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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
 
 
CURSO: FARMÁCIA DISCIPLINA: HEMATOLOGIA CLÍNICA 
 
NOME DO ALUNO: Brenda da Silva Nascimento 
 
RA: 2207846 
 
POLO DE MATRÍCULA: FLAMBOYANT 
 
POLO DE AULA PRÁTICA: FLAMBOYANT 
 
DATA DAS AULAS PRÁTICAS: 30/09/23 e 07/10/23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE OBRIGATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 1 
AULA 1 
DATA: 30/09/2023 
Título da Aula: Determinação do hematócrito 
 
Esta aula teve por objetivo realizar a determinação do hematócrito. 
 
PROCEDIMENTO 
 
Em princípio ocupamos um tubo capilar com sangue até ¾ da sua altura. 
Limpamos a parede externa com papel, e fechamos uma das extremidades na 
chama do bico de Bunsen. Depois colocamos o capilar em uma centrífuga 
apropriada para micro - hematócrito por 5 minutos em 10.000 a 12.000 rpm. 
Logo após fizemos a leitura na tabela de leitura de micro-hematócrito que 
acompanha a centrífuga. A tabela foi impressa e distribuída para todos os 
grupos. 
A base do capilar é posicionada na marca 0 (zero) da escala de leitura e o 
menisco do plasma na marca 100 (cem). O resultado é o valor correspondente 
ao limite de separação da massa dos eritrócitos com o plasma. O resultado é 
expresso em porcentagem de eritrócitos em relação ao sangue total. 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
O Hematócrito é um exame de sangue que mede a porcentagem de 
hemácias no sangue, também chamadas de eritrócitos ou glóbulos vermelhos. 
O hematócrito pode fornecer informações valiosas sobre a saúde geral do 
indivíduo, incluindo a quantidade de células vermelhas e a quantidade de 
hemoglobina no sangue (PIRES, 2017). 
No entanto, o exame de hematócrito sozinho não é suficiente para um 
diagnóstico preciso. Por isso, ele deve ser utilizado em conjunto com outros 
índices hematimétricos do sangue para avaliação das suas alterações (PIRES, 
2017). A hemoglobina contida nas hemácias carrega o oxigênio para os tecidos 
e o hematócrito dá uma indicação dela. É, pois, muito importante a normalidade 
do hematócrito para que a saúde pessoal seja normal (FERNANDES, 2016). 
O exame de hematócrito é rápido, simples e indolor. O resultado do 
exame fica disponível em questão de horas. Ele é feito a partir de uma amostra 
de sangue colhida em uma veia do braço. Quase nunca o hematócrito é 
solicitado isoladamente, mas é acompanhado por outros exames de sangue 
feitos a partir da mesma amostra. Os valores do hematócrito considerados 
normais variam entre 40 a 50% nos homens e 35 a 45% nas mulheres (VIVAS, 
2018). 
A técnica mais comum de determinação do hematócrito envolve a 
separação dos componentes sanguíneos, incluindo glóbulos vermelhos, 
plaquetas, plasma e leucócitos. Isso é feito em sangue colocado em tubos e 
centrifugado em uma máquina especial, que separa os componentes com base 
nas suas diferentes densidades (VIVAS, 2018). 
Três partes então se diferenciam nitidamente: a mais alta delas 
contendo o plasma sanguíneo; a intermediária contendo leucócitos e plaquetas; 
e a inferior contendo os glóbulos vermelhos. Após a centrifugação, a porção 
contendo os glóbulos vermelhos é medida e o volume é comparado ao volume 
total de sangue. A porcentagem é então calculada e seu valor expresso em 
percentagem em relação ao sangue total (TOMCZAK et al., 2019). 
Além da centrifugação, outros métodos, como a microcentrifugação ou o 
uso de tubos de separação também podem ser usados. Em geral, o resultado é 
expresso como uma porcentagem ou um número que representa o volume de 
 
hemácias em mililitros por decilitro de sangue (TOMCZAK et al., 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 2 
AULA 1 
DATA: 30/09/2023 
Título da Aula: Determinação da hemoglobina 
 
Esta aula teve por objetivo realizar a determinação da hemoglobina. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Nesta aula seguimos as etapas de procedimento descritas na bula do kit 
e, com o auxílio do professor, interpretamos os resultados obtidos. 
Esquematizamos todo o procedimento de acordo com a bula: o que seria 
pipetado em cada tubo, condições de incubação, comprimento de onda a ser 
utilizado e cálculos. 
A determinação dos níveis de hemoglobina é importante no diagnóstico 
e acompanhamento das anemias e policitemias, sendo seu valor utilizado no 
cálculo da Hemoglobina Corpuscular Média (HCM), Concentração da 
Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM) e índices hematimétricos 
empregados na classificação das anemias (MAGNO; MIGUITA; OSHIRO, 
2017). 
 
A dosagem de hemoglobina pode ser realizada por métodos manuais 
utilizando espectrofotômetro ou por automação em contadores hematológicos. 
O método mais comumente utilizado para a dosagem de hemoglobina é o 
cianometemoglobina, que tem como princípio, a oxidação do íon ferroso da 
hemoglobina, oxihemoglobina e carboxihemoglobina pelo ferrocianeto, 
formando a metemoglobina. Esta Hb oxidada combina-se com o cianeto de 
potássio e produz a cianometemoglobina que é medida colorimetricamente 
(MAGNO; MIGUITA; OSHIRO, 2017). 
 
CÁLCULOS: 
 
 Teste 
Reagente de cor de uso 5,0 mL 
Sangue Total 0,02 mL 
 
Homogeneizamos e esperamos 5 minutos. Determinamos a absorbância 
do teste em 540 nm acertando o zero com água destilada. A cor é estável 
várias horas. Obtivemos o valor em g/dL utilizando o fator de calibração obtido 
com o Padrão de Hemoglobina Labtest. 
 
Hemoglobina (g/dL) = Absorbância do teste x 10 
 Absorbância do padrão 
 
Hemoglobina (g/dL) = 0,595 x 10 
 0,256 
Hemoglobina (g/dL) = 23,2 g/dL 
 
O resultado deu alterado por ter policitemia de origem primária e secundária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 1 
AULA 2 
DATA: 30/09/2023 
Título da Aula: Contagem de hemácias em Câmara de Neubauer 
 
Esta aula teve por objetivo quantificar hemácias. 
 
PROCEDIMENTO 
Diluição em tubo de ensaio: 
Em um tubo de ensaio, colocamos 4 mL da solução de Gower. Depois 
limpamos a parede externa da ponteira papel. Em seguida, pipetamos 20 µL de 
sangue homogeneizado e limpamos a parede externa da ponteira com papel. 
Depois rinsamos a pipeta várias vezes até a completa transferência da amostra 
para o diluente. Homogeneizamos a solução final por agitação manual durante 
30 segundos e aguardar 2 minutos. Após esse tempo, preenchemos a Câmara 
de Neubauer com o auxílio da pipeta e contamos as hemácias de 5 quadrados 
centrais e multiplicamos por 10.000. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
 
Nesta aula foi possível aprender como é feito a contagem de células na 
Câmara de Neubauer. A câmara de contagem, foi desenvolvida originalmente 
para determinar a concentração de células sanguíneas (FRAGATA, 2018). 
A câmara de Neubauer também tem como objetivo determinar o número 
de células em um volume específico de solução, porém tornou-se mais 
abrangente e possui várias aplicações biológicas. Além de células sanguíneas, 
é utilizada ainda em microbiologia, contagem de células suspensas, 
espermatozoides, urinálise, entre outros (ALMEIDA et al., 2016). 
As câmaras de contagem são dispositivos que consistem geralmente em 
uma lâmina grossa de uso microscópico com uma profundidade específica para 
depósito da amostra. Seu centro é formado por duas câmaras nas quais são 
gravadas linhas divididas em quadrantes de dimensões conhecidas, chamadas 
de malhas de leitura. Como há a padronização destes quadrantes é possível 
visualizar a amostra ao microscópio e assim realizar a contagem determinando 
o número de células presentes naquela área determinada (ALMEIDA et al., 
2016). 
 
Figura 1: Desenho da malha da Câmara de Neubauer 
 
Fonte: https://kasvi.com.br/como-e-realizada-contagem-de-celulas/O líquido contendo as células deve ser preparado adequadamente antes 
de ser aplicado à câmara de contagem. O fluído deve ser uma suspensão 
homogênea e ter a concentração apropriada. Se for muito alta as células se 
sobrepõem dificultando a contagem. Já uma concentração baixa, o resultado 
por quadrante pode levar a um erro estatístico, além de serem necessários 
mais quadrantes para contagem, o que demanda mais tempo (LUCARINI; 
 
BIANCHI, 2019). 
Depois de diluída, a amostra deve ser cuidadosamente introduzida no 
espaço entre a lâmina e a câmara de Neubauer, preenchendo-a 
completamente por capilaridade (LUCARINI; BIANCHI, 2019). 
Figura 2: Amostra aplicada à Câmara de Neubauer 
 
Fonte: https://kasvi.com.br/como-e-realizada-contagem-de-celulas/ 
 
A câmara de contagem é levada ao microscópio, permitindo a 
visualização da malha e dos quadrantes. As marcações dos quadrantes têm 
dimensões distintas, permitindo que sejam realizadas contagens de células de 
tamanhos diferentes, grandes ou pequenas (KOVALHUK, 2016). 
É muito fácil se perder nessa contagem. Laboratórios podem ter técnicas 
diferentes, mas algumas regras são bem populares, como realizar a contagem 
em zigue-zague e também a contagem para as células que dividem dois 
quadrantes (KOVALHUK, 2016). 
 
Figura 3: Contagem em Zigue-Zague 
 
Fonte: https://kasvi.com.br/como-e-realizada-contagem-de-celulas/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 2 
AULA 2 
DATA: 30/09/2023 
Título da Aula: Contagem de leucócitos em Câmara de Neubauer 
 
Esta aula teve por objetivo realizar a contagem total de leucócitos. 
 
PROCEDIMENTO 
Diluição em tubo de ensaio: 
Em um tubo de ensaio, colocamos 0,4 mL da solução diluente. Limpamos a 
parede externa com papel. Pipetamos 20 microlitros de sangue 
homogeneizado e limpamos a parede externa com papel. Rinsamos a pipeta 
várias vezes até a completa transferência da amostra. Homogeneizamos a 
solução final por agitação manual durante 30 segundos. Aguardamos 2 minutos 
e preenchemos a Câmara de Neubauer com o auxílio de um tubo capilar. Por 
último contamos os leucócitos de 4 quadrados laterais e multiplicamos por 50. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
A contagem de leucócitos totais é utilizada para a avaliação da 
 
quantidade de leucócitos no sangue periférico de um indivíduo e também para 
o cálculo da contagem diferencial dos leucócitos. Ela faz parte do hemograma, 
mais especificamente do leucograma, composto também pela contagem 
diferencial de leucócitos e avaliação da distensão sanguínea (citomorfologia). 
Para a contagem de leucócitos na Câmara de Neubauer, a amostra de 
sangue é diluída com líquido de Turk, composto por ácido acético (lisa as 
hemácias) e azul de metileno ou violeta de genciana (cora os leucócitos). Após 
um período de incubação, a diluição é pipetada em câmara de Neubauer e a 
contagem é feita no microscópio (objetiva de 10x ou 40x). São contados os 
todos leucócitos presentes nos quatro quadrantes laterais da câmara de 
Neubauer. 
 
 
 
 
 Figura 4: Reativo líquido para contagem de leucócitos 
 
 Fonte: Próprio Autor 
 
Contagem de Leucócitos Totais: 3500 a 12000 µl 
 
Neutrófilos bastonetes (0 a 4%): 0 a 400 µl 
Neutrófilos segmentados ( 35 a 55%): 1500 a 7000 µl 
Linfócitos (25 a 45%): 1000 a 4000 µl 
Monócitos (2 a 8%): 100 a 1000 µl 
Eosinófilos (2 a 7%): 50 a 500 µl 
Basófilos (0 a 2%): 0 a 200 µl 
OBS: Foi feita uma nova análise devido a primeira ter apresentado resultados 
baixos. A nova análise resultou em 4200 leucócitos. 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 1 
AULA 3 
DATA: 16/09/2023 
Título da Aula: Determinação do ferro sérico 
 
Esta aula teve por objetivo compreender a importância da determinação 
do ferro no soro e correlacionar com ferritina e capacidade total de ligação do 
ferro com a transferrina. 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Recebemos a bula de instruções do fabricante do kit de determinação do 
analito e, com o auxílio do professor, conseguimos interpretar tanto no 
procedimento como no resultado, explicando as implicações patológicas do 
exame. 
Nesta aula entendemos um pouco sobre a determinação do ferro sérico 
e é importante em diversos processos do organismo. A dosagem de ferro 
sérico é útil no diagnóstico diferencial de anemias, hemocromatose e 
hemossiderose. Encontra-se níveis baixos na anemia ferropriva, 
 
glomerulopatias, menstruação e fases iniciais de remissão da anemia 
perniciosa (GROTTO, 2017). 
Os exames do ferro não são pedidos de rotina. São em geral pedidos 
para elucidar resultados anormais de exames de rotina, como hemograma, 
hemoglobina e hematócrito. Podem ser pedidos também quando há suspeita 
de deficiência ou de sobrecarga de ferro (GROTTO, 2017). 
A deficiência de ferro é definida como a redução do ferro corpóreo total, 
com exaustão dos estoques e algum grau de deficiência tissular.1 Como a 
distribuição do ferro tem uma dinâmica própria, esse mineral pode ocupar 
diferentes compartimentos, que são interligados, mas que podem, 
didaticamente, ser avaliados separadamante. Diversos testes laboratoriais são 
propostos para se avaliarem esses diferentes compartimentos de ferro na 
investigação dos distúrbios do seu metabolismo (BRANCO et al., 2019). 
Esses compartimentos são: estoque, transporte e funcional, e são 
afetados sequencialmente à medida que o déficit de ferro corpóreo progride. 
Inicialmente há uma queda do ferro em estoque, seguida pela deficiência no 
transporte e, finalmente, redução no compartimento eritroide ou funcional 
(BRANCO et al., 2019). 
O exame para detectar o índice de ferro é feito por meio da coleta de 
sangue, ou seja, com um frasquinho o médico consegue detectar como está o 
nível da substância e se existe alguma deficiência ou excesso. Sendo 
recomendado no período da manhã devido às variações circadianas. Os 
números também contribuem para que o médico saiba como está a capacidade 
do sangue em transportar o ferro, como está a reserva do organismo e se a 
quantidade da substância está correta. Em alguns casos, o médico pode 
indicar que o exame seja realizado em jejum de 12 horas, permitindo apenas a 
ingestão de água durante este tempo (PELIZARO, 2019). 
O ferro é fornecido ao organismo pela dieta habitual na quantidade 
média de 14 mg/dia, porém apenas 1-2 mg são absorvidos, dos quais cerca de 
65% estão presentes na hemoglobina. Cerca de 4% estão presentes na 
mioglobina, 1% nos diversos compostos hêmicos que promovem a oxidação 
celular, 0,1% combinado à proteína transferrina no plasma sanguíneo e 15 a 
30% armazenados, principalmente no fígado, sob a forma de ferritina 
(OLIVEIRA, 2018). 
 
A Transferrina é uma glicoproteína sintetizada principalmente no fígado 
e é a principal proteína plasmática transportadora de ferro. A Ferritina é uma 
glicoproteína de alto peso molecular, que armazena 20% a 25% do ferro do 
organismo. Sua concentração sérica correlaciona-se com os estoques de ferro 
total do organismo. A limitação para sua utilização é que, por ser uma das 
proteínas de fase aguda, eleva-se em resposta a processos inflamatórios 
agudos, infecções ou traumas, em processos inflamatórios e em processos 
malignos (OLIVEIRA, 2018). 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 2 
AULA 3 
DATA: 07/10/2023 
Título da Aula: Confecção de esfregaço sanguíneo 
 
Esta aula teve por objetivo realizar a confecção e coloração de um 
esfregaço fino, regular e de bordas livres para boa distribuição das células do 
sangue. 
 
PROCEDIMENTO 
Primeiramente limpamos várias lâminas de vidro com álcool e secamos com 
gaze. Para a confeccção do esfregaço sanguíneo as lâminas devem estar sem 
resquícios de gordura ou defeitos. Depois limpamos a lâmina extensora 
(bordas arredondadas) com álcool e secamos e homogeneizamos a amostra 
de sangue. Aplicamos uma gotade sangue com o auxílio de um capilar na 
extremidade da lâmina. A gota deve ter cerca de 1 cm de diâmetro ou 10 µL, 
quando aplicada com uma pipeta automática. Em seguida colocamos o lado da 
 
lâmina em que estava o sangue, em um ângulo de 45° com a face superior da 
lâmina extensora, fazemos um ligeiro movimento para trás com a lâmina 
extensora até encostá-la na gota de sangue, deixando, então, que a gota se 
difunda uniformemente, ao longo de toda a borda por capilaridade. Depois 
levamos a lâmina extensora para frente, de modo que ela arrastasse a gota de 
sangue, que se estenderá numa camada delgada e uniforme. Tivemos o 
cuidado para evitar paradas ou movimentos muito rápidos. 
Após a última etapa escolhemos a melhor lâmina, esperamos secar e 
procedemos à coloração. Colocamos as lâminas em frasco contendo corante 
Instant Prov I e deixamos em repouso por 5 segundos. Após os 5 segundos, 
retiramos do corante e deixamos escorrer durante 5 segundos. Colocamos as 
lâminas no frasco contendo o corante Instant Prov II e deixamos em repouso 
por 5 segundos. Retirar do corante e deixamos escorrer durante 5 segundos. 
Colocamos as lâminas no frasco contendo corante Instant Prov III e deixar em 
repouso por 5 segundos. Retiramos do corante e deixamos escorrer durante 5 
segundos e lavamos cuidadosamente as lâminas em água corrente. Deixamos 
secar e observamos ao microscópio. E por último identificamos e desenhamos 
as células observadas. 
 
 Figura 5: Exemplo da confecção do esfregaço sanguíneo 
 
Fonte: (ROTEIRO UNIP, 2023) 
PROCEDIMENTO PARA VISUALIZAÇÃO DA LÂMINA AO MICROSCÓPIO 
Primeiramente ligamos o microscópio na tomada e acendemos a luz. Giramos 
o potenciômetro até o ponto máximo de luz. Giramos o revólver do 
microscópio, de modo que a objetiva de menor (4x) aumento ficasse em 
posição de uso. Colocamos a lâmina sobre a platina e verificamos se 
correspondia à superfície que continha a camada de células. Procuramos uma 
região em que as hemácias estivessem dispersas e que fosse possível 
identificar os leucócitos com nitidez. Focalizamos as células com a objetiva de 
menor aumento, utilizando inicialmente o parafuso macrométrico para facilitar a 
focalização. Melhoramos o foco, usando parafuso micrométrico (foco fino). 
Giramos o revólver e mudamos para objetiva (10x), até acertar o foco com o 
parafuso micrométrico. Utilizando o charriot, escolhemos a área, mudamos 
para a objetiva de (40x) com cuidado para que não atinjisse a lâmina ou 
 
quebrasee a lamínula. Focalizamos as células com o ajuste fino. Giramos o 
revólver, deixamos sem objetiva e adicionamos 1 gota de óleo de imersão. 
Giramos o revólver e mudamos para a objetiva (100x), acertamos o foco com o 
parafuso micrométrico e procuramos a região na qual as células estivessem 
bem dispersas. 
 Figura 6: Exemplo de um esfregaço sanguíneo 
 
Fonte: (ROTEIRO UNIP, 2023) 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Essa aula contribuiu posivitamente para o conhecimento dos alunos. 
Pudemos no final da aula prática, compreender, aprender e entender a 
importância de uma lâmina bem feita. 
O esfregaço sanguíneo geralmente é feito quando solicitado o 
hemograma ao paciente. Seu objetivo principal é analisar a morfologia das 
células, fornecer informações sobre a estimativa do número de leucócitos e 
plaquetas, investigar problemas hematológicos, distúrbios encontrados no 
sangue e eventualmente parasitas, como o Plasmodium, causador da malária 
(VIVAS, 2018). 
Um esfregaço de sangue pode fornecer informações importantes sobre o 
paciente, auxiliando o médico no diagnóstico de doenças relacionadas ao 
sangue, por exemplo as anemias, e outras condições médicas, tais como 
infecções (VIVAS, 2018) 
Algumas vezes é possível realizar um diagnóstico definitivo a partir de 
um esfregaço de sangue. Porém, rotineiramente ele serve como uma 
indicação/base para que sejam realizados outros testes confirmatórios 
(NAOUM; NAOUM, 2018). 
 
Existem muitas doenças que podem ter efeito sobre o número e tipo de 
células sanguíneas produzidas, sua função e vida útil. Embora geralmente 
apenas as células maduras normais sejam liberadas na corrente sanguínea, 
algumas circunstâncias podem forçar a medula óssea a liberar células imaturas 
e/ou malformadas no sangue (NAOUM; NAOUM, 2018). 
O teste de esfregaço pode indicar uma série de deficiências, apontando 
alterações e anormalidades nessas células sanguíneas. Várias doenças podem 
ser identificadas como os diversos tipos de anemia, trombocitose, malária, 
leucemia, linfomas ou insuficiência da medula óssea e outras (LOURENÇO et 
al., 2020). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 1 
 
AULA 4 
DATA: 07/10/2023 
Título da Aula: Identificação de alterações morfológicas em hemácias 
 
Esta aula teve por objetivo identificar as alterações morfológicas em 
hemácias. 
 
PROCEDIMENTO 
Primeirament ligamos o microscópio na tomada e acendemos a luz. Giramos o 
potenciômetro até o ponto máximo de luz. Giramos o revólver do microscópio 
de modo que a objetiva de menor (4x) aumento ficasse em posição de uso. 
Colocamos a lâmina sobre a platina e verificamos se correspondia à superfície 
que continha a camada de células. Utilizando o charriot, centralizamos o 
meio/cauda da lâmina (região em que as hemácias estão regularmente 
dispersas). Focalizamos as células com a objetiva de menor aumento, 
utilizando inicialmente o parafuso macrométrico para facilitar a focalização. 
Melhoramos o foco, usando parafuso micrométrico (foco fino). Giramos o 
revólver e mudamos para a objetiva (10x), acertamos o foco com o parafuso 
micrométrico. Utilizando o charriot, escolhemos a área. Mudamos para a 
objetiva de (40x) com cuidado para que não atinjisse a lâmina ou quebrasse a 
lamínula. Focalizamos as células com o ajuste fino. Giramos o revólver, 
deixamos sem objetiva e adicionamos 1 gota de óleo de imersão. Giramos 
novamente o revólver, mudamos para a objetiva (100x) e acertamos o foco 
com o parafuso micrométrico. Procuramos a região na qual as células estão 
bem dispersas, identificamos as alterações presentes e as possíveis alterações 
que poderiam estar presentes. 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Essa aula prática facilitou o aprendizado, tornando o conhecimento 
teórico uma realidade mais próxima do aluno. Foi um momento de assimilar 
melhor as informações adquiridas. 
Aprendemos nesta aula a observar as lâminas no microscópio e 
identificar possíveis alterações nas hemácias. Geralmente a observação das 
 
lâminas é feita na cabeça, corpo e cauda da lâmina como mostrado na imagem 
abaixo. 
 
Figura 7: Leitura das lâminas de esfregaçõ sanguíneo 
 
Fonte: https://kasvi.com.br/esfregaco-de-sangue-hematologia/ 
 
O processo de identificação da amostra na lâmina preparada é muito 
importante, sem ele todo trabalho é inútil. Deve-se sempre focar na 
organização; identificação da amostra e registro dos dados correspondentes 
(tanto em papel como em computador) (MELO et al., 2019). 
Embora a maioria das alterações estruturais presentes nos eritrócitos 
sejam inespecíficas, fornecem ao médico clínico informações valiosas que 
auxiliam no diagnóstico diferencial. Por isso o Conselho Internacional de 
Normalização em Hematologia (ICSH) recomenda fortemente relatar e 
quantificar as características da morfologia dos eritrócitos presentes na 
distensão sanguínea (MELO et al., 2019). 
O termo “poiquilocitose” tem origem grega e deriva da palavra “Poikilos” 
que significa variado. No contexto hematológico se refere às diversas 
alterações morfológicas que podem ocorrer nos eritrócitos. Os poiquilócitos, ou 
seja, as hemácias com alterações estruturais, assumem formas variadas 
devido a eritropoiese inadequada e/ou durante a sua formação (MORELI, 
2016). 
Os poiquilócitos podem ser oriundos de causas extrínsecascomo por 
exemplo uso de drogas, contato com substâncias químicas ou toxinas, e até 
mesmo forma artefatual devido à exposição ao calor, corrente de ar e pela 
força mecânica anormal na hora da confecção do esfregaço sanguíneo. Diante 
disso, é crucial ter conhecimento sobre a morfologia eritrocitária, pois além de 
saber interpretá-la corretamente é preciso distinguir as alterações verdadeiras 
das artefatuais (MORELI, 2016). 
 
Figura 8: Tipos de alterações nas hemácias 
 
Fonte: https://pt.linkedin.com/pulse/morfologia-das-hem%C3%A1ciaseritr%C3%B3citos-zilda-
ferreira 
 
 Figura 9: Alterações de células sanguíneas 
 
Fonte: Próprio autor 
 
 
 
 
ROTEIRO 2 
AULA 4 
DATA: 07/10/2023 
Título da Aula: Contagem diferencial de leucócitos 
 
Esta aula teve por objetivo realizar a contagem diferencial de leucócitos. 
 
PROCEDIMENTO PARA VISUALIZAÇÃO DA LÂMINA AO MICROSCÓPIO 
Primeiramente ligamos o microscópio na tomada e acendemos a luz. Giramos 
o potenciômetro até o ponto máximo de luz. Giramos o revólver do 
microscópio, de modo que a objetiva de menor (4x) aumento ficasse em 
posição de uso. Colocamos a lâmina sobre a platina e verificamos se 
correspondia à superfície que continha a camada de células. Procuramos uma 
região em que as hemácias estivessem dispersas e que fosse possível 
identificar os leucócitos com nitidez. Focalizamos as células com a objetiva de 
menor aumento, utilizando inicialmente o parafuso macrométrico para facilitar a 
focalização. Melhoramos o foco, usando parafuso micrométrico (foco fino). 
Giramos o revólver e mudamos para objetiva (10x), até acertar o foco com o 
parafuso micrométrico. Utilizando o charriot, escolhemos a área, mudamos 
para a objetiva de (40x) com cuidado para que não atinjisse a lâmina ou 
quebrasee a lamínula. Focalizamos as células com o ajuste fino. Giramos o 
revólver, deixamos sem objetiva e adicionamos 1 gota de óleo de imersão. 
Giramos o revólver e mudamos para a objetiva (100x), acertamos o foco com o 
parafuso micrométrico e procuramos a região na qual as células estivessem 
bem dispersas. Procedemos a contagem de cem células e anotamos cada tipo 
encontrado. Para evitar erros de contagem (ou seja, contar a mesma célula em 
duplicata), adotamos o método em zigue-zague, iniciando a contagem da 
região do corpo do esfregaço e indo em direção à cauda identificando as 
alterações presentes. 
 
 
 
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
A contagem diferencial de leucócitos é a contagem de 100 leucócitos em 
esfregaço sanguíneo, diferenciando-os segundo suas variedades morfológicas 
(GASPARETO, 2018). 
A contagem diferencial de leucócitos determina as proporções entre os 
diversos tipos e a presença de células imaturas. Essa informação é útil para o 
diagnóstico de muitas doenças, em especial infecções. Os leucócitos são 
produzidos na medula óssea. Protegem o corpo contra infecções e participam 
de reações imunológicas (GASPARETO, 2018). 
O exame serve para diagnosticar uma série de condições médicas, 
como infecções bacterianas, virais e fúngicas, alergias, doenças autoimunes e 
leucemias. Os valores de referência podem variar dependendo da idade, sexo 
e histórico médico do paciente. Embora a contagem de leucócitos seja um 
exame relativamente simples e seguro, é importante que o paciente siga as 
instruções de preparação fornecidas pelo laboratório antes do exame 
(SANTOS, 2022). 
 Em resumo, a contagem de leucócitos é um exame importante para 
ajudar a diagnosticar uma variedade de condições médicas. É um exame 
relativamente simples e seguro, mas é importante seguir as instruções de 
preparação fornecidas pelo laboratório e interpretar os resultados com cuidado 
junto a um profissional qualificado (SANTOS, 2022). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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