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Educação Brasileira na Década de 40

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Texto: A educação Brasileira na Década de 40.
Objetivo do texto:
Retratar o contexto histórico da década de 1940, apresentando ainda: como a educação esteve inserida naquele contexto e se desenvolveu naquele período.
REFORMA CAPANEMA NO CENÁRIO EDUCACIONAL
Como que foi o período da década de 1940?
A década de 1940, foi um período bastante conturbado por questões políticas, econômicas e sociais, devido à um processo de desarticulação da economia mundial, que culminou com a II Guerra Mundial.
Com a criação da ONU houve um avanço na educação 
Melhorias na educação UNESCO
Reformas educacionais:
Escola Nova
Com o fim da II Guerra Mundial, o país, naquele período, passou por fortes turbulências políticas, sociais e econômicas, devido à desarticulação da economia mundial. Com isso, o Presidente Getúlio Vargas, juntamente com o seu Ministro da Educação, Francisco Campos e, posteriormente, Gustavo Capanema preocupavam-se com a Educação e a preparação da mão-de-obra para a atividade industrial, viam a necessidade do desenvolvimento econômico da nação, e buscavam possíveis caminhos, para isso se tornar realidade como, por exemplo, o ensino profissional.
Com isso, o Governo Central comandado por Getúlio Vargas passou a considerar como questão de Estado a regulamentação das políticas relativas ao trabalho, criando instituições para mediar a relação capital/trabalho.
Na década de 1940, ocorreram novas reformas educacionais denominadas de Leis Orgânicas do Ensino as quais, em tempos conservadores, consolidaram a dualidade de ensino com princípios liberais proporcionando à elite o acesso à formação clássica humanística e o ensino profissional direcionado à classe trabalhadora. Ou seja, as Reformas Educacionais ocorridas no século XX determinaram o tipo de formação a ser oferecida à população brasileira, visaram atender determinado modelo econômico social e ideológico, preparando o trabalhador para atuar em diferentes setores de produção no período mencionado. assim sendo, a história do ensino profissional no Brasil traz em si as proximidades com o desenvolvimento
Algumas principais forças e grupos políticos contribuíram para a consolidação do ensino industrial voltado aos trabalhadores do país, em especial, a aprendizagem industrial.
A influência católica no Ministério da Educação representado pelo Ministro, Gustavo Capanema, tinha como objetivo a subordinação da natureza técnica e laica do ramo da educação a uma convicção ética que comprometesse o trabalhador para atender a demanda de produção com objetivos maiores de formar uma família cristã e amar a Pátria, alinhando todos os cidadãos segundo estes valores.
 Segundo XAVIER, 1990, a educação proposta pela Reforma Capanema, priorizava a formação das elites condutoras, a qual deveria receber formação patriótica para cumprir a missão social de governar o país. Esta formação era oportunizada apenas às elites, camada privilegiada que desfrutavam de tempo para uma escolarização que ocupava tempo maior e formação mais elaborada. Enquanto que à classe operária sobrava o ensino prático, a formação nos cursos técnico-profissionais.
Em 1942, foi criado o Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários, curso profissionalizante para capacitar operários, ou seja, a educação estava mais voltada ao trabalho, do que ao ensino de qualidade. 
De acordo com Capanema, o SENAI é um aparelho especial para garantir o ensino profissional e o aperfeiçoamento dos operários e aprendizes com uma conveniente disciplina pedagógica e orientação técnica não somente para indústrias com mais de 500 operários, mas também para as demais empresas de pequeno e médio porte.
 Em 1946, são criados o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Social do Comércio (SESC).
A Educação passava por mudanças, com novos níveis educacionais, indo além do ensino tradicional. As propostas educacionais surgiram com o movimento Pioneiro da escola nova, liderado por Anísio Teixeira, para alavancar o processo educacional no país, tirando o foco do ensino tradicional que visava uma aprendizagem passiva, na qual o estudante, era visto como um robô que só absorvia as informações sem muita participação, dando início à um sistema dual, que era aquele voltado para moldar o povo no seu ramo elementar-profissionalizante. 
Aranha 2006, identifica avanços na área da educação com a criação da ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E CULTURA (UNESCO), que contribuiu para a melhoria dos indicativos de qualidade de vida de parte da população mundial e contribuiu também para um aumento da oferta da educação em países mais
necessitados, através de diversos programas de acesso e melhoria da educação e ações compartilhadas com ONGS Organizações Não-Governamentais.
No Brasil, a UNESCO, incentivou a criação de programas nacionais para educação de adultos analfabetos e teve Anísio Teixeira como conselheiro de educação superior durante todo o ano de 1946.
Germinava-se a futura escola pública aberta a setores mais amplos da sociedade civil, oferecendo um “ensino voltados para todos” em que o protagonista não é mais o professor e sim o aluno. Este tinha liberdade para opinar sobre o seu aprendizado. O modelo escola nova induziu princípios que obrigavam o Estado a construir mais escolas, e abrir matrículas para a população estudar, sem apresentar diferenças principalmente entre homens e mulheres que podiam frequentar os mesmos espaços de aprendizagem, diferente do que era prescrito no modelo tradicional.

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