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FIOSFIOS
FACIAISFACIAIS
Fios Faciais
— 2 — 
Copyright© Nepuga – 2022 - Todos os direitos reservados. 
Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada, reproduzida ou armazenada em qualquer forma ou meio, 
seja mecânico ou eletrônico, fotocópia, gravação etc, sem a permissão por escrito da Instituição.
Sobre a Faculdade 
Propósito
• Transformar a vida do profissional da Saúde para o melhor.
Missão
• Nossa missão é impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional desses espe-
cialistas, capacitando-os com conhecimentos avançados e técnicas inovadoras.
Visão
• Proporcionar educação de excelência nos campos da Saúde, Estética e Bem-Es-
tar e Negócios, tornando-se referência nos mercados regional, nacional e inter-
nacional.
Valores
• Liderança: porque devemos liderar pessoas, atraindo seguidores e influenciando 
mentalidades e comportamentos de formas positiva e vencedora.
• Inovação: porque devemos ter a capacidade de agregar valor aos produtos da 
empresa, diferenciando nossos beneficiários no mercado competitivo.
• Ética: porque devemos tratar as coisas com seriedade e em acordo com as regu-
lamentações e legislações vigentes.
• Comprometimento: porque devemos construir e manter a confiança e os bons 
relacionamentos.
• Transparência: porque devemos sempre ser verdadeiros, sinceros e capazes de 
justificar as nossas ações e decisões.
Fios Faciais
— 3 — 
Su
m
ár
io
Introdução aos fios faciais ............................................................................................................4
Histórico dos fios .............................................................................................................................4
Conceito de fios de sustentação ........................................................................................ 7
Fios absorvíveis - bioestimuladores sólidos ...............................................................11
Síntese de colágeno ....................................................................................................................11
Estímulo de colágeno com fios .......................................................................................... 12
Pontos importantes antes da inserção dos fios .................................................... 12
Fios de PDO ............................................................................................................................................. 14
Fios de PDO - polidioxanona ................................................................................................ 14
Fios bioestimuladores .............................................................................................................. 16
Absorção por hidrólise ............................................................................................................. 16
Hidrólise do fio de PDO ............................................................................................................. 16
Classificação e modelos de fios de PDO ......................................................................17
Mensuração ..................................................................................................................................... 18
Fios de PDO lisos multifilamentares ................................................................................ 19
Indicações para fios multifilamentares ....................................................................... 19
Fios sem retenção monofilamentados trançados - COIL..............................20
Fios sem retenção monofilamentados trançados - parafuso ...................20
Objetivo e inserção dos fios lisos ..................................................................................... 22
Protocolos clínicos ........................................................................................................................... 23
Pálpebra inferior ........................................................................................................................... 23
Terço superior ................................................................................................................................24
Glabela ...............................................................................................................................................26
Terço inferior ................................................................................................................................... 27
Fios espiculados ...........................................................................................................................28
Mapeamento facial para inserção dos FIOS ESPICULADOS............................ 31
Ancoragem ....................................................................................................................................... 31
Classificação dos fios de PDO ............................................................................................ 33
Cortados X moldados .............................................................................................................. 33
Conduta cirúrgica dos fios espiculados .....................................................................34
Fios de PCL policaprolactona .............................................................................................35
Referências bibliográficas ....................................................................................................38
Fios Faciais
— 4 — 
Introdução aos fios faciais 
Histórico dos fios
A percepção do que é bonito ao longo da história sempre foi uma questão sub-
jetiva e individual, sendo influenciada por valores culturais, raciais, étnicos, bem 
como por necessidade de aceitação popular e contextualização atual do que está 
na moda e exposto nas mídias. As alterações estéticas faciais e a insatisfação da 
autoimagem podem ter repercussões desastrosas sobre a vida de um indivíduo, 
comprometendo sua autoestima e sua sociabilidade pela presença de sentimentos 
de inferioridade, não aceitação e impotência. Além disso, a nossa pele passa por 
um processo de envelhecimento natural que ocorre devido a processos bioquími-
cos complexos, caracterizado por alterações metabólicas, estruturais e funcionais 
na estrutura celular, o que causa uma busca incessante por procedimentos que 
minimizem a aparência ocasionada por esse processo de envelhecimento natural 
(LOPANDINA, 2018).
A perda de substâncias importantes para a pele, como colágeno, ácido hialurô-
nico, elastina e água, nos leva à perda de tônus dos tecidos da face, que sofrem 
uma queda de cima para baixo e de fora para dentro. Primeiramente, esses sinais 
aparecem nas pálpebras, a seguir no terço médio e por fim no terço inferior da 
face, gerando um desequilíbrio entre conteúdo e continente da face. Quando esse 
processo começa a ocorrer, torna-se necessária a utilização de técnicas de reju-
venescimento, a fim de retardar o relógio biológico, para que o entorno facial se 
harmonize.
O rejuvenescimento facial consiste em um conjunto de procedimentos estéticos 
pouco ou minimamente invasivos com ótimos resultados, que visa a restabelecer a 
harmonia facial perdida com o processo de envelhecimento da face, cujo tratamen-
to, podemos e devemos associar técnicas como:
• Tratamento facial biofotônico;
• Aplicação de toxina botulínica;
• Preenchimento com ácido hialurônico;
• Lifting facial não cirúrgico com fios permanentes ou de longa duração (HELD et 
al., 2016).
Vivemos em um momento em que o padrão máximo de exigência na área da 
estética possibilitou a utilização de recursos como a utilização de toxina botulínica 
associada ao uso de preenchedores faciais, porém com resultados um pouco limi-
Fios Faciais
— 5 — 
tados devido à pouca duração do resultado obtido. A ritidoplastia, que era até um 
certo período a melhor forma de retardar o processo de envelhecimento, tem as suas 
desvantagens.
Miller (1907) e Kolle (1911) foram os primeirosa relatar sobre o rejuvenescimento 
cirúrgico facial. A partir disso, se iniciou a busca por procedimentos mais duráveis e 
menos invasivos para o rejuvenescimento facial. Com o passar do tempo, uma me-
lhor compreensão das alterações na anatomia, fisiologia e bioquímica que ocorrem 
na face e que levam à aparência envelhecida permitiu o desenvolvimento de novas 
técnicas para lidar com anatomia específica do envelhecimento facial.
Durante muito tempo, o único método que conseguia minimizar e corrigir os si-
nais do envelhecimento natural, como a flacidez cutânea facial, era a ritidoplastia. 
Porém intervenções cirúrgicas, no entanto, são acompanhadas de possíveis com-
plicações, como infecção, necrose, hematoma, lesão dos ramos frontal e marginal 
do nervo facial, além dos riscos que envolvem anestesia geral ou mesmo a sedação 
(KAMINER et al., 2008). Com isso, se iniciou a busca por procedimentos minimamente 
invasivos que conseguissem erguer de forma adequada os tecidos provenientes do 
envelhecimento, sendo este um passo importante para se alcançar uma aparência 
mais jovem (SULAMANIDZE et al., 2005).
Foi nesse contexto que começaram a aparecer os fios faciais como uma excelen-
te alternativa e uma opção inteligente dentro do conjunto de técnicas responsáveis 
por tratar a queda dos tecidos faciais, com índice de morbidade muito baixo e sem 
as complicações decorrentes de procedimentos cirúrgicos invasivos. Ao reposicionar 
e sustentar os tecidos e gordura em seus locais originais, sem grandes cortes, trau-
mas ou cicatrizes, obtemos resultados que são imediatos com a vantagem de não se 
ocasionar grandes mudanças na anatomia original do paciente.
A história dos fios de sustentação tem seu início com os egípcios, que prova-
velmente foram os pioneiros na utilização de fios de ouro para o rejuvenescimento. 
Esses mesmos fios foram utilizados posteriormente na Rússia para a estimulação de 
colágeno na pele (devido a regeneração tecidual e não pela bioindução de coláge-
no). Em 1956, os procedimentos de lifting com fios começaram a ser discutidos nos 
Estados Unidos por Alcamo, que desenvolveu o primeiro fio de sutura farpado feito 
com cortes. Na década de 1960, a técnica de implantes de fios de ouro nos locais de 
flacidez cutânea e preenchimento de rugas foi desenvolvido na França por Caux, que 
associou fios de mononylon de ouro para preenchimento de sulcos e sustentação 
facial (HELD et al., 2016).
Fios Faciais
— 6 — 
Um pouco mais tarde, foi publicado o registro científico sobre elevação de te-
cidos moles com fios de nylon farpados, pelo médico N. Buttkewit. Em 1966, Galland 
e Cravo utilizaram fios de sutura animal para sustentação dos tecidos. Guillemain, 
em 1970 publicou o curl lift que deu o início à era de suspensão da pele com fios. Por 
fim, na década de 1990, começaram a surgir procedimentos com vários tipos de fios 
de sustentação que passaram por um desenvolvimento gradual e melhoria (HELD 
et al., 2016).
O cirurgião russo Marlen Sulimanidze descreveu em 1998 pela primeira vez os fios 
APTOS (antiptose), fabricados em polipropileno com farpas orientadas para evitar 
que os fios se movam e sejam reabsorvíveis. Por essas características, esses fios aca-
bam se transformando em um ligamento após o período de um ano da colocação, 
pois o material polipropileno é o responsável por produzir uma reação granulomato-
sa no organismo do paciente constituída de fibroblastos ativos, que envolve o eixo do 
fio com um tecido neocolagênico, formando um ligamento com colágeno e elastina 
com alta resistência (SULAMANIDZE et al., 2005).
Posteriormente, apareceu os Isse Endo Progressive Facelift Sutures, fios criados 
por Nicanor Isse, que realizou modificações nos fios originais de Sulamanidze (AP-
TOS), fazendo ganhar farpas unidirecionais e um tamanho 25 cm de comprimento. 
mais adiante, esses fios sofreram novas modificações, passando a se chamar de Si-
lhouette Sutures, adquirindo em sua estrutura pequenos cones de material reabsor-
vível ao longo do comprimento dos fios de polipropileno não reabsorvível. Esses fios 
eram ancorados ao couro cabeludo, por meio de suturas, a um pequeno pedaço de 
material exógeno. Desse modo, os pequenos cones reabsorvíveis possuíam a função 
de puxar a gordura e promover o lifting esperado, e por possuírem uma dissolução 
lenta, estimulavam a formação de fibrose, mantendo o efeito do lifting por mais tem-
po (HELD et al., 2016).
Mais tarde, Nicolay Serdev, um cirurgião búlgaro, idealizou os fios Sardev, que 
são feitos de policaprolactona – uma substância utilizada em procedimentos ci-
rúrgicos –, que é reabsorvido lentamente dentro de um período de dois a três anos, 
não possuem farpas, possuem ação antibactericida e são semielásticos. Esses fios 
são introduzidos por meio de pequenos pertuitos, e são ancorados em periósteo. 
Seu efeito lifting ocorre pela mobilização pontual do Sistema Musculoaponeurótico 
Superficial (SMAS) (HELD et al., 2016), precursor da técnica realizada atualmente de 
Lifting temporal.
Um cirurgião plástico boliviano, chamado de José Antonio Beramendi, desenvol-
veu o fio russo, sendo o primeiro fio monofilamentar de polipropileno, com garras de 
Fios Faciais
— 7 — 
tração, sustentação e reposicionamento dos tecidos flácidos. São fios implantados 
no vetor de rejuvenescimento, reposicionando a gordura da face no seu local origi-
nal. Desse modo, são devolvidos à face do paciente os volumes e contornos juvenis, 
estimulando um processo de rejuvenescimento contínuo em torno de 9 meses, pois 
é nesse tempo que o organismo encapsula o fio e o transforma em um ligamento 
(HELD et al., 2016).
A empresa fabricante de produtos cirúrgicos Kolster Métodos Inc criou em 2004 
os fios Silhouette Lift Sutures, com cones bilaterais e superpostos. Indicados para 
liftings do terço médio da face, sobrancelhas e valvas nasais, com duração de três 
a quatro anos. A reabsorção dos cones induz uma fibrose, que dura de três a seis 
meses (HELD et al., 2016).
A companhia internacional Promoitalia, de origem italiana, lançou os fios Happy 
Lift, que são feitos do material polilático-coprolactona, reabsorvível, com duração 
de doze a quinze meses. O efeito lifting ocorre através da fibrose, que se forma de-
vido à ação das garras presentes nos fios. Com isso, ocorre formação de colágeno 
e elastina, resultando em um efeito rejuvenescedor de até seis anos ao paciente 
(HELD et al., 2016).
Com o passar dos anos, os fios de sustentação passaram por desenvolvimento 
gradual e melhorias, sendo utilizados até os dias de hoje para diversas indicações e 
regiões do corpo.
Conceito de fios de sustentação
O lifting facial com fios de sustentação é uma proposta não cirúrgica para o tra-
tamento da flacidez da face e pescoço em substituição ao lifting cirúrgico ou ritido-
plastia, sendo menos invasivo e com menor custo, uma vez que é realizado no âmbito 
ambulatorial sob anestesia local (HELD et al., 2016).
Os fios são implantes filamentares de natureza sintética que, ao serem implan-
tados no plano subcutâneo profundo, não são visíveis e nem sentidos pelo toque e, 
quando adequadamente tracionados, promovem a elevação dos tecidos flácidos. A 
quantidade de fios utilizados dependerá da área a ser tratada e do grau de flacidez 
do tecido (LOPANDINA, 2018).
O manuseio do fio é determinado por três propriedades: 
1. Memória: tendência para manter a posição – quanto maior a memória maior é a 
dificuldade em dar os nós e mantê-los com tensão. 
Fios Faciais
— 8 — 
2. Elasticidade diz respeito à possibilidade de retorno à posição inicial após a sutura 
ter sido estirada – efeito elástico, no qual mantém a tensão da sutura em áreas 
com variações de volume (edema). 
3. Tensão dos nós é a força necessária para um nó deslizar, sendo de especial im-
portância na laqueação arterial.
 
Os fios de sustentação podem ser classificados quanto à estrutura e tipo de ob-
sorção:
• Fio monofilamentar 
 São feitos com um único filamento de material;
 Elestêm menos resistência tecidual que fios multifilamentar e não possuem in-
terstício que podem abrigar bactérias.
• Fio multifilamentar
 Fios multifilamentares consistem em muitos trançados de fios que são enrosca-
dos ou trançados juntos;
 Fios multifilamentares são geralmente mais flexíveis que os monofilamentares. 
Maior nicho para desenvolvimwnto de microorganismos.
ESTRUTURA TIPO DE ABSORÇÃO EFEITO ESTÉTICO
Monofilamentados Absorvíveis Rejuvenecimento
Polifilamentados
(Trançados, enrolados, etc)
Longa duração
Fixação dérmica (#) / 
deslocamento tecidual
Não absorvíveis Volumização
Ou podem ser classificados quanto ao tipo de absorção:
1. Não absorvível: Fios não absorvíveis não terão destaque nesse estudo pois o seu 
uso é bastante limitado. Possuem longa permanência no tecido, sendo uma gran-
de desvantagem o impedimento de se utilizar outros métodos atuais estéticos no 
paciente devido a grandes chances de rejeição a outros tipos de materiais.
• Fio russo ou de polipropileno (APTOS).
• Fio de politetrafluoretileno (Gore-tex® e Advanta®).
• Fio de ouro
• Fio de platina
Fios Faciais
— 9 — 
2. Longa duração:
 São fios que irão sofrer reabsorção, porém durante anos (Acima de dois anos já 
é considerado de longa duração). Os fios que mais são utilizados atualmente são 
os fios de poliamida. Esses fios são fixados ou ancorados à fáscia ou a outras es-
truturas subcutâneas, num procedimento cirúrgico.
• Fio de poliuretano.
• Fio de poliamida (nylon)
3. Absorvível:
• Fio de ácido poliláctico (Happy Lift, Elegans, Resorblift, Silhouette Soft).
• Fio de ácido polilático-caprolactona (Filblock®).
• Fio de ácido poliglicólico.
• Fio de ácido polilático + fio de ácido poliglicólico.
• Fio de polidioxanona (PDO ou Miracu®) (LOPANDINA, 2018).
Fios Faciais
— 10 — 
Poliamida
• Nylon (mono e multi)
• Longa duração
• Baixo custo
• Reação tecidual pequena: biocompatível
• Mais usados em cirurgias
• !!! ATENÇÃO AO DAR OS NÓS !!! Precisam permanecer escondidos nos tecidos para 
evitar infecção devido a exposição do fio e criação de um nicho para microorga-
nismos.
Fios Faciais
— 11 — 
Polipropileno
• Fio Russo
• Os fios cirúrgicos de polipropileno são de origem sintética, fabricadas com fio não 
absorvível monofilamentar a partir do polímero de polipropileno. É um material 
biologicamente compatível, bem tolerado pelo organismo, de alta resistência e 
fácil manuseio.
PGA - Ácido poliglicólico
• Trata-se de um fio multifilamentar, foi o primeiro fio sintético e absorvível fabri-
cado. Ele é absorvido por hidrólise, liberando monômero ácido glicólico solúvel. A 
sua absorção completa pode durar 90 a 120 dias.
Fios absorvíveis - bioestimuladores sólidos
pdo
plla
ab
so
rv
ív
ei
s
pcl
Síntese de colágeno
1. dano ao tecido:
 trauma e reparo tecidual
2. mecânico:
 túnel e distorção celular 
3. suporte físico do fio:
 tempo dependente
4. material do fio:
 bioestimulador ou não
Fios Faciais
— 12 — 
Estímulo de colágeno com fios
1. Dano ao tecido: trauma tecidual – resposta 
reparadora – estimulo de colágeno.
2. Mecânico: passagem da cânula e presença 
do fio – distorção celular, empurrando os te-
cidos lateralmente, mantendo o fio no local 
e a distorção celular.
3. Suporte físico do fio: enquanto houver a dis-
torção celular, o organismo quer reparar o 
tecido, estimulando colágeno.
 Tempo-dependente: quanto maior o tempo 
da presença do fio no tecido, maior a produ-
ção de colágeno.
4. Material do fio: estímulo biológico.
Pontos importantes antes da inserção dos fios
PELE
• Envelhecimento
• Tipo de pele
• Qualidade e espessura
• Grau de ptose
TIPO DE FIO A
SER UTILIZADO
Adaptado de: https://www.colegioweb.com.br/histologia-tecido-epitelial/
tecido-epitelial.html.
Conhecer as características da pele do paciente, quanto a sua espessura, condi-
ções de envelhecimento, grau de ptose, é muito importante para selecionar o tipo de 
fio a ser inserido e o objetivo do uso do fio.
Fonte: https://www.futura-sciences.com/sante/ 
definitions/biologie-collagene-2163/
Fios Faciais
— 13 — 
Os fios de pdo lisos, monofilamentares, devem ser inseridos na camada retina-
cular do subcutâneo, mais próximo a derme reticular. A sinalização dos fibroblastos 
acontece com maior propriedade quando a indução se inicia na camada correta. 
Fonte: https://www.clinicalegerportoalegre.com.br/peeling-quimico/
Fios Faciais
— 14 — 
Fios de PDO 
Fios de PDO - polidioxanona
• Polímero sintético,
• Poliéster (ligações de O2)
• Absorvível
• Capaz de neocolagênese
• Representa mais ais 50% das suturas de cirurgia plástica
• 30 anos usado como fios de sutura
• Finalidade estética: 2016
Para se realizar uma boa prática clínica e se obter bons resultados, é necessário 
que seja feita uma boa anamnese do paciente para que se possa avaliar a indicação 
ou não de aplicação dos fios de sustentação e também para que se consiga escolher 
qual o melhor tipo de fio de acordo com a indicação e a necessidade.
As indicações para colocação de fios PDO podem ser:
1. Pacientes da faixa etária de 25 a 35 anos, para prevenção do envelhecimento da 
pele.
2. Pacientes da faixa etária de 35 a 75 anos, para tratamento do envelhecimento da 
pele.
3. Pacientes com os seguintes problemas de pele:
• Pós-acne e outras cicatrizes.
• Suavização de sulcos nasolabiais e rugas de marionete
• Complementação das terapias com toxina botulínica e preenchedores periorais 
e labiais e região frontal.
• Rítides labiais, principalmente em fumantes.
Fios Faciais
— 15 — 
Avaliação facial para aplicação dos fios
Durante a primeira consulta, é importante planejar o procedimento com o pa-
ciente. Inicialmente, trabalha-se a área mais importante de acordo com a queixa e 
necessidade do paciente. O número de fios a serem usados durante o procedimento 
é determinado individualmente e depende da área específica e da condição. O pri-
meiro procedimento não requer preparação prévia e pode ser realizado já na pri-
meira consulta. É imprescindível que o tipo de envelhecimento do paciente durante a 
anamnese seja reconhecido, sendo que os sinais de envelhecimento dependem da 
anatomia de cada indivíduo.
PDO - polidioxanona
1. Absorção 3 a 6/8 meses O fio é hidrolisado porém o estímulo de colágeno conti-
nua.
2. Custo benefício
3. Técnica de inserção relativamente simples
4. Intercorrência considerada baixa
5. Variedades: monofilamentares, polifilamentares, espiculados, lisos, rede, espiral 
etc...
OBJETIVOS INDICAÇÕES CONTRA INDICAÇÕES
• Estímulo de colágeno
• Volumização por espes-
samento dérmico pon-
tual e específico.
• Abordagem ao pacien-
te: estímulo de colágeno 
para reestruturar o teci-
do facial.
• +18 anos
• Pacientes que necessi-
tam de estímulo de co-
lágeno e reposição te-
cidual consequente do 
espessamento dérmico.
• Gestantes e lactantes
• Diabetes
• Hipersensibilidade ao PDO
• Distúrbios metabólicos 
(inflamação subclínica)
• Processo inflamatório ou 
infeccioso dérmico.
ARMAZENAMENTO DURAÇÃO
• Ambiente seco (adega de vinho)
• Sem contato direto da luz
• Temperatura entre 15 e 25 graus
• Nunca congelar ou aquecer
• Controle de umidade na geladeira
• Os fios quebram se não tiver esses cui-
dados
• Instalação: Hoje, 3 meses, 6 meses (ideal)
• Manutenção do peso corporal
• Cuidado com a promessa de reposi-
cionamento tecidual!
Fios Faciais
— 16 — 
Fios bioestimuladores 
 Google imagens
Absorção por hidrólise
Os líquidos intersticiais promovem a quebra da estrutura dos fios promovendo 
sua hidrólise, liberando seus componentes para o meio extracelular, sinalizando a 
produção de colágeno.
Esse tempo de hidrólise foi observado em estudos em animais.
Quanto a “teoria de se aplicar em seres humanos” in vivo, e resultados na prática 
clínica, ainda é uma discussão
Hidrólise do fio de PDO
O processo de decomposição in vitro da polidioxanona é analisado minuciosa-
mente. Há duas fases: A primeira fase ocorre entre 3 e 12 semanas. Neste período o 
fionão perde suas habilidades, permanecendo no mesmo formato e maior parte da 
massa por 90 dias sem rupturas visíveis ou prejuízo na superfície do fio. Por cerca de 3 
meses a hidrólise do polímero incide somente na superfície do fio, a estrutura da po-
lidioxanona é espessa e as moléculas de água não conseguem penetrar seu interior, 
logo as variações na firmeza do fio são ínfimas. 
Na segunda fase ocorrem fissuras circulares periféricas na superfície do fio e as 
moléculas de águas finalmente penetram o interior do fio. Logo o fio começa a se fra-
gilizar e há uma perda pequena de massa. Durante 60 dias 90% da firmeza é perdida 
enquanto há uma perda de apenas 1,5% de massa. Por fim, ocorre a formação de 
alguns fragmentos de fio de PDO que se espalham para a superfície do fio e poste-
riormente para os tecidos circundantes. Esta etapa gera uma perda significativa de 
massa e a degradação total do fio. Concomitantemente, o aumento local do PH – em 
virtude do acúmulo de produtos de hidrólise ácida – torna-se uma válvula de efeitos 
autocatalíticos, que agilizam a decomposição do fio de polidioxanona. 
Fios Faciais
— 17 — 
Classificação e modelos de fios de PDO
Os fios lisos de PDO são indicados para o 
bioestímulo de colágeno, pois estimulam os fi-
broblastos a produzir colágeno tipo III e o colá-
geno tipo I, sendo este último o responsável por 
manter a integridade da matriz extracelular da 
derme, promovendo uma alta performance 
estética, de saúde e de jovialidade. Ensaios clí-
nicos na literatura demonstram que a inserção 
subcutânea de fios lisos de PDO induz a produção de colágeno, aumenta a síntese 
de ácido hialurônico endógeno e melhora substancialmente a microcirculação local, 
reduzindo as linhas e rugas faciais, por dar lugar a tecidos mais firmes, elásticos e 
hidratados.
Os fios de PDO conhecidos como “fio parafuso” apresenta um formato espirala-
do que estimula a formação de colágeno em maior intensidade, pois o seu formato 
causa uma maior reação inflamatória no tecido e, consequentemente, há uma maior 
produção de colágeno. Wong et al. (2017) afirmaram que os fios parafusos, mono ou 
duplo, ofereceram uma boa restauração do volume em áreas comprometidas da 
pele. A produção de colágeno desses fios ajudou a restaurar o volume e a melhorar a 
textura e elasticidade da pele, proporcionando um resultado estético natural.
• mono 
• Parafuso
• gêmeo 
• garra unidirecional 
• bidirecional ou multidirecional. 
• Cada modelo de fio possui indicações específicas conforme listados no quadro.
SEM RETENÇÃO - LISOS
• Mono, smouth
• Eyebag, Eyes
• Filler, Tuft, Broom, Multi
• Parafuso, Torcido, Tornado, Screw
• Matrix, Mesh ou Rede
 Google imagens
Fios Faciais
— 18 — 
Mono ou liso: consiste em um fio liso, menos traumático quando comparado aos 
outros. São usados, principalmente, para bioestimulação e blindagem de tecidos.
Mono duplo ou twin: são dois fios, trançados ou torcidos entre si. Têm efeito du-
plicado quando comparado aos outros fios.
As indicações para o uso de fios PDO simples no rosto e pescoço são: rugas ver-
ticais e horizontais na testa, excesso de mobilidade e flacidez na testa, rugas da gla-
bela e nariz, queda das bordas externas das sobrancelhas, tecido mole flácido das 
sobrancelhas (linhas do sono), rugas periorbiculares (pés de galinha), linhas sorri-
dentes ao redor dos olhos, bochechas caídas, proeminência malar, sulcos nasola-
biais (“bigode chinês”), sulco malar-jugal, rugas periorais, rugas do queixo, ruga sub-
mentual, rugas de “marionete”, devolver o contorno do rosto e rugas do pescoço.
Parafuso ou screw: consiste em um fio em espiral, torcido e enrolado ao redor da 
agulha em forma de espiral
Parafuso duplo ou double screw: consiste em dois fios, torcidos entre si e enro-
lados ao redor da agulha em forma de espiral. A espiral característica desse tipo de 
fio é mais estável dentro do tecido quando comparado aos outros tipos de fios. Esses 
fios são mais traumatizantes, porém possuem uma capacidade maior de estimular 
a neocolagênese.
As indicações para os tipos de fios PDO tornado são: para rugas profundas do 
rosto, pescoço.
Mensuração
GAUGE AGULHA FIOS USP
31 G 1” 25 mm 1” 1/4 30 mm 7-0
gauge ou calibre diâmetro da agulha ou cânula
agulha comprimento da agulha ou cânula
fios comprimento do fio
usp espessura do fio
29 x 38 x 50 x 6-0
GAUGE AGULHA FIOS USP
29 G 38 mm 50 mm 6-0
Fios Faciais
— 19 — 
Não podemos escolher o formato do dispositivo. Temos que entender onde pode-
mos inserir e qual o grau de retenção a passagem que cada um oferece.
Fios de PDO lisos multifilamentares
FILLER, TUFT, BROOM, MULTI
• Múltiplos fios lisos monofilamentares 
inseridos numa mesma cânula. Cada 
fabricante tem sua quantidade de fios.
I-thread 10 fios
Medithread 14 fios
• Volumização e estímulo de colágeno
Indicações para fios multifilamentares
• Glabela
• Têmpora
• Malar
• Sulco nasogeniano
• Sulco mentual
• Ligamento zigomático
• Cicatriz de acne
Fios Faciais
— 20 — 
Fios sem retenção monofilamentados trançados - COIL
Rgo odonto facebook
Volumização de:
• dorso nasal
• Sulco mentual
• Glabela
• Sulco naso labial
Pode volumizar ao ponto de marcar a pele
SOB PELE FINA, tomar cuidado com a inserção do fio coil, para que não fique apa-
rente formando degrau.
Fios sem retenção monofilamentados trançados - parafuso
PARAFUSO, TRANÇADO, TORNADO, 
SCREW
• Extensa área do fio
• Quantidade de colágeno
• Maior bioestímulo e espessamen-
to dérmico (volumização)
wong v. et al, 2017: Os fios parafuso 
mono ou duplo, oferecem boa res-
tauração de volume e colágeno.
• Poder de volumização com características muito específicas;
• 16 filamentos entrelaçados formando um tubo OCO, permitindo a permeação de 
fibroblastos no seu interior;
• Fixo e estável depois da sua inserção devido ao entrelaçamento e a sua dobra 
depois da inserção da pele.
Fios Faciais
— 21 — 
SKU *Cannula 
Gauge
Needle Length
(mm)
Thread Length
(mm) USP
https://www.chrismedic.com.br/
fios-de-pdo/fio-i-thread-matrix-
-19gx38x50
RTS1938L50
19
38 50
7-0RTS1960L70 60 70
RTS1990L150 90 150
RTS2138K50
21
38 50
6-0
7-0
RTS2160K70 60 70
RTS2190K150 90 150
(*L Cannula, W Cannula, Shape Needle and Blunt Needle type)
Apesar da sua tecnologia envolvendo as características estruturais, são fios conside-
rados finos, porém com ação volumizadora.
Fios Faciais
— 22 — 
Os poros formados pelo entrelaçamento da rede permitem a migração de fi-
broblastos do fio, gerando um cordão de colágeno que substitui o fio com o tempo 
potencializa sua ação.
Objetivo e inserção dos fios lisos
Dependendo da finalidade e resultado esperado do tratamento da pele, pode-
mos disponibilizar os fios lisos em diferentes direções para diferentes objetivos:
Usamos a inserção de 3 ou mais fios lisos paralelos, ou cruzando em # para den-
sificação de pele, e estímulo de colágeno local.
Usamos os fios volumizadores de acordo com a profundidade dos sulcos ou ru-
gas estáticas em regiões como glabela, sulco nasogeniano, sulco nasolabial, etc.
Fios Faciais
— 23 — 
Protocolos clínicos 
https://institutodiogolustosa.com.br/procedimentos/
Pálpebra inferior
NÃO PODEMOS CORRER RISCO!
Exteriorização do fio
Aprofundamento do fio
Lesões vasculares (cânula)
Fios aparentes (espessura do fio)
Cânula 30G
Fio 7.0 ou 6.0 
Inserção paralela
 
Fios Faciais
— 24 — 
Na região de pálpebras inferiores, preconizamos o uso de fios lisos canulados. Uso 
de agulhas nessa região pode promover maior sangramento e consequentemente a 
concentração de hemossiderina causando hematomas de difícil resolução.
Por se tratar de uma área com subcutâneo fino, tecido muito delicado para inser-
ção de agulhas que não oferecem resistência ao corte dos tecidos.
Terço superior
Movimentação muscular deve estar com toxina para que o movimento muscular 
não exteriorize os fios. 
 
Fios Faciais
— 25 — 
A região do terço superior pode ser tratada comfios lisos, e também receber uma 
variedade de fios conforme o objetivo. Linhas estáticas, lateral de sobrancelhas, late-
ral de órbita, glabela. Para Suavização das linhas podem ser usados fios volumizado-
res, e para densificação dermica e estímulo de colágeno, usamos linhas paralelas e 
o travamento em #.
• Fios em # e plasma
• 3 sessões
• 30 dias
Podemos também associar a técnica com plasma, promovendo uma duplo es-
tímulo de colágeno. Esta técnica é realizada em 3 sessões com intervalo de 30 dias 
entre elas.
Fios Faciais
— 26 — 
Glabela 
• Pela região anatômica de risco, não preenchemos glabela.
• Podemos usar várias inserções 
• Volume - linha do 11
• Colágeno - suavizar a textura
• Fios sólidos: não embolizam e não comprimem veias e artérias
• Subcisão para romper as fibras 
• Agulha nocor ou 18G em leque
• Cânula não corta, tuneliza
• Fio volumizador
• Anestesia supratrocrear com vaso para hemostasia
A região da glabela é contraindicada para preenchedores (ácido hialurônico) 
devido ao risco de amaurose por embolização ou compressão dos vasos sanguíneos 
(região de anastomose.)
A técnica de inserção de fios volumizadores para rugas estáticas (chamada re-
gião do 11) é bastante usada para uniformizar a pele da região.
Geralmente os fios volumizadores utilizados nesta região são mais espessos e 
para que consigamos inserir os fios sem resistência a passagem da cânula, pode-
mos usar uma agulha nocor e depois inserir os fios volumizadores.
Realizamos anestesia com vasoconstritor para controle de sangramento e con-
forto do paciente.
Fios Faciais
— 27 — 
Terço inferior
PDO liso mono
Fios Faciais
— 28 — 
Fios espiculados
A consequência mais significativa da perda de colágeno por conta do envelheci-
mento é a flacidez e a ptose de tecidos. Para estas situações, estão indicados os fios 
de PDO espiculados que possuem duas vias de ação: tração/sustentação e produção 
de colágeno. Devido à suas características mecânicas de suas espículas, atua tracio-
nando os tecidos, promovendo um efeito lifting suave devido ao reposicionamento te-
cidual, podendo ser utilizado em face e pescoço; e, durante a sua absorção, a polidio-
xanona atua promovendo a produção de colágeno, de forma a combater a flacidez.
• Redução de volume pelo emagrecimento facial. Eliminar o peso facial.
• Efeito de tração: leve ...não promove efeito lifting.
• Qualidade da pele: muita flacidez e craquelado.
• Número de sessões: precisa de sessões para obter resultado.
• Estruturas fibrosas
• Sustentação 
• Mantém tecido em posição
• Ligamentos são estruturas mais compridas.
• Se encontram na região média e superior da face.
• Estruturas que saem do periósteo ou da fácia a derme do mm mímica.
• Septos são maiores em extensão e mais curtos pois se encontram numa região 
superior da face, onde os planos teciduais são menores.
• Comparar a capacidade de retenção, a do septo é maior pela sua extensão do 
que os ligamentos.
• Adesões: encontro de septos e ligamentos.
Fios Faciais
— 29 — 
Ligamentos de retenção da face
Descritos inicialmente em 1959 (Megregor, 1959), os ligamentos de retenção da 
face (LRF) são faixas fibrosas espessas e profundas que se inserem na derme, fun-
cionando como pontos de ancoragem, garantindo estabilidade à pele (Alghoul & 
Codner, 2013). Ainda segundo Alghoul e Codner (2013), estas estruturas, junto com os 
septos fibrosos subcutâneos, dividem a face em camada superficial e profunda, ao 
criarem áreas de adesão nos diferentes planos.
De acordo com a sua origem, os LRF são classificados como “verdadeiros” ou 
osteocutâneos, originados no periósteo, tais como os ligamentos temporais, orbi-
tais, zigomáticos, maxilares, mentuais e os mandibulares. Já os ligamentos de reten-
ção “falsos” ou fasciocutâneos, originam-se em planos mais superficiais, nas fáscias 
musculares, podendo unirem-se à pele ou ao Sistema Músculo-Aponeurótico Super-
ficial (SMAS, do inglês, “Superficial Musculo-Aponeurotic System”), sendo eles: mas-
setérico, aurículo-platismal e parótido-cutâneo (Brandt et al., 2012; Alghoul & Codner, 
2013; Furnas, 1989).
Os fios espiculados são ancorados em ligamentos de retenção da face (LRF) devi-
do a reposição tecidual que suas espículas promovem, o ponto de ancoragem precisa 
estar em região de ligamentos para garantir a tração tecidual promovida pelo fio. 
Fios Faciais
— 30 — 
Dos ligamentos descritos, o ligamento zigo-
mático é o mais forte e o que necessita de maior 
força empregada para o seu deslocamento ci-
rúrgico3,7,8 (Figura ao lado). Os ligamentos zi-
gomático e mandibular são osteocutâneos, 
enquanto os ligamentos massetéricos são fas-
ciocutâneos.
 
Alinhamento dos ligamentos de retenção da face.
Fonte: Adaptada de Fitzgerald et. al.13.
(1) adesão temporal, 
(2) o espessamento orbital lateral, 
(3) o ligamento zigomático, 
(4) o ligamento massetérico (falso) e
(5) o ligamento mandibular 
Indicações: fios espiculados Contra Indicações fios espiculados
• Indução da produção de colágeno
• Tração de ptose leve a moderada
• Melhora da paralisia facial diagnosti-
cada (lado hiper-toxina, lado hipo, flá-
cido - fios)
• Contraindicação de ritidoplastia
• Pele fina (precisa espessura) ou muito 
grossa (remover gordura)
• Pele muito vincada, craquelada
• Excesso de pele (plástica)
• Doenças sistêmicas descompensadas
• Hipersensibilidade ao material do fio
• Gravidez e lactação
• Pacientes menores de 18 anos
Fo
nt
e:
 A
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An
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o 
C
us
tó
di
o.
1. Lig. Zigomático
2. M. Zigomático Maior
3. M. Masseter
4. Osso Zigomático
5. M. Orbicular do olho
1
3
2
4
5
Ligamento zigomático em cadáver fresco sendo 
tracionado com uma pinça hermostática.
Fios Faciais
— 31 — 
Mapeamento facial para inserção dos FIOS ESPICULADOS
Vetores de envelhecimento
Fonte: https://institutovelasco.com.br/envelhecimento-facial/
• Ponto de entrada: ( ) ponto de ancoragem em ligamento verdadeiro.
• Ponto de saída: ( ) Pontos de suspensão: onde o fio chega, onde eu quero sus-
pender
Ancoragem
• Ação de estímulo de colágeno - inflamação aguda subclínica
• Efeito de tração
Zigomático cutâneo: sobrecarga ligamentar: cuidado com o 
peso da pele que vai puxar.
Distribuir os pontos de ancoragem para que a força contrária 
não sobrecarregue o ligamento.
Dividir a tenção na área de ancoragem.
Fios Faciais
— 32 — 
Fios espiculados ou cog: são fios mais espessos formados com âncoras que são 
feitas de encaixe a laser na superfície dos fios. Esses fios possuem a âncora significa-
tivamente mais grossa e mais forte, possibilitando mover os tecidos moles do corpo e 
da face em qualquer direção. Os fios dentados permitem reposicionar as sobrance-
lhas, o contorno facial e o pescoço, a correção do queixo duplo, a reestruturação dos 
tecidos moles do corpo e a formação de novas formas e volumes. Após a inserção, há 
um efeito lifting imediato. Existem alguns tipos de fio cog que serão demonstrados.
 
1. Dependendo da direção das âncoras e encaixe:
Encaixe unidirecional
Encaixe multidirecional
Encaixes direcionados para o centro do fio 
Fios Faciais
— 33 — 
Classificação dos fios de PDO
 
COM RETENÇÃO-ESPICULADOS
• Moldados 
• Cortados 
Usados para reposicionamento tecidual
Cortados X moldados
 
Os fios espiculados podem apresentar suas espículas de duas maneiras:
• Cortadas: quando as espículas são cortadas a partir do próprio fio de PDO. Tendo 
uma resistência a tração menor do que as espículas prensadas.
• Moldadas: são prensadas numa forma e fabricadas juntamente com o fio de PDO, 
aumentando a resistência da força de tração e também a área de polidioxanona 
indutora de colágeno.
Fios Faciais
— 34 — 
Conduta cirúrgica dos fios espiculados
Terapêutica medicamentosa
• Resposta pós operatória inflamatória aguda
• Edema diminui a tração do fio
• Modular inflamação aguda não atrapalha produção de colágeno
• AINE – DEXA 4 mg, 2 comp. 2 horas antes
Manipulação do tecido• Pinçamento da pele: pinça a pele SUCESSIVAMENTE e insere o fio, até chegar ao 
ponto de suspensão.
O USO DE ANTIINFLAMATÓRIOS SÓ DEVE SER USADO SE MUITO NECESSÁRIO 
PARA NÃO INTERROMPER A CASCATA DE INFLAMAÇÃO.
Fonte: Dr. marcus vinícius sodré
• Sempre devemos inserir o fio com a ponta virada para baixo, para evitar que as 
espículas fiquem voltadas para a derme causando pregas desnecessárias.
• O plano de inserção é no sobcutâneo, plano fibroso, mais inferior a camada reti-
nacular.
• Inserir a cânula em 45º.
• Realizar o pinçamento da pele antes de inserir a cânula, durante todo trajeto do fio.
Fios Faciais
— 35 — 
Exemplo de aplicação de fios espiculados
• Traçar a linha próximos do ligamento ver-
dadeiro (zigomático)
• Achar os pontos de ancoragem e suspen-
são
• Respeitar os espaços anatômicos 
• Saída da cânula voltada para baixo (para 
evitar superficializar e travar na derme)
• Acompanhar os contornos e angulações 
faciais com a cânula ou agulha.
Pensar para introduzir os fios
• Distanciar no mínimo 0,5 cm entre os pertuitos;
• Único ponto de ancoragem para cada fio;
• Único ponto de ancoragem recebe 2 fios;
• Único ponto de ancoragem para 3 ou 4 fios;
• Cruzar os fios causa aumento de volume. Cuidado com o travamento da tração 
ou volumização em locais indesejados.
Cuidados pós fios de PDO
• colocar gelo local nos 3 primeiros dias; 
• permanecer com o curativo por 3 dias; 
• lavar o local após 24 horas; 
• aplicar qualquer substância de rotina após 24 horas;
• não massagear o local; 
• não fazer exercício físico por 7 dias; 
• não se expor ao sol até a cicatrização do pertuito ou remissão do hematoma.
Fios de PCL policaprolactona 
1. Absorção de 24 a 36 meses
2. Mais flexível de todos
3. Ótima forca de tensão
4. Alto custo
5. Bioestimulador líquido - Ellansé
Fios Faciais
— 36 — 
PLLA - ÁCIDO POLI-L-LÁTICO
• Mesmo material que é feito o sculptra (bioestimulador líquido)
• Superfícies com cones ou encaixes 
• Absorção entre 12 a 18 meses
• + Rígido
• - Força de tensão
• Alto custo
• Técnica específica
• Fio monofilamentar de ácido poli-L-lático
• Cones: 82% PLLA e 12% de ácido poliglicólico.
• Double needle
• Cones bidirecionais
• Centro neutro 2 cm
• Agulha 23 G
• 12 cm
• 8 ou 12 cones
Fonte Imagens: https://sinclairpharma.com.br/
OS FIOS que promovem reposicionamento tecidual são indicados para uma fla-
cidez de leve a moderada. Para tratamentos de flacidez mais severa, devemos asso-
ciar técnicas para garantir um resultado satisfatório.
Fios Faciais
— 37 — 
Fios Faciais
— 38 — 
Referências bibliográficas
Mohammed Alghoul. Retaining Ligaments of the Face: Review of Anatomy and Clinical 
Applications Aesthetic Surgery Journal, Volume 33, Ed. 6, 1º de agosto de 2013, pp. 769–
782.
An Objective Comparison of Holding, Slippage, and Pull-Out Tensions for Eight 
Suspension Sutures in the Malar Fat Pads of Fresh-Frozen Human Cadavers. Sasaki et 
al. Revista de Cirurgia Estética 2008 28: 387.
Case report: Histological findings after insertion of PLLA sutures with bi-directional 
cones in humans: Two year follow-up. Russo et al. Journal of Plastic and Pathology 
Dermatology 2018; 14: 121-125.
Safety and complication of absorbable threads made of poly-L-lactic acid and poly 
lactide/glycolide: Experiência com 148 pacientes consecutivos. Guduk et al. Journal of 
Cosmetic Dermatology, abril de 2018 10.1111/jocd.12519
Rejuvenating the face: An Analysis of 100 Absorbable Suture Suspension Patients*. M. 
P. Ogilvie et al. Aesthetic Surgery Journal 2017, 1–10.
 
 
	Introdução aos fios faciais�
	Histórico dos fios
	Conceito de fios de sustentação
	Fios absorvíveis - bioestimuladores sólidos
	Síntese de colágeno
	Estímulo de colágeno com fios
	Pontos importantes antes da inserção dos fios
	Fios de PDO�
	Fios de PDO - polidioxanona
	Fios bioestimuladores 
	Absorção por hidrólise
	Hidrólise do fio de PDO
	Classificação e modelos de fios de PDO
	Mensuração
	Fios de PDO lisos multifilamentares
	Indicações para fios multifilamentares
	Fios sem retenção monofilamentados trançados - COIL
	Fios sem retenção monofilamentados trançados - parafuso
	Objetivo e inserção dos fios lisos
	Protocolos clínicos�
	Pálpebra inferior
	Terço superior
	Glabela�
	Terço inferior
	Fios espiculados
	Mapeamento facial para inserção dos FIOS ESPICULADOS
	Ancoragem
	Classificação dos fios de PDO
	Cortados X moldados
	Conduta cirúrgica dos fios espiculados
	Fios de PCL policaprolactona�
	Referências bibliográficas

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