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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA
CAMPUS COROATÁ
CURSO DE ENFERMAGEM
BACHARELADO ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
DISCIPLINA: SAÚDE COLETIVA
ANA JÚLIA SILVA MORAES FARIAS
FLUXOGRAMA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE – SEMUS
Preceptora: Elaine Resende
COROATÁ– MA
2023
1. INTRODUÇÃO
O SUS é o Sistema Único de Saúde e a União, todos os estados e municípios têm responsabilidade em fazer chegar à população seus princípios. Porém é muito importante lembrarmos que, sempre que falamos de entes públicos, há responsabilidades que são do governo federal, outras que são do Estado e as que são determinadas por lei como sendo do município. No SUS não é diferente. Então a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) é responsável pelo planejamento, organização, elaboração, execução e avaliação das ações e políticas de saúde previstas no SUS, dentro das atribuições do município. Nesse contexto, A enfermeira Valquíria de Sousa Costa Carneiro exerce o cargo de Secretária Municipal de Saúde da cidade de Coroatá-MA e tem como secretário adjunto o enfermeiro Lieude Melo. 
A NOB – 01/96 definiu 04 “papéis básicos” para o gestor estadual: exercer a gestão do SUS estadual; promover condições para que os municípios assumam a gestão de saúde de seus munícipes; assumir, transitoriamente, a gestão de sistemas municipais e promover a harmonia, a integração e a modernização dos sistemas municipais, o que pode ser resumido em dois grandes papéis – ser gestor do SUS estadual e fortalecer a municipalização da saúde.
Desta forma, com a implantação do SUS a Secretaria Estadual de Saúde passa a ter um papel, o de Gestora Estadual do Sistema Único de Saúde – SUS. Esta gestão se dá no sentido amplo, não se restringindo ao gerenciamento apenas de sua rede própria de prestação de serviços (hospitais e outras unidades) ou dos prestadores de serviços, privados e públicos que estejam sob sua gestão, ou ainda de alguns programas assistenciais. Esse papel deve incorporar funções de regulação, de formulação e avaliação de políticas de saúde, de negociação e coordenação da política estadual de saúde.
Nesse viés, a SEMUS é de suma importância para a população, uma vez que, tem por finalidade promover políticas voltadas para área de saúde, inclusive utilizando metas sociais e econômicas que visem à eliminação dos riscos de doenças e de outros agravos e ao acesso igualitário e universal às ações e serviços para promoção, prevenção, proteção, recuperação, além de planejar e garantir a prestação dos serviços de saúde municipais, de acordo com o Plano Municipal de Saúde aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde.
2. COORDENAÇÃO DE ALTA E MÉDIA COMPLEXIDADE
A atenção especializada é dividida em dois elementos (atenção secundária e terciária), que são, respectivamente, média e alta complexidade. A média complexidade ambulatorial e hospitalar no SUS é constituída de ações e serviços que tem por objetivo atender aos principais problemas e agravos na saúde da população, onde os atendimentos exigem a presença de profissionais especializados e a disposição de tecnologia de maior complexidade para a realização de diagnósticos e tratamentos (CONASS, 2011). A média complexidade é um conjunto de ações ambulatoriais e hospitalares, se diferenciando da baixa complexidade por dispor de médicos especializados, procedimentos tanto diagnósticos quanto terapêuticos e por basear-se no conceito de economia de escala (NOAS-SUS 01/01).
Hospitais gerais de grande porte, hospitais universitários, Santas Casas e unidades de ensino e pesquisa fazem parte do nível de alta complexidade da atenção especializada. São locais com leitos de UTI, centros cirúrgicos grandes e complexos. Também envolve procedimentos que demandam tecnologia de ponta e custos maiores, como os oncológicos, cardiovasculares, transplantes e partos de alto risco. Os especialistas da categoria estão aptos para tratar casos que não puderam ser atendidos na atenção primária ou na média complexidade da atenção especializada, por serem mais singulares ou complexos. Há ainda assistência a cirurgias reparadoras, processos de reprodução assistida, distúrbios genéticos e hereditários, entre outros tipos de cuidados para processos menos corriqueiros (CARVALHO, 2013).
2.1 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO)
Para fazer frente ao desafio de ampliar e qualificar a oferta de serviços odontológicos especializados, foram criados os Centros de Especialidades Odontológicas – CEO, estabelecimentos de saúde participantes do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - CNES, classificados como Clínica Especializada ou Ambulatório de Especialidade. O Srº Anderson é o diretor do Centro de Especialidades Odontológicas – CEO. 
O tratamento oferecido é uma continuidade do trabalho realizado pela rede de Atenção Primária e, no caso dos municípios que estão na Estratégia Saúde da Família, pelas equipes de Saúde Bucal. Os profissionais da Atenção Primária são responsáveis pelo primeiro atendimento ao paciente e pelo encaminhamento aos centros especializados apenas dos casos mais complexos.
Cada Centro de Especialidades Odontológicas credenciado recebe recursos do Ministério da Saúde. A implantação de Centros de Especialidades funciona por meio de parceria entre estados, municípios e o Governo Federal, isto é o Ministério da Saúde faz o repasse do incentivo financeiro e os estados e municípios contribuem com outra parcela conforme Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012.
2.3 Centro de Testagem e Aconselhamento CTA/SAE
É um serviço que realiza aconselhamento e orientações voltadas para as IST, HIV, Sífilis, Hepatites B e C, bem como oferece Testes Rápidos para estes agravos, resguardando o Sigilo, a Confidencialidade e o Respeito às diferenças.
•    Realiza aconselhamento antes e depois de fazer os exames, a fim de ouvir as dúvidas existentes, realizar orientações de acordo com sua situação de vulnerabilidade e esclarecer sobre as IST/HIV/AIDS/HV;
•    Atende gestantes e puérperas que não realizaram os exames de HIV, Sífilis e Hepatite B durante o pré-natal;
•    Realiza Aconselhamento para casais, inclusive, casais soropositivos e sorodiscordantes (quando um parceiro é positivo e o outro não);
•    Oferece atendimento por livre demanda ou encaminhamento.
•    Oferta insumos de prevenção como: preservativos masculino, feminino e gel lubrificante.
•    Realiza Campanhas de Prevenção e de Detecção Precoce que compõem o Calendário do Ministério da Saúde, em parceria com outras Instituições;
Além disso oferece o Sistema de Serviço de Especialidades com médicos, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, farmacêutico e assistente social e tem como Coordenador o Sr.Tanaac Melo. 
2.4 Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
Atualmente, o atendimento pré-hospitalar móvel no Brasil é prestado principalmente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) implementado em 2003, após um acordo bilateral com a França, e oficializado em 2004 pelo Decreto nº 5.055 (BRASIL, 2015). Para tanto, foi formulada, em 2003, a Política Nacional de Atenção às Urgências, norteada pelos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e baseada em cinco eixos: promoção da qualidade de vida, organização em rede, operação de centrais de regulação, capacitação e educação continuada e humanização da atenção (MACHADO; SALVADOR; O’DWYER, 2011).
O diretor do SAMU de Coroatá é o enfermeiro João de Deus. A equipe operacional do SAMU 192 é composta por Médicos (as), Enfermeiros (as), Técnicos (as) em Enfermagem e Condutores (as) Socorristas. Internamente, o serviço conta com apoio administrativo composto por diversas pessoas – porteiros e auxiliares de serviços gerais, técnicos (as) administrativos (as), contadora, psicólogo, coordenadores e assessores e setores como farmácia e almoxarifado.
Para o atendimento móvel, o SAMU 192 dispõe de dois tipos de ambulância: A Unidade de Suporte Básico (USB), onde o resgate é feito por um (a) Condutor (a) Socorrista e um (a)Tec. em Enfermagem. É utilizada em casos de urgência, onde há necessidade de pronto atendimento, mas sem risco de morte iminente. A Unidade de Suporte Avançado (USA), onde o resgate é feito por um(a) Condutor(a) Socorrista, um(a) Médico(a) e um(a) Enfermeiro(a). É acionada em casos de emergência, quando há necessidade de intervenção médica imediata (BRASIL. 2016).
2.5 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. A diretora do CAPS de Coroata é a enfermeira Jaciara. 
Os CAPS são serviços especializados de saúde mental de caráter aberto e comunitário, ou seja, inseridos na comunidade e que funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento para ser acolhido no serviço. O acesso aos CAPS pode ser feito por demanda espontânea, por intermédio de uma unidade de atenção primária ou especializada, por encaminhamento de uma emergência ou após uma internação clínica/psiquiátrica.
A assistência em saúde mental é realizada por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar, composta por: psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, equipe de enfermagem, farmacêuticos, a depender da modalidade do CAPS.
2.6 Centro de Especialidades Médicas (CEM)
O CEM é uma articulação de pontos de atenção à saúde, de abrangência regional, que oferta atenção especializada ambulatorial, organizado por meio de diferentes modelagens organizacionais, de acordo com as linhas de cuidado e redes de atenção, ordenado pela Atenção Básica (AB) e com regulação do acesso. Integra diversos serviços médicos em uma mesma estrutura e disponibiliza diversas especialidades da medicina, e oferta ao paciente consultas, exames e análise laboratoriais e tem como diretora a senhora Mayana. 
2.7 Centro Especializado em Reabilitação (CER)
Os CERs são unidades voltadas para o atendimento especializado de pessoas com deficiência que necessitam de reabilitação, com o objetivo de desenvolver seu potencial físico e psicossocial. O diagnóstico, a avaliação, a orientação e a estimulação precoce dos usuários são responsabilidade da equipe multiprofissional, composta de Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Fonoaudiólogos, Médicos, Psicólogos, Assistentes Sociais e Enfermeiros. A senhora Mônica Moura é a diretora desse serviço.
Para proporcionar o acesso de pessoas cuja deficiência interfira em sua mobilidade e em sua acessibilidade aos meios de transporte convencionais, o serviço conta com veículos adaptados para o transporte dos usuários.
Existem três categorias de CER – a II, a III e a IV, números que correspondem à quantidade de modalidades de reabilitação oferecidas (física, intelectual e autismo, visual, auditiva).
3. COORDENAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
A Atenção Primária à Saúde é uma das portas de entrada do SUS, sendo a principal delas e o primeiro nível de atenção à saúde. Atualmente, é pautada por princípios e diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que foi uma Portaria nº 2436 publicada pelo Ministério da Saúde em 2017. 
Os serviços de saúde focam na Medicina Preventiva e curativa, se utilizando dos pilares do SUS: a universalidade, integralidade e equidade. Ela possui um modelo assistencial que busca entender as necessidades da população e a complexidade dos territórios. Isso para que os indivíduos consigam a assistência de saúde necessária apenas nesse nível.
Os centros de saúde primário que prestam ações e serviços de Atenção Básica podem ser dois: Unidades Básicas de Saúde (UBS): estabelecimentos de saúde formados pela Equipe de Atenção Básica (eAB) e Unidades de Saúde da Família (USF): estabelecimentos de saúde formados por pelo menos uma Equipe de Saúde da Família (ESF).
São responsáveis por prestar um atendimento multiprofissional adequado às necessidades da coletividade e dos indivíduos, por isso a integração entre a Atenção Primária e a Vigilância em Saúde é essencial.
A coordenadora da Atenção Básica da SEMUS é a enfermeira Hiderlane. A coordenação dos cuidados pela Atenção Primária à Saúde (APS) promove melhorias na qualidade da prestação, reduzindo barreiras de acesso a distintos níveis de atenção e integrando ações e serviços em um mesmo nível do sistema de saúde e no território (ALMEIDA et al, 2018). Na literatura internacional, identificamos uma ampla gama de definições para coordenação do cuidado, que envolvem elementos da integração vertical e horizontal entre ações, serviços e distintos profissionais de saúde, com utilização de mecanismos e instrumentos específicos para planejamento da assistência, definição de fluxos, troca de informações sobre e com os usuários, monitoramento dos planos terapêuticos e das necessidades de saúde, a fim de facilitar a prestação do cuidado contínuo e integral, em local e tempo oportunos (ALELUIA et al, 2017).
3.1 Programa Saúde na Escola
A coordenadora do Programa Saúde na Escola é a enfermeira Raquel Lago e tem como função planejar as ações que desenvolvidas e executadas juntamente com os enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS) próximas das escolas municipais. O programa de Saúde na Escola (PSE) tem como objetivo a integração e articulação permanente entre a educação e a saúde, possibilitando uma melhor qualidade de vida para os alunos (CARVALHO; ZANIN; FLÓRIO, 2020). O PSE visa contribuir na formação integral dos estudantes através de ações que promovam a saúde, prevenindo doenças e agravos a saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino (RUMOR et al, 2022). 
 O público beneficiário do PSE são os estudantes da Educação Básica, gestores e profissionais de educação e saúde, comunidade escolar e, de forma mais amplificada, estudantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) (FERNANDES; KÖPTCKE, 2021).
 As ações de educação e saúde do PSE ocorrerão nos Territórios pactuados entre os gestores municipais de educação e de saúde definidos segundo a área de abrangência das Equipes de Saúde da Família (Ministério da Saúde), tornando possível a interação entre os equipamentos públicos da saúde e da educação (escolas, centros de saúde, áreas de lazer como praças e ginásios esportivos, outros) (FERNANDES; KÖPTCKE, 2021)..
 As ações do PSE devem estar  pactuadas no projeto político-pedagógico das escolas. Esse planejamento deve considerar: o contexto escolar e social e  o diagnóstico local de saúde do educando.
3.2 Coordenação de Educação na Saúde
A educação em saúde pode ser considerada uma das principais ações de promoção da saúde, já que se revela de suma importância tanto na prevenção e reabilitação de doenças, além de despertar a cidadania, responsabilidade pessoal e social, bem como a formação de multiplicadores e cuidadores. Compreende-se que os objetivos da Educação em Saúde são de desenvolver nas pessoas o senso de responsabilidade pela sua própria saúde e pela saúde da comunidade a qual pertençam e a capacidade de participar da vida comunitária de uma maneira construtiva (COSTA et al, 2020).
3.3 Coordenação de Hanseníase e Tuberculose
O Programa Estadual de Controle da Hanseníase desenvolve ações que visam direcionar a prática em serviços de Saúde através da uniformização e sistematização do atendimento ao usuário tendo por objetivo atingir a meta de eliminação da Hanseníase como Problema de Saúde Pública no Brasil (BRASIL, 2002). O diagnóstico precoce, o tratamento correto, o monitoramento dos sinais de reação, o tratamento imediato das reações, o exame dos contatos e sua vacinação, constituem ações prioritárias da enfermagem para a eliminação da hanseníase. A busca ativa assume um papel importante, já que elaé uma ferramenta que leva à identificação precoce dos casos na comunidade, o aumento do número de casos, identifica os acometidos que abandonaram o tratamento e detecta a doença na fase inicial, contribuindo para que sejam reduzidos as incapacidades, a exclusão social e o estigma (SILVA et al, 2021). 
O Plano Nacional de Controle a Tuberculose (PNCT) está integrado à rede de serviços de saúde. É um programa unificado, executado em conjunto pelas esferas federal, estadual e municipal. Existem competências administrativas legalmente instituídas no SUS. Ao governo federal cabe formular a Política Nacional de Saúde, elaborar normas, avaliar as ações e apoiar os estados e municípios com recursos estratégicos. Aos municípios cabe o papel de planejamento e execução da maior parte das ações, a avaliação destas nas suas unidades e equipes de Saúde da Família e o treinamento do pessoal, entre outras atividades. Na atual estrutura do Ministério da Saúde, o PNCT é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e propõe uma política de programação das suas ações com padrões técnicos definidos, garantindo a distribuição gratuita de medicamentos e outros insumos (BRASIL, 2011). 
A coordenadora de Hanseníase e Tuberculose é a enfermeira Elaine Resende e é responsável por organizar e controlar a distribuição dos medicamentos aos pacientes com hanseníase do município de Coroatá – MA, tendo com aliados os enfermeiros das unidades básicas de saúde. A coordenadora também fica incumbida de fazer o agendamento de consultas dos pacientes para hospitais de referência em São Luiz-MA e de fazer pedidos dos medicamentos. Além disso, faz o consolidado com data de início do tratamento, histórico dos pacientes, resultado de exames e duração do tratamento. 
3.4 Departamento de Vigilância Epidemiológica
A Vigilância Epidemiológica é definida pela Lei n° 8.080/90 como “um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”.
O objetivo principal é fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de saúde, que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos, tornando disponíveis, para esse fim, informações atualizadas sobre a ocorrência dessas doenças e agravos, bem como dos fatores que a condicionam, numa área geográfica ou população definida.
No município de Coroatá – MA, a chefe de departamento da Vigilância Epidemiológica é a enfermeira Célia Cristina Vilarindo e tem como função supervisionar e alimentar sistema como o , o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) através do Programa de Qualificação de Vigilância em Saúde (PQAVS), Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). 
3.5 Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental
O coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental é o Sr. Gustavo Brandão. Dentro da Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM), as áreas de atuação são: Vigilância da qualidade da água para consumo humano (Vigiágua); Vigilância em saúde de populações expostas a poluentes atmosféricos (Vigiar); Vigilância em saúde de populações expostas a contaminantes químicos (Vigipeq); Vigilância em saúde ambiental relacionada aos riscos decorrentes de desastres (Vigidesastres) e Vigilância em saúde ambiental relacionada aos fatores físicos (Vigifis) (BRASIL, 2022). 
3.6 Coordenação de Vigilância Sanitária
A Coordenadoria de Vigilância Sanitária (CVIS) é responsável pela coordenação geral do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária do Paraná, constituído pelas equipes de vigilância sanitária estadual, tanto do nível central da SESA-PR quanto das 22 Regionais de Saúde do estado e pelas equipes de vigilância sanitária dos 399 municípios paranaenses (BRASIL, 2019).
 O enfermeiro Kayo Miranda é o coodenador da Vigilância Santária em Saúde. A CVIS possui como principal atribuição a formulação, a definição de diretrizes gerais e a organização do funcionamento da vigilância sanitária no Estado do Matanhão, gerenciando todas as atribuições e ações correspondentes, em estreita articulação intra e intersetorial, tendo como objetivos a atuação ética e comprometida com o interesse público de proteção da saúde da população.
3.7 Coordenação de Imunização
Criado em 1973, o Programa Nacional de Imunizações – o PNI – é responsável pela Política Nacional de Imunizações que visa reduzir a transmissão de doenças imunopreveníveis, ocorrência de casos graves e óbitos, com fortalecimento de ações integradas de vigilância em saúde para promoção, proteção e prevenção em saúde da população brasileira (GADELHA, 2020).
O PNI é responsável por definir a política de vacinação do País, desde a aquisição dos imunobiológicos até a sua disponibilização nas salas de vacinação, estabelecimento de normas e diretrizes sobre as indicações e recomendações da vacinação em todo o Brasil. A coordenadora é a enf. Alessandra Campos e tem como atribuições executar as ações de vacinação integrantes do PNI, incluindo a vacinação de rotina, as estratégias especiais (como campanhas e vacinações de bloqueio) e a notificação e investigação de eventos adversos e óbitos temporalmente associados à vacinação (GADELHA, 2020).
3.8 Coordenação da Saúde do Adulto, do Idoso e Tabagismo
A coordenação da Saúde do Adulto, do Idoso e Tabagismo tem como missão Coordenar e promover ações de atenção integral à saúde da pessoa adulta e idosa, com vistas à prevenção e ao controle de agravos crônicos não transmissíveis, como Diabetes Mellitus, a Hipertensão Arterial, o Tabagismo e a Obesidade, para uma vida longa, ativa e saudável. Como objetivos dessa coordenação pode-se destacar: coordenar, promover e monitorar ações de atenção integral à saúde da pessoa adulta e idosa, com vistas à prevenção e ao controle de agravos crônicos não transmissíveis, como Diabetes Mellitus, a Hipertensão Arterial, o Tabagismo e a Obesidade, para uma vida longa, ativa e saudável. Além disso, coordenar e monitorar a implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, com vistas à ampliação do acesso aos serviços de saúde e à qualificação e humanização da assistência a esta clientela. 
A enfermeira Ildenkelly Alencar é a coordenadora do programa de Saúde do adulto. O Programa de Atenção Integral à Saúde do Adulto (PAISA) atua na promoção dos cuidados primários de saúde junto à população adulta, enfocando os principais agravos à saúde do adulto. Neste recurso são abordados os seus principais objetivos e se discute a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) que tem como propósito promover a melhoria das condições de saúde da população adulta no Brasil e reduzir a morbidade e mortalidade dessa população, por meio do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso às ações e aos serviços de assistência integral à saúde (CHAKORA, 2014).
3.9 Coordenação de Saúde da Mulher da Criança e do Adolescente
O programa de Saúde da mulher e da criança no município de Coroatá é gerido pela enfermeira Kelly Jansen. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM), ainda em vigor no País, é responsável por instaurar uma práxis capaz de superar as políticas que compreendiam a saúde da mulher exclusivamente a partir de seu papel de mãe — reprodutora e cuidadora de filhos. Seu caráter "integral" diz respeito a uma forma emancipadora de compreender as mulheres e sua saúde, um cuidar que vai além do período reprodutivo e que as compreende como cidadãs, diversas e plenas de direito. Isso demanda um sistema de saúde organizado por meio de linhas de cuidado e redes de serviços que atendam às mulheres em seus diferentes ciclos de vida, articulando-os, e que não invisibilize determinadas mulheres nem determinadas necessidades de saúde (BRASIL, 2004). 
A Política Nacional de Atenção Integralà Saúde da Criança é um conjunto de diretrizes e ações estabelecidas pelo Ministério da Saúde do Brasil com o objetivo de promover uma abordagem abrangente e integrada para a saúde das crianças, desde o período gestacional até a adolescência.   Essa política tem como princípios norteadores a universalidade, a equidade, a integralidade, a participação social, a descentralização e a hierarquização dos serviços de saúde. Ela reconhece que a saúde da criança vai além do aspecto físico e engloba também seu desenvolvimento psicossocial e emocional.   A política abrange diversos eixos de atuação, como a promoção da saúde, a prevenção de doenças, a assistência, a reabilitação e a garantia do acesso aos serviços de saúde. Ela visa fortalecer a atenção básica como porta de entrada para o cuidado da criança, promovendo o acompanhamento regular do crescimento e desenvolvimento, a imunização, a alimentação saudável, a detecção precoce de doenças, entre outros aspectos (SOUZA; VIEIRA; LIMA, 2017).   
Além disso, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança busca a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde, como atenção básica, atenção especializada e hospitalar. Isso garante uma abordagem integrada, contínua e adequada às necessidades da criança, bem como o encaminhamento adequado em casos complexos.   A participação social é um aspecto central dessa política, incentivando a participação dos usuários, das famílias e da comunidade na formulação, implementação e monitoramento das ações de saúde da criança. Também busca a promoção de parcerias entre os setores envolvidos, como saúde, educação, assistência social, entre outros. A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) se estrutura em 7 (sete) eixos estratégicos com a finalidade de orientar e qualificar as ações e serviços de saúde da criança no território nacional.
3.10 Coordenação do BAV
O programa de Busca Ativa Vacinal (BAV) tem como coordenador o enfermeiro Ronael Alves. A Busca Ativa Vacinal (BAV) é uma estratégia do UNICEF para apoiar os municípios na garantia da imunização infantil. Usa uma metodologia social e uma ferramenta tecnológica disponibilizada gratuitamente para os municípios e contribui para identificar crianças menores de 5 anos com atraso vacinal ou não vacinadas; estabelecer estratégias para encaminhamento delas aos serviços de saúde e atualizações de vacinação; monitorar a cobertura vacinal; acompanhar a situação vacinal da população-alvo; e identificar e responder a vulnerabilidades que levam à não vacinação. A estratégia incentiva a participação de diferentes áreas na BAV – como Saúde, Educação, Assistência Social, entre outras –, fortalecendo a rede de garantia de direitos.
4.0 Estrutura Física e Administrativa
A Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Coroatá – Ma conta com uma boa estrutura física e um sistema informatizado que ajuda na rapidez dos atendimentos. Possui salas climatizadas. As recepcionistas Samara e Francisca irão guiar os usuários para as salas adequadas de acordo com as demandas expostas. O senhor Júlio é o coordenador do setor de compras e financeiro e junto com ele trabalha a Sr. Mika que tem como atribuição liberar os pedidos para as Unidades Básicas de Saúde da sede e da zona rural. A sr. Cleanee tem como missão a prestação de contas através de notas ficais além de controlar a diária de alguns trabalhadores. 
O setor de orçamento tem como finalidade a elaboração de documentos normativos para a execução orçamentária e é administrado pelo senhor Viega. O SEMUS também dispõe de uma sala de sistemas que é dirigida pelo sr. Osmar, esse setor é responsável por todas as informações dos usuários do SUS gerados pelo município, os funcionários desse setor alimentam diversos sistemas como: e-SUS, Previne Brasil, SINAN, PEC, o cadastro das famílias por território e avaliação nutricional do bolsa família e esses dados servirão para medir os indicadores de saúde.
Existe o setor jurídico da SEMUS que é responsável por todas as tratativas, atividades, tarefas e funções relacionadas aos aspectos legais, judiciais e extrajudiciais e presta assessoramento a Secretaria desse órgão municipal. No que diz respeito a assinatura de ponto, contracheque, atestado, contratação e demissão de funcionários que trabalham na secretaria e em todos os ambientes da saúde o setor de RH é o responsável
5.0 Tratamento Fora do Domicílio (TFD)
É coordenado pela Sr. Lívia e tem como atribuições garantir transporte gratuito para usuários que irão precisar se deslocar para outros municípios e estados para fazer o tratamento, agendar consultas e coordenar a demanda. O Tratamento Fora do Domicílio (TFD) é um benefício que os usuários do Sistema Único de Saúde podem receber, que consiste na assistência integral à saúde, incluindo o acesso de pacientes residentes em um determinado Estado a serviços assistenciais localizados em municípios do mesmo Estado ou de Estados diferentes, quando esgotados todos os meios de tratamento e/ou realização de exame auxiliar diagnóstico terapêutico no local de residência (Município/Estado) do paciente e desde que o local indicado possua o tratamento mais adequado à resolução de seu problema ou haja condições de cura total ou parcial (BARBOSA et al, 2010).
6.0 Rede de Frio
A Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é uma estrutura física e técnico-administrativa, orientada pela Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunização (CGPNI) do Ministério da Saúde, que permeia as três esferas de governo (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). O processo logístico dessa Rede, a Cadeia de Frio, envolve o sistema de armazenamento, transporte e manuseio em condições adequadas de temperatura dos imunobiológicos, desde o laboratório produtor até o momento de aplicação no usuário. O objetivo final da cadeia de frio é garantir que todos os imunobiológicos administrados mantenham suas propriedades originais para obtenção de imunidade, pois são produtos de calor, ou seja, deterioram-se após determinado período quando expostos a oscilações de temperatura que não são (BRASIL, 2013). 
7.0 Farmácia Básica
Buscando a economia e a simplificação operacional, a Farmácia Básica prevê, produto a produto, o respectivo consumo médio por tratamento, obtido a partir dos esquemas padronizados de terapia ambulatorial, utilizados habitualmente nas eventualidades clínicas mais comuns.
É reconhecido que as populações carentes do BRASIL, se de alguma forma alcançam algum tipo de assistência médica, dificilmente terão acesso á rede comercial de farmácias que, tradicionalmente, face ao alto custo dos medicamentos, restringe a sua clientela às classes mais favorecidas e com maior poder de compra. Este o escopo, ainda válido, que orientou há 25 anos atrás a criação da CENTRAL DE MEDICAMENTOS / CEME - estimular e incentivar a produção de medicamentos a baixo custo pela rede oficial de laboratórios farmacêuticos, revertendo o quadro perverso da desassistência farmacêutica. 
A diretora da Farmácia Básica é a farmacêutica Josimeire Freitas, que tem como atribuição fazer os pedidos dos medicamentos ofertados pelo SUS. Além disso a farmácia básica disponibiliza outros serviços farmacêuticos como acompanhamento farmacoterapêutico, aferição de pressão arterial, orientações, teste de glicemia capilar, além do atendimento farmacêutico. 
REFERÊNCIAS
BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Assistência de Média e Alta Complexidade no SUS / Conselho Nacional de Secretários de Saúde . Brasília : CONASS, 2011. 223 p. (Coleção Para Entender a Gestão do SUS 2011
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de rede de frio. 4. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_rede_frio4ed.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. 7ª edição. Brasília. 2019. 816 p.
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BRASIL. Norma Operacional da Assistência a Saúde – NOAS-SUS 01/2001. Brasília (DF): 2001. 
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