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m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Prof. Ricardo Leal | Doenças GlomerularesNEFROLOGIA 2 PROF. RICARDO LEAL APRESENTAÇÃO: @estrategiamed /estrategiamed Estratégia MED t.me/estrategiamed @ricardolealsb Olá, Estrategista! Sou o professor Ricardo Leal e trouxe este resumo para você dominar o que mais cai em provas sobre as doenças glomerulares! Ele é de fundamental importância em seus estudos por dois motivos: é o tema mais cobrado dentro da Nefrologia nas provas de Residência Médica e é considerado difícil pela maioria dos candidatos. Já deu pra perceber que dominar esse assunto pode fazer a diferença entre você e seu concorrente, certo? Fique tranquilo, estou aqui pra ajudá-lo! De antemão, peço a você: por mais que os conceitos de introdução que veremos à frente não sejam tão cobrados diretamente em suas provas, são essenciais para o correto entendimento do restante do conteúdo. Então, preste bastante atenção! Estou empolgado! E você? Vamos lá? m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ https://www.instagram.com/estrategiamed/ https://www.facebook.com/estrategiamed1 https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw?sub_confirmation=1 https://t.me/estrategiamed https://www.instagram.com/ricardolealsb/ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS GLOMERULARES 5 1.0 ALTERAÇÃO URINÁRIA ASSINTOMÁTICA 8 1.1 DOENÇA DA MEMBRANA FINA 8 1.2 SÍNDROME DE ALPORT 9 2.0 SÍNDROME NEFRÍTICA 11 2.1 GLOMERULONEFRITE PÓS-ESTREPTOCÓCICA 11 2.1.1 INTRODUÇÃO E PATOGÊNESE 11 2.1.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICO-LABORATORIAIS E DIAGNÓSTICO 12 2.1.3 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL E TRATAMENTO 12 2.2 NEFROPATIA POR IGA 13 2.2.1 INTRODUÇÃO E PATOGÊNESE 13 2.2.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO 13 2.2.3 TRATAMENTO E PROGNÓSTICO 14 2.3 NEFRITE LÚPICA 15 2.3.1 INTRODUÇÃO 15 2.3.2 CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA 15 2.3.3 TRATAMENTO 17 2.4 VASCULITES ANCA-ASSOCIADAS 17 2.5 CRIOGLOBULINEMIA 18 3.0 SÍNDROME NEFRÓTICA 21 3.1 MORBIDADES RELACIONADAS À SÍNDROME NEFRÓTICA 21 3.1.1 DISLIPIDEMIA 21 3.1.2 INFECÇÕES 22 3.1.3 FENÔMENOS TROMBOEMBÓLICOS 22 3.1.4 PROTEINÚRIA 23 3.2 DOENÇA DE LESÕES MÍNIMAS 23 3.2.1 INTRODUÇÃO 23 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 4 3.2.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO 24 3.2.3 TRATAMENTO E RECIDIVAS 25 3.3 GLOMERULOESCLEROSE SEGMENTAR E FOCAL 26 3.3.1 INTRODUÇÃO 26 3.3.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 26 3.3.3 CAUSAS SECUNDÁRIAS 27 3.3.4 TRATAMENTO 27 3.3.5 NEFROPATIA DO HIV 27 3.4 GLOMERULOPATIA MEMBRANOSA 28 3.5 AMILOIDOSE 29 4.0 GLOMERULONEFRITE RAPIDAMENTE PROGRESSIVA 30 4.1 PAPEL DA IMUNOFLUORESCÊNCIA 31 4.2 DOENÇA DE GOODPASTURE 32 5.0 LISTA DE QUESTÕES 33 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 34 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 35 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 5 INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS GLOMERULARES O glomérulo é um tufo especializado de capilares cuja função principal é a filtração do conteúdo sanguíneo, que passa para o espaço urinário. Nos túbulos renais, o filtrado é processado, resultando na urina como produto final. Esses capilares ficam unidos por uma cola, denominada mesângio, produzida pelas células mesangiais. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 6 Compondo a estrutura glomerular, a barreira de filtração glomerular (figura) é a grande peneira que define o que passa do sangue para o espaço urinário, sendo composta por 3 estruturas principais: as fenestras do endotélio, a membrana basal glomerular e os pedicelos (ou pés dos podócitos, que são projeções lançadas pelos podócitos, células que também compõem a arquitetura do glomérulo). As doenças glomerulares levarão ao aparecimento de duas alterações na urina que normalmente não existem: a hematúria e a proteinúria. Há dois tipos de barreira: de tamanho, ou seja, apenas moléculas menores do que os poros passam para o espaço urinário; A hematúria é definida pela presença de mais de 5 a 10 hemácias por campo no exame simples de urina. Pode ser oriunda de todo o sistema urinário, desde o glomérulo até a saída da uretra. Para a hematúria ser considerada sinal de doença glomerular, deve ser acompanhada de cilindros hemáticos ou dismorfismo eritrocitário (figura). A proteinúria é definida pela presença de > 150mg de proteínas em uma amostra de 24h de urina. Pode ter várias origens (glomerular, tubular ou urológica). Proteinúria acima de 3,5 g/dia no adulto, ou acima de 50 mg/kg/dia na criança ou, ainda, com mais de 3+ na fita do exame de urina, é chamada de nefrótica e é sinônimo de lesão glomerular. Abaixo desses valores, é chamada de subnefrótica e, em especial, quando acompanhada de hematúria, tem alta predição para origem glomerular. de carga, funciona de modo que moléculas de carga negativa (como a albumina) são repelidas, uma vez que a membrana basal glomerular é composta de proteoglicanos de carga negativa. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 7 Hematúria glomerular = hematúria com dismorfismo eritrocitário e/ou cilindros hemáticos. Proteinúria glomerular = proteinúria > 1 g acompanhada de hematúria ou proteinúria nefrótica. De acordo com as manifestações clínico-laboratoriais, os principais autores dividem as doenças glomerulares em 5 grandes síndromes. São elas: Alteração urinária assintomática Síndrome nefrítica Síndrome nefrótica Glomerulonefrite rapidamente progressiva Glomerulonefrite crônica A única síndrome que não abordaremos no material é a glomerulonefrite crônica, que é consequência da evolução de qualquer glomerulopatia para doença renal crônica. Agora, convido você a conhecer um pouco mais sobre cada síndrome glomerular e suas etiologias. Venha comigo! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 8 CAPÍTULO 1.0 ALTERAÇÃO URINÁRIA ASSINTOMÁTICA Chamamos de alteração urinária assintomática (AUA) a síndrome glomerular definida pela presença de hematúria glomerular microscópica e/ou proteinúria, na ausência de hipertensão, edema ou piora da função renal. Proteinúria subnefrótica Hematúria glomerular Ausência de hipertensão, edema ou piora de função renal Várias doenças glomerulares podem se manifestar dessa forma e progredir para outras síndromes glomerulares. Mas, neste momento, preciso que você grave duas condições que caem em sua prova de Residência Médica: a doença da membrana fina (DMF) e a síndrome de Alport. 1.1 DOENÇA DA MEMBRANA FINA É a principal causa hereditária de hematúria glomerular. Resulta de uma mutação genética que ocorre por herança mendeliana autossômica e leva ao afilamento da membrana basal glomerular, levando à hematúria isolada. Os pacientes não evoluem para doença renal crônica. É, portanto, uma glomerulopatia de excelente prognóstico. O diagnóstico só pode ser confirmado com biópsia renal e análise pormicroscopia eletrônica. Nenhum tratamento específico é necessário. A doença da membrana fina deve ser cogitada como diagnóstico diferencial quando é encontrada hematúria glomerular isolada em um exame de urina, o que ocorre normalmente em crianças saudáveis com história familiar positiva para hematúria. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 9 1.2 SÍNDROME DE ALPORT É a principal glomerulopatia hereditária cobrada nas provas de Residência! É também uma glomerulopatia hereditária, consequência de uma mutação nos genes que codificam o colágeno da membrana basal glomerular (MBG). A principal herança da síndrome de Alport, contudo, é ligada ao X, o que explica a maior incidência no sexo masculino. Como manifestações renais, temos ainda, na infância, hematúria glomerular associada a proteinúria subnefrótica. Ao contrário da DMF, Alport evolui para proteinúria importante, perda de função renal e a maioria dos indivíduos acometidos precisa de diálise ou transplante renal por volta dos 40 anos. É uma glomerulopatia de mau prognóstico. As manifestações extrarrenais são fundamentais para você suspeitar da doença. Preciso que grave duas delas: déficit auditivo (surdez neurossensorial adquirida) e déficit visual (alterações na catarata e no cristalino, congênitas). Figura: manifestações clínicas da síndrome de Alport. Não há tratamento específico para a síndrome de Alport. Você suspeitará de Alport em sua prova quando se deparar com uma criança exibindo hematúria glomerular, com ou sem proteinúria, associada a déficit visual e auditivo, ainda mais se houver história familiar positiva! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 10 Veja esta tabela que preparamos com as principais características das duas doenças: Membrana Fina Síndrome de Alport Herança genética Mutação de um alelo. Ligada ao X. Alterações clínicas associadas - Surdez neurossensorial adquirida; Manchas (“flecks”) na retina; e Lenticone anterior (cristalino). História familiar Homens ou mulheres da família com hematúria. Homens da família com hematúria. Evolução para DRC Não. Sim. Alterações na microscopia eletrônica Afilamento difuso da membrana basal glomerular. Espessamento da membrana basal e fragmentação da lâmina densa (lamelação). Está firme até aqui? Que bom! Peço a você uma dose extra de concentração agora, pois entraremos em um dos assuntos mais cobrados de glomerulopatias nas provas de Residência: a síndrome nefrítica! Vamos juntos! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 11 CAPÍTULO 2.0 SÍNDROME NEFRÍTICA A síndrome nefrítica é o resultado de doenças que causam inflamação no glomérulo e manifesta-se clínico-laboratorialmente como: Edema Hipertensão arterial Hematúria glomerular Além dos critérios que a definem, podem estar presentes: leucocitúria (reflete a inflamação glomerular), proteinúria subnefrótica, piora da creatinina e redução do débito urinário. Vamos às etiologias! 2.1 GLOMERULONEFRITE PÓS-ESTREPTOCÓCICA A glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE) é um dos assuntos mais cobrados nas provas de Residência Médica sobre o tema de glomerulopatias! 2.1.1 INTRODUÇÃO E PATOGÊNESE A GNPE é a causa mais comum de síndrome nefrítica na infância. Tem predomínio nos países subdesenvolvidos, onde as infecções estreptocócicas são mais comuns. É uma consequência imunológica de uma infecção bacteriana (faringoamigdalite ou infecção cutânea), causada por cepas ditas nefritogênicas do estreptococo beta-hemolítico do grupo A de Lancefield. Semanas após a infecção, o sistema imunológico confunde antígenos do estreptococo com antígenos do próprio glomérulo, levando a um intenso processo inflamatório que culmina na síndrome nefrítica. Há, nesse processo, ativação sistêmica da via alternativa do complemento. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 12 2.1.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICO-LABORATORIAIS E DIAGNÓSTICO A suspeita de GNPE deve ser feita quando estivermos diante de uma síndrome nefrítica em uma criança com história recente de infecção bacteriana de pele ou vias aéreas superiores. O quadro clínico desenvolve-se entre 1 e 3 semanas (tipicamente 2) após faringoamigdalite e 3 e 6 semanas (tipicamente 3) após infecções de pele. O diagnóstico pode ser feito sem a realização de biópsia renal, fundamentado em um tripé: quadro clínico-laboratorial compatível, timing correto da infecção estreptocócica e comprovação do contato recente com o patógeno. Essa comprovação se dá pela dosagem de anticorpos contra antígenos estreptocócicos, sendo os principais: antiestreptolisina O (ASLO), anti-DNAse B e anti-hialuronidase. Todos apresentam níveis séricos aumentados após quadros de faringoamigdalite e, desses 3, apenas o ASLO não se eleva após quadros cutâneos. Existe um dado laboratorial fundamental na GNPE, que aumenta a suspeição diagnóstica e também serve como marcador de prognóstico: há redução dos níveis séricos da fração C3 do complemento! A apresentação clássica da GNPE é uma criança com síndrome nefrítica, história de infecção estreptocócica nas últimas semanas, consumo de C3 e com algum anticorpo antiestreptocócico positivo. Apresentações clínicas graves são raras e decorrem principalmente da hipervolemia levando a emergências hipertensivas: edema agudo de pulmão e encefalopatia hipertensiva. Quanto à função renal, apresentações mais graves (embora também incomuns) incluem lesão renal aguda com necessidade de diálise. 2.1.3 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL E TRATAMENTO A GNPE é uma glomerulopatia de curso clínico previsível. Quando o comportamento da doença muda ou algum dado laboratorial não condiz com a evolução esperada, a biópsia renal deve ser realizada para avaliar alguma outra glomerulopatia como diagnóstico diferencial. Abaixo, segue uma tabela com as principais indicações de biópsia renal em casos suspeitos de GNPE, muito cobrada em suas provas de Residência! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 13 Indicações para considerar uma biópsia em um caso suspeito de GNPE Anúria ou alteração grave da função renal nas primeiras 48h a 72h Consumo de C3 por mais de 8 semanas Ausência de melhora da função renal por 2 semanas Persistência de hipertensão arterial por mais de 2 a 4 semanas Presença de sinais de doença sistêmica que sugiram outra etiologia (por exemplo: anemia hemolítica, artralgia, leucopenia e rash malar, sugestivos de lúpus). Não existe tratamento específico para a GNPE. A meta é trazer o paciente de um estado hipervolêmico para euvolêmico. Para isso, restrição hídrica, de sal e uso de diuréticos de alça (furosemida) são essenciais. Em casos mais graves (emergências hipertensivas), anti- hipertensivos são necessários. Caso haja suspeita de infecção bacteriana vigente por ocasião do desenvolvimento da nefrite, o que é incomum, a penicilina benzatina (eritromicina aos alérgicos) deve ser prescrita. Alguns serviços fazem isso de rotina, mesmo sem evidência de infecção, para reduzir a circulação de alguma cepa nefritogênica do estreptococo. Convém ressaltar, contudo, que o tratamento do quadro bacterianonão influencia no desenvolvimento ou na gravidade da GNPE. Por fim, a GNPE é considerada uma doença de excelente prognóstico, com baixíssimas mortalidade e evolução para doença renal crônica. 2.2 NEFROPATIA POR IGA A nefropatia por IgA (NIgA) também despenca em sua prova de Residência. Fique atento aos tópicos a seguir! 2.2.1 INTRODUÇÃO E PATOGÊNESE A NIgA é a glomerulopatia primária mais comum no mundo. Predomina no sexo masculino e atinge, principalmente, a faixa etária entre os 10 e 40 anos. Indivíduos geneticamente predispostos, quando expostos a determinados estímulos ambientais (o consumo de glúten hoje em dia é estudado como gatilho), produzem uma IgA anômala que se deposita no glomérulo, levando ao surgimento da glomerulopatia. 2.2.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO Apesar de poder manifestar-se como qualquer uma das cinco síndromes glomerulares, a NIgA tem duas formas de apresentação que predominam: - Hematúria glomerular macroscópica recorrente, que ocorre principalmente durante ou poucos dias após infecções virais da via aérea superior ou após realização de exercícios físicos; e - Hematúria glomerular microscópica persistente, isolada ou em conjunto com proteinúria subnefrótica. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 14 Nas formas mais frequentes de apresentação, a NIgA não vem acompanhada de hipertensão, edema ou alteração da função renal. A NIgA não cursa com consumo de complemento! Figura: IF mostrando depósito de IgA. Fonte: acervo pessoal. Apesar da alta suspeita clínica nas situações relatadas há pouco, o diagnóstico definitivo da doença é feito pela biópsia renal. O achado que sela a condição é a imunofluorescência: presença de depósitos em mesângio de IgA (dominantes ou codominantes). 2.2.3 TRATAMENTO E PROGNÓSTICO O tratamento depende da forma de apresentação. Quando o quadro clínico tem apenas hematúria, não é necessária imunossupressão, apenas acompanhamento regular com nefrologista. A NIgA tem pior prognóstico renal que a GNPE, principalmente quando acompanhada de hipertensão, proteinúria e alteração da função renal no momento do diagnóstico, situações em que a imunossupressão com um curso de corticoide é necessária. Saber diferenciar NIgA de GNPE é tema quente em sua prova! Preste atenção na tabela a seguir antes de continuar sua leitura! GNPE Nefropatia por IgA Latência das infecções Semanas (tipicamente 2 ou 3) antes Dias (2 ou 3) antes ou concomitante Natureza das infecções Bacteriana Viral Consumo de complemento Sim (C3 e CH50) Não Faixa etária típica Crianças Adultos jovens Evolução para doença renal crônica Rara Até 25% dos pacientes Apresentação clínica mais comum Edema, hipertensão e hematúria Hematúria macroscópica isolada Hematúria microscópica persistente De modo menos frequente, a NIgA pode manifestar-se como síndrome nefrítica, síndrome nefrótica ou glomerulonefrite rapidamente progressiva. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 15 2.3 NEFRITE LÚPICA 2.3.1 INTRODUÇÃO O acometimento renal no lúpus eritematoso sistêmico está presente em até 60% dos pacientes durante a evolução da doença e tem o compartimento glomerular como o mais afetado. Pode englobar todas as síndromes glomerulares e apresentar graus diferentes de gravidade e prognóstico. Pense em nefrite lúpica quando se deparar com uma nefrite em uma mulher em idade fértil apresentando sinais e sintomas de lúpus (figura). 2.3.2 CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA Caro aluno, peço agora um pouco de calma. Em breve, você encontrará uma tabela que, a princípio, poderá assustá-lo. Não é essa a intenção. A classificação histológica da nefrite lúpica é muito cobrada em provas de Residência. Analisar essa tabela e entendê-la certamente pode ser um diferencial em sua preparação. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 16 A forma mais frequente de acometimento glomerular é a glomerulonefrite proliferativa difusa, também denominada de nefrite lúpica classe IV, e caracteriza-se, clinicamente, por uma síndrome nefrítica, sendo frequente a presença de disfunção renal. Outra apresentação comum nas provas de Residência é uma síndrome nefrótica pura, cuja correlação é a nefrite lúpica classe V (membranosa). Classe (ISN / RPS 2003) Definição histológica Alterações urinárias Alterações clínico/ laboratoriais I – Mesangial mínima Glomérulos normais, mas com depósitos de imunoglobulinas Nada significativo Sem alterações relevantes II – Proliferativa mesangial Proliferação mesangial Hematúria dismórfica Proteinúria subnefrótica (quando presente) Sem alterações relevantes III – Proliferativa focal Proliferação endocapilar em menos de 50% dos glomérulos Hematúria dismórfica Proteinúria subnefrótica Consumo de complemento/ Anti – DNA positivo Piora de função renal (menos comum que a classe IV) IV – Proliferativa difusa Proliferação endocapilar em mais de 50% dos glomérulos Pode haver crescentes Hematúria dismórfica Proteinúria subnefrótica Consumo de complemento/ Anti-DNA positivo Piora de função renal V - Membranosa Espessamento da membrana basal com depósitos subepiteliais de imunoglobulinas Proteinúria nefrótica Edema Hipoalbuminemia Dislipidemia VI - Esclerosante Esclerose glomerular em > 90% da amostra Hematúria residual Proteinúria subnefrótica Doença renal em estágio terminal Tabela: classificação da nefrite lúpica (ISN/RPS 2003) e correlações clínico-laboratoriais. Tentarei deixar a tabela mais palpável para você! As classes I e II têm pouca alteração nos glomérulos e manifestam-se como alterações urinárias assintomáticas (hematúria ou proteinúria subnefrótica, sem piora da função renal ou hipertensão). As classes III e IV, conhecidas como proliferativas (focal e difusa), apresentam-se, frequentemente, com hematúria glomerular, proteinúria, hipertensão e piora da função renal, ocorrendo quadros de síndrome nefrítica ou até mesmo glomerulonefrite rapidamente progressiva! Altos títulos de anti-DNA e complemento consumido fazem parte do perfil laboratorial nesses casos. A classe V manifesta-se como síndrome nefrótica pura, e a classe VI como doença renal crônica, sem sinais de atividade. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 17 A biópsia renal de um paciente lúpico em atividade apresenta um achado característico: imunofluorescência com depósito “full house” no glomérulo, ou seja, todas as imunoglobulinas e frações do complemento testadas (IgA, IgM, IgG, C3 e C1q)! 2.3.3 TRATAMENTO O tratamento das classes proliferativas é dividido em 2 etapas: indução e manutenção. A manutenção é feita com azatioprina ou micofenolato. Quanto ao tratamento de indução, bem mais cobrado em provas, fizemos um esquema para facilitar seu aprendizado: 2.4 VASCULITES ANCA-ASSOCIADAS As vasculites ANCA-associadas são vasculites de pequenos vasos cuja patogênese envolve a presença do anticorpo anticitoplasma de neutrófilos (ANCA). Esse anticorpo se desenvolve contra proteínas expressas nos neutrófilos e estimula uma intensa reação inflamatória e destrutiva nos vasos afetados. Pode apresentar-se de 2 maneiras: perinuclear (p-ANCA, cujo antígeno correspondente é a proteína mieloperoxidase) e citoplasmático (c-ANCA; cuja representação antigênica é feita pela proteinase-3).A apresentação clínica no rim é de glomerulonefrite. As manifestações extrarrenais são importantes e direcionam para 3 principais vasculites ANCA-associadas. Confira a tabela a seguir: m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 18 Vasculites ANCA-associadas - Granulomatose com poliangeíte (Wegener) Granulomatose eosinofílica com poliangeíte (Churg – Strauss) Poliangeíte microscópica ANCA c – ANCA. p – ANCA. p – ANCA. Antígeno Proteinase-3 (PR3). Mieloperoxidase (MPO). Mieloperoxidase (MPO). Apresentação clínica Sinusite destrutiva; Nódulos pulmonares cavitados; Glomerulonefrite; e Síndrome pulmão-rim. Asma; Infiltrado pulmonar migratório; Dermatite atópica; e Glomerulonefrite. Sintomas constitucionais; Síndrome pulmão-rim; e Glomerulonefrite. Um dado laboratorial comum às vasculites ANCA-associadas é que elas não consomem complemento! A biópsia renal tem um aspecto marcante que sugere fortemente a presença de uma vasculite ANCA-relacionada: imunofluorescência negativa, o que faz essas vasculites serem denominadas de pauci-imunes! 2.5 CRIOGLOBULINEMIA A crioglobulinemia é uma vasculite sistêmica de pequenos vasos causada pela deposição de crioglobulinas (imunoglobulinas que se precipitam em temperaturas frias) nos tecidos. A produção de crioglobulinas está relacionada a algumas causas secundárias, dentre elas a mais cobrada em suas provas: infecção pelo vírus da hepatite C! No rim, manifesta-se principalmente como síndrome nefrítica (de modo menos comum, pode apresentar-se como glomerulonefrite rapidamente progressiva) e é acompanhada de achados de vasculites sistêmicas, como febre, perda ponderal, artralgia e púrpura palpável. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 19 Um dado laboratorial importante: a crioglobulinemia manifesta-se com consumo das frações C3 e C4 do complemento! Em sua principal forma de apresentação, associada ao HCV, não há tratamento específico, sendo a erradicação da hepatite viral recomendada na tentativa de melhora do quadro clínico. Antes de irmos para síndrome nefrótica, faremos um resumo com as principais glomerulopatias que podem se manifestar como síndrome nefrítica e são cobradas em sua prova. Pare um segundo, respire, beba uma água e leia com atenção a tabela abaixo!m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 20 Glomerulopatia Características mais relevantes Consumo de complemento Glomerulonefrite pós-estreptocócica Ocorre após infecção estreptocócica; ASLO e/ou Anti-DNAse B positivos; e Síndrome nefrítica com boa evolução. C3 Nefropatia por IgA Hematúria macroscópica após infecções de vias aéreas superiores ou hematúria microscópica persistente como um achado laboratorial; e Imunofluorescência com predomínio de IgA. Não há consumo Nefrite lúpica Mulher jovem, artralgia, rash malar, anemia hemolítica, FAN e anti-DNA positivos; e Imunofluorescência “full house”. C3 e C4 Glomerulonefrite membranoproliferativa Presença de causa secundária, como doenças infecciosas, neoplasias sólidas ou hematológicas e doenças autoimunes. C3 e C4 Vasculites ANCA-associadas Idade mais avançada, acometimento de via aérea superior ou pulmonar, positividade do ANCA; e Imunofluorescência negativa. Não há consumo Crioglobulinemia Associação com HCV, sinais de vasculites de pequenos vasos. C3 e C4 Tabela 4: apanhado geral de glomerulopatias que causam síndrome nefrítica. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 21 CAPÍTULO 3.0 SÍNDROME NEFRÓTICA A síndrome nefrótica é definida pela presença da tríade: Proteinúria nefrótica Hipoalbuminemia Edema Apesar de não estarem na definição, a dislipidemia e a lipidúria são bastante frequentes em pacientes com síndrome nefrótica e podem auxiliar na suspeita diagnóstica. Memorize estes valores! Proteinúria nefrótica: > 3,5g/dia em adultos ou > 50mg/kg/dia em crianças. Hipoalbuminemia: < 3,5g/dL em adultos ou < 3,0 (ou 2,5g/dL) em crianças. As questões de prova sobre o tema abordam a definição da síndrome, as morbidades associadas e suas principais etiologias. Vamos em frente! 3.1 MORBIDADES RELACIONADAS À SÍNDROME NEFRÓTICA 3.1.1 DISLIPIDEMIA Pacientes nefróticos frequentemente são dislipidêmicos e têm 5 vezes mais risco de doenças cardiovasculares que a população geral. Algumas alterações fisiopatológicas predispõem à dislipidemia, são elas: Redução da atividade da lipase lipoproteica Aumento da excreção urinária de HDL Aumento da síntese de lipoproteínas m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 22 A dislipidemia é de padrão misto, ou seja, aumento de LDL, redução de HDL e aumento de triglicerídeos. Um achado característico na urina desses pacientes é a presença de cilindros graxos ou gordurosos (lipidúria). 3.1.2 INFECÇÕES A síndrome nefrótica causa perda urinária de imunoglobulinas (principalmente IgG), fatores de opsonização de patógenos, zinco e transferrina, todos importantes no combate às infecções, principalmente por germes encapsulados. De maneira geral, os pacientes nefróticos são mais propensos a infecções por esses germes. Contudo, há uma infecção muito comum e potencialmente grave na criança nefrótica que você deve saber para sua prova: a peritonite bacteriana espontânea (PBE), uma infecção primária do líquido ascítico. A PBE tem uma peculiaridade crucial aqui: é causada principalmente pelo Streptococcus pneumoniae, o pneumococo, seguida por germes gram-negativos. A suspeita clínica é feita na presença de dor abdominal, febre e irritação peritoneal em crianças nefróticas com ascite. O tratamento preconizado é com ceftriraxona, uma cefalosporina de terceira geração. 3.1.3 FENÔMENOS TROMBOEMBÓLICOS Eventos trombóticos venosos e arteriais são mais frequentes em pacientes nefróticos que na população geral e sua frequência tem aumento inversamente proporcional ao valor da albumina sérica. As principais justificativas são: • Aumento da síntese hepática de fibrinogênio e fator V (pró-coagulantes) • Perda urinária de antitrombina III (anticoagulante) • Aumento da agregação plaquetária • Redução dos níveis séricos das proteínas C e S (anticoagulantes) A trombose de veia renal é bastante cobrada nas provas de Residência! Acontece em pacientes nefróticos, principalmente nos portadores de glomerulopatia membranosa. Na forma mais clássica de apresentação ocorrem: dor no flanco, hematúria e piora da função renal. O tratamento é feito com anticoagulação. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 23 3.1.4 PROTEINÚRIA A proteinúria não é apenas critério diagnóstico na síndrome nefrótica. Em geral, quanto maior seu nível, pior o prognóstico da doença glomerular a longo prazo. Para reduzir a proteinúria é necessário tratar a doença de base e lançar mão de medidas nefroprotetoras, sendo a principal delas o bloqueio farmacológico do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). A angiotensina é um vasoconstritor que temsua ação principalmente a nível de arteríola eferente. Quando bloqueada farmacologicamente por inibidores da enzima de conversão de angiotensina (iECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), ocorre vasodilatação da arteríola eferente, causando uma queda transitória na pressão de filtração glomerular e, consequentemente, na quantidade de proteínas que passa para o lúmen tubular. A prescrição de iECA ou BRA para pacientes portadores de síndrome nefrótica, tendo em vista reduzir a proteinúria, é a principal medida farmacológica de nefroproteção! Agora vamos juntos às principais doenças que causam síndrome nefrótica cobradas em sua prova de Residência Médica! Recomendo que pare um pouco, pegue um café e preste bastante atenção, pois a diferença entre você e seu concorrente pode estar nos próximos tópicos! 3.2 DOENÇA DE LESÕES MÍNIMAS 3.2.1 INTRODUÇÃO É a glomerulopatia que causa a síndrome nefrótica mais cobrada nas provas de Residência! A doença de lesões mínimas (DLM) é a principal causa de síndrome nefrótica primária na infância (correspondendo a até 85% dos casos), com pico de incidência entre os 2 e 3 anos. Nos adultos, é a terceira causa de síndrome nefrótica primária, atrás da GESF e da glomerulopatia membranosa. É uma doença do grupo das podocitopatias, isso é, sua grande característica é a marcada lesão podocitária, que reflete no surgimento de proteinúria em níveis nefróticos. Sua denominação vem do fato de que, na microscopia óptica, os glomérulos apresentam-se inalterados ou com mínimas alterações. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 24 3.2.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO A DLM manifesta-se como uma síndrome nefrótica pura. O edema é tipicamente de início insidioso (dias a semanas), ascendente e vem acompanhado de derrames cavitários, como ascite ou derrame pleural. A pressão arterial e a função renal são, via de regra, normais. Sinais de gravidade incluem hipotensão, edema escrotal e restrição ventilatória por quadros de ascite volumosa. Na infância, por ser uma causa prevalente de síndrome nefrótica, o diagnóstico é feito sem a necessidade da biópsia renal. Apenas em casos suspeitos de uma síndrome nefrítica associada, presença de alguma doença sistêmica ou fora da faixa etária habitual a biópsia renal deve ser solicitada, pois outra glomerulopatia de pior prognóstico pode ser a causa da síndrome em questão. As indicações de biópsia renal na síndrome nefrótica da infância caem muito em sua prova. Não deixe de conferir a tabela a seguir com as principais! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 25 Critérios para indicar biópsia renal em uma síndrome nefrótica na infância Idade < 1 ano e > 10 anos Presença de hematúria macroscópica ou persistente Consumo das frações do complemento Piora importante da função renal Hipertensão não relacionada ao uso do corticoide Ausência de resposta à corticoterapia Sinais de doença sistêmica (como artralgia, rash malar, fotossensibilidade – manifestações do lúpus, por exemplo) Tabela: indicações de biópsia renal na síndrome nefrótica da infância. Apesar da biópsia renal não ser necessária para o diagnóstico presuntivo na infância, ela é no adulto. O conhecimento das características histológicas faz-se necessário, pois questões de prova cobram o tema. Vamos aprender? A DLM cursa com glomérulos normais ou minimamente alterados na microscopia óptica e fusão ou apagamento dos processos podocitários na microscopia eletrônica. 3.2.3 TRATAMENTO E RECIDIVAS A DLM é reconhecidamente uma glomerulopatia de bom prognóstico renal, principalmente pela excelente resposta ao uso de corticoides sistêmicos (até 90% das crianças e 80% dos adultos atingem algum grau de remissão). A droga de escolha é a prednisona ou prednisolona, por via oral, em monoterapia. Além de altamente prevalente na infância e ter excelente resposta ao tratamento específico, existe outra característica importantíssima da DLM: episódios de recidiva. Podem acontecer, principalmente, por 2 gatilhos: infecções virais de vias aéreas superiores e vacinação. O tratamento das recidivas é feito de modo semelhante ao da manifestação inicial. Não esqueça: criança com síndrome nefrótica tem DLM até que se prove o contrário!m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 26 3.3 GLOMERULOESCLEROSE SEGMENTAR E FOCAL 3.3.1 INTRODUÇÃO A glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) é um padrão histológico de lesão glomerular que pode ser causado por diversas condições. Quando não há causa identificada, é denominada de GESF primária. A GESF primária é a principal causa de síndrome nefrótica em adultos jovens, com predominância em indivíduos de raça negra. A principal causa mundial de doença renal em estágio terminal, o diabetes mellitus, também se manifesta no rim como GESF. Por tratar-se de um padrão histológico, a biópsia renal é fundamental para o diagnóstico. Na microscopia óptica, temos áreas de esclerose (resultado da lesão nos podócitos) em parte do glomérulo (segmentar) e em menos de 50% dos glomérulos analisados (focal). Na análise de microscopia eletrônica, semelhante à DLM, encontramos fusão/apagamento dos processos podocitários. 3.3.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS A apresentação clínica clássica é de uma síndrome nefrótica, habitualmente com semanas de evolução, que vem acompanhada de hipertensão arterial em metade dos casos e pode ter piora de função renal ao diagnóstico. A hematúria glomerular é um achado comum na GESF e ocorre em 30% a 50% dos pacientes. Em pacientes negros, a apresentação costuma ser mais agressiva, com mais hipertensão, proteinúria mais elevada e pior função renal. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 27 3.3.3 CAUSAS SECUNDÁRIAS As principais causas secundárias de GESF são infecções, causas genéticas, drogas e situações mal adaptativas, ou seja, em que os néfrons trabalham em uma capacidade superior ao habitual, o que em longo prazo gera a lesão podocitária e a esclerose. Fizemos uma tabela importantíssima que você não pode deixar de conferir! Causas secundárias de GESF Genéticas Infecções virais Situações mal adaptativas Drogas Mutações nos genes da nefrina, podocina, alfa- actinina-4 HIV Parvovírus B19 Citomegalovírus Redução da massa renal: rim único, prematuridade, displasia renal e nefropatia de refluxo Aumento da sobrecarga renal: obesidade, hipertensão, diabetes, ateroembolismo, aumento de massa magra e anemia falciforme Heroína Pamidronato Lítio Anabolizantes 3.3.4 TRATAMENTO A GESF é considerada uma glomerulopatia de mal prognóstico, com menor taxa de resposta terapêutica que a DLM. As formas primárias são tratadas inicialmente com corticoides (prednisona oral). Quanto às causas secundárias, não há tratamento específico, sendo o controle da causa base a conduta preconizada. 3.3.5 NEFROPATIA DO HIV A infecção pelo HIV correlaciona-se com lesão renal por diversas causas e mecanismos diferentes, desde efeito direto do vírus, passando pelas doenças oportunistas até efeitos colaterais do tratamento. Contudo, quanto a expressão “nefropatia do HIV” surgir em seu enunciado, o autor estará abordando o acometimento glomerular causado pelo vírus. Histologicamente, a nefropatia do HIV é um subtipo de GESF, considerada a de piorprognóstico: a GESF colapsante. É resultado da lesão direta do podócito pelo vírus, portanto mais prevalente em pacientes com maior carga viral, menor contagem de CD4 e sem uso de TARV. Acomete predominantemente negros, manifestando- se como uma síndrome nefrótica mais grave, com alteração da função renal. Não há tratamento específico, sendo o início da TARV a medida preconizada pra o melhor controle da doença. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 28 Pense em nefropatia do HIV quando se deparar com um paciente HIV positivo, adulto jovem, negro, com síndrome nefrótica e piora da função renal, ou quando o enunciado lhe fornecer uma biópsia renal cujo diagnóstico histológico é de GESF colapsante! 3.4 GLOMERULOPATIA MEMBRANOSA A glomerulopatia membranosa (GM) é a principal causa de síndrome nefrótica em caucasianos a partir da quinta década de vida. Sua forma primária é uma doença autoimune causada pela produção de anticorpos contra o receptor da fosfolipase A2 (anti-PLA2r), um antígeno podocitário. A consequência é um espessamento da membrana basal glomerular que, clinicamente, manifesta-se como uma síndrome nefrótica. A GM também pode ocorrer de forma secundária (e é assim que ela predomina em suas provas!), principalmente às doenças autoimunes, drogas, infecções e neoplasias sólidas. Fizemos uma tabela que você não deve deixar de memorizar antes de passar para o próximo tópico! Glomerulopatia membranosa: causas secundárias Neoplasias Infecções Drogas Autoimunes Câncer de próstata Carcinoma broncogênico Câncer de mama Leucemia linfocítica crônica Sífilis Hepatite B Sais de ouro Penicilamina Anti-inflamatórios não hormonais Lúpus eritematoso sistêmico - nefrite lúpica classe V O tratamento baseia-se em imunossupressão (corticoides, ciclofosfamida oral, rituximab, inibidores de calcineurina) nas formas primárias. Nas secundárias, o foco deve ser tratar a causa base. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 29 3.5 AMILOIDOSE Amiloidose é um termo utilizado para descrever uma série de doenças sistêmicas, nas quais há deposição tecidual de fibrilas amorfas. A amiloidose “AL” ou amiloidose primária é o principal subtipo de amiloidose e frequentemente está relacionada a gamopatias monoclonais, como o mieloma múltiplo. No rim, a forma mais comum de apresentação é como síndrome nefrótica, com uma característica importante na ultrassonografia: rins de tamanho aumentado. Como trata-se de uma doença sistêmica, a pista para pensar-se em amiloidose está nas outras manifestações clínicas: miocardiopatia, disautonomia e equimose periorbitária são as principais! O diagnóstico é dado pela biópsia renal, que revela depósitos glomerulares de substância amorfa que são corados pelo vermelho- congo e exibem uma birrefringência em tom de maçã-verde! Sempre que uma questão trouxer um paciente idoso com síndrome nefrótica e outros sinais de doença sistêmica, como disautonomia, insuficiência cardíaca ou equimose periorbitária, a amiloidose deve fazer parte da suspeita clínica! Amostra de tecido corada pelo vermelho-congo = amiloidose! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 30 CAPÍTULO 4.0 GLOMERULONEFRITE RAPIDAMENTE PROGRESSIVA A GNRP é uma síndrome glomerular definida pela presença de: Hematúria glomerular Piora rápida da função renal Histologicamente, é representada pela presença de crescentes em mais de 50% dos glomérulos analisados na amostra, o que justifica sua outra denominação: glomerulonefrite crescêntica. Vamos relembrar esse conceito? No contexto de uma grave lesão glomerular, pode haver rotura dos capilares para dentro do espaço urinário. Isso gera uma intensa reação inflamatória, com recrutamento de células para “tapar o buraco” que foi aberto. Essas células se depositam em um formato de lua crescente comprimindo o tufo glomerular, batizando a alteração histológica (veja o destaque na figura a seguir). ´ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 31 4.1 PAPEL DA IMUNOFLUORESCÊNCIA O diagnóstico de certeza da GNRP só pode ser dado pela biópsia renal. Na análise da amostra, um dado é fundamental (e frequentemente fornecido nas questões de prova) para o diagnóstico etiológico correto: o padrão da imunofluorescência. Só há 3 possibilidades: - Padrão linear: representa doença mediada por anticorpo; - Padrão granular: representa doença mediada por imunocomplexo; e - Padrão pauci-imune: representa doença cujo mecanismo principal de agressão (necrose) é não imune. Preste muita atenção nas fotos abaixo (algumas bancas cobram as fotos) e na tabela que preparamos com as principais etiologias das GNRP de acordo com a imunofluorescência. Linear Granular Pauci-imune Glomerulonefrite rapidamente progressiva Imunofluorescência Linear Granular Pauci-imune Significado imunológico Depósito de anticorpos na membrana basal glomerular Depósito de imunocomplexos em diversos locais do glomérulo Mecanismo não mediado por deposição de anticorpos ou imunocomplexos Etiologias Doença de Goodpasture Nefrite lúpica; Glomerulonefrites relacionadas a infecções; Crioglobulinemia; e Nefropatia por IgA. Vasculites ANCA-associadasm e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 32 4.2 DOENÇA DE GOODPASTURE A doença de Goodpasture ou doença antimembrana basal glomerular é a mais cobrada nas provas quando o assunto é GNRP! É mais frequente em indivíduos do sexo masculino entre 20 e 30 anos. Sua patogênese envolve a formação de um anticorpo contra o colágeno tipo IV presente na membrana basal glomerular e também nos alvéolos pulmonares. A deposição desse anticorpo gera uma reação inflamatória que leva às manifestações clínicas da doença. No rim, a única manifestação da doença é a GNRP. Em alguns casos, o quadro renal pode vir acompanhado de hemorragia alveolar, compondo a chamada síndrome pulmão-rim! O diagnóstico é dado pela biópsia renal, que demonstra uma glomerulonefrite crescêntica com um padrão linear na imunofluorescência. Por tratar-se de um quadro de inflamação importante, o tratamento é feito com imunossupressão (corticoide associado a ciclofosfamida) e, em casos de hemorragia alveolar associada, plasmaférese. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 33 Baixe na Google Play Baixe na App Store Aponte a câmera do seu celular para o QR Code ou busque na sua loja de apps. Baixe o app Estratégia MED Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula! Acesse nosso banco de questões e resolva uma lista elaborada por mim, pensada para a sua aprovação. Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser. Resolva questões pelo computador Copie o link abaixo e cole no seu navegador para acessar o site Resolva questões pelo app Aponte a câmera do seu celular para o QR Code abaixo e acesse o app https://estr.at/3vVhrGl m e d v i d e o s . c o m Có pi anã o é ro ub o ♥ https://estr.at/3vVhrGl m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 34 CAPÍTULO 6.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Parikh, Samir V., et al. "Update on lupus nephritis: core curriculum 2020." American Journal of Kidney Diseases 76.2 (2020): 265-281. 2. Geetha, Duvuru, and J. Ashley Jefferson. "ANCA-associated vasculitis: core curriculum 2020." American Journal of Kidney Diseases 75.1 (2020): 124-137. 3. Luciano, Randy L., and Gilbert W. Moeckel. "Update on the native kidney biopsy: core curriculum 2019." American Journal of Kidney Diseases 73.3 (2019): 404-415. 4. Cavanaugh, Corey, and Mark A. Perazella. "Urine sediment examination in the diagnosis and management of kidney disease: core curriculum 2019." American Journal of Kidney Diseases 73.2 (2019): 258-272. 5. Riella, Miguel Carlos. "Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos." Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos. 2018. 6. Howard Trachtman, Leal C. Herlitz, Edgar V. Lerma, Jonathan J. Hogan - Glomerulonephritis - Springer International Publishing (2019) 7. Alsharhan, Loulwa, and Laurence H. Beck Jr. "Membranous Nephropathy: Core Curriculum 2021." American Journal of Kidney Diseases (2021). 8. Feehally, J., Floege, J., Tonelli, M. and Johnson, R., 2019. Comprehensive Clinical Nephrology. 9. Moura, L. R. R.; Alves, M. A. R.; Santos, D. R.; Pecoits Filho, R. Tratado de Nefrologia - 2018 10. Radhakrishnan, J., 2021. UpToDate. [online] Uptodate.com. Available at: <https://www.uptodate.com/contents/glomerular-disease- evaluation-and-differential-diagnosis-in-adults> [Accessed 2 February 2021]. 11. Niaudet, P., 2021. UpToDate. [online] Uptodate.com. Available at: <https://www.uptodate.com/contents/poststreptococcal- glomerulonephritis> [Accessed 16 January 2021]. 12. Ahn, Wooin, and Andrew S. Bomback. "Approach to diagnosis and management of primary glomerular diseases due to podocytopathies in adults: core curriculum 2020." American Journal of Kidney Diseases (2020). 13. Floege J, Barbour SJ, Cattran DC, et al. Management and treatment of glomerular diseases (part 1): conclusions from a Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Controversies Conference. Kidney Int 2019; 95: 268-280. 14. Rovin BH, Caster DJ, Cattran DC, et al. Management and treatment of glomerular diseases (part 2): conclusions from a Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Controversies Conference. Kidney Int 2019; 95: 281-295. 15. Hahn D, Hodson EM, Willis NS, et al. Corticosteroid therapy for nephrotic syndrome in children. Cochrane Database Syst Rev 2015: CD001533. m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 35 CAPÍTULO 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS Estrategista, parabéns por chegar até aqui! Sei que esse tema não é fácil de ser absorvido, mas é extremamente importante para seus concursos de Residência Médica. Lembre-se de que as doenças glomerulares são entidades raras e com diagnóstico definitivo dado pela biópsia renal. Os enunciados, portanto, sempre trarão alguma pista para você matar a charada, como o consumo de complemento ou a faixa etária do paciente. Apegue-se aos padrões descritos neste resumo e certamente irá bem em suas questões. Estamos aqui para ajudá-lo! Não hesite em nos chamar se precisar de algo. Um grande abraço e até a próxima oportunidade! m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ Estratégia MED Doenças Glomerulares Prof. Ricardo Leal | Resumo Estratégico | 2023 NEFROLOGIA 36 m e d v i d e o s . c o m Có pi a nã o é ro ub o ♥ https://med.estrategia.com INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS GLOMERULARES 1.0 ALTERAÇÃO URINÁRIA ASSINTOMÁTICA 1.1 Doença da Membrana Fina 1.2 Síndrome de Alport 2.0 SÍNDROME NEFRÍTICA 2.1 Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica 2.1.1 Introdução e Patogênese 2.1.2 Manifestações Clínico-Laboratoriais e Diagnóstico 2.1.3 Diagnóstico Diferencial e Tratamento 2.2 Nefropatia por IgA 2.2.1 Introdução e Patogênese 2.2.2 Manifestações Clínicas e Diagnóstico 2.2.3 Tratamento e Prognóstico 2.3 Nefrite Lúpica 2.3.1 Introdução 2.3.2 Classificação Histológica 2.3.3 Tratamento 2.4 Vasculites ANCA-Associadas 2.5 Crioglobulinemia 3.0 SÍNDROME NEFRÓTICA 3.1 Morbidades Relacionadas à Síndrome Nefrótica 3.1.1 Dislipidemia 3.1.2 Infecções 3.1.3 Fenômenos Tromboembólicos 3.1.4 Proteinúria 3.2 Doença de Lesões Mínimas 3.2.1 Introdução 3.2.2 Manifestações Clínicas e Diagnóstico 3.2.3 Tratamento e Recidivas 3.3 Glomeruloesclerose Segmentar e Focal 3.3.1 Introdução 3.3.2 Manifestações Clínicas 3.3.3 Causas Secundárias 3.3.4 Tratamento 3.3.5 Nefropatia do HIV 3.4 Glomerulopatia Membranosa 3.5 Amiloidose 4.0 GLOMERULONEFRITE RAPIDAMENTE PROGRESSIVA 4.1 Papel da Imunofluorescência 4.2 Doença de Goodpasture 5.0 Lista de questões 6.0 Referências bibliográficas 7.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS