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MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com MUST UNIVERSITY MASTER OF SCIENCE IN ORGANIZATIONAL PSYCHOLOGY ALEXANDRE VASCONCELLOS DE ANDRADE GESTÃO PROTEANA E SEM FRONTEIRA DE CARREIRA CAMINHOS PARA AS GERAÇÕES Z & ALPHA FLORIDA – USA 2023 about:blank MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com ALEXANDRE VASCONCELLOS DE ANDRADE GESTÃO PROTEANA E SEM FRONTEIRA DE CARREIRA CAMINHOS PARA AS GERAÇÕES Z & ALPHA Trabalho de Conclusão Final apresentado como requisito parcial para obtenção do título de MESTRE no Curso de MASTER OF SCIENCE IN ORGANIZATIONAL PSYCHOLOGY DA MUST UNIVERSITY – Florida USA. Orientador (a): Prof. (a) Dr. (a) HELENICE FEIJÓ DE CARVALHO FLORIDA – USA 2023 about:blank MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Os 4 Pilares da Educação para o séc.XXI ................................................................ 19 Figura 2 - As diferentes gerações no ambiente de trabalho ...................................................... 28 about:blank MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Habilidades socioemocionais ................................................................................. 18 Quadro 2 - Status das Gerações ................................................................................................ 27 Quadro 3 - Causas da busca por Orientação Profissional ......................................................... 49 about:blank MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Ciclo de vida da carreira ........................................................................................ 35 about:blank MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CEO - Chief Executive Office CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas EF - Ensino Fundamental / EM - Ensino Médio / ES – Ensino Superior IA - Inteligência Artificial IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social LDBEN - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional MEI - Microempreendedor Individual NTIC - Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OP - Orientação Profissional ONU - Organização das Nações Unidas PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios TSCDC - Teoria Sociocognitiva do Desenvolvimento de Carreira UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura WEF - World Economic Fórum (Fórum Econômico Mundial) about:blank MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com RESUMO O presente trabalho de dissertação tem como objetivo resgatar o histórico de gerações com foco nas Geração Z – última adentrando o Mercado de Trabalho - e a Geração Alpha, a iniciar. Vincular o histórico da gestão de carreira profissional no contexto de uma autogestão sob a perspectiva Proteana e Sem fronteira para as referidas gerações. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico com revisão de literatura a respeito do público-alvo objeto de estudo. Identificou-se que as novas gerações têm perfil distinto das Gerações Baby Boomers (W) e da Geração X, com uma ruptura mais efetiva a partir da Geração Y. As Gerações Z e Alpha - esta ainda em fase de conhecimento e definição - têm propósitos de vínculo com o mundo do trabalho e organizações em que poderão atuar, desde que estejam em sintonia com seus objetivos existenciais e visões de mundo. Durante a revisão realizada constatou-se que para o novo perfil de trabalhador deve haver um real significado em suas atividades profissionais desenvolvidas e não apenas para subsistência, e ainda que propósito e felicidade devem estar intrinsecamente ligados para essas gerações de jovens. Não somente o quê e como, mas sim o porquê são pontos de convergência das escolhas e tendências de atuação para este público. A troca constante de atividades profissionais ou de trabalhos será uma opção em busca de sentido existencial para a vida do indivíduo no trabalho, especialmente com o cenário estrutural que se avizinha, sem vínculos formais. Palavras-chave: Gerações. Gerações Z e Alpha. Gestão de carreira. Trabalho com propósito. ABSTRACT This dissertation work aims to rescue the history of generations with a focus on Generation Z - the last entering the Labor Market - and the Alpha Generation, to start. Link the history of professional career management in the context of self-management from the Protean and Borderless perspective for the referred generations. The methodology used was a bibliographical survey with a literature review regarding the target audience object of study. It was identified that the new generations have a different profile from the Baby Boomers (W) and Generation X Generations, with a more effective break from Generation Y. Generations Z and Alpha - still in the knowledge and definition phase - have purposes link with the world of work and organizations in which they can work, as long as they are in tune with their existential goals and worldviews. During the review carried out, it was found that for the new worker profile, there must be a real meaning in their professional activities and not just their livelihood, and even that purpose and happiness must be intrinsically linked for these generations of young people. Not only what and how, but also why are the points of convergence of choices and trends of action for this public, and that the constant exchange of professional activities or jobs will be an option in search of existential meaning and for the individual's life at work, especially with the structural scenario ahead, without formal ties. Keywords: Generations. Generations Z and Alpha. Career management. Work with purpose. about:blank MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com GESTÃO PROTEANA E SEM FRONTEIRA DE CARREIRA CAMINHOS PARA AS GERAÇÕES Z & ALPHA Alexandre Vasconcellos de Andrade SUMÁRIO Sumário 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 9 2 METODOLOGIA ................................................................................................................ 11 3 GERAÇÕES: DEFINIÇÃO, HISTÓRICO E CARACTERÍSTICAS ........................... 14 3.1 Gerações Z e Alpha: os novos ingressantes no mercado de trabalho ............................. 16 3.2 Gerações antecessoras: Baby Boomers (W), X, Y e outras ............................................ 20 4 GESTÃO DE CARREIRA NA ATUALIDADE ............................................................... 29 4.1 Tipos de Carreira: Proteana, Sem fronteira, Caleidoscópica e Âncoras de carreira ....... 36 4.1.1 Teorias não tradicionais ...........................................................................................37 4.1.2 Gestão de Carreira Caleidoscópica .......................................................................... 39 4.2 Tipos de carreira: Vertical, Horizontal, X, Y, W, Paralela, Rede e Espiral.................... 41 4.3 Sentidos do trabalho: o desafio de atribuir ..................................................................... 43 4.4 Orientação profissional e maturidade para escolhas ....................................................... 47 5 À GUISA DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................... 52 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................. 54 about:blank 9 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 1 INTRODUÇÃO Gestão de carreira é gestão da própria vida. Não só da subsistência, bem-estar próprio, social e familiar, de vida produtiva e ativa: é de propósito existencial, em última análise. A imprevisibilidade dos movimentos sociais e econômicos, políticos e culturais, tecnológicos ou mesmo naturais são desafios implícitos as gerações no mundo e as que atuam no mercado de trabalho, especialmente àquelas que por um processo natural de substituição demográfica e de força de trabalho sucederão as gerações atuais ao longo do tempo. Observando-se gerações anteriores – Baby Boomers e X – que primavam pela estabilidade e previsibilidade no cargo ou trabalho, nos quais era possível trabalhar por toda uma vida até o processo final de aposentadoria numa única organização ou empresa, diuturnamente torna-se impensável tal possibilidade. Relegaram-se aos empregadores - detentores do capital, dos meios de produção, do poder econômico e, boa parte das vezes, político - a governança de suas carreiras profissionais. Não havia uma perspectiva de avocar a responsabilidade por sua formação ou carreira profissional, devido a oferta abundante de oportunidades, ou mesmo pensar em atuação diversificada no mercado de trabalho para fins de empregabilidade, dado o cenário fabril e econômico, estável e previsível. Os ideais limitavam-se boa parte das vezes à satisfação de necessidades elementares, tais como o atendimento das demandas biológicas (alimentação e repouso) ou apenas de conforto pessoal, familiar e patrimonial (segurança social e de trabalho). Nessa linha, as novas gerações herdaram das anteriores infraestruturas básicas que proporcionam segurança como casa, família e grupos de pertencimento social, hoje almejam diretamente o que para as gerações anteriores representava os objetivos finais: realização pessoal, senso de pertencimento e autoestima, no contexto da hierarquia das necessidades humanas. about:blank 10 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com O que se observa é uma rápida e progressiva transição das perspectivas de ‘o que e como’ para um ‘porquê’: um propósito, uma razão de ser. Trata-se de um salto qualitativo de objetivos e premissas existenciais, considerando nesse contexto todos os avanços e transformações por que passam a humanidade, suas tecnologias e impactos nas profissões. A gestão da própria carreira é de constantes desafios e transformações. As novas Gerações Z e Alpha - ingressantes no Mercado de Trabalho - precisam ser conhecidas, observando-se os constantes paradigmas do mundo do trabalho. Preparar não somente a ‘mão’, através da formação profissional e acadêmica, mas também a ‘cabeça’ da futura geração – empreendedores da própria carreira – para esse desafio de autogestão profissional. Nesse sentido, a justificativa deste trabalho centra-se na relevância da compreensão do perfil das Gerações (W à Y) para indicar as mais recentes (Z & Alpha) os estilos de gestão de carreira existentes e práticas no atual contexto tecnológico de hiperconectividade, infotoxicação, IA e nomadismo digital: práticas cada vez mais presentes com o Home Office, Coworking e Redes de Internet. O objetivo geral é mapear o perfil básico das Gerações Z e Alpha e analisá-los, levantando-se características de cada Geração. Para tanto foram propostos os seguintes objetivos específicos: (a) mapear as características distintivas que compõem o perfil das diferentes, em especial as Gerações Z e Alpha, incluindo traços comportamentais e referentes ao momento tecnológico em que vivemos; (b) analisar as abordagens/tipos de gestão de carreira, destacando semelhanças e diferenças significativas que possam fornecer insights. A estrutura do trabalho apresenta em sua primeira e segunda partes a introdução e a metodologia utilizada para levantamento de dados e informações, os quais servirão de elementos para análises qualitativas e mensuração quantitativa, bases da produção de conhecimento. Na terceira seção, o histórico das gerações e seus desdobramentos para a gestão de carreira. Na quarta parte, aspectos da gestão de carreira na atualidade. about:blank 11 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 2 METODOLOGIA A escolha do expediente de revisão de literatura narrativa para a pesquisa em questão se justifica pela necessidade de compreender profundamente o tema Gestão de Carreira (Gil, 2017; Triviños, 2015; Minayo, 2013) cujo eixo de análise ocorre pela "Gestão Proteana e Sem Fronteira de Carreira" no contexto das Gerações Z e Alpha. Este método permite uma análise holística e abrangente das informações disponíveis na literatura, reunindo descobertas, teorias e tendências relevantes, sem a necessidade de realizar coleta de dados primários. O primeiro benefício da revisão de literatura narrativa é a capacidade de sintetizar um amplo espectro de conhecimento pré-existente sobre um tema (Gil, 2017; Triviños, 2015). Ao reunir estudos, artigos acadêmicos e livros que abordam a gestão de carreira podemos traçar uma linha cronológica das descobertas e observar a evolução das tendências ao longo do tempo. Isso proporciona uma visão mais abrangente das mudanças no campo – evolução e alternância nos tipos de gestão de carreira - e das lacunas de pesquisa que ainda podem ser exploradas. Além disso, a revisão de literatura narrativa permite identificar lacunas na pesquisa existente (Gil, 2017; Triviños, 2015). Ao analisar os estudos disponíveis, podemos destacar áreas onde há carência de investigação ou questões que ainda não foram totalmente exploradas. Isso é fundamental para direcionar futuras pesquisas e contribuir para o avanço do conhecimento na área da gestão de carreira. Outro ponto importante é a capacidade de identificar tendências emergentes (Gil, 2017; Triviños, 2015). À medida que a sociedade evolui e novas gerações entram no mercado de trabalho, a forma como a carreira é gerenciada também se transforma. Através da revisão de literatura narrativa, podemos acompanhar essas mudanças e entender como as Gerações Z e Alpha estão moldando o conceito de Gestão de carreira. about:blank 12 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Por fim, a revisão de literatura narrativa permite uma análise crítica das fontes (Gil, 2017; Triviños, 2015). Ao examinar estudos e artigos podemos avaliar a qualidade metodológica, a confiabilidade dos resultados e a relevância para nossa pesquisa. Isso assegura que a revisão seja fundamentada em fontes confiáveis e respeitadas na área. O modelo procedimental adotado para um estudo de revisão de literatura narrativa sobre a temática "Gestão Proteana e Sem Fronteira de Carreira: Caminhos para as Gerações Z & Alpha" pode ser organizado da seguinte forma. Primeiro, a identificação do Tema e Escopo da Revisão, de modo a se definir claramente a direção da pesquisa, incluindo os conceitos-chave de "gestão proteanade carreira", "carreira sem fronteiras" e suas implicações para as Gerações Z e Alpha. Quanto à seleção de fontes de dados: para isso buscou-se identificar fontes de dados relevantes, como bancos de dados acadêmicos (Scopus, Web of Science e Google Scholar), bases de dados de artigos acadêmicos (por exemplo, JSTOR), bem como recursos de acesso aberto e livros. No que se refere aos Critérios de Inclusão e Exclusão adotados, este foram aplicados de modo a considerar fatores como ano de publicação, relevância para a temática e qualidade metodológica. Para a busca e triagem inicial, realizou-se de forma sistemática nas fontes de dados identificadas usando palavras-chave relevantes, como "Gerações Z", "Gerações Alpha", "Gestão Proteana de Carreira", "Carreira Sem Fronteiras", etc., de modo a realizar uma triagem inicial dos estudos com base nos critérios de inclusão e exclusão, revisando títulos e resumos. Quanto à análise e síntese da Literatura, realizou uma revisão dos estudos selecionados, identificando os principais conceitos, teorias, descobertas e tendências relacionadas à Gestão Proteana e à Gestão sem Fronteiras para as Gerações Z e Alpha. Isso possibilitou organizar as informações de acordo com temas ou tópicos relevantes para o desenvolvimento de uma about:blank 13 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com narrativa coesa, e assim, estruturar a revisão de literatura em uma narrativa integrada, apresentando as descobertas de forma lógica e clara. Ao longo de todo o texto ponderou-se discussões e análises que subsidiassem um posicionamento mais Conclusivo. De modo a discutir as implicações das descobertas para a gestão de carreira das Gerações Z e Alpha, identificando tendências emergentes e desafios; a resumir as principais conclusões e destacar as contribuições do estudo para a compreensão do tema, e; a propor recomendações práticas e sugestões para futuras pesquisas que possam preencher as lacunas identificadas na literatura. Este desenho procedimental guiou todo o processo de revisão de literatura narrativa em tela. O que permitiu uma análise mais abrangente e construção de uma síntese das descobertas relacionadas à gestão proteana e sem fronteira de carreira nas Gerações Z e Alpha. A adoção da revisão de literatura narrativa é uma abordagem metodológica sólida para nossa pesquisa sobre a gestão de carreira nas Gerações Z e Alpha. Ela nos permite sintetizar conhecimento, identificar lacunas, seguir tendências, e garantir a qualidade e confiabilidade das fontes utilizadas, contribuindo para uma análise aprofundada e embasada no estado atual da pesquisa. Por fim, a fundamentação teórica conta com a referenciação em Dutra (2010) e Rosa (2011) para definição de carreira, seus tipos e ciclos; dentre outros, Marques e Matos (2021) e Artese (2020) para definir geração e sua teoria; McCrindle (2014), Presnky (2001) e outros sobre as rupturas intergeracionais; Delors (1996) sobre a importância da (re)educação das novas Gerações com relação as tecnologias e convivência, além de inteligências múltiplas em Gardner (2010), a socioemocional em Goleman (2011) e hierarquia das necessidades humanas de Maslow (1970). about:blank 14 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 3 GERAÇÕES: DEFINIÇÃO, HISTÓRICO E CARACTERÍSTICAS Segundo Marques e Matos (2021) as gerações são definidas como um conjunto de indivíduos que nascem em determinado lapso temporal – uma época – cujas características infere-se estarem vinculadas ao modo de ser e estar no mundo, contexto este cultural e tecnológico, além dos eventos políticos ou sociais marcantes, que as influenciam. As autoras, apoiadas nas palavras de Forquin (2003) indicam que o ambiente político tem influência de modo significativo, formando os indivíduos e sua geração que “pode ser interpretada de uma maneira mais eficaz, que seria um grupo de indivíduos que foram adaptados no mesmo determinado espaço de tempo, tendo o mesmo tipo de influência política e cultural do período em que vive” (Marques & Matos, 2021, p. 278). De acordo com Bilk et al., (2020) a Teoria das Gerações diz que as pessoas são seres diversos e que em decorrência dessa visão não é possível determinar de todo o comportamento individual - não prescritivo - nas palavras dos autores, mas sim de uma grande maioria ao indicar características gerais de visão de mundo e de família, ideologias e orientações, crenças e valores distintos das gerações anteriores, bem como o comportamentos e atitudes - ações e reações – de consumo, relações consigo mesmo e com os outros: [...] existem algumas limitações da “Teoria das Gerações”, entre elas que o comportamento humano é complexo e sofre influências de gênero, personalidade, cultura, nacionalidade – entre outros fatores, além do período de nascimento. Aponta que a teoria deve ser vista como uma abordagem descritiva – e não prescritiva. (Bilk et al., 2020, p.13). Sob esta lógica, o entendimento é de que o espaço temporal a delimitar as gerações sofreu diversas mudanças de interpretação, considerando que inicialmente foram marcadas por episódios significativos na história abrangendo períodos de 25 anos cada, mas que agora as about:blank 15 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com classificações são mais curtas ou menores, observando-se os períodos indicados na literatura de aproximadamente uma década e meia, 15 anos (Labre & Garcia, 2021, p.3). Em linha com Zomer, Santos e Costa (2018) em referência à Teoria das Gerações ao citarem os pesquisadores Strauss e Howe (1991), identifica-se que o comportamento e as crenças dos indivíduos estão alinhados com o local, época e influências políticas e culturais – ideológicas – a que foram submetidos ou se expuseram. As autoras destacam que as generalizações, quase inevitáveis, são especialmente um problema por ocasião de pesquisas de campo. De todo modo, as autoras destacam e se perguntam: Pode o comportamento humano guardar relações em função da época de nascimento do indivíduo? O estudo das gerações diz que sim. De acordo com esta abordagem, conforme o período em que os indivíduos nasceram e cresceram suas atitudes e comportamentos se apresentam de maneira distinta (Zomer, Santos & Costa, 2018, p.3). Esse contexto alterará drasticamente a produção e o comércio de bens e serviços e o consumo desses no mercado; as relações na sociedade por ocasião da utilização massiva das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTIC) no mundo do trabalho, de emprego e renda, especialmente em mudanças na busca de sentido efetivo no que se é, no porquê de ser, e no que se faz na Aldeia Global, de McLuhan. Flávia Artese (2020) reporta que os autores estadunidenses William Strauss e Neil Howe escreveram a obra “Gerações: A história do Futuro da América, 1584 a 2069” na qual indicam que as gerações influenciam e criam rupturas com as anteriores: A teoria de gerações de Strauss-Howe descreve um ciclo recorrente de grupos de mesma idade com padrões específicos de comportamento, que mudam a cada 20 anos. De acordo com essa teoria, cada ciclo de 80 anos é crucial, sendo a virada de cada quatro gerações associada a uma crise que impacta a atual e cria uma nova ordem social. (Artese, 2020, p. 1). about:blank 16 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Portanto, percebe-se que a cada nova geração ocorre uma mudança com um novo modelo mental (mindset) – disruptivo - com a geração anterior, fomentando novas perspectivas de vida e modus operandi dos indivíduos, e da sociedade como um todo. Nessa linha, com o advento das IA tornam-se imprevisíveisas mudanças na sociedade e no Mercado de Trabalho, bem como o futuro da própria humanidade, o que ensejará outras pesquisas para novas projeções de cenários, como a inexistência de vínculos trabalhistas formais, com a facilidade de criação de CNPJ, especialmente para o MEI (Micro Empreendedor Individual) e o fenômeno da ‘pejotização’, em curso. 3.1 Gerações Z e Alpha: os novos ingressantes no mercado de trabalho As Gerações Z (1995-2010) e Alpha (2010-2025) também chamados Nativos digitais, trata-se das gerações de indivíduos que nasceram no período mais tecnológico das últimas gerações. De acordo com Zomer, Santos e Costa (2018) e com as autoras Zanbello, Castardo e Macuch (2021) essas gerações caracterizam-se por sua hiperconectividade em suas atividades cotidianas de relações sociais, estudo e aprendizado, bem como de lazer ou diversão, diariamente. Sendo a primeira onda de gerações totalmente conectadas, isso certamente vai impactar as relações de trabalho e seu modo de execução como nômades digitais, trabalhando sem locais fixos ou de qualquer com recursos básicos de conectividade à Internet. Nesse contexto, a educação requerida por essas gerações precisa se adequar ao uso das ferramentas tecnológicas no seu fazer pedagógico porque o Ensino Fundamental (EF) e o Ensino Médio (EM) - componentes da Educação Básica - visam preparar o indivíduo para as relações sociais e capacitá-lo basicamente para o mundo do trabalho (Brasil, 1996). about:blank 17 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com De acordo com os pesquisadores McCrindle e Ashley Fell, a Geração Alpha é aquela que tem as seguintes características em relação ao contexto tecnológico atual e em curso - semelhantemente à Geração Z - quando comparada com gerações que as precederam: [...] nascida e moldada totalmente no século 21, é a primeira geração que veremos em números recordes no século 22 também. Eles estão logados e conectados, são conhecidos como “nativos digitais”. Eles são a geração mais dotada materialmente e tecnologicamente alfabetizada que já agraciou o planeta (McCrindle & Fell, 2021), conforme citado por Zanbello, Castardo e Macuch (2021, p. 2). McCrindle (2014) citado por Labre e Garcia (2021) diz que representam algo realmente novo “De XYZ a Alpha: Eles não são o fim da antiga ou a reciclagem da atual, mas o começo de algo novo – é por isso que são chamados de Geração Alpha” (Labre & Garcia, 2021, p. 4). Sendo assim, o fazer pedagógico deve estar alinhado às práticas sociais e tecnológicas a fim de que o educando possa efetivamente aprender a fazer e a conviver, sendo preparado para o mundo adulto e produtivo e para isso “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social” bem como ter “vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais”, conforme indicado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Lei 9.394/1996, em sua seção Dos Princípios e da Educação Nacional. Delors et al., (1996) em seu relatório entregue à UNESCO cujo título é ‘Educação, um tesouro a descobrir’, visando à educação do Século XXI e que em seu capítulo IV – Os 4 pilares da Educação – destaca que o jovem deve ter em seu processo de formação e aprendizado o desenvolvimento e habilidades essenciais ao seu amadurecimento como humano, comumente chamadas de inteligência emocional ou habilidades socioemocionais (Quadro 1): about:blank 18 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Quadro 1 - Habilidades socioemocionais Habilidades socioemocionais Descrição 1º Aprender a conhecer Para beneficiar-se do conhecimento acumulado e disponível, desenvolvendo a capacidade e estratégias próprias de aprender a aprender para que possam assumir a responsabilidade pela construção do próprio conhecimento e aprendizado; 2º Aprender a fazer: Transformar dados e informações adquiridas em conhecimentos que sirvam de repertório para um fazer social, educacional e principalmente profissional ao desenvolver competências – embasadas no conhecimento, capacidade e vontade – bem como aprender fazendo, no qual o processo de ação-reflexão-ação seja uma constante na aquisição e na construção de si mesmo, do próprio saber e na atribuição de significados; 3º Aprender a conviver: Na relação consigo mesmo (intrapessoal) e com os outros (interpessoal) desenvolvendo uma capacidade ou inteligência emocional, conforme Goleman (2005), primando também pela pluralidade de inteligências de Gardner (1983) ideias e ideais, visões de mundo, transcendendo percepções estereotipadas e ultrapassadas; e 4º Aprender a ser: Por meio de uma educação integral que desenvolva corpo, mente/intelecto e coração, promovendo a integração do indivíduo consigo mesmo e com o meio, especialmente com outros atores sociais ao privilegiar a responsabilidade e consciência por suas escolhas e atitudes, em que se deve ser para ter, e não apenas ter para ser, conforme palavras de Anna Sharp (2000) na obra intitulada: A empresa na Era do Ser. Fonte: Elaborado pelo autor (2023). Nesse sentido, o pleno desenvolvimento educacional é o que se espera as Gerações Z & Alpha para que atuem com mais propriedade no Mercado de Trabalho, especialmente num mundo no qual a possibilidade de comunicação constante, a qualquer hora e de qualquer lugar aproxima numa “intimidade à distância” (Feixa & Leccardi, 2010, p. 16), o que porém mantém a distância entre as pessoas, culminando em relações líquidas - em analogia à Modernidade Líquida - conceito cunhado por Zygmunt Bauman (2001), em suas obras. Retomando as palavras de Delors et al., (1996) para quem as relações profissionais ultra qualificadas ou tecnicistas poderão criar no futuro anomalias comportamentais ou relacionais que precisam ser eliminadas ou minimizadas no ambiente de trabalho por motivos como: (i) Turnover (rotatividade do quadro funcional), (ii) Baixa produtividade ou mesmo interferência ilícita na operação, e (iii) Atendimento ao cliente (interno/externo) nas organizações: about:blank 19 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com [...] é provável que nas organizações ultra tecnicistas do futuro os déficits relacionais possam criar graves disfunções exigindo qualificações de novo tipo, com base mais comportamental do que intelectual. O que pode ser uma oportunidade para os não diplomados, ou com deficiente preparação em nível superior. A intuição, o jeito, a capacidade de julgar, a capacidade de manter unida uma equipe não é de fato qualidades, necessariamente, reservadas a pessoas com altos estudos. (Delors et al., 1996, p. 95). Nesse contexto, percebe-se o quão importante é saber ser, para conviver, fazer e aprender contínua e autonomamente. Em última reflexão e análise, nenhuma sustentabilidade seja pessoal, organizacional ou social poderá haver onde não há equilíbrio e igualdade entre oportunidades, direitos e deveres, compasso de objetivos e metas, onde não há comunhão e proposta de um efetivo propósito comum. Não há sustentabilidade na concorrência e na disputa, e somente com um novo olhar dentro de uma nova perspectiva das relações humanas - dentro e fora do mundo do trabalho - é que poderemos viver e não apenas sobreviver; conforme já nos alertara Anna Sharp (2000): ser, sem ter a plenitude, em ter. A Figura 1 explicita a importância dos Pilares da Educação para o Século XXI de Jacques Delors et al., (1996), especialmente para as Gerações Z e Alpha: Figura 1 - Os 4 Pilares da Educação para o Séc. XXI Fonte: Vinha (2020). about:blank 20 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.comO aumento do desemprego é outro aspecto que aflige a sociedade brasileira, podendo- se depreender que nas regiões menos desenvolvidas do País a qualificação e constante atualização no uso de tecnologias e ferramentas digitais será cada vez mais demandado, e necessário por todos os cidadãos e trabalhadores. Caso as gerações atuais não sejam qualificadas com educação formal e tecnológica, o desemprego estrutural se agravará. 3.2 Gerações antecessoras: Baby Boomers (W), X, Y e outras Segundo Presnky (2001), a Geração Y é considerada a primeira geração totalmente conectada com artefatos tecnológicos fixos e mobile (móveis) de conexão com a Internet, uma singularidade – um evento inicial. Conforme palavras do próprio autor: “esta singularidade é a chegada e a rápida difusão da tecnologia digital nas últimas décadas do Século XX”, classificando-os como Nativos Digitais, enquanto as gerações anteriores são rotuladas como imigrantes digitais. As demais Gerações que as antecederam - Baby Boomers e Geração X - são chamadas de Imigrantes Digitais em decorrência da necessária imersão ou adaptação ao ambiente tecnológico, enquanto as Gerações mais recentes já nasceram imersas nesse contexto, conectadas e prontamente integradas à utilização de artefatos digitais e tecnológicos. O educador e pesquisador destaca que houve uma grande mudança na Geração Y, os Millennials, conforme citado por Bilk et al., (2020, p. 12) que são os ‘pais’ desta nova Geração Alpha, iniciada a partir de 2010, prolongando-se para os nascidos até 2025. Presnky (2001) ainda destaca que os Imigrantes Digitais deixam transparecer sua incontornável origem – entenda-se como temporal, importante destacar – e com “um sotaque” devido ao modelo mental de suas gerações nas quais há um “pé no passado” com a mesma dificuldade encontrada por alguém que busca aprender outra cultura ou uma nova língua. about:blank 21 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com É importante fazer esta distinção: como os Imigrantes Digitais aprendem – como todos os imigrantes, alguns mais do que os outros – a adaptar-se ao ambiente, eles sempre mantêm, em certo grau, seu “sotaque”, que é, seu pé no passado. O “sotaque do imigrante digital” pode ser percebido de diversos modos, como o acesso à Internet para a obtenção de informações, ou a leitura de um manual para um programa ao invés de assumir que o programa nos ensinará como utilizá-lo. (Presnky, 2001, p. 2). De acordo com Labre e Garcia (2021) as gerações coexistem no ambiente social e tecnológico numa relação de troca e aprendizado mútuo entre Nativos e Imigrantes Digitais: Hoje, diversas gerações coexistem e dividem o mesmo ambiente, dentre elas, as gerações X, Y, Z e Alpha, cada uma com um perfil e um aspecto comportamental diferente, peculiaridades de comportamento, ideais e objetivos. Entretanto, todas vivem na era da tecnologia. (Labre & Garcia, 2021, p. 4). De fato, na atualidade há convivência de diversas gerações reportadas na literatura. Assim sendo, Zomer, Santos e Costa (2018, p.4) apoiados em Motta (2010) destacam que os primeiros estudos sobre as gerações retroagem a Karl Mannheim na publicação ‘O Problema das Gerações’ (1923), que normalmente não é citada por diversos autores, os quais limitam-se a referenciarem as gerações do pós Segunda Grande Guerra Mundial - Baby Boomers (W) – perpassando pela Geração X, Y, Z e flertando com a atual, a Geração Alpha, na atualidade. Feixa e Leccardi (2010, p. 3) designam que Mannheim, sociólogo alemão, é o fundador moderno no Século XX das discussões sobre as gerações, e citam Comte – o positivista francês - e Dilthey – o alemão histórico-romântico – ambos do Século XIX, como os primeiros a versarem sobre o tema sob a perspectiva sociológica, que servira de base para Ortega y Gasset (Espanha), Gramsci (Itália) e Phillip Abrams (Inglaterra) contribuírem com as discussões na Europa, dentre outros autores. about:blank 22 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Sendo assim, listam-se ordinalmente para fins didáticos e de organização, as gerações com suas características e informações básicas comumente descritas na literatura atual, mas insere-se aqui outras duas gerações anteriores: 1ª Geração (1901-1924): Geração G.I – Governamental Issues – geração que nasceu no início do Século XX, estendendo-se um pouco após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), intitulada de a geração “cívico/heroica” nas palavras de Strauss e Howe (1991) por ser a grande solucionadora de problemas, os grandes criadores e construtores da América, conforme citado por Zomer, Santos e Costa (2018, p.4); 2ª Geração (1925-1942): Geração Silenciosa – assim classificada por viver numa época intensa de conflitos e calada/sufocada por crises e acomodada/silenciada com os problemas de ditaduras socialistas, fascistas e comunistas em todo o mundo, o que será fortemente combatido pela próxima geração: consumista e capitalista; 3ª Geração (1943-1960): Geração Baby Boomers - Explosão de Bebês – assim designados pela grande ocorrência de nascimentos (Boom de Bebês) após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) durante a reconstrução de diversos países no pós-guerra. De acordo com Marques e Matos (2021, p. 3) esta geração é a que detém a maior parte da riqueza mundial, sendo grandes responsáveis pelo rumo do mundo e das grandes corporações. Feixa e Leccardi (2010, p.15), citando Begston e Achenbaum (1993) argumentam que é preciso rever a redistribuição da riqueza, bem como uma revisão do contrato social, global. A esse propósito, incorpora-se aqui um importante parêntese para destacar as palavras proferidas pelo Secretário-geral das Nações Unidas (ONU) por ocasião do Dia Internacional de Nelson Mandela (1918-2013), em 18 de julho de 2020 porque assim se ‘intentará’ a busca pela igualdade e sustentabilidade das gerações atuais, em futuro próximo, e posteriores: about:blank 23 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Um novo contrato social dentro das sociedades permitirá que os jovens vivam com dignidade; garantirá que as mulheres tenham as mesmas perspectivas e oportunidades que os homens; e protegerá os doentes, os vulneráveis e as minorias de todos os tipos [...] Dentro de uma geração, todas as crianças em países de baixa e média renda poderão ter acesso à educação de qualidade em todos os níveis. Isso é possível. Nós apenas temos que decidir fazê-lo. (UNESCO, 2020, p. 133). E no fechamento das considerações, o Secretário António Guterres emite uma efetiva mensagem à comunidade internacional em busca da equalização entre pessoas e todas as Nações, com uma revisão do contrato social em escala global que mitigar as tais lacunas e possibilitar o Novo Contrato Social, é preciso um Novo Acordo Global que garanta formas mais justas do compartilhamento do poder, de riqueza e de oportunidades a nível internacional. A esse propósito vale citar o Fórum Econômico Mundial de 2023, ocorrido em Davos na Suíça, em que o futuro das profissões é analisado e aventando-se que “macrotendências e as tecnologias” vão destruir e criar milhões de empregos entre 2023 e 2027: The Future of Jobs Survey brings together the perspective of 803 companies – collectively employing more than 11.3 million workers – across 27 industry clusters and 45 economies from all world regions. The Survey covers questions of macrotrends and technology trends, their impact on jobs, their impact on skills, and the workforce transformation strategies businesses plan to use, across the 2023-2027 timeframe. (WEF, 2023, pp. 6, 28). Neste espectro e contexto, será necessário requalificação constante porque a mudança estruturaldo mercado de trabalho e o advento da Inteligência Artificial (IA) vão eliminar 83 milhões de empregos, criando outros 69 milhões: 14 milhões serão perdidos nos próximos 5 anos, conforme relatório de pesquisa com mais de 800 empresas. about:blank 24 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 4ª Geração (1961-1981): Geração X – filhos da geração que os antecede são o elo perfeito entre o Boomers, altamente focados e balizados por critérios éticos por adotarem esse ponto forte para suplantar a baixa cooperação, vendo as parcerias e lideranças como algo de suma importância no sucesso das equipes de trabalho; sem contudo, ter toda a espontaneidade devido a segurança que buscam através de seu trabalho ou emprego; e a Geração Y que os sucede, por desenvolverem alta capacidade de interação e aprendizagem, uma nova cultura: [...] a Geração X é uma “ponte perfeita entre gerações”, uma vez que este grupo adota a ética no trabalho e o foco dos Baby Boomers, embora consigam se conectar com facilidade à cultura, visão de mundo e até valores da Geração Y. (McCrindle & Wolfinger, 2009, conforme citado por Zomer, Santos & Costa, 2018, p. 6). Os integrantes desta geração são os que em sua grande maioria ocupam os cargos de chefia e alta gerência nas organizações, em boa medida por sua experiência, formação e relação de lealdade construída ao longo dos anos com chefias e pares de trabalho. De acordo com Bakus (2019, p. 4) essa geração também chamada de Baby Busters, devida a redução de natalidade – se comparada com a geração que a antecedeu, a Baby Boomers - ocorrida em decorrência de outras condições e perspectivas de vida. 5ª Geração (1982 – 1994): Geração Y – nasce em um ambiente extremamente diferente em relação à tecnologia digital e móvel, em comparação com as gerações anteriores, mais analógicas ao passo das digitais. De acordo com Marques e Matos (2021, p. 281) esta é a Geração intitulada como Millennials devido a sua grande interação e imersão nas tecnologias, com especial destaque para a Internet, fazendo com que essa interação cotidiana nos diversos ambientes em que se fazia presente: escolas, shopping centers, salões de festas, em casa. about:blank 25 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Segundo Zomer, Santos e Costa (2018) esta mesma geração é chamada como “Dot.Com Generation” em decorrência da difusão e imersão massiva e crescente do uso de artefatos tecnológicos conectados à Rede Mundial de Computadores, a efetiva Geração da Internet. 6ª Geração (1995 – 2010): Geração Z – também conhecida como Geração True Gen ou a Geração da Verdade é o que revela estudo da agência de pesquisa mercadológica McKinsey Brasil (2018, p. 2) em parceria com a Agência Box 1824, renomada em levantamento de dados referente ao consumo em nichos e segmentos de mercado, inovação e comportamento do consumidor. É uma geração que está em busca de sua verdade, de participação efetiva, de uma identidade que não aceita rótulos ou estereótipos. Os autores Marques e Matos (2021) citam o CEO da referida Agência, Rony Rodrigues, que apresenta o seguinte resultado de uma pesquisa realizada em 2018 com esse público, a Geração Z, também conhecida como a Geração dos Centennials: Entrevista: 73% da geração Z pensa duas vezes antes de comprar algo; 63% dizem que só compram o que precisam; 51% vão alugar ou vender roupas em sites de brechós. Ética: 87% da Geração Z parou de comprar produtos de empresas envolvidas em escândalos; 82% alegaram se lembrar de pelo menos um escândalo ou caso polêmico envolvendo uma empresa; 50% não comprou produtos de empresas que consideravam antiéticas. Singularidade: 63% da Geração Z defendem todas as causas relacionadas à identidade das pessoas (como gênero, raça e orientação sexual); 50% já estão dispostos a pagar mais por produtos customizados; 47% acham que não classificar os produtos como por gênero marcas são legais. (Marques & Matos, 2021, p. 282). Diante do exposto, conclui-se que esta Geração questiona as bases morais de nossa atual sociedade por seu conservadorismo, conveniências éticas e morais, além dos padrões de consumo e relação com o mundo: são em grande número e por vezes, polêmicos. about:blank 26 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Para Duffett (2017), conforme citado por Zomer, Santos e Costa (2018, p. 8) uma característica marcante – não só desta geração – é que são viciados em tela, de acordo com as palavras do autor “screenadicts” ou “screenagers”, termo de origem inglesa. Ainda segundo o autor, esta Geração apresenta comportamento antissocial, individualista e egoísta. Isso em decorrência da utilização excessiva de recursos tecnológicos. Serrano (2010) refere-se a uma subdivisão da Geração Y, cujos nascidos entre os anos de 1991 e 2000 estariam classificados como a Geração W, embora o autor explicite que não se trata exatamente de uma geração, mas sim por uma associação ao triplo W da “World Wide Web” (WWW), a tão conhecida Internet. Ainda de acordo com Serrano (2010), há um movimento que busca classificar cada geração por uma letra (signo) que as identifique. Neste caso, segundo o autor, aventa-se a hipótese de que venha a ser utilizada pela Geração Baby Boomers (1946-1964), a fim de que esta geração também tenha uma letra pela qual possa e deva ser designada na literatura, equalizando assim as formas de se referir a cada uma das gerações. 7ª Geração (2010-2025): Geração Alpha – a mais recente dentre as gerações que coexistem na sociedade atual, trata-se de um grupo que ainda está em fase de conclusão da Educação Básica (Ensino Médio e Fundamental), a iniciar sua marca e caminhada no Mercado de Trabalho. Ao lado das demais gerações, especialmente a Geração Z, vislumbram oportunidades de atuação e aprendizado profissionais através do Programa de Aprendizagem Profissional, em diversos segmentos ou áreas. De acordo com Júnior et al., (2016) esta geração ainda em fase de formação não dispõe de maiores dados para uma classificação de suas principais características: about:blank 27 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Por fim, há a geração dos nascidos a partir de 2010 – a Geração Alpha, ainda “sem características precisas definidas, a não ser que nasceram em um mundo conectado em rede” [...] a interação com a tecnologia desde o nascimento é sua característica principal. Esse fator impulsiona as atividades cerebrais, fazendo com que o cérebro mude, tornando as crianças dessa geração mais inteligentes, mais capazes. (Júnior et al., 2016, p. 9). Os autores em tela também mencionam que os integrantes desta geração, assim como os da anterior, prezam pelo respeito à diversidade, ao estilo e à identidade, autonomia e espontaneidade nas relações com ausência de estereótipos, primando por relações efetivamente respeitosas e não meramente formais ou ritualísticas. (Júnior et al., 2016, p. 9). Em referência a Correa (2018) conforme citado por Bakus (2019, p. 13), a Geração Baby Boomers é classificada como Geração W. Essa definição é importante para que se tenha um símbolo (letra) que se refira as gerações sem quaisquer dúvidas quanto a sua designação. Atualizando-se os dados referentes as gerações quanto à designação, períodos e faixa etária atual, sintetiza-se no Quadro 2 essas informações: Quadro 2 - Status das Gerações Gerações Período Idade atual Geração W - Baby Boomers 1943 a 1960 Entre 63 e 80 anos Geração X - Gen X ou Baby Busters 1961 a 1981 Entre 42 e 62 anos Geração Y – Millennials 1982 a 1994 Entre 29 e 41 anos Geração Z – Centennials 1995 a 2010 Entre 13 e 28 anosGeração Alpha - Letra Grega: α 2010 a 2025 Entre 0 e 13 anos Fonte: elaborada pelo autor (2023). Obs. De acordo com Aere (2021) os períodos informados na Figura 2 são produto da pesquisa do IBGE – PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios). about:blank 28 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Para os autores Feixa e Leccardi (2020) as gerações não são demarcadas cronologicamente de modo rígido ou fixo, mas sim por suas características gerais e os eventos que as marcaram significativamente, os quais podem ser classificadas não apenas por décadas, mas até mesmo por alguns séculos No contexto da análise das gerações que antecedem a Alpha, é fundamental compreender que, sociologicamente, as gerações não surgem da cadência temporal estabelecida por uma sucessão de gerações biológicas. Em outras palavras, não há padronização do tempo para medir ou prognosticar seu ritmo. As principais características das Gerações que antecedem à Alpha podem ser melhor vistas na Figura 2, em relação ao contexto político, social e de trabalho; visão de mundo ou comportamento; e consumo de referências tangíveis e intangíveis: Figura 2 - As diferentes gerações no ambiente de trabalho Fonte: McKinsey & Company. (2021). about:blank 29 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Uma geração, do ponto de vista sociológico, pode ter uma duração de dez anos, ou, como ocorreu em sociedades pré-modernas, pode estender-se por vários séculos. Além disso, uma geração sociológica pode incluir uma pluralidade de gerações biográficas ou, como na história de muitas sociedades tradicionais, apresentar apenas uma geração sociológica. Portanto, ao analisar as características das gerações anteriores à Alpha, é necessário considerar essa abordagem sociológica que transcende a mera contagem de anos, especialmente no que diz respeito ao contexto de trabalho, comportamento e consumo. 4 GESTÃO DE CARREIRA NA ATUALIDADE A gestão de carreira, independentemente do perfil do profissional – seja autônomo, empreendedor ou celetista – se dá no e para o Mercado de Trabalho, que pode ser entendido como o conjunto de empregadores e detentores do capital, dos meios de produção e comercialização, enquanto no outro extremo tem-se o Mercado de Recursos Humanos constituído por todos os profissionais que disponibilizam seu tempo, força e expertise para os empregadores ou tomadores eventuais de serviços. De acordo com Chiavenato (2005, p.144) vemos que “se o mercado de trabalho são as oportunidades de emprego que as empresas proporcionam, o mercado de recursos humanos é o conjunto de profissionais que oferecem seus conhecimentos e habilidades a essas vagas de emprego”. Para Chiavenato (2014) o autogerenciamento da carreira profissional está substituindo a cultura anterior na qual o empregador era o arquiteto planejador ao traçar uma rota de progressão (horizontal) ou promoção (vertical) de ascensão profissional através do organograma organizacional. Organograma pode ser definido como um gráfico que determinada os três níveis básicos da hierarquia ou enfoques na pirâmide organizacional: estratégico (determina o que fazer: about:blank 30 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com missão, visão, valores, produtos e serviços etc.), tático/técnico (diz como fazer), e operacional (deve executar ou fazer), incluindo a departamentalização (setores/seções) e a unidade de comando ou hierarquia (quem tem ascendência sobre quem: entre setores e pessoas), nas organizações ou entre essas. Nesse contexto, de acordo nosso autor Chiavenato (2014, p.198-199) relaciona cinco estratégias de planejamento, desenvolvimento e gestão de carreira profissional cujas empresas disputam por profissionais (internos e/ou externos) para a composição de seus quadros funcionais devido às aptidões e tipos de inteligência - frise-se – que interessam à operacionalização de suas atividades comerciais ou serviços ao mercado: 1) Planejamento de carreira: realizado pela organização que, ao projetar suas futuras necessidades de atualização processual ou tecnológica e/ou sua expansão no mercado, capacita ou direciona o colaborador para o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades necessárias ao desempenho de suas atribuições; 2) Desenvolvimento de carreira: realizado pelo trabalhador ou pela organização, engloba as estratégias de identificação e gestão de meios e recursos essenciais ao desenvolvimento de competências composta por conhecimentos, atitudes e valores - o saber fazer técnico (hard skills) e comportamentais (soft skills) - para o crescimento profissional; 3) Gestão de carreira: elaborado pelas organizações com base em suas projeções de demanda, seleciona e implementa capacitação dos talentos internos que podem ocupar cargos/funções com base no desempenho mensurado pelas avaliações; 4) Autogerenciamento da carreira: executado pelo trabalhador, visa identificar gaps técnicos ou comportamentais, além das demandas e possíveis oportunidades a fim de buscar qualificações que possam manter a atualização e empregabilidade num mercado que randomicamente alterna demandas, tecnologias e tendências; about:blank 31 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 5) Empregabilidade: trata-se da capacidade que um profissional tem de despertar o interesse de empresas e profissionais de mercado, seja pela sua formação, competência, desempenho, compromisso ou realizações excepcionais que o fazem ter e ser um diferencial, cuja presença em determinadas equipes ou organizações pode contribuir sobremaneira nos resultados almejados e alcançados. Dutra (2010) citado por Pestka (2015) define que carreira profissional é uma trilha de experiências que constituem o histórico, repertório e fazer profissional dos trabalhadores que atuam no Mercado de Trabalho formal, como autônomo ou informal: [...] as sequências de posições ocupadas e de trabalhos realizados durante a vida de uma pessoa. A carreira envolve uma série de estágios e a ocorrência de transições que refletem necessidades, motivos e aspirações individuais e expectativas e imposições da organização e da sociedade. (Dutra, 2010, conforme citado por Pestka, 2015, p.17). Segundo Xavier (1997) citado por Araújo e Garcia (2014, p. 103-104) alguns cuidados para uma melhor gestão de carreira são necessários, especialmente para as novas Gerações Z & Alpha, que estão iniciando no Mercado de Trabalho. O planejamento e autoconhecimento são essenciais ao fazer a ao caminhar profissional; pois, quem tem objetivos suporta os desafios, tendo em vista que a vida – não somente a profissional - foi feita para as realizações: a) conhecer as limitações: internas, relacionadas ao perfil, limites, possibilidades e capacidade da pessoa; e externas, impostas pelo mercado, tecnologias dentre outros, de acordo com o modelo de racionalidade limitada de Carnegie; b) definição de meta: prazo de execução para que se crie um cronograma enumerando, classificando e descrevendo um conjunto específicos de atividades ou passo a passo, estabelecendo períodos e prazos de execução; about:blank 32 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com c) não desviar o foco: especificar os objetivos com prazos/metas (ainda que parciais) e manter atenção ao planejado, procedendo aos ajustes que se fizerem necessário ao longo do processo de desenvolvimento profissional almejado; d) planejar as ações: estabelecer objetivos, especificar prazos, meios e recursos necessários, sejam eles materiais, humanos, financeiros,tecnológicos ou informacionais, executando o planejamento inicial e avaliando e aperfeiçoando de acordo com o necessário. Segundo Dutra (2007) uma das estratégias mais utilizadas pelas organizações para o gerenciamento de carreira é deslocar o foco do controle para o desenvolvimento de pessoas. O autor também destaca que “há grande pressão para que a gestão de pessoas seja marcada pela ideia do desenvolvimento mútuo. De um lado, a empresa, ao desenvolver-se, desenvolve as pessoas; de outro, as pessoas, ao desenvolverem-se, desenvolvem a empresa” (Dutra, 2007, p.17). De fato, é preciso que a relação seja proveitosa para ambas as partes, e a sociedade. De acordo com o autor em tela, vivem-se momentos voláteis e desafiadores para empresas e pessoas. O caminhar da sociedade direciona-se para ambientes cada vez mais complexos e tecnológicos/tecnologizados, demandando atualizações constantes. Dutra (2007) destaca que a carreira não deve ser vista de modo padrão ou uniforme a ser trilhado – rígido nas palavras do autor – mas sim como um conjunto de posições desempenhadas ou ocupadas ao longo de sua caminhada na curva ascendente de aprendizagem profissional em decorrência da crescente e ininterrupta evolução da tecnologia, gerando volatilidade e obsolescência de informações e conhecimento. Nosso autor argumenta que o desenvolvimento de competências de alto nível de especialização são necessárias à manutenção da empregabilidade ao destacar que “profissionais generalista não têm identidade profissional” porque o mercado de trabalho disponibiliza suas about:blank 33 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com oportunidades a especialistas que tenham visão geral e ampliada; noutras palavras, que também tenham a versatilidade de um profissional generalista. Dutra (1996) ainda afirma que carreira profissional é: [...] uma sequência de posições, que uma pessoa pode assumir no interior de uma organização orientada em duas direções, uma de natureza profissional e outra de natureza gerencial, sendo o acesso aos maiores níveis de remuneração e de reconhecimento oferecidos pela empresa, garantido em qualquer uma das direções escolhidas – carreira paralela. (Dutra, 1996, p. 37). Para Rosa (2011) a gestão de carreira está intimamente atrelada ao ciclo de vida de cada indivíduo, mas correspondendo em termos gerais a todos os profissionais. Autoconhecimento e avaliação dos pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades de cada fase da carreira - em sintonia com o ciclo de vida - deve ser frequentemente revista e redimensionada, ajustada. Nessa linha, Pestka (2015) argumenta que a gestão de carreira também está vinculada aos ciclos de vida e que deveriam ser planejados, visando o alinhamento entre objetivos individuais e organizacionais, explicitando que a carreira é um arcabouço de conhecimentos, habilidades e atitudes que todo e qualquer profissional deve utilizar para a manutenção e ampliação de sua capacidade de se tornar empregável. (Pestka, 2015, p. 81). Rosa (2011) destaca seis etapas por que os indivíduos passam durante sua trajetória profissional ao considerar diversos momentos da vida do indivíduo, desde sua formação escolar, culminando no processo final de declínio da carreira, apresentando também diversos conselhos básicos para orientação em cada uma das fases a seguir relacionadas, mas que são vitais aos iniciantes no mercado de trabalho, como os jovens das Gerações Z e Alpha: 1) preparação: fase de estudos e qualificações extracurriculares, além da importância da criação e manutenção de uma rede de relacionamentos (networking) e ajuste fino em termos comportamental e apresentação pessoal auxiliam nestes primeiros momentos; about:blank 34 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 2) entrada: é momento de conquista da primeira oportunidade de emprego ou ao conseguir os primeiros clientes. É preciso que compromisso e qualidade, incluindo a possibilidade de mudar de residência ou cidade, afastando-se necessariamente de uma zona de conforto social devido à proximidade com amigos e familiares; 3) início: entendido como os 5 primeiros anos após uma formação acadêmica inicial, neste período é preciso assumir compromisso e ‘mostrar serviço’, buscando qualificação e atualização constante e sempre que necessário, assim como atuar em áreas diversas para aquisição de experiência e robustez profissional; 4) desenvolvimento: fase de grande importância a partir do 5º ano após a ‘formatura’, estendendo-se até 40 ou os 50 anos de idade, comumente tem-se experiência adquirida, ambição e energia para realizações. Nesta fase normalmente já se teve oportunidades de ocupar cargos de confiança e liderança, sendo indispensável a construção de parcerias confiáveis. Dedicação total é preponderante na construção das próprias credenciais; 5) maturidade: vai dos 45 aos 50 anos ou até os 70 ou 80 anos, uma vez que a longevidade para as Gerações Y, Z e Alpha tendem a ampliarem-se. Redução da motivação, da ambição e necessidade de novas posições ou status é o que marca o início desta fase. O profissional experiente busca a manutenção da empregabilidade, visando conciliar com a qualidade de vida porque o horizonte e perspectivas de vida são outros. Não há mais interesse em “matar um leão por dia” para que haja autoafirmação e demonstrar capacidade e poder. 6) declínio: fase natural da vida em que a diminuição da carga de trabalho e responsabilidades tendem a ser reduzidas. Momento importante de olhar o caminho percorrido e buscar alternativas ou que tragam sentido e propósito, caso não tenham sido conquistados nas fases anteriores da carreira profissional, e da vida. about:blank 35 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com O gráfico 1 apresenta as etapas descritas por Rosa a partir do início de preparação, culminando no momento de declínio da vida profissional e pessoal. . Gráfico 1 - Ciclo de vida da carreira Fonte: Adaptado de Rosa, 2011, p. 66. As fases de carreira descritas por Rosa (2011) contemplam a fase de educação básica, muito anterior à entrada no mercado de trabalho. Rosa não utiliza o termo ‘aposentadoria’ por motivos óbvios e não descritos, ou enumerados no contexto: (a) avanço da medicina e aumento da longevidade; (b) atualizações constantes nas regras de aposentadoria do INSS; (c) mudanças de área de atuação decorrente de alterações estruturais do mercado; (d) impacto das novas tecnologias, processos ou legislações; (e) obsolescência própria por diversas causas, ou de segmento de atuação; e (f) gestão de carreira realizada por empreendedores proteanos ou sem fronteiras. Diante do exposto, antevê-se aos desafios por que passarão das atuais Gerações Z e Alpha no mercado de trabalho, sendo necessário atualizarem-se e reinventarem-se, por toda a vida porque as mudanças estruturais ocorrerão de modo cada vez mais recorrente no Mercado de Trabalho, especialmente devido ao desenvolvimento das tecnologias e da IA. about:blank 36 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 4.1 Tipos de Carreira: Proteana, Sem fronteira, Caleidoscópica e Âncoras de carreira Ser o ‘senhor’ da própria carreira profissional partindo da percepção das estruturas organizacionais existentes e modelos atuais de trabalho é “olhar para o futuro pelo retrovisor”, sentencia Joel Dutra (2010). Segundo o autor, é natural que se perceba as possibilidades de carreira a partir das oportunidades de trabalho existentes, buscando qualificações requeridas, bem como estabelecendo redes de relacionamento para colocações profissionais. Ainda segundoo autor, partindo de percepções e interesses próprios, possivelmente não haveria oportunidades estruturadas nas empresas ou no mercado, mas essa perspectiva sinaliza possibilidades de novas frentes de atuação profissional. Nessa direção, Dutra (2010) apresenta diversas classificações de carreira que por si mesmas são como um farol àqueles que já atuam, estão em busca ou vão iniciá-la, como os jovens das Gerações Z e Alpha. Veloso e Dutra (2010) na obra Gestão de Carreiras na Empresa Contemporânea, apresenta as Teorias tradicionais e não tradicionais de gestão de carreira, tais como Proteana e Sem Fronteiras, além de uma abordagem sobre carreira a Caleidoscópica: a) Teorias tradicionais: associam realização pessoal com a carreira cuja conquista tem as organizações como intermediadoras indispensáveis em busca de segurança e estabilidade, enquanto as empresas requerem lealdade do colaborador; b) Âncoras de carreira: são dimensões que direcionam atuações profissionais, em busca do equilíbrio entre objetivos, desafios, auto percepção e valores que simbolizam o próprio ser. A seguir sinteticamente as principais listadas por Schein (1993) que são evidentes por si mesmas: Competência técnica-funcional; Competência de gerência geral; Autonomia e Independência; Segurança e Estabilidade; Criatividade empreendedora; Serviço e Dedicação a uma causa; puro desafio e, Estilo de vida. (Schein, 1993, conforme citado por Ribeiro, Nunes & Lopes, 2017, p. 22). about:blank 37 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 4.1.1 Teorias não tradicionais Um tipo de carreira associada a temas como associam realização pessoal com auto- organização e gestão própria de carreira, sem ter as organizações como única influenciadora de suas decisões profissionais, mas também as dimensões familiar e social. Há duas abordagens. Uma primeira que denomina de Gestão de Carreira Proteana, caracterizada pela ausência de segurança e contratos que são renovados ou mantidos recorrentemente. Há um contrato (não formal) ou acordo psicológico que prevê trocas e entregas mútuas com base no desempenho/performance das demandas apresentadas (transacional), e nas relações de confiança entre as partes envolvidas (relacional). E uma segunda denominada Gestão de Carreira Sem Fronteira, que visa conciliar a vida pessoal e profissional dos trabalhadores, assim como organogramas enxutos e flexíveis nas organizações, com funcionários polivalentes. Contratos de profissionais horistas ou intermitentes são comuns nesse contexto de flexibilização entre empresas e trabalhadores, com aprendizado em mão-dupla. Com base no acima exposto, identifica-se que as relações de trabalho sob a perspectiva Proteana, classificação essa derivada do nome Proteu, deus grego do mar, que modifica sua forma sempre que necessário a fim de adaptar-se ao contexto para atingir seus objetivos mais imediatos. Isso é comum com profissionais que têm esse perfil, sejam eles contratados como temporários, por tarefa ou projeto ou ainda, como horistas ou com carga horária parcial. Contrapondo as carreiras de gestão organizacional, as quais tem ambientes mais estáveis, os autores de carreiras Sem fronteiras atuam em ambiente mais volátil e vinculam-se a um cenário menos previsível no que se chama de ‘nova economia’, focada em inovação, criação e tecnologias, em contraste à economia industrial. Dutra (2010, pp. 20-21) apresenta seis exemplos de profissionais com esse perfil: about:blank 38 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 1) profissionais de pesquisa e inovação em tecnologia, como os do Vale do Silício que trabalham com diversos projetos, visando criação, inovação e disruptura tecnológica; 2) profissional manufatureiro que pode comercializar autonomamente seus produtos e serviços, além de poder atuar como instrutor ou professor de cursos; 3) profissionais com alto nível de relacionamento (networking) ou com acesso a informações relevantes sobre tendências de mercado, interessados em determinadas propriedades, produtos e/ou serviços, e que trabalham como corretores ou vendedores; 4) profissionais de alto gabarito técnico que estabelecem relações de mercado com associações representativas ou socialmente significativas, explorando outras oportunidades de atuação como consultores, instrutores ou palestrantes que devido à sua relevância criam contrapontos à hierarquia nas organizações em que atuam; 5) profissionais que declinam ou preterem possibilidades de promoção ou progressão na carreira em favor à vida pessoal, familiar ou social e; 6) profissionais que não se limitam a estruturas ou vínculos organizacionais, buscando mesmo atuação em diversas frentes e cenários, porque são atores que ultrapassam fronteiras econômicas e sociais, focadas em aprendizado coletivo e networking sociais. Com esse plano de fundo, percebe-se a preponderância na atualidade de profissionais que tenham a polivalência técnica e comportamental para a manutenção dessa relação de trabalho, cujos frutos ou resultados sejam percebidos e vantajosos para ambas as partes. Sem isso, não é interessante manter a relação entre tomador e prestador de serviços. Sob o olhar das relações profissionais na perspectiva Sem fronteira, a conciliação entre a vida pessoal e profissional é pouco ou nada negociável. Profissionais com esse perfil preterem atividades ou projetos cujo impacto na vida pessoal, familiar ou social sejam significativos, dificultando a calibragem do equilíbrio entre a vida particular e a profissional. about:blank 39 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 4.1.2 Gestão de Carreira Caleidoscópica Trata-se de modo de gestão de carreira que se assemelha a um caleidoscópio – instrumento óptico que produz imagens simétricas a partir de um tubo de observação com uma esfera de espelho com vidros coloridos quando girados – que ao produzir novos cenários, gera possíveis interpretações para tomada de decisão que priorizam o equilíbrio entre estilo de vida e demandas de trabalho, caracterizando trajetórias profissionais individuais. Nesse estilo de condução da carreira, Mainiero e Sullivan (2006), citados por Scalabrin, Kishore e Casado (2010, pp. 206-213) introduzem o conceito de Modelo ABC de Carreira Caleidoscópica com três parâmetros: A) autenticidade: convergência de práticas e valores com base em autoconhecimento e identidade pessoal e profissional; B) balanço: equilíbrio entre prioridades pessoais, familiares e profissionais e; C) desafio: com viés individual/subjetivo, trata diretamente da motivação em novos aprendizados, superações e conquistas que representam – se uma vez alcançados – o sucesso na percepção individual do profissional. O Modelo ABC apresenta, em relação à gêneros e gerações, duas configurações: alfa e beta nas carreiras caleidoscópio. 1ª) alfa: associada aos homens Boomers e de gerações anteriores, a combinação de condução de carreira se dava na seguinte ordem de prioridade – desafio, autenticidade e balanço. 2ª) beta: associada a mulheres e homens da geração X e Y, a combinação apresenta a ordem – desafio, balanço e autenticidade. Importante destacar que o modelo de gestão de carreira caleidoscópica tem relação com o movimento opt-out (optar por fora ou optar por afastar-se da organização), termo cunhado por Lisa Belkin (2003) citada por Scalabrin, Kishore e Casado (2010, pp. 206-207) que relata a revolução realizada por mulheres altamente competentes e capacitadas que iniciaram o movimento ao se afastarem por iniciativa própria das organizações em que atuam profissionalmente (temporária ou permanentemente), priorizando família e maternidade. about:blank 40 MUST UNIVERSITY1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com De acordo com as autoras em tela (2010, p. 208), apoiadas em Mainiero e Sullivan (2006) e também em Hewlett (2007) para ser classificado como opt-out deve ocorrer de forma espontânea pela pessoa, indo no caminho inverso ao padrão de constante escalada na carreira. O movimento opt-out apresenta dois fatores: 1) off-ramps: afastar-se temporária ou permanentemente do trabalho ou desligar-se da empresa sem oportunidades imediatas, buscando recolocação profissional imediata; 2) scenic routes: redução da carga de trabalho ou flexibilização da rotina, da carga horária ou de local de execução (home office), recusa a promoção ou redução do empenho para evitá-la ou ainda optar por estar fora da organização para empreender em negócio ou atividade própria em busca de autonomia e liberdade profissional e financeira. Diante do exposto e retomando o Modelo ABC de Gestão de Carreira no contexto geracional, identifica-se um movimento lento e progressivo de inversão de parâmetros, os quais inicialmente com a Geração W – Baby Boomers – teve como combinação ‘alfa’ (desafio, autenticidade e balanço), na qual a vida pessoal e família estavam em última instância. Na combinação ‘beta’ temos homens e mulheres das Gerações X e Y, ressignificando as prioridades: desafio, balanço e autenticidade; com vida pessoal, social e familiar valorizada nesse segundo momento de priorizações geracionais. Naturalmente que ao longo da existência, e considerando os momentos que vive, o profissional fará recombinações a fim de atender necessidades em maior urgência ou importância, de uma pessoa para outra. Nesse sentido, infere-se incidentalmente que haverá combinações distintas que poderiam ser intituladas como ‘gamma’, com a seguinte ordem de importância: balanço, autenticidade e desafio; ou ainda, ‘delta’: autenticidade, balanço e desafio. A pessoa sempre em primeiro lugar: ou coletiva, a família; e/ou, a individual. about:blank 41 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 4.2 Tipos de carreira: Vertical, Horizontal, X, Y, W, Paralela, Rede e Espiral Os tipos básicos de carreiras e sua gestão estão intimamente ligados à ascensão profissional ou a direção que tomam nesse contexto; afinal, um fator decisivo na carreira de cada pessoa pode ser com base no interesse próprio e no perfil individual. A seguir, sinteticamente as principais: a) Carreira vertical: verificada quando ocorre ascensão profissional de baixo para um cargo imediatamente acima: são as promoções verticais. Exemplo: auxiliar promovido a assistente ou analista. Também conhecida como carreirismo ou carreira em escada (Kilimnik, Castilho & Sant’Anna, 2006, p. 2); b) Carreira horizontal: ocorre quando um profissional ascende de Step ou degrau salarial. Exemplo: assistente I para assistente II (Araújo e Garcia, 2014, p. 41); c) Carreira em X: profissionais que atuam de modo focado em objetivos e metas com um propósito. Não há foco em cargo ou função, mas sim e apenas num objetivo a ser atingido. São perspectivas exponenciais. Exemplo: profissionais que atuam com base em seu propósito de vida ou profissional, com interesse em aprendizado, auxílio mútuo e realização pessoal, considerando pertencimento e autoestima (Silva, 2021, n.p.); d) Carreira em Y: profissionais que ascendem a funções altamente especializadas, mas que não exercem cargo de gerência ou chefia. Exemplo: analista que tem alto expertise para assunção de um cargo ou função gerencial, mas por razões diversas desempenham funções de especialistas em suas respectivas áreas de atuação (Araújo e Garcia, 2014, p. 112); e) Carreira em W: composta por profissionais polivalentes que alternadamente atuam ora em funções de liderança, ora em cargos técnicos ou operacionais. Exemplo: professora que atua como tal, ora como coordenador, ora como líder em projetos sem alteração de cargo, apenas temporariamente de função (Silva, 2021, n.p.); about:blank 42 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com f) Carreira em paralelo: alinhamento de atividades correlatas à experiência e formação, funcionando como um ‘Plano B’, tanto interna quanto externamente à organização em que se atua. Exemplo: profissional de determinada área que atua externamente como coach ou palestrante e, internamente, com funções próximas ou do entorno profissional para o qual foi inicialmente contratado (Araújo e Garcia, 2014, p. 111); g) Carreira em rede: características de profissionais com visão de generalista e competências técnicas de especialistas. Esses profissionais atuam em comunicação e ação simultânea e interligadas em redes rizomáticas de trabalho interno e externo às organizações em que atuam, além da polivalência que os permite atuar em diversas áreas e atividades profissionais associadas ou mesmo distinta de seu cargo ou função principal. Exemplo: engenheiro que atua como professor, consultor, assessor e responsável técnico por construções e projetos e atua em áreas de gestão de pessoas. (Lima, Silva & Calvosa, 2008, p. 12). h) Carreira em espiral: profissionais que ascendem na carreira em torno de um cargo ou eixo. Exemplo: professor que inicia na educação básica, migra para cursos livres de formação inicial ou continuada, depois atua nos cursos de qualificação, a seguir nos de habilitação - técnicos - pode atuar como supervisor de cursos devido ao itinerário profissional, evidenciado pelo maior nível de complexidade e remuneração crescente. No entanto, isso ocorre de forma aleatória com idas e vindas – ziguezague – diferentemente de uma linha reta ou escada (Kilimnik, Castilho & Sant’Anna, 2006, p. 6); Esta relação traz uma análise abrangente dos tipos básicos de carreiras, com destaque ao modo como essas trajetórias profissionais estão intrinsecamente relacionadas à ascensão e direção que cada indivíduo escolhe seguir em sua carreira. Esses modelos de carreira fornecem uma visão clara das opções disponíveis para os profissionais, levando em consideração tanto o crescimento vertical quanto horizontal. about:blank 43 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Além disso, o texto também destaca abordagens mais contemporâneas, como a carreira em X, Y, W ou em Rede, que se afastam da ideia tradicional de progressão linear, enfatizando objetivos, especialização, polivalência e conexões interdisciplinares. Essas abordagens flexíveis refletem a diversidade de caminhos de carreira que os profissionais podem seguir, adaptando-se às necessidades e interesses individuais. É importante notar que o texto também menciona a carreira em espiral, que representa um modelo menos convencional de crescimento profissional, caracterizado por avanços não lineares e movimentos "zigzag". Isso ressalta a importância de reconhecer que as carreiras não seguem necessariamente um padrão previsível e direto, e que os profissionais podem encontrar oportunidades de desenvolvimento em diferentes estágios de suas vidas profissionais. Em resumo, o texto oferece uma visão abrangente das diversas possibilidades de carreira, enfatizando a importância de adaptar a trajetória profissional às aspirações pessoais e às complexidades do mercado de trabalho contemporâneo: caminhos para as Gerações Z e Alpha. 4.3 Sentidos do trabalho: o desafio de atribuir Muitos adolescentes, à medida que a idade avança, tendem a buscar inserção no mercado de trabalho seja por iniciativa própria, incentivo de amigos ou por necessidades da própria família. Anseios individuais de consumo, independência e status – reconhecimento e pertencimento - nos grupos sociais de que faz parte são fatores preponderantesque influenciam na tomada de decisão. A dificuldade de auto direcionamento profissional e atribuição de significado ao trabalho é comum a essa faixa etária, o que gera a premência de orientação profissional e auxílio para o autoconhecimento, sem desconsiderar o cenário econômico, o espectro político e about:blank 44 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com demandas de mercado, o que com toda certeza é algo ainda inalcançável para grande maioria dos jovens, especialmente para os de baixa renda e classes sociais menos favorecidas. Autoras como Rizzo e Chamon (2010) destacam que o significado do trabalho para os jovens, ainda em fase de constituição pessoal e profissional, é peculiar por não terem um quadro experiencial de referências das relações interpessoais, profissionais e mesmo hierárquicas em ambiente externo ao familiar e escolar: O significado do trabalho para um adolescente reveste-se de características particulares. Considere um indivíduo em formação, que ainda não tem uma profissão estabelecida, mas precisa do salário que ganha para se manter e, muitas vezes, manter a família. Um indivíduo que ainda não tem experiência profissional, não tem os estudos concluídos e muito menos a personalidade formada. (Rizzo & Chamon, 2010, p. 3). Como evidenciado, o significado do trabalho ou uma vida com propósito fica em segundo plano porque a subsistência é incontornável e inadiável, fazendo com que o jovem assuma ou se submeta a qualquer atividade remunerada, o que entretanto pode não estar alinhado a seus desejos e aptidões, ainda em fase de conhecimento. Trabalhar nesta fase da vida – adolescência – ínterim no qual a vida escolar é intensa, assim como as transformações pelas quais o corpo passa na puberdade, é um desafio a mais especificamente com a escolarização, o que pode ser visto como um entrave ou como um contexto potencializador do amadurecimento do jovem. Nesse sentido, encontram-se na literatura autores que veem como negativa a inserção precoce do jovem no mercado de trabalho por impactar sua vida social, familiar e especialmente sua formação escolar, como Agier (1990) e Oliveira (2001), conforme citados por Rizzo e Chamon (2010, p. 5), para os quais – respectivamente – essa assunção de responsabilidade no ambiente familiar é vista como “adultização precoce” que são vistas como “atribuições trabalhistas a partir de seis ou sete anos, seja por meio de tarefas domésticas, como cuidar da about:blank 45 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com casa e dos irmãos menores, seja no próprio mercado de trabalho, olhando carros, lavando vidros etc.”, segundo Agier (1990). Nessa linha, vê-se noutros autores a corroboração desta percepção ao argumentarem que há prejuízos físicos e educacional como consequência da entrada antecipada no mercado de trabalho para os jovens porque há fases que devem ser vivenciadas em etapas propícias e adequadas ao pleno amadurecimento desse público, incluindo o impacto na baixa qualidade ou interrupção da escolarização: [...] o trabalho precoce geralmente promove efeitos negativos no desenvolvimento físico e educacional, impedindo o jovem de dedicar-se às atividades extracurriculares, como atividades lúdicas e sociais próprias da idade, trazendo isolamento dos jovens entre seus pares e familiares, e sendo responsável pelo atraso escolar. (Oliveira, 2001, conforme citado por Rizzo & Chamon, 2010, p. 5). As autoras, também apoiadas em Mielnik (1987) destacam que a evasão escolar ocorre boa parte das vezes como decorrente das limitações financeiras por que passam a família, sendo inevitável a inserção antecipada no mercado de trabalho. Pereira et al., (1994) em menção das autoras, reverbera a inversão social de papéis que – em nossa cultura – são responsabilidade de adultos e que, em vez de serem consumidores da receita financeira familiar, são colaboradores. O autor argumenta que jovens nesse contexto tendem à defasagem na formação psicológica, afetiva e intelectual. (Conforme citado por Rizzo & Chamon, 2010, p. 4). As autoras (2010) complementam pontuando que os jovens sentem dificuldades, as quais podem ser percebidas como sentimentos de “incapacidade, inadequações e limitação intelectual” - que são efetivamente comprovadas quando ocorrem - com as reprovações sucessivas no contexto escolar, provocando o desinteresse e o consequente baixo aprendizado, resultando na evasão escolar. about:blank 46 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Noutro extremo, tem-se autores que veem o processo de entrada no mercado de trabalho como uma oportunidade de aprendizado e convivência que culminará no amadurecimento e nas experiências proporcionadas aos jovens. Pesquisadores como Guimarães e Romanelli (2002) contrapõem esses argumentos embasados em Vicente (1994) para quem “o processo de profissionalização não pode impedir o jovem de estudar e, principalmente, não pode impedi-lo de construir um projeto de vida”. Os autores em tela sinalizam para outra perspectiva dessa inserção do jovem no mercado de trabalho remunerado: No ambiente de trabalho, apesar de estar submetido ao controle que os superiores exercem sobre suas atividades laborais, o adolescente também tem a oportunidade de conviver com iguais, isto é, com pares, e aprende a ordenar suas formas de sociabilidade e suas representações, o que amplia suas experiências e contribui para o processo de amadurecimento psicológico e intelectual. (Guimarães & Romanelli, 2002, pp. 3-4). Guimarães e Romanelli (2002, p.4) destacam algumas vantagens para o amadurecimento emocional diante de ascendentes nas relações familiares “[...] com o trabalho remunerado, o adolescente conquista mais autonomia e, consequentemente, maior liberdade diante da autoridade dos pais ou responsáveis” o que são oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Nesse contexto, a orientação profissional é importante no direcionamento do jovem por pais, mestres e demais pessoas do círculo familiar e social, especialmente com auxílio de profissionais da área de orientação profissional (OP). De fato, muitos jovens percebem essa necessidade e buscam aconselhamento para esse fim por lhes faltarem uma visão mais realista e direcionada por falta de conhecimento próprio e também em perspectiva profissional, assim como por sentirem-se emocionalmente vulneráveis. Isso é perfeitamente compreensível, considerando o início da vida adulta ou de sua “precocização” ao ter de assumir responsabilidade com seu sustento ou família. about:blank 47 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 4.4 Orientação profissional e maturidade para escolhas De acordo com os pesquisadores Ambiel, Martins e Hernández (2018) da Universidade São Francisco de Campinas – SP, referenciados no documento “Orientação Escolar e Profissional: Guia para Decisores” (2004), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a orientação profissional pode ser definida como: Conjunto de atividades que permitem aos cidadãos de qualquer idade, em qualquer momento das suas vidas, identificar as suas aptidões, competências e interesses, tomar decisões importantes a nível escolar, a nível da sua formação e a nível profissional e gerir os seus projetos de vida individuais no estudo, no trabalho e em outros contextos nos quais essas aptidões e competências são adquiridas ou utilizadas. A Orientação é oferecida em diversos contextos: educação, formação, emprego, a nível comunitário e a nível privado. (OCDE, 2004, conforme citado por Ambiel, Martins & Hernández, 2018, pp. 2-3). Ambiel, Martins & Hernández (2018)reforçam a importância da Orientação Profissional como algo relevante à sociedade, uma vez que ao promover o autoconhecimento e escolhas profissionais acertadas promove a satisfação dos indivíduos em nível pessoal e profissional, bem como para a saúde do trabalhador, o que contribui para a sociedade e certamente com as organizações com empenho, eficiência e eficácia – produtividade. Ainda de acordo com a OCDE (2021, pp. 6, 16, 17, 39) respectivamente, a Orientação profissional será mais bem alcançada pelos estudantes, se: 1) Baixas taxas de conclusão escolar forem combatidas e revertidas; 2) Forem conscientizados sobre a importância escolar e realidade do mercado; 3) Antecipação de habilidades e acompanhamento de graduandos e; 4) Diminuição de limitações financeiras e melhor orientação de carreira, devidamente fundamentada para o financiamento de sistemas educacionais (municípios), com melhor desempenho ou aproveitamento. about:blank 48 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com Sob esta perspectiva é possível entender (tal qual afirmar Ambiel, Martins & Hernández, 2018) que a procura ocorre em maior número com jovens que buscam Orientação Profissional para escolha do curso de Nível Superior que irão cursar, conforme pesquisas na área. Destacam dado interessante sobre os níveis de pontuação (score) das pesquisas de Hutz e Bardagi (2006), apresentando informações sobre indecisão, ansiedade e depressão dos jovens no contexto da busca por orientação: a) alto score: mostram que quando o alto nível de score existe é positivo porque a escolha já foi realizada e a indecisão existente é baixa; b) baixo score: indicam alto nível de indecisão e ansiedade, com destaque para jovens com esse perfil serem filho único ou são de idade intermediária “filho do meio”, na família de que faz parte, comparativamente com os demais jovens do grupo. Ambiel, Martins e Hernández (2018) a fim de consolidar as vastas e ricas informações disponibilizadas pelos autores nos quais se referenciam, permitem ter uma visão geral e cronológica dos trabalhos voltados a mapearem as demandas por orientação profissional de jovens que buscam auxílio na escolha profissional para cursos de Nível Superior. Este cenário está ligado à instabilidade de metas dos jovens e à responsividade, que pode ser entendida como demonstração de afeto e apoio que visa promover o equilíbrio emocional, bem como a autonomia fomentada pelos pais, substitutos ou responsáveis legais nesse importante momento de escolha e tomada de decisão. (Magalhães, Alvarenga & Teixeira, 2012, conforme citados por Ambiel, Martins & Hernández, 2018). Ambiel, Martins & Hernández (2018) relacionam e citam diversos pesquisadores sobre as causas de procura e benefícios da Orientação Profissional. Em muitos casos a orientação é decisiva na escolha assertiva de um curso superior a iniciar ou de uma carreira a seguir, observando o próprio histórico do jovem que opta por este tipo de ajuda ou serviço. about:blank 49 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com No quadro 3 a seguir são consolidados alguns dados que explicitam as principais causas de procura por Orientação Profissional, relacionadas por autores e seus anos de publicação e (focos) causas de pesquisa: Quadro 3 - Causas da busca por Orientação Profissional Autor (Ano) Causas Carvalho (1995) Ribeiro e Uvaldo (2007) Satisfação pessoal por escolhas acertadas, as quais são produtivas para as organizações e a sociedade Santos, Luna e Bardagi (2014) Bem-estar individual e promoção da saúde Carvalho (1995) Melhor escolha para o futuro profissional Ribeiro (2003) Falta de informação profissional e fontes de pesquisa relacionadas Bardagi, Lassance e Paradiso (2003) Busca de informações sobre profissões, mercado de trabalho, cursos e áreas de atuação Semensato et al. (2009) Dúvida, indecisão e ausência de informações Bonadiman, Scaff, Bardagi, & Luna (2016) Melo-Silva, Lassance & Soares (2004) Escolha do Curso Universitário Silva (2010) Kelly & Lee (2002) Indecisão sobre a escolha Saka, Gati & Kelly (2008) Momento da tomada de decisão Fonte: elaborado pelo autor a partir de Ambiel, Martins e Hernández (2018). A exploração vocacional, também realizada através de testes vocacionais, é importante no início de carreira, especialmente na juventude e no começo da vida adulta. O autoconhecimento, com suas habilidades e interesse conhecidos; o conhecimento do mercado de trabalho e suas limitações, características e oportunidades e; a exploração são fatores preponderantes na orientação profissional ou para a autogestão de carreira. De acordo com Nunes e Noronha (2009) a auto eficácia é prerrequisito das escolhas de carreira no âmbito da Teoria Sociocognitiva do Desenvolvimento de Carreira (TSCDC). Autoeficácia pode ser entendida como ter confiança em si mesmo, capacidade de organização, planejamento, execução de objetivos e metas, auto avaliação (metacompetência); enfim, de ter autonomia eficiente: ter pensamento autorreferente, nas palavras das autoras (2009, p. 3). about:blank Reordenar por ordem de datas ou alfabética 50 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com O pensamento autorreferente é como pressuposto próprio de comportamento e motivação que leva à ação focada no empenho para o desempenho eficiente. A autorreferência contempla os dois lados: é possível que seja favorável e benéfica quando otimista; enquanto o oposto também é verdadeiro; negativo, se pessimista: A autoeficácia refere-se à confiança na capacidade pessoal para organizar e executar atividades e certos cursos de ação, ou seja, à crença de que se é capaz de realizar ações específicas. Estas crenças podem variar desde aquelas mais favoráveis às mais desfavoráveis. (Bandura, 1986, 1997; citado por Nunes & Noronha, 2009, p. 3). Nesse contexto, aspectos afetivos, biológicos e o desenvolvimento do indivíduo são preponderantes no comportamento e seus resultados. Em síntese, somos consequência dos ‘elementos’ que nos formam e do que pensamos, infere-se das afirmações das autoras. Nunes e Noronha (2009) destacam dimensões que contribuem na constituição da auto eficácia: pessoal, contextual e experiencial. As autoras reportam que a Teoria Sociocognitiva do Desenvolvimento de Carreira é referenciada em alguns elementos da Teoria Sociocognitiva, tais como pensamento autorreferente para a auto eficácia, motivação e comportamento: Dentre os determinantes teóricos incorporados, originalmente expostos na Teoria Sociocognitiva, Lent et al., (1994) concordam com a ideia de que o homem se baseia no pensamento autorreferente para a regulação da sua motivação e comportamento, mais especificamente na auto-eficácia e nas expectativas de resultado. (Bandura, 1986; 1997, conforme citado por Nunes & Noronha, 2009, p. 3). Importante destacar que essa Teoria visa estudar pessoas em fase de adolescência e início da vida adulta, considerando que neste momento há um foco na escolha e definição de uma carreira profissional a seguir. Interesse e desempenho em atividades e disciplinas escolares podem ser um excelente referencial a direcionar as explorações e escolhas laborais alinhadas about:blank 51 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com ao próprio perfil. Há diversos fatores externos que influenciam as escolhas pessoais. Nunes e Noronha (2009, p. 4) informam que Lent et al., (1994) destacam que as escolhassão influenciadas pelo sexo, condições genéticas, etnia e saúde do indivíduo. Em relação ao sexo e etnia, Lent et al., (1994) dizem que na escolha de carreira, não são esses fatores que determinam, mas sim o contexto sociocultural e influências pesam na opção; ou condição, acrescenta-se. Os autores também abordam que limitações de ordem física ou genética são determinantes nas limitações e, portanto, nas escolhas profissionais. Os chamados sistemas de suporte e de barreiras (família, condições financeiras, sociais e emocionais) como variáveis contextuais representam em grande medida, limites e possibilidades. Segundo Naidoo (1998) citado por Junqueira e Melo-Silva (2014) a maturidade é o principal fator que conduz à busca pela OP, cujos fatores de influência são: “o nível educacional, status socioeconômico, lócus de controle, sexo ou diferenças de gênero. A relação entre maturidade para a carreira e relevância do trabalho, raça, etnia e diferenças culturais” (Naidoo, 1998, citado por Junqueira & Melo-Silva, 2014, p. 3). Ainda segunda as autoras, apoiadas em Patton e Lokan (2001) a maturidade cresce na carreira à medida que a idade avança. Os autores apresentam dados em seus estudos que jovens do sexo feminino apresentam maior nível de maturidade na condução de suas carreiras profissionais dos jovens do sexo masculino. (Junqueira & Melo-Silva, 2014, p. 3). Nesse contexto, infere-se que a maturidade para escolhas é algo incidental além das variáveis desse processo, e que ocorrerão de modo individualizado. Sendo assim, a OP pode ser fator decisivo no autoconhecimento através de testes vocacionais, explorando aptidões e interesses, demandas atuais e futuras de mercado, além de um planejamento de vida e carreira que pode ser implementado progressivamente no contexto de uma autogestão proteana ou sem fronteiras, com nuances caleidoscópicas, observando-se as âncoras de carreira. about:blank Do que 52 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 5 À GUISA DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS Gestão de carreira é gerir a própria vida. Ter consciência de onde se está e aonde se quer ou pretende chegar são desafios comuns a todos os profissionais do mercado, especialmente aos mais jovens das Gerações Z e Alpha. Planejar o percurso do que e como fazer, de quem, de quanto e pelo período que se vai precisar são estratégias de autogestão de carreira que precisam integrar a tomada de decisão em relação à vida e à profissão - o autoconhecimento dos limites e possibilidades próprias - avaliando a conjuntura econômica, as tendências de mercado, e do território ou região na qual se vive ou atua profissionalmente. A orientação profissional realizada por profissionais de psicologia ou com especializações na área são alternativas que direcionam a descoberta, explorações por meio de testes ou experiências vocacionais, análise de mercado, gosto e habilidades desenvolvidas pelo jovens em diversos contextos como o familiar, estudantil e social. Com este apoio, a maturidade para escolhas é posta à prova, vista e revista até o atingimento da decisão customizada, possível e ótima. A convivência que gera experiências e habilidades de sobrevivência na ágora ou arena pública no mundo do trabalho, o que forjará referências e caracteres, expertise e resiliências. A formação acadêmica em Nível Técnico ou Superior, as experiências proporcionadas como política de inclusão e inserção no mercado de trabalho como o programa de aprendizagem profissional que viabiliza o primeiro emprego, fomentando experiências e maturidade aos jovens na faixa etária de 14 a 24 anos representam ações públicas de amparo ao jovem, visando seu bem-estar, o crescimento pessoal, social e do País, como um todo. Que as competências e metacompetências são sejam meramente técnicas, mas essencialmente humanas: emocional e comportamental. about:blank É o que... 53 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com A vivência profissional e as experiências proporcionam aos jovens - alinhadas a estratégias educacionais do Século XXI - são caminhos imprescindíveis ao desenvolvimento de um fazer educacional e profissional colaborativo, cujas marcas formativas do aprender fazendo representam um processo de ação-reflexão-ação, desenvolvido por meio de pesquisa o conhecimento técnico-científico, atitude colaborativa e sustentável – inteligência socioemocional – o senso crítico, e o essencial: uma postura marcada pela orientação a valores e a uma conduta ética, por excelência. A convivência respeitosa intergeracional e com a diversidade presente na sociedade brasileira e sua mistura das raças, é o que se espera dessas gerações mais recentes, especialmente quanto à diminuição das desigualdades de gênero e todas as demais; no consumo consciente, nas práticas éticas, numa busca de atribuição de significado existencial e profissional, uma vida com propósito. As possibilidades de autogestão de carreira são muitas. Buscar segurança em carreiras tradicionais como as verticais, horizontes ou em Y, as mais usuais. Ser uma inteligência realizadora-empreendedora, ao criar o próprio empreendimento ou negócio, produto e/ou serviço em um nicho ou segmento de mercado, próxima da inteligência criativa. Ser um profissional polivalente para diversos ambientes e desafios numa perspectiva Caleidoscópica com adaptação imediata a cada cenário. Na perspectiva Proteana em que não há garantias – o contrato é psicológico -, e precisam ser constantemente renovadas em relações de mútua entrega e confiança; ou ainda, ser profissional Sem Fronteira, que busca experiência múltiplas e desafiadoras num justo equilíbrio entre vida pessoal – familiar e social – e vida profissional. Esses são os desafios mínimos que esperam as Gerações Z e Alpha. about:blank são as mais... 54 MUST UNIVERSITY 1960 NE 5th Ave, Boca Raton, FL 33431, EUA Call today: USA (561) 465-3277 | info@mustedu.com 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ambiel, R. A. M.; Martins, G. H.; Hernández, D. N. (2018). Por que os Adolescentes Buscam Fazer Orientação Profissional? Um Estudo Preditivo com Estudantes Brasileiros. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tpsy/a/XLfkwsrHdjyPss3SfNSLSwP/abstract/?lang=pt Acesso em: 20 ago. 2023. Araújo, L. C. (2006). Gestão de pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo: Atlas. Araújo, L. C. G.; Garcia, A. A. (2015). 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