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Síndrome do Ovário Policístico Os ovários são dois órgãos localizados um de cada lado do útero, sendo responsáveis pela produção de hormônios sexuais femininos (BVS, 2024). A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma doença endócrina, que consiste no hiperandrogenismo (excesso de hormônios androgênios) e anovulação crônica (JUNQUEIRA et al, 2003). Os sintomas da SOP podem surgir durante a puberdade e se intensificam com o passar do tempo. Na puberdade manifesta- se resultando na amenorreia primária (PINKERTON, 2023). Causando irregularidade menstrual ou amenorreia. Ademais, pode ocasionar acne, hirsutismo, alopecia e seborreia. Acomete em torno de 5% a 10% da população feminina em idade fértil (JUNQUEIRA et al. 2003). Algumas mulheres têm acne e outras apresentam virilização, como pelos temporais. Além disso, ganho de peso, fadiga, baixa energia, problemas relacionados ao sono, mudanças de humor, cefaleias, depressão e ansiedade são sintomas comuns da doença. Pode ocorrer também acantose nigricans, que consiste no escurecimento e espessamento da epiderme em áreas como axilas, base do pescoço e dobras da pele, causada por altos níveis de insulina devido à resistência à insulina. Caso mulheres com SOP engravidem, no caso de obesidade, existe o risco de complicações na gestação, incluindo diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e parto prematuro (PINKERTON, 2023). O diagnóstico pode ser feito por meio do exame de ultrassom transvaginal, avaliação de sintomas e exames laboratoriais. A concentração sérica de LH das pacientes encontra-se elevada e de FSH normal ou baixo, porém 20% a 40% não apresentam esse quadro. Além disso, o alto nível de prolactina está presente em 35% dos casos de SOP. Grande parte das pacientes com SOP apresentam aumento da resistência à insulina e hiperinsulinemia compensatória, entretanto a determinação laboratorial não é necessária para o diagnóstico clínico (JUNQUEIRA et al, 2003). O tratamento da síndrome do ovário policístico inclui o uso de contraceptivos combinados de estrogênio e progesterona; em alguns casos, metformina (1500 a 2000 mg/dia) ou outros sensibilizadores da insulina; controle do hirsutismo; e tratamento da infertilidade em mulheres que desejam engravidar. O objetivo consiste no controle das anormalidades metabólicas e hormonais, reduzindo o nível de estrogênio e o excesso de androgênios nas pacientes. São utilizados fármacos hormonais para causar a descamação do endométrio e reduzir o risco de hiperplasia endometrial e câncer. No caso da irregularidade menstrual e acne, os contraceptivos hormonais são a terapia de primeira linha, como a espironolactona (50-200 mg/dia), anticoncepcionais hormonais orais (ACHO), como acetato de ciproterona, desogestrel e gestodeno; e acetato de ciproterona (50 mg/dia) com o esquema sequencial reverso. Reeducação alimentar e a prática regular de atividades físicas também fazem parte do tratamento da SOP, favorecendo a perda de peso e a redução dos androgênios circulantes, proporcionando maior qualidade de vida à paciente.