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ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA Prof. Deybson Biondo ÉTICA PROFISSIONAL Marília/SP 2022 “A Faculdade Católica Paulista tem por missão exercer uma ação integrada de suas atividades educacionais, visando à geração, sistematização e disseminação do conhecimento, para formar profissionais empreendedores que promovam a transformação e o desenvolvimento social, econômico e cultural da comunidade em que está inserida. Missão da Faculdade Católica Paulista Av. Cristo Rei, 305 - Banzato, CEP 17515-200 Marília - São Paulo. www.uca.edu.br Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. Todos os gráficos, tabelas e elementos são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência, sendo de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Diretor Geral | Valdir Carrenho Junior ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 5 SUMÁRIO CAPÍTULO 01 CAPÍTULO 02 CAPÍTULO 03 CAPÍTULO 04 CAPÍTULO 05 CAPÍTULO 06 CAPÍTULO 07 CAPÍTULO 08 CAPÍTULO 09 CAPÍTULO 10 CAPÍTULO 11 7 16 30 40 47 54 62 72 81 90 97 FILOSOFIA E ÉTICA A REGULAMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ÉTICA PROFISISONAL O PREÂMBULO DO CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA ÉTICA NA ESCOLA, REDES SOCIAS E MUNDO DO TRABALHO A CONSTRUÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA BIOÉTICA QUESTÕES ÉTICAS E MORAIS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES FÍSICA E ESPORTES CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DOS PRINCIIOS E DIRETRIZES CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO III DAS RESPONSABILIDADES E DEVERES, ARTIGO 6º ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 6 SUMÁRIO CAPÍTULO 12 CAPÍTULO 13 CAPÍTULO 14 CAPÍTULO 15 105 112 122 129 CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO III DAS RESPONSABILIDADES E DEVERES, ARTIGO 7º, 8º E 9º. CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO IV DOS DIREITOS E BENEFÍCIOS CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO V DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES E CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE ÉTICA DO CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 7 CAPÍTULO 1 FILOSOFIA E ÉTICA Caro(a) acadêmico(a), em nossa primeira aula vamos abordar a questão filosófica da ética seus conceitos a sua relação intrínseca com moral, o conceito que vem desde a antiguidade com filósofos e pensadores sobre a temática. A Ética é uma área da filosofia que busca problematizar as questões relativas aos costumes e à moral de uma sociedade, tendo um olhar questionador sobre o que é errado e o que é certo, ética e moral são termos que se somam para o significado pleno de ética ser alcançado mas isso vamos tratar um pouco depois. Imagem representando o certo e o errado Fonte: https://www.uninassau.edu.br/noticias/uninassau-aracaju-promovera-i-simposio-de-etica-profissional Os estudos de ética surgiram ainda na Antiguidade clássica, precisamente com Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, consideramos um papela importantíssimo o pensador grego conhecido como o eterno questionado, Sócrates. https://www.uninassau.edu.br/noticias/uninassau-aracaju-promovera-i-simposio-de-etica-profissional ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 8 Aristóteles o primeiro pensador a falar sobre ética Fonte: https://www.todamateria.com.br/aristoteles/ Sócrates andava pelas ruas de Atenas questionando as pessoas sobre o que seriam valores da vida no seu dia-dia, e muitas vezes esses questionamentos diziam respeito a valores, princípios morais, tais como o “bem” e a “virtude”. As respostas na maioria das vezes os cidadãos não sabiam de onde viam esses valore morais e ena maioria das vezes se confundiam na sua explicação. Os cidadãos atenienses sabiam que essa moral era herdada de uma herança cultural da época que muitas vezes eram conhecimentos preconceituosos por ideologias não entendidas pela maioria das pessoas. A ética sofreu diversas modificações ao longo da história, o que culminou em perspectivas diferentes para se tratar a moral e resultou também em diferentes correntes éticas. 1.1 Ética e moral Os conceitos de moral e ética são os mais recorrentemente destacados quando se pensa e debate o pensamento filosófico durante a formação de profissionais no Ensino Superior, mas não somente nesses espaços, uma vez que, por exemplo, ao longo de campanhas políticas e no ambiente de trabalho somos também impactados pela utilização desses termos, não raras vezes como sinônimos ou como remetendo a um único significado. Isto posto, nesta seção tratamos da ética enquanto pilar https://www.todamateria.com.br/aristoteles/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 9 estruturante das discussões desta disciplina, o que fazemos por meio do diálogo entre seu conceito e a definição de moral. Para Camargo (2014), a palavra moral, que deriva do latim mores, significa costumes, ou seja, a maneira de se comportar regulada pelo uso. Assim, o homem moral é aquele que age conforme as regras estabelecidas pelo grupo social no qual encontra-se inserido. A moral refere-se à construção coletiva de regras e normas sociais, o que significa que não parte de simples imposição, mas precisa ser percebida por todos os indivíduos que convivem em determinado grupo, que pode ser um conjunto de voluntários de uma organização social, amigos que praticam esportes coletivos, pessoas no mesmo ambiente de trabalho, moradores de um bairro que participam de uma associação comunitária, habitantes de um município ou região, toda uma população nacional ou até mesmo, em último caso, a humanidade como um todo. Imagem sobre moral x ética Fonte: https://fia.com.br/blog/etica-e-moral/ Para Camargo (2014), a moral se efetiva quando cada indivíduo sente vontade de obedecê-la, ou seja, existe o respeito pela norma estabelecida e cada um se sente impelido a cumprir tal determinação, é mais do que aquilo que é imposto, mas é o que é desejado dentro de um corpo social. Isso porque, como coloca Cortella (2014), a moral não existe no indivíduo isoladamente, mas no processo de relação social, ou seja, em coletividade. https://fia.com.br/blog/etica-e-moral/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 10 É importante que seja perceptível ao grupo que a moral corresponde a essas regras sociais, que compreendam se tratar de normas socialmente partilhadas para reger o funcionamento daquela coletividade. Trata-se, portanto, de uma construção humana que tem caráter cultural, temporal e societal, ou seja, a moral não é estanque ou sedimentada eternamente, mas se altera conforme analisamos os costumes e valores de cada grupo social em determinado período de tempo, o que significa que sociedades contemporâneas entre si podem vivenciar diferentes morais e também que uma mesma sociedade pode ser perpassada por distintos valores morais em períodos diferentes de sua história. Assim, a moral se altera porque os valores não permanecem os mesmos dentro de uma cultura. O processo de construção social da realidade passa pela construção de conjuntos de instrumentos materiais e espirituais para um mundo mais humano, e isso pode, a cada geração, ser assimilado ou rejeitado, levando os indivíduos a conflitos e questionamentos sob a ordem anteriormente estabelecida. Toda essa transformação deve-se à liberdade de pensar e agir de cada um, buscando sempre o novo e uma realidade segura. Se os valores fossem iguais em todas as culturas, não haveria choques culturais, não haveria conflitos entre diferentes perspectivas de interpretação da realidade,então teríamos outra maneira de conviver, uma única forma de conviver. Por um lado, a existência de uma moral única teria como principal ponto positivo a possibilidade de redução de discrepâncias decorrentes de visões de mundo distintas ou etnocêntricas, já que teríamos todos uma mesma base moral estruturando nossos pensamentos e ações. Haveria a possibilidade de vivermos em sociedade mais tolerantes, democráticas, respeitosas e com valores sociais. Por outro lado, a inexistência de possibilidades diferentes de conformação de normas e regras sociais poderia conduzir ao domínio de elites políticas e econômicas sobre os demais indivíduos de maneira ininterrupta e imutável, já que alterações nos padrões morais dependeriam do interesse desse grupo e invariavelmente não seriam destinadas a melhorias ou ganhos sociais para a classe trabalhadora, maioria da população. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 11 Imagem de frase de camiseta que se tornou dito popular Fonte: https://www.vandal.com.br/camisetas/estampa-moral-e-bons-costumes No texto colocado a seguir relata muito bem essas diferenças de valores e costumes conforme cultura, que implica diretamente na ética. Imagem da diversidade cultura Fonte: http://jpilato-culturasevalores.blogspot.com/2010/11/aculturacao.html https://www.vandal.com.br/camisetas/estampa-moral-e-bons-costumes http://jpilato-culturasevalores.blogspot.com/2010/11/aculturacao.html ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 12 ISTO ESTÁ NA REDE Valores nas diferentes culturas Querida família hospedeira, Vamos continuar um pouco da nossa viagem sobre as diferenças culturais e o porquê da importância de viver uma experiência como a que o AFS proporciona. Alguns posts atrás, falamos sobre algumas metáforas da cultura. Concluímos que existe muito além dos comportamentos visíveis que observamos; existe na realidade uma camada mais profunda do “iceberg”, que vai permitindo gradualmente conhecer mais sobre cada cultura e aquilo que está na sua base. Muitos dos nossos estudantes também quando chegam ao final do intercâmbio relatam que perceberam aspetos estruturais da cultura brasileira com o tempo. A importância da família, a forma de se relacionar, a forma de agir perante os problemas, a forma de comunicar…Mais do que comportamentos visíveis, eles estão falando na realidade sobre os valores da sociedade brasileira, que diferem das suas próprias culturas .Do que estamos então falando quando falamos em valores? A forma de pensar sobre o papel da família, sobre a amizade, sobre as relações, sobre o nosso papel na sociedade… Muitas vezes inconscientemente temos a nossa forma de agir relativamente a essas questões e não imaginamos a influência cultural que sofremos. Hofstede, um psicólogo social holandês, define algumas dimensões culturais que influenciam nesse campo. O autor diferencia sociedades individualistas de outras mais coletivistas. Por exemplo, em sociedades mais individualistas, considera-se família imediata pai, mãe e irmãos. Em contrapartida, sociedades mais coletivistas, consideram também avós, tios e primos. Diferencia também sociedades com maior distância ao poder de outras com menor distância ao poder. Enquanto no Brasil chamamos os professores pelo primeiro nome ou por apelidos, em outros países chama-se de “senhor”/”senhora” e o sobrenome. Hofstede faz ainda referência a outras questões como: como lidar com a incerteza e com a imprevisibilidade, como lidar com a necessidade de planejamento ou realização imediata dos projetos pessoais… Por isso, é importante criarmos uma maior abertura e compreender determinadas formas de expressão dos estudantes que têm relacionamentos diferentes nas suas culturas e por isso não correspondem algumas vezes aos nossos padrões sociais. Até a forma de comunicar pode ser diferente. Existem culturas que expressam as suas emoções de forma muito mais aberta e clara; outras que hesitam em demonstrar emoções e falar de forma tão objetiva. É interessante notar que valores podem ser importantes para duas culturas diferentes, mas serem demonstrados de formas totalmente opostas. Por exemplo: ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 13 enquanto no Brasil demonstramos respeito olhando diretamente nos olhos de quem está falando, na Tailândia respeito demonstra-se não olhando diretamente nos olhos (olha-se normalmente para baixo). Gradualmente a família hospedeira e o estudante se conhecerão e entenderão melhor os valores e a expressão deles em geral. Para que isso aconteça, é preciso quebrar barreiras, abrir se para a visão do outro e dar a conhecer a nossa. Porque aquilo que não é expresso em palavras está subentendido nos nossos comportamentos e será apenas compreendido com a convivência e com o tempo. Fonte: https://www.afs.org.br/2017/06/21/valores-nas-diferentes-culturas/ Ainda nesse sentido, a multiplicidade de culturas e sociedades e a ampliação do acesso à informação – o que retomaremos em uma de nossas últimas aulas dessa disciplina – nos permitem comparar determinadas regras e normas sociais e avalia- las com relação à sua adequação a uma sociedade, de modo que a contestação da ordem vigente, mesmo que minimamente, passa pelo exercício de refletir sobre outras realidades possíveis. E como a moral se altera? Considerando que a moral é um conjunto de normas socialmente aceitas, mudanças ocorrem quando essas regras deixam de ser consideradas legítimas por uma sociedade, ou seja, quando os indivíduos deixam de vislumbrar aquele aspecto moral como um símbolo do funcionamento daquela sociedade e passam a interpretá-lo como uma obrigação. Trata-se, portanto, do momento em que algo deixa de ser aceito como adequado ou pertinente, ao que cabe sua modificação ou substituição. Bergamasco (2007) oferece um exemplo de como determinados conceitos ou valores podem ser alterados ao longo do tempo, fazendo com que a moral se modifique. Trata- se da definição de família, secularmente construída sob a perspectiva heteronormativa e cristã, baseada no arranjo conservador de pai, mãe e filhos decorrentes dessa união. Tanto se constituiu essa visão como a norma moral de família que até mesmo as propagandas de produtos apresentavam famílias felizes com essa composição, o que gerou a ideia de senso comum da “família de comercial de margarina”. https://www.afs.org.br/2017/06/21/valores-nas-diferentes-culturas/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 14 Imagem que ilustra a chamada “família margarina” Fonte: https://www.hypeness.com.br/2016/10/familia-nutela-conta-o-seu-dia-a-dia-para-combater-o-racismo/ Contudo, observando os arranjos sociais existentes em nossa sociedade – por diferentes razões – temos que os tipos de famílias hoje são múltiplos, como, por exemplo: somente um genitor com os filhos, avós que criam netos, pais separados com filhos de relações anteriores que formam uma nova família, adoções por pessoas sem cônjuge, o reconhecimento de relações homoafetivas e a redução do estranhamento a casais que não têm filhos, cuja família é composta apenas por essas duas pessoas. Perceba, caro(a) estudante, que a importância do conceito de família não foi reduzida e que a moral sobre o tema não deixou de existir, mas alterou-se diante de condições sociais em que a “família de comercial de margarina” não reflete a realidade de parcela expressiva das famílias brasileiras. Pensando em questões que podem estar passando por sua cabeça ao longo da leitura desta seção, imagino duas possibilidades, que na verdade se tornaram recorrentes em aulas que ministrei sobre o tema sempre que chegávamos a esse ponto da discussão: Como nós podemos perceber a moral na prática? Onde “entra” a ética nessa discussão? Essas duas perguntas nos conduzem a um mesmo caminho para resposta, uma vez que a moral se materializa ou se realiza por meio de ações éticas,ou seja, a ética corresponde à prática da moral na vida em sociedade. Partindo dessa prerrogativa, a ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, a ética é a própria vida, representada pelos costumes e ações https://www.hypeness.com.br/2016/10/familia-nutela-conta-o-seu-dia-a-dia-para-combater-o-racismo/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 15 humanas, que identificam seus comportamentos, uma vez que estuda as manifestações do comportamento humano (ADEOTADO 2012). Ante ao exposto nesta aula, espero que você tenha percebido que a ética é mais do que um conceito filosófico antigo e teórico, mas um conjunto de elementos de ordem prática, que mobilizamos conforme normas e regras sociais interferem e são interpretadas em nossas relações cotidianos e nos espaços em que convivemos. Ainda, para além dessa importância geral, atente-se ao fato de que se trata de tema importante à sua futura inserção e atuação no mercado de trabalho ISTO ESTÁ NA REDE Mundo do futebol se curva ao fair play de Rodrigo Caio contra o Corinthians O Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 0, mas o ponto mais debatido após o clássico no Morumbi não foi um dos gols. Aos 39 minutos do primeiro tempo, Rodrigo Caio assumiu ter sido o responsável pelo toque na coxa do goleiro Renan Ribeiro e livrou o rival Jô de um cartão amarelo que o tiraria do jogo de volta. A atitude do zagueiro foi amplamente debatida e recebeu muitos elogios. O primeiro foi justamente o atacante do Timão, autor do primeiro gol neste domingo. “Parabéns ao Rodrigo Caio que teve atitude de homem, o futebol precisa disso. É uma amostra de que o futebol está mudando, que dá para ser honesto. Eu fiquei tranquilo porque sabia que não tinha pegado no Renan, mas ainda bem que o Rodrigo teve a honra de admitir”, elogiou, em sintonia com o técnico Fábio Carille. “Que legal essa postura do Rodrigo Caio. Com cada um procurando ver o seu lado hoje em dia, é sempre bom ver uma atitude como essa. Pode ter certeza que no domingo eu vou procurá-lo para dar um abraço nele. O futebol precisa disso. Não adianta ser malandro, a malandragem não ajuda”, disse o treinador do Corinthians em entrevista coletiva. “É uma coisa tão rara hoje em dia... Ele merece ser premiado pela sinceridade, é o tipo de coisa que a gente quer ver no futebol”, exaltou Rodriguinho, autor do segundo gol alvinegro no clássico “Fiz apenas o que deveria ser feito. Eu só falei para ele que eu tinha pisado no Renan, e não o Jô. Cada um com sua consciência”, disse Rodrigo Caio, visivelmente frustrado com a derrota. Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/campeonatos/paulista/ultimas-noticias/2017/04/17/mundo-do-futebol-se-curva-ao-fair-play-de-rodrigo- caio-contra-o-corinthians.htm https://www.uol.com.br/esporte/futebol/campeonatos/paulista/ultimas-noticias/2017/04/17/mundo-do-futebol-se-curva-ao-fair-play-de-rodrigo-caio-contra-o-corinthians.htm https://www.uol.com.br/esporte/futebol/campeonatos/paulista/ultimas-noticias/2017/04/17/mundo-do-futebol-se-curva-ao-fair-play-de-rodrigo-caio-contra-o-corinthians.htm ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 16 CAPÍTULO 2 A REGULAMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL Querido aluno, a regulamentação da profissão em Educação Física foi um marco extrema importância para maior valorização e crescimento da área, pois garantiu por lei, a exclusividade de atuação aos profissionais graduados, o que não acontecia anteriormente. Apesar da regulamentação ter se concretizado em 1º de Setembro de 1998, os movimentos em prol deste objetivos iniciaram no final da década de 40 (NETTO; GENARI; GOBBI, 2019). Podemos dividir a história da regulamentação da profissão de Educação Física no Brasil em três fases: Figura que ilustra o símbolo da profissão e educação física Fonte: https://educacao-fisica92.webnode.page/simbolo/ • A primeira relacionada aos profissionais que manifestavam ou escreviam a respeito desta necessidade da regulamentação, porém sem desenvolver ação nesse sentido. • A segunda na década de 80 quando tramitou o projeto de lei relativo à regulamentação sendo vetado pelo Presidente da República, José Sarney. Figura que ilustra o momento político nos anos 80. https://educacao-fisica92.webnode.page/simbolo/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 17 Fonte: https://www.cartacapital.com.br/politica/diretas-ja-sob-que-regras/ • A terceira, vinculada ao processo de regulamentação aprovado pelo Congresso e promulgado pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso em 1º de setembro de 1998 (CONFEF, s/d). Todo o processo da regulamentação da profissão de Educação Física se deve a iniciativa das Associações dos Professores de Educação Física (APEF´s), localizadas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, que juntas fundaram a Federação Brasileira das Associações de Professores de Educação Física (FBAPEF) em 1946 (STEINHILBER, 1998). As APEFs promoveram diversos Congressos com o objetivo era discutir os rumos da disciplina e da profissão, apontando a necessidade de consolidar e conquistar a regulamentação, recebendo aprovação em todos os estados. Um exemplo desses eventos foi o III Encontro de Professores de Educação Física, organizado pela APEF da Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, em 1972, apresentando uma proposta de criação dos Conselhos Regionais e Federal de Educação Física (CONFEF, s/d). Contudo, somente na década de 80 que são efetivamente identificadas as ações para a apresentação do projeto de regulamentação da profissão ao poder legislativo. Em 22 de novembro de 1983, na reunião entre os diretores, professores e estudantes de Escolas de Educação Física, realizada em Brasília-DF, cujo propósito foi discutir sobre a problemática da atuação profissional em Educação Física, visando a criação de https://www.cartacapital.com.br/politica/diretas-ja-sob-que-regras/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 18 um órgão orientador, disciplinador e fiscalizador do exercício profissional, coordenada pelo Prof. Benno Becker, membro da Comissão de Pesquisa em Educação Física e Desportos do MEC, apresentou um projeto elaborado, tendo como base os projetos de conselho regionais e federais da psicologia e medicina. Após discussão e debate, o projeto de lei foi aperfeiçoado (CONFEF, 1983). Chegaram ao acordo de que a proposta seria de criação de Conselho dos Profissionais de Educação Física, alertando a todos os presentes a respeito da tramitação que o projeto teria na Câmara dos Deputados e da necessidade de cada um mobilizar os representantes políticos de cada estado, para a defesa e o acompanhamento do projeto. Assim, os Professores Benno Becker e Antônio Amorim foram designados para o encaminhamento do projeto de lei ao poder legislativo (CONFEF, 1983). Do ano de 1984 em diante, as ações concretas foram iniciadas de fato para a regulamentação da profissão. No II Congresso de Esporte Para todos (EPT), na cidade de Belo Horizonte, em julho de 1984, o Prof. Dr. Inezil Penna Marinho propõe que seja modificado o nome designatório da atividade profissional para “Cineantropólogo”, “Antropocinesiólogo”, Kinesiólogo” ou “Antropocineólogo”. No entanto, não houve concordância para a mudança do termo (NETTO; GENARI; GOBBI, 2019). Culturalmente e tradicionalmente, a designação do profissional nas intervenções na área dos exercícios físicos e desportivos, é Professor de Educação Física. A partir disso, surgiu a proposta, aceita posteriormente, de designarmos o interventor como “Profissional de Educação Física”. Desta forma, passou-se a defender a regulamentação do Profissional de Educação Física (NETTO; GENARI; GOBBI, 2019). Paralelamente, em 1984 foi apresentado o Projeto de Lei 4559/84, pelo Deputado Federal Darcy Pozza à Câmara dos Deputados, que dispunha sobre o Conselho Federal e os Regionais dos Profissionaisde Educação Física, Desporto e Recreação, sendo oficialmente o primeiro projeto de regulamentação da profissão (CONFEF, s/d). O PL 4559/84 foi aprovado pelo Congresso Nacional, em dezembro de 1989, sendo vetado pelo, então, Presidente da República, José Sarney. Isso ocorreu no início do ano de 1990, baseando-se em parecer emitido pelo Ministério do Trabalho (CONFEF, s/d) No começo do ano de 1994, alguns grupos de estudantes de Educação Física, preocupados com o crescente aumento de pessoas sem formação atuando no mercado emergente, como em academias, clubes, condomínios, entre outros, procuraram a APEF do Rio de Janeiro (NETTO, GENARI e GOBBI, 2019). A APEF então reafirmou a posição de que para impedir tal ilegalidade, fazia-se necessário um instrumento jurídico que ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 19 determinasse serem os graduados em Educação Física, os profissionais responsáveis pela dinamização das atividades físicas (NETTO; GENARI; GOBBI, 2019). Dessa forma, era requerida para regulamentar a profissão, um novo movimento e mobilização da categoria, junto com a adesão de algum político para apresentar o projeto de lei e encarar o desgaste que representaria todo o tramite na Câmara de Deputados e no Senado Federal (CONFEF, s/d). Em prol da regulamentação, os Professores Jorge Steinhilber, Sergio Kudsi Sartori, Walfrido Jose Amaral e Ernani Contursi, decidem lançar um Movimento em Prol da Regulamentação. Assim, em Janeiro de 1995, durante o congresso da Federação Internacional de Educação Física (FIEP) em Foz do Iguaçu, o “Movimento pela regulamentação do Profissional de Educação Física” foi lançado na abertura do evento, dando posse solene dos membros conselheiros do 1º Conselho de Educação Física (STEINHILBER, 1998). A partir disso, várias ações foram iniciadas para a difusão do movimento, como por exemplo, o envio de correspondência às direções das Instituições de Ensino Superior de Educação Física, informando a respeito da importância e necessidade de regulamentarmos a profissão, apresentação do movimento e abertura de possibilidade da adesão ao mesmo, solicitando que a questão fosse amplamente divulgada, promovendo discussões e debates junto aos docentes e discentes (STEINHILBER, 1998). A apresentação formal do projeto de lei relativo à regulamentação da profissão na Câmara dos Deputados foi feita pelo então Deputado Federal Eduardo Mascarenhas, através da PL de nº 330/95. Neste mesmo ano, 1995, o projeto foi analisado pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto, consultando instituições de ensino, órgãos públicos relacionados com a área e notórios profissionais de Educação Física, sendo todos favoráveis à regulamentação (CONFEF, s/d). No início do ano de 1996, o projeto foi para na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, onde teve o Deputado Federal Paulo Paim como relator. Após longas discussões, ajustes e substituições do projeto de lei, naquele ano não houve tempo hábil para ser apreciado na Comissão, devido ao recesso de final de ano (CONFEF, s/d). Em 1997, foi moroso o trâmite, com troca de relator e entraves por conta de dúvidas por parte do Ministério do Trabalho. Assim, foi levado o projeto junto ao Secretário Executivo do Ministério do Trabalho, onde foram tiradas as dúvidas do Ministério, que por fim, deu “sinal verde” para o projeto ser incluído na pauta da Comissão (CONFEF, s/d). ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 20 Em 22 de outubro de 1997, o Projeto é aprovado por unanimidade em reunião ordinária e remetido para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, sendo analisado até o dia 09 de junho de 1998, quando é considerado constitucional e aprovado por unanimidade (CONFEF, s/d). Na sessão plenária de 30 de junho de 1998 da Câmara dos Deputados, o projeto de lei 330/95 é debatido, apreciado e aprovado com parecer favorável de todos os oradores. A partir de primeiro de julho de 1998, o projeto de lei passa a ser analisado e apreciado então, pelo Senado Federal (NETTO; GENARI; GOBBI, 2019). No dia seguinte, 13 de agosto de 1998, o projeto foi incluído na ordem do dia do Senado, e após algumas manifestações dos parlamentares, o texto foi aprovado por unanimidade e encaminhado à sanção presidencial (NETTO; GENARI; GOBBI, 2019). Em 1º de Setembro de 1998, o Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sanciona a lei 9696/98, publicada no Diário Oficial da União em 02/09/98 (CONFEF, s/d). Figura o Dário oficial que autorizou a criação do Conselho Federal de Educação Física Fonte: https://www.confef.org.br/confef/conteudo/16 A regulamentação foi ponto crucial para a defesa do Profissional de Educação Física, tendo a ideia principal de limitar quem poderia ou não atuar na área, afirmando https://www.confef.org.br/confef/conteudo/16 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 21 que apenas podem operar os profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física, colocando o critério de ingresso no exercício profissional sob fiscalização e decisão do Conselho (NETTO; GENARI; GOBBI, 2019). A regulamentação da profissão também foi importante para a sociedade porque protege os usuários das atividades físicas, pois a partir de 1998, ele saberia que necessariamente uma pessoa regulamentada estaria promovendo aquela atividade (REPPORT FILHO, 2003). É importante destacar que apenas são inscritos nos quadros dos Conselhos Regionais de Educação Física os profissionais possuidores de diploma obtidos em cursos de Educação Física, oficialmente autorizado ou reconhecido. O inciso III, art. 2º da Lei também possibilitou as pessoas sem graduação que já exerciam atividades próprias dos Profissionais de Educação Física, antes da promulgação, recebessem do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) uma autorização com algumas particularidades, para trabalhar especificamente com aquilo que já faziam anteriormente (CONFEF, s/d). Esta emenda possibilitou a transição de um estado jurídico para outro, respeitando o direito adquirido, instituto constitucionalmente assegurado, e também, promoveu uma adaptação daqueles que exerciam a atividade sem nenhum tipo de conhecimento formal sobre o assunto. Estes registros são denominados de provisionados (CONFEF, s/d). Além de regulamentar a profissão, através da lei 9696/98, também foram criados CONFEF e Conselhos Regionais de Educação Física (CREFs), sistema regulador, regulamentador, orientador e fiscalizador da atuação profissional. E na próxima aula falaremos sobre como funciona o sistema CONFEF/CREFs, apontando a devida importância para a solidez da profissão. Aguardo você! ISTO ESTÁ NA REDE LEI Nº 9.696, DE 1 DE SETEMBRO DE 1998. Dispõe sobre a regulamentação da Profissão de Educação Física e cria os respectivos Conselho Federal e Conselhos Regionais de Educação Física. http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.696-1998?OpenDocument ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 22 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o O exercício das atividades de Educação Física e a designação de Profissional de Educação Física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física. Art. 2o Apenas serão inscritos nos quadros dos Conselhos Regionais de Educação Física os seguintes profissionais: I – os possuidores de diploma obtido em curso superior de Educação Física oficialmente autorizado ou reconhecido pelo Ministério da Educa- ção; (Redação dada pela Lei nº 14.386, de 2022) II - os possuidores de diploma em Educação Física expedido por insti- tuição de ensino superior estrangeira, revalidado na forma da legislação em vigor; III - os que tenham comprovadamente exercido atividades próprias dos Profissionais de EducaçãoFísica até a data de início da vigência desta Lei, nos termos estabelecidos pelo Conselho Federal de Educação Física (Con- fef); (Redação dada pela Lei nº 14.386, de 2022) IV - os egressos de cursos superiores de Tecnologia conexos à Educa- ção Física, oficiais ou reconhecidos pelo Ministério da Educação, cujos eixos tecnológicos sejam direcionados às áreas de conhecimento abrangidas por esta Lei, conforme regulamentado pelo Confef. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 3o Compete ao Profissional de Educação Física coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas e do desporto. Art. 4º Ficam criados o Conselho Federal de Educação Física (Confef) e os Conselhos Regionais de Educação Física (Crefs), dotados de personalidade jurídica de direito público e de autonomia administrativa, financeira e patrimo- nial. (Redação dada pela Lei nº 14.386, de 2022) § 1º O Confef terá abrangência em todo o território nacional. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 2º Provisoriamente, o Confef manterá sua sede e seu foro no Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, com o prazo máximo de 4 (quatro) anos, contado da data de publicação desta Lei, para que a sede e o foro do Con- selho sejam transferidos para a cidade de Brasília, Distrito Federal. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 3º Os Crefs terão sede e foro na capital de um dos Estados por eles ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 23 abrangidos ou na cidade de Brasília, Distrito Federal. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 4º O Confef e os Crefs são organizados de forma federativa como Sistema Confef/Crefs. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-A. Compete ao Confef: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) I - organizar e promover a eleição do seu Presidente e do Vice-Presiden- te; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) II - editar os atos necessários à interpretação e à execução do disposto nesta Lei e à fiscalização do exercício profissional, limitada esta, quanto às pes- soas jurídicas, à regularidade do registro e à atuação dos Profissionais de Edu- cação Física que nelas prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) III - adotar as medidas necessárias à consecução de seus objetivos insti- tucionais; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IV - supervisionar a fiscalização do exercício profissional no território na- cional; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) V - em relação aos Crefs: (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) a) organizar, orientar e inspecionar a sua estrutura; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) b) propor a sua implantação; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) c) estabelecer a sua jurisdição; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) d) examinar a sua prestação de contas; e (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) e) intervir em sua atuação, quando indispensável ao restabelecimento da normalidade administrativa ou financeira ou à garantia da efetividade ou do princípio da hierarquia institucional; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) VI - elaborar e aprovar o seu regimento interno; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) VII - examinar e aprovar os regimentos internos dos Crefs, além de pro- mover as modificações necessárias para assegurar a unidade de orientação e a uniformidade de atuação; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) VIII - dirimir dúvidas suscitadas pelos Crefs e prestar-lhes apoio técnico permanente; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IX - apreciar e julgar os recursos de penalidades aplicadas pelos Crefs aos profissionais e às pessoas jurídicas; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) X - estabelecer, por meio de resolução, os valores relativos ao pagamen- to das anuidades, das taxas e das multas devidos pelos profissionais e pelas pessoas jurídicas ao Cref a que estejam jurisdicionados, observadas as dispo- sições da Lei nº 12.197, de 14 de janeiro de 2010; (Incluído pela Lei nº 14.386, https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12197.htm ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 24 de 2022) XI - aprovar a sua proposta orçamentária e autorizar a abertura de cré- ditos adicionais e a realização de operações referentes a mutações patrimo- niais; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XII - dispor sobre o código de ética profissional e exercer a função de con- selho superior de ética profissional; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XIII - instituir o modelo das carteiras e dos cartões de identidade profissio- nal; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XIV - publicar anualmente: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) a) o orçamento e os créditos adicionais; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) b) os balanços; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) c) o relatório de execução orçamentária; e (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) d) o relatório de suas atividades; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) XV - aprovar anualmente as suas contas e a sua proposta orçamentária e remetê-las aos órgãos competentes; e (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XVI - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-B. Compete aos Crefs: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) I - organizar e promover a eleição do Presidente e do Vice-Presidente dos Crefs; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) II - elaborar a proposta de seu regimento interno e de eventuais alterações e submetê-las à aprovação do Confef; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) III - registrar os profissionais e expedir as carteiras de identidade profissio- nal; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IV - organizar, disciplinar e manter atualizado o registro dos profissionais e das pessoas jurídicas que se inscreverem para exercer atividades de Educação Física na região; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) V - publicar anualmente: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) a) a relação dos profissionais e das pessoas jurídicas registrados; (Incluí- da pela Lei nº 14.386, de 2022) b) o relatório de suas atividades; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) VI - fiscalizar o exercício profissional na área de sua competência, limitan- do-se, quanto às pessoas jurídicas, à aferição da regularidade do registro e à atuação dos Profissionais de Educação Física que nelas prestem serviço; (In- cluído pela Lei nº 14.386, de 2022) VII - representar perante as autoridades competentes em relação aos fa- ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 25 tos que apurar e cuja solução ou punição não seja de sua competência; (Incluí- do pela Lei nº 14.386, de 2022) VIII - cumprir e fazer cumprir o disposto nesta Lei e nas resoluções e nas normas complementares editadas pelo Confef; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IX - exercer a função de conselho regional de ética profissional e decidir sobre os casos que lhes forem submetidos; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) X - julgar as infrações e aplicar as penalidades previstas nesta Lei e nas normas complementares editadas pelo Confef; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XI - propor ao Confef a adoção das medidas necessárias ao aprimora- mento dos serviços e do sistema de fiscalização do exercício profissional; (In- cluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XII - aprovar a sua proposta orçamentária e autorizar a abertura de cré- ditos adicionais e a realização de operações referentes a mutações patrimo- niais; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XIII - arrecadar os valores relativos ao pagamento das anuidades, dasta- xas e das multas devidos pelos profissionais e pelas pessoas jurídicas; (Incluí- do pela Lei nº 14.386, de 2022) XIV - adotar as medidas necessárias à efetivação de sua receita e repas- sar ao Confef as importâncias referentes à sua participação legal, conforme previsto no art. 5º-F desta Lei; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XV - cobrar as importâncias correspondentes às anuidades, às taxas e às multas perante o juízo competente quando exauridos os meios de cobrança amigável; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XVI - emitir parecer conclusivo sobre a prestação de contas a que estejam obrigados; e (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) XVII - publicar anualmente: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) a) os orçamentos e os créditos adicionais; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) b) os balanços; (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) c) o relatório de execução orçamentária; e (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) d) o relatório de suas atividades. (Incluída pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-C. O Confef será composto de 20 (vinte) conselheiros titulares e de 8 (oito) suplentes. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 1º Os conselheiros serão escolhidos em eleição direta, por meio de voto pessoal, secreto e obrigatório dos profissionais inscritos nos Crefs. (Incluído ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 26 pela Lei nº 14.386, de 2022) § 2º Os conselheiros terão mandato de 4 (quatro) anos, admitida 1 (uma) reeleição. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 3º O Presidente e o Vice-Presidente do Confef serão escolhidos dentre os conselheiros e eleitos por maioria absoluta. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 4º Na hipótese de empate, além do voto ordinário, o Presidente do Con- fef terá o voto de qualidade. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 5º Será aplicada multa ao profissional que deixar de votar sem causa justificada. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 6º O valor da multa a que se refere o § 5º deste artigo não será superior a 10% (dez por cento) do valor da anuidade paga pelo profissional. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 7º O Confef editará as normas necessárias para regulamentar os pro- cedimentos relativos às eleições no Confef e nos Crefs.” (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-D. Os Crefs serão compostos de 20 (vinte) conselheiros titulares e de 8 (oito) suplentes. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 1º Os conselheiros serão escolhidos em eleição direta, por meio de voto pessoal, secreto e obrigatório dos profissionais inscritos nos Crefs. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 2º Os conselheiros terão mandato de 4 (quatro) anos, admitida 1 (uma) reeleição. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 3º O Presidente e o Vice-Presidente dos Crefs serão escolhidos dentre os conselheiros e eleitos por maioria absoluta. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 4º Na hipótese de empate, além do voto ordinário, o Presidente do Cref terá o voto de qualidade. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 5º Será aplicada multa ao profissional que deixar de votar sem causa justificada. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 6º O valor da multa a que se refere o § 5º deste artigo não será superior a 10% (dez por cento) do valor da anuidade pago pelo profissional. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 7º O voto de qualidade a que se refere o § 4º deste artigo não será aplicado na hipótese do art. 5º-L desta Lei. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-E. Constituem fontes de receita do Confef: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) I - valores relativos ao pagamento das inscrições dos profissionais e das ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 27 pessoas jurídicas; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) II - 20% (vinte por cento) sobre valores relativos ao pagamento das con- tribuições, das anuidades, das taxas, dos serviços e das multas devidos pelos profissionais e pelas pessoas jurídicas; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) III - legados, doações e subvenções; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IV - renda patrimonial; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) V - renda obtida por meio de patrocínio, de promoção, de cessão de direi- tos e de marketing em eventos promovidos pelo Confef; e (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) VI - outras fontes de receita. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Parágrafo único. Do percentual de receita de que trata o inciso II do caput deste artigo, 25% (vinte e cinco por cento) serão destinados, obrigatoriamente, ao Fundo de Desenvolvimento dos Crefs. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-F. Constituem fontes de receita dos Crefs: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) I - 80% (oitenta por cento) sobre valores relativos ao pagamento das con- tribuições, das anuidades, das taxas, dos serviços e das multas devidos pelos profissionais e pelas pessoas jurídicas; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) II - legados, doações e subvenções; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) III - renda obtida por meio de patrocínio, de promoção, de cessão de direi- tos e de marketing em eventos promovidos ou autorizados pelo Cref; e (Incluí- do pela Lei nº 14.386, de 2022) IV - outras fontes de receita. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-G. São infrações disciplinares: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) I - transgredir as normas estabelecidas pelo código de ética profissio- nal; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) II - exercer a profissão quando estiver impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício por pessoa não registrada no Cref; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) III - violar o sigilo profissional; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IV - praticar, permitir ou estimular, no exercício da profissão, ato que a lei defina como crime ou contravenção; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) V - adotar conduta incompatível com o exercício da profissão; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) VI - exercer a profissão sem estar registrado no Sistema Confef/Cre- fs; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 28 VII - utilizar indevidamente informação obtida em razão de sua atuação profissional, com a finalidade de obter benefício para si ou para terceiros; (In- cluído pela Lei nº 14.386, de 2022) VIII - praticar conduta que evidencie inépcia profissional; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IX - produzir prova falsa de quaisquer dos requisitos necessários para efe- tuar o registro no Sistema Confef/Crefs. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-H. São sanções disciplinares aplicáveis ao profissional ou à pessoa jurídica: (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) I - advertência escrita, com ou sem aplicação de multa; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) II - aplicação de multa; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) III - censura pública; (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) IV - suspensão do exercício da profissão; e (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) V - cancelamento do registro profissional e divulgação do fato nos meios de comunicação oficiais do Confef ou do Cref, conforme o caso. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 1º O valor da multa será calculado com base no valor da anuidade paga pelo profissional ou pela pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 2º O valor da multa de que trata o § 1º deste artigo será equivalente ao valor de 1 (uma) a 5 (cinco) anuidades, em conformidade com o disposto na Lei nº 12.197, de 14 de janeiro de 2010. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-I. O processo disciplinar será instaurado de ofício ou por repre- sentação de qualquer autoridade ou pessoa interessada. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) §1º Instaurado o processo disciplinar, o Sistema Confef/Crefs ordenará a notificação do interessado para oferecimento de defesa prévia, por escrito, no prazo de 5 (cinco) dias úteis. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 2º A não apresentação da defesa prévia não obsta o seguimento do processo disciplinar. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 3º A apresentação da defesa prévia ocorrerá sem prejuízo de outros meios de defesa constantes desta Lei e da regulamentação do Sistema Confef/ Crefs. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-J. Caberá a interposição de recurso ao Confef de todas as decisões proferidas pelos Crefs. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) § 1º O Confef decidirá em última instância administrativa em relação ao recurso de que trata o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12197.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12197.htm ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 29 § 2º Além do recorrido e do recorrente, os conselheiros do Cref são legitimados para interpor o recurso de que trata o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-K. A pretensão de punição do profissional ou da pessoa jurídica com a aplicação de sanção disciplinar prescreverá no prazo de 5 (cinco) anos, contado da data de ocorrência do fato que a ensejou, exceto para os casos de abuso ou assédio moral ou sexual, nos quais o prazo será contado da data de início do processo disciplinar. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Parágrafo único. A contagem de prazo da prescrição será interrompi- da pela intimação do acusado para apresentar defesa. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 5º-L. Em caso de empate no processo de apuração de infração dis- ciplinar ou de empate no processo de aplicação de sanção disciplinar, resol- ver-se-á a controvérsia favoravelmente ao profissional regulado pelo Sistema Confef/Crefs ou à pessoa jurídica no polo passivo do processo. (Incluído pela Lei nº 14.386, de 2022) Art. 6o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 1 de setembro de 1998; 177o da Independência e 110o da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Edward Amadeo Este texto não substitui o publicado no D.O.U de 2.9.1998 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 30 CAPÍTULO 3 CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Caro aluno, nesta aula discutiremos o documento que norteia a atuação profissional quanto à conduta e imagem a se passar para a sociedade, adequando todos os profissionais à proposta contida na Carta Brasileira de Educação Física (CONFEF, 2000), que reformulou o conceito da profissão, apresentando a qualidade e importância do Profissional de Educação Física. Recapitulando as definições do conceito de ética, vamos trazer o conceito clássico do dicionário Aurélio da língua portuguesa define como sendo: “O estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto” (FERREIRA, 2021-DICIONÁRIO AURÉLIO). Ética é um segmento da filosofia que se dedica à análise das razões que ocasionam, alteram ou orientam a maneira de agir do ser humano, geralmente tendo em conta seus valores morais. Já no âmbito profissional, o indivíduo atua dentro de um sistema e é necessário que ele respeite a ordem do mesmo, para que possa, com ética, ter sucesso como indivíduo. “Cada conjunto de profissionais deve seguir uma ordem que permita a evolução harmônica do trabalho de todos, a partir da conduta de cada um, através de uma tutela no trabalho que conduza à regulação do individualismo perante o coletivo” (LOPES DE SÁ, 2001, p.92). Imagem ilustrando o mundo do trabalho Fonte: https://www.portalgsti.com.br/2013/05/reflexoes-sobre-o-mundo-do-trabalho.html https://www.portalgsti.com.br/2013/05/reflexoes-sobre-o-mundo-do-trabalho.html ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 31 Assim, o Código de Ética do Profissional de Educação Física tem o intuito de adoção da ética na promoção das atividades físicas, desportivas e similares, mobilizando dos integrantes da categoria profissional para assumirem seu papel social e se comprometerem, além do plano das realizações individuais, com a realização social e coletiva (CONFEF, 2015). Imagem do código de ética do profissional de Educação Física Fonte: https://www.confef.org.br/confef/conteudo/1704 Com a regulamentação da Educação Física como atividade profissional, identificou- se a importância do conhecimento técnico e científico especializado junto ao desenvolvimento de competência específica para sua aplicação, possibilitando estender a toda a sociedade os valores e os benefícios advindos da sua prática. Imagem representa o conhecimento técnico cientifico Fonte: https://andersonyankee.wordpress.com/2015/09/18/conhecimentos-cientifico-tecnico-e-pratico-caracteristicas/ https://www.confef.org.br/confef/conteudo/1704 https://andersonyankee.wordpress.com/2015/09/18/conhecimentos-cientifico-tecnico-e-pratico-caracteristicas/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 32 O Código de Ética então se propõe a normatizar a articulação das dimensões técnica e social com a dimensão ética, para garantir a união de conhecimento científico e atitude. Dessa forma, o exercício profissional em Educação Física se baseia nos seguintes princípios: • O respeito à vida, à dignidade, à integridade e aos direitos do indivíduo. • A responsabilidade social. • A ausência de discriminação ou preconceito de qualquer natureza. • O respeito à ética nas diversas atividades profissionais. • A valorização da identidade profissional no campo das atividades físicas, esportivas e similares. • A sustentabilidade do meio ambiente. • A prestação, sempre, do melhor serviço a um número cada vez maior de pessoas, com competência, responsabilidade e honestidade. Resumindo sempre buscando a excelência profissional, através de uma conduta cientifica, técnica, ética e humanizada. Imagem representando excelência profissional Fonte: https://idaianaribeiro.com.br/excelencia-profissional/ A atuação dentro das especificidades do seu campo e área do conhecimento, no sentido da educação e desenvolvimento das potencialidades humanas, daqueles aos quais presta serviços (CONFEF, 2015) O Código descreve alguns direitos do Profissional de Educação Física, como exercer a Profissão sem ser discriminado, receber salários ou honorários pelo seu trabalho profissional, participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, apontar falhas ou irregularidades nos regulamentos e normas, formalmente, por escrito, aos gestores de eventos e de instituições que oferecem serviços no campo da Educação https://idaianaribeiro.com.br/excelencia-profissional/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 33 Física quando os julgar tecnicamente incompatíveis com a dignidade da profissão ou prejudiciais aos beneficiários (CONFEF, 2015) Completa ainda que, referente ao relacionamento com outros colegas de profissão, é vedado ao Profissional de Educação Física oferecer ou disputar serviços profissionais mediante rebaixamento moral de honorários ou concorrência desleal, fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras, provocar desentendimento com colega que venha o substituir no exercício profissional (CONFEF, 2015). ANOTE ISSO O Código de Ética do Profissional de Educação Física tem por base a lei 9696/98 e os conteúdos da Carta Brasileira de Educação Física, com o intuito de adoção da ética na promoção das atividades físicas, desportivas e similares, mobilizando os integrantes da categoria profissional para assumirem seu papel social e se comprometerem, além do planodas realizações individuais, com a realização social e coletiva. Com a regulamentação da Educação Física como atividade profissional, identificou-se a importância do conhecimento técnico e científico especializado junto ao desenvolvimento de competência específica para sua aplicação, possibilitando estender a toda a sociedade os valores e os benefícios advindos da sua prática. Este Código então se propõe a normatizar a articulação das dimensões técnica e social com a dimensão ética, para garantir a união de conhecimento científico e atitude do profissional Com observância na lei 9696/98, o profissional tem papel crucial no auxílio da aplicação e cumprimento da mesma, devendo auxiliar a fiscalização do exercício Profissional, denunciar aos órgãos competentes as irregularidades no exercício da profissão ou na administração das entidades de classe e zelar pelo cumprimento do Código de Ética (CONFEF, 2015). Inclusive, comete infração ética aquele Profissional que tiver conhecimento de transgressão deste Código e omitir-se de denunciá-la ao respectivo Conselho Regional de Educação Física. Qualquer descumprimento do código de ética da classe, o profissional fica sujeito a penalidades, como: • Advertência escrita, com ou sem aplicação de multa. • Censura pública. • Suspensão do exercício da Profissão. • Cancelamento do registro profissional e divulgação do fato (CONFEF, 2015) ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 34 Imagem que representa penalidades ao descumprimento do código de ética Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/justica-confirma-punicao-contador-que-violou-codigo-de-etica/ As penalidades são aplicadas de acordo como julgar o Tribunal Regional de Ética (TRE), que são de responsabilidade dos Conselhos Regionais de Educação Física (CREFs), que tem função de julgar infrações e aplicar penalidades previstas no Estatuto e em atos normativos baixados pelo CONFEF, conhecendo, processando e decidindo os casos que lhe forem submetidos, adotando as medidas jurídicas legais cabíveis (CONFEF, 2000). Assim, o ideal da profissão define-se pela prestação de um atendimento melhor e mais qualificado a um número cada vez maior de pessoas, tendo como referência um conjunto de princípios, normas e valores éticos livremente assumidos, individual e coletivamente, pelos Profissionais de Educação Física (CONFEF, 2015). Os acadêmicos de Curso de Graduação em Educação Física devem se conscientizar de que esta é uma profissão que tem como foco principal o desenvolvimento junto à Sociedade de uma cultura de estilo de vida que possa ser suficientemente ativo, permitindo ao cidadão viver e conviver a seu modo e de acordo com seus anseios, necessidades e desejos. Ainda assim, é importante ressaltar que acadêmicos são indivíduos que ainda não preparados de assumir legalmente as responsabilidades profissionais e sociais. Quem aceita prestar serviços sem ter a competência necessária ou sem estar atento para que esta se concretize, comete infração aos princípios da ética, em razão do prejuízo defluente. Desconhecer, como realizar a tarefa ou apenas saber fazê-la parcialmente, em face da totalidade do exigível para a eficácia, é conduta que fere os preceitos da doutrina da moral e da ética (LOPES DE SÁ, 2001, p.93) https://www.jornalcontabil.com.br/justica-confirma-punicao-contador-que-violou-codigo-de-etica/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 35 ISTO ACONTECE NA PRÁTICA Após levantarmos todos esses aspectos referentes ao código de ética do Profissional de Educação Física, convido vocês, estudantes deste curso com linda importância na sociedade, a ler os juramentos que são proferidos no dia da colação de grau dos cursos de bacharelado e licenciatura, respectivamente. “Juro, pela minha fé e minha honra, e de acordo com os princípios éticos do Profissional de Educação Física, exercer com dignidade, zelo e competência as minhas atividades profissionais, em prol da saúde e educação de toda a população, bem como da prática esportiva dos atletas, atendendo determinações legais decorrentes da exclusividade desta profissão na prestação de serviços à sociedade neste campo, destacando meu papel de educador, estimulando o desenvolvimento científico, tecnológico e humanístico, para um estilo de vida ativo e o bem-estar de todos. Assim, eu juro!” “Juro, pela minha fé e minha honra, e de acordo com os princípios éticos do Profissional de Educação Física, exercer com dignidade, zelo e competência as minhas atividades profissionais no campo da educação infantil, fundamental, médio e superior, em prol da saúde e da educação, lecionar os conteúdos do componente curricular, bem como orientar e promover ações na educação formal para prevenção, manutenção e promoção da saúde, atendendo determinações legais decorrentes da exclusividade desta profissão na prestação de serviços a sociedade neste campo, destacando meu papel de educador, estimulando o desenvolvimento científico, tecnológico e humanístico, para um estilo de vida ativo e saudável. Assim, eu juro!” Imagem ilustrando o juramento de um graduando de Educação Física Fonte: https://www.mensagemdeformatura.com/2017/08/o-juramento/ Reflita sobre estes juramentos e, dessa forma, desenhe seus caminhos para um futuro profissional ético e compromissado com a promoção de saúde da sociedade. https://www.mensagemdeformatura.com/2017/08/o-juramento/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 36 ISTO ESTÁ NA REDE CARTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO PROFISSIONAL BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA 1. A categoria dos Profissionais de Educação Física no Brasil, deve ser identificado como a força de trabalho qualificada e registrada no sistema CONFEF/ CREFs, respon- sáveis pelo exercício profissional na área de Educação Física e que neste sentido, utiliza e investiga, respectivamente, com fins educativos e científicos, as possíveis formas de expressão de atividade física; 2. Os Profissionais de Educação Física devem, possuir uma formação acadêmica só- lida, estar organizados nos Conselhos Regionais de Educação Física e, permanente- mente envolver-se em programas de aprimoramento técnico-científico e cultural; DO OBJETO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL 3. A Educação Física no Brasil, que invariavelmente deve constituir- se numa Educação Física de Qualidade, sem distinção de qualquer condição humana e sem perder de vista a formação integral das pessoas, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos, terá que ser conduzida pelos Profissionais de Educação Física como um caminho de de- senvolvimento de estilos de vida ativos nos brasileiros, para que possa contribuir para a Qualidade de Vida da população. REFERÊNCIAS PARA UMA EDUCAÇÃO FÍSICA DE QUALIDADE NO PAÍS 4. Para uma Educação Física no Brasil que possa ser adjetivada pela Qualidade, e que possa contribuir para a melhoria da nossa sociedade, existem algumas referências, pelas quais deve: a) Ser entendida como direito fundamental e não como obrigação dos brasileiros; b) Prover os seus beneficiários com o desenvolvimento de habilidades motoras, atitu- des, valores e conhecimentos, procurando levá-los a uma participação ativa e voluntá- ria em atividades físicas e esportivas ao longo de suas vidas; c) Envolver práticas formais e não-formais para atingir seus objetivos; d) Constituir-se numa responsabilidade de profissionais com formação em nível supe- rior; e) Ser ministrada numa ambiência de alegria, em que as práticas corporais e esporti- vas sejam prazeirosas; f) Respeitar as leis biológicas de individualidade, do crescimento, do desenvolvimento ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 37 e da maturação humana; g) Propiciar vivências e experiências de solidariedade, cooperação e superação; h) Valorizar práticas esportivas, danças e jogos nos conteúdos dos seus programas, inclusive e com ênfase, aqueles que representema tradição e a pluralidade do patrimô- nio cultural do país e das suas regiões; i) Ajudar os beneficiários a desenvolver respeito pela sua corporiedade e os das outras pessoas, através da percepção e entendimento do papel das atividades físicas na pro- moção da saúde; j) Interatuar com outras áreas de atuação e conhecimento humano, desenvolvendo nos seus beneficiários, atitudes interdisciplinares; k) Ser objeto de uma ação cada vez mais intensa da comunidade acadêmica quanto à pesquisa, intercâmbio e difusão de informações e programas de cooperação técnico- -científica; l) Ser conteúdo de livros, periódicos específicos e banco de dados eletrônicos especiali- zados, aumentando as possibilidades de acesso às informações técnicas e científicas do conhecimento existente; m) Ser meio de desenvolvimento da cidadania nos beneficiários e de respeito ao meio ambiente. DA PREPARAÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA UMA EDUCAÇÃO FÍSICA DE QUALI- DADE 5. A Preparação de Profissionais para uma Educação Física de Qualidade no Brasil deverá ser: a) REDISCUTIDA para que os currículos acadêmicos de preparação se harmonizem com as últimas renovações conceituais ocorridas na Educação Física, incorporando inclusive, perspectivas de Educação Continuada, para que esses profissionais possam acompanhar os avanços técnicos e científicos da área, a cada momento de suas tra- jetórias de atuação; b) COMPARADA, através de indicadores efetivos, à preparação de Profissionais de Edu- cação Física de países vizinhos, para que os futuros Tratados de correspondências acadêmicas nos blocos sócio-economicos da América Latina sejam equiparados em padrões considerados de Qualidade; c) AMPLIADA com a preparação complementada resultante de cursos, eventos, es- tágios clínicas etc., oferecidos por organizações de distintas naturezas, desde que se apresentem com o compromisso da Qualidade. DA INDISPENSABILIDADE DE UMA EDUCAÇÃO FÍSICA DE QUALIDADE NAS ESCO- LAS ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 38 6. Para que o Brasil tenha uma Educação Física de Qualidade nas escolas, é indispen- sável que: a) Seja obrigatória no ensino básico (infantil, fundamental e médio), independentemen- te de termos e circunstâncias dos alunos, fazendo parte de um currículo longitudinal ao longo da passagem dos alunos pelas escolas; b) Integre-se com as outras disciplinas na composição do currículo escolar; c) Seja dotada de instalações e meios materiais adequados; d) Tenha práticas esportivas e jogos em seu conteúdo, sob a forma de Esporte Educa- cional, que ao não reproduzir o esporte de rendimento no ambiente escolar, deve apre- sentar-se com regras específicas que permitam atender a princípios sócio-educativos; e) Possibilite ao aluno uma variedade considerável de experiências, vivências e convi- vências no uso de atividades físicas e no conhecimento de sua corporeidade; f) Constitua-se num meio efetivo para conquista, de um estilo de vida, ativo dos seres humanos; DA BUSCA DE UMA EDUCAÇÃO FÍSICA DE QUALIDADE NOS SEUS DIVERSOS ES- PAÇOS 7. A Educação Física, ao ser utilizada em espaços distintos de toda ordem, como aca- demias, clubes, condomínios, praias, áreas públicas e outras, para que torne-se de Qua- lidade é necessário que: a) Constitua-se numa expressão de democracia, atendendo as opções das pessoas e oferecendo condições de igualdade em suas práticas; b) Busque a percepção nos beneficiários da sua importância ao longo das suas vidas, desenvolvendo nos mesmos padrões de interesse em atividades físicas; c) Fique evidenciada a competência dos profissionais responsáveis nos programas desenvolvidos; d) Seja praticada em instalações e equipamentos compatíveis com os objetivos e es- pecificidades dos seus programas; e) Seja desenvolvida com efetividade para os objetivos formulados nos respectivos programas; f) Atenha-se em todas as ações às referências éticas, sem concessões sob qualquer pretexto e circunstância. AS RESPONSABILIDADES DOS GOVERNOS PARA O FOMENTO DE EDUCAÇÃO FÍ- SICA DE QUALIDADE 8. O Governo Federal, os Governos Estaduais e Municipais precisam, o mais urgente possível, compreender o valor de uma Educação Física de Qualidade para a população ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 39 brasileira, o que deverá ser expresso por estratégias de intervenções como: a) A inserção de uma Política de valorização da Educação Física para os cidadãos brasileiros através de programas e campanhas efetivas de promoção das atividades físicas em todas as idades, de acordo com suas especificidades; b) Adaptações necessárias nas legislações vigentes, principalmente na área da Educa- ção, para que a infância e a juventude brasileira sejam beneficiadas com uma Educa- ção Física desejável; c) Valorização da atuação dos Profissionais de Educação Física, abrindo concursos e oportunidades de trabalho para, atuações em todos espaços públicos, além da pro- moção de programas de capacitação, que possam contribuir para uma melhoria da Qualidade de Vida nas populações sob suas responsabilidades; d) Compreensão da Educação Física como um meio de promoção da Saúde e em de- corrência, propiciar ações favoráveis nos campos legal, fiscal e administrativo; DAS RESPONSABILIDADES DO CONFEF/ CREFs 9. O CONFEF e os CREFs, pelas suas atribuições em lei e comprometimento diante da Educação Física no Brasil, atuarão fundamentalmente no compromisso de uma EDU- CAÇÃO FÍSICA DE QUALIDADE, sendo que, para isto, deverão intervir por uma melhoria e valorização dos seus profissionais, inclusive quanto ao cumprimento do Código de Ética estabelecido, complementando a sua intervenção com ações vigorosas e consis- tentes, como a elaboração e difusão desta CARTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA, para que a Educação Física possa, de fato alcançar a QUALIDADE objetivada e assim contribuir para uma sociedade cada vez melhor. Fonte: https://www.confef.org.br/confef/conteudo/21 https://www.confef.org.br/confef/conteudo/21 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 40 CAPÍTULO 4 ÉTICA PROFISISONAL A discussão sobre ética profissional deve iniciar muito antes do pessoal iniciar sua prática profissional. Durante a adolescência onde sonho com aquela determinada profissional, já devo começar a refletir sobre a temática, porque escolher determinada profissão é uma escolha, mas seguir seu código de conduta ética é obrigação. Imagem de atuação prática de um professor de educação física Fonte: https://blogeducacaofisica.com.br/especial-dia-educacao-fisica/ Segundo Carmargo (2014), quando faço a escola de uma profissão e iniciou uma graduação, inicio as disciplinas relacionadas aquela graduação, os estágios obrigatórios onde efetivamente inicio a prática profissional e finalizo com a colação de grau onde faço um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isso caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, é fato também que algumas condutas não estão descritas em nenhum código de alguma categoria profissional, mas são regras que se ligam a um conjunto de normas para o exercício profissional. Posso relatar como exemplo prático é a vestimenta de um professor de educação física na sua atuação profissional em uma escola, não está escrito em nenhum artigo do código https://blogeducacaofisica.com.br/especial-dia-educacao-fisica/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 41 de ética do CONFEF (Conselho Federal de Educação Física), as eu não posso ir trabalhar de shorts curtos, de chinelo, de roupas cavadas enfim devo usar uma roupa que condiz a uma unidade escolar, posturas em seu trabalho também podem ser exemplos: trabalho em equipe, cooperação, generosidade enfim são ações que não são previstas em código de ética profissional mas deve ser um predicado de todo o profissional de educação física. Imagem que ilustra o trabalhoem equipe Fonte: https://www.tomanini.com.br/trabalho-em-equipe/ 3.1 – Ética profissional e relações sociais Para Quintana (2014) o profissional auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos; o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia; a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro; enfim todos esses profissionais estão fazendo o que é certo ou seja agindo eticamente independente de receber elogia apenas realizando a o que previsto em sua profissão de forma correta. Figura ilustrativa de fazendo “coisa certa” Fonte: https://www.sbie.com.br/blog/entenda-porque-fazer-coisa-certa-pode-fazer-bem-para-suas-emocoes/ https://www.tomanini.com.br/trabalho-em-equipe/ https://www.sbie.com.br/blog/entenda-porque-fazer-coisa-certa-pode-fazer-bem-para-suas-emocoes/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 42 3.2 Exemplos de atitudes que demonstram ética profissional Para Srour (2013), quando você demonstra atitudes éticas dentro do seu ambiente de trabalho, um contrato de “confiabilidade” é criado entre você e o seu empregador, pois fica nítido o seu profissionalismo. Confira alguns exemplos de atitudes éticas: • Responsabilidade para saber gerar seu próprio trabalho e cumprindo os prazos estabelecidos. Muitas vezes, para um trabalho em grupo funcionar bem, é preciso que todos façam a sua parte dentro do prazo; • Gerenciamento de tempo para cumprir prazos, marcar compromissos ou reuniões e, ainda, chegar pontualmente no ambiente de trabalho para iniciar o expediente; • Disciplina para gerenciar o seu tempo e ter foco para desenvolver as tarefas solicitadas; • Confiabilidade para manter em sigilo informações confidenciais da empresa; • Honestidade para ser verdadeiro com os colegas e os gerentes, informando sobre eventuais problemas e reconhecendo os erros, quando for necessário; • Trabalho em equipe para conviver com os colegas e manter uma comunicação eficiente; • Respeito nas relações interpessoais, utilizando o bom senso e nunca apelar para a violência. Imagem ilustra a responsabilidade no meio profissional Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=0&Cod=1452 3.3 Ética da Empresa com os colaboradores Da mesma forma que os colaboradores possuem “compromissos éticos” com a empresa que trabalham, as empresas também precisam desenvolver essa relação com os seus colaboradores. É compromisso da empresa: • Garantir que as regras e regulamentos sejam iguais para todos, independentemente do cargo; http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=0&Cod=1452 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 43 • Comunicar as políticas internas de forma clara e transparente para os colaboradores; • Tratar todos os funcionários com respeito e cordialidade; • Assegurar o direito de férias e respeitar os momentos de descanso (folgas / finais de semana / feriados); • Atribuir responsabilidades conforme o cargo e a experiência do colaborador; • Pagar a remuneração e os benefícios em dia; • Cumprir os direitos trabalhistas previstos pela Constituição Brasileira e pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 3.4 O que são os códigos de Ética Profissionais? Os códigos de ética têm como objetivo fixar a forma pela qual determinada classe deve conduzir o seu exercício profissional, estabelecendo deveres e valores. Em suma são “normas que servem como padrão de conduta “. Além disso, servem para “nortear” a sociedade sobre o que elas devem esperar e exigir de determinada profissão. Por exemplo, um advogado não pode prejudicar seu cliente, um médico não pode debilitar a saúde de um paciente e um jornalista deve prezar pelo relato da verdade, sem mentir. Vale ressaltar que um código profissional não é uma lista de verificação do certo ou errado, mas sim um guia para auxiliar na tomada de decisão. Os códigos de conduta profissional oferecem benefícios para: 1. construir uma relação de confiança com a sociedade; 2. proporcionar transparência na relação entre profissional e cliente; 3. entender as práticas de determinada profissão. Imagem do código de conduta ética da educação física Fonte: https://www.confef.org.br/confef/conteudo/1704 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm https://www.confef.org.br/confef/conteudo/1704 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 44 3.5 Ética profissional: pontos para sua reflexão Para Camargo (2014), é imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional, mas também nos aspectos legais e normativos. Vá e busque o conhecimento. Muitos processos administrativos e jurídicos no âmbito da quebra da disciplina ética profissional nos conselhos profissionais, acontecem por desconhecimento da própria ética profissional e negligência com os valores éticos e morais. Quais sejam: Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações interpessoais verdadeiras, responsabilidade, confiança e outras formam composições para um comportamento eticamente adequado. A função principal de um código de ética é começar pela definição dos princípios que o fundamentam e se articula em torno de dois eixos de normas: direitos e deveres. A definição de deveres deve ser tal, que por seu cumprimento, cada membro daquele grupo social realize o ideal de ser humano. O processo de produção de um código de ética deve ser por si só um exercício de ética. Caso contrário, nunca passará de um simples código moral defensivo de uma corporação. Segundo Taille (2011), a formulação de um código de ética precisa, pois, envolver intencionalmente todos os membros do grupo social que ele abrangerá e representará. Isso exige um sistema ou processo de elaboração de baixo para cima, do diverso ao unitário, construindo-se consensos progressivos, de tal modo que o resultado final seja reconhecido como representativo de todas as disposições morais e éticas do grupo. A elaboração de um código de ética, portanto, realiza-se como um processo ao mesmo tempo educativo no interior do próprio grupo. Deve resultar num produto tal, que cumpra ele também uma função educativa e de cidadania diante dos demais grupos sociais e de todos os cidadãos. Imagem que representa a cidadania Fonte: https://perfilremovido1618715724352656547.jusbrasil.com.br/artigos/663182102/resumo-expandido-analise-historica-da-cidadania-e-seus-avancos https://perfilremovido1618715724352656547.jusbrasil.com.br/artigos/663182102/resumo-expandido-analise-historica-da-cidadania-e-seus-avancos ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 45 3.6 Quais os limites de um código de ética? Um código de ética não tem força jurídica de lei universal, porém deveria ter força simbólica para tal. Embora um código de ética possa prever sanções para os descumprimentos de seus dispositivos, estas dependerão sempre da existência de uma legislação, que lhe é juridicamente superior, e por ela limitado. Por essa limitação, o código de ética é um instrumento frágil de regulação dos comportamentos de seus membros. Essa regulação só será ética quando o código de ética for uma convicção que venha do íntimo das pessoas. Isso aumenta a responsabilidade do processo de elaboração do código de ética, para que ele tenha a força da legitimidade. Quanto mais democrático e participativo esse processo, maiores as chances de identificação dos membros do grupo com seu código de ética e, em consequência, maiores as chances de sua eficácia. O princípio fundamental que constitui a ética é este: o outro é um sujeito dedireitos e sua vida deve ser digna tanto quanto a minha deve ser. O fundamento dos direitos e da dignidade do outro é a sua própria vida e a sua liberdade (possibilidade) de viver plenamente. As obrigações éticas da convivência humana devem pautar-se não apenas por aquilo que já temos, realizamos, somos, mas também por tudo aquilo e-Tec Brasil 54 Ética Profissional que poderemos vir a ter, a realizar, a ser. As nossas possibilidades de ser são parte de nossos direitos e de nossos deveres. ANOTE ISSO A Rede e-Tec Brasil foi criada em 2011 pelo Ministério da Educação (Decreto n° 7.589) em substituição ao Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil). Sua finalidade é desenvolver a educação profissional e tecnológica na modalidade da educação a distância, ampliando e democratizando a oferta e o acesso à educação profissional pública e gratuita no País. Constitui uma das iniciativas estratégicas da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), incorporada ao Pronatec, para potencializar a interiorização e a democratização da oferta de cursos da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). É parte da ética da convivência. A atitude ética é uma atitude de amor pela humanidade. A moral tradicional do liberalismo econômico e político acostumaram- nos a pensar que o campo da ética é o campo exclusivo das vontades e do livre arbítrio de cada indivíduo. Nessa tradição, também, a organização do sistema econômico político-jurídico seria uma coisa “neutra”, “natural”, e não uma construção consciente e deliberada dos homens na sociedade, segunda Taille (2011). http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7589.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7589.htm http://portal.mec.gov.br/pronatec ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 46 ISTO ESTÁ NA REDE Cláudia Raia é alvo de denúncia por exercício ilegal da profissão de educação física Conselho Regional de Educação Física 1, do Rio de Janeiro e Espírito Santo, protocolou denúncia no Ministério Público Estadual O Conselho Regional de Educação Física (Cref1-RJ/ES) protocolou notícia-crime por exercício ilegal da profissão junto ao Ministério Público Estadual contra a atriz Cláudia Raia. O órgão, responsável pelos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, oficializou a documentação após receber várias denúncias nas últimas semanas. A atriz costuma discursar sobre atividades físicas e usa as redes sociais para sugerir opções de treinos para seus seguidores, prática autorizada apenas para profissionais de educação física “Reforçamos que o conteúdo específico de orientação ou prescrição de treinamento especializado de atividade física é função própria do profissional de Educação Física devidamente registrado no sistema CONFEF/CREF’s, nos termos da Lei Federal 9.696/98”, diz trecho da nota divulgado pelo órgão. Confira a notícia-crime completa. De acordo com a categoria, é comum a prática do exercício ilegal da educação física por parte de atores, celebridades, blogueiros, influenciadores digitais, entre outros. Eles geralmente usam as mídias digitais para divulgar exercícios de forma equivocada. A prática dificulta a atuação dos profissionais da área e prejudica o desenvolvimento do setor. Fonte: https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/vida-fit/2020/07/11956491-claudia-raia-e-alvo-de-denuncia-por-exercicio-ilegal-da-profissao-de-educacao- fisica.html https://cref1.org.br/media/uploads/2020/07/noticia-crime-claudia-raia.pdf https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/vida-fit/2020/07/11956491-claudia-raia-e-alvo-de-denuncia-por-exercicio-ilegal-da-profissao-de-educacao-fisica.html https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/vida-fit/2020/07/11956491-claudia-raia-e-alvo-de-denuncia-por-exercicio-ilegal-da-profissao-de-educacao-fisica.html ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 47 CAPÍTULO 5 O PREÂMBULO DO CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA Olá alunos (as) nesse capítulo vamos literalmente “mergulhar” no nosso código de ética, iniciaremos as discussões sobre aquilo que antecede, relatório de um decreto ou lei definido pelo dicionário Aurélio como preâmbulo. No processo de elaboração do Código de Ética para o Profissional de Educação Física tomaram-se por base, também, as Declarações Universais de Direitos Humanos e da Cultura, a Agenda 21, que conceitua a proteção do meio ambiente no contexto das relações entre os seres humanos em sociedade, e, ainda, os indicadores da Carta Brasileira de Educação Física 2000; nesta esteira, repudia-se todas e quaisquer ações que possam incidir em risco para o contexto ecológico da natureza, da sociedade e do indivíduo, nomeadamente, o uso de todos os meios que desencadeiem o subjugo da saúde, segundo os princípios assegurados pelas Agências Nacionais e Internacionais de Controle Anti-dopagem, dentre outros.(CONFEF, 2015) Nesse trecho deixa muito claro que que o código de ética (CONFEF, 2015) além de atender os anseios da profissão trás dois documentos importantes para a estruturação do código, que são eles: • Declarações Universais de Direitos Humanos e da Cultura • Agenda 21 Declarações Universais de Direitos Humanos e da Cultura, esse documento completa 70 anos, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, no dia 10 de dezembro de 1948, o documento estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, religião ou qualquer outra condição. Desde sua adoção, a DUDH (Declarações Universais de Direitos Humanos e da Cultura) foi traduzida em mais de 500 idiomas e inspirou as constituições de muitos Estados. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 48 Imagem que simboliza o dia de criação da Declarações Universais de Direitos Humanos e da Cultura Fonte: https://valdecyalves.blogspot.com/2019/12/a-declaracao-universal-dos-direitos.html Os direitos humanos incluem o direito à vida, à liberdade, ao trabalho, à educação e à moradia. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), eles são fundados no respeito pela dignidade e pelo valor de cada pessoa. Para relembrar os direitos descritos nessa declaração tão importantes para toda a humanidade, segue que talvez seja o direto mais básico da humanidade que é o artigo 1: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. (ONU, 1945) Assim nosso código de conduta ética não poderia deixar de se basear nesse documento histórico e de relevância a sociedade, esse documento foi fundamental no estabelecimento de direitos essenciais a todos os seres humanos, lutando contra quaisquer discriminações por raça, cor, gênero, idioma, nacionalidade ou outra razão Outro importante documento norteador do código de ética do profissional de educação física é a “A Agenda 21” é um dos desfecho da Conferência Eco-92 (Conferência das https://valdecyalves.blogspot.com/2019/12/a-declaracao-universal-dos-direitos.html https://institutolegado.org/?s=direitos+humanos ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 49 Nações Unidas para Meio Ambiente e o Desenvolvimento) que aconteceu em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. A finalidade de tal evento era discutir ações que pudessem aliar desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental. Cabe a cada país a responsabilidade de elaboração de sua Agenda 21. A mesma consiste em um documento pelo qual cada país deve ter o compromisso acerca dos problemas socioambientais existentes no mundo; partindo das problemáticas particulares ou regionais até as gerais ou globais. Imagem que representa A agenda 21 Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/agenda-21.htm A base para a discussão e elaboração da Agenda 21 Brasileira parte de seiseixos temáticos: 1. Gestão dos Recursos Naturais. 2. Agricultura Sustentável. 3. Cidades Sustentáveis. 4. Infra-estrutura e Integração Regional. 5. Redução das Desigualdades Sociais. 6. Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável. https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/agenda-21.htm ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 50 ISTO ESTÁ NA REDE Trabalho escravo: entenda essa grave violação dos direitos humanos O trabalho escravo é uma grave violação de direitos humanos, que restringe a liberdade do indivíduo e atenta contra a sua dignidade. O trabalho escravo, também conhecido como trabalho forçado ou análogo à escravidão, é considerado um crime de grave violação dos direitos humanos e pode assumir diversas formas, incluindo: a servidão por dívidas, o tráfico de pessoas e outras formas de escravidão moderna: • Trabalho forçado: o trabalhador é submetido à exploração, sem possibilidade de deixar o local por causa de dívidas, violência física ou psicológica, entre outros meios usados para manter a pessoa trabalhando; • Jornada exaustiva: não se trata somente de um excesso de horas extras não pagas. É um expediente desgastante, que coloca em risco a integridade física e a saúde do trabalhador; • Servidão por dívidas: fabricação de dívidas ilegais referentes a gastos com transporte, alimentação, aluguel e ferramentas de trabalho para “prender” o trabalhador ao local de trabalho; • Condições degradantes: refere-se a péssima condição de local de trabalho, alimentação, maus tratos, falta de assistência médica, ausência de saneamento básico e água potável; não raro, são constatadas também situações de maus tratos e ameaças físicas e psicológicas. O que diz a Lei: O trabalho escravo é considerado crime alto grau no Artigo 149 do Código Penal, conforme a seguinte definição legal: “Artigo 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalhando, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: “Pena- reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência.” História O governo federal brasileiro assumiu a existência do trabalho escravo contemporâneo perante o país e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1995. Assim, o Brasil se tornou uma das primeiras nações do mundo a reconhecer oficialmente a ocorrência do problema em seu território. De 1995 até 2020, mais de 55 mil trabalhadores foram libertados de situações análogas a de escravidão em atividades nas zonas rural e urbana. https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10621211/artigo-149-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 51 Atualmente, foi criada uma cartilha chamada “Será que estou sendo vítima de trabalho escravo?”, com muitas informações sobre trabalho escravo contemporâneo. O material é produzido pelo Governo Federal Brasileiro e traz orientações importantes sobre quais são os direitos trabalhistas em nosso país e como denunciar situações de exploração, com conteúdo disponível em cinco idiomas. Como denunciar As denúncias são feitas ao Ministério Público do Trabalho e podem ser realizadas através do Disque 100, pelo site do Ministério Público do Trabalho, nas sedes do MPT e pelo aplicativo do MPT Pardal. As informações mínimas para denunciar trabalho escravo são: • Razão social, nome de fantasia da empresa (nome pelo qual a empresa é conhecida) ou o nome do empregador; • Endereço completo (a exemplo de rua, avenida, número, sala, bairro), preferencialmente com ponto de referência; • Fatos e irregularidades ocorridas. • Mas para maior efetividade é importante ter também: • CNPJ, CEI ou CPF do empregador; • Atividade econômica desenvolvida pelo empregador; • Horário de funcionamento do estabelecimento; • Quantidade aproximada de empregados do estabelecimento; • Nome dos demais empregados prejudicados. Informe-se, denuncie e ajude a acabar com esse tipo de prática criminosa. Fonte: https://www2.unifap.br/radio/trabalho-escravo-entenda-essa-grave-violacao-dos-direitos-humanos/ Vamos analisar mais dois parágrafos do código de ética do profissional de educação física Esses documentos, juntamente com a legislação referente à Educação Física e a seus profissionais nas esferas federal, estadual e municipal, constituem o fundamento para a função mediadora do Sistema CONFEF/CREFs no que concerne ao Código de Ética. A Educação Física afirma-se, segundo as mais atualizadas pesquisas científicas, como atividade imprescindível à promoção e à preservação da saúde e à conquista de uma boa qualidade de vida. (CONFEF, 2015) No primeiro parágrafo, o trecho deixa claro que o código de ética tem valor jurídico em todo o território nacional e em todas as suas esferas, ou no segundo já relata a http://www.gov.br/trabalho/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/proteja http://www.gov.br/trabalho/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/proteja https://mpt.mp.br/ https://play.google.com/store/apps/details%3Fid%3Dbr.mp.mpt.pardal.denuncias%26hl%3Dpt_BR%26gl%3DUS%26referrer%3Dutm_source%253Dgoogle%2526utm_medium%253Dorganic%2526utm_term%253Dsite%2Bdo%25C2%25A0minist%25C3%25A9rio%2Bp%25C3%25BAblico%2Bdo%2Btrabalho%26pcampaignid%3DAPPU_1_kQRVYdyyDeeUwbkPkfChoA0&ved=2ahUKEwicv8OnuKXzAhVnSjABHRF4CNQQ44QBegQIBBAU&usg=AOvVaw3trc9VNZzKuQPTIlK-02aa https://www2.unifap.br/radio/trabalho-escravo-entenda-essa-grave-violacao-dos-direitos-humanos/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 52 atividade como agente promotor e na preservação da saúde, para isso trago temos como referência a RESOLUÇÃO Nº 218, DE 06 DE MARÇO DE 1997. Essa resolução do Ministério da Saúde, reconhece o profissional e educação física como uma das profissões da saúde, que tem objetivo de promover e preservar a saúde das pessoas. ISTO ESTÁ NA REDE Inclusão de código permanente na Classificação Brasileira De Ocupações representa a mais recente e importante conquista para a consolidação da atuação profissional na área da Saúde No início do ano, os profissionais de Educação Física foram reconhecidos pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), sob o código permanente 2241- 40, com “Profissional de Educação Física na saúde”. Elaborada pelo Ministério da Economia por solicitação do Ministério da Saúde, a descrição foi adicionada no sistema no mês de fevereiro. Ela faz com que a categoria passe a integrar, formalmente, as equipes interdisciplinares nos Programas de Atenção Básica do SUS, bem como possibilita a inclusão na Tabela de Prestação de Serviços do SUS, permitindo aos profissionais desenvolver suas atividades com a respectiva remuneração como as demais profissões da área da Saúde. A descrição primária foi ampliada com a seguinte informação: “Estruturam e realizam ações de promoção da saúde mediante práticas corporais, atividades físicas e de lazer na prevenção primária, secundária e terciária no SUS e no setor privado”. Nas características do trabalho também consta que o exercício das ocupações da família requer formação superior em Educação Física, com registro no CREF. Junto ao novo termo, há outras sete classificações: avaliador físico, ludomotricista, preparador de atleta, preparador físico, técnico de desporto individual e coletivo (exceto futebol), técnico de laboratório e fiscalização desportiva, treinador profissional de futebol. Entre as competências descritas na letra G do Código 2241-40, estão: realizar ações de promoção da saúde mediante práticas corporais, atividades físicas e lazer, que englobam realizar atendimento individual; realizar atendimento em grupos; realizar consultas compartilhadas; participar de eventos, campanhas, ações e programas de educação em saúde; promover atividades de educação permanente; promoverações em práticas integrativas e complementares (pics); desenvolver ações de saúde nas escolas e centros culturais; promover atividades de lazer e recreação; realizar visitas domiciliares; trabalhar em rede de serviços; matriciar equipes; desenvolver ações de atividade física e práticas corporais inclusivas na saúde; ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 53 estruturar ações de atividade física e práticas corporais na prevenção primária, secundária e terciária no SUS; estruturar ações de atividade física e práticas. Desde 1997, com a publicação da resolução 218 do Conselho Nacional de Saúde, a Educação Física já era reconhecida como integrante da área da Saúde. Os principais significados/benefícios do código permanente são: • Favorece a contratação de Profissionais de Educação Física no setor público e privado de Saúde • Consolida o Profissional de Educação Física como integrante de equipe de Saúde • Reforça a inserção do Profissional de Educação Física na Saúd • Fortalece a participação do Profissional de Educação Física no SUS • Define atividades de competência do Profissional de Educação Física no setor de Saúde A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) é um documento que retrata a realidade das profissões do mercado de trabalho brasileiro. Foi instituída com base legal na Portaria nº 397, de 10 de outubro de 2002. A CBO não tem poder de regulamentar profissões. Seus dados alimentam as bases estatísticas de trabalho e servem de subsídio para a formulação de políticas públicas de emprego. A atualização da CBO ocorre, em geral, anualmente e tem como foco revisões de descrições com incorporação de ocupações e famílias ocupacionais que englobem todos os setores da atividade econômica e segmentos do mercado de trabalho, e não somente canalizados para algum setor específico. Fonte: https://www.confef.org.br/confef/comunicacao/revistaedf/4663 Imagem de um profissional de educação física atuando na área de saúde Fonte: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/profissionais-de-educacao-fisica-da-ebserh-auxiliam-no-tratamento-de-pacientes https://www.confef.org.br/confef/comunicacao/revistaedf/4663 https://www.gov.br/ebserh/pt-br/comunicacao/noticias/profissionais-de-educacao-fisica-da-ebserh-auxiliam-no-tratamento-de-pacientes ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 54 CAPÍTULO 6 ÉTICA NA ESCOLA, REDES SOCIAS E MUNDO DO TRABALHO A Ética na escola está representada por todas as disciplinas (não poderia de deixar a educação física), sendo utilizada no processo pedagógico de forma coerente no ensino aprendizado dos alunos, complexa de normas regras e liberdade democrática; ela é representada pela conduta de cada profissional no ambiente escolar para com o aluno, demonstrando respeito pelas diferenças, pelo próximo, pela diversidade de faixa etária, pelo convívio social, pelo senso crítico criativo, pela autonomia, cumplicidade, pela liberdade de expressão. Imagem simboliza a liberdade de expressão Fonte: https://www.adpec.org.br/qual-o-limite-da-sua-liberdade-de-expressao/ Na história política recente de nosso pais a liberdade de expressão foi tema muito discutido, e com ações do poder judiciário para traçar um “limite” da liberdade de expressão, nas nossas aulas temos que tomar muito cuidado como nossos posicionamentos pessoais para que não sejamos interpretados de maneira equivocada. A Ética é capaz de desenvolver a amplitude do cognitivo e o respeito das diversidades de conteúdos disciplinares; ela se baseia nas atitudes dos seres humanos, e o seu segmento positivo tem como efeito formar cidadãos (PCNs,1997). https://www.adpec.org.br/qual-o-limite-da-sua-liberdade-de-expressao/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 55 De acordo com os PCNs (2000), o professor de Educação Física tem autonomia para conduzir sua aula com teor de qualidade, tendo respeito pelos alunos, absorvendo a cultura individual de cada um, devolvendo de forma a educar, que os mesmos vivenciem positivamente as vitorias e as derrotas, respeito às diferenças, as limitações e o trabalho solidário em grupo, conduzindo a aula de forma criativa, lúdica ou técnica, mas sempre de perfil Ético. Conforme a Brasil (1998), anterior a atual Resolução CNE/CEB 2/12, de 31 de janeiro de 2012; “Resolução CEB Nº 3, de 26 de junho de 1998 - as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio”, a Escola teria como cartilha básica o trabalho conjunto com seus profissionais, onde os mesmo deveriam exercer: Art. 3º [...] “I - a Estética da Sensibilidade, que deverá substituir a da repetição e padronização, estimulando a criatividade, o espírito inventivo, a curiosidade pelo inusitado, e a afetividade, bem como facilitar a constituição de identidades capazes de suportar a inquietação, conviver com o incerto e o imprevisível, acolher e conviver com a diversidade, valorizar a qualidade, a delicadeza, a sutileza, as formas lúdicas e alegóricas de conhecer o mundo e fazer do lazer, da sexualidade e da imaginação um exercício de liberdade responsável (BRASIL, 1998, p. 1).” Art. 3º [...] “III - a Ética da Identidade, buscando superar dicotomias entre o mundo da moral e o mundo da matéria, o público e o privado, para constituir identidades sensíveis e igualitárias no testemunho de valores de seu tempo, praticando um humanismo contemporâneo, pelo reconhecimento, respeito e acolhimento da identidade do outro e pela incorporação da solidariedade, da responsabilidade e da reciprocidade como orientadoras de seus atos na vida profissional, social, civil e pessoal (BRASIL, 1998, p. 2).” Art. 5º [...] “IV - reconhecer que as situações de aprendizagem provocam também sentimentos e requerem trabalhar a afetividade do aluno (BRASIL, 1998, p. 2).” Cada disciplina ministrada para o aluno deve seguir uma coerência de conteúdo por faixa etária, mas não impossibilita o livre arbítrio de criatividade do profissional para o preparo de sua aula. Desta forma o professor tem a liberdade de produzir conhecimento de forma a aguçar os interesses dos alunos dentro do perímetro de hora aula, refletindo de forma positiva em todo ambiente escolar (PCNs,1997). ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 56 Imagem que defini criatividade proposta aos alunos Fonte: https://www.dombosco.com.br/noticias/como-estimular-a-criatividade-dos-alunos-.html Os Parâmetros Curriculares Nacionais é de forma pedagógica um guia para o professor trabalhar em sala de aula a Ética, a Saúde, o Meio Ambiente, a Orientação Sexual e a Pluralidade Cultura no Ensino Fundamental, onde seus principais objetivos são: • Respeito mútuo e cumprimento dos deveres sociais e políticos; • Senso criativo e critico construtivo; • Auto valorização da cultura brasileira; • Respeito às diferenças; • Valorização do ambiente em que se vive; • Desenvolver autoconfiança, afetividade e respeito para com seu próximo; • Adquirir hábitos saudáveis para sua qualidade de vida e de todos; • Se expressar, interpretar, e produzir conhecimento de forma verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal; • Se utilizar de diversos recursos tecnológicos; • Solucionar problemas de forma lógica, criativa e intuitiva. https://www.dombosco.com.br/noticias/como-estimular-a-criatividade-dos-alunos-.html ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 57 Podemos salientar que algumas condutas não condizentes com uma unidade escolar podem estimular a violência escolar até mesmo nas aulas de educação física, onde a maioria dos alunos gostam muito desse componente. As desmotivações partem então, do ambiente sem infraestrutura, ausência de material, conduta do professor na forma rude de tratamento disciplinar, e dos colegas que inferiorizam os menos habilidosos para as práticas. As aulas onde os alunos são obrigados a realizar a atividade; eles conseguem se soltaremmais do que em outras disciplinas, pois foram obrigados a realizarem algo que desacreditavam serem capazes. Essa conquista indireta faz com que estes alunos se sintam confortáveis e alegres não só naquela aula, mas em outras matérias. Rede social e atuação profissional ISTO ESTÁ NA REDE Ética profissional não pode ignorar as redes sociais De “desabafo” de médica a invenção de policial, casos reforçam a falta de fronteiras entre o online e offline https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/06/etica-profissional-nao-pode- ignorar-as-redes-sociais.shtml Na reportagem que segue o link acima, retrata as condutas éticas de profissionais em rede socias, não que seja errado você ter rede social, isso hoje é muito comum, pois esse espaço democrático onde muitos profissionais utilizam para apresentarem seu trabalho enfim é uma ferramenta muito importante para o mundo do trabalho e negócios, mas como disse acima é um território livre onde uma postagem mau interpretada ou uma opinião sobre temas polêmicos podem te trazer prejuízos na sua profissão, um exemplo é de uma médica que crítica de maneira intensa e com palavras de baixo calão uma pessoa que procura atendimento de madrugada em um pronto socorro, por causa de uma infecção urinária. Olha a ética sendo atropelada na prática, pois essa “profissional” e coloquei entre aspas para literalmente criticar pois acredito que essa pessoa não é profissional, assim essa postagem deve render aa profissional um processo administrativo junto https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/06/etica-profissional-nao-pode-ignorar-as-redes-sociais.shtml https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2022/06/etica-profissional-nao-pode-ignorar-as-redes-sociais.shtml ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 58 ao seu conselho de classe por conduta anti-ética, além de sofre a punição prevista no código de ética da instituição onde trabalha. Podemos verificar assim que a ética impacta de maneira forte a atuação profissional de qualquer área, assim fica a dica futuros profissionais de educação física – CUIIDADO COM POSTAGENS EM REDES SOCIAIS” Imagem que mostra cuidado com as postagens em redes sociais Fonte: https://hotmart.com/pt-br/blog/cuidados-nas-redes-sociais Também não podemos dizer que aas redes sociais tudo que acontece vira polêmica ou atrapalha sua prática profissional, olha exemplos que literalmente uma postagem viralizou no sentido positivo, na reportagem abaixo o profissional de educação física posta vídeos apresentado sua prática de inclusão nas suas aulas de educação física, onde todo seu cuidado, técnica empatia fez a diferença em seu trabalho, assim sua postagem foi muito “curtida” porque mostra um verdadeiro profissional em sua prática. https://hotmart.com/pt-br/blog/cuidados-nas-redes-sociais ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 59 ISTO ESTÁ NA REDE Professor viraliza com aulas inclusivas para crianças com paralisia Imagens compartilhadas pelo professor Gean Sampaio têm mais de 461 mil visualizações nas redes sociais Como você lida com a inclusão social em aulas?”, esse é o tema do vídeo do professor de educação física Gean Sampaio, 26 anos, que viralizou nas redes sociais. No vídeo, o profissional de Londrina, no Paraná, ajuda um de seus alunos com paralisia cerebral a fazer diversas atividades. Vários perfis compartilharam o gesto que foi gravado ainda em 2021. “O problema não é ser diferente, e sim ser tratado diferente”, diz a legenda do vídeo. No vídeo, entre as atividades que Gean e Heitor fazem estão: Pular corda, corrida de obstáculos e andar de patinete. Ao Uol, o professor explica que as imagens foram gravadas pela acompanhante de Heitor e que ele não tinha ideia da repercussão que os vídeos iam ter. “Eu publiquei nas redes sociais e deu no que deu, nessa repercussão, com gente mandando mensagem em espanhol, inglês e até árabe”, contou ele. O objetivo ao compartilhar as imagens era incluir as crianças nas brincadeiras e mostrar que é possível fazer a inclusão dessas crianças em atividades escolares. Até o fechamento desta matéria, o vídeo tinha mais de 461 mil visualizações no Instagram. Nas redes sociais, Gean compartilha sua rotina como educador físico, atividades com crianças e táticas de inclusão social nas aulas. Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/02/4984687-professor-viraliza-com-aulas-inclusivas-para-criancas-com-paralisia-assista.html https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2021/10/4956973-educacao-inclusiva-e-necessaria-para-mostrar-a-diversidade-humana.html https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2022/02/4984687-professor-viraliza-com-aulas-inclusivas-para-criancas-com-paralisia-assista.html ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 60 Em todas os locais de trabalho além de seus colaboradores seguirem o código de ética do seu conselho de classe, existe em boa parte das instituições os códigos de conduta ética próprio baseado no seu seguimento de público e clientes, para ficar mais evidente trago um trecho do código de conduta ética do Sesi SP. Relações Éticas com Alunos Quanto ao relacionamento com alunos, os colaboradores devem: • proporcionar um ambiente que permita o desenvolvimento da cidadania responsável e incentive a criatividade, o crescimento pessoal e profissional; • atuar para que as relações entre alunos sejam orientadas pelo respeito mútuo e pela consideração à dignidade do ser humano, não sendo tolerados atos ou manifestações de prepotência, ou violência, ou que ponham em risco a integridade física e moral de todos; • adequar, na medida do possível, a forma de ensino às condições do aluno e aos objetivos do curso, de modo a atingir o nível desejado de qualidade; • efetivar a avaliação do aluno sem interferência de divergências pessoais ou ideológicas. (Sesi, 2019) Se analisarmos esse trecho podemos observar com clareza que os princípios descritos segura os mesmos discutidos durante todo nosso material, onde proporcionar cidadania, criatividade, considerar a dignidade humana, não tolerar a violência de qualquer espécie, trabalhar a inclusão na sua amplitude máxima e não interferir nas divergências sociais e ideológicas. Imagem representa ética no mundo do trabalho Fonte: https://lec.com.br/codigo-de-conduta-etica-entenda-6-dicas-para-elaboracao-de-um-codigo-de-etica/ https://lec.com.br/codigo-de-conduta-etica-entenda-6-dicas-para-elaboracao-de-um-codigo-de-etica/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 61 Vamos trazer um resumo de um artigo cientifico que discute você denunciar um profissional que atua por exemplo em academia e não tem a formação de educação, e se isso seria uma atitude ética ou apenas o conhecido “X9”. ISTO ESTÁ NA REDE Denunciar o exercício ilegal do profissional de educação física: não deveria ser um dever ético, para não se tornar um X9 Resumo: NTRODUÇÃO: O tema ética quase sempre leva a sociedade a dilemas que exigem profundas reflexões com respostas às mais diversas situações com as quais é confrontada. OBJETIVO: Propôs-se refletir sobre os mandamentos do código de ética do profissional de Educação Física em denunciar o exercício irregular/ilegal da profissão e a visão que a sociedade guarda para com quem é um denunciante. MÉTODOS: Buscou-se inicialmente discorrer sobre a ética, a moral e a legalidade positivada na legislação brasileira que consequentemente serve de base para a formação do Código de Ética Profissional. RESULTADOS: Trouxe à tona algo que pode parecer motivo de reclamação por parte dos Conselhos Profissionais, qual seja, a falta de denunciantes para que se possa efetivamente realizar a devida fiscalização e consequente penalização pelas infrações realizadas. Ainda que não seja objeto do presente estudo, optouse por descrever os artigos, para poder demonstrar que as penas tendem favorecer à criminalidade,mesmo que em menor potencial ofensivo, permitem inferir que o crime compensa. A pessoa faz uma aposta, vai trabalhar e ganhar o seu salário, se lhe autuarem, lhe autuaram! CONCLUSÃO: Considerando que o exercício ilegal da profissão é uma contravenção penal de menor potencial ofensivo infere-se que vale à pena exercer a profissão de forma ilegal até ser denunciado ou fiscalizado, pois não haverá maiores consequências que prestar serviço comunitário e pagar cestas básicas; havendo a possibilidade de que nada disso venha a se concretizar. Neste caso, admite-se que a contravenção penal ainda compensa ser praticada no Brasil no caso do exercício ilegal da profissão de Educação Física. Fonte: file:///C:/Users/Instrutor/Downloads/gborges,+Gerente+da+revista,+Artigo+18+-+Denunciar+o+exerc%C3%ADcio+ilegal+do+profissional+de+educ a%C3%A7%C3%A3o+f%C3%ADsica.pdf file:///C:/Users/Instrutor/Downloads/gborges,+Gerente+da+revista,+Artigo+18+-+Denunciar+o+exerc%C3%ADcio+ilegal+do+profissional+de+educa%C3%A7%C3%A3o+f%C3%ADsica.pdf file:///C:/Users/Instrutor/Downloads/gborges,+Gerente+da+revista,+Artigo+18+-+Denunciar+o+exerc%C3%ADcio+ilegal+do+profissional+de+educa%C3%A7%C3%A3o+f%C3%ADsica.pdf ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 62 CAPÍTULO 7 A CONSTRUÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA A construção do Código de Ética para a Profissão de Educação Física foi desenvolvida através do estudo da história da educação física e da experiência prática de profissionais brasileiros que atuam a anos no campo da educação física em nosso país. Para isso foram estabelecidos doze itens norteadores para construção do código, assim nesse capítulo vamos ver cada item, discuti-los e exemplificar. I - O Código de Ética dos Profissionais de Educação Física, instrumento regulador do exercício da Profissão, formalmente vinculado às Diretrizes Regulamentares do Sistema CONFEF/CREFs, define-se como um instrumento legitimador do exercício da profissão, sujeito, portanto, a um aperfeiçoamento contínuo que lhe permita estabelecer os sentidos educacionais, a partir de nexos de deveres e direitos; (CONFEF,2015) No item inicial fica claro o que dissemos em todas as nossas aulas, onde o código se torna um in instrumento regulador de deveres e direitos. Imagem que ilustra direitos e deveres Fonte: https://www.seucondominio.com.br/noticias/direitos-deveres-do-condomino https://www.seucondominio.com.br/noticias/direitos-deveres-do-condomino ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 63 Seguindo os itens norteadores vamos apresentar e comentar o item II. II - O Profissional de Educação Física registrado no Sistema CONFEF/ CREFs e, consequentemente, aderente ao presente Código de Ética, na qualidade de interventor social, deve assumir compromisso ético para com a sociedade, colocando-se a seu serviço primordialmente, independentemente de qualquer outro interesse, sobretudo de natureza corporativista; (CONFEF, 2015) Nesse item discutimos a responsabilidade social do profissional de educação física, podemos relatar de forma simples, por exemplo quando estou atuando em escolas como professor de educação física, meu compromisso com aluno vai além de ensinar o conteúdo da educação física, vai na formação integral do indivíduo, tornar um cidadão de bem, essa mesma conduta é utilizada quando atuo com treinamento de esportes, em academia e unidades de saúde. Imagem que ilustra a responsabilidade social Fonte: https://www.grupoaguasdobrasil.com.br/sustentabilidade/responsabilidade-social/ https://www.grupoaguasdobrasil.com.br/sustentabilidade/responsabilidade-social/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 64 Dando continuidade a nossa discussão vamos para mais um item norteador o de número III. IIII - Este Código de Ética define, para seus efeitos, no âmbito de toda e qualquer atividade física, como destinatário, o Profissional de Educação Física registrado no Sistema CONFEF/CREFs e, como beneficiários das intervenções profissionais os indivíduos, grupos, associações e instituições que compõem a sociedade. O Sistema CONFEF/CREFs é a instituição mediadora, por exercer uma função educativa, além de atuar como reguladora e codificadora das relações e ações entre beneficiários e destinatários; (CONFEF, 2015) Esse item norteador fala com ênfase do marco regulador de nossa profissão, ou seja, toda e qualquer ação no âmbito da atividade física é do profissional e educação física devidamente registra em seu conselho de classe. Imagem do logotipo do CONFEF Fonte: https://www.confef.org.br/confef/comunicacao/boletim/ No próximo debate sobre os itens norteadores, optei em juntar dois itens o de número IV e V, pois ambos tratam da qualidade do serviço prestado pelo profissional, pois qualidade e competência técnica dever ser um dos predicados de um bom profissional de educação física, e que também traz do direito à informação, viabilização e dados e transparência nas ações inclusive do conselho de classe. IV - A referência básica deste Código de Ética, em termos de operacionalização, é a necessidade em ‘se caracterizar o Profissional de Educação Física diante das diretrizes de direitos e deveres estabelecidos normativamente pelo Sistema CONFEF/CREFs. Tal Sistema deve visar assegurar por definição: qualidade, competência e atualização técnica, científica e moral dos Profissionais nele incluídos através de inscrição legal e competente registro; V - O Sistema CONFEF/CREFs deve pautar-se pela transparência em suas operações e decisões, devidamente complementada por acesso de direito e de fato dos beneficiários e destinatários à informação gerada nas relações de mediação e do pleno exercício legal. Considera- se pertinente e fundamental, nestas circunstâncias, a viabilização da transparência e do acesso ao Sistema CONFEF/CREFs, através dos meios possíveis de informação e de outros instrumentos que favoreçam a exposição pública; (CONFEF, 2015) https://www.confef.org.br/confef/comunicacao/boletim/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 65 Imagem ilustra qualidade profissional Fonte: https://blogdaqualidade.com.br/qualidade-em-servicos/ Outro importante debate sobre nosso código de ética é que temos nos itens a seguir que trata da questão filosóficas da prática na educação física, ressaltando os bons costumes, mediação do Sistema produz-se por meio de posturas éticas. VI - Em termos de fundamentação filosófica o Código de Ética visa assumir a postura de referência quanto a direitos e deveres de beneficiários e destinatários, de modo a assegurar o princípio da consecução aos Direitos Universais. Buscando o aperfeiçoamento contínuo deste Código, deve ser implementado um enfoque científico, que proceda sistematicamente à reanálise de definições e indicações nele contidas. Tal procedimento objetiva proporcionar conhecimentos sistemáticos, metódicos e, na medida do possível, comprováveis; VII - As perspectivas filosóficas, científicas e educacionais do Sistema CONFEF/CREFs se tornam complementares a este Código, ao se avaliarem fatos na instância do comportamento moral, tendo como referência um princípio ético que possa ser generalizável e universalizado. Em síntese, diante da força de lei ou de mandamento moral (costumes) de beneficiários e destinatários, a mediação do Sistema produz-se por meio de posturas éticas (ciência do comportamento moral), símiles à coerência e fundamentação das proposições científicas; (CONFEF, 2015) Nos próximos dois itens vamos ressaltar o que já foi dito em capítulos anteriores a questão de documentos norteadores para o nosso código ética, estamos falando da Declaração dos Direitos Humanos e Cultura, Agenda 21 meio ambiente e as indicações de competência e excelência descrita na Carta Brasileira da educação Física, também já discutida em nossa disciplina, ainda nesses dois itens deixa claroa questão daa https://blogdaqualidade.com.br/qualidade-em-servicos/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 66 identidade profissional da educação física com a atividade física em geral, a premissa principal da organização profissional. VIII - O ponto de partida do processo sistemático de implantação e aperfeiçoamento do Código de Ética dos Profissionais de Educação Física delimita-se pelas Declarações Universais de Direitos Humanos e da Cultura, como também pela Agenda 21, que situa a proteção do meio ambiente em termos de relações entre os homens e mulheres em sociedade e ainda, através das indicações referidas na Carta Brasileira de Educação Física (2000), editada pelo CONFEF. Estes documentos de aceitação universal, elaborados pelas Nações Unidas, e o Documento de Referência da qualidade de atuação dos Profissionais de Educação Física, juntamente com a legislação pertinente à Educação Física e seus Profissionais nas esferas federal, estadual e municipal, constituem a base para a aplicação da função mediadora do Sistema CONFEF/CREFs no que concerne ao Código de Ética; IX – Além, da ordem universalista internacional e da equivalente legal brasileira, o Código de Ética deverá levar em consideração valores que lhe conferem o sentido educacional almejado. Em princípio, tais valores como liberdade, igualdade, fraternidade e sustentabilidade com relação ao meio ambiente, são definidos nos documentos já referidos. Em particular, o valor da identidade profissional no campo da atividade física - definido historicamente durante séculos - deve estar presente, associado aos valores universais de homens e mulheres em suas relações socioculturais; (CONFEF,2015) Imagem que ilustra a atividade física como objeto de trabalho da educação física Fonte: https://www.sp.senac.br/blog/artigo/faculdade-de-educacao-fisica https://www.sp.senac.br/blog/artigo/faculdade-de-educacao-fisica ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 67 Como dissemos em outros capítulos o profissional de educação física é uma das profissões da saúde, prevista em lei onde criou e organizou nosso sistema de saúde pública (SUS), assim lidamos com vida, imagem o quanto pode ser prejudicial quando a atuação de m profissional de educação física, não é pautada em ciência, técnica e excelência em sua intervenção, o “estrago” pode ser pela vida toda, podendo até deixar sequelas na saúde da pessoa pela vida toda, além do profissional que cometer esse erro sofrer as sanções que a lei garante, nosso código de ética também prevê punições de acordo com a conduta. Assim de forma resumindo você, futuro profissional de educação física tem o compromisso com a vida e a excelência no trabalho. Imagem representado o profissional de educação física e saúde Fonte: https://www.psicologacomportamental.com.br/ansiedade/atividade-fisica-e-saude-mental-psicologo/ Segue o item que relaciona o que foi dito acima: X - Tendo como referências a experiência histórica e internacional dos Profissionais de Educação Física no trato com questões técnicas, científicas e educacionais, típicas de sua profissão e de seu preparo intelectual, condições que lhes conferem qualidade, competência e responsabilidade, entendidas como o mais elevado e atualizado nível de conhecimento que possa legitimar o seu exercício, é fundamental que desenvolvam suas atuações visando sempre preservar a saúde de seus beneficiários nas diferentes intervenções ou abordagens conceituais; (CONFEF,2015) https://www.psicologacomportamental.com.br/ansiedade/atividade-fisica-e-saude-mental-psicologo/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 68 Finalizando os itens de construção e código de ética o penúltimo relata a responsabilidade com a vida, como relatamos anteriormente, e o ultimo ressalta sobre a responsabilidade social, nossos clientes já não estão procurando simplesmente um excelente profissional do ponto de vista da competência técnica. Outras competências são necessárias – relacionar-se bem com as pessoas e realizações em benefício da sociedade na qual o profissional está inserido são algumas delas – e são vistas com bons olhos por quem compra nossos serviços. Não há mais como separar a vida profissional do pessoal. A era do faça-o-que-eu-digo-não-faça-o-que-eu-faço ficou para trás. Nossos clientes se espelham em nossos comportamentos, querem que sejamos modelos de corpos perfeitos e não corresponder a isso pode trazer um certo prejuízo à carreira. Imagem que ilustra a responsabilidade social Fonte: https://lafitness.com.br/a-responsabilidade-social-do-profissional-de-educacao-fisica/ Segue os itens finais que relatamos acima: XI - A preservação da saúde dos beneficiários implica sempre na responsabilidade social dos Profissionais de Educação Física, em todas as suas intervenções. Tal responsabilidade não deve e nem pode ser compartilhada com pessoas não credenciadas, seja de modo formal, institucional ou legal; XII - Levando-se em consideração os preceitos estabelecidos pela bioética, quando de seu exercício, os Profissionais de Educação Física estarão sujeitos sempre a assumirem as responsabilidades que lhes cabem. (CONFEF, 2015) https://lafitness.com.br/a-responsabilidade-social-do-profissional-de-educacao-fisica/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 69 ISTO ESTÁ NA REDE 0s maiores erros dos professores na academia Sem entrarmos em mais delongas, vamos pontuar alguns dos maiores erros e das maiores falhas dos professores de academias, além disso, expor possíveis formas de conseguir resolver esses problemas. Antes de iniciarmos, é importante entender uma diferença: os aspectos das competências técnicas e as comportamentais. Entendemos os aspectos técnicos voltados principalmente à prescrição dos exercícios por parte dos professores. São competências adquiridas em faculdade, cursos e livros, voltados ao aspecto prático da atividade física no caso das academias. Já as questões comportamentais, adquiridas por autoconhecimento, estão voltadas à forma como o professor se porta, se comunica, domina seus sentimentos e é capaz de se relacionar frente aos clientes. Vamos aos principais erros dos professores, apontados pelos gestores de forma geral: 1 – Desalinhamento da equipe quanto à técnica dos exercícios Quantas vezes já não escutamos histórias de alunos que treinavam em uma academia no período da manhã, onde o professor X passou a atividade ‘’abdominal Estrelinha (exemplo)’’. Mas em certo dia este aluno teve de ir treinar no período da tarde, onde o professor Z atendia. Este professor, ao ver o aluno realizando determinado exercício questiona: ‘’Mas quem te passou isso? Está errado! Não é assim’’. Péssimo! Este erro soa como completa desorganização perante o cliente, que fica totalmente perdido e não sabe em quem acreditar! Imagine-se na cabeça deste cliente! Para evitar isso, reuniões de planejamento e alinhamento de processos de atividade, criando um banco de dados de exercícios unificado entre todos os professores surge como a melhor intervenção. Vale lembrar que esse erro não significa não corrigir movimentos errados dos clientes: segurança em primeiro lugar, mas sempre com educação, cordialidade e respeito. 2 – Uso de celular em sala de aula É um erro, mas ao mesmo tempo pode ser bem aproveitado. Em horários fora de pico, nada impede o professor de utilizar o celular como um ótimo meio de se comunicar com clientes ausentes ou faltantes, bem como estimular a frequência e as campanhas da academia. Vivemos em um mundo altamente conectado. Evitar o uso de celulares já não deve ser a maior preocupação dos donos, mas sim, usar isto ao favor da empresa. É claro que, em horários de pico, de academia lotada, celulares não devem ser permitidos. Foco absoluto no cliente! Tal questão deve ser previamente esclarecida e estabelecida em regimento interno da academia.ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 70 3 – Tendência de atendimento Essa falha é inadmissível! Já cansamos de observar professores que tem o foco voltado a dois tipos de alunos: bem treinados/aderidos e aos ‘’bonitinhos (as)’’. Soma-se a essa tendência, um interesse por vezes em transformar tais alunos em clientes de Personal Trainer, o que faz com que os clientes que mais precisam de atenção (recém-chegados, idosos, crianças e destreinados) fiquem à margem e consequentemente a uma desistência precoce. Um processo descrito de modelo de atendimento, além da supervisão do coordenador são as formas mais simples de resolver tais problemas. 4 – Reclamar da academia Professores que reclamam da academia, do dono, do salário, da estrutura ou dos aparelhos para os clientes: inadmissível! O professor pode ter pontos de discordância quanto à empresa, mas tais questões devem ser passadas e tratadas diretamente com a gerência, e NUNCA frente aos clientes! 5 – Tentativa de vender suplementos alimentares e/ou esteroides anabolizantes para os alunos Sequer precisamos detalhar este, certo?! ÉTICA! Sempre! 6 – Não escutar DE VERDADE o cliente Professores não buscam entender e compreender de verdade o cliente, seus problemas, suas maiores dores, seus verdadeiros objetivos, os intrínsecos, os motivadores reais, os gatilhos emocionais, sabendo motivar o aluno de forma genuína em prol da manutenção em atividade física. 7 – Não ensinar seus alunos O professor em sala de aula tem se limitado à prescrição de exercício, acompanhamento, por vezes correção… e só! Isso já era! Devemos aproveitar cada momento de interação aluno-professor para ensinar, conscientizar e educar nosso cliente. Pequenas dicas alimentares, de descanso e treinamento são sempre bem- vindas: cliente informado é cliente satisfeito! 8 – Pecar na aparência e Marketing Pessoal Outro erro inadmissível! Professor com barba mal feita, cheirando mal, suado, molhado, roupa rasgada, tênis, camiseta ou shorts sujo, ou então o pior: com mau hálito! Os professores são, junto as recepcionistas, as interações principais dos clientes com a empresa. O Professor deve prezar sempre pelo bom marketing pessoal, sempre bem vestido, portado, limpo, cheiroso, unhas e cabelos cortados, bem como as roupas em perfeito estado. Observação: inadmissível o uso de bonés e óculos escuros! Isso é o mínimo que o cliente espera. Outro detalhe que DEVE estar no regimento interno da academia ou em descrição de cargo e processos internos. 9 – Atrasos Outro erro que poupa explicações. Margens de aceitação (Ex: 5 minutos) devem ser previamente estabelecidos. Bons profissionais sempre chegam com minutos de antecedência ao trabalho. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 71 10 – Insistir em métodos antigos e ultrapassados de treinamento Acredito que estes erros são pequenos quando comparados ao maior problema que enfrentamos hoje nas academias: Insistir em métodos antigos e ultrapassados de treinamento. Temos um perfil de cliente MUITO diferente frequentando as academias hoje. O exercício físico deve ser DIVERTIDO, deve ser prazeroso. O cliente não gosta de musculação, e quando chega, tem que fazer a mesma série de adaptação, igual a que fez na última vez que tentou começar. Logo na cabeça desse cliente já vem: ‘’Mas de novo? A mesma coisa? Eu não gosto disso!’’. Nós, profissionais de educação física, devemos de uma vez por todas assumir nosso papel de PROFESSOR dentro de sala de aula, ensinando, educando nossos alunos e principalmente motivando-os a fazer o que lhe dá prazer e vontade de voltar para a academia. Não adianta manter-se no princípio da totalidade (trabalhar sempre o corpo todo) se isso NÃO estimula seu aluno. No começo, devemos dar ao cliente o que ele QUER, e não apenas o que ele precisa. Devemos ultrapassar a barreira dos primeiros 3 meses, onde o ENCANTAMENTO deste cliente se faz necessário, para que ele mantenha sua frequência até a segunda barreira: dos 6 meses, onde podemos passar a considerar este cliente como um aluno aderido a atividade física. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 72 CAPÍTULO 8 BIOÉTICA Como já foi relatado várias vezes em capítulos anteriores a educação física é uma das profissões de saúde e faz parte do rol de profissões que nosso sistema único de saúde (SUS), reconhece como profissão da área de saúde, pelo motivo simples que atividade física tem um impacto representativo na saúde das pessoas, é uma excelente ferramenta de prevenção e muitas vezes uma conduta terapêutica. Do grego bios, que significa vida, e ethos, que significa ética, entendemos por bioética a ética da vida. Ela surge para elucidar conflitos existentes nas relações humanas e no âmbito das ciências da saúde ou das ciências da vida. Tem como objetivo estabelecer limites e definir a finalidade das intervenções do homem sobre a vida. Imagem que representa a bioética Fonte: https://paranashop.com.br/2022/03/bioetica-e-tema-de-seminario-hospitalar/ Para Camargo (2014), a bioética prima pelo respeito à pessoa humana e pela responsabilidade profissional e civil quanto à promoção de saúde e sobrevivência humana. Otimiza o uso da tecnologia, sem impor qualquer regra, mas gerando prudência e coerência nas atitudes. https://paranashop.com.br/2022/03/bioetica-e-tema-de-seminario-hospitalar/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 73 Teve início na década de 1970, com a publicação de duas obras importantes de Van Rensselaer Potter, que, preocupado com o avanço da ciência, propõe uma reflexão mais apurada nas implicações da bioética sobre a vida. As diversas áreas da saúde têm seus respectivos códigos de ética determinados pelos seus conselhos federais e regionais, com o objetivo de padronizar normas e condutas dos profissionais em sua atuação, nas relações multidisciplinares, na relação paciente/ profissional, na relação profissional/família e na intervenção e nos limites da tecnologia. Imagem de um profissional e educação física atuando na área de saúde Fonte: https://www.famart.edu.br/cursos/pos-graduacao-ead/saude/educacao-fisica-hospitalar-ead/ Quintana (2014) relata que existe 4 princípios para o entendimento de bioética: 1. Beneficência Com o significado de “fazer o bem”, esse princípio propõe oferecer ao paciente o melhor atendimento e uso de técnicas, considerando suas necessidades físicas, psíquicas e social. Imagem ilustrando a beneficência Fonte: https://institutoneurosaber.com.br/educacao-fisica-e-suas-contribuicoes-para-o-desenvolvimento-motor/ https://www.famart.edu.br/cursos/pos-graduacao-ead/saude/educacao-fisica-hospitalar-ead/ https://institutoneurosaber.com.br/educacao-fisica-e-suas-contribuicoes-para-o-desenvolvimento-motor/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 74 2. Não maleficência Significa “não fazer o mal”. Acredita-se que, só de pensar em minimizar o mal, você já faz o bem. Significa ponderar seus atos, condutas e uso de técnicas, evitando qualquer erro ou qualquer atitude que coloque o paciente em risco, contribuindo, assim, para o restabelecimento e a promoção de sua saúde. Imagem ilustra a maleficiência Fonte: https://www.hammeracademia.com/blog/2018/05/28/a-importancia-do-profissional-de-educacao-fisica-na-academia.html 3. Autonomia Este princípio baseia-se na liberdade e na informação. Um exemplo: estabelecida uma relação paciente/profissional, esse profissional esclarece ao paciente todas as formas de condutas, técnicas e tratamento, dando ao próprio paciente o poder de decisão de realizar o tratamento ou não. Caso o paciente não tenha condições de autonomia, um familiar ou responsável assume tal papel. As informações sobre mudanças e evolução no tratamento devem ser renovadas e atualizadas pelo profissional, que deve notificar com clareza a atual situação do paciente. https://www.hammeracademia.com/blog/2018/05/28/a-importancia-do-profissional-de-educacao-fisica-na-academia.htmlÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 75 Imagem ilustra autonomia Fonte: https://blog.gsuplementos.com.br/aprenda-como-montar-a-ficha-de-treino-de-academia-perfeita/ 4. Equidade e justiça Esse princípio se refere à igualdade e à justiça. Tendo em vista que cada indivíduo tem suas próprias necessidades, devemos respeitar com imparcialidade o direito de cada um Imagem ilustra equidade Fonte: https://portalagita.com.br/projeto-de-educacao-fisica-inclusiva-promove-integracao-de-estudantes-com-deficiencia-nas-escolas-de-contagem/ Quando analisamos esses princípios da bioética temos que fazer um comparação com o sistema público de saúde o SUS (Sistema único de Saúde), pois seus princípios equivalem aos princípios da bioética, principalmente no que diz respeito a equidade e https://blog.gsuplementos.com.br/aprenda-como-montar-a-ficha-de-treino-de-academia-perfeita/ https://portalagita.com.br/projeto-de-educacao-fisica-inclusiva-promove-integracao-de-estudantes-com-deficiencia-nas-escolas-de-contagem/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 76 integralidade, pois onde o profissional e educação física atuar com um aluno, cliente, atleta estamos lidando com indivíduos como um todo um ser pensante e que traz consigo um pacote cultural que deve ser respeitado. Imagem representando a integralidade nas pessoas Fonte: https://redehumanizasus.net/92740-integralidade-equipes-profissionais-focadas-na-singularidade-dos-idosos-e-pessoas-com-deficiencia/ Um exemplo claro, é um exemplo de um professor de educação física na escola, quando depara durante o mês de junho, temos a festa junina e a dança quadrilha, dança típica que faz parte do objeto de estudo do componente educação física, um dos seus alunos por questões de ordem religiosa não vai dançar pois seus pais alegam que tem relação com o culto a santos, ai você profissional tem que usar de todo seu conhecimento e jogo de cintura para explicar aos pais de seus alunos que a dança não tem relação com nenhum santo, e mesmo assim muitas vezes os pais do aluno são irredutíveis na ideia de culto a santo e não deixa o filho participar, você como professor aceita a decisão dos pais e prepara de outra maneira para eu o aluno vivencie a dança sem ter relação com religião. Imagem de dança de quadrilha Fonte: https://www.todamateria.com.br/quadrilha/ https://redehumanizasus.net/92740-integralidade-equipes-profissionais-focadas-na-singularidade-dos-idosos-e-pessoas-com-deficiencia/ https://www.todamateria.com.br/quadrilha/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 77 Com o intuito de padronizar, regulamentar e fiscalizar o exercício profissional de cada área da saúde, foram criados os conselhos profissionais. Eles asseguram a qualidade de serviços prestados e os interesses individuais e gerais dos profissionais. São indispensáveis à prática da ética e ao respeito aos direitos humanos, pautados na justiça social. Regulamentam, definem conceitos e padrões de condutas, técnicas e proibições respectivas de cada área (CONFEF, 2015). Com relação a normas e reponsabilidade profissional e civil, profissional da saúde, com seu conhecimento técnico, clínico e científico, tem o poder de determinar a melhor forma de tratamento dentro das individualidades e necessidades de cada paciente. Deve esclarecer ao paciente todas as possibilidades terapêuticas, evidenciando benefícios, riscos e prognóstico. Cabe ao paciente decidir submeter-se ao proposto tratamento ou não, usando de sua liberdade de decisão, consentindo ou não a realização do tratamento. (BARBOSA, 2012) Imagem ilustra responsabilidade civil Fonte: https://www.3mind.com.br/blog/responsabilidade-civil-no-brasil-entenda-o-que-e-e-quais-os-tipos/ Muitas vezes, deparamos com a falta de informação inicial ao paciente, o que gera desconforto na relação paciente/profissional e cria uma expectativa de reabilitação errônea, levando o paciente à desistência do tratamento. O profissional que não esclarece claramente suas perspectivas e formas de tratamento fica sujeito a sanções por descumprir o código de ética. Isso traz danos éticos e morais, apesar de passíveis de reparação, porém fere a normatização de sua categoria profissional. Se o profissional transmitir informações inadequadas, infundadas e equivocadas, acaba por tirar do paciente a autonomia e o consentimento ao tratamento, causando prejuízos éticos, https://www.3mind.com.br/blog/responsabilidade-civil-no-brasil-entenda-o-que-e-e-quais-os-tipos/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 78 devendo responder ao seu respectivo conselho, e poderá responder juridicamente pelo mal causado. Cada profissão da área de saúde tem seu respectivo código de ética, que orienta sobre condutas éticas ideais e assegura os direitos e deveres desses profissionais ISTO ESTÁ NA REDE Personal Training: 4 erros graves cometidos por profissionais no mercado Personal Training deixou de ser um serviço de luxo quando o assunto é saúde e qualidade de vida, principalmente em tempos de pandemia e outras adversidades. Para alguns, encarar a realidade do mercado pode ser um grande desafio, para outros, apenas uma adaptação. Se tem algo em pauta nas rodas de amigos e colegas de trabalho é: O que tem sido feito para melhorar a saúde e qualidade de vida durante as adversidades atuais? Onde os profissionais de educação física entram em toda essa história? Por conta de diversos questionamentos sobre o rumo da atuação do personal trainer, conversamos com alguns profissionais e listamos 4 erros graves que prejudicam bastante a imagem da categoria, no entanto, são erros que podemos deixar de cometer se nos comprometermos não só com clientes, mas com as nossas carreiras também. 1 – Não dar a devida importância às demais áreas da saúde As áreas da saúde precisam andar de mãos dadas. Resultados não surgem apenas com a prática de exercícios. Isso não é novidade. A obesidade é multifatorial, o diabetes também, assim como diversas outras doenças que são agravadas pelo sedentarismo. Acabou-se o tempo que o personal trainer atuava apenas com pessoas saudáveis. Hipertensos , diabéticos, cardiopatas, entre outros portadores de diversas outras doenças, já fazem parte do radar da educação física. Além de dominar as diversas evidências científicas e posicionamentos das sociedades de medicina em geral (sociedades de medicina do exercício, principalmente), o personal trainer precisa falar abertamente sobre todos os fatores que influenciam os resultados do seu cliente, principalmente se o cliente for portador de alguma doença. É fato que o médico explica para o paciente o que está ao seu alcance. Por mais que o personal trainer não utilize jaleco branco, já está mais do que na hora de adotar um discurso um pouco mais clínico. Somos da área da saúde e podemos ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 79 atuar com consultas. O personal training é uma forma de consultoria na área da saúde. Apresente todos os fatores que influenciam os resultados e seja realmente visto como profissional da saúde, mesmo sem usar jaleco e atender em consultório. Mostrar como cada adversidade enfrentada pelo cliente influencia em seus resultados é essencial. 2 – Não avaliar seu cliente A avaliação é essencial para tomada de decisões Avaliação é parte do diagnóstico. Os médicos pedem exames e fazem seus diagnósticos, cada um dentro da sua especialidade. Assim é feito pelo nutricionista, pelo fisioterapeuta e demais profissionais da saúde. No personal training não seria diferente. Não é aconselhável tomar todas as suas decisões sobre prescrição de exercícios com base apenas nas informações dos outros profissionais. Temos diversos protocolos e testes que podem ser realizados com baixíssimo custo, trazendo não só mais informações, mas credibilidade ao seu trabalho. Lembre-se, bons resultados acompanhadosde boa impressão sobre seu trabalho melhoram sua renda. Além de realizar sua avaliação como profissional de educação física, deve-se apresentar os resultados desta para seu cliente, explicando todos os detalhes, inclusive contextualizando com resultados de exames pedidos por médicos. Não esqueça de explicar também como cada uma das suas decisões sobre prescrição de exercícios foram tomadas. Isso traz segurança e confiança. Você é um profissional da saúde reconhecido pelo ministério competente. Personal training é serviço diferenciado e o cliente precisa perceber essa diferença para não achar que está investindo dinheiro em vão. A essencialidade do profissional de educação física não pode ser colocada em cheque. 3 – Seguir modinhas do mercado Moda não traz consistência. Prescreva sempre com embasamento Muitos profissionais buscam atalhos na hora de criar planos de exercícios, principalmente quando a ideia é inovar, trazendo novas experiências para seus clientes. CUIDADO! Boa parte das novidades que surgem em nosso mercado são carentes de evidências científicas. Por mais que se leve em consideração a segurança e os princípios do treinamento, uma nova modalidade pode ser lançada a qualquer momento, diferente de um medicamento ou técnica cirúrgica que leva anos para serem aprovados pelos órgãos competentes. Quando falamos de segurança, o básico bem fundamentado e explicado ao cliente funciona muito mais do que a novidade sem consistência. https://gcape.com.br/o-exercicio-fisico-e-essencial-na-pandemia-e-o-profissional-de-ed-fisica/ https://gcape.com.br/o-exercicio-fisico-e-essencial-na-pandemia-e-o-profissional-de-ed-fisica/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 80 Cuidado com as modas, ok? Os clientes de hoje que pagam bem são mais exigentes e sabem quando o profissional está querendo chamar atenção através da “inovação”. 4 – Não cobrar feedbacks dos clientes O feedback é essencial para ajustes no plano Entender como o cliente está lidando com a rotina de exercícios é essencial para manipular as variáveis que contribuem para a aderência ao exercício. Sem aderência, os resultados não aparecem e você perde o cliente. Sei que parece óbvio, mas ser repetitivo nesse caso não faz mal. O objetivo é fazer com que o cliente pratique exercícios durante toda sua vida, seja com você ou não. No entanto, sua forma de lidar com o cliente pode transformar a relação comercial em algo valioso para ambos. Você fatura mais e por mais tempo, ele vive mais e cada vez melhor. Cobre do seu cliente as visitas periódicas ao médico. Pergunte detalhes da consulta, anote estes na frente do cliente. Com isto, você sempre terá informações atualizadas sobre o estado geral de saúde dele, provando que seu trabalho está influenciando de forma positiva em sua jornada. Um médico com um paciente bem treinado pode virar um verdadeiro parceiro, servindo como embaixador da sua marca. Você tem ideia do poder da indicação profissional de um médico? Acredite, é valioso demais. Feedbacks constantes são oportunidades para novas práticas. Seu cliente gosta disso e traz mais credibilidade não só para você, personal, mas para toda a educação física. Fonte: https://blog.universalfit.com.br/personal-training-erros-mercado/ https://blog.universalfit.com.br/personal-training-erros-mercado/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 81 CAPÍTULO 9 QUESTÕES ÉTICAS E MORAIS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES FÍSICA E ESPORTES A Educação Física é uma das áreas do que aconteceram grandes mudanças nos últimos anos. Até a década de 70 as ações dos profissionais da Educação Física se restringiam a organização de aulas de Educação Física no contexto da escola, atrelada muitas vezes a um currículo militar e ao treinamento de equipes esportivas. As campanhas de sensibilização e as necessidades da população em busca de um estilo de vida ativo, produto de uma vida sedentária, característica do mundo moderno com as tecnologias que facilitaram o trabalho humano, criaram uma forte demanda para ampliação do trabalho dos profissionais da Educação Física, incentivada ainda mais com a inclusão da educação física no sistema SUS e baseado em estatísticas do número de morte no Brasil das doenças cardiovasculares. (ADEODATO, 2012) Imagem que ilustra esporte Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/historia-do-futebol.htm https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/historia-do-futebol.htm ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 82 Para Camargo (2014), as necessidades sociais criaram os chamados “novos fazeres” para os profissionais da Educação Física, como: preparadores físicos, treinador de esportes, orientador de exercícios corporais, entre outros. Ampliaram-se as áreas de prática dos profissionais da Educação Física. O esporte passou a ser compreendido não somente como uma atividade do alto rendimento, mas como fenômeno plural nas dimensões do esporte escolar, esporte de alto rendimento, esporte para portadores de deficiência e esporte para o lazer. “O Desporto Educacional, responsabilidade pública assegurada pelo Estado, dentro ou fora da Escola, tem como finalidade democratizar e gerar cultura através de modalidades motrizes de expressão de personalidade do indivíduo em ação, desenvolvendo este indivíduo numa estrutura de relações sociais recíprocas e com a Natureza, a sua formação corporal e as próprias potencialidades, preparando-o para o lazer e o exercício crítico da cidadania, evitando a seletividade, a segregação social e a hiper-competitividade, com vistas a uma sociedade livremente organizada, cooperativa e solidária”. (Recomendação do Conselho Nacional do Desporto – CND – 1988) Imagem do esporte escolar Fonte: https://blog.colegioarnaldo.com.br/esporte-na-escola/ Ainda falando sobre esporte educacional foram criadas políticas e programas públicas para fomentar essa modalidade, como por exemplo o programa segundo tempo, os https://blog.colegioarnaldo.com.br/esporte-na-escola/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 83 campeonatos escolares organizados pelas secretarias de esportes estaduais e os jogos brasileiros estudantis que tem a chancela do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) Com relação a saúde Camargo (2014), se tornou ampla, assim cada vez é mais frequente a participação dos profissionais da Educação Física em projetos multidisciplinares, onde tanto a saúde física como a mental, são objetos de intervenções. Cada um destes “novos fazeres” da Educação Física está envolto em rituais e códigos específicos, criando-se em razão das suas especificidades situações que envolvem as chamadas microéticas. Isto é, o trabalho na academia de ginástica, quando comparado com o do treinamento de equipes esportivas, envolve procedimentos e códigos semelhantes, porém em função das especificidades do contexto cria novos procedimentos e dá origem às novas necessidades ético-morais. Imagem que amplia o conceito de saúde segunda ONU Fonte: https://aurusndv.com.br/2020/07/13/o-que-e-saude/ Assim, é necessário refletir sobre a diversidade do campo de intervenção da Educação Física, identificar os antigos e novos “fazeres” desta profissão e organizar um documento que seja orientador da ética e deontologia dos profissionais desta área, tanto para o contexto amplo, como para os específicos. Além da questão relacionada com a diversidade do campo de intervenção há outros fatores éticos e morais, sociais e específicos da área de intervenção que merecem ser destacados. https://aurusndv.com.br/2020/07/13/o-que-e-saude/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 84 ANOTE ISSO Deontologia é uma filosofia que faz parte da filosofia moral contemporânea, que significa ciência do dever e da obrigação. A deontologia é um tratado dos deveres e da moral. É uma teoria sobre as escolhas dos indivíduos, oque é moralmente necessário e serve para nortear o que realmente deve ser feito. O termo deontologia foi criado no ano de 1834, pelo filósofo inglês Jeremy Bentham, para falar sobre o ramo da ética em que o objeto de estudo é o fundamento do dever e das normas. A deontologia é ainda conhecida como “Teoria do Dever”. Fonte: https://www.significados.com.br/deontologia/ Atenção alunos ainda nossa constituição não atende a todos, pois de forma clara retrata que o esporte e o lazer é um dever do estado e direito de todos pois, ainda, muitos brasileiros que não têm acesso aos benefícios da Educação Física e Esportes de qualidade, como os portadores de deficiência, doentes mentais e idosos. ANOTE ISSO Quase metade das escolas brasileiras não têm local para prática de esporte. Um levantamento feito pelo Ministério da Cidadania aponta que quase metade das escolas de educação básica do país não tem nenhum espaço para os alunos praticarem esporte. Os dados, computados a partir do Censo Escolar da Educação Básica 2020, mostram que, de 135.263 escolas do ensino fundamental I ao médio, 47% não possui nenhuma instalação para a prática desportiva. Quando são consideradas apenas as quadras esportivas, esse número cai para apenas 45,1% das escolas. O estudo também leva em consideração a presença de terreirões (em 9,7% das escolas), de salas multiuso (7,4%), piscina (2,7%) e sala/estúdio de dança (1,8%). Segundo o Ministério da Cidadania, os terreirões equivalem a quadra de esportes. Esses números, cruzados com os de escolas com materiais para prática desportiva (como bolas, bambolês, cones, cordas, etc), mostram um problema ainda maior. Das escolas de educação básica do Brasil, só 40,6% têm tanto local de prática quanto materiais. Em 27% das escolas brasileiras não existe nem uma coisa nem outra. “Considera-se que a melhoria da infraestrutura das escolas é uma das maneiras de fortalecer o papel do poder público de fomentar as práticas desportivas para as crianças e os adolescentes em idade escolar”, avalia o relatório, que mostra que o problema é mais grave nas escolas municipais. Somente 32% delas têm quadra. Na rede privada, este índice, de 60%, é mais baixo do que nas escolas https://www.significados.com.br/deontologia/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 85 estaduais (65%) e nas federais (80%). O levantamento também se aprofundou em dados sobre a ausência de professores formados em Educação Física nas escolas brasileiras. De acordo com o estudo, 95% delas têm docentes que dão aula de educação física, mas só 69,9% das aulas dessa disciplina são ministradas por professores especializados. Desde 2003, o principal programa do antigo Ministério do Esporte para incentivar a prática esportiva nas escolas é o Segundo Tempo, que atende crianças e adolescentes no contraturno escolar. Em outubro, existiam apenas 78 convênios ativos, que estabeleceram a meta de 168 núcleos esportivos e de atenderem 20.520 jovens, somente. Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2021/12/14/quase-metade-das-escolas-brasileiras-nao-tem-local-para-praticar-esporte. htm Muitos processos de intervenção na Educação Física e Esportes não garantem a inclusão dos participantes. Geram discriminações em função de idade, sexo, religião e nível sócio-econômico; · Existem processos de intervenção em Educação Física e Esportes que não respeitam e valorizam a diversidade e a tolerância entre os participantes. Imagem mostra o esporte na periferia das grandes cidades Fonte: https://sportlink.com.br/como-o-futebol-mudou-o-futuro-de-muitos-jogadores/ QUESTÕES ÉTICAS E MORAIS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES FÍSICA E ESPORTES O doping tem sido o grande flagelo do esporte no presente. A frase “Sem doping, sem esperança”, No dope, no hope, tem sido o grande guia de treinadores e preparadores físicos de atletas. Os praticantes são orientados a processos de preparação e https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2021/12/14/quase-metade-das-escolas-brasileiras-nao-tem-local-para-praticar-esporte.htm https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2021/12/14/quase-metade-das-escolas-brasileiras-nao-tem-local-para-praticar-esporte.htm https://sportlink.com.br/como-o-futebol-mudou-o-futuro-de-muitos-jogadores/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 86 treinamento ilícitos, contrários às regras, em desrespeito ao Espírito Esportivo e a dignidade da pessoa; Imagem de doping de Bem Johnson Fonte: https://www.lance.com.br/rio2016/nos-jogos-1988-ben-johnson-choca-mundo-com-caso-doping.html A pedofilia, também existente em outras áreas profissionais, tem sido um comportamento cada vez mais freqüente em professores e técnicos esportivos que trabalham com crianças e jovens; · O desejo de vitória a qualquer custo no contexto do esporte, muitas vezes pressionado pelos dirigentes, tem feito com que profissionais da Educação Física utilizem meios ilícitos e pouco humanitários na preparação e treinamento de atletas; · O alto nível de exigência no desempenho de crianças, no contexto do esporte, tem feito com que estas deixem de viver plenamente a fase da infância, gerando sérias conseqüências à vida psicológica das mesmas; · ANOTE ISSO Iniciação esportiva, um reduto dos abusadores de crianças e adolescentes Sem regulamentação nem protocolos de proteção a jovens atletas, esporte brasileiro acumula escândalos de assédio e abuso sexual Muitos esportistas com potencial são desperdiçados todos os dias por causa do abuso sexual”, afirma a nadadora Joanna Maranhão. Ela foi abusada pelo treinador de natação quando tinha 9 anos. Hoje, se engaja na luta para ajudar crianças a entenderem o que são e como acontecem os abusos. “É praticamente impossível https://www.lance.com.br/rio2016/nos-jogos-1988-ben-johnson-choca-mundo-com-caso-doping.html https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/23/deportes/1508782273_812472.html ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 87 para uma criança contar a um adulto que foi abusada. Como ela vai falar de uma coisa que nem sabe o que é?”. Promover a integração social, estimular o desenvolvimento físico e mental, cultivar uma vida saudável e, por que não, buscar o sonho de se tornar um ídolo nacional. Essa é a ideia que muitos pais têm ao incentivar os filhos a se dedicarem cada vez mais cedo à prática de um esporte. No entanto, a rotina de jovens atletas esconde uma faceta sombria que tem comprometido a revelação de talentos no Brasil. Em torno da iniciação esportiva, gira uma rede de abusadores de crianças e adolescentes, que se aproveita da falta de regulamentação e protocolos preventivos em clubes formadores. ara Joanna Maranhão, o sistema que administra clubes, escolinhas e centros de treinamento não passa confiança às vítimas, fazendo com elas hesitem em denunciar agressores. “Não podemos presumir que todo treinador represente um risco, mas, onde tem criança, tem pedófilo. No esporte, o abusador geralmente exerce uma posição de poder sobre o atleta. E isso é determinante para reprimir a exposição dos abusos sexuais.” Na última terça-feira, Joanna participou de uma audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater o projeto de lei da deputada federal Érika Kokay (PT-DF), que pretende obrigar entidades esportivas que recebem patrocínio de instituições públicas a adotar medidas de prevenção à violência sexual. “Vários técnicos e empresários vendem falsas expectativas, iludindo o atleta a fim de cometer os abusos. Precisamos garantir o compromisso dos clubes para que infâncias não sejam mais roubadas no esporte”, afirma Kokay. Um estudo do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan (Cedeca) em parceria com o Unicef, publicado em 2014, antes da realização de Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil, constatou que atletas em formação “estão expostos a diferentessituações de vulnerabilidade e violação de seus direitos básicos”, além de concluir que a maioria dos centros esportivos no país não cumpre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Pouca coisa mudou de lá para cá. Na audiência pública, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por exemplo, foi novamente cobrada pelo descumprimento de um pacto assinado há quatro anos, em que se comprometida a tomar uma série de providências de enfretamento ao abuso sexual nas categorias de base. O secretário-geral da entidade, Walter Feldman, reconhece que a confederação deixou de implementar parte das propostas sugeridas por parlamentares, mas promete rigor com clubes que deixarem de adequar suas estruturas para resguardar jovens jogadores. “Vamos introduzir a obrigação de aplicar práticas de proteção a crianças e adolescentes. Os clubes que não aderirem serão impedidos de disputar competições profissionais”, diz. Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/17/deportes/1526574323_277181.html https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/15/deportes/1521150912_923329.html https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/11/actualidad/1526036193_375438.html https://brasil.elpais.com/tag/futbol_alevin https://brasil.elpais.com/tag/futbol_alevin https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/16/deportes/1571249867_755400.html https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/16/deportes/1571249867_755400.html http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2168347 https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/12/deportes/1573583466_946047.html https://www.vice.com/pt_br/article/bmgknd/abuso-sexual-e-trafico-de-criancas-ainda-assombram-o-futebol-brasileiro https://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/12/deportes/1494542986_404520.html https://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/12/deportes/1494542986_404520.html https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/17/deportes/1526574323_277181.html ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 88 A rápida ampliação do número de cursos universitários para formação do profissional de Educação Física no Brasil, nem sempre tem sido acompanhada pela elevação da qualidade de ensino. Assim, anualmente é diplomado um número elevado de profissionais de Educação Física com formação comprometida em relação às competências técnica, cientifica e ética; · Para Camargo (2014), os fenômenos da corrupção e violência do contexto social amplo chegaram ao exercício profissional em Educação Física. Essas e outras questões que podem ser levantadas representam grandes desafios ao processo de construção e reconstrução do Código de Ética para os Profissionais da Educação Física. Há uma estreita comunicação entre o contexto social amplo e o contexto específico do exercício profissional em Educação Física. É necessário analisá-los de forma crítica e reflexiva. ISTO ESTÁ NA REDE Por que a Rússia foi banida da Olimpíada 2021 e o que é ROC? O ROC é representado por 335 atletas em Tóquio. Como são considerados “neutros” devem seguir regras para deixar claro que não representam a Rússia na competição Quem está assistindo aos Jogos Olímpicos já deve ter percebido alguns atletas com a sigla ROC nos uniformes. A sigla, em inglês, significa “Comitê Olímpico Russo”. Com a Rússia banida de competições após um escândalo de doping, essa foi a saída para que os atletas russos não perdessem o ciclo olímpico Por que a Rússia foi banida? O escândalo começou em 2015, quando surgiram evidências de casos de doping em massa no esporte do país. Em 2019, a WADA, Agência Mundial Antidoping, concluiu que os russos alteraram dados laboratoriais sem autorização, plantaram evidências falsas e apagaram arquivos conclusivos de possíveis casos de doping. Tudo isso patrocinado pelo governo local. O comitê da agência mundial decidiu banir por quatro anos o país por entender que a agência antidopagem russa não colaborou com as investigações. No ano passado, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) diminuiu a pena da Rússia para dois anos, após uma apelação. Com isso, a proibição termina em 16 de dezembro de 2022. Com a punição, a Rússia não pode ser representada em nenhuma competição internacional. Os atletas do país não podem competir com o nome, bandeira e nem o hino nacional russo pode ser tocado em caso de vitória. Porém, conforme orientação do COI, eles são autorizados a utilizar uniformes com as cores do seu país, vermelho, branco e azul. https://exame.com/noticias-sobre/olimpiada-2021/ https://exame.com/noticias-sobre/russia/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 89 Sede da última Copa do Mundo, a Rússia também fica proibida de sediar eventos esportivos internacionais durante o período. Seus dirigentes esportivos não podem frequentar tais eventos. A Rússia, que no passado reconheceu falhas em sua implementação de políticas antidoping, nega ter administrado um programa de doping patrocinado pelo estado. Com a bandeira da Rússia ou não, os atletas estão fazendo bonito em Tóquio. A seleção feminina de ginástica conquistou o ouro por equipes pela primeira vez desde a vitória da equipe da Comunidade dos Estados Independentes nos Jogos de Barcelona em 1992. Fonte: https://exame.com/casual/por-que-a-russia-foi-banida-da-olimpiada-2021-e-o-que-e-roc/ https://exame.com/casual/por-que-a-russia-foi-banida-da-olimpiada-2021-e-o-que-e-roc/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 90 CAPÍTULO 10 CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DOS PRINCIIOS E DIRETRIZES Olá alunos (as), nesse capítulo vamos literalmente falar dos artigos referentes à RESOLUÇÃO CONFEF nº 307/2015, onde dispões sobre nosso código de ética, e vamos mostrar todos os artigos e sua aplicabilidade com exemplos na nossa prática profissional. Para iniciarmos vamos debater os capítulos I e II, dos artigos 1º ao 5º, seguem aqui em nosso livro, mas o código inteiro está em nossos primeiros capítulos ou mesmo no site do CONFEF. CAPÍTULOI Disposições Gerais Art. 1º - O exercício da profissão exige do Profissional de Educação Física conduta compatível com os preceitos da Lei nº. 9.696/1998, do Estatuto do CONFEF, deste Código, de outras normas expedidas pelo Sistema CONFEF/CREFs e com os demais princípios da moral individual, social e profissional. Parágrafo Único - Este Código de Ética constitui-se em documento de referência para os Profissionais de Educação Física, no que se refere aos princípios e diretrizes para o exercício da profissão e aos direitos e deveres dos beneficiários das ações e dos destinatários das intervenções. Art. 2º - Para os efeitos deste Código, considera-se: I - beneficiário, o indivíduo ou instituição que utilize os serviços do Profissional de Educação Física; II - destinatário, o Profissional de Educação Física. Art. 3º - O Sistema CONFEF/CREFs reconhece como Profissional de Educação Física, o profissional identificado consoante as características da atividade que desempenha nos campos estabelecidos da profissão. (CONFEF,2015) ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 91 Nesse capítulo em seu artigo 1º, o código faz uma ressalva que esse documento é compatível com a Lei nº. 9.696/1998, que trata da regulamentação da educação física, já também amplamente discutido em outros capítulos, que relembrando um dos seus artigos que a profissão capacitada e autorizada por lei para atuar com atividades físicas nos âmbitos esportivos, escolar, ginástica, saúde lazer é o profissional e educação física. Imagem O Discóbolo de Mirón foi escolhido como símbolo da Educação Física por representar a força e o dinamismo característicos dessa profissão. Fonte: https://www.wikiart.org/pt/ancient-greek-painting/discobolus-after-myron--450 No artigo 2º refere-se ao destino e consequência do código ética do profissional de educação física, ou seja , refere se ao beneficiário a pessoa cliente/aluno que pode usar do instrumento código de ética para obtenção e direitosprestados pelos profissionais de educação física, esse código também atende as instituições que utiliza dos serviços prestados do profissional e educação física, por exemplo escolas, academias, clubes, hotéis, clínicas, equipes esportivas ou seja instituições onde pode atuar um profissional de educação física. https://www.wikiart.org/pt/ancient-greek-painting/discobolus-after-myron--450 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 92 Imagem que ilustra locais de atuação do profissional e educação física Fonte: https://canaldoensino.com.br/blog/onde-o-professor-de-educacao-fisica-pode-atuar Seguindo ainda pelo artigo 2º em seu item II, o código trás o destinatário que é o profissional de educação física ou seja, o objeto do código de ética é a atuação dos profissionais de educação física, pois foi construído com base além de algumas resoluções internacionais, como os direitos humanos e da cultura e a agenda 21 através da experiência prática de atuação na educação física. Para finalizar o capítulo I do nosso código de ética em seu artigo 3º, reconhece mis uma vez o sistema CONFEF/CREF que o profissional de educação física concorda com a atividade que desempenha nos campos estabelecidos da profissão, assim ratifica mais uma vez a força de nosso conselho de classe e a força do profissional de educação física. Imagem ilustra o sistema CONFEF/CREF Fonte: https://www.confef.org.br/confef/ https://canaldoensino.com.br/blog/onde-o-professor-de-educacao-fisica-pode-atuar https://www.confef.org.br/confef/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 93 Agora dando procedimento aos artigos de nosso código de ética vamos debater o capítulo II dos princípios e diretrizes que engloba os artigos 4º e 5º. CAPÍTULO II Dos Princípios e Diretrizes Art. 4º - O exercício profissional em Educação Física pautar-se-á pelos seguintes princípios: I - o respeito à vida, à dignidade, à integridade e aos direitos do indivíduo; II - a responsabilidade social; III - a ausência de discriminação ou preconceito de qualquer natureza; IV - o respeito à ética nas diversas atividades profissionais; V - a valorização da identidade profissional no campo das atividades físicas, esportivas e similares; VI - a sustentabilidade do meio ambiente; VII - a prestação, sempre, do melhor serviço a um número cada vez maior de pessoas, com competência, responsabilidade e honestidade; VIII - a atuação dentro das especificidades do seu campo e área do conhecimento, no sentido da educação e desenvolvimento das potencialidades humanas, daqueles aos quais presta serviços. Art. 5º - São diretrizes para a atuação dos órgãos integrantes do Sistema CONFEF/CREFs e para o desempenho da atividade profissional em Educação Física: I - comprometimento com a preservação da saúde do indivíduo e da coletividade, e com o desenvolvimento físico, intelectual, cultural e social do beneficiário de sua ação; II - aperfeiçoamento técnico, científico, ético e moral dos Profissionais registrados no Sistema CONFEF/CREFs; III - transparência em suas ações e decisões, garantida por meio do pleno acesso dos beneficiários e destinatários às informações relacionadas ao exercício de sua competência legal e regimental; IV - autonomia no exercício da profissão, respeitados os preceitos legais e éticos e os princípios da bioética; V - priorização do compromisso ético para com a sociedade, cujo interesse será colocado acima de qualquer outro, sobretudo do de natureza corporativista; VI - integração com o trabalho de profissionais de outras áreas, baseada no respeito, na liberdade e independência profissional de cada um e na defesa do interesse e do bem-estar dos seus beneficiários. (CONFEF, 2015). Nesse capítulo II, vamos tratar dos princípios para o exercício profissional da educação física, alguns deles já discutido e embasado nas aulas anteriores. O princípio I ´baseado no documento universal dos direitos humanos, onde trata do respeito à ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 94 dignidade e individualidade; os princípios II e III fala do papel social e com relação a ausência de discriminação e preconceito também previsto nos princípios dos direitos humanos; o princípios III, IV e VIII relatam a questão do trabalho multiprofissional, a valorização da profissão de educação física, e desenvolvimento das potencialidades nas áreas de conhecimento. E finalizamos o princípio VI que trata de sustentabilidade e meio ambiente baseado no documento agenda 21. Imagem ilustra o objeto dos princípios no código de ética do profissional e educação física Fonte: https://andreportovix.jusbrasil.com.br/artigos/623865940/principios-da-administracao-publica Para finalizar o capítulo II do código de ética do profissional de educação física vamos refletir sobre o artigo 5ºque vai trazer as diretrizes para atuação do sistema CONFEF/CREFs no desempenho da atividade profissional, A primeira diretriz ressalta o comprometimento com a vida, a preservação da saúde, onde o profissional de educação física deve desenvolver em alunos /clientes além das questões físicas mas também a questão intelectual, cultural e social, pois como já dissemos o profissional e educação física quando atua na área de saúde e educação tem que ter uma visão ampliada de seus alunos/clientes pois cada um é um “pacote” cultural. A segunda diretriz reforça o papel do profissional sempre procurar se atualizar tecnicamente quanto cientificamente, para que sua prática profissional esteja sempre atualizada com a moderna da sociedade atual. A terceira diretriz retrata a questão da transparência das minhas intervenções realizadas na minha prática profissional onde o destinatário deve receber toda as https://andreportovix.jusbrasil.com.br/artigos/623865940/principios-da-administracao-publica ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 95 informações sobre minhas condutas com elação ao treinamento daquele individual, podendo questionar, mas sempre pautada na competência. A quarta diretriz fala sobre a autonomia no exercício da profissão, obviamente pautada na ciência, no conhecimento técnico e na ética. A quinta diretriz mostra o compromisso com a sociedade e tudo que relatamos, mesmo que para isso eu passe por cima do interesse corporativista. E a ultima diretriz trata do respeito com os demais profissionais que se relacionam com a educação física, baseado no respeito e principalmente na liberdade e independência do profissional. Imagem mostra diretrizes da educação física Fonte: https://blog.portabilis.com.br/diretrizes-curriculares-do-ensino-fundamental/ ISTO ESTÁ NA REDE Profissionais de educação física de SP podem aconselhar uso de suplementos O Conselho Regional de Educação Física de São Paulo (4ª Região) reconheceu que o profissional do setor tem formação para “aconselhar, informar e esclarecer” praticantes de exercícios físicos sobre uso de suplementos alimentares. A aplicação da medida é válida apenas para o estado de São Paulo. O reconhecimento vale somente para suplementos que estejam “exclusivamente relacionados” a esse tipo de prática, conforme descrito na Resolução nº 151, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12 ). Segundo a resolução, o profissional de educação física com formação em bacharelado ou licenciatura/bacharelado tem a formação exigida para aconselhar, informar e esclarecer sobre a área de suplementos alimentares. De acordo com https://blog.portabilis.com.br/diretrizes-curriculares-do-ensino-fundamental/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 96 a resolução, informações e esclarecimentos sobre suplementos alimentares exigem “pleno conhecimento técnico do assunto”, e cabe ao profissional ter responsabilidade ética, civil e criminal quanto aos efeitos dos suplementos na saúde dos praticantes. O texto diz também que é vedado a esses profissionais“prestar qualquer aconselhamento, informação ou esclarecimento” sobre produtos que usem via de administração que não seja a oral, bem como de medicamentos ou produtos que incluam em sua fórmula substâncias que não atendam às exigências para produção e comercialização regulamentadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “O aconselhamento e incentivo ao uso dos recursos ergogênicos farmacológicos por profissional de educação física representa infração ética e pode caracterizar crime contra a saúde pública”, informa a resolução, ao informar que não faz parte das atribuições desses profissionais qualquer proposição ou planejamento de dieta e plano alimentar. Nesse sentido, diz ainda a resolução, o que pode ser feito pelo profissional de educação física é apenas indicar um “profissional habilitado” para a elaboração de dieta ou plano alimentar. Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/07/12/sp-profissional-de-educacao-fisica-pode-aconselhar-uso-de-suplementos.htm https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/07/12/sp-profissional-de-educacao-fisica-pode-aconselhar-uso-de-suplementos.htm ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 97 CAPÍTULO 11 CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO III DAS RESPONSABILIDADES E DEVERES, ARTIGO 6º Olá alunos (as) nessa aula vamos dar continuidade aos comentários dos artigos do nosso código de ética, agora vamos tratar do capítulo III onde trata das responsabilidade e deveres. CAPÍTULO III Das Responsabilidades e Deveres Art. 6º – São responsabilidades e deveres do Profissional de Educação Física: I – promover a Educação Física no sentido de que se constitua em meio efetivo para a conquista de um estilo de vida ativo dos seus beneficiários, através de uma educação efetiva, para promoção da saúde e ocupação saudável do tempo de lazer; II – zelar pelo prestígio da profissão, pela dignidade do Profissional e pelo aperfeiçoamento de suas instituições; III – assegurar a seus beneficiários um serviço profissional seguro, competente e atualizado, prestado com o máximo de seu conhecimento, habilidade e experiência; IV – elaborar o programa de atividades do beneficiário em função de suas condições gerais de saúde; V – oferecer a seu beneficiário, de preferência por escrito, uma orientação segura sobre a execução das atividades e dos exercícios recomendados; VI – manter o beneficiário informado sobre eventuais circunstâncias adversas que possam influenciar o desenvolvimento do trabalho que lhe será prestado; VII – renunciar às suas funções, tão logo se verifique falta de confiança por parte do beneficiário, zelando para que os interesses do mesmo não sejam prejudicados e evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia; ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 98 VIII – manter-se informado sobre pesquisas e descobertas técnicas, científicas e culturais com o objetivo de prestar melhores serviços e contribuir para o desenvolvimento da profissão; IX – avaliar criteriosamente sua competência técnica e legal, e somente aceitar encargos quando se julgar capaz de apresentar desempenho seguro para si e para seus beneficiários; X – zelar pela sua competência exclusiva na prestação dos serviços a seu encargo; XI – promover e facilitar o aperfeiçoamento técnico, científico e cultural das pessoas sob sua orientação profissional; XII – manter-se atualizado quanto aos conhecimentos técnicos, científicos e culturais; XIII – guardar sigilo sobre fato ou informação de que tiver conhecimento em decorrência do exercício da profissão, admitindo- se a exceção somente por determinação judicial ou quando o fato for imprescindível como única forma de defesa perante o Tribunal de Ética do Sistema CONFEF/CREFs; XIV – responsabilizar-se por falta cometida no exercício de suas atividades profissionais, independentemente de ter sido praticada individualmente ou em equipe; XV – cumprir e fazer cumprir os preceitos éticos e legais da profissão; XVI – emitir parecer técnico sobre questões pertinentes a seu campo profissional, respeitando os princípios deste Código, os preceitos legais e o interesse público; XVII – comunicar formalmente ao Sistema CONFEF/CREFs fatos que envolvam recusa ou demissão de cargo, função ou emprego motivados pelo respeito à lei e à ética no exercício da profissão; XVIII – apresentar-se adequadamente trajado para o exercício profissional, conforme o local de atuação e a atividade a ser desempenhada; XIX – respeitar e fazer respeitar o ambiente de trabalho; XX – promover o uso adequado dos materiais e equipamentos específicos para a prática da Educação Física; XXI – manter-se em dia com as obrigações estabelecidas no Estatuto do CONFEF. XXII – portar e utilizar a Cédula de Identidade Profissional – CIP como documento identificador do pleno direito ao exercício profissional, observando, imperiosamente, o período de vigência do referido documento (CONFEF, 2015) No artigo 6º vamos tratar as responsabilidades do profissional de Educação Física, em seu item I relata o que falamos em vários momentos da responsabilidade do profissional e educação física, promover saúde e um estilo de vida saudáveis em seus alunos/clientes, refletindo na melhora da qualidade de vida, pois a prática regular de exercícios físicos é um dos pilares do estilo saudável. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 99 Imagem representa etilo de vida saudável Fonte: https://www.lizankamarinheiro.com/medicina-de-estilo-de-vida-o-que-e/ Na responsabilidade II fala em prestigiar a profissão de educação física, zelando pela dignidade do profissional e pela melhoria do trabalha na área nas instituições onde demanda educação física. Na III responsabilidade fala o que a carta aberta aos brasileiros da educação física disse sobre a excelência do trabalho do profissional de educação física, pautado na competência, segurança e atualização do profissional. Imagem ilustra competência Fonte: https://www.blbbrasil.com.br/blog/conheca-a-diferenca-entre-habilidade-e-competencia/ https://www.lizankamarinheiro.com/medicina-de-estilo-de-vida-o-que-e/ https://www.blbbrasil.com.br/blog/conheca-a-diferenca-entre-habilidade-e-competencia/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 100 A responsabilidade IV, é uma das mais importantes, pois prescrever exercício físico não é uma ciência simples, e através de avaliações, trabalhos multiprofissionais a prescrição deve ser individualizada de acordo com as condições de cada uma, porque conforme o princípio de treinamento da individualidade biológica, cada ser é único e indivisível, isso é a base da educação física, pois sem esse princípio já teríamos sido substituídos por aplicativos de celulares. Imagem ilustra a individualidade biológica Fonte: https://revistafoco.com.br/corpo-e-mente/individualidade-biologica-por-que-e-importante-conhecer-seu-corpo/ Dando continuidade as responsabilidades do profissional e educação física, vamos discutir os itens V e VI em conjunto pois, ambos falam da informação ao meu cliente sobre seu programa de treinamento, ou seja eu dialogar e até mesmo enviar por escrito o que vou fazer, como e qual o objetivo, e as possíveis circunstâncias adversas que pode acontecer e qual será minha ação, podemos fazer uma comparação com uma consulta ao médica, o profissional te examina e faz um diagnóstico e prescreve uma receita por exemplo para uso de medicamentos, na educação física devo seguir esses passos, avaliar, prescrever e dialogar com seu aluno. Imagem ilustra o diálogo profissional Fonte: http://www.vidaeaprendizado.com.br/artigo.php?id=728 https://revistafoco.com.br/corpo-e-mente/individualidade-biologica-por-que-e-importante-conhecer-seu-corpo/ http://www.vidaeaprendizado.com.br/artigo.php?id=728 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA |101 Quando existe a falta de confiança entre o beneficiário e o profissional de educação física, é necessária renunciar as funções s através de um dialogo aberto e claro para não ter prejuízos futuros apara ambos as partes isso relata a VII responsabilidade. A responsabilidade VIII, se confunde com a que trata de se manter atualizado tecnicamente, pois com o avanço da ciência novas técnicas e modelos surgem a cada momento com uso de tecnologias. Imagem ilustra tecnologia no movimento humano Fonte: http://eficienciaespecial.blogspot.com/2014/06/jovem-paraplegico-usa-exoesqueleto-e.html Na próxima responsabilidade de número IX, retrata que tenho que ter segurança para atuar em determinada área da educação física, pois logo quando saímos da graduação temos um amplo campo de atuação que vai desde um treinador de esportes competitivos até um recreador em um hotel, enfim existe várias opções para o profissional de educação física, assim devemos nos especializar na área que vamos atuar. Imagem ilustra várias áreas de atuação do profissional e educação física Fonte: https://ead.unifacvest.edu.br/faculdade-de-educacao-fisica-a-distancia-ead/430 http://eficienciaespecial.blogspot.com/2014/06/jovem-paraplegico-usa-exoesqueleto-e.html https://ead.unifacvest.edu.br/faculdade-de-educacao-fisica-a-distancia-ead/430 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 102 Nas responsabilidades listadas X, XI e XII relata a importância de me manter atualizado profissionalmente e trás também a questão cultural, pois o profissional que vaia atuar na escola também é um provedor de cultura. A responsabilidade XIII trata da questão do sigilo sobre informações do meu cliente/ aluno, pois o mesmo deve ter um prontuário onde devo anotar todas as questões pertinentes aquele individuo é deve ter usos apenas profissional e restrito a você. Nos itens XIV, XV e XVI trata principalmente sobre a responsabilidade de sua prática individual ou equipe, cumprir os preceitos de nosso código de ética e emitir pareceres técnicos de seu campo de atuação. A responsabilidade XVII trata de um dos papeis do Sistema CONFEF/CREFs que é da proteção ao profissional de educação física, de respaldar sua atuação e comunicar as instituições que por ventura não atende esses pareceres As responsabilidades finais do artigo 6º, as de número XVII, XIX, XX, XXI e XXII, trata especificamente da postura no ambiente de trabalho em relação: Roupa e vestimenta do profissional de educação física Respeitar o ambiente de trabalho Usar e zelar os matérias da educação física Usar a cédula de identidade profissional e manter suas obrigações junto ao CREF local. Imagem de nossa cédula de identidade profissional Fonte: https://dlnews.com.br/noticias?id=9430/conselho-regional-de-ed.-fisica-cobra-r$-5-mil-de-profissional-descredenciado-desde-2011- https://dlnews.com.br/noticias?id=9430/conselho-regional-de-ed.-fisica-cobra-r$-5-mil-de-profissional-descredenciado-desde-2011- ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 103 ISTO ESTÁ NA REDE Como a tecnologia no futebol auxilia atletas e clubes O avanço tecnológico está presente em nossas vidas há décadas e vem cada vez mais contribuindo para muitos aspectos. Isso tanto para pessoas, empresas quanto profissionais de todos os nichos e no futebol não é diferente. A tecnologia está cada vez mais auxiliando atletas e clubes, de forma a melhorar o desempenho das funções e até de jogadas. Confira abaixo como as ferramentas tecnológicas melhoram a performance geral da equipe e do esporte em si! Tecnologia no futebol e a transformação do esporte 1. Facilidade para técnicos Outro ponto fundamental da tecnologia aplicada no futebol são as facilidades que traz para os técnicos. Entre elas está o fato de que os profissionais podem contar com a ajuda digital para ter em mãos uma enorme quantidade de dados. Estes podem trazer informações sobre seus jogadores, treinos, adversários e outros. Sendo essas informações muito importantes, inclusive, durante as partidas. Além disso, o programa PDFelement, da Wondershare, é uma alternativa econômica para criar arquivos PDF. Ele permite dividir o PDF em páginas, o que facilita a inclusão e leitura das informações de forma mais dinâmica. Sem contar que ele vem equipado com ferramentas profissionais, inclusive o leitor PDFelement permite acessar vários livros sobre futebol. Isso facilita o acesso a informações exclusivas, complementando ainda mais o material. Assim, o técnico pode deixar o arquivo mais robusto e preparar melhor o seu time. 2. Materiais para os jogadores Pode não parecer, mas desde as chuteiras a camisetas que os atletas usam, a tecnologia está presente. Para entender, basta considerar como os materiais e equipamentos para os jogadores de futebol eram utilizados há um tempo. Ambos sofreram melhorias com o passar do tempo e isso se dá pela tecnologia aplicada. Por exemplo, a chuteira conta com travas, formatos mais anatômicos e até mesmo absorção melhor de impactos. A bola também é outro exemplo importante, já que as atuais foram desenvolvidas para absorver menos água. Além disso, são mais resistentes às condições climáticas, durante por um tempo maior mesmo em temperaturas e campos em péssimas condições. 3. Tira-teima Embora seja uma tecnologia mais antiga, vale destacar que vem evoluindo nos últimos anos. Basta assistir aos vídeos de futebol de anos atrás e comparar com os mais atuais. https://pdf.wondershare.com.br/how-to/create-pdf.html https://www.zoom.com.br/chuteiras/deumzoom/trava-de-chuteira ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 104 Assim, perceber que esse recurso utilizado pelos comentaristas conta hoje com maior digitalização e virtualização. Com isso é possível analisar de forma mais criteriosa sobre os acontecimentos, como impedimento, distância e velocidade da bola, entre outros. 4. Avaliação de desempenho A tecnologia no futebol também está presente para facilitar a equipe técnica, trazendo maior facilidade e benefícios para os atletas e clubes. Por meio dela é possível coletar dados que demonstram o que os jogadores estão fazendo em campo. Assim, o técnico poderá avaliar se o jogador deve melhorar em determinados pontos e também quem fará parte do time titular ou reserva. Além disso, por meio da tecnologia ele também realiza testes nos atletas. Ou seja, por meio de aparelhos de medição é possível realizá-los, inclusive com os jogadores durante a partida. No geral, a tecnologia contribui muito para melhor avaliação de desempenho, especialmente dos adversários. 5. Análise das jogadas dos adversários Outro ponto muito importante que a tecnologia traz para o mundo do futebol é entender como o adversário joga. Por meio das informações certas é possível se preparar melhor para cada jogada. Para isso, a coleta de dados é essencial e com a ajuda da tecnologia a equipe técnica pode inserir as informações e analisá-las em softwares específicos para essa avaliação. Estes geram gráficos, tabelas e outros que são muito importantes nessa análise. Além disso, a tecnologia permite que o treinador faça uso de técnicas mais simples, como imagens e vídeos das principais partidas enfrentadas pelo time adversário. Assim, ele poderá estudar e decorar posicionamentos, jogadas e até como cada jogador se comporta em campo. Fonte: https://www.gazetaesportiva.com/institucional/como-a-tecnologia-no-futebol-auxilia-atletas-e-clubes/ https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/01/25/software-avalia-desempenho-de-atleta-em-jogo-de-futebol https://www.gazetaesportiva.com/institucional/como-a-tecnologia-no-futebol-auxilia-atletas-e-clubes/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 105 CAPÍTULO 12 CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO III DAS RESPONSABILIDADES E DEVERES, ARTIGO 7º, 8º E 9º. Olá alunos (as) nessa aula vamos dar continuidade aos comentáriosdos artigos do nosso código de ética, agora continuaremos a tratar do capítulo III que fala das responsabilidade e deveres em seus artigos 7º, 8º e 9º. Para iniciarmos a discussão vamos tratar exclusivamente do artigo 7º onde trata daquilo que é vedado no desempenho da função e profissional e educação física. CAPÍTULO III Das Responsabilidades e Deveres Art. 7º - No desempenho das suas funções é vedado ao Profissional de Educação Física: I - contratar, direta ou indiretamente, serviços que possam acarretar danos morais para si próprio ou para seu beneficiário, ou desprestígio para a categoria profissional; II - auferir proventos que não decorram exclusivamente da prática correta e honesta de sua atividade profissional; III - assinar documento ou relatório elaborado por terceiros, sem sua orientação, supervisão ou fiscalização; IV - exercer a profissão quando impedido, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício por pessoa não habilitada ou impedida; V - concorrer, no exercício da profissão, para a realização de ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la; VI - prejudicar, culposa ou dolosamente, interesse a ele confiado; VII - interromper a prestação de serviços sem justa causa e sem notificação prévia ao beneficiário; VIII - transferir, para pessoa não habilitada ou impedida, a responsabilidade por ele assumida pela prestação de serviços profissionais; IX - aproveitar-se das situações decorrentes do relacionamento com seus beneficiários para obter, indevidamente, vantagem de natureza física, emocional, financeira ou qualquer outra; X – incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional; XI – fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para registro no Sistema CONFEF/CREFs. XII - vincular o seu nome e/ou registro a atividades de cunho manifestamente duvidoso. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 106 As funções vedadas I e II tratam exclusivamente no profissional em obter lucro, ou contratar diretamente serviços que podem acarretar danos a si ou aos beneficiários, um exemplo claro disso podemos citar o exemplo do profissional que oferece e comercializa anabolizantes e ainda usa desse artificio em seus clientes tendo proventos sem nem pensar com o compromisso da saúde de seu cliente. Imagem ilustra um anabolizante amplamente usado de maneira indiscriminada winstrol Fonte: https://planetadocorpo.com/winstrol-estanozolol/ Nas próximas vedações separei as de número II, IV e V que trata que fala da conduta ilegal na sua prática profissional, exemplo assinar um relatório elaborado por terceiros, como dissemos várias vezes somos uma das profissões da saúde e o comprometimento com o bem estar do meu cliente/aluno é fundamental na minha prática profissional, nessa vedação fala também em exercer o profissão quando impedido, ou facilitar por qualquer meio uma pessoa não habilitada, está descumprindo o motivo raiz da criação do sistema CONFEF/CREFs que é a regulamentação da atividade de educação física. Ainda discutindo o artigo 7º em suas vedação VI, VII e VIII, trata da interrupção da prestação e serviço, sem aviso prévio, prejudicando o cliente/aluno, ou transferir para uma pessoa não habilitada os serviço que foi contratado, um exemplo é um dono de academia devidamente graduado e inscrito no CREF local, deixa um amigo que treina a anos em sua academia atuar como personal trainner. Ainda nas vedações uma das maias importantes e pertinentes ao trabalho do profissional d educação física é de número IX, que fala em aproveitar de seu cliente decorrente de seu relacionamento profissional seja, obter vantagem financeira, emocional e outras, olha um exemplo clássico o profissional se é que podemos chamar disso aproveita de seu relacionamento profissional para tentar uma vantagem na questão amorosa com sua cliente/aluna, https://planetadocorpo.com/winstrol-estanozolol/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 107 Imagem ilustra uma conduta onde o profissional assedia a cliente Fonte: https://portaldourubui.com/2019/01/27/assedio-nas-academias-um-crime-que-acontece-diariamente-em-manaus/ Finalizando o artigo 7º vamos falar da incompetência profissional, onde a pessoa insiste em seu erro, sem procurar uma resposta cientifica e técnica ao seu cliente, e finalizamos com aa ultima vedação trata dos usos de documentos falsos para inscrições no Sistema CONFF/CREFs. Agora vamos começar o debate ao artigo 8º, que trata do relacionamento com os colegas de profissão, nos diversos espaços onde pode atuar o profissional de educação física, sendo vedado atitudes. CAPÍTULO III Das Responsabilidades e Deveres ‘Art. 8º - No relacionamento com os colegas de profissão, com outros profissionais nos diversos espaços de atuação profissional, a conduta do Profissional de Educação Física será pautada pelos princípios de consideração, apreço e solidariedade, em consonância com os postulados de harmonia da categoria profissional, sendo-lhe vedado: I - fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras a colegas de profissão, ou a outros profissionais nos diversos espaços de atuação profissional; II - aceitar encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão, desde que permaneçam as mesmas condições originais; III - apropriar-se de trabalho, iniciativa ou solução encontrados por terceiros, apresentando-os como próprios; IV - provocar desentendimento com colega que venha o substituir no exercício profissional; V - pactuar, em nome do espírito de solidariedade, com erro ou atos infringentes das normas éticas ou legais que regem a profissão. https://portaldourubui.com/2019/01/27/assedio-nas-academias-um-crime-que-acontece-diariamente-em-manaus/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 108 A primeira vedação trata de comentários maldosos e desabonadores sobre o colega de profissão uma atitude antiética e prejudicial ao ambiente de trabalho. Imagem ilustra no ambiente profissional a sua postura Fonte: https://www.tuacarreira.com/etica-profissional/ Na próxima vedação II vai tratar de quando substituir um colega de profissão seja por qual motivo for devo manter sempre uma postura clara e jamais criticar com comentários maldosos meu colega. Na vedação III fala da apropriação de inciativa, condutas de terceiros como e fosse sua, um exemplo quando escrevo algo um artigo cientifico e copio da internet de algum autor sem fazer sua devida citação isso é plágio é crime. Imagem ilustra plágio na literatura cientifica Fonte: https://blog.contentools.com.br/marketing-de-conteudo/a-traducao-de-um-conteudo-e-considerada-plagio/ https://www.tuacarreira.com/etica-profissional/ https://blog.contentools.com.br/marketing-de-conteudo/a-traducao-de-um-conteudo-e-considerada-plagio/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 109 Na vedação IV trata de manter sempre um clima de cordialidade e harmonia no ambiente de trabalho, com uso daquele bordão “ninguém precisa ser amigo de ninguém, mas todos temos que nos respeitar”. Finalizando o artigo 8º a vedação V, eu fazer “vistas grossas”, ou seja, pactuar com a erro de normas éticas de meus colegas, estou sendo tão errado quanto ele por não denunciar ao CREFs local. Para finalizar nosso capítulo III de nosso código de ética profissional, vamos debater o artigo 9º que trata do relacionamento com os órgãos e entidades representativos da categoria e da classe, o Profissional de Educação Física , normas de conduta. CAPÍTULO III Das Responsabilidades e Deveres Art. 9º - No relacionamento com os órgãos e entidades representativos da categoria e da classe, o Profissional de Educação Física observará as seguintes normas de conduta: I - exercer com interesse e dedicação o cargo de dirigente de entidades de classe que lhe seja oferecido, podendo escusar-se de fazê-lo mediante justificaçãofundamentada; II - jamais se utilizar de posição ocupada na direção de entidade de classe em benefício próprio, diretamente ou através de outra pessoa; III - denunciar aos órgãos competentes as irregularidades no exercício da profissão ou na administração das entidades de classe de que tomar conhecimento; IV - auxiliar a fiscalização do exercício Profissional; V - zelar pelo cumprimento deste Código; VI - não formular, junto a beneficiários e estranhos, mau juízo das entidades de classe ou de Profissionais não presentes, nem atribuir seus erros ou as dificuldades que encontrar no exercício da Profissão à incompetência e desacertos daqueles; VII - acatar as deliberações emanadas do Sistema CONFEF/CREFs; VIII - manter-se em dia com as obrigações legais e pecuniárias relativas ao exercício profissional estabelecidas pelo Conselho Regional de Educação Física – CREF no qual tenha registro. Neste artigo final do capítulo III, vamos tratar do profissional que poderá ocupar função ou cargo em entidades representativas de categoria, ou seja, aqueles profissionais que vão atuar em funções junto aos CREFs dos estados, sendo eles fiscais, auditores enfim tendo que se enquadrar em normas e conduta onde a conduta I fala que o profissional que assumir função na entidade de classe (CREFs) deve fazer com dedicação e interesse ao bem de nossa profissão. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 110 Imagem mostra fiscalização do CREFs. Fonte: https://cref10.org.br/site/exibir.php?id=480 As condutas II e III trata do profissional tirar vantagem do cargo que ocupa no CREFs, seja essa vantagem em qualquer espécie podendo ser financeira por exemplo, denunciar de forma como rege a lei as irregularidades cometidas pelos profissionais e ou pelos estabelecimentos que ocorreram isso, vje uma possibilidade de desvio dessa conduta, um fiscal que não atua um profissional não habilitado em troca de dinheiro ou seja propina isso além ser uma conduta errada perante ao código de ética é um crime. As condutas de IV a VIII que finalizam esse artigo trata do papel de zelar pelo cumprimento do código de ética, pois esse é instrumento legal que norteia a prática do profissional e educação física, não formular mau juízo dos atuados pois esse não é sua função e sim fiscalizadora embasado no código, aceitando as deliberação propostas pelo CREF, e manter me dia suas obrigações peculiares junto ao CREF onde esteja inscrito. Finalizamos mais uma parte de nosso código de ética, e daremos seguimento a discussão dos artigos no próximos capítulos. https://cref10.org.br/site/exibir.php?id=480 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 111 ISTO ESTÁ NA REDE Jovem flagra em vídeo assédio em academia, e personal trainer é demitido Uma jovem chamada Fern Villaceran gravou o momento em que foi assediada por um instrutor de ginástica, em uma academia nas Filipinas. A tiktoker de 22 anos compartilhou o assédio em seu perfil na rede social, e o flagra resultou na demissão do personal trainer que a acompanhava. Fern enfatizou que não foi a primeira vez que o homem havia tocado seu corpo sem sua permissão, por isso decidiu colocar uma câmera escondida para flagrar o ato. Na filmagem, é possível ver a jovem levantando pesos de frente para uma parede quando, de repente, o assediador, que usa um colete azul, aparece na cena e lhe apalpa nos quadris. Em seguida, ele sai rapidamente. Na legenda do vídeo, agora com mais de 5 milhões de visualizações, Fern escreveu: “Esse idiota toca meu traseiro, ele não sabia que eu estava filmando. Pego em 4k”, afirmou ela, referindo-se à qualidade da imagem, em alta definição. Após as imagens viralizarem na plataforma de vídeos, Fern informou que a academia a procurou e questionou a razão pela qual não havia feito uma reclamação formal. Depois disso, na segunda-feira (6), o estabelecimento informou a demissão do instrutor. Fonte: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2021/06/10/jovem-grava-momento-em-que-e-assediada-na-academia-e-viraliza-no- tiktok.htm https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2021/06/10/jovem-grava-momento-em-que-e-assediada-na-academia-e-viraliza-no-tiktok.htm https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2021/06/10/jovem-grava-momento-em-que-e-assediada-na-academia-e-viraliza-no-tiktok.htm ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 112 CAPÍTULO 13 CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO IV DOS DIREITOS E BENEFÍCIOS Olá alunos (as) nessa aula vamos dar continuidade aos comentários dos artigos do nosso código de ética, agora vamos tratar do capítulo IV que fala sobre os direitos e benefícios do profissional de educação física, esse referido capítulo é composto dos artigos 10º e 11º. Para iniciarmos a discussão vamos tratar exclusivamente do artigo 10º onde trata dos direitos do profissional e educação física. CAPÍTULOIV Dos Direitos e Benefícios Art. 10 - São direitos do Profissional de Educação Física: I - exercer a Profissão sem ser discriminado por questões de religião, raça, sexo, idade, opinião política, cor, orientação sexual ou de qualquer outra natureza; II - recorrer ao Conselho Regional de Educação Física, quando impedido de cumprir a lei ou este Código, no exercício da profissão; III - requerer desagravo público ao Conselho Regional de Educação Física sempre que se sentir atingido em sua dignidade profissional; IV - recusar a adoção de medida ou o exercício de atividade profissional contrários aos ditames de sua consciência ética, ainda que permitidos por lei; V - participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, principalmente na busca de aprimoramento técnico, científico e ético; VI - apontar falhas e/ou irregularidades nos regulamentos e normas, formalmente, por escrito, aos gestores de eventos e de instituições que oferecem serviços no campo da Educação Física quando os julgar tecnicamente incompatíveis com a dignidade da profissão e com este Código ou prejudiciais aos beneficiários; VII - receber salários ou honorários pelo seu trabalho profissional. Parágrafo Único - As falhas e/ou irregularidades apontadas de acordo com o inciso VI deste artigo, quando não atendidas, deverão ser transformadas em denúncia que será formulada ao CREF, por escrito. (CONFEF, 2015) ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 113 Como dissemos o artigo 10º é se refere a questão da discriminação pra qualquer questão, isso literalmente é um trecho da Declaração dos Direitos Humanos, declaração essa expedida pela ONU (Organização das Nações Unidas) de relevância mundial como o documento que garante os direitos das pessoas, e documento base para construção e nosso código de ética. Imagem ilustra a Declaração dos Direitos Humanos Fonte: https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=395144 Os direitos II e III do artigo 10, tratam de quando o profissional e educação física em exercício de sua profissão sentir sua dignidade profissional atingida, deve recorrer ao CREF (Conselho Regional de Educação física) local para denunciar baseado nesse artigo do código e conduta ética, posso dar um exemplo claro de discriminação no caso a discriminação racial onde um profissional tem seus direitos vedados de atuar por exemplo em um clube de futebol por causa de sua cor por exemplo, além de denunciar ao código de ética de nossa profissão deve fazer uma denúncia crime de racismo. Imagem ilustra a luta contra o racismo através do esporte Fonte: https://sportbuzz.uol.com.br/noticias/basquete/volta-da-nba-e-marcada-por-protestos-do-movimento-black-lives-matter.phtml https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=395144 https://sportbuzz.uol.com.br/noticias/basquete/volta-da-nba-e-marcada-por-protestos-do-movimento-black-lives-matter.phtml ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 114 Para continuarmos vamos agrupar os artigosIV, V e VI, onde resumidamente trata do direito do profissional participar de movimentos em defesa da dignidade, lutando para o aprimoramento técnico, cientifico e ético, e todos tem o direito de apontar falhas nas normas desse código junto ao CREF local, podendo também realizar por escrito. Finalizando esse artigo 10, vamos tratar do ultimo direito que fala em receber salários pelo seu trabalho profissional, ou seja, somos trabalhadores e devemos ser tratado como tal, por exemplo o valor de nossa hora aula é igual ao valor da hora aula pro exemplo do professor da disciplina de matemática, quando atuamos em academias temos um piso mínimo que garante um valor básico atualizado de acordo com sua região, assim aceitar valores muito menores que a média é uma atitude que denigre a imagem do profissional de educação física. Imagem ilustra o pagamento dos serviços prestados pelo profissional de educação física Fonte: https://www.remessaonline.com.br/blog/como-receber-por-servicos-prestados-ao-exterior/ ISTO ESTÁ NA REDE Educação Física escolar: principais formas de preconceito Introdução Ao abordarmos o tema “preconceito” dentro da Educação Física Escolar, deparamo- nos com um sério problema que abrange este meio. É extremamente difícil pensar em práticas pedagógicas inclusivas onde, pois o que existe hoje, é meramente excludente e pautado no preconceito em todas as suas formas, seja racial ou por qualquer tipo de diferença. Desta forma, acreditamos ser o preconceito o maior problema observado na prática escolar, principalmente na Educação Física, onde grande parte das questões é abordada de forma mais exposta e clara, sobretudo no que diz respeito às questões do corpo. Outro motivo é que, devido o preconceito ser fruto de padrões https://www.remessaonline.com.br/blog/como-receber-por-servicos-prestados-ao-exterior/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 115 estabelecidos pela sociedade, o corpo reflete a principal forma de manifestação deste, sendo que, especialmente na escola, muitos destes pensamentos são manifestados em forma de críticas, exclusões e humilhações. Neste sentido, pautando-se na diversidade humana e no discurso dominante da universalidade, constituiu-se uma contradição do contexto escolar onde, aqueles que fogem do padrão estabelecido são julgados como inferiores e incapazes. Desta forma, não se respeita às diferenças, mas sim, as julgam e punem aqueles que as possuem. Ao observarmos tal prática em um país onde as diferenças raciais são características nacionais, identificamos um problema de difícil resolução, pois estes valores já foram pré-estabelecidos e desta forma, criaram-se os pré-conceitos. Segundo Fischmann (1998), “tratar da discriminação religiosa e étnica é tratar da possibilidade da Paz” (p.961). Sendo a escola um sistema social onde os conceitos e pré-conceitos são passados de gerações a gerações, entendemos que ela é co- responsável pela formação de uma nova geração que, finalmente, possa respeitar as diferenças. Formas mais freqüentes de preconceito na escola Racismo Vivendo em sociedade, os seres humanos devem respeitar-se, uns aos outros. Todos possuem direitos, porém o direito de um cidadão não pode ultrapassar o direito de outro. Dallari (1998) afirma que, os direitos humanos no Brasil passaram a ser discutidos a partir da década de 1970, apesar dos desaparecimentos, das torturas e dos governos militares ainda imperarem naquela época. Desta forma, para que seja assegurada a dignidade da pessoa humana, faz-se necessário refletir sobre a teoria e a prática dos direitos humanos. Deste modo, vimos na escola o meio ideal para disseminar esta discussão e para colocá-la em prática, uma vez que é dentro desta instituição que estão estabelecidas as maiores formas de discriminação e preconceitos, principalmente o racial, que é algo muito palpável na sociedade brasileira, em razão desta ter como principal característica a diversidade étnica e racial. Segundo Rangel (2006), o racismo fere os direitos humanos, na medida em que discrimina a partir de uma classificação. Como a tendência do ser humano é classificar tudo que existe, atribuições de juízos de valores foram criadas e divididas em diferentes categorias. Assim, em nome destes juízos “nos damos o direito de desprezar ou hostilizar o outro”. No que se relaciona a escola, sabe-se que é muito mais difícil um indivíduo negro entrar e/ou permanecer na mesma do que uma pessoa branca ou, quando isto ocorre, este é geralmente submetido a críticas que o inferioriza de alguma forma. Tal prática na escola humilha e exclui aqueles que são submetidos à ela e assim, marginaliza aqueles que não se encaixam nos padrões impostos. Este fato é ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 116 comumente observado e, na maioria das vezes, aqueles que deveriam intervir, como professores e pedagogos, não sabem como fazê-lo ou, outras vezes são propagadores deste tipo de atitude, o que reforça e estimula o preconceito ao invés de intervir e combatê-lo. No âmbito da Educação Física Escolar este tipo de atitude é observado de forma mais freqüente, uma vez que o contato físico, proporcionado pela prática em ambientes externos estimula algumas manifestações que não são tão comuns dentro das salas de aula, pois neste ambiente o corpo é visto de forma livre e exposta do que em outras práticas escolares. Questões ligadas ao gênero Ao falarmos das relações de gênero, ou seja, das diferenças estabelecidas pela sociedade com relação a homens e mulheres, é válido lembrar que tal assunto vem sofrendo uma constante mudança, devido a uma resistência do gênero feminino em ceder às imposições da sociedade que, culturalmente impôs normas de comportamento e de conduta completamente incoerentes e que, desta forma, impediu e atrasou em milhares de anos a independência das mulheres no que se refere a diversos fatores, sejam profissionais, sexuais ou meramente comportamentais. Segundo Sousa & Altmann (1999), os sistemas escolares modernos não apenas refletem a ideologia sexual dominante da sociedade, mas produzem ativamente uma cadeia de masculinidades e feminilidades heterossexuais diferenciadas e hierarquicamente ordenadas. Mesmo com essa hierarquização, as construções de gênero não se opõem, ou seja, o feminino não é o oposto nem o complemento do masculino. Porém, mesmo com um avanço acerca deste assunto e, com um grande desenvolvimento do gênero feminino em todos os aspectos, existe ainda uma grande discriminação das mulheres no âmbito escolar, principalmente na disciplina Educação Física em que, frequentemente as mulheres são excluídas de diversos esportes que foram estigmatizados como “masculinos”. De acordo com Kunz (1993), em estudo sobre a construção histórico-cultural dos estereótipos sexuais, no contexto escolar, a Educação Física constitui o campo onde, por excelência, acentuam-se, de forma hierarquizada, as diferenças entre homens e mulheres. Assim, muitas meninas são impedidas de participar da prática esportiva na escola devido a este tipo de preconceito, sendo, algumas vezes, excluídas pelos colegas de sala e outras vezes pelos próprios professores de Educação Física, que camuflam o seu preconceito em justificativas ignorantes como “os meninos são mais fortes”, “é para evitar que elas se machuquem” ou até mesmo “elas não sabem jogar este esporte”. Tais condutas envergonham profissionais de Educação Física que possuem propostas interessantes para intervir neste tipo de aspecto e ainda inculcam o ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 117 preconceito nestas crianças, pois não só os meninos excluem as meninas como as mesmas se inferiorizam por não acreditarem que são capazes. Não pretendemos com este trabalho vitimizar o gênero feminino, pois desta forma estaríamos ‘aprisionando-as pelo poder’, desconsiderando suas possibilidades de resistência e estigmatizandoo gênero masculino como ‘vilões’, o que não é uma verdade, já que os meninos também sofrem exclusão no âmbito da Educação Física Escolar, uma vez que alguns esportes são vistos como exclusivamente femininos, como a Ginástica Rítmica, a Dança e outras manifestações esportivas. O preconceito relacionado ao gênero atinge ambas as partes, em magnitudes diferentes, porém, de qualquer forma, este se mostra presente. E é no meio escolar e, principalmente nas aulas de Educação Física, que tal diferenciação é vista de um modo mais freqüente e é por isso que o professor deve estar preparado para intervir neste processo, discutindo sobre o tema e modificando a ação dos alunos. Diferenças corporais Outro tipo de preconceito observado na escola diz respeito às diferenças corporais. A sociedade, ao estabelecer padrões que devem ser seguidos e perseguidos, trata aqueles que não se enquadram neste contexto como inferiores, anormais, feios. A escola mais uma vez é o principal ambiente em que tais pensamentos, criados pela sociedade, pela mídia e por outras formas de alienação, se propagam. A mídia e os meios de comunicação de massa impõem padrões estéticos a toda uma sociedade, fazendo com que as mulheres sonhem em possuir corpos magros e firmes e homens anseiem por se tornarem fortes. Esta imposição traz sérios problemas àqueles que não se encaixam neste perfil, pois estes serão sempre criticados, subjugados e instigados a se transformarem em algo que não são, que não condiz com sua genética ou com sua personalidade. Tais situações na escola são vistas de forma muito freqüente e, mais uma vez, as aulas de Educação Física refletem o meio mais propício para tais manifestações, pois é nesta aula que os corpos estão expostos a este tipo de marginalização e, por isso, à mercê do julgamento público. Portadores de Necessidades Especiais A escola, como instituição social, apresenta em seu interior normas de condutas e comportamentos nos quais estão fundamentadas as diversas práticas pedagógicas. Neste sentido, o comportamento diferente é logo tido como deficiente, incapaz de satisfazer às exigências educacionais. Os chamados “deficientes” são excluídos ou mantidos separados dos “normais” dentro das instituições escolares. Diante da luta e resistência dos estigmatizados, frente ao seu estado de desumanização, o próprio sistema social elabora instituições escolares especiais com o intuito de manterem a ordem através de práticas assistencialistas e ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 118 reprodutivistas que buscam corrigir os erros dos “desviantes”, mantendo-os em um estado de conformismo com a realidade de desigualdade (Brasil, 2003). Nesse contexto, os problemas que regem a relação da escola e dos colegas de classe com os portadores de necessidades especiais não se limitam ao preconceito sofrido por eles, o que é algo extremamente visível, mas também ao despreparo dos professores e funcionários da escola para lidar com as diferenças individuais. Por isso, na maioria das vezes, mantém-se o aluno excluído do resto da turma e sem nenhum tipo de atenção especial que colabore para o seu desenvolvimento escolar. Essas atitudes são notadas em toda a escola, em todas as aulas e com todos os profissionais envolvidos. Porém, as aulas de Educação Física expõem ainda mais esta marginalização, sendo que os portadores de necessidades especiais, na maioria das vezes, não são estimulados a aprender com os demais e nenhum tipo de atividade diferenciada em que todos possam participar de forma irrestrita é proposta. Neste sentido, portadores de necessidades especiais sofrem algum tipo de marginalização em vários aspectos na escola, mas principalmente nas aulas de Educação Física, seja por preconceito na forma de exclusão ou de inferiorização ou até mesmo pela má formação dos professores, que não sabem como incluí-los em suas aulas. Formas de intervenção Nas aulas de Educação Física o professor assume o papel de formador do cidadão, não só pela ótica fisiológica e/ou motora, mas também pelo viés da formação do indivíduo como um todo. Neste sentido, é papel do professor de Educação Física a transmissão do saber elaborado, desvinculado de qualquer valor que vise à reprodução de preconceitos, discriminação e subordinação. Ao professor de Educação Física cabe intervir na formação de valores dos indivíduos, colocando em discussão assuntos como preconceito racial, étnico, de gênero, relacionado a parâmetros estéticos ou a qualquer tipo de diferença entre os mesmos. Ou seja, é importante que o professor de Educação Física aborde os assuntos no momento em que eles acontecem para que se cause uma reflexão por parte dos alunos sobre a ocasião ou problema ocorrido. A respeito dos portadores de necessidades especiais, cabe ao professor adequar as atividades desenvolvidas nas aulas de Educação Física às deficiências dos alunos, sem, no entanto, inferiorizá-los. O esporte e as práticas pedagógicas nas aulas devem ser vistas como um modo de inclusão social e não de fixação de preconceitos estabelecidos pela sociedade. A discussão e abordagem desse tema, nas aulas de Educação Física, devem ser práticas constantes, a fim de formar indivíduos isentos de preconceitos, críticos e conscientes das diferenças que cercam a sociedade. Assim sendo, serão capazes de promover um respeito mútuo. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 119 Conclusão Com o referido trabalho, concluímos que o preconceito é algo que está presente em toda a sociedade, inclusive no âmbito escolar, e que se manifesta principalmente nas aulas de Educação Física, pois os indivíduos estão mais expostos a todo o tipo de crítica ou julgamento. Seja por sua etnia, raça, questões estéticas, de gênero ou por qualquer outra diferença que fuja dos padrões impostos pela sociedade, muitos alunos hoje são submetidos a algum tipo de preconceito. Tais manifestações geram humilhações que resultam em indivíduos acríticos, tímidos e inseguros e que se sentem inferiorizados pelos outros. As conseqüências desta formação podem ser diversas e devem ser evitadas pelos profissionais da área da Educação, que são atualmente os principais intervencionistas neste âmbito. • BRASIL, A. S. Política de inclusão escolar e Educação Física: uma abordagem antropológica. UFG. 2003. • DALLARI, D. A. A globalização e seus efeitos excludentes: serão respeitados os direitos humanos nos próximos 50 anos? In: http://www.iedc.org.br/publica/ dialogando/dallari.htm, 1998 (acessado em 28.10.2007). • FISHMANN, R. Estratégias de superação da discriminação étnica e religiosa no Brasil. In: PINHEIRO, P. S..; GUIMARÃES. S. P. (org.) Direitos Humanos no século XXI. Rio de Janeiro: Fundação Alexandre de Gusmão, 1998. p. 959-985. • KUNZ, M. C. S. “Quando a diferença é mito: Uma análise da socialização específica para os sexos sob o ponto de vista do esporte e da educação física”. Dissertação de mestrado em educação.Florianópolis: UFSC, 1993, 167pp. • RANGEL, I. C. A. Educação Física na Educação Infantil: notas sobre a possibilidade de formação de preconceito étnico etnico-racial. UNESP-Rio Claro- SP, Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2006, 5(1):135-146. • SOUSA, E. S. & ALTMANN, H. Meninos e meninas: Expectativas corporais e implicações na educação física escolar. Cadernos Cedes, ano XIX, nº 48, Agosto/99. Fonte: https://www.efdeportes.com/efd117/educacao-fisica-escolar-principais-formas-de-preconceito.htm Para finalizar esse capítulo vamos tratar do artigo 11. CAPÍTULOIV Dos Direitos e Benefícios Art. 11 - As condições para a prestação de serviços do Profissional de Educação Física serão definidas previamente à execução, de preferência, por meio de contrato escrito e, com pertinência na legislação vigente, sua remuneração será estabelecida em função dos seguintes aspectos: ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 120I - a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade do serviço a ser prestado; II - o tempo que será consumido na prestação do serviço; III - a possibilidade do Profissional ficar impedido ou proibido de prestar outros serviços no mesmo período; IV - o fato de se tratar de serviço eventual, temporário ou permanente; V - a necessidade de locomoção na própria cidade ou para outras cidades do Estado ou do País; VI - a competência e o renome do Profissional; VII - os equipamentos e instalações necessários à prestação do serviço; VIII - a oferta de trabalho no mercado onde estiver inserido; IX - os valores médios praticados pelo mercado em trabalhos semelhantes. § 1º - O Profissional de Educação Física poderá transferir a prestação dos serviços a seu encargo a outro Profissional de Educação Física, com a anuência do beneficiário. § 2º - É vedado ao Profissional de Educação Física oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou concorrência desleal. (CONFEF,2015) Nesse artigo trata das maneiras de contratação do profissional de educação física, ressalta que somos uma profissão devidamente reconhecida e legalizado perante a justiça assim nossos honorários devem seguir a legislação trabalhista atual como qualquer outro trabalhador e os contratos de prestação e serviço devem ser escrito de acordo com a lei. Podemos dizer também de a importância do profissional autônomo pagar a previdência pública para garantir seus direitos a aposentadoria, bem como situações adversas como auxilio doença ou invalidez. Imagem ilustra uma carteira de trabalho Fonte: https://eutenhodireito.com.br/ctps-carteira-de-trabalho/ https://eutenhodireito.com.br/ctps-carteira-de-trabalho/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 121 Finalizo esse capítulo com o artigo 11 parágrafo 2º, que trata do rebaixamento de honorários e da concorrência desleal para prestação de serviço de educação física, essa situação é vedada para o profissional e educação física. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 122 CAPÍTULO 14 CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO FÍSICA, CAPÍTULO V DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES E CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Olá alunos (as) nessa aula vamos dar continuidade aos comentários dos artigos do nosso código de ética, agora vamos tratar do capítulo V que fala sobre as infrações e penalidades previstas no código de ética do profissional de educação física e capítulo VI que trata das disposições gerais, o capítulo V é composto dos artigos 12, 13 e 1 e o capítulo VI é composto pelos artigos 15, 16. E 17. Para iniciarmos a discussão vamos tratar exclusivamente do artigo 12 onde trata da infração ética. CAPÍTULO V Das Infrações e Penalidades Art. 12 - O descumprimento do disposto neste Código constitui infração ética, ficando o infrator sujeito a uma das seguintes penalidades, a ser aplicada conforme a gravidade da infração: I - advertência escrita, com ou sem aplicação de multa; II - censura pública; III - suspensão do exercício da Profissão; IV - cancelamento do registro profissional e divulgação do fato. No artigo 12 vamos tratar das penalidades imposta ao profissional e educação física de acordo com seu grau de infração, classificamos as infrações em quatro níveis de gravidade: • Infração Leve - Sem multa e com anotação de advertência • Infração Média - Multa e instauração de processo ético • Infração Grave - Multa e instauração de processo ético ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 123 • Infração Gravíssima - Multa e instauração de processo ético Vamos citar alguns exemplos de tipos de situação e sua classificação do tipo de infração: Infração leve: Profissional de Educação Física em inadimplência das suas obrigações estatutárias. O profissional que por exemplo é inadimplente com suas anuidades ele está além da questão de contraindo uma dívida financeira junto ao CREF, está também cometendo uma infração proposta no código de ética. Infração Média: Graduado atuando sem registro junto ao CREF. Quando um graduado que não inscreve no CREF começa a atuar em qualquer uma das áreas da educação física e sofrer fiscalização, sua infração é considerada média, notificação com imediata suspensão das atividades. Encaminhamento do profissional e do Responsável Técnico ao Tribunal de Ética. Infração Grave: Profissional atuando fora da sua área de habilitação, exemplo que existe uma categoria de CREF para não graduado são aqueles que conseguem comprovar três anos experiência em uma área antes de 1º de setembro de 1998 e fazendo algumas capacitações pode ter o registro como não graduado mas com atuação específica em uma das áreas da educação física, exemplo um treinador de futebol que consegue comprovar sua experiência mediante a documentos conforme exemplo acima, ele fica autorizado pelo CREF para atuar único e exclusivamente como treinador de futebol, outras áreas da educação física não, caso ocorra essa atuação em outras áreas, notificação com imediata suspensão das atividades. Encaminhamento do profissional e do Responsável Técnico ao Tribunal de Ética. Infração Gravíssima: Exercício Ilegal da Profissão, exemplo pessoa atuando em uma academia de musculação sem inscrição no CREF e formação em graduação de educação física, Notificação com imediata suspensão das atividades. Notificação ao Ministério Público. Encaminhamento do Responsável Técnico ao Tribunal de Ética, e sofrer um processo crime, exercício ilegal é considerado crime. caracteriza-se inobservância ao art. 47 da Lei de Contravenções Penais (Lei nº 3.688/41), podendo ter agravantes caso sua conduta por exemplo tenha um impacto na saúde e bem- estar das pessoas que atendeu. ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 124 Imagem que mostra uma campanha do CREF do Amazonas contra o exercício ilegal da profissão Fonte: https://www.facebook.com/cref21ma/photos/a.978522152167098/3534730226546265/?type=3 ISTO ESTÁ NA REDE Operação flagra 17 pessoas em exercício ilegal da profissão de professor de Educação Física no RJ Ação do Conselho Regional de Educação Física em todo o estado ainda autuou 57 profissionais que não possuíam o Curso de Suporte Básico de Vida, que é obrigatório por lei Fiscais do Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região, que engloba o Rio de Janeiro e Espírito Santo, realizaram abordagens nas principais áreas de lazer em oito municípios fluminenses dentro de 40 dias da Operação Verão. Somente na capital do Rio de Janeiro, a equipe fez a fiscalização nas principais praias, praças e espaços de lazer ao ar livre de dez bairros. Com a ação, 144 pessoas foram abordadas e 17 foram autuadas por exercício ilegal da profissão de professor de Educação Física. Dentre os autuados, quatro atuavam como professores de futevôlei, três com treinamento funcional, outros dois na modalidade crosstraining e vôlei de praia, https://www.facebook.com/cref21ma/photos/a.978522152167098/3534730226546265/?type=3 ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 125 além de personal trainer, monitores de corrida de areia, beach tênis, musculação e ginástica localizada. A maioria dessas pessoas não possuí formação em Educação Física, dentre outras irregularidades, como os que não possuíam registro ativo junto ao CREF1. Além disso, 57 profissionais foram notificados por não possuírem o Curso de Suporte Básico de Vida, que é obrigatório de acordo com a Lei Estadual n° 7696, de 2017. Os casos foram encaminhados ao Ministério Público. “Somente um profissional de Educação Física graduado e registrado é capaz de respeitar a individualidade biológica de cada um, além de priorizar os seus objetivos com segurança. Tratando-se de atividades ao ar livre, devemos considerar ainda que o profissional é capaz de respeitar os níveis de intensidade de cada treinamento com base na percepçãode esforço devido a condições climáticas, além de estar preparado para qualquer tipo de atendimento emergencial”, explica a supervisora do Departamento de Fiscalização. Fonte: https://www.folhape.com.br/noticias/operacao-flagra-17-pessoas-por-exercicio-ilegal-da-profissao-de/215213/ O próximo artigo de número 13 trata da omissão de um profissional que tem conhecimento de uma transgressão de um colega de profissão do código de ética e simplesmente não denúncia seja por qual motivo for tem tanta culpa quanto o profissional transgressor, denunciar não é ser “X9” mas sim ético em sua conduta como pede as premissas de nossa profissão. Art. 13 - Incorre em infração ética o Profissional que tiver conhecimento de transgressão deste Código e omitir-se de denunciá-la ao respectivo Conselho Regional de Educação Física. https://www.folhape.com.br/noticias/operacao-flagra-17-pessoas-por-exercicio-ilegal-da-profissao-de/215213/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 126 Figura ilustra uma ação do CREF SC com relação aso profissionais sem formação Fonte: https://www.crefsc.org.br/cref3sc-fiscaliza-denuncias-de-perfis-irregulares-nas-redes-sociais/ Finalizamos esse artigo exemplificando os tribunais de ética que estão devidamente respaldado em nosso código de ética, e que o principio do direito pleno em defesa é um dos pilares da construção e nosso código de ética. Art. 14 – As Comissões de Ética, as Juntas de Instrução e Julgamento, os Tribunais Regionais de Ética e o Tribunal Superior de Ética são órgãos do Sistema CONFEF/CREFs com suas áreas de abrangência e competências elencadas no Código Processual de Ética do Sistema CONFEF/CREFs. Parágrafo Único - O documento mencionado no caput deste artigo corresponde ao ordenamento adjetivo no que respeita a materialidade do fenômeno ético no âmbito do exercício profissional da Educação Física e, garante os princípios norteadores da justiça alicerçados no devido processo legal, na ampla defesa, no contraditório e, no duplo grau de jurisdição. Imagem ilustra um tribunal de ética Fonte: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-os-juizes-usam-martelo-no-tribunal/ https://www.crefsc.org.br/cref3sc-fiscaliza-denuncias-de-perfis-irregulares-nas-redes-sociais/ https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-os-juizes-usam-martelo-no-tribunal/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 127 E por fim finalizamos o código de ética com o capítulo VI que trata das disposições finais, onde o profissional e educação física deve seguir as normas descritas e que o código deve sempre ser reavaliado conforme as mudanças que ocorre na sociedade. CAPÍTULO VI Disposições Finais Art. 15 - O registro no Sistema CONFEF/CREFs implica, por parte dos Profissionais de Educação Física, total aceitação e submissão às normas e princípios contidos neste Código. Art. 16 - Com vistas ao contínuo aperfeiçoamento deste Código, serão desenvolvidos procedimentos metódicos e sistematizados que possibilitem a reavaliação constante dos comandos nele contidos. Art. 17 - Os casos omissos serão analisados e deliberados pelo Conselho Federal de Educação Física ISTO ESTÁ NA REDE Envolvidos se defendem no escândalo do doping Técnicos e atletas atingidos pela maior crise da modalidade no país começam a ser ouvidos pela Comissão de Inquérito da CBAt São Paulo - A Comissão de Inquérito criada especialmente pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) começou a ouvir ontem, em São Paulo, os envolvidos no maior escândalo de doping do atletismo brasileiro. No primeiro dia, os atletas ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 128 Jorge Célio, Bruno Lins, Lucimara Silvestre, Josiane Tito e Luciana França prestaram depoimento e reafirmaram o uso da substância proibida EPO por terem admitido a culpa, eles já estavam suspensos por dois anos. No depoimento, Lucimara afirmou que não sabia estar injetando substâncias proibidas em seu corpo, mas explicou que o técnico Jayme Netto Júnior, que também já confessou a culpa, tinha conhecimento do doping, embora não considerasse que seus atletas corriam perigo. “Disseram a ele, no caso o Pedro (fisiologista Pedro Balikian Júnior, que é acusado de fornecer a EPO), que havia mil por cento de chance de não sermos pegos», contou a atleta. Segundo ela, a substância proibida injetada quatro vezes em sua barriga � era usada só em treinos. Lucimara também contou detalhes do anúncio de seu doping, em agosto, pouco antes da disputa do Mundial de Atletismo de Berlim. “Falaram que eu e outros atletas tínhamos dado positivo e existiam ainda outros dois casos suspeitos sob investigação. A Evelyn (Evelyn dos Santos) admitiu que tomou as injeções, mas a outra atleta que teve resultado semelhante jurou de pés juntos que não usou nada.” Josiane Tito, por sua vez, declarou que acreditava ser aminoácido a substância injetada pela primeira vez em seu corpo justamente no dia do exame antidoping surpresa, realizado em 15 de junho, em Presidente Prudente (SP). “Tomei uma hora antes”, lamentou. Para a atleta, a pessoa capaz de esclarecer o caso é o fisiologista Pedro Balikian Júnior, que ainda não declarações sobre o caso. «Todos nós tentamos falar, mas ele sumiu. Acho que ele deveria se apresentar para assumir suas responsabilidades.» Um dos principais protagonistas do escândalo, Pedro Bali kian Júnior não prestou depoimento na Comissão de Sindi cân cia da Universidade Esta dual Paulista (Unesp), em Pre si dente Prudente, onde também acon tece uma investigação sobre o caso. Ele apresentou atestado médico por meio de seu advogado informando estar com gripe suína será convidado a depor novamente na instituição, onde é funcionário, dentro de 15 dias. Assim, foram ouvidos dois envolvidos no caso que são funcionários da Unesp, os técnicos Jaime Netto Júnior e Inaldo Sena. Eles eram responsáveis pelos cinco atletas flagrados no exame antidoping e, logo depois do resultado positivo, confessaram participação. Inaldo Sena saiu do local sem dar declarações. “Olha, se você ficasse uma semana no meu lugar, ficaria igual a um avestruz (com a cabeça enfiada em um buraco)”, limitou-se a dizer o treinador. Jayme Netto Júnior demorou quase duas horas reunido com a comissão da Unesp. “Tenho a minha co-responsabilidade em permitir o uso da substância em três dos meus atletas. Acreditei que não tivesse problema e que não havia risco”, disse o treinador. “Se pudesse voltar no tempo, ja mais faria isso novamente.” Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/esportes/envolvidos-se-defendem-no-escandalo-do-doping-bw4o0xs1s0lhwsccu8afbytzi/ https://www.gazetadopovo.com.br/esportes/envolvidos-se-defendem-no-escandalo-do-doping-bw4o0xs1s0lhwsccu8afbytzi/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 129 CAPÍTULO 15 APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE ÉTICA DO CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA A aplicação de penalidades (arts. 12 a 16 do Cód.Ética) já descritas em aulas anteriores, observados sempre os princípios do contraditório e ampla defesa, somente ocorrerá, originariamente, após o devido julgamento pelo Conselho Regional de Educação Física (CREF), que funcionará como Tribunal Regional de Ética (TRE), e, no caso de interposição de recurso ao CONFEF, este funcionará como Tribunal Superior de Ética (TSE), enfim existe a mesma nomenclatura da justiça comum. (CONFEF, 2015) Imagem que ilustra as instâncias jurídicas do CREF Fonte: https://www.politize.com.br/instancias-da-justica-conheca-os-tao-famosos-graus-de-jurisdicao/ A penalidade de advertência, será aplicada sob a forma escrita, como uma repreensão, em que o profissional é alertado do cometimento da infração ética, de forma reservada. Adotando-se o princípio da formalidade administrativa, o comunicado de natureza pessoal, deve ser escrito. (CONFEF, 2015) https://www.politize.com.br/instancias-da-justica-conheca-os-tao-famosos-graus-de-jurisdicao/ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 130 Imagem ilustra a ação e advertência Fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/6427/entenda-quando-uma-advertencias-pode-ser-aplicada-e-suas-modalidades/ A penalidade de advertência, admite a cumulatividade com ou sem multa, e, no último caso, os limites de aplicação encontram-se fixados, entre 01 e 10 vezes, o valor da anuidade. A discricionaridade para a aplicação ou não da multa será de competência do julgador, que levará em conta a infração disciplinar praticada e não a reparação do possível dano. No Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (EOAB) – Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, a pena de multa está prevista como sanção disciplinar (art. 35, IV), variando entre o mínimo de uma anuidade e o máximo de seu décuplo, aplicável cumulativamente com a censura ou suspensão, nos casos da presença de circunstâncias agravantes (art. 39). (CONFEF, 2015) A penalidade de censura pública, sem a conotação de publicidade para toda a classe, consistirá numa repreensão, aqui entendida, mais grave que a advertência, numa chamada enérgica de atenção ao infrator e, da reprovabilidade de seu ato quer perante o Sistema CONFEF/CREFs, quer perante a Sociedade. O registro na penalidade na ficha do CREF e a presença de duas testemunhas, são indicadores da efetivação da aplicação. Exige-se também, a observância pelo julgador, quando tratar-se de reincidência específica, para aplicação da censura pública. (CONFEF, 2015) A penalidade de suspensão do exercício profissional não poderá ultrapassar a 29 dias com prejuízo dos proventos (art. 15 Cód.Ética). Vários desafios são colocados para interpretação: a) é possível a aplicação de suspensão por prazo superior a 29 dias b) Quais limites, mínimos e máximos da penalidade de suspensão, são recomendáveis https://www.contabeis.com.br/artigos/6427/entenda-quando-uma-advertencias-pode-ser-aplicada-e-suas-modalidades/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 131 Tecnicamente leia-se o termo proventos a significar salário, o prazo estabelecido de 29 dias, com prejuízo do salário, visa impedir a aplicação do art. 474 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que redundaria na rescisão do contrato de trabalho do profissional infrator, caso o mesmo estivesse sob aquele regime trabalhista, e, em sendo servidor público, federal, estadual ou municipal, sob regime estatutário, estaria passível dos procedimentos previstos na legislação em vigor aplicável. Significa dizer que aplicação da penalidade de suspensão do exercício profissional é possível, observada a limitação já indicada. (CONFEF, 2015) Imagem que ilustra a perda de salários quando da suspensão Fonte: https://ingracio.adv.br/reducao-salarial-e-suspensao-do-emprego/ [A penalidade de cancelamento do registro profissional, impede de forma absoluta o exercício profissional, qualquer que seja a circunstância, acrescendo-se a divulgação do fato a sociedade. A suspensão do exercício profissional impede de forma relativa o exercício da atividade profissional, garantindo-lhe o retorno à profissão, embora, nesse período, possa cometer outra infração ética: “exercer a profissão, quando IMPEDIDO, ou facilitar, por qualquer meio o seu exercício, aos não habilitados ou IMPEDIDOS. (art. 2º, IV Código de.Ética). No caso de profissional que recebeu a penalidade de cancelamento do registro profissional, tal figura caracteriza-se como Contravenção Penal nos termos do art. 47 Exercício ilegal de profissão ou atividade – Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 – Lei das Contravenções Penais. (CONFEF, 2015) Imagem representa da carteira profissional CREF Fonte: https://toninhovespoli.com.br/dica-de-legislacao-a-obrigatoriedade-do-pagamento-do-cref/ https://ingracio.adv.br/reducao-salarial-e-suspensao-do-emprego/ https://toninhovespoli.com.br/dica-de-legislacao-a-obrigatoriedade-do-pagamento-do-cref/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 132 O Julgamento e a instrumentalização processual, o Código do Profissional de Educação Física traçou as normas substantivas ao exercício da atividade profissional em termos éticos. Para efeito de julgamento o Sistema CONFEF/CREF fixou a existência de duas instâncias: a) a 1ª a que chamou de Tribunal Regional de Ética (TRE), cabendo aos Conselhos Regionais de Educação Física (CREFs), funcionarem originariamente na apreciação dos processos de natureza ética; b) a 2ª a que chamou de Tribunal Superior de Ética (TSE), cabendo ao Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), para apreciação o processo. (CONFEF, 2015) Portanto, para garantir a o andamento adequada, visando fazer valer os direitos e garantias fundamentais descritos na Constituição da República Federativa do Brasil. Imagem ilustra a Constituição Federal Fonte: https://gestaodesegurancaprivada.com.br/constituicao-o-que-e-para-que-serve-tipos-constituicao-brasileira-1988/ O Processo de natureza ética pode se fazer a diferenciação entre processo e procedimento, onde procedimento a série de atos praticados para a conclusão do processo, ou seja, é o modo da realização do processo, o conjunto de formalidades necessárias para a prática de certos atos administrativos. As fases procedimentais são: a) Admissibilidade: notícia fundamentada e não anônima, representação, queixa, denúncia b) Instauração: avaliação pela Comissão Especial de Disciplina e Ética (CEDE) - parecer da CEDE (pelo arquivamento ou instauração do processo disciplinar ético) c) Instrução: citação do denunciado para apresentar defesa d) Relatório: elabora Parecer Conclusivo, que conterá elencando a denúncia e quais os artigos que estão baseado o referido fato. https://gestaodesegurancaprivada.com.br/constituicao-o-que-e-para-que-serve-tipos-constituicao-brasileira-1988/ ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 133 e) Julgamento: Sessão Plenária do CREF, que funcionará como Tribunal Regional de Ética - Quorum mínimo de 2/3 dos conselheiros efetivos, sessão em sigilo, presença das partes e seus procuradores. Decisão, ainda que por maioria, pela procedência do feito, à votação da penalidade a ser aplicada. (CONFEF, 2015) Imagem que ilustra uma sessão de julgamento Fonte: https://rbispo77.jusbrasil.com.br/artigos/625007237/saiba-como-funciona-o-tribunal-do-juri-e-a-importancia-da-escolha-do-advogado-criminalista ISTO ESTÁ NA REDE Professor de educação física condenado por abusar de aluno de dez anos em 2016 é preso em Cotia Homem é condenado em segunda instância; mandado de prisão foi expedido na semana passada e cumprido nesta segunda-feira O professor de educação física José Pedro de Andrade condenado por abusar de um aluno em um colégio particular em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, foi preso na manhã desta segunda-feira (12). https://rbispo77.jusbrasil.com.br/artigos/625007237/saiba-como-funciona-o-tribunal-do-juri-e-a-importancia-da-escolha-do-advogado-criminalista ÉTICA PROFISSIONAL PROF. DEYBSON BIONDO FACULDADE CATÓLICA PAULISTA | 134 O crime ocorreu em agosto de 2016 no Colégio Sigma, em Cotia. Na época, uma professora da instituição notou um comportamento diferente no filho, que também era aluno na escola. A criança, que tinha 10 anos na época, relatou à mãe que Andrade o deixava em uma sala, fechava a porta e praticava os abusos. De acordo com a vítima, o homem encostava as partes íntimas nele, além de pedir para o menino tocá-lo. Ao saber dos abusos, a mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher de Cotia. Segundo o advogado da família da vítima, Gilberto Gomes, durante as investigações, período em que a criança recebeu acompanhamento psicológico, os abusos ficaram comprovados, segundo a polícia, e Andrade foi indiciado por estupro de vulnerável, como previsto no artigo 217 do Código Penal. Em primeira instância, o educador foi absolvido das acusações.Entretanto, houve recurso e, em segunda instância, ele foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado. Então, o Tribunal de Justiça de São Paulo expediu o mandado de prisão na quarta-feira (7). Nesta segunda-feira (12), ele foi preso por uma equipe da Guarda Civil Municipal na Escola Estadual Roque Celestino Pires, em Caucaia do Alto, também em Cotia, onde trabalhava como professor de educação física. O homem foi levado à Delegacia Central de Caucaia do Alto e, posteriormente, será encaminhado à cadeia da Delegacia de Cotia. Conclusão Nesses quinze capítulos que discutimos sobre o Código de Ética do profissional de Educação Física podemos concluir que a construção do nosso código foi realizada baseado em documentos de relevância internacional, como por exemplo a Declaração dos Direitos Humanos e que basicamente sua aplicabilidade vem a prática profissional, como um elemento norteador e regulamentador da prática elencando diretos, deveres e obrigações dos profissionais d educação física. Assim vocês graduandos compreender nosso código desde a sua formatação, sua aplicabilidade e sua eficiência para excelência da atuação do profissional de educação física. _GoBack art1 art2 art2i art2i.0 art2ii art2iii art2iii.0 art2iv art3 art4 art4.0 art5 art5a art5b art5c art5d art5f art5g _GoBack art5h art5i art5j art5k art5l art6 _GoBack _GoBack _GoBack _GoBack _GoBack _GoBack _GoBack FILOSOFIA E ÉTICA A REGULAMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ÉTICA PROFISISONAL O preâmbulo do código de ética do profissional de educação física ÉTICA NA ESCOLA, REDES SOCIAS E MUNDO DO TRABALHO A CONSTRUÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA BIOÉTICA QUESTÕES ÉTICAS E MORAIS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTES FÍSICA E ESPORTES CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DOS PRINCIIOS E DIRETRIZES Código de ética do profissional e educação física, capítulo III das responsabilidades e deveres, artigo 6º Código de ética do profissional e educação física, capítulo III das responsabilidades e deveres, artigo 7º, 8º e 9º. Código de ética do profissional e educação física, capítulo IV dos direitos e benefícios Código de ética do profissional e educação física, capítulo V das infrações e penalidades e capítulo VI das disposições gerais Aplicabilidade do Código de Ética do Código de Ética do Profissional de Educação Física