida por microscópio simples, consiste de uma lente convergente. Considerando-se que as lentes abaixo ilustradas são constituídas de material cujo índice de refração absoluto é maior que o do meio que as envolve, as que podem ser usadas como lupa são A) L1 e L4 B) L2 e L4 C) L1 e L2 D) L2 e L3 E) L1 e L3 146 (Mackenzie) A lupa é um instrumento óptico conhecido popularmente por Lente de Aumento, mas também denominada microscópio simples. Ela consiste de uma lente ______________________ de pequena distância focal e, para ser utilizada com o seu fim específico, o objeto a ser observado por meio dela deverá ser colocado sobre o eixo principal, entre o seu ______________________ e o seu ______________________. As lacunas são preenchidas corretamente quando se utilizam, na ordem de leitura, as informações A) convergente, centro óptico e foco principal objeto. B) convergente, ponto antiprincipal objeto e foco principal objeto. C) divergente, centro óptico e foco principal objeto. D) divergente, ponto antiprincipal objeto e foco principal objeto. E) convergente, ponto antiprincipal imagem e foco principal imagem. 147 (Fuvest) Uma pessoa segura uma lente delgada junto a um livro, mantendo seus olhos aproximadamente a 40 cm da página, obtendo a imagem indicada na figura. Em seguida, sem mover a cabeça ou o livro, vai aproximando a lente de seus olhos. A imagem, formada pela lente, passará a ser A) sempre direita, cada vez menor. B) sempre direita, cada vez maior. C) direita cada vez menor, passando a invertida e cada vez menor. D) direita cada vez maior, passando a invertida e cada vez menor. E) direita cada vez menor passando a invertida e cada vez maior. www.chamaofisico.com.br 55Chama o Físico 148 (Mackenzie) Em uma experiência de óptica, na sala de aula, coloca-se um objeto real à distância de 6 cm do centro óptico de uma lente biconvexa de distância focal 4 cm. Sendo observadas as condições de Gauss, a distância entre esse objeto e sua imagem será de A) 6 cm B) 9 cm C) 12 cm D) 15 cm E) 18 cm 149 (UFLA) Um objeto real que se encontra a uma distância de 25 cm de uma lente esférica delgada divergente, cuja distância focal é, em valor absoluto, também de 25 cm A) não fornecerá imagem. B) terá uma imagem real, invertida e do mesmo tamanho do objeto, a 25 cm da lente. C) terá uma imagem real, invertida e ampliada, a 12,5 cm da lente. D) terá uma imagem virtual, direita e ampliada, a 25 cm do objeto. E) terá uma imagem virtual, direita e reduzida, a 12,5 cm do objeto. 150 (UFTM) Um garoto pretende projetar uma imagem da tela de sua TV ligada em uma das paredes brancas de sua sala e, para isso, utilizará uma lente esférica delgada. A superfície da parede escolhida e a da tela da TV são paralelas e a distância entre elas é 4 m. Para conseguir projetar uma imagem nítida e com dimensões três vezes menores do que as da tela da TV, o garoto deverá posicionar a lente, entre a parede e a TV, a uma distância da TV, em metros, igual a A) 2,5. B) 1,0. C) 2,0. D) 3,0. E) 3,5. 151 (Fuvest) A figura adiante mostra, numa mesma escala, o desenho de um objeto retangular e sua imagem, formada a 50cm de uma lente convergente de distância focal f. O objeto e a imagem estão em planos perpendiculares ao eixo óptico da lente. Podemos afirmar que o objeto e a imagem A) estão do mesmo lado da lente e que f = 150 cm. B) estão em lados opostos da lente e que f = 150 cm. C) estão do mesmo lado da lente e que f = 37,5 cm. D) estãoem lados opostos da lente e que f = 37,5 cm E) podem estar tanto do mesmo lado como em lados opostos da lente e que f = 37,5 cm. 152 (UFTM) As figuras mostram um mesmo texto visto de duas formas: na figura 1 a olho nu, e na figura 2 com o auxílio de uma lente esférica. As medidas nas figuras mostram as dimensões das letras nas duas situações. Sabendo que a lente foi posicionada paralelamente à folha e a 12 cm dela, pode-se afirmar que ela é A) divergente e tem distância focal – 20 cm. B) divergente e tem distância focal – 40 cm. C) convergente e tem distância focal 15 cm. D) convergente e tem distância focal 20 cm. E) convergente e tem distância focal 45 cm. Óptica Geométrica 56 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 153 (UNESP) Um objeto de 2 cm de altura é colocado a certa distância de uma lente convergente. Sabendo-se que a distância focal da lente é 20 cm e que a imagem se forma a 50 cm da lente, do mesmo lado que o objeto, pode-se afirmar que o tamanho da imagem é: A) 0,07 cm. B) 0,6 cm. C) 7,0 cm. D) 33,3 cm. E) 60,0 cm. 154 (UNIFENAS) Um objeto foi colocado diante de uma lente convergente, de distancia focal 15 cm, que produziu uma imagem invertida duas vezes maior que o objeto. Qual e a distancia entre a imagem e o objeto? A) 22,5 cm. B) 45,0 cm. C) 67,5 cm. D) 30,0 cm. E) 100,0 dm. 155 (FAMEMA) Uma pessoa observa uma letra F impressa em uma folha de papel utilizando uma lente convergente como lupa, a qual é mantida em repouso, paralela à folha e a 10 cm dela. Nessa situação, as dimensões da imagem são três vezes maiores do que as da letra impressa, conforme mostra a figura. Considerando válidas as condições de nitidez de Gauss, a distância focal da lente utilizada pela pessoa, em centímetros, é igual a A) 37,5. B) 15,0. C) 22,5. D) 7,50. E) 30,0. 156 (SUPREMA) Um biólogo utiliza uma lente convergente com distancia focal de 30 cm para observar insetos. Supondo um inseto de 2 cm a uma distância de 20 cm da lente, o aumento linear transversal (A) será de : A) 1 B) 2 C) 3 D) 4 157 (PUC-RS) Quando um oculista receita uma lente de +2,0 di, isso significa lente convergente de distância focal igual a: A) 0,1 m B) 0,2 m C) 0,3 m D) 0,4 m E) 0,5 m 158 (FAMECA) Lupa, também conhecida como microscópio simples ou lente de aumento, é um instrumento óptico de comprovada utilidade na vida prática. Para que uma lente de vergência 4,0 di funcione como uma lupa, os objetos que terão sua imagem direita e ampliada devem estar localizados próximos ao eixo principal e a uma distância da lente A) exata de 50 cm. B) exata de 25 cm. C) compreendida entre 25,1 cm e 49,9 cm. D) inferior a 25 cm. E) superior a 50 cm. 159 (UNIFOR) Uma lente projeta sobre uma tela a imagem nítida do Sol. A distância da tela à lente é de 40 cm. A vergência da lente, em dioptrias, vale A) 4,0 B) 2,5 C) 1,0 D) 0,40 E) 0,25 www.chamaofisico.com.br 57Chama o Físico 160 (Mackenzie) Uma lente esférica delgada de convergência 10 di é utilizada para obter a imagem de um objeto de 15 cm de altura. A distância, a que o objeto deve estar do centro óptico da lente, para se obter uma imagem invertida de 3 cm de altura, é de A) 60 cm B) 50 cm C) 42 cm D) 24 cm E) 12 cm 161 (UNIFENAS) Uma pessoa míope utiliza uma lente bicôncava de raios de curvatura 2 m e 10 cm. A lente possui índice de refração relativo ao ar igual a 1,5. Sendo assim, qual é a vergência da lente? A) – 2 di; B) – 5,25 di; C) – 3 di; D) + 2,5 di; E) + 4,5 di. 162 (ENEM) As lentes fotocromáticas escurecem quando expostas à luz solar por causa de reações químicas reversíveis entre uma espécie incolor e outra colorida. Diversas reações podem ser utilizadas, e a escolha do melhor do menor reagente para esse fim se baseia em três principais aspectos: (i) o quanto escurece a lente; (ii) o tempo de escurecimento quando exposta à luz solar; e (iii) o tempo de esmaecimento em ambiente sem forte luz solar. A transmitância indica a razão entre a quantidade de luz que atravessa o meio e a quantidade de luz que incide sobre ele. Durante um teste de controle para o desenvolvimento de novas lentes fotocromáticas, foram analisadas cinco amostras, que utilizam reagentes químicos diferentes. No quadro, são apresentados os resultados. Amostra Tempo de escurecimento (segundo) Tempo de esmaecimento (segundo) Trasmitância média da lente quando exposta à luz solar (%) 1 20 50 80 2 40 30 9 3 20 30 50 4 50 50 50 5 40 20 95 Considerando os três aspectos, qual é a melhor amostra de lente fotocromática para se utilizar em óculos? A) 1 B) 2 C) 3 D) 4 E) 5 163 (ENEM) Um experimento bastante interessante no ensino de ciências da natureza constitui em escrever palavras em tamanho bem pequeno, quase ilegíveis a olho nu, em um pedaço de papel e cobri-lo com uma régua de material transparente. Em seguida, pinga-se uma gota d’água sobre a régua na região da palavra, conforme mostrado na figura, que apresenta o resultado do experimento. A gota adquire o formato de uma lente e permite ler a palavra de modo mais fácil em razão do efeito de ampliação. Qual é o tipo de lente formada pela gota d’água no experimento descrito? A) Biconvexa. B) Bicôncava. C) Plano-convexa. D) Plano-côncava. E) Convexa-côncava. Óptica Geométrica 58 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br MÓDULO 06: INSTRUMENTOS ÓPTICOS Chegamos no último módulo da óptica geométrica! Nesse módulo vamos retomar algumas aplicações de lentes que foram citadas no módulo anterior (lupa, máquina fotográfica, projetor) e estudar outros instrumentos. Classificaremos os instrumentos ópticos em dois grupos, dependendo da imagem final formada por eles. Instrumento de Observação: fornece imagem final virtual que são vistas diretamente pelo observador através da lente. Exemplos: lupa, microscópio, luneta, olho mágico. Instrumento de Projeção: fornece imagem final real que, para serem vistas pelo observador, devem ser projetadas em um anteparo. Exemplos: máquina fotográfica, projetores. MÁQUINA FOTOGRÁFICA É um instrumento óptico de projeção, onde o anteparo que capta e grava a imagem real é um filme fotossensível, isto é, que propicia uma reação química entre os materiais que compõe a película e a luz. A máquina é constituída por uma câmara escura onde, no lugar do orifício, coloca-se uma lente convergente. A lente é denominada objetiva da máquina e tem um mecanismo para afastá-la ou aproximá-la do filme, para que a imagem seja sempre formada no filme. Esse processo é chamado de focalização. MICROSCÓPIO COMPOSTO Basicamente ele é constituído por duas lentes convergentes. A lente que fica próxima ao objeto é denominada objetiva. A lente que fica próxima do olho do observador é denominada ocular. Observe a figura. A objetiva fornece uma imagem real, invertida e maior (I1) que será objeto para a lente ocular. A ocular funciona como uma lupa, formando uma imagem virtual, invertida e maior (I2). UAI MAI Thales, toda imagem virtual não era direta? Sim! Ela é direta em relação à imagem intermediária I1. Porém, como a imagem I1 era invertida em relação ao objeto, falaremos que a imagem final I2 é invertida em relação ao objeto. Entendeu? Exercício Resolvido (UFF) A utilização da luneta astronômica de Galileu auxiliou a construção de uma nova visão do Universo. Esse instrumento óptico, composto por duas lentes - objetiva e ocular - está representado no esquema a seguir. Considere a observação de um objeto no infinito por meio da luneta astronômica de Galileu. Nesse caso, as imagens do objeto formadas pelas lentes objetiva e ocular são, respectivamente: A) real e direita; virtual e direita B) real e invertida; virtual e invertida C) virtual e invertida; real e invertida D) virtual e direita; real e direita E) real e invertida; virtual e direita Resolução: Como mostra a figura,a imagem da objetiva (i1) é real e invertida (em relação ao objeto original) e a imagem da ocular (i2) é virtual e também invertida (em relação ao objeto original). Gabarito: Letra B OLHO HUMANO A partir de agora estudaremos o funcionamento do olho humano e os problemas de visão. www.chamaofisico.com.br 59Chama o Físico Elementos Principais • Córnea: lente convergente que colabora na formação da imagem. • Íris + Pupila: conjunto que controla a entrada de luz no olho. • Cristalino: lente convergente com distância focal variável. • Músculos Ciliares: sustentam o cristalino e são capazes de alterar o raio de curvatura do mesmo. • Retina: anteparo com células fotossensíveis (cones e bastonetes) onde a imagem será formada. • Nervo óptico: transmissor das sensações luminosas captadas pela retina para o cérebro. Acomodação Visual Considere que o objeto da figura abaixo seja visto nitidamente pela pessoa. Neste caso, a imagem deve ser formada sobre a retina. Sabemos que uma pessoa sem problemas de visão conseguiria ver nitidamente o objeto em várias posições. Ou seja, se a pessoa aproximar o objeto da figura acima ela continua vendo-o nitidamente! O que acontece no olho para que isso ocorra? Vamos recorrer à equação de Gauss: i o 1 1 1 f d d = + Ao aproximar o objeto dos olhos da pessoa, o do diminui. Porém, o di permanece inalterado pois a imagem permanece no mesmo lugar (na retina). Pelo estudo da equação, vemos que a distância focal do cristalino deve diminuir. Ou seja, o cristalino deve ficar mais poderoso (faz sentido!). Portanto, concluímos que, quando o objeto é aproximado dos olhos, o cristalino é contraído, pressionado pelos músculos ciliares, e fica mais acentuado. Anote aí! Quando o objeto está distante, o cristalino está relaxado (maior distância focal). Quando o objeto está próximo, o cristalino está contraído (menor distância focal). Mas qual é o limite de acomodação visual de um olho normal? Ou seja, quais são as posições que o objeto deve estar para ser visto nitidamente? Para isso, vamos definir dois pontos de referência: • Ponto remoto (dPR): é a maior distância que um objeto deve estar para ser visto nitidamente. • Ponto próximo (dPP): é a menor distância que um objeto deve estar para ser visto nitidamente. Para um olho normal essas distâncias valem infinito e 25 cm, respectivamente. Dependendo do problema de visão, essas distâncias podem ser alteradas. Problemas de Visão Estudaremos agora os quatro problemas de visão mais comuns nos vestibulares. • Miopia A miopia está associada à dificuldade de ver de longe. Quando o objeto está distante a imagem é formada antes da retina. A causa da miopia está associada ao fato do globo ocular da pessoa ser alongado e/ou o conjunto córnea-cristalino ser muito convergente. Óptica Geométrica 60 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br Para corrigir a miopia a pessoa deve fazer uso de lentes divergentes. Por esse motivo, essas pessoas aparentam olhos menores quando fazem uso dos óculos (olho mágico). Apesar de ter dificuldades de ver de longe, o míope é capaz de ver nitidamente de perto. Ou seja, quando o objeto estiver próximo a imagem será formada na retina. • Hipermetropia A hipermetropia está associada à dificuldade de ver de perto. Quando o objeto está próximo a imagem é formada depois da retina. A causa da hipermetropia está associada ao fato do globo ocular da pessoa ser curto e/ou o conjunto córnea-cristalino ser pouco convergente. Para corrigir a hipermetropia a pessoa deve fazer uso de lentes convergentes. Por esse motivo, essas pessoas aparentam olhos maiores quando fazem uso dos óculos (lupa). Apesar de ter dificuldades de ver de perto, o hipermetrope é capaz de ver nitidamente de longe. Ou seja, quando o objeto estiver distante a imagem será formada na retina. • Presbiopia ou “Vista cansada” A presbiopia está associada ao endurecimento do cristalino assim como o enfraquecimento dos músculos ciliares com a idade. Por esse motivo, a pessoa desenvolve a dificuldade de ver de perto e, assim como o hipermetrope, deve fazer uso de lentes convergentes. É importante lembrar que o presbita não precisa usar lentes para ver de longe, a não ser que haja algum outro problema de visão. Caso isso ocorra, ele necessitará de uma lente para ver de longe e outra para ver de perto, devendo usar as chamadas lentes bifocais. Atualmente existem também as lentes multifocais. • Astigmatismo O astigmatismo está associado a imperfeições na curvatura da córnea. Essas imperfeições acabam produzindo múltiplas distâncias focais e, consequentemente, múltiplas imagens. Dessa forma, a pessoa possui dificuldade de ver nitidamente das mais variadas distâncias. O astigmata deve fazer uso de lentes cilíndricas para corrigir o problema de visão. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 164 (Unesp) Assinale a alternativa correspondente ao instrumento óptico que, nas condições normais de uso, fornece imagem virtual. A) Projetor de slides. B) Projetor de cinema. C) Cristalino do olho humano. D) Câmara fotográfica comum E) Lente de aumento (lupa) www.chamaofisico.com.br 61Chama o Físico 165 (UFMG) Rafael, fotógrafo lambe-lambe, possui uma câmara fotográfica que consiste em uma caixa com um orifício, onde é colocada uma lente. Dentro da caixa, há um filme fotográfico, posicionado a uma distância ajustável em relação à lente. Essa câmara está representada, esquematicamente, na Figura 1. Para produzir a imagem nítida de um objeto muito distante, o filme deve ser colocado na posição indicada, pela linha tracejada. No entanto, Rafael deseja fotografar uma vela que está próxima a essa câmara. Para obter uma imagem nítida, ele, então, move o filme em relação à posição acima descrita. Assinale a alternativa cujo diagrama melhor representa a posição do filme e a imagem da vela que é projetada nele. A) B) C) D) 166 (UNIUBE) A objetiva de uma máquina fotográfica tem distância focal 100 mm e possui um dispositivo que permite seu avanço e retrocesso. A máquina é utilizada para tirar duas fotos: uma de um objeto no infinito e outra de um objeto distante 30 cm da objetiva. O deslocamento da objetiva, de uma foto para outra, em mm, foi de A) 50 B) 100 C) 150 D) 200 E) 250 167 (Unesp) Nas câmeras fotográficas digitais, os filmes são substituídos por sensores digitais, como um CCD (sigla em inglês para Dispositivo de Carga Acoplada). Uma lente esférica convergente (L), denominada objetiva, projeta uma imagem nítida, real e invertida do objeto que se quer fotografar sobre o CCD, que lê e armazena eletronicamente essa imagem. A figura representa esquematicamente uma câmera fotográfica digital. A lente objetiva L tem distância focal constante e foi montada dentro de um suporte S, indicado na figura, que pode mover-se para a esquerda, afastando a objetiva do CCD ou para a direita, aproximando-a dele. Na situação representada, a objetiva focaliza com nitidez a imagem do objeto O sobre a superfície do CCD. Considere a equação dos pontos conjugados para lentes esféricas, em que f é a distância focal da lente, P a coordenada do objeto e p’ a coordenada da imagem. Se o objeto se aproximar da câmera sobre o eixo óptico da lente e a câmera for mantida em repouso em relação ao solo, supondo que a imagem permaneça real, ela tende a mover-se para a A) esquerda e não será possível mantê-la sobre o CCD. B) esquerda e será possível mantê-la sobre o CCD movendo- se a objetiva para a esquerda. C) esquerda e será possível mantê-la sobre o CCD movendo- se a objetiva para a direita. D) direita e será possível mantê-la sobre o CCD movendo- se a objetiva para a esquerda. E) direita e será possível mantê-la sobre o CCD movendo-se a objetiva para a direita. 168 (Fuvest) Câmeras digitais, como a esquematizada na figura, possuem mecanismos automáticos de focalização. Em uma câmera digital que utilize uma lente convergente com 20 mm dedistância focal, a distância, em mm, entre a lente e o sensor da câmera, quando um objeto a 2 m estiver corretamente focalizado, é, aproximadamente, A) 1 B) 5 C) 10 D) 15 E) 20 Óptica Geométrica 62 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 169 (UFSCar) Numa máquina fotográfica, a distância da objetiva ao filme é de 25 mm. A partir das especificações dadas a seguir, assinale a que corresponde a uma lente que poderia ser a objetiva dessa máquina: A) convergente, de convergência +4,0 di. B) convergente, de convergência +25 di. C) convergente, de convergência +40 di. D) divergente, de convergência –25 di. E) divergente, de convergência –4,0 di. 170 (CEFET-RJ) O telescópio newtoniano, diferentemente do telescópio que utiliza apenas lentes de aumento para aproximar as imagens, usa um espelho esférico (ou parabólico para captar a luz). A imagem refletida pelo espelho é captada por uma lente objetiva, que é responsável pelo foco. A figura abaixo é uma representação do telescópio newtoniano. Os elementos óticos indicados por A, B e C são, respectivamente, A) um espelho côncavo, um espelho plano e uma lente convergente. B) uma lente convergente, um espelho plano e um espelho convexo. C) um espelho plano, uma lente divergente e um espelho côncavo. D) um espelho plano, um espelho côncavo e uma lente convergente. 171 (FCMMG) Um grupo de estudantes necessita de uma lente para construir um projetor de slides, que deve ser usado numa apresentação de uma Feira de Ciências de sua escola. Eles lembram que, nesse projetor, o slide é pequeno e é iluminado por uma luz intensa que projeta uma imagem grande do mesmo sobre a tela. Um dos alunos é incumbido de arranjar as lentes. Procura, então, uma loja que vende óculos, e o funcionário lhe oferece lentes usadas. Ele seleciona 4 lentes e com elas, observa as letras de um livro. Verifica que, na lente: L1 – as letras parecem aumentar um pouco de tamanho; L2 – as letras parecem aumentar bastante de tamanho; L3 – as letras parecem diminuir um pouco de tamanho; L4 – as letras parecem diminuir muito de tamanho. Analisando as lentes trazidas com a finalidade de projetar a imagem do slide na tela, o grupo deve escolher a lente: A) L1. B) L2. C) L3. D) L4. 172 (FCMMG) Um grupo de estudantes necessita de uma lente para construir um microscópio. Eles lembram que, nesse microscópio, a imagem final é invertida e é constituída de duas lentes: a ocular e a objetiva. Um dos alunos é incumbido de arranjar as lentes. Procura, então, uma loja que vende óculos, e o funcionário lhe oferece lentes usadas. Ele seleciona 4 lentes e, com elas, observa as letras de um livro. Verifica que, na lente: L1 – as letras parecem aumentar um pouco de tamanho; L2 – as letras parecem aumentar bastante de tamanho; L3 – as letras parecem diminuir um pouco de tamanho; L4 – as letras parecem diminuir muito de tamanho. Analisando as lentes selecionadas, a ocular e a objetiva devem ser, respectivamente: A) L1 e L2. B) L2 e L1. C) L3 e L4. D) L4 e L3. 173 (FCMMG) Três estudantes opinaram a respeito da formação de imagens em espelhos e lentes. Amanda afirmou que uma imagem virtual menor que uma pessoa é obtida se a pessoa estiver em frente a um espelho plano, distante dele. Betina disse que uma imagem real e maior das letras de um texto é o através de uma lente biconvexa, posicionada próxima ao texto. Camila acha que a imagem de uma ameba vista por um microscópio simples, composto de duas lentes convergentes, é virtual e invertida. Do ponto de vista da Física, apenas A) Betina fez uma afirmação correta. B) Camila fez uma afirmação correta. C) Amanda e Betina fizeram afirmações corretas. D) Amanda e Camila fizeram afirmações corretas. 174 (PUC-MG) Na formação das imagens na retina da visão humana, tendo em vista uma pessoa com boa saúde visual, o cristalino funciona como uma lente: A) convergente, formando imagens reais, invertidas e diminuídas. B) convergente, formando imagens reais, diretas e diminuídas. C) divergente, formando imagens virtuais, invertidas e diminuídas. D) divergente, formando imagens reais, diretas e diminuídas. www.chamaofisico.com.br 63Chama o Físico 175 (Fuvest) Num ambiente iluminado, ao focalizar um objeto distante, o olho humano se ajusta a essa situação. Se a pessoa passa, em seguida, para um ambiente de penumbra, ao focalizar um objeto próximo, a íris A) aumenta, diminuindo a abertura da pupila, e os músculos ciliares se contraem, aumentando o poder refrativo do cristalino. B) diminui, aumentando a abertura da pupila, e os músculos ciliares se contraem, aumentando o poder refrativo do cristalino. C) diminui, aumentando a abertura da pupila, e os músculos ciliares se relaxam, aumentando o poder refrativo do cristalino. D) aumenta, diminuindo a abertura da pupila, e os músculos ciliares se relaxam, diminuindo o poder refrativo do cristalino. E) diminui, aumentando a abertura da pupila, e os músculos ciliares se relaxam, diminuindo o poder refrativo do cristalino. 176 (UFPE) A figura a seguir representa um olho humano normal. Raios paralelos entrando num olho, que está mirando um objeto no infinito, produzem uma imagem real e invertida na retina. Desse modo, o cristalino atua como uma lente convergente. Se o objeto estiver a 30cm do olho, para que se forme uma boa imagem, os músculos que controlam a curvatura do cristalino se alteram. Podemos então afirmar que: A) A distância focal do cristalino aumentará. B) A distância focal do cristalino diminuirá. C) O cristalino se ajustará para formar uma imagem atrás da retina. D) Os raios de curvatura do cristalino aumentarão. E) A distância focal do cristalino não sofrerá modificação. 177 (CEFET-MG) Dentre os vários aparelhos ópticos, constitui uma lente divergente a A) lupa de um relojoeiro. B) lente de um retroprojetor. C) lente dos óculos de um míope. D) objetiva de uma máquina fotográfica. 178 (UEMG) “(...) que se unem para infernizar a vida do colega portador de alguma diferença física, humilhando-o por ser gordo ou magro, baixo ou alto, estrábico ou míope.” VENTURA, 2012, p. 53. A miopia é um problema de visão. Quem tem esse problema, enxerga melhor de perto, mas tem dificuldade de enxergar qualquer coisa que esteja distante. Três alunos, todos eles totalmente contrários ao bullying, fizeram afirmações sobre o problema da miopia: Aluno 1: o defeito é corrigido com o uso de lentes convergentes. Aluno 2: a imagem de objetos distantes é formada antes da retina. Aluno 3: ao observar uma estrela no céu, a imagem da estrela será formada depois da retina, em função da distância. Fizeram afirmações CORRETAS: A) Os alunos 1 e 3. B) Os alunos 2 e 3. C) Apenas o aluno 2. D) Apenas o aluno 1. 179 (UFMG) Após examinar os olhos de Sílvia e de Paula, o oftalmologista apresenta suas conclusões a respeito da formação de imagens nos olhos de cada uma delas, na forma de diagramas esquemáticos, como mostrado nestas figuras: Com base nas informações contidas nessas figuras, é correto afirmar que A) apenas Sílvia precisa corrigir a visão e, para isso, deve usar lentes divergentes. B) ambas precisam corrigir a visão e, para isso, Sílvia deve usar lentes convergentes e Paula, lentes divergentes. C) apenas Paula precisa corrigir a visão e, para isso, deve usar lentes convergentes. D) ambas precisam corrigir a visão e, para isso, Sílvia deve usar lentes divergentes e Paula, lentes convergentes. Óptica Geométrica 64 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 180 (FAME) Nas figuras a seguir estão representadas varias lentes: Quais delas seriam úteis para um hipermetrope? A) I e III B) I e II C) II e III D) II e IV 181 (UNIFENAS) Uma lente convexo-côncava é A) De borda fina. B) Divergente C) Corrige hipermetropia.D) Corrige a miopia. E) Pode corrigir a miopia, deste que o meio que a constitua possua índice de refração maior que o do meio que a circunda 182 (ITAUNA) Há quatro óculos sobre uma mesa. Dois de lentes convergentes, dois de lentes divergentes. Três pessoas, uma míope, uma presbiope e uma hipermétrope, vão escolher óculos adequados ao tipo de problema visual que apresentam. A escolha adequada que cada um deles fez foi: A) Miope - convergente, hipermétrope - divergente; presbiope - divergente. B) Miope - divergente; hipermétrope - convergente; prebiope - convergente. C) Miope - divergente; hipermétrope - convergente; presbiope - divergente. D) Miope - convergente; hipermétrope - divergente; prebiope - convergente. 183 (SUPREMA) Pode-se corrigir a miopia com o uso de óculos, lentes de contato ou cirurgicamente. A cirurgia a laser consiste em esculpir a modelar a curvatura da córnea com a tecnologia do laser frio, chamado Excimer Laser. O epitélio do olho (camada superficial sobre a córnea) é raspada para receber o laser. A célula da córnea são pulverizadas com a aplicação do laser e a córnea é aplanada torne-se menos curva. O epitélio, com o tempo, se regenera. O fato de a córnea ter sido aplanada corrige a miopia porque: A) Seu índice de refração fica menor, causando menos desvio nos raios luminosos. B) Seu índice de refração fica maior causando mais desvio nos raios luminosos. C) Diminuindo a curvatura da córnea, o globo ocular torna- se menos convergente. D) Diminuindo a curvatura da córnea, o globo ocular torna- se mais convergente. 184 (ARAGUARI) Na figura, está representando o corte de um olho humano. Sabe-se que, um olho míope, a imagem é focalizada em uma região na frente da retina. Para corrigir o míope cirurgicamente, deve-se modificar a convergência da córnea para que a imagem passe a se formar na retina. Em alguns casos, isso é feito utilizando-se um laser para moldar o perfil da córnea. Observe as figuras abaixo e complete a frase que se segue As lentes dos óculos de uma pessoa míope devem ter o perfil indicado na figura __________. Após uma cirurgia para correção de miopia, o perfil da córnea deve ficar como o mostrado na figura __________. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima, na ordem indicada. A) K, M B) K, N C) L, M D) L, N www.chamaofisico.com.br 65Chama o Físico 185 (UEMG) Ao pegar “os óculos de Gustavo,” Fabiana percebeu que estes forneciam uma imagem ampliada de objetos que estavam próximos. Em vista disso, ela afirmou corretamente que A) Gustavo era míope. B) Os óculos de Gustavo jamais forneceriam uma imagem invertida de um objeto. C) As lentes dos óculos de Gustavo seriam mais finas nas bordas e espessas no meio. D) As lentes dos óculos de Gustavo seriam divergentes. 186 (FCMMG) Um oftalmologista receita óculos para uma pessoa hipermétrope, indicando que ela deve usar “lentes de 2,0 graus”. Fisicamente, isso significa que o valor da convergência das lentes deve ser 2,0 dioptrias. Pode-se concluir que as lentes desses óculos devem ser: A) divergentes, com 50 cm de distância focal. B) divergentes, com 2,0 m de distância focal. C) convergentes, com 50 cm de distância focal. D) convergentes, com 2,0 m de distância focal. 187 (Cesgranrio) João, de idade avançada, tem presbiopia. O grau das lentes dos óculos de João é +2,0 di. Assim, se ele quiser projetar, sobre uma folha de papel, a imagem do Sol, ele deverá posicionar as lentes de seus óculos a uma distância da folha, em centímetros, igual a: A) 0,5 B) 5,0 C) 25 D) 50 E) 100 188 (UERJ) Uma pessoa míope não enxerga nitidamente objetos colocados a distâncias maiores do que 40 cm de seus olhos. O valor absoluto da convergência de suas lentes corretoras, em dioptrias, é igual a: A) 1,5 B) 2,5 C) 3,5 D) 4,5 189 (Unifesp) Uma das lentes dos óculos de uma pessoa tem convergência +2,0 di. Sabendo que a distância mínima de visão distinta de um olho normal é 0,25 m, pode-se supor que o defeito de visão de um dos olhos dessa pessoa é A) hipermetropia, e a distância mínima de visão distinta desse olho é 40 cm. B) miopia, e a distância máxima de visão distinta desse olho é 20 cm. C) hipermetropia, e a distância mínima de visão distinta desse olho é 50 cm. D) miopia, e a distância máxima de visão distinta desse olho é 10 cm. E) hipermetropia, e a distância mínima de visão distinta desse olho é 80 cm. 190 (ENEM PPL) A figura seguinte representa, esquematicamente, um telescópio refletor: A luz emitida por um astro penetra no telescópio pelo orifício na posição A, reflete no espelho parabólico localizado na posição B, é novamente refletida pelo espelho C em direção às lentes localizadas na ocular do telescópio (local onde o observador aproxima o olho) na posição D. Essa lente forma uma imagem real e maior do objeto observado, um pouco à frente de D. Por isso, o observador não deve encostar seus olhos na lente para enxergar essa imagem. Considerando uma situação em que apenas uma lente é colocada na posição D, qual o tipo de espelho utilizado e qual o tipo de lente utilizada nas posições B e D respectivamente? A) Convexo e bifocal. B) Convexo e divergente. C) Côncavo e convergente. D) Côncavo e divergente. E) Plano e convergente. 191 (ENEM) Entre os anos de 1028 e 1038, Alhazen (lbn al-Haytham: 965-1040 d.C.) escreveu sua principal obra, o Livro da Óptica, que, com base em experimentos, explicava o funcionamento da visão e outros aspectos da ótica, por exemplo, o funcionamento da câmara escura. O livro foi traduzido e incorporado aos conhecimentos científicos ocidentais pelos europeus. Na figura, retirada dessa obra, é representada a imagem invertida de edificações em tecido utilizado como anteparo. Se fizermos uma analogia entre a ilustração e o olho humano, o tecido corresponde ao(à) A) íris B) retina C) pupila D) córnea E) cristalino Óptica Geométrica 66 Aulas de Física www.chamaofisico.com.br 192 (ENEM) A retina é um tecido sensível à luz, localizado na parte posterior do olho, onde ocorre o processo de formação de imagem. Nesse tecido, encontram-se vários tipos celulares específicos. Um desses tipos celulares são os cones, os quais convertem os diferentes comprimentos de onda da luz visível em sinais elétricos, que são transmitidos pelo nervo óptico até o cérebro. Disponível em: www.portaldaretina.com.br. Acesso em: 13 jun. 2012 (adaptado). Em relação à visão, a degeneração desse tipo celular irá A) comprometer a capacidade de visão em cores. B) impedir a projeção dos raios luminosos na retina. C) provocar a formação de imagens invertidas na retina. D) causar dificuldade de visualização de objetos próximos. E) acarretar a perda da capacidade de alterar o diâmetro da pupila. 193 (ENEM PPL) O avanço tecnológico da medicina propicia o desenvolvimento de tratamento para diversas doenças, como as relacionadas à visão. As correções que utilizam laser para o tratamento da miopia são consideradas seguras até 12 dioptrias, dependendo da espessura e curvatura da córnea. Para valores de dioptria superiores a esse, o implante de lentes intraoculares é mais indicado. Essas lentes, conhecidas como lentes fácicas (LF), são implantadas junto à córnea, antecedendo o cristalino (C) sem que esse precise ser removido, formando a imagem correta sobre a retina (R). O comportamento de um feixe de luz incidindo no olho que possui um implante de lentes fácicas para correção do problema de visão apresentado é esquematizado por A) B) C) D) E) Gabarito Fundamentos da Óptica Geométrica 01. Letra C 02. Letra A 03. Letra A 04. Letra C 05. Letra C 06. Letra B 07. Letra C 08. Letra C 09. Letra C 10. Letra C 11. Letra E 12. Letra C 13. Letra C 14. Letra B 15. Letra C 16. Letra C 17. Letra D 18. Letra B 19. Letra B 20. Letra D 21. LetraD 22. Letra D 23. Letra D 24. Letra C 25. Letra D 26. Letra E 27. Letra D 28. Letra E Reflexão da Luz e Espelhos Planos 29. Letra A 30. Letra C 31. Letra B 32. Letra B 33. Letra C 34. Letra C 35. Letra D 36. Letra B 37. Letra E 38. Letra B 39. Letra A 40. Letra C 41. Letra C 42. Letra D 43. Letra D 44. Letra C 45. Letra A 46. Letra A 47. Letra B 48. Letra C 49. Letra E 50. Letra A 51. Letra B 52. Letra B 53. Letra A 54. Letra E 55. Letra B 56. Letra E 57. Letra C 58. Letra C 194 (ENEM PPL) Indivíduos míopes têm dificuldade de enxergar objetos distantes. Para correção desse problema com lentes, o oftalmologista deve medir a distância máxima que o indivíduo pode enxergar nitidamente, que corresponde à distância focal da lente. A vergência (V) de uma lente é numericamente igual ao inverso da distância focal (f), dada em metros (V = 1/f). A vergência é medida em dioptria (di), comumente denominada de graus de uma lente. Se a distância máxima a que o indivíduo míope enxerga nitidamente for 50 cm, para corrigir esse problema, o oftalmologista receitará lentes de vergência A) -2,00 di B) -0,02 di C) 0,02 di D) 0,20 di E) 2,00 di www.chamaofisico.com.br 67Chama o Físico Espelhos Esféricos 59. Letra D 60. Letra A 61. Letra B 62. Letra D 63. Letra C 64. Letra B 65. Letra D 66. Letra E 67. Letra B 68. Letra A 69. Letra C 70. Letra A 71. Letra C 72. Letra C 73. Letra D 74. Letra B 75. Letra E 76. Letra C 77. Letra D 78. Letra E 79. Letra C 80. Letra A 81. Letra A 82. Letra C 83. Letra D 84. Letra A 85. Letra C 86. Letra B 87. Letra B 88. Letra C 89. Letra C Refração da Luz 90. Letra A 91. Letra B 92. Letra A 93. Letra A 94. Letra B 95. Letra B 96. Letra A 97. Letra A 98. Letra C 99. Letra A 100. Letra B 101. Letra D 102. Letra B 103. Letra C 104. Letra C 105. Letra B 106. Letra A 107. Letra A 108. Letra D 109. Letra A 110. Letra A 111. Letra B 112. Letra C 113. Letra A 114. Letra E 115. Letra D 116. Letra D 117. Letra D 118. Letra B 119. Letra E 120. Letra C 121. Letra A 122. Letra E 123. Letra A 124. Letra E 125. Letra A 126. Letra A 127. Letra B 128. Letra B 129. Letra A Lentes Esféricas 130. Letra D 131. Letra C 132. Letra B 133. Letra A 134. Letra B 135. Letra B 136. Letra D 137. Letra D 138. Letra B 139. Letra D 140. Letra C 141. Letra C 142. Letra E 143. Letra C 144. Letra C 145. Letra E 146. Letra A 147. Letra A 148. Letra E 149. Letra E 150. Letra D 151. Letra D 152. Letra D 153. Letra C 154. Letra C 155. Letra B 156. Letra C 157. Letra E 158. Letra D 159. Letra B 160. Letra A 161. Letra B 162. Letra C 163. Letra C Instrumentos Ópticos 164. Letra E 165. Letra B 166. Letra A 167. Letra D 168. Letra E 169. Letra C 170. Letra A 171. Letra B 172. Letra B 173. Letra B 174. Letra A 175. Letra B 176. Letra B 177. Letra C 178. Letra C 179. Letra D 180. Letra D 181. Letra E 182. Letra B 183. Letra C 184. Letra D 185. Letra C 186. Letra C 187. Letra D 188. Letra B 189. Letra C 190. Letra C 191. Letra B 192. Letra A 193. Letra B 194. Letra A