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Convulsão Convulsão Em nossa aula vamos estudar sobre convulsão, suas causas, sintomas, como preveni-la e os primeiros socorros necessários. A crise convulsiva é uma atividade elétrica anormal no cérebro, pode ser em um conjunto específico, numa região mais focal ou uma atividade elétrica generalizada causada por algum processo irritativo naquela área, às vezes uma lesão localizada ou uma alteração metabólica. Ou seja a Convulsão é um distúrbio que se caracteriza pela contratura muscular involuntária de todo o corpo ou de parte dele. Os sinais e sintomas dependem do tipo de convulsão e da região do cérebro envolvida. Uma queda na glicose ou o aumento repentino da glicemia podem ocasionar diversos problemas ao corpo humano, incluindo uma convulsão. Convulsão Quando há essa atividade anormal no cérebro é ativada a ação involuntária e pode ser que o paciente perca a consciência, tenha movimentos involuntários dos braços, das pernas, com contrações. Às vezes acontece à ativação do sistema nervoso autônomo, responsável por alguns comportamentos fisiológicos que podem fazer com que o paciente urine ou defeque durante a crise. Convulsão Nem sempre toda convulsão indica uma doença neurológica grave. “Ela pode ter várias causas e se diferem um pouco dependendo do que a provocou, como uma alteração metabólica, a hipoglicemia ou hiperglicemia, que devem ser tratadas imediatamente. O paciente que teve um episódio de hipoglicemia e uma crise convulsiva não necessariamente terá isso de novo. Por isso, é importante que a pessoa admitida no hospital com convulsão faça ressonância de crânio, exames laboratoriais e até um eletroencefalograma para que seja possível determinar o tipo de crise que ele apresentou e se há outra atividade irritativa. Convulsão As crianças também podem ter crises convulsivas? A convulsão na criança não necessariamente é pior do que no adulto. Na infância, a Síndrome de West é uma das patologias comuns e atinge neonatos e crianças bem pequenas que têm como se fosse um surto. Essa síndrome, geralmente, é acompanhada de outras alterações neurológicas, como retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, algumas lesões de órgãos vitais e ainda alteração hepática dependendo do caso. Como a criança está com o cérebro em desenvolvimento, as sequelas podem ser secundárias. Por isso, é importante diagnosticar o problema e tratar. Convulsão A crise convulsiva pode ter inicio súbito, provocando movimentos involuntários e desordenados, geralmente acompanhados de perda de consciência. É comum a recuperação dos sentidos, não apresentando maiores problemas em até 5 minutos. As convulsões podem ser de dois tipos: parciais, ou focais, quando apenas uma parte do hemisfério cerebral é atingida por uma descarga de impulsos elétricos desorganizados, ou generalizadas, quando os dois hemisférios cerebrais são afetados. Convulsão Emoções intensas, exercícios vigorosos, determinados ruídos, músicas, odores ou luzes fortes podem funcionar como gatilhos das crises. Outras condições – febre alta, falta de sono, menstruação e estresse – também podem facilitar a instalação de convulsões, mas não são consideradas gatilhos. Convulsão Principais Causas Em alguns casos, não é possível identificar a causa da convulsão. Nos outros, entre as causas prováveis, podemos destacar: Febre alta em crianças com menos de 5 anos; Doenças como meningites, encefalites, tétano, tumores cerebrais, infecção pelo HIV, epilepsia, etc; Traumas cranianos; Abstinência após uso prolongado de álcool e de outras drogas, ou efeito colateral de alguns medicamentos; Distúrbios metabólicos, como hipoglicemia, diabetes, insuficiência renal, etc; Falta de oxigenação no cérebro. Origem desconhecida. Convulsão Sintomas: Espasmos incontroláveis; Lábios azulados; Olhos virados para cima; Inconsciência; Salivação abundante. Convulsão Primeiros socorros Afastar objetos do chão que possam causar lesões ou fraturas; Afastar os curiosos, dar espaço a vítima; Proteger a cabeça da vítima; Lateralizar a cabeça para que a saliva escora na boca, evitando afogamento; Não imobilizar os membros; Afrouxar as roupas; Não tracionar a língua ou colocar objetos na boca, ao lateralizar já está liberando a passagens de ar; Limpar as secreções salivares, para facilitar a respiração; Convulsão Convulsão Caso a vítima queira dormir, deixe-a descansar de lado, enquanto aguarda o socorro; Não medique a vítima, pois os reflexos estão prejudicados; Não a deixe sozinha durante a crise; Chame socorro especializado ou leva para o pronto socorro; Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire a vítima do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro. Convulsão Primeiros socorros Como evitar uma crise Ter controle dos fatores de pré-disposição à crise, que são: Privação do sono; Estresse emocional; Deixar de tomar a medicação corretamente no horário; O uso de bebida alcoólica; Flutuações metabólicas; Crianças não ficarem longos períodos sem se alimentar porque podem ter uma queda da glicemia sanguínea e assim ocasionar uma crise. Convulsão TRATAMENTO O risco de novas crises diminui nos pacientes com convulsões provocadas por álcool, drogas, pelo efeito colateral de alguns medicamentos e por distúrbios metabólicos, quando são retiradas essas substâncias ou corrigido o problema orgânico. Nos outros casos, existem vários medicamentos que devem ser indicados de acordo com o tipo de convulsão para evitar a recorrência e assegurar o controle das crises. Convulsão Convulsão não é sinônimo de epilepsia. Epilepsia é uma doença específica, que predispõe a pessoa a convulsões, mesmo na ausência de problemas como febre alta, pancadas na cabeça, derrames ou tumores cerebrais. Convulsão image1.png image2.jpeg image3.png image4.png image5.png