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FIOSFIOS FACIAISFACIAIS Fios Faciais — 2 — Copyright© Nepuga – 2022 - Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada, reproduzida ou armazenada em qualquer forma ou meio, seja mecânico ou eletrônico, fotocópia, gravação etc, sem a permissão por escrito da Instituição. Sobre a Faculdade Propósito • Transformar a vida do profissional da Saúde para o melhor. Missão • Nossa missão é impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional desses espe- cialistas, capacitando-os com conhecimentos avançados e técnicas inovadoras. Visão • Proporcionar educação de excelência nos campos da Saúde, Estética e Bem-Es- tar e Negócios, tornando-se referência nos mercados regional, nacional e inter- nacional. Valores • Liderança: porque devemos liderar pessoas, atraindo seguidores e influenciando mentalidades e comportamentos de formas positiva e vencedora. • Inovação: porque devemos ter a capacidade de agregar valor aos produtos da empresa, diferenciando nossos beneficiários no mercado competitivo. • Ética: porque devemos tratar as coisas com seriedade e em acordo com as regu- lamentações e legislações vigentes. • Comprometimento: porque devemos construir e manter a confiança e os bons relacionamentos. • Transparência: porque devemos sempre ser verdadeiros, sinceros e capazes de justificar as nossas ações e decisões. Fios Faciais — 3 — Su m ár io Introdução aos fios faciais ............................................................................................................4 Histórico dos fios .............................................................................................................................4 Conceito de fios de sustentação ........................................................................................ 7 Fios absorvíveis - bioestimuladores sólidos ...............................................................11 Síntese de colágeno ....................................................................................................................11 Estímulo de colágeno com fios .......................................................................................... 12 Pontos importantes antes da inserção dos fios .................................................... 12 Fios de PDO ............................................................................................................................................. 14 Fios de PDO - polidioxanona ................................................................................................ 14 Fios bioestimuladores .............................................................................................................. 16 Absorção por hidrólise ............................................................................................................. 16 Hidrólise do fio de PDO ............................................................................................................. 16 Classificação e modelos de fios de PDO ......................................................................17 Mensuração ..................................................................................................................................... 18 Fios de PDO lisos multifilamentares ................................................................................ 19 Indicações para fios multifilamentares ....................................................................... 19 Fios sem retenção monofilamentados trançados - COIL..............................20 Fios sem retenção monofilamentados trançados - parafuso ...................20 Objetivo e inserção dos fios lisos ..................................................................................... 22 Protocolos clínicos ........................................................................................................................... 23 Pálpebra inferior ........................................................................................................................... 23 Terço superior ................................................................................................................................24 Glabela ...............................................................................................................................................26 Terço inferior ................................................................................................................................... 27 Fios espiculados ...........................................................................................................................28 Mapeamento facial para inserção dos FIOS ESPICULADOS............................ 31 Ancoragem ....................................................................................................................................... 31 Classificação dos fios de PDO ............................................................................................ 33 Cortados X moldados .............................................................................................................. 33 Conduta cirúrgica dos fios espiculados .....................................................................34 Fios de PCL policaprolactona .............................................................................................35 Referências bibliográficas ....................................................................................................38 Fios Faciais — 4 — Introdução aos fios faciais Histórico dos fios A percepção do que é bonito ao longo da história sempre foi uma questão sub- jetiva e individual, sendo influenciada por valores culturais, raciais, étnicos, bem como por necessidade de aceitação popular e contextualização atual do que está na moda e exposto nas mídias. As alterações estéticas faciais e a insatisfação da autoimagem podem ter repercussões desastrosas sobre a vida de um indivíduo, comprometendo sua autoestima e sua sociabilidade pela presença de sentimentos de inferioridade, não aceitação e impotência. Além disso, a nossa pele passa por um processo de envelhecimento natural que ocorre devido a processos bioquími- cos complexos, caracterizado por alterações metabólicas, estruturais e funcionais na estrutura celular, o que causa uma busca incessante por procedimentos que minimizem a aparência ocasionada por esse processo de envelhecimento natural (LOPANDINA, 2018). A perda de substâncias importantes para a pele, como colágeno, ácido hialurô- nico, elastina e água, nos leva à perda de tônus dos tecidos da face, que sofrem uma queda de cima para baixo e de fora para dentro. Primeiramente, esses sinais aparecem nas pálpebras, a seguir no terço médio e por fim no terço inferior da face, gerando um desequilíbrio entre conteúdo e continente da face. Quando esse processo começa a ocorrer, torna-se necessária a utilização de técnicas de reju- venescimento, a fim de retardar o relógio biológico, para que o entorno facial se harmonize. O rejuvenescimento facial consiste em um conjunto de procedimentos estéticos pouco ou minimamente invasivos com ótimos resultados, que visa a restabelecer a harmonia facial perdida com o processo de envelhecimento da face, cujo tratamen- to, podemos e devemos associar técnicas como: • Tratamento facial biofotônico; • Aplicação de toxina botulínica; • Preenchimento com ácido hialurônico; • Lifting facial não cirúrgico com fios permanentes ou de longa duração (HELD et al., 2016). Vivemos em um momento em que o padrão máximo de exigência na área da estética possibilitou a utilização de recursos como a utilização de toxina botulínica associada ao uso de preenchedores faciais, porém com resultados um pouco limi- Fios Faciais — 5 — tados devido à pouca duração do resultado obtido. A ritidoplastia, que era até um certo período a melhor forma de retardar o processo de envelhecimento, tem as suas desvantagens. Miller (1907) e Kolle (1911) foram os primeirosa relatar sobre o rejuvenescimento cirúrgico facial. A partir disso, se iniciou a busca por procedimentos mais duráveis e menos invasivos para o rejuvenescimento facial. Com o passar do tempo, uma me- lhor compreensão das alterações na anatomia, fisiologia e bioquímica que ocorrem na face e que levam à aparência envelhecida permitiu o desenvolvimento de novas técnicas para lidar com anatomia específica do envelhecimento facial. Durante muito tempo, o único método que conseguia minimizar e corrigir os si- nais do envelhecimento natural, como a flacidez cutânea facial, era a ritidoplastia. Porém intervenções cirúrgicas, no entanto, são acompanhadas de possíveis com- plicações, como infecção, necrose, hematoma, lesão dos ramos frontal e marginal do nervo facial, além dos riscos que envolvem anestesia geral ou mesmo a sedação (KAMINER et al., 2008). Com isso, se iniciou a busca por procedimentos minimamente invasivos que conseguissem erguer de forma adequada os tecidos provenientes do envelhecimento, sendo este um passo importante para se alcançar uma aparência mais jovem (SULAMANIDZE et al., 2005). Foi nesse contexto que começaram a aparecer os fios faciais como uma excelen- te alternativa e uma opção inteligente dentro do conjunto de técnicas responsáveis por tratar a queda dos tecidos faciais, com índice de morbidade muito baixo e sem as complicações decorrentes de procedimentos cirúrgicos invasivos. Ao reposicionar e sustentar os tecidos e gordura em seus locais originais, sem grandes cortes, trau- mas ou cicatrizes, obtemos resultados que são imediatos com a vantagem de não se ocasionar grandes mudanças na anatomia original do paciente. A história dos fios de sustentação tem seu início com os egípcios, que prova- velmente foram os pioneiros na utilização de fios de ouro para o rejuvenescimento. Esses mesmos fios foram utilizados posteriormente na Rússia para a estimulação de colágeno na pele (devido a regeneração tecidual e não pela bioindução de coláge- no). Em 1956, os procedimentos de lifting com fios começaram a ser discutidos nos Estados Unidos por Alcamo, que desenvolveu o primeiro fio de sutura farpado feito com cortes. Na década de 1960, a técnica de implantes de fios de ouro nos locais de flacidez cutânea e preenchimento de rugas foi desenvolvido na França por Caux, que associou fios de mononylon de ouro para preenchimento de sulcos e sustentação facial (HELD et al., 2016). Fios Faciais — 6 — Um pouco mais tarde, foi publicado o registro científico sobre elevação de te- cidos moles com fios de nylon farpados, pelo médico N. Buttkewit. Em 1966, Galland e Cravo utilizaram fios de sutura animal para sustentação dos tecidos. Guillemain, em 1970 publicou o curl lift que deu o início à era de suspensão da pele com fios. Por fim, na década de 1990, começaram a surgir procedimentos com vários tipos de fios de sustentação que passaram por um desenvolvimento gradual e melhoria (HELD et al., 2016). O cirurgião russo Marlen Sulimanidze descreveu em 1998 pela primeira vez os fios APTOS (antiptose), fabricados em polipropileno com farpas orientadas para evitar que os fios se movam e sejam reabsorvíveis. Por essas características, esses fios aca- bam se transformando em um ligamento após o período de um ano da colocação, pois o material polipropileno é o responsável por produzir uma reação granulomato- sa no organismo do paciente constituída de fibroblastos ativos, que envolve o eixo do fio com um tecido neocolagênico, formando um ligamento com colágeno e elastina com alta resistência (SULAMANIDZE et al., 2005). Posteriormente, apareceu os Isse Endo Progressive Facelift Sutures, fios criados por Nicanor Isse, que realizou modificações nos fios originais de Sulamanidze (AP- TOS), fazendo ganhar farpas unidirecionais e um tamanho 25 cm de comprimento. mais adiante, esses fios sofreram novas modificações, passando a se chamar de Si- lhouette Sutures, adquirindo em sua estrutura pequenos cones de material reabsor- vível ao longo do comprimento dos fios de polipropileno não reabsorvível. Esses fios eram ancorados ao couro cabeludo, por meio de suturas, a um pequeno pedaço de material exógeno. Desse modo, os pequenos cones reabsorvíveis possuíam a função de puxar a gordura e promover o lifting esperado, e por possuírem uma dissolução lenta, estimulavam a formação de fibrose, mantendo o efeito do lifting por mais tem- po (HELD et al., 2016). Mais tarde, Nicolay Serdev, um cirurgião búlgaro, idealizou os fios Sardev, que são feitos de policaprolactona – uma substância utilizada em procedimentos ci- rúrgicos –, que é reabsorvido lentamente dentro de um período de dois a três anos, não possuem farpas, possuem ação antibactericida e são semielásticos. Esses fios são introduzidos por meio de pequenos pertuitos, e são ancorados em periósteo. Seu efeito lifting ocorre pela mobilização pontual do Sistema Musculoaponeurótico Superficial (SMAS) (HELD et al., 2016), precursor da técnica realizada atualmente de Lifting temporal. Um cirurgião plástico boliviano, chamado de José Antonio Beramendi, desenvol- veu o fio russo, sendo o primeiro fio monofilamentar de polipropileno, com garras de Fios Faciais — 7 — tração, sustentação e reposicionamento dos tecidos flácidos. São fios implantados no vetor de rejuvenescimento, reposicionando a gordura da face no seu local origi- nal. Desse modo, são devolvidos à face do paciente os volumes e contornos juvenis, estimulando um processo de rejuvenescimento contínuo em torno de 9 meses, pois é nesse tempo que o organismo encapsula o fio e o transforma em um ligamento (HELD et al., 2016). A empresa fabricante de produtos cirúrgicos Kolster Métodos Inc criou em 2004 os fios Silhouette Lift Sutures, com cones bilaterais e superpostos. Indicados para liftings do terço médio da face, sobrancelhas e valvas nasais, com duração de três a quatro anos. A reabsorção dos cones induz uma fibrose, que dura de três a seis meses (HELD et al., 2016). A companhia internacional Promoitalia, de origem italiana, lançou os fios Happy Lift, que são feitos do material polilático-coprolactona, reabsorvível, com duração de doze a quinze meses. O efeito lifting ocorre através da fibrose, que se forma de- vido à ação das garras presentes nos fios. Com isso, ocorre formação de colágeno e elastina, resultando em um efeito rejuvenescedor de até seis anos ao paciente (HELD et al., 2016). Com o passar dos anos, os fios de sustentação passaram por desenvolvimento gradual e melhorias, sendo utilizados até os dias de hoje para diversas indicações e regiões do corpo. Conceito de fios de sustentação O lifting facial com fios de sustentação é uma proposta não cirúrgica para o tra- tamento da flacidez da face e pescoço em substituição ao lifting cirúrgico ou ritido- plastia, sendo menos invasivo e com menor custo, uma vez que é realizado no âmbito ambulatorial sob anestesia local (HELD et al., 2016). Os fios são implantes filamentares de natureza sintética que, ao serem implan- tados no plano subcutâneo profundo, não são visíveis e nem sentidos pelo toque e, quando adequadamente tracionados, promovem a elevação dos tecidos flácidos. A quantidade de fios utilizados dependerá da área a ser tratada e do grau de flacidez do tecido (LOPANDINA, 2018). O manuseio do fio é determinado por três propriedades: 1. Memória: tendência para manter a posição – quanto maior a memória maior é a dificuldade em dar os nós e mantê-los com tensão. Fios Faciais — 8 — 2. Elasticidade diz respeito à possibilidade de retorno à posição inicial após a sutura ter sido estirada – efeito elástico, no qual mantém a tensão da sutura em áreas com variações de volume (edema). 3. Tensão dos nós é a força necessária para um nó deslizar, sendo de especial im- portância na laqueação arterial. Os fios de sustentação podem ser classificados quanto à estrutura e tipo de ob- sorção: • Fio monofilamentar São feitos com um único filamento de material; Elestêm menos resistência tecidual que fios multifilamentar e não possuem in- terstício que podem abrigar bactérias. • Fio multifilamentar Fios multifilamentares consistem em muitos trançados de fios que são enrosca- dos ou trançados juntos; Fios multifilamentares são geralmente mais flexíveis que os monofilamentares. Maior nicho para desenvolvimwnto de microorganismos. ESTRUTURA TIPO DE ABSORÇÃO EFEITO ESTÉTICO Monofilamentados Absorvíveis Rejuvenecimento Polifilamentados (Trançados, enrolados, etc) Longa duração Fixação dérmica (#) / deslocamento tecidual Não absorvíveis Volumização Ou podem ser classificados quanto ao tipo de absorção: 1. Não absorvível: Fios não absorvíveis não terão destaque nesse estudo pois o seu uso é bastante limitado. Possuem longa permanência no tecido, sendo uma gran- de desvantagem o impedimento de se utilizar outros métodos atuais estéticos no paciente devido a grandes chances de rejeição a outros tipos de materiais. • Fio russo ou de polipropileno (APTOS). • Fio de politetrafluoretileno (Gore-tex® e Advanta®). • Fio de ouro • Fio de platina Fios Faciais — 9 — 2. Longa duração: São fios que irão sofrer reabsorção, porém durante anos (Acima de dois anos já é considerado de longa duração). Os fios que mais são utilizados atualmente são os fios de poliamida. Esses fios são fixados ou ancorados à fáscia ou a outras es- truturas subcutâneas, num procedimento cirúrgico. • Fio de poliuretano. • Fio de poliamida (nylon) 3. Absorvível: • Fio de ácido poliláctico (Happy Lift, Elegans, Resorblift, Silhouette Soft). • Fio de ácido polilático-caprolactona (Filblock®). • Fio de ácido poliglicólico. • Fio de ácido polilático + fio de ácido poliglicólico. • Fio de polidioxanona (PDO ou Miracu®) (LOPANDINA, 2018). Fios Faciais — 10 — Poliamida • Nylon (mono e multi) • Longa duração • Baixo custo • Reação tecidual pequena: biocompatível • Mais usados em cirurgias • !!! ATENÇÃO AO DAR OS NÓS !!! Precisam permanecer escondidos nos tecidos para evitar infecção devido a exposição do fio e criação de um nicho para microorga- nismos. Fios Faciais — 11 — Polipropileno • Fio Russo • Os fios cirúrgicos de polipropileno são de origem sintética, fabricadas com fio não absorvível monofilamentar a partir do polímero de polipropileno. É um material biologicamente compatível, bem tolerado pelo organismo, de alta resistência e fácil manuseio. PGA - Ácido poliglicólico • Trata-se de um fio multifilamentar, foi o primeiro fio sintético e absorvível fabri- cado. Ele é absorvido por hidrólise, liberando monômero ácido glicólico solúvel. A sua absorção completa pode durar 90 a 120 dias. Fios absorvíveis - bioestimuladores sólidos pdo plla ab so rv ív ei s pcl Síntese de colágeno 1. dano ao tecido: trauma e reparo tecidual 2. mecânico: túnel e distorção celular 3. suporte físico do fio: tempo dependente 4. material do fio: bioestimulador ou não Fios Faciais — 12 — Estímulo de colágeno com fios 1. Dano ao tecido: trauma tecidual – resposta reparadora – estimulo de colágeno. 2. Mecânico: passagem da cânula e presença do fio – distorção celular, empurrando os te- cidos lateralmente, mantendo o fio no local e a distorção celular. 3. Suporte físico do fio: enquanto houver a dis- torção celular, o organismo quer reparar o tecido, estimulando colágeno. Tempo-dependente: quanto maior o tempo da presença do fio no tecido, maior a produ- ção de colágeno. 4. Material do fio: estímulo biológico. Pontos importantes antes da inserção dos fios PELE • Envelhecimento • Tipo de pele • Qualidade e espessura • Grau de ptose TIPO DE FIO A SER UTILIZADO Adaptado de: https://www.colegioweb.com.br/histologia-tecido-epitelial/ tecido-epitelial.html. Conhecer as características da pele do paciente, quanto a sua espessura, condi- ções de envelhecimento, grau de ptose, é muito importante para selecionar o tipo de fio a ser inserido e o objetivo do uso do fio. Fonte: https://www.futura-sciences.com/sante/ definitions/biologie-collagene-2163/ Fios Faciais — 13 — Os fios de pdo lisos, monofilamentares, devem ser inseridos na camada retina- cular do subcutâneo, mais próximo a derme reticular. A sinalização dos fibroblastos acontece com maior propriedade quando a indução se inicia na camada correta. Fonte: https://www.clinicalegerportoalegre.com.br/peeling-quimico/ Fios Faciais — 14 — Fios de PDO Fios de PDO - polidioxanona • Polímero sintético, • Poliéster (ligações de O2) • Absorvível • Capaz de neocolagênese • Representa mais ais 50% das suturas de cirurgia plástica • 30 anos usado como fios de sutura • Finalidade estética: 2016 Para se realizar uma boa prática clínica e se obter bons resultados, é necessário que seja feita uma boa anamnese do paciente para que se possa avaliar a indicação ou não de aplicação dos fios de sustentação e também para que se consiga escolher qual o melhor tipo de fio de acordo com a indicação e a necessidade. As indicações para colocação de fios PDO podem ser: 1. Pacientes da faixa etária de 25 a 35 anos, para prevenção do envelhecimento da pele. 2. Pacientes da faixa etária de 35 a 75 anos, para tratamento do envelhecimento da pele. 3. Pacientes com os seguintes problemas de pele: • Pós-acne e outras cicatrizes. • Suavização de sulcos nasolabiais e rugas de marionete • Complementação das terapias com toxina botulínica e preenchedores periorais e labiais e região frontal. • Rítides labiais, principalmente em fumantes. Fios Faciais — 15 — Avaliação facial para aplicação dos fios Durante a primeira consulta, é importante planejar o procedimento com o pa- ciente. Inicialmente, trabalha-se a área mais importante de acordo com a queixa e necessidade do paciente. O número de fios a serem usados durante o procedimento é determinado individualmente e depende da área específica e da condição. O pri- meiro procedimento não requer preparação prévia e pode ser realizado já na pri- meira consulta. É imprescindível que o tipo de envelhecimento do paciente durante a anamnese seja reconhecido, sendo que os sinais de envelhecimento dependem da anatomia de cada indivíduo. PDO - polidioxanona 1. Absorção 3 a 6/8 meses O fio é hidrolisado porém o estímulo de colágeno conti- nua. 2. Custo benefício 3. Técnica de inserção relativamente simples 4. Intercorrência considerada baixa 5. Variedades: monofilamentares, polifilamentares, espiculados, lisos, rede, espiral etc... OBJETIVOS INDICAÇÕES CONTRA INDICAÇÕES • Estímulo de colágeno • Volumização por espes- samento dérmico pon- tual e específico. • Abordagem ao pacien- te: estímulo de colágeno para reestruturar o teci- do facial. • +18 anos • Pacientes que necessi- tam de estímulo de co- lágeno e reposição te- cidual consequente do espessamento dérmico. • Gestantes e lactantes • Diabetes • Hipersensibilidade ao PDO • Distúrbios metabólicos (inflamação subclínica) • Processo inflamatório ou infeccioso dérmico. ARMAZENAMENTO DURAÇÃO • Ambiente seco (adega de vinho) • Sem contato direto da luz • Temperatura entre 15 e 25 graus • Nunca congelar ou aquecer • Controle de umidade na geladeira • Os fios quebram se não tiver esses cui- dados • Instalação: Hoje, 3 meses, 6 meses (ideal) • Manutenção do peso corporal • Cuidado com a promessa de reposi- cionamento tecidual! Fios Faciais — 16 — Fios bioestimuladores Google imagens Absorção por hidrólise Os líquidos intersticiais promovem a quebra da estrutura dos fios promovendo sua hidrólise, liberando seus componentes para o meio extracelular, sinalizando a produção de colágeno. Esse tempo de hidrólise foi observado em estudos em animais. Quanto a “teoria de se aplicar em seres humanos” in vivo, e resultados na prática clínica, ainda é uma discussão Hidrólise do fio de PDO O processo de decomposição in vitro da polidioxanona é analisado minuciosa- mente. Há duas fases: A primeira fase ocorre entre 3 e 12 semanas. Neste período o fionão perde suas habilidades, permanecendo no mesmo formato e maior parte da massa por 90 dias sem rupturas visíveis ou prejuízo na superfície do fio. Por cerca de 3 meses a hidrólise do polímero incide somente na superfície do fio, a estrutura da po- lidioxanona é espessa e as moléculas de água não conseguem penetrar seu interior, logo as variações na firmeza do fio são ínfimas. Na segunda fase ocorrem fissuras circulares periféricas na superfície do fio e as moléculas de águas finalmente penetram o interior do fio. Logo o fio começa a se fra- gilizar e há uma perda pequena de massa. Durante 60 dias 90% da firmeza é perdida enquanto há uma perda de apenas 1,5% de massa. Por fim, ocorre a formação de alguns fragmentos de fio de PDO que se espalham para a superfície do fio e poste- riormente para os tecidos circundantes. Esta etapa gera uma perda significativa de massa e a degradação total do fio. Concomitantemente, o aumento local do PH – em virtude do acúmulo de produtos de hidrólise ácida – torna-se uma válvula de efeitos autocatalíticos, que agilizam a decomposição do fio de polidioxanona. Fios Faciais — 17 — Classificação e modelos de fios de PDO Os fios lisos de PDO são indicados para o bioestímulo de colágeno, pois estimulam os fi- broblastos a produzir colágeno tipo III e o colá- geno tipo I, sendo este último o responsável por manter a integridade da matriz extracelular da derme, promovendo uma alta performance estética, de saúde e de jovialidade. Ensaios clí- nicos na literatura demonstram que a inserção subcutânea de fios lisos de PDO induz a produção de colágeno, aumenta a síntese de ácido hialurônico endógeno e melhora substancialmente a microcirculação local, reduzindo as linhas e rugas faciais, por dar lugar a tecidos mais firmes, elásticos e hidratados. Os fios de PDO conhecidos como “fio parafuso” apresenta um formato espirala- do que estimula a formação de colágeno em maior intensidade, pois o seu formato causa uma maior reação inflamatória no tecido e, consequentemente, há uma maior produção de colágeno. Wong et al. (2017) afirmaram que os fios parafusos, mono ou duplo, ofereceram uma boa restauração do volume em áreas comprometidas da pele. A produção de colágeno desses fios ajudou a restaurar o volume e a melhorar a textura e elasticidade da pele, proporcionando um resultado estético natural. • mono • Parafuso • gêmeo • garra unidirecional • bidirecional ou multidirecional. • Cada modelo de fio possui indicações específicas conforme listados no quadro. SEM RETENÇÃO - LISOS • Mono, smouth • Eyebag, Eyes • Filler, Tuft, Broom, Multi • Parafuso, Torcido, Tornado, Screw • Matrix, Mesh ou Rede Google imagens Fios Faciais — 18 — Mono ou liso: consiste em um fio liso, menos traumático quando comparado aos outros. São usados, principalmente, para bioestimulação e blindagem de tecidos. Mono duplo ou twin: são dois fios, trançados ou torcidos entre si. Têm efeito du- plicado quando comparado aos outros fios. As indicações para o uso de fios PDO simples no rosto e pescoço são: rugas ver- ticais e horizontais na testa, excesso de mobilidade e flacidez na testa, rugas da gla- bela e nariz, queda das bordas externas das sobrancelhas, tecido mole flácido das sobrancelhas (linhas do sono), rugas periorbiculares (pés de galinha), linhas sorri- dentes ao redor dos olhos, bochechas caídas, proeminência malar, sulcos nasola- biais (“bigode chinês”), sulco malar-jugal, rugas periorais, rugas do queixo, ruga sub- mentual, rugas de “marionete”, devolver o contorno do rosto e rugas do pescoço. Parafuso ou screw: consiste em um fio em espiral, torcido e enrolado ao redor da agulha em forma de espiral Parafuso duplo ou double screw: consiste em dois fios, torcidos entre si e enro- lados ao redor da agulha em forma de espiral. A espiral característica desse tipo de fio é mais estável dentro do tecido quando comparado aos outros tipos de fios. Esses fios são mais traumatizantes, porém possuem uma capacidade maior de estimular a neocolagênese. As indicações para os tipos de fios PDO tornado são: para rugas profundas do rosto, pescoço. Mensuração GAUGE AGULHA FIOS USP 31 G 1” 25 mm 1” 1/4 30 mm 7-0 gauge ou calibre diâmetro da agulha ou cânula agulha comprimento da agulha ou cânula fios comprimento do fio usp espessura do fio 29 x 38 x 50 x 6-0 GAUGE AGULHA FIOS USP 29 G 38 mm 50 mm 6-0 Fios Faciais — 19 — Não podemos escolher o formato do dispositivo. Temos que entender onde pode- mos inserir e qual o grau de retenção a passagem que cada um oferece. Fios de PDO lisos multifilamentares FILLER, TUFT, BROOM, MULTI • Múltiplos fios lisos monofilamentares inseridos numa mesma cânula. Cada fabricante tem sua quantidade de fios. I-thread 10 fios Medithread 14 fios • Volumização e estímulo de colágeno Indicações para fios multifilamentares • Glabela • Têmpora • Malar • Sulco nasogeniano • Sulco mentual • Ligamento zigomático • Cicatriz de acne Fios Faciais — 20 — Fios sem retenção monofilamentados trançados - COIL Rgo odonto facebook Volumização de: • dorso nasal • Sulco mentual • Glabela • Sulco naso labial Pode volumizar ao ponto de marcar a pele SOB PELE FINA, tomar cuidado com a inserção do fio coil, para que não fique apa- rente formando degrau. Fios sem retenção monofilamentados trançados - parafuso PARAFUSO, TRANÇADO, TORNADO, SCREW • Extensa área do fio • Quantidade de colágeno • Maior bioestímulo e espessamen- to dérmico (volumização) wong v. et al, 2017: Os fios parafuso mono ou duplo, oferecem boa res- tauração de volume e colágeno. • Poder de volumização com características muito específicas; • 16 filamentos entrelaçados formando um tubo OCO, permitindo a permeação de fibroblastos no seu interior; • Fixo e estável depois da sua inserção devido ao entrelaçamento e a sua dobra depois da inserção da pele. Fios Faciais — 21 — SKU *Cannula Gauge Needle Length (mm) Thread Length (mm) USP https://www.chrismedic.com.br/ fios-de-pdo/fio-i-thread-matrix- -19gx38x50 RTS1938L50 19 38 50 7-0RTS1960L70 60 70 RTS1990L150 90 150 RTS2138K50 21 38 50 6-0 7-0 RTS2160K70 60 70 RTS2190K150 90 150 (*L Cannula, W Cannula, Shape Needle and Blunt Needle type) Apesar da sua tecnologia envolvendo as características estruturais, são fios conside- rados finos, porém com ação volumizadora. Fios Faciais — 22 — Os poros formados pelo entrelaçamento da rede permitem a migração de fi- broblastos do fio, gerando um cordão de colágeno que substitui o fio com o tempo potencializa sua ação. Objetivo e inserção dos fios lisos Dependendo da finalidade e resultado esperado do tratamento da pele, pode- mos disponibilizar os fios lisos em diferentes direções para diferentes objetivos: Usamos a inserção de 3 ou mais fios lisos paralelos, ou cruzando em # para den- sificação de pele, e estímulo de colágeno local. Usamos os fios volumizadores de acordo com a profundidade dos sulcos ou ru- gas estáticas em regiões como glabela, sulco nasogeniano, sulco nasolabial, etc. Fios Faciais — 23 — Protocolos clínicos https://institutodiogolustosa.com.br/procedimentos/ Pálpebra inferior NÃO PODEMOS CORRER RISCO! Exteriorização do fio Aprofundamento do fio Lesões vasculares (cânula) Fios aparentes (espessura do fio) Cânula 30G Fio 7.0 ou 6.0 Inserção paralela Fios Faciais — 24 — Na região de pálpebras inferiores, preconizamos o uso de fios lisos canulados. Uso de agulhas nessa região pode promover maior sangramento e consequentemente a concentração de hemossiderina causando hematomas de difícil resolução. Por se tratar de uma área com subcutâneo fino, tecido muito delicado para inser- ção de agulhas que não oferecem resistência ao corte dos tecidos. Terço superior Movimentação muscular deve estar com toxina para que o movimento muscular não exteriorize os fios. Fios Faciais — 25 — A região do terço superior pode ser tratada comfios lisos, e também receber uma variedade de fios conforme o objetivo. Linhas estáticas, lateral de sobrancelhas, late- ral de órbita, glabela. Para Suavização das linhas podem ser usados fios volumizado- res, e para densificação dermica e estímulo de colágeno, usamos linhas paralelas e o travamento em #. • Fios em # e plasma • 3 sessões • 30 dias Podemos também associar a técnica com plasma, promovendo uma duplo es- tímulo de colágeno. Esta técnica é realizada em 3 sessões com intervalo de 30 dias entre elas. Fios Faciais — 26 — Glabela • Pela região anatômica de risco, não preenchemos glabela. • Podemos usar várias inserções • Volume - linha do 11 • Colágeno - suavizar a textura • Fios sólidos: não embolizam e não comprimem veias e artérias • Subcisão para romper as fibras • Agulha nocor ou 18G em leque • Cânula não corta, tuneliza • Fio volumizador • Anestesia supratrocrear com vaso para hemostasia A região da glabela é contraindicada para preenchedores (ácido hialurônico) devido ao risco de amaurose por embolização ou compressão dos vasos sanguíneos (região de anastomose.) A técnica de inserção de fios volumizadores para rugas estáticas (chamada re- gião do 11) é bastante usada para uniformizar a pele da região. Geralmente os fios volumizadores utilizados nesta região são mais espessos e para que consigamos inserir os fios sem resistência a passagem da cânula, pode- mos usar uma agulha nocor e depois inserir os fios volumizadores. Realizamos anestesia com vasoconstritor para controle de sangramento e con- forto do paciente. Fios Faciais — 27 — Terço inferior PDO liso mono Fios Faciais — 28 — Fios espiculados A consequência mais significativa da perda de colágeno por conta do envelheci- mento é a flacidez e a ptose de tecidos. Para estas situações, estão indicados os fios de PDO espiculados que possuem duas vias de ação: tração/sustentação e produção de colágeno. Devido à suas características mecânicas de suas espículas, atua tracio- nando os tecidos, promovendo um efeito lifting suave devido ao reposicionamento te- cidual, podendo ser utilizado em face e pescoço; e, durante a sua absorção, a polidio- xanona atua promovendo a produção de colágeno, de forma a combater a flacidez. • Redução de volume pelo emagrecimento facial. Eliminar o peso facial. • Efeito de tração: leve ...não promove efeito lifting. • Qualidade da pele: muita flacidez e craquelado. • Número de sessões: precisa de sessões para obter resultado. • Estruturas fibrosas • Sustentação • Mantém tecido em posição • Ligamentos são estruturas mais compridas. • Se encontram na região média e superior da face. • Estruturas que saem do periósteo ou da fácia a derme do mm mímica. • Septos são maiores em extensão e mais curtos pois se encontram numa região superior da face, onde os planos teciduais são menores. • Comparar a capacidade de retenção, a do septo é maior pela sua extensão do que os ligamentos. • Adesões: encontro de septos e ligamentos. Fios Faciais — 29 — Ligamentos de retenção da face Descritos inicialmente em 1959 (Megregor, 1959), os ligamentos de retenção da face (LRF) são faixas fibrosas espessas e profundas que se inserem na derme, fun- cionando como pontos de ancoragem, garantindo estabilidade à pele (Alghoul & Codner, 2013). Ainda segundo Alghoul e Codner (2013), estas estruturas, junto com os septos fibrosos subcutâneos, dividem a face em camada superficial e profunda, ao criarem áreas de adesão nos diferentes planos. De acordo com a sua origem, os LRF são classificados como “verdadeiros” ou osteocutâneos, originados no periósteo, tais como os ligamentos temporais, orbi- tais, zigomáticos, maxilares, mentuais e os mandibulares. Já os ligamentos de reten- ção “falsos” ou fasciocutâneos, originam-se em planos mais superficiais, nas fáscias musculares, podendo unirem-se à pele ou ao Sistema Músculo-Aponeurótico Super- ficial (SMAS, do inglês, “Superficial Musculo-Aponeurotic System”), sendo eles: mas- setérico, aurículo-platismal e parótido-cutâneo (Brandt et al., 2012; Alghoul & Codner, 2013; Furnas, 1989). Os fios espiculados são ancorados em ligamentos de retenção da face (LRF) devi- do a reposição tecidual que suas espículas promovem, o ponto de ancoragem precisa estar em região de ligamentos para garantir a tração tecidual promovida pelo fio. Fios Faciais — 30 — Dos ligamentos descritos, o ligamento zigo- mático é o mais forte e o que necessita de maior força empregada para o seu deslocamento ci- rúrgico3,7,8 (Figura ao lado). Os ligamentos zi- gomático e mandibular são osteocutâneos, enquanto os ligamentos massetéricos são fas- ciocutâneos. Alinhamento dos ligamentos de retenção da face. Fonte: Adaptada de Fitzgerald et. al.13. (1) adesão temporal, (2) o espessamento orbital lateral, (3) o ligamento zigomático, (4) o ligamento massetérico (falso) e (5) o ligamento mandibular Indicações: fios espiculados Contra Indicações fios espiculados • Indução da produção de colágeno • Tração de ptose leve a moderada • Melhora da paralisia facial diagnosti- cada (lado hiper-toxina, lado hipo, flá- cido - fios) • Contraindicação de ritidoplastia • Pele fina (precisa espessura) ou muito grossa (remover gordura) • Pele muito vincada, craquelada • Excesso de pele (plástica) • Doenças sistêmicas descompensadas • Hipersensibilidade ao material do fio • Gravidez e lactação • Pacientes menores de 18 anos Fo nt e: A rq ui vo p es so al . P ro f. An tô ni o C us tó di o. 1. Lig. Zigomático 2. M. Zigomático Maior 3. M. Masseter 4. Osso Zigomático 5. M. Orbicular do olho 1 3 2 4 5 Ligamento zigomático em cadáver fresco sendo tracionado com uma pinça hermostática. Fios Faciais — 31 — Mapeamento facial para inserção dos FIOS ESPICULADOS Vetores de envelhecimento Fonte: https://institutovelasco.com.br/envelhecimento-facial/ • Ponto de entrada: ( ) ponto de ancoragem em ligamento verdadeiro. • Ponto de saída: ( ) Pontos de suspensão: onde o fio chega, onde eu quero sus- pender Ancoragem • Ação de estímulo de colágeno - inflamação aguda subclínica • Efeito de tração Zigomático cutâneo: sobrecarga ligamentar: cuidado com o peso da pele que vai puxar. Distribuir os pontos de ancoragem para que a força contrária não sobrecarregue o ligamento. Dividir a tenção na área de ancoragem. Fios Faciais — 32 — Fios espiculados ou cog: são fios mais espessos formados com âncoras que são feitas de encaixe a laser na superfície dos fios. Esses fios possuem a âncora significa- tivamente mais grossa e mais forte, possibilitando mover os tecidos moles do corpo e da face em qualquer direção. Os fios dentados permitem reposicionar as sobrance- lhas, o contorno facial e o pescoço, a correção do queixo duplo, a reestruturação dos tecidos moles do corpo e a formação de novas formas e volumes. Após a inserção, há um efeito lifting imediato. Existem alguns tipos de fio cog que serão demonstrados. 1. Dependendo da direção das âncoras e encaixe: Encaixe unidirecional Encaixe multidirecional Encaixes direcionados para o centro do fio Fios Faciais — 33 — Classificação dos fios de PDO COM RETENÇÃO-ESPICULADOS • Moldados • Cortados Usados para reposicionamento tecidual Cortados X moldados Os fios espiculados podem apresentar suas espículas de duas maneiras: • Cortadas: quando as espículas são cortadas a partir do próprio fio de PDO. Tendo uma resistência a tração menor do que as espículas prensadas. • Moldadas: são prensadas numa forma e fabricadas juntamente com o fio de PDO, aumentando a resistência da força de tração e também a área de polidioxanona indutora de colágeno. Fios Faciais — 34 — Conduta cirúrgica dos fios espiculados Terapêutica medicamentosa • Resposta pós operatória inflamatória aguda • Edema diminui a tração do fio • Modular inflamação aguda não atrapalha produção de colágeno • AINE – DEXA 4 mg, 2 comp. 2 horas antes Manipulação do tecido• Pinçamento da pele: pinça a pele SUCESSIVAMENTE e insere o fio, até chegar ao ponto de suspensão. O USO DE ANTIINFLAMATÓRIOS SÓ DEVE SER USADO SE MUITO NECESSÁRIO PARA NÃO INTERROMPER A CASCATA DE INFLAMAÇÃO. Fonte: Dr. marcus vinícius sodré • Sempre devemos inserir o fio com a ponta virada para baixo, para evitar que as espículas fiquem voltadas para a derme causando pregas desnecessárias. • O plano de inserção é no sobcutâneo, plano fibroso, mais inferior a camada reti- nacular. • Inserir a cânula em 45º. • Realizar o pinçamento da pele antes de inserir a cânula, durante todo trajeto do fio. Fios Faciais — 35 — Exemplo de aplicação de fios espiculados • Traçar a linha próximos do ligamento ver- dadeiro (zigomático) • Achar os pontos de ancoragem e suspen- são • Respeitar os espaços anatômicos • Saída da cânula voltada para baixo (para evitar superficializar e travar na derme) • Acompanhar os contornos e angulações faciais com a cânula ou agulha. Pensar para introduzir os fios • Distanciar no mínimo 0,5 cm entre os pertuitos; • Único ponto de ancoragem para cada fio; • Único ponto de ancoragem recebe 2 fios; • Único ponto de ancoragem para 3 ou 4 fios; • Cruzar os fios causa aumento de volume. Cuidado com o travamento da tração ou volumização em locais indesejados. Cuidados pós fios de PDO • colocar gelo local nos 3 primeiros dias; • permanecer com o curativo por 3 dias; • lavar o local após 24 horas; • aplicar qualquer substância de rotina após 24 horas; • não massagear o local; • não fazer exercício físico por 7 dias; • não se expor ao sol até a cicatrização do pertuito ou remissão do hematoma. Fios de PCL policaprolactona 1. Absorção de 24 a 36 meses 2. Mais flexível de todos 3. Ótima forca de tensão 4. Alto custo 5. Bioestimulador líquido - Ellansé Fios Faciais — 36 — PLLA - ÁCIDO POLI-L-LÁTICO • Mesmo material que é feito o sculptra (bioestimulador líquido) • Superfícies com cones ou encaixes • Absorção entre 12 a 18 meses • + Rígido • - Força de tensão • Alto custo • Técnica específica • Fio monofilamentar de ácido poli-L-lático • Cones: 82% PLLA e 12% de ácido poliglicólico. • Double needle • Cones bidirecionais • Centro neutro 2 cm • Agulha 23 G • 12 cm • 8 ou 12 cones Fonte Imagens: https://sinclairpharma.com.br/ OS FIOS que promovem reposicionamento tecidual são indicados para uma fla- cidez de leve a moderada. Para tratamentos de flacidez mais severa, devemos asso- ciar técnicas para garantir um resultado satisfatório. Fios Faciais — 37 — Fios Faciais — 38 — Referências bibliográficas Mohammed Alghoul. Retaining Ligaments of the Face: Review of Anatomy and Clinical Applications Aesthetic Surgery Journal, Volume 33, Ed. 6, 1º de agosto de 2013, pp. 769– 782. An Objective Comparison of Holding, Slippage, and Pull-Out Tensions for Eight Suspension Sutures in the Malar Fat Pads of Fresh-Frozen Human Cadavers. Sasaki et al. Revista de Cirurgia Estética 2008 28: 387. Case report: Histological findings after insertion of PLLA sutures with bi-directional cones in humans: Two year follow-up. Russo et al. Journal of Plastic and Pathology Dermatology 2018; 14: 121-125. Safety and complication of absorbable threads made of poly-L-lactic acid and poly lactide/glycolide: Experiência com 148 pacientes consecutivos. Guduk et al. Journal of Cosmetic Dermatology, abril de 2018 10.1111/jocd.12519 Rejuvenating the face: An Analysis of 100 Absorbable Suture Suspension Patients*. M. P. Ogilvie et al. Aesthetic Surgery Journal 2017, 1–10. Introdução aos fios faciais� Histórico dos fios Conceito de fios de sustentação Fios absorvíveis - bioestimuladores sólidos Síntese de colágeno Estímulo de colágeno com fios Pontos importantes antes da inserção dos fios Fios de PDO� Fios de PDO - polidioxanona Fios bioestimuladores Absorção por hidrólise Hidrólise do fio de PDO Classificação e modelos de fios de PDO Mensuração Fios de PDO lisos multifilamentares Indicações para fios multifilamentares Fios sem retenção monofilamentados trançados - COIL Fios sem retenção monofilamentados trançados - parafuso Objetivo e inserção dos fios lisos Protocolos clínicos� Pálpebra inferior Terço superior Glabela� Terço inferior Fios espiculados Mapeamento facial para inserção dos FIOS ESPICULADOS Ancoragem Classificação dos fios de PDO Cortados X moldados Conduta cirúrgica dos fios espiculados Fios de PCL policaprolactona� Referências bibliográficas