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Fichamento processo civil 1. Pedido “o pedido é a conclusão da exposição dos fatos e dos fundamentos jurídicos; estes são premissas do silogismo, que tem no pedido a sua conclusão lógica”.3 pg. 993 O pedido põe em marcha o processo e, por isso, é o ato mais importante do autor, além disso, delimita o objeto litigioso (a lide) e, consequentemente, fixa os limites do ato judicial mais importante, que é a sentença.40 Por meio do pedido, a parte invoca a tutela jurisdicional que deverá ser prestada pela sentença pg. 994 Entendese por certo o pedido expresso, pois não se admite que possa o pedido do autor ficar apenas implícito, salvo apenas nas exceções definidas pela própria lei. Já a determinação se refere aos limites da pretensão. O autor deve ser claro e preciso naquilo que espera obter da prestação jurisdicional. Somente é determinado o pedido se o autor faz conhecer com segurança, o que pede que seja pronunciado pela sentença. Além de certo e determinado, o pedido deve ser concludente, i.e., deve estar de acordo com o fato e o direito expostos pelo autor, que são a causa de pedir.47 A estrutura da petição tem de ser lógica e jurídica, de maneira que da motivação há de decorrer necessariamente a conclusão a que chega o pedido. Quando não há conexidade entre a causa petendi e o petitum, a petição inicial tornase inepta e deve ser liminarmente indeferida (NCPC, art. 330, § 1o, III).48 pg 996 O nexo causal é a ligação imediata entre a conduta antijurídica e o dano alegado. Ainda que haja a inversão do ônus da prova, o mínimo quanto as condições para a propositura da ação devem ser comprovado. No caso em questão, não houve comprovação de dano. Responsabilidade civil do médico depende do nexo causal entre uma conduta antijurídica da Requerida e o dano suportado pela Autora. Tais condições devem obrigatoriamente estar presentes e comprovadas. Passamos a análise da cada uma destas aplicadas ao presente caso. Quanto a conduta antijurídica, a Autora aponta a suposta exteriorização da condição de especialista por parte da Requerida, com o adendo de que não há qualquer antijuridicidade no ato de atender em qualquer área e praticar atos inerentes a especialidade, deixando claro que a conduta que considera ilegítima é a exteriorização de uma especialidade que não possui registro. Conforme apontado no tópico X, não há qualquer conduta antijurídica por parte da Requerida, que jamais se intitulou psiquiatra, tal fato já está comprovado nos autos. Em respeito ao princípio da eventualidade, por ser sua obrigação legal trazer em contestação todos os argumentos de fato e de direito necessários para comprovar a sua atuação, passemos a analisar o segundo ponto, qual seja, o dano. O dano deve ser comprovado e deve ter relação direta com o ato antijurídico (nexo causal). A Autora afirma que o dano adveio do fato de que a Autora não obteve melhora do seu quadro, acarretando no trancamento de sua faculdade e reprovação no semestre. Primeiramente cumpre citar que, de acordo com prontuário disponibilizado nos autos, verificamos que em diversas oportunidades a paciente referiu melhora do seu quadro em alguns aspectos, como no dia X, relatou melhora no sono. Não há qualquer comprovação nos autos quanto a piora do seu quadro e a relação com o tratamento proposto pela Requerida. De outra forma, não há relação alguma entre o ato apontado como antijurídico e o dano alegado, de modo que a suposta condição de atender como se psiquiatra fosse não gerou, por si só, qualquer piora no quadro da paciente, não restando demonstrado o nexo causal entre a conduta e o dano, não havendo que se falar em responsabilização. DA CONDUTA MÉDICA PROPOSTA. DA CULPA EXCLUSIVA DA PACIENTE. DA OBRIGAÇAO DE MEIO. DA INAPLICABILIDADE DO CODIGO DE ETICA MÉDICA AO PROCESSO JUDICIAL.